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OS ACRÉSCIMOS DA BÍBLIA - PARTE I

"Como, pois, dizeis: Nós somos sábios, e a lei do SENHOR está conosco? Eis que em vão tem
trabalhado a falsa pena dos escribas" Jeremias 8,8

Ainda que muitos religiosos não concordem, a bíblia possui sim acréscimos e textos que não
existem nos manuscritos originais. Mesmo certos textos que aparecem em alguns manuscritos,
basta uma análise mais crítica e histórica, que percebemos que são acréscimos posteriores
feito por copistas. Comentaristas não sabem se alguns destes acréscimos foi devido ao
sincretismo que Constantino queria fazer com os messias solares do mundo antigo ou talvez
simplesmente licença poética. Não se tem certeza absoluta também de que tais acréscimos
não sejam autênticos, sendo que nos primeiros séculos muita coisa era transmitida por tradição
oral. Recomenda-se que o leitor analise a crítica textual, o estilo literário e os demais livros da
bíblia, pois um dos primeiros princípios de Hermenêutica e interpretação bíblica, exegese, é
que a bíblia se explica por si só e um livro da bíblia, sendo a palavra de Deus, não pode entrar
em contradição com outro livro; "pois Deus não é homem para que minta e nem filho do
homem para que se arrependa" (Nm 23,19)

A maioria dos céticos e ateus utilizam-se justamente destas contradições geradas por
acréscimos para tentar invalidar a palavra de Deus. Ironicamente a maioria dos religiosos e
pregadores em geral negam tais acréscimos e mesmo erros de traduções, ignorando o fato de
que Deus não é Deus de confusão. Muitas discussões de teólogos e pregadores em geral
sobre dogmas importantes da cristandade, muitas vezes utilizam-se de passagens ou
versículos da bíblia, para reforçarem seus argumentos, sendo que alguns muitas vezes, não
estão coerente com relação a tradução original ou não existem, simplesmente foram
acrescidos ou adulterados por padres para validarem suas interpretações teológicas.

O objetivo de exibir certas passagens não é desacreditar das mesmas e nem da palavra de
Deus, mas expor a verdade. Que o leitor tenha um bom discernimento e saiba analisar
textualmente tais passagens, pois não podemos afirmar com certeza se são originais ou não. A
palavra de Deus é a verdade e nossa fé tem que ter uma base lógica fundamentada na
verdade. Não podemos descartar que tais passagens possam ser realmente originais, mas
recomenda-se não as utilizas em estudos mais profundos que possam comprometer a
salvação de alguém, pois também não podemos afirmar que sejam autênticas ou criadas por
padres, sendo que a maioria não consta nos originais dos manuscritos gregos.

Recomenda-se a todo exegeta ou hermeneuta, antes de se fazer qualquer estudo bíblico, se


fazer um estudo da bíblia. Algumas bíblias voltadas para estudo possuem um bom rodapé
mencionando o que consta nos originais ou não. Nesta postagem utilizo alguns comentários de
três versões bíblicas, a bíblia de Jerusalém, a bíblia de estudos de Genebra e versão peshitta
do aramaico, ainda que as três discordem em alguns pontos, mas é bom para o leitor conhecer
explicações diferentes de comentaristas e historiadores. Recomenda-se também livros sobre o
tema como "O que Jesus disse e o que Jesus não disse" de Ermam Bart, uma excelente
analise critica textual e histórica além de outros livros que mencionam certos acréscimos e
erros de traduções. Vamos expor e analisar algumas passagens contestadas e ausentes nos
manuscritos:
A MULHER ADULTERA

Do capitulo 7 a partir do versículo 53, até o capitulo 8 versículo 11 do evangelho segundo João,
vemos uma passagem bonita e inspiradora que não aparece em nenhum original deste
evangelho. Nem nos melhores manuscritos gregos ou mesmo na versão semita deste
evangelho consta tal passagem.

Na nota de rodapé das bíblias de Jerusalém diz:


"Esta perícope omitida nos mais antigos documentos (manuscritos, versões e padres da
igreja) colocada alhures por outros, deixa transparecer o estilo sinótico e não pode ser de João.
Poderia ser atribuída a Lucas (cf Lc21+38). Sua canonicidade e seu valor histórico, no entanto,
não sofrem contestação."

Na bíblia de estudos de Genebra diz:


"Estes versículos não ocorrem na maioria dos melhores manuscritos gregos desse
evangelho. Os manuscritos antigos em que esses versículos ocorrem o colocam em lugares
diferentes (aqui; após 7,36; após 21,25; após Lucas 21,38; e após Lucas 24,53). A partir de
7,53 e 8,1, fica claro que a localização dessa narrativa não é original, pois Jesus não estava
presente na reunião descrita em 7,45-52. Essa evidência sugere que esses versículos não
faziam parte do original deste evangelho, mas que provavelmente tem origem apostólica e
reproduzem um incidente que, de fato, aconteceu durante o ministério de Jesus."

Ja a versão peshitta diz:


"A famosa história da mulher adultera não aparece nos manuscritos da peshitta nem do
siríaco antigo. Existem três possíveis teoria para este motivo:
1-Sim, é inspirada
2-Sim, é inspirada mas não pertencia ao evangelho de Yohanan mas sim as boas novas dos
Hebreus (como era chamado o evangelho de Mateus)
3--Não, é um acréscimo posterior

1- A primeira teoria foi defendida por Agostinho, bispo de hipona por volta do século III.
Segundo Agostinho, homens que eram a favor de punição severa em caso de adultério
feminino não viam a história com bons olhos, e se encarregaram de remove-la de diversos
manuscritos. Um grande ponto a favor desta teoria é o fato de que a narrativa parece mais
fluida quando o texto da mulher adúltera está presente.

2- A segunda teoria, da qual partilha o autor desta compilação (Shaul bent sion, um dos
principais tradutores da peshitta), é a de que a mulher adúltera pertencia na realidade ao livro
de Matitiyahu dos nazarenos. Eusébio parece indicar que o Matitiyahu hebraico continha tal
narrativa: "Ele (papias) também explicou outra história, sobre uma mulher acusada de muitos
pecados perante o senhor, que as boas novas dos hebreus contêm" (Hist. Ecl.iii.39.19). Como
tal escrito de Papias é do século 2, isto dá um forte indicio da originalidade da história. As duas
primeiras teorias são reforçadas pelo fato de que há alguns relatos históricos datando dos
séculos 2 e 4 que fazem menção da história da mulher adultera, invocando-o inclusive para
construir argumentos, o que dá um forte indicio de sua aceitação como texto inspirado.

3- A terceira teoria, defendida por alguns teólogos modernos, é a de que se trata apenas de
uma adição posterior, uma vez que não figura em nenhum dos manuscritos mais antigos.
Complementado: Alguns comentaristas acreditam que esta passagem fora criada na igreja do
quarto século para evitar que mulheres fossem apedrejadas. O estilo literário e a crítica textual
revelam que esta passagem não pode ser de João.

Na passagem em questão, fariseus tentando testar Jesus, lhe trazem uma mulher presa em
flagrante em pleno ato de adultério, dizendo que na lei Moisés mandou apedrejar tais mulheres.
Mas um detalhe interessante, é que na lei de Moisés, se uma mulher fosse pega em flagrante,
não era só a mulher que deveria ser apedrejada, mas o homem que com ela adulterou
também:

"Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do
seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera" Lv 20,10

Mas na narrativa vemos apenas a mulher que adulterou sendo apresentada para ser
apedrejada. O que contradiz a Torá e mesmo o contexto da passagem, pois se os fariseus, tão
observadores da lei como eram, e queriam aproveitar um fato ocorrido para testar o julgamento
de Jesus, não cometeriam o erro de violar a própria lei, pois sabiam que poderiam ser
acusados por isto.

Na passagem Jesus escreve algo com a mão na areia, que segundo alguns, o mais provável
era que fossem os pecados dos fariseus. Seja como for esta passagem não pode ser
considerada nem autêntica e nem uma fraude, mas fica livre a decisão do leitor acredita-la ou
não. Mas como base de um estudo apologético, como sobre a anulação das leis de Moisés por
Jesus, recomenda-se não utiliza-la, pois não se tem certeza de sua originalidade.

Vídeo de um judeu ortodoxo chamado: "Judeus não acreditam em Jesus, por que? parte 4/7"
onde está passagem é uma das mencionadas: Vídeo do youtube Note algumas características
típicas do judaísmo e da Torá que tornam esta passagem improvável: Falta o homem que
adulterou com a mulher; O julgamento só podia ser feito dentro do templo; Os fariseus não
podiam apedrejar ninguém; Não haviam pedras soltas dentro do templo e nem no átrio para
apedrejamento; Não havia areia dentro do templo; Dentre outras...
Nos links ao lado estão os originais em grego digitalizados, para quem quiser conferir, não
existe esta passagem em nenhum dos manuscritos.

O FINAL DO EVANGELHO DE MARCOS

O evangelho de Marcos, termina abruptamente no capitulo 16,8. A partir do versículo 9 ao 20


não consta nos originais deste evangelho. O mais provável é que devido á seu fim abrupto seu
final tenha sido preenchido utilizando-se os outros evangelhos canônicos.

No rodapé da bíblia de Jerusalém diz:


"O trecho final de marcos (vs 9 ao 20) faz parte das escrituras inspiradas; é tido como
canônico. Isto não significa necessariamente que foi escrito por marcos. De fato, põe-se em
dúvida que este trecho pertença a redação do segundo evangelho. As dificuldades começam
na tradição manuscrita. Muitos manuscritos entre eles o do Vaticano e o Sanaidico omitem o
final atual. Em lugar da conclusão comum, uns manuscritos tem um final mais breve, que dá
continuidade ao vs 8: "Elas narraram brevemente aos companheiros de Pedro o que lhes tinha
sido anunciado. Depois o mesmo Jesus, os encarregou de levar, do oriente ao ocidente, a
sagrada e incorruptível mensagem da salvação eterna". Quatro manuscritos dão em seguida os
dois finais, o breve e o longo. Por último, um dos manuscritos que trazem o final longo intercala
entre o vs 14 e 15 o seguinte trecho: "E estes alegaram em sua defesa: Este tempo de
iniquidade e de incredulidade está sob o domínio de satanás, que não permite quem está
debaixo do julgo dos espíritos imundos aprenda a verdade e o poder de Deus; revela, pois;
desde agora, a tua justiça. Foi o que disseram a Cristo e ele lhes respondeu: O fim do tempo
do poder de satanás está no auge; e, entretanto, outros acontecimentos terríveis se
aproximam. E eu fui entregue à morte por aqueles que pecaram, a fim de que se convertessem
à verdade, e para que não pequem mais, a fim de que recebam a herança da glória de justiça
espiritual e incorruptível que está no céu...." A tradição patrística dá também testemunho de
certa hesitação. _ Acrescentamos que, entre o vs 8 e 9, existe, nesta narrativa, solução de
continuidade. Além disso é difícil admitir que o segundo evangelho na sua primeira narrativa,
terminasse bruscamente no versículo 8. Donde a suposição que o final primitivo desapareceu
por alguma causa por nós desconhecida e de que o atual fecho foi escrito para preencher a
lacuna. Contudo, o final que hoje conhecemos era conhecido ja no século II por Taciano e
santo Irineu, e teve guarida na imensa maioria dos manuscritos gregos e outros. Se não se
pode provar que foi Marcos o seu autor, permanece o fato de que ele constitui, nas palavras de
Swete, "Uma autêntica relíquia da primeira geração cristã".

Na bíblia de estudos de Genebra diz:


"Estas palavras não ocorrem em alguns manuscritos antigos importantes. A ausência desta
passagem, bem como seu estilo e vocabulário diferentes, levanta sérias dúvidas quanto a sua
autenticidade. Se os versículos 9-20 não são originais então o evangelho de Marcos termina
com esta frase. Observe, contudo, que a palavra significa "Temor reverencial", e que esta
mesma emoção foi produzida nos discípulos quando viram Jesus transfigurado (9,6), uma
espécie de ressureição antecipada"

Na versão Peshitta diz:


"A passagem final do evangelho de marcos não aparece no Siríaco Antigo, porém figura na
Peshitta. É provável que o final do livro de Marcos tenha sido danificado em alguns dos
manuscritos semitas, e tal ausência tenha sido replicada em cópias posteriores, dando origem
a duas famílias de manuscritos: um com e outra sem o texto em questão. Contudo, há quem
alegue que tal final é um acréscimo posterior, visto que também nos manuscritos gregos mais
antigos o trecho referido não aparece. O autor desta compilação é da opinião de que o texto é
original e inspirado, porém nenhuma das duas teorias pode ser plenamente provada ou
desaprovada. deixamos a decisão a critério do leitor"

Não podemos afirmar sua canonicidade ou adulteração, mas é notável certos detalhes
peculiares que parecem não coincidir com o pensamento original dos evangelistas ou mesmo
com as demais escrituras. O versículo 16 por exemplo parece uma típica acentuação da igreja
para respaldo litúrgico:

"Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado"

O batismo nunca fora mencionado por nenhum outro escrito como preceito fundamental para a
salvação, como aparece nesta formula de Marcos, "quem crê e for batizado". Vemos em atos
que Paulo as vezes convertia gentios, mesmo sem o batismo. O versículo 11 também não
coincide com a narrativa dos outros evangelistas:

"E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram"

Segundo a narrativa de João, o único apostolo que não creu que Jesus ressuscitará foi Tomé.
Mesmo na narrativa de Mateus, lemos que “Alguns, porém duvidaram" Mt28,17, esses que
supostamente duvidaram foi após verem o próprio Jesus e não do testemunho dado por
Madalena. Portanto, apesar de seu caráter canônico, este final do evangelho de Marcos não
tem nos manuscritos originais e antes de utiliza-lo devemos compara-lo aos outros três para
discernirmos o que é autentico ou não.

O FINAL DO EVANGELHO DE JOÃO

O evangelho segundo João termina no capitulo 20, onde no versículo 31 vemos claramente
uma finalização:
"Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para
que, crendo, tenhais vida em seu nome" Jo20,31

O capitulo 21, não se tem certeza de sua origem, mas pela dialética, escrita e contextualização,
nota-se claramente que não foi escrito pelo mesmo autor do restante do evangelho. O capitulo
começa com uma nova aparição de Jesus, que parece ser uma glosa composta por trechos de
narrativas dos outros evangelhos. No versículo vinte e quatro vemos uma suposta identificação
do autor do evangelho: "Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu;"
identificação que não aparece em nenhum outro trecho do evangelho onde o autor se identifica
na terceira pessoa.

A Bíblia de Jerusalém diz:


"Este relato funde dois episódios primitivamente distintos; uma pesca miraculosa (cf. Lc 5,4-
10), que o versículo 10 se esforça em ligar. Nos vs 1 e 14, o verbo "manifestar", dito de Cristo,
é termo técnico herdado das tradições judaicas, para significar a manifestação de Cristo
enquanto tal (1,31+; opor o verbo "ser visto" para as aparições de Cristo ressuscitado; 20,18+),
isso poderia ser indicio de que nas tradições joaninas, a pesca miraculosa estava na origem de
acontecimentos relativo ao início do ministério de Jesus, como em Lucas"

A Bíblia de estudos de Genebra diz:


"É possível que este capitulo tenha sido acrescentado como um pós escrito pelo mesmo
autor do evangelho (isto é, por João), embora haja indícios de que outra pessoa escreveu o vs
24 talvez o 25"

Pode sim ter sido uma adição posterior do próprio evangelista, mas contradiz com o final
apresentado no capitulo 20,31. Seu caráter sinódico pode ter sido transmitido por tradição
apostólica. Recomenda-se ao leitor que analise todos os versículos e veja a concordância com
os demais evangelhos e com as demais escrituras.
Os acréscimos da bíblia -Parte II
O INICIO DO EVANGELHO DE MATEUS

O capitulo dois do evangelho segundo Mateus, narras fatos impressionantes só narrado


estranhamente por Mateus, a matança dos inocentes, a fuga para o Egito e a Visita dos magos
do oriente guiados por uma estrela. Nenhum dos outros evangelistas ou mesmo os apóstolos
em suas epistolas, mencionam tais fatos. Nem historiadores da época, como Flavio Josefo
menciona tal ocorrido em Belém da Judéia.
Segundo a narrativa do evangelho, Herodes, sabendo que magos vieram do oriente para
adorar o menino Jesus, tenta enganar os magos e depois percebendo que fora ludibriado por
estes, irrita-se e manda matar todos os meninos que haviam em Belém, de dois anos para
baixo.
Apesar de não ter sido narrado por nenhum outros evangelista ou apostolo, exceto em um
relato apócrifo de Felipe, podemos comparando com os outros evangelhos, principalmente o de
Lucas, que narra também sobre o nascimento do messias, perceber algumas contradições.

OS MAGOS DO ORIENTE
Nenhum evangelista mencionou a existência de tais magos guiados por uma estrela e não há
nenhuma profecia messiânica acerca disto. Nenhum profeta disse que a vinda do Messias
seria anunciada por uma estrela. A própria palavra mago, no original semita está sábios, que
podem ser identificados como doutores da lei, Cohem (sacerdotes), mas não magos. A pratica
de magia é condenada pela Torá e é no mínimo estranho que magos tenha vindo visitar o
messias. Em nenhum evangelho é mencionado o número três, atribuído posteriormente pela
igreja, que ainda por cima identificou os tais magos como sendo partos, sacerdotes da
Babilônia.
No relato segundo Lucas, vemos que um anjo apareceu aos pastores e lhes disse que seu
messias acabara de nascer, e estes foram louvar o menino Jesus. Lucas em seu relato
cuidadoso menciona até a aparição de um anjo, mas nenhum mago.

Curiosamente, messias pagãos foram visitados por três magos, como Horus, krisna ou Mitra,
que remontam a um simbolismo antigo da constelação dos três reis (três marias) que apontam
para uma estrela na constelação de virgem. Portanto, o mais provável aqui é que tenha havido
um sincretismo da parte de Roma com a história dos messias pagãos.
Algumas bíblias relacionam este fato ao salmo 72.10 " reis de Társis e das ilhas trarão
presentes; os reis de Sabá e de Seba oferecerão dons..." Mas o rei referido no salmo 72 tem
filho (v. 1), e o contexto é de um rei com um reinado bem estabelecido recebendo tributos de
reis vassalos. Os presentes não viriam apenas do oriente (Sabá e Seba), como também do
ocidente (Társis e as ilhas).

A MATANÇA DOS INOCENTES


Segundo Mateus houve um grande massacre de meninos abaixo de dois anos em Israel, não
narrado por nenhum outro evangelista ou historiador da época e ausente até mesmo na
tradição oral judaica. Ainda que Herodes tenha sido realmente um monstro que mandou
assassinar a própria esposa e outros, um fato assim não passaria batido. Vale notar também
que João Batista, segundo Lucas, nasceu com uma diferença de seis meses de Jesus e na
mesma região, em uma cidade de Judá. Se tal massacre realmente ocorreu naquela região, é
de se estranhar que João Batista tenha escapado, pois tinha uma idade próxima de Jesus com
uma variação de seis meses e nascera na mesma região. A profecia geralmente citada para
isto está em Jr 31.15” Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Rama, lamentação, choro
amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não
existem...”. Não se refere ao messias. A passagem não se refere a uma matança de crianças.
O choro de Raquel se refere à dispersão do povo de Israel e de Judá, que foram levados de
sua terra para serem servos em terras estrangeiras. O versículo seguinte (v. 16) diz: "Assim diz
o Senhor: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o
teu trabalho, diz o Senhor, pois eles VOLTARÃO da terra do inimigo."

A bíblia de Jerusalém em nota de rodapé menciona que o evangelista pode ter usado de
licença poética fazendo uma analogia da história de Jesus com a história de Moisés.

A FUGA PARA O EGITO


Na narrativa de Mateus também vemos que a família de Jesus foge para o Egito, onde
permanecem até a morte de Herodes, quando voltam para Israel e se estabelecem em Nazaré.
Mas segundo os relatos de Lucas, a família de Jesus ia todos os anos a Jerusalém para adorar
no templo:

"E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava
sobre ele. Ora,
todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; E, tendo ele já doze anos, subiram
a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa" Lc 2,40-42

Note que o evangelista é claro ao dizer "todos os anos" e não cita uma exceção de quando eles
supostamente estariam no Egito. Até porque, na época de Jesus, uma viagem de Israel ao
Egito deveria levar meses, e não é provável que eles tivessem habitado no Egito por algum
tempo e iam todos os anos para Jerusalém para adorar. A profecia citada no evangelho: "Do
Egito chamei meu filho" não é uma profecia messiânica, mas uma frase até comum no AT,
onde o Eterno lembra seu povo que lhe tirou da servidão do Egito, da servidão do faraó. Outros
mitos solares que podem ter influenciado o cristianismo também narram uma matança de
inocentes por um rei tirano, sendo que na história de Jesus nenhum judeu relatou tal fato:
10.1.34 Quando Kaṃsa, controlando as rédeas dos cavalos, estava dirigindo a carruagem no
caminho, uma voz do céu se dirigiu a ele: “Tolo! O oitavo filho desta que você está
transportando matará você!” 10.2.7Abençoada Devi vá para Varja, adornada por vaqueiros e
seus rebanhos, onde Rohiṇī e outras esposas de Vasudeva vivem no vilarejo de Nanda Gokula
em isolamento por medo de Kaṃsa. 10.4.31Se é assim, ó rei da dinastia Bhoja, a partir de hoje
vamos matar todas as crianças nascidas nos últimos dez dias em todas as aldeias, vilas e
terras de pastoreio.

Alguns comentaristas acreditam que o autor do evangelho segundo Mateus, tenha aprendido
do apostolo histórias de jesus e do povo judeu, e tenha confundido o nascimento de Jesus com
o nascimento de Moisés, citando fatos ocorridos com a história de Moisés como se tivessem
ocorrido com Jesus. ou talvez, tenha tentado tipificar Moisés através de uma narrativa
parecida, mas não é provavel que tais fatos tenham realmente ocorrido.

A RESSUREIÇÂO DOS MORTOS


No evangelho segundo Mateus, vemos outra passagem no mínimo intrigante, no capitulo 27
versículos 52,53:

"E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; E,
saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a
muitos"

É fato que os apóstolos, não estiveram presentes na crucificação de Jesus, segundo os


próprios evangelhos e tudo que escreveram foi o que ouviram de testemunhas e presentes.
Mas este fato em especial, não foi descrito por ninguém exceto no evangelho de Mateus. Ainda
que só Mateus tivesse descrito tal fato, notamos aqui algumas contradições com o restante das
escrituras. A ressusseição dos mortos, segundo a própria bíblia só ocorrerá no dia do juízo:

"E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para
vergonha e desprezo eterno" Dn12,2
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta
de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" 1Ts 4,16

Ainda que alguns tenha ressuscitados no momento da morte de Jesus, então estaríamos em
contradição com seu próprio ministério, pois Jesus permaneceu três dias no sepulcro, sheol,
(literalmente sepultura em hebraico) e foi ressuscitado pelo Eterno Deus altíssimo. Mas
segundo esta narrativa de Mateus, os mortos foram ressuscitados antes mesmo do Messias,
pois saíram de seus sepulcros e andaram por Jerusalém à vista de todos, e estranhamente não
narrado por ninguém.
O evangelista também não menciona o que houve com estes ressuscitados. Se eles foram
apresentados aos fariseus, como era de costume, se se converteram ao Messias, se foram
apedrejados etc....Sendo que um fato assim não é uma coisa à toa e Deus não faz nada sem
nenhum propósito.

Ironicamente, na tradução de Hebreus vemos uma ordenança assim:


"E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" Hb9,27

Tomemos o exemplo de Lazaro e suponhamos que ele tenha sido um destes ressuscitados na
morte de Jesus:

Lazaro morre (Jo11,14), Lazaro é ressuscitado (Jo11,43), Lazaro é morto novamente


(Jo12,10), suponhamos que Lazaro tenha sido um dos ressuscitados com a morte de
Jesus(Mt27,52) Lazaro morre mais uma vez, sendo que não viveu para sempre. E no dia do
juízo será ressuscitado mais uma vez. Então quantas vezes alguém é morto e ressuscitado?
Mesmo que Lazaro não fosse um destes citados por Mateus, isso não vai em contradição com
esta citação de Hebreus?

Seja como for, o mais provável é que o evangelista tenha utilizado de uma certa licença poética
nestes versículos e a tradução de hebreus não está fiel ao original.

"E, como aos homens convém morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" Hb9,27
JESUS E A MULHER DO POÇO
Apesar de constar nos manuscritos originais deste evangelho, esta passagem é no mínimo
duvidosa. O evangelho segundo João não é considerado canônico e sim espiritual. Na época
da escolha dos evangelhos, haviam muitos que eram gnósticos e muitos que sofreram
influências de seitas que haviam na época. Apesar de pertencer ao cânone sagrado, o
evangelho segundo João apresenta alguns destes traços e esta passagem é um exemplo disto.

Inicialmente, qualquer historiador vai perceber a semelhança incrível desta passagem com a
passagem de Krishna e a mulher do poço. Até as frases no idioma sânscrito são parecidas com
as que vemos nesta passagem, como por exemplo: "Dar-te ei de beber da água viva". E é
notável também muitas semelhanças com o pensamento judaico da época. O mais provável é
que está narrativa tenha ocorrido em outro lugar e foram acrescidos ao texto, trechos de
tradição oral dos povos pagãos, misturando assim em um fato simples, fatos de outra história.

A teologia cristã, enxerga nesta passagem Jesus pondo um fim à cisma que havia entre judeus
e samaritanos. Mas se compararmos com os outros evangelhos, notamos algumas
contradições difícil de encaixar logicamente. É sabido por todos que havia esta cisma na época
de Jesus e que Jesus até contara uma parábola onde ele menciona um "bom samaritano". Mas
segundo a narrativa de Lucas, Jesus e seus discípulos não foram sequer recebidos pelos
samaritanos, o que vai em contradição com esta passagem que diz: "Muitos samaritanos
creram nele" (Jo4,39). vejamos segundo Lucas:

"E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para
lhe prepararem pousada, mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a
Jerusalém. E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que
digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?" Lc 9,52-54

Note que os discípulos ficaram tão indignados com a indiferença dos samaritanos que almejam
até mesmo pedir fogo do céu, para puni-los por sua rejeição. Ja em Mateus, vemos nas
ordenanças do messias, algo que também contradiz esta passagem:
"Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem
entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel;" Mt
10,5-6

Jesus diz para os apóstolos pregarem primeiro aos judeus, e não antes aos gentios ou
samaritanos, recomendando inclusive que não entrem em sua cidade. Mesmo que
posteriormente pudessem pregar aos samaritanos, é difícil entender como jesus diz para não
entrar em suas aldeias, é rejeitado em uma delas e no evangelho de João vemos ele bem
aceito e recebido por muitos samaritanos. É no mínimo contraditório esta passagem com
relação aos demais evangelhos que citam os samaritanos e com relação à cisma religiosa que
havia na época com os judeus. Não podemos, no entanto, desconsiderar totalmente a
autenticidade desta passagem, mas o mais provável é que tenha ocorrido em outro lugar e o
copista tenha entendido que foi em Samaria ou talvez o evangelista tenha utilizado este lugar
para colocar um fim no cisma entre os samaritanos e judeus.
Fora que no livro de Atos, capitulo oito, versículo seis, estranhamente vemos Felipe indo pregar
aos samaritanos, contradizendo a passagem de João de que todos creram nele.
Os acréscimos da bíblia -Parte III- Final
OS ENDEMONIADOS GADARENOS

No livro ateu chamado "Jesus nunca existiu", o autor ateu aborda uma contradição geográfica
na passagem de Marcos 5. Vejamos a citação a seguir:

O erro geográfico mais que Marcos comete é quando conta a história exagerada sobre Jesus
atravessando sobre o Mar da Galileia e exorcizando demônios de um homem (dois homens na
versão revisada de Mateus) e fazendo-os entrar em cerca de 2.000 porcos os quais, conforme
a versão do Rei Jaime, "correram violentamente penhasco abaixo para dentro do mar, e se
afogaram no mar"

Além da crueldade para com os animais e sua indiferença pela propriedade dos outros, o que
está errado nessa história? Se sua única fonte de informação for a Bíblia do Rei Jaime, você
poderá nunca saber. A versão do Rei Jaime diz que esse milagre ocorreu na terra dos
gradaremos, enquanto que os manuscritos Gregos mais antigos dizem que aconteceu na terra
dos gerasse-nos. Lucas, que não conhecia nada da geografia Palestina, também passa adiante
esse pequeno equívoco. Mateus, que tinha algum conhecimento sobre a Palestina, mudou o
nome para gradaremos, em sua versão nova e melhorada, mas isso foi novamente melhorado
para geres-nos na versão do Rei Jaime.

A esta altura o leitor deve estar atordoado com todas estas distinções entre gerasse-nos,
gradaremos e geres-nos. Que diferença isso faz? Muita diferença com veremos.

Gerasa, o lugar mencionado nos manuscritos mais antigos de Marcos, está localizada a cerca
de 50 km de distância das costas do Mar da Galileia. Aqueles pobres porcos tiveram que correr
[rolar] uma distância 8 km mais longa que uma maratona para encontrar um lugar para se
afogar! Nem mesmo lemingues precisam ir tão longe. Ainda mais se considerarmos que o perfil
de um "penhasco" tem que ter no mínimo 45 graus, o que tornaria a elevação de Gerasa pelo
menos seis vezes maior que Monte Evereste!
Apesar do ateísmo, o autor observa um fato interessante, o erro da localização geográfica em
Marcos. A Bíblia de Jerusalém comenta em seu rodapé:

"A aldeia de Gesara, atual Djerash, está situada a mais de 50 km do lago de Tiberíades, é o
que torna impossível o episódio dos porcos. É possível que marcos misture dois episódios
distintos. Conforme o primeiro Jesus teria realizado um simples exorcismo na região de Gesara
(vs 1-8. 18-20) Conforme o segundo (cf. Mt 8,28-34), Jesus manda os demônios para os
porcos, que se precipitam no lago"

Ja a bíblia de estudos de Genebra menciona:

"Alguns manuscritos antigos substituem Gerasenos por "Gadarenos", mas a região de Gesara,
que fica a cerca de 60 km ao sul do lago, parece a mais provavel, pois possui o tipo de terreno
escarpado e os tumulos descritos no relato. Todavia, a cidade de Gadara ficava bem perto do
lago, distante apenas 16 km ao sul. O evangelho de Marcos descreveu Jesus se locomovendo
deliberadamente ao territorio pagão de Decápolis (dez cidades-estados gregas independentes
organizadas numa sociedade politica comum). Além do mais, a presença da manada dos
porcos demonstra que estes acontecimentos ocorreram num ambiente totalmente pagão"

A passagem não parece é uma fraude ou acréscimo, mas apenas contém um erro geografico,
talvez feito até por copistas. O fato deve ter acontecido, mas provavelmente pode não ter sido
na região de Gerasa. A narrativa de Mateus no capitulo oito de seu evangelho parece estar
mais coerente com o fato ocorrido e com a geografia do lugar. Mateus também menciona dois
endemoniados divergindo da narrativa de Marcos.

AS MULHERES PROIBIDAS DE PREGAR

Uma das mais importantes passagens na discussão contemporânea sobre o papel das
mulheres na igreja encontre-se em I Corintios 14:33-36. A passagem, tal qual traduzida na
maioria das edições modernas da bíblia, diz o seguinte:
"porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos. as
mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam sujeitas,
como também ordena a lei. e, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus
próprios maridos; porque é indecente que as mulheres falem na igreja. porventura saiu dentre
vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?"

A passagem parece ser uma proibição direta: as mulheres não devem falar (não podem
ensinar) na igreja, muito semelhante à passagem de I Timoteo 2:11-15. Como vimos, contudo,
os pesquisadores estão convictos de que Paulo não escreveu a passagem de I Timóteo 2:11-
15, porque ela ocorre em uma carta que parece ter sido escrita por um seguidor de Paulo de
segunda geração, que teria atribuído a carta ao apóstolo. Mas não há dúvidas que Paulo tenha
escrito I Corintios. Contudo, pairam dúvidas sobre essa passagem. Pelo que se sabe, os
versículos em questão (34-35) estão embaralhados em alguns de nossos mais importantes
testemunhos. Em três manuscritos gregos e em alguns testemunhos latinos, eles não se
encontram aqui, depois do versículo 33, mas depois do versículo 40.
A bíblia de Jerusalém diz assim em sua nota de rodapé: “Os versículos 34-35, que alguns
manuscritos colocam depois do versículo 40, são acréscimos pós Paulino.”
Esse deslocamento de texto em vários manuscritos levou alguns pesquisadores à conclusão
que esses versículos não foram escritos por Paulo, mas originados de uma espécie de nota
marginal acrescentada por um copista, provavelmente influenciado por I Timoteo 2:11-15.

Precisamos analisar brevemente várias outras mudanças textuais semelhantes. Uma delas
ocorre em Romanos 16:7, na qual Paulo fala de uma mulher, Júnia, e de um homem, que devia
ser seu marido, Andrônico, aos quais o apostolo se refere como “apóstolos eminentes”
(versículo 7). Trata-se de um versículo significativo, porque esse é o único lugar no Novo
Testamento no qual uma mulher é citada como apóstola. Os interpretes ficaram tão
impressionados com esse trecho que muitos deles passaram a sustentar que ele não podia
significar o que dizia, para, desse modo, poder traduzir o versículo como chamado "Junias",
que, juntamente com seu companheiro, Andrônico, era elogiado como apóstolos. O problema
com essa tradução é que, enquanto Júnia era um nome feminino muito comum, não há indicio
no mundo antigo de “Junias” como um nome masculino. Paulo está se referindo a uma mulher
chamada Júnia, mesmo que alguns tradutores bíblicos modernos Continuem a se referir a
essa apóstola como se ela fosse um homem chamado Júnias.

A diferença é tão sutil que as pessoas quase não percebem. Voltando ao estudo: alguns
copistas também devem ter tido dificuldades em atribuir apostolicidade a essa mulher
desconhecida e, por isso, fizeram uma sutil mudança no texto para evitar o problema. Em
alguns de nossos manuscritos, em vez de dizer: “saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e
companheiros de prisão, eminentes apóstolos”, o texto é mudado para se tornar mais fácil de
traduzir:

Romanos 16:7 - “Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes; saudai também meus
companheiros de prisão, apóstolos eminentes”

Com essa mudança textual acrescentada, ninguém precisa mais se preocupar com o fato de
uma mulher ser citada em meio ao grupo apostólico de homens, puro preconceito contra as
mulheres.

OBS: Texto recebido de um amigo!


TODAS ESSAS PASSAGENS
Todas as passagens citadas são somente exemplos importância de um estudo mais profundo
da biblia, sua formação e seus acréscimos, porque se não analisarmos isto, podemos utilizar
passagens acrescidas para apoiar um texto biblico ou mesmo respaldar um tema fundamental
para a salvação. Recomendo ao leitor que pesquise em diversas fontes, tenha sempre mais de
uma versão biblica e sempre compare os trechos que for utilizar com outros trechos da própria
escritura, pois se houver contradição, é mais provavel que uma das passagens seja um
acréscimo ou contenha algum erro de tradução.

Existem mais trechos que são duvidosos e mal traduzidos, mas a intenção deste estudo é
somente exemplificar e mostrar certas passagens que são contextadas por diversos teologos e
infelizmente muito utilizadas para respaldarem estudos, de temas que inclusive comprometem
a salvação. Peçam ao Eterno sempre sabedoria e discernimento do espirito santo para lerem
as escrituras, pois o fundamental é buscarmos a verdade e saber com mais coerência o que
realmente nosso messias fez, e não o que padres e bispos acressentaram e disseram que ele
fez.

Termino com uma citação de Paulo: "FIZ-ME ACASO VOSSO INIMIGO, POR DIZER A
VERDADE?" Gl 4,16
mais partes: