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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO Graduação em Engenharia Mecânica

Análise e Projeto Estrutural de Pórtico em Aço para Edifício Industrial com Ponte Rolante

Thiago Ferreira Aires Silva Orientador: Prof. Gilfran Milfont, M.Sc.

RECIFE

2014

ii

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNICA DE PERNAMBUCO Graduação em Engenharia Mecânica

THIAGO FERREIRA AIRES SILVA

Análise e Projeto Estrutural de Pórtico em Aço para Edifício Industrial com Ponte Rolante

Orientador: Prof. Gilfran Milfont, M.Sc.

Trabalho de conclusão de curso apresentado como exigência para obtenção do título de graduação do curso de Engenharia Mecânica Industrial da Universidade de Pernambuco

RECIFE

2014

iii

De acordo

Recife,

/

/

Orientador da Monografia

iv

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” (Nelson Mandela)

Dedico esta obra aos meus pais, Maria de Lourdes e José Aires, e aos mestres que contribuíram com a minha formação na busca constante pelo conhecimento.

v

AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço a Deus, por me manter firme no meu caminho diante de todos os desafios.

Aos meus pais e a minha família que sempre me incentivaram, orientaram e contribuíram com as minhas escolhas.

a

construção do conhecimento, em especial ao professor Gilfran Milfont, cuja orientação foi fundamental para a escolha e o desenvolvimento deste trabalho.

A

todos

os

meus

professores,

que

colaboraram

e

colaboram

com

Aos meus amigos e companheiros de trabalho que sempre me auxiliaram em diversos momentos.

A todos os meus sinceros agradecimentos.

vi

RESUMO

Este trabalho apresenta o procedimento utilizado no dimensionamento de um pórtico em aço para galpão industrial segundo a norma ABNT NBR 8800:2008. Para a ilustração deste procedimento foi escolhido um estudo de caso voltado para o projeto de um galpão industrial lotado na Saint-Gobain Abrasivos Igarassu. Inicialmente são apresentados os principais conceitos associados à tipologia de edifícios industriais como sua classificação, meios de ligação, ações impostas sobre a estrutura e etapas do projeto. Em seguida é apresentado o estudo de caso composto pela análise estrutural do pórtico e dimensionamento de seus principais elementos.

Palavras chave: Edifício industrial, pórtico em aço, estrutura metálica, análise estrutural.

vii

ABSTRACT

This paper presents the procedure used in the design of a gantry for steel industrial shed according to ABNT NBR 8800:2008. For illustration of this procedure a case study focused on the design of an industrial shed packed at Saint-Gobain Abrasives Igarassu was chosen. Initially the main concepts associated with the typology of industrial buildings as their classification, connecting means, and actions imposed on the structure and design steps are presented. Then the case study consists of the structural analysis and design of the portico of the main elements is presented.

Keywords: Industrial building, gantry steel, metal structure, structural analysis.

viii

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

 

16

2. OBJETIVOS

17

2.1. OBJETIVO GERAL

17

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

17

3.

A SAINT-GOBAIN

18

3.1.

A SAINT-GOBAIN ABRASIVOS

19

 

3.1.1.

Estação de Tratamento de Efluentes ABZI

20

4.

EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS

21

4.1. TIPOS DE EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS

21

 

4.1.1. Edifícios com vãos simples

21

4.1.2. Edifícios com vãos múltiplos

25

4.2. PARTES COMPONENTES DOS EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM AÇO

28

 

4.2.1. Chapas de cobertura e tapamento

28

4.2.2. Terças

29

4.2.3. Vigas de Tapamento

30

4.2.4. Tirantes das terças e vigas de tapamento

30

4.2.5. Escora do beiral

31

4.2.6. Contraventamentos

31

4.2.7. Vigas de rolamento

33

4.2.8. Vigas de cobertura

33

4.2.9. Colunas

33

5.

AÇOS E PERFIS ESTRUTURAIS

35

5.1.

TIPOS DE AÇO

 

35

 

5.1.1.

Aços carbono

35

ix

 

5.1.3.

Aços tratados termicamente

36

5.2.

TIPOS DE PERFIS

37

 

5.2.1. Perfis laminados de abas paralelas

37

5.2.2. Perfis laminados padrão americano

38

5.2.3. Perfis soldados

38

5.2.4. Perfis eletro soldados

39

5.2.5. Perfis conformados a frio

39

6.

LIGAÇÕES

40

6.1. DISPOSITIVOS DE LIGAÇÃO

40

 

6.1.1. Parafusos

41

6.1.2. Soldas

43

6.2. CLASSIFICAÇÃO DAS LIGAÇÕES

48

 

6.2.1. Classificação segundo os esforços solicitantes

48

6.2.2. Classificação segundo a rigidez

48

7.

AÇÕES ATUANTES EM EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS

53

7.1.

AÇÕES PERMANENTES

53

7.2.

AÇÕES VARIÁVEIS

 

54

7.2.

AÇÕES EXCEPCIONAIS

54

8.

PROJETO DE GALPÃO INDUSTRIAL

55

8.1. ETAPAS DO PROJETO

55

8.2. DOCUMENTOS DE PROJETO

56

 

8.2.1. Memorial de cálculo

56

8.2.2. Desenhos de projeto

56

8.2.3. Desenhos de fabricação

57

8.2.4. Desenhos de montagem

57

x

9. ESTUDO DE CASO

 

58

9.1.

DADOS DO GALPÃO

58

9.2.

DADOS DA PONTE ROLANTE

59

9.3.

DEFINIÇÃO DAS AÇÕES PERMANENTES

60

9.4.

DEFINIÇÃO DAS AÇÕES VARIÁVEIS

60

9.4.1. Ações devido ao vento

61

9.4.2. Ações devido à ponte rolante

70

9.4.3. Ações devido às cargas acidentais

72

9.5.

COMBINAÇÕES DE CARGA

72

9.5.1. Combinações últimas

73

9.5.2. Combinações de serviço

85

9.6.

ANÁLISE ESTRUTURAL DO PÓRTICO

89

9.6.1.

Definição dos valores de resistência e seção transversal do perfil

estrutural

90

9.6.2.

Análise de deslocabilidade do pórtico

91

9.6.3. Determinação dos esforços solicitantes para os estados limites

últimos

93

9.6.4.

Análise dos estados limites de serviço

94

9.7.

DIMENSIONAMENTO DOS ELEMENTOS DE PÓRTICO

95

9.7.1. Dimensionamento das colunas

96

9.7.2. Dimensionamento das vigas

97

9.7.3. Dimensionamento dos consoles

98

9.7.4. Dimensionamento das placas de base

98

10.

RECOMENDAÇÕES

100

CONCLUSÃO

 

101

xi

ANEXO A – Coeficientes de pressão e de forma externos para paredes segundo ABNT NBR

103

ANEXO B – Coeficientes de pressão e de forma externos para telhados segundo a

ABNT NBR

104

ANEXO C – Fluxograma para o dimensionamento de perfis I submetidos a flexo- compressão segundo o eixo x

105

ANEXO D – Memorial de cálculo para o dimensionamento das colunas do pórtico principal

109

ANEXO E – Memorial de cálculo para o dimensionamento das vigas do pórtico principal

116

ix

LISTA DE FIGURAS

Figura 1.Palácio de Versalhes – Cidade de Versalhes, França

18

Figura 2. Logomarca atual da Saint-gobain

18

Figura 3. Distribuição da Saint-Gobain no

19

Figura 4. Visão aérea da Saint-Gobain Abrasivos –

20

Figura 5. Tesouras e colunas

 

22

Figura 6. Treliças e colunas

22

Figura 7. Tesouras e colunas simples, para ponte rolante leve

23

Figura 8. Colunas entreliçadas e

 

23

Figura 9. Colunas travadas com

24

Figura 10. Pórtico para vãos pequenos e

24

Figura 11. Estrutura de pórtico em colunas escalonadas

25

Figura 12. Estrutura tipo duas águas em tesoura

26

Figura 13. Estrutura tipo duas águas em

26

Figura 14.Galpão em “Shed” com pórticos em perfis

27

Figura 15.Pórticos em alma cheia geminados

27

Figura 16. Perspectiva didática de um galpão

28

Figura 17. Telha

 

29

Figura 18. Detalhe de nó de

 

29

Figura 19. Perfis usuais para vigas de tapamento

30

Figura

20.

Ligação

de tirantes com

terças

30

Figura 21. Detalhe da escora do beiral

31

Figura 22. Contraventamento no plano das terças

32

Figura 23. Detalhe de contraventamento

32

Figura 24. Acomodação da viga de rolamento sobre coluna de

33

x

Figura 26. Esquema do laminador

37

Figura

27.

Perfil soldado

39

Figura 28. Parafuso de baixo carbono

41

Figura 29. Transmissão de esforços em parafusos de baixo

42

Figura 30. Parafuso de alta

42

Figura 31. Processo de soldagem por eletrodo

44

Figura

32.

Soldagem

45

Figura 33. Soldagem a arco submerso

46

Figura 34. Símbolos de solda elétrica segundo AWS

47

Figura 35. Exemplo de ligação rígida viga-pilar

49

Figura 36. Exemplo de ligação rígida base-pilar

50

Figura 37. Exemplo de ligação flexível viga-pilar

51

Figura 38. Placa de base

51

Figura 39. Esboço do galpão

58

Figura 40. Ponte rolante modelo ELK

59

Figura

41.

Carregamento

60

Figura 42. Mapa de

61

Figura 43. Disposição dos coeficientes de pressão externos para paredes

64

Figura 44. Disposição dos coeficientes de pressão externa para

65

Figura 45. Caso 1 – Cpe(0°) + Cpi (+0,2)

67

Figura 46. Caso 2 – Cpe (0°) + Cpi (-0,3)

67

Figura 47. Caso 3 – Cpe (90°) + Cpi

67

Figura 48.Caso 4 – Cpe (90°) + Cpi (-0,3)

68

Figura 49. Distribuição de cargas devido ao vento sobre pórtico – hipótese I

69

Figura 50. Distribuição de cargas devido ao vento sobre pórtico – hipótese II

69

xi

Figura 52. Diagrama de corpo livre segundo a viga principal da ponte

70

Figura 53. Diagrama de corpo livre para a viga de

71

Figura 54. Combinação UI1

 

76

Figura 55. Combinação UI2

77

Figura 56. Combinação UI3

78

Figura 57. Combinação UI4

79

Figura 58. Combinação UI5

80

Figura

59.

Combinação

UII3

81

Figura 60. Combinação UII4

83

Figura

61.

Combinação

UII5

84

Figura 62. Combinação

86

Figura 63. Combinação

87

Figura 64. Combinação

88

Figura 65. Combinação

89

Figura 66. Esboço de pórtico modelado no

92

Figura 67. Esboço do pórtico

 

96

Figura 68. Detalhamento da base engastada para perfil W 200 x 15,0

99

xii

LISTA DE TABELAS

Tabela 1. Porcentagens máximas de elementos adicionados ao

35

Tabela 2. Propriedades mecânicas do aço-carbono

36

Tabela 3. Propriedades dos aços de baixa liga

36

Tabela

4.

Processos de soldagem segundo NBR 8800:2008

44

Tabela

5.

Parâmetros

62

Tabela 6. Valores mínimos do fator estatístico S3

63

Tabela 7. Valores para coeficientes de pressão externa com vento a 0° para

64

Tabela 8. Valores para coeficientes de pressão externa com vento a 90° para

 

65

Tabela 9. Valores para coeficientes de pressão externa para telhados

66

Tabela 10. Valores de cargas devido ao vento por

68

Tabela 11. Coeficientes de ponderação para ações

74

Tabela 12. Coeficientes de ponderação para ações variáveis

74

Tabela 13. Fatores de combinação e redução

75

Tabela 14. Valores dos coeficientes de ponderação das resistências

91

Tabela 15. Deslocamentos nos nós 3 e 4 para as análises linear e não

92

Tabela 16. Esforços solicitantes mais significativos nos elemento do pórtico

93

Tabela 17. Deslocamento vertical para as vigas de

94

Tabela 18. Deslocamento vertical para as vigas de

95

Tabela 19. Esforços solicitantes e resistentes de cálculo para as colunas

96

Tabela 20. Coeficientes para a combinação de esforços nas

97

Tabela 21. Esforços solicitantes e resistentes de cálculo para as

97

Tabela 22. Coeficientes para a combinação de esforços nas vigas

98

xiii

LISTA DE SÍMBOLOS E SIGLAS

S1 – fator topográfico

S2 – fator que considera a influência da rugosidade do terreno, das dimensões da edificação ou parte da edificação em estudo, e de sua altura sobre o terreno.

S3 – fator baseado em conceitos probabilísticos

V0 – velocidade básica do vento

Vk – velocidade característica do vento

q – pressão dinâmica do vento

Fr – fator de rajada

Zg – altura gradiente

a – maior dimensão horizontal de uma edificação

b – menor dimensão horizontal de uma edificação

h1 – altura de uma edificação medida do nível do terreno até a altura do beiral

Cpe – coeficiente de pressão externa

Cpi – coeficiente de pressão interna

RB’ – reação vertical mínima, devido a ponte rolante, sobre o pórtico

RF’ – reação vertical máxima, devido à ponte rolante, sobre o pórtico

HT – carga transversal, devido à ponte rolante, sobre o caminho de rolamento

HL – carga longitudinal, devido à ponte rolante, sobre o caminho de rolamento

fy – resistência ao escoamento do aço

d

– altura do perfil

h

– altura da alma

d’ – altura da alma desprezado-se os raios de arredondamento

bf – largura da mesa

bef – largura efetiva

tf – espessura da mesa

xiv

tw – espessura da alma

A – área da seção transversal do perfil laminado

Ag – área bruta da seção transversal do perfil laminado

Aef – área efetiva da seção transversal

Aw – área efetiva de cisalhamento

Cb – fator de modificação para diagrama de momento-fletor não uniforme

Cw – constante de empenamento da seção transversal

E – módulo de elasticidade do aço

F – força; valor de ação

FG – valor característico das ações permanentes

FQ – valor característico das ações variáveis

G – módulo de elasticidade transversal

I – momento de inércia

It – momento de inércia a torção uniforme

r – raio de giração

J – constante de torção

K – coeficiente de flambagem de barras comprimidas

L – comprimento

Lb – comprimento destravado

M – momento fletor

Mcr – momento fletor de flambagem elástica

Mpl – momento fletor de plastificação da seção

Mr – momento fletor correspondente ao início do escoamento

N – força axial

Ne – força axial de flambagem elástica

Nsd – força axial solicitante de cálculo

xv

Nrd – força axial resistente de cálculo

V – força cortante

Vsd – força cortante solicitante de cálculo

Vrd – força cortante resistente de cálculo

Q – fator de redução total associado à flambagem local

Qa – fator de redução para a alma

Qs – fator de redução para mesa

W – módulo de resistência elástico

Z – módulo de resistência plástico

γ – coeficiente de ponderação da resistência ou das outras ações

λ – índice de esbeltez

λ0

– índice de esbeltez reduzido

λp

– índice de esbeltez plástico

λr

– índice de esbeltez limite para seções semi-compactas

٧ – coeficiente de Poisson

Χ – fator de redução associado à resistência à compressão

Ψ – fator de redução de ações, fator de combinação de ações

σ – tensão normal

σr – tensão residual de compressão nas mesas

FLT – flambagem lateral com torção

FLA – flambagem local da alma

FLM – flambagem local da mesa

Csn – coeficiente de segurança para os esforços de flexão e normal

Csv – coeficiente de segurança para o esforço cortante

16

1. INTRODUÇÃO

Neste trabalho serão apresentados os principais conceitos e etapas necessários ao entendimento e elaboração de um projeto de galpão industrial com ponte rolante. Tais conceitos seguem as recomendações da norma ABNT NBR 8800:2008 - Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios.

É exposto um breve histórico do grupo Saint-Gobain, seguido de esclarecimentos a respeito da unidade Abrasivos Igarassu. Cenário adotado para ilustrar o estudo de caso que norteia a construção deste trabalho, este será exibido no desfecho do conteúdo.

Em seguida, será exibida uma composição teórica com a classificação dos edifícios industriais, a terminologia dos componentes que os integram, principais meios de ligação utilizados na montagem destes e as cargas submetidas ao conjunto.

Após a exposição dos conceitos citados acima, serão apresentadas as definições das principais etapas essenciais ao desenvolvimento do projeto, definição dos principais documentos exigidos e procedimento para análise estrutural do conjunto.

Por fim, será exibido um estudo de caso que consiste na análise estrutural de um pórtico para galpão industrial que receberá uma ponte rolante de capacidade 2.000 kgf direcionada a necessidades da estação de tratamento de efluentes que integra a Saint-Gobain Abrasivos Igarassu. A referida análise segue as premissas de cálculo estabelecidas segundo a ABNT NBR 8800:2008, para o desenvolvimento desta foi aplicado o software Mastan2 versão 3.0.

17

2. OBJETIVOS

A seguir serão apresentadas as razões da construção deste trabalho e que nortearão o seu desenvolvimento.

2.1. OBJETIVO GERAL

Apresentar os principais conceitos e as etapas necessárias ao desenvolvimento do projeto de um pórtico em aço para edifício industrial com ponte rolante.

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Desenvolver um estudo de caso onde será elaborada a análise e projeto estrutural de um pórtico em aço para galpão industrial comum a ponte rolante de capacidade 2.000 kgf de carga, destinada ao manejo de lodo biológico na estação de tratamento de efluentes lotada na Saint-Gobain Abrasivos Igarassu.

18

3. A SAINT-GOBAI N

vidros, espelhos e

o suntuoso Palácio de Versalhes, o q ual é mundialmente

conhecido por sua Gale ria de Espelhos, composta por 357 (trez entos e cinqüenta e sete) peças. Desde aqu ela época o grupo demonstrava a sua i ntenção inovadora e por que, ao longo da his tória, sempre esteve à frente de seu tem po.

adornos que decorariam

A Saint-Gobain n asceu com o objetivo de produzir os

A Saint-Gobain n asceu com o objetivo de produzir os Figura 1. Pal ácio de Versalhes

Figura 1.Pal ácio de Versalhes – Cidade de Versalhes , França.

Fonte: Manual interno da SGA Abrasivos

No Brasil a com panhia está presente desde 1937, ond e possui empresas

como: Saint-Gobain do Saint-Gobain Abrasivos,

marcas líderes, tais co mo Brasilit, Quartzolit, PAM, Carborund um, Serkurit, Santa Marina, Isover, Placo e T elhanorte, entre outras.

Brasil, Saint-Gobain Canalização, S aint-Gobain Vidros, Placo do Brasil, Megacenter da cons trução e opera com

Placo do Brasil, Megacenter da cons trução e opera com Fig ura 2. Logomarca atual da

Fig ura 2. Logomarca atual da Saint-gobain.

Fonte: Manual interno SGA abrasivos

19

econômicos é uma de pioneirismo e são mundialmente

classificados como ativid ades históricas e novas atividades. Ele s são agrupados em

de atividades, com

atuação em todas as re giões do mundo, assegura maior uniform idade de resultados

e conjunturais dos

cinco pólos, segundo s uas afinidades. Esta gama diversificada

característica marcante qualidade. Os onze

Nos dias de hoj e, a atuação em diversos segmentos

do grupo, assim como sua tradição

negócios

do

Grupo

Saint-Gobain

ao longo do tempo, co m menor impacto às variações cíclicas mercados.

co m menor impacto às variações cíclicas mercados. Figu ra 3. Distribuição da Saint-Gobain no mu

Figu ra 3. Distribuição da Saint-Gobain no mu ndo.

Fonte: Manual interno da SGA Abrasivo s

A Saint-Gobain f oi reconhecida como uma das empresa s mais sustentáveis

do mundo ao entrar pa ra a lista Global100, no último dia 28 d e janeiro, no Fórum

Econômico Mundial em

Davos, na Suíça.

3.1. A SAINT-GOBAI N ABRASIVOS

A Saint-Gobain A brasivos fornece soluções mundialmen te reconhecidas em

ferramentas abrasivas, reduzirem seus custos

Igarassu (ABZI) está lo calizada no quilômetro 46,4 da rodovi a BR101 norte e é responsável pela produç ão das lixas Norton e Carborundum.

que ajudam os setores industriais e melhorarem sua produtividade. A

e da construção a unidade Abrasivos

20

20 Figura 4. Vi são aérea da Saint-Gobain Abrasivos – I garassu. Fonte: Manual interno da

Figura 4. Vi são aérea da Saint-Gobain Abrasivos – I garassu.

Fonte: Manual interno da SGA Abrasivo s

3.1.1. Estação de Tr atamento de Efluentes ABZI

Os resíduos deco rrentes do processo produtivo da unidad e ABZI, em especial

resíduos líquidos, são

(ETE) onde após trata mento resultam em água e lodo bio lógico, sendo esta

devolvida ao ambiente para compostagem.

aquele direcionado

processados em uma estação de trata mento de efluentes

ou reutilizada no processo industrial e

com capacidade de

1.000 kgf, posteriormen te acomodadas para uma secagem pré via onde o excesso

de água incorporado ao

por dia onde estes s ão estocados em área anexa para compostagem via trans porte terrestre com caminhões fretados bags no total.

material é escorrido. Atualmente a ET E produz dois bags

encaminhamento à acomodando doze

Todo lodo biológi co é disposto em embalagens (bags)

21

4. EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS

Segundo Bellei (2006), edifícios industriais são construções, geralmente de um pavimento, que têm por finalidade cobrir grandes áreas destinadas para diversos fins, como fábricas, oficinas, almoxarifados, depósitos, hangares etc.

De acordo com o mesmo autor, em projetos de edifícios industriais devem ser considerados basicamente os seguintes elementos: locação e dimensões dos equipamentos que serão abrigados; circulação; movimentação de cargas; iluminação e aeração; condições e tipo de terreno.

Considerando o exposto acima é possível visualizar que alguns fatores são relevantes na fase de planejamento e construção de um edifício industrial. Após o entendimento destes fatores é necessário considerar o tipo de construção mais adequado para que se possam alcançar os objetivos almejados.

4.1. TIPOS DE EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS

Os edifícios industriais podem ser estruturas de vão simples (isolados) ou múltiplos, quando grandes áreas cobertas são necessárias. Dependendo do “layout”, colunas internas podem não ser convenientes, e, então, são estudados sistemas de cobertura para grandes áreas com um mínimo de colunas internas (BELLEI, 2006).

Segue, ao longo deste tópico, uma relação com os principais tipos de edifícios industriais, porém, não representam todos os tipos, visto que esta relação não contempla algumas variedades usadas no passado e outras que possam vir a ser usadas no futuro.

4.1.1. Edifícios com vãos simples

Requisitados para cobertura de áreas menores, segue adiante as variedades de galpões com esta configuração.

4.1.1.1. Edifício com coluna simples e tesoura

22

Estrutura de apoio do telhado confeccionada em tesoura apoiada sobre colunas simples em perfil laminado.

Apesar de ser um dos tipos mais antigos, possivelmente ainda é o sistema mais barato de construção para galpões (BELLEI, 2006).

mais barato de construção para galpões (BELLEI, 2006). Figura 5. Tesouras e colunas simples. Fonte: Bellei,

Figura 5. Tesouras e colunas simples.

Fonte: Bellei, 2006

4.1.1.2. Edifício com coluna simples e treliça

Dispõe das vigas de cobertura do telhado em forma de treliça apoiadas sobre colunas simples em perfil laminado.

de treliça apoiadas sobre colunas simples em perfil laminado. Figura 6. Treliças e colunas simples. Fonte:

Figura 6. Treliças e colunas simples.

Fonte: Bellei, 2006

23

4.1.1.3. Edifício com coluna simples e tesoura, para ponte rolante leve

Estrutura composta por tesouras e colunas simples com o acréscimo de consoles e vigas de rolamento para ponte rolante.

de consoles e vigas de rolamento para ponte rolante. Figura 7. Tesouras e colunas simples, para

Figura 7. Tesouras e colunas simples, para ponte rolante leve.

Fonte: Bellei, 2006

4.1.1.4. Edifício com coluna entreliçada ou travada e tesoura

Neste tipo de edifício as vigas de rolamento são suportadas por colunas que podem ser entreliçadas ou unidas por chapas soldadas à coluna de cobertura que por sua vez sustenta a tesoura.

à coluna de cobertura que por sua vez sustenta a tesoura. Figura 8. Colunas entreliçadas e

Figura 8. Colunas entreliçadas e tesouras.

Fonte: Bellei, 2006

24

24 Figura 9. Colunas travadas com tesouras. Fonte: Bellei, 2006 4.1.1.5. Edifício com pórticos em alma

Figura 9. Colunas travadas com tesouras.

Fonte: Bellei, 2006

4.1.1.5. Edifício com pórticos em alma cheia

Os pórticos em alma cheia espaçados são muito usados em uma grande parte de edifícios industriais de coluna simples e tesouras tem sido por eles substituídos (BELLEI, 2006).

e tesouras tem sido por eles substituídos (BELLEI, 2006). Figura 10. Pórtico para vãos pequenos e

Figura 10. Pórtico para vãos pequenos e médios.

Fonte: Bellei, 2006

25

Vigas para pontes rolantes podem ser introduzidas nos pórticos de alma cheia sejam apoiadas sobre consoles ou em colunas escalonadas, conforme a necessidade do projeto.

em colunas escalonadas, conforme a necessidade do projeto. Figura 11. Estrutura de pórtico em colunas escalonadas.

Figura 11. Estrutura de pórtico em colunas escalonadas.

Fonte: Bellei, 2006

Neste estudo será adotada, para o estudo de caso, uma estrutura com pórtico em alma cheia com colunas simples.

4.1.2. Edifícios com vãos múltiplos

Esta variedade de edifícios é requisitada quando existe a necessidade de cobertura de uma grande área e dispõem de variedades como listado a seguir.

4.1.2.1. Edifício com tesouras suportadas por treliças

Em áreas muito grandes, livres de colunas-suportes, freqüentemente é necessária a adoção de um sistema de treliças e tesouras suportadas por treliças (BELLEI, 2006).

Este tipo de estrutura pode ser disposto nas formas múltiplo de duas águas ou tipo “shed” com maiores detalhes a seguir.

26

4.1.2.1.1. Estrutura tipo duas águas em tesoura

Este arranjo, conveniente para um telhado de dupla água, leva ao menor desperdício de espaço coberto. Desde que exista uma pequena altura de construção na viga de apoio do eixo central, as tesouras devem ser projetadas em balanço (BELLEI, 2006).

as tesouras devem ser projetadas em balanço (BELLEI, 2006). Figura 12. Estrutura tipo duas águas em

Figura 12. Estrutura tipo duas águas em tesoura.

Fonte: Bellei, 2006

4.1.2.1.2. Estrutura tipo duas águas em treliça

De acordo com Bellei (2006), esta estrutura dá mais espaço interno, desde que a altura da construção seja suficiente para acomodar a treliça de apoio do eixo central. Contudo, o telhado é estável, pode ter aparência muito boa e ser bastante econômico.

pode ter aparência muito boa e ser bastante econômico. Figura 13. Estrutura tipo duas águas em

Figura 13. Estrutura tipo duas águas em treliça.

Fonte: Bellei, 2006

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4.1.2.1.3. Estrutura tipo “Shed”

Esta estrutura é aplicada quando a área a cobrir necessita de ventilação e iluminação natural por cima.

necessita de ventilação e iluminação natural por cima. Figura 14. Galpão em “Shed” com pórticos em

Figura 14.Galpão em “Shed” com pórticos em perfis I.

Fonte: Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010

4.1.2.2. Pórticos em alma cheia geminados

Segundo Bellei (2006), a construção em pórticos de alma cheia pode ser usada em edifícios de vão múltiplos, desde que não haja objeção para as pernas internas em cada pórtico.

haja objeção para as pernas internas em cada pórtico. Figura 15. Pórticos em alma cheia geminados.

Figura 15.Pórticos em alma cheia geminados.

Fonte: Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010

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4.2. PARTES COMPONENTES DOS EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS EM AÇO

Os edifícios industriais são compostos por uma série de componentes que desempenham funções específicas, sejam de natureza funcional ou estrutural. A figura abaixo ilustra alguns destes componentes. Ao longo desta seção serão definidos os principais componentes.

desta seção serão definidos os principais componentes. Figura 16. Perspectiva didática de um galpão industrial.

Figura 16. Perspectiva didática de um galpão industrial.

Fonte: Bellei, 2006

4.2.1. Chapas de cobertura e tapamento

São basicamente as chapas que envolvem e “vestem” uma estrutura, protegendo-a tanto exterior como interiormente das intempéries. Existe uma gama muito grande de perfis no mercado, com pequenas variações entre fabricantes, sendo necessário consultar seus catálogos para se determinar as características detalhadas de cada uma. Para alguns edifícios em que há necessidade de isolamento térmico, devem ser tomadas medidas complementares, como, por exemplo, o uso de chapas sanduíches (BELLEI, 2006).

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Segundo o mesmo autor, os principais tipos de material existentes no mercado para revestimento de edifício são: aço galvanizado com e sem pintura; alumínio com e sem pintura; fibrocimento; translúcidas (PVC e fiberglass) e sanduíche.

O espaçamento entre terças para telhas trapezoidais pode ser definido consultando os manuais do fabricante para cada tipo de espessura (é comum o uso de espessura de 0,55mm). Geralmente, este espaçamento varia de 1300 mm até 1800 mm, dependendo das forças devidas ao vento e da ação acidental considerada (Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010).

considerada (Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010). Figura 17. Telha trapezoidal. Fonte: Chamberlain; Drehmer;

Figura 17. Telha trapezoidal.

Fonte: Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010

4.2.2. Terças

São vigas colocadas na cobertura, situadas entre vigas principais ou secundárias de pórticos ou tesouras, com a finalidade de suportar as chapas de cobertura (BELLEI, 2006).

Quando duas terças são instaladas no topo da cobertura compõe-se uma estrutura denominada cumeeira. Tanto as terças como as cumeeiras podem ser confeccionas em perfis laminados ou dobrados.

podem ser confeccionas em perfis laminados ou dobrados. Figura 18. Detalhe de nó de cumeeira. Fonte:

Figura 18. Detalhe de nó de cumeeira.

Fonte: Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010

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4.2.3. Vigas de Tapamento

Segundo Bellei (2006), são vigas situadas entre pórticos ou colunas com a finalidade de servir de apoio para as chapas de tapamento. Estão sujeitas a solicitações de flexão dupla: no sentido da maior inércia, provocada pela pressão ou sucção do vento, e no sentido da maior inércia, provocada pelo peso próprio da viga e chapas de tapamento.

Assim como as terças, as vigas de tapamento são constituídas de perfis laminados ou dobrados. Segue abaixo uma ilustração com os tipos de perfis mais usuais.

abaixo uma ilustração com os tipos de perfis mais usuais. Figura 19. Perfis usuais para vigas

Figura 19. Perfis usuais para vigas de tapamento.

Fonte: Bellei, 2006

4.2.4. Tirantes das terças e vigas de tapamento

São barras redondas colocadas entre apoios destas vigas, com a finalidade de reduzir o vão entre elas no sentido da menor inércia. Estão unicamente sujeitos a esforços de tração (BELLEI, 2006).

unicamente sujeitos a esforços de tração (BELLEI, 2006). Figura 20. Ligação de tirantes com terças. Fonte:

Figura 20. Ligação de tirantes com terças.

Fonte: Bellei, 2006

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4.2.5. Escora do beiral

São barras simples ou compostas situadas próximo ao nó formado pela coluna com a viga do pórtico ou tesoura, tendo por finalidade dar estabilidade as colunas no sentido longitudinal (BELLEI, 2006)

Esta escora pode ser montada vinculada a viga de tapamento, conforme figura 21, ou desvinculada desta. No primeiro caso a escora estará sujeita, também, aos esforços devido o vento frontal, no segundo caso, estará sujeita apenas aos esforços de flexo-compressão oriunda da estrutura do pórtico.

de flexo-compressão oriunda da estrutura do pórtico. Figura 21. Detalhe da escora do beiral. Fonte: Bellei,

Figura 21. Detalhe da escora do beiral.

Fonte: Bellei, 2006

4.2.6. Contraventamentos

Segundo Bellei (2006), contraventamentos são barras colocadas na estrutura com a finalidade de garantir a estabilidade do conjunto durante sua vida útil e durante a fase de montagem, e para dar ao edifício uma rigidez espacial. Devem-se distinguir os contraventamentos horizontais que se encontram no plano das terças (superiores) ou das cordas (inferiores) das tesouras ou vigas do pórtico, com os verticais, que se encontram entre pilares. Os contraventamentos estão sujeitos, basicamente, aos esforços de tração e/ou compressão.

4.2.6.1. Contraventamentos horizontais

32

Estes contraventamentos, além das atribuições listadas no tópico anterior, também distribuem as cargas de vento e os impactos provocados pela movimentação de pontes rolantes reduzindo os momentos nas bases das colunas e deslocamentos.

reduzindo os momentos nas bases das colunas e deslocamentos. Figura 22. Contraventamento no plano das terças.

Figura 22. Contraventamento no plano das terças.

Fonte: Bellei, 2006

4.2.6.2. Contraventamentos verticais

Conduzem as cargas superiores de vento e movimentação da ponte rolante até as fundações.

vento e movimentação da ponte rolante até as fundações. Figura 23. Detalhe de contraventamento vertical. Fonte:

Figura 23. Detalhe de contraventamento vertical.

Fonte: Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010

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4.2.7. Vigas de rolamento

São elementos estruturais que têm por finalidade sustentar o caminho de rolamento das pontes rolantes e transmitir os esforços por elas causados para as estruturas-suportes (BELLEI, 2006).

As vigas de rolamento são compostas por perfis estruturais, sejam soldados ou laminados, possibilitam o deslocamento longitudinal da ponte rolante.

possibilitam o deslocamento longitudinal da ponte rolante. Figura 24. Acomodação da viga de rolamento sobre coluna

Figura 24. Acomodação da viga de rolamento sobre coluna de sustentação.

Fonte: Chamberlain; Drehmer; Mesacasa, 2010

4.2.8. Vigas de cobertura

As vigas de cobertura são responsáveis por receber as cargas de cobertura como, chuvas, poeira, telhas, terças e sobrecargas em geral, e transmiti-las as colunas. Podem ser em alma cheia, vazada, tesouras e treliças.

4.2.9. Colunas

Segundo Bellei (2006), são elementos estruturais cuja finalidade é levar às fundações as cargas originadas das outras partes. Sob o ponto de vista estrutural as colunas podem ser divididas em: principais, que suportam a maior parcela das cargas, e secundárias, que suportam menor parcela da carga (colunas de tapamento).

34

Conforme a necessidade do projeto as colunas podem ser constituídas em perfis de alma cheia ou treliçadas, com seção constante ou variável.

cheia ou treliçadas, com seção constante ou variável. Figura 25. Coluna de seção variável. Fonte: Bellei,

Figura 25. Coluna de seção variável.

Fonte: Bellei, 2006

35

5. AÇOS E PERFIS ESTRUTURAIS

Na construção de edifícios industriais em aço é empregada uma grande variedade de materiais, com destaque para a diversidade de aços e tipos de perfis estruturais.

Nesta seção será feito um breve comentário a respeito das classificações mais usuais de aços e perfis estruturas empregados na construção de edifícios industriais.

5.1. TIPOS DE AÇO

5.1.1. Aços carbono

Os aços carbono são os tipos mais usados, nos quais o aumento de resistência em relação ao ferro puro é produzido pelo carbono e, em menor escala pelo manganês (PFEIL e PFEIL, 2000 apud LUCCHINI, 2009). As porcentagens estão ilustradas na tabela 1.

Tabela 1. Porcentagens máximas de elementos adicionados ao aço-carbono.

máximas de elementos adicionados ao aço-carbono. Fonte: Pfeil e Pfeil, 2000 apud Lucchini, 2009. Em

Fonte: Pfeil e Pfeil, 2000 apud Lucchini, 2009.

Em estruturas metálicas, preferencialmente aplicam-se aços de teor baixo a moderado de carbono, devido sai boa soldabilidade.

Na tabela 2, estão ilustrados os principais tipos de aço carbono segundo as normas ASTM e DIN.

36

Tabela 2. Propriedades mecânicas do aço-carbono.

36 Tabela 2. Propriedades mecânicas do aço-carbono. Fonte: Pfeil e Pfeil, 2000 apud Lucchini, 2009. 5.1.2.

Fonte: Pfeil e Pfeil, 2000 apud Lucchini, 2009.

5.1.2. Aços de baixa liga

A adição de alguns elementos de liga modifica, conforme a necessidade da

aplicação, algumas propriedades do aço constitui-se assim os aços de baixa liga.

Na tabela 3, encontram-se alguns aços de baixa liga empregados em estruturas.

Tabela 3. Propriedades dos aços de baixa liga

estruturas. Tabela 3. Propriedades dos aços de baixa liga Fonte: Pfeil e Pfeil, 2000 apud Lucchini,

Fonte: Pfeil e Pfeil, 2000 apud Lucchini, 2009.

A principal vantagem do emprego de aços de baixa liga em estruturas é o fato

de obterem-se aços com elevada resistência mecânica com um percentual baixo de

carbono, da ordem de 0,20%, não comprometendo desta forma a soldabilidade.

5.1.3. Aços tratados termicamente

Tanto os aços carbono como os de baixa liga podem ter suas características aumentadas pelo tratamento térmico. A soldagem dos aços tratados termicamente é,

37

entretanto, mais fácil, o que torna seu emprego pouco usual em estruturas correntes (PFEIL e PFEIL, 2000 apud LUCCHINI, 2009).

Segundo Lucchini (2009), os aços de baixa liga com tratamento térmico são empregados na fabricação de barras de aço para pro tensão e também na fabricação de parafusos de alta resistência – especificação ASTM A 490.

5.2. TIPOS DE PERFIS

5.2.1. Perfis laminados de abas paralelas

Os perfis laminados seguem o mesmo processo de fabricação para os produtos laminados planos, com os blocos ou tarugos provenientes do processo de lingotamento contínuo entrando diretamente para linha de laminação de perfis. São produzidos por meio de deformação mecânica a quente, com seções transversais nos formatos “I” e “H”, obtidos pelo sistema universal de laminação (DIAS, 1998 apud LUCCHINI, 2009).

universal de laminação (DIAS, 1998 apud LUCCHINI, 2009). Figura 26. Esquema do laminador universal. Fonte: Dias,

Figura 26. Esquema do laminador universal.

Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009.

Os perfis laminados Gerdau são fornecidos em bitola de 150 a 610 mm, no comprimento de 12 m para todas as bitolas e 6 m para bitolas até 310 mm. Seguem rigorosamente as especificações ABNT NBR 15980:2011e ASTM A6/A6M.

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5.2.2. Perfis laminados padrão americano

Segundo Lucchini (2009), são utilizados em estruturas de pequeno porte, por exemplo, vigas solicitadas apenas por momentos fletores, em terças e travessas de tapamento, em barras de treliças e na composição de perfis.

Atualmente, estes perfis podem ser encontrados no mercado nacional, disponíveis em aço ASTM A 36, com média resistência mecânica (250 MPa) e em aço ASTM A 588, com alta resistência mecânica e a corrosão (345 MPa), nos comprimentos de 6 e 12 m, fabricados pela Belgo Mineira e a Gerdau.

5.2.3. Perfis soldados

Os perfis estruturais soldados são aqueles obtidos pelo corte, composição e soldagem de chapas planas de aço, permitindo grande variedade de formas e dimensões de seções (DIAS, 1998 apud LUCCHINI, 2009).

Segundo Lucchini (2009), os perfis soldados de uso estrutural não devem ser executados com chapas provenientes de bobinas, pois por ocasião de soldagem dos perfis, devido ao conseqüente aquecimento, as chapas tendem a retornar a sua posição deformada na bobina, ocasionando problemas de qualidade à peça.

Os perfis soldados são classificados em series, de acordo com a utilização na estrutura (BELLEI, 2006).

Seguem os perfis das séries empregadas em edificações:

Série VS: perfis em que 2< d/bf< 4;

Série CVS: perfis em que 1 < d/bf< 1,5;

Série VS: perfis em que d/bf< 1;

39

39 Figura 27. Perfil soldado. Fonte: Bellei, 2006 5.2.4. Perfis eletro soldados Perfis eletro soldados são

Figura 27. Perfil soldado.

Fonte: Bellei, 2006

5.2.4. Perfis eletro soldados

Perfis eletro soldados são perfis fabricados a partir de bobinas de aço pelo processo de soldagem por resistência elétrica, também conhecida por eletro fusão. A união de duas abas ou flanges e alma por esse processo – de acordo com as especificações ASTM A 769 / A 769M e JIS G3353 e as tolerâncias da norma NBR 5884 (ABNT, 2005) deu origem aos perfis “Usiligth” fabricados pela Usiminas Mecânica (LUCCHINI, 2009)

Este

processo

caracteriza-se

pelo

necessária a utilização de metal de adição.

uso

de

alta

freqüência

onde

não

é

5.2.5. Perfis conformados a frio

São perfis obtidos pelo processo de dobramento a frio de chapas de aço, de acordo com a NBR 6355 (ABNT, 2003). Embora possuam dimensões padronizadas, podem ser produzidos pelos fabricantes com a forma e tamanho solicitados, guardadas as limitações dimensionais das linhas de processo (DIAS, 1998 apud LUCCHINI, 2009).

De modo geral, são recomendados para construções leves, sendo utilizados em elementos estruturais, como barras de treliças, terças etc.

40

6. LIGAÇÕES

Atualmente, os dispositivos mais utilizados para a união de elementos estruturais em aço são os parafusos (de baixo carbono ou de alta resistência) e a solda elétrica (VASCONCELLOS, 2011).

Nesta seção serão apresentados conceitos específicos a respeito destes dois dispositivos de ligação.

6.1. DISPOSITIVOS DE LIGAÇÃO

Segundo Vasconcellos (2011), O termo ligação é aplicado a todos os detalhes construtivos que promovam a união de partes da estrutura entre si ou a sua união com elementos externos a ela, como por exemplo, as fundações.

Conforme o mesmo autor, as ligações são compostas dos elementos de ligação e os meios de ligação. Os elementos de ligação são todos os componentes incluídos no conjunto para permitir ou facilitar a transmissão dos esforços:

Enrijecedores;

Chapas de ligação;

Placas de base;

Cantoneiras;

Consolos;

Talas de emenda é parte das peças ligadas envolvidas localmente na ligação;

Os meios de ligação são os elementos que promovem a união entre as partes da estrutura para formar a ligação:

Soldas;

Parafusos;

Barras redondas rosqueadas e pinos;

41

Uma ligação deve ser dimensionada deforma que a sua resistência de cálculo seja igual ou superior à solicitação de cálculo ou uma porcentagem especificada da resistência de cálculo da barra.

As solicitações de cálculo (forças e momentos fletores) são calculadas por meio da análise da ligação sujeita às ações respectivamente multiplicadas pelos coeficientes de ponderação e combinação específicos. Em outras palavras, as ligações devem ter resistência suficiente para suportar as ações atuantes e satisfazer todos os requisitos básicos apresentados na NBR 8800: 2008 (VASCONCELLOS, 2011).

6.1.1. Parafusos

6.1.1.1. Parafusos de baixo carbono

Estes parafusos seguem as especificações ASTM A307 ou ISO 898-1 Classe 4.6, são conhecidos também como parafusos comuns e são instalados sem especificação de torque de montagem.

e são instalados sem especificação de torque de montagem. Figura 28. Parafuso de baixo carbono. Fonte:

Figura 28. Parafuso de baixo carbono.

Fonte: Vasconcellos, 2011

Segundo Vasconcellos (2011), as ligações envolvendo parafusos debaixo carbono são assumidas sempre como ligações do tipo contato, ou seja, os parafusos são solicitados ao cisalhamento, à tração ou a ambos os esforços simultaneamente. Os esforços de tração são transmitidos diretamente por meio de tração no corpo do parafuso e os esforços de cisalhamento são transmitidos por cisalhamento do corpo do parafuso e o contato de sua superfície lateral com a face do furo, devido ao deslizamento entre as chapas ligadas (figura 29).

42

42 Figura 29. Transmissão de esforços em parafusos de baixo carbono. Fonte: Vasconcellos, 2011 6.1.1.2. Parafusos

Figura 29. Transmissão de esforços em parafusos de baixo carbono.

Fonte: Vasconcellos, 2011

6.1.1.2. Parafusos de alta resistência

De acordo com Vasconcellos (2011), a utilização de aços de alta resistência mecânica na fabricação de parafusos na especificação ASTM A325 e A490 ou na especificação ISO 4016 Classe 8.8 ou 10.9, todos com rosca UNC parcial, ocorreu após a comprovação experimental de que a aplicação de torque na instalação dos parafusos evita deslizamento entre as partes conectadas quando ficam firmemente pressionadas umas contra as outras.

Os parafusos A325 são fabricados com aço de baixo e médio carbono tratado termicamente, já os de especificação A490 são fabricados com aço de baixa liga tratados termicamente.

Os fabricantes de parafusos de alta resistência estampam na cabeça as especificações A325 ou A490.

estampam na cabeça as especificações A325 ou A490. Figura 30. Parafuso de alta resistência. Fonte:

Figura 30. Parafuso de alta resistência.

Fonte: Vasconcellos, 2011

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As dimensões dos parafusos, porcas e arruelas são especificadas na ASME B18.2.6,considerando parafusos de cabeça hexagonal e porca hexagonal pesada.

Segundo Lucchini (2009), quando da montagem os parafusos de alta resistência são apertados de tal maneira, que desenvolvem uma alta tensão de tração, tendo como resultado uma apreciável força de atrito na junta. Juntas contendo este tipo de parafuso são projetadas como tipo “fricção” ou como tipo “esmagamento”.

O tipo “fricção” é assim denominado por seu alto fator de segurança ao deslizamento, já o tipo “esmagamento” é somente empregado em conexões onde não é considerada crítica a incidência ocasional de deslizamento por sobrecarga, que leve o parafuso a entrar em contato com a parede do furo.

Bellei (2006) cita que a instalação destes parafusos pode ser feita com chaves de torque calibradas, ou comumente, pelo método do giro da porca.

6.1.2. Soldas

A união de componentes metálicos pode ser feita por meio da fusão de eletrodos metálicos. Devido à alta temperatura produzida por um arco voltaico, processa-se também a fusão parcial dos componentes a serem ligados. Após resfriamento, metal base e metal do eletrodo passam a constituir um corpo único.

Segundo Vasconcellos (2011), a NBR 8800:2008 recomenda a aplicação das disposições contidas no Structural Welding Code da American Welding Society (AWS) para a especificação dos materiais de soldagem e apresenta os quatro processos de soldagem mostrados na tabela.

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Tabela 4. Processos de soldagem segundo NBR 8800:2008.

44 Tabela 4. Processos de soldagem segundo NBR 8800:2008. Fonte: Vasconcellos, 2011 6.1.2.1. Soldagem com eletrodo

Fonte: Vasconcellos, 2011

6.1.2.1. Soldagem com eletrodo revestido

Este processo une metais pelo aquecimento entre um eletrodo revestido (consumível) e o metal base. O metal fundido do eletrodo é transferido através do arco até a poça de fusão do metal base, formando-se assim, o metal de solda depositado.

O eletrodo consiste de uma vareta metálica (alma do eletrodo), com um revestimento não metálico. A alma do eletrodo estabelece o arco voltaico e fornece metal de adição para a solda. Diferentes tipos de eletrodos são produzidos, geralmente contendo ligas para adicionar durabilidade, força e ductilidade à solda.

para adicionar durabilidade, força e ductilidade à solda. Figura 31. Processo de soldagem por eletrodo revestido.

Figura 31. Processo de soldagem por eletrodo revestido.

Fonte: Vasconcellos, 2011

45

6.1.2.2. Soldagem com proteção gasosa

Os processos mais utilizados em soldagem com proteção gasosa são os processos MIG e MAG, onde o primeiro utiliza-se de gases inertes, como hélio e argônio e o segundo utiliza-se de dióxido de carbono, nitrogênio e hidrogênio.

de dióxido de carbono, nitrogênio e hidrogênio. Figura 32. Soldagem MIG/MAG. Fonte: Vasconcellos, 2011 A

Figura 32. Soldagem MIG/MAG.

Fonte: Vasconcellos, 2011

A soldagem MIG/MAG usa o calor de um arco elétrico entre um eletrodo nu, que é o próprio arame sólido alimentado com uma velocidade constante a partir do aperto de um gatilho, e o metal base. O calor funde o final do eletrodo e a superfície do metal base para arco elétrico entre um eletrodo nu, que é o próprio arame sólido alimentado com uma velocidade constante a partir do aperto de um gatilho, e o metal base. O calor funde o final do eletrodo e a superfície do metal base para formar a poça de fusão. A proteção do arco e da poça de solda fundida vem inteiramente do gás alimentado externamente (figura 8), que pode ser inerte ou ativo ou ainda uma mistura destes, daí a denominação do processo.

As maiores vantagens do processo MIG/MAG são: a alta velocidade de soldagem, versatilidade, a larga capacidade de aplicação, a alta taxa de deposição, mínimo respingo, abaixa liberação de gás e fumaça, a ampla faixa de materiais e de espessuras que podem ser soldados e a boa aparência do cordão (VASCONCELLOS, 2011).

6.1.2.3. Soldagem com fluxo no núcleo

46

Este processo é similar ao processo de soldagem MIG/MAG, diferindo apenas o consumível, que ao invés de apresentar-se como arame sólido dispões de uma quantidade de fluxo em seu interior.

6.1.2.4. Soldagem a arco submerso

A soldagem a arco submerso une metais pelo aquecimento com um arco elétrico entre um eletrodo nu e o metal base. O arco e o eletrodo são protegidos por uma camada de fluxo granular fusível depositado sobre a peça de trabalho.

granular fusível depositado sobre a peça de trabalho. Figura 33. Soldagem a arco submerso. Fonte: Vasconcellos,

Figura 33. Soldagem a arco submerso.

Fonte: Vasconcellos, 2011

Devido à qualidade e rapidez de execução, esse processo é muito utilizado na soldagem de chapas espessas de aço, como por exemplo, em perfis soldados e dentre as vantagens deste processo, pode-se citar a alta qualidade da solda e resistência mecânica, taxa de deposição e alta velocidade de deslocamento, além da pouca fumaça (VASCONCELLOS, 2011).

6.1.2.5. Simbologia de soldagem

Segundo Vasconcellos (2011), símbolos padronizados em desenhos de engenharia são usados para indicar a localização, detalhes do chanfro e outras informações para as corretas operações de soldagem. Existem sistemas de símbolos de soldagem desenvolvidos em normas de diferentes países. No Brasil, o

47

sistema mais usado é o da American Welding Society, através de sua norma AWS A2.4, Symbols for Welding and Nondestructive Testing. Um símbolo completo de soldagem consiste dos seguintes elementos:

Linha de referência (sempre horizontal);

Seta;

Símbolo básico da solda;

Dimensões e outros dados;

Símbolos suplementares;

Símbolos de acabamento;

Cauda;

Especificação de procedimento, processo ou outra referência.

de procedimento, processo ou outra referência. Figura 34. Símbolos de solda elétrica segundo AWS. Fonte:

Figura 34. Símbolos de solda elétrica segundo AWS.

Fonte: Vasconcellos 2011, apud AWS.

48

6.2. CLASSIFICAÇÃO DAS LIGAÇÕES

Segundo Vasconcellos (2011), as ligações podem ser classificadas em soldadas ou parafusadas e, segundo o item 6.1.9.1 da NBR 8800:2008, parafusos não podem ser considerados trabalhando em conjunto com soldas, exceto em ligações a cisalhamento, nas quais parafusos instalados sem furos-padrão ou furos pouco alongados com a maior dimensão transversal à direção da força podem ser considerados trabalhando conjuntamente a filetes longitudinais de solda, desde que considerada menos de 50% da força resistente de cálculo do grupo de parafusos. Na análise e dimensionamento de estruturas metálicas sabe-se que não é suficiente classificar a ligação como indicado acima. Também devem ser consideradas outras classificações que serão descritas a seguir.

6.2.1. Classificação segundo os esforços solicitantes

Segundo Vasconcellos (2011), os parafusos devem resistir a esforços detração, cisalhamento ou ambos, ao passo que as soldas devem resistir a tensões de tração, compressão, cisalhamento ou a combinação de tensões tangenciais e normais. Dependendo dos esforços solicitantes e das posições relativas desses esforços e dos grupos de parafusos ou linhas de solda resistentes, as ligações podem ser dos seguintes tipos básicos:

Cisalhamento centrado;

Cisalhamento excêntrico;

Tração ou compressão;

Tração ou compressão com cisalhamento;

Os esforços solicitantes podem ainda ser constantes ao longo da vida útil da ligação (estaticamente aplicados) ou variáveis ao longo dela (dinamicamente aplicados).

49

O conhecimento da rigidez das ligações é fundamental para a análise elástica das estruturas. Quando se utilizam métodos plásticos de análise também é fundamental conhecera resistência e a capacidade de rotação das ligações (VASCONCELLOS, 2011).

De acordo com o grau de impedimento da rotação relativa de suas partes, as

ligações são classificadas nos três tipos a seguir descritos.

6.2.2.1. Ligação rígida

A ligação é tal que o ângulo entre os elementos estruturais que se

interceptam permanece essencialmente o mesmo após o carregamento da estrutura (VASCONCELLOS, 2011).

após o carregamento da estrutura (VASCONCELLOS, 2011). Figura 35. Exemplo de ligação rígida viga-pilar. Fonte:

Figura 35. Exemplo de ligação rígida viga-pilar.

Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009.

50

50 Figura 36. Exemplo de ligação rígida base-pilar. Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009. A partir

Figura 36. Exemplo de ligação rígida base-pilar.

Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009.

A partir dos limites estabelecidos pelo item 6.1.2 da NBR 8800:2008 uma

ligação viga-pilar pode ser considerada rígida se:

25

Essa condição é válida somente para estruturas nas quais, em cada andar, a

seguinte condição é satisfeita:

0,1

Si é a rigidez da ligação, correspondente a 2/3 do momento resistente de

cálculo da ligação, denominada rigidez inicial;

Iv é o momento de inércia da seção transversal da viga conectada no plano

da estrutura;

Lv

é o comprimento da viga conectada;

Kv

é o valor médio de para todas as vigas no topo do andar

Kp é o valor médio de para todos os pilares do andar

51

Caso a primeira condição seja satisfeita, mas a segunda não, a ligação deve ser considerada semi-rígida.

6.2.2.2. Ligação flexível

Neste caso a restrição à rotação relativa entre os elementos estruturais deve ser tão pequena quanto se consiga obter na prática. No caso de vigas, sujeitas à flexão simples, por exemplo, a ligação flexível transmite apenas a força cortante (VASCONCELLOS, 2011).

transmite apenas a força cortante (VASCONCELLOS, 2011). Figura 37. Exemplo de ligação flexível viga-pilar.

Figura 37. Exemplo de ligação flexível viga-pilar.

Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009.

flexível viga-pilar. Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009. Figura 38. Placa de base articulada. Fonte: Dias,

Figura 38. Placa de base articulada.

Fonte: Dias, 1998 apud Lucchini, 2009.

52

A partir dos limites estabelecidos pelo item 6.1.2 da NBR 8800:2008 uma

ligação viga-pilar pode ser considerada rotulada se:

0,5

Onde,

Si é a rigidez da ligação, correspondente a 2/3 do momento resistente de

cálculo da ligação, denominada rigidez inicial;

Iv é o momento de inércia da seção transversal da viga conectada no plano

da estrutura;

Lv é o comprimento da viga conectada;

6.2.2.3. Ligação semi-rígida

Nesse caso o momento transmitido através da ligação não é nem zero (ou

próximo de zero) como no caso de ligações flexíveis e nem o momento máximo (ou

próximo dele) como no caso de conexões rígidas (VASCONCELLOS, 2011).

As ligações semi-rígidas são raramente utilizadas, devido à dificuldade de se

estabelecer esta relação, e não será abordada nesse trabalho.

53

7. AÇÕES ATUANTES EM EDIFÍCIOS INDUSTRIAIS

Os galpões industriais estão sujeitos a um conjunto de cargas que atuam ora isoladamente ora em combinação umas com as outras. Estas cargas devem ser lavadas em conta na elaboração do memorial de cálculo de acordo com o princípio da estática das construções (BELLEI, 2006).

Segundo a ABNT NBR 8800:2008, na análise estrutural deve ser considerada

a influência de todas as ações (cargas) que possam produzir efeitos significativos para a estrutura, levando-se em conta os estados-limites últimos e de serviço definidos por esta norma.

Conforme o item 4.7.1.2 da citada norma, as ações a considerar classificam- se, de acordo com a ABNT NBR 8681, em permanentes, variáveis e excepcionais.

Nesta seção serão expostos breves conceitos que caracterizam cada uma das cargas citadas acima.

7.1. AÇÕES PERMANENTES

A carga permanente é composta pelo peso próprio da estrutura e pelo peso dos materiais de acabamento, como chapa de piso, cobertura, tapamento, instalações elétricas, etc.

Segundo a ABNT NBR 8800:2008, as ações permanentes são as que ocorrem com valores praticamente constantes durante toda vida útil da construção. Também são consideradas permanentes as ações que crescem no tempo, tendendo

a um valor-limite constante.

Ainda, segundo o texto desta norma, as ações permanentes são subdivididas em diretas e indiretas, onde a primeira é composta pelo peso próprio da estrutura e elementos fixados a esta, ea segunda composta pela retração e fluência do concreto, deslocamento de apoio e imperfeições geométricas.

54

7.2. AÇÕES VARIÁVEIS

Ações variáveis são as que ocorrem com valores que apresentam variações significativas durante a vida útil da construção.

Segundo a ABNT NBR 8800:2008, as ações variáveis comumente existentes são causadas pelo uso e ocupação da edificação, como ações decorrentes de sobrecargas em pisos e coberturas, de equipamentos e de divisórias móveis, de pressões hidrostáticas e hidro dinâmicas, pela variação do vento e pela variação da temperatura da estrutura.

As ações originadas pelo uso e ocupação devem ser analisadas segundo a norma ABNT NBR 6120, para ações originadas pelo vento deve ser aplicada a norma ABNT NBR 6123. Com relação aos esforços provenientes da variação uniforme da temperatura, causados pela variação da temperatura atmosférica e pela insolação direta, devem ser determinados pelo responsável técnico pelo projeto estrutural segundo premissas estabelecidas pelo item 4.7.3 da norma ABNT NBR

8800:2008.

Quando a estrutura, pelas suas condições de uso, estiver sujeita a choques e vibrações, os respectivos efeitos devem ser considerados na determinação das solicitações e a possibilidade de fadiga deve ser considerada no dimensionamento dos elementos estruturais, de acordo com o anexo K (ABNT NBR 8800, 2008).

7.2. AÇÕES EXCEPCIONAIS

Segundo a ABNT NBR 8800:2008, ações excepcionais são as que têm duração extremamente curta e probabilidade muito baixa de ocorrência durante a vida da construção, mas que devem ser consideradas no projeto de determinadas estruturas. São ações excepcionais aquelas decorrentes de causas como explosões, choques de veículos, incêndios, enchentes e sismos excepcionais.

55

8. PROJETO DE GALPÃO INDUSTRIAL

As obras executadas total ou parcialmente com estruturas de aço devem obedecer ao projeto elaborado de acordo com a norma ABNT NBR 8800:2008, sob

a responsabilidade de profissionais legalmente habilitados.

De acordo com a norma citada no parágrafo anterior, entende-se por projeto o

conjunto de especificações, cálculos estruturais, desenhos de projeto, de fabricação

e de montagem dos elementos de aço e desenhos de fôrmas e armações referentes às partes de concreto.

Nesta seção serão abordados alguns conceitos referentes aos tipos de projeto, principais documentos e etapas necessárias à análise estrutural e dimensionamento de um galpão industrial.

8.1. ETAPAS DO PROJETO

Segundo Ottoboni (2012), sempre baseado em especificações e normas reconhecidas, o projeto de um galpão, examina um grande número de requisitos inter-relacionados que devem ser considerados em cada uma das três etapas do

processo:

Projeto Conceitual (Concepção), estágio onde são tomadas todas as decisões relativas às dimensões principais como a altura total e o vão livre, críticos para permitir os espaços livres internos e as alturas necessárias para as funções do galpão. É a etapa que exige maior experiência e onde deve ser gasto a maior parte do tempo disponível para o projeto, porque é no projeto conceitual que se define todos os partidos estruturais. Devem-se observar todas as características de cada tipo de estrutura que poderá atender ao projeto, para definir a forma a ser adotada para a estrutura principal e as suas inter-relações com as estruturas secundárias e os elementos de vedação, iluminação e ventilação, além das necessidades para a movimentação de cargas, como as pontes rolantes e as monovias.

Projeto Preliminar (Pré-Dimensionamento), quando os elementos são pré- dimensionados para fins de estimativas. O projeto preliminar ou pré- dimensionamento deve ser feito para cada tipo de estrutura analisada, definindo as

56

dimensões e os pesos aproximados dos elementos que compõem a estrutura. Normalmente se emprega para o pré-dimensionamento, recursos como: tabelas, ábacos, planilhas de cálculo de elementos isolados, além de comparações com estruturas existentes, de forma a obter as seções dos elementos com uma precisão suficiente para os objetivos desta etapa.

Projeto Definitivo (Projeto Executivo), quando são consideradas todas as cargas para o dimensionando final de todos os elementos, inclusive definindo os tipos de ligações que serão usados. Muito cuidado com os detalhes procurando sempre entender a inter-relação entre os vários elementos que compõem o conjunto do galpão, para evitar soluções que possam criar dificuldades para a fabricação e para a montagem, observando que muitas vezes um detalhe bem resolvido pode ser mais importante que um peso menor.

8.2. DOCUMENTOS DE PROJETO

Para que concepção do projeto seja efetuada conforme as recomendações da ABNT NBR 8800, uma série de documentos deve ser trabalhada. Segue abaixo uma breve explanação sobre os principais.

8.2.1. Memorial de cálculo

O memorial de cálculo envolve o conjunto de especificações e os cálculos estruturais. Devem constar desde as normas usadas para definição dos carregamentos (ABNT NBR 6120, ABNT NBR 6123, ABNT NBR 8800, entre outras), as normas de dimensionamento, os materiais empregados nos elementos e nas uniões (solda e parafusos). Dado relevante é definir que sistema computacional é usado para análise da estrutura e seu dimensionamento. Ainda assim, deve-se registrar com quais premissas o modelo estrutural foi definido e analisado.

8.2.2. Desenhos de projeto

Os desenhos de projeto devem conter todas as dimensões básicas, as denominações dos perfis, os tipos e valores das ações e os croquis das ligações e

57

apoios, as especificações em que o projeto foi baseado. Um desenho unifilar com esses dados faz parte constituinte do memorial de cálculo, e permite que as fases de detalhamento nos desenhos de fabricação sejam realizadas sem complicações.

8.2.3. Desenhos de fabricação

Os desenhos de fabricação devem conter as informações de desenhos de projeto completas para a produção de todos os elementos componentes da estrutura, incluindo materiais, locação, tipo e dimensão de todos os parafuso e soldas de fábrica e de campo.

8.2.4. Desenhos de montagem

Os desenhos de montagem devem indicaras dimensões principais da estrutura, rotulação das peças, dimensões de barras, todos os detalhes para locação das bases e todas as informações necessárias à montagem da estrutura, além dos requerimentos de manejo e elevação das peças para manter a integridade estrutural delas.

8.2.5. Lista de materiais

Contêm as informações necessárias para a definição de estoque, compra fabricação e montagem dos materiais especificados no projeto. Incluem-se as seguintes listas:

Lista de resumo de materiais

Lista de telhas para cobertura e tapamentos

Lista de parafusos

No Anexo A da ABNT NBR 8800:2008 são especificados os materiais aceitos pela norma para projetos de estruturas de aço.

58

9. ESTUDO DE CASO

Nesta seção será exposto o estudo de caso proposto no início deste trabalho. Adiante será dimensionado um pórtico destinado a um galpão industrial que abrigará uma ponte rolante de capacidade 2.000 kgf, lotado na Saint-Gobain Abrasivos Igarassu.

9.1. DADOS DO GALPÃO

O galpão será destinado ao manejo de lodo biológico na estação de tratamento de efluentes lotada na Saint-Gobain Abrasivos Igarassu. Todo o transporte de “bags”, inclusive nas operações de carga para expedição destes, será executado com auxílio de uma ponte rolante de capacidade 2000 kgf.

A configuração do galpão será duas águas em pórticos de alma cheia com declividade a 10°, 6000 mm de pé direito e 5000 mm de vão, conforme representado na figura abaixo.

a 10°, 6000 mm de pé direito e 5000 mm de vão, conforme representado na figura

Figura 39. Esboço do galpão.

59

As chapas de tapamento integrarão apenas a cobertura e as laterais do edifício, permanecendo o acesso frontal e de fundo disponíveis para as operações de manejo.

9.2. DADOS DA PONTE ROLANTE

A ponte rolante será do tipo monoviga e pertencente ao fabricante ABUS. Seguem adiante os dados relevantes ao projeto estrutural do galpão.

Fabricante: Abus;

Modelo: ELK;

Capacidade: 2.000 kgf (19,62 kN);

Vão: 4400 mm;

Velocidade de translação da ponte: 36 m/min;

Peso da ponte: 2.720 kgf (26,68 kN);

Distância entre cabeceira e coluna: 200 mm;

Altura de elevação: 4990 mm;

Velocidade de elevação: 6 m/min;

Velocidade de translação da talha: 24 m/min;

Peso da talha: 109,7 kgf (1,08 kN);

da talha: 24 m/min; • Peso da talha: 109,7 kgf (1,08 kN); Figura 40. Ponte rolante

Figura 40. Ponte rolante modelo ELK.

Fonte: Abus

60

9.3. DEFINIÇÃO DAS AÇÕES PERMANENTES

Para efeito de cargas permanentes foram adotados valores recomendados

pelo Manual de Construção em Aço – Galpões para Usos Gerais, conforme listado

abaixo.

Telhas: 0,10 kN/m²;

Contraventamentos: 0,05 kN/m²;

Terças e tirantes: 0,10 kN/m²;

Vigas e colunas: 0,20 kN/m²;

Desta forma o valor de carga distribuída sobre o pórtico é dado pelo produto

entre o total de carregamento e a distância entre pórticos.

0,10 0,05 0,10 0,20 4 1,8 /

0,10 0,05 0,10 0,20 4 1,8 / Figura 41. Carregamento permanente. 9.4. DEFINIÇÃO DAS

Figura 41. Carregamento permanente.

9.4. DEFINIÇÃO DAS AÇÕES VARIÁVEIS

Segundo o item 4.7.3 da norma ABNT NBR 8800:2008, configuram como

ações variáveis a cargas provenientes da ocupação da edificação, sobrecargas em

61

coberturas, sobrecargas originadas por equipamentos, vento e ações provenientes da temperatura.

Para

a

instalação

aqui

desenvolvida

foram

consideradas

as

cargas

provenientes do vento, da ponte rolante e sobrecargas em cobertura.

9.4.1. Ações devido ao vento

Nesta seção serão definidos os efeitos impostos pela ação do vento na estrutura do galpão. Todo o estudo foi desenvolvido com base na norma ABNT NBR 6123: 1988.

9.4.1.1. Velocidade básica do vento (V0)

Segundo o mapa de isopletas, para a região de Pernambuco a velocidade básica do vento (V0) é definida como 30 m/s.

a velocidade básica do vento (V 0 ) é definida como 30 m/s. Figura 42. Mapa

Figura 42. Mapa de isopletas.

Fonte: ABNT NBR 6123:1988

62

9.4.1.2. Fator topográfico (S1)

Segundo o item 5.2.(a) da norma ABNT NBR 6123:1988, para terrenos planos ou fracamente acidentados, o referido fator é igual a 1,0.

9.4.1.3. Fator de rugosidade (S2)

Conforme a tabela 1 da ABNT NBR 6123:1988, obtêm-se para um terreno categoria IV e uma edificação classe B os seguintes parâmetros b, p e Fr com os respectivos valores 0,85, 0,125 e 0,98.

Tabela 5. Parâmetros meteorológicos.

0,85, 0,125 e 0,98. Tabela 5. Parâmetros meteorológicos. Fonte: ABNT NBR 6123:1988 Desta forma, para a

Fonte: ABNT NBR 6123:1988

Desta forma, para a altura correspondente à cumeeira do galpão (Z = 6,44 m), calcula-se o fator topográfico a partir da seguinte fórmula.

à cumeeira do galpão (Z = 6,44 m), calcula-se o fator topográfico a partir da seguinte

63

9.4.1.4. Fator estatístico (S3)

Segundo a tabela 3 da norma NBR ABNT 6123:1988, para o grupo 3, adota- se o fator estatístico (S3) igual a 0,95.

Tabela 6. Valores mínimos do fator estatístico S3.

0,95. Tabela 6. Valores mínimos do fator estatístico S3. Fonte: ABNT NBR 6123:1988 9.4.1.5. Velocidade

Fonte: ABNT NBR 6123:1988

9.4.1.5. Velocidade característica (Vk)

Com a velocidade básica e o fator topográfico, de rugosidade e estatístico definidos. A velocidade característica do vento (Vk) será dada por.

A velocidade característica do vento (Vk) será dada por. Onde Vk, para a altura da cumeeira,

Onde Vk, para a altura da cumeeira, é igual a 22,52 m/s.

A partir da velocidade característica será definida a pressão dinâmica pela fórmula.

característica será definida a pressão dinâmica pela fórmula. Onde q para a altura da cumeeira é

Onde q para a altura da cumeeira é igual a 310 N/m²

64

9.4.1.6. Coeficientes de pressão externa (Cpe) para paredes

Conforme a tabela 4 da ABNT NBR 6123:1988, disposta no anexo A, para

uma edificação de planta retangular, verificando-se os valores para altura (h1) 6 m,

largura (b) 5 m e comprimento (a) 20 m, das relações abaixo obtemos na tabela

citada os valores para os coeficientes de pressão externa a 0° e 90°.

1

6

5 1,2

1

1

3

2

2

20

5

4 2

4

externa a 0° e 90°. 1 6 5 1,2 1 1 3 2 2 20 5

Figura 43. Disposição dos coeficientes de pressão externos para paredes.

Fonte: ABNT NBR 6123:1988

Tabela 7. Valores para coeficientes de pressão externa com vento a 0° para

 

paredes.

 

A1 e B1

A2 e B2

C

D

-0,9

-0,4

+0,7

-0,3

65

Tabela 8. Valores para coeficientes de pressão externa com vento a 90° para

paredes.

 

A

B

C1 e D1

C2 e D2

90°

+0,7

-0,6

-0,9

-0,5

9.4.1.7. Coeficientes de pressão externa (Cpe) para telhados

Conforme a tabela 5 da ABNT NBR 6123:1988, disposta no anexo B, para

uma edificação de planta retangular, a relação abaixo e uma inclinação de 10° para

o telhado tipo duas águas.

1

1

3

2

2

Obtemos os valores para os coeficientes de pressão externa para telhados.

para os coeficientes de pressão externa para telhados. Figura 44. Disposição dos coeficientes de pressão

Figura 44. Disposição dos coeficientes de pressão externa para telhados.

Fonte: ABNT NBR 6123:1988

66

Tabela 9. Valores para coeficientes de pressão externa para telhados.

 

E

F

I

G

H

J

-0,8

-0,6

-0,2

-0,8

-0,6

-0,2

90°

-1,1

-1,1

-1,2

-0,6

-0,6

-0,6

9.4.1.8. Coeficientes de pressão interna (Cpi)

Segundo o item 6.2.5.(a) da ABNT NBR 6123:1988, para edificações com duas paredes permeáveis e opostas têm-se os seguintes valores para os coeficientes de pressão interna.

Para vento perpendicular a uma face permeável Cpi = +0,2;

Para vento perpendicular a uma face impermeável Cpi = -0,3;

9.4.1.9. Combinações para as cargas de vento

A partir da combinação dos valores dos coeficientes de pressão externa e interna com vento a 0° e 90°, foram gerados quatro casos que expressam a imposição destes coeficientes sobre a estrutura principal do pórtico.

As combinações seguem na listagem abaixo e representadas nas ilustrações a seguir:

Caso 1 - Cpe (0°) + Cpi (+0,2);

Caso 2 - Cpe (0°) + Cpi (-0,3);

Caso 3 - Cpe (90°) + Cpi (+0,2);

Caso 4 - Cpe (90°) + Cpi (-0,3);

67

67 Figura 45. Caso 1 – Cpe(0°) + Cpi (+0,2). Figura 46. Caso 2 – Cpe

Figura 45. Caso 1 – Cpe(0°) + Cpi (+0,2).

67 Figura 45. Caso 1 – Cpe(0°) + Cpi (+0,2). Figura 46. Caso 2 – Cpe

Figura 46. Caso 2 – Cpe (0°) + Cpi (-0,3).

– Cpe(0°) + Cpi (+0,2). Figura 46. Caso 2 – Cpe (0°) + Cpi (-0,3). Figura

Figura 47. Caso 3 – Cpe (90°) + Cpi (+0,2).

68

68 Figura 48. Caso 4 – Cpe (90°) + Cpi (-0,3). Considerando-se a grandeza dos coeficientes

Figura 48.Caso 4 – Cpe (90°) + Cpi (-0,3).

Considerando-se a grandeza dos coeficientes de pressão descartam-se os casos 2 e 4, desta forma, o desenvolvimento deste trabalho será fundamentado sobre os casos 1 e 3 que serão tratados adiante como hipóteses I e II para facilitar o entendimento deste estudo.

9.4.1.10. Cargas devido ao vento nos pórticos

As cargas citadas são obtidas a partir do produto entre os coeficientes de pressão, a pressão de obstrução (definida no item 9.4.1.5) e a distância entre pórticos. Seguem valores obtidos para cada hipótese na tabela abaixo.

Tabela 10. Valores de cargas devido ao vento por hipótese.

Hipótese I

Hipótese II

-1,37 kN/m

+0,62 kN/m

-1,24 kN/m

-1,62 kN/m

-1,24 kN/m

-0,99 kN/m

-1,37 kN/m

-0,99 kN/m

Com os valores das cargas citadas bem definidos estes, por sua vez são distribuídos sobre o pórtico conforme representação a seguir.

69

69 Figura 49. Distribuição de cargas devido ao vento sobre pórtico – hipótese I. Figura 50.

Figura 49. Distribuição de cargas devido ao vento sobre pórtico – hipótese I.

de cargas devido ao vento sobre pórtico – hipótese I. Figura 50. Distribuição de cargas devido

Figura 50. Distribuição de cargas devido ao vento sobre pórtico – hipótese II.

70

9.4.2. Ações devido à ponte rolante

70 9.4.2. Ações devido à ponte rolante Figura 51. Esboço da planta do galpão. 9.4.2.1. Cálculo

Figura 51. Esboço da planta do galpão.

9.4.2.1. Cálculo da reação vertical máxima

Será analisada a reação máxima nas rodas da ponte rolante segundo o eixo

F’ – B’, conforme o diagrama abaixo, onde a carga está a 1000 mm do ponto onde a

reação é máxima.

a carga está a 1000 mm do ponto onde a reação é máxima. Figura 52. Diagrama

Figura 52. Diagrama de corpo livre segundo a viga principal da ponte rolante.

0

2200 26,68 1000 1,08 19,62

4400

18,04

Portanto a reação em cada roda dada em B’ será 9,02 kN.

71

0

1,08 19,62 26,68

29,34

Portanto a reação em cada roda dada em F’ será 14,67 kN.

Para a análise segundo o eixo F – F’, como recomendado pelo 7º Steel

Design Guide do AISC, o esforço cortante máximo sobre o ponto F’ é dado quando

uma das rodas está exatamente sobre o referido ponto, conforme a ilustração

abaixo.

sobre o referido ponto, conforme a ilustração abaixo. Figura 53. Diagrama de corpo livre para a

Figura 53. Diagrama de corpo livre para a viga de rolamento.

Das equações da estática calculam-se as reações RF e RF’.

0

2100 14,67 4000 14,67

4000

22,37

Adotando um coeficiente de impacto vertical igual a 10%, conforme o item

B.4.4 (a) da norma ABNT NBR 8800:2008. Temos para a reação RF’ o seguinte

valor.

1,1 22,37 24,60

Considerando o valor majorado pelo coeficiente de impacto a carga mínima

será dada por.

9,02

14,67 24,60 15,13

Portanto os valores 24,60 kN e 15,13 kN correspondem respectivamente as

reações máxima e mínima por roda sobre a estrutura.

72

9.4.2.2. Cálculo da carga transversal

Conforme o item B.7.4 (a) da norma ABNT NBR 8800:2008, o valor da carga

transversal aplicado sobre o caminho de rolamento será dado por 10% do valor da

soma entre a carga transversal e o peso do trole. Por tanto este valor será dado por:

0,10 19,62 1,08 2,07 2,1

9.4.2.3. Cálculo da carga longitudinal

Segundo o item B.7.4 (b) da norma ABNT NBR 8800:2008, o valor da carga

longitudinal ao caminho de rolamento, de cada lado, é dado pro 10% do valor da

soma das cargas verticais das rodas (não majoradas pelo impacto).

0,10 18,04 29,34 4,74

9.4.3. Ações devido às cargas acidentais

Como não existem maiores detalhes a respeito da instalação foi adotado o

valor de 0,25 kN/m² para a sobrecarga sobre os telhados, conforme recomendação

estabelecida no item B.5.1 da norma ABNT NBR 8800:2008.

Portanto o valor da carga distribuída sobre o pórtico é dada por:

0,25

4 1,0

9.5. COMBINAÇÕES DE CARGA

Para as combinações de carga, últimas e de serviço, foram formulados cinco

casos de combinação conforme disposto abaixo.

1. CP + CA + PRV

2. CP + CA + PRV + HT

3. CP + V

73

4. CP + CA + PRV + V

5. CP + CA + PRV + HT + V

Onde,

CP – Carga permanente;

CA – Carga acidental;

PRV – Carga vertical devido à ponte rolante;

HT – Carga transversal devido à ponte rolante;

V – Carga devido ao vento (a 0° ou a 90°, definidas na tabela 10);

Para facilitar o entendimento ao longo dos tópicos seguintes o código abaixo, composto por três seções, auxiliará na identificação exata da combinação de carga estudada.

Seção 1 – Tipo de combinação (U para última e S para serviço);

Seção 2 – Direção do vento (I para vento a 0° e II para vento a 90°);

Seção 3 – Casos de combinação de carga (varia de 1 a 5 conforme descrito no primeiro parágrafo);

9.5.1. Combinações últimas

Para a determinação das combinações últimas será aplicada a expressão definida no item 4.7.7.2.1 da norma ABNT NBR 8800:2008.

. , 1. 1, . 0 . ,

Onde,

, - representa os valores característicos das ações permanentes;

1, - é o valor característico da ação variável considerada principal para a combinação;

, - representa os valores característicos das ações variáveis que podem atuar concomitantemente com a ação variável principal;

74

, e 0 - são os coeficientes de combinação e ponderação definidos nas tabelas 1 e 2 da norma ABNT NBR 8800:2008, cuja ilustração segue abaixo.

Tabela 11. Coeficientes de ponderação para ações permanentes.

11 . Coeficientes de ponderação para ações permanentes. Fonte: ABNT NBR 8800:2008 Tabela 12. Coeficientes de

Fonte: ABNT NBR 8800:2008

Tabela 12. Coeficientes de ponderação para ações variáveis.

Fonte: ABNT NBR 8800:2008 Tabela 12. Coeficientes de ponderação para ações variáveis. Fonte: ABNT NBR 8800:2008

Fonte: ABNT NBR 8800:2008

75

Tabela 13. Fatores de combinação e redução.

75 Tabela 13. Fatores de combinação e redução. Fonte: ABNT NBR 8800:2008 Das tabelas acima, considerando

Fonte: ABNT NBR 8800:2008

Das tabelas acima, considerando ações normais, extraímos os seguintes

coeficientes e fatores:

Para cargas permanentes – =1,25;

Para cargas acidentais

o

Devido à sobrecarga no telhado – =1,5;

o

Devido à ponte rolante – =1,5; 0 = 0,7;

o

Devido ao vento – =1,4; 0 = 0,6;

9.5.1.1. Força nocional

O efeito desta força é originado, segundo a ABNT NBR 8800:2008, das

imperfeições geométricas da estrutura. Seu valor corresponde a 0,3% das cargas

gravitacionais (permanentes e acidentais).

0,003. 1,25 .

1,8 1,5 . 1,0

.

5 56,25

76

9.5.1.2. Combinação UI1

Para a carga permanente e acidental:

, 1 .

1.

, 1

1,25

.

1,8 1,5 . 1,0 3,75 /

 

Para a carga devido à ponte rolante:

, 1

2 .

0 .

, 1

1,5

. 0,7 . 24,6 25,83

, 1

2 .

0 .

, 1 1,5

. 0,7 . 15,13 15,89

, 1 2 . 0 . , 1 1,5 . 0,7 . 15,13 15,89 Figura 54.

Figura 54. Combinação UI1.

9.5.1.3. Combinação UI2

Para a carga permanente e acidental:

, 2 .

1.

77

Para a carga vertical devido à ponte rolante:

, 2

2 .

0 .

, 2 1,5

. 0,7 . 24,60 25,83

, 2

2 .

0 .

, 2 1,5

. 0,7 . 15,13 15,89

Para a carga transversal devido à ponte rolante:

, 2

3 .

, 2 1,5

.

0 .

0,7 . 2,1 2,21

rolante: , 2 3 . , 2 1,5 . 0 . 0,7 . 2,1 2,21 Figura

Figura 55. Combinação UI2.

9.5.1.4. Combinação UI3

Para a carga permanente e de vento sobre o teto do galpão:

, 3

.

10°

, 3

1,25 .

1,8 1,4 . 1,24

. cos 10° 0,54 /

, 3

sin 10°

, 3

1,4 . 1,24

.

sin 10° 0,30 /

78

Para a carga de vento sobre as laterais do galpão:

, 3

, 3

1.

1,4 . 1,37

1,92 /

as laterais do galpão: , 3 , 3 1. 1,4 . 1,37 1,92 / Figura 56.

Figura 56. Combinação UI3.

9.5.1.5. Combinação UI4

Para a carga permanente, acidental e de vento sobre o teto do galpão:

, 4 .

1 .

2 . 0

10°

, 4

1,25 . 1,8 1,5 . 1,0

1,4 . 0,6 . 1,24

. 10° 2,72 /

, 4

2. 0

sin 10°

, 4 1,4 . 0,6 1,24

. sin 10° 0,18 /

Para a carga de vento sobre as laterais do galpão:

, 4

, 4

2. 0 .

1,4 . 0,6

. 1,37

1,15 /

Para a carga vertical devido à ponte rolante:

79

, 4

3 .

0 .

, 4 1,5

. 0,7 . 24,60 25,83

, 4

3 .

0 .

, 4 1,5

. 0,7 . 15,13 15,89

25,83 , 4 3 . 0 . , 4 1,5 . 0,7 . 15,13 15,89 Figura

Figura 57. Combinação UI4.

9.5.1.6. Combinação UI5

Para a carga permanente, acidental e de vento sobre o teto do galpão:

, 5 .

1 .

2 . 0

10°

, 5

1,25 . 1,8 1,5 . 1,0

1,4 . 0,6 . 1,24

. 10° 2,72 /

, 5

2. 0

sin 10°

, 5 1,4 . 0,6 1,24

. sin 10° 0,18 /

Para a carga de vento sobre as laterais do galpão:

, 5

, 5

2. 0 .

1,4 . 0,6

. 1,37

1,15 /

80

Para a carga vertical devido à ponte rolante:

, 5

3 .

0 .

, 5

1,5

. 0,7 . 24,60

25,83

, 5

3 .

0 .

, 5

1,5

. 0,7 . 15,13 15,89

Para a carga transversal devido à ponte rolante:

, 5

4 .

, 5 1,5

.

0 .

0,7 . 2,1 2,21

rolante: , 5 4 . , 5 1,5 . 0 . 0,7 . 2,1 2,21 Figura

Figura 58. Combinação UI5.

9.5.1.7. Combinação UII3

Para a carga permanente e de vento sobre o teto do galpão:

, 6

.

10°

, 6

1,25 .

1,8 1,4 . 1,62

. cos

10° 0,02 /

, 6

sin 10°

, 6

1,4 . 0,62

.

sin 10° 0,87 /

81

, 6

.

 

10°

, 6

1,25 .

1,8 1,4 . 0,99

. cos 10° 0,89 /

, 6

sin 10°

, 6

1,4

. 0,99

.

sin 10° 0,24 /

Para a carga de vento sobre as laterais do galpão:

, 6

1.

 

, 6

1,4 . 0,99

1,39 /

 
, 6 1,4 . 0,99 1,39 /   Figura 59. Combinação UII3 9.5.1.8. Combinação UII4

Figura 59. Combinação UII3

9.5.1.8. Combinação UII4

Para a carga permanente, acidental e de vento sobre o teto do galpão:

, 7

.

1 .

2 . 0

10°

, 7

1,25 . 1,8 1,5 . 1,0

1,4 . 0,6 . 1,62

. 10° 2,41 /

82

, 7 1,4 . 0,6 1,62

. sin 10°