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Entenda-se

mente

Túlio Fortuna

Entenda-se

Túlio Fortuna

Entenda-se

mente

Túlio Fortuna Entenda-se Túlio Fortuna Entenda-se mente 1ª Edição 2013 2 3

1ª Edição

2013

Túlio Fortuna

Copyright c 2013 Túlio Fortuna Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução no todo ou em parte, através de quaisquer meios. Lei nº 5.988, de 14 de dezembro de 1973.

quaisquer meios. Lei nº 5.988, de 14 de dezembro de 1973. Autor Túlio Fortuna Capa -

Autor

Túlio Fortuna

Capa - Diagramação Silvio Roberto Ferigato

Revisão

Xxxx -

Impressão

Xxxx-

Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)

Fortuna, Celia Morgado. Entenda-se / Túlio Fortuna; ilustrações ; de Silvio Roberto Ferigato. – Brasília : 2013. 124 p. : il., color ; 21 cm.

ISBN 000-00-00000-00-0

1. Auto realização. 2. Espiritualidade. 3. Motivação. I. Fortuna, Túlio. II. Ferigato, Silvio Roberto. III. Título.

CDD 200

CDU 248

Ferigato, Silvio Roberto. III. Título. CDD 200 CDU 248 Comunicare Editora Multimeios Ltda Fone: (61) 3381

Comunicare Editora Multimeios Ltda Fone: (61) 3381 7552

Dedicatória

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Dedico esse material aos meus pais, principalmente pela oportunidade de terem me permitido estudar e fazer os vários cursos que fiz nessa jornada. Aos meus irmãos obrigado pela apoio.

Túlio Fortuna

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Agradecimentos

Agradeço a Luiza Abrantes, ao Tugdual, sua esposa Daniela e a sua irmã Soraia. Agradeço a todos os meus professores, instrutores, orientadores e a todas as pessoas que de forma direta ou indireta compartilharam seus conhecimentos, ensi- namentos e sabedorias comigo, me permitindo com isso, me entender melhor.

Obrigado pelo aprendizado.

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Sumário

INTRODUÇÃO

11

CONHECENDO-ME PARA UMA BOA RELAÇÃO AFETIVA

13

O FILTRO INTERIOR E SUAS CAMADAS

17

1ª. CAMADA -GENERALIZAÇÃO

19

PRINCÍPIO DOS 101%

22

2ª. CAMADA - ELIMINAÇÃO

23

3ª. CAMADA - DISTORÇÃO

50

AS TRÊS PRIMEIRAS CAMADAS E SUA CONSCIÊNCIA

60

APRENDENDO COM ESTE APRENDIZADO

63

MUNDO INTERIOR

65

4ª. CAMADA - CULTURAL

66

Árvore genealógica

70

Herança Genética ou Biológica

71

Memória Genética

82

Momento Presente

85

5ª. CAMADA - EXPERIÊNCIA

89

Ação e Resultado

90

Resultados e interpretações

91

Mudanças

91

6ª. CAMADA - OBJETOS

92

7ª. CAMADA - DESEJOS

95

8ª. CAMADA – PARÁBOLAS, METÁFORAS E FRASES DE IMPACTO

97

Parábola

97

Metáfora

99

Frases de Impacto

100

9ª.CAMADA – CRENÇAS

104

Como trabalhar com a camada Crenças

106

10ª.CAMADA – VALORES

108

RELEMBRANDO

112

PENSAMENTOS, IDEIAS E REFLEXÕES

117

COMO ESTA ESTRUTURA FUNCIONA NO NOSSO DIA A DIA

121

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Introdução

Aos oito anos de idade ganhei do meu pai uma re- vista em quadrinhos da Turma da Mônica que aguçou minha curiosidade sobre o poder mental. Tal história de alguma forma mexeu comigo. Ques-

tionei-me muito sobre o poder da mente

mos esse poder? Procurei meu pai que em sua simples sabe- doria respondeu-me: “- O poder da mente é uma realidade e as pessoas não sabem como usá-lo e nem têm ideia de como a mente funciona. Nós não usamos nem 10% da nossa capa- cidade mental”. Busquei conhecimento em diversas áreas. Tive opor- tunidade de conhecer muita gente que gostava desse assunto. Isso me levou a buscar autoconhecimento, fazendo cursos que ajudassem a desenvolver mais minha mente para que eu pudesse ajudar as pessoas a serem mais felizes. Ao entrar na Universidade de Brasília, tive acesso a várias disciplinas de outros cursos, além da oportunidade em fazer cursos de extensão. Todo esse conhecimento foi muito útil em minha vida. Estruturei um curso voltado para adolescentes onde coloquei em prática todo conhecimento adquirido em anos de estudo. Trabalhei durante cinco anos com esse material. Tinha que verificar se a metodologia poderia ser aplicada em outros locais, resolvi então viajar por algumas cidades brasi- leiras para aplicação do curso. O conteúdo do curso era bom, pois ajudava adoles- centes a se entenderem, a entenderem seus pais e um pouco mais da sua própria vida. Facilitava, também, nas relações in- terpessoais. Durante alguns anos testando a metodologia veri- fiquei que faltavam algumas melhorias no conteúdo. Decidi

Seria possível ter-

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voltar ao estudo da Iridologia - principalmente na área com- portamental. Resolvi escrever este material para poder ajudar mais pessoas a se entenderem e, consequentemente entenderem as pessoas que estão a sua volta. Este é o primeiro livro de uma série de três. Este material foi testado em mais de 1.000 pessoas de diferentes culturas, crenças e níveis sociais - com ótimos resultados. A base desse material é a programação neurolinguis- tica – isto é, trata-se de um material que tem como objetivo o autoconhecimento, o autoentendimento. O livro é simples e fácil de ser colocado em prática - basta nos predispormos a isso.

Este conhecimento poderá ajudá-lo a ter mais equi- líbrio emocional e tomar decisões mais precisas, assumindo responsabilidades pela sua vida, bem como pela vida das ge- rações futuras. Coloque em prática esse conhecimento e verá o que acontece em sua vida e na vida das pessoas que estão a sua volta.

Desejo uma ótima leitura. Sucesso, Paz, Equilíbrio, Flexibilidade e Harmonia. Shalon!

Entenda que:

“Você só tem um único inimigo e um único campo de batalha, que é a sua própria mente”.

1º Conselho do Kyan-pô

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Conhecendo-me para uma boa relação afetiva

Assimilando e processando as informações sensorialmente recebidas

Para melhorar a relação com nossos semelhantes amos nos conhecer. Ninguém muda ninguém e nem

precis

melhora o outro. É o próprio indivíduo que decide se deve ou

não mudar sua maneira de ser e de agir. Vamos entender como se processa as informações sensorialmente recebidas,utilizando os conhecimentos da programação neurolinguística e fisiológica:

da programação neurolinguística e fisiológica: A figura nos mostra que existem dois mundos, um mundo

A figura nos mostra que existem dois mundos, um mundo exterior e outro interior. A nossa pele está entre esses dois mundos. As portas de entrada do mundo exterior para o mundo interior são os cinco sentidos. Eles têma função de receber ou captar informações elevá-las, por via neurológica, para uma área especializada no cérebro,onde serão decodifi- cadas.

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Esses impulsos elétricos nos permitem compreen- der, entender, pensar, questionar e refletiras informações que vieram do mundo exterior - nos ajudando a formar um pen- samento ou uma ideia. 1 Existe uma realidade externa ao nosso corpo e para que ela seja entendida é necessário que a captemos por termi- nais sensoriais qualificados - isto é os cinco sentidos. Além desses, existem outros sentidos, como a intuição, radiestesia, clarividência, clariaudiência, telepatia e telecinese - por não termos embasamento científico para explicar como funcio- nam em nosso cérebro, não trataremos desses outros sentidos neste livro.Os cinco sentidos funcionam o tempo todo. Os únicos a que temos controle são o paladar e a visão. Os outros funcionam independentes da nossa vontade. Neste exato momento nosso cérebro está sendo bombardeado por milhares de informações. Quantos estímu- los táteis nosso corpo envia ao cérebro? Sentimos algum chei- ro? Nosso paladar é apurado? Quantas informações os olhos captam agora? Poderíamos dizer ao todo quantas informações os cinco sentidos recebem neste exato momento? Os estímu- los irão para suas respectivas áreas em nosso cérebro e serão decodificados. Ao fazermos associações e interpretações, con- seguiremos gerar pensamentos, ideias ou raciocínios. O cérebro se utiliza de ferramentas que selecionam as informações. É como se tivéssemos um filtro interior res- ponsável em recebê-las e selecioná-las em função das nossas prioridades. Algumas informações captadas pelos cinco sen- tidos podem ser repetidas. O cérebro separa as informações mais importantes das menos importantes e das que têm ou não relevância alguma. Imagine se tivéssemos consciência de todas as informações que nos chegam até o cérebro, pelos cin- co sentidos, agora, neste exato momento. Como estaríamos?

1 “A velocidade do impulso nervoso pode chegar a cerca de 100 metros por segundo ou se preferirem 360 quilômetros por hora. Um impulso nervoso pode ir e voltar de um ponto qualquer a outro do corpo humano em menos que 1/25 de segundo (isso representa o tempo gasto de processamento no sistema nervoso central)”.

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Provavelmente ficaríamos loucos com tantas informações. O corpo tem um sistema que permite desvincular todas as informações que chegam ao mesmo tempo em nosso cérebro, isto é não temos consciência de tudo. Para ilustrar melhor tal situação imaginemos o seguinte: estamos sentados, com certeza não sentimos o contato da cadeira junto ao nosso corpo. Só perceberemos se alguém chamar nossa atenção. Nosso cérebro é programado para perceber outras informações mais interessantes. Enquanto isso nosso incons- ciente captaria informações recebidas pelos cinco sentidos – processando e registrando-as. Essa forma de programação é excelente, mas deixa uma grande lacuna em relação ao nosso autoconhecimento. Se olharmos apenas para fora sem percebermos as informa- ções que nos chegam inconscientemente, poderemos ter uma sensação de que algo está faltando, consequentemente inicia- ríamos uma nova busca. Por um lado isso é muito bom, pois poderia fazer com que buscássemos conhecimento, mas por outro poderí- amos nos tornar dependentes de pessoas ou instituições reli- giosas, que fariam de tudo para que acreditássemos que eles seriam a solução dos nossos problemas. Outro caminho não muito agradável seria a busca por meio das drogas, sexo e diversos tipos de festas ou ba- ladas. Na verdade, muitas pessoas acabariam indo por esse caminho, fugindo da sua própria realidade, numa busca de- sesperada para se encontrar. Para que isso não aconteça é necessário que aprenda- mos a nos ouvir, que voltemos para dentro de nós, prestemos mais atenção ao nosso corpo. Se fizermos isso, com certeza teremos mais paciência, tranquilidade, bem-estar e seguran- ça. Não é fácil. Uma das formas para facilitar esse processo seria a meditação. A meditação é uma excelente ferramenta

Túlio Fortuna

“O que há em cima há embaixo, o que há embaixo há em cima, todo processo começa de dentro para fora e de cima para baixo”.

Kabalion

“Nossa habilidade de construir e manter rela- cionamentos saudáveis é o fator mais importan- te para se sair bem em qualquer área da vida”.

Maxwell

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O filtro interior e suas camadas

Nosso filtro interior é dividido em várias camadas (filtros menores), onde cada uma tem um papel fundamental. As camadas são descritas como: generalização, eliminação,

distorção, cultural, experiências, objetos, desejos, parábolas (sendo subdividida em metáforas e frases de impacto), crenças

e valores.

Informações recebidas pelos cinco sentidos

e valores. Informações recebidas pelos cinco sentidos Antes de começar a falar sobre as camadas do

Antes de começar a falar sobre as camadas do fil-

tro interior, vamos entender outra coisa importante que vai ajudar no desenvolvimento do nosso raciocínio: O cérebro

é uma máquina que precisa ser programada para que aja de

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acordo com o que esperamos ou queremos. Isso significa que somos produto dos nossos pensamentos e ações. Temos a oportunidade de escolher o que queremos. Conscientes disso, poderemos falar sobre as cama- das dos filtros interiores. São essas camadas que nos permi- tem ter os pensamentos, ideias e reflexões sobre nós e a vida.

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1ª. Camada - Generalização

A generalização “é uma dedução baseada na reunião de propriedades particulares, que por inferência tem como resultado a atribuição dessas mesmas propriedades a objetos- similares.” 2 Ou “a operação do espírito que consiste em compa- rar as qualidades comuns a uma classe de indivíduos, despre- zando as suas diferenças e reunindo essas qualidades comuns numa só ideia, que as fixa e define.” 3 Com base nessas definições, podemos concluir que a generalização ocorre quando uma informação recebida é pas- sada para um contexto maior, saindo da parte para o todo. A generalização ocorre quando recebemos uma úni- ca informaçãoe a transformamos em algo comum a todas as situações que possam ser parecidas com aquela que vivemos e acreditamos ser verdade – chamamos isso de generalizar a informação. Traço de memória é a associação entre o que vemos, ouvimos, sentimos e a imagem criada em nossa cabeça. O cére- bro resgata o traço de memória armazenado em uma área espe- cífica e dá a mesma resposta para aquela interpretação feita. O nosso cérebro aprende desse jeito, da parte para o todo e do todo para a parte. Para sermos bons, precisamos treinar muito bem as partes para sermos excelentes no todo. Isso pode ser visto e entendido com facilidade quando vemos um professor de educação física ensinando um esporte. O professor poderá ensinar futebol utilizando-se de pequenos educativos. Por exemplo: poderá começar ensinando como chutar a bola ao gol (parte), ou colocar os alunos para jogar uma partida logo de uma vez (todo).

2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Generalização

3 http://www.dicio.com.br/generalizacao/

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Dominar a parte permite ter maior desenvoltura do

todo.

A generalização também tem uma relação direta com o tempo. Mas o que seria o tempo? “A noção humana de tempo encontra-se ligada de forma íntima às percepções fornecidas pelos sentidos – com destaque certamente para o sentido da visão – que faz com que a noção humana de tempo encontre-se diretamente influenciada pela luz e suas proprie- dades. O tempo é um componente do sistema de medições usado para sequenciar eventos, para comparar as durações dos eventos, os seus intervalos, e para quantificar o movi- mento de objetos. O tempo tem sido um dos maiores temas da religião, filosofia e ciência, mas defini-lo de uma forma não controversa para todos – em uma forma que possa ser aplica- da a todos os campos simultaneamente – tem sido elucidativo aos maiores conhecedores.” 4 Generalização x tempo relaciona-se com a facilidade que nós temos ao generalizar alguma informação, nos permi- tindo ter mais tempo livre para fazermos outras coisas. O que foi aprendido já foi assimilado e armazenado. Todos nós generalizamos e a nossa mente é coeren- te com aquilo que falamos e pensamos sobre nós e sobre o mundo. Se falarmos “a vida não presta” - sua mente volta ao passado e confirma essa negação. Busca todos os momentos vividos onde tivemos problemas e confirmam que a vida não presta, projeta para o futuro que essa vida realmente não pres- ta, criando situações futuras. Como desenvolver nossa capacidade de percepção em relação à generalização? Como identificar esse padrão de generalização que temos? Como identificar a generalização que causando danos e que pode causar danos no futuro? Para responder essas perguntas seria necessário que ficássemos atentos aos nossos pensamentos prestando atenção em nossa

4 http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo

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forma de agir, falar e responder aos estímulos externos. Com certeza isso seria muito cansativo, pois teríamos que ficar o tempo todo prestando atenção em nós mesmos e depois mudarmos nossas ações e atitudes. Com o passar do tempo, com o excesso de estímulos externos, não seríamos capazes de ficar prestando atenção em nós mesmos e nos dis- persaríamos. Mudaríamos o foco e prestaríamos atenção em outros estímulos que o mundo externo nos oferece. Como fazer então? Mais uma vez citamos uma das melhores técnicas que existe para aguçarmos nossa percepção – a meditação. A meditação é uma excelente ferramenta de autoco- nhecimento. Tem como objetivo fortalecer nossa autoestima. Desenvolver a paciência, tolerância e confiança. Proporcio- nar qualidade de vida. Praticando todos os dias, os resultados aparecerão a médio e longo prazo. Antes de seguirmos para a segunda camada do filtro interior, vale à pena conhecer um pouco sobre o Princípio dos 101%. Tal princípio poderá ajudar muito na construção de relacionamentos saudáveis, podendo ser aplicado em vários momentos da nossa vida.

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Princípio dos 101%

Em síntese esse princípio diz que devemos descobrir o 1% em que concordamos e colocarmos 100% de esforço para que dê certo. John Maxwell 5 diz que deveríamos encontrar uma coisa sobre a qual concordamos com outra pessoa e em segui- da deveríamos dar a ela 100% de incentivo. Quanto maiores as diferenças, mais importante seria nos concentrarmos nas áreas de concordâncias – e maior o esforço que precisaríamos empregar. Nem sempre é fácil, mas os benefícios podem ser gratificantes. “As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo. Elas apenas fazem o melhor que podem com tudo”. 6

Devemos utilizar o Princípio dos 101% para qual- quer coisa que façamos em nossas vidas. Busquemos a luz na escuridão, a limpeza na sujeira - assim como aFlor de Lótus que consegue transformar o lodo em uma bela flor.

5 Autor cristão evangélico, conferencista e pastor que escreveu mais de 60 livros, centrado principalmente em liderança. 6 Trecho extraído do livro Vencendo com as pessoas de John Maxwell

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2ª. Camada - Eliminação

A camada eliminação, como o próprio nome diz, procura eliminar uma ou várias ações para alcançar um deter- minado objetivo de forma consciente ou inconsciente.

* Sabemos o que queremos para nossa vida?

* Sabemos o que não queremos?

Qual das perguntas seria mais fácil de responder? Normalmente percebemos que as pessoas têm mais facilidade para responder aquilo que não querem. A grande maioria tem dificuldade em responder o que querem. Tem dificuldades em decidir. Quando decidem, as respostas são vagas.

Tenhamos em mente a seguinte frase: Se você não sabe o que quer, vai ter tudo aquilo que não quer. Ao entender melhor essa frase compreenderemos a segunda camada – eli- minação.

Esta camada tem um papel fundamental em nossas vidas, pois elimina as coisas que não nos interessa e nos di- reciona até os nossos objetivos - desde que tenhamos um e que ele seja bem definido. Caso contrário, poderia acontecer o seguinte: Se não sabemos o que queremos, mas temos certeza do que NÃO queremos, nossa mente focará em tudo que não queremos. O cérebro precisa de direcionamento. Dê um pro- blema a ele e o mesmo procurará resolvê-lo. Se soubermos o que queremos o cérebro focará nisso e nos conduzirá ao nosso objetivo. Mas se não soubermos – o cérebro focará em tudo o que não queremos e fará de tudo para que não alcan- cemos o que não desejamos. Parece contraditório. Porque isso acontece? Simples. Imagine que uma mãe peça ao seu filho para ir à

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padaria comprar pão e leite. Ao sair, a mãe fala: - Não se esqueça de trazer o pão, meu filho! Neste exato momento

nosso cérebro cria a imagem do filho na padaria esquecendo- se de trazer o pão. Isso acontece, pois a palavra “não” não foi processada dentro da imagem que nosso cérebro produziu. Normalmente as pessoas falam querendo atingir o lado positivo, mas usam expressões negativas para alcançar

o que querem. Isso quando é usado com as crianças faz com

que elas ajam de acordo como o que foi falado, sendo que o não é eliminado da frase. Ex: Não se esqueçam de trazer o material. A informação é interpretada pelo cérebro da seguin-

Entenda-se

Antes de continuar, pensemos nas palavras: erro e

falha.

O que elas significam?

Falha - S.f. Fenda, lasca; lacuna, falta. / Fig. Des- lize, senão, descuido, omissão: raciocínio com falha. / Ge- ologia - Abalo das camadas geológicas acompanhado de um desnivelamento tectônico de blocos separados. / Mineralogia - Fenda num veio. 7

Erro - S.m. Opinião, julgamento contrário à verda-

te

Hoje em dia é normal usar a forma negativa para conseguir a ação desejada, só que isso pode fazer com que a pessoa não faça o que se é esperado. As pessoas precisam mu- dar a forma de falar, sendo mais preciso no em seu discurso

maneira: Se esqueçam de trazer o material.

de: cometer erro. / Falsa doutrina; opinião falsa: o erro dos heresiarcas. / Engano, equívoco: erro de cálculo. / Imperícia:

foi um erro essa intervenção. / Metrologia -Diferença entre o valor exato de uma grandeza e o valor dado por uma medição. / &151; S.m.pl. Desregramentos, desvarios no proceder: erros da juventude. 8

para alcançar o que querem. Tenhamos consciência, nosso cérebro precisa de um direcionamento, foquemos nas coisas que desejamos. Deixe- mos para trás as coisas ruins, negativas e vamos atrás daquilo que desejamos. Temos que buscar um objetivo para nossa vida.

palavra falha está relacionada com o processo de

aprendizagem. Falhamos porque não tínhamos todos os da- dos do processo. A falha é uma lacuna não preenchida. Falha faz parte do aprendizado – aprendemos com ela. Quando es- tamos aprendendo não temos todo o conhecimento – por isso podemos cometer falhas. Em um jogo de videogame, para prosseguir e mudar de fase, é necessário vencer todos os obstáculos de cada eta- pa. A cada fase aprendemos o caminho para alcançarmos o objetivo final do jogo. Quando perdemos uma vida no jogo, procuramos não repetir o que nos levou à perda. Aprendemos com nossas falhas. Por isso devemos

ser mais flexíveis, tolerantes, pacientes, é natural cometermos falhas no processo de aprendizado.

A

 

O

objetivo deste material é ajudar o leitor a se enten-

der e desenvolver a sua consciência para que possa sentir-se livre para alcançar o que deseja, como deseja e da forma que

deseja.

 

O

filtro da eliminação está diretamente relacionado

a

objetivos, ele elimina tudo aquilo que não tenha vínculo

com seu objetivo e faz com que se tenha foco naquilo que realmente queremos. Nós aprendemos com nossas ações, isso significa que nós cometemos falhas até conseguirmos atingir o nosso objetivo.

A

palavra erro está relacionada com uma opinião ou

7 http://www.dicionariodoaurelio.com

8 http://www.dicionariodoaurelio.com

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um julgamento contrário à verdade. Isso significa que quando erramos, muitas vezes por imperícia, excesso de confiança ou por acreditar que nada irá acontecer conosco, apenas com os outros. Por esse erro de julgamento, muitas vezes agimos de forma equivocada gerando danos a nós mesmos e/ou a ter- ceiros. Alguns motoristas ultrapassam o sinal vermelho, no instante em que o mesmo sai do amarelo. Imperícia. Pois esse tipo de erro coloca em risco não apenas a vida deles, mas a de terceiros. O grande problema no “erro” é que o resultado às vezes demora a aparecer e com isso o cérebro não consegue associar aquela ação feita com o resultado obtido. Podemos ver isso com os fumantes. Eles fumam, mas as consequências desse ato para o organismo só irão aparecer depois de 40 ou 50 anos. Se o resultado fosse imediato como acontece com as pessoas que têm alergia a frutos do mar, com certeza as pessoas seriam mais responsáveis consigo e com os outros. Imaginemos se ao fumar tivéssemos uma reação alérgica ime- diata, com certeza não fumaríamos mais. Como as consequ- ências só aparecemem longo prazo, então devemos assumir conscientemente tudo que irá nos acontecer e ficarmos felizes pelo nosso organismo reagir. Para melhor entendimento: Um avião irá de São Paulo à França. No momento em que o piloto digita as coor- denadas no computador de bordo, comete uma falha, insere outras coordenadas e o avião vai parar na Inglaterra. Ocorreu um erro durante o procedimento - a não conferência dos pla- nos de voos. Quais aprendizados que podemos tirar do exemplo

acima?

1. Uma falha ou um erro no início de um proce- dimento pode não ser nada, mas as consequências no final serão graves.

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2. Se podemos fazer bem feito – façamos!

3. Se tivermos problemas, procuremos resolvê-los o

mais rápido possível, não deixemos para depois, pois eles po- derão sugar nossas energias.

4. Prestemos atenção no que estamos fazendo, prin-

cipalmente seenvolvemos outras pessoas.

5. Façamos uma reavaliação das nossas ações reali-

zadas no dia a dia. Se possível à noite, antes de dormirmos. Ajudaria a melhorar nossa qualidade de vida e traria respostas para problemas que ficaram mal resolvidos.

Nossas ações geram resultados, querendo ou não. Devemos aprender com eles, sejamos flexíveis, mudemos nossas atitudes, se necessário, para alcançarmos nossos ob- jetivos.

O que viemos fazer neste planeta? Qual nosso papel

aqui? É necessário assumirmos um papel para que tenha- mos um direcionamento na vida, caso contrário, será como um barco em alto-mar sem rumo certo.

Três coisas poderiam acontecer:

1. Ficarmos navegando sem rumo, dependendo de

correntes marinhas.

2. Sermos achados e rebocados por uma embarca-

ção que nos levará para onde quiserem. Tornando-nos reféns desse navio.

3. Ficarmos sem alimentos e água potável.

Tenhamos consciência de que poderíamos seguir um desses caminhos.

Fazendo uma análise dessas três hipóteses.

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1ª. Muitas pessoas não sabem o que querem da vida e ficam indo de um lado para outro em busca de algo para

fazer, sem ter consciência do que realmente querem. Pen- sam em ganhar dinheiro, ter dinheiro, mas não sabem como conseguir. Então como disse Doryno filme desenho Procu- rando Nemo: “- CONTINUE A NADAR, CONTINUE A

Trocam de empre-

go como se trocassem de roupa e nunca estão satisfeitasou, quando estão empregadas se lamentam e reclamam do traba- lho, dos colegas, do salário, do patrão e da vida. Não tomam atitudes e facilmente protelam, na esperança de que alguma

coisa aconteça para melhorar sua vida:

” Zeca Pago-

dinho.

2ª. Ser achado e rebocado é o mais comum, são pes- soas que têm medo de tomar decisões, de agir, de fazer al- guma coisa para mudar de vida. São dependentes de alguém ou de algo que irá ajudá-las a mudar. Ficam na esperança de encontrar alguém interessante para manter uma relação afe- tiva – são os famosos príncipes encantados. Tomam decisões baseadas no que os amigos dizem, na tendência do mercado, no que a mídia fala. São pessoas facilmente manipuladas.

NADAR, CONTINUE A NADAR

”.

“Deixa a vida me levar, vida leva eu

3ª. Essa, às vezes, já passou por um ou pelos dois anteriores e não conseguiu mudar sua vida. Continua sem perspectiva, sem vontade, não vê solução para o seu caso. Às vezes essa pessoa já está até bem empregada, mas não conse- gue se adaptar ao emprego. Perde o interesse pela vida e só vê o lado negativo das coisas. Não tem sonhos, ideais, pers- pectivas. Já passou por muitas situações de dor, frustração e tristeza e acabatornando isso o ponto forte em sua vida. Então,chegou a hora dessas pessoas tomarem uma

Entenda-se

decisão. Romper com algo, criar uma cisão, em direção aos seus sonhos, aos seus ideais. Como elas poderiam fazer isso? Primeiro seria ne- cessário descobrir qual o papel delas neste mundo. O que vieram fazer aqui? Elas deveriam descobrir quais são suas qualidades, o que gostam de fazer, o que lhes dãoprazer e as

deixam felizes. Para acharem essas respostas, seria necessário que essas pessoas entrassem num processo meditativo para que pudessem se escutar, para ouvirem seu coração. Resumindo: Existem vários caminhos a serem se- guidos, temos que escolher um. Cada um dos caminhos se subdivide em outros, por exemplo, um curador pode ser um médico, um dentista, um terapeuta, um artista, que por meio da dança, da música, da arte, ajuda a propiciar o bem-estar, a felicidade e a cura de uma pessoa. Então, mãos à obra, reflitam, meditam, busque- mem seu interior um objetivo de vida e sigam. Mas e seao buscarem um caminho e ao chegarem lá, descobrirem não ser nada disso que queriam? A resposta é simples. Mudem. Vão atrás daquilo que gostem que os deixem felizes e lhes dão prazer. Mais uma vez indicamos a técnica da meditação, que tem como objetivo o autoconhecimento, a busca pela quali- dade de vida. Imaginemos o seguinte: Você está em casa, tranqui- lamente, o telefone toca - é um amigo de infância. Começam

a relembrar os tempos de criança. Ele dizter muitas saudadese

que não teve condições de procurá-lo ou visitá-lo, pois não tinha dinheiro. Mas agora as coisas mudaram, pois ele ha- via ganhado na loteria.Por isso, ele estava convidando-o para

fazer um passeio num veleiro que acabara de comprar, num final de semana à sua escolha. As passagens aéreas já estariam

à disposição no balcão da companhia aérea, uma limusine iria

Túlio Fortuna

pegá-lo em casa elevá-loao aeroporto. No desembarque, outro

chofer com limusine iria recebê-lo e o levaria até o cais, onde estaria ancorado o veleiro. Você não gastaria nada, a única coisa que teria que fazer era tomar uma decisão se iria ou não

a esse passeio.

Dois caminhos, duas decisões.

Se escolhesse não ir, perderia uma oportunidade de descansar e revir um grande amigo. Se decidisse ir, seria um final de semana diferente, com um grande amigo de infância. Além de ser um bom pas-

seio, acompanhado das histórias de vida de ambos. Este seria

o outro caminho. Na dúvida, toma-se uma decisão, e a sua,

neste exemplo, foi ir a esse passeio. Dia escolhido, com o número do bilhete aéreo em mãos, chega à sua casa um chofer que o conduz ao aeroporto.

Uma viagem de primeira classe, com todas as mordomias, o avião pousa em seu destino e lá estáo outro chofer que o leva, de limusine, ao cais, onde está seu grande amigo de infância. Lá chegando, seu amigo já o esperava com um grande sorriso

e de braços abertos para um grande abraço. Seu amigo o leva

até o veleiro para lhe mostrar o seu novo brinquedinho. Um

lindo veleiro. Ele: Vamos passear? Você: Claro! Para onde vamos? Ele: Vamos navegar mar adentro umas duas horas. Você: Navega há muito tempo?

Ele: Nunca fui capitão de um barco, essa é a primei-

ra vez. Mas já naveguei com os amigos há uns seis meses. Você: Esse veleiro é novo?

Comprei de um amigo, que o

reformou. Você: E o rádio funciona? Tem GPS?

Ele: Acho que sim

Entenda-se

Ele: Eu testei o rádio apenas uma vez – se não fun- cionar basta bater nele. O GPS ainda não aprendi a usar di- reito.

Você: O que temos para comer e beber? Ele: Muita cerveja, vodca e três garrafas de uísque. Você: E água, suco? Ele: Não gosto de suco. Água, se você quiser, a gen- te compra uns quatro copinhos. Comprei uns quatro sandu- íches.

Você: Viu a previsão do tempo pra hoje? E se o tem-

po virar?

Ele: Veja como o céu está lindo! Claro que não irá

chover.

Você: Então você me diz que não conhece o barco direito, que não procurou saber a previsão do tempo, que nun- ca assumiu comando de um barco, que não tem água – apenas bebidas alcóolicas. O rádio não funciona direito, o GPS você nem sabe como funciona e, além disso, não saberia dizer nem para onde iríamos navegar? Ele: Isso mesmo! Mas será uma grande aventura! O que importa na vida é isso! Você entraria neste barco? Estaria disposto a nave- gar nessas condições com seu amigo? É só a sua vida que está em jogo?

O que realmente você faria? O que importa aqui é fazermos uma analogia des- ta história com a nossa vida. Como anda a nossa vida? Co- nhecemos-nos bem? Sabemos quais são nossas qualidades, talentos, recursos pessoais? Quais são nossos pontos fracos e fortes? Que rumo estamos dando para nossa vida? Sabemos para onde estamos indo? Qual nosso papel - comandante ou comandado? Se não conhecermos nosso ser, será difícil fazer- mos coisas que gostamos e, o resultado disso, seria ter uma

Túlio Fortuna

coisa totalmente diferente do que realmente desejamos. Então,temos que definir o que viemos fazer neste planeta. Na história é fácil perceber as falhas que o dono do veleiro cometeu. Tudo bem para quem gosta de adrenalina e curte o perigo. Até o momento em que o sujeito se vê numa situação realmente perigosa, ele é uma vítima, a partir dali, as coisas começam a mudar. Imaginemos que nos cubram os olhos com uma ven- da e nos coloquem no interior de um carro. Depois de quatro horas, nos larguam numa floresta, ainda com os olhos ven- dados e nos deixam sozinhos. Qual a primeira coisa que que- remos fazer após tirarmos a venda? Normalmente queremos voltar para casa. Mas para que isso aconteça seria necessário sabermos onde estamos. Temos que localizar as coordenadas ou identificar pontos de referências que nos ajudem a indicar um caminho para voltarmos ao nosso destino. É isso que precisamos fazer em nossas vidas. Buscar coordenadas que nos ajudem a encontrar o que buscamos e o que queremos. Para que isso aconteça seria bom termos pon- tos de referências que possam servir de base para um futuro melhor e, isso é feito hoje - no momento presente. Para que possamos caminhar em direção ao que de- sejamos, a primeira coisa que devemos fazer é saber onde e comoestamos. Entendendo um pouco mais – queremos melhorar nossa saúde diminuindo peso, o que devemos fazer? A pri- meira coisa a ser feita é tomarmos consciência de como esta- mos. Por exemplo: Tenho 1,60m, peso 78 kg, sou sedentário, gosto de beber e fumar, de baladas, de doces e comidas gor- durosas, tenho 48 anos, trabalho num lugar que não gosto e estou em casa sem fazer nada de bom. O que estamos fazendo é tomando consciência sobre o momento presente. Localizamos o momento presente, esse é o ponto

Entenda-se

de referência inicial. Precisamos tomar decisões em relação ao que queremos. Estamos aqui, mas para onde queremos ir? Aonde queremos chegar? Essas perguntas irão nos direcionar para o objetivo que queremos. No exemplo citado, temos uma pessoa querendo di- minuir seu peso, para isso ela deverá melhorar seus hábitos alimentares, parar de fumar e desenvolver alguma atividade física que seja prazerosa. Será que ela conseguirá? Claro que sim!

Para caminharmos com segurança é preciso saber para onde estamos indo. Se tivermos consciência do nosso ponto de partida, precisamos também ter do nosso ponto de chegada.

Imaginemos que um amigo convidou-nos para co- nhecer a Tailândia sem nos preocuparmos com nada, pois ele tem parente morando lá - a hospedagem e a alimentação estariam garantidas, bem como os gastos com deslocamento (ida e volta). Sairíamos daqui duas semanas, depois das provas finais do semestre, e passaríamos três semanas lá. Aceitamos o convite e começamos a fazer uma pes- quisa na internet sobre a Tailândia. Ficamos encantados com as imagens das praias, das paisagens. As duas semanas se passaram e seu amigo ligou con- firmando o dia e horário da viagem. No dia marcado, mas com algumas horas de atraso, seu amigo e o pai aparecem em sua casa, para buscá-lo. Vieram numa caminhonete cabi- ne dupla, as malas foram colocadas na carroceria e ficamos sozinhos no banco de trás. A viagem começa e perguntamos qual a companhia aérea iremos viajar. Seu amigo e o pai riem dizendo que irão de carro mesmo. Dizem para relaxarmos e curtirmos a viagem e a paisagem. Isso deixa-nos preocupa- dos, pois a Tailândia fica do outro lado do planeta. Viajamos o dia todo, parando às dez horas da noite

Túlio Fortuna

num posto de gasolina à beira da estrada, depois de 17horas de viagem. Fazemos um lanche e voltamos para o carro para dormirmos. Lá pelas três horas da manhã, o pai do nosso amigo acorda, lava o rosto econtinuamos a viagem. Novas paisagens, lugares diferentes.O calor continua forte, mas a expectativa de poder curtir os lugares que foram vistos na internet faz com que nos sintamos muito felizes. Às onze da manhã vimos uma placa dizendo Tai- lândia 360 km. Isso causa certa confusão, pois havíamos vis- to na internet,que Tailândia ficava do outro lado do oceano. Questionamos o pai do nosso amigo, mas ele ri e diz que para termos paciência, pois daqui umas quatro horas o mistério chegaria ao fim. Depois de quatro horas, entramos numa cidade cha- mada Tailândia – nada a ver com o que foi visto na internet. Nosso amigo e o pai riam muito, pois éramos mais uma “ví- tima” desse equívoco, ou seja, confundir Tailândia, cidade do estado do Pará com Tailândia, país asiático. Às vezes traçamos um objetivo, buscamos infor- mações para aquilo que desejamos e ao envolvermos outras pessoas neste planejamento, talvez nosso foco principal seja perdido. Isso acontece muito em relacionamentos amorosos, quando um dos parceiros começa a fazer planos, a construir um objetivo de vida a dois, sem saber realmente o que o outro está buscando. É por isso que às vezes vemos muitos relacio- namentos terminarem. A mulher planeja a vida a dois e o companheiro acei- ta sem muito questionamento, mas ele tem sonhos que nunca chegou a comentar com ninguém. No dia em que surge a oportunidade de um desses sonhos se realizarem, ele seguirá independente da relação em que estiver envolvido. Quando não vai atrás do sonho, por causa da estrutura que criou, fica infeliz – isso faz com que o mesmo busque fugas para melho-

Entenda-se

raro relacionamento a dois. O mesmo pode vir a acontecer com a mulher. A grande diferença entre os dois é que a mu- lher é mais apegadaà família, amigos, sentindo-se responsável por eles. Isso, também, gera insatisfação, levando à depressão ou busca por aventuras amorosas, como forma de compen- sação.

Vemos isso também na estrutura familiar. Os pais têm sonhos para a vida dos seus filhos, mas os filhos não querem segui-los. Ao seguir esses sonhos, que não são deles, ficarão frustrados. Caso não sigam criarão um clima tenso junto a seus pais. Os filhos terão que provar que sabem o que querem – para não sofrerem críticas dos pais. O filtro da eliminação, como o próprio nome diz, significa focar em um objetivo e eliminar as coisas que não interessam. Se soubermos o que queremos fica muito mais fácil alcançarmos nossos objetivos, pois tudo o que viesse a nos tirar do foco seria eliminado. Lembremos que entre um ouvidoe outro existem milhões de neurônios prontos para fazerem alguma coisa, por isso devemos nutrir nosso cérebro com boas leituras, boas conversas, bons filmes, com informações que façam com que cresçamos mentalmente e intelectualmente. Ler biografias e livros de autoajuda pode ajudar a melhorar nossa qualidade de vida.

Gerlamente os livros de autoajuda sãoescritos por pessoas que tiveram algumas dificuldades na vida e que aca- baram trilhando um caminho não muito fácil, mas que de alguma maneira conseguiram vencer. São vencedores em sua história de vida e querem compartilhar como conseguiram. Entendendo um pouco mais. Você irá viajar e tem a oportunidade de escolher qual caminho seguir. - Entra numa mata densa. Tem opção em ser um

Túlio Fortuna

desbravador, poderá pegar dois facões eabrir caminho. Neste

ambiente existem insetos, animais selvagens, terrenos aciden- tados, locaisaonde os raiossolaresnão chegam, muita umida- de, muito calor, córregose rios para serem atravessados. Você poderá ter uma bússola ou um GPS para direcionar o cami- nho, mas lembre-se que tais aparelhos mostrariam o caminho em linha reta, mas na prática, no meio da mata, os obstáculos poderiam ser enormes e você teria que fazer alguns desvios. –Ao caminhar mais um quilômetroencontrará uma trilha que o levará aonde deseja. A vantagem da trilha em relação à anterior é que alguém já passou por ali e abriu um caminho, facilitando sua caminhada.

– A dois quilômetrosa mata tem uma estrada de ter- ra, que é muito melhor do que a trilha.

– A três quilômetros há uma estrada bem pavimen-

tada, que dá para caminhar com facilidade, tendo oportuni-

dade, inclusive, de conseguir uma carona. Qual dos quatro caminhos acima você escolheria? O primeiro é o do desbravador, que caminha com facões na mão para abrir caminho na mata e criar sua própria trilha, tendo a vantagem de assumir todas as responsabilida- des nesta caminhada.

O segundo é o do caminhador de trilha, que segue

o caminho feito por alguém. A vantagem aqui é não desper- diçar forças para abrir seu próprio caminho.

O terceiro é o que caminha em estrada de terra, muito mais fácil que os outros dois, permitindo caminhar com mais facilidade. Existem algumas desvantagens como a poeira e em caso de chuva a lama.

O quarto é o que caminha em uma estrada pavi-

mentada, toda sinalizada, com informações do que esperar pela frente, orientando-o na sua caminhada. Qual deles você escolheria?

Entenda-se

Com certeza seria mais fácil ir pela estrada pavimen-

tada.

Um livro de autoajuda tem o mesmo propósito, ajudar-nos em nossa caminhada dando-nos orientações. No nosso dia-a-dia precisamos da ajuda dos outros para abrirmos caminhos e melhorarmos nossa qualidade de vida - a decisão

é nossa.

Voltando ao material de autoajuda:porque algumas

pessoas rejeitam esses livros? Porque não conseguem alcançar

o que desejam utilizando o conteúdo do livro. Acham que é

apenas um material que irá enganá-las. Realmente alguns livros não trazemnada de novo para alguém que lê muito ou que tenha muito conhecimento, mas para quem lê pouco ou que não tenhamuita bagagem de vida, servirá para fortalecer a auto estima, fazendo grande diferença em sua vida. Outro problema que encontramos nesse tipo de lei- tura é que as pessoas não conseguem, na maioria das vezes, ter sucesso. Imaginemos um diálogo entre duas pessoas – uma identificada como 123 e, outra como XYZ. 123– Alô gostaria de falar com XYZ. XYZ–Pois não! Quem está falando? 123–Meu nome é 123 e preciso falar com você com urgência, pois tenho uns documentos que preciso que assine referente a uma herança deixada para você. XYZ– Herança para mim? Mas ninguém da minha família, que eu conheça, faleceu? Que história é essa? Isso é um trote? 123– Não, senhor! Isso não é um trote. Preciso falar com o senhor, pessoalmente. XYZ– Ok, sem problema. Anote o endereço. Estou no Cine Karin. 123–Anotado. Estou indo agora.

Túlio Fortuna

Dez minutos depois 123 volta a ligar. 123– Alô é XYZ? XYZ– Sim, sou eu! O que houve? 123– O endereço que você me deu está errado. Nin- guém sabe onde fica o Cine Karin. XYZ– Como assim? O Cine Karin é bem conheci-

do.

123– Sim pode até ser, mas para as pessoas que per- guntei ninguém sabe onde fica.

Desculpe, esqueci de dizer que fica na

quadra 110/111 Sul, por isso as pessoas que você perguntou

não sabiam. Principalmente se não morarem aqui no Plano Piloto.

123– Ok! Então, logo chegarei para falar com você! Passam-se mais dez minutos. 123– XYZ sou eu novamente. Já falei com várias pessoas e ninguém realmente sabe onde fica esse endereço. XYZ– Como assim? Eu não acredito nisso, este lu- gar é bem conhecido.Você está de carro ou de ônibus? 123– Estou de ônibus. XYZ– Então faça o seguinte: irei te explicar da ma- neira mais fácil. Pegue um ônibus até a Rodoviária, chegando lá pegue um metrô para a Estação da 110/111 Sul. Entendeu? 110/111Sul, vou ficar aqui te esperando. 123– Ok! Passam-se 20 minutos 123–Oi, sou eu de novo. XYZ– O que houve agora? 123– Estou aqui na Rodoviária e ninguém sabe des- se metrô que leva para a Estação 110/111 Sul. Na verdade aqui nem tem metrô. XYZ– Você está de brincadeira comigo, acho que você não tem nada para mim. Isso é um trote. Quem está por

XY– Ah

Entenda-se

trás disso tudo? 123–Eu não brinco com meu trabalho, só não sei como chegar até aí. XYZ– Vamos mudar as coisas, eu vou até você. Você ainda está na rodoviária? 123– Sim, estou próximo, numa lanchonete XYZ– Qual lanchonete? 123–Engasga Gato. XYZ–Como? Engasga Gato? Onde fica? 123–Fica na Rua do Sucesso com a Travessa Felici-

dade.

XYZ–Onde é esse endereço? Aqui não tem nenhum lugar assim, de onde você está falando? 123– Da lanchonete Engasga Gato, na Rua do Su- cesso, 1001. XYZ– Em que parte do planeta você está? 123– No Brasil. XYZ– Engraçadinho, eu também estou no Brasil. Mas onde você está realmente? 123– Estou em Parapouco. XYZ– O quê? Onde fica isso? 123–Uê? Fica perto de Boa Vista, no Acre. XYZ– Você está muito longe de mim, eu estou em

Brasília.

123– Nossa, me deram a informação que você mo- rava aqui. Viajei 18horas para chegar e só consegui seu telefo- ne hoje, pois um amigo seu me passou. Diga-me uma coisa, você é XYZ de Aroeira Mogno? XYZ– Sim, sou eu. Pegue um avião para Brasília e quando chegar aqui me telefone que te falo como me encon- trar.

123– Ok! A gente se encontra. Tchau! XYZ– Tchau!

Túlio Fortuna

 

Entenda-se

Temos duas pessoas conversando, onde uma quer encontrar com a outra, mas elas, como nós, têm dificuldade

A não sabe onde está B

minho. Normalmente, passamos por essa situação quando vamosa uma cidade desconhecida. Se tivermos um mapa da

em se comunicar.

cidade nas mãos ficaria muito mais fácil irmos de um ponto

Quando XYZ pergunta a 123 onde está, as coisas

ao outro. Podemos ir a pé, de ônibus, de carro, enfim

E

se

começam a mudar, pois aparece um ponto de referência. Na verdade quando XYZ pergunta onde 123 está e

tivermos um GPS? Maravilha, pois tal aparelho nos mostraria a rota, o caminho a ser seguido, bastaria inserirmos as infor-

obtém a resposta, neste exato momento em seu cérebro apa- rece a imagem do mapa do Brasil, mostrando onde cada um está. A partir daí, começamos a se ter dois referenciais, onde-

mações de onde estamos e aonde gostaríamos de chegar – as coordenadas. Na maioria dos livros de autoajudafalta um dos pon-

temos um ponto de partida e um ponto de chegada. Com esta

tos – a saída de onde a gente está e, isso faz toda a diferença.

informação é possível traçar rotas para se ir de um ponto ao

 

O

cérebro precisa de um direcionamento. É neces-

outro. Essas rotas podem ser diretas, podem ter curvas, po- dem ser curtas ou longas. Tudo vai depender de qual caminho será mais fácil seguir. Veja no esquema:

Sem referência, A não pode traçar uma rota para en- contrar B

sário termos um ponto de partida e um de chegada. O ponto de partida está relacionado com o aqui e agora, já o ponto de chegada está relacionado com os sonhos, com o que estamos buscando. Para que o cérebro acredite em nossos sonhos é necessário que “suemos” por eles. O que seria “suar” pelos nossos sonhos? Vamos entender um pouco mais: Por que os filmes são projetadosem ambientes fechados, escuros e com

A

B

som alto? Um dos moivos seria para que as pessoas não se distraíssem com outras coisas. Se tivermos muitos estímulos

 

B informa a A sobre onde ele está.

ao mesmo tempo, seria complicado assistirmos ao filme.

A

A B Quando consideramos um filme bom? Quando o filme mexe com os nossos sentimentos. Se

B

Quando consideramos um filme bom? Quando o filme mexe com os nossos sentimentos. Se as sensações forem boas, nossa opinião será de que o filme é bom. Se as sensa- ções forem ruins, diremos que o filme não é legal.

 

Se

nossos sonhos fizerem com que tenhamos rea-

Com esta informação A pode traçar rotas para che- gar até B ou que B venha até A. No exemplo existem três

ções fisiológicas iguais ou muito maiores do que quando es- tivermos assistindo a um filme, com certeza, o nosso cérebro

irá acreditar que essa imagem é algo real, concreto e irá levá-lo

rotas. A procurará escolher a que seja mais fácil para chegar

a

alcançar o que imaginamos, pois para o cérebro isso já é real

até B.

e

concreto.

 

Sem referência inicial fica difícil seguirmos um ca-

Entendendo melhor: Meu sonho é comprar um car-

Túlio Fortuna

ro importado – para que isso aconteça teria que estar ganhan- do relativamente bem. O que devo fazer para alcançar esse objetivo? Primeiro passo: Imaginar que já tenho esse automó- vel, me ver dirigindo, sentindo o volante, escutando o baru- lho do motor, sentindo o vento no meu rosto e meus cabelos, abastecendo. Tenho que me ver fazendo, sentindo, ouvindo e cheirando essas imagens criativas referentes ao meu sonho. Entenda que, quanto mais rico de sensações olfativas, visuais, táteis e auditivas para nossa imaginação, melhor será o resul- tado para a fixação desse sonho no cérebro. Devemos “suar” pelos nossos sonhos. Isso signifi- ca que nossos sonhos devam ser reais, gerando reações fi- siológicas e emocionais fortes, causando sensações físicas concretas,fazendo com que nosso organismo tenha alterações, para que nossa mente acredite que isso não é um sonho, mas sim algo concreto, real. Em outras palavras, nosso cérebro irá acreditar que essa imagem que criamos é real, concreta, está acontecendo ou já aconteceu. O cérebro não conseguirá iden- tificar que isso foi criado por nós. Para ele isso é real, existe. É o que ocorre no cinema, quando assistimos um filme e, propiciando sensações em você. Um exemplo simples usado no curso SilvaMindCon- trol, mais conhecido aqui no Brasil como curso de controle mental José Silva é o seguinte: Pedimos para que uma pessoa feche os olhos e imagine que tem um limão em suas mãos. Feito isso, falamos para ela imaginar que está brincando com esse limão. Jogando de uma mão para outra. Sentindo a força feita no arremesso e o impacto do limão no recebimento. De- pois de algum tempo brincando, pedimos para que a pessoa imagine cortar o limão, visualizando o corte, sentindo a força que é empregada para cortá-lo, assim como o cheiro, vendo as gotículas que espirram do limão. Após o corte, pedimos que essa pessoa observe as duas bandas do limão, para ver se há

Entenda-se

alguma diferença.

Após observação, uma das bandas é escolhida e es- magada, sentindo a força empregada para esta ação. Vendo go- tículas e o caldo escorrerem. Pedimos que o cheiro do limão seja percebido. As duas bandas são observadas, percebendo a diferença entre a que foi e a que não foi esmagada.

A que não foi esmagada é levada à boca para uma

mordida – percebendo o gosto azedo da polpa, a acidez da cas-

ca e o cheiro. Ao término desse experimento, pedimos que a pessoa abra os olhos e perguntamos se foi sentido o peso do limão,

o cheiro, a força empregada para jogá-lo de uma mão a outra, para cortá-lo e esmagado, bem como o gosto ácido e azedo.

O interessante é que grande parte das pessoas que

participam disso enchem a boca d’água. Quanto mais rica for

a imaginação dessa pessoa mais reações fisiológicas ela terá.

O cérebro acredita que essa experiência é real e com

isso produz reações fisiológicas, condizentes ao experimento.

Devemos criar nossos sonhos para que nossa mente acredite ser real. Na natureza tudo tem seu tempo. Tempo de plantar e de colher. Devemos escolher o que desejamos- semear essa ideia em nossa mente e regar – cuidando desse sonho como se fosse uma planta. Se cuidarmos dando a ela o que precisa, com certeza,a mesma crescerá e dará bons fru- tos.

O que fazer para alcançar o que desejamos?

É possível desenvolver uma forma simples para al-

cançarmos um objetivo.Imaginemos que nosso objetivo é ser um profissional da área de Educação - um professor de Kyan- pô- arte marcial desenvolvida por monges budistas com obje- tivo da não violência. Uma disputa tem que ser vencida com- palavras e ações.

Túlio Fortuna

Já temos o objetivo final. Precisamos definir o pon- to inicial. Como estamos hoje? Por que ser um professor de Kyan-pô? É necessário fazermos perguntas específicas para definirmos o ponto de partida.

Início

Início

para definirmos o ponto de partida. Início Início Objetivo Final 1) Defina seu objetivo: Professor de

Objetivo Final

1) Defina seu objetivo:

Início Início Objetivo Final 1) Defina seu objetivo: Professor de Kyan-Pô Definir Objetivo Final: Ser um

Professor de Kyan-Pô

Definir Objetivo Final: Ser um excelente professor de Kyan-Pô

2) Defina o ponto de partida:

Hoje sou(estou) como?

Kyan-Pô 2) Defina o ponto de partida: Hoje sou(estou) como? Professor de Kyan-Pô Respondendo a pergunta

Professor de Kyan-Pô

Respondendo a pergunta inicial: gosto de ajudar as pessoas; sou uma pessoa boa; quero o bem-estar das pessoas, sei que o treinamento é longo; com esse conhecimento posso fazer tudo isso ao mesmo tempo; não tenho paciência, mas sei que com o treinamento vou conseguir adquirir; sou infle- xível e teimoso, mas o conhecimento adquirido durante essa caminhada irá me ajudar a mudar isso; sei que com o Kyan-pô posso adquirir conhecimento e experiência de vida que irá me ajudar a combater o meu maior inimigo - eu mesmo; vou aprender a me conhecer melhor e aumentar minha autoesti- ma. Procurarei seguir os exemplos do professor de Kyan-pô, me considero estar apto para ser um professor desta arte mar- cial - que é ser um expert em defesa psicológica.

3) Metas em curto prazo:

Hoje

treinamento)

psicológica. 3) Metas em curto prazo: Hoje treinamento) Alcançar o nível Branco (seis meses de Professor

Alcançar o nível Branco (seis meses de Professor de Kyan-Pô

Em curto prazo: ir a todas as aulas ministradas e colocar em prática o que estou aprendendo; a cada dia estou

Entenda-se

mais próximo do meu objetivo, pois falta pouco para alcançar minha meta a médio prazo.

4) Metas em médio prazo:

Hoje Nível Branco

a médio prazo. 4) Metas em médio prazo: Hoje Nível Branco Alcançar o Nível Amarelo Professor

Alcançar o

Nível Amarelo Professor de Kyan-Pô Em médio prazo: continuar estudando; terminei o nível branco; estou colocando em prática todo o aprendizado;

sou uma pessoa determinada e confio em mim, a cada dia consigo vencer meu inimigo, que sou eu mesmo. Vou a todas as aulas e presto atenção no que é ensinado, pois estou cada vez mais perto de poder ajudar as pessoas com consciência.

5) Metas em longo prazo:

ajudar as pessoas com consciência. 5) Metas em longo prazo: Hoje Nível Branco Nível Amarelo Alcançar
ajudar as pessoas com consciência. 5) Metas em longo prazo: Hoje Nível Branco Nível Amarelo Alcançar

Hoje Nível Branco Nível Amarelo Alcançar o Nível Laranja Professor de Kyan-Pô Em longo prazo: continuar estudando; terminei o nível branco e amarelo, passei nas provas de persistência, pa- ciência e determinação. Estou cada vez mais próximo do meu objetivo, pois consegui alcançar mais uma meta; já estou no nível laranja. Minha determinação está me colocando mais próximo do meu objetivo.

está me colocando mais próximo do meu objetivo. 6) Metas em longo prazo: Hoje Nível Branco

6) Metas em longo prazo:

Hoje Nível Branco

do meu objetivo. 6) Metas em longo prazo: Hoje Nível Branco Nível Amarelo Al- cançar o

Nível Amarelo

6) Metas em longo prazo: Hoje Nível Branco Nível Amarelo Al- cançar o Nível Laranja Curso

Al-

cançar o Nível Laranja Curso de formação de professor Professor de Kyan-Pô Em longo prazo: como alcancei o nível laranja, pos- so começar a fazer o curso de formação de professores. Já estou chegando, falta pouco.

Hoje

7) Objetivo final:

Nível Brancoo curso de formação de professores. Já estou chegando, falta pouco. Hoje 7) Objetivo final: Nível

formação de professores. Já estou chegando, falta pouco. Hoje 7) Objetivo final: Nível Branco Nível Amarelo

Nível Amarelo

Túlio Fortuna

Alcançar o Nível Laranja Curso de formação de professor Professor de Kyan-Pô. Objetivo final: continuo estudando, estou no nível

laranja e terminei o curso de formação de professor. Hoje sou professor de Kyan-Pô, posso ajudar as pessoas com mais consciência das minhas ações. Sei que sou capaz de ajudar

a melhorar o mundo, pois ajudo as pessoas a melhorarem.

Continuo treinando e percebo que estou um pouco melhor do que há alguns anos atrás estou conseguindo vencer meu principal inimigo, que sou eu mesmo, no maior campo de batalha que é minha mente. Hoje domino alguns dos meus vícios. Hoje sou mais feliz. Continuar estudando e treinando para que possa servir de exemplo para as pessoas que estão a minha volta. Eu sou um vencedor.

as pessoas que estão a minha volta. Eu sou um vencedor. Podemos traçar,também, nosso objetivo usando

Podemos traçar,também, nosso objetivo usando o sentindo inverso, que é definir o ponto de chegada e o de saída e depois disso colocar metas de longo, médio e curtos prazos.

Início Objetivo Final 1) Defina seu objetivo: Início Falar em público.
Início
Objetivo Final
1) Defina seu objetivo:
Início
Falar em público.

Definir Objetivo Final: quero ser um orador. Al- guém que fala em público e cativa uma plateia.

2) Defina o ponto de partida:

Hoje sou(estou) como? Falar em público. Tenho problemas de dicção, que não consigo falar

em público, tenho medo das pessoas, sou tímido, introvertido

e minha autoestima é baixa.

sou tímido, introvertido e minha autoestima é baixa. 3) Metas em longo prazo: Entenda-se Hoje Curto

3) Metas em longo prazo:

Entenda-se

Hoje Curto prazo Médio prazo Falar tranquilamente expondo minhas ideias Falar em público. Em longo prazo preciso falar tranquilamente expon- do minhas ideias, com confiança, coragem e determinação; olhando para os olhos das pessoas, mas para isso eu preciso em médio prazo fazer:

pessoas, mas para isso eu preciso em médio prazo fazer: 4) Metas em médio prazo: Hoje
pessoas, mas para isso eu preciso em médio prazo fazer: 4) Metas em médio prazo: Hoje
pessoas, mas para isso eu preciso em médio prazo fazer: 4) Metas em médio prazo: Hoje

4) Metas em médio prazo:

Hoje Curto prazo Estudar, ler, ter domínio de palco Falar tranquilamente ex- pondo minhas ideias Falar em público. Em médio prazo preciso ler muito, para ter emba- samento sobre aquilo que estou falando; preciso buscar co- nhecimento e estudar bastante, preciso ter domínio do palco, para poder me locomover de um lado para o outro mostrando que tenho confiança na minha postura e ação, para isso preci- so fazer alguns laboratórios de teatro.

5) Metas emcurto prazo:

Hoje

ler, ter domínio de palco tranquilamente expondo minhas ideias

larem público.

palco tranquilamente expondo minhas ideias larem público. Falar sem gaguejar Falar Estudar, Fa- Em curto prazo
palco tranquilamente expondo minhas ideias larem público. Falar sem gaguejar Falar Estudar, Fa- Em curto prazo
palco tranquilamente expondo minhas ideias larem público. Falar sem gaguejar Falar Estudar, Fa- Em curto prazo

Falar sem gaguejar

Falar
Falar

Estudar,

Fa-

Em curto prazo preciso procurar uma fonoaudiólo- ga que me ajude com os problemas de dicção, ou uma psicólo- ga que trabalhe comigo a minha autoestima e determinação. Essa seria outra forma de trilhar o caminho para alcançar nossos objetivos. O importante é saber o que se quer como se quer e da forma que se quer. Lembrar que a nature- za é precisa com aquilo que pedimos. Devemos ter cuidado com o que pedimos, pois é bem provável que alcancemos esse

Túlio Fortuna

objetivo. Se pedirmos a Deus mais paciência, é bem provável

que ele nos escute e nos coloque em situações de vários con- flitos para que aprendamos a ter paciência.

As pessoas têm um problema muito comum quando

o assunto é programação de vida, planejamento, ou seja, elas não estipulam prazos para o alcance dos seus objetivos. Não

definem metas a curto, médio e longos prazos.

A cada prazo alcançado, devemos nos presentear,

para criarmos um estímulo positivo que fortaleça nossa deter- minação para alcançarmos nossos objetivos. Se não fizermos isso, provavelmente, sofreríamos como nosso planejamento, isto é, o tempo passaria, os prazos se esgotariam e não conse- guiríamos alcançar nossas metas, gerando com isso ansieda- de, angústia e depressão. Tenhamos em mente que nosso cérebro precisa de um direcionamento. Ele é coerente com aquilo que pensa- mos.

Está mais do que na hora de assumirmos as rédeas da nossa vida. Assumirmos as responsabilidades pelos nossos atos. Acreditarmos que somos capazes de agir, fazer, reali- zar.

Sejamos aprendizes da nossa própria vida para que possamos tirar melhor proveito de situações ruins, desfavo- ráveis.

O aprendiz aprende consigo mesmo e com todas as

situações em que se encontra, fazendo com que sua relação com o mundo seja bem mais fácil de ser vivida. Consegue tirar das situações mais difíceis uma lição de vida. Aprende

com tudo o que tem a sua volta, permitindo com isso ter mais tranquilidade. Para um aprendiz tudo o que a vida proporciona nada mais é que uma grande oportunidade de crescimento pessoal, emocional e espiritual.

Entenda-se

Até agora falamos sobre uma das camadas do filtro interior chamada “Eliminação” – que tem como objetivo o foco. Se estivermos focados nada nem ninguém nos desviará do caminho. Devemos utilizar o filtro Eliminação em benefício

próprio.

Temos que descobrir o que queremos da e na vida. Façamos uma viagem interior – pra dentro de nós mesmos – só assim conseguiremos descobrir. O melhor caminho para isso seria a meditação e a reflexão.

“Só você sabe a dor e o prazer de ser feliz”.

Túlio Fortuna

3ª. Camada - Distorção

É responsável em receber informação real e alterar os dados de acordo com nossos interesses. Podemos dizer que essa camada está relacionada com os nossos sonhos e ideais. Responda: Você tem sonhos? Os seus sonhos são

reais?

As pessoas têm sonhos na vida. Alguns vivem no mundo dos sonhos. Quando se dão conta que existe um mun- do real à sua volta, que cobra de alguma forma atitudes e pos- turas – não aceitam e acabam fugindo, causando frustração e desilusão, pois nem alcançam esse mundo de ilusão e nem vivem o momento presente. Quando as pessoas não buscam seus sonhos a sensação é de frustração, gerando fugas através da utilização de drogas, bebidas, sexo, internet, jogos, etc. Para alguns, os sonhos são considerados loucura, insanidade, em outras palavras, uma distorção. A palavra distorção é uma forma alterada de pensamento, podendo ser algo imaginado, alguma situação real presenciada que começa a formar ideias. Essa camada pode agir de duas maneiras: de forma positiva ou negativa. Qual das duas seria melhor? Isso depen- de de cada pessoa. Uma distorção de forma positiva é aquela que o mo- tiva, o estimula, o deixa para cima, dá força, ânimo, disposi- ção para fazer o que quiser. As pessoas são bem humoradas e felizes trazendo tranquilidade e harmonia. Pode ser a maior dificuldade, o maior caos, mas elas sempre irão olhar e acre- ditar que por trás de cada situação difícil sempre terá algo de bom para aprender.São sempre otimistas. Mas a distorção por si só não é tudo, ela deve ser seguida de ação, atitude. Se não vier acompanhada de ação será apenas um pensamento estimulante. É o famoso fogo de

Entenda-se

palha (aquele que gera um fogo rápido, forte sendo apagado na mesma velocidade). Chegamos à conclusão que toda distorção positiva tem que ser seguida de ação.A pessoa tem de“arregaçar as mangas” e agir, fazer o que for necessário para que o seu so- nho seja realidade. Distorção negativa é aquela que nos coloca para bai- xo, nos deixa triste, desanimados, preguiçosos. Antes mesmo pensarmos em fazer algo de bom ou útil a distorção irá nos colocar num estado de angústia, frustração, desespero, triste- za, solidão. Não conseguimos nos sentir bem junto às pessoas ou em qualquer lugar, pois sempre há algo quenos incomoda. Esse tipo de pessoa é negativa, nunca confia nela mesma ou nos outros e está sempre colocando os outros para baixo ou falando mal, tanto das coisas em geral comodas pessoas. Nós normalmente transitamos entre as duas faces, negativa e positiva, no decorrer do nosso dia. O nosso maior problema é que precisamos aprender a identificar qual das distorções nós usamos mais no nosso dia a dia, pois elas são responsáveis pelo nosso futuro. Entenda que a forma de pen- samento que criamos com essas distorções são responsáveis pelo nosso plantio. Relembrando: a semeadura é livre, você pode plantar o que quiser, mas a colheita é obrigatória. Durante o dia nós reclamamos de algumas coisas e divulgamos para outras pessoas esse nosso incômodo ou en- tão somos carrascos com nós mesmos pelas situações vividas. Normalmente não valorizamos as coisas boas que acontece- ram. O grande problema é que no somatório das coisas que aconteceram no nosso dia damos mais valor e importância às coisas negativas, e as coisas positivas ficam de lado. É um somatório de ações ruins que são valorizadas e somadas às outras.

Imagine: Escutamos àquela música de um programa

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de televisão que sempre passa aos domingos à noite. Neste exato momento, com o estímulo desta música, algo aconte- ce dentro de nós e nos faz perceber que daqui a pouco será segunda-feira e que teremos mais uma semana de muito tra- balho pela frente. Com as experiências já vividas, lembramos que sair da cama não é muito fácil e que segunda-feira é o pior dia da semana. Neste exato momento,reforçamos uma programação que já vem de anos informando que segunda-feira é o pior dia da semana, isso nos causa um pequeno incômodo, mas passa logo.Chega segunda-feira e a sensação de sono e cansaço é grande. Levantamos atrasados e começamos a reclamar, pois deveriamos ter levantado no primeiro toque do despertador. Mal começou o dia e já reclamamos algumas vezes.Vamos para a parada de ônibus e quando chegamos vemos o ônibus saindo. Reclamamos novamente. Esses pensamentos negati- vos vão se somando a outros e aumentando o tempo de re- clamação. Trânsito engarrafado, calor, ônibus lotado - aquele caminho que era curto começa a se tornar cada vez mais lon- go. O dia no trabalho é atribulado, por conta disso acabamos reclamando novamente. Ao chegarmos em casa vamos assistir jornal. As re- portagens trazem acidentes, mortes e corrupções levando-nos a um processo que nos deprime, associado à revolta.Como estratégia de marketing, no final do noticiário, são colocadas reportagens mais tranquilas para que o telespectador tenha uma sensação positiva.Logo,as sensações negativas que tive- mos não nos incomodam mais, deixando-nos insensíveis aos problemas do mundo. Hora de irmos dormir e carregamos mais uma lembrança que nossa segunda-feira foi um dia hor- rível.

No exemplo dado, a segunda-feira vivida foi cheia de altos e baixos, mas a sensação de coisas ruins foi mais forte

Entenda-se

do que as boas, mostrando-nos uma verdade: segunda-feira é um dia ruim. Essa verdade constatada será somada a outras

lembranças referentes às segundas-feiras gerando uma verda- de: segunda-feira é o pior dia da semana. Como é uma ver- dade, o cérebro, por ser coerente, se programa para que essa verdade aconteça, tornando-nos videntes do nosso próprio futuro em relação a esse dia da semana. No domingo à noite,

o cérebro já programa reações fisiológicas que são coerentes com suas verdades, deixando-nos num grau de tensão e an- siedade maior que o normal, ocasionando o famoso “nervos

a flor da pele”.

Importanteentendermos que esse filtro é capaz de criar imagens tornando histórias em positivas ou negativas. Depende que criamos, brotando reações em nossa maneira de ser e agir, gerando também alterações fisiológicas no nosso organismo, mostrando-nos que somos responsáveis por essa imaginação e as consequências que elas poderão acarretar em nossa vida. A distorção em si são apenas sonhos, imagens ou al- gum tipo de diálogo interno que nossa mente criou podendo

se tornar real ou não. Tudo irá depender de nossas ações. Essa

camada tem um papel fundamental na vida do ser humano, pois ela ajuda a dar o colorido, brilho, sensibilidade nas pala- vras e ações, podendo ser responsável, também, pelo terror, medo ou desgraça. A distorção são duas faces de uma mesma moeda.

Qual o problema da distorção? O maior problema apresentado seria quando duas ou mais pessoas falam sobre a mesma coisa, tendo pontos de vistas diferentes podendo desencadear uma discussão não levando a lugar algum. Por exemplo, duas pessoas uma de frente para outra e no meio das duas existe uma caneta pendurada. Ambas não

Túlio Fortuna

conseguem ver o que a outra vê em relação à caneta. Faz-se uma pergunta: Que objeto está em frente a vocês? As duas- respondem que é uma caneta. Quantas cores tem esse obje- to? Uma responde que tem três cores e a outra responde que tem cinco cores. Quantas cores mesmo? Uma fala três e a outracinco. Vocês têm certeza? Ambas irão afirmar que sim. Se mudarmos a posição da caneta, trocando de lugar o que uma via pelo lado da outra e novamente fizermos a pergunta:

Quantas cores você está vendo? Aquela que falou três falará cinco e a outra que falou cinco falarátrês. Se fizermos nova- mente a pergunta:Vocês têm certeza? Elas responderão que sim, então questionamos:Há pouco fizemosesta pergunta e vocês falaram três e cinco, com toda convicção e agora muda- ram informando cinco e três? Ambas irão dizer que estavam certas e que continuam certas e nós teremos que concordar com elas.

O exemplo acima serve para mostrar que temos sempre razão dentro do nosso ponto de vista e que isso é uma verdade tão grande para nós que muitas vezes não consegui- mos escutar as verdades das outras pessoas, colocando a nos- sa verdade como sendo a única, é isso que acontece normal- mente em nossas vidas. Nós vemos, ouvimos, criamos coisas com um objetivo positivo, buscando o melhor para nós, só que às vezes isso não acontece. Podemos ir ao pior presídio, pegarmos o pior prisioneiro e conversarmos com ele sobre o que ele fez. Iremos descobrir que por trás daquela ação tinha um fator positivo para ele. Em função disso, ele fez o que fez, mas para a sociedade essa visão não será positiva e sim nega- tiva. Tão negativa que o colocou atrás das grades. Certa vez um antropólogo disse que os índios de uma determinada aldeia faziam testes com os meninos no início da adolescência para que eles provassem que estavam se tornando homens – chamado de rituais de passagens. Em

Entenda-se

uma das provas as crianças índias eram dispostas em um cír- culo e no meio era colocado um objeto de tal maneira que o

vizinho não conseguia ver o que o outro índio via. Os meninos índios ficavam um ao lado do outro, com um objeto a sua frente, sem saber o que era aquilo e não conseguiam enxergar o que seu amigo ao lado via. Eles fica- vam sentados durante 24 horas com aquele objeto à frente. Depois um a um era chamado pelo pajé que perguntava que objeto era aquele. Os meninos respondiam o que eles viram

e falavam o que os amigos deleshaviam dito. O pajé os escu-

tava e tentava perceber nas crianças se elas confiavam no que viam, se aprenderam a ouvir os outros e se aprenderam a tirar conclusões do que viam,do que ouviam e respondiam a uma simples pergunta.As crianças que faziam isso estavam aptas a ingressar no mundo dos homens. A distorção é uma ferramenta maravilhosa. Precisa- mos estar atentos para saber usá-la, principalmente quando se trata de relacionamento afetivo-amoroso, pois, normalmente, sempre achamos que temos razão e que o outro está engana- do.

Então, como identificarmos padrões de generaliza- ção na fala das pessoas, nos meios de comunicação ou qual- quer outro meio que use da distorção? Simples. Faz-se neces- sário ficarmos atentos às coisas e agirmos como um juiz em um tribunal de júri agiria.

Um juiz em um tribunal de júri busca, através das testemunhas, identificar os fatos que aconteceram, o que eles viram durante uma determinada situação ou o que ouviram. Para ele, não interessa o que as pessoas acham,sentem ou pen- sam, mas sim como o fato ocorreu, de que forma. O fato de um somado ao fato do outro,forma um todo. Com isso temos

a visão do todo. É dessa forma que temos que agir, aprender a

ouvir, ver e buscar os fatos naquilo que estamos vendo e não

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naquilo que achamos. Encontramos com um amigo e vemos que ele está com cabeça baixa, com uma fisionomia triste, suspirando, com a mão na cabeça, sentado com pernas flexionadas para baixo do assento da cadeira e com os pés cruzados. Neste momento ao olhar para a cena, começamos a distorcer o que vemos e já achamos que nosso amigoestá com um grande problema, provavelmente está com dor de cabeça e que isso tem aver com a noite anterior, pois vocês saíram, elebebeu muito, por conta do fim do namoro. Por causa disso tudo ele estavatriste e desolado esperando que um amigo chegasse para ajudá-lo nesta fase ruim da vida. Quando chegamos per- to nosso amigo levanta a cabeça sorri e fala: “- Cara,eu estava aqui quieto, pensando na vida quando senti falta de você, ao levantar a cabeça te vi chegando, nossa, que coisa legal isso, não é?”.

Todo o nosso“achismo” vai embora. Toda a leitura feita estava certa, vimos uma pessoa sentada daquele jeito, mas no momento em que começamos a interpretar de forma distorcida, o que vimos perdeu a importância e nossa análi- setornou-se errada. E é isso que nós fazemos quase todos os dias.

Precisamos aprender a nos calar e prestar mais aten- ção no que vemos e principalmente no que ouvimos. Depois disso, devemos agir como um juiz, buscando os fatos sobre o que ouvimos e vemos. Se fizermos isso, veremos que nos- sa capacidade de percepção aumentará muito e nossa relação com o mundo exterior será bem melhor, principalmente, por- que não seremos mais manipulados pelos outros. A distorção é uma ferramenta que nos mostra como ver o mundo da nossa forma, do nosso jeito.Ela nos permite ver algo que aconteceu que está acontecendo, preenchendo esse fato com nossas próprias palavras, dando cor, brilho, luz

Entenda-se

e emoção ao mundo. Por exemplo: eu vejo uma borboleta com asas vermelhas, azuis e bolas brancas (isso é o fato). Ela estava voando e pousou numa flor vermelha (isso é a ação do fato que vi). Tudo isso é o fato em si. Agora, usando a distorção, o fato poderia ser nar- rado assim: eu vinha andando alegremente quando de re- pende, por alguma sincronia do cosmo, eu vi uma borboleta linda,divina, maravilhosa, tão bela com suas asas a bailar ao vento que soprava tão ternamente, que dava a impressão que alisava a borboleta com muito carinho e as asas delas batiam com certa intensidade que a projetavam para o ar, até que ela fez um pouso forçado contra uma rosa, se machucando toda. Mas logo ela se refez daquele pouso e ficou ali a sentir o vento e o Sol a admirar. Eu acho que ela está aprendendo a voar, acho que isso quer dizer alguma coisa para mim. Será que eu não sei fazer as coisas direito? O que isso quer me dizer? Eu não sei, mas a borboleta estava lá, toda se achando o máximo em cima daquela rosa com suas asas abertas com as cores mais divinas que você possa imaginar e blá-blá-blá. Se deixarmos uma pessoa falar assim de forma dis- torcida, poderá passar um bom tempo e ela irá sempre colocar algo novo nesse relato. Passarão horas e mais horas e estare- mos ali escutando a pessoa falar. E, o mais interessante, toda vez que chegar mais uma pessoa ela irá contar algo novo que não nos contou. A distorção é um sonho ou uma ilusão que pode ser concretizada em benefício do próprio ser humano ou não. Ela pode ser positiva ou negativa, vai depender da intenção que existe por trás dela. Tudo o que vemos ao nosso redor feito pelo homem, primeiro foi uma ilusão na cabeça de um criador, depois passou para o papel e, por fim, foi concretiza- do no objeto que estamos vendo ou manipulando. Essa camada é responsável pelas nossas relações

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com as pessoas e com o mundo, ela irá nos dar o brilho da interação entre as pessoas e mudar a maneira como as pessoas se relacionam. Como trabalhar com essa camada? Devemos nos calar. Procurar observar as pessoas e ouvir o que elas estão falando. Observar de que maneira fa- lam, pois quando uma pessoa fala ela gesticula, o som da voz muda, o ritmo também e o conteúdo se alterna. Se começar- mos a prestar atenção nisso, perceberemos as distorções e isso nos ajudará a perceber nossas próprias distorções. Quem trabalha muito com isso são as empresas de marketing e propaganda. Criam campanhas interessantes que fazem com que o consumidor compre os produtos que eles querem vender, sem questionar se precisa ou não daquele pro- duto. As pessoas acabam sendo reféns das propagandas bem feitas. Por isso as grandes empresas gastam muito com propa- gandas, para que o produto seja vendido antes de sair da loja, atingindo os consumidores, principalmente, através de músi- cas e imagens para criarnas pessoas o desejo de comprar. A música também é uma poderosa ferramenta que ajuda a dar vida aos nossos sonhos e desejos. Por exemplo:

Numa distorção positiva poderemos ouvir uma música e associá-la aosnossos processos de conquistas e vitórias.Isso nosdeixará animados e toda vez que ouvirmos determinada música sentiremos esse estado de excitação emocional. No caso da distorção negativa acontece o seguinte:

Quando levamos um “fora” de alguém que gostamos muito, temos a tendência de voltarmos para casa, nos fecharmos no quarto, apagarmos a luz e colocarmos uma música que seja coerente com aquele sentimento. Esta música reforçará to- das as sensações de tristeza, fracasso e dor. O que podemos aprender com isso é ser possível escolhermos uma música para que seja um referencial positivo para nossa vida. Basta

Entenda-se

escutá-la para que nossa fisiologia entre num estado alterado, nos estimulando e nos animando. Recapitulando o filtro da distorção: é um filtro que nos permite sonhar, criar um filme, uma história que pode- ráajudar-nos a alcançar um objetivo que desejamos. É neces- sário visualizarmos o que desejamos com intensidade, para que o corpo gere uma reação fisiológica intensa, fazendo com que nossa mente acredite que isso é real. Essa visualização de- verá ser feita várias vezes ao dia até que alcancemos o objetivo que desejamos. Existem livros que poderão ajudar sobre o domí- nio desse filtro com o nome de “visualização criativa”. Essa é uma excelente ferramenta para a vida. Sejamos inteligentes – utilizemos para o nosso bem e o bem de todos que estão à nossa volta.

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As três primeiras camadas e sua consciência

Os três primeiros filtros (Generalização, Elimina-

ção e Distorção) são ótimas ferramentas. Coloque em prática todo esse conhecimento e logo verá os resultados.

A primeira coisa aser feita é nos decidirmos, tomar-

mos consciência sobre nós mesmo, depois praticarmos o co- nhecimento adquirido nos três capítulos anteriores. Como praticá-los? Se tivéssemos um espelho interior que mostrasse como agimos seria muito mais fácil. Talvez mudássemos ra- pidamente. Isso é praticamente impossível, visto que certos hábitos já fazem parte da nossa vida – portanto,não conse-

guiríamos identificar padrões de comportamentos negativos, limitantes e castradores. Precisamos das pessoas que estão ao nosso lado para identificarmos como elas generalizam, eli- minam e distorcem. Além disso, ainda contamos com a mí- dia escrita e televisionada, que se utilizam dessas ferramentas para manipularem, distorcerem e generalizarem, direcionan- do nossos pensamentos para agirmos de acordo com os inte- resses do sistema. Quando começarmos a identificar determinado pa- drão de comportamento em alguém, significa que estamos servindo de espelho pra alguém, pois é muito mais fácil iden- tificarmos padrões de comportamento em pessoas que fazem as mesmas coisas que nós fazemos. Vamos entender um pouco mais sobre tudo o que foi descrito até agora:

– Mulheres têm tendência para generalizar. –Homens para eliminar.

– Crianças para distorcer.

Entenda-se

As mulheres, que têm o lado racional e emocional aguçados, generalizam bastante. Os homens, com lado racio- nal mais focado, eliminam o que não querem indo atrás do que querem ou, ao contrário, não sabem o que querem e aca- bam tendo o que não querem. As crianças, como vivem num mundo de sonhos, distorcem muito mais do que os adultos - elas são capazes de pegar um objeto qualquer e transformá-lo em alguma coisa útil para brincarem e se divertirem passando horas em seu mundo encantado. É bom lembrar que todos nós distorcemos, elimina- mos e generalizamos. Nosso objetivo aqui é identificarmos os padrões negativos que nos limitam e bloqueiam impedindo de sermos livres e felizes. Essas três camadas têm uma relação direta com o mundo exterior. Se conseguirmos dominá-las e entendê-las e nos conscientizarmos que estão dentro de nós, isso nos dará capacidade de sermos pessoas mais equilibradas e tranquilas, conscientes sobre nós mesmos. O domínio desses filtros permitirá sermos mais se- guros de nós mesmos. Passaremos a identificar padrões de comportamentos limitantes e estressantes, tanto nossos quan- to dos que estão à nossa volta. Parabéns por chegar até aqui! Todos nós temos um hábito muito ruim - darmos mais importâncias às coisas negativas do que àspositivas. Que tal desenvolver um novo hábito? Que tal agradecermos, a nós mesmos, tudo o que fazemos? Por exemplo: Ao acabar de ler este livro, dê os parabéns a você mesmo. Normalmente faze- mos isso com outros. Está mais do que na hora de fazermos isso com a gente. Um adolescente leva seu boletim para seus pais. En- tre as mais de dez matérias listadas, observa-se que três ou quatro estão com notas abaixo da média. As tais notas ver-

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melhas foram o motivo para que seus pais o colocassem de castigo. Infelizmente as notas acima da média, no caso em questão, a maioria – não serviram para nada, ou seja, não foi o foco dos pais. Conclusão: aprendemos que as coisas boas que fizemos não são valorizadas e quando a valorizamos não da- mos o real valor. Já as coisas ruins, falamos para todo mundo (veja a generalização ocorrida). Valorizemos nossas vitórias por menores que sejam. Por menores que sejam as conquistas, elas devem ser come- moradas para que sirvam de ponto de referência para o futu- ro. Por exemplo: Você leu este livro até aqui. Veja quanta coisa interessante aprendeu! Quanto tempo foi gasto da sua vida para ler o que está escrito aqui? Quanta coisa deixou de fazer para adquirir esse conhecimento? Veja o esforço que fez. Per- ceba que para chegar até aqui você teve que largar algo, para viajar nas páginas deste material e com ele estáaprendendo a ver o mundo de forma diferente, fazendo, às vezes, com que brigue com as páginas do livro, para mudar determinados há- bitos. Entenda que tudo isso é uma vitória sua e ela precisa ser comemorada. Então crie um grito de guerra - grito de guer- ra seria um movimento associado a um grito que represente uma vitória. Vemos muito isso no futebol, quando o jogador faz um gol e ele sai gritando, ou no basquete. O importante é comemorarmos e depois nos pre- sentearmos. Ao fazermos isso, nossa maneira de vermos a vida começará a mudar e noss cérebro fará de tudo para que encontrecada vez mais comemorações.

Entenda-se

Aprendendo com este aprendizado

Pare um minuto e reflita um pouco sobre a vida. Quem você é hoje e quem era antes de começar a ler e colocar em prática o material deste livro? Houve alguma mudança? Mesmo a menor mudança deve ser valorizada. O que mudou na sua forma de ser e agir? Observando os três filtros an- teriores começaremos a ver padrões de comportamento nas pessoas e processos de manipulação vindo da mídia. A mente começou a identificar padrões de pensamentos e comporta- mentos limitantes.Paciência. Permita-se aprender e viver mais feliz.

Tenhamos consciência para entendermos as reações que poderão surgir daqui para frente. Faremos uma analogia em relação à nossa vida,utilizando o exemplo a seguir. Resolvemos arrumar nossa casa. As coisas estão no mesmo lugar há um ano e queremos fazer algumas mudanças na disposição dos móveis, eliminando coisas que não preci- samos mais. Tiramos um dia para isso. No dia da arrumação, começamos a bagunçar tudo, tirando as coisas do lugar, limpando tudo, peça por peça, livro por livro,vendo os papéis que serão úteispara alguma coisa e outros que podem ser jogados fora. A casa vira uma bagunça no primeiro momento, tudo desarrumado, sujeira para todo lado, poeira, papel picotado no chão e restos de alimentos. Com o passar do tempo, as coisas começam a mu- dar. Os móveis começam a ser posicionados em determina- dos lugares, a lixeira começa ficar cheia, os livros começam a ser guardados, limpos e sem poeira. Em pouco tempo a visão que se tinha da bagunça começa a tomar outro rumo e as coisas tomam seu devido lugar.

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Ao final da jornada, tudo limpo, bonito e cheiroso. Tudo organizado, arrumado e com aquele ar de limpeza no ambiente. Foi gasto certo tempo para esse trabalho, mas valeu todo o sacrifício, pois o ambiente está organizado e limpo. Devemos entender que para termos esse resultado, tivemos que tomar uma decisão para organizar e limpar. De- pois tivemos que tirar tudo do lugar para limpar e separar tudo que seria útil daquilo que não seria. Os objetos foram organizados, arrumados, até que tudo estivesse em seu devi- do lugar.

Se pegarmos este exemplo e trouxermos para nos- sa realidade, perceberemos que já estamos passando por essa fase da limpeza. O que queremos dizer é o seguinte: Quando deci- diu ler o livro, começou a adquirir certos conhecimentos, dos quais alguns foram coerentes com sua vida e outros não. Al- guns foram aceitos com facilidade e outros nem acredita que sejam possíveis, e ainda acha que o autor deste é um lunático por escrever essas coisas. De qualquer maneira, você entrou na fase de mudança e transformação. O que vem a ser essa fase então? No início é uma descoberta, que dará vontade de praticar cada vez mais os conhecimentos aprendidos. Com o passar do tempo observará que isso é muito comum.

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Entenda-se

Mundo Interior

Seja bem-vindo ao mundo interior! Daqui para frente os filtros estarão relacionados ao nosso mundo interior. Essas camadas são simples. Precisam de maior atenção para ser identificadas no nosso dia a dia, pois as informações que trazem vêm desde o

momento da concepção até os dias atuais. Estão relacionadas com nossos:

– Genótipo (do grego genos, originar, provir, e ty-

pos, característica) - refere-se à constituição genética do indi- víduo, ou seja, aos genes que ele possui.

– Fenótipo (do grego pheno, evidente, brilhante, e typos, característico) - é empregado para designar as caracte- rísticas apresentadas por um indivíduo, sejam elas morfológi- cas, fisiológicas e comportamentais. Também fazem parte do fenótipo características microscópicas e de natureza bioquími-

ca, que necessitam de testes especiais para a sua identificação. Entre as características fenotípicas visíveis, podemos citar a cor de uma flor, a cor dos olhos de uma pessoa, a textura do cabelo, a cor do pelo de um animal, etc. Já o tipo sanguíneo e a sequência de aminoácidos de uma proteína são característi- cas fenotípicas reveladas apenas mediante testes especiais. 9

– Memória genética - é o estudo do material genéti-

co dos antepassados ou da raça que registra informações so- bre o histórico das transformações filogenéticas pelas quais os indivíduos atravessaram no curso da evolução. A memó- ria genética é responsável pelas reações instintivas do corpo, como as funções gerais do funcionamento do organismo, o sentido inato de sobrevivência de uma espécie, a reprodução, dentre outros. A genética trata da transmissão das caracterís-

( http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Genetica/leismendel4.php

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ticas hereditárias dos organismos de uma geração para outra. Essa transmissão é realizada através de uma memória, que chamamos memória genética. Assim, estudos demonstram que há verdadeiramente um registro em nosso organismo que retém dados sobre as várias fases de desenvolvimento e evolu- ção da humanidade, provavelmente desde os reinos inferiores até o estágio humano. No âmbito da ancestralidade, sabe-se que há uma he- rança da carga genética de nossos pais, avós, bisavós, etc. Todos eles nos passaram um material de DNA que permitiu a cons- tituição do nosso corpo e suas características, como a cor dos olhos, a estatura etc. Em psicologia, a memória genética é a memória her- dada através do nosso código genético que vem a influenciar o nosso comportamento. Estudos em psicologia demonstram que nosso comportamento é influenciado pela nossa carga genética e pelo meio em que vivemos. O meio ambiente e o convívio social podem ser os facilitadores para o surgimento de características que herdamos de nossos pais. 10 Para entender um pouco mais sobre memória gené- tica, citamos o exemplo abaixo:

Um animal (X) se alimenta de outro (Z) que faz par- te da sua cadeia alimentar. Após comê-lo começa a passar mal colocando tudo para fora. Neste momento aprende que não pode comer esse tipo de alimento, ou seja, o animal (Z). Essa informação aprendida ficará com ele e será repassada para as próximas gerações. Mesmo que o animal (X) não tenha con- tato com sua prole, no caso do macho, essa geração não terá em sua cadeia alimentar o animal (Z), isso se chama memória genética.

A iridologia comportamental ensina que nós sofre- mos influência das quatro últimas gerações. Elas influenciam

10 http://hugolapa.wordpress.com/2009/10/25/memoria-genetica/

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Entenda-se

de uma maneira inconsciente a nossa forma de ser e agir. Isso é fácil de ser observado nas crianças, pois às vezes elas dizem coisas ou fazem algo que lembram nossos pais, avós e bisa- vós.

A partir de agora é muito importante que tenhamos mais atenção sobre nós mesmos. Muita coisa que fizermos ou nossa forma de ser e agir poderáter vindo dos nossos ances- trais. Com isso continuaremos repetindo padrões de compor- tamento que não são nossos.

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4ª. Camada - Cultural

O filtro cultural, como o próprio nome diz, tem re- lação direta com a cultura, principalmente com a dos nossos antepassados e com a que adquirimos a partir do nosso nasci- mento. Isso quer dizer que esta camada influenciará de forma

direta a nossa forma de ser, de agir e de pensar – fisicamente

e emocionalmente.

A programação desta camada se iniciano processo

de concepção. Assim que o espermatozoide fecunda o óvulo, recebemos 23 pares de cromossomos do pai e 23 da mãe, cada um desses pares traz em sua cadeia genética informações so- bre cada lado de nossa família.

A união desses cromossomos resulta na construção

de toda nossa estrutura física. Isso significa que pertencemos

a uma árvore genealógica composta por duas famílias, além

de recebermos uma herança genética que formará nossa es- trutura física, e uma memória genética que nos dará vários comportamentos emocionais nos colocando em determina- das situações durante nossa vida. Segundo a iridologia comportamental ao nascermos trazemos uma bagagem em nosso inconsciente dos nossos an- cestrais, com maior intensidade nas quatro últimas gerações, tanto paterna como materna. Essas quatro últimas gerações são responsáveis por muitos dos nossos padrões de compor- tamento, bem como pelas nossas estruturas fisiológicas.

Porque eu, o Senhor teu Deus, sou

Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a

terceira e quarta geração daqueles que me odeiam”. Ao atender pacientes em meu consultório, foi fácil observar padrões comportamentais e fisiológicos que se apre- sentavam na bisavó e, também na bisneta.

Êxodo 20:5

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Entenda-se

Deuteronômio 28:46 “Serão, no teu meio, por sinal e por maravilha, como também entre a tua descendência, para sempre”.

Tenhamos consciência de que somos responsáveis, fisicamentee emocionalmente, por quatro gerações futuras. Tudo o que fizermos de bom ou ruim influenciará as próxi- mas gerações. Êxodo 34:6 E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, cle- mente e longânime e grande em misericórdia e fidelidade; Êxodo 34:7 Que guarda a misericórdia em mil ge- rações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocente o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração!

Números 14:18 O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniquidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visita a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração. Jeremias 18 Usas de benignidade para com milha- res e tornas a iniquidade dos pais ao seio dos filhos depois deles; tu és o grande, o poderoso Deus cujo nome é o Senhor dos exércitos.

Na área médica é possível identificar padrões heredi- tários recebidos dos nossos ancestrais, como a cor dos olhos, da pele, o tipo de cabelo, as feições corpóreas e o tipo sanguí- neo. Podemos receber, também,através das doenças hereditá- rias lições de vida que nos tornarão mais fortes. 11 Apesar de o mundo ter mudado e evoluído, ainda agimos com uma programação passada, sem dar-nos conta de que estamos apenas repetindo um padrão que vem dos

11 http://www.bibliaonline.com.br/

http://www.nbz.com.br/igrejavirtual/biblia/bibliabrasil/numeros_14.html

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nossos ancestrais. Quatro pontos fundamentais para melhor entendi- mento do filtro cultural são:

- Árvore genealógica;

- Herança genética ou biológica;

- Memória genética;

- Momento presente;

Árvore genealógica

Trata-se de uma representação gráfica que mostra as conexões familiares entre indivíduos, trazendo seus nomes e, algumas vezes, datas e lugares de nascimento, casamento, fotos e falecimento. Em algumas serão encontradas informa- ções gerais sobre cada indivíduo, como profissão, escolarida- de, títulos especiais, história da família no país onde nasceu e o de domicílio, origem do nome e do sobrenome. O nome se dá pelo fato da semelhança ao ramificar das árvores, que normalmente segue o padrão Fibonacci. A representação da árvore duma ascendência, também chamada árvore de costa- dos, tende a ter um crescimento exponencial de base 2. Pro- gressão de 20, 21, 22, 23, 24, etc. Uma árvore genealógica também pode representar o sentido inverso, ou seja, partindo de um antepassado comum, sendo a raiz da árvore, até todos seus descendentes colocados nas suas inúmeras ramificações, que é chamada árvore de ge- ração.

O uso destas se faz para prova de ancestralidade, o indivíduo que constrói árvores genealógicas, quando da pró- pria família, é denominado probandus ou de cujus. É também usada na medicina para estudo de doenças de cunho genético, tais como adicção, gota, diabetes, etc. No caso especifico da representação dos descendentes diretos próximos é denomi-

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Entenda-se

nado pedigree ou linhagem, sendo que pedigree tem por ve- zes denotações pejorativas. 12

O que se busca na árvore é saber um pouco sobre as

origens dos nossos ancestrais, como o lugar de nascimento e sua época, qual o tipo de cultura que provavelmente influen- ciou sua maneira de ser e agir. Tudo isso nos ajuda a entender

um pouco mais sobre a nossa herança e memória genética. A árvore geneológica tem um valor muito grande no Código de Direito Civil, quando se fala de herdeiros (as- cendentes e descendentes) e seus direitos e deveres. Na morte de um indivíduo ou em caso de ausência, os bens ou dívidas deixadas por ele serão distribuídas entre seus herdeiros, que receberão o quinhão referente à sua parte, onde terão o direi- to de adquirir um bem do falecido ou terão a responsabilida- de de pagar as dívidas deixadas por ele, no caso da ausência do indivíduo. Podemos ler sobre isso em artigos do Código Civil, como por exemplo, o art. 30 e seus paragrafos 1º e 2º.

Herança Genética ou Biológica

É o processo pelo qual um organismo ou célula ad-

quire ou torna-se predisposto a adquirir características seme- lhantes à do organismo ou célula que o gerou, através de in- formações codificadas (código genético) que são transmitidas à descendência. A combinação entre os códigos genéticos dos progenitores (em espécies sexuadas) e erros (mutações) na trans- missão desses códigos são responsáveis pela variação biológica que, sob a ação da seleção natural, permite a evolução das espé- cies. A ciência que estuda a herança genética é a genética. Organismos vivos são compostos de células, que possuem material genético. Esse material se encontra reunido em estruturas celulares chamadas cromossomos. Em orga- nismos unicelulares, como as bactérias, a célula-filha herda o

12 http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_geneal%C3%B3gica)

71

Túlio Fortuna

Entenda-se

seu genoma da célula-mãe. Em organismos diploides, como

Os modos de herança são:

- Gonossômica - os loci situados nos cromossomos

os seres humanos, os cromossomos ocorrem aos pares. Cada

sexuais

par destes cromossomos é constituído tanto de informação

- Mitocondrial - os loci estão situados no DNA mi-

genética de origem materna quanto de origem paterna, nor- malmente em partes iguais.

tocondrial 3. Correlação genótipo-fenótipo

No processo de fecundação, quando o espermato-

- Dominante

zoide paterno se une ao óvulo materno, metade das infor-

- Intermediária (também chamada “codominante”)

mações genéticas de cada progenitor se une para formar o

- Recessiva

genoma da célula embrionária resultante. Assim, esta contém informações genéticas maternas e paternas. A formação do embrião se dá por subdivisões celulares sucessivas a partir dessa primeira célula. Na divisão celular, as informações ge- néticas são replicadas. Assim, cada nova célula do indivíduo possui a mesma informação genética presente na primeira cé- lula zigótica.

A herança genética ou biológica nos permite conhe- cer um conjunto de informações únicas, herdadas dos nossos pais biológicos. Isso nos permite compreender mais nossa es- trutura física e fisiológica. Na Grécia Antiga, na época de Hipócrates, os gre- gos consideravam os quatro elementos: água, fogo, terra e ar, como as substâncias físicas inanimadas e perceptíveis aos sentidos, sendo estas reconhecidas pela medicina da época. Consideravam, também, um quinto elemento,chamado de es-

- Ciclo Sheng de produção - um elemento produz o

1.

Número de loci envolvidos:

pírito ou éter.

- Monogenética (também chamado “simples”) - um locus

Para os chineses o universo era composto por cinco

- Oligogenética - poucos loci

elementos, descritos em vários grandes ciclos.

- Poligenética - muitos loci

Estes movimentos ou ciclos são muitos, listamos

Locus (do latim “lugar”, no plural loci) é o local fixo num cromossomo onde está localizado determinado gene ou marcador genético. A lista organizada de loci conhecidos para

aqui os mais conhecidos: 14

um cromossomo é chamada de mapa genético. Mapeamento

outro;

genético é o processo de determinação do locus para um de-

- Ciclo Ke de dominação - um elemento domina o

terminado caráter fenotípico. 13

outro;

2. Cromossomos envolvidos

- Autossômica - os loci não estão situados nos cro- mossomos sexuais

13 http://pt.wikipedia.org/wiki/Locus_%28gen%C3%A9tica%29

72

- Ciclo Cheng de agressão - o que antes produzia

passa a agredir;

- Ciclo Wu de contradominação - o que antes domi- nava passa a ser dominado.

14 http://pt.scribd.com/doc/56181522/5/A-Teoria-dos-5-elementos

73

Túlio Fortuna

Abaixo uma breve descrição de cada ciclo:

- No ciclo SHENG ou de produção (ciclo mãe e filho) ou geração. Cada elemento dá origem ao outro, ao mesmo tempo em que gera o seguinte.

dá origem ao outro, ao mesmo tempo em que gera o seguinte. Sequência de Geração: Nesta

Sequência de Geração: Nesta sequência cada elemento gera ou- tro, sendo ao mesmo tempo gerado. Assim a Madeira gera Fogo, o Fogo gera Terra, a Terra gera o Metal, o Metal gera a Água, e a Água gera a Madeira (MACIOCIA, Giovanni, 1996). Nessa figura vemos um ciclo de diferentes elementos sendo avó, mãe e filho em determinado tempo. Entenda que cada elemento apresenta três papéis diferentes em diferente tempo, sendo que cada um gera e é gerado.

A Lei Mãe Filho

O Fogo produz a Terra

Fogo é mãe de Terraum gera e é gerado. A Lei Mãe Filho O Fogo produz a Terra A Terra

A Terra produz o Metal

Metal produz a Água

Água produz Madeira

Madeira produz o Fogo

produz a Água Água produz Madeira Madeira produz o Fogo Terra é a mãe de Metal

Terra é a mãe de Metal

Madeira Madeira produz o Fogo Terra é a mãe de Metal Metal é mãe de Água

Metal é mãe de Água

o Fogo Terra é a mãe de Metal Metal é mãe de Água Água é mãe

Água é mãe de Madeira

de Metal Metal é mãe de Água Água é mãe de Madeira Madeira é mãe de

Madeira é mãe de Fogo

74

Entenda-se

A semelhança desse ciclo com a nossa vida é que em determinados momentos nós vivemos isso. O primeiro é quando nascemos então nós somos filhos, depois no nosso desenvolvimento, somos produtores de ideias, relacionamen- tos, crenças, valores e outros e depois seremos responsáveis por isso que criamos, assim também como podemos ser pais ou mães de uma criança ou várias. Em algum momento em sua vida você produzirá alguma coisa. - No ciclo Ke ou de Controle ou de dominação (avó–neto) a avó tem mais poder sobre o filho do que a mãe. Então um elemento como a madeira (que seria o filho) que é gerada pela água (que seria a mãe) é dominada pelo metal (que seria a avó).

a madeira (que seria o filho) que é gerada pela água (que seria a mãe) é

75

Túlio Fortuna

Sequência de Controle: Nesta sequência cada elemento contro- la o outro ao mesmo tempo em que é controlado. Segundo Perini (2003) sempre existe o que faz crescer e o que faz parar de crescer. Se somente existisse a geração, nós iríamos crescer sem parar. Madeira controla Ter- ra, Terra controla Água, Água controla Fogo, Fogo controla Metal, e Metal controla Madeira. No desenho temos o ciclo da dominância ou controle que está representada pela linha pontilhada inibe.

Segundo a iridologia comportamental essa influên- cia determina o padrão de constituição e de comportamento de uma pessoa. A origem do corpo físico vem de um ramo de família paterna ou materna, sendo os avós os responsáveis por isso.

A Lei de Controle (ciclo Ke) ou de dominação (avó–neto)

O

Fogo derrete o Metal

O

Metal corta a Madeira

A Madeira engendra a Terra

A Terra represa a Água

A Água apaga o Fogo

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa os ciclos de geração e de controle, quando em equilíbrio,estarão sem- pre em harmonia com a natureza. Se trouxermos isso para a nossa fisiologia, cada elemento tem uma relação direta com um órgão e uma víscera. Os ciclos estando em completo equi- líbrio e o efeito deles, dentro do nosso organismo, também, significa que estamos com boa saúde. Se perdermos esse equilíbrio teremos algumas alte- rações fisiológicas levando o organismo a um desequilíbrio. - No Ciclo Cheng ou de Agressão ocorre um de-

76

Entenda-se

sequilíbrio dentro do ciclo de dominação ou controle, onde o elemento avó providencia demasiado controlo sobre o neto e enfraquecendo o elemento. Na natureza isso pode ser obser- vado quando a água apaga o fogo ou a terra absorve a água.

vado quando a água apaga o fogo ou a terra absorve a água. Na sequência de

Na sequência de Agressão, a avó gera um poder excessivo sobre o neto, fazendo com que o mesmo não consiga resistir a essa pressão, diminuindo suas forças e levando a um grande enfraquecimento.

Na estrutura família isso é observado quando um antecessor é muito dominante e impede que seus sucessores sejam livres para agir e fazer o que desejam, pois seu ancestral precisa ter o controle sobre seus descendentes.

- No Ciclo da Contra Dominância ou ciclo Wu é quando um elemento controla o outro excessivamente e em sentido oposto ao ciclo de dominância. Assim a Madeira lesa o Metal, o Metal lesa o Fogo, o Fogo lesa Água, a Água lesa a Terra, e Terra lesa a Madeira.

77

Túlio Fortuna

Túlio Fortuna Na imagem vemos o ciclo da Contra Dominância, aonde o fi - lho ataca

Na imagem vemos o ciclo da Contra Dominância, aonde o fi- lho ataca a avó retornando a força controladora gerada pela avó. O fluxo de energia muda alterando o equilíbrio e a harmonia da natureza. Na estrutura família isso é observado quando a criança não tem limites. Os pais não a educam adequadamen- te, deixando que ela faça o que quiser sem a atenção devida. Nesse caso a criança acaba manipulando e mandando nos seus antecessores.

O famoso médico TCM Zhang Jingyue (1563-1640

dc) disse: “O mecanismo de criação não pode ficar sem pro- moção. Nem pode fazer sem controle. Se não há promoção, não haverá desenvolvimento e crescimento. Se não há contro-

le, a excitação desequilibrada será prejudicial. É necessário ter controle dentro da promoção e ter promoção dentro do con- trole, de modo que tudo o que pode operar continuamente em ambos, forma uma complementar e de lado oposto”. 15

O equilíbrio entre a geração e a dominância é muito

importante para que se tenha um fluxo energético normal en- tre os cinco elementos.

15 http://www.shen-nong.com/eng/principles/relationfiveelements.html

78

Entenda-se

Vamos entender esse fluxo no desenho abaixo em que se relacionam os elementos com os órgãos e vísceras.

que se relacionam os elementos com os órgãos e vísceras. A água está relacionada com a

A água está relacionada com a bexiga e os rins. A madeira está relacionada com a vesícula biliar e o fígado. O fogo está relacionado com o coração e o intestino grosso. A terra está relacionada com o baço- pâncreas e com o estômago. O metal está relacionado com o pulmão e o intestino grosso. Para que seja possível uma melhor compreensão destes ciclos, temos que levar em consideração a natureza dos cinco elementos, temos que enxergá-los de forma mais “abstrata”, onde a Madeira é vista pela sua característica de flexibilidade e tudo que tiver esta característica será colocado dentro deste elemento e assim sucessivamente com cada um dos cinco elementos. 16 De acordo com Wen (2006, p. 21), é através dessa maneira de enxergar o universo e o homem que a Medicina Chinesa fez uma correlação entre fisiologia dos órgãos e teci- dos e os fenômenos da natureza, onde podemos observar na tabela abaixo: 17

16 AUTEROCHE e NAVAILH, 1992 17 http://pt.scribd.com/doc/56181522/5/A-Teoria-dos-5-elementos

79

Túlio Fortuna

Elemento

Madeira

Fogo

Terra

Metal

Água

Período

Manhã

Meio-dia

Começo da

Anoitecer

Noite

do dia

tarde

Período

   

Final do

Outono

Inverno

do ano

Primavera

Verão

verão

Clima

Vento

Quente

Úmido

Seco

Frio

 

Ácido/

Amargo

Doce

Picante,

Salgado

Sabor

Azedo

acre,

   

pungente

 

Meridianos

Fígado e

vesícula

Circulação sexo e triplo aquecedor

Estômago

baço -

Pulmão e

intestino

Rins e

bexiga

biliar

pâncreas

grosso

Horário

Das 23 às3 horas

Das 11 às 15 das 19 às 23

das 7 às 11 horas

Das 3 às 7 horas

Das 15 às 19 horas

privilegiado

Órgãos

Figado

Coração

Língua/

Pulmão

Rins

Fala

Visceras

Vesícula

Intestino

Estômago

Intestino

Bexiga

Biliar

Delgado

Grosso

Órgão dos

Olhos/

Língua/

Boca

Nariz/

Orelhas/

sentidos

Visão

Fala

olfato

audição

Glândulas

endócrinas

Gônadas

       

(testículos e

Pituitária

(hipófise)

Timo

Tireóide

Adrenais

 

ovários)

Partes

Tendões,

Vasos

   

Ossos,

governadas

(Tecidos)

ligamentos

e músculos

sanguíneos

Músculos

Pele

medula,

cérebro

Orifícios

Dos olhos

Ouvidos

Boca

Nariz

Genitais,

uretra, ânus

Manifestações

Unhas

Tez

Carne

Pelos

Cabelo

Secreção

Lágrimas

Suor

Saliva

Muco

Cuspe

fluida

Componente

Gordura

Eletrólitos,

Carboidrato

Proteína

Água

bioquimico

estimulantes

Vitaminas

A, B12

B3, B5, C

B1, B6

E

D

Minerais

Cobre,

Sódio,

Manganês,

Fósforo

Magnésio,

ferro

Potássio

Zinco

Cálcio

   

Alegria,

     

Atitude

Planejamen-

to e

decisão

comunicação

calor

humano

Reflexão,

simpatia

Ordenação,

ritmo

Perseverança

força

Sentimentos

Cólera

Alegria

Reflexão

Tristeza

Medo

Poder

Lágrimas

Tristeza

Garantido

   

garantido

pesar

arrotar

Tossir

Tremer

Emoções

Raiva,

Euforia,

Preocupação

Melancolia

 

negativas

irritação,

impaciência

hiperexcita-

ção

crítica,

suspeita

depressão

Medo

Cheiro

Reflexão,

 

Perfumado,

Picante,

De

suspeito

simpatia

Chamuscado

enjoativo

nauseabundo

decomposição

 

Gritado

   

Soluçante,

choroso

Grunhido,

Som da voz

Risonho

Melodioso

resmungo,

bufo

80

Entenda-se

Elemento

Madeira

Fogo

Terra

Metal

Água

Cor

Verde

Vermelha

Amarela

Branca

Azul, preto

 

Com

Com

Com fome,

Com

Com

árvores,

risos,

sede, música

assassinatos,

água,

Sonhos

cogumelos,

fogo,

corpo

pavor,

barcos,

brigas,

medo,

pesado,

choro,

abismo

cortes

multidão

ruinas

flutuar

Planeta

Júpiter

Marte

Saturno

Vênus

Mercúrio

 

Quarto

Cheia

 

Quarto

Nova

Fases da lua

crescente

Decrescente

minguante

Nota musical

Sol

Número

8

7

5

9

6

moderador

Metal/sabor

Água/sabor

Madeira/sa-

Fogo/sabor

Terra,sabor

picante

salgado

bor ácido

amargo

doce

A correlação feita pela MTC permite uma visão mais ampla do Ser com a natureza, permitindo entendê-lo, compreendê-lo e tratá-lo dos desequilíbrios energéticos e das desarmonias causadas pelos distúrbios dos ciclos dos cinco elementos. No estudo da iridologia constitucional observamos altíssimo grau de estressenos olhos dos adultos. Os mesmos sinais são vistos em seus filhoscomo sendo “uma coisa natu-

ral nas crianças de hoje”. Isso leva-nos a dois pontos:

- 1º Isso é muito bom para as crianças, pois aguen- tarão a carga de pressão e estresse que o mundo colocará em suas vidas; ou - 2º Isso é muito ruim para as crianças, pois o nível de estresse pode ser tão alto que doenças, apresentadas ape- nas em adultos, aparecerão em crianças. A Medicina Tradicional Chinesa em mais de 5.000 anos de existência é simples em seu saber, mas é muito pro- funda em suas ações. Tudo o que foi mostrado na tabela dos cinco elementos pode ser empregado no âmbito da estrutura familiar.

81

Túlio Fortuna

Memória Genética

Em Biologia, memória genética é o estudo do ma- terial genético dos antepassados ou da raça que registra in- formações sobre o histórico das transformações filogenéticas pelas quais os indivíduos atravessaram no curso da evolução. A memória genética é responsável pelas reações instintivas do corpo, como as funções gerais do funcionamento do or- ganismo, o sentido inato de sobrevivência de uma espécie, a reprodução, dentre outros. A genética trata da transmissão das características hereditárias dos organismos de uma gera- ção para outra. Essa transmissão é realizada através de uma memória, que chamamos memória genética. Estudos demonstram que há registro em nosso or- ganismo que retém dados sobre as várias fases de desenvol- vimento e evolução da humanidade, provavelmente desde os reinos inferiores até o estágio humano. No âmbito da ances- tralidade, sabe-se que há uma herança da carga genética de nossos pais, avôs, bisavôs, etc. Todos eles nos passaram um material de DNA que permitiu a constituição do nosso corpo

e suas características, como a cor dos olhos, a estatura etc. Em Psicologia, a memória genética é a memória her- dada através do nosso código genético que vem influenciar

o nosso comportamento. Estudo em Psicologia demonstram

que nosso comportamento é influenciado pela nossa carga genética e pelo meio em que vivemos. O meio ambiente e o convívio social pode ser o facilitador para o surgimento de características que herdamos de nossos pais. As tradições espirituais, as pesquisas mediúnicas, a Terapia de Vidas Passadas e outras abordagens espirituais trazem o componente espiritual da formação de nossa perso- nalidade e da influência no comportamento. O ser humano não é apenas regido por determinantes culturais, genéticos e

82

Entenda-se

sociais, mas é principalmente um ser espiritual existindo, mo- mentaneamente, num campo de experiências físicas que são necessárias ao seu aperfeiçoamento e ao despertar da consci- ência de si mesmo. A ciência comprova que existe memória celular e que um órgãotransplantado leva para a pessoa, que o recebeu, informações de seu doador. Na iridologia comportamental observam-se infor- mações que são passadas de pais para filhos.

infor- mações que são passadas de pais para filhos. Existem leis na natureza que precisamos seguir

Existem leis na natureza que precisamos seguir para termos uma vida em harmonia. Uma das leis universais é a Lei do Um, que nos mos- tra que tudo no universo forma um só SER, uma única Es- trutura. Isso quer dizer que um mais um tem que ser igual a um.

A filosofia chinesa, que é o princípio da medicina tradicional chinesa, nos mostra isso quando fala do Yin e do Yang, duas energias opostas, que não conseguem coexistir

83

Túlio Fortuna

sem a presença uma da outra. O Yin representa a energia fe- minina e o Yang a masculina.

Definição de Yin e Yang:

* Yin é o principio feminino, criativo, intuitivo, pas- sivo, noturno, tranquilo, frio e etc.

* Yang é o principio masculino, racional, lógico, ati- vo, diurno, agitado, quente e etc.

Como eles são vistos:

* O dia é Yang – a noite Yin

* A terra é Yang - a água é Yin

* O Homem é Yang- a mulher é Yin

* O duro é Yang - o mole é Yin

* O sol é Yang - os planetas são Yin

* O calor é Yang - o frio é Yin

Como a Lei do Um funciona dentro de uma estru- tura familiar:

• Um espermatozoide possui a energia Yang, mas

um óvulo tem a energia Yin. Quando se unem as duas estru- turas, óvulo e espermatozoide, formamos uma única célula, que dará origem a um indivíduo composto pelas duas ener- gias Yin e Yang.

• Um Ser tem dois hemisférios cerebrais, sendo um

Yang (racional, lógico) e outro Yin (criativo, emotivo). Duas energias formando Um.

• Um homem (Yang) mais uma mulher (Yin) juntos formam um casal (Yin e Yang).

84

Momento presente

Entenda-se

O momento presente está relacionado com o mo- mento em que nascemos e, principalmente, com o lugar. Am- bos influenciarão a nossa maneira de ser e agir. A cultura do lugar em que nascemos influenciará muitas coisas em nossa vida, desde o sotaque, o tipo de ali- mentação, até a maneira de pensar. No momento presente somos bombardeados por milhares de informações. A nossa estrutura cultural não ab- sorve a quantidade de informações tão rapidamente, e isso nos causa vários problemas – inclusive de saúde, pois sofre- mos com ansiedade e estresse. Sejamos mais flexíveis com o momento presente aceitando as mudanças para aproveitarmos as coisas boas que ele nos proporcionara.

A camada cultural e a sexualidade

A camada cultural traz coisas dos nossos antepassa- dos até os dias atuais. Como abrange grande quantidade de comportamentos, vamos nos ater ao tema da sexualidade. Por que falarmos sobre a sexualidade? Porque ainda é um tabu dentro da célula familiar, podendo causar vários problemas às pessoas, tanto física como emocionalmente. As gerações passadas não se falavam em sexo ou qualquer coisa que insinuasse a sexualidade. As mulheres eram mais reprimidas pela igreja e pela estrutura familiar.

Sexualidade Masculina

Os nossos antepassados nos ensinaram, de forma velada ou não, que os homens deveriam manter relações se-

85

Túlio Fortuna

xuais com todas as mulheres. Essas informações ficaram armazenadas no nosso inconsciente e tudo relacionado ao sexo terá interferência da camada cultural.

Mas o que isso pode causar num adolescente?

Se o adolescente tem autoestima alta, ao ter sua pri- meira relação sexual perceberá que é capaz de decidir o que é bom do que não é. Isso significa que mesmo com uma tensão enorme que traz dentro de si e do meio que o cerca, que o força a provar que é homem, mantendo relações com uma mulher, descobrirá que é mais forte que tudo isso e que pode- rá decidir quando e com quem terá relações sexuais. Caso contrário, se tiver autoestima baixa poderá ge- rar introspecção ou revolta, levando-o a um processo machis- ta.

Como resolver isso?

Seria necessário trabalharmos com esses adolescen- tes – através de um processo educacional que demonstre as estruturas anatômicas e fisiológicas, bem como o mais im- portante que seria a área comportamental - sentimentos mas- culinos e femininos; como tratar uma mulher; as diferenças fisiológicas no tempo de reação de cada sexo; o antes, o du- rante e o depois de uma relação sexual; as reações femininas durante o orgasmo; etc.

É importante lembrarmos que a grande maioria dos adolescentes aprende sobre sexo na rua, com os amigos, ba- tendo papo, vendo fotos em revistas ou vídeos pornográfi- cos.

86

Sexualidade Feminina

Entenda-se

A repressão à sexualidade feminina, imposta pela sociedade, sempre foi grande durante gerações. As mulheres eram obrigadas a se casarem virgens. Caso não acontecesse, as consequências seriam graves, repercutindo durante toda sua vida.

A mulher com autoestima alta tem a capacida-

de de perceber que manter relações sexuais antes do casamen-

to é natural. Ela criará um ponto de referência positivo sobre

o fato e terá uma vida sexual saudável. Caso contrário, se tiver autoestima baixa se sentirá culpada, iludida ou agirá influenciada pelas amigas. Uma relação sexual que gera algum tipo de

conflito interior faz com que a mulher comece a se criticar e

a se cobrar. Isso poderá levar a uma revolta contra sua pró-

pria sexualidade, podendo causar cólicas menstruais, tensão pré ou pós-menstrual, dificuldade e dor na penetração, di- ficuldades para atingir o orgasmo, e às vezes, problemas de corrimento.Dependendo da situação, isso poderá gerar um bloqueio da mulher em relação ao homem, tornando-a fria consigo mesmo e com os outros.

O importante aqui seria desenvolver um siste-

ma educacional que mostre para a mulher como funciona sua estrutura fisiológica e anatômica eque ajude a entender sua estrutura hormonal, assim como sua área comportamental, ajudando-a a ter maior conscientização do seu corpo e seu lado emocional. A camada cultural afetará nossas vidas de várias formas.Precisamos indentificar padrões de comporta- mento e ver se eles são nossos, dos nossos ancestrais ou do meio em que nossos pais vieram ou ainda se seria do meio em que vivemos. De qualquer maneira para trabalhar esse

87

Túlio Fortuna

aspecto precisamos adquirir conhecimento; fazer reflexões sobre nossa vida; buscar a família; visitar os lugares onde nos- sos pais nasceram e viveram; procurar conhecer a cultura da época dos nossos pais e também o lugar onde nascemos e vivemos; conversar com pessoas mais velhas e ver os padrões comportamentais deles. Essa camada tem relação direta com o passado - não podemos mudar, mas certamente podemos mudar o presente, pensando e agindo de forma coerente – tendo domínio sobre nossa própria vida.

88

Entenda-se

5ª. Camada –Experiências

O significado da palavra Experiência é:

Ação ou efeito de experimentar; conhecimento ad- quirido pela prática da observação ou exercício: ter experiên- cia. Ensaios, tentativas para verificar ou demonstrar qualquer coisa: fazer uma experiência.f. Ato ou efeito de experimentar. Tentativa. Experimento. Ensaio prático, para descobrir ou determinar um fenômeno, um fato ou uma teoria. Conhe- cimento das coisas, pela prática e pela observação: pessoa de experiência. 18 Empirismo, prática de vida, ensaio, a pessoa é capaz de experimentar, reconstruir e modificar algo. Verificação de um fenômeno físico. Experimentar algo através dos sentidos existentes no ser humano. 19 Essa camada armazena nossas experiências vividas e aprendidas. Sua função é proporcionar uma forma de me- lhorar cada vez mais nosso aprendizado e nossa capacidade de viver melhor. Esse filtro nos permite diferenciar de todas as outras pessoas, pois ele nos proporciona a individualidade, tornando- nos uma pessoa única. Ninguém saberá o que estamos vendo, sentindo, ouvindo, degustando ou cheirando. Eles poderão ter uma noção por terem passado por uma experiência pareci- da, mas nunca saberão realmente o que está acontecendo. Cada experiência de vida é única. Entenderemos, nessa camada, a premissa de que somos deuses – somos nós que criamos nosso mundo interior. Tudo o que ouvimos, vemos e sentimos geram no- vas experiências- é isso tudo que irá construir o filtro interior. Desde o momento em que fomos concebidos, essa camada foi se formando e, com isso foi sendo estruturado nosso arquivo

18 http://www.dicionarioweb.com.br/experi%C3%AAncia.html

19 http://www.dicionarioinformal.com.br/experi%C3%AAncia/

89

Túlio Fortuna

mental. Tudo o que vivemos está armazenado nesta camada, por isso é importante termos e produzirmos nossas próprias experiências. A experiência por si só é apenas resultado de nossas ações - sua interpretação pode ser positiva ou negativa. Positi- va no sentido de nos proporcionar felicidade, alegria, sucesso e o próprio aprendizado. Negativa no sentido deaprendermos através da dor - física, emocional ou até mental.

Ação e Resultado

Manipulamos situações, de forma consciente ou inconsciente, para que aconteçam. Tudo o que acontece em nossas vidas depende de nós, dos nossos processos de mani- pulação, com isso, temos que assumir a responsabilidade por nossas ações. Nesse contexto, podemos achar que muita coisa que aconteceuem nossas vidas não seriade nossa responsabi- lidade, que fomos vítimas de uma determinada situação, mas se observarmos as leis da natureza perceberemos que nada aconteceu por acaso. O fato do ser humano ser imediatista e querer que tudo aconteça da forma mais rápida possível dificulta a per- cepção sobre os resultados das escolhas feitas durante a vida. Se o resultado de uma ação, feita por nós, fosse quase imediato, seria possível desenvolvermos um trabalho de consciência mais facilmente, mudando o foco das nossas ações e nos melhorando enquanto pessoa. Mas como isso não acontece dessa forma, acabamos não identificando ou re- lacionando os resultados de hoje às ações de ontem – a partir disso, começamos a distorcer tais acontecimentos acreditan- do que algo esteja errado com a nossa vida.

90

Entenda-se

Resultados e interpretações

A mente é coerente com os nossos pensamentos, sendo assim, fará o possível para que a nossa forma de pensar seja coerente com as nossas ações. Nossas ações irão produzir novas experiências, sendo essas sempre coerentes com aquilo que já experimentamos e vivenciamos. A informação recebida, por nós, produz uma frequ- ência coerente com nossa forma de pensar. Essa vibração é enviada para o mundo exterior, atraindo pessoas que vibram nessa mesma frequência. Então se vibramos coisas ruins atrai- remos pessoas ruins. Agimos de acordo com o que pensamos.Ao estudar- mos Fisioterapia, pensaremos e agiremos como fisioterapeuta – atraindo tudo relacionado a esse assunto.

Mudanças

Para termos melhores resultados em nossas vidas precisamos ser flexíveis. Precisamos fazer coisas diferentes dos que fazemos normalmente. Devemos estar dispostos a assumir novas formas de pensar e agir – mudar – criar novas experiências. Quanto mais experiências tivermos na vida, melhor. Devemos aprender com elas, mesmo as negativas. Faz-se ne- cessário questionarmos o que aprendemos de positivo com tais experiências. Importante ressaltar que devemos respeitar as pessoas que tiveram experiências dolorosas, sofridas. Ima- gine que dez pessoas comeram frutos do mar, mas apenas uma sofreu intoxicação. Para uma pessoa essa experiência foi negativa, para as outras nove não. Por isso devemos respeitar as pessoas e suas limitações.

91

Túlio Fortuna

6ª. Camada - Objetos

De todas as camadas faladas até aqui essa é a mais simples. Está relacionada com todos os objetos manuseados durante a vida. A interação com o objeto se dá através dos cinco sentidos – onde observamos sua forma, textura, cor,