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V

unidade formativa
Presidência da República
Secretaria-Geral
Secretaria Nacional de Juventude
Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Unidade Formativa V

Programa Nacional de
Inclusão de Jovens

Brasília, DF
2009
Unidade Formativa V
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva

Vice-Presidente da República
José Alencar Gomes da Silva

Secretaria-Geral da Presidência da República


Luiz Soares Dulci

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome


Patrus Ananias

Ministério da Educação
Fernando Haddad

Ministério do Trabalho e Emprego


Carlos Lupi

Secretaria-Geral da Presidência da República


Ministro de Estado Chefe Luiz Soares Dulci

Secretaria-Executiva
Secretário-Executivo Antonio Roberto Lambertucci

Secretaria Nacional de Juventude


Secretário Luiz Roberto de Souza Cury

Coordenação Nacional do Programa Nacional


de Inclusão de Jovens – ProJovem Urbano
Coordenadora Nacional Maria José Vieira Féres
Presidência da República
Secretaria-Geral
Secretaria Nacional de Juventude
Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Unidade Formativa V

Programa Nacional de
Inclusão de Jovens

Brasília, DF
2009
Copyright © 2009
Permitida a reprodução sem fins lucrativos, parcial ou total, por qualquer meio,
se citada a fonte e o sítio da Internet onde pode ser encontrado o original
(www.projovemurbano.gov.br).

Reimpressão.

Coleção ProJovem Urbano


Elaboração e Organização
Equipe Técnica
Coordenação Nacional do ProJovem Urbano – Assessoria Pedagógica
Cláudia Veloso Torres Guimarães
Luana Pimenta de Andrada
Leila Taeko Jin Brandão
Jazon Macêdo
Organização
Maria Umbelina Caiafa Salgado
Ana Lúcia Amaral
Revisão
Leandro Bertoletti Jardim
Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica
Erika Ayumi Yoda Nakasu

Autores
Introdução Ciências da Natureza
Maria Umbelina Caiafa Salgado Aparecida Valquíria Pareira da Silva
Mirian do Amaral Jonis Silva
Ciências Humanas
Natalina Aparecida Laguna Sicca
Iara Vieira Guimarães
Selva Guimarães Fonseca Participação Cidadã
Língua Portuguesa Renata Juqueira Ayres Villas-Bôas
Lucília Helena do Carmo Garcez Informática
Inglês Daniel de França Monteiro
Carolina Amaral Duarte Ricardo Jullian da Silva Graça
Rosângela Alves Gomes
Matemática
Maria Auxiliadora Vilela Paiva
Rony Cláudio de Oliveira Freitas

G943 Guia de Estudo: Unidade Formativa V / [organização: Maria Umbelina Caiafa Salgado,
Ana Lúcia Amaral; Revisão: Leandro Bertoletti Jardim]. – Brasília: Programa Nacional de In-
clusão de Jovens – ProJovem Urbano, 2009.

320p.: il. – (Coleção ProJovem Urbano)

Conteúdo: Ciências Humanas / Iara Vieira Guimarães [et al.] – Língua Portuguesa /
Lucília Helena do Carmo Garcez – Inglês / Carolina Amaral Duarte – Matemática / Maria
Auxiliadora Vilela Paiva [et al.] – Ciências da Natureza / Aparecida Valquíria Pereira da Silva
[et al.] – Participação Cidadã / Renata Junqueira Ayres Villas-Bôas – Informática / Daniel de
França Monteiro [et al.]

1. Educação - Brasil. 2. Ensino Fundamental 3. Qualificação Profissional 4. Participação


Cidadã. 5. Informática. I. Título. II. Secretaria Nacional da Juventude. III. Programa Nacional
de Inclusão de Jovens (ProJovem Urbano). IV. Salgado, Maria Umbelina Caiafa. V. Amaral, Ana
Lúcia. VI. Jardim, Leandro Bertoletti.
CDD – 370
r i o
m á
s u
Unidade V – JUVENTUDE E TECNOLOGIA

Parte I................................................................. 9

seÇÕes
Ciências Humanas............................................ 17
LÍNGUA PORTUGUESA.......................................... 79
INGLÊS............................................................ 137
MATEMÁTICA.................................................... 179
Ciências DA NATUREZA.................................... 225
participação cidadã...................................... 279
INFORMÁTICA................................................... 301

parte II ......................................................... 317


os autores conversam com vocÊ
UNIDADE V: JUVENTUDE E TECNOLOGIA
Caro(a) Estudante,

Nesta unidade formativa, você vai estudar temas de grande


interesse para a juventude, pois estão ligados às tecnologias
que invadem, cada vez mais, o nosso dia-a-dia: o telefone celu-
lar, o computador e a Internet, os meios de transporte e tantos
outros equipamentos e modos de organizar a vida, o trabalho e
a sociedade. O que eles nos trazem de bom? E o que não é tão
bom assim? Será que todas essas novidades são acessíveis a
todos os cidadãos? Como lidar com elas de forma responsável?
Da mesma forma que nas demais unidades, nossos autores
apresentam-lhe desafios e questões, propondo diferentes ati-
vidades para que você analise as relações entre juventude e
tecnologia, na época atual. Serão focalizadas não apenas as
novas tecnologias digitais, mas também outras mais antigas,
de modo que você possa perceber a importância histórica do
campo tecnológico para a vida dos seres humanos e seu signi-
ficado especial para os jovens.
O texto de Ciências Humanas começa por aí, convidando-o
a refletir sobre as novas tecnologias, do ponto de vista da ju-
ventude. Uma das linhas de estudo que propõe diz respeito ao
papel do desenvolvimento tecnológico na construção do espaço
geográfico. Com base em dados que mostram como a produção
de tecnologia concentra-se em determinados locais, formando
tecnopolos altamente sofisticados, chama a atenção para os
enormes desafios tecnológicos que os países mais pobres en-
frentam. Você terá oportunidade de refletir sobre o processo
histórico de desenvolvimento das tecnologias e as implicações
que trazem para a vida das pessoas e o meio ambiente. Deba-
terá os efeitos das inovações no mercado e nas condições de
vida e trabalho dos jovens. Outro ponto muito importante será
a discussão do consumo de novas tecnologias e da necessida-
de de consumi-las de maneira consciente. Concluindo, o texto
aponta a desigualdade social do acesso às novas tecnologias e
analisa experiências de desenvolvimento de tecnologias sociais
que contribuem para melhorar as condições de vida da popula-
ção de baixa renda.

Guia de estudo – unidade formativa v

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O material de Língua Portuguesa retoma e reforça habili-
dades e temas já vistos, além de associá-los a novos conheci-
mentos e capacidades. Nesta unidade, você trabalhará princi-
palmente com interpretação e produção de textos informativos
e dissertativos, indispensáveis à comunicação no campo da tec-
nologia. Não ficará nisso, contudo, pois analisará também letra
de música, entrevista e textos literários. Em todos os casos,
terá oportunidade de observar como os elementos utilizados
para construir cada tipo de texto contribuem para transmitir
e enfatizar idéias – vocabulário, argumentos, imagens, rimas,
efeitos de humor etc. No campo dos conhecimentos a respeito
da língua, fará uma revisão das funções coesivas (lembra-se
do significado de coesão textual?) exercidas por classes de
palavras como os pronomes, as preposições, as conjunções.
Além disso, você sistematizará a conjugação dos verbos em
todos os tempos e modos.
Nas aulas de Inglês, você continuará a ampliar o vocabulário
necessário para a comunicação no dia-a-dia. Acompanhando as
aventuras das personagens Júlia, Lucas, Mariana e Pedro, você
aprenderá a expressar-se a respeito de tecnologias relaciona-
das a campos como o cinema, o rádio, o computador e a In-
ternet. Além disso, aprenderá a falar de um problema de certa
forma ligado à tecnologia, que é a reciclagem do lixo.
Ao mesmo tempo em que se apropria desse novo vocabulá-
rio, você terá oportunidade de rever e ampliar habilidades de
uso da língua inglesa para fazer afirmações, negações e per-
guntas, no presente, no passado e (novidade!) no futuro.
Os tópicos de Matemática também estão caprichados. Você
fará atividades de revisão e ampliação de alguns assuntos, e
aprenderá muita coisa nova, tendo sempre em vista a grande
relação que existe entre matemática e tecnologia. Será incen-
tivado a resolver problemas que envolvam o raciocínio lógico
em situações cotidianas e a ampliar suas habilidades de uso
da calculadora.
Em vista disso, os diferentes tópicos do texto de Matemática
propõem situações-problema e atividades nas quais os núme-
ros são utilizados para melhorar o entendimento da tecnolo-
gia. Propõem ainda o trabalho com textos, relacionados a esse

Guia de estudo – unidade formativa v

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assunto que fazem uso dos números para as mais diversas fina-
lidades. Assim, no decorrer da unidade, você construirá, entre
outros, conceitos relacionados à potenciação e à radiciação, e
aprenderá as propriedades dessas operações para efetuar cál-
culos diretos e inseridos em situações-problema. Aumentará
sua capacidade de reconhecer a utilização de letras como in-
cógnitas e como variáveis, e de distinguir as duas situações em
problemas diversos.
Além disso, poderá ampliar a compreensão de algumas uni-
dades de medida utilizadas em diferentes produtos tecnológi-
cos, reconhecer relações entre figuras geométricas e usar ins-
trumentos como o compasso e o transferidor, valendo-se de
todos esses conhecimentos para resolver problemas diversos
no campo da geometria e das grandezas e medidas.
Finalmente, recordará alguns assuntos relacionados ao tra-
tamento da informação, de modo a aprimorar sua capacidade
de ler e construir tabelas e gráficos, e de realizar pequenas
pesquisas estatísticas.
O texto de Ciências da Natureza focaliza assuntos realmen-
te atuais, começando por discutir a importância do petróleo no
mundo de hoje. Você poderá compreender melhor essa impor-
tância se conhecer o processo básico de refinação do petróleo
e souber identificar seus subprodutos. Apropriando-se desses
conhecimentos básicos, poderá discutir questões relacionadas
aos principais combustíveis fósseis utilizados no Brasil, des-
crevendo as propriedades, os meios de obtenção e as formas
de utilização de cada um. Além disso, saberá relacioná-los aos
principais poluentes do ar atmosférico e aos danos que esses
ocasionam à saúde do homem e ao meio ambiente. Estreita-
mente relacionada ao tema da tecnologia está a produção de
novos materiais, que focaliza a produção e o uso do plástico em
variados setores da vida contemporânea.
Ao lado dos novos materiais e fontes de energia, o texto
de Ciências da Natureza aborda um tema da maior relevância
para o desenvolvimento das ciências e tecnologias relacionadas
à vida: a classificação dos seres vivos. Estudando esse tema,
você aprenderá a identificar os reinos: Monera, Protista, Fungi,
Animalia, ou Animal, e Plantae, ou Vegetal e suas principais

Guia de estudo – unidade formativa v

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subdivisões. Conhecerá diferentes tipos de relações intra-es-
pecíficas e interespecíficas dos seres vivos e compreenderá a
importância dessas relações para o equilíbrio ambiental.
Finalmente, o texto considera a eletricidade, condição essen-
cial para o desenvolvimento da tecnologia e elemento funda-
mental de nossa vida cotidiana. Você participará de atividades
que lhe permitirão: conhecer as grandezas, as transformações
e as propriedades elétricas dos sistemas tecnológicos de uso
cotidiano, identificar as partes de um circuito elétrico e classi-
ficar os materiais, de acordo com sua condutibilidade elétrica,
além de explicar os princípios que garantem o funcionamento
das instalações residenciais e dos motores elétricos.
Os tópicos de Participação Cidadã ampliam o estudo das
tecnologias sociais, considerando sua importância para a mobi-
lização e a participação dos cidadãos. Com base no processo de
desenvolvimento do Plano de Ação Comunitária, você poderá
sistematizar o estudo das ferramentas de planejamento par-
ticipativo e das formas de organização de atividades e de es-
paços de participação. Poderá também compreender melhor o
uso dos meios de comunicação, que dão consistência às ações
sociais. Essa sistematização é muito importante para que você
tenha clareza sobre a noção de tecnologia social e faça a sua
síntese dos estudos desenvolvidos em Participação Cidadã, re-
lacionando-os às demais matérias estudadas.
Os tópicos de Informática focalizam os programas que pos-
sibilitam a tecnologia que mais tem influenciado a vida con-
temporânea, permitindo a comunicação simultânea de muitos
com muitos. Por meio deles, você aprenderá a operar progra-
mas de comunicação instantânea e a construir blogs, páginas
na Internet e sites.
Tudo isso é fundamental para sua vida de jovem. Ainda ina-
cessível a grande parte da população dos países pobres e mes-
mo dos países em desenvolvimento, essa tecnologia precisa
ser disponibilizada para todos os cidadãos. Como você sabe, o
ProJovem Urbano tem nessa necessidade um de seus grandes
objetivos, considerando a inclusão digital como um direito de
todos. Faça sua parte e aproveite a oportunidade para ficar
fera no assunto.

Guia de estudo – unidade formativa v

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A partir desta unidade, você não mais terá a matéria Forma-
ção Técnica Geral (FTG). Como deve ter notado, ela concentrou-
se no início do curso, e sua carga horária diminuiu aos poucos,
ao longo das unidades, ao mesmo tempo em que aumentava o
tempo de trabalho com o arco de ocupação escolhido por você.
Agora, irá dedicar-se intensivamente a essa parte da Qualifica-
ção Profissional, mas o texto orientador desse trabalho não faz
parte deste Guia, pois as opções são diversificadas e cada uma
conta com um volume específico.
Você está chegando à etapa final de sua experiência no Pro-
Jovem Urbano. A Unidade Formativa V é a penúltima e integra
o terceiro ciclo. Esperamos que venha conseguindo responder
aos desafios propostos, mas caso sinta alguma dificuldade, não
demore a procurar seu professor orientador (seu PO). Ele pode
ajudá-lo a superar as dificuldades que você encontrar ou que se
tenham manifestado na segunda prova interciclos.
Tenha confiança em si mesmo e vá em frente. Conte sempre
conosco.
Bom trabalho!

Guia de estudo – unidade formativa v

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i a s
ê n c a s
c i a n
h u m
Caro(a) Estudante,
O tema desta unidade é Juventude e Tecnologia. Certamente esta
palavra não é nova para você! O que ela lembra? E se você falar em
tecnologia com seus pais e seus avós? Qual será a reação deles?
Como encaram as mudanças, as inovações? Quando falamos em
tecnologia, logo vem a nossa mente algo novo, novidades do pre-
sente e também do futuro. Vamos pensar sobre isto?
Você deve estar se perguntando: o que a História e a Geografia
têm a ver com esse tema? Tudo! Como você já sabe a história se
ocupa de tudo aquilo que as pessoas fazem nos diferentes tempos e
lugares, estuda as experiências humanas, as mudanças e as conti-
nuidades. A geografia se ocupa do espaço geográfico, das relações
entre a sociedade e a natureza, dos modos como as pessoas trans-
formam o meio ambiente, a paisagem, o espaço em que vivemos.
Neste texto vamos analisar como as transformações produzidas
pelos seres humanos na natureza, as invenções, as pesquisas, nos
diversos tempos, têm uma relação direta com o desenvolvimento
das tecnologias. Mas não é só isso, a maneira como nos organiza-
mos, participamos da vida social tem tudo a ver com o modo como
as pessoas produzem as novas tecnologias e usufruem delas. Ou
seja, fazemos geografia e história quando produzimos tecnologias,
mas também quando os benefícios, as vantagens e os problemas
são sentidos por todos. Por exemplo, para onde enviamos as pilhas,
as baterias, os pneus que não mais utilizamos? As mudanças no
meio ambiente devidas ao lixo tecnológico, afetam a todos nós, não
é mesmo? E as comunicações via Internet, como estão presentes na
nossa vida? Elas fazem parte do nosso cotidiano de diversas manei-
ras em diferentes lugares e tempos. Vamos refletir sobre isso?
Bom trabalho!

Guia de estudo – unidade formativa v

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1 As novas tecnologias
no cotidiano dos jovens
Vamos iniciar nossa conversa sobre as novas tecnologias, ou- Objetivo:
vindo você. refletir sobre
os significados
das novas tec-
nologias para
a juventude.
Atividade 1
Pare, pense e responda:
A) Quais dessas novas tecnologias você utiliza no seu cotidiano?
a) ( ) televisão
( ) aberta
( ) canais pagos
b) ( ) telefone
( ) fixo
( ) celular
( ) público
c) ( ) rádio Tipo ___________________
d) ( ) aparelho de som ________________
e) ( ) maquina fotográfica
f) ( ) câmera filmadora
g) ( ) computadores
( ) em casa
( ) na escola
( ) em Lan house
h) ( ) Outros aparelhos eletrônicos que utiliza ?
Em casa_________________________________________
Na cidade________________________________________
No trabalho_______________________________________

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B) Você costuma acessar a Internet?
( ) Sim ( ) Não
Caso positivo, responda o que você acessa.
a) ( ) Sites de relacionamento.
Qual ou quais? ___________________________________
b) ( ) Páginas de noticias
c) ( ) Mensagens – e-mails
d) ( ) Pesquisas para a escola
e) ( ) Pesquisas para o trabalho
f) ( ) Download de músicas
g) ( ) Download de filmes
h) ( ) Blogs
i) ( ) Outros ____________________________________

C) Cite outros produtos ou inovações tecnológicas que são im-


portantes para você.

D) Descreva, em três linhas, o impacto que estes produtos


tiveram sobre sua vida ou na vida da sua família, da sua co-
munidade.

E) Junto com seus colegas exponha o que escreveu. Proponha


a organização de um mural coletivo com os dados da pesquisa
feita na turma.

Guia de estudo – unidade formativa v

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F) Debate. Em círculo com seus colegas, discuta os dados. Qual
a importância das novas tecnologias no seu cotidiano? No coti-
diano de sua comunidade? Quais as vantagens? Quais os pro-
blemas? Escreva três frases com as conclusões da turma.

Atividade 2
Agora vamos conhecer como jovens de outros lugares do
mundo se relacionam com as novas tecnologias.
A) Leia o texto em grupo, com seus colegas. Procure o signifi-
cado das palavras desconhecidas.

Juventude e tecnologia no mundo


O levantamento, realizado pela MTV Networks e pela Microsoft, avaliou o
papel que a tecnologia tem na vida de 18 mil jovens de 8 a 24 anos de vários
países. Na pesquisa, foram ouvidos jovens que têm acesso fácil à Internet,
telefones celulares e pelo menos dois outros aparelhos eletrônicos.
O estudo aponta que os jovens têm, na média global, 94 contatos guarda-
dos no celular, 78 na lista em programas de mensagem instantânea e 86 em
sites de relacionamento como o Orkut. Na média global, 85% dos ouvidos
entre oito e catorze anos disseram que o que mais gostam de fazer é ver
televisão. Em segundo lugar, apareceu ouvir música (70%). Para os jovens
de 14 a 24 anos, a preferência é por ouvir música (70%), e por ver televisão
ou sair com amigos (65%).
A pesquisa também descobriu que jovens de diferentes países utilizam as
tecnologias de forma diferente.
Em países como Brasil e a Austrália, com uma forte cultura de vida ao ar
livre, os jovens usam mais o celular para paquerar, marcar encontros e tirar
fotos de seus amigos, enquanto os jovens do norte da Europa têm uma abor-
dagem mais prática da tecnologia.
A China foi o único país pesquisado em que as crianças entre oito e catorze
anos preferem acessar a Internet a ver televisão. Segundo o estudo, isso tem
a ver com as características da sociedade do país: a China tem um uso mais

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baixo de celular entre os jovens, um mercado de mídia impressa menos evolu-
ído e famílias com mais filhos únicos.
Em compensação, no Japão, os jovens preferem se relacionar mais pelo ce-
lular do que pela internet – o que seria um reflexo da vida em casas pequenas,
em que eles têm menos privacidade para usar o computador.
Algumas conclusões da pesquisa
1. Jovens usam mais a tecnologia para ampliar a interação com outras pes-
soas, não para substituir encontros face a face. A tecnologia permite aos jo-
vens ter amigos e amizades mais próximas, graças aos contatos mais freqüen-
tes entre as pessoas;
2. Crianças e jovens não gostam de tecnologia por si só – e sim como um
meio para fazer coisas que gostam;
3. Formas de comunicação digitais, como o e-mail, não competem com a TV
e sim a complementam.
Fonte: www. Bbcbrasil.com. Matéria publicada em 26 de julho de 2007.

B) Discuta com seus colegas e compare as conclusões da pes-


quisa internacional com as conclusões da turma na Atividade 1.
Registre por meio de texto ou desenho.

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2
Espaço geográfico,
desenvolvimento
técnico e tecnológico

Como você viu anteriormente, a tecnologia está cada vez Objetivo:


compreender
mais presente na vida das pessoas, não importa a idade, os o papel do de-
senvolvimento
interesses ou a profissão. Os computadores são o maior exem- tecnológico
na construção
plo desta transformação social que acontece de modo cada vez do espaço
geográfico.
mais acelerado em nossa sociedade. Leia, observe e veja o que
a charge e o pequeno texto a seguir nos mostram:
Esse velho só reclama...
Após anos escrevendo cartas Basta dar um enter E recebida na
para mim mesmo, descobri as e a mensagem é enviada mesma hora... Vou fingir que não recebi
maravilhas de se usar email. no memo instante. esse email....

Porcaria! Já é o
oitavo
hoje!

Fonte: www.vidabesta.com

Existem três tipos de tecnologias interligadas. São três grandes linhagens


tecnológicas que começaram a modificar o mundo a partir da década de 1970:
as chamadas tecnologias da informação, que lidam com a informação digital; a
tecnologia genética, que lida com a informação genética; e uma terceira, que é
a nanotecnologia, lida com as transformações da matéria em escala nano.
De um lado, temos as modificações da tecnologia nas informações comuni-
cacionais, incluindo aí o computador e tudo o que está relacionado à comunica-
ção digital. De outro lado, estão as tecnologias da vida, e as da transformação
da matéria em escala nano.
Isso modifica completamente a vida das pessoas, sobretudo a das novas
gerações. As pessoas que têm atualmente 60 anos eram jovens quando a
revolução cibernética começou a acontecer, na década de 1970. Algumas des-
sas pessoas encontram dificuldade numa série de coisas. No computador, por
exemplo, assim como em relação ao celular, à máquina fotográfica, que tam-
bém é digital, a secretária eletrônica, enfim, todos os aparelhos que antes
não eram digitais e que hoje são. Mandar uma mensagem escrita por meio do

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celular, por exemplo, o jovem faz com a maior facilidade. Isso ocorre porque
ele já nasceu nessa geração cibernética.
Esse processo evolui numa rapidez espantosa: nós estamos vivendo uma
verdadeira aceleração no campo da tecnologia. Mesmo os jovens que conse-
guem fazer atividades com muita velocidade e facilidade, aqueles que estão in-
seridos neste mundo digital, vão ter que saber lidar com a evolução crescente.
Caso contrário, ficarão numa situação semelhante à da geração anterior.
Fonte: Revista Mundo Jovem, edição nº 392, novembro de 2008. Entrevista com Laymert Gar-
cia dos Santos. (www.mundojovem.com.br. Acesso em 15 de Nov. de 2008).

Atividade 3
A) A charge nos mostra que mesmo os mais velhos estão usan-
do os computadores e que a tecnologia está presente na vida
de todas as gerações. Você concorda com esta afirmação?

B) De acordo com o texto, em qual década a tecnologia come-


çou a ter presença marcante na vida da sociedade?

C) Pesquise o que é tecnologia da informação, tecnologia ge-


nética e nanotecnologia. Escreva uma frase explicando o que
significa cada uma delas.

D) O texto afirma que os velhos têm mais dificuldades para li-


dar com as inovações tecnológicas do que os jovens. Por quê?

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Televisores, exames médicos, novos remédios, celulares, rou-
pas, alimentos, colchões, lâminas de barbear, xampus, canetas,
enfim, todos os produtos que nos acompanham no dia-a-dia
têm investimentos tecnológicos em seu processo de produção.
Esses produtos são resultados de processos tecnológicos, da
ciência e da invenção humana.
Para compreender essa questão é importante diferenciar o
que significa técnica e tecnologia. Veja:

Técnica é qualquer instrumento (ou conhecimento) que implica uma de-


monstração de inteligência humana; é ainda uma forma de inventar um méto-
do ou um objeto que facilite algum trabalho, que sirva para controlar as forças
da Natureza.
Tecnologia é uma técnica avançada, resultante da aplicação do conheci-
mento científico. É toda a aplicação da Ciência moderna, é todo produto cientí-
fico (seja uma idéia, seja algo material) que tenha uma serventia prática para
a Humanidade.
Fonte: Vesentini, J. W. Sociedade e espaço. São Paulo: Ática, 2005, p. 23.

Para exemplificar a diferenciação entre técnica e tecnologia


vamos analisar um produto muito apreciado pelos jovens, o
chiclete. A goma de mascar foi inventada no Século XIX por
Thomas Adams. Este produto virou chiclete quando Adams
acrescentou água quente para amaciar a massa. Chicle é o
nome do látex extraído do sapotizeiro, árvore que dá uma fruta
conhecida como sapoti. Tomas Adams inventou a receita, ou
seja, a técnica para se criar o chiclete.
Mas hoje, o processo de produção de chicletes envolve tecno-
logia, afinal a indústria precisa fabricar toneladas dessa goma
para vender aos consumidores. O maior produtor são os Esta-
dos Unidos, com 224 mil toneladas por ano, seguido pela Chi-
na, com 148 mil toneladas. O Brasil é o terceiro maior produtor
do mundo, com 57 mil toneladas produzidas por ano.

Guia de estudo – unidade formativa v

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Como é feito o chiclete?
1 - A receita do grude é simples. A goma-base, a “borracha” que dá a con-
sistência ao doce, é o principal ingrediente. Antes, a substância vinha da seiva
de uma árvore. Hoje, é sintética, feita de vários derivados do petróleo, como
resina e parafinas. Além dela, há porções menores de açúcar ou adoçante, xa-
rope de glicose, corantes e aromatizantes.
2 - O açúcar é do tipo impalpável, tão pulverizado que fica parecendo um
talco. O xarope de glicose adoça e deixa a goma mais pegajosa e macia. A
goma-base é derretida a 90 ºC, e os ingredientes são jogados no misturador.
Essa grande panela comporta até 1 tonelada de goma, que fica ali no mexe e
remexe por 25 minutos.
3 - O passo seguinte é dar forma à maçaroca. No caso das gomas mais
encorpadas, rola a extrusão, processo que força a massa por um buraco até
que ela saia uniforme e maleável (algo parecido com o apertar de um tubo de
pasta de dentes). Já os chicles em forma de pastilha viram mantas, com várias
pastilhas coladas umas às outras.
4 - Se o chiclete for do tipo que possui recheio líquido (feito de xarope de
glicose colorido e aromatizado artificialmente), ele é colocado na fase de ex-
trusão. Conforme a goma vai sendo empurrada, uma máquina injeta o líquido
no centro da massa antes de ela sair pelo buraco.
5 - Ao sair da extrusora, a goma ainda está aquecida, meio molenga e di-
fícil de ser cortada. Por isso, o próximo passo é resfriar a mistura. Primeiro, a
goma descansa em bandejas por algumas horas. Em seguida, vai para a sala
de refrigeração, onde fica por até 24 horas sob temperatura de cerca de 15ºC,
ou apenas 15 minutos em temperaturas mais baixas, em torno de 5ºC.
6 - Agora sim, a goma pode ser cortada sem grudar ou perder a forma. Al-
guns chicles recebem antes uma polvilhada de açúcar de confeiteiro, para tirar
um pouco mais do grude. O corte pode ser uma espécie de grade que divide a
folha de goma em retângulos, ou uma lâmina que corta tiras de goma.
7 - Sabe as gomas de mascar que têm uma casquinha mais dura por fora? É
nessa etapa que ela é colocada. Depois de cortadas, as gomas vão para o dra-
geamento. As pastilhas ficam por seis horas em uma grande panela com pás
girando, enquanto o sistema de tubulação vai dosando um xarope de açúcar e
amido que, depois de seco, forma aquela camada quebradiça e doce.
8 - No fim do estica e puxa, só falta colocar a embalagem. Hoje, nas grandes
fábricas, todo o processo é automatizado. Uma máquina vai cortando as folhas
de embalagem enquanto outra joga o doce pra dentro. Por fim, uma outra fe-
cha tudo, em um processo tão rápido que nem dá pra ver. Nesse ritmo, dá pra
produzir cerca de mil unidades por minuto!
Fonte: Fujita, Luiz. Revista Mundo Estranho, Editora Abril. Edição 78, agosto de 2008.

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Atividade 4
A) Antes o chiclete era feito da seiva de uma árvore, mas hoje
os ingredientes são outros. Quais são eles?

B) Cite pelo menos três frases do texto que nos permitem identi-
ficar processos tecnológicos utilizados na produção do chiclete.

C) Por meio do exemplo da produção do chiclete, escreva com


suas palavras o que é técnica e o que é um processo tecnológico.

Como você observou, as tecnologias são técnicas mais avan-


çadas que têm como base o conhecimento científico, a inovação
e a transformação desse conhecimento em produtos, processos
e serviços que são colocados no mercado.
O grau de interferência e transformação que os seres huma-
nos impõem sobre a Natureza tem uma relação direta com o
seu desenvolvimento tecnológico. Durante muitos anos a Hu-
manidade adotava técnicas simples que pouco modificavam a
Natureza. Mas as tecnologias avançadas aumentam o domínio
do homem sobre o espaço provocando alterações maiores do
que no passado.

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Leia o texto de Milton Santos e observe as imagens a seguir.

No começo dos tempos históricos, cada grupo humano construía seu espaço
de vida com técnicas que inventava para tirar do seu pedaço de natureza os ele-
mentos indispensáveis à sua própria sobrevivência. Organizando a produção, or-
ganizava a vida social e organizava o espaço, na medida de suas próprias forças,
necessidades e desejos. Pouco a pouco esse esquema foi se desfazendo. Na fase
atual, a economia se tornou mundializada e todas as sociedades terminaram por
adotar, de maneira mais ou menos explícita, um modelo técnico único. As remo-
delações que se impõe ao espaço, tanto no meio rural, como no meio urbano, se
fazem por meio de três dados: ciência, tecnologia e informação.
SANTOS, M. Técnica, espaço e tempo –
globalização e meio técnico-informacional. São Paulo: Hucitec, 1997 p. 20.

Usina Hidrelétrica de Itaipu Colheita de soja e plantio de milho, Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) –
www.senado.gov.br/noticia/multimidia/ Sorriso - MT Exploração de minério de ferro no
verImagem.aspx?codImagem=107905 www.vivercidades.org.br/.../EcoBras_soja.jpg município de São Gonçalo do Rio Abaixo
Fonte: oglobo.globo.com/fotos/2006/
10/04/04_MHG_eco

Atividade 5
Com base nas imagens anteriores é possível observar que
os seres humanos não apenas se adaptam à natureza, mas
produzem um ambiente cada vez mais diferente das condições
apresentadas pela natureza original. Qual a relação disso com a
tecnologia? Como a tecnologia modifica o espaço geográfico?
O processo de transformação do espaço gerado pela tecno-
logia, pela ciência e pela informação não é igualitário em todos
os pontos do nosso planeta. O espaço geográfico é desigual,
há diferenças marcantes entre as cidades, regiões e lugares
dentro de um mesmo país, não é mesmo? Objetos com dife-
rentes idades técnicas convivem em um mesmo espaço porque
as tecnologias modernas não são difundidas em todos os luga-
res ao mesmo tempo.
Nem todos podem acompanhar a evolução tecnológica. A
nossa sociedade é desigual, e a tecnologia não está ao alcance

Guia de estudo – unidade formativa v

30
de todos. Muitos ficam excluídos desse processo, outros conti-
nuam usando técnicas simples, modos de viver diferentes, fora
da rede de consumo de novas tecnologias. Nas paisagens urba-
nas, é possível observar com clareza que os habitantes que têm
mais acesso às novas tecnologias são, em geral, aqueles com
maior poder aquisitivo, pois os avanços tecnológicos são caros.
Veja o exemplo a seguir:

Carroça com tração animal


na cidade do Rio de Janeiro
Fonte: oglobo.globo.com/.../12/12_
MHG_2006080510499.jpg

Cenas comuns em São Paulo: edifícios tecnológicos e exclusão social


Fonte: www.cdcc.sc.usp.br/.../predio~2.jpg

Alunos do Ciep 477 Profes-


sora Rosa da Conceição Gue-
de, do distrito de Arrozal,
em Piraí, no Rio de Janeiro,
trabalhando com computa-
1ª sede da E.M.E.F. Migrantes - RS dores em salas de aula.
Fonte: websmed.portoalegre.rs.gov.br/ Fonte: portal.mec.gov.br/
escolas/migrant... img/2007/alunolaptop_g.jpg

Atividade 6
Construa um parágrafo mostrando o seu ponto de vista sobre
o que as imagens mostram.

Guia de estudo – unidade formativa v

31
3
A tecnologia no
mundo: países com diferentes
graus de desenvolvimento

Em seus estudos, nos noticiários da TV e mesmo em con-


Objetivo:
compreender versas do dia-a-dia você já deve ter ouvido muitas vezes ex-
como a
tecnologia pressões como “países ricos”, “primeiro mundo”, “países de-
está sendo
produzida em senvolvidos”. Também são freqüentes expressões como “países
diferentes
lugares do pobres”, “terceiro mundo” e “países subdesenvolvidos”, “países
mundo.
em desenvolvimento”, “G 8” e “G 20”. Você sabe o que essas
expressões significam?

Atividade 7
Registre o que você sabe sobre cada uma das expressões. Não
tenha medo de errar, pois esta é uma atividade para levantar os
conhecimentos que você e seus colegas têm sobre o assunto.
Agora observe o mapa. Ele nos mostra uma divisão do mundo
tendo como base o grau de desenvolvimento tecnológico dos
países. Você pode observar que quando pensamos no plane-
ta, como um todo, é possível identificar grandes desigualdades
tecnológicas e espaciais.
Desenvolvimento tecnológico

Vesentini, W. Sociedade e Espaço. São Paulo: Ática, p. 110.

Guia de estudo – unidade formativa v

32
Atividade 8
A) De acordo com o mapa, quais são os países com maior grau
de desenvolvimento tecnológico do mundo? (Utilize também o
planisfério político, no final da unidade, para identificar os no-
mes dos países).

B) Quais são os países classificados com “líderes potenciais”,


ou seja, que já estão caminhado para se tornarem grandes po-
tências tecnológicas do mundo?

C) O Brasil está localizado em um grupo chamado de “usuários


dinâmicos”. O que isso significa?

D) Quais são os outros países que fazem parte do grupo do


Brasil?

E) Muitos países estão fora do desenvolvimento e da incorpo-


ração de modernas tecnologias. Cite o nome de, pelo menos,
cinco países que formam esse grupo.

Guia de estudo – unidade formativa v

33
O grupo de países do Primeiro Mundo, ou países desenvolvi-
dos, é formado pelo Canadá, Estados Unidos, Japão, Austrália,
Nova Zelândia e as nações da Europa Ocidental. Esses países
possuem tecnologia avançada e grande produção científica.
Destacam-se por terem a maior concentração de indústrias
apesar de aí viverem apenas 12,5 % da população do globo.
São países ricos que juntos detêm cerca de 70% das atividades
econômicas mundiais.
Os países desenvolvidos dominam o comércio mundial e ne-
les estão localizadas as sedes das grandes empresas multina-
cionais, que fabricam e vendem seus produtos em vários países
do mundo. Essas empresas fazem enormes investimentos em
pesquisa científica e tecnológica, e este fato contribui para im-
pulsionar o desenvolvimento tecnológico verificado a partir dos
anos de 1970. Vamos analisar o quadro a seguir:
Os dez maiores grupos econômicos do mundo
(por faturamento em 2008)
Faturamento
Setor
Posição Grupo País sede (bilhões de
Econômico
dólares)
1 Wal-Mart Stores Varejo Estados Unidos 378,799
2 Exxon Mobil Estados Unidos 372,824
Royal Dutch Grã Bretanha/
3 355,782
Shell Países Baixos
4 BP Grã Bretanha 291,438
5 Toyota Motor Japão 230,201
6 Chevron Estados Unidos 210,783
7 ING Group Países Baixos 201,516
9 General Motors Estados Unidos 182,347
Energia/
10 ConocoPhillips Estados Unidos 178,558
Petróleo
Fonte: Revista Fortune, 2008.
(http://www.money.cnn.com/magazines/fortune/global500/2008/full_list/)

Guia de estudo – unidade formativa v

34
Atividade 9
A) Veja e localize no mapa-múndi (final da unidade) os países
onde estão localizados as dez maiores multinacionais do mun-
do. O que esses países têm em comum?

B) Qual é o país que lidera esse grupo?

C) Qual é o setor econômico no qual a maior parte das gigantes


multinacionais atua?
A maior parte da riqueza do mundo e, por sua vez, a maior
produção científica e tecnológica estão concentradas nos países
desenvolvidos. O mundo tem mais de 200 países, entretanto,
60% da riqueza está nas mãos de apenas cinco países (Estados
Unidos, Japão, França, Reino Unido e Alemanha).
Os países desenvolvidos apresentam em comum algumas ca-
racterísticas: possuem um grande número de indústrias, são
produtores de tecnologias avançadas, a agricultura é moderna
e altamente produtiva, a maior parte da população vive nas
cidades e possui excelentes condições de vida (salários mais
elevados, acesso à educação, atendimento de saúde, moradia,
alimentação etc.). PIB: Produto
Interno Bruto
A liderança econômica, comercial e tecnológica dos países é a soma de
toda a riqueza
desenvolvidos pode ser também observada por meio de dois produzida
em um país
índices: o PIB e a Renda per capta. Vale a pena você entender durante um
ano nos
o que é isso. diversos
setores da

PIB é a soma de todos os bens e serviços (automóveis, soja, economia


(indústria,

café, geladeiras, computadores, serviço médico, seguros etc.) serviços,


agropecuária).

produzidos internamente por um país, durante um ano. Renda per


capita: É
a riqueza
Per capta significa “por pessoa”. Renda per capta é a riqueza produzida em
um território
produzida por um país e dividida pela quantidade de habitan- dividida pelo
número de
tes. Alguns países podem ter PIB alto e renda per capta baixa, habitantes.

pois essa renda depende da quantidade de população do país.

Guia de estudo – unidade formativa v

35
As 15 maiores economias do mundo, segundo o tamanho do PIB
População (Milhões PIB (Bilhões Renda Per
País
de habitantes) de dólares) Capita (dólares)
1. Estados Unidos 291 11.668 41.400
2. Japão 128 4.623 37.180
3. Alemanha 83 2.714 30.120
4. Reino Unido 59 2.714 33.940
5. França 60 2.141 30.090
6. China 1.303 2.003 1.290
7. Itália 58 1.812 26.120
8. Espanha 41 1.672 21.210
9. Canadá 32 991 28.390
10. Índia 1.080 980 620
11. Coréia do Sul 48 680 13.980
12. México 104 676 6.770
13. Austrália 20 631 26.900
14. Brasil 179 605 3.090
15. Rússia 143 582 3.410
Fonte: Word Development Indicators 2006. The Word Bank - Washington, DC.

Atividade 10
A) O que é PIB?

B) O que é renda per capita?

C) Qual é o país com maior PIB no mundo?

D) Qual o país com maior renda per capta?

Guia de estudo – unidade formativa v

36
E) De acordo com os dados apresentados na tabela quais são
as maiores economias mundiais?

F) Quais são os países mais populosos? Isso interfere na renda


per capta?

G) Qual é a classificação do Brasil? Por que será que o nosso


país, apesar de estar entre os mais ricos do mundo, possui tan-
tos problemas sociais?

O Brasil faz parte de um grupo de países chamado de econo-


mias emergentes, países em desenvolvimento ou países sub-
desenvolvidos industrializados. São países que conseguiram
se industrializar, mas que não podem ser considerados desen-
volvidos ou pertencentes ao primeiro mundo. Neles ainda há
grandes desigualdades sociais e a maioria da população possui
precárias condições de vida. Além de a pobreza ser marcan-
te, esses países não conseguiram resolver problemas políticos,
econômicos e sociais básicos.
Além do Brasil, participam desse grupo outros países. Na
América: Brasil, Argentina, Chile, México. Na África: África do
Sul. Na Ásia: Índia, Coréia do Sul, Malásia, Taiwan (Formosa),
Cingapura. A China também tem mostrado um grande poten-
cial econômico e industrial, mas os índices sociais do país ainda
são desfavoráveis, fazendo com que a maior parcela da popula-
ção viva na pobreza. Veja a localização desses países no mapa-
múndi, no fim da unidade.

Guia de estudo – unidade formativa v

37
4 A produção da tecnologia
e os países subdesenvolvidos
Os países mais pobres do mundo são chamados de subde-
Objetivo:
analisar os senvolvidos ou países do Terceiro Mundo. Neles encontra-se
desafios
tecnológicos a maior parte da humanidade que vive em uma situação de
aos países
mais pobres. pobreza e frágil desenvolvimento econômico. Em sua maioria
são países pouco industrializados, com exceção dos países
emergentes, citados no tópico anterior, que, como o Brasil,
possuem indústrias, mas não conseguiram resolver seus pro-
blemas sociais.
Os países subdesenvolvidos localizam-se na América Lati-
na, no Continente Africano e na Ásia. Esses países têm como
característica marcante a desigualdade social e a concentra-
ção da riqueza nas mãos de uma minoria que desfruta de
A expressão
Terceiro Mundo
excelente nível de vida. Aí também há elevados índices de
foi criada pelo
economista
pessoas analfabetas, problemas relacionados a alimentação
Alfred Sauvy,
em 1952,
e nutrição, alta taxas de mortalidade infantil, baixa expecta-
para se referir
aos países
tiva de vida, ou seja, quantos anos espera-se que uma pes-
mais pobres
do mundo.
soa viva no país.
Nesses países, faltam investimentos na educação e na pes-
quisa. A ciência e a tecnologia continuam tendo pouco im-
pacto na economia e no cotidiano, na medida em que não se
dá ênfase à chamada Pesquisa e Desenvolvimento. Para
a ONU (Organização das Nações Unidas) a expressão Pes-
quisa e Desenvolvimento refere-se às atividades criativas
destinadas a aumentar o estoque de conhecimento de um
país. Diz respeito à investigação científica e aos trabalhos de
desenvolvimento experimental que conduzem a novos apa-
relhos, produtos ou processos.
Nessa perspectiva, quanto maior for o investimento do país
em pesquisa e desenvolvimento melhor será o seu desem-
penho no campo tecnológico. Na tabela a seguir, é possível
perceber a distância entre os países desenvolvidos e subde-
senvolvidos.

Guia de estudo – unidade formativa v

38
Despesa com pesqui- Número de
País sa e desenvolvimen- pesquisadores (por
to (% do PIB) milhão de habitante)
Finlândia 3,5 7,832
Japão 3,1 5,287
Países Estados
2,7 4,605
desenvolvidos Unidos
Alemanha 2,5 3,261
Brasil 1,0 344
México 0,4 268
Países
subdesenvolvidos Colômbia 0,2 109
Paraguai 0,1 79
Fonte: ONU - Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008. p. 279/280.

Atividade 11
De acordo com o quadro, responda:
A) Qual é o país que mais investe em pesquisa e desenvolvi-
mento? Em qual continente se localiza este país?

B) Qual é o país que possui o menor número de pesquisado-


res, por milhão de habitantes? Quantos pesquisadores são? Em
qual continente se localiza esse país?

C) A situação do Brasil é ideal em relação ao investimento em


pesquisa e número de pesquisadores? Por que isso ocorre?

D) Compare os investimentos do Japão (país desenvolvido) e da


Colômbia (país subdesenvolvido). O que é possível perceber?

Guia de estudo – unidade formativa v

39
Veja o que a falta de tecnologias básicas pode provocar na
vida da população que vive nos países pobres:

Milhões de pessoas não têm acesso aos serviços modernos de energia


“O nosso dia começa antes das cinco da manhã, pois precisamos arranjar
água, preparar o pequeno almoço para a família e arrumar os filhos para irem
para a escola. Por volta das oito, começamos a recolher lenha. A viagem é de
vários quilômetros. Quando não conseguimos madeira, utilizamos o esterco dos
animais para cozinhar – mas isto é mau para os olhos e para as crianças”.
Elisabeth Faye, agricultora, 32 anos, Mbour, Senegal.

Em muitos países ricos, o acesso à eletricidade é garantido a todos. Com um


breve toque de dedos, as luzes acendem-se, a água se aquece e a comida é prepa-
rada. O emprego e a prosperidade são suportados pelos sistemas de energia, que
sustentam a indústria, acionam computadores e redes de meios de transporte.
Para pessoas como Elisabeth Faye, o acesso à energia tem um significado
muito diferente. Recolher madeira para queimar é uma atividade árdua e de-
morada. Leva duas a três horas diárias. Quando não consegue recolher ma-
deira, sua única saída é utilizar o esterco dos animais para cozinhar – o que é
um perigo para a saúde. Em países em vias de desenvolvimento existem cerca
de 2,5 milhões de pessoas como Elisabeth Faye, que são forçadas a recorrer à
biomassa – madeira combustível, carvão vegetal e esterco de animais – para
conseguirem a energia necessária para cozinhar.
Na África Subsaariana, mais de 80% da população dependem da biomassa
tradicional para cozinhar, tal como acontece também com mais de metade da
população da Índia e da China.
O acesso desigual à eletricidade está intimamente relacionado com a enor-
me desigualdade de oportunidades para o desenvolvimento humano. Os países
com baixos níveis de acesso aos serviços de eletricidade figuram no grupo mais
baixo do desenvolvimento humano. Dentro dos países, as desigualdades de
acesso aos serviços de eletricidade entre ricos e pobres e entre áreas rurais e
urbanas interagem com as elevadas desigualdades de oportunidades sociais.
As populações e os países pobres sofrem com o déficit de abastecimento de
energia:
Saúde. A poluição do ar dentro de casa, resultante do uso de combus-
tíveis sólidos, é o pior assassino. Mata 1,5 milhões de pessoas por ano, mais
da metade com menos de cinco anos, o que equivale a 4.000 mortes por dia.
Esse número é maior do que os valores referentes à malária e à tuberculose.
A maior parte das vítimas são mulheres, crianças e pobres das zonas rurais. A
poluição do ar dentro das casas é também uma das principais causas de infec-
ções respiratórias e pneumonia nas crianças. Em Uganda, as crianças com me-
nos de cinco anos sofrem um a três ataques de infecções respiratórias graves

Guia de estudo – unidade formativa v

40
por ano. Na Índia, onde três em cada quatro casas nas áreas rurais dependem
dos bicombustíveis para cozinhar e para aquecimento, a poluição daí derivada
mata 17% das crianças. A eletrificação está muitas vezes associada aos avan-
ços no campo da saúde. Por exemplo, em Bangladesh, a eletrificação no meio
rural elevou os rendimentos em 11% – e evitou a morte de 25 crianças nas
1.000 casas eletrificadas.
Gênero. As mulheres demoram muito tempo recolhendo madeira, o que
acentua a desigualdade de oportunidades no sustento e na educação. Este tra-
balho é desgastante e exaustivo. Uma investigação na parte rural da Tanzânia
apurou que as mulheres, em algumas áreas, andam de cinco a dez quilômetros
por dia, recolhendo e carregando madeira, com pesos calculados entre 20 e 38
quilos. Na Índia rural, esse trabalho pode ultrapassar três horas diárias. Para
além da sobrecarga imediata sobre o físico e em tempo despendido, recolher
madeira combustível leva as mulheres jovens a não irem à escola.
Custos econômicos. As casas pobres gastam muito em madeira com-
bustível ou no carvão vegetal. Na Guatemala e no Nepal, o gasto em madeira
representa de 10% a 15% das despesas totais dos mais pobres. O tempo que
as mulheres despendem na recolha de madeira combustível tem significativos
custos, limitando as suas oportunidades. De um modo mais geral, o acesso
inadequado aos serviços de eletricidade diminui a produtividade e as pessoas
continuam pobres.
Fonte: ONU: Relatório de Desenvolvimento Humano - 2007/2008.

Atividade 12
De acordo com a leitura do texto, responda:
A) Quando não consegue recolher madeira, o que as popula-
ções dos países pobres utilizam para cozinhar?

B) O texto diz que recolher madeira para queimar é uma ativi-


dade árdua e demorada. Por quê?

Guia de estudo – unidade formativa v

41
C) As populações dos países pobres pagam um preço elevado
pela falta de abastecimento de energia moderna. Quais são os
prejuízos que essa população tem em relação a saúde?

D) Como é a situação das mulheres nesses países em relação


a falta de eletricidade?

Nos parágrafos precedentes falamos sobre a eletricidade,


uma tecnologia que os países ricos desenvolveram no final
do Século XIX. Veja que hoje, no Século XXI os países mais
pobres ainda não dispõem de eletrificação. Como você pode
ver, a distância entre os países desenvolvidos e subdesenvol-
vidos é enorme quando nos referimos a tecnologia. Essa de-
sigualdade tem se tornado cada vez mais forte, fazendo com
que grande parte da população mundial viva a margem das
inovações tecnológicas.

Guia de estudo – unidade formativa v

42
5 Educação, tecnologia e
os novos centros industriais
Um dos fatores que aumentam a distância entre os países
Objetivo:
ricos e pobres é o investimento em educação. Os países desen- compreender
o que são os
volvidos fazem elevados investimentos no setor educacional e tecnopolos e
a distribuição
possuem escolas públicas de boa qualidade. Além de formarem espacial das
indústrias de
trabalhadores mais qualificados, a pesquisa e a tecnologia são alta tecnologia
no mundo.
atividades valorizadas nestes países.
Nos países pobres a situação é muito diferente. Falta investi-
mento nas escolas públicas, o número de analfabetos e cidadãos
com poucos anos de escolaridade é elevado. Os professores
são mal remunerados e possuem condições de trabalho mui-
to ruins. Tudo isso impossibilita o desenvolvimento tecnológico
desses países, pois há uma relação direta entre a qualidade da
educação e a criação e adoção de tecnologias. É a educação
que favorece a existência de técnicos, pesquisadores, da ciên-
cia e da produção tecnológica. No Século XXI o conhecimento
está sendo considerado fundamental para o desenvolvimento
econômico e a riqueza dos países.

Atividade 13
Escreva uma frase mostrando o seu ponto de vista sobre a
questão da educação, da tecnologia e o desenvolvimento dos
países mais pobres.

Estamos vivenciando um momento que alguns estudiosos


chamam de Terceira Revolução Industrial. Nela, a ciência e a
tecnologia têm um papel preponderante. Os setores da indús-
tria aplicam conhecimentos científicos em seu processo pro-
dutivo de uma forma muito mais significativa do que nas duas

Guia de estudo – unidade formativa v

43
revoluções industriais anteriores, que você vai estudar no Tó-
pico 7 deste mesmo texto.
A robótica, a informática, a biotecnologia, as telecomunica-
ções e outros novos campos têm ganhado destaque na produ-
ção industrial. São setores que dependem da ciência, do co-
nhecimento, de profissionais altamente qualificados e com grau
de escolaridade elevado.
Hoje, as novas regiões industriais que adotam tecnologias
de ponta localizam-se próximo a grandes centros de pesquisa
e universidades. Não é mais a abundância de recursos naturais
– tais como minérios, madeira, carvão etc. – que comanda a
localização espacial das indústrias. Mais importante do que a
matéria-prima de origem natural é a infra-estrutura do local
(aeroportos, telecomunicações etc.), os centros de pesquisa e
a disponibilidade de trabalhadores qualificados.
Essas novas regiões industriais, com indústrias de alta tecno-
logia, são chamadas de tecnopolos. Veja no mapa quais são os
principais tecnopolos do mundo.
Maiores tecnopolos do mundo

Fonte: SENE, E. e MOREIRA, J. C. Trilhas da Geografia. São Paulo: Scipione, 2008. p. 116.

Atividade 14
A) O mapa nos mostra que os centros produtores de alta tec-
nologia estão localizados em poucos países. Cite-os.

Guia de estudo – unidade formativa v

44
B) A maior parte se localiza nos países desenvolvidos ou sub-
desenvolvidos? Por que isso acontece?

C) Os maiores tecnopolos do Brasil localizam-se na cidade


de São Paulo e na cidade de Campinas. Pense um pouco e
procure responder por que, dentre as inúmeras cidades bra-
sileiras, essas duas possuem pólos irradiadores de tecnologia
em nosso país.

O texto a seguir fala sobre o mais antigo e mais importante


tecnopolo do mundo, o Vale do Silício. Nele estão situadas as
sedes de empresas como Google, Microsoft, Apple, Intel, en-
tre outras dos setores de informática, eletrônica e fabricação
de chips.

Vale do Silício: o maior pólo tecnológico do


planeta fica no norte da Califórnia, nos Estados Unidos
O jovem gênio da informática posa para uma das principais revistas ameri-
canas: inventou um site de finanças. É mais um milionário de vinte e poucos
anos, a caminho da fama.
Mais uma história de sucesso nascida nas garagens da Califórnia. Aliás,
quando passar por uma delas, não procure carros, garagens são laboratórios.
A vizinha jamais pensou que os rapazes da garagem ao lado estavam crian-
do um império chamado Google. Em outra garagem, 60 anos antes, dois ami-
gos fundaram a HP. Assim nasceu o Vale do Silício, o maior pólo tecnológico do
planeta, em torno da baía de São Francisco, no norte da Califórnia.
Silício é o material usado na fabricação do chip, uma das maiores invenções
desse lugar. O primeiro invento, no entanto, foram osciladores de áudio, feitos
para o filme “Fantasia”.
No mundo dos computadores, grande parte da inovação nasceu e con-
tinua nascendo no Vale do Silício. Desde cedo, os empregadores da região

Guia de estudo – unidade formativa v

45
aprendem que o sucesso só vem para aqueles que aceitam riscos, sabem
enfrentar o fracasso de cabeça erguida e, mesmo depois de errar e errar, são
capazes de começar tudo outra vez.
É por isso que os investidores do mundo não desgrudam os olhos do Vale,
sempre a procura de uma nova revolução.
Fonte: Jornal Nacional, Rede Globo, 31/05/2008. www.globo.com/jornalnacional

Atividade 15
A) Localize a posição geográfica do Vale do Silício no mapa-
múndi.
B) Explique com suas palavras por que o Vale do Silício é consi-
derado o tecnopolo mais importante para a economia mundial,
neste início de século.

Guia de estudo – unidade formativa v

46
6
O desenvolvimento
tecnológico, a sociedade
e a natureza

Neste tópico, vamos refletir sobre um importante aspecto dos Objetivo:


produtos criados pela ciência e tecnologia. Será que a tecnologia refletir sobre
os impactos
só traz benefícios para a sociedade? A tecnologia sempre traz das novas
tecnologias
soluções para os problemas sociais do presente e do futuro? Afi- na vidas
das pessoas
nal, quais são os impactos da tecnologia na vida das pessoas e e no meio
ambiente.
no meio ambiente? Será que a ciência e a tecnologia estão con-
tribuindo para a construção de um “admirável” mundo novo?

Atividade 16
A) Leia o texto a seguir:

O uso de agrotóxico
Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas... Es-
ses são alguns nomes pelos quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos
químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de
praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas,
por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a
seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.
Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas
roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microorganismos,
e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.
Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são óti-
mos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes, frutas
e verduras grandes e bonitas e sequer desconfia que eles possam estar cheios de
agrotóxico. E podem mesmo! O produtor, que vende seu produto pela aparência,
quer fazer seus legumes, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conse-
guir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta.
Os resultados disso são: dano à saúde do trabalhador rural, que, em geral,
aplica o produto sem proteção; dano à saúde do consumidor, que ingere ve-
getais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das
águas, que prejudica das minhocas aos peixes.
E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, pro-
cure comprar os vegetais de produtores que você conheça, para evitar con-
sumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados

Guia de estudo – unidade formativa v

47
na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são
produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir...
Por conta do risco que os agrotóxicos podem representar, cabe aos cientis-
tas a tarefa de pesquisar outras formas de combater as pragas das plantações.
Da mesma forma, cabe aos órgãos competentes a fiscalização dos produtores
agrícolas para punir quem desobedece aos limites de utilização dos agrotóxi-
cos, prejudicando as pessoas e o meio ambiente.
Fonte: Belo, Mariana. Revista CHC, n. 188, março de 2008.
Disponível em www.cienciahoje.uol.com.br/115002

B) Discuta o texto com seu grupo e responda:


a) Os agrotóxicos apresentam pontos positivos e negativos
para o meio ambiente e para a sociedade. Quais são os aspec-
tos positivos do uso de agrotóxicos na agricultura?

b) Quais são os pontos negativos?

c) O que você pensa sobre a afirmativa do texto: “Por con-


ta do risco que os agrotóxicos podem representar, cabe aos
cientistas a tarefa de pesquisar outras formas de combater as
pragas das plantações”.

O texto questiona uma idéia muito presente em todos os


espaços da sociedade que apresenta a ciência e a tecnologia
como um campo neutro que seria capaz de resolver os gran-
des problemas da sociedade. Fala-se muito dos benefícios da

Guia de estudo – unidade formativa v

48
ciência e da tecnologia para a humanidade, mas não sobre os
riscos e os pontos negativos.
Quando falamos em ciência todos nós acreditamos na idéia
de progresso, de forma quase inquestionável, não é mesmo?
Mas é preciso também pensar sobre os efeitos da tecnologia,
sobre seus pontos negativos e impactos.
Chegamos ao Século XXI com graves problemas gerados
pela poluição e degradação do meio ambiente. A natureza tem
sentido os impactos gerados pelo uso intenso da tecnologia em
busca do aumento da produtividade. As máquinas e a produ-
ção em grande escala implantadas pela Revolução Industrial,
iniciada no Século XVIII, representam um marco importante na
história de domínio dos homens sobre a natureza e das profun-
das alterações provocadas por eles.
Na produção industrial, a natureza é tratada como objeto,
que deve ser manipulado segundo conhecimentos técnicos e
científicos, no sentido de gerar o máximo de bens para as em-
presas e ao mercado. A natureza é vista apenas pela via da
exploração, do trabalho e do uso. O uso de agrotóxicos, tratado
anteriormente, é um exemplo claro de como o conhecimento
científico é utilizado para o aumento da produtividade, causan-
do muitas vezes danos irreparáveis a natureza.
Ao longo da história, o homem já produziu verdadeiras ca-
tástrofes com o uso do conhecimento científico. Por outro lado,
já conseguiu produzir muitos benefícios para a humanidade. A
ciência e a tecnologia podem ser usadas tanto para a produção
de um medicamento, que salvará vidas, como de uma nova
forma de matar as pessoas. Quando pensamos em ciência e
tecnologia as palavras benefícios e prejuízos andam juntas.
Analise as imagens a seguir:

Tecnologia bélica dos


Estados Unidos.

O porta-aviões americano
Aviões F-16 dos Estados Unidos Processo de fabricação de vacinas no novo
Theodore Roosevelt
Fonte: veja.abril.com.br/260901/ Centro de Produção da Fiocruz no Brasil
imagens/guerra1.jpg Fonte: www.fiocruz.br/ccs/media/cpav2.jpg

Guia de estudo – unidade formativa v

49
Atividade 17
Escreva um parágrafo sobre as imagens. O que elas nos
mostram?

Atividade 18
A) Leia o texto. Procure o significado das palavras desconhecidas.

Novos medicamentos: para quem?


A produção de novos medicamentos para as chamadas doenças tropicais é
considerada insuficiente tanto em países desenvolvidos quanto em países em
desenvolvimento.
As indústrias farmacêuticas constituem um setor altamente lucrativo, que
necessita de grande investimento em pesquisa e desenvolvimento. Seguindo
a lógica empresarial, os altos investimentos implicam a produção de fármacos
que ofereçam maior segurança de retorno financeiro. Como os atingidos pelas
doenças tropicais vivem justamente nos países em desenvolvimento – mais
pobres – não é difícil entender porque as doenças tropicais se tornam também
doenças negligenciadas pelos grandes laboratórios farmacêuticos.
Algumas estatísticas sobre o setor mostram que as grandes empresas far-
macêuticas não apenas estão concentradas em países desenvolvidos, mas tam-
bém vendem e produzem basicamente para esses países. Os maiores produto-
res mundiais de medicamentos são respectivamente América do Norte (50%),
Europa (24%) e Japão (13%). Toda América Latina é responsável por apenas
5% dos medicamentos produzidos. De outro lado, 80% da população mundial
é responsável pelo consumo de cerca de 20% dos remédios produzidos e ape-
nas 10% das pesquisas de saúde são dedicadas a doenças negligenciadas.
Esse quadro deixa claro que dificilmente o setor privado vai resolver o pro-
blema de saúde, que envolve a produção e melhoria na eficiência de fármacos
que combatem as doenças infecciosas tropicais. Por falta de remédios ou ine-
xistência de tratamentos adequados, essas doenças matam, por ano, cerca de
14 milhões de pessoas no mundo.
Para o médico Carlos Magno Castelo Branco Fortaleza, a emergência de
doenças como hantavirose, febre maculosa e leishmaniose visceral – que vol-
taram a crescer em alguns locais do Estado de São Paulo – reforçam a necessi-
dade de fornecer tratamentos melhores e formas de detecção mais efetivas. “A

Guia de estudo – unidade formativa v

50
tuberculose, por exemplo, é considerada uma doença negligenciada que atinge
uma fatia importante da população mundial e mesmo assim não é produzida
uma droga nova para seu combate há 30 anos. É lógico que se houvesse mais
investimentos, poderíamos ter hoje uma vacina mais efetiva para tuberculose
como já ocorre com o sarampo e outras enfermidades”, analisou o médico.
Fonte: Texto publicado em 10/05/2005 em http://www.comciencia.br

B) De acordo com o texto, respondam:


a) Quais são os maiores produtores de remédios no mundo?

b) Por que a indústria farmacêutica não se interessa em pro-


duzir remédios para combater as doenças tropicais?

c) O que são doenças tropicais? Quais são as doenças tropi-


cais citadas no texto? Quantos milhões de pessoas essas do-
enças matam por ano no mundo?

Como podemos ver há grandes desafios reservados aos cien-


tistas e à sociedade no mundo atual. Um deles é defender a
produção de conhecimentos científicos e de tecnologias que sir-
vam para diminuir os problemas de toda a humanidade e não
apenas os dos países mais ricos.
Outro desafio que não pode ser esquecido é o de diminuir os
impactos ambientais gerados pela produção em larga escala e
pelo uso intenso da natureza que a tecnologia e a ciência torna-
ram possível. O conhecimento científico e as novas invenções

Guia de estudo – unidade formativa v

51
tecnológicas não podem ignorar essas questões. É preciso re-
ver o alto custo natural e humano gerado pela tecnologia.

Atividade 19
Leia o poema. Converse com seus colegas: é possível pensar
em outras perspectivas de uso da tecnologia? Qual é sua opi-
nião? Qual a opinião do grupo? Registre por meio de desenhos,
frases, charges... crie!

No ano 3000
os homens já vão ter se cansado das máquinas
e as casas serão novamente românticas.
O tempo vai ser usado sem pressa
gerânios enfeitarão as janelas
amigos escreverão longas cartas.
Cientistas inventarão novamente
o bonde, a charrete.
Pianos de cauda encherão as tardes de música
e a Terra flutuará no céu
muito mais leve, muito mais leve.
Fonte: Roseana Murray. CHC, ano 8, n. 45, jan./fev de 1995.

Guia de estudo – unidade formativa v

52
7 Histórias do desenvolvimento
das tecnologias

O poema anterior nos fala do ano 3000, do tempo futuro. Per- Objetivo:
gunta: como será o usado o tempo? O homem terá se cansado refletir sobre
o processo
das máquinas, das novas tecnologias? Você deve estar pensando: histórico de
desenvolvi-
e no passado? Vimos anteriormente como as novas tecnologias mento das
tecnologias.
influem no tempo presente, no nosso cotidiano. Veja as imagens
a seguir. São tecnologias produzidas ao longo do
Século XX. O que mudou o que permaneceu?
Os registros revelam que a história das técnicas
e das tecnologias é bem antiga. No passado, para
a sobrevivência, proteção e reprodução, as comu-
nidades chamadas primitivas criaram ferramen- Relógio
tas, fontes de energia, habitações etc... a partir de parede
Anos 1940
dos recursos naturais disponíveis, como pedras,
paus, folhas, sementes... Assim, podemos dizer Relógio
de bolso
que as técnicas e as tecnologias têm uma longa his- Anos
1950
tória, têm passado, presente e futuro. O futuro é um
campo aberto de possibilidades. Em unidades ante-
riores, você estudou como se processa a organiza-
ção e a representação do tempo e do espaço. Relógio de pu
lso
Anos 1970
Analisamos diferentes aspectos do cotidiano, e 1980

dos modos de viver e produzir de diversas so-


ciedades em diferentes tempos. Você viu que a
história não é linear. Cada povo criou, ao longo
da história, conhecimentos e técnicas que se
difundiram e se misturaram com outras culturas
de outros povos, de diferentes lugares. Para faci-
litar o estudo da história dos tempos passados, os Relógio
de
historiadores, com base na história da Europa, esta- Anospulso1990
beleceram uma divisão em períodos. Os aconte-
cimentos anteriores à invenção da escrita estão
na chamada de Pré-história.
Veja o esquema a seguir:

Relógio digital An
os
Guia de estudo – unidade formativa v 1990 e 2000
53
A divisão da história e o desenvolvimento técnico-tecnológico
Idade
Idade
Pré-História Idade Antiga Idade Média Contemporâ-
Moderna
nea
2 milhões de
3100 A.C 476 d.c 1453 d.c 1789......
anos aprox.
Queda de Tomada de
Aparecimento Antigas Revolução
Roma Constantinopla
dos “homos” civilizações Francesa
pelos Turcos
*Período paleo-
lítico: homens
Época de
nômades, pedra Revolução
grandes inven-
lascada, subsis- industrial,
ções: desen- Técnicas de na-
tência baseada vínculo entre a
volvimento vegação, meios
na coleta de Técnicas agrí- ciência moder-
da escrita, do de transporte,
frutos, raízes, colas e instru- na e o
artesanato, renascimento
caça e pesca, mentos como: capitalismo;
técnicas agrí- cultural,
técnica do fogo. arado pesado, urbanização,
colas, como artístico,
*Período neo- arreios, moi- descoberta de
irrigação; manufaturas,
lítico: homens nhos d´água, novos mate-
arquitetura, renascimen-
sedentários, universidades, riais, novas
geometria; to comercial,
fabricação de artesanato, fontes de ener-
matemática; desenvolvimen-
armas e uten- manufaturas. gia, máquinas
hidráulica, to das univer-
sílios de pedra substituindo o
botânica, sidades.
polida, práticas trabalho
construção de
agrícolas, técni- humano.
estradas etc.
cas rudimenta-
res de escrita.

Atividade 20
A) Procure saber mais sobre o modo de viver, as invenções, as
principais descobertas em cada um desses períodos históricos.
B) Você já conhece alguma coisa sobre Galileu Galilei? E sobre
Leonardo da Vinci? Procure saber quem foram e a importância
deles para o desenvolvimento das ciências, das técnicas e artes.

Guia de estudo – unidade formativa v

54
Embora o quadro seja bastante sintético é possível perce-
ber como as técnicas de produzir, os modos de organização
do trabalho sofreram significativas mudanças no período his-
tórico, conhecido como a passagem do feudalismo na Idade
Média para o capitalismo na Idade Moderna. O “mundo se
moveu” na passagem do sistema feudal para o sistema capita-
lista, parafraseando Galileu Galilei. É o momento de formação
da sociedade moderna. Um tempo de profundas mudanças
sociais, econômicas, políticas e culturais. O mundo até então
conhecido pelos europeus não foi mais o mesmo. Eles con-
seguiram chegar, conquistar e explorar novas terras, provo-
cando o encontro de povos de culturas diferentes. América,
Ásia, África e Oceania passaram a fazer parte do Mapa do
Mundo. Nesse cenário de mudanças as terras hoje conhecidas
como Brasil foram conquistadas e colonizadas pelos portu-
gueses: a colônia portuguesa na América. Os historiadores
consideram como contemporâneo, o período que se inicia no
final do Século XVIII até os nossos dias. Exatamente, nessa
época, ocorreram na Inglaterra, grandes transformações nas
formas de produção. Esse processo ficou conhecido como Re-
volução Industrial, pois revolucionou o modo de viver, traba-
lhar, produzir, pensar e distribuir riquezas. Você deve estar se
perguntando: mas, não é exagero? O nascimento e o desen-
volvimento das indústrias têm tanta importância na História?
Sim, certamente, a indústria trouxe profundas alterações no
cotidiano e nas mentalidades das pessoas, na organização do
espaço e na paisagem do campo e da cidade. É um outro mun-
do que se constituiu, há mais de 200 anos... Vivemos nele!
Por tudo isso, vale a pena pensar sobre ele!

A Revolução Industrial
A palavra revolução nos lembra mudança, “transformação
radical de uma estrutura econômica, social ou política”. Logo,
quando falamos de revolução da indústria, estamos falando das
profundas transformações nas formas de produzir, iniciadas na
Inglaterra em meados do Século XVIII. Mas, como? A indústria
não nasceu de um dia para outro, nem por acaso. Foi um longo
processo que não ocorreu ao mesmo tempo, nem da mesma
forma no mundo inteiro.

Guia de estudo – unidade formativa v

55
Do Artesanato à Manufatura
A partir do Século XI, durante a Idade Média, houve um cres-
cimento das atividades comerciais entre o campo e as cidades,
a produção de roupas, objetos e demais artigos era artesanal.
O artesanato, que sobrevive em muitos lugares do Brasil e do
mundo, é uma forma de produção simples, manual, em que
todas as etapas de fabricação de um objeto eram realizadas
pela mesma pessoa. Por exemplo: a fabricação de sapatos. O
artesão sapateiro era dono de suas ferramentas e possuía sua
própria oficina, que, geralmente, funcionava na sua casa. A
produção era feita pelo mestre com a ajuda dos aprendizes. Ele
mesmo adquiria a matéria-prima (couro, linhas etc.), prepara-
va o couro, cortava, costurava... enfim, fazia todo o sapato com
a ajuda dos aprendizes. A produção era pequena, voltada para
atender as necessidades básicas do artesão e de sua família.
As técnicas eram simples. Era um modo de viver e trabalhar
diferente. O artesão não era assalariado, nem contratado. Ele
decidia, por exemplo, quantos e que tipos de sapatos produzir,
que ferramentas usar, quanto tempo gastar na confecção, que
preço cobrar pelo produto. Era um outro ritmo de vida, outra
maneira de ver e viver o mundo. O artesão controlava sua pro-
dução, suas técnicas, seus afazeres domésticos, seu tempo.
Enfim, ele tinha seu próprio tempo!

Atividade 21
Retire do texto e reescreva as principais características da
forma de produção artesanal.

A história registra que à medida que o comércio se expandia,


a forma de produção artesanal foi se modificando. A ampliação
das rotas comerciais, as novas colônias e o aumento da popu-
lação da Europa passaram a exigir um aumento da produção.
Houve uma ampliação do mercado consumidor. Para atender
à demanda por mais produtos e aumentar os lucros, o capital

Guia de estudo – unidade formativa v

56
(os burgueses, comerciantes) passaram a organizar as manu-
faturas. As manufaturas eram locais de trabalho em que eram
reunidos os artesãos, sob o comando de um chefe. Os trabalha-
dores não eram mais os donos de suas ferramentas, nem das
matérias primas e nem do produto. O artesão passou a ganhar
um determinado valor pelo produto realizado. Para aumentar
a produção em um tempo menor, os patrões controlavam os
artesãos de diversas maneiras. Para você entender melhor, va-
mos ver como mudou a confecção de um sapato.
O grande comerciante adquiria a matéria-prima necessá-
ria e no local de produção cada artesão realizava uma etapa.
Um curtia o couro, outro cortava, outro costurava, e assim por
diante. Começou o processo de especialização de funções. O
resultado disto nós sabemos: o artesão/trabalhador, progres-
sivamente, foi perdendo o controle de suas atividades, o seu
“saber-fazer” todo o produto. Ele passou a fazer apenas uma
parte do produto, foi pouco a pouco se especializando. É o início
do processo de transformação do artesão, dono dos meios de
produção (matérias primas e ferramentas), em operário assa-
lariado, dono apenas da sua força de trabalho. Foi um tempo de
mudanças no modo de produzir, viver e pensar.

Atividade 22
De acordo com o texto o que mudou, das oficinas de artesa-
nato para as manufaturas?

Todos nós sabemos que para montar uma indústria, hoje, são
necessárias, no mínimo, três coisas. Primeiro, capital para adquirir
instalações, máquinas, ferramentas, matérias prima e tudo mais.
Segundo, mão-de-obra, trabalhadores qualificados para exercer
as funções. E, por último, técnicas avançadas de produção. Sem
isso, não só é difícil montar, como manter uma grande indús-
tria. A época moderna foi uma fase de acumulação de capitais,

Guia de estudo – unidade formativa v

57
devido ao comércio, às conquistas de novas terras, à exploração
das colônias, às descobertas de metais preciosos. Alguns países,
como a Inglaterra, conseguiram acumular grandes quantidades
de capitais. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento científico es-
timulou e contribuiu para os avanços técnicos, as invenções de
máquinas e ferramentas. A Inglaterra, no Século XVIII, era o
país europeu que reunia todas as condições para desenvolver a
produção industrial. Possuía capital acumulado, um sistema de
bancos bem organizado e também carvão e ferro necessários à
construção e funcionamento das máquinas. Além disso, apresen-
tava uma situação social, política e religiosa favorável ao cresci-
mento do capitalismo. Tudo isto fez com que os capitalistas in-
gleses investissem seu dinheiro em novas invenções capazes de
aumentar a produção, garantindo mais lucros em menor tempo.
A partir dos anos de 1750, multiplicou-se o número de inven-
ções, na chamada Primeira Revolução Industrial.
Dentre as invenções da Primeira Revolução destacaram-se: (i)
a máquina de fiar de James Hargreaves, de 1765, que era capaz
de fiar vários fios ao mesmo tempo; (ii) em 1767, o tear movido
a água e (iii) em 1785 o tear mecânico de Edmund Cartwright.
Uma descoberta levava a outra e todas elas foram impulsionadas
pela descoberta do vapor (Watt em 1765.), força capaz de mover
diferentes máquinas. No início do Século XIX (1801-1900) houve
uma revolução nos transportes com a criação do barco a vapor
(1804) e da locomotiva a vapor por Stephenson, em 1814.
As transformações industriais alcançaram também outros
países, como Bélgica, Estados Unidos, Itália e França. Assim,
a energia movida a vapor passou ser a utilizada na extração
de minério, na indústria têxtil e na fabricação de uma grande
variedade de bens que, antes, eram feitos à mão, de forma ar-
tesanal. O navio, a vapor substituiu a escuna e a locomotiva a
vapor substituiu os vagões puxados a cavalo, aperfeiçoando os
meios de transporte de matéria-prima e dos produtos, o que
facilitou a circulação, o comércio.

Atividade 23
Responda:
A) Por que a Inglaterra foi o primeiro país a fazer a Revolução
Industrial?

Guia de estudo – unidade formativa v

58
B) Cite algumas invenções que transformaram as formas de
produção na Primeira Revolução Industrial?

A Segunda Revolução Industrial


Essa história não parou por aí. Os estudiosos indicam que,
por volta de 1860, iniciou-se a Segunda Revolução Industrial,
sobretudo nos Estados Unidos. Ela se baseou em um conjunto
de inovações tecnológicas e em novos princípios de organiza-
ção industrial. As mais importantes são a descoberta da eletri-
cidade e a transformação do ferro em aço (siderurgia). Assim,
no fim do Século XIX e ao longo Século XX, as pesquisas e a
criação de tecnologias foram voltadas para aumentar a eficiên-
cia e a produtividade. Veja o que diz o texto a seguir:

“Pode se afirmar que a eletricidade está para a Segunda Revolução Indus-


trial assim como a máquina a vapor esteve para a primeira revolução indus-
trial. Com ela, houve acelerado crescimento industrial, a partir de máquinas e
motores elétricos e, especialmente no inicio do Século XX, inúmeros aparelhos
elétricos de utilidade doméstica. Juntamente com os automóveis, eles inaugu-
ram uma nova fase, a de bens duráveis para o consumo de massa. O período
foi marcado também pelo advento do telefone, cabos e fios elétricos, motores
a explosão, petróleo e derivados (combustíveis, plásticos e outros). O rádio, o
avião e o processamento do alumínio também integram essa “família” de téc-
nicas. O modelo produtivo dessa fase ficou conhecido como fordismo-tayloris-
mo. Ele começa a ser elaborado pelo norte-americano Frederick Taylor, no fim
do Século XIX. Ele formula os princípios da chamada “administração científica”
do trabalho, como a redução do saber operário a tarefa simples e parciais. In-
troduz também o cronômetro para controlar etapas da produção, para evitar

Guia de estudo – unidade formativa v

59
perda de tempo e gestos desnecessários. Para Taylor, era essencial selecionar
operários dóceis e colaboradores. Ele defendia também a rígida hierarquia e
a separação entre trabalho manual e intelectual. O criador do fordismo foi o
também norte-americano Henry Ford, fundador da fábrica de automóveis leva
o seu nome. Reforçado pelos princípios tayloristas, Ford implementou em suas
fábricas a linha de montagem, em que esteiras rolantes deslizavam à frente
dos operários, levando as peças até eles para serem montadas. Os movimen-
tos dos operários deveriam ser reduzidos ao máximo e realizados de modo
mecânico, parcelado e especializado”.
GIASANTI, Roberto. Tecnologias e Sociedade no Brasil Contemporâneo.
São Paulo: Global: Ação Educativa, 2004, p.129.

Atividade 24
A) Releia e discuta o texto. Procure os significados das palavras
desconhecidas.
B) Onde ocorreu a Segunda Revolução Industrial e quais as
principais inovações que ela trouxe?

C) Quais as principais características do modelo produtivo cria-


do por Taylor e Ford, o taylorismo-fordismo?

Guia de estudo – unidade formativa v

60
8 As tecnologias e o trabalho

Você deve estar se perguntando: O que mais mudou na vida Objetivo:


das pessoas? Muitas coisas. Nas fábricas, as máquinas passa- discutir os
efeitos das
ram a impor o ritmo do trabalho. O artesão transformado em inovações no
mercado e
operário não domina, nem controla mais o processo de traba- nas condições
de vida e
lho, ao contrário, ele apenas executa as tarefas necessárias ao trabalho.

bom funcionamento da máquina. Por exemplo, colocar o couro


na máquina, apertar os botões, endireitar o couro, puxar as
peças e assim por diante. No mesmo tempo gasto para produ-
zir manualmente um sapato, com a introdução das máquinas,
tornou-se possível a produção de centenas deles. Isso significa
a perda total do controle da produção pelo trabalhador. Uma
separação entre os donos dos meios de produção (a burgue-
sia) e os donos da força de trabalho (os operários). Tudo isso
fortaleceu o sistema capitalista e a concentração de riquezas
nas mãos da burguesia. Um novo modo de viver e trabalhar se
impôs na sociedade. O cotidiano mudou, as cidades cresceram.
O homem perdeu o controle de seu próprio tempo. O tempo é
medido, controlado e vendido. Tempo é dinheiro! Concorda?
Vamos pensar?

Atividade 25
A) Compare os três processos de produção: artesanato, manu-
fatura, grande indústria. Escreva as características do modo de
viver e trabalhar em cada fase.

Guia de estudo – unidade formativa v

61
B) Comente a frase: Tempo é dinheiro!

Atividade 26
A) Assista e discuta o filme com seus colegas. Relacione com
as respostas da questão 25

Seção de cinema
Título: Tempos modernos; Gênero: Comédia; Duração: 87 minutos; Lança-
mento (EUA): 1936; Direção:  Charles Chaplin; Roteiro: Charles Chaplin.

Sinopse
Um operário de uma linha de montagem, que testou uma “máquina revo-
lucionária” cuja função era evitar a interrupção do trabalho para o almoço, é
levado à loucura pela “monotonia frenética” do seu trabalho. Após um longo
período em um sanatório, ele fica curado de sua crise nervosa, mas desem-
pregado. Ao deixar o hospital para começar sua nova vida, encontra uma crise
generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que
liderava uma marcha de protesto de operários. Simultaneamente, uma jovem
rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são crianças. Elas
não têm mãe e o pai está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele
é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores
são levadas, a jovem consegue escapar.

Como já tratamos nas unidades anteriores, para alguns estu-


diosos, estamos vivendo a chamada terceira revolução indus-
trial. Para outros é o período pós-industrial ou técnico científi-
co-informacional, vivido pela sociedade da informação, a partir
dos avanços da ciência e das tecnologias. Essas inovações têm
grandes impactos no mundo do trabalho. Dentre as preocupa-
ções, uma delas é mais debatida: as inovações tecnológicas
produzem desemprego? Estamos vivendo a era do fim dos em-
pregos? Que tipo de trabalhador é exigido nesse contexto? Os

Guia de estudo – unidade formativa v

62
estudos apontam algumas mudanças já visíveis nas sociedades
mais avançadas, na produção de novas tecnologias:
1) Emergência de uma nova “classe” digital formada por tra-
balhadores altamente qualificados como cientistas, engenhei-
ros projetistas, analistas de software, advogados, consultores,
artistas, jornalistas, etc.
2) Estresse High-Tech (alta tecnologia)
No processo de produção artesanal o ritmo do corpo depen-
dia apenas do artesão. Ele era dono de seu tempo, ditava o
ritmo do seu trabalho, o seu cotidiano. Com a introdução das
máquinas e as linhas de montagem, o trabalhador teve que
adaptar o seu ritmo, perdeu o controle do tempo. As máquinas
passaram a ditar o ritmo do corpo. Hoje, no tempo das novas
“máquinas inteligentes”, dos computadores e robôs, os traba-
lhadores sofrem um estresse mental. O computador está se
tornando uma fonte de estresse, na medida em que o ritmo
cada vez mais acelerado do trabalho exige grande esforço men-
tal das pessoas.
3) Empregos Temporários
Muitos trabalhadores são contratados temporariamente, por
jornadas parciais e, em geral, não recebem benefícios traba-
lhistas. Trata-se de uma estratégia das empresas para reduzir
salários e pagamentos de benefícios tais como assistência mé-
dica, aposentadoria, licenças médicas pagas e férias. Assim,
muitas empresas estão diminuindo o quadro de trabalhadores
fixos e contratando temporários, para terem flexibilidade de
aumentar ou diminuir o número de trabalhadores rapidamente,
em resposta às variações do mercado de trabalho.
4) Teletrabalho: “é o trabalho realizado longe dos escritórios e
dos colegas de trabalho, com comunicação independente com a
sede central do trabalho e outras sedes, por meio do uso inten-
sivo das tecnologias de comunicação e informação” (DE MASI,
Domenico. O ócio criativo, 2000, p. 214) Por exemplo: traba-
lho a distância (por exemplo, educação a distância), escritórios
móveis, trabalhos nas ruas (pesquisadores por exemplo).
5) Diminuição do mercado formal de trabalho: os setores
que contam com máquinas computadorizadas que substituem
o trabalho humano estão progressivamente diminuindo os

Guia de estudo – unidade formativa v

63
postos de trabalho, reduzindo o quadro de pessoal substituído
pelas máquinas. Por exemplo: a automação dos bancos no Bra-
sil provocou a diminuição dos funcionários, o serviço de caixas
que era realizado por pessoas, hoje é praticamente todo reali-
zado pelas máquinas dos caixas eletrônicos.

Atividade 27
A) Debate: na opinião do grupo, quais impactos citados nos
parágrafos anteriores são mais sentidos pelos trabalhadores
brasileiros? Você conhece outros? Cite-os.

B) Qual a opinião do grupo sobre o estresse high-tech?

Guia de estudo – unidade formativa v

64
9 Consumo,
tecnologias e juventude

Atividade 28 Objetivo:
discutir o
A) Leia e discuta com seus colegas o conteúdo dos anúncios a consumo
de novas
seguir. tecnologias e
a necessidade
de assumir
o consumo
Vende-se! consciente.

MP4 Player NWZ-S616F possui 4GB de memória incluída e tipo de armaze-


namento em Flash. Com formatos compatíveis em MP3, WAV e WMA, o Sony
NWZ-S616F tem rádio FM e conexão USB, é um aparelho com design moderno
e compacto.

Notebook Microboard EP700 possui processador Intel Core 2 Duo com velo-
cidade de 2Ghz e HD de 250GB. Tem 4096MB de memória RAM. Com tela de
12”, o Microboard Ellite Premium EP700 tem todas as vantagens de um com-
putador portátil.

Celular KE990 Viewty possui formato Barra e tecnologia GSM. O aparelho


é desbloqueado de operadora e seu acesso ao menu permite ficar em contato
através de mensagens multimídia e de áudio. Com câmera de 5.0 Megapixels
de resolução e Zoom de 16x, o Celular LG KE990 Viewty tem um design com-
pacto e elegante.

B) Faça uma lista dos produtos que estão sendo ofertados e


anote para que servem.
C) Você conhece esses produtos? Já utilizou algum deles?
D) Discuta: qual a importância desses produtos para a nossa
vida?
As novas tecnologias têm sido, frequentemente, associadas
ao consumo dos jovens. Muitos são rotulados de consumis-
tas devido ao fascínio, o encantamento frente às permanen-
tes inovações apresentadas no mercado. Algumas pessoas mal
conseguem esperar os lançamentos para adquirir os novos

Guia de estudo – unidade formativa v

65
aparelhos. Um exemplo é o caso dos telefones celulares. Se-
gundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Ana-
tel), o número de linhas de telefones celulares em uso no país,
em janeiro de 2008, somou 122,86 milhões, avançando sobre
os 100,72 milhões de janeiro de 2007. A indústria de telefo-
nia celular brasileira registrou em janeiro de 2008 a adição de
1,88 milhão de linhas, numa expansão de cerca de 22% sobre
o número registrado no mesmo mês do ano passado. Diante
desses dados, do comportamento da sociedade e, particular-
mente, dos jovens, há um debate sobre as maneiras, a forma
de utilização e os significados dos telefones celulares.

Atividade 29
A) Observe a foto e leia a pesquisa a seguir:

Tecnologia – Em que situações o uso


Ortega; A.C; Minas Gerais; 2008

de celulares deixa de ser necessidade


e passa a ser supérfluo?
Cúmulo do consumismo...
Para mim é quando a pessoa entra no
cinema, teatro e não desliga, ele toca e a
pessoa ainda atende.
Menos preguiça
Quando chegamos à porta de alguém
em vez de telefonar para dizer que já che-
gamos, por que não tocar a campainha?
Celular supérfluo
O celular perde sua importância quan-
Menina usando telefone celular
do deixa de cumprir sua função que é fazer
e receber ligações num local móvel, ou seja,
quando você não tem outro telefone de acesso. Outra situação é o uso para os-
tentar status, como tirar fotos, filmar, usar internet, entre outros, e quando ele
passa a ser mais importante em qualquer situação, sala de aula, trabalho etc.
Boa pergunta!
O Celular é supérfluo, quando é utilizado além de receber e fazer ligações
necessárias?
Celular: uma forte marca do consumismo
O aparelho celular se tornou atualmente utensílio quase descartável perante
a população, mas o grande problema é que toda a sua matéria-prima não é
descartável, muito pelo contrário. As pessoas trocam de aparelho celular com

Guia de estudo – unidade formativa v

66
muita freqüência, enquanto o seu aparelho teria uma vida útil de aproximada-
mente 10 anos, as pessoas trocam o seu aparelho de 1 em 1 ano, produzindo
um excedente de lixo e degradação ambiental devido à produção em massa
deste bem de consumo.
Fonte: Respostas de consumidores publicadas no site:
http://www.akatu.org.br/. Acesso em 25/10/2008.

B) Você concorda? Debate em grupo: “Em que situações o uso de


celulares deixa de ser necessidade e passa a ser supérfluo?”.
C) Confronte as posições do grupo com as respostas dos leito-
res do site.
D) Escreva um parágrafo expressando a(s) opinião(ões) do
grupo.
Você sabe o que é consumo? Quando consumir é saudável
e necessário, e quando torna-se um problema para a vida das
pessoas, da sociedade e do meio ambiente? Você já ouviu fa-
lar em consumismo? Você conhece alguma pessoa consumista?
Você já ouviu falar em consumo responsável? Vamos ver o que
isso significa?

Atividade 30
A) Leia o texto com atenção. Procure o significado das palavras
desconhecidas.

Consumo? O que é?
“Pense rápido: o que é consumo? A palavra é bem conhe-
cida de todos e, seguramente, tem algum significado para
você. Consumir implica um processo de seis etapas que, nor-
malmente, realizamos de modo automático e, mais ainda,
muitas vezes impulsivo. O mais comum é as pessoas asso-
ciarem consumo a compras, o que está correto, mas incom-
pleto, pois não engloba todo o sentido do verbo. A compra
é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que
decidir o que consumir, por que consumir, como con-
sumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é
que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do
que foi adquirido”.

Guia de estudo – unidade formativa v

67
Considerando todos esses aspectos do consumo, você vai ver que ele está
presente praticamente o tempo todo em nossas vidas. Ao acordar, vamos ao
banheiro e consumimos água, eletricidade, pasta de dente e sabonete. Depois
tomamos café-da-manhã e lá vai café, pão, manteiga, geléia, frutas, água,
eletricidade. E mais água para fazer o café e para lavar a louça. Quando sa-
ímos para o trabalho, a menos que se vá a pé ou de bicicleta, consumimos
combustível, mesmo que seja do ônibus, e no caso do metrô, energia elétrica.
Dependendo da ocupação de cada um, haverá diferentes tipos de consumo,
mas é quase certo que haverá uso de eletricidade, papel e cafezinho, por
exemplo. Portanto, mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a car-
teira, terá consumido muita coisa. Por isso, o consumo é algo muito importan-
te e que provoca diversos impactos. Primeiro em nós mesmos, já que temos
que arcar com as despesas do consumo, mas também nos beneficiamos do
bem-estar derivado dele. Depois, o impacto na economia porque, ao adqui-
rirmos algo, movimentamos a máquina de produção e distribuição, ativando
a economia. Também afeta a sociedade, porque é dentro dela que ocorrem a
produção, as trocas e as transformações provocadas pelo consumo. E, por fim,
o impacto sobre a natureza, que nos fornece as matérias-primas para a produ-
ção de tudo o que consumimos.
O consumo é um dos nossos grandes instrumentos de bem estar, mas pre-
cisamos aprender a produzir e consumir os bens e serviços de uma maneira
diferente da atual, visto que o modelo hoje utilizado de produção e consumo
contribuiu para aprofundar alguns aspectos da desigualdade social e do dese-
quilíbrio ambiental. Mas as coisas não precisam ser assim e existe um enorme
potencial para que o consumo que nos trouxe a essa situação, se exercido de
outra forma, nos tire dela. Vamos ver como?”.
Consumo Consciente
“Bem, agora que você já sabe que muitos dos nossos atos são atos de con-
sumo e que eles impactam a sua vida e as condições da vida no planeta, chegou
a hora de saber como você pode usar suas escolhas de consumo para ajudar
a construir um mundo social e ambientalmente melhor. O caminho passa pela
adoção do consumo consciente. E o que é consumo consciente? É consumir
levando em consideração os impactos provocados pelo consumo. Explicando
melhor: o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar
os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e
dessa forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo
melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com
consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.
O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal
e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica um
modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.
O consumidor consciente reflete a respeito de seus atos de consumo e como
eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações

Guia de estudo – unidade formativa v

68
sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca
disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que
pequenos gestos de consumo realizados por um número muito grande de pes-
soas promovam grandes transformações.
O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos
simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de pro-
dutos ou serviços. Tais gestos incluem o uso e descarte de recursos naturais
como a água, a compra, uso e descarte dos diversos produtos ou serviços, e a
escolha das empresas das quais comprar, em função de sua responsabilidade
sócioambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária,
cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta”.
http://www.akatu.org.br/consumo_consciente/oque Acesso em 25/10/2008.

B) Agora responda: o que é consumo?

a) Quais as seis etapas que envolvem o consumo?

b) Quais os aspectos positivos do consumo? E os negativos?

c) O que você entendeu por consumismo? O que é ser con-


sumista?

Guia de estudo – unidade formativa v

69
C) Continue a lista. Consumo é...
Comprar de forma exagerada...
Consumir supérfluos...
Consumir de forma compulsiva...
Consumir de forma impensada...
Ter o hábito de comprar aquilo que não é necessidade...
D) O que é consumo consciente? Como agir para ser um con-
sumidor consciente? Continue a lista. Faça, junto com seus co-
legas, um cartaz bem bonito:

Consumo consciente é...


Consumir diferente!
Tratar o consumo como um instrumento de bem estar e
não fim em si mesmo.
Consumir solidariamente...
Ter consciência dos impactos positivos do consumo para o bem
estar da sociedade e do meio ambiente.
Consumir de forma sustentável...
Preocupar-se com um mundo melhor para as próximas gerações.

Atividade 31
Discuta e responda à questão: como, em nosso cotidiano,
os jovens podem praticar o consumo consciente de novas tec-
nologias?

Guia de estudo – unidade formativa v

70
10
Tecnologias
em benefício de
todos: tecnologia social

Como vocês viram, ao longo do texto, o desenvolvimento das


Objetivo:
novas tecnologias traz inúmeros benefícios para a população discutir
o acesso
em vários setores da vida: transportes, alimentação, saúde, às novas
tecnologias e
comunicação e outros. A cada dia, novas e novas descobertas experiências
de desenvol-
são apresentadas à humanidade. Entretanto, como você bem vimento de
tecnologias
sabe, vivemos um tempo em que as novidades convivem com sociais que
contribuem
velhos problemas: guerras, fome, subnutrição, doenças etc. para melhorar
as condições
Como já demonstramos, a produção de novas tecnologias e o de vida da
população de
acesso a elas é profundamente desigual. Vamos pensar mais baixa renda.

sobre isto? Veja, a seguir, o poeta que questiona: queremos


saber quando vamos ter!

Atividade 32
A) Leia o texto da canção, se for possível ouça ou cante:

Queremos Saber
Composição: Gilberto Gil

queremos saber queremos saber


o que vão fazer quando vamos ter
com as novas invenções raio laser mais barato
queremos notícia mais séria queremos de fato um relato
sobre a descoberta da antimatéria retrato mais sério
e suas implicações do mistério da luz
na emancipação do homem luz do disco-voador
das grandes populações pra iluminação do homem
homens pobres das cidades tão carente e sofredor
das estepes, dos sertões tão perdido na distância
da morada do senhor

Guia de estudo – unidade formativa v

71
queremos saber queremos saber
queremos viver queremos saber
confiantes no futuro todos queremos saber
por isso se faz necessário
prever qual o itinerário da ilusão
a ilusão do poder
pois se foi permitido ao homem
tantas coisas conhecer
é melhor que todos saibam
o que pode acontecer

B) Destaque na letra da canção e discuta com seu grupo:


a) O que ele (compositor) deseja saber?
b) Quais os inventos destacados pelo compositor?
c) Para que servem?
d) O que ele nos diz sobre os homens?
e) Todos os homens têm acesso às tecnologias?
f) E sobre o futuro?
A preocupação do compositor é partilhada por muitos e mui-
tos cidadãos: como tornar as tecnologias, as novas invenções
acessíveis a todos os homens? Como fazer ciência para uma
vida decente, como defende um estudioso português? O que
pode ser feito? Nesse sentido, diferentes grupos, governos, or-
ganizações e empresas apóiam o desenvolvimento, a preserva-
ção, a divulgação e o uso das chamadas tecnologias sociais. Ou
seja, as tecnologias que compreendem produtos, técnicas, me-
todologias que possam ser aplicadas, multiplicadas entre um
grande número de pessoas. São desenvolvidas nas relações da
comunidade, com a participação coletiva dos cidadãos, visan-
do a solucionar problemas sociais nas áreas de alimentação,
saúde, meio ambiente, energia, educação e muitas outras. As
tecnologias sociais podem ajudar na melhoria da renda e qua-
lidade de vida das populações mais carentes.
Uma característica importante das tecnologias sociais é valo-
rização dos saberes, das vivências das pessoas, o que significa
a preservação e a transmissão da experiência entre diferentes,

Guia de estudo – unidade formativa v

72
gerações, grupos, comunidades e até países. O conhecimento
científico é valorizado, as inovações tecnológicas também, mas
não desprezando a chamada sabedoria popular. Desse modo
algumas experiências, consideradas simples, são bem sucedi-
das na solução de problemas graves. Por exemplo, o soro ca-
seiro, você conhece? Uma mistura de duas colheres das de
sopa, cheias de açúcar e 1 colher das de chá, rasa, de sal com
1 litro de água. Simples, não é? Essa receita de soro tem sido
eficaz no combate à desidratação das crianças e contribui para
a diminuição da mortalidade infantil em nosso país.

Atividade 33
Reescreva com suas palavras o que você entendeu por tec-
nologia social.

Há vários outros exemplos de ações que articulam o de-


senvolvimento local e as tecnologias sociais visando à trans-
formação das regiões mais pobres do Brasil. Governos, orga-
nizações, pesquisadores, técnicos, trabalhadores, membros
das comunidades se unem e se articulam em ações solidá-
rias com o objetivo de buscar soluções para a melhoria das
condições de vida das populações. A seguir apresentaremos
duas reportagens. O Texto 1 nos conta sobre a fabricação de
cisternas para a população de baixa renda, na região semi-
árida do nordeste brasileiro. Você sabe o que é uma cister-
na? Já pensou sobre a importância de uma cisterna em uma
região seca em que as pessoas têm enorme dificuldade para
obter água para suas sobrevivência? O Texto 2 apresenta a
experiência de uma pesquisadora, professora universitária, e
de pais de crianças com problemas motores na fabricação de
equipamentos para crianças com problemas de locomoção.
Vamos conhecer?

Guia de estudo – unidade formativa v

73
Atividade 34
A) Leia os textos e observe as imagens:
Texto 1

Cisternas – O que são?


Cisterna, de forma geral, é um reservatório (tanque),
abaixo do nível do solo, onde se conservam as águas de
chuva. Já a cisterna de placas, especificamente, é uma
construção de baixo custo que utiliza técnicas simples, de
forma cilíndrica, coberta e semi-enterrada. Seu funciona-
mento prevê a captação de água da chuva, aproveitando o telhado da casa,
escoando através de calhas (bicas) até o reservatório ou tanque.
A cisterna já é um dos caminhos verdadeiros de resgate
da liberdade e da cidadania de milhares de brasileiros. Com
essa solução simples, muitas famílias do Semi-Árido terão
água de qualidade e, aos poucos, capacidade de viver com
dignidade nesta bela região de nosso país. Com sua ajuda,
e a de milhões de cidadãos do mundo, nosso sonho é fazer com que a popula-
ção do Semi-Árido brasileiro tenha acesso a esta oportunidade.
Só quem vive no Semi-Árido sabe o que é sede, o que
custa buscar água muito longe de casa todos os dias, e
conhece as doenças que a água suja e contaminada tra-
zem. É um sofrimento que só diminui quando as chuvas
são abundantes e ordenadas. Pois é isso que as cisternas
caseiras ajudam a mudar. As famílias passam a ter água limpa ao lado da casa
o tempo todo.
Cisternas Como fazer?
É preciso calcular o tamanho da cisterna conforme o
número de pessoas que vivem na casa. Uma vez definida
sua capacidade para 15, 20 ou 30 mil litros, basta fazer a
cisterna e ligá-la à calha que recolhe a água por meio do
telhado da casa. Para isso, existem cálculos científicos e pessoas capacitadas
para tomar a decisão com as comunidades.
É claro que a água só fica limpa se forem tomados alguns
cuidados. Por isso, o trabalho tem que ser feito com a par-
ticipação de todas as pessoas, num processo educativo
permanente. A construção da cisterna conta com ajuda de
técnicos, que são pessoas da própria comunidade capacita-
das para esta tarefa, mas seu trabalho é apoiado no mutirão da comunidade. E é
em mutirão que se aprende a filtrar a água, a conservá-la limpa e saudável e a
usá-la adequadamente.

Guia de estudo – unidade formativa v

74
A experiência de milhares de famílias mostra que, desse jeito, as cisternas
garantem água para beber e cozinhar o tempo todo. Com isso, a saúde melho-
ra, as mulheres e as crianças podem dispor do tempo que usavam para buscar
água para outras atividades, em casa, na escola, na comunidade, na roça, em
outros trabalhos produtivos. É uma transformação profunda.
http://www.cliquesemiarido.org.br/inicial.asp. Acesso em 25/10/2008

Texto 2

O PVC é um material muito utilizado pela construção civil, não é mesmo?


Na reportagem especial de hoje, você vai ver que ele está sendo servindo para
melhorar o tratamento de crianças com problemas motores.
Quando uma criança passa por um tratamento de disfunção neuromotora,
uma das preocupações principais da equipe é o trabalho postural. Com uma
postura adequada, a criança pode ter de volta sua independência. O problema
é que o mobiliário usado para trabalhar a postura dessas crianças, quando
existe, é muito caro, inacessível às pessoas de baixa renda. Isso sempre foi o
maior motivo de frustração para a professora Grace Gasparini, da Universidade
Católica Dom Bosco, em Campo Grande, (Mato Grosso do Sul), que é terapeuta
ocupacional e trabalha com crianças com disfunção motora, há 24 anos. Ela
explica que, com o tempo, meninos e meninas acabam desenvolvendo outros
problemas físicos por ficarem sempre numa mesma posição. A professora Gra-
ce conta como surgiu a idéia de mudar a vida dessas crianças.
“A gente tem no mercado equipamentos altamente sofisticados. Mas é em
torno de 2 mil, 3 mil. Fica inviável para a população carente. E eu dou uma
disciplina na Universidade Católica Dom Bosco, de tecnologia assistiva. E den-
tro dessa disciplina, foi que a gente começou a fazer uma pesquisa de que
tipo de material a gente poderia estar usando para fazer com que o custo se
tornasse mais barato, e pudesse vir a atender a clientela de nível socioeco-
nômico baixo. Lá na Clínica Escola, nós atendemos essa população”. Depois
de alguns testes, os profissionais chegaram ao PVC. Ela diz que o material é
de fácil manuseio, podendo até acompanhar o crescimento das crianças, com
o aumento dos canos. Além disso, destaca a professora, o PVC tem uma boa
aparência, o que o torna mais aceitável para a família e para o paciente. Sem
contar que é durável e de fácil higiene. Com todas essas vantagens, a equipe
escolheu o PVC como matéria-prima para uma série de sete equipamentos.
São eles: cadeira para vaso sanitário, estabilizador de tronco para postura
sentada no chão, andador e mesa reguláveis, cadeira para sentar à 90 graus
com mesa acoplada, cadeira rolo com mesa acoplada e banco com apoio para
banho. Assim, Grace conta que a equipe da Clínica Escola orienta os pais na
confecção dos móveis de seus filhos.

Guia de estudo – unidade formativa v

75
“Era muito triste a gente ver que as nossas crianças, que não têm condição,
não conseguiam ter esse equipamento. Frustrava a gente em termos de aten-
dimento clínico, de trabalho de reabilitação, porque isso faz parte do processo
evolutivo da criança. E hoje eu vejo uma luzinha no final do túnel, para que
essas crianças comecem a ter”.
E é justamente essa luz no fim do túnel que levou o vendedor autônomo
Eurico Pinheiro de Lima Jr. a entrar em contato com a equipe da Dra. Grace.
Ele queria montar o mobiliário para sua filha, Letícia Estér, de 6 anos, que tem
paralisia.
Hoje, Letícia já tem duas cadeiras, confeccionadas pelo pai, ao custo médio
de 45 reais cada uma. Eurico destaca que, não fosse pelo PVC, sua filha não
teria acesso ao equipamento, que é uma parte importante do tratamento da
pequena Letícia.
“Ajuda bastante a ela ficar mais independente, ela pode fazer as necessida-
des, pode comer, sentar, brincar mais à vontade”.
Fonte: http://www.camara.gov.br/internet/radiocamara. Acesso em 25/10/08.

B) Releia os textos, procure os significados das palavras des-


conhecidas.
C) Localize no mapa do Brasil as duas regiões citadas nas re-
portagens.
D) Em grupos, discuta as duas ações noticiadas nos textos.
E) Analise os significados das duas tecnologias sociais para as
pessoas beneficiadas.
F) Faça um levantamento de tecnologias sociais utilizadas em
sua comunidade.
G) Relate, conte o que você conhece. Você participa de alguma
ação, movimento que utiliza alguma tecnologia social?
H) Amplie a investigação, converse com outras pessoas ou pes-
quise em sites, como por exemplo no Banco tecnologias Sociais
www.tecnologiasocial.org.br
I) Discuta e proponha, com seus colegas, ações de desenvolvi-
mento de tecnologias sociais que contribuem para melhorar as
condições de vida da população de baixa renda.

Guia de estudo – unidade formativa v

76
J) Ainda junto com o grupo, elabore uma carta ou envie um
e-mail para algum organismo do governo municipal, estadual
ou federal ou para o Conselho Nacional de Juventude, com a
proposta do grupo.

Para finalizar...
Deixamos como reflexão, a criativa composição de Gilberto
Gil, que está no primeiro tópico do texto de Língua Portugue-
sa, na página 83 deste volume. Acreditamos que você o tenha
analisado nas aulas dessa matéria. Volte a ele, leia, ouça, cante
e pense... como podem as novas tecnologias unir as pessoas,
contribuir para a construção de um mundo mais humano e mais
solidário? Releia a composição anterior e procure responder:
quais as implicações das novas tecnologias na emancipação do
homem?
Bom trabalho!

Guia de estudo – unidade formativa v

77
Guia de estudo – unidade formativa v

78
a e s a
n g u g u
l í r t u
po
Caro(a) Estudante,
Nos tópicos desta unidade, vamos reforçar as habilidades de lei-
tura, compreensão e interpretação de textos em verso e em prosa.
Para isso, esperamos que você faça leituras paralelas de livros e
revistas. A leitura diária é um exercício necessário para o desenvol-
vimento do domínio do vocabulário e das estruturas sintáticas da
língua, além de ser uma fonte inesgotável de prazer. Vamos também
continuar refletindo sobre itens gramaticais para que você conheça
melhor o funcionamento da linguagem.
Lembre-se que nosso estudo está assim organizado:
Há exercícios de leitura em VAMOS LER.
Os exercícios de interpretação de textos estão em RELEITURA.
Debates, conversas, troca de idéias orais estão em VAMOS
CONVERSAR.
A revisão da língua portuguesa está em A LÍNGUA QUE USAMOS.
Propostas de produção de textos estão em VAMOS ESCREVER.

Guia de estudo – unidade formativa v

81
1 Estamos mergulhados
na informática
Vamos Ler
Objetivos:
reforçar as
Pela Internet habilidades de
compreender
e interpretar
Letra e música: Gilberto Gil - 1996 uma letra
de música;
Criar meu web site observar como
os elementos
Fazer minha home-page utilizados para
Com quantos gigabytes construir o tex-
to contribuem
Se faz uma jangada para transmitir
e enfatizar
Um barco que veleje idéias; analisar
o uso do
vocabulário,
Que veleje nesse infomar das imagens,
das rimas,
Que aproveite a vazante da infomaré das estruturas
gramaticais.
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé

Um barco que veleje nesse infomar


Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer

Eu quero entrar na rede


Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut

De Connecticut acessar
O chefe da Macmilícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão

Eu quero entrar na rede pra contactar


Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar.
©Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul) /Preta Music (Resto do mundo)
http://www.gilbertogil.com.br/sec_discografia_letra.php?id=281

Guia de estudo – unidade formativa v

83
Releitura
Leia novamente o texto, bem devagar, apreciando as palavras.
Tente lembrar-se do ritmo da música e cante-a com os colegas.

VAMOS CONVERSAR
Comente com seus colegas a obra de Gilberto Gil. Cite outras
músicas. Lembre-se de que ele foi Ministro da Cultura no go-
verno Lula. Tente interpretar na conversa as idéias transmitidas
pela letra da música.

Atividade 1
Responda:
A) Com o emprego de várias expressões em inglês o autor:
a) ( ) denuncia a descaracterização da língua portuguesa.
b) ( ) elogia o conhecimento de línguas estrangeiras.
c) ( ) enfatiza a popularização das ações pela Internet.
d) ( ) propõe a incorporação de termos estrangeiros na língua.
B) Por meio da expressão “Um barco que veleje” o autor faz
alusão ao termo ________________ que se usa para indicar
que se está na Internet.
C) Nas expressões “infomar” e “infomaré” o autor criou pala-
vras novas a partir de _______________, que vem de infor-
mática ou de informação, adicionado a _______________ e a
________________.
D) O emprego de nomes de lugares distantes reforça a idéia de
a) ( ) turismo b) ( ) globalização
c) ( ) viagens d) ( ) pacificação
E) Tente traduzir os termos em inglês, explicando com suas
próprias palavras, a partir de seus conhecimentos:
web site
home-page
gigabytes
disquete

Guia de estudo – unidade formativa v

84
micro
e-mail
hot-link
site
rede
hacker
vírus
F) Ao empregar expressões provenientes da cultura religiosa afro-
brasileira: “um oriki (nome afetuoso) do meu velho orixá” (entre
os iorubás e nos ritos religiosos afro-brasileiros, personificação
divina das forças da natureza), o autor reforça a idéia de que
a) ( ) a Internet acentua os preconceitos.
b) ( ) a religião interfere no uso da Internet.
c) ( ) os afrodescendentes precisam usar mais a Internet.
d) ( ) a Internet integra todas as culturas.

Atividade 2
A) O texto foi produzido
a) ( ) em prosa
b) ( ) em verso
B) A finalidade do texto é
a) ( ) convidar.
b) ( ) esclarecer.
c) ( ) divertir.
d) ( ) denunciar.
C) Encontre pares e trios de palavras que constituem rimas:

Guia de estudo – unidade formativa v

85
D) Encontre no texto exemplos evidentes de que ele foi estru-
turado em primeira pessoa.

E) Ao citar o “celular” e o “videopôquer” o texto


a) ( ) enfatiza a presença constante da tecnologia no dia-
a-dia.
b) ( ) evidencia a necessidade de novas formas de comuni-
cação.
c) ( ) critica a atração dos adolescentes pelos jogos eletrô-
nicos.
d) ( ) denuncia a liberação de jogos de azar ilegais.

VAMOS ESCREVER
Escreva uma narrativa contando suas experiências com a in-
formática. Torne o texto engraçado explorando as situações de
aprendizagem da computação em que tudo dá errado.

Guia de estudo – unidade formativa v

86
2 A sociedade e a tecnologia

Vamos Ler
Objetivos:
refletir sobre
a construção
O fascínio pelas tecnologias de textos
dissertativos-
As novas tecnologias estão provocando profundas mudanças em todas as di- argumentati-
vos; analisar
mensões da nossa vida. Elas vêm colaborando, sem dúvida, para modificar o as idéias e os
mundo. A máquina a vapor, a eletricidade, o telefone, o carro, o avião, a televisão, argumentos
utilizados; re-
o computador, as redes eletrônicas contribuíram para a extraordinária expansão ver as classes
de palavras.
do capitalismo, para o fortalecimento do modelo urbano, para a diminuição das
distâncias. Mas, na essência, não são as tecnologias que mudam a sociedade,
mas a sua utilização dentro do modo de produção capitalista, que busca o lucro,
a expansão, a internacionalização de tudo o que tem valor econômico.
Os mecanismos intrínsecos de expansão do capitalismo apressam a difusão
das tecnologias, que podem gerar ou veicular todas as formas de lucro. Por
isso há interesse em ampliar o alcance da sua difusão, para poder atingir o
maior número possível das pessoas economicamente produtivas, isto é, das
que podem consumir.
O capitalismo visa essencialmente o lucro. Tanto as tecnologias – o har-
dware – como os serviços que elas propiciam – os programas de utilização –
crescem pela organização empresarial que está por trás e que as torna viáveis
numa economia de escala. Isto é, quanto maior a sua expansão no mercado
mundial, mais baratas se tornam e, com isso, mais acessíveis.
As tecnologias viabilizam novas formas produtivas. As redes de comunicação
permitem o processo de distribuição em tempo real, com baixos estoques. Permi-
tem a produção compartilhada, permitem o aparecimento do teletrabalho – poder
estar conectado remotamente à sede da empresa e a outros setores, situados em
lugares diferentes. Mas tudo isso são formas de expressão da expansão capitalis-
ta na busca de novos mercados, de racionalizar custos, de ganhar mais.
José Manuel Moran. Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo. Tecnologia Educacional.
Rio de Janeiro, vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995, p. 24-26.

Releitura
Releia o texto silenciosamente. Grife as palavras-chave, ou
seja, as que concentram as idéias principais do texto.

Guia de estudo – unidade formativa v

87
VAMOS CONVERSAR
Discuta com seus colegas as idéias principais apresentadas
no texto. Procure identificar outras novas tecnologias que es-
tão à nossa disposição no mundo contemporâneo nas diversas
áreas: transporte, comunicações, saúde, bancos, serviços do-
mésticos. Comente sobre o ritmo de popularização dessas tec-
nologias, como o celular, por exemplo.

Atividade 3
A) Retire do texto as tecnologias citadas:

B) Cite três mudanças produzidas por essas tecnologias.

C) As mudanças na sociedade são decorrentes


a) ( ) do desenvolvimento científico e tecnológico.
b) ( ) da utilização que o modo de produção capitalista faz
da tecnologia.
c) ( ) do interesse que os consumidores desenvolvem sobre
as novidades.
d) ( ) da necessidade que a população tem de se modernizar.
D) O capitalismo visa essencialmente
a) ( ) ao bem-estar da população.
b) ( ) ao desenvolvimento de novas tecnologias.
c) ( ) ao lucro.
d) ( ) à democratização das inovações.
E) Assinale os argumentos que reforçam a tese de que o uso que
o capitalismo faz da tecnologia visa a alcançar maiores ganhos.
O capitalismo
a) ( ) busca a internacionalização do que tem valor econômico.
b) ( ) investe na ciência e na tecnologia para o bem-estar da
população pobre.

Guia de estudo – unidade formativa v

88
c) ( ) busca difundir o acesso aos bens tecnológicos entre os
que são economicamente desfavorecidos.
d) ( ) busca criar novos mercados e diminuir custos.
e) ( ) quer atingir o maior número de pessoas que podem
consumir.
f) ( ) procura pelas novas formas de produção (em tempo
real, em grupo, trabalho a distância) diminuir custos.

VAMOS ESCREVER
Escreva um texto dissertativo explicando como o capitalismo
procura despertar desejos e criar novas necessidades na popu-
lação para que não pare de consumir. Coloque o título: Neces-
sidades desnecessárias, ou outro que você achar interessante
e que tenha significado semelhante.
A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

O texto dissertativo-argumentativo
Como já vimos há diversos tipos de texto. O texto dissertati-
vo-argumentativo serve para a composição de artigos, ensaios,
textos pedagógicos...
Sempre que queremos defender uma idéia, uma posição,
uma atitude, utilizamos o texto dissertativo-argumentativo.
A partir de uma idéia principal, vamos apresentando argu-
mentos que fortaleçam essa idéia. Argumentos podem vir em
forma de afirmações, dados estatísticos, fatos, testemunhos,
evidências, exemplos, citações...
Observe que se trata, geralmente, como no exemplo do tex-
to anterior, de redações impessoais, em que o autor não se
coloca de forma explícita ou por meio de pronomes pessoais.
Os fatos são apresentados por meio de afirmações objetivas,
evitando-se expressar diretamente as opiniões ou tendências
do escritor.

Atividade 4
A) Converse com seus colegas para trocar idéias. Enumere ar-
gumentos que reforçam as idéias a seguir:

Guia de estudo – unidade formativa v

89
a) A necessidade do uso de bafômetro no trânsito.

b) A urgência de reduzir o consumo da população.

c) A necessidade de reciclar e de reutilizar os materiais des-


cartados.

B) Amplie as idéias apresentadas no item A, para que tenham


o formato de idéia principal de um texto.
a)

b)

c)

C) Transforme os períodos a seguir para que se tornem impes-


soais.
a) Eu penso que o uso do bafômetro tanto diminui os aciden-
tes como ajuda a reduzir os riscos de alcoolismo.

b) Para mim, a população compra e consome muito mais do


que o necessário para viver confortavelmente.

Guia de estudo – unidade formativa v

90
c) Acredito que, se fosse organizado um sistema de coleta
seletiva de lixo, conectado a ágeis processos de reciclagem de
materiais, o meio ambiente seria muito beneficiado.

Relembrando as classes de palavras


As palavras da nossa língua estão classificadas conforme a
função que exercem nos períodos.
Dá nome aos seres
1. Substantivo Maria, maçã, pensamento...
ou fenômenos.
Expressa qualidade,
2. Adjetivo propriedade ou Macio, precioso, cansado...
estado.
Representa o ser ou a Eu, ele, comigo, meu, este,
3. Pronome
ele se refere. alguém, qual, cujo...
Exprime ação, estado Estudar, cantar, vender, estar,
4. Verbo
ou fenômeno. chover...
Vem antes do
substantivo para de-
5. Artigo O, os, a, as, um, uma, uns...
terminá-lo quanto ao
gênero e número.
Determina quantida-
Dois, três, primeiro, segundo,
6. Numeral de, ordem, fração ou
duplo , triplo, terço...
múltiplo.
Modifica o verbo, o
adjetivo ou o próprio Aqui, ali, assim, tão, muito,
7. Advérbio
advérbio exprimindo pouco, felizmente...
circunstância.
Palavra invariável que De, a, para, com, em, conforme,
8. Preposição
liga dois termos. durante...
E, mas, porém, todavia, contudo,
seja... seja, portanto, porque,
Palavra invariável
para que, conforme, como, à
9. Conjunção que liga duas orações
medida que, à proporção que,
entre si.
quando, enquanto, se, embora,
(tão) que...
Exprime emoções
10. Interjeição Oh, alô, salve, oba...
súbitas.

Guia de estudo – unidade formativa v

91
Atividade 5
A) Classifique o termo grifado nas orações abaixo:
a) Cerca de 22,9 milhões de pessoas usaram Internet de
suas residências em junho deste ano.
b) O volume de pessoas com Internet residencial, mas que
não necessariamente navegam na web, é de 35,5 milhões.
c) O brasileiro continua a ser o internauta que mais tempo
navega na Internet.
d) Os países que mais se aproximaram do tempo residencial
médio do internauta brasileiro foram a Alemanha (20 horas
e 11 minutos), os Estados Unidos (19 horas e 52 minutos),
a França (19 horas e 50 minutos) e o Japão (19 horas e 31
minutos).
e) O Brasil ultrapassou pela primeira vez na história a marca
de 40 milhões de pessoas com acesso à Internet em qualquer
ambiente, como casa, trabalho, escola, cybercafés e bibliotecas.
f) De acordo com a pesquisa, nos primeiros três meses de
2008, 41,565 milhões de pessoas com 16 anos ou mais de-
clararam ter acesso à Internet, o maior nível atingido no Brasil
desde setembro de 2000, quando a empresa começou a fazer
a medição no Brasil.
g) Dado que o Brasil tem aproximadamente 184 milhões
de habitantes, o número de internautas já equivale a 22,5% da
população.

Guia de estudo – unidade formativa v

92
3 tecnologia e mudança

Vamos Ler Objetivos:


refletir sobre
a estrutura
de textos em
Mudanças que as tecnologias favorecem prosa; identi-
ficar funções
Cada tecnologia modifica algumas dimensões da nossa inter-relação com o dos pronomes;
conhecer as
mundo, da percepção da realidade, da interação com o tempo e o espaço. An- idéias que são
estabelecidas
tigamente o telefone interurbano – por ser caro e demorado – era usado para por meio do
casos extremos. A nossa expectativa em relação ao interurbano se limitava a emprego de
preposições.
casos de urgência, economizando cuidadosamente o tempo de conexão. Com
o barateamento das chamadas, falar para outro estado ou país vai se tornando
mais habitual, e ao acrescentar o fax ao telefone, podemos enviar e receber
também textos e desenhos de forma instantânea e prazerosa.
O telefone celular vem nos dando uma mobilidade inimaginável alguns anos
atrás. Posso ser alcançado, se quiser, ou conectar-me com qualquer lugar
sem depender de ter um cabo ou rede física por perto. A miniaturização das
tecnologias de comunicação vem permitindo uma grande maleabilidade, mo-
bilidade, personalização (vide walkman, celular, notebook...), que facilitam
a individualização dos processos de comunicação, o estar sempre disponível
(alcançável), em qualquer lugar e horário. Essas tecnologias portáteis expres-
sam de forma patente a ênfase do capitalismo no individual mais do que no
coletivo, a valorização da liberdade de escolha, de eu poder agir, seguindo a
minha vontade. Elas vêm ao encontro de forças poderosas, instintivas, primi-
tivas dentro de nós, às quais somos extremamente sensíveis e que, por isso,
conseguem fácil aceitação social.
A tecnologia de redes eletrônicas modifica profundamente o conceito de
tempo e espaço. Posso morar em um lugar isolado e estar sempre ligado aos
grandes centros de pesquisa, às grandes bibliotecas, aos colegas de profissão,
a inúmeros serviços. Posso fazer boa parte do trabalho sem sair de casa. Posso
levar o notebook para a praia e, enquanto descanso, pesquisar, comunicar-me,
trabalhar com outras pessoas a distância. São possibilidades reais inimaginá-
veis há pouquíssimos anos e que estabelecem novos elos, situações, serviços,
que dependerão da aceitação de cada um, para efetivamente funcionarem.
Muitas atividades que nos tomavam tempo e implicavam deslocamentos, filas
e outros aborrecimentos, vamos poder resolvê-las através de redes [...]
José Manuel Moran. Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo.
Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro, vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995, p.24-26.

Guia de estudo – unidade formativa v

93
Releitura
Releia o texto, silenciosamente, sublinhando as palavras-
chave. Anote na margem as idéias principais e indique os seg-
mentos que apresentam exemplificações.

VAMOS CONVERSAR
Comente com os colegas as idéias do texto. Fale de suas
experiências, das modificações pelas quais sua vida passou a
partir do uso de alguma tecnologia.
Reflita sobre como as relações com o tempo e com o espaço
mudam na atualidade, com as novas tecnologias.

Atividade 6
A) Retire do texto um exemplo de como a relação com o tele-
fone se modificou.

B) A miniaturização das tecnologias permite


a) ( ) maior mobilidade.
b) ( ) solução de problemas coletivos.
c) ( ) menor liberdade.
d) ( ) maior distanciamento dos problemas.
C) Exemplifique como a tecnologia de redes modifica a relação
com o tempo e o espaço no mundo moderno.

Guia de estudo – unidade formativa v

94
D) Retire do primeiro parágrafo do texto exemplos de ter-
mos utilizados para tornar o texto menos neutro, impessoal,
e mais subjetivo.

E) Com base nos seus conhecimentos sobre novas tecnologias,


assinale as ações que elas favorecem
a) ( ) usar o telefone interurbano por mais tempo.
b) ( ) fazer ligações por meio de fios.
c) ( ) enviar e receber textos e desenhos por fax.
d) ( ) usar mais o serviço de correios aéreos.
e) ( ) falar ao telefone de qualquer lugar sem fios.
f) ( ) sair mais de casa para resolver problemas.
g) ( ) estar ligado a centros de pesquisa, bibliotecas e colegas.
h) ( ) enfrentar muitas filas para conseguir documentos.
i) ( ) fazer um trabalho sem sair de casa.
j) ( ) comprar por meio do telemarketing.
k) ( ) fazer operações bancárias pelo computador.
l) ( ) trabalhar em qualquer lugar.
F) Por que as tecnologias conseguem fácil aceitação social?

A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
Observe no texto que os pronomes têm muitas funções: S

1. Eles indicam o ponto de vista utilizado na construção do


texto (no caso: 1ª pessoa do plural com variação para 1ª pes-
soa do singular): “nossa inter-relação”, “nossa expectativa”,
“conectar-me”, “(Eu) Posso morar”, “(Eu) Posso levar”.
2. Eles fazem referência a elementos antecedentes:
“Essas tecnologias portáteis” se refere ao antecedente “miniatu-
rização das tecnologias... (vide walkman, celular, notebook...).
“Elas vêm ao encontro” se refere ao antecedente “tecnolo-
gias portáteis”.

Guia de estudo – unidade formativa v

95
“Muitas atividades, (...) vamos poder resolvê-las” se refere
ao antecedente atividades.
3. Indicam a pessoa a que a informação se refere:
“dando-nos uma mobilidade” = dando a nós
“eu poder agir, seguindo a minha vontade”.
A compreensão do funcionamento dos pronomes na constru-
ção de um texto é essencial para a correta interpretação das
idéias e informações do texto. Eles contribuem para a coesão
entre as idéias do texto, ou seja, para o seu entrelaçamento e
articulação.

Atividade 7
A) Sublinhe as preposições no trecho abaixo:
Cada tecnologia modifica algumas dimensões da nossa inter-
relação com o mundo, da percepção da realidade, da interação
com o tempo e o espaço. Antigamente o telefone interurbano
– por ser caro e demorado – era usado para casos extremos.
A nossa expectativa em relação ao interurbano se limitava a
casos de urgência, economizando cuidadosamente o tempo de
conexão. Com o barateamento das chamadas, falar para outro
estado ou país vai se tornando mais habitual, e ao acrescentar
o fax ao telefone, podemos enviar e receber também textos e
desenhos de forma instantânea e prazerosa.
As preposições indicam relações entre os termos:
a – lugar (ir à cidade)
tempo (andar à noite)
modo (partir a galope)
Instrumento (escrever à máquina)
após – posição, tempo ou lugar posterior (após a invenção
do celular)
até – fim de um movimento ou de um tempo (andou até a
praia – cantou até a velhice)
com – causa (com o barateamento), companhia (passear
com o pai), modo (trabalhar com cuidado), oposição (lutar com
as emoções), instrumento (trabalhar com o computador).

Guia de estudo – unidade formativa v

96
Atividade 8
A) Indique as relações estabelecidas pelas preposições grifadas:
a) Lutou contra a modernidade.
b) Ganhou uma caixa de jóias.
c) Cansou de trabalhar.
d) Entrou em um banco.
e) Sentou-se entre o pai e a mãe.
f) Foi para o Rio de Janeiro.
g) Colocou o computador sobre a mesa.
h) O computador é feito de plástico.

VAMOS ESCREVER
Compare a época da juventude de seus pais ou avós com o
mundo contemporâneo no que se refere ao acesso à tecnolo-
gia. Tente escrever no gênero crônica.

Guia de estudo – unidade formativa v

97
4 Novas tecnologias,
novos conhecimentos

Vamos Ler
Objetivos:
reforçar os
conhecimen- O professor Hélio Waldman, da Faculdade de Engenharia Elé-
tos sobre
o gênero trica e de Computação (FEEC – Unicamp), vem se dedicando
“entrevista”;
reconhecer nos últimos tempos à reflexão sobre o impacto das novas tec-
as relações
estabelecidas nologias nas relações de trabalho, no processo educacional e
pelas
conjunções. na sociedade.
O Jornal da Unicamp o entrevistou.

JU - É sabido que a automação agravou a onda de desemprego. O que fazer


para conciliar novas tecnologias e as novas exigências do mercado de trabalho?
Waldman - Isso vai depender muito da nossa capacidade de enfrentar os
desafios educacionais. Basicamente, o campo educacional está muito voltado aos
valores da sociedade industrial. Isso é compreensível, porque ele tem uma inér-
cia natural. Ele tende a se reproduzir à medida que os próprios pais olham para
sua própria formação como um padrão a ser legado para os filhos. De fato, a so-
ciedade industrial enfatizou a disciplina. Ela exige o horário de trabalho, um certo
sincronismo entre as relações, invariavelmente disciplinadas, com muitas tarefas
repetitivas. O fato é que com toda essa automação caiu o número de empregos
em que estas qualidades são importantes. As posturas exigidas dos empregados
vão sendo substituídas por outras nessa sociedade que está emergindo.
JU - Qual seria?
Waldman - O pessoal tem chamado de sociedade da informação, de socieda-
de do conhecimento ou simplesmente de sociedade pós-industrial. Esses nomes
não dizem muita coisa. Na verdade, trata-se de uma sociedade compreendida
vagamente por todos nós. Eu simpatizo mais com a denominação sociedade do
conhecimento. Acho que a questão do processamento da informação não é a cen-
tral. Na verdade, muitos empregos que estão ameaçados hoje são ocupados por
pessoas que processam a informação – trabalhadores de escritório, secretárias
etc. Essas ocupações estão ameaçadas, já estão diminuindo justamente porque
vêm sendo substituídas por máquinas. Por isso não aprecio muito o nome socie-
dade da informação. Sociedade do conhecimento reflete melhor o atual estado
de coisas, essa sociedade emergente que vai resultar nessas novas tecnologias.
Falta ainda definir melhor o que é essa sociedade do conhecimento.
JU - Como fica o sistema educacional diante dessas mudanças abruptas?

Guia de estudo – unidade formativa v

98
Waldman - Ele terá de se adaptar para incutir nas novas gerações as qua-
lidades necessárias para que essa sociedade do conhecimento funcione. Isso
implica ter muito conhecimento? Sim e não. O conhecimento tem uma di-
mensão qualitativa. Falar em muito conhecimento é uma expressão enganosa.
Você está dando uma expressão quantitativa a algo que é qualitativo. Mas uma
coisa que se diz bastante e com a qual eu concordo é que talvez a qualidade
mais importante nessa nova sociedade seja a capacidade de aprender e saber
navegar dentro desse patrimônio de conhecimento que a humanidade acumu-
lou até este momento. Até há alguns anos – por exemplo, até a época em que
me formei – se falava que você tinha que carregar uma bagagem de conheci-
mentos. Acho que isso está ultrapassado.
JU - Por quê?
Waldman - Não adianta você pensar em ter uma bagagem de conheci-
mento para você carregar para o resto da vida. Como existe uma nuvem de
conhecimento que paira dispersa, o importante não é tanto você carregar sua
bagagem, mas sim ter condições de se movimentar nessa nuvem e capturar
conhecimentos. Trata-se do conhecimento certo, no lugar certo e no momento
certo. É preciso capacidade para captar esse conhecimento com rapidez para
poder aplicá-lo na situação em que ele é exigido. É claro que isso exige um
certo alicerce de conhecimento básico, mas é mais um alicerce do que uma
“bagagem”. Além disso, exige uma nova atitude, e muita disposição.
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/

VAMOS CONVERSAR
Troque idéias com os seus colegas sobre o que o professor
Waldman fala: desemprego ocasionado pelas tecnologias; a
função das máquinas na sociedade do conhecimento; forma-
ção para o trabalho no mundo contemporâneo; novas carreiras
profissionais; formação profissional.

Releitura
Releia cuidadosamente o texto e grife as expressões mais
importantes. Anote as idéias principais.
Lembre-se de que entre a entrevista original e a forma escri-
ta há um processo de edição em que são eliminadas ou substi-
tuídas as repetições, as expressões coloquiais, para que o tex-
to tome a forma própria da escrita. Se as respostas fossem
transcritas como foram faladas a compreensão na leitura seria
dificultada, porque na fala temos muita liberdade e apoio dos
gestos e das expressões faciais.

Guia de estudo – unidade formativa v

99
Atividade 9
A) Que significam as letras JU antes das perguntas?

B) O controle do desemprego
a) ( ) depende das adaptações do campo educacional.
b) ( ) é impossível na sociedade do conhecimento.
c) ( ) pode ser evitado pelo uso de máquinas.
d) ( ) é alcançado pelo sistema educacional tradicional.
C) Quais são as ocupações ameaçadas de desemprego?

D) Por que a expressão “bagagem de conhecimentos” é inade-


quada aos dias de hoje?

E) O texto está organizado como


a) ( ) dissertação. b) ( ) narração.
c) ( ) diálogo. d) ( ) versos.
F) A finalidade do texto é
a) ( ) anunciar. b) ( ) entreter.
c) ( ) dar instruções. d) ( ) informar.
G) A partir das expressões destacadas indique as caracterís-
ticas próprias da entrevista e que a diferenciam de um texto
dissertativo:
a) “O pessoal tem chamado de sociedade da informação”.

Guia de estudo – unidade formativa v

100
b) “Eu simpatizo mais...”, “ não aprecio”, “eu concordo”,
”Acho que isso...”

c) “Não adianta você pensar em ter uma bagagem...”

A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

A conjunção é uma palavra invariável (em gênero - masculi-


no-feminino - e número - singular-plural) que liga entre si duas
orações ou dois termos independentes. Ao fazer a ligação, ela
estabelece uma relação entre as idéias: soma, oposição, con-
clusão, explicação, finalidade, comparação, proporção, confor-
midade, tempo, condição, concessão, causa, conseqüência.

Atividade 10
A) Indique a relação entre as idéias estabelecida pela conjun-
ção grifada:
a) Estudei informática, mas tenho muito a aprender.

b) Comprei um computador e vendi minha máquina de es-


crever.

c) O celular facilita a vida, porque pode ser usado em qual-


quer lugar.

Guia de estudo – unidade formativa v

101
d) É necessário estudar informática para conseguir bons em-
pregos.

e) Consulto a Internet como se fosse um pesquisador.

f) À medida que surgem novas tecnologias, vamos simplifi-


cando mais a vida.

g) Quando trabalho no computador, meu tempo rende


mais.

h) Se eu tivesse tempo, estudaria informática.

i) Já que estudou informática, pode conseguir o emprego.

j) Trabalhou tanto, que ficou exausto.

VAMOS ESCREVER
Escolha uma pessoa de sua família para entrevistar. Pergunte
sobre as modificações tecnológicas ocorridas durante sua vida.
Reescreva as respostas dando uma forma escrita mais formal
que a fala espontânea.

Guia de estudo – unidade formativa v

102
5 Múltiplos usos
para as tecnologias

Vamos Ler
Objetivos:
aprofundar
conhecimentos
A rede Internet foi concebida para uso militar. Com medo do perigo nuclear, sobre o texto
os cientistas criaram uma estrutura de acesso não hierarquizada, para poder informativo;
rever o estudo
sobreviver no caso de uma hecatombe. Ao ser implantada a rede nas universi- das conjun-
ções; exercitar
dades, esse modelo não vertical se manteve e com isso propiciou a criação de a produção
de textos.
inúmeras formas de comunicação não previstas inicialmente. Todos procuram
seus semelhantes, seus interesses. Cada um busca a sua “turma”. Ninguém
impõe o que você deve acessar na rede. Nela você encontra desde o racismo
mais agressivo até discussões sérias sobre temas científicos inovadores.
A Internet continua sendo uma rede para uso militar. Também continua sendo
utilizada para pesquisa no mundo inteiro. Mas agora existe também para todo
tipo de negócios e formas de comunicação. A tecnologia basicamente é a mesma,
mas hoje está mais acessível, com mais opções, mais mercados, mais pessoas.
É possível criar usos múltiplos e diferenciados para as tecnologias. Nisso
está o seu encantamento, o seu poder de sedução. Os produtores pesquisam o
que nos interessa e criam esse objeto, adaptam e distribuem para aproximá-
lo de nós. A sociedade, aos poucos, parte do uso inicial, previsto, para outras
utilizações inovadoras ou inesperadas. Podemos fazer coisas diferentes com
as mesmas tecnologias. Com a Internet podemos comunicar-nos (enviar e re-
ceber mensagens) podemos buscar informações, podemos fazer propaganda,
ganhar dinheiro, divertir-nos ou vagar curiosos pelo mundo virtual.
Há um novo re-encantamento pelas tecnologias porque participamos de uma
interação muito mais intensa entre o real e o virtual. Comunico-me realmente
– estou conectado efetivamente com milhares de computadores – e ao mesmo
tempo, minha comunicação é virtual: eu permaneço aqui, na minha casa ou es-
critório, navego sem mover-me, trago dados que já estão prontos, converso com
pessoas que não conheço e que talvez nunca verei ou encontrarei de novo.
Há um novo re-encantamento, porque estamos numa fase de reorganização
em todas as dimensões da sociedade, do econômico ao político; do educacional
ao familiar. Percebemos que os valores estão mudando, que o referencial teóri-
co com o qual avaliávamos tudo não consegue dar-nos explicações satisfatórias
como antes. A economia é muito mais dinâmica. Na política, diminui a impor-
tância do conceito de nação, e aumenta o de globalização, de mundialização, de
inserção em políticas mais amplas. A sociedade procura através de movimentos
sociais, ONGs, novas formas de participação e expressão. E ao mesmo tempo

Guia de estudo – unidade formativa v

103
em que nos sentimos mais cosmopolitas – porque recebemos influências do
mundo inteiro em todos os níveis – procuramos encontrar a nossa identidade no
regional, no local e no pessoal; procuramos o nosso espaço diferencial dentro
da padronização mundial tanto no nível de país como no individual.
José Manuel Moran. Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo.
Tecnologia Educacional. Rio de Janeiro, vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995, p. 24-26.

VAMOS CONVERSAR
Troque idéias com os seus colegas sobre o uso da Internet.
Fale de suas dificuldades e de seus sucessos.

Releitura
Releia o texto pausadamente. Grife as palavras-chave. Ano-
te as idéias principais. Prepare um esquema das idéias para
apresentá-lo oralmente para a turma de modo formal.

Atividade 11
A) Procure no dicionário o sentido das palavras a seguir:
a) concebida

b) hierarquizada

c) hecatombe

d) virtual

e) cosmopolitas

Guia de estudo – unidade formativa v

104
B) Para que foi criada a Internet?

C) Assinale os itens que indicam usos da Internet.


a) ( ) uso militar.
b) ( ) pesquisa universitária, científica e escolar.
c) ( ) negócios.
d) ( ) formas de comunicação.
e) ( ) meios para ganhar dinheiro.
D) Assinale os itens que reforçam a idéia de que foram criados
novos usos para a Internet.
a) ( ) cada usuário busca coisas de seu interesse.
b) ( ) os interesses militares predominam na rede.
c) ( ) há possibilidade de fazer negócios pela rede.
d) ( ) muitas ações são restritas a certas pessoas dos go-
vernos.
e) ( ) a rede pode ser acessada por qualquer pessoa em
qualquer lugar.
f) ( ) pode-se enviar e receber mensagens.
g) ( ) pode-se conversar com pessoas desconhecidas.
E) Indique as evidências de que estamos numa fase de reorga-
nização da sociedade.

A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

Releia no tópico anterior as explicações sobre as conjunções.


Procure numa gramática o capítulo sobre conjunções para apro-
fundar seus conhecimentos.

Guia de estudo – unidade formativa v

105
Atividade 12
A) Assinale a conjunção e indique a relação que ela estabelece.
a) Com medo do perigo nuclear, os cientistas criaram uma
estruturação de acesso não hierarquizada, para poder sobrevi-
ver no caso de uma hecatombe.
b) A rede também continua sendo utilizada para fazer pes-
quisa no mundo inteiro.
c) A tecnologia basicamente é a mesma, mas hoje está mais
acessível.
d) Há um novo re-encantamento pelas tecnologias porque
participamos de uma interação muito mais intensa entre o real
e o virtual.
e) Nós nos sentimos mais cosmopolitas – porque recebemos
influências do mundo inteiro em todos os níveis – e procuramos
encontrar a nossa identidade no regional, no local e no pessoal;
B) Na expressão “nela você encontra”, o pronome você se refere
a) ( ) a um colega do autor.
b) ( ) a um personagem do diálogo.
c) ( ) aos leitores em geral.
d) ( ) ao editor.
C) O emprego de primeira pessoa em “eu permaneço aqui, na
minha casa ou escritório, navego sem mover-me, trago dados
que já estão prontos, converso com pessoas que não conheço e
que talvez nunca verei ou encontrarei de novo” confere ao texto
a) ( ) objetividade.
b) ( ) distanciamento.
c) ( ) neutralidade.
d) ( ) subjetividade.

VAMOS ESCREVER
Escreva um texto em formato de carta explicando para jo-
vens que não têm acesso à Internet como ela funciona e quais
são as possibilidades de uso. Procure usar uma linguagem mais
informal, mas clara e objetiva.

Guia de estudo – unidade formativa v

106
6 Tecnologia e inclusão

Vamos Ler Objetivos:


aprofundar as
habilidades
A exclusão socioeconômica desencadeia a exclusão digital ao mesmo tempo de leitura e
interpretação
que a exclusão digital aprofunda a exclusão socioeconômica. A inclusão digital de textos
deveria ser fruto de uma política pública com destinação orçamentária a fim dissertativos;
compreender
de que ações promovam a inclusão e equiparação de oportunidades a todos os as relações
que o emprego
cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa es- do subjuntivo
estabelece.
colaridade, baixa renda, com limitações físicas e idosos. Uma ação prioritária
deveria ser voltada às crianças e jovens, pois constituem a próxima geração.
Um parceiro importante à inclusão digital é a educação. A inclusão digital
deve ser parte do processo de ensino de forma a promover a educação con-
tinuada. Note que educação é um processo e a inclusão digital é elemento
essencial deste processo. Embora a ação governamental seja de suma impor-
tância, ela deve ter a participação de toda sociedade em face da necessidade
premente que se tem de acesso à educação e redistribuição de renda permitin-
do assim acesso as tecnologias de informação e de comunicação (TICS).
Ações de inclusão digital devem estimular parcerias entre governos (nas
esferas federal, estadual e municipal), empresas privadas, organizações não
governamentais (ONGs), escolas e universidades. Governos e empresas priva-
das devem atuar prioritariamente na melhoria de renda, suporte à educação
bem como tornar disponíveis equipamentos à população. Algumas ações que
podem ser promovidas pelos governos e empresas privadas incluem:
Disponibilizar acesso a terminais de computadores e correio eletrônico a
toda a população;
Oferecer tarifas reduzidas para uso dos sistemas de telecomunicações;
Criar mecanismos de isenção fiscal, sem muita burocracia, para o recebi-
mento de doações de computadores e equipamentos de infra-estrutura.
Essas ações sozinhas não são suficientes. É ainda necessário o desenvol-
vimento de redes públicas que possibilitem a oferta de meios de produção
e difusão de conhecimento. As escolas e universidades constituem também
componentes essenciais à inclusão digital uma vez que diversos protagonis-
tas (professores, alunos, especialistas membros da comunidade) atuam em
conjunto para o processo de construção de conhecimento. De nada adianta
acesso às tecnologias e renda se não houver acesso à educação. Isso porque o
indivíduo deixa de ter um mero papel ‘passivo’ de consumidor de informações,

Guia de estudo – unidade formativa v

107
bens e serviços, e então passa também a atuar como um produtor (de conhe-
cimentos, bens e serviços).
Antônio Mendes da Silva Filho, http://www.espacoacademico.com.br/024/24amsf.htm

Releitura
Releia o texto, grifando as palavras-chave e anotando as
idéias principais. Observe que é um texto que faz propostas de
ação para os governos e para a sociedade.

VAMOS CONVERSAR
Converse com os colegas sobre o processo de exclusão social
e digital. Tente compreender os sentidos da primeira frase do
texto. Comente, associando com a realidade que você conhece.

Atividade 13
A) A inclusão digital é responsabilidade
a) ( ) do indivíduo.
b) ( ) de toda a sociedade.
c) ( ) dos governantes.
d) ( ) das empresas particulares.
B) Assinale as opções que indicam ações de inclusão digital que
podem ser promovidas pelos governos e empresas privadas:
a) ( ) Disponibilizar acesso a terminais de computadores e
correio eletrônico a toda a população.
b) ( ) Distribuir gratuitamente computadores pessoais.
c) ( ) Oferecer tarifas reduzidas para uso dos sistemas de
telecomunicações.
d) ( ) Restringir o uso de computadores a pessoas qualificadas.
e) ( ) Criar mecanismos de isenção fiscal, sem muita bu-
rocracia, para o recebimento de doações de computadores e
equipamentos de infra-estrutura.
C) As ações de inclusão digital estão associadas ao processo de
a) ( ) educação. b) ( ) urbanização.
c) ( ) privatização. d) ( ) assistência social.

Guia de estudo – unidade formativa v

108
D) Trata-se de um texto em que predomina
a) ( ) a narração.
b) ( ) a dissertação.
c) ( ) o diálogo.
d) ( ) a descrição.
E) O texto é
a) ( ) informal.
b) ( ) subjetivo.
c) ( ) pessoal.
d) ( ) impessoal.
F) A finalidade do texto é
a) ( ) advertir.
b) ( ) informar.
c) ( ) entreter.
d) ( ) divertir A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

Nós já vimos o que são os verbos e como funcionam. São pa-


lavras que exprimem ação, estado ou fenômeno da natureza.
Eles apresentam grande variedade de formas, para expressar,
além da idéia, a pessoa do discurso, o número (plural e singu-
lar), o tempo (passado, presente e futuro), o modo e a voz.
Os modos indicam as diferentes maneiras de um fato se re-
alizar.
O modo indicativo exprime um fato certo e positivo.
Exemplos:
Uso o computador diariamente. Usei o computador ontem.
Usarei o computador amanhã.
O modo subjuntivo indica um fato possível, hipotético ou du-
vidoso. É característico de orações dependentes de outras (su-
bordinadas).
Exemplos:
Talvez use o computador hoje. Se soubesse, usaria o compu-
tador. Espero que use o computador com freqüência.

Guia de estudo – unidade formativa v

109
O modo imperativo exprime ordem, conselho ou pedido.
Exemplos:
Vá estudar computação. Entre na Internet com mais freqü-
ência. Use o computador com cuidado.
Há também as formas nominais do verbo: infinitivo, gerúndio
e particípio.
Os verbos terminados em ar no infinitivo pertencem à pri-
meira conjugação, ou seja, obedecem ao paradigma (modelo)
da conjugação de verbos como cantar, estudar, falar.

VERBO ESTUDAR
Formas Nominais:
infinitivo: estudar
gerúndio: estudando
particípio: estudado

Presente do Perfeito do Futuro do Pretérito


Indicativo Indicativo do Indicativo
eu estudo eu estudei eu estudaria
tu estudas tu estudaste tu estudarias
ele estuda ele estudou ele estudaria
nós estudamos nós estudamos nós estudaríamos
vós estudais vós estudastes vós estudaríeis
eles estudam eles estudaram eles estudariam

Imperfeito Mais-que-perfeito Futuro do Presente


do Indicativo do Indicativo do Indicativo
eu estudava eu estudara eu estudarei
tu estudavas tu estudaras tu estudarás
ele estudava ele estudara ele estudará
nós estudávamos nós estudáramos nós estudaremos
vós estudáveis vós estudáreis vós estudareis
eles estudavam eles estudaram eles estudarão

Guia de estudo – unidade formativa v

110
Presente do Imperfeito do Futuro do
Subjuntivo Subjuntivo Subjuntivo
que eu estude se eu estudasse quando eu estudar
que tu estudes se tu estudasses quando tu estudares
que ele estude se ele estudasse quando ele estudar
que nós estudemos se nós estudássemos quando nós estudarmos
que vós estudeis se vós estudásseis quando vós estudardes
que eles estudem se eles estudassem quando eles estudarem

Imperativo Imperativo
Afirmativo Negativo
estuda tu não estudes tu
estude ele não estude ele
estudemos nós não estudemos nós
estudai vós não estudeis vós
estudem eles não estudem eles

Vamos analisar o uso do subjuntivo?


Atividade 14
A) Identifique o verbo no subjuntivo e justifique seu uso.
a) A inclusão digital deveria ser fruto de uma política pública
com destinação orçamentária a fim de que ações promovam a
inclusão e equiparação de oportunidades a todos os cidadãos.

b) Embora a ação governamental seja de suma importância,


ela deve ter a participação de toda sociedade em face da ne-
cessidade premente que se tem de acesso à educação e redis-
tribuição de renda permitindo assim acesso as tecnologias de
informação e de comunicação (TICS).

Guia de estudo – unidade formativa v

111
c) É ainda necessário o desenvolvimento de redes públicas
que possibilitem a oferta de meios de produção e difusão de
conhecimento.

d) De nada adianta acesso às tecnologias e renda se não


houver acesso à educação.

Guia de estudo – unidade formativa v

112
7 A Velocidade das
inovações tecnológicas

Vamos Ler Objetivos:


aprofundar
habilidades
Novos Pesadelos Informáticos de leitura de
texto literário;
João Ubaldo Ribeiro analisar os
efeitos de hu-
Outro dia, uma revista me descreveu como convicto “tecnófobo”, neologis- mor no texto;
identificar o
mo horrendo inventado para designar os que têm medo ou aversão aos pro- paradigma da
segunda
gressos tecnológicos. Acho isso uma injustiça. Em 86, na Copa do México, eu já conjugação.
estava escrevendo num computadorzinho arqueológico, movido a querosene,
ou coisa semelhante. Era dos mais modernos em existência, no qual me viciei
e que o jornal, depois de promessas falsas, me tomou de volta. Tratava-se de
coisa finíssima. O modem, por exemplo, era uma espécie de desentupidor de
pia, que se fixava no telefone e que fazia aparecer do outro lado os piores bes-
tialógicos imagináveis. Mas éramos felizes com ele.
Já no final de 86, era eu orgulhoso proprietário e operador de um possante
Apple IIE (enhanced), com devastadores 140 kb de memória, das quais o pro-
grama para escrever comia uns 120. Mas eu continuava feliz, com meu monitor
de fósforo verde e minha impressora matricial Emilia, os quais se transforma-
ram em atração turística de Itaparica, tanto para nativos quanto para visitan-
tes. Que maravilha, nunca mais ter de botar papel carbono na máquina ou ter
de fazer correções a caneta – e eu, que sempre fui catamilhógrafo, apresen-
tava um texto mais sujo do que as ruas da maioria de nossas capitais. Havia
finalmente ingressado na Nova Era, estava garantido.
Bobagem, como logo se veria. Um ano depois, meu celebrado computador
não só me matava de vergonha diante dos visitantes, como quebrava duas
vezes por semana e eu, que não dirijo, pedia à minha heróica esposa que o le-
vasse a Salvador, poderosíssima razão para minha conversão pétrea à indisso-
lubilidade do matrimônio. E aí entrei na roda-viva em que hoje, mais ou menos
irremediavelmente, me encontro. Já disse aqui que, no meu tempo, tudo o que
o sujeito precisava para ser escritor ou jornalista eram um lápis, uma caneti-
nha ou uma máquina de escrever. Hoje não, hoje o sujeito tem de aprender
algumas coisas de novo toda semana, sob o risco de se ver desempregado, ou
ridicularizado por amigos sem piedade.
Olho assim em torno, todos os meus amigos são micreiros. Basta dizer que
sou amigo da Cora Rónai e do Gravatá. Todo mundo que conheço é plugado na
Internet e conversa em termos incompreensíveis. A turma do Casseta e Pla-
neta é micreira. Millôr Fernandes é micreiro. Todo mundo é micreiro. Só quem

Guia de estudo – unidade formativa v

113
não é micreiro, que eu me lembre assim, é o festejado poeta Geraldo Carneiro,
que não sabe nem numerar as páginas de seu texto a imprimir (habilidade que
eu tenho, embora precariamente). Assim mesmo, em delírios paranóicos, às
vezes suspeito que ele, conhecido por saber tudo, finge ignorância informática
por caridade comigo. Não se pode confiar em ninguém, hoje em dia. Mas ga-
nhei um computador novo! Fui dormir felicíssimo, pensando em meu lapetope
de última geração, cheio de todas as chinfras. Mas tudo durou pouco, porque
um certo escritor amigo meu me telefonou.
— Alô! — disse o Zé Rubem do outro lado. Você tem tempo para mim? Digo
isso porque, com seu equipamento obsoleto, não deve sobrar muito tempo,
além do necessário para almoçar apressadamente.
— Ah-ah! — disse eu. — Desta vez, você se deu mal. Estou com um lapetope
fantástico aqui.
— É mesmo? — respondeu ele. — Pentium II?
— Xá ver aqui. Não, Pentium simples, Pentium mesmo.
— Ho-ho-ho-ho! Ha-ha-ha-ha! Hi-hi-hi-hi!
— O que foi, desta vez?
— Daqui a uns quatro meses, esse equipamento seu estará completamente
obsoleto. Isso não se usa mais, rapaz, procure se orientar!
— Como não se usa mais? Todos os micreiros amigos meus têm um Pentium.
— Todos os amigos, não. Eu, por exemplo, tenho um Pentium II.
—Ninguém tem Pentium II!
— Eu tenho. Mas não é grande coisa, aconselho você a esperar mais um
pouco.
— Como, não é grande coisa? Entre todo mundo que eu conheço é só você
que tem um e agora vem me dizer que não é grande coisa.
— Você é um bom escritor, pode crer, digo isto com sinceridade. Quantos
megahertz você tem nessa sua nova curiosidade?
— 132.
— Ha-ha-ha! Ho-ho-hi-hi!
— Vem aí o Merced, rapaz, o Pentium 7, não tem computador no mercado
que possa rodar os programas para ele.
— E como você fica aí, dando risada?
— Eu já estou com o meu encomendado, 500 megahertz, por aí, nada que
você possa entender.
— Mas, mas…
Acordei suando, felizmente era apenas um pesadelo. Meu amigo Zé Rubem,
afinal de contas, estaria lá, como sempre, para me socorrer. Fui pressuroso ao
telefone, depois de enfrentar mais senhas do que quem quer invadir os com-
putadores do Pentágono.

Guia de estudo – unidade formativa v

114
— Alô, Zé! Estou de computador novo!
— Roda Windows 98? Tem chip Merced?
— Clic — fiz eu do outro lado.
O texto acima foi extraído do jornal “O Globo”, em que o autor colabora aos domingos e copiado
do site http://www.releituras.com/joaoubaldo_pesadelos.asp

VAMOS CONVERSAR
Procure mais informações sobre o escritor João Ubaldo Ribei-
ro. Procure conhecer outros textos dele. Ele nasceu na Bahia
e mora no Rio de Janeiro. Escreve crônicas semanalmente no
jornal O Globo. Tem vários romances publicados. Comente com
os colegas as idéias exploradas nessa crônica.

Releitura
Releia pausadamente a crônica.

Atividade 15
A) A idéia principal desenvolvida na crônica diz respeito à
a) ( ) dificuldade de aprender computação.
b) ( ) necessidade de ter um computador.
c) ( ) velocidade do avanço tecnológico.
d) ( ) competição entre escritores.
B) O texto é dividido em duas parte distintas,
a) ( ) a primeira é narrativa e a segunda é em forma de di-
álogo.
b) ( ) a primeira é dissertativa e a segunda é narrativa.
c) ( ) a primeira é descritiva e a segunda é dissertativa.
d) ( ) a primeira é dissertativa e a segunda é descritiva.
C) O texto é estruturado com o predomínio da
a) ( ) segunda pessoa.
b) ( ) primeira pessoa do singular.
c) ( ) primeira pessoa do plural.
d) ( ) terceira pessoa.

Guia de estudo – unidade formativa v

115
D) A finalidade do texto é
a) ( ) informar. b)( ) solicitar.
c) ( ) entreter. d)( ) advertir.
E) Explique com suas palavras o sentido da palavra “catamilhó-
grafo” no texto.

F) A linguagem do texto é
a) ( ) formal. b) ( ) informal.
G) Justifique sua resposta anterior retirando exemplos do texto.

H) O efeito geral de humor no texto decorre do fato de


a) ( ) o autor usar um lapetope.
b) ( ) o autor estar sempre usando tecnologia ultrapassada.
c) ( ) os amigos do autor serem todos micreiros.
d) ( ) o autor ter de aprender coisas toda semana.
I) Retire do texto 4 exemplos de idéias que provocam humor.

J) O telefonema feito para o amigo Zé Rubem, no final do texto


a) ( ) é diferente do que aconteceu no sonho.
b) ( ) se opõe ao que o autor sonhou.
c) ( ) desmente o que ocorreu no sonho.
d) ( ) confirma o que o autor sonhou.

Guia de estudo – unidade formativa v

116
A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

Os verbos que têm o infinitivo terminado em er pertencem ao


paradigma (modelo) da segunda conjugação.

VERBO VENDER
Formas Nominais:
infinitivo: vender
gerúndio: vendendo
particípio: vendido

Presente do Perfeito do Futuro do Pretérito


Indicativo Indicativo do Indicativo
eu vendo eu vendi eu venderia
tu vendes tu vendeste tu venderias
ele vende ele vendeu ele venderia
nós vendemos nós vendemos nós venderíamos
vós vendeis vós vendestes vós venderíeis
eles vendem eles venderam eles venderiam

Imperfeito Mais-que-perfeito Futuro do Presente


do Indicativo do Indicativo do Indicativo
eu vendia eu vendera eu venderei
tu vendias tu venderas tu venderás
ele vendia ele vendera ele venderá
nós vendíamos nós vendêramos nós venderemos
vós vendíeis vós vendêreis vós vendereis
eles vendiam eles venderam eles venderão

Presente do Imperfeito do Futuro do


Subjuntivo Subjuntivo Subjuntivo
que eu venda se eu vendesse quando eu vender
que tu vendas se tu vendesses quando tu venderes
que ele venda se ele vendesse quando ele vender
que nós vendamos se nós vendêssemos quando nós vendermos
que vós vendais se vós vendêsseis quando vós venderdes
que eles vendam se eles vendessem quando eles venderem

Guia de estudo – unidade formativa v

117
Imperativo Imperativo
Afirmativo Negativo
vende tu não vendas tu
venda ele não venda ele
vendamos nós não vendamos nós
vendei vós não vendais vós
vendam eles não vendam eles

Atividade 16
A) Identifique o tempo e o modo (indicativo, subjuntivo, impe-
rativo) dos verbos grifados.
a) Uma revista me descreveu como convicto “tecnófobo”.

b) Acho isso uma injustiça.

c) Mas éramos felizes com ele.

d) Mas eu continuava feliz, com meu monitor de fósforo ver-


de e minha impressora matricial Emilia.

e) Apresentava um texto mais sujo do que as ruas da maioria


de nossas capitais.

Guia de estudo – unidade formativa v

118
f) Bobagem, como logo se veria.

g) Mas tudo durou pouco, porque um certo escritor amigo


meu me telefonou.

B) Complete as lacunas com os verbos indicados, no tempo e


modo adequados.
a) Se eu _______________um computador poderia navegar
na Internet. (ganhar)
b) Caso eu _______________ computação teria um bom
emprego. (saber)
c) Eu me _____________ muito para acompanhar a evolu-
ção tecnológica. (esforçar)
d) Eu ________________ do computador para o meu traba-
lho. (depender)
e) Nós todos _______________ aprender informática. (pre-
cisar)
f) Daqui a pouco tempo seu equipamento _______________
ultrapassado. (estar)
g) Não há nada que eu _______________entender. (poder)

VAMOS ESCREVER
Escreva uma propaganda/anúncio de um computador que
você quer vender porque já está ultrapassado, mas você tem
que disfarçar este fato.

Guia de estudo – unidade formativa v

119
8 Novas tecnologias
e novas exigências

Vamos Ler
Objetivos:
aprofundar as
habilidades
de leitura e
interpreta-
Novas tecnologias e novas exigências
ção de texto
dissertativo; Para atualização profissional podemos acessar cursos a distância via com-
rever a função
coesiva de
putador, receber materiais escritos e audiovisuais pelo WWW (tela gráfica da
pronomes; Internet, que pode captar e transmitir imagens, sons e textos). Estamos co-
conhecer o
paradigma meçando a utilizar a videoconferência na rede, que possibilita a várias pesso-
de terceira
conjugação as, em lugares bem diferentes, ver-se, comunicar-se, trabalhar juntas, trocar
dos verbos.
informações, aprender e ensinar. Muitos problemas que nos tomavam tempo
e implicavam deslocamentos, filas e outros aborrecimentos, vamos poder re-
solvê-los através de redes, estejamos onde estivermos. Há poucos anos íamos
várias vezes por semana ao banco, para depositar, sacar, pagar contas... Hoje
em alguns terminais eletrônicos podemos realizar as mesmas tarefas. Estamos
começando a fazer as mesmas tarefas sem sair de casa. Também estamos
começando a poder fazer o supermercado sem sair de casa, a comprar qual-
quer objeto via telemarketing. Isto significa que o que antes justificava muitas
das nossas saídas, hoje não é mais necessário. A partir de agora, só sairemos
quando acharmos conveniente, mas não para fazer coisas externas por obriga-
ção. Sairemos porque queremos, não por imposição das circunstâncias.
Cada inovação tecnológica bem sucedida modifica os nossos padrões de
lidar com a realidade anterior, muda o patamar de exigências do uso. Com o
aumento do número de câmeras, torna-se normal mostrar, no futebol, vôlei
ou basquete, a mesma cena com vários pontos de vista, de vários ângulos
diferentes. Quando isso não acontece, quando um gol não é mostrado muitas
vezes e de diversos ângulos, sentimo-nos frustrados e cobramos providên-
cias. Com a televisão ao vivo, sem videotape, dependíamos da câmera para
não perder o lance e só podíamos assisti-lo uma vez. Depois o replay foi uma
grande inovação, mas era difícil de operar e ficávamos felizes quando havia
uma repetição do mesmo lance. Hoje repetir, com muitas câmeras, que nos
dão diversos pontos de vista é o normal e foi incorporado à narrativa. Nossas
expectativas vão se modificando com o aperfeiçoamento da tecnologia.
Uma mudança significativa – que vem se acentuando nos últimos anos – é a
necessidade de comunicar-nos através de sons, imagens e textos, integrando
mensagens e tecnologias multimídia. O cinema começou como imagem em pre-
to e branco. Depois incorporou o som, a imagem colorida, a tela grande, o som
estéreo. A televisão passou do preto e branco para o colorido, do mono para o

Guia de estudo – unidade formativa v

120
estéreo, da tela curva para a plana, da imagem confusa para a alta definição. Es-
tamos passando dos sistemas analógicos de produção e transmissão para os digi-
tais. O computador está integrando todas as telas antes dispersas, tornando-se,
simultaneamente, um instrumento de trabalho, de comunicação e de lazer. A
mesma tela serve para ver um programa de televisão, fazer compras, enviar
mensagens, participar de uma videoconferência. A comunicação torna-se mais e
mais sensorial, mais e mais multidimensional, mais e mais não linear.
José Manuel Moran. Novas tecnologias e o re-encantamento do mundo. Tecnologia
Educacional. Rio de Janeiro, vol. 23, n.126, setembro-outubro 1995, p. 24-26.
http://www.eca.esp.br/prof/moran/novtec.htm

VAMOS CONVERSAR
Converse com seus colegas sobre as mudanças trazidas pela
tecnologia ao cotidiano das pessoas.

Releitura
Releia o texto pausadamente. Assinale as palavras-chave.
Anote as idéias principais.

Atividade 17
A) Assinale o segmento que apresenta a idéia principal do texto.
a) Para atualização profissional podemos acessar cursos a
distância via computador, receber materiais escritos e audio-
visuais pelo www (tela gráfica da Internet, que pode captar e
transmitir imagens, sons e textos).
b) Muitos problemas que nos tomavam tempo e implicavam
deslocamentos, filas e outros aborrecimentos, vamos poder re-
solvê-los através de redes, estejamos onde estivermos.
c) Também estamos começando a poder fazer o supermercado
sem sair de casa, a comprar qualquer objeto via telemarketing.
d) Cada inovação tecnológica bem sucedida modifica os nos-
sos padrões de lidar com a realidade anterior, muda o patamar
de exigências do uso.
B) A finalidade do texto é
a) ( ) entreter. b) ( ) advertir.
c) ( ) emocionar. d) ( ) informar.

Guia de estudo – unidade formativa v

121
C) O ponto de vista predominante do texto é de
a) ( ) primeira pessoa do singular
b) ( ) terceira pessoa do singular.
c) ( ) primeira pessoa do plural.
d) ( ) segunda pessoa do singular.
D) Predomina no texto
a) ( ) a narração.
b) ( ) o diálogo.
c) ( ) a descrição.
d) ( ) a dissertação.
A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

Os pronomes funcionam como elos coesivos dentro de um


texto. Eles se referem a termos antecedentes e retomam ex-
pressões anteriores para que elas não sejam repetidas.

Atividade 18
A) Indique a que termo o pronome grifado se refere.
a) Muitos problemas que nos tomavam tempo e implicavam
deslocamentos, filas e outros aborrecimentos, vamos poder re-
solvê-los através de redes, estejamos onde estivermos.
b) Com a televisão ao vivo, sem videotape, dependíamos da câ-
mera para não perder o lance e só podíamos assisti-lo uma vez.
c) O computador está no nosso dia-a-dia, ele serve para o
trabalho, para a comunicação e para o lazer.
Os verbos que têm o infinitivo terminado em –ir pertencem
ao paradigma (modelo) da terceira conjugação. A LÍN
G UA
QUE U
SAMO
S

VERBO PARTIR
Formas Nominais:
infinitivo: partir
gerúndio: partindo
particípio: partido

Guia de estudo – unidade formativa v

122
Presente do Perfeito do Futuro do Pretérito
Indicativo Indicativo do Indicativo
eu parto eu parti eu partiria
tu partes tu partiste tu partirias
ele parte ele partiu ele partiria
nós partimos nós partimos nós partiríamos
vós partis vós partistes vós partiríeis
eles partem eles partiram eles partiriam

Imperfeito Mais-que-perfeito Futuro do Presente


do Indicativo do Indicativo do Indicativo
eu partia eu partira eu partirei
tu partias tu partiras tu partirás
ele partia ele partira ele partirá
nós partíamos nós partíramos nós partiremos
vós partíeis vós partíreis vós partireis
eles partiam eles partiram eles partirão

Presente do Imperfeito do Futuro do


Subjuntivo Subjuntivo Subjuntivo
que eu parta se eu partisse quando eu partir
que tu partas se tu partisses quando tu partires
que ele parta se ele partisse quando ele partir
que nós partamos se nós partíssemos quando nós partirmos
que vós partais se vós partísseis quando vós partirdes
que eles partam se eles partissem quando eles partirem

Imperativo Imperativo
Afirmativo Negativo
parte tu não partas tu
parta ele não parta ele
partamos nós não partamos nós
parti vós não partais vós
partam eles não partam eles

Guia de estudo – unidade formativa v

123
Atividade 19
A) Complete as lacunas com o verbo partir flexionado da for-
ma adequada.
a) Ontem, eu ______________ para Belo Horizonte.
b) Amanhã, _____________todos em férias.
c) Se eu _____________mais cedo, chegaria a tempo da
festa.
d) Quando eles ______________ sentirão saudades.
e) Antigamente, eu sempre ___________ da rodoviária.

Guia de estudo – unidade formativa v

124
9 Desenvolvimento
tecnológico e educação

Vamos Ler Objetivos:


aprofundar
habilidades
de leitura e
Desenvolvimento tecnológico e educação interpretação
de texto dis-
O processo de organização social pós Revolução Industrial exigiu que as sertativo; ana-
instituições [educacionais] adaptassem suas metodologias de modo a auxiliar lisar a relação
estabelecida
a formação de mão-de-obra para as fábricas. Assim, como instituição social por advérbios.

clássica, a escola foi estruturada de maneira que favorecesse a disciplina, os


conceitos de ordem e de hierarquia, com o estudante sendo receptor de um
conhecimento previamente selecionado e aprofundado por um docente, sem
necessidade de uma avaliação crítica daqueles saberes, mas mantendo-se um
nivelamento de formação específica para cada exigência do momento social.
O desenvolvimento tecnológico das últimas décadas provocou profundas
mudanças na estrutura social, atingindo a organização da instituição escolar e
das relações do trabalho. Essa nova realidade tem exigido modificações no pro-
cesso de ensino-aprendizagem, no sentido de promover a formação e qualifica-
ção de profissionais que possam estar inseridos no contexto da Sociedade da
Informação. Com isso, os sistemas de ensino necessitam de uma adequação a
esses novos paradigmas, renovando os conteúdos básicos de cada disciplina e
adequando-os a uma perspectiva próxima aos contextos da modernidade.
Neste campo de desenvolvimento tecnológico, indubitavelmente, a infor-
mática é a principal ciência, tanto por sua interação com diversos aspectos da
vida acadêmica e social como por sua contínua e perene renovação conceitual
e prática. Porém, quando se enquadra esta avaliação no contexto da Edu-
cação, percebe-se que a Tecnologia da Informação ainda não foi totalmente
integrada ao processo de ensino-aprendizagem, o que vem ocorrendo de ma-
neira gradual, a partir da visão dos educadores que, sabendo da importância
da escola como núcleo especial da sociedade, percebem o surgimento de um
conjunto de novos valores. Esse conjunto de novos valores vai caracterizando
esse novo mundo ainda em formação. Um mundo em que a relação homem-
máquina passa a adquirir um novo estatuto, uma outra dimensão. As máquinas
da comunicação, os computadores, essas novas tecnologias, não são apenas
máquinas. São instrumentos de uma nova razão. Nesse sentido, as máquinas
deixam de ser como vinham sendo até então, um elemento de mediação entre
o homem e a natureza e passam a expressar uma nova razão cognitiva.
Esse salto da tecnologia possibilitou que o universo dos recursos aplicá-
veis no ensino-aprendizagem se expandisse, facilitando não só a maneira do

Guia de estudo – unidade formativa v

125
docente aplicar seu projeto disciplinar quanto a do discente assimilar e inter-
pretar o conhecimento. Esses recursos se inserem num amplo contexto que
envolve todo o sistema econômico, social e político e quando esses recursos
são ampliados, o desenvolvimento da sociedade também o é.
Além da inserção da própria escola no processo tecnológico, há, ainda, pre-
ocupação com a inclusão social dos estudantes em um mundo marcado por va-
riações mercadológicas e altamente integrado com as ciências da informação
e da comunicação.
Dênison Ventura Sant’Ana, 31/08/2007. www.infonet.com.br/denisonsantana/ler.asp

VAMOS CONVERSAR
Converse com seus colegas sobre as inovações tecnológicas
que já chegaram à escola e sobre a formação de profissionais
para o mercado de trabalho contemporâneo.

Releitura
Releia pausadamente o texto, grifando as palavras-chave e
anotando as idéias principais.

Atividade 20
A) Assinale a opção que apresenta a idéia principal do texto.
a) ( ) O processo de organização social pós Revolução In-
dustrial exigiu que as instituições adaptassem suas metodo-
logias de modo a auxiliar a formação de mão-de-obra para as
fábricas.
b) ( ) A escola foi estruturada de maneira que favorecesse a
disciplina, os conceitos de ordem e de hierarquia, com o estu-
dante sendo receptor de um conhecimento previamente sele-
cionado e aprofundado por um docente.
c) ( ) As máquinas da comunicação, os computadores, es-
sas novas tecnologias, não são apenas máquinas. São instru-
mentos de uma nova razão.
d) ( ) O desenvolvimento tecnológico das últimas décadas
provocou profundas mudanças na estrutura social, atingindo a
organização da instituição escolar e das relações do trabalho.

Guia de estudo – unidade formativa v

126
B) Predomina no texto
a) ( ) a narração.
b) ( ) a descrição.
c) ( ) a dissertação.
d) ( ) o diálogo.
C) A linguagem do texto é
a) ( ) informal.
b) ( ) coloquial.
c) ( ) formal.
d) ( ) subjetiva.
D) A finalidade do texto é
a) ( ) entreter.
b) ( ) divertir.
c) ( ) informar.
d) ( ) advertir.
E) Ordene as idéias sintetizadas abaixo conforme aparecem no
texto.
a) ( ) Há preocupação com a inserção da escola no processo
tecnológico e com a inclusão social dos estudantes.
b) ( ) Após a Revolução Industrial a escola foi estruturada
de forma que o aluno fosse o receptor de conhecimentos pre-
viamente estruturados.
c) ( ) A Tecnologia da informação ainda não foi totalmente
integrada ao processo de ensino-aprendizagem na educação.
d) ( ) Os recursos de ensino-aprendizagem se expandiram
facilitando o processo educacional.
e) ( ) A tecnologia promoveu mudanças na estrutura social
e escolar exigindo a formação de profissionais para a sociedade
da informação.
f) ( ) Os valores do mundo contemporâneo transformaram
as máquinas em instrumentos de uma nova razão cognitiva.

Guia de estudo – unidade formativa v

127
A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

Advérbios são palavras que modificam o verbo, o adjetivo e o


próprio advérbio. Há advérbios que modificam toda a oração.

Atividade 21
Observe as orações:
a) A escola foi estruturada de maneira que favorecesse a dis-
ciplina, os conceitos de ordem e de hierarquia, com o estudante
sendo receptor de um conhecimento previamente selecionado
e aprofundado por um docente.
b) Indubitavelmente, a informática é a principal ciência,
tanto por sua interação com diversos aspectos da vida acadê-
mica e social como por sua contínua e perene renovação con-
ceitual e prática.
c) A Tecnologia da Informação ainda não foi totalmente in-
tegrada ao processo de ensino-aprendizagem.
d) Há, ainda, preocupação com a inclusão social dos estu-
dantes em um mundo marcado por variações mercadológicas
e altamente integrado com as ciências da informação e da
comunicação.
A) Os advérbios destacados estabelecem idéia de
a) ( ) tempo.
b) ( ) lugar.
c) ( ) instrumento.
d) ( ) modo.
Procure numa gramática o capítulo sobre advérbios e estu-
de-o com atenção.

Guia de estudo – unidade formativa v

128
10 A dependência
da tecnologia

Vamos Ler Objetivos:


aprofundar
habilidades
Clic de leitura e
interpretação
Luis Fernando Verissimo de texto literá-
rio de humor;
Cidadão se descuidou e roubaram seu celular. Como era um executivo e não analisar a
estrutura de
sabia mais viver sem celular, ficou furioso. Deu parte do roubo, depois teve uma narrativa;
rever conheci-
uma idéia. Ligou para o número do telefone. Atendeu uma mulher. mentos sobre
pronomes.
— Aloa.
— Quem fala?
— Com quem quer falar?
— O dono desse telefone.
— Ele não pode atender.
— Quer chamá-lo, por favor?
— Ele esta no banheiro. Eu posso anotar o recado?
— Bate na porta e chama esse vagabundo agora.
Clic. A mulher desligou. O cidadão controlou-se. Ligou de novo.
— Aloa.
— Escute. Desculpe o jeito que eu falei antes. Eu preciso falar com ele, viu?
É urgente.
— Ele já vai sair do banheiro.
— Você é a...
— Uma amiga.
— Como é seu nome?
— Quem quer saber?
O cidadão inventou um nome.
— Taborda. (Por que Taborda, meu Deus?) Sou primo dele.
— Primo do Amleto?
Amleto. O safado já tinha um nome.
— É. De Quaraí.
— Eu não sabia que o Amleto tinha um primo de Quaraí.
— Pois é.

Guia de estudo – unidade formativa v

129
— Carol.
— Hein?
— Meu nome. É Carol.
— Ah. Vocês são...
— Não, não. Nos conhecemos há pouco.
— Escute Carol. Eu trouxe uma encomenda para o Amleto. De Quaraí. Uma
pessegada, mas não me lembro do endereço.
— Eu também não sei o endereço dele.
— Mas vocês...
— Nós estamos num motel. Este telefone é celular.
— Ah.
— Vem cá. Como você sabia o número do telefone dele? Ele recém-comprou.
— Ele disse que comprou?
— Por quê?
O cidadão não se conteve.
— Porque ele não comprou, não. Ele roubou. Está entendendo? Roubou.
De mim!
— Não acredito.
— Ah, não acredita? Então pergunta pra ele. Bate na porta do banheiro e
pergunta.
— O Amleto não roubaria um telefone do próprio primo.
E Carol desligou de novo.
O cidadão deixou passar um tempo, enquanto se recuperava. Depois ligou.
— Aloa.
— Carol, é o Tobias.
— Quem?
— O Taborda. Por favor, chame o Amleto.
— Ele continua no banheiro.
— Em que motel vocês estão?
— Por quê?
— Carol, você parece ser uma boa moça. Eu sei que você gosta do Amleto...
— Recém nos conhecemos.
— Mas você simpatizou. Estou certo? Você não quer acreditar que ele seja
um ladrão. Mas ele é, Carol. Enfrente a realidade. O Amleto pode ter muitas
qualidades, sei lá. Há quanto tempo vocês saem juntos?
— Esta é a primeira vez.
— Vocês nunca tinham se visto antes?

Guia de estudo – unidade formativa v

130
— Já, já. Mas, assim, só conversa.
— E você nem sabe o endereço dele, Carol. Na verdade você não sabe nada
sobre ele. Não sabia que ele é de Quaraí.
— Pensei que fosse goiano.
— Aí está, Carol. Isso diz tudo. Um cara que se faz passar por goiano...
— Não, não. Eu é que pensei.
— Carol, ele ainda está no banheiro?
— Está.
— Então sai daí, Carol. Pegue as suas coisas e saia. Esse negócio pode aca-
bar mal. Você pode ser envolvida. — Saia daí enquanto é tempo, Carol!
— Mas...
— Eu sei. Você não precisa dizer. Eu sei. Você não quer acabar a amizade.
Vocês se dão bem, ele é muito legal. Mas ele é um ladrão, Carol. Um bandido.
Quem rouba celular é capaz de tudo. Sua vida corre perigo.
— Ele esta saindo do banheiro.
— Corra, Carol! Leve o telefone e corra! Daqui a pouco eu ligo para saber
onde você está.
Clic.
Dez minutos depois, o cidadão liga de novo.
— Aloa.
— Carol, onde você está?
— O Amleto está aqui do meu lado e pediu para lhe dizer uma coisa.
— Carol, eu...
— Nós conversamos e ele quer pedir desculpas a você. Diz que vai devolver
o telefone, que foi só brincadeira. Jurou que não vai fazer mais isso.
O cidadão engoliu a raiva. Depois de alguns segundos falou:
— Como ele vai devolver o telefone?
— Domingo, no almoço da tia Eloá. Diz que encontra você lá.
— Carol, não...
Mas Carol já tinha desligado.
O cidadão precisou de mais cinco minutos para se recompor. Depois ligou
outra vez.
—Aloa.
Pelo ruído o cidadão deduziu que ela estava dentro de um carro em movi-
mento.
— Carol, é o Torquato.
— Quem?

Guia de estudo – unidade formativa v

131
— Não interessa! Escute aqui. Você está sendo cúmplice de um crime. Esse
telefone que você tem na mão, está me entendendo? Esse telefone que agora
tem suas impressões digitais é meu! Esse salafrário roubou meu celular!
— Mas ele disse que vai devolver na...
— Não existe Tia Eloá nenhuma! Eu não sou primo dele. Nem conheço esse
cafajeste. Ele esta mentindo para você, Carol.
— Então você também mentiu!
— Carol...
Clic.
Cinco minutos depois, quando o cidadão se ergueu do chão, onde estivera
mordendo o carpete, e ligou de novo, ouviu um “Alô” de homem.
— Amleto?
— Primo! Muito bem. Você conseguiu, viu? A Carol acaba de descer do car-
ro.
— Olha aqui, seu...
— Você já tinha liquidado com o nosso programa no motel, o maior clima
e você estragou, e agora acabou com tudo. Ela está desiludida com todos os
homens, para sempre. Mandou parar o carro e desceu. Em plena avenida. Pa-
rabéns primo. Você venceu. Quer saber como ela era?
— Só quero meu telefone.
— Morena clara. Olhos verdes. Não resistiu ao meu celular. Se não fosse
o celular, ela não teria topado o programa. E se não fosse o celular, nós ain-
da estaríamos no motel. Como é que chama isso mesmo? Ironia do destino?
— Quero meu celular de volta!
— Certo, certo. Seu celular. Você tem que fechar negócios, impressionar
clientes, enganar trouxas. Só o que eu queria era a Carol...
— Ladrão
— Executivo
— Devolve meu...
Clic.
Cinco minutos mais tarde. Cidadão liga de novo. Telefone toca várias vezes.
Atende uma voz diferente.
— Ahn?
— Quem fala?
— É o Trola.
— Como você conseguiu esse telefone?
— Sei lá. Alguém jogou pela janela de um carro. Quase me acertou.
— Onde você está?

Guia de estudo – unidade formativa v

132
— Como eu estou? Bem, bem. Catando meus papéis, sabe como é. Mas eu
já fui de circo. É. Capitão Trovar. Andei até pelo Paraguai.
— Não quero saber de sua vida. Estou pagando uma recompensa por este
telefone. Me diga onde você está que eu vou buscar.
— Bem. Fora a Dalvinha, tudo bem. Sabe como é mulher. Quando nos vê por
baixo, aproveita. Ontem mesmo...
— Onde você está? Eu quero saber onde!
— Aqui mesmo, embaixo do viaduto. De noitinha. Ela chegou com o índio e
o Marvão, os três com a cara cheia, e...
Luis Fernando Veríssimo, “As Mentiras que os Homens Contam”,
Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2000, pág. 41.

VAMOS CONVERSAR
Tente recontar a história para seus colegas na ordem em que
ocorreram os fatos. Vocês podem dramatizar a narrativa.

Releitura
Releia atentamente o texto, identificando os personagens
que falam.

Atividade 22
A) A finalidade do texto é
a) ( ) divertir. b) ( ) informar.
c) ( ) advertir. d) ( ) dar instruções.
B) Ao marcar a pronúncia da personagem feminina em “Aloa”
o autor
a) ( ) chama a atenção para um uso formal.
b) ( ) caracteriza a personagem pela fala.
c) ( ) reforça a origem social da personagem.
d) ( ) acentua a idade da personagem.
C) O conto é estruturado principalmente por meio de
a) ( ) narrativa. b) ( ) dissertação.
c) ( ) descrição. d) ( ) diálogo.

Guia de estudo – unidade formativa v

133
D) Assinale o número de personagens que participam do conto.
a) ( ) duas. b) ( ) três.
c) ( ) seis. d) ( ) quatro.
E) Ao trocar o nome do personagem de “Taborda” para “Tobias”
e para “Torquato”, o autor acentua a idéia de que
a) ( ) era o nome verdadeiro do executivo.
b) ( ) o nome verdadeiro era o primeiro.
c) ( ) o nome era inventado e esquecido.
d) ( ) o personagem tinha o nome começado por T.
F) O enredo explora a idéia de que o telefone celular
a) ( ) é dispensável hoje em dia.
b) ( ) não pode trocar de mãos facilmente.
c) ( ) exerce várias funções na vida moderna.
d) ( ) é inútil para algumas pessoas.
G) Para Amleto, o celular era para
a) ( ) melhor comunicação. b) ( ) o trabalho.
c) ( ) atrair a mulher. d) ( ) falar com os amigos.
H) O termo “clic” no texto significa
a) ( ) começo de ligação. b) ( ) chamada telefônica.
c) ( ) telefone desligando. d) ( ) defeito no telefone.
I) Infere-se das informações do texto que Amleto
a) ( ) deu o celular para Carol.
b) ( ) devolveu o celular para o executivo.
c) ( ) ficou com o celular.
d) ( ) jogou o celular pela janela do carro.
J) Caro desistiu de Amleto porque ele
a) ( ) ficava no banheiro o tempo todo.
b) ( ) era primo do executivo.
c) ( ) não tinha celular próprio.
d) ( ) era o ladrão do celular.

Guia de estudo – unidade formativa v

134
k) Quem estava com o celular no fim da história era
a) ( ) Carol. b) ( ) Amleto.
c) ( ) um morador de rua. d) ( ) Taborda.
L) Retire do texto um trecho que demonstra que o executivo
está nervoso.

A LÍN
GUA
QUE U
SAMO
S

Vamos rever seus conhecimentos sobre os pronomes.


Pronomes pessoais do caso reto
Pessoa Singular Plural
1ª Eu Nós
2ª Tu Vós
3ª Ele, ela Eles, elas
Funcionam geralmente como sujeito da oração.
Exemplos: Eu aprendi informática.

Pronomes pessoais do caso oblíquo.


Oblíquos Oblíquos
Retos
átonos tônicos
1ª pessoa eu me mim, comigo
singular 2ª pessoa tu te ti, contigo
3ª pessoa ele, ela se, lhe, o, a si, consigo
1ª pessoa nós nos conosco
plural 2ª pessoa vós vos convosco
3ª pessoa eles, elas se, lhes, os, as si, consigo

Funcionam geralmente como complemento.


Exemplos:
Procurou-me o dia todo.
Esteve comigo à tarde.
Falou de si o tempo todo.

Guia de estudo – unidade formativa v

135
Trouxe o livro consigo.
Procurou-nos pela escola.
Deu-lhes o computador.
O laptop está conosco.
Pronomes possessivos
1ª p. meu, minha, nosso, nossa,
1ª p. plural
singular meus, minhas nossos, nossas
2ª p. teu, tua, teus, nosso, nossa,
2ª p. plural
singular tuas nossos, nossas
3ª p. seu, sua, seus, seu, sua, seus,
3ª p. plural
singular suas suas

Indicam posse. Procure numa gramática o capítulo sobre pro-


nomes e estude-o.
Nesta unidade formativa tivemos oportunidade de analisar
diversos gêneros, interpretando os textos, identificando sua
finalidade, seu tema central e suas idéias principais. Além dis-
so, conhecemos mais profundamente diversas classes de pa-
lavras. Com as atividades desenvolvidas nesta unidade você
deve ter desenvolvido mais ainda suas habilidades de falar,
ler e escrever.
Continue lendo bastante para ampliar seu vocabulário e apro-
fundar suas habilidades de interpretação de textos. Procure ler
livros de literatura, revistas, jornais.

Guia de estudo – unidade formativa v

136
ê s
in gl
Guia de estudo – unidade formativa v

138
Hello there, everybody!
Hi, guys. Welcome back! Unit 5 now...
Que dizer desta vez? Vejamos... Let´s see...
Bem, esta é a última unidade que apresentará conteúdo novo.
Toda a Unidade Formativa VI será uma revisão daquilo que foi estu-
dado até aqui...
Portanto, vamos seguindo mais ou menos o mesmo caminho: te-
mos umas tirinhas com os meninos, Pedro, Lucas, Mariana e Júlia.
Inventamos mais algumas situações para contextualizar a lingua-
gem que será apresentada.
Dividimos tudo isso em “funções”, “vocabulário” e “gramática” por
propósitos didáticos, como costumamos dizer. Mas não queremos
necessariamente que você saiba, ao dizer “What does she look like?”,
que isso é uma pergunta no presente com o verbo “parecer” e que
usamos “does” porque o sujeito é “she”.
Mas, sistematizamos as regras para você com o intuito de que
pudesse entender o funcionamento da língua inglesa, para saber por
que é que se fala desse jeito e não de outro, em Inglês. Se quiser,
esqueça as regras depois. Fale, apenas! Entenda o que está sendo
falado, se conseguir.
Comunique-se, dialogue...
Nosso curso não dispõe de um CD com atividades “de escuta”,
propriamente ditas. Sugerimos que o professor leia os diálogos para
vocês, de tal forma que pratiquem isso em certa medida. Mas você
pode, havendo interesse, brincar, a seu próprio modo, de treinar sua
compreensão oral: veja filmes, com ou sem legenda, com e sem le-
genda. Escute músicas...
É isso. Não deixe de falar em sala. Paciência com este conteúdo
final que depois iremos rever o mais importante e, se tudo correr
bem, disso tudo o que foi apresentado, alguma coisa há de ficar!
Boas aulas – Good classes.

Guia de estudo – unidade formativa v

139
Guia de estudo – unidade formativa v

140
1 Reviewing
“Welcome to me, Unit 5, Lesson 1!”
Então, vamos lá, vamos começar relembrando algumas
coisinhas da Unidade Formativa IV e depois trataremos
das novidades. (“Trataremos” indica que faremos isso no
futuro. Ainda não sabemos como falar no futuro em in-
glês. Tá chegando...)

Para resolver a Atividade 1, vamos relembrar com vocês:

Tempos Verbais:
a) presente simples (ex: Ela é minha colega. Vocês estudam
juntos?)
b) presente contínuo (ex: Eu estou lendo isto aqui. Nós esta-
mos pelejando com o Inglês).
c) passado simples com verbo “to be” (ex: A Carol esteve lá
em casa. Como foram* as férias?)
* “foram” é o passado do verbo “ir”, mas também do verbo “ser”. Este último é
o caso do exemplo dado no exercício.

Funções de Linguagem:
a) Saber como alguém é (fisicamente).
b) Saber como alguém está se sentindo.
c) Saber onde alguém esteve/estava.

Categoria de Palavras:
a) brunette; black/negro; short; thin; fat; mulatto/mulatto
woman.
b) what; how; who; when; why; how often; what time.
c) neck; belly; arms; legs; fingers; hand; feet.

Guia de estudo – unidade formativa v

141
Atividade 1
A seguir, temos trechos de diálogos já vistos. Para cada diá-
logo, indique:
(1) o tempo verbal da(s) frase(s) em itálico; (a, b ou c).
(2) a função da linguagem sublinhada (a, b ou c).
(3) o conjunto de palavras que pertence à mesma categoria
da(s) palavra(s) em negrito. (a, b ou c).

Dialogue 1
Were you at home yesterday?
No, I was not.
So, where were you yesterday?
I was at school, writing for the school
newspaper.
(1) _______;
(2) ________;
(3)________

Dialogue 2

You are so different these days, Pedro. It looks like you´re in


love.

Guia de estudo – unidade formativa v

142
Ha!? Me?
Ha, ha! It is in your face. So, who is she?
She is a friend from the Internet. We write e-mails to each
other.
How nice. What does she look like?
She is blonde, medium built, a little tall, very funny,
Very beautiful...
(1) _______;
(2) ________;
(3)________

Dialogue 3
How are you feeling?
My body hurts. My back hurts.
My face is getting bigger. My nose is
running.
My head is exploding and my eyes are
getting smaller.
(1) _______;
(2) ________;
(3)________

É isso. That´s it.


Começamos assim...
Agora vamos aprender a falar
no passado com outros verbos
também. Não só com o verbo
“to be”.
Ready?

Guia de estudo – unidade formativa v

143
2 Did you come back to work?

Pois então, o passado com outros verbos...


“Você foi/ leu/ assistiu/ falou...?”
Vamos ver como isso funciona em inglês: não só perguntas,
mas também frases afirmativas e negativas, como sempre.
E pela primeira vez, ao final desta lição perguntarei, (In En-
glish, of course!): “Você entendeu?” A Júlia adoeceu e depois
ficou melhor, lembram-se?
O diálogo a seguir é entre ela e o Pedro.

Pedro e Júlia se encontram na rua.

Júlia!!!

(fast - rápido; complain - reclamar)

- Júlia! You are out again! Are you all right now?
- Yes, I am.
- You got well* fast.
- Yes, I know. I did** everything the doctor told*** me to do.
- Did you come back to work?
- Yes, I did. I came back to work yesterday morning. And how
are you? How was your week?
- I can´t complain****. Well, I´m thinking now that you´re
fine, we can go out...

Guia de estudo – unidade formativa v

144
- Yes, we can.
*got well = fiquei/ficou/ficamos/ficastes/ficaram bem
**did = fiz/fez/fizemos/fizestes/fizeram
***told = disse/disse/dissemos/disseram
****complain = reclamar

Atividade 2
Preencha as lacunas de acordo com o diálogo e repare, so-
bretudo, como a Júlia e o Pedro conversam sobre coisas que
aconteceram:
Pedro: A) Júlia!! You are out again! Are you all right now?
Júlia: B) Yes, I am.
Pedro: C) You ____ well fast.
Júlia: D) Yes, I know. I ___ everything the doctor ______
me to do.
Pedro: E) ____ ___ come back to work?
Júlia: F) ___, __ ____. I ____ back to work yesterday
morning. And how are you? ____ ____ your week?
Pedro: G) I ___ _______. Well, I´m thinking now that you´re
fine, we ___ ____ _____...
Júlia: H) Yes, ____ ____.

Atividade 3
Responda de acordo com o diálogo:
A) Is Júlia all right now?
_________________.
B) Can Pedro and Júlia go out now?
___________________________.

Atividade 4
Repare como o Pedro perguntou à Júlia se ela voltou para o
trabalho. Transcreva a pergunta:

Guia de estudo – unidade formativa v

145
A) ____ _____ ______ _____ ___ _______?
Repare também na respectiva resposta afirmativa da Júlia.
Trancreva-a.
B) ____, ___ _____.

Se a pergunta e resposta estivessem no presente simples,


estariam formuladas da seguinte forma:
“Do you come back to work?” (“Você volta para o trabalho?)
“Yes, I do”.
Observando este trecho do diálogo e comparando-o com sua
versão no presente, responda: para fazer uma pergunta no
passado simples, com outros verbos (que não “to be”) ao invés
de “do” (e “does”), o que usamos?
C) ______

Atividade 5
Sabendo, então, que o passado de “do” e de “does” é o mesmo,
responda, com “respostas curtas”, de acordo com o diálogo:
A) Did Júlia get well fast?
_______________________________________.
B) Did she do everything the doctor told her to do?
_______________________________________.
C) Did Pedro invite* Júlia to go out again?
_______________________________________.
*invite = convidar

Atividade 6
Negamos “do” e “does” com “not”, obtendo assim, “don´t” e
“doesn´t”, certo?
Se negamos “did” exatamente da mesma maneira, qual é a
sua forma negativa?
A) _____ + _____ = _____
B) Portanto, de acordo com o texto, qual seria a “resposta cur-
ta” da seguinte pergunta:

Guia de estudo – unidade formativa v

146
“Did Júlia refuse* to go out with Pedro?”
C) ____________________.
*refuse = recusar

Atividade 7
Repare agora como o Pedro afirma que a Júlia ficou melhor, e
como ela mesma afirma que fez tudo que o médico disse para
ela fazer. Transcreva estas falas mais uma vez:
A) You ____ _____ fast.
B) I ____ everything the doctor _____ me to do.

Associe, então, os seguintes verbos no passado, com suas


formas no presente:
C) got 1) tell (dizer)
D) did 2) get (ficar/tornar-se)
E) told 3) do (fazer)

Não sei se vocês notaram, mas quando fazemos uma pergunta no passado, o
verbo continua no presente, o tal do “auxiliar” é que “vai” para o passado. O
mesmo vale para frases negativas. É o “didn´t” que indica que estão no pas-
sado – o verbo permanece no presente. Só quando afirmamos é que o verbo
“muda” – há uma outra forma para ele no passado. Sacou? Alguns continuam
parecidos com sua forma no presente, outros mudam mais, como estes últi-
mos três da Atividade 7. É preciso memorizá-los. Obaa!!! Lição que vem tem
mais. E esta lição? Como foi? How was it? Você gostou? Did you like it?
Você entendeu? Did you understand?
Tente responder esta última questãozinha antes de terminarmos:

Atividade 8
Considere a seguinte frase que, não por acaso, está no pas-
sado com o verbo “get” (passado “got”):
“You got well fast”
Negue e faça uma pergunta com a frase acima:
A) ____ _____ ____ ____ _____.
B) ____ ____ ____ _____ _____?

Guia de estudo – unidade formativa v

147
3 Talking about movies

Welcome to Unit 3. Na verdade, todos os meninos vão ao cinema


juntos nesta história, sabe? (Ela existe em DVD). Mas, na tirinha a
seguir, vemos só o início dela, só a Júlia e a Mariana conversando.
O Pedro e o Lucas ainda não chegaram. Elas estão falando sobre
filmes, como já diz o título desta lição...

Júlia e Mariana se encontram na porta do cinema. Se cumprimentam.

Júlia!

(ask - perguntar; answer - resposta)

- So, what is this movie?


- It is a Brazilian movie. I love Brazilian cinema.
- Me too. Where did the cinema come from?
- I know. The cinema was invented in 1895 by two brothers:
Louis and Auguste Lumière. They were from France.
- I thought the first movie was from the United States.
- No, the first American movie was made in 1915.
- Man, Júlia! Were you the teacher´s pet* in your school?
- No, I was not. Why did you say that?
- Everything** I ask*** you know the answer****!

*teacher´s pet = queridinho do professor **everything = tudo ***ask = perguntar


****answer = resposta

Guia de estudo – unidade formativa v

148
Atividade 9
Repare mais uma vez em como as coisas são ditas/pergun-
tadas no passado:
Mariana: A) So what is this movie?

Júlia: B) It is a Brazilian movie. I love Brazilian cinema.

Mariana: C) Me too. ____ ____ the cinema come from?

Júlia: D) I know. The cinema _____ _______ in 1895 by


two brothers Louis and Auguste Lumière. They were
from France.

Mariana: E) I ______ the first movie ______ from the United


States.

Júlia: F) No, the first American movie ______ ________


in 1915.

Mariana: G) Júlia, ____ ____ the teacher´s pet in your school?


Júlia: H) No, ___ _____ ____. Why _______ ____ that?

Mariana: I) Everything I ask, you know the answer.

Atividade 10
Responda (“respostas curtas”) de acordo com o diálogo:
A) Where were Louis and Auguste Lumière from?
____________________________.
B) Was the first movie from the United States?
____________________________.
C) Was Júlia the teacher´s pet in her school?
____________________________.
D) Is it a Mexican movie?
____________________________.

Guia de estudo – unidade formativa v

149
Atividade 11
Repare mais uma vez como a Mariana pergunta de onde o
cinema veio (em Inglês, “Onde o cinema veio de?”). Encontre e
transcreva a pergunta:
A) ______ _____ _____ ______ _____ _____?
Que palavra indica que a frase acima é uma pergunta no
passado?
B) ______
Qual é o verbo principal da frase? Ele está no passado ou no
presente?
C) ________. ________.

Atividade 12
O verbo “inventar” aparece no diálogo e é semelhante ao
nosso verbo em Português. Transcreva a frase em que isso
acontece:
A) ______________________________________________.

Apesar de neste contexto ele corresponder a “inventado” (o


cinema foi inventado”), é com esta mesma forma que dize-
mos “inventei/ inventou/ inventamos/ inventaram” etc. Ele é
um exemplo dos chamados verbos regulares. Se “invent” é
“inventar”, o que foi feito para que ele ficasse no passado?
B) ____ foi acrescentado à terminação.

ATENÇÃO Sendo assim, isso vale para todos


Para verbos como “study”, os outros verbos regulares. (Estes são
que terminam com consoan- mais fáceis de utilizar). A seguir es-
te seguida de “y”, cortamos tão mais alguns verbos regulares no
o “y” e acrescentamos “ied”.
presente. Coloque-os no passado:

C) work___ D) study___
E) play___ F) walk ___
G) dance___ H) jump___

Guia de estudo – unidade formativa v

150
I) talk___ J) smell___
K) look___ L) listen___

Atividade 13
Repare agora como a Mariana comenta que pensava que o
primeiro filme era dos Estados Unidos. Encontre e transcreva
esta fala:
A) ______________________________________________.

A forma “thought” (“pensei/ pensou/ pensamos/ pensaram”


etc.) é o passado de “think” = “pensar”. É um exemplo dos cha-
mados verbos irregulares – verbos cuja forma, no passado,
é um pouco diferente do que no presente: não basta apenas
acrescentarmos “ed” ao final dos mesmos.
A seguir temos mais alguns verbos irregulares que vocês
já viram. Procure encontrar a correspondência entre eles no
presente e no passado. (Você já sabe o que cada um sig-
nifica, certo?):
A) speak 1) had
B) write 2) came
C) understand 3) made
D) think 4) spoke
E) feel 5) got
F) know 6) wrote
G) get 7) understood
H) have/has 8) knew
I) make 9) thought
J) come 10) felt

O passado de “go” e “goes” (ir) é muito diferente. É “went”


(fui/foi/fomos/foram).

Atividade 14
Considere a seguinte frase – que, não por acaso, é uma afir-
mação no passado com o verbo “come” (passado “came”):

Guia de estudo – unidade formativa v

151
“The cinema came from France.”
Lembrando que: quando fazemos uma pergunta (no passa-
do) usamos “did” e o verbo permanece no presente, e que ao
negarmos (também no passado, ora essa!) usamos “didn´t” e
o verbo mais uma vez permanece no presente, negue e faça
uma pergunta com a frase acima:
A) ____ ______ _____ ____ ____ ______.
B) ____ ___ ______ _____ ____ ______?

E o inverso? Considere a frase:


“Did you say that?” (“Você disse isso?”) Passado de “say” –
“said”.
Afirme-a:
A) _____ ______ ______.

Por hora é só. (Só?!!) Na próxima lição, vamos tentar con-


solidar essa história de afirmar, negar e fazer perguntas no
passado simples. Ou você já entendeu? Did you understand?
You didn´t understand... You understood!!!
Decore estes verbos e suas respectivas formas no passado.
Vai... Faça sua parte. Do your part.
(Colher de chá – “Tea spoon”: No diálogo da próxima lição, o
passado do verbo “pensar” – “think” aparecerá. Você soube
reconhecê-lo na Atividade 13?)

Guia de estudo – unidade formativa v

152
4 Movie Session at home

Let´s get started? Vamos começar? Pois então... Agora


os meninos empolgaram com esse negócio de ver filmes.
Resolveram assistir logo a mais dois – desta vez em casa
mesmo, at home...

(oldest - mais velho; which one - qual; better -melhor; worst - pior; than - do
que; the best - a/o melhor)

- Let´s get started, OK? The first film we are watching is the
oldest* of all. It was made** in 1964. Then we can watch
this film, made in 2002. After that we can discuss to see
which one is better*** or worst****.

- What did you think?


- I thought the first one was better than the second.
- Ha-ha! The second movie was the best!*****

*oldest = mais velho **made = feito ***better = melhor ****worst = pior


*****the best = o melhor

Atividade 15
Repare como os meninos conversam sobre o que pensaram
sobre o filme. Preencha as lacunas de acordo com o diálogo:

Guia de estudo – unidade formativa v

153
Júlia: A) Let´s get started, ok? The first film ___ ___
watch__ is the old___ one of all. Then we can watch
this film, made in 2002. After that ___ ____ ____
to see which one is better or worst.
What ___ ___ _____?

Pedro: B) I _____ the first one ____ better than the second.

Mariana: C) Ha-ha. The second movie___ the best.

Atividade 16
Repare mais uma vez como a Júlia pergunta aos meninos o
que eles pensaram (do filme). Transcreva toda a pergunta:
A) _____ ____ ____ _____?
Mais uma vez (quantas forem necessárias), em que tempo
está o verbo principal, “pensar” e o que indica que esta frase
está no passado?
B) tempo: _______
C) passado: ______

Atividade 17
Já a resposta do Pedro é afirmativa: “Eu pensei que o primei-
ro foi melhor do que o segundo”. Transcreva-a:
A) _______________________________________________.

Em que tempo se encontra o verbo “pensar”?


B) tempo: ______

E se o Pedro o dissesse de outro modo, de modo negativo,


por exemplo? Assim: “Eu não pensei que o segundo foi melhor
do que o primeiro”. Desafio:
Como ele o diria em Inglês?
C) ______ ______ ______ the first one was better than the
second.

Guia de estudo – unidade formativa v

154
Sistematizemos essa história, então, comparando frases no
presente com frases no passado (com outros verbos que não
o verbo “to be”):

Presente: Passado:
(+) You watch movies. (+) You watched movies.
(?) Do* you watch movies? (?) Did you watch movies?
(-) You don´t* watch movies (-) You didn´t watch movies.

*(ou Does/doesn´t com He/She/It)

Por um lado, o passado é mais simples porque (não sei se vocês


se lembram) no presente temos que pensar se usaremos “do” ou
“does” para formularmos uma pergunta e “don´t” ou “doesn´t” para
uma frase negativa. Já no passado usamos “did” e “didn´t” com
todas as pessoas. Por outro lado, quando afirmamos no passado, o
verbo “vai” para o passado, podendo este ser regular ou irregular,
e ao negarmos e perguntarmos ele permanece no presente. O que
indica que a frase está no passado é o “did” da pergunta, bem como
o “didn´t” da frase negativa. Ufa! Vamos praticá-lo um pouco:

Atividade 18
Negue e faça perguntas com as seguintes frases no passado
simples.
(Se necessário, consulte os verbos irregulares* da Ativida-
de 13 da última lição. Os verbos sem asterisco são regulares).

A) You went* to school. (Você foi para a escola).


You ____ ___ __ school. (-)
____ you ___ __ school?

B) She spoke* to you. (Ela falou com você.)


She ______ ______ to you. (-)
____ she ________ to you?

Guia de estudo – unidade formativa v

155
C) Pedro and Lucas liked the movies.
Pedro and Lucas ______ ____ the movies.(-)
____ Pedro and Lucas _____ the movies?
D) We made* a report on recycling.
We _____ _____ a report on recycling. (-)
___ we _____ a report on recycling?
E) They had* a test last week**.
They _____ ____ a test last week. (-)
____ they _____ a test last week?
**last week = semana passada

Did you like this lesson? Did


you understand it? Did your
teacher help you?
Next lesson is a review...

Guia de estudo – unidade formativa v

156
5 Mid Review

Pois então, nesta lição vamos cuidar do passado, tanto com outros ver-
bos, como também com o verbo “to be”. E, assim, preparamos o terreno
para aprendermos o passado contínuo, que é composto de outros verbos
junto com o verbo “to be”, assim: “Eu estava estudando”.
Mas, enfim, uma coisa de cada vez.

Atividade 19
Para começarmos, veja se você consegue se lembrar do pas-
sado dos seguintes verbos, regulares (aos quais apenas acres-
centamos “ed”) e irregulares: (Difícil? Precisam estar todos na
ponta da língua!).
A) listen______________ B) look _ ______________
C) come _ ____________ D) make_______________
E) smell ______________ F) have________________
G) talk_______________ H) get_________________
I) know ______________ J) feel_________________
K) jump______________ L) go_ ________________
M) dance_____________ N) do_________________
O) tell________________ P) walk________________
Q) feel_______________ R) think_______________
S) play_______________ T) understand_ _________
U) write______________ V) study_______________
W) work______________ X) speak_______________
Y) watch______________

Guia de estudo – unidade formativa v

157
Atividade 20
E o passado do verbo “to be”?
A) am _____
B) is _____
C) are _____

Atividade 21
Abaixo estão algumas perguntas referentes a partes da his-
tória dos meninos. Todas elas referem-se à Lição 4, com ex-
ceção da letra F, que se refere à Lição 3. Responda-as, com
“respostas curtas”:
A) Did Pedro think the first movie was better?
_______________________________.
B) Did Mariana think the first movie was better too?
_______________________________.
C) Did the kids* watch two movies at home?
_______________________________.
D) Was the first movie made in 1964?
_______________________________.
E) Was the second movie made in 2000?
_______________________________.
F) Were Mariana and Júlia together at the movies?
_______________________________.
*kids = meninos/as (they)

Atividade 22
Agora sim... Considere as frases a seguir, todas no passado
com o verbo “to be” ou com outros verbos. Afirme e/ou negue
e/ou transforme-as em perguntas, conforme necessário:
A) Did you go to the movies?
__________________________________ (+)
__________________________________ (-)

Guia de estudo – unidade formativa v

158
B) Mariana was with Júlia.
__________________________________ (-)
__________________________________?
C) You were late* for the English class.
___________________________________ (-)
___________________________________ ?
D) Pedro liked the first movie more.
___________________________________ (-)
___________________________________?
E) The kids* didn´t watch two movies.
___________________________________ (+)
___________________________________?

Pronto! Passado dos verbos, respostas curtas e frases afirmativas, nega-


tivas e interrogativas no passado. É isso por hora! A lógica do passado é
a mesma do presente. Com o verbo “to be” invertemos sujeito e verbo
para fazer uma pergunta e negamos com “not” depois do verbo. É pre-
ciso saber que o passado de “am” e “is” é “was” e o de “are” é “were”.
Com outros verbos, ao invés de “do/does” para perguntas, usamos “did”.
No lugar de “don´t/doesn´t” antes do verbo, é só usar “didn´t”. E, sim:
é preciso decorar os verbos e suas respectivas formas no passado para
podermos afirmar. Quando negamos e fazemos perguntas no passado,
o verbo permanece no presente.
Que você também permaneça bem presente nas suas aulas.
Se tiver dúvidas, pergunte, quebre a cabeça, insista...
Ó a Lição 6 chegando aí...

Guia de estudo – unidade formativa v

159
6 Surfing on the web
Welcome to Lesson 6! Let´s get started! Novo tempo verbal.
Mas, como de costume, repetimos:
“a lógica da coisa é a mesma”: se você sabe falar no presente
contínuo (“Eu estou estudando Inglês), você saberá falar no
passado contínuo (“Eu estava estudando Inglês.”).
E por falar em “saber” – “know”, a Mariana não sabe usar a
Internet. Mariana doesn´t know how to use the Internet. O
Pedro irá ajudà-la. Pedro will help her.

Mariana no escritório, preparando para ir embora. Entra Pedro.

Hi Pedro. I was preparing to get


back home but now that
you are here why don´t you Bangladesh? Where is it?
teach me how to use it?
I was studying in the
library and decided near India,
Ok, first thing: the good thing
to come downstairs to about the Internet is that you
use the Internet. are connected to the whole
world by this computer. For
example, think about a place
far, far away from here.

(library - biblioteca; downstairs - andar de baixo; whole world - mundo


inteiro; far away - muito longe)

- Hi Pedro. What a surprise.


- I was studying in the library and decided to come down-
stairs* to use the Internet.
- I was preparing to get back** home but now that you are
here why don´t you teach me how to use it?
- Ok, first thing: the good thing about the Internet is that you
are connected to the whole world*** by this computer. For
example, think about a place far, far away from here.
- Hummm. Let me see... Bangladesh.

Guia de estudo – unidade formativa v

160
- Bangladesh? Where is it?
- Bangladesh is near India, in the Asian continent. What were
you doing during Geography class?

*downstairs = andar de baixo **get back = voltar ***the whole world = o


mundo inteiro

Atividade 23
Repare, sobretudo, como a Mariana e o Pedro comentam so-
bre o que estavam fazendo. Preencha as lacunas de acordo
com o diálogo:

Mariana: A) Hi Pedro. What a surprise!

Pedro: B) I _____ ________ in the library and ________ to


come downstairs to use the Internet.

Mariana: C) I _____ ______ to get back now, but now that


you are here, ___ ____ ____ teach me how to use it?

Pedro: D) Ok. First thing: ____ ____ ____ ______ the


Internet is that you are connected to the whole world
by this computer. For example. Think about a place
far, far away from here.

Mariana: E) Hmmm. ____ ___ ____... Bangladesh!

Pedro: F) Bangladesh! Where is it?

Mariana: G) Bangladesh is near India in the Asian continent.


Pedro! What _____ ____ _____ during Geography
class?

Atividade 24
Repare mais uma vez como o Pedro diz que “estava estudan-
do na biblioteca” e a Mariana, que “estava preparando para ir
embora”. Transcreva essas duas frases:

Guia de estudo – unidade formativa v

161
A) Pedro: ___ ____ ______ ___ ___ _______.
B) Mariana: ___ ____ ______ ___ _____ _____ _____.
Pois bem. Esses são dois exemplos de frases no chamado
passado contínuo.
Sabendo que o presente de “was” com “I” é “am”, escreva
essas frases novamente, mas agora no presente contínuo. (“Eu
estou estudando... Eu estou preparando...”):
A) Pedro: ___ ____ _______ ___ ____ _______.
B) Mariana: ___ ____ _______ ___ ____ ___ _____.

Atividade 25
Repare agora como a Mariana pergunta ao Pedro o que ele
“estava fazendo durante a aula de Geografia”. Transcreva a
pergunta:
A) ____ ____ ____ ______ _______ _______ ______?
Tomando o início desta pergunta como modelo, e aprovei-
tando para praticarmos um pouco mais alguns outros verbos,
como a Mariana poderia perguntar ao Pedro, em Inglês, obvia-
mente “O que você estava...”:
A) lendo: ____ _____ _____ _______?
B) assitindo: ____ ____ ____ _______?
C) escrevendo: ____ _____ _____ ______?

Atividade 26
Agora, lembrando que “were” (passado de “are”) é usado com
You/We/They, mas não com He/She/It (cujo verbo to be, no
presente, conjuga-se como “is”), reescreva os itens B, C, e D da
atividade anterior, substituindo “you” por “he” ou “she” (tanto
faz) e fazendo as devidas alterações resultantes nas frases:
A) ____ ____ _____ _______?
B) ____ ____ _____ _______?
C) ____ ____ _____ _______?

Guia de estudo – unidade formativa v

162
Você viu como é simples falar no tal do passado contínuo? “am” e “is”
viram “was”, “are” vira “were” e a estrutura da frase é a mesma. “Ing”
ao final do verbo equivale ao nosso gerúndio, nosso “indo/endo/ando”.
Você está entendendo? Are you understanding? Você estava achan-
do que era difícil? Were you thinking it was difficult?

Atividade 27
Há algumas funções de linguagem interessantes neste diálo-
go. Por exemplo:
Um outro jeito de pedir um favor. “Porque você não...” É as-
sim que a Mariana pede ao Pedro para ensinar-lhe como usar a
Internet. Transcreva esta frase:
A) ____ _____ _____ teach me how to use it?
Então, se quisermos, por exemplo, pedir para alguém os se-
guintes favores, com essa forma de pedi-lo, como poderíamos
fazê-lo?
B) ( ) estuda comigo*?: _____ _____ ____ _____ ____ ____?
C) ( ) liga para a** Júlia? ____ _____ _____ ______ ______?
*com = with
**em Inglês não usamos artigo (o/a = the) antes de nome próprio.

Atividade 28
Responda, de acordo com o diálogo:
This is the end of Lesson
A) What was Pedro doing? 6! Agora que vocês já a
_________________________________. completaram, deixem-
nos perguntar:
B) Does Mariana know how to use the Internet? Repararam no título
desta lição? Se “web” é
_________________________________. outra maneira de dizer
“net”, o que você acha
C) Does Pedro know how to use the Internet? que ele quer dizer?
_________________________________.
D) Is Bangladesh in the African continent?
_________________________________.

Guia de estudo – unidade formativa v

163
7 The radio station

Vocês se lembram de que os meninos estiveram em uma TV comu-


nitária há algum tempo? Do you remember that the kids were in a
Communitary TV some time ago? Pois então, hoje eles estão visi-
tando uma rádio. Today they are visiting a radio station. Eles serão
entrevistados.

Oh well, you heard what


she said! Let´s listen to
another song you can only
every day? listen to here in the Open
Bangladesh?AirWhere
Radio Station!
is it?

Júlia.

(move forward - ir pra frente; without - sem; both of them - ambos(as);


True - verdadeiro; wise - sábio(a); kid - criança; gain - ganhar)

- Tell me guys, what kind of* things do you do every day?


- We work and study.
- Is it very difficult?
- Oh, for me it´s fine. I like to work and I know I can´t move
forward** without school. So I try to do both*** of them.
- That´s true Júlia. You are a wise**** girl. But you have a
lot of responsabilities.
- Yes, when I was a kid I didn´t have many responsabilities.
I used to***** go to school, eat, study and sleep. And now I
have to work and study. But I´m not complaining******. You
gain******* responsabilities, but you start to walk with your
own legs.

Guia de estudo – unidade formativa v

164
- Oh well, you heard what she said! Let´s listen to another
song you can only listen to here in the Open Air Radio Station!

*kind of = tipo de **move forward = ir para frente ***both = ambo(a)s


****wise = sábia/o *****used to = costumava ******complain = reclamar
*******gain = ganhar/obter

Atividade 29
Preencha as lacunas de acordo com o diálogo:

Radio man: A) Tell me guys. _____ ____ ___ _____ do you do


every day?

Pedro/Júlia: B) We work and study.

Radio man: C) ___ ___ very difficult?

Pedro/Júlia: D) Oh, for me it´s fine. I ____ ___ work and I


know __ _____ move forward without school.
So I ___ __ do both of them.

Radio man: E) _____ _____, Júlia. You are a wise girl. But
you have a lot of responsabilities.

Pedro/Júlia: F) Yes, when I was a kid __ _____ have many


responsabilities. __ ___ __go to school, eat, study
and sleep. And now I have to work and study. But
____ ____ ______. You gain responsabilities but
you start to walk with your own legs.

Radio man: G) Oh well! You _____ what she _____. Let´s hear
another song. You can only listen to here in the
Open Air Radio Station.

Atividade 30
Responda de acordo com o texto:

Guia de estudo – unidade formativa v

165
A) Is it very difficult for Júlia to study?
__________________________.
B) Does Júlia have a lot of responsabilities?
_______________________________.
C) Did she have many responsabilities when she was a kid?
_______________________________.

Atividade 31
Afirme e/ou negue e/ou faça perguntas com as seguintes fra-
ses encontradas no texto, nos diferentes tempos verbais:
A) We work and study.
__________________________ (–)
___________________________?
B) Is it very difficult?
______________________ (-)
__________________________ (+)
C) You are a wise girl.
__________________________ (–)
___________________________?
D) I didn´t have many responsabilities.
__________________________ (+)
___________________________ ?
E) I´m not complaining.
__________________________ (+)
___________________________?

Atividade 32
Será que você poderia responder perguntas semelhantes às
do diálogo, “de verdade” sobre você mesmo? Uma delas é so-
bre o seu presente. Outra, sobre sua infância:

Guia de estudo – unidade formativa v

166
A) What kind of things do you do every day?
________________________________________________
_________________________________________________
_________________________________________________
_________________________________________________.

B) What did you use to do when you were a kid?


I used to_________________________________________
________ _________________________________________
_________________________________________________
_________________________________________________.

OK, then. Cheia de vocabulário esta lição! Dois verbos novos,


“ir para frente” e “reclamar”, você reparou? Já os memorizou?
Did you memorize them? Apareceu também uma variação do
passado, digamos assim, para falarmos sobre um hábito no
passado. É o nosso “costumava”.
Como se diz isso em Inglês, mesmo? How do you say this in
English? Isso não te será “cobrado”, mas pra quem quiser saber
mais... Na lição que vem, de qualquer maneira, tem mais.
Mas isso ainda é futuro...

Guia de estudo – unidade formativa v

167
8 A little help from my friends

E cá estamos nós no futuro agora. Nosso último tempo verbal. Antepenúl-


tima lição da Unidade Formativa V. Penúltima Unidade deste curso... Siga-
mos, então...

- Hi guys! What are you doing here?


- We will have lunch. Do you want to join* us?
- Oh, not now. I´m not hungry**. Besides***, I have to
finish this project first. But why don´t you go ahead**** and
I´ll meet***** you there in 30 minutes...
- OK, see you there.

*join = juntar-se **hungry = com fome ***besides = além disso ****go


ahead = ir em frente *****meet = encontrar

Atividade 33
Repare, em especial, como os meninos falam sobre o que
irão fazer. Preencha as lacunas de acordo com o diálogo:
Júlia: A) Hi guys! What ____ ____ _____ here?

Pedro: B) We ___ _____ _____. Do you want to join us?

Júlia: C) Oh, ___ _____. I´m not hungry. Besides, I have


to finish this project first. But why don´t you go
ahead and I____ ____ you there in 30 minutes...

Pedro: D) OK, ___ ____ ____.

Guia de estudo – unidade formativa v

168
Atividade 34
Repare mais uma vez como o Pedro diz que eles irão almoçar.
Transcreva essa frase:
A) ____ _____ _____ ______.
Sabendo que “have lunch” é “almoçar” – qual é a palavra que
foi acrescentada a essa frase, chamada de “auxiliar do futuro”,
para que ela estivesse de fato no futuro?
B) _____
Sabendo que, para fazermos uma pergunta no futuro, basta
invertermos o auxiliar e o sujeito, como poderíamos transfor-
mar essa última frase do Pedro em uma pergunta?
C) ____ ____ _____ _____?

Atividade 35
Repare agora como a Júlia diz que encontrará (os meninos)
lá em 30 minutos. Transcreva essa frase:
A) ____ _____ _____ _____ ___ ____ _______.
Sabendo que “I´ll” é a contração de “I will” e que para negar-
mos uma frase no futuro basta acrescentarmos “not” depois de
“will”, negue essa última frase da Júlia.
B) ___ ____ ____ ______ ____ _____ in 30 minutes.

Atividade 36
Agora procure seguir o seguinte raciocínio: Para uma pergun-
ta com “Do you...qualquer coisa?” podemos responder “Yes, I
do/ No, I don´t (do+not).” Para outra com “Can you...qualquer
coisa?” – “Yes, I can/ No I can´t (can+not).” Para “Did you...
qualquer coisa?” – “Yes, I did/ No, I didn´t (did+not).”
Pois bem! Uma pergunta no futuro começa com “Will you...
qualquer coisa?” Quais serão as duas possibilidades de respos-
tas curtas?
Yes, ___ _____. No, ___ ____ ____.

Guia de estudo – unidade formativa v

169
Atividade 37
Responda agora então, de acordo com o diálogo:
A) Will Pedro and Mariana have lunch?
____________________________.
B) Is Júlia hungry?
____________________________.
C) What does Júlia have to finish?
____________________________.
D) Will Júlia have lunch now?
_____________________________.

Atividade 38
Converse com dois colegas e pergunte a eles o que farão
hoje depois da aula (after class).
“O que” é “what”. “Fazer” é “do”. No futuro usamos “will” an-
tes do sujeito. Como será esta pergunta:
A) ____ _____ ____ _____ _____ _____?
Anote as respectivas respostas:
Name: Answer:

1.

2.

Por esta lição é só. Entendeu o futuro? Did you unders-


tand the future?
É só usar “will”. É “will” para todas as pessoas, you/he/
we... WILL.
Nós iremos sistematizar o futuro na Lição 9.
We will sistematize the future in Lesson 9. (Will we si-
tematize...? We will not sistematize...)

Guia de estudo – unidade formativa v

170
9 The Recycling Center

Os meninos estão em Asmare para conversar sobre seu projeto de reciclagem.

Wow!
Bangladesh? Where is it?

(apply = aplicar; put up = fixar; select = selecionar; trash = lixo;


hard = duro)

- Now tell me one thing. How will you apply* this project in
your neighborhood?
- First we will put up** posters in the neighborhood, ex-
plaining why recycling is so important... and then we will de-
velop*** the selective recycling and teach our neighbors how
they can select their trash*****.
- So far, so good.***** When will the selective recycling
start to work?
- It will start to work in two months.
- Wow! You will have to work hard****** for the next two
months!
- We know, but it is for a good cause.

*apply = aplicar **put up = afixar ***to develop = desenvolver


****so far, so good = até agora, tudo bem *****trash = lixo ******hard
= duro/a

Guia de estudo – unidade formativa v

171
Atividade 39
Repare como os meninos falam sobre todas as coisas relativas
ao projeto de reciclagem que irão fazer. Preencha as lacunas:
Júlia: A) Now, tell me one thing. ____ ____ _____ apply
this project in your neighborhood?

Mariana: B) First ___ ____ ___ ___ posters around the


neighborhood explaining why recycling is so
important... then ____ _____ ______ the selective
recycling and teach our neighbors how they can
select their trash.

Júlia: C) So far, so good. _____ _____ the recycling


project ______ to work?

Mariana: D) ___ ____ _____ to work in two months.


Júlia: E) Wow! ___ ____ ____ __ work hard for the next
two months!

Mariana: F) We know. But it is for a good cause.

Futuro
You will study.
Will you study?
You will not (won´t) study.
Esta é a regra com todas as outras pessoas também (He/ She/ It/ We/ They)
O verbo depois de “will” está sempre no infinitivo (go/talk/play/work) e,
portanto, não varia mesmo com he/ she/ it.

Atividade 40
Responda, com respostas completas se possível, de acordo
com o texto:
A) Where will they put up posters?
____________________________.

Guia de estudo – unidade formativa v

172
B) What will they teach their neighbors?
____________________________.
C) Will they have to work hard?
____________________________.
D) When will they have to work hard?
_____________________________.

Atividade 41
Afirme e/ou negue e/ou transforme em pergunta as seguin-
tes frases retiradas do diálogo:
A) It will start to work in two months.
_____________________________ (-)
_____________________________?
B) You will have to work hard.
______________________________(-)
______________________________?
C) Will you apply this project in your neighborhood?
_______________________________ (+)
_______________________________ (-)

Will you study this lesson? Will you try to understand?


We are trying to help you...
We hope, Nós esperamos
Que esteja tudo correndo bem.
That everything is going well.

Guia de estudo – unidade formativa v

173
10 REVIEW

Agora vamos revisar o que foi visto nesta unidade.


A partir da primeira lição da Unidade Formativa VI,
iremos revisar tudo o que foi visto desde a Unidade I.
Há de dar certo, esta história!

Atividade 42
A seguir estão trechos de alguns dos diálogos que vimos nas
lições anteriores. Uma frase foi retirada de cada um. Associe o
número da frase com a letra do diálogo do qual ela faz parte:
1) Yes, I am.
2) Tell me guys, what kind of* things do you do every day?
3) Oh, not now.
4) I was studying in the library and decided to come down-
stairs* to use the Internet.

Dialogue 1
- Mariana! You are out again! Are you all right now?
A) _____________________________________________.
- You got well* fast.
- Yes, I know. I did** everything the doctor told*** me to do.

Dialogue 2
- Hi Pedro. What a surprise.
B) _______________________________________________
________ I was preparing to get back** home but now that
you are here why don´t you teach me how to use it?

Guia de estudo – unidade formativa v

174
Dialogue 3
C) ______________________________________________.
- We work and study.
- Is it very difficult?
- Oh, for me it´s fine. I like to work and I know I can´t move
forward** without school. So I try to do both*** of them.

Dialogue 4
- Hi guys! What are you doing here?
- We will have lunch. Do you want to join* us?
D) __________. I´m not hungry**. Besides***, I have to fi-
nish this project first.

Atividade 43
Agora, associe os seguintes tempos verbais a cada uma das fra-
ses em itálico nos diálogos da atividade anterior. (Como há 7 fra-
ses e apenas 6 tempos verbais, um desses irá se repetir, certo?)
1. Presente simples com verbo “to be”
2. Presente simples com outros verbos
3. Presente contínuo
4. Passado simples
5. Passado contínuo
6. Futuro

Diálogo 1
A) “You got well fast” ____
B) “I did everything the doctor told me” ____

Diálogo 2
C) “I was preparing to get back home.” ____

Diálogo 3
D) “We work and study.” ____

Guia de estudo – unidade formativa v

175
E) “Is it very difficult?” ____

Diálogo 4
F) “What are you doing here?” _____
G) “We will have lunch.” ____

Atividade 44
Agora afirme e/ou negue e/ou transforme em pergunta cada
uma das frases em vermelho da atividade anterior. (Dica: o
presente de “got” é “get”. O de “told” é “tell”).
A) ____________________________ (-)
______________________________?
B) ____________________________ (-)
______________________________?
C) ____________________________ (-)
______________________________?
D) ____________________________ (-)
______________________________?
E) ____________________________ (+)
____________________________ (-)
F) ____________________________ (+)
____________________________ (-)
G) ____________________________ (-)
______________________________?

Atividade 45
Por fim, substitua “we” e “you” nas frases de D e F da ativi-
dade anterior por “he” e “she” respectivamente e reescreva-as
de acordo (afirmativa, negativa e interrogativamente):
1. D) ________________________________ (+)
___________________________________ (-)
___________________________________ ?

Guia de estudo – unidade formativa v

176
2. F) _________________________________ (+)
____________________________________ (-)
____________________________________?

Pois então!... Deu ou não deu certo, esta história?


Did this story work out or not?
A partir de agora, teremos mais 10 lições para relem-
brar todos os tempos verbais,
algumas funções mais importantes e o vocabulário.
Vamos tentar entender, organizar e brincar um pouco
com tudo isso que foi visto.
Vamos nos arriscar e até falar um bocado mais, que
tal? In English, obviously...
Until Lesson 1, Unit 6, then!

Guia de estudo – unidade formativa v

177
Guia de estudo – unidade formativa v

178
c a
á ti
t e m
m a
Caro(a) Estudante,
Quando falamos ou ouvimos falar sobre tecnologia o que nos vem
à mente, quase sempre, são recursos tecnológicos sofisticados, es-
pecificamente aqueles relacionados ao mundo digital: MP3 e MP4
players, computadores, câmeras fotográficas digitais etc. No entan-
to, não podemos deixar de considerar que outras tecnologias se fa-
zem presentes em nosso meio (os eletrodomésticos, por exemplo,
ou mesmo um simples compasso).
Quando relacionamos matemática e tecnologia devemos ter como
foco dois aspectos: 1) como a matemática pode colaborar na com-
preensão de todas as tecnologias que nos rodeiam no mundo em
que vivemos; 2) como as tecnologias podem colaborar para que
possamos aprender matemática de forma significativa.
Nesta unidade formativa, discutiremos alguns assuntos conside-
rando essas duas vertentes. Começaremos por voltar à discussão so-
bre números, com base em uma reportagem de jornal que remete a
um assunto muito polêmico: os crimes virtuais. Em seguida, faremos
uma introdução à potenciação, por via das medidas utilizadas para
memórias de computadores, introduziremos a régua e o compasso
para construções geométricas, retomaremos o uso da calculadora
para, em seguida, sistematizarmos a potenciação e a radiciação.
Depois, ampliaremos o estudo dos múltiplos e divisores, com base
em uma discussão sobre senhas, voltaremos à álgebra trazendo pro-
blemas diversos e faremos uma apresentação dos fractais. Por fim,
avançaremos com o estudo das áreas, dos instrumentos de medidas
e faremos uma retomada do estudo da estatística.
Bom trabalho!

Guia de estudo – unidade formativa v

181
1 Os números neste
mundo tecnológico

Neste tópico, retomaremos alguns conceitos importantes


relacionados às mais diversas representações numéricas, Objetivo:

abordados em unidades formativas anteriores. Nelas, você


identificar
situações
em que os
teve a oportunidade de trabalhar com os números inteiros, números são
utilizados
positivos e negativos, números racionais sob a forma de fra- para melho-
rar o enten-
ção, decimais com vírgula e representação percentual e efe- dimento da
tecnologia e
tuou operações com esses números, sob enfoques variados. compreender
textos, rela-
Neste tópico retornaremos e aprofundaremos esses assuntos cionados ao
assunto, que
tendo agora como ponto de partida a sua utilização em situa- fazem uso
dos números
ções que envolvam a tecnologia, seja em reportagens e notí- para as mais
diversas
cias que remetam ao assunto, seja na utilização dos números finalidades.

para o funcionamento da tecnologia e sua utilização por pro-


fissionais, estudantes e pessoas que simplesmente a utilizam
para o seu lazer.
Não se esqueça de que, para tirar o máximo de proveito dos
conteúdos que serão tratados, você deve compartilhar seus
progressos e suas dúvidas com seus colegas e professor e
trazer para o debate tudo que já conhece sobre os assuntos
envolvidos.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 1
Uma das grandes questões relacionadas à utilização da in-
formática são os crimes que surgem a partir do uso indevido
desse recurso, que invadiu todos os espaços da sociedade. Não
podemos nos deixar enganar, pensando que apenas bancos e
outros ambientes onde se lida com dinheiro são alvos dessa
nova série de crimes. Ambientes criados com a simples finali-
dade de propiciar lazer também têm sido alvo de pessoas ines-
crupulosas. Observe uma reportagem retirada de um jornal de
grande circulação em um estado brasileiro:

Guia de estudo – unidade formativa v

183
Durante 30 minutos, foram feitos três contatos e, no último,
o pai pediu 40 minutos para conseguir o dinheiro, que seria
entregue em um bairro de Cariacica. Só que enquanto os ban-
didos esperavam o pagamento, uma radiopatrulha passou nas
proximidades.
Nervosos, os criminosos libertaram o adolescente e a vítima
Aline Nunes ligou para o pai.
Eliane Proscholdt “Os bandidos entraram na comunidade do colégio, que conta
Katarine Rosalem com mais de 500 estudantes, para buscar seus alvos. Esse
jovem, muito abalado, ficou 15 dias sem ir à escola e foi en-
Pegando carona na tecnologia e nos vacilos dos internautas, caminhado para tratamento psicológico”, contou o chefe de in-
bandidos estão usando informações da internet para seqües- vestigação do Núcleo de Repressão Contra Crimes Eletrônicos
trar jovens na Grande Vitória. (Nureccel), Eduardo Pinheiro Monteiro.
Dois estudantes foram seqüestrados depois de marcar en- Foi pedida a quebra de dados de todos os perfis visitados 10
contro com amigos pelo Orkut. Os criminosos pediram resgate dias antes do seqüestro do estudante de 16 anos. Agora a polí-
de R$ 5 mil e de R$ 3 mil. cia aguarda as informações do provedor para tentar chegar aos
O caso mais recente, ocorrido em fevereiro, foi de um es- bandidos. O estudante vai ajudar nesse trabalho, informando
tudante de 16 anos que marcou um encontro pelo Orkut com quem são os seus amigos.
quatro colegas em uma sexta-feira, às 17 horas, em uma pra- Um seqüestro semelhante aconteceu com um adolescente de
cinha de um bairro de classe média de Vitória. 15 anos. Familiares ligaram para o Nureccel, mas não registra-
O grupo pretendia ir à casa de outro colega fazer um trabalho ram a ocorrência. Na conversa, não foi informado se o resgate
escolar. Como o estudante chegou 10 minutos antes, foi abor- de R$ 3 mil foi pago.
dado por dois bandidos, que estavam em um Corsa, e colocado “Se os internautas não tomarem cuidado com as informações
no porta-malas. Ele foi levado para a Rodovia do Contorno. e continuarem marcando encontros no Orkut, colocando fotos da
No caminho, os seqüestradores usaram o celular da vítima casa onde moram, carros dos pais, viagens, a tendência é de que
para ligar para o pai dele, que trabalha em uma siderúrgica. essa modalidade de crime aumente”, alertou Eduardo Pinheiro.

Neste ano foram 245 ocorrências registradas no Núcleo de gamentos e outros); 43% contra o patrimônio (estelionato pro-
Repressão Contra Crimes Eletrônicos (Nureccel). A expectativa veniente de vendas no mercado livre e furto qualificado, desvio
é de que até o final do ano passe de 600 casos. de dinheiro); 13% ameaça e o restante de outros crimes, como
Do total do primeiro semestre, 35% são contra a honra (xin- violação de correspondência, invasão

Fonte: A Tribuna 27/06/2008

A) Você conseguiu entender toda a matéria? O que está faltan-


do nela?

B) Escreva os valores que você desejar para os itens que estão


faltando, numerando-os e indicando no texto a posição em que
eles estariam.

C) Agora seu professor fará a leitura do texto completo. En-


quanto a leitura é feita, complete os valores que estão faltando,
comparando com os que você escolheu.

Guia de estudo – unidade formativa v

184
D) Destaque a seguir os itens que mais lhe chamaram a aten-
ção. Relate e discuta com sua turma sobre algum caso se-
melhante ao abordado e como fazer para nos prevenirmos de
situações como essa ou outra parecida.

E) Vamos agora aproveitar os números encontrados na repor-


tagem para problematizar um pouquinho. No primeiro semestre
de 2008 foram registradas 245 ocorrências no Nureccel con-
tra crimes eletrônicos. Quantos desses, em números absolutos
(quantidade não percentual), foram:
a) Contra a honra (xingamentos e outros)?
________________
b) Contra o patrimônio (estelionato prove-
niente de vendas no mercado livre, furto qua-
lificado, desvio de dinheiro)?
________________
c) Ameaças e outros crimes, como violação
de correspondência, invasão?
________________

SITUAÇÃO-PROBLEMA 2
Em junho de 2008 a seguinte manchete era estampada em
vários sites da internet: Brasil bate recorde de acesso à in-
ternet. Na reportagem se informava que, dos 184.000.000 de
habitantes brasileiros, 22,5%, ou seja, 41.400.000 já tinham
acesso à internet.
Você concorda com esses números? Quantas pessoas que
você conhece utilizam ou utilizaram a internet? Que tal fazer
uma pequena pesquisa e trazer o resultado para sua turma?
Entreviste 20 pessoas ou mais que moram próximo à sua casa.
Tenha o cuidado de selecionar pessoas de idades diferentes, de
ambos os sexos e escolaridades diversificadas. Conte as res-
postas obtidas e complete a tabela:

Guia de estudo – unidade formativa v

185
Item Quantidade Porcentagem
Pessoas que já utilizam a internet,
mas não utilizam mais
Pessoas que utilizam a internet
raramente
Pessoas que utilizam a internet
frequentemente
Pessoas que nunca utilizaram a internet
Total de pessoas entrevistadas

A) Faça um pequeno comentário sobre os resultados encontra-


dos por você, comparando com os dados da reportagem.

B) Compare os resultados que encontrou com os que foram


obtidos por seus colegas. Com orientação de seu professor, co-
labore com seus colegas na organização coletiva de uma só
tabela que reúna os dados obtidos por todos. Em seguida, pre-
encha os dados da tabela a seguir:
Item Quantidade Porcentagem
Pessoas que já utilizam a internet,
mas não utilizam mais
Pessoas que utilizam a internet
raramente
Pessoas que utilizam a internet
frequentemente
Pessoas que nunca utilizaram a internet
Total de pessoas entrevistadas

C) Discuta os dados encontrados com seus colegas e professor.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 3
Ainda na reportagem apresentada na Situação-Problema 2,
informa-se que 41.400.000 de 184.000.000 equivalem a 22,5%
desse total. Você sabe como se chega a este valor? Vamos

Guia de estudo – unidade formativa v

186
fazer uma verificação, de acordo com o que foi estudado em
situações anteriores:
100% 184.000.000
 ÷ 100  ÷ 100

 x 22,5  x 22,5

Esse cálculo é utilizado para calcular 22,5% de 184.000.000.


Organizando de outra forma, foi feito o seguinte:
184.000.000 x 22,5 ÷ 100 =

Para encontrar quantos por cento de 184.000.000 41.400.000


representam, deveremos efetuar operações inversas das que
foram realizadas acima. Observe:
= 41.400.000 ÷ 184.000.000 x 100

Atividade 1
A) Que percentual representam (dê o valor exato ou aproximado):
a) R$ 300,00 de R$ 1.200,00: _______
b) R$ 45,00 de R$ 1.100,00: ________
c) R$ 120,00 de R$ 2.000,00: ________
d) 60 pessoas de 170 pessoas: _________
e) 130 pessoas de 2.000 pessoas:_______

Atividade 2
A) Observe a propaganda:
a) Qual o valor do computador à vista?
b) Quantos por cento de aumento há
em relação ao valor à vista?
c) Quantas horas uma pessoa que ga-
nha um salário mínimo deve trabalhar para
conseguir comprar um computador como
esse, utilizando todo o seu salário?

Guia de estudo – unidade formativa v

187
2 BITs, bytes
e outros “bichos”

Pixels, Bits, Bytes, megabytes, gigabytes são palavras cada


vez mais ouvidas em nosso meio, mas, você sabe o que eles
Objetivos: significam? Antes de qualquer coisa, é importante que enten-
ampliar a
compreensão damos que essas são unidades de medida, utilizadas especi-
de algumas
unidades ficamente em computadores. Elas aparecem no momento em
de medida
utilizadas em que, quando já estávamos habituados ao tamanho de TVs de
diferentes pro-
dutos tecnoló- 14 ou 20 polegadas, começamos a ver TVs de 32, 42, 50 ou
gicos; resolver
problemas mais polegadas. Mudanças tecnológicas rápidas modificaram
relacionados
às diversas nossos comportamentos e, de uma hora para outra, deixamos
situações
cotidianas; de contar passos para marcar brincadeiras de infância na rua
construir o
conceito de para, de forma rápida, entender byte e logo em seguida nos
potenciação.
adequarmos aos terabytes, sem nem sequer termos consciên-
cia do tamanho dessa grandeza.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 4
Você conhece
o significado As telas dos televisores costumam ser medidas em polega-
de terabyte?
Preste atenção das. Quando se diz que um televisor tem 20 polegadas, isso
para descobri-
lo a seguir! significa que a diagonal do vídeo mede 20 polegadas.

Você sabia?
A polegada é uma unidade de
comprimento usada no sistema
imperial de medidas britânico.
Uma polegada equivale a 2,54
centímetros. A polegada tem sua
origem na medida realizada com o próprio pole-
gar humano, não todo ele, mas a distância en-
tre a dobra do polegar e a ponta do dedo.
Fonte: Wikipédia.

A) Quantos centímetros mede, portanto, a diagonal de um apa-


relho de 20 polegadas?

Guia de estudo – unidade formativa v

188
SITUAÇÃO-PROBLEMA 5
Os prefixos quilo, mega e giga são usados para expressar gran-
des quantidades e representam potências de base 10. Mas, an-
tes, você precisa sabe o que são potências. Observe o quadro:

Você sabia?
A notação an é a representação de uma potência, onde a é chamado de
base e n é o expoente, com n significando a quantidade de vezes que a base
aparece como fator de uma multiplicação.
Assim:
24 = 2 x 2 x 2 x 2
36 = 3 x 3 x 3 x 3 x 3 x 3
510 = 5 x 5 x 5 x 5 x 5 x 5 x 5 x 5 x 5 x 5
Perceba que esta notação facilita a escrita simplificando a comunicação e a
representação numérica.
Por definição, consideram-se verdadeiras as seguintes afirmações:
a1 = a
a0 = 1, para qualquer número a ‡ 0
a-n = 1 , para qualquer número a ‡ 0 e para qualquer número inteiro n.
an

Um exemplo de unidade de medida que utiliza potências na base


10 é o metro. Veja que 1 km (quilômetro) = 1.000m = 10x10x10m
= 103m. Complete a tabela a seguir com as equivalências:
prefixo abreviatura potência Valor
quilo k 10 3
1.000
mega M 106
giga G
tera T 1.000.000.000.000
peta P
hexa E 1018
zetta Z
yotta Y 1.000.000.000.000.000.000.000.000

SITUAÇÃO-PROBLEMA 6
Os computadores “entendem” impulsos elétricos, positivos
ou negativos, que são representados por 1 e 0, respectivamen-
te. A cada impulso elétrico, damos o nome de Bit (Binary digit).

Guia de estudo – unidade formativa v

189
Um conjunto de 8 bits reunidos como uma única unidade forma
um Byte.
Assim podemos escrever que:
1 byte = 8 bits = 23 bits
Veja que, de forma diferente do qui- Observe qu
e, mesmo
lômetro, que pode ser escrito na base utilizando su
a calcula-
10, o byte é escrito na base 2. Isso faz dora, você n
ão conse-
com que as equivalências normalmen- gue calcular
algumas
potências. Po
te utilizadas em outros sistemas de r quê?
medidas sejam modificadas. Encon-
tre um padrão e complete a tabela:
prefixo abreviatura potência Valor
quilo k 2 10
1.024
mega M 2 20

giga G
tera T 1.099.511.627.776
peta P 1.125.899.906.842.624
hexa E 2 60
1.152.921.504.606.846.976
zetta Z 1.180.591.620.717.411.303.424
yotta Y 1.208.925.819.614.629.174.706.176

Para saber!
Você pode utilizar a sua calculadora para calcular potên-
cias de forma mais rápida, observe como é fácil:
Para calcular a potência 54 podemos fazer:
54 =
Ou simplesmente:
54 =
Perceba que foram digitados apenas três iguais ( ) e
o expoente é 4. Quantos iguais seriam digitados se a po-
tência fosse 58? Discuta com seus colegas e professores e conclua porque a
quantidade de é menor que o valor do expoente.

Atividade 3
Ainda hoje, no Brasil, várias coisas são medidas em pole-
gadas. Os diâmetros, ou bitolas, de vergalhões utilizados em
obras são um exemplo disso. Abaixo há duas colunas com as
medidas dos diâmetros de vergalhões, a primeira com medidas

Guia de estudo – unidade formativa v

190
em polegadas e a segunda com as medidas em milímetros.
Faça correspondência entre as duas colunas, escrevendo nos
parênteses as letras das medidas correspondentes:
A) 1/4´´ ( ) 25mm
B) 3/8´´ ( ) 5mm
C) 5/16´´ ( ) 12,5mm
D) 1´´ ( ) 8mm
E) 1/2´´ ( ) 6,3mm
F) 3/16´´ ( ) 10mm

Observe que, em alguns casos, a relação é aproximada e não


exata.

Atividade 4
Hoje em dia, são encontrados televisores nos mais diversos
tamanhos e modelos. Para descobrir quantas polegadas tem
cada aparelho um vendedor resolveu medi-los, retirando as
medidas a e b de cada aparelho.
Lembrando que o tamanho do
televisor é dado pela medida da
diagonal, conforme mostrado na
Situação-Problema 1, verifique, a
partir dos valores de a e b dados,
no quadro a seguir, se cada uma
das TVs é de 10, 14, 20, 29 ou 33
polegadas.
Medida da diagonal (tamanho da TV)
TV a b
Em centímetros Em polegadas
1 60cm 44cm
2 30cm 21cm
3 40cm 30cm

Para calcula
r a medida
utilizar o Te da diagonal
orema de Pi você deverá
tágoras. Se
consulte o T não se lemb
ópico 10 da ra,
Unidade Form
ativa IV.

Guia de estudo – unidade formativa v

191
3 Construções geométricas
com régua e compasso

Como dissemos na apresentação deste texto, ao falarmos


Objetivo:
utilizar régua de tecnologia logo nos vêm à mente várias “bugigangas” ele-
e compasso
para fazer trônicas, mas não podemos esquecer que diversas outras tec-
construções;
reconhe- nologias existiram e existem em nosso redor. De uma forma
cer alguns
elementos simplificada, podemos dizer que tecnologia é tudo aquilo que o
geométricos
e utilizá-los homem cria para ajudá-lo a resolver problemas, podendo ser
para resolver
problemas ferramentas, técnicas, conhecimentos, métodos etc. O próprio
diversos no
campo da ge- quadro negro é bom exemplo de tecnologia. Além dele, são
ometria e das
grandezas e tecnologias diversos equipamentos que você utilizou ou ainda
medidas.
utiliza, como a régua, o lápis, a caneta esferográfica, o com-
passo, o transferidor, entre outros. Você certamente é capaz de
citar alguns objetos existentes em sua casa ou na casa de seus
avós que poderiam se encaixar dentro do que aqui denomina-
mos tecnologia. Pense, por exemplo, no coador de café.
Neste tópico, vamos focar dois objetos (ou equipamentos)
muito importantes para a matemática, ao longo de sua histó-
ria: a régua e o compasso. Vamos realizar algumas construções
e resolver problemas utilizando apenas esses instrumentos.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 7
Esta situação-problema é para você exercitar sua habilidade
com o compasso. Você deverá construir uma circunferência que
tenha centro no ponto A e que passe pelo ponto B.

Compasso A
B

Guia de estudo – unidade formativa v

192
A) O raio da circunferência é exatamente a distância entre os
pontos A e B. Quanto mede o raio da circunferência que você
acabou de construir?

B) Você sabe o que é o diâmetro de uma circunferência? Caso sai-


ba, escreva abaixo; se não souber, pesquise e, depois, escreva.

C) Desenhe um diâmetro da circunferência que você construiu.


Qual a medida do diâmetro dessa circunferência?

D) Qual a relação existente entre o diâmetro e o raio de uma


circunferência?

SITUAÇÃO-PROBLEMA 8
No Tópico 10 da Unidade Formativa IV,
você conheceu o ângulo reto e aprendeu
a verificar se um triângulo é retângulo.
Além disso, no Tópico 5 da Unidade For-
mativa II, você deparou com ruas para-
lelas e perpendiculares. Agora, você vai
traçar linhas perpendiculares.

A B

Guia de estudo – unidade formativa v

193
A) Crie uma linha reta que passe pelos pontos A e B.
B) Crie uma circunferência que tenha centro em A e passe por B.
C) Crie uma circunferência que tenha centro em B e passe por A.
D) O que as duas circunferências têm de semelhante?

E) Perceba que as duas circunferências possuem dois pontos


de encontro, esses pontos são os pontos de interseção entre as
duas circunferências. Chame-os de C e D.
F) Agora trace uma linha que passe pelos pontos C e D. Essa
linha é perpendicular à linha que passa por A e B.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 9
João e Pedro são dois amigos que moram em margens opos-
tas de um rio. Eles desejam encontrar-se para fazer uma pes-
caria, de forma que percorram a mesma distância. Encontre
uma estratégia, utilizando seu compasso, para encontrar dois
lugares diferentes onde João e Pedro possam encontrar-se
para pescar, sendo que, nos dois casos, nenhum deve andar
mais que o outro.

Atividade 5
O compasso é um bom instrumento para fazer transferências
de medidas e, com isso, realizar construções com certa preci-
são. O segmento que liga os pontos A e B a seguir é um dos
lados de um triângulo eqüilátero.

Guia de estudo – unidade formativa v

194
A B

A) Utilize o compasso e indique onde fica o ponto C (o outro


vértice desse triângulo). Em seguida desenhe o triângulo.
B) Quantos triângulos eqüiláteros, que tenham o segmento AB
como lado, podem ser formados?

Atividade 6
Denominamos Mediatriz de um segmento, a reta perpendicu-
lar que passa pelo seu centro. Vamos desenhar a mediatriz do
segmento AB a seguir:

A B

A) Crie uma circunferência que tenha centro em A e passe por B.


B) Crie uma circunferência que tenha centro em B e passe por A.

Guia de estudo – unidade formativa v

195
C) Trace uma linha reta que passe pelos pontos de interseção
das duas circunferências.
D) Meça a distancia do ponto A até a reta. Meça a distância do
ponto B até a reta. O que você percebe?

E) Essa linha reta é a mediatriz do segmento AB.

Atividade 7
Você sabe encontrar e marcar o centro da circunferência
abaixo?

É simples, basta seguir os passos:


A) Marque três pontos na circunferência e chame-os de A, B e C.
B) Trace os segmentos AB, BC e CA.
C) Encontre as mediatrizes dos três segmentos.
D) Observe que as três mediatrizes se encontram no mesmo
local, no centro da circunferência.

Guia de estudo – unidade formativa v

196
Para saber
Se a sua escola tem computadores disponíveis, você poderá executar to-
das as atividades aqui propostas utilizando um software de geometria dinâmi-
ca. Muitos deles estão disponíveis para uso, e vários são gratuitos. Um bom
exemplo disso é o CaRMetal que pode ser baixado livremente no endereço
http://db-maths.nuxit.net/CaRMetal/index_es.html
Veja, abaixo, uma tela do ambiente:

Só de curiosi
dade…
O ponto de
encontro das
mediatrizes três
de um triâng
denominado ulo é
CIRCUNCEN
TRO.

Guia de estudo – unidade formativa v

197
4 Resolvendo problemas
com a calculadora

Ao longo da maioria das unidades formativas estudadas, você


tem feito uso da calculadora. Sabemos do potencial e da utili-
Objetivo:
ampliar as

dade desse instrumento, nos dias de hoje, principalmente por


habilidades
de uso da

ter-se tornado bastante acessível com a redução dos preços e


calculadora;
resolver

dos tamanhos. Saber utilizar a calculadora adequadamente é


problemas
que envolvam

tão importante quanto saber fazer cálculos mentais, estimati-


o raciocínio
lógico em

vas e reconhecer e utilizar os algoritmos. Neste tópico, vamos


situações do
dia-a-dia.

estudar novas possibilidades de uso para a calculadora, utilizá-


la para resolver problemas, jogos e outras situações que nos
auxiliem a desenvolver o raciocínio lógico e, consequentemen-
te, a compreender um pouco mais da estrutura da matemática
e do funcionamento da própria calculadora.
Não tenha receio de experimentar as várias situações e testar
estratégias diversas, ao resolver os problemas propostos. Não
deixe de compartilhar soluções, dúvidas e acertos com seus
colegas, com os quais, certamente, terá muito o que trocar.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 10
Com quantos dígitos sua calculadora apresenta o resultado
de uma operação? Oito são os que aparecem no visor, mas a
maioria delas têm outros que não são visíveis. Vamos descobrir
com quantos dígitos, afinal, sua calculadora trabalha? Acompa-
nhe os passos seguintes:

Guia de estudo – unidade formativa v

198
Perceba que surgiram cinco dígitos novos, 8, 5, 7, 1 e 4,
que não constavam da solução inicial, com oito dígitos. A partir
desse ponto, não surgem novos dígitos. Isso significa que ela
trabalha com 8 dígitos aparentes e mais 5 dígitos ocultos. E a
sua, quantos dígitos ocultos possui?

SITUAÇÃO-PROBLEMA 11
No Tópico 6 da Unidade Formativa I, falamos sobre o conceito
de constantes na operação. Naquele momento, tratamos apenas
da adição. No Tópico 2 desta unidade formativa mostramos que
isso também pode ser feito com a multiplicação para calcular
potências. Observe como poderíamos efetuar a potência 53:

A partir daqui, cada vez que apertarmos a tecla o valor do


visor será multiplicado por 5, ou seja, estamos fazendo o cál-
culo da potência de cinco, 5n, onde n representa a quantidade
de vezes que apertamos a tecla mais 1.
Agora, utilizando sua calculadora, dê o resultado das seguin-
tes potências:
a) 45 = b) 0.16 = c) 64 =
d) (–3)5 = e) (–2)8 =

SITUAÇÃO-PROBLEMA 12
No Tópico 10 da Unidade Formativa III vimos como calcular
porcentagem utilizando a tecla da calculadora. Veja, ago-
ra, que ela pode nos auxiliar um pouco mais. Analisemos a
seguinte situação:

Guia de estudo – unidade formativa v

199
O negócio de Joana é Esta semana Joana ven- Hoje, Ana vendeu uma
vender calculadoras. Ela deu 30 calculadoras para a calculadora para Rodolfo.
compra direto da fábrica Papelaria do Bairro. Ana, a Como Rodolfo é cliente an-
e as repassa com um dona da Papelaria do Bairro tigo da loja, ela resolveu lhe
acréscimo de 20% sobre revende as calculadoras que conceder um desconto de
o valor da compra. Joana compra de Joana com um 5% sobre o preço de venda
compra cada calculadora acréscimo de 30% sobre da calculadora em
por R$28,00. o valor que paga. sua papelaria.

A) Operando da forma que achar mais conveniente, responda:


a) Por quanto Joana vende cada calculadora?
b) Quanto Joana recebeu de Ana pela compra das 30 calcu-
ladoras?
c) Quanto custa a calculadora na papelaria do bairro?
d) Quanto Rodolfo pagou pela calculadora que comprou?
B) Repita, os mesmos cálculos feitos no item A, utilizando ago-
ra a tecla da calculadora.

Para acrescentar x%
a um valor V
basta fazer: V + x
Para subtrair x% de
um valor
V basta fazer: V – x

Atividade 8
Joana comprou um terreno por R$ 5.400,00 e o revendeu
com um lucro de 12%. Por quanto Joana vendeu o terreno?

Guia de estudo – unidade formativa v

200
Atividade 9
Simone trabalha na papelaria do bairro. Veja o seu contra-
cheque, alguns campos precisam ser preenchidos:

Perceba que, após os 30 dias trabalhados, o salário de Simo-


ne tem alguns descontos: 8% de INSS, 6% de vale transporte
e 2,5% de plano de saúde. Preencha os campos amarelos com
os valores adequados. Qual o valor do salário líquido de Simone
no mês em questão?

Atividade 10
Que tal um jogo bem interessante para que você possa refor-
çar as estratégias de cálculo mental e as estimativas? Trata-se
de um jogo bem simples, e você precisará apenas de um par-
ceiro e uma calculadora. Acompanhe as regras:

1. Objetivo do jogo: acertar um número secreto.


2. Um dos jogadores escreve um número secreto em um pedaço de papel
sem que seu oponente possa ver.
3. O outro jogador “chuta” um número. O primeiro divide esse valor pelo
número secreto e dá o resultado que é anotado na tabela.

Guia de estudo – unidade formativa v

201
4. O Jogador continua “chutando” até que o resultado dê 1, o que significa
que encontrou o número secreto.
5. Em seguida é a vez do segundo jogador escrever um número secreto.
6. Isso é feito por 3 ou mais rodadas a critério da dupla.
7. Ganha o jogo aquele jogador que tiver a menor quantidade de valores
“chutados” em todas as rodadas.
Exemplo:
Primeiro jogador: Número secreto 26.
chute Resultado
Segundo jogador: “chuta” 60.
60 2,3
Primeiro jogador: diz 2,3 que é anota-
30 1,1
do na tabela.
20 0,7
Segundo jogador: “chuta” 30.
Primeiro jogador: diz 1,1 que é anota-
26 1
do na tabela.
Segundo jogador: “chuta” 20.
Primeiro jogador: diz 0,7 que é anotado na tabela.
Segundo jogador: “chuta” 26.
Primeiro jogador: diz 1 que é anotado na tabela.
26 é o número secreto. Passa a vez para o outro jogador.
Convide um amigo para jogar.

Guia de estudo – unidade formativa v

202
5 Potenciação e radiciação
Em momentos anteriores, você teve a oportunidade de estu-
dar as quatro operações aritméticas (adição, subtração, multi- Objetivos:

plicação e divisão) e utilizá-las na resolução de problemas. Para compreender


as proprie-

isso, utilizou algoritmos, cálculo mental, estimativas e a calcu- dades da


potenciação e

ladora. No Tópico 2 desta unidade formativa, você foi apresen- da radiciação;


utilizar essas

tado oficialmente a mais uma operação, a potenciação. Neste propriedades


para efetuar

tópico, vamos ampliar esse estudo e aproveitar para tratar da cálculos


diretos e

operação inversa da potenciação, a radiciação. Você verá como inseridos em


situações-

as duas se relacionam e terá a oportunidade de compreender problema;


compreender

algumas de suas propriedades. a caracterís-


tica inversa
dessas duas
Não deixe de compartilhar com seus colegas experiências operações e
utilizar esses
anteriores sobre o assunto e utilizá-las nas diversas situações conceitos na
resolução
propostas. de algumas
equações do
segundo grau
incompletas.

Situação-problema 13
Uma escola tem 364 alunos. Um deles inventou uma fofoca
e, rapidamente, contou a 3 colegas. Pelo jeito, a fofoca era boa
porque, 10 minutos depois, cada um desses 3 contou a novida-
de a 3 colegas que ainda não conheciam. Assim, cada um que
recebia a notícia sempre transmitia a 3 colegas desinformados,
gastando, para isso, 10 minutos.
Veja como a fofoca se espalha:
Tempo (min) 10 20 30 40 50 60 70
Novos alunos
3 3×3 32 × 3 33 × 3 34 × 3 35 × 3 36 × 3
que ouvem a
ou 31 ou 32 ou 33 ou 34 ou 35 ou 36 ou 37
fofoca

A) Quantos alunos ficaram sabendo do boato no vigésimo


minuto?

Guia de estudo – unidade formativa v

203
B) Quantos alunos ficaram sabendo do boato na primeira meia
hora?

C) Em quantos minutos todos os alunos ficaram sabendo do


boato?

Situação-problema 14
O Triângulo de Sierpinsky (descoberto pelo matemático Wa-
clav Sierpinsky (1882-1969) é uma figura geométrica cons-
truída a partir de um triângulo inicial e uma regra: dividir o
triângulo em 4 partes iguais e retirar a parte central. A cada
triângulo restante é aplicada a mesma regra, infinitas vezes.
Veja o desenho abaixo:

Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5

Complete a tabela a seguir:

Fase Número de triângulos


Para saber 1 1 30 Para saber
Quando o 2 3 31 Quando o
expoente é 2, expoente é 3,
3 9 32
lemos qua- lemos cubo,
drado, assim:
4 assim:
52 é lido 5
5 53 é lido 5
elevado a 6 elevado a
dois ou sim- 7 três ou sim-
plesmente 5 8 plesmente 5
ao quadrado ao cubo
9
10

Guia de estudo – unidade formativa v

204
Situação-problema 15
Nas situações anteriores, a idéia era encontrar o resultado de
uma potência. Mas, se a situação for invertida? Se a pergunta
for, por exemplo, qual é o número que elevado ao quadrado dá
16? Nesse caso, teremos a seguinte situação:
2

? = 16

Pense da mesma forma e complete os quadradinhos abaixo,


sabendo que dentro dos mesmos, você deverá colocar um úni-
co número.
2 2 2

a) = 4 b) =9 c) = 36
2 2 2

d) = 81 e) = 144 f) = 169

Nessa situação-problema você pôde ver que é possível pensar a potenciação


de maneira inversa. Por exemplo, qual é o número que elevado ao quadrado
dá 100?
2

= 100

O número que você colocou no quadradinho é o que denominamos raiz


quadrada de 100 e temos um símbolo para representar esse número. Ob-
serve:
102 = 100 (lemos: 10 elevado ao quadrado é 100)
√100 = 10 (lemos: raiz quadrada de 100 é 10)

Atividade 11
Encontre a raiz quadrada dos números abaixo:
A) = B) =
C) = D) = Você pode utilizar su
a
calculadora para enco
ntrar a
E) = F) = raiz quadrada de um
número.
Basta digitar o valor
e,
G) = em seguida, a tecla
.

Guia de estudo – unidade formativa v

205
Você sabia?
Nem sempre a raiz quadrada de um número natural é um número inteiro.
Por exemplo: . Neste caso, podemos utilizar a calculadora ou atribuir uma
aproximação para o resultado pretendido. Tente, antes de utilizar a calculado-
ra, chegar a um valor aproximado para . Depois, confira com a calculadora
se você fez uma boa aproximação.
Números como pertencem ao conjunto dos números irracionais, isto é,
números que não podem ser escritos em forma de fração.

Atividade 12
Na Unidade Formativa IV, você resolveu equações do primeiro
grau com uma incógnita. Se numa equação com uma incógnita,
a letra aparecer elevada ao quadrado (x2) temos uma equação
do segundo grau. Relembre as estratégias que utilizou para re-
solver equações do primeiro grau e utilize as idéias trabalhadas
neste tópico para resolver as seguintes equações:
A) X2 – 25 = 0
B) X2 – 64 = 0
C) 2X2 – 72 = 0
D) X2 – 169 = 0
1
E) X2 – =0
4

F) 2X2 – 200 = 0
G) 5X2 + 20 = 25

Guia de estudo – unidade formativa v

206
6 Senhas, senhas e mais senhas

Você já se deu conta da quantidade de senhas que preci-


samos memorizar nos dias de hoje? Algumas para o banco e Objetivos:
compreender
outras tantas para a Internet. Algumas delas aceitam números o conceito
de número
e letras, outras, apenas números. As senhas são como uma primo;
identificar
assinatura, são pessoais e intransferíveis e, de preferência, de- múltiplos de
divisores de
vem ser de fácil memorização sem, no entanto, serem fáceis um número,
bem como
de descobrir. Neste tópico, vamos aproveitar o emaranhado de múltiplos
e divisores
números em que nos envolvemos diariamente para falar de comuns a
dois ou mais
números primos, múltiplos e divisores. Para começar, vamos números;
utilizar esses
definir Múltiplo e Divisor de um número: conheci-
mentos em
aplicações
diretas e em
Quando a divisão de situações
um número problema
por outro dá resto ze
Ao multiplicar um número ro, dizemos
diversas.

que o segundo é Di
qualquer por outro número visor do primeiro.
inteiro, obtemos um Múltiplo Ex.: 5 é divisor de
20 porque
do primeiro número. ao dividirmos 20 po
r5
Ex.: 20 é múltiplo de 5, porque temos resto igual a
zero.
20 é o resultado de 5x4.

Situação-problema 16
Há alguns números que têm importante papel na matemática.
Um exemplo deles são os números primos. Trata-se de números
inteiros, positivos, maiores que 1 que possuem apenas dois divi-
sores, o número 1 e ele próprio. Um método simples para listar
números primos foi inventado pelo matemático grego Eratóste-
nes e leva o nome de Crivo de Eratóstenes. Veja como o crivo
funciona e encontre os números primos existentes até 50.

1. Inicialmente, determina-se o maior número a ser checado. Ele correspon-


de à raiz quadrada do valor limite, arredondado para baixo. No caso, a raiz de
50, arredondada para baixo, é 7.
2. Crie uma tabela, como a apresentada nesta atividade, com todos os nú-
meros de 2 até 50.

Guia de estudo – unidade formativa v

207
3. Encontre o primeiro número da lista. Ele é um número primo, 2.
4. Remova da lista todos os múltiplos do número primo encontrado. Nesse
caso, removeríamos 4, 6, 8, 10, …
5. O próximo número da lista que não foi eliminado, também é primo. Repi-
ta o procedimento.
6. No nosso caso, 7 é o último número a ser verificado, conforme determi-
nado inicialmente.
7. Os números que não foram eliminados são todos os números primos até 50.

  2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

Quais são os números primos existentes até 50?

Situação-problema 17
Na Unidade Formativa I, você teve a oportunidade de tra-
balhar com o quadrado mágico, lembra-se? Vamos ver agora
outros tipos de quadrados com números.
Observe o quadrado a seguir, ele possui 4 números.

3 2

7 5

Observe que ao redor de cada quadrado com número exis-


tem outros 8 quadrados sem número.
A) Preencha os quadrados, observando as seguintes regras:

Guia de estudo – unidade formativa v

208
Cada um dos 8 quadrados que rodeiam um número deve
ser preenchido com um múltiplo desse número.
Não é permitido repetir números nos quadrados de mes-
ma cor.
B) Quais os múltiplos que você escolheu para o
2? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, _____
3? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, _____
5? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, _____
7? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, _____

C) Quais os múltiplos comuns entre:


2 e 3? _____, _____, _____
2 e 5? _____, _____, _____
2 e 7? _____, _____, _____
3 e 5? _____, _____, _____
3 e 7? _____, _____, _____
5 e 7? _____, _____, _____

D) Qual o múltiplo comum entre 2, 3, 5 e 7?

Situação-problema 18
No quadrado abaixo o que muda é que você deverá preen-
cher os quadradinhos que rodeiam os números dados com seus
divisores. Lembre-se, não pode haver repetição de números
dentro da mesma cor.

360 240

180 300

Guia de estudo – unidade formativa v

209
A) Quais os divisores que você escolheu para o:
180? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____
240? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____
300? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____
360? ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____, ____

B) Quais os divisores comuns entre:


180 e 240? _____, _____, _____
180 e 300? _____, _____, _____
180 e 360? _____, _____, _____
240 e 300? _____, _____, _____
240 e 360? _____, _____, _____
300 e 360? _____, _____, _____

C) Qual o divisor comum entre 180, 240, 300 e 360? _______

Atividade 13
A) Qual o menor múltiplo comum entre:
5 e 9? _____
5 e 10? _____
9 e 12? _____
10 e 12? _____

Atividade 14
B) Qual o maior divisor comum entre:
60 e 72? _____
60 e 108? _____
72 e 144? _____
108 e 144? _____

Guia de estudo – unidade formativa v

210
7 A álgebra e a
resolução de problemas
Na Unidade Formativa IV, você teve oportunidade de utilizar
letras em fórmulas e generalizações, e na resolução de equa-
Objetivos:
ções. Neste tópico, vamos retomar essas possibilidades de uti- aprimorar a
capacidade de
lização da letra, em problemas diversos. Sempre que neces- reconheci-
mento das
sário, volte aos Tópicos 5, 6, 7 e 8 da Unidade Formativa IV, letras como
incógnitas
para relembrar o que já estudou. Não deixe de compartilhar o e como
variáveis e
que já sabe com seus colegas e professor e de discutir sobre de distinção
entre as duas
suas dúvidas. O processo de construção do raciocínio algébrico situações em
problemas
é gradual e, por isso, é necessário que você não se restrinja diversos.

apenas ao que é apresentado neste material. Traga outras ati-


vidades e problemas para socializar com sua turma.

Situação-problema 19
Para atender às normas de segurança, os bombeiros utilizam
uma fórmula matemática para calcular o tempo de evacuação
de um local, que é definido como o tempo necessário para que
todas as pessoas que ocupam um dado edifício alcancem um
espaço seguro e livre. Em certa cidade, o cálculo para o esva-
ziamento de locais onde não há escada é feito utilizando-se a
fórmula: Te = Ts + Tdh, em que:
TE - Tempo de evacuação em segundos.
TS - Tempo de evacuação pelas saídas do edifício em segundos.
TDH - Tempo de circulação pelas vias horizontais em segundos.

Na prática, essa fórmula se define por algumas característi-


cas do local a evacuar. Assim,
 TS = ET/(LS X CE), sendo:
ET - Efetivo total a evacuar.
LS - Largura total das vias de saída.
CE - Coeficiente de evacuação.

Guia de estudo – unidade formativa v

211
 TDH = LH/VH, sendo:
LH - Maior distância a percorrer na horizontal desde o
ponto mais desfavorável até a saída.
VH - Velocidade de circulação em vias horizontais.

A) Considere os seguintes valores para um local onde ocorrerá


um evento:
ET = 1800 pessoas. LS = 2m.
CE = 1,8 pessoas / m/s. LH = 60 m.
VH = 0,6 m/s.

a) Calcule o TE para esse local.

Situação-problema 20
Você sabe o que é um fractal? Fractal é uma forma geomé-
trica irregular que normalmente está dividida em partes, sendo
que cada parte é uma cópia reduzida da forma toda. A palavra
fractal vem do latim fractus que significa quebrado, partido ou
ainda irregular. Veja alguns exemplos de fractais construídos
em computador a partir de fórmulas matemáticas:
Spiral Flower Epsilon 1 Textura de perlim 8

Fonte: www.fractarte.com.br

Aplicações de Fractais
Os fractais são utilizados em filmes, especialmente de ficção científica (um
exemplo é o filme Star Wars). A principal oportunidade para os profissionais
dessa área é a criação de mundos artificiais e formas novas. Na computa-
ção gráfica, os fractais são utilizados para representar elementos da natureza

Guia de estudo – unidade formativa v

212
como crateras, planetas, costas, superfícies luna-
res, plantas, ondulações em águas, representação
de nuvens, simulação de vôo, geração de tráfego e
animação comportamental em geral.
Além disso, os fractais são utilizados na compu-
tação para criação de softwares de compactação
de imagens, criptografia e decodificação de áudio Paisagem fractal. © K. Musgrave,
Pandromeda.com
de vídeo. Hoje em dia a compactação fractal de
imagens disputa a preferência das empresas por meio do processo JPEG, um
das mais usadas atualmente.
Texto adaptado da apresentação feita pelo prof. Ilydio Pereira de Sá (USS/UERJ) disponível em
http://magiadamatematica.comwp-content/uploads/fractais.pps.

A Curva de Koch é um exemplo de fractal e foi apresentada pelo matemático


sueco Helge Von Koch, em 1904, construindo-a a partir de um segmento de reta.

Perceba na figura que, em cada nova seção é construída uma


nova quantidade de triângulos. Por exemplo, na 1ª Fase é cons-
truído 1 bico triangular, na 2ª Fase, 4 novos bicos. Dessa for-
ma, complete a tabela a seguir com os valores apropriados:
Fase Número de bicos triangulares
1 1 40
2 4 41
3
4
5
6
7
8
9
10
n

Guia de estudo – unidade formativa v

213
Dessa forma, quantos novos bicos triangulares são construí-
dos na 10ª Fase? E na Fase n?

Atividade 15
A) Resolva as seguintes equações:

a)

b)

c)

d)

e)

Atividade 16
Uma empresa possui apenas três diferentes cargos, gerente,
técnicos e operários, e estrutura os salários da seguinte forma:
cada gerente ganha o triplo do que ganha o técnico que por sua
vez ganha o dobro do salário do operário. Nessa empresa há 3
gerentes, 10 técnicos e 32 operários. A empresa gasta mensal-
mente R$ 35.000,00 com pagamento dos seus funcionários. A
partir dessa leitura complete a tabela:

1 operário ganha x 32 operários ganham ________

1 técnico ganha ______ 10 técnicos ganham ________

1 gerente ganha ______ 3 gerentes ganham ________

Total gasto com salário por mês

A) Qual o valor do salário que é pago a cada um dos cargos


nessa empresa?
B) Monte a equação que possibilita encontrar o salário de um
operário e consequentemente ajuda a resolver o problema.

Guia de estudo – unidade formativa v

214
8 CALCULANDO ÁREAS

No Tópico 8 da Unidade Formativa III, você viu como cal-


cular áreas de superfícies retangulares. Neste tópico, vamos Objetivo:
desenvolver
avançar com o cálculo de áreas de outras superfícies planas. as habilida-
des de medir
Vamos ver como calcular áreas de triângulos, paralelogramos e a área de
superfícies
trapézios, bem como deduzir as fórmulas que utilizamos para planas em
forma de tri-
realizar esses cálculos de forma mais rápida. Você verá como ângulos, pa-
ralelogramos
utilizar letras para expressar essas fórmulas e poderá resolver e trapézios;
calcular áreas
problemas que envolvam a aplicação para essas fórmulas. de superfícies
planas
com outras
formas,
por meio
Situação-problema 21 da divisão
em formas
O paralelogramo é um quadrilá- conhecidas.

tero que possui dois pares de lados


paralelos. Observe a figura ao lado:
O segmento h que foi destacado no desenho é a altura do
paralelogramo, ele representa a menor distância entre dois
lados opostos sendo sempre perpendicular a estes lados. Ob-
serve o que ocorre se fizermos um corte exatamente sobre a
linha que representa a altura:

O que você conclui? Qual a fórmula para calcular a área de


um paralelogramo?

SITUAÇÃO-PROBLEMA 22
O triângulo é um polígono com três la-
dos. Veja a figura ao lado. Como no parale-
logramo, h é a altura do triângulo.

Guia de estudo – unidade formativa v

215
Observe ao lado o que ocorre se colo-
carmos um outro triângulo congruente
ao lado do triângulo existente.
Qual o nome da nova figura forma-
da? A área desta figura formada você já
sabe calcular. Qual seria a expressão para determinar a área
do triângulo a partir desta observação?

SITUAÇÃO-PROBLEMA 23
Um trapézio é um quadrilátero que
possui apenas dois lados paralelos, como
mostrado na figura ao lado. Observe que o
trapézio possui duas bases: a base maior
(B) e a base menor (b) e uma altura (h).

Observe ao lado o que ocorre se co-


locarmos um outro trapézio congru-
ente ao lado do trapézio existente.
Qual o nome da nova figura forma-
da? A área dessa nova figura você já
sabe calcular. Qual é, então, a expressão para calcular a área
do trapézio a partir desta observação?

Atividade 17
Para cada figura abaixo, trace a altura (h) relativa à base
(a) utilizando esquadros ou régua e compasso. Com sua régua
meça alturas e bases e, em seguida, calcule a área (A) de cada
uma das figuras. Utilize sua calculadora para os cálculos.

h = ___________________ h = ___________________
a = ___________________ a = ___________________
A = ___________________ A = ___________________

Guia de estudo – unidade formativa v

216
h = ___________________
h = ___________________ b = ___________________
a = ___________________ B = ___________________
A = ___________________ A = ___________________

Atividade 18
Calcule as áreas dos quartos e da varanda que aparecem na
planta baixa. Considere as medidas em metros:

Atividade 19
A figura a seguir apresenta duas linhas paralelas. Sobre uma
estão os pontos A e B e sobre a outra os pontos C, D, E e F.

Forme os triângulos CAB, DAB, EAB e FAB unindo três pon-


tos. O que podemos dizer a respeito das áreas dos quatro tri-
ângulos formados?

Guia de estudo – unidade formativa v

217
9 Instrumentos de medidas
Nos dias atuais, efetuar medidas com precisão cada vez maior
é um desafio tecnológico. Essa necessidade é tão grande que
até há um ramo específico da ciência para tratar do assunto,
a Metrologia. A escolha dos aparelhos de medição depende do
Objetivo:
compreender

objeto e do tamanho a ser medido. Pode-se, por exemplo, me-


as unidades
utilizadas

dir com precisão o tamanho de uma bactéria e o diâmetro da


para medir
diferentes

lua. Você já utilizou, certamente, alguns instrumentos de me-


grandezas;
realizar as

dida, como régua, balança, relógio. Em alguns momentos de


transforma-
ções entre

seus estudos conheceu e utilizou algumas unidades de medidas


as unidades
mais utiliza-

de comprimento, de área, de volume, de massa e de tempo.


das; valer-se
das diferentes

Até mesmo realizou medidas utilizando seu próprio corpo. Nes-


unidades
de medida

te tópico, vamos aprofundar um pouco mais os estudos das


em diversas
situações.

medidas, focalizando alguns equipamentos utilizados ao longo


da história da humanidade para auxiliar na obtenção de dados
cada vez mais precisos.
Alguns instrumentos de
medida de comprimento: SITUAÇÃO-PROBLEMA 24
Não há um equipamento especí-
fico para se medirem áreas. As di-
mensões respectivas são calculadas
a partir de outras medidas especial-
mente as de comprimento, que são
Paquímetro: Utilizado para medidas de
pequenas espessuras. essenciais para esse fim. No Tópico
Fonte: www.oficinadanet.com.br
5 da Unidade Formativa III, já men-
cionamos o metro e as unidades
dele derivadas. Nesta unidade, fala-
mos da polegada.
No tópico anterior, retomamos os
estudos sobre áreas, cuja principal
unidade de medida é o metro qua-
Distanciômetro: Dispositivo eletrônico utilizado drado (m2). Assim como no caso do
para determinação de distâncias acima de 50m.
Fonte: www.leica.com
metro, há outras unidades derivadas

Guia de estudo – unidade formativa v

218
do m2. Na figura a seguir, representamos um metro quadrado
na escala de 1:10 (você já estudou esse assunto no Tópico 6 da
Unidade Formativa IV, confira!), cujos lados foram divididos em
10 partes iguais. Foram traçadas linhas paralelas formando qua-
drículas. Cada quadrícula é um quadrado que, “na escala”, tem 1
dm de lado. A superfície destes quadradinhos seriam 1 dm2.

A) Quantos quadrados de 1dm2 tem a figura?


B) Que fração do m2 representa 1 dm2?
C) Construa um quadrado de 1dm2 de tamanho real em uma
folha de papel milimetrado. Divida o quadrado criado em qua-
dradinhos de 1cm2.
D) Que fração do dm2 representa 1 cm2?
E) Quantos quadradinhos de 1cm2 cabem no quadrado de 1dm2?
F) Quantos quadradinhos de 1mm2 caberiam em um quadrado
de 1cm2?

Guia de estudo – unidade formativa v

219
G) Agora complete os espaços:
a) 1 m2 = _____ dm2
b) 1 dm2 = _____ cm2
c) 1 cm2 = _____ mm2

SITUAÇÃO-PROBLEMA 25
Balanças A massa é uma medi-
da que é popularmente
chamada de peso, em-
bora massa e peso não
sejam a mesma coisa.
Antigamente costumá-
vamos pesar, ou medir
Balança de pratos Balança dgital a massa principalmente
Fonte: www.esab.pt/antiga/ Fonte: http://pa.quebarato.
museu_virtual/fisica/balancas/ com.br/ de alimentos, utilizando
uma balança de pratos.
Hoje em dia, nós recorremos a balanças digitais.
A unidade de medida de massa mais utilizada é quilograma
(kg), mas há outras como, por exemplo, o grama, a tonelada e
a arroba.
A) 1 quilograma tem 1.000 gramas, 1 tonelada equivale a
1.000 quilogramas. Logo, 1 tonelada tem __________ gramas
que pode ser escrita como 10 . □
B) No Brasil, a arroba é utilizada para pesar porcos e gado bo-
vino. Equivale a 14,689 kg, sendo muitas vezes arredondada
para 15kg. Em um período de 30 meses, estima-se que um
bezerro de 6 arrobas possa chegar a atingir 19 arrobas.
a) Quantos quilogramas o bezerro engorda no período?
b) Quantos quilogramas, em média, ele engorda por mês?

SITUAÇÃO-PROBLEMA 26
A medida de tempo se baseia no movimento de rotação da
terra. As unidades de medida do tempo talvez sejam as mais
utilizadas em nosso dia-a-dia. Vamos aqui nos deter nas uni-
dades de tempos pequenos, tal como fizemos no Tópico 5 da
Unidade Formativa III. Observe a notícia a seguir:

Guia de estudo – unidade formativa v

220
O brasileiro Felipe Massa largará da pole position no Grande Prêmio do Brasil
de Fórmula 1 de 2008, em Interlagos.
Massa fez o melhor tempo nos treinos de classificação ao conseguir
1min12s368 com sua Ferrari.
Fonte: www.atarde.com.br

A) Escreva, por extenso, o tempo feito por Felipe Massa.

B) Como se escreveria o tempo do brasileiro utilizando somen-


te segundos como unidade de medida?

Atividade 20
Determine a soma de 0,018 km + 3421 dm + 0,054 hm,
dando o resultado em metros.

Atividade 21
O perímetro de um triângulo é 0,097 m e dois de seus lados
medem 0,21 dm e 42 mm. Determine a medida do terceiro
lado, em centímetros.

Atividade 22
Outra unidade de medida de área muito utilizada, principal-
mente em medidas de propriedades rurais é o hectare. Um
hectare é equivalente à medida da área de um quadrado de
lado igual a 100m. Quantos metros quadrados mede um terre-
no com 4,5 hectares?

Atividade 23
Estima-se que o brasileiro fica, em média, 24 horas por mês
acessando a internet. Isso dá uma média de quanto tempo por
dia? Dê a sua resposta em minutos.

Guia de estudo – unidade formativa v

221
10 Pesquisando
para conhecer melhor
No Tópico 9 da Unidade Formativa IV, você teve a oportunidade
Objetivo:
recordar
de fazer uma pesquisa de campo e, assim, conhecer um pouco
alguns
assuntos
melhor a sua turma. Vamos agora retomar esse assunto tão im-
relacionados
ao trata-
portante e tão utilizado em vários setores de nossa sociedade.
mento da
informação;
Aproveitaremos para utilizar um instrumento que é novidade para
aprimorar a
capacidade de
você, o transferidor. Com ele, você aprenderá a medir ângulos e
ler e construir
tabelas e grá-
poderá produzir gráficos de setores (tipo pizza). Aproveite para
ficos; realizar
pequenas
rever as atividades das unidades formativas anteriores que têm
pesquisas
estatísticas.
relação com o campo da matemática denominado “Tratamento da
Informação”. Esse campo é o responsável pelo estudo de gráficos,
tabelas, pesquisas estatísticas e cálculo de probabilidades.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 27
Nosso país é muito grande,
possui 26 estados e um Distri-
to Federal. Você conhece todos
os estados brasileiros? Eles se
diferenciam no tamanho e na
quantidade de pessoas que vi-
vem neles. Uma das formas de
percebermos essa diferença é a
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_estados_
do_brasil_por_densidade_demogr%C3%A1fica
análise da densidade demográ-
fica. Você sabe o que é densi-
dade demográfica? Pesquise e discuta com seus colegas. O mapa
a seguir ilustra as densidades demográficas (pessoas por quilô-
metro quadrado) nos estados brasileiros e no Distrito Federal:
A) Baseado na contagem populacional do IBGE de 2007, ob-
serve o mapa e responda:
a) Cite um estado brasileiro que possui uma das mais altas
densidades demográficas do Brasil.
b) Cite um estado brasileiro que possui uma das mais baixas
densidades demográficas do Brasil.

Guia de estudo – unidade formativa v

222
c) Cite um estado brasileiro que possui uma densidade de-
mográfica intermediária.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 28
A tabela abaixo mostra o aumento da população brasileira desde
o censo de 1940 até a contagem populacional de 2000. Observe:
Tabela – População residente, urbana e rural,
do Brasil – 1940/2000 (milhões de habitantes)
Ano Urbano Rural Total
1940 13 28 41
1950 19 33 52
1960 31 39 70
1970 52 41 93
1980 80 39 119
1991 111 36 147
1996 123 34 157
2000 138 32 170
Fonte: Até 1996: Anuário Estatístico do Brasil 1997. RJ: IBGE ,v. 57, p. 2/14 – 2/15, 1998.
2000: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/index.htm. Acesso em 30/07/2008.

A) Com base na tabela, vamos construir um gráfico de colunas


diferente. Você deverá fazer uma coluna com duas cores di-
ferentes para cada ano: uma
representando a população
urbana e outra representan-
do a população rural. Faça
as aproximações necessárias
para marcar valores termina-
dos em 1, 2, 3 ou 4.
B) Responda:
a) A população brasileira tem
crescido sempre no mesmo rit-
mo? Explique a sua resposta.
b) Faça um pequeno texto
sobre o que, segundo você
percebeu, tem acontecido
com a população brasileira,
ao longo dos anos. Conside-
Fonte: Até 1996: Anuário estatístico do Brasil 1997. RJ:
rando a relação entre popula- IBGE, v. 57, p. 2-14 – 2-15, 1998. 2000: http://www.ibge.
ção urbana e rural, compare gov.br/ibgeteen/index.htm. Acesso em 30/07/2008.

Guia de estudo – unidade formativa v

223
o que acontecia antigamente com o que acontece agora, e faça
uma análise de como ocorreu o crescimento antes da década
de 1970 e depois dela.

SITUAÇÃO-PROBLEMA 29
Na turma do ProJovem Urbano de uma cidade brasileira, foi
feita uma pesquisa para saber quantas pessoas tem acesso à
internet. Os resultados foram organizados na tabela seguinte:
Resposta Freqüência Porcentagem
Não tem acesso à internet 30 30%
Usa a internet eventualmente 50 50%
Usa a internet frequentemente 20 20%
Total 100 100%

A) Construa um gráfico de setores (tipo pizza) para represen-


tar os resultados. Siga os passos:
a) Faça um círculo com o seu compasso;
b) Divida os 360º (que representam uma volta completa), de
acordo com os resultados da pesquisa;
30% de 360º = ___________
50% de 360º =___________
20% de 360º = __________
c) Marque o raio como mos- Para esta
trado na figura ao lado e, a par- atividade você
tir dele, meça os ângulos encon- precisará de
um transferidor
trados sucessivamente.

Atividade 24
Que tal saber um pouco sobre o conhecimento de informática
da sua turma ou das pessoas que moram em seu bairro? Pense
em questões sobre assuntos que gostaria de conhecer, faça a
pesquisa, monte a tabela e represente em um gráfico de seto-
res. Só não se esqueça de uma coisa, o gráfico de setores é in-
teressante quando a pesquisa tem poucas respostas, portanto,
quando for pensar nos itens de cada questão, tente colocar no
máximo 5 possibilidades de respostas.
Bom trabalho e até a próxima unidade formativa!

Guia de estudo – unidade formativa v

224
d a
i a s a
ê n c r e z
ci t u
na
Caro(a) Estudante,
Nesta unidade, vamos dar continuidade aos estudos das Ciên-
cias da Natureza e conhecer os modos como sua aplicação influen-
cia o dia-a-dia das pessoas. O eixo estruturante desta unidade é
Juventude e Tecnologia. Assim, você vai aprender como a Hu-
manidade tem produzido novos materiais e obtido diferentes tipos
de energia a partir de materiais da Natureza, os chamados recur-
sos naturais. Compreenderá os artefatos tecnológicos que utilizam
energia elétrica, as transformações de energia, a distribuição da
energia elétrica, focalizando as instalações elétricas residenciais e
os motores elétricos.
Na Unidade V, abordaremos também o comprometimento am-
biental, os riscos e problemas para a vida no planeta que são cau-
sados pelo uso indevido da tecnologia, ao mesmo tempo em que
mostraremos como o uso correto da tecnologia pode possibilitar
avanços na qualidade de vida e na preservação do equilíbrio am-
biental. Você vai compreender os procedimentos tecnológicos utili-
zados pelo homem e seus fundamentos científicos. Para tal, utiliza-
remos conceitos da Química, Biologia e Física.
As atividades instigarão você a aplicar o seu conhecimento em
situações novas e lhe darão possibilidade de conferir sua aprendiza-
gem. Muitas delas propõem a resolução de problemas por meio do
trabalho coletivo.
O importante é que, ao longo do seu estudo no ProJovem Urbano,
você consiga ter um outro olhar sobre fatos e problemas do dia-a-dia.
Desejamos que você faça um bom trabalho e passe a entender
melhor como a tecnologia influencia a vida dos jovens e de todas as
pessoas.

Guia de estudo – unidade formativa v

227
1 Petróleo: recurso energético
e fonte de matéria-prima

Em unidades anteriores, você estudou que um dos meios


para obtermos energia é a combustão. Também viu que dife- Objetivos:
compreender
rentes combustíveis têm poder calorífico diferente. Lembra-se a importância
do petróleo
do rendimento comparado de alguns combustíveis? na atual
sociedade;

No Brasil, vários combustíveis têm sido usados: gás liquefeito descrever


o processo

do petróleo (GLP), gasolina, óleo diesel, gás natural, biodiesel, básico de


refinação do

carvão, lenha, álcool. Com você já estudou, cada um deles tem petróleo; e
identificar

um poder calorífico diferente. Já se perguntou a origem destes seus sub-


produtos.

combustíveis?

Atividade 1
Indique a origem dos seguintes combustíveis:
Combustível Origem
Gás liquefeito de petróleo (GLP)
Gasolina com 20% de álcool
Óleo diesel
Biodiesel de dendê
Carvão metalúrgico nacional
Gás natural úmido (kcal/m3)
Álcool anidro
Lenha

Como você deve ter respondido, vários deles vêm do petró-


leo. O que é o petróleo?
Petróleo é um material viscoso, de cor escura. É uma mistura
líquida de hidrocarbonetos, compostos que contém átomos de
C (carbono) e H (hidrogênio), e em menor quantidade, com-
postos contendo enxofre, nitrogênio e oxigênio.
Em 2006, o petróleo e seus derivados contribuíram com
37,7% da oferta interna de energia, no Brasil. Dados da Pe-
trobrás indicam que os principais combustíveis extraídos do

Guia de estudo – unidade formativa v

229
petróleo são: gasolinas, gás natural e GLP, óleo diesel, óleo
combustível, querosene de aviação, Bunker (combustíveis ma-
rítimos). http://www.anp.gov.br/conheca/anuario_2008.asp
A produção brasileira desses combustíveis evoluiu nos últi-
mos dez anos, conforme você pode ver na Tabela 1.

Tabela 1
Combustíveis obtidos a partir do petróleo, no Brasil, na última década.
Derivados Produção (mil m3)
de petróleo 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007

Total 88.123 92.243 94.041 99.191 96.845 97.778 103.285 104.983 106.852 110.011

Energéticos 75.603 76.570 77.681 83.486 81.909 82.737 88.176 89.510 90.496 92.389

Gasolina A 19.591 18.364 18.576 19.930 19.407 18.537 18.583 19.978 21.330 21.599
Gasolina
109 96 85 93 71 72 80 70 65 62
de aviação
GLP 6.939 7.296 8.134 8.788 9.100 10.076 10.361 11.691 11.384 11.993
Óleo
15.772 15.558 16.066 17.525 16.360 15.685 16.497 15.075 15.112 15.390
combustível
Óleo diesel 29.351 31.447 30.780 33.078 32.991 34.153 38.252 38.396 38.660 39.089
Querosene
76 86 200 228 227 193 113 50 38 25
iluminante
Fonte:http://www.anp.gov.br/conheca/anuario_2008.asp

Atividade 2
A) O que você pode concluir da leitura da Tabela 1 a respeito
dos dados da produção de energéticos no Brasil, analisando o
período compreendido entre 1998 e 2007?
B) Qual o derivado de petróleo que teve maior volume de pro-
dução em 2007?
C) Podemos dizer que, no Brasil, houve expansão ou redução
do uso de combustíveis obtidos a partir do petróleo, nos últi-
mos dez anos?
Como obter combustível a partir do petróleo?

Do petróleo à gasolina
O petróleo é extraído do subsolo, no mar ou em terra firme,
e transportado para as refinarias. Nesses locais, faz-se a se-
paração dos vários componentes do petróleo, que se chamam
subprodutos. O processo utilizado é a destilação fracionada,
conhecida como refinação do petróleo.

Guia de estudo – unidade formativa v

230
A destilação fracionada é um processo de separação de mistu-
ras líquidas cujos componentes têm pontos de ebulição diferen- Ponto de
Ebulição é a

tes, como é o caso do petróleo. O vapor de petróleo é introduzido temperatura


em que uma

na torre de destilação, ou coluna de fracionamento, que pos- substância


pura passa

sui diferentes bandejas. As temperaturas das bandejas variam, do estado


líquido para

sendo que no topo da torre ficam as de temperaturas menores. o de vapor.

Quando o petróleo é aquecido, os compostos mais pesados ficam


no fundo e os mais leves são vaporizados e sobem na coluna de
fracionamento. Os vapores que atingem bandejas com tempe-
raturas inferiores ao
Imagem 1
seu ponto de ebuli-
Esquema de uma refinaria de petróleo ção condensam-se
Torre de
e saem da coluna.
fracionamento
Os vapores não con-
densados passam
Bandeja para bandejas supe-
riores até encontrar
bandejas nas quais
se tornem líquidos.
Fornalha

Bandeja
Na tabela a seguir
encontramos o pon-
Petróleo
Vapor de
Petróleo to de ebulição das
diferentes frações
do petróleo.

Tabela 2 – Frações do petróleo obtidas por meio da destilação


Faixa de ponto de
Fração Usos característicos
ebulição (0C)
Gás -160 a 30 Combustível gasoso
Éter de petróleo 30 a 90 Solvente, lavagem a seco
Gasolina 30 a 200 Combustível de motores
Querosene 175 a 275 Combustível para avião
Óleos lubrificantes 350 para cima Lubrificação
Graxas Semi sólidos Lubrificação
Piche Resíduo Pavimentação
Fonte: Subsídios para a implementação da Proposta
Curricular de Química para o segundo grau SE/SP,1979.

Guia de estudo – unidade formativa v

231
Atividade 3
Depois de analisar a Tabela 2 e o esquema da refinaria de
petróleo, escreva um parágrafo explicando como se obtém a
gasolina.

O petróleo como fonte de diferentes matérias-primas:


os subprodutos do petróleo
Temos a impressão de que nossas dificuldades com o possí-
vel término das reservas de petróleo no mundo estão ligadas à
nossa necessidade de obter combustíveis, mas nem podemos
avaliar o que seria desta nossa civilização sem os subprodu-
tos do petróleo que são matéria-prima para inúmeros produtos
que utilizamos em nossas vidas. Dados da Petrobrás indicam
que, além dos combustíveis antes citados, no Brasil, têm sido
extraídos do petróleo, nas refinarias, por meio da destilação
fracionada, os seguintes subprodutos: (i) lubrificantes: óleos
lubrificantes minerais, óleos lubrificantes graxos, óleos lubrifi-
cantes sintéticos, composição betuminosa; (ii) insumos para
a Petroquímica: Nafta, Gasóleo. (iii) produtos especiais:
solventes, parafinas, asfalto, coque.
Pense no seu dia-a-dia: a imensa quantidade de plásticos, os
tecidos sintéticos, as tintas das paredes, a goma de mascar...
Tudo vem do petróleo!

Guia de estudo – unidade formativa v

232
2 Combustíveis fósseis

No tópico anterior, estudamos o petróleo como recurso


energético e fonte de matéria-prima. Neste segundo tó- Objetivos:

pico, vamos focalizá-lo como combustível fóssil, ao lado identificar


os principais

de outros, como o gás natural e o carvão. combustí-


veis fósseis
utilizados no
Os combustíveis fósseis são recursos naturais, mas não são Brasil; des-
crever suas
renováveis, visto que sua formação requer um tempo muito propriedades,
utilização e
mais longo do que a existência humana. Os combustíveis são obtenção.

substâncias que, ao serem oxidadas pela combustão, produzem


energia. Você já estudou a combustão no Tópico 10 da Unidade
Formativa I, lembra-se? Na imprensa encontramos muitas no-
tícias sobre combustíveis. Os cientistas também estão preocu-
pados com os combustíveis fósseis, pois suas jazidas são finitas
e seu uso tem produzido poluição ambiental.
Estudos de uma agência internacional de energia (IEA) indi-
cam que, em 2030, 82% da demanda de energia primária, no
mundo, será atendida por combustíveis fósseis. Há indicadores
de que a demanda de energia pela população está aumentan-
do ano a ano. Há busca de novas tecnologias para extração
e uso dos combustíveis fósseis,
mas também se pesquisam no- Gráfico 1
vos combustíveis, os chamados
renováveis, como o biodiesel, o
etanol de cana de açúcar etc.
Se analisarmos a oferta de
energia no Brasil, em 2007, per-
ceberemos a importância dos
combustíveis fósseis e a necessi-
dade de conhecê-los melhor.
Veja, no Gráfico 1, ao lado, a
oferta interna de energia do Bra-
sil, em 2007.

Guia de estudo – unidade formativa v

233
Atividade 4
A) Reúna-se com seus colegas, analise o gráfico e verifique a
porcentagem de combustíveis fósseis na oferta brasileira inter-
na de energia, em 2007.
B) Responda: qual o tipo de energia que predomina no consu-
mo brasileiro?
Nossa oferta interna indica que os principais combustíveis
fósseis que utilizamos são: petróleo e derivados, gás natural e
carvão mineral e derivados. Vamos compreender as caracterís-
ticas de cada um?

Gás natural
O gás natural é uma mistura gasosa composta principalmen-
te pelo gás metano cuja fórmula é CH4. Isso indica que é uma
substância cuja molécula contém um átomo de C (carbono) e
quatro átomos de H (hidrogênio). O gás natural contém tam-
bém os gases etano, propano e butano, além de impurezas.
Reveja o gráfico referente à oferta de energia no Brasil, em
2007. Qual foi a oferta interna de gás natural no Brasil? Você
deve ter constatado que ela correspondeu a 9,3% do total de
energia. Mas há estudos da demanda mundial que indicam um
crescimento do uso desse combustível.

Gás natural como fonte de energia


O uso do gás natural como combustível pode ser representa-
do pela equação abaixo:
Combustão do gás metano
CH4 + 2 O2  CO2 + 2 H2O
metano oxigênio gás carbônico água

REAGENTES PRODUTOS

Como podemos observar, um dos produtos da combustão do


gás metano é o gás carbônico, um gás que contribui para a
produção do efeito estufa, ligado ao tão falado aquecimento
global. Você vai estudar esse efeito, com detalhes, na Unidade
Formativa VI. Mas, de qualquer maneira, o gás natural tem sido

Guia de estudo – unidade formativa v

234
chamado de combustível limpo, pois a poluição que gera é mui-
to menor se comparada com a de outros combustíveis fosseis.
O poder calorífico do gás natural é da ordem de 9.500 kcal/
m3, ou seja, a queima de 1 m3 de Imagem 2
gás natural gera aproximadamente Usina de gás natural
9.500 Kcal. Como fonte de energia

Thiago Guimarães/Secom
tem sido utilizado nas siderúrgicas e
também na geração de energia elé-
trica, nas termelétricas.

Gás natural como fonte


de matéria-prima
O gás natural também é fonte de
matéria-prima para a indústria pe-
troquímica e para a indústria de fer-
tilizantes. No Brasil 7,2% do uso do
Imagem 3
gás natural é como fonte de matéria-
Mina de carvão mineral
prima. A partir do gás natural podem

Arquivo=248
arquivo.asp?IDBancoArquivo
http://www.dnpm.gov.br/mostra_
ser produzidos produtos básicos para
a indústria química, como metanol,
amônia, eteno, propano entre outros.
Por exemplo, a partir do gás etano
(presente no gás natural) pode ser
obtido o gás eteno que é matéria-
prima para a obtenção de polietileno,
um plástico muito utilizado.

Atividade 5
Numa reportagem, o jornalista afirmou que o gás natural é
um combustível limpo e, portanto, não emite qualquer tipo de
poluente. Analisando os produtos da combustão do gás natural,
avalie a resposta desse profissional. Registre sua conclusão em
um pequeno texto.

Carvão mineral
O carvão mineral, ou simples mente carvão, é um combustí-
vel fóssil, formado a partir da decomposição de materiais orgâ-
nicos, ao longo do tempo, nas bacias sedimentares. O carvão

Guia de estudo – unidade formativa v

235
é um complexo material, sólido, composto principalmente de C
(Carbono), mas, contém outros elementos como H (Hidrogê-
nio), S (enxofre), N (nitrogênio) e até alguns metais. Quanto
maior sua porcentagem de carbono, mais valioso ele se torna.
O carvão é muito utilizado em vários países para o aqueci-
mento de residências e é muito utilizado em siderúrgicas nos
fornos para aquecimento.

Carvão como fonte de energia


O uso do carvão como combustível pode ser representado
pela equação a seguir:
Combustão do carvão mineral
2C + O2  2CO2 + calor
carvão oxigênio gás carbônico

REAGENTES PRODUTOS

O carvão também pode sofrer combustão incompleta, quan-


do se limita a quantidade de ar presente no processo.
Combustão incompleta do carvão mineral
2C + O2  2CO + calor
carvão oxigênio gás monóxido de carbônico

REAGENTES PRODUTOS

Nesse último caso, há formação de monóxido de carbono.


Esse, como você estudou anteriormente, é um gás incolor, ino-
doro, e altamente tóxico. Por isso dizemos que é um perigo
silencioso.
O poder calorífico do carvão é da ordem de 4.080 Kcal/Kg, ou
seja, a queima de 1 Kg gera aproximadamente 4.080 Kcal.

Atividade 6
Analise a reportagem da Agência Brasil e redija um parágra-
fo expressando sua opinião sobre a nova política adotada em
relação ao carvão.

Guia de estudo – unidade formativa v

236
Ministério estuda aumento da participação
do carvão mineral na matriz energética
Rio de Janeiro - O Ministério da Ciência e Tecnologia pretende investir
cerca de R$ 3,5 milhões em pesquisas no setor de carvão mineral, cuja ati-
vidade foi reduzida desde a década de 80. Um comitê gestor foi criado para
impulsionar o projeto, cuja etapa inicial é a de consolidação dos laboratórios
existentes na área.
O objetivo, segundo o engenheiro Antonio Campos, especialista em trata-
mento de minério e carvão, e representante do Centro de Tecnologia Mineral
(Cetem) no comitê, é ampliar a participação do produto na matriz energética,
dos atuais 2% para 5%, até 2015.
Essa retomada, explicou, se deve à alta do petróleo no mercado interna-
cional e, também, aos problemas com o fornecimento do gás boliviano. Com
isso, acrescentou, o governo está prevenindo um eventual “apagão” e também
“preparando a independência do gás da Bolívia e do petróleo, por exemplo”.
Como a pesquisa nessa área ficou paralisada por muito tempo, os labora-
tórios terão que ser atualizados e modernizados. [...] O Brasil acabou ficando
apenas com o carvão energético ou mineral, cuja produção era destinada às
usinas termelétricas, cimenteiras e à indústria de papel e celulose, entre outros
usos. “Por isso é que se fala da retomada do carvão, porque o carvão metalúr-
gico acabou e ficou só o carvão energético”, destacou o especialista.
Os equipamentos que serão adquiridos para os laboratórios e as indústrias
terão de adotar a chamada tecnologia limpa, não poluidora.
Alana Gandra, repórter da Agência Brasil.

Guia de estudo – unidade formativa v

237
3 Os combustíveis e
a poluição atmosférica
Atualmente a imprensa tem colocado em evidência o pro-
Objetivo:
blema da poluição ambiental, que se relaciona com o uso dos
identificar
os principais
combustíveis fósseis, que estudamos nos Tópicos 1 e 2. Neste
poluentes do
ar atmosférico
tópico, vamos ver como e por que isso acontece.
e os danos
que ocasio- Leia a reportagem a seguir.
nam à saúde
do homem
e ao meio Poluição depende de municípios, diz Goldemberg
ambiente.
Carlos Rangel
O presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Federação do Comércio
do Estado de São Paulo, José Goldemberg, afirmou que “evitar ou limpar a su-
jeira causada pela poluição custa praticamente a mesma coisa, cerca de 1% do
Produto Interno Bruto mundial”. Ao debater a redução da degradação ambien-
tal e as possibilidades de utilização do lixo orgânico, ao lado do responsável
pelos serviços de apoio e reciclagem da Companhia de Entrepostos e Armazéns
Gerais de São Paulo (Ceagesp), Luciano Legaspe, o especialista destacou os
vários estágios em que a poluição pode ser combatida.
Goldemberg alertou que a causa clara da mudança do clima é o uso de com-
bustíveis fósseis. Para atuar nesta questão é possível trilhar dois caminhos:
corrigir o problema ou atuar diretamente na causa da poluição ambiental. Para
minimizar os impactos do uso de combustíveis fósseis seria necessária a insta-
lação de filtros nas indústrias e outras medidas. Já para eliminar a causa da po-
luição global seria necessário reduzir o uso de combustíveis fósseis, substituin-
do-os por fontes renováveis de energia, informa a assessoria da federação.
Quanto às questões locais, Goldemberg disse que é fundamental que os
prefeitos adotem políticas públicas, incluindo parcerias, no caso de São Paulo,
com a Cetesb, para a redução do problema. (...) O professor esclareceu que o
que rege o combate à poluição é o princípio do poluidor pagador, adotado em
1972 pela Comunidade Européia: se uma empresa polui, ela é que deve adotar
medidas que reduzam a emissão de poluentes.
http://invertia.terra.com.br/carbono/interna/0,OI1925492-EI8940,00.html
Acesso: sexta feira, 21 de setembro de 2007.

Atividade 7
A) Quais as soluções propostas pelo autor para resolver os pro-
blemas causados pelo uso dos combustíveis fósseis?

Guia de estudo – unidade formativa v

238
B) Em seu município quais os usos dos combustíveis fósseis?
(veículos, indústrias, residências etc.) Reveja seus apontamen-
tos dos tópicos anteriores.

A queima dos combustíveis fósseis produz substâncias que


são consideradas poluentes. Você já se perguntou o que são
poluentes?

“São considerados poluentes quaisquer substâncias presentes no ar que,


pela sua concentração, possam torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde,
causando inconveniente ao bem estar público, danos aos materiais, à fauna e
à flora ou prejuízo à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades
normais da comunidade”. (CETESB)

Tabela 3
Principais poluentes atmosféricos
Poluentes Principais fontes Conseqüências
SO2 Queima de óleo diesel, -Formação de chuva ácida.
Dióxido óleo combustível indus- -Redução da visibilidade na atmosfera.
de enxofre. trial e gasolina. -Problemas respiratórios.
CO Por sua afinidade com a hemoglobina, maior
Queima incompleta de
Monóxido que a do O2, pode provocar dor de cabeça,
combustíveis fósseis.
de carbono. vômitos, inconsciência e até morte.
NO Sob a ação da luz, origina NO2 que tem
Formado pela combustão
Monóxido de papel importante na formação de oxidantes
de combustíveis fósseis.
nitrogênio. como o O3.
O3 Formado pela combustão Ataca as proteínas, destrói micror-ganismos
Ozônio. de combustíveis fósseis. e prejudica o crescimento de vegetais.
Material parti-
culado, mistura Formado pela combustão
-Prejudica a visibilidade.
de compostos de combustíveis fósseis
-Prejudica a saúde.
no estado sóli- indústrias, poeiras.
do ou líquido.

Guia de estudo – unidade formativa v

239
Será que todos os combustíveis fósseis produzem poluentes?
Os principais combustíveis fósseis que já estudamos são:
gasolina, óleo diesel, carvão mineral, gás natural. Dependen-
do da tecnologia utilizada no uso de cada um deles, o mo-
tor produzirá mais ou menos poluição. Veja as reações da
combustão de gasolina. Sabe-se que a gasolina não é uma
substância pura, mas uma mistura de hidrocarbonetos com
fórmula C8H8.
Conforme a regulagem do motor a combustão será completa
ou incompleta.

a) combustão completa
C8H8 (l) + 25/2 O2(g)  8 CO2 (g) + 9 H20 (v)
gasolina oxigênio gás carbônico vapor d’água

b) combustão incompleta
C8H8 (l) + 17/2 O2(g)  8 CO (g) + 9 H20 (v)
gasolina oxigênio monóxido de carbônico vapor d’água

c) combustão incompleta
C8H8 (l) + 9/2 O2 (g)  8 C (s) + 9 H20(v)
gasolina oxigênio fuligem vapor d’água

Atividade 8
A) Liste os produtos:
a) da combustão completa.

b) da combustão incompleta.

B) Comparando com a Tabela 3, quais seriam considerados po-


luentes e quais as conseqüências de seu uso?

Guia de estudo – unidade formativa v

240
C) O que polui mais: a combustão completa ou incompleta?
Justifique.

Nos motores dos carros, geralmente é introduzida uma mis-


tura de gasolina, etanol, oxigênio e nitrogênio do ar, além de
impurezas da gasolina, geralmente compostos de enxofre. Veja
o que é emitido para o meio ambiente:
Substâncias introduzidas Substâncias expelidas para
no motor do carro o meio ambiente
Gás carbônico
Monóxido de carbono
Fuligem
Gasolina
Etanol Óxidos de enxofre
Compostos de Enxofre Óxidos de nitrogênio
Oxigênio e nitrogênio do ar
Ozônio
Hidrocarbonetos não queimados
Água e outros compostos residuais

Veja que horror! Mas foi pior... Nos motores dos veículos,
era introduzido um aditivo para fazer render mais a gasolina,
o chumbo tetraetila. E nós respirávamos chumbo, que é ex-
tremamente tóxico! Pode acreditar. É isso mesmo: havia tam-
bém chumbo na poluição atmosférica. Atualmente, em vez de
chumbo, utiliza-se etanol.

Guia de estudo – unidade formativa v

241
O carvão mineral é o mais poluente dos combustíveis. A ex-
tração dessa substância gera problemas ambientais, afetando
o relevo circunvizinho, o solo e os recursos hídricos. A abertura
dos poços utilizando retroescavadeiras provoca a poluição at-
mosférica por meio da emissão de SO2, CO, NO e outros po-
luentes. A drenagem das minas de carvão lança substâncias
sulfurosas nos arredores diminuindo brutalmente o pH, no local
da drenagem. O beneficiamento do carvão gera resíduos sóli-
dos e líquidos que são lançados em barragens ou nos cursos
de água. Os trabalhadores das minas e seus familiares também
são afetados pelas poeiras emanadas do local. Sofrem de do-
enças respiratórias, como bronquite, asma, enfisema pulmonar
e outras. Quando queimado, o carvão expele para o ar vários
poluentes: CO, SO2, NO2, fuligem, CO2 etc.
Entre os combustíveis fósseis, o menos poluente é o gás
natural. Mas também ele produz gás carbônico, que provoca o
efeito estufa, como vimos anteriormente.

A poluição tem solução?


Veja algumas sugestões para reduzi-la:
Restringir o uso de veículos individuais com motores a com-
bustão, substituindo-os por transporte coletivo, bicicletas etc.
Adquirir carros que tenham maior eficiência no aproveita-
mento do combustível e filtros que diminuam a emissão de
poluentes.
Promover o replanejamento urbano, introduzindo melhorias
no transporte coletivo e incentivando seu uso, criar ciclovias.
Pesquisar novas tecnologias para utilização de fontes de ener-
gia renováveis.
Incentivar o uso de fontes de energia limpa.
Em São Paulo, a CETESB utiliza um índice para simplificar o
processo de divulgação da qualidade do ar. Esse índice identifi-
ca SO2, partículas totais em suspensão (PTS), partículas inalá-
veis (MP10), fumaça (FMC), CO, O3, NO2.

Guia de estudo – unidade formativa v

242
Tabela 4 - Indicadores da qualidade do ar na cidade de São Paulo
MP10 O3 CO NO2 SO2
Qualidade Índice
(µg/m3) (µg/m3) (ppm) (µg/m3) (µg/m3)
Boa 0 – 50 0 - 50 0 - 80 0 - 4,5 0 - 100 0 – 80
Regular 51 - 100 50 - 150 80 - 160 4,5 - 9 100 - 320 80 - 365
Inadequada 101 - 199 150 - 250 160 - 200 9 - 15 320 - 1130 365 - 800
Má 200 - 299 250 - 420 200 - 800 15 - 30 1130 - 2260 800 - 1600
Péssima >299 >420 >800 >30 >2260 >1600

Fonte: CETESB

Para efeito de divulgação, a qualidade do ar de uma estação é


determinada pelo pior caso ocorrido na área que ela abrange. Essa
qualificação do ar está associada aos efeitos produzidos sobre a
saúde humana, independentemente do poluente em questão.

Tabela 5 - Efeitos da poluição sobre a saúde humana


Qualidade Índice Significado
Boa 0 – 50 Praticamente não há riscos à saúde.
Pessoas de grupos sensíveis (crianças, idosos e pessoas
com doenças respiratórias e cardíacas), podem apresentar
Regular 51 - 100
sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral,
não é afetada.

Toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca,


cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. Pessoas de grupos
Inadequada 101 – 199
sensíveis (crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias
e cardíacas), podem apresentar efeitos mais sérios na saúde.

Toda a população pode apresentar agravamento dos sintomas


como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta e
Má 200 – 299 ainda apresentar falta de ar e respiração ofegante. Efeitos ainda
mais graves à saúde de grupos sensíveis (crianças, idosos e
pessoas com doenças respiratórias e cardíacas).

Toda a população pode apresentar sérios riscos de manifesta-


Péssima >299 ções de doenças respiratórias e cardiovasculares. Aumento de
mortes prematuras em pessoas de grupos sensíveis.

Fonte: CETESB

Estamos falando da poluição local, no município. Mas não po-


demos esquecer que a poluição pode até atravessar oceanos.
Veja a notícia a seguir.

Guia de estudo – unidade formativa v

243
Poluição da China chega aos EUA - Fumaça se eleva após acidente
em fábrica química na China
No alto de uma montanha, com vista para o Oceano Pacífico, Steven Cliff reúne
evidências de que uma revolução industrial está em andamento a milhares de qui-
lômetros dali. As minúsculas partículas, transportadas pelo ar, que Cliff reúne numa
estação de monitoramento ao norte de San Francisco flutuaram sobre o oceano a
partir de usinas de eletricidade movidas a carvão, fundições, tempestades de areia
e caminhões movidos a diesel baseados na China e em outras partes da Ásia.
Pesquisadores dizem que as conseqüências ambientais do crescimento econô-
mico desenfreado da China já se fazem sentir bem além das fronteiras do país. Há
o temor de que, conforme a China consuma cada vez mais combustíveis fósseis
para alimentar a fome de energia de sua economia, os EUA passem a ver um cres-
cimento cada vez maior da poluição que cruza o Oceano Pacífico, prejudicando a
saúde humana, reduzindo a qualidade do ar e afetando os padrões climáticos.
“Veremos uma intensificação da poluição particulada vinda da expansão da
China por todo o futuro que podemos prever”, disse Cliff, pesquisador da Uni-
versidade da Califórnia, Davis. Ele tem estações de monitoramento no alto de
três montanhas que vêem pouca poluição de fontes locais, e a composição das
partículas de poeira bate com a do deserto de Gobi.
Cerca de um terço da poluição vinda da Ásia é poeira, que aumenta por con-
ta do desflorestamento. O restante é enxofre, fuligem e traços de metais, par-
tículas liberadas na queima de carvão, diesel e outros combustíveis fósseis.
Quase toda a poluição do ar nas cidades dos EUA vem de fontes locais, mas
isso poderá mudar se a população na China, Índia e outras nações em desen-
volvimento adotarem o padrão de consumo americano, dizem cientistas.
Datado: 28/07/2006. Fonte: AP e Agência Estado.

Atividade 9
A) Discuta o texto com seus colegas.
B) Responda as perguntas:
a) Quais as evidências que o pesquisador americano colheu?

b) Quais os poluentes que estão sendo emitidos na China?

Guia de estudo – unidade formativa v

244
4 O plástico:
material do Século XX

Tom e sua avó


Tom: - Fui pegar o leite, e o saquinho furou! Que raiva! ...sujou minha roupa.
Objetivo:
Avó do Tom: - Menino (...) na minha época é que era bom. O leite vinha em compreender
como são as
litro de vidro. A gente usava, depois lavava e trocava com o leiteiro. Hoje tudo moléculas
dos plásticos,
é diferente (...) saquinho de leite, copinhos descartáveis... tudo vira lixo. Na sua origem e
minha época não tinha nada de plástico. Tudo durava muito. Acho que o povo utilização.

quer que sempre compremos coisas novas.


Tom: - É, vó! Você é da época do vidro e eu da época do plástico. Você é da
época em que tudo durava e eu da época em que tudo acaba logo.

O diálogo do Tom com sua avó nos faz pensar. Somos da era
do plástico, mas o que sabemos sobre os plásticos? O plástico
é um novo material? Quando o Homem começou a produzir os
plásticos?
Os plásticos são conhecidos como materiais que podem ser
moldados em formas convenientes. São consideradas as subs-
tâncias sintéticas que transformaram o mundo, no Século XX.
Essas substâncias têm em comum o fato de serem polímeros.
Mas o que são polímeros?

Polímeros são substâncias químicas constituídas por moléculas grandes com


milhares com milhões de átomos reunidos formando cadeias ou redes, chama-
das macromoléculas. As macromoléculas são formadas a partir de moléculas
pequenas chamadas de monômeros.

Eteno é

Veja, por exemplo, o plástico do saquinho de supermercado, o nome


científico do

que é o polietileno. O polietileno é o polímero obtido por meio etileno, um


gás composto

de uma transformação química que propicia a ligação de inú- por 2 átomos


de carbono e

meras moléculas de etileno (eteno). 4 átomos de


hidrogênio.

Guia de estudo – unidade formativa v

245
Dizemos que o etileno é o monômero do polímero polietileno.
Veja as fórmulas dos mesmos:

Etileno Polietileno
(monômero) (polímero)

Na Natureza existem vários polímeros, por exemplo: borra-


cha, celulose, cabelo, lã. O homem tentou copiar a Natureza
para conseguir fazer os polímeros sintéticos. Podemos, assim,
dizer que todo plástico é um polímero, mas nem todo polímero
é um plástico.

Tabela 6 - Datas em que surgiram alguns tipos de plástico


Tipo de Data da
Matéria-prima Uso
Plástico descoberta
Caseína (proteína do
Galalite 1897 Fabricação de botões.
leite) + formol.
Interruptores elétricos e
Baquelite Fenol-formol. 1907
gabinetes de rádio.
Eteno (gás etileno) Saquinhos, sacolas, filmes para
Polietileno 1933
originado do petróleo. cobrir alimentos, garrafas.
PVC
Eteno (gás etileno) Encanamentos de água, brinque-
Policloreto 1931
originado do petróleo. dos, embalagens de xampu.
de vinila

Atividade 10
A) A avó de nosso amigo, Tom, nasceu em 1930. Consideran-
do essa informação e os dados da Tabela 6, responda:
a) Quando a avó do Tom nasceu já existiam saquinhos de
plástico para embalagem?

b) Quais plásticos tinham sido descobertos, nessa data?

Guia de estudo – unidade formativa v

246
De onde vêm os plásticos?
Você já sabe que o saquinho do supermercado é feito de um
tipo de plástico, o polietileno, e que o polietileno é produzido
a partir do etileno, cujo nome científico é eteno. Mas de onde
vem o etileno?
O etileno é um subproduto do petróleo. Assim, temos um
polímero sintético produzido a partir do petróleo, que, por sua
vez, é um recurso natural.
Para explicar essa relação entre produto natural e produto
sintético, a professora de Tom apresentou para a turma os dois
quadrinhos a seguir:

Alguns povos mascavam o chi- Atualmente as gomas de mascar


clete, uma goma viscosa reti- são produzidas, são polímeros
rada do tronco do sapotizeiro, sintéticos. Geralmente são o polia-
uma árvore da América central. cetato de vinila. Também contêm
Há registros de que os Maias e corantes, substâncias para dar
os Astecas a utilizavam. sabor, açúcar, aromatizantes etc.

Tom lembrou-se imediatamente do texto de Ciências Huma-


nas da Unidade Formativa V do ProJovem Urbano, que conta a
história e dá a receita do chiclete, com o fim de contextualizar
as diferenças entre os conceitos de técnica e tecnologia. Ficou
curioso, foi conferir (no Tópico 1) e verificou que as informa-
ções coincidiam. Hoje, a goma de mascar é feita de um deriva-
do do petróleo, o poliacetato de vinila!
E Tom começou a brincar com as idéias: por que será que
quando colocamos um chiclete na boca, ele fica flexível? Você
sabe por quê?

As macromoléculas são sempre rígidas a baixas temperaturas e flexíveis e


com o aumento da temperatura aumenta o movimento dos átomos e o espaço
entre eles. Cada substância formada por macromoléculas tem uma temperatu-
ra de transição vítrea na qual passa de rígida para flexível e vice-versa.

É! Nossa goma de mascar feita de poliacetato de vinila e ou-


tros ingredientes quando é colocada na boca passa de rígida

Guia de estudo – unidade formativa v

247
para flexível e quando tirada da boca fica dura de novo. Se for
colocada na geladeira ficará mais dura ainda. Então podemos
dizer que isto acontece porque a temperatura de transição ví-
trea do poliacetato de vinila é superior à temperatura ambien-
te, mas, inferior à do corpo humano.
Tom voltou ao Tópico 1 do texto de Ciências Humanas e releu
o processo de fabricação do chiclete. Engraçado... ele percebeu
que, ao fazer isso, compreendeu melhor como funciona a fabri-
cação do chiclete e, ao mesmo tempo, teve mais clareza do que
estava estudando em Ciências da Natureza.
E você, teve curiosidade de fazer a mesma coisa? O que achou
da estratégia de dialogar com os dois textos?

Atividade 11
“Veja uma dica de uma dona de casa para resolver o proble-
ma de chiclete grudado em roupa: para desgrudar chicletes de
roupa coloque-a na geladeira ou esfregue gelo no chiclete até
que endureça. Depois puxe e retire”.
Tendo em mente o que aprendeu sobre os plásticos, qual ex-
plicação você daria para tal fenômeno?
Mas a história da goma de mascar não para por aí. Se você
entrar em vários sites da Internet poderá encontrar a seguinte
informação:

A goma de mascar demora cinco anos para ser decomposta no meio ambiente.

Podemos preparar plásticos?


Em 1897, surgiram os plásticos obtidos a partir da caseína,
substância extraída do leite. Entre eles, encontramos a gala-
tite, um polímero termofixo, isto é, que não amolece com o
aquecimento, mas que pode ser lixado e polido. Teve amplo uso
na fabricação de cabos de faca, pentes e botões.

Atividade 12
No texto de Ciências Humanas, você conheceu a receita do
chiclete. Que tal conhecer agora a de galatite? Mais que isso,
vamos experimentar prepará-la?

Guia de estudo – unidade formativa v

248
Material necessário 200 mL de leite;
10 mL de vinagre; 10 mL de formol;
uma proveta; um pedaço de pano fino;
chapa de aquecimento.

Procedimento para obter a caseína:


aqueça o leite até ficar bem morno, sem ferver;
adicione o vinagre aos poucos até formar grumos brancos;
coe com o auxílio de um pano fino.
A parte sólida (grumos brancos) é a caseína, uma das prote-
ínas do leite.

Procedimento para obter a galalite:


1. lave muito bem a caseína, com água, para tirar todo o soro;
2. comprima o material para que adquira o formato que você
desejar;
3. mergulhe o material em um tubo de ensaio com os 10 mL de
formol por 2 ou 3 dias;
4. após esse tempo retire do formol, lave bem e deixe secar ao ar;
O objeto poderá ser lixado e polido;

Cuidado com o formol: é irritante,


principalmente para os olhos!
(Atividade adaptada de Lisboa, J. C. e Bossolani, M. Experiências lácteas.
Química Nova na escola, nº 6, dez., 1997).

Os plásticos também causam problemas ambientais, como


todos os produtos da atividade humana.
Existem três tipos de reciclagem de plásticos (polímeros):
mecânica, química e energética. No Brasil, o processo de reci-
clagem de plástico mais utilizado é o mecânico.
Alguns plásticos recicláveis são: potes, sacos de supermerca-
do, engradados de cerveja etc.
Alguns plásticos não recicláveis: cabos de panela, botões de
rádio, canetas, espumas, bijuterias, fraldas descartáveis, CDs.

Guia de estudo – unidade formativa v

249
5
Classificação
dos seres vivos: Reinos
Monera, Protista e Fungi

Objetivos:
Os meios de comunicação têm dado ampla cobertura aos
compreender
a importância
grandes desastres ecológicos e aos riscos ambientais a que
da classifi-
cação dos
estamos sujeitos. A cada noticiário, ouvimos falar de grandes
seres vivos;
identificar os
queimadas, vazamentos de óleo e poluentes tóxicos que resul-
reinos Monera,
Protista e
tam em grande desequilíbrio no meio ambiente provocando,
Fungi.
por exemplo, a mortandade de peixes.
Imagem 4 - Poluição ambiental

Todos os seres vivos possuem características que os tornam


capazes de ajustar-se às condições do ambiente. Porém, se
essas condições forem muito impróprias, poderá haver graves
prejuízos para os seres vivos, com conseqüências de grandes
proporções. O estudo dos seres vivos permite saber como eles
vivem e como reagem a possíveis impactos ambientais. Desse
modo, é possível prevenir desastres ainda maiores.
Você pode imaginar o imenso volume de informações que os
cientistas precisaram acumular para que pudessem compreen-
der o modo de vida de um número tão grande de seres vivos?
A idéia de organizar esses seres vivos em grupos facilitou o es-
tudo e a troca de informações entre os pesquisadores de todo o
mundo. Essa organização em grupos é chamada classificação.
É preciso que você entenda que a classificação dos seres
vivos foi criada para facilitar o estudo de suas características
e, de tempos em tempos, precisa ser atualizada. O sistema de
classificação mais aceito atualmente foi proposto pelo biólogo
norte-americano R. H. Wittaker, em 1969.

Guia de estudo – unidade formativa v

250
Segundo esse sistema, os seres vivos estão agrupados em
cinco grandes grupos ou reinos. Você talvez estranhe um pouco
os seus nomes, porque são palavras do latim, uma língua que
não é mais falada em nossos dias.
Os nomes científicos sempre são dados em latim para facili- Um reino é
a reunião

tar o trabalho dos cientistas. Assim, não há a necessidade de de diversos


conjuntos

traduzi-los para nenhum outro idioma moderno. Veja quais são menores,
formados

os reinos em que estão agrupados os seres vivos: Monera, Pro- por seres
com alguma

tista, Fungi, Plantae e Animalia. semelhança


entre si.

Vamos entender melhor como se constitui um reino?


Quando os seres possuem um grande número de semelhan-
ças entre si dizemos que pertencem à mesma espécie. Mas não
basta que não basta que haja semelhanças externas. É preciso
haver também semelhança genética. Assim, alguns seres, ainda
que muito semelhantes externamente, não pertencem à mes-
ma espécie. Se viessem a se cruzar, eventualmente poderiam
produzir um filhote, mas este seria estéril. É o que acontece,
por exemplo, quando se cruzam a égua e o jumento. Embora
semelhantes entre si, pertencem a duas espécies diferentes. O
filhote resultante deste cruzamento é a mula, que é estéril.
Portanto, podemos definir a espécie como um conjunto de
seres semelhantes que podem cruzar-se entre si, produzindo
descendentes férteis. O conjunto de espécies semelhantes é
chamado gênero. O conjunto de gêneros semelhantes cha-
ma-se família. O conjunto de famílias semelhantes chama-se
ordem. Ordens semelhantes são reunidas em um grande con-
junto denominado classe. O conjunto de classes com seme-
lhanças entre si compõe um filo. O conjunto de todos os filos
constitui um reino.
Você pode então perceber que quando falamos de um reino
estamos falando de um número enorme de espécies, que têm
alguma característica em comum.

Reinos Monera, Protista e Fungi


Na Unidade Formativa IV (Juventude e Comunicação), você
estudou sobre o mundo microscópico dos vírus, bactérias, proto-
zoários e fungos e viu como esses seres invisíveis marcam pre-
sença em nossas vidas. Agora vamos descobrir quais os critérios

Guia de estudo – unidade formativa v

251
que os cientistas utilizam para organizá-los em grupos, ou seja,
veremos como se dá a classificação desses microrganismos.
Ainda na Unidade Formativa IV, você aprendeu que a célula é
a menor parte capaz de conservar as características e funções
vitais de um ser vivo.
Existem diferenças entre as células, dependendo das funções
que realizam. Porém, a organização básica das células é seme-
lhante. Lembrando o que você já estudou, podemos dizer que a
estrutura básica de uma célula apresenta: a membrana plasmá-
tica, que delimita o conteúdo celular; o citoplasma, onde ficam
as estruturas que realizam as funções de nutrição, respiração,
fabricação e transporte de substâncias e outras, e o núcleo,
onde fica o material genético. As células vegetais distinguem-se
das células animais por apresentarem, dentre outras caracterís-
ticas, uma segunda membrana chamada parede celular.
Como você pode perceber, uma célula, apesar de sua dimensão
microscópica, é muito bem organizada. Portanto, a menor estrutu-
ra que um ser vivo pode ter é a estrutura celular. Alguns grupos de
seres vivos são formados por uma única célula, mas mesmo assim
conseguem realizar suas funções vitais e se reproduzir, sendo por
isso chamados seres unicelulares. Dentre os cinco reinos, os que
reúnem os seres unicelulares são os reinos Protista e Monera.
O Reino Monera reúne os seres mais simples. Todos são uni-
celulares e não possuem, em volta do núcleo, uma membrana
que mantenha o material genético arrumado em seu interior.
Além disso, várias estruturas que desempenham funções espe-
cíficas nas células mais bem estruturadas estão ausentes nes-
ses seres. Os representantes desse reino são as bactérias e as
cianobactérias, antigamente chamadas de algas azuis.
Imagem 5 - representantes dos O Reino Protista é forma-
Reinos (i) Monera e (ii) Protista do também por seres uni-
celulares. Entretanto, eles
Google images

apresentam estrutura mais


organizada, com núcleo bem
delimitado, com a presença
estruturas responsáveis pelo
desempenho das funções
celulares. Este reino agrupa
os protozoários e as algas

Guia de estudo – unidade formativa v

252
unicelulares. Há protozoários Imagem 6 - Fungos
de vida livre e outros para-

Google images
sitas, que se alimentam de
outros seres. As algas uni-
celulares vivem dispersas no
mar e, apesar de tão peque-
ninas, têm grande importân-
cia nas cadeias alimentares
e no equilíbrio ambiental.
O Reino Fungi reúne os seres popularmente conhecidos como
fungos. Há espécies microscópicas, como os bolores, os leve-
dos, usados na fabricação de antibióticos, cervejas e pães, e
ainda aqueles fungos parasitas que causam as micoses. Há tam-
bém espécies maiores como as orelhas-de-pau e os cogumelos,
dentre os quais destacamos os deliciosos champignons.
O “corpo” do fungo é formado por um emaranhado de fila-
mentos chamados hifas. Para se alimentar, os fungos produzem
substâncias que provocam o apodrecimento dos materiais e
depois os absorvem. Este modo de nutrição é chamado de di-
gestão extracorpórea, ou seja, digestão “fora do corpo”.
Você nunca deve ingerir alimentos atacados por fungos. Mes-
mo que você corte a parte visível do fungo, que é apenas a sua
estrutura de reprodução, suas hifas estão entranhadas por todo
o interior do alimento, o que poderá causar intoxicação.

Atividade 13
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
(1) Reino Monera a) ( ) Seres formados por filamentos
(2) Reino Protista chamados hifas.
(3) Reino Fungi b) ( ) Seres unicelulares, com núcleo
bem organizado.
c) ( ) Seres unicelulares muito simples,
com material genético espalhado no
citoplasma.
d) ( ) Seres capazes de realizar digestão
fora do corpo.
e) ( ) Seres unicelulares, que podem ser
parasitas ou de vida livre.

Guia de estudo – unidade formativa v

253
6 Classificação dos
seres vivos: animais e vegetais
No tópico anterior, demos destaque aos seres pertencen-
tes aos Reinos Monera, Protista e Fungi. Desta vez, vamos dar
Objetivo:
identificar os maior destaque aos Reinos Animalia, ou Animal, e Plantae, ou
reinos Anima-
lia, ou Animal, Vegetal.
e Plantae,
ou Vegetal e
suas principais
subdivisões.
O Reino Animal
O Reino Animal é composto por vários conjuntos e subcon-
juntos, classificados a partir das semelhanças e diferenças
existentes entre eles. Entretanto, todos os seres que integram
o Reino Animal têm em comum o fato de serem pluricelulares,
isto é, formados por muitas células, e heterótrofos, ou seja,
alimentam-se de outros seres, pois não são capazes de produ-
zir o próprio alimento, como os vegetais.
O Reino Animal é tradicionalmente dividido em dois grandes
grupos: vertebrados e invertebrados.
Os vertebrados são subdivididos em cinco classes:
peixes (ex. tubarão, sardinha, cavalo-marinho);
anfíbios (ex. sapos, rãs, pererecas, cobras-cegas e sala-
mandras);
répteis (ex. lagartos, lagartixas, cobras, jacarés, crocodi-
los, tartarugas);
aves (ex. beija-flor, pingüim, galinha, pato, papagaio,
avestruz);
mamíferos (ex. boi, coelho, baleia, golfinho, morcego,
homem).
Apesar da grande diversidade existente entre esses gru-
pos, todos os vertebrados possuem as seguintes caracterís-
ticas gerais:
possuem um sistema nervoso bem desenvolvido, liga-
do à medula espinhal, de onde partem nervos para todas as

Guia de estudo – unidade formativa v

254
partes do corpo. A medula fica protegida pelos ossos da coluna
vertebral.
todos têm o corpo revestido por pele. Anfíbios têm pele nua;
peixes possuem pele coberta por escamas; répteis possuem es-
camas (cobras) ou carapaça dura (tartaruga); aves apresentam
penas; e mamíferos possuem a pele coberta de pêlos.
possuem também sistemas digestório e circulatório bem
desenvolvidos.
Quanto ao sistema respiratório, os vertebrados apresentam
as seguintes características:
peixes: apresentam respiração branquial, absorvendo o
oxigênio dissolvido na água por meio das brânquias;
anfíbios: apresentam respiração branquial quando ainda
estão na forma de larvas (girinos); e depois de adultos, a res-
piração é pulmonar (feita por pulmões) e cutânea (através da
pele);
répteis, aves e mamíferos: todos apresentam respira-
ção pulmonar.
A reprodução nos vertebrados é sempre sexuada, isto é,
requer a união de células reprodutivas masculinas e femi-
ninas. O ovo que dá origem ao filhote pode desenvolver-se
dentro ou fora do corpo da mãe. (i) No caso dos mamíferos,
a fecundação é interna e o desenvolvimento do filhote se dá
no interior do corpo da mãe. Esses animais são chamados
vivíparos. (ii) Há aqueles casos em que as fêmeas liberam
os ovos na água para serem, em seguida, fecundados exter-
namente pelo macho, como acontece na maioria dos peixes
e anfíbios. Esses animais são chamados ovulíparos. (iii) Há
ainda aqueles animais em que a fecundação é interna, mas
os filhotes se desenvolvem em ovos, fora do corpo da mãe,
como é o caso das aves e da maioria dos répteis. Esses ani-
mais são chamados ovíparos.

Atividade 14
Complete o quadro abaixo, relacionando as principais carac-
terísticas das classes de vertebrados quanto à respiração e à
reprodução:

Guia de estudo – unidade formativa v

255
Grupo Características

Peixes

Anfíbios

Répteis

Aves

Mamíferos

Curiosidades do mundo animal...


Você sabia que os ovos dos tubarões e

Google images
cobras peçonhentas se desenvolvem dentro do
corpo das fêmeas? Por isso são chamados ani-
mais ovovivíparos. Este termo refere-se ao
modo de reprodução em que os embriões se
desenvolvem em ovos, só que isso acontece no
interior do corpo da mãe. De maneira geral seria
Ornitorrinco
como “chocar” os ovos internamente. Os filho-
tes se desenvolvem então dentro destes ovos e
quando o desenvolvimento se completa, a cas-
ca se rompe e o filhote é expelido pela mãe.
Ao contrário de aves e mamíferos, que
mantêm a temperatura corporal constante, os
peixes, anfíbios e répteis têm a temperatura
do corpo variável, de acordo com as condições
Équidna
do ambiente.
Na Austrália existem mamíferos ovíparos, com bico de pato, cujos filhotes
nascem de ovos. São o ornitorrinco e a équidna. Mesmo assim, são consi-
derados mamíferos porque, além das outras características comuns à classe,
possuem glândulas mamárias para alimentarem seus filhotes.
Fonte: www.saudeanimal.com.br/curiosidades

Até agora só falamos dos vertebrados, mas os invertebrados


são também muito interessantes. Eles representam o maior
número de filos do Reino Animal.

Guia de estudo – unidade formativa v

256
Os invertebrados são chamados assim porque não possuem
coluna vertebral. Estão espalhados pelos mais diversos ambien-
tes. Como são muito numerosos e diferentes entre si, vamos
apenas relacionar os principais filos, citando exemplos de seus
representantes.
PORÍFEROS - são animais aquáticos, fixos no fundo do mar,
com o corpo cheio de poros por onde passa a água da qual re-
tiram seus alimentos. São chamados esponjas-do-mar.
CNIDÁRIOS - são também aquáticos. Produzem substân-
cias urticantes que irritam a pele e podem até paralisar peque-
nos animais, dos quais se alimentam. Alguns exemplos são as
águas-vivas e medusas, que são móveis, e os corais e anêmo-
nas-do-mar, que vivem fixos.
PLATELMINTOS - são vermes de corpo achatado, que podem
viver livremente na água, como as planárias, ou ser parasitas
como as tênias, popularmente conhecidas como “solitárias”.
NEMATELMINTOS - existem nematelmintos de vida livre,
mas poucos são conhecidos. Os mais comuns são vermes cilín-
dricos como, por exemplo, o áscaris, popularmente chamado
“lombriga”.
ANELÍDEOS - como o próprio nome sugere, possuem o cor-
po segmentado em anéis. Os mais conhecidos são a minhoca e
a sanguessuga.
MOLUSCOS - são animais de corpo mole. Alguns são pro-
tegidos por uma concha. Existem moluscos marinhos, de água
doce e também terrestres. Alguns representantes deste grupo
são o polvo, a lula, os mariscos, os mexilhões, os caramujos,
os caracóis, as ostras e as lesmas em geral.
EQUINODERMOS - são animais exclusivamente marinhos
e têm o corpo coberto por espinhos, como, por exemplo, os
ouriços-do-mar e as estrelas-do-mar.
ARTRÓPODES - são invertebrados que possuem articula-
ções nas patas. É o filo que possui maior número de espécies
em todo o Reino Animal. São mais de 800.000 espécies catalo-
gadas e outras tantas desconhecidas! Sendo o filo mais nume-
roso e um dos mais conhecidos dentre os invertebrados, vale a
pena conhecer os grupos que o compõem. São cinco:

Guia de estudo – unidade formativa v

257
insetos (ex. barata, borboleta, abelha, cupim);
crustáceos (ex. camarão, siri, lagosta);
aracnídeos (ex. aranha, escorpião, carrapato);
quilópodes (ex. lacraia);
diplópodes (ex. gongolo, piolho-de-cobra).

Atividade 15
Complete o quadro identificando o filo a que pertence cada
um dos invertebrados abaixo:

1 2 3 4 5

6 7 8 9 10

11 12 13 14

1. Anêmona-do-mar
2. Esponja-do-mar
3. Borboleta
4. Caracol
5. Ouriço-do-mar
6. Lacraia
7. Água-viva
8. Caranguejo
9. Áscaris ou lombriga
10. Estrela-do-mar
11. Escorpião
12. Sanguessuga
13. Aranha
14. Polvo

Guia de estudo – unidade formativa v

258
O Reino Vegetal
O Reino Vegetal engloba mais de 320 mil espécies conheci-
das. Algumas plantas são bem simples e outras, como as gran-
des árvores, possuem uma estrutura bastante complexa. Exis-
tem plantas muito bem adaptadas à vida aquática. No entanto,
a maioria das espécies é terrestre.
Geralmente, as pessoas pensam num vegetal formado basi-
camente por cinco partes: raiz, caule, folhas, flor e frutos. En-
tretanto, nem todos os vegetais apresentam esta estrutura.
Para entender os critérios de classificação no Reino Vegetal,
vamos dividir as plantas em dois grandes grupos. O primeiro
grupo é formado pelas plantas com órgãos reprodutivos escon-
didos ou menos visíveis. São as plantas sem flores. O segundo
grupo é formado pelas plantas que têm seus órgãos reproduti-
vos visíveis. São as plantas com flores.
Vamos começar falando do primeiro grupo, o das plantas
sem flores. Nesse grupo, podemos ainda fazer uma outra divi-
são, usando como critério, desta vez, a presença ou ausência
de vasos condutores de seiva, que são os tubos que transpor-
tam a água e os nutrientes na planta. Assim formaremos dois
novos grupos:
Imagem 7 -
plantas sem flores e sem vasos condutores Pteridófitas
de seiva – Briófitas;
plantas sem flores e com vasos condutores
de seiva – Pteridófitas.
Você pode deduzir que os vasos condutores
de seiva devem ser muito importantes para o
desenvolvimento da planta, não é verdade? As-
sim, nas plantas que não possuem esses vasos, a
água precisa distribuir-se de uma célula a outra. samambaia
Por isso, elas são muito pequenas. Essas plantas
sem flores e sem vasos condutores de seiva são
chamadas Briófitas. Elas formam aquele “tapete
verde” que recobre pedras, muros e barrancos
em lugares úmidos e sombreados.
As plantas sem flores e com vasos conduto-
res de seiva são maiores. Elas são chamadas
Pteridófitas, como as samambaias e avencas.
avenca

Guia de estudo – unidade formativa v

259
Agora vamos falar das plantas com flores. Entre elas pode-
mos também formar outros dois grupos:
plantas com flores e sem frutos – Gimnospermas;
plantas com flores e com frutos – Angiospermas.
As plantas com flores e sem frutos apresentam suas se-
mentes desprotegidas. Por isso são chamadas Gimnospermas,
nome que significa “semente nua”. São exemplos de gimnos-
permas o pinheiro e o eucalipto.
Observe a ilustração abaixo. Ela mostra uma pinha extraída
de um pinheiro, cuja semente, o pinhão, fica exposta:
Imagem 8 - Sementes expostas e sementes protegidas


As plantas com flores e com frutos
mantêm suas sementes pro-tegidas.
Essas plantas são chamadas Angios-
permas. São exemplos de an-gios-
permas o abacateiro, o tomateiro, a
laranjeira e todos os outros vegetais
que você conhece cujas sementes fi-
cam protegidas em seus frutos.

Atividade 16
Complete o quadro abaixo, relacionando as principais carac-
terísticas dos grupos que compõem o Reino Vegetal:
Grupo Características
Briófitas
Pteridófitas
Gimnospermas
Angiospermas

Guia de estudo – unidade formativa v

260
Partes do vegetal
Raiz - órgão que fixa a planta ao solo, retirando dele a água
e os sais minerais.
Caule - estrutura de suporte, que conduz a água e os sais
minerais. É do caule que brotam os ramos da planta.
Folhas - são órgãos adaptados à realização da fotossíntese,
respiração e transpiração da planta.
Flores - Estruturas de reprodução dos angiospermas. Com
suas cores e odores variados atraem animais que ajudam na
dispersão do pólen.
Frutos - Resultam do desenvolvimento da flor, após a fecun-
dação. Protegem as sementes nos angiospermas.

As plantas e a saúde
Desde 1978, a Organização Mundial da Saúde incentiva os investimentos
públicos em plantas medicinais. No nosso país, os fitoterápicos são considera-
dos remédios e, regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária,
desde 1995.
Veja alguns exemplos de plantas medicinais, seguidas de suas indicações
de uso: aroeira (inflamações), arnica (hematomas), espinheira-santa (proble-
mas estomacais), jaborandi (glaucoma), barbatimão (cicatrizante), ipê-roxo
(rouquidão, má digestão, inflamação na garganta), sucupira (dor de gargan-
ta), unha-de-gato (hepatite viral), jatobá (cólicas intestinais, expectorante e
problemas respiratórios).
É preciso ressaltar que as plantas medicinais devem ser vistas como remé-
dios. Como qualquer outro medicamento, devem ser observadas as doses e as
indicações corretas. Por ser um produto “natural”, muitas pessoas ignoram es-
ses cuidados e ingerem produtos fitoterápicos e chás em doses elevadas, que
provoca graves intoxicações e reações alérgicas. Lembre-se: só o médico está
habilitado a prescrever medicamentos.
Fonte: Política Nacional de Plantas Medicinais e Medicamentos Fitoterápicos.

Disponível em http://www.mda.gov.br

Guia de estudo – unidade formativa v

261
7 Relações ecológicas
entre os seres vivos
Os seres vivos se relacionam de diversas maneiras. O equilí-
brio ambiental depende das várias relações que os seres vivos
estabelecem entre si e com o ambiente.
Objetivo:
identificar di-
ferentes tipos
de relações
intra-específi-
Podemos classificar as relações entre seres vivos inicialmen-
cas e interes-
pecíficas dos
te em dois grupos:
seres vivos;
compreender relações entre seres da mesma espécie - intra-específicas;
a importân-
cia dessas relações entre seres de espécies diferentes - interespe-
relações para
o equilíbrio cíficas.
ambiental.

Tanto seres da mesma espécie como de espécies diferentes po-


dem estabelecer entre si relações harmônicas e desarmônicas.
Nas relações harmônicas não há prejuízo para nenhuma das
espécies envolvidas. Na relação desarmônica, uma das espé-
cies é prejudicada.
Vejamos primeiramente as relações que se estabelecem en-
tre seres da mesma espécie, isto é, as relações intra-especí-
ficas, sejam elas harmônicas ou desarmônicas. Em seguida,
você verá exemplos de relações que ocorrem entre indivíduos
de espécies diferentes.

Relações intra-específicas harmônicas


(i) Colônias
Indivíduos da mesma espécie muito ligados uns aos outros,
tornando impossível a vida quando isolados desse conjunto.
Ex.: As cracas, os corais e as esponjas vivem sempre em
colônias.
(ii) Sociedades
São indivíduos da mesma espécie, com diferenciação de for-
mas entre eles. Mesmo tendo plena capacidade de vida isolada,
organizam-se em coletividades, dividindo as funções.
Ex.: As formigas, as abelhas e os cupins.

Guia de estudo – unidade formativa v

262
Relações intra-específicas desarmônicas
a) Canibalismo
Ocorre quando o indivíduo mata e come outro da mesma
espécie.
Ex.: Escorpiões, aranhas, peixes, planárias, roedores etc.

Atividade 17
Responda:
A) Colônia e Sociedade são exemplos de relações intra-espe-
cíficas harmônicas. Qual a diferença entre essas duas relações
ecológicas?

B) Por que o canibalismo é considerado uma relação intra-es-


pecífica desarmônica?

Relações interespecíficas harmônicas


a) Comensalismo
É uma associação entre seres de espécies diferentes, em que
um indivíduo é beneficiado, sem causar benefício ou prejuízo
ao outro.
Ex.: A rêmora é um pequeno peixe que se prende ao ventre
dos tubarões. Desse modo, aproveita os restos de alimento que
caem da boca do tubarão, sem causar-lhe nenhum incômodo.
b) Inquilinismo
É a relação em que apenas uma espécie (inquilino) se bene-
ficia, procurando abrigo ou suporte no corpo de outra espécie

Guia de estudo – unidade formativa v

263
(hospedeiro), sem prejudicá-lo. Trata-se de uma associação
parecida com o comensalismo, porém não envolve alimento.
Ex.: As orquídeas e bromélias são plantas que crescem so-
bre outras plantas sem prejudicá-las, usando-as apenas como
suporte.
c) Mutualismo
Ocorre quando as duas espécies envolvidas são beneficiadas,
a ponto de só conseguirem viver juntas.
Ex.: Cupins e protozoários – ao comerem madeira, os cupins
obtêm grandes quantidades de celulose, mas não conseguem
digeri-la. Em seu intestino existem protozoários capazes de re-
alizar essa digestão. Assim, os protozoários utilizam parte do
alimento do inseto e este, por sua vez, se beneficia da ação
dos protozoários. Nenhum deles, portanto, poderia viver isola-
damente.
d) Protocooperação
Trata-se de uma associação entre espécies diferentes, na qual
ambas se beneficiam. Porém, tal associação não é obrigatória,
podendo cada espécie viver isoladamente.
Ex.: Anu e boi – o anu é uma ave que se alimenta de carra-
patos existentes na pele do boi, capturando-os diretamente. Ao
proporcionar alimento ao pássaro, o boi se livra dos indesejá-
veis parasitas.

Relações interespecíficas desarmônicas


a) Parasitismo
Ocorre parasitismo quando uma espécie se instala no corpo
de outra, para retirar dela seu alimento. O parasita não poderia
sobreviver fora do corpo do hospedeiro.
Ex.: Algumas plantas, como as ervas-de-passarinho, cipó-
chumbo e animais como vermes e carrapatos.
b) Competição
Ocorre quando indivíduos de espécies diferentes disputam
alimento, espaço ou qualquer outro recurso necessário à sua
sobrevivência.
Ex: Aves de espécies diferentes, que disputam peixes de um
mesmo local.

Guia de estudo – unidade formativa v

264
c) Predatismo
É a captura de um animal de uma espécie por outro de espé-
cie diferente a fim de alimentar-se.
Ex: Leões (predadores) e zebras (presas).

Atividade 18
O pássaro-paliteiro alimenta-se de restos de alimentos que
retira da boca do crocodilo, livrando-o de parasitas existentes
em sua boca. Assim, ambos são beneficiados, sem que o pás-
saro chegue a atrapalhar o descanso do crocodilo. Este tipo de
relação é denominado:
a) ( ) Parasitismo.
b) ( ) Inquilinismo.
c) ( ) Predatismo.
d) ( ) Protocooperação.

Guia de estudo – unidade formativa v

265
8 Se liga nessa...

Objetivo:
identificar as
grandezas,
as transfor-
mações e
propriedades
elétricas dos
sistemas tec-
nológicos de
uso cotidiano.

Com certeza você já experimentou situações parecidas à da


tirinha e já percebeu como dependemos da energia elétrica.
Um apagão, e nada será como antes; quantas coisas deixam
de funcionar, quantas atividades deixam de ser realizadas. Pro-
cure lembrar-se de algumas na sua casa, na sua cidade, no
seu trabalho... E você perceberá que, em um século, nós nos
tornamos muito dependentes de artefatos tecnológicos espe-
cialmente os que funcionam com energia elétrica!
Que tal organizar a sua lista dos aparelhos e equipamentos
relacionados à energia elétrica, feita na unidade anterior?

Atividade 19
A) Reproduza o quadro abaixo em seu caderno e preencha-o
com os equipamentos que usa ou conhece.
Aparelho elétrico O que faz ou fornece Forma de energia obtida
exemplo: geladeira resfriamento mecânica

B) Em grupo com alguns colegas, a partir dos quadros, agru-


pe os aparelhos de acordo com o critério: função principal que
desempenham.

Guia de estudo – unidade formativa v

266
Aparelhos Aparelhos
Aparelhos que
que produzem que permitem
esquentam ou Outros
movimento ou comunicação e
resistivos
motores informação

Em cada um desses grupos, portanto, uma característica


principal ligada ao critério de agrupamento:
Aparelhos Resistivos: transformam a energia elétrica em
energia térmica.
Motores elétricos: transformam a maior parte da energia
elétrica em energia de movimento.
Elementos de comunicação e informação: produzem
transformações envolvendo ondas: energia luminosa e sonora.
Existem também os que são usados para guardar informações
como computadores, que usam sinais elétricos.
O que todos os aparelhos dos três grupos têm em comum?
Para funcionar, todos precisam de uma fonte de energia elé-
trica: pilhas, geradores, baterias e rede de distribuição elétri-
ca, que formam um novo grupo:
Fontes de energia elétrica: são os equipamentos que
transformam um outro tipo de energia em energia elétrica.
E finalmente temos o último grupo:
Componentes elétricos e eletrônicos: são os vários
componentes como fios, botões interruptores, tomadas, resis-
tores, chaves, fusíveis etc.
Podemos sintetizar tudo isso no esquema a seguir:
Aparelhos e equipamentos elétricos
Grupo dos resistivos e motores:
Energia elétrica
 Outra energia

Grupo dos geradores: Outra


forma de energia
 Energia elétrica

Guia de estudo – unidade formativa v

267
Para compreender os fenômenos envolvidos nas transforma-
ções, é preciso conhecer as condições de funcionamento dos
aparelhos, impressas no próprio aparelho ou nos seus manuais
de instruções. Veja, por exemplo, as informações que apare-
cem em alguns aparelhos resistivos do quadro a seguir.

Grandezas elétricas Tensão Corrente Freqüência Potência


Lâmpada 127V - 60Hz 100 W
Chuveiro 220V - - 2 800 / 4400W
Fusível /Disjuntor _
15A 60Hz -

O que significam estas informações?


A grandeza tensão elétrica, que é medida em Volt (repre-
sentado como V), indica a fonte de alimentação à qual deve-
mos conectar o aparelho. Assim a tensão elétrica de uma fonte
corresponde à sua capacidade de fornecer energia elétrica para
um aparelho. Pode ser chamada tensão de alimentação ou
voltagem. Exemplos: pilhas 1,5V, baterias de 9V e tomadas de
220V e 110V.
Os aparelhos elétricos só funcionam se estiverem conectados
a uma fonte de energia elétrica, o que possibilita a circulação
da corrente elétrica pelos fios e componentes. A corrente
elétrica é um movimento ordenado de elétrons, que é medida
em Ampère, representado como A.
Algumas fontes, como pilhas e baterias produzem energia
elétrica em uma corrente com um valor determinado, a chama-
da corrente contínua (DC ou CC).; outras fontes, como usi-
nas ou alternadores têm como característica a geração de uma
corrente elétrica que oscila entre um valor mínimo e um valor
máximo (como nas ondas). Por isso é chamada corrente alter-
nada (CA ou AC). A freqüência elétrica, que corresponde ao
número de oscilações da corrente AC em um intervalo de tem-
po, é medida em Hertz (Hz), podendo variar em cada país: por
exemplo, no Brasil é 60 Hz, enquanto no Paraguai é 50Hz.
A Potência, medida em Watt ou JOULE/segundo (J/s),
indica o consumo de energia elétrica por unidade de tempo,
como já vimos na Unidade Formativa IV. E nas nossas casas
temos um medidor: o “padrão” ou “relógio de luz”, que mede

Guia de estudo – unidade formativa v

268
a energia gasta em kWh (quilowatt hora). Para saber quan-
ta energia elétrica é utilizada por um aparelho, basta multi-
plicarmos a sua potência pela quantidade de segundos que o
aparelho permanece ligado. Você pode se surpreender com o
resultado! E isto tem um custo! (Lembra-se das Atividades 25 e
26 de Ciências da Natureza, na Unidade Formativa III?). Vamos
conhecer nosso consumo?

Atividade 20
Organize, em seu caderno, uma tabela semelhante à que fi-
zemos na Atividade 19 e anote as especificações técnicas con-
tidas nos eletrodomésticos que você tem na sua casa. Analise
a tabela e responda:
A) Qual o aparelho que consome mais energia elétrica?

B) Calcule seu gasto de energia em kwh, durante um dia intei-


ro, estimando o tempo que cada equipamento permanece em
funcionamento.

C) Observe que, além desses existem outros custos. Descreva


pelo menos dois deles.

Guia de estudo – unidade formativa v

269
9 Eletricidade pode ser chocante!
Além do custo chocante, a energia elétrica pode ser causado-
ra de outros choques. Muita gente já sentiu um choque elétrico,
Objetivo:
reconhecer
pois, numa cidade, vivemos cercados por redes energizadas:
um circuito
elétrico e
no chão, nas paredes, no teto, na rua, nas máquinas, nos apa-
caracterizar os
materiais, de
relhos... Qualquer perda de isolamento pode fazer surgir um
acordo com
sua condutibi-
curto-circuito ou provocar aquele choque elétrico. Mas como é
lidade elétrica.
que tomamos choques, se a energia elétrica chega pelo fio até
os aparelhos? O que ocorre no interior deles?

Atividade 21
A fim de entender um pouco mais, você vai montar uma
lanterna muito simples. Para isso, precisará de: A) uma fonte
de energia que pode ser obtida de pilhas comuns (1,5V); B)
fios finos; C) uma lâmpada de 1,5 V dessas de lanterna. Faça
a montagem, acordo com o esquema do quadro abaixo, e des-
creva o que ocorre. Use seu caderno para isso.

Imagem 9 - Circuitos Elétricos

Circuito aberto Circuito fechado

Fonte: Barros, C. e Paulino, W.R. Física e química. Ed Ática. p. 150. Autoria da foto:Fabio Colombini.

Esta montagem é semelhante à da lanterna comum: as pi-


lhas são responsáveis pela tensão elétrica que estabelece
uma corrente elétrica para acender a lâmpada.

Guia de estudo – unidade formativa v

270
Você agora deve estar pensando: mas como a corrente che-
ga à lâmpada?
É possível ver que as pilhas estão conectadas à lâmpada pelos
fios metálicos que formam um caminho da pilha até a lâmpada:
Pilha  fio  lâmpada  fio  Pilha. Se olharmos uma lâm-
pada incandescente, é possível ver que o filamento está ligado
às duas hastes metálicas. Uma das hastes está ligada à base
metálica da lâmpada e a outra à rosca, que também é metálica,
assim podemos completar o caminho, inserindo o que ocorre
no interior da lâmpada:

Portanto, existe um caminho fechado que é percorrido pela


corrente ligando a lâmpada à pilha, que é chamado de circui-
to. A corrente elétrica só percorre caminhos fechados, ou seja,
só existe corrente elétrica nos circuitos.
Observando os aparelhos elétricos que usamos no cotidiano,
verificamos que eles são feitos de diferentes materiais: me-
tal, plástico, porcelana, vidro, borracha... Isto se deve a uma
propriedade dos materiais que você já conhece: a condutibi-
lidade elétrica. Você sabe que ela é variável nos diferentes
materiais, ou seja, eles não interagem de maneira igual com a
energia elétrica. Usando esta propriedade podemos classificar
as substâncias como condutoras, quando permitem estabe-
lecer a corrente elétrica em seu interior (um exemplo são os
metais), e como isolantes, quando dificultam ou não permi-
tem a passagem da corrente elétrica (como exemplos temos a
borracha, o plástico, o vidro e o papelão).

Atividade 22
Observando os elementos de aparelhos elétricos, identifique,
com a letra C aqueles que são condutores e, com a letra I, os
isolantes:

Guia de estudo – unidade formativa v

271
a) ( ) pino de plug;
b) ( ) botão de um interruptor;
c) ( ) fio;
d) ( ) bulbo de lâmpada;
e) ( ) resistência de chuveiro.
A dificuldade de permitir a passagem de corrente elétrica
num determinado material é a resistência elétrica, medi-
da em Ohms (Ω). E seu valor depende da substância de que
é constituído o material, das dimensões e da temperatura do
equipamento que construirmos.
A passagem de corrente elétrica pelos materiais produz al-
guns efeitos: aqui estudaremos o Efeito Joule.
Num condutor percorrido por corrente elétrica, a resistência
faz com que uma parcela da energia elétrica seja transformada
em energia térmica, aquecendo o condutor. Esse é o efeito Jou-
le e permite classificar como resistivos, os aparelhos que são
usados para obter energia térmica.
Olhando uma lâmpada incandescente acesa, é possível ver
que, no circuito, o filamento é a fonte de luz, porque nele a
corrente elétrica encontra maior resistência. Quando isso acon-
tece, parte da energia elétrica se transforma em calor, aque-
cendo o filamento até temperaturas tão altas que ele se torna
incandescente, emitindo luz.
Os fusíveis ou disjuntores estão presentes nos aparelhos
elétricos e nos circuitos elétricos em geral. Sua função é ga-
rantir que os circuitos não sejam danificados pela passagem
de uma corrente elétrica maior do que a adequada, causando
curtos-circuitos ou danificando componentes do equipamento.
Na maioria das vezes, são feitos de porcelana ou vidro e um fio
de liga metálica que apresente baixa temperatura de fusão (70º
C), devendo ser colocados, no início do circuito, logo após a co-
nexão com a tomada ou na caixa de entrada e distribuição de
energia elétrica de uma edificação, de maneira que a corrente
elétrica passe primeiro por eles.
Estes elementos são os componentes de segurança para
os circuitos protegendo-os de altas correntes (sobrecargas)
que podem provocar os curtos-circuitos, pois o fio de liga

Guia de estudo – unidade formativa v

272
metálica que é parte deles, só pode suportar, sem derreter, o
efeito Joule de um valor de corrente máximo (10 A, 15 A ou
20 A). Sendo percorridos por uma corrente elétrica de valor
maior do que o de especificação, o fio vai aquecer rapidamen-
te rompendo-se, abrindo o circuito e impedindo a passagem
da corrente elétrica.
Por isto, ao comprar material elétrico é preciso escolher aque-
les cujas especificações sejam adequadas ao uso que faremos
deles, a partir de informações sobre a corrente e a tensão à
qual eles estarão submetidos.
Além do mais, instalar e usar equipamentos e aparelhos elé-
tricos exige cuidado e conhecimento técnico, porque o corpo
humano é um bom condutor de corrente e, em contato com
um condutor não isolado (fio descascado, por exemplo), passa
a fazer parte do circuito e permitindo a passagem de corrente
elétrica. As conseqüências podem ser graves incluindo até a
morte, pois a passagem de corrente elétrica causa queimadu-
ras em órgãos e tecidos internos e, no coração, pode provocar
fibrilação cardíaca (parada do coração). Uma forma de evitar
riscos é consultar os manuais com indicações para a instalação
e os cuidados no uso do aparelho, antes de fazer qualquer nova
conexão à rede elétrica.
As instalações elétricas nas residências constituem um cir-
cuito do qual fazem parte: os fusíveis, os fios, as lâmpadas, as
tomadas que permitem ligar os aparelhos no circuito e os inter-
ruptores que abrem e fecham o circuito elétrico. Construir cor-
retamente e, fazer a manutenção desse circuito é fundamental
para a nossa segurança, uma vez que os problemas elétricos
são uma das principais causas de incêndios.
Para saber mais consulte os sites:
http://www.bst.com.br, http://www.light.com.br/di-
cas.htm e http://wwweletropaulo.com.br/dicas.

Guia de estudo – unidade formativa v

273
10
Usos cotidianos:
rede elétrica residencial
e motores elétricos
No Brasil, as companhias distribuidoras fornecem energia
Objetivo:
elétrica para a maioria das regiões urbanas usando três fios
explicar os
princípios que
assim caracterizados: dois fios de fase (energizados) e um fio
garantem
o funciona-
neutro (sem energia), que podem ser combinados para carac-
mento das
instalações
terizar três tipos de rede elétrica residencial, conforme a ten-
residenciais e
dos motores
são fornecida:
elétricos.
1) fornece duas tensões (110V E 220 V);
2) fornece apenas uma tensão (220 V) e
3) fornece apenas uma tensão (110V).
Se você olhar a fiação que chega do poste à caixa de distri-
buição de energia elétrica ou (padrão como é conhecida em
algumas regiões) da sua casa, poderá saber qual é o tipo de
rede que abastece sua casa. Os circuitos de 110V utilizam dois
fios da rede: um fase e um
Imagem 10 -
neutro, enquanto os circuitos
Esquema de quadro de
220V usam dois fios fase e
distribuição de energia
um neutro. A tensão é a di-
elétrica residencial
ferença de energia entre dois
fios, assim 110V é a diferença
entre um fio fase e um neu-
tro e 220V entre os dois fios
fase e um neutro. Neste caso
os três fios conectados à rede
de distribuição formam os cir-
cuitos elétricos interiores que
podem ser de tensão 110V ou
220V dependendo das com-
binações realizadas entre as
duas fases e o neutro.
Fonte: Projeto escola e Cidadania Física: volu-
me. Os eletrodomésticos. Ed. Do Brasil. p 25.

Guia de estudo – unidade formativa v

274
Atividade 23 A observação
usa apenas
Observe o quadro de distribuição de energia elétrica os olhos

de sua casa ou sua escola.


A) Existe proteção dos circuitos por fusíveis ou disjuntores?
B) Descubra como é possível identificar os fios fase e o neutro.
C) Conte quantos fios chegam à caixa de distribuição e quantos
saem dela.
D) Observe e anote se os fios que chegam do relógio medidor
de luz e os fios que saem para as tomadas e lâmpadas têm a
mesma espessura. Discuta com seus colegas e com o professor
o significado dessas observações.
Agora vamos aprender um pouco sobre o circuito residencial.
Nele as ligações de tomadas e lâmpadas podem ser de dois tipos:
1) ligação em série: nos circuitos ligados em série todos
os aparelhos devem funcionar juntos, como ocorre com lâm-
padas pisca-pisca. Se Imagem 11 – Circuitos paralelo e série
uma parte não funcio-
nar, todo circuito fica-
rá desligado.
2) ligação em pa-
ralelo: no circuito li-
gado em paralelo, os
aparelhos funcionam
separada-mente, uma Circuito em paralelo:

vez que a corrente cada lâmpada é ligada


independentemente aos

elétrica se subdividirá fios da rede elétrica.

nos diferentes ramos


do circuito, e a tensão
será sempre a mesma
(110V ou 220V). As
tomadas são sempre
ligadas em paralelo,
enquanto as lâmpa-
das podem ser ligadas Circuito em série: as lâmpadas são ligadas umas

tanto em série como às outras, de forma que, quando uma não


funciona, as outras também não funcionam.

em paralelo.
Fonte: Projeto escola e Cidadania Física:
Os eletrodomésticos. Ed. Do Brasil. p.18.

Guia de estudo – unidade formativa v

275
Alguns cuidados são fundamentais em relação às instalações
elétricas:

Não ligar muitos aparelhos numa mesma tomada usando


extensões elétricas, pinos T, benjamins ou similares, pois
pode ocorrer sobrecarga na instalação elétrica.
Utilizar sempre disjuntores térmicos para proteger o cir-
cuito elétrico, (para tensão de 120 V usar disjuntor de 20 A
e, de 220V, disjuntor de 10 A, por fase).
O fio terra dos aparelhos deve ser conectado em um cabo
de aterramento eficiente e não no fio neutro ou em canos.

O EFEITO MAGNÉTICO

Imagem 12 – Esquema de interação entre imãs e letroimãs

Os campos
magnéticos podem
ser produzidos por
ímãs ou por fios
enrolados na forma
de bobinas.

Fios metálicos percorridos por corrente


elétrica produzem campos magnéticos
semelhantes aos dos ímãs, com a
vantagem de poderem ser desligados
ou de terem invertidos os seus pólos
com a inversão do sentido da
corrente elétrica que os percorre.

Fonte: Projeto escola e Cidadania Física: volume. Os eletrodomésticos. Ed. Do Brasil.

Guia de estudo – unidade formativa v

276
No tópico anterior aprendemos acer- Imagem 13
ca do efeito Joule da corrente elétrica Rotor de motor elétrico
e seu uso no cotidiano. Outro uso co- de liquidificador
tidiano de tecnologia elétrica, é o de
aparelhos com motores elétricos, que
têm como princípio de funcionamento
o efeito magnético: um fio percorrido
por corrente elétrica produz à sua volta
um campo magnético, que é sensível
à outros campos magnéticos, poden-
do atraí-los ou repeli-los, sejam eles
produzidos por outro fio energizado ou
por um imã.
Esse efeito é o principio utilizado na
construção dos motores elétricos, per-
mitindo que funcionem graças às forças Fonte: Projeto escola e Cidadania
magnéticas que são produzidas pela Física: volume. Os eletrodomésticos. Ed.
passagem de corrente elétrica através Do Brasil. p.15.

de um fio enrolado em forma de bo-


Imagem 14
bina. Todos os motores elétricos pos-
Estator de motor
suem pelo menos três elementos em
comum:
1) o rotor ou induzido;
2) o estator;
3) os contatos.
O rotor ou induzido corresponde à
parte do motor que é móvel, formado
por várias bobinas de fios enrolados so-
bre lâminas metálicas. Ele gira acoplado
ao sistema mecânico que vai produzir o
movimento desejado como giro de pás
Fonte: Projeto escola e Cidadania
de ventilador, facas de liquidificador, Física: volume. Os eletrodomésticos.
garfos de batedeira etc. Ed. Do Brasil. p.15

O estator é a parte fixa do motor, em


geral é a carcaça do eletrodoméstico, formado por um enrola-
mento com bobinas unidas entre si e unidas aos fios que devem
ser conectados á tomada. Em motores pequenos de brinque-
dos, o estator é substituído por um imã.

Guia de estudo – unidade formativa v

277
E as conexões são diversas: anel circular (anel coletor) liga-
do ao rotor, e escovas ligadas ao estator.

Atividade 24
Usando a Figura da página 253, do Guia de Estudo da Unidade
III que mostra o esquema do motor elétrico de um liquidifica-
dor, faça uma síntese explicando o funcionamento do aparelho e
de seus componentes: rotor estator, bobina móvel entre outros.
Para tanto pesquise no site http://axpfep1.if.usp.br/~gref/pagi-
na01.html o material Leituras de Eletromagnetismo 3, produzi-
do pelo Grupo de Reelaboração do Ensino de Física (GREF).
Enfim...
Nesta unidade formativa, você estudou alguns exemplos de
conhecimentos científicos e tecnológicos em diferentes setores
da sociedade humana atual: geração e consumo de energia
nos meios de transporte e comunicações, funcionamento de
equipamentos nas atividades produtivas e cotidianas, avanços
capazes de promover a saúde, a qualidade de vida e um maior
e melhor conhecimento da vida no planeta; produção de mate-
riais novos abrindo novas possibilidades etc. Buscamos mostrar
a importância desses conhecimentos e seus benefícios para as
nossas vidas. Ao mesmo tempo, apontamos os riscos e proble-
mas para a vida e para o Planeta. Contudo é de fundamental
importância perceber que a Ciência e suas aplicações são como
as faces de uma moeda e que devem ser assim consideradas
porque, muitas vezes, apresenta-se apenas uma das faces: “a
face do progresso, da salvação do mundo e a força do desen-
volvimento”, o lado do Bem. Ou a do mal: a força de devasta-
ção do planeta, de destruição da humanidade e de morte do
planeta”. Qual dos pontos de vista seria o mais correto? Será
que é possível ficar de um só lado? O que você pensa sobre
isso? Que tal produzir um mural que confronte essas idéias por
meio de diferentes formas de expressão: texto, HQ, desenho,
música, poema etc. Você poderá usar, como ponto de partida
para o debate, a reflexão sobre a seguinte frase:

“No final, nossa sociedade será definida não somente pelo que criamos, mas
pelo que nos recusamos a destruir. A escolha é sua”.
John Sawhill (The Nature conservancy)

Guia de estudo – unidade formativa v

278
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r t i c
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Guia de estudo – unidade formativa v

280
Caro(a) Estudante,
Nesta unidade formativa, você terá a oportunidade de aprofundar
a reflexão sobre tecnologia, em várias dimensões. Nas aulas de Par-
ticipação Cidadã, vamos refletir especificamente sobre tecnologia
social a partir da experiência de trabalho desenvolvida por você e
seus colegas até o momento para viabilizar a ação comunitária pro-
posta no currículo do ProJovem Urbano. Ela deve ter sido planejada,
preparada e certamente está sendo implementada.
Ao colocar em prática o PLA – Plano de Ação Comunitária, você
e sua turma têm a oportunidade de testar: (i) as ferramentas de
planejamento participativo trabalhadas nas unidades anteriores; (ii)
as formas de organização e dinamização das atividades coletivas e
dos espaços de participação que foram propostas no plano; e (iii) o
uso dos meios de comunicação que dão consistência à ação social.
Chamamos de tecnologia social esse conjunto de procedimentos,
recursos e técnicas, quando são aplicados ao desenvolvimento e
transformação social das comunidades.
As tecnologias sociais são desenvolvidas em um contexto de
construção coletiva e participação direta da população, visando à
promoção de soluções que atendam a necessidades comuns.
Em que medida a experiência de ação comunitária está contri-
buindo para responder a necessidades presentes na comunidade?
Como está sendo apropriada por quem dela participa? Como dialoga
ou se conecta com outras práticas coletivas de participação cidadã
existentes na comunidade, na região ou na sua cidade?
Nesta unidade formativa, a reflexão sobre tecnologias sociais e a
relação com o que você e sua turma estão desenvolvendo a partir
do PLA visa contribuir para ampliar a compreensão sobre o contexto
e perspectivas das práticas de Participação Cidadã.
As aulas de Participação Cidadã, nesta unidade, continuam a ter
uma organização especial: as horas dedicadas à execução do PLA,
no local em que ele é realizado, devem ser intercaladas com encon-
tros periódicos de toda a turma, na sala de aula, para preparar a
próxima atividade prevista no plano, analisar e compartilhar o que
está sendo feito e ampliar a reflexão sobre participação cidadã entre
vocês, a partir da experiência que estão realizando.
Bom trabalho!

Guia de estudo – unidade formativa v

281
Guia de estudo – unidade formativa v

282
1 Tecnologias sociais
e participação cidadã

Quando pensamos em tecnologia, associamos a palavra a


alguma inovação ou a uma nova maneira de funcionar ou de
fazer alguma coisa. Quando pensamos em Participação Cidadã,
associamos a expressão à convivência social, às relações com
as comunidades em que estamos inseridos e, especialmente,
ao modo como a nossa atuação pode contribuir para defender,
consolidar e ampliar direitos que resultem em melhoria da qua-
lidade de vida para todos.
A maneira como nos organizamos e participamos da vida so-
cial tem tudo a ver com o modo como se produzem e usufruem
as novas tecnologias na sociedade. Além disso, influem nos
modos como se operam as mudanças no meio social, cultural,
econômico, político, ambiental. Por exemplo, as mudanças no
meio ambiente e nas comunicações mostram mais claramente
o quanto as tecnologias fazem parte do nosso cotidiano de di-
versas maneiras, em diferentes lugares e tempos, como você
vai estudar detalhadamente nas aulas de Ciências Humanas.
A degradação do meio físico causada pela falta de saneamento
básico ou pela poluição das grandes cidades incide diretamente
na qualidade de vida da população. Assim também como a in-
trodução do computador e da Internet no cotidiano de qualquer
pessoa transformam radicalmente seus caminhos de acesso à
informação e formas de comunicação pessoal e social, gerando
impactos na convivência social e na participação cidadã.
Se, por um lado, o desenvolvimento das novas tecnologias
traz inúmeros benefícios para a vida em sociedade, por ou-
tro, essas novidades também convivem com antigos problemas
como violência urbana, pobreza, desemprego e exclusão social.
Por causa disso, nem todos têm acesso às novas tecnologias.
Mas quando falamos de tecnologia social, referimo-nos a pro-
dutos, métodos e técnicas que incorporam a cultura e os re-
cursos locais, e são desenvolvidas com a participação ativa da

Guia de estudo – unidade formativa v

283
comunidade, visando solucionar problemas coletivos e melho-
rar a qualidade de vida das pessoas.
São muitos os exemplos de tecnologias sociais voltadas à
solução de problemas coletivos, tais como saúde, educação,
saneamento, habitação, geração de trabalho e renda. Podemos
citar alguns, que hoje já se tornaram políticas públicas:
o soro caseiro (um copo de água com uma pitada de sal e
duas colheres de açúcar que já salvou milhares de crianças da
desidratação, ajudando a combater a mortalidade infantil);
a multimistura (farinha produzida com o aproveitamento
de sementes e ingredientes locais, complemento alimentar lar-
gamente utilizado no combate à desnutrição);
a cisterna de placa (sistema de captação de água de chuva
para o consumo humano, que serve de reservatório e propor-
ciona o abastecimento durante o período de seca);
metodologias de alfabetização (de jovens e adultos para
combater o analfabetismo);
certificação socioparticipativa de produtos agroextrativis-
tas (forma encontrada para agregar valor à produção familiar
na Amazônia e atestar que a mesma foi obtida sem o uso de
insumos e produtos químicos);
cooperativas de catadores de lixo e projetos que se re-
lacionam à limpeza urbana, à implantação dos sistemas de
coleta seletiva e à reciclagem de resíduos sólidos (têm sido
objeto de políticas públicas em vários centros urbanos, com
incentivo dos governos municipais e o desenvolvimento de
novas tecnologias).
Nas periferias de grandes centros urbanos, existem inúmeros
empreendimentos solidários que desenvolvem e usam tecnolo-
gias sociais para geração de emprego e renda.
De acordo com o site do Ministério da Ciência e Tecnologia,
“tecnologias sociais caracterizam-se pela simplicidade, baixo
custo e fácil aplicação, que potencializam a utilização de insu-
mos locais e mão-de-obra disponível, protegem o meio ambien-
te, têm impacto positivo e capacidade de resolução de proble-
mas sociais”. Destacam-se por envolver a participação direta
da população na resposta a necessidades coletivas e, portanto,
contribuem para a inclusão social.

Guia de estudo – unidade formativa v

284
A partir do momento em que há reconhecimento de que essas
soluções são promotoras de transformação social e de melhorias
da qualidade de vida das pessoas envolvidas, elas têm desper-
tado o interesse de órgãos do governo e de organizações não-
governamentais, abrindo espaço para a discussão e para a con-
sideração dessas soluções como objetos de políticas públicas.

Atividade 1
Ajude a organizar uma roda de conversa na turma para discutir:
A) O que são tecnologias sociais?
B) Que exemplos de tecnologias sociais são conhecidos pela
turma?

Guia de estudo – unidade formativa v

285
2 Saber popular, saber técnico

As tecnologias sociais aliam saber popular, organização social


e conhecimento técnico-científico. Portanto, partem do reco-
nhecimento de que existe um saber que está na comunidade,
que passa de uma geração para outra, mas que nem sempre é
visto como válido.
Mas o que é necessário para que o conhecimento popular se
transforme em tecnologia social? Trata-se de valorizá-lo e fazer
a conexão entre ele e o saber que é produzido com pesquisas
e com os estudos existentes sobre a realidade local. Ou seja,
é fundamental que, por uma lado, haja o envolvimento direto
entre as pessoas que vivenciam os problemas e que já sabem
por onde passam as soluções, e, por outro, as universidades,
institutos de pesquisa ou outros agentes, que trazem um acú-
mulo de conhecimentos diferentes obtidos por meio de estudos
e pesquisas sistematizadas. A partir desse encontro, o conheci-
mento se estrutura e as tecnologias sociais são construídas.
Nesta perspectiva, as tecnologias sociais não podem ser sim-
plesmente tecnologias introduzidas “de fora”. Devem conside-
rar um melhor aproveitamento da cultura, dos modos de fazer
e conviver, das matérias-primas e do meio ambiente local. Não
só devemos respeitar, como até incorporar saberes tradicionais
presentes no grupo social e na comunidade com a qual traba-
lhamos. A comunidade local precisa participar do processo de
trabalho, tanto para aprender como esse se organiza e funcio-
na, como para sugerir mudanças e participar ativamente do
seu aperfeiçoamento.
Por isso, todo o processo de trabalho que implica o desen-
volvimento de uma ação social na comunidade, por exemplo, é
tão importante quanto os resultados obtidos por meio dele. E é
com o acompanhamento e o monitoramento contínuo da ação
coletiva que esses aspectos podem ser evidenciados e apro-
priados por todos os que dela participam.

Guia de estudo – unidade formativa v

286
Quando monitoramos, levantamos informações, dados e re-
latos que trazem olhares diversos e significativos sobre a reali-
dade. Esse monitoramento é um importante instrumento para
trazer a visão da comunidade sobre os problemas locais e sub-
sidiar ajustes e melhorias nas ações e tecnologias desenvolvi-
das para seu enfrentamento.
A principal característica das tecnologias sociais é que são
reaplicáveis, ou seja, podem ser usadas e multiplicadas entre
um grande número de pessoas. A idéia de reaplicação é di-
ferente da de replicação. A tecnologia social não pode ser
simplesmente copiada tal como foi concebida (replicação). É
importante que, no processo de multiplicação das experiências,
ela seja recriada, ajustada, e que sejam agregados novos ele-
mentos pelas pessoas da comunidade. Com isso, espera-se que
o conhecimento seja, de fato, apropriado e reconstruído pela
comunidade. É esse movimento que chamamos de reaplicação.
Reaplicar é, portanto, uma ação aberta a novos saberes cons-
truídos a partir da organização comunitária, da articulação das
ações em redes sociais e da comunicação e mobilização social.
Esses aspectos serão desenvolvidos nos próximos tópicos.

Atividade 2
Reúna-se com seus colegas para fazer um balanço do proces-
so de acompanhamento e monitoramento da ação comunitária,
considerando:
A) O público-alvo, apoiadores e parceiros envolvidos já par-
ticiparam de alguma avaliação parcial da ação? Que aspectos
destacaram? Caso isso não tenha ocorrido, como se poderia
provocá-lo?

Guia de estudo – unidade formativa v

287
B) O que o grupo responsável pela execução do PLA identifica
como características que a vivência prática e a convivência com
o público-alvo da ação comunitária foi imprimindo à proposta e
que, de alguma maneira, expressam saberes e traços de iden-
tidade da comunidade?

C) Em que medida a participação cidadã desenvolvida por você


e seus colegas pode também ser tomada como exemplo de
tecnologia social em construção, já que se baseia em uma me-
todologia de planejamento participativo, no uso de técnicas de
trabalho coletivo e em demandas da comunidade identificadas
por vocês no “Mapa dos Desafios”?

O número de iniciativas que envolvem o uso de tecnologias


sociais tem crescido no Brasil. Uma das conseqüências desse
aumento foi a criação da Rede de Tecnologia Social (RTS), or-
ganização que tem por objetivo contribuir para a promoção do
desenvolvimento sustentável por meio da difusão e reaplica-
ção, em escala, de tecnologias sociais.

Guia de estudo – unidade formativa v

288
Rede de Tecnologia Social
Em todo o Brasil, a sociedade civil, a iniciativa privada, as instituições de en-
sino e pesquisa e governos – federal, estadual e municipal – estão reunindo es-
forços a fim de buscar soluções para problemas socioeconômicos do país. Cada
vez mais, as Tecnologias Sociais têm contribuído para a redução da pobreza,
geração de trabalho e renda, promoção do desenvolvimento local sustentável
e redução do analfabetismo, dentre outros desafios.
É nesse cenário que se insere a Rede de Tecnologia Social (RTS), criada em
abril de 2005, a partir da seguinte constatação: apesar de várias instituições
trabalharem com fomento tecnológico e apoio a projetos sociais, essa atuação
ainda é pequena diante das questões que visam a resolver, principalmente
quando buscam a inclusão social.
Por isso, a missão da Rede é reunir, organizar, articular e integrar um con-
junto de instituições e suas ações, com o propósito de contribuir para a promo-
ção do desenvolvimento sustentável, mediante a difusão e a reaplicação, em
escala, de Tecnologias Sociais.
A RTS tem, ainda, o propósito de estimular: adoção de Tecnologias Sociais
como políticas públicas; apropriação das Tecnologias Sociais por parte das co-
munidades; desenvolvimento de novas Tecnologias Sociais. Entidades de todas
as regiões do Brasil compõem a Rede de Tecnologia Social. Elas representam a
sociedade civil organizada, as universidades, o empresariado e o governo. Em
nível internacional, organizações latino-americanas também aderiram à RTS.
O Comitê Coordenador da Rede está composto por 13 instituições: Ministé-
rio da Ciência e Tecnologia (MCT); Caixa Econômica Federal (Caixa); Financia-
dora de Estudos e Projetos (Finep); Fundação Banco do Brasil (FBB); Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS); Petrobrás; Sebrae; Arti-
culação no Semi-Árido Brasileiro (ASA); Associação Brasileira de Organizações
Não Governamentais (Abong); Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Uni-
versidades Públicas brasileiras; Grupo de Trabalho Amazônico (GTA); Instituto
Ethos; e Subsecretaria de Comunicação Institucional da Secretaria-Geral da
Presidência da República.
Como participar: visite o portal www.rits.org.br

Guia de estudo – unidade formativa v

289
3
Tecnologias de
informação e comunicação
e articulação de redes sociais

O uso de novas tecnologias de informação e de comunicação


está provocando profundas mudanças em todas as dimensões
da nossa vida: viabilizam novas formas de convivência, de tro-
cas, de mobilidade e de produção conjunta, influindo na nossa
maneira de perceber e atuar na realidade. Especialmente as
redes eletrônicas modificam profundamente o conceito de tem-
po e espaço. Muitas atividades que antes demandavam tempo
com deslocamento em grandes distâncias, hoje podem ser re-
solvidas de qualquer lugar por meio das redes. Para comparti-
lhar informações, mobilizar, organizar, reunir pessoas e divul-
gar atividades conjuntas, diversos meios podem ser criados e
usados simultânea e complementarmente.
As redes sociais nascem como um espaço horizontal para
compartilhamento de idéias, interesses e objetivos comuns. São
compostas por pessoas e organizações que têm algo em comum
que os motiva a se conectarem. Para que isso aconteça, porém,
é preciso comunicação contínua e disseminação de informações
de interesse geral, pois é a articulação e o contato com diversas
formas de pensar e compreender o mundo que amplia e alimenta
o repertório dos participantes e valoriza a participação na rede.
Entretanto, estar em rede não significa que todos pensem
de modo igual. A forma descentralizada de uma rede implica
tempos diferentes para decidir e atuar. As decisões partem de
vários pontos, o que exige tempo, diálogo, argumentação, ne-
gociação, ou seja, um intenso processo de comunicação, para
além das novas tecnologias que facilitam a articulação.
A Unidade Formativa IV trouxe subsídios para qualificar os espa-
ços de participação e para dimensionar o uso de meios de comu-
nicação com base em critérios e em suas funções no desenvolvi-
mento do PLA. Como amplificar a experiência da ação comunitária
usando as tecnologias de informação e comunicação, cada vez
mais presentes em quase todas as formas de trabalho?

Guia de estudo – unidade formativa v

290
Trazer o mundo para a comunidade e levar a comunidade
para o mundo significa gerar conhecimentos e recursos que po-
dem contribuir para transformá-la. Mais que um fim em si, as
tecnologias da informação são um meio de inclusão social, por
representarem amplas possibilidades de aprendizado e recur-
sos para novas iniciativas que contribuem para mobilizar a co-
munidade para seu próprio desenvolvimento e conectá-la com
outras experiências e contextos sociais, culturais e políticos.
A Internet oferece muitos recursos para espalhar informa-
ções, organizar e mobilizar interesses comuns contra a discri-
minação e as injustiças sociais, pela preservação ambiental,
pelos direitos humanos e tantos outros. Diversas formas de
comunicação e de disseminação de informação na Internet po-
dem ser usadas e desenvolvidas com o propósito de interagir
com a comunidade. Por outro lado, a Internet também é uma
porta para que a experiência de ação comunitária realizada por
sua turma possa ser compartilhada e articulada com as de ou-
tros grupos de jovens, de modo a somar esforços e participar
de mobilizações sociais abrangentes.
Veja uma síntese da experiência da Rede “Sou de Atitude”.

Rede Sou de Atitude


Essa rede é uma articulação nacional formada por adolescentes e jovens de
diversas regiões do país com o objetivo de monitorar as políticas públicas e in-
fluenciar o poder público para a garantia de direitos. A rede analisa a realidade
da infância e juventude, comunica, mobiliza e realiza ações políticas para que
as causas infanto-juvenis estejam na pauta da sociedade e do poder público
em todas as esferas (federal, estadual e municipal). Temas como a participa-
ção dos jovens na definição do orçamento público e nos conselhos gestores de
políticas públicas, e mobilizações da juventude contra a corrupção, em defesa
da cultura, por uma educação que respeite a diversidade, entre tantas outras,
tem integrado a agenda da Rede Sou Atitude.
Mas para fazer isso são necessários alguns ingredientes, como a comuni-
cação. Para facilitar a interlocução entre os membros da rede, há um site –
www.soudeatitude.org.br – e um e-grupo, permanentemente atualizados,
que funcionam como um importante canal de comunicação onde os adolescen-
tes e os jovens trocam experiências, socializam ações, buscam informações,
viabilizam a rede e se articulam para ações conjuntas.
Em março de 2008, a Rede Sou de Atitude estava distribuída em 14 esta-
dos brasileiros, com núcleos articuladores presentes em diversos municípios,
o que lhe garante uma grande diversidade de territórios, culturas, costumes,

Guia de estudo – unidade formativa v

291
realidades e perfis de participantes. No Núcleo Nacional, que fica em Salvador,
funciona a secretaria executiva da rede, de onde partem os processos de for-
mação, acompanhamento, comunicação e mobilização.
Fonte: Guia Atitude - Reflexões e prática para o monitoramento e ação política-
Cipó-Comunicação Interativa. Salvador, 2008.

Atividade 3
Reúna-se em grupo com alguns colegas para analisar, discu-
tir e sintetizar as seguintes questões:
A) Vocês conhecem ou já contataram alguma rede social? Que
experiências vivenciadas por vocês podem ser compartilhadas?

B) Procurem pesquisar e levantar redes sociais com interesses


comuns aos focos de atuação social desenvolvidos com o PLA.

Dicas de recursos digitais


Há alguns recursos que você e seus colegas podem usar de graça na Inter-
net. Todos eles podem ser acessados em quase todos os computadores e irão
facilitar a busca de conexão da experiência de ação comunitária com outras
redes sociais:
Sites de buscas: procure e encontre grande parte das informações que
precisa com serviços como Google (google.com.br), Yahoo (yahoo.com.br),
MSN (msn.com.br) e outros.

Guia de estudo – unidade formativa v

292
Correio eletrônico: troque mensagens com seus colegas e peça mais in-
formações, mantendo-se continuamente conectado.
Blogs: publique suas próprias páginas na Internet, como notícias e ainda
receba comentários de quem as lê. Um Blog é um sistema de gerenciamento
de conteúdos que geralmente é usado para a inclusão de textos que são lista-
dos, do mais recente ao mais antigo, possibilitando a qualquer pessoa inserir
seus comentários sobre os conteúdos oferecidos. Por isso, é um meio que agi-
liza a difusão e discussão de idéias.
Redes Sociais: a rede social mais popular no Brasil é o Orkut, que permite
formar comunidades de interesse em torno de um tema ou de um assunto, e
em que os visitantes trocam opiniões, dão testemunhos, inserem fotos. Outras
redes podem ser procuradas a partir de palavras-chave nos sites de busca ci-
tados acima.
Podcasts: são pequenas gravações de entrevistas, conversas ou recados
e mensagens escritas sobre um determinado assunto que são publicadas em
sites e blogs.

Guia de estudo – unidade formativa v

293
4 Comunicação e
mobilização social

O crescimento acelerado das cidades e certa desintegração


gerada pela grande expansão urbana vem diminuindo drastica-
mente o uso compartilhado de espaços públicos que proporcio-
nam experiências comuns de vida. Especialmente nos grandes
centros urbanos, a desconexão entre os habitantes é, muitas
vezes, compensada pela conexão proporcionada pelos meios
de comunicação de massa.
Nesses tempos em que a informação assume um papel cada
vez mais relevante, promover o exercício da cidadania significa
motivar e sensibilizar as pessoas para transformarem as diver-
sas formas de participação na defesa da qualidade de vida e em
co-responsabilidade social.
Mobilização social consiste nas ações de despertar interesses,
convocar vontades e integrar vozes para alcançar o objetivo
comum de intervir na realidade e mudar situações e atitudes.
É da necessidade de juntar pessoas e unir forças que nascem
mobilizações voltadas para estimular o desejo de agir e formar
opiniões nas pessoas. Por isso, mobilização social é também
comunicação, pois aproxima e permite compartilhar desejos
comuns, convoca apoios e parcerias, socializa informações de
maneira que todos se sintam parte de uma mesma ação ou mo-
vimento. Essa comunicação pode materializar-se em processos
ou produtos, como campanhas, seminários, debates, oficinas,
programas de rádio, blogs, sites etc., que cumprem o papel de
promover a troca e a difusão das informações.
Mais do que pelo fato de integrar uma rede social, o sucesso
de uma intervenção na comunidade depende do quanto se con-
segue a adesão das pessoas direta e indiretamente envolvidas.
Para uma ação de mobilização social ganhar força é preciso
do apoio da comunidade. No apoio direto, o desafio está em
construir relações de parceria que contribuam substantivamen-
te para o desenvolvimento da proposta.

Guia de estudo – unidade formativa v

294
O termo parceria tem sido empregado para traduzir várias
formas de relação entre diferentes organizações, instituições
ou empresas. Parceiros são pessoas/organizações que se unem
em torno de um interesse comum. Freqüentemente a palavra
“parceria” também é associada à idéia de complementaridade
entre as partes, soma de esforços, responsabilidade partilha-
da ou co-responsabilidade, ação integrada, participação con-
junta. A consolidação das relações entre parceiros passa em
diferentes níveis e graus por:
compreensão compartilhada da situação ou da realidade
social em que se estrutura a ação conjunta;
construção de relações de confiança entre parceiros por
meio de trocas e conhecimento mútuo. Essa confiança ganha
expressão quando existe e se reconhece a reciprocidade do in-
vestimento de cada parte em torno do projeto comum e quan-
do se constroem afinidades de posturas e de crenças;
respeito e valorização das diferenças entre parceiros, o que
proporciona aprendizagem de novos saberes e complementa-
ção de competências no desenvolvimento das ações;
flexibilidade nas relações, que favorece o surgimento de
novas oportunidades, bem como a recriação dos processos de
trabalho. Supõe ainda interação permanente e diálogo aberto;
informação e comunicação ágil e contínua que alimentam o
processo coletivo de trabalho ampliando horizontes e renovan-
do-os continuamente, bem como favorecendo maior horizonta-
lidade nas relações e qualificando a participação;
transparência na prestação de contas do que está sendo
feito por cada parceiro e na avaliação da atuação de cada parte
envolvida;
apropriação dos resultados e impactos que são gerados
pelas ações comuns;
respeito à autonomia e independência de atuação entre
parceiros, respeitando-se os acordos estabelecidos, o que pres-
supõe definição clara de papéis e funções de cada um.
A partir da união de esforços entre diferentes atores, como
organizações da sociedade civil, iniciativa privada e gover-
nos, criam-se condições de ampliar os horizontes de uma ação

Guia de estudo – unidade formativa v

295
social, na perspectiva de contribuir para promoção do desen-
volvimento local sustentável.

Atividade 4
Reúna-se com seus colegas para avaliar em que medida a
experiência de ação comunitária tem conseguido mobilizar o
público-alvo. Como tem sido o desenvolvimento de parcerias
construídas em torno do PLA? Faça uma lista dos parceiros,
buscando caracterizar como as referências sublinhadas acima
vêm se apresentando com cada parceiro no decorrer da expe-
riência do grupo.
A partir desse levantamento, sistematize com o grupo as difi-
culdades encontradas no relacionamento com os principais par-
ceiros, pontos de interesse comum, potencialidades e desafios
identificados.

Guia de estudo – unidade formativa v

296
5 Tecnologias sociais
e desenvolvimento sustentável

As tecnologias sociais surgem como resultado de um proces-


so que se caracteriza pela introdução de valores como constru-
ção compartilhada do conhecimento e comprometimento com
a solução de problemas que afetam a qualidade de vida da
população. Como a tecnologia é socialmente construída, ela é
uma ferramenta que promove inclusão e, mais que isso, eman-
cipação social, tornando-se essencial para promover um novo
tipo de desenvolvimento - o desenvolvimento sustentável.
A idéia de desenvolvimento sustentável ganhou força nos úl-
timos anos por conciliar o crescimento econômico, a justiça
social e a proteção ambiental. Além disso,
leva em consideração as pessoas – suas crenças, habilida-
des e valores, o direito à qualidade de vida e a preservação do
meio ambiente no processo de desenvolvimento;
direciona suas ações a partir não somente de demandas e
problemas, mas também das potencialidades locais e, por isso,
é sustentável. Neste sentido são importantes tanto as iniciati-
vas dos governos e das empresas como as das comunidades,
que são protagonistas do processo de desenvolvimento, bus-
cando a participação social, a autonomia e o bem-estar das
gerações atuais e futuras;
constrói um processo baseado na mobilização social, na
interação com redes sociais, na participação e valorização das
tecnologias sociais, e não apenas na boa vontade e disposição
de poucos.
A idéia de desenvolvimento sustentável incorpora: (i) uma
dimensão “humana”, no sentido de estar voltado para as pes-
soas, suas culturas e particularidades locais; (ii) uma dimensão
“social”, na medida em que considera os interesses da coletivi-
dade e precisa ser “sustentável”, isto é, precisa buscar o bem
estar atual da comunidade e, ao mesmo tempo, manter o com-
promisso com as gerações futuras.

Guia de estudo – unidade formativa v

297
As tecnologias sociais, compreendidas como conhecimento
aplicável que inclui metodologias, processos, produtos e modos
de fazer coisas, contribuem para construir essa nova visão de
desenvolvimento.
A valorização do saber local, a conexão dele com outros sa-
beres, o resgate da auto-estima, a cooperação, a solidarieda-
de, o exercício de cidadania e novas perspectivas de geração
de trabalho e renda constituem os pilares do desenvolvimento
sustentável. A partir do momento em que as comunidades per-
cebem que as soluções que criaram são tecnologias, passam a
valorizar sua vivência e os conhecimentos que produzem. Esse
movimento gera a percepção da importância da própria prática
para as mudanças da realidade local e de todo o país.
Ao trazer para a reflexão a relação entre tecnologia social, re-
des sociais, mobilização e desenvolvimento sustentável, propo-
mos que analisem o potencial que a ação comunitária realizada
por você e seus colegas no curso do ProJovem Urbano pode
alcançar, em articulação com outras ações sociais e políticas ou
o que a experiência pode semear para iniciativas futuras.

Atividade 5
Reúna-se com seus colegas para refletir a relação entre o Plano
de Ação Comunitária que está sendo implementado pelo grupo
e as noções de tecnologia social e desenvolvimento sustentável
apresentadas neste tópico, a partir das seguintes questões:
A) Busquem caracterizar as tecnologias sociais com mais evi-
dência que estão sendo usadas por vocês na execução da ação
comunitária.

Guia de estudo – unidade formativa v

298
B) Que atividades ou situações indicam que a ação comunitária
está interagindo com a cultura, os valores e as potencialidades
do público-alvo?

C) Reflitam e discutam sobre os três principais desafios para


um processo de desenvolvimento sustentável na comunidade,
bairro ou região em que vivem?

Guia de estudo – unidade formativa v

299
Guia de estudo – unidade formativa v

300
c a
á ti
o r m
i nf
Caro(a) Estudante,
Nesta unidade formativa vamos apresentar outras aplicações
que a Internet nos oferece.
Você aprendeu, até aqui, como navegar na Internet e como
utilizar o e-mail como grande ferramenta de comunicação. Mas,
existem outras!
Uma delas é o Chat! Você sabe o que é isso? Está curioso?
Aguarde até descobrir nas próximas páginas deste material.

Guia de estudo – unidade formativa v

303
1 OUTRAS APLICAÇÕES DA INTERNET
Neste tópico você vai analisar as muitas possibilidades que
a Internet nos oferece no que diz respeito à interação entre as
pessoas. Uma delas é por meio do Chat. Essa palavra quer di-
zer “conversa” ou “bate-papo”, em inglês.
O Chat é uma conversa em tempo real (on-line). Ou seja, você,
do seu computador, conversa com outra pessoa, que está em
outro computador, em qualquer parte do mundo, bastando para
isso, que ambos estejam conectados à Internet ao mesmo tem-
po. Existem dois exemplos muito conhecidos de Chat: as salas de
bate-papo e os programas de comunicação instantânea...
Vamos conhecer cada um deles?

Atividade 1 – Usando salas de bate-papo


As salas de bate-papo, também conhecidas por WebChats,
ficam disponíveis em sites que provêem esse tipo de serviço.
Abaixo, estão alguns endereços de salas de bate-papo:
* www.uol.com.br
* www.terra.com.br
Por intermédio do seu navegador:
A) Acesse um dos sites citados e entre no link “Chat” ou “bate-
papo”. Escolha uma sala e converse com outras pessoas sobre
o ProJovem Urbano. Fale sobre o que você está estudando e
como está sendo a sua experiência.
B) Agora, seu professor indicará uma sala de bate-papo espe-
cífica. Entre nesta sala e converse com seus colegas de turma
sobre a experiência de usar um WebChat.
Vamos aos programas de comunicação instantânea?

Guia de estudo – unidade formativa v

305
Atividade 2 - Utilizando programas de comunicação
instantânea
Esse tipo de programa funciona com a mesma idéia das sa-
las de bate-papo. Você conversa com uma ou mais pessoas na
mesma hora, todos conectados ao mesmo tempo.
A diferença é que ele fica instalado em seu computador e
aparece, na tela, quem está conectado junto com você.
Existem diversos programas desse tipo:
MSN Messenger;
Skype;
Yahoo! Messenger;
Google Talk.

Seu professor instalou um desses programas no computador


que você está utilizando.
a) Sua primeira tarefa é criar uma “conta de usuário” do pro-
grama. O processo é muito parecido com a criação da conta de
e-mail, lembra?
B) Agora, crie sua lista de contatos e comece a conversar, uti-
lizando mensagens, com os seus colegas de turma.

Hoje em dia, praticamente todos esses programas, além de


permitirem a troca de mensagens de texto, também permitem
conversas através da voz do próprio usuário.
Você consegue se conectar com outra pessoa, através do
programa e utilizando caixas de som e microfone, instalados
no computador, e conversar com ela, como se estivesse ao
telefone.
Esse tipo de tecnologia é chamada de VoIP (Voz sobre IP).
Na verdade, o que acontece é que nossa voz é transmitida pela
Internet até o outro computador. O mesmo acontece com a voz
da pessoa com quem falamos.
A vantagem desse sistema é que podemos falar com qualquer
pessoa, de qualquer lugar do mundo, que tenha Internet, sem
nenhum custo, além do custo da conexão à própria Internet.

Guia de estudo – unidade formativa v

306
Para isso, é necessário que a outra pessoa, com quem dese-
jamos falar, esteja no computador, conectada e usando o mes-
mo programa de comunicação instantânea.
Muitas empresas, hoje em dia, estão utilizando programas
desse tipo para a comunicação entre os seus funcionários. Para
as empresas, que possuem filiais em vários estados ou países,
a ligação pela Internet sai muito mais barata, do que por meio
do telefone convencional.

Refletindo
A) Como você acha que essas novas formas de comunicação
podem interferir na vida das pessoas e das empresas?
B) Discuta, com o seu professor e os seus colegas, a sua res-
posta sobre a Pergunta A.
C) Depois do debate, escreva no editor de textos, a sua opinião
sobre esse assunto. Envie seu arquivo, por e-mail, para o seu
professor. Imprima-o e, junto com os seus colegas, organize
um mural na sala de aula com o material impresso.

Novas formas de comunicação, certamente, influenciam bas-


tante a vida de todos nós.
Justamente aqui, volto à Cooperativa de Vitória da União!
Lembra do tópico anterior? Para facilitar e melhorar a distri-
buição do nosso Jornal Informativo, passamos a enviá-lo por
e-mail, como anexo, aos nossos clientes e parceiros.
Pois é! Mas, assim como você, nós estávamos sempre estu-
dando e aprendendo coisas novas. Por conta disso, começamos,
também, a utilizar os programas de comunicação instantânea
para aumentar a comunicação. E, para o nosso Jornal Informa-
tivo, conhecemos outra ferramenta: o blog.

Você sabe o que é um blog?


Pois bem, para você começar a entender essa nova aplicação
da Internet, que tal navegar um pouco?

Guia de estudo – unidade formativa v

307
Atividade 3 - Conhecendo blogs
a) Abra seu navegador e digite: http://facilia-projovem.blogs-
pot.com.
B) Navegue pelo endereço e observe com atenção o formato
desse tipo de página da Internet.
C) Procure por outros endereços de blogs, acesse-os e navegue
por eles.

O nome
blog vem de
weblog,
Refletindo
ou seja,
comentários A) Que diferenças você percebeu entre os blogs visitados e
na Internet.
Para saber outros sites que você já navegou, como, por exemplo, o da Re-
mais vá
em www. vista Viração?
wikipedia.org
e procure pelo
artigo blog. B) O que existe de semelhança entre os blogs visitados?

OUTRAS APLICAçõES DA INTERNET


E aí? Já entendeu o que é um blog?
Assim que os blogs surgiram, foram chamados de diários
on-line. Esse formato, de textos em ordem cronológica, real-
mente, lembra um diário. Muita gente utiliza essa ferramenta
de forma equivocada, publicando passagens de suas vidas pes-
soais sem o menor critério, expondo-se desnecessariamente.
Aos poucos, as pessoas estão percebendo que um blog é mais
que isso. É também um canal de comunicação, onde podemos
publicar nossas idéias ou experiências a respeito de determina-
do assunto, construindo juntos novos conhecimentos. Como eu
fiz no meu blog sobre o ProJovem Urbano.
Foi nesse aspecto que passamos o nosso Jornal Informativo
para um blog. Assim, tínhamos as informações publicadas,
podendo ser constantemente atualizadas e, quem quisesse
saber mais sobre a cooperativa e nossas ações comunitárias,
era só entrar lá.
E você? Que acha de criar um blog para comentar as suas
aulas, por exemplo?

Guia de estudo – unidade formativa v

308
Atividade 4 - Criando um blog pessoal
Mais uma vez, para usar esse tipo de ferramenta, você deve
acessar um site que forneça o serviço de blogs. Abaixo, existem
alguns:
www.blogger.com
www.weblogger.com.br
blog.uol.com.br

A) Escolha um dos sites e localize o link para iniciar o seu ca-


dastro. Siga as instruções do site. Caso tenha dificuldade peça
ajuda ao seu professor.
b) Com seu cadastro feito e seu blog criado, faça suas primeiras
publicações falando sobre o ProJovem Urbano e, depois, sobre
as suas aulas. Faça pequenos resumos com o que você apren-
deu e como cada um desses conhecimentos está modificando a
sua vida e a sua forma de comunicar-se com as pessoas.
C) Agora, envie um e-mail para a lista de discussão da sua sala,
com o endereço do seu blog. Convide seus colegas a visitá-lo e
fazer comentários acerca do que você escreveu. Faça o mesmo
no blog dos seus colegas.

Refletindo
A) Como foi a sua experiência para criar um blog? Descreva.
B) O que você acha do blog como ferramenta de comunicação?

Bom... Gostou? Com certeza! Com o tempo, você perceberá


inúmeras possibilidades para o seu blog.
Mas, preste atenção: como falei anteriormente, muitas pes-
soas utilizam o blog de maneira equivocada, tanto por se expo-
rem desnecessariamente, como também apresentando idéias
e opiniões levianas e, muitas vezes, inadequadas para serem
acessadas por qualquer pessoa.
É claro que, hoje em dia, temos total liberdade de expres-
são, e cada um pode expor o que quiser! Que bom! Mas,

Guia de estudo – unidade formativa v

309
sempre devemos ter em mente, que somos responsáveis pelo
que dizemos. Um blog é um espaço virtual público, portanto,
qualquer pessoa no mundo tem acesso a ele. Dessa forma,
todos devemos ter o cuidado e a responsabilidade pelo que
escrevemos na rede.
Antes de terminar, ainda quero mostrar mais uma aplicação
da Internet. Essa é bem recente e virou uma mania entre os
usuários de Internet: são as redes de relacionamento.
Essas redes se formam através de sites onde as pessoas se
cadastram e relacionam-se trocando mensagens, fotos, re-
cados e participando de comunidades sobre os mais variados
assuntos.
O exemplo mais conhecido, atualmente, é o Orkut (www.
orkut.com). Para participar dessa rede específica, você deve
ser convidado por alguém que já faça parte dela.
Peça ao seu professor que envie um convite para você atra-
vés do seu e-mail. Siga as instruções, cadastre-se, navegue e
divirta-se!
Pois bem! Terminamos mais um tópico. A Internet nos ofere-
ce muitas possibilidades. Explore-a e descubra coisas novas!

Guia de estudo – unidade formativa v

310
2 SISTEMAS OPERACIONAIS E OUTROS
Olá! Como vai? Navegando muito?
Neste tópico vamos continuar falando de Internet, mas va-
mos aprender um pouco mais de um outro recurso, já conheci-
do, desta grande rede: as páginas de Internet.
Como disse, você já sabe o que é isso. As páginas de Internet
são os arquivos que você vê quando acessa um determinado site.
Lembra-se da Unidade Formativa II? Pois é! Só que agora,
você não vai, somente, navegar por páginas de Internet, mas
sim aprender a fazê-las!
Antes de mostrar a você como se faz uma página de Inter-
net, vou contar mais um pouco do que aconteceu lá em Vitória
da União.
Lembra-se quando comentei na Unidade Formativa III que
fizemos uma apresentação eletrônica para apresentar nosso
projeto para empresas e outras pessoas? Depois dessa etapa,
sentimos uma grande necessidade de avançar e mostrar cada
vez mais nossa cooperativa, nossos projetos e serviços.
Sendo assim, além de nossa apresentação resolvemos cons-
truir algumas páginas de Internet, ou seja, um site, para a
nossa Cooperativa. Colocamos ali uma apresentação da coo-
perativa, a descrição do que fazemos, dos nossos projetos, os
nossos parceiros e algumas informações para contato.
Fizemos um site simples, mas com informações importantes,
onde, qualquer pessoa que acessasse nossas páginas nos co-
nheceria e saberia o que estávamos fazendo.
A principal vantagem de colocarmos um site na Internet
é que ficamos com nossas informações disponíveis o tempo
todo, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Além disso, fica
mais fácil para as pessoas acessarem nossas páginas, basta,
para isso, que elas saibam o endereço do site. De qualquer
computador conectado à Internet qualquer pessoa pode aces-
sar o nosso endereço.

Guia de estudo – unidade formativa v

311
E você, quer conhecer o site da nossa Cooperativa? Então,
execute seu navegador de Internet e entre no endereço:
http://br.geocities.com/cooperativavitoriadauniao

Atividade 5 – Reconhecendo o formato de um site


Acessou o site da Cooperativa? Ótimo! Agora, navegue com
bastante atenção. Perceba os aspectos visuais que compõem
essas páginas de Internet.
A) Quais as páginas existentes no site?CA
B) Quais as semelhanças que existem nas páginas visitadas?
C) E quais são as diferenças?
Menu de
navegação é
um conjunto
de links
principais E aí? Conseguiu identificar semelhanças e diferenças entre
de um site.
Esses links essas páginas? Viu que em todas existe uma parte superior
principais
são aqueles igual? Viu, também, que todas mostram os links para as outras
que ficam
disponíveis páginas do mesmo site? Que todas as páginas possuem um
em todas as
páginas, menu de navegação?
permitindo
acesso a
qualquer
Ao construir páginas de Internet que fazem parte do mesmo
parte do site
o tempo todo.
site, é importante pensar em duas coisas:
1) As páginas devem possuir uma semelhança visual (criando
o que chamamos de identidade visual). Dessa forma, a pessoa
que está navegando no site tem a sensação de estar sempre no
mesmo espaço, no mesmo lugar.
2) É muito importante que a pessoa que navega no site tenha
acesso a todas as suas partes, independente de onde esteja.
Assim, é fundamental a existência dos links de uma página
para outra em todas as páginas.

Atividade 6 – Observando o formato de outros sites


Agora, escolha três sites que você goste. Acesse os sites e,
para cada um deles, responda os itens abaixo.
A) Em todas as páginas do site existia um menu de navegação?
Estava sempre localizado no mesmo lugar?NET
B) Que outros elementos visuais ficaram fixos nas páginas?

Guia de estudo – unidade formativa v

312
Está claro que é muito importante manter a identificação vi-
sual nas páginas de um site. Essa é uma das regras para você
criar um site. Até seu BLOG, deve seguir essa regra, certo?
Mas, continuando... Você já viu que as páginas têm uma forma-
tação semelhante. Mas, você sabe como se faz essa formatação?
Para isso, existe uma linguagem específica, chamada HTML. Essa
linguagem não é difícil, mas, para aprendê-la, é necessário um
estudo mais aprofundado. E esse não é o nosso objetivo aqui.
Existem algumas formas mais simples de se trabalhar com a
produção de páginas de Internet. Existem programas onde for-
matamos uma página de Internet de forma muito semelhante a
um editor de texto. E, o programa é que monta o código HTML.
Alguns desses programas são: o Microsoft FrontPage, Macro-
media Dreamweaver, Lango, entre outros.
Aliás, hoje em dia, o próprio editor de texto pode ser usado
para fazer páginas de Internet. Você pode formatar suas pági-
HTML é
nas de acordo com sua necessidade e na hora de salvar, basta uma sigla
em inglês
escolher salvar como “Documento HTML”. que significa
Linguagem de

O importante, nesse caso, é produzir um documento, no editor Marcação de


Hipertexto.

de texto, com uma “cara” de página de Internet. Quer tentar? Hipertexto é


um sistema
para a
visualização
de informação
Atividade 7 – Criando uma página de internet – HTML cujos docu-
mentos

Execute o seu editor de texto e abra qualquer documento seu.


contêm
referências
internas para
Agora salve seu documento como arquivo HTML (página de outros docu-
mentos
Internet). (chamadas
de hiperlinks

Execute seu navegador de Internet a abra o arquivo HTML ou, simples-


mente, links).

que você acabou de salvar.


Viu? Você acabou de criar sua primeira página de Internet! Lá
em Vitória da União começamos assim. Na verdade, a primeira
coisa que fizemos em nosso site foi salvar nossa apresentação
eletrônica como arquivo HTML. Esse foi o primeiro conteúdo do
site da Cooperativa.
Vamos a mais uma atividade?

Atividade 8 – Formatando uma página de internet – HTML


Agora que você já tem um arquivo HTML, vamos formatá-lo
melhor.

Guia de estudo – unidade formativa v

313
De modo geral, todas as páginas de Internet de um site pos-
suem sua parte superior muito semelhante. Esse topo funciona
como um cabeçalho, como se fosse uma marca que identifica
que todas aquelas páginas pertencem ao mesmo site.
Para formatar sua página e criar o espaço para esse topo e
para o conteúdo utilize uma tabela. Assim, a primeira linha da
sua tabela fica com o topo, já a segunda, fica com o conteú-
do. Você ainda pode criar uma coluna para abrigar seus links
(menu de navegação).
Sua tarefa é criar um topo para sua página HTML. Use a sua
criatividade, mas leve em consideração o que você observou
nos outros sites.
Agora, crie um segundo arquivo HTML, mantendo a mesma for-
matação visual do primeiro. Modifique, apenas, o conteúdo. Pegue
um outro texto seu, ou copie e cole algum texto de outro site, como
o da Revista Viração (www.revistaviracao.com.br), por exemplo.

É isso aí! Você já tem dois arquivos HTML. Agora que tal ligar
um ao outro? Que tal fazer links entre esses arquivos?
Para criar um link, basta você selecionar a palavra que você
quer que se transforme em um link e, no menu inserir, clicar
em hiperlink.

Atividade 9 – Criando links


A partir de seu editor de texto, abra seu primeiro arquivo
HTML, e crie um link para o outro arquivo. Faça o mesmo com o
segundo arquivo, ou seja, crie um link, neste, para o primeiro.
Execute seu navegador e teste seus links.
Se os links estão criados e funcionando, e você tem, pelo
menos, dois arquivos interligados, praticamente, você tem um
site, um pequeno site.
Mas, para melhorar, quero que você faça a atividade a seguir.

Atividade 10 – Criando um pequeno site


Mão na massa!
Você acessou e navegou pelo site da Cooperativa de Vitó-
ria da União. E, quais eram as páginas que tinham por lá?

Guia de estudo – unidade formativa v

314
Apresentação da cooperativa, a descrição dos serviços, proje-
tos, parceiros e algumas informações para contato.
Pois bem! Assim como a Cooperativa, quero que você crie um
site para que você se apresente e descreva o que sabe fazer
e suas participações em projetos. Na verdade, quero que você
crie um currículo seu, que ficará disponível por meio de páginas
de Internet em um site, o seu site.
Como sugestão, você pode criar as seguintes páginas:
sua apresentação;
o que você faz, profissionalmente;
onde você trabalha ou já trabalhou;
sua participação em projetos comunitários;
formas de contato.

Lembre-se que é importante criar um padrão de formatação


para todas as páginas ficarem semelhantes. Também é muito
importante a criação dos links entre as páginas, ou seja, a cria-
ção de um menu de navegação.
Uma dica: faça toda formatação visual em uma das páginas.
Crie o menu de navegação. Só depois, crie as outras páginas
com base nessa primeira.

Uma informação muito importante: todo site deve ter um arquivo inicial
(principal) chamado ”index.html”. Isso é uma convenção (combinação) entre
as pessoas que fazem páginas de Internet. Quando você acessa o endereço de
um site, esse arquivo (”index.html”) é o primeiro a ser exibido sempre.

Muito bem! Agora, você tem um site só seu, sobre você. Para
ver seu site funcionar execute o seu navegador e abra a página
”index.html”. Navegue, pelo menu de navegação, entre as pá-
ginas do seu site. Verifique seus links e conteúdos.
Agora, deixar seu site somente no computador que você o
criou é muito sem graça. Afinal, uma das maiores vantagens de
se ter um site é deixá-lo disponível o tempo todo. Portanto, você
tem que publicar o seu site, ou seja, colocá-lo na Internet.
Para isso, existem algumas empresas que prestam esse tipo
de serviço: são os provedores de hospedagem de sites. Estes

Guia de estudo – unidade formativa v

315
provedores de hospedagem mantêm o seu site ativo e disponí-
vel o tempo todo na Internet. É semelhante aos e-mails.
Você deve ter uma conta em um provedor de hospedagem e
transferir (enviar) seus arquivos para lá. Mais uma vez, aqui,
alguns provedores são pagos e outros gratuitos.
Vamos publicar seu site?

Atividade 11 – Publicando um site


Para começar a publicar seu site você deve ter uma conta em
um provedor de hospedagem de sites. Existem alguns prove-
dores gratuitos:
http://br.geocities.yahoo.com
http://homepages.ubbi.com.br/
Escolha um desses provedores e siga os passos de cadastra-
mento. Como já disse, é tudo muito semelhante à abertura de
contas de e-mail.
Após seu cadastramento, acesse sua conta e procure o ge-
renciador de arquivos do provedor escolhido. Envie seus arqui-
vos para lá e pronto! Acesse seu site!
Divulgue o endereço de seu site na lista de e-mail da sua tur-
ma. Peça aos seus colegas para acessá-lo e fazerem comentá-
rios. Faça o mesmo com o site dos seus colegas. Ah sim, troque
todos esses comentários por e-mail ou pelos comunicadores
instantâneos.
Analise os comentários de seus colegas e modifique seu site,
caso ache necessário.
Pronto! Site criado e publicado. Agora, basta você mantê-lo
atualizado e as pessoas sempre poderão conhecer você e sua ex-
periência profissional. Lembre-se que essas páginas formam seu
currículo, sua apresentação. Não coloque informações pessoais
ou íntimas por ali, certo? Não se esqueça que a Internet é pública
e, qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, pode acessar
seu site, portanto não se exponha, apenas se apresente.
Então... Mais uma etapa completa dessa nossa jornada.
No próximo tópico você vai começar a entender o que tem
dentro do computador e como ele funciona! Curioso?
Então, até lá!

Guia de estudo – unidade formativa v

316
parte II
AQUI VOCÊ É O AUTOR
Caro(a) Estudante,
Como você deve ter notado, todos os textos deste volume,
de uma forma ou de outra, estão articulados com o eixo estru-
turante da Unidade Formativa V: Juventude e Tecnologia. Às
vezes, a ligação é bem explícita como, por exemplo, no caso da
história do chiclete, que é trabalhada de forma complementar
em Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Esperamos que
você tenha conseguido perceber as diferenças de “olhar” entre
os dois textos: enquanto o de Ciências Humanas enfatiza o
trabalho de produção do chiclete, distinguindo entre técnica e
tecnologia, e indicando os ingredientes e o modo de fabricação
do chiclete no formato de uma receita culinária, o texto de Ci-
ências da Natureza menciona rapidamente o processo de pro-
dução, para demorar-se especificamente na composição quími-
ca dos ingredientes. De forma semelhante, o texto de Gilberto
Gil, “Pela Internet”, é trabalhado em Língua Portuguesa e em
Ciências Humanas. No primeiro, ele serve de base para o estu-
do dos elementos utilizados na construção de um texto poético,
ao passo que, no segundo, é apresentado como provocação
para que você e seus colegas reflitam sobre as implicações das
novas tecnologias na emancipação dos seres humanos.
Em outros momentos, a articulação entre os textos é menos
explícita, mas nem por isso deixa de ser importante. É neces-
sário que você procure fazer os textos “dialogarem” entre si.
Sabemos que nem sempre isso é fácil, mas, para apoiá-lo, você
terá os temas integradores e o trabalho com eles nas sínteses
interdisciplinares. Na Unidade Formativa V, os temas integrado-
res são os seguintes:
A produção do meu corpo: saúde e beleza.
A tecnologia humaniza a cidade?
A dificuldade de acesso às tecnologias é uma violência
contra o cidadão...

Guia de estudo – unidade formativa v

319
A tecnologia facilita a minha vida de jovem?
Como a tecnologia pode proteger/destruir o meio ambien-
te em que vivo?
Sugerimos que, ao desenvolver cada tema, você releia o que
escreveu nas unidades anteriores, pois é importante articular
também as unidades entre si. Somente assim, você consegui-
rá apropriar-se realmente do que estudou ao longo do curso.
Esperamos que dê conta do desafio, mas se tiver qualquer difi-
culdade, recorra aos educadores de seu núcleo, especialmente
o seu Professor Orientador, o PO. Para auxiliá-lo, ele dispõe de
recursos diversos, principalmente os materiais complementa-
res e o acompanhamento de sua evolução no curso, por meio
das fichas, das provas de final de unidade e das provas interci-
clos. Não deixe questões e dúvidas para traz.
Esperamos que, ao concluir esta unidade, você tenha pre-
enchido a segunda parte do Guia de Estudo com sínteses real-
mente significativas para você. Lembre-se de que digitar cada
uma dará melhor aparência ao seu trabalho, além de ser uma
ótima oportunidade para você consolidar suas habilidades no
uso do processador de textos.
Sucesso!

Guia de estudo – unidade formativa v

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Secretaria-Geral Ministério Ministério do
da Presidência Ministério do Trabalho do Desenvolvimento
da República da Educação e Emprego Social e Combate à Fome