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COLÓQUIOS DE MATEMÁTICA DAS REGIÕES

REGIÃO NORTE

COLÓQUIOS DE MATEMÁTICA DAS REGIÕES REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS

IV Colóquio de Matemática da Região Norte

SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO

REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO
REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO

JOÃO SOCORRO PINHEIRO FERREIRA

REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO
REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO
REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO
REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO
REGIÃO NORTE IV Colóquio de Matemática da Região Norte SISTEMAS DINÂMICOS LINEARES NO JOÃO SOCORRO PINHEIRO
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Sistemas Dinâmicos Lineares no R2

Sistemas Dinâmicos Lineares no R2 Copyright © 2016 Sistemas Dinâmicos Lineares no R2

Direitos reservados pela Sociedade Brasileira de Matemática A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação de direitos autorais. (Lei 9.610/98)

Sociedade Brasileira de Matemática Presidente: Hilário Alencar Vice- Presidente: Paolo Piccione

Diretores:

João Xavier José Espinar Marcela de Souza Walcy Santos

Editor Executivo

Hilário Alencar

Assessor Editorial Tiago Costa Rocha

Comitê Científico Eduardo Teixeira – UFC Giovany Malcher Figueiredo – UFPA João Xavier Cruz Neto – UFPI José Nazareno Vieira Gomes – UFAM Sandra Augusta Santos – UNICAMP Eliane Leal Vasquez – UNIFAP ( Coordenadora Geral) Marcel Lucas Picanço Nascimento – UNIFAP

Comitê Organizador Local (UNIFAP) Eliane Leal Vasquez Gilberlandio Jesus Dias Guzmán Eulálio Isla Chamilco João Socorro Pinheiro Ferreira Marcel Lucas Picanço Nascimento Naralina Viana Soares da Silva Sergio Barbosa de Miranda Simone de Almeida Delphim

Capa: Pablo Diego Regino

Distribuição e vendas Sociedade Brasileira de Matemática Estrada Dona Castorina, 110 Sala 109 - Jardim Botânico 22460-320 Rio de Janeiro RJ Telefones: (21) 2529-5073 http://www.sbm.org.br / email:lojavirtual@sbm.org.br

ISBN (eBook) 978-85-8337-108-3

da Regi

de Matematica

´giao

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

da Regiao

˜

de Matematica

´

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

˜

Dedicamos aos participantes deste minicurso e ao

Comiteˆ Orgnizador Local (UNIFAP) do 4 o Coloquio´

de Matematica´

da Regiao˜

Norte - 4CMRN.

da Regi

de Matematica

´giao

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

da Regiao

˜

de Matematica

´

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

˜

Sumario´

 

ˆ

1 SISTEMAS DIN AMICOS

 

3

1.1 Sistemas dinamicosˆ

lineares no R n

.

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4

1.1.1 Soluc¸ao˜

de um sistema dinamicoˆ

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4

linear no R n . . . .

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1.1.2 Ponto cr´ıtico e estabilidade

lineares no R 2 .

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a uma EDO de 2 a ordem, linear e homogeneaˆ

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1.2 Sistemas dinamicosˆ

1.2.1 Ponto cr´ıtico

1.2.2 Reduc¸ao˜

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6

7

7

8

1.2.3 Polinomioˆ

caracter´ıstico

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8

1.2.4 Autovalores ou valores proprios´

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9

1.2.5 Discriminante .

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9

1.2.6 Autovetores ou vetores proprios´

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9

1.2.7 Soluc¸ao˜

geral de SDL no R 2

 

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10

1.2.8 Classificac¸ao˜

 

(natureza) dos pontos cr´ıticos

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13

 

˜

2 APLICAC¸ OES

 

19

2.1 Sistema dinamicoˆ

linear: λ 2 < 0 < λ 1

 

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19

2.1.1

(Re)soluc¸ao˜

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19

2.2 Estabilidades do oscilador harmonicoˆ

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21

2.2.1 Velocidade nula: b = 0 (OHS)

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22

2.2.2 Velocidade positiva: b > 0

 

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25

2.2.3 Velocidade negativa: b < 0 .

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27

2.3 Problema da mistura

 

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30

2.3.1 (Re)Soluc¸ao˜

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31

2.3.2 Estabilidade .

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32

2.3.3 Retrato de fase

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33

 

˜

3 CONCLUS AO

 

35

ˆ

REFER ENCIAS

 

37

da Regi

de Matematica

´giao

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

da Regiao

˜

de Matematica

´

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

˜

´

PREF ACIO

O Curso de Licenciatura em Matematica´ da UNIFAP esta´ organizando o 4 o

Coloquio´ de Matematica´ da Regiao˜ Norte, que ocorrera´ no per´ıodo de 7 a 11 de novembro de 2016 e para o qual tivemos aceito este minicurso sobre Sistemas

e pes-

Dinamicosˆ

Lineares no R 2 , tema de grande importanciaˆ

para academicosˆ

quisadores de todas as areas´ de conhecimento cient´ıfico. A restric¸ao˜ deste tema se da´ pela carga horaria´ prevista para o minicurso, porem´ em outras oportunidades

avanc¸aremos para sistemas nao˜

atento. Os sistemas dinamicosˆ temˆ grandes aplicac¸oes˜ na modelagem matematica´

e estudo qualitativo de fenomenosˆ biomatematicos´ (a matematica´ que estuda a

vida), biologicos,´ comportamentais, economicos,ˆ f´ısicos, qu´ımicos e sociais entre outros. A analise´ qualitativa diz respeito a` estabilidade do sistema na vizinhanc¸a de um ou mais pontos cr´ıticos de um sistema. Estes sao˜ compostos por Equac¸oes˜ Diferenciais Ordinarias´ – EDO’s de ordem n e servem para a melhor compre- ensao˜ (descric¸ao)˜ de fenomenosˆ no que diz respeito a` natureza das observac¸oes.˜ Os sistemas autonomosˆ sao˜ compostos por EDO’s no R n e as soluc¸oes˜ tambem´ sao˜ func¸oes˜ do R n . Neste minicurso, abordaremos somente os sistemas dinamicosˆ lineares de primeira ordem no R 2 , isto e,´ aqueles cuja regiao˜ de dom´ınio e´ R 2 R 2 . Um dos principais pesquisadores sobre sistemas dinamicosˆ e´ Jules Henri Poincare´

(1854 – 1912), matematico´ frances,ˆ por ser um dos precursores dos estudos sobre sistemas dinamicosˆ (autonomos),ˆ tendo apresentado as descric¸oes˜ do que hoje e´ conhecido como plano de fase, bem como estudos sobre ponto cr´ıtico, estabilidade

e tambem´ sobre a existenciaˆ de ciclos limites para sistemas nao˜ lineares, porem´

outros contribuiram, como por exemplo o matematico´ Bendixon, Dulac, Hartann

e Grobman. Neste livro estudaremos as teorias que servem de fundamentac¸ao˜ cient´ıfica para a utilizac¸ao˜ de sistemas dinamicosˆ no entendimento dos fenomenosˆ citados no in´ıcio deste prefacio´ e tambem´ as aplicac¸oes˜ praticas,´ objetivando sempre os participantes a entenderem para que servem os conteudos´ estudados.

´

lineares e quase lineares. E so´ o participante ficar

FERREIRA, J. S. P.

1

da Regi

de Matematica

´giao

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

da Regiao

˜

de Matematica

´

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

˜

2

´

SUM ARIO

da Regi˜

de Matematica

´

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

da Regiao

˜

de Matematica

´

giao Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

Cap´ıtulo 1

ˆ

SISTEMAS DIN AMICOS

Definic¸ao˜ 1.1. Segundo [1], os sistemas dinamicosˆ sao˜ aqueles compostos por equac¸oes˜ independentes do tempo. As equac¸oes˜ que compoem˜ o sistema sao˜ EDO’s de ordem n:

F(X) : Ω R n R n

onde e´ uma regiao˜

aberta denominada de dom´ınio e X R n .

Os sistemas dinamicosˆ

de primeira ordem, sao˜

meira ordem, conforme a representac¸ao˜

a seguir:

formados por EDO’s de pri-

˙

X = F (X)

(1.1)

˙

em que X =

  e´ o vetor velocidade das trajetorias´

x˙ n

x˙ 1

.

.

.

(orbitas),´

F = (f 1 , ··· , f n )

e´ a func¸ao˜

campo vetorial e X =

(1.1).

x

.

.

.

x n

1

e´ o vetor soluc¸ao˜

do sistema dinamicoˆ

A func¸ao˜

de campo vetorial do segundo membro do sistema (1.1):

F (X) = AX + h(X)

(1.2)

e´ formada por partes correspondentes a linear e a nao˜

dinamicosˆ

linear, por isso os sistemas

classificam-se em lineares, nao˜

lineares ou quase lineares.

Considerando-se que este livro abordara´ somente os lineates, a partir da sec¸ao˜ seguinte estudaremos somente os lineares.

3

da Regi

de Matematica

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Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

da Regiao

˜

de Matematica

´

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

´

˜

4

1.1 Sistemas dinamicosˆ

´

ˆ

CAP ITULO 1. SISTEMAS DIN AMICOS

lineares no R n

Definic¸ao˜ 1.2. Os sistemas dinamicosˆ lineares no R n sao˜ aqueles em que a func¸ao˜

h(X) da equac¸ao˜

(1.2) e´ nula, isto e:´

h(X) = 0,

ficando (1.2) reduzido a forma abaixo:

˙

X = AX

(1.3)

sao˜

tambem´

definidos como homogeneos.ˆ

Em que A =

a n1

a 11 ··· a 1n

.

···

.

.

.

.

.

a

.

nn

e´ a matriz dos coeficientes reais constantes

(particularmente nestes estudos). Deste modo, um sistema dinamicoˆ

a partir de (1.3) e´ escrito conforme a seguir:

linear no R n ,

 

x˙ 1

.

.

.

x˙ n

 

=

a 11 ··· a 1n

.

.

.

.

.

a

n1

.

···

a

.

nn

 

  

 

x 1

.

.

.

x n

equivalente a:

 

 

x˙ 1 = a 11 x 1 + ··· + a 1n x 1

.

.

.

.

.

x˙ n

=

a n 1 x 1 + ··· + a nn x n

(1.4)

Na subsec¸ao˜

seguinte, deduziremos uma soluc¸ao˜

linear do tipo (1.3).

X para sistema dinamicoˆ

1.1.1 Soluc¸ao˜

de um sistema dinamicoˆ

linear no R n

Teorema 1.1. A soluc¸ao˜ seguinte:

geral de um sistema dinamicoˆ

no R n e´ a func¸ao˜

vetorial

X(t) = Pe tD P 1 X 0

(1.5)

˙

linear no R n . Sabe–se que

de

separac¸ao˜ de variaveis,´ tem-se: dX/X = Adt. Integrando-se ambos os membros desta igualdade, tem-se: dX/dt = A dt. Resolvendo-se a integral, tem-se:

lnX = tA + K. Resolvendo-se o logaritmo natural, decorre que: X = e tA+K .

X = dX/dt.

Demonstrac¸ao.˜

Seja X = AX um sistema autonomoˆ

˙

Substituindo-se, tem-se: dX/dt = AX.

Usando o metodo´

da Regi

de Matematica

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Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

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da Regiao

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de Matematica

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Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

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˜

ˆ

1.1. SISTEMAS DIN AMICOS LINEARES NO R N

5

Aplicando-se a propriedade de produto de potenciaˆ no lado direito desta igual- dade, tem-se: X = e tA e K . Para determinar o valor da constante K, usa-se as condic¸oes˜ iniciais (ou de contorno), X(0) = X 0 . Assim, X(0) = e 0 e K = X 0 . Consequentemente, e K = X 0 . Substituindo-se este ultimo´ resultado em X = X 0 e tA . Se a matriz A for diagonalizavel,´ entao˜ ela pode ser decomposta em um produto matricial, conforme a seguir: A = P DP 1 . Substituindo-se este re- sultado no anterior, obtem-se:´ X = X 0 e t(P DP 1 ) . Pelo metodo´ de exponencial matricial, temos que: e tA = Pe tD P 1 . Substituindo-se esta matriz exponencial, no resultado anterior, obtem-se´ (1.5), em que P e´ a matriz cujas colunas sao os autovetores associados aos autovalores da matriz A, D e´ a matriz diagonal cujos elementos sao˜ os autovalores da matriz A, P 1 e´ a matriz inversa de P e X 0 e´ o

vetor das constantes.

matriz inversa de P e X 0 e´ o vetor das constantes. Exponencial matricial Para obter

Exponencial matricial

Para obter o resultado (1.5) usamos o seguinte teorerma:

Teorema 1.2. A exponencial matricial da matriz A

e tA = Pe tD P 1

(1.6)

Por isso vamos demonstra-lo´

a seguir:

Demonstrac¸ao.˜

De maneira analoga,´

A serie´

de Taylor da func¸ao˜

exponencial f (t) = e t s n =

para a func¸ao˜

exponencial f (tA) = e tA , e:´

n=0

t n

n! .

e tA =

t n A n

n=0

n!

(1.7)

A matriz A e´ diagonalizavel´

potenciaˆ

e pode ser escrita como: A = P DP 1 . A enesima´

da matriz quadrada A e´ obtida por:

A n =

A · A · A ··· A

 

n vezes

=

PD P 1 · P DP 1 ··· PD P 1 · P DP 1

 

=

I

n

P DIDP 1 · · · P DIDP 1

I

n

=

P DDP 1 · · · P DDP 1

 

=

PD 2 P 1 ··· PD 2 P 1

=

PD n P 1

 

A n = PD n P 1

(1.8)

(1.9)

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6

´

ˆ

CAP ITULO 1. SISTEMAS DIN AMICOS

portanto, (1.9) e´ a enesima´

potenciaˆ

Substituir (1.9) em (1.7), tem-se:

de uma matriz quadrada de ordem n.

e tA =

t n PD n P 1

n=0

n!

como a serie´

cados em evidencia.ˆ

acima depende de n, os termos independentes de n podem ser colo-

Assim, as matrizes P e P 1 sao˜

escritas conforme a seguir:

e tA = P

n=0

t

n D n

n!

P 1

(1.10)

Contudo, a serie´

f = e tD :

de potenciaˆ

entre parentesesˆ

e´ a serie´

e tD =

n=0

t n D n

n!

de Taylor para a func¸ao˜

(1.11)

Substituindo-se (1.11) na equac¸ao˜ A, conforme a seguir:

(1.10), encontramos a exponencial matricial de

e tA = Pe tD P 1 .

(1.12)

matricial de e t A = Pe t D P − 1 . (1.12) 1.1.2 Ponto

1.1.2 Ponto cr´ıtico e estabilidade

Nos sistemas autonomos,ˆ muitas vezes e´ mais interessante o estudo do com- portamento das func¸oes˜ soluc¸oes˜ na vizinhanc¸a de um ponto fixo que o estudo da propria´ soluc¸ao.˜ Este comportamento e´ denominado estabilidade do sistema e pode ser analisado a partir dos sinais de seus autovalores e de sua complexibiliade.

Definic¸ao˜

1.3. (Ponto cr´ıtico)

˙

¯

Segundo [1], dado o sistema X = F (X). Um ponto X R n e´ dito ponto

¯

˙

cr´ıtico do sistema se F i ( X) = 0, para todo i = 1, · · · , n, quando X = 0.

Definic¸ao˜

1.4. (Ponto cr´ıtico estavel)´

¯

˙

De acordo com [1], um ponto cr´ıtico X do sistema autonomoˆ

se, dado > 0 e δ

> 0 tal que toda soluc¸ao˜

X = F (X) e´ um

φ(t) do sistema que

ponto estavel´

satisfaz em t = t 0 , φ(t 0 ) X < δ, entao˜

¯

φ(t) X < , t t 0 .

¯

Isto significa que toda soluc¸ao˜

que comec¸a proxima´

δ) permanece proxima´

Definic¸ao˜

a ele (raio ).

1.5. (Ponto cr´ıtico assintoticamente estavel)´

¯

ao ponto cr´ıtico X (raio

¯

˙

A esse respeito [1], um ponto cr´ıtico X do sistema autonomoˆ

X = F (X) e´ um

¯

ponto assintoticamente estavel´

¯

lim φ(t) = X, quando t → ∞.

se existir δ 0 > 0 tal que φ(t 0 ) X < δ 0 , entao˜

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ˆ

1.2. SISTEMAS DIN AMICOS LINEARES NO R 2

7

Isso significa que uma soluc¸ao˜

que comec¸a proxima´

somente permanece proxima´

a este ponto, como tambem´

¯

ao ponto cr´ıtico X, nao˜

tende a ele quando t

Definic¸ao˜

1.6. Ponto cr´ıtico instavel´

¯

˙

X = F (X) e´ um ponto

instavel´

algum t > t 0 tal que φ(t) X > .

Isso significa que ao menos uma soluc¸ao˜ que comec¸a proxima´ ao ponto cr´ıtico

X se afasta do mesmo. Devido ao tempo (carga horaria)´ destinado(a) ao(s) minicurso(s), serao˜ anali- sados somente os sistemas dinamicosˆ no R 2 , por isso nas sec¸oes˜ e subsec¸oes˜ do cap´ıtulos seguintes, centralizaremos os nossos estudos somente nesta dimensao.˜

se existe > 0 tal que para todo δ > 0 se verifica φ(t 0 ) X < δ, existe

Conforme [1], um ponto cr´ıtico X do sistema autonomoˆ

¯

¯

¯

1.2 Sistemas dinamicosˆ

lineares no R 2

A dimensao˜ do espac¸o topologico´ determina o numero´ de equac¸oes.˜ Se F :

R 2 R 2 entao˜ o sistema possui duas equac¸oes˜ e cada equac¸ao˜ tem no maximo´ duas variaveis´ independentes. Segundo [1], um sistema dinamicoˆ de segunda ordem e´ do tipo

x˙

y˙

=

=

ax + by cx + dy

(1.13)

onde os coeficientes a, b, c e d sao˜

constantes reais. Pode ser representado por:

x˙

y˙

= a

c

d x b

y

(1.14)

ou

˙

X = AX.

(1.15)

1.2.1 Ponto cr´ıtico

¯

Para este sistema, o ponto de equil´ıbrio e´ a origem X = (0, 0). Este ponto e´

isolado, isto e,´ e´ o unico´

ponto de equil´ıbrio de (1.13) no disco (dom´ınio)

B = (x, y) R 2 ; x 2 + y 2 < = Ω.

Observac¸ao˜

0} entao˜

a

c

1.1. Se o sistema ax cx + + dy by

b

d

= ad bc

= 0.

=

=

0

0

tem soluc¸ao˜

unica´

{x = 0, y =

da Regi

de Matematica

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8

´

ˆ

CAP ITULO 1. SISTEMAS DIN AMICOS

1.2.2 Reduc¸ao˜

a uma EDO de 2 a ordem, linear e homogeneaˆ

Vamos resolver (reduzir) o sistema (1.13) usando o metodo´ de eliminac¸ao.˜

Podemos substituir o sistema (1.13) numa equac¸ao˜ diferencial de segunda ordem.

Supondo que b

= 0, tiramos o valor de y na primeira equac¸ao˜ do sistema (1.13):

y

= 1

b dx ax ,

dt

agora, derivando ambos os membros desta equac¸ao:˜

dy

dt

=

1 b d 2 x

dt 2

a dx dt ,

e substituindo o valor de dy/dt acima na segunda equac¸ao˜

do sistema (1.13):

1

b d 2 x

dt 2

multiplicar por b

= 0:

a dx = cx + d 1

dt

b dx dt ax

d 2 x dt 2

a dx

dt

= bcx + d dx dt adx,

ou,

d 2 x

dt 2

d 2 x

dt 2

a dx d dx bcx + adx = 0

dt

dt

(a + d) dx dt + (ad bc)x = 0

(1.16)

1.2.3 Polinomioˆ

caracter´ıstico

O polinomioˆ

caracter´ıstico associado a equac¸ao˜

(1.16) e´ dado por:

P(λ) = λ 2 (a + d)λ + (ad bc) = 0

em que Θ e´ o trac¸o

e Γ o determinante

da matriz A = a

c

b

d .

Θ = T r(A) = a + d

Γ = Det(A) = ad bc

(1.17)

(1.18)

(1.19)

da Regi

de Matematica

´giao

Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

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da Regiao

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de Matematica

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Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

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˜

ˆ

1.2. SISTEMAS DIN AMICOS LINEARES NO R 2

9

1.2.4 Autovalores ou valores proprios´

sao˜

e

Sao˜

as ra´ızes do polinomioˆ

(equac¸ao)˜

caracter´ıstico(a) (1.17). Os seus valores

encontrados pelas seguintes equac¸oes:˜

λ 1 = Θ+ Θ 2

2

λ 2 = Θ Θ 2

2

.

1.2.5 Discriminante

O discriminante (∆) tambem´ assume um papel importante na analise´ qualita- tiva de um sistema dinamicoˆ linear no R 2 , pois conforme o seu sinal, as trajetorias´ tem um comportamento na vizinhanc¸a e afastando-se do ponto cr´ıtico. A sua representac¸ao˜ e:´

(1.20)

∆ = Discr(A) = Θ 2 .

Substituindo-se as equac¸oes˜

(1.18) e (1.19) na equac¸ao˜

caracter´ıstico tambem´

e´ representado da seguinte forma:

(1.17), o polinomioˆ

 

P(λ) = λ 2 Θλ + Γ = 0

(1.21)

As ra´ızes do polinomioˆ

caracter´ıstico (1.17) ou (1.21) sao˜

denominadas de

autovalores ou valores proprios´

(eigenvalues).

1.2.6 Autovetores ou vetores proprios´

Sao˜ os autovetores associados aos respectivos autovalores. Segundo [4], nos´ escrevemos o sistema de equac¸oes˜ (1.15) em notac¸ao˜ vetorial como

onde

e

dX

dt

= AX,

X = x x

A = a

c

1

2

b

d

,

 

(1.22)

(1.23)

,

(1.24)

para um sistema 2 × 2. (De modo mais geral, A e´ uma matriz n × n, e X e´ um

diferenciais com

n-vetor quando estamos lidando com um sistema de n equac¸oes˜

da Regi

de Matematica

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ˆ

CAP ITULO 1. SISTEMAS DIN AMICOS

n variaveis.)´ A multiplicac¸ao˜ de matrizes, a notac¸ao˜ dX representa um vetor cujas entradas sao˜ dx 1 /dt e dx 2 /dt.

e´ da

Para sistemas do tipo (1.22) nos´ forma

(1.25)

Derivando-se (1.25) em func¸ao˜

X(t) = ve λt .

do tempo, tem-se:

dt

assumiremos que a soluc¸ao˜

tambem´

dX(t)

dt

= v dt e λt

= vλe λt .

d

(1.26)

Agora v deve ser um vetor cujas entradas sao˜ independentes do tempo. Usando essa ideia,´ nos´ substituimos (1.26) e (1.25) em (1.22), temos:

λve λt = Ave λt

Ave λt λve λt = 0

(Av λv)e λt = 0.

A ultima´ igualdade tem de ser satisfeita se (1.26) ser uma soluc¸ao˜ de sistema (1.22). Cancelar o fator comum e λt resulta em

(1.27)

Av i = λ i v i .

onde no R 2 , i = 1, 2. Os vetores proprios´

sao˜

obtidos pela seguinte equac¸ao:˜

v i =

1

λ i a

b

para b

= 0.

Uma vez que os eingenvectors v 1 e v 2 sao˜

encontrados, a soluc¸ao˜

que λ 1 = λ 2 e ambos sao˜

reais) e´ dada pela equac¸ao˜

(1.29).

(1.28)

geral (desde

1.2.7 Soluc¸ao˜

geral de SDL no R 2

Se > 0 entao˜

λ 1 = λ 2 e a soluc¸ao˜

geral de (1.13) e´ dada por:

X(t) =

x(t)

y(t)

=

=

c 1 e λ 1 t + c 2 e λ 2 t

c 1 λ 1 a

e λ 1 t + c 2 λ 2 a

b

b

e λ 2 t

.

(1.29)

Se ∆ = 0 entao˜ os λ 1 = λ 2 e a soluc¸ao˜ geral de (1.13) e´ dada por:

X(t) =

x(t)

y(t)

=

=

(c 1 + c 2 t)e λt (d 1 + d 2 t)e λt .

onde λ = λ 1 = λ 2 e apenas duas das constantes c 1 , d 1 , c 2 e d 2 sao˜

(1.30)

independentes.

da Regi

de Matematica

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Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

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˜

ˆ

1.2. SISTEMAS DIN AMICOS LINEARES NO R 2

Observac¸ao˜

1.2. O fato de supormos ad bc

= 0 nos da´ λ 1 = 0 e λ 2 = 0.

11

Se b = 0, resolvemos diretamente a primeira equac¸ao˜ de (1.13) e encontramos

x(t) = c 1 e at . Substituindo este valor na segunda equac¸ao˜

se

a

= d, ou,

se

a = d.

y(t) = c

2 e dt +

cc 1

a

d e at

y(t) = c

2 e dt + cc 1 e at

encontramos

(1.31)

(1.32)

Teorema 1.3. De uma maneira geral a soluc¸ao˜

do sistema (1.13) e´ dada por:

X(t) =

x(t)

y(t)

=

=

c 1 e tλ 1 + c 2 e tλ 2 d 1 e tλ 1 + d 2 e tλ 2

(1.33)

onde entre cada duas constantes, c 1 , d 1 e c 2 , d 2 , apenas uma e´ independente.

Demonstrac¸ao.˜ Os autovetores ou vetores proprios´

equac¸ao˜ (1.28). A matriz P e´ definida por P =

da matriz A sao˜

1

λ 1 a

b

1

λ 2 a

b

.

obtidos pela

A inversa

de P e´ P 1 =

det(P )

1

λ 2 a

b

aλ 1

b

1

1

. O determinante de P e:´

det(P ) = λ 2 λ 1

b

.

Substituindo-se este resultado na inversa de P, tem-se: P 1 =

λ 2 λ 1

b

λ 2 a

b

aλ 1

b

1

1

.

O

vetor X = f . A soluc¸ao˜ geral no R 2 obtem-se´

e

pela equac¸ao˜

(1.5) com

da Regi˜

de Matematica

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giao Norte - Macapa ´ - AP - UNIFAP - IV Coloquio

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ˆ

CAP ITULO 1. SISTEMAS DIN AMICOS

n = 2. A exponencial matricial de D, e:´ e tD = e tλ 1

0

e tλ 2 . Deste modo,

0

X =

=

=

=

1

λ 1 a

b

1

λ 2 a

b

e 1

0

1

λ 2 a

b

1

λ 2 a

b

0

e 2

λ 2 λ 1

b

e 2

0

0

λ 2 a

b

aλ 1

b

λ 2 a

b

aλ 1

b

1

1

1

1

e

f

λ 2 λ 1

b

λ 2 λ 1

b

λ 2 λ 1

b

b

λ 2 λ 1

1

λ 1 a

b

1

λ 1 a

b

e 1

0

e 1

0

e

f

λ 2 a

b

aλ 1

b

e

e

f

+ f

e 2

e tλ 1 λ 2 a

b

e tλ 2 aλ 1

b

e

e

f

+ f


1

λ 1 a

b

1

λ 2 a

b

e tλ 1 λ 2 a

b

λ 1 a e tλ 1 λ 2 a

b

b

e f + e tλ 2 aλ 1 e + f

b

e f + λ 2 a

b

e tλ 2 aλ 1

b

e + f