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Trabalho sobre danças culturais da região norte

Nomes: Ismael G. e Jonas S.

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A Marujada

A Marujada, em Bragança, teve início em 1798 quando os senhores brancos, atendendo


ao pedido de seus escravos, permitiram a organização de uma Irmandade e a primeira
festa em louvor a São Benedito. Em sinal de reconhecimento, os negros foram dançar de
casa em casa para agradecer a seus benfeitores. A Marujada é constituída, em sua
maioria, por mulheres, cabendo-lhes a direção e a organização. Não há número limitado
de marujas, nem papéis a desempenhar. Nem uma só palavra é articulada, falada ou
cantada, como num ato ou como numa argumentação. Não há dramatização de qualquer
feito marítimo. A Marujada é caracterizada pela dança, cujo ritmo principal é o
retumbão. A organização e a disciplina são exercidas por uma "capitoa" e uma "sub-
capitoa". É a "capitoa" quem escolhe a sua substituta, nomeando a "sub-capitoa", que
somente assumirá o bastão de direção por morte ou renúncia daquela.

A Marujada traja saia vermelha, bem rodada, blusa de cambraia branca bordada e, sobre
esta, uma faixa larga de fita vermelha de gorgorão, com uma grande rosa do mesmo
material. A parte mais vistosa é o chapéu. Este é de palha, forrado de tecido branco, com
uma espécie de armação de arame onde ficam as flores feitas de penas de pato, brancas.

Essas flores cobrem inteiramente o chapéu, com abas que pendem fitas largas, de cores
diversas, bem compridas. A Capitoa, sempre a mais velha do grupo, carrega na mão um
bastão dourado, o símbolo da sua autoridade.

Os homens músicos e acompanhantes são dirigidos por um capitão. Eles se apresentam


de calça e camisa brancas ou de cor, chapéu de folha de carnaúba revestido de pano,
sendo a aba virada de um dos lados.

Os instrumentos musicais são estes: tambor grande e pequeno, cuíca, pandeiros, rebeca,
viola, cavaquinho e violino.

As apresentações são, preferentemente, no período de 25 de dezembro ao dia 6 de


janeiro. No dia 25, as mulheres dançam com saias azuis e os homens com camisas da
mesma cor.

Já no dia 26, quando São Benedito é festejado, as mulheres usam as saias vermelhas, e
os homens a roupa branca. Além de Bragança, a manifestação se ramificou em outros
municípios vizinhos como Quatipuru, Augusto Correa, Primavera e Tracuateua.

Batuque

O Batuque Amazônico é uma dança originada no Candomblé Africano. Chegou ao


Brasil no período colonial, espalhando-se por vários cantos do país, em especial as
regiões Norte e Nordeste. Na época colonial, os portugueses chamavam de Batuque
qualquer dança praticada em comunidades de negros oriundos da África.

Na região Norte, o Batuque enraizou-se principalmente no Pará e no Amazonas, onde a


palavra "batuque" também serve para designar práticas religiosas afro-brasileiras.
O Batuque Amazônico é uma homenagem à "cabocla Jurema", entidade bastante
conhecida dos praticantes da Umbanda e demais cultos afro-brasileiros que, segundo os
estudiosos, faz parte da mesma "linha" ou falange de São Jorge, santo católico que tem
o guerreiro Ogum como correspondente, de acordo com o sincretismo religioso.

Segundo as lendas, a cabocla Jurema habita cidades existentes no fundo das águas e tem
a lua nova como período predileto para realizar seus trabalhos de encantamentos.

A dança folclórica em homenagem à Jurema começa com uma invocação à entidade


entoada pelos componentes do grupo folclórico pedindo proteção para toda a Amazônia,
região intimamente relacionada à Jurema devido à abundância do elemento água.

O Batuque Amazônico é desenvolvido por casais de dançarinos. As moças usam blusa


confeccionada em cambraia que acompanha a saia branca rodada com detalhes
amarelos. Na cabeça, um turbante característico dos cultos afro-brasileiros é usado.

Os dançarinos apresentam-se sem camisa, usando apenas calças brancas e muitos


colares feitos com contas.

Como a maioria das danças folclóricas da região, não se usa sapatos no Batuque
Amazônico.

O Carimbó

O nome vem dos índios Tupinambás. Na tradução seria "pau que propaga o som". A
influência africana deixou o ritmo do carimbó mais agitado e alegre. A roupa é simples:
as mulheres usam saia rodada estampada, blusa de cambraia branca, colares coloridos e
uma flor no cabelo. Os homens, calça curta de pescador e camisa estampada. Os
dançarinos bailam descalços. Marapanim e Vigia são os municípios mais antigos na
execução desta dança.

A coreografia começa com o homem batendo palmas para a mulher. É o convite para a
dança. O grupo forma uma roda. As dançarinas fazem movimento circular com a saia. A
intenção é atirar a saia sobre a cabeça de seu par. O papel do homem é evitar que ela
consiga. A vitória, dela, seria a desmoralização do homem, que seria obrigado a se
retirar do local da dança. A parte mais importante em uma roda de carimbó é a marcação
coreográfica de um dos pés sempre à frente do corpo.

Um ponto alto da dança é o momento em que um casal vai para o meio da roda, onde
fazem à dança do peru, nessa hora o cavalheiro é forçado a apanhar com a boca um
lenço que a parceira estende no chão. Se conseguir pegar o lenço, o homem é aplaudido.
Caso contrário, a mulher atira-lhe a barra da saia no rosto e o cavalheiro é forçado a
abandonar a dança.

Na forma tradicional, é acompanhada por tambores feitos com troncos de janelas. Aos
tambores se dá o nome de "carimbó", bem parecido com o nome do próprio ritmo, uma
corruptela da palavra carimbó. Costumam estarem presentes também os maracás.
As mulheres dançam descalças e com saias coloridas que vão até os pés muito franzidas
e amplas. A saia normalmente possui estampas florais grandes. Blusas de cor branca,
pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de
rosas ou camélias. Os homens dançam utilizando calças, geralmente brancas e simples,
comumente com a bainha enrolada, costume herdado dos ancestrais negros que
utilizavam a bainha da calça desta forma devido às atividades exercidas, como exemplo,
a coleta de caranguejos nos manguezais.

Bumba meu Boi

Bumba meu boi ou boi-bumbá é uma dança do folclore popular brasileiro, com
personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno de uma lenda sobre a
morte e ressurreição de um boi.

Esta dança folclórica, conhecida em outras regiões brasileiras como o Boi-bumbá, é


típica do norte e do nordeste. O Bumba meu Boi possui uma origem diversificada, pois
apresenta traços das culturas: espanhola, portuguesa, africana e indígena. Além disso,
vale ressaltar que o Bumba meu Boi é uma dança no qual a representação teatral é fator
marcante visto que a historia da vida e da morte do boi é declamada enquanto os
personagens realizam suas danças.

Em diversas cidades do Brasil, especialmente no Norte e no Nordeste, mas também em


algumas do Sudeste, como Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, existem
agremiações chamadas bois que realizam cortejos ou outros tipos de apresentações,
utilizando a figura do animal, tendo muitas vezes caráter competitivo.

A festa tem ligações com diversas tradições, africanas, indígenas e europeias, inclusive
com festas religiosas católicas, sendo associada fortemente ao período de festas juninas.

Os instrumentos utilizados são: maracá (instrumento feito de lata, cheio de chumbinhos


ou contas de Santa Maria; é um instrumento de origem tanto africana como indígena),
matraca (feita de madeira, principalmente pau d'arco, é tocada batendo-se uma contra a
outra), pandeirão (pandeiro grande, coberto geralmente de couro de cabra; alguns têm
mais de 1 metro de diâmetro e cerca de 10 cm de altura; são afinados a fogo), tambor
onça (é uma espécie de cuíca, toca-se puxando uma vareta que fica presa ao couro e
dentro do instrumento; imita o urro do boi, ou da onça).

Ciranda

A Ciranda do Norte é uma dança folclórica paraense que se originou da cultura


espanhola e portuguesa. Chegou ao Brasil no final do século XIX e expandiu-se nas
regiões Norte e Nordeste. Classifica-se como uma dança simples de roda, acompanhada
por versos cantados e movimentos figurados, possui variações no ritmo musical, o que
faz variar também os movimentos coreográficos.

No Estado do Pará é muito dançada no mês de Junho, em época de festas juninas, uma
vez que a ciranda do norte se relaciona com a manifestação do Cordão do Pássaro
Junino que ocorre na região paraense. Os Pássaros Juninos constituem-se em uma
manifestação folclórica representada por um teatro popular, no qual artistas e brincantes
saem às ruas contando a história de um pássaro que é morto por um caçador. Este é
perseguido e levado à presença do dono do pássaro, que promete uma punição caso o
caçador não consiga curar ou ressuscitar o animal. Para isso é solicitado um médico, ou
um pajé, ou um “curandeiro” na tentativa de salvar a ave. O pássaro consegue ser salvo
e dá vida a todos do cordão. Assim, a Ciranda do Norte costuma ser apresentada quando
os grupos de brincantes percorrem as ruas a fim de manifestar a cultura popular.

A coreografia é dançada seguindo o enredo dos Pássaros Juninos. É acompanhada de


versos cantados e ritmo diferenciado. Forma-se uma grande roda onde todos dançam
alegremente como numa ciranda infantil. O decorrer segue a história dos pássaros, no
qual deve haver a presença de um caçador, brincante e bem vestido, que persegue e fere
a ave. Ocorre depois, a cena da morte do animal e aparece a presença do padre, ou um
pajé para salvar o pássaro. A dança apresenta certa hora um momento religioso que
equivale à missa em oração ao animal, mas depois todos dançam alegremente pela
ressurreição da ave.

O ritmo segue a musicalidade da ciranda assemelhando a dança infantil, depois


prossegue em xote, valsa e por fim o som de ciranda novamente. Essas marcações e os
movimentos que seguem servem para diferenciar cada momento da peça.

As roupas usadas pelos dançantes lembram a moda da época do século XIX. Os homens
vestem-se com camisa social estampada com cores que combinam com a roupa das
damas, e calça também social da cor preta, branca ou azul. As mulheres por sua vez, se
apresentam com blusa geralmente com babados e mangas soltas, saias rodadas
estampadas abaixo do joelho e anáguas de renda. Ambos dançam com chapéu de palha,
usam sapatilhas ou ficam descalços.

O caçador dança com camisa lisa social podendo ser preta ou azul escuro, calça também
de cor lisa, bota chapéu e espingarda. O dançarino que representa o padre vai
caracterizado de seu personagem e que representa o pássaro, dança com enfeites de
penas coloridas para realçar o figurino que caracteriza a ave.

Para o acompanhamento musical da ciranda do norte são utilizados instrumentos de pau,


de corda e de sopro como: Curimbós, maracás, ganzás, banjos, cacetes e flautas. O
ritmo é relativamente lento, ao contrário das demais danças folclóricas da região.

Jacundá

É uma dança que encontra várias modalidades em diversas regiões, como por exemplo,
"piranha", no Amazonas, e outras variantes.

Coreografia: Os participantes colocam-se em roda, homens e mulheres, alternadamente,


de mãos dadas, representando o cerco. Ao centro um homem e uma mulher dançando
representam o jacundá e, procuram fugir do circulo enquanto cantam uma canção
singela, alusiva ao motivo. Insistem em romper o cerco formado pelos componentes do
divertimento. Aqueles que permitem a saída do jacundá terão de substitui-lo na roda, em
meio da zombaria geral dos componentes.

Marabaixo
É a diversão predileta das classes trabalhadoras da região. É dançado geralmente a partir
do sábado de Aleluia até o domingo do Divino. Homens, mulheres e até crianças tomam
parte nos folguedos. No último domingo, o festeiro faz erguer, como marco simbólico,
um mastro adornado. Durante os festejos, há farta distribuição de bebidas,
principalmente mucura (composta de cachaça com ovo batido, talhadas de limão e
açúcar).

Indumentária: os homens usam camisas com bordados, calças brancas, chapéus de palha
enfeitados de flores e fitas. As mulheres vestem camisolas de renda, saias de chita
estampada, anáguas.

Instrumentos musicais: duas caixas. As mulheres cantam como solistas acompanhadas


do coro geral.

Coreografia: a coreografia do Marabaixo é arbitrária dada à improvisação dos


figurantes. Os dançarinos ora formam filas, abraçados uns aos outros, ora separados, se
organizam em filas três a três, ora ficam lado a lado, enfim permanecem isolados frente
a frente, e dançam ao som da música, em compasso binário. Os passos variam com os
toques das caixas que os tocadores, a um canto, fazem soar. Trata-se de um quadro de
muita alegria, vivido sob um céu cristalino. As cores vivas das vestimentas, as fitas, as
flores - tudo contribui para emprestar exuberante vivacidade a esta bonita dança.

O Marabaixo é dançado durante vários dias e noites seguidos, sem interrupção.


Entrementes, homens, rapazes e crianças exibem em lutas corporais, saltos elásticos,
capoeira e outros jogos de competição.

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