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EXCLUSIVA(1/3) – David Silversides

REFUTANDO ALGUMAS OBJEÇÕES À SALMODIA


EXCLUSIVA(1/3) – David Silversides
Edu Marques 08:00:00 Nenhum comentário

O texto a seguir é um excerto transcrito de uma palestra proferida pelo Rev.


David Silversides, ministro da Loughbrickland Reformed Presbiterian Church
em Loughbrickland, Irlanda. A referida palestra ocorreu numa conferência
organizada pela Emmanuel Church, em Salisbury, Inglaterra, em 1997.

(…) A terceira questão: Não podemos cantar as outras partes das


Escrituras?

A resposta é ‘não’. Nós cantamos o que nos foi dado para cantarmos. Isso é
realmente uma questão de fazermos o que nos foi dito. Romanos 9 ou 10
não nos foram dados para cantarmos. Certamente que homens
engenhosos podem lançar isso em algum tipo de paráfrase para se cantar.
Mas isto não nos foi dado para cantarmos. Os Salmos nos foram dados para
serem cantados. E, como muitas coisas, isto é simplesmente uma questão
de fazermos o que nos foi dito. Deus nos deu 150 Salmos, hinos e canções
espirituais. Por que nós não fazemos simplesmente o que Deus nos disse
para fazermos?

Ele nos deu uma Bíblia inteira para lermos. E Ele nos deu um Saltério para
cantarmos. É tão simples!

Mas, então, a quarta questão: e quanto aos outros cânticos nas Escrituras?

Existem cânticos em outros lugares das Escrituras fora do livro de Salmos.


O que faremos a respeito deles? A primeira coisa que faremos é perceber
que isso não tem relação alguma com o uso de hinos não inspirados no
A segunda coisa que devemos perceber é que alguns destes cânticos
também estão no Saltério. 1 Crônicas 16:7-36 é simplesmente os Salmos
105:1-15; 96:1-15 e 106:47-48. Então, o cântico, os louvores mencionados
em 1 Crônicas 16 são encontradas nos Salmos. 2 Samuel 22:1-51 é,
simplesmente, o Salmo 18:2-50. Portanto, alguns destes cânticos também
estão no Saltério.

Mas, então, em terceiro lugar, existem elementos de outros cânticos que são
encontrados espalhados nos Salmos. O mais óbvio é o cântico de Moisés.
Existem fragmentos do cântico de Moisés que são encontrados (eu lhes
darei apenas a referência) nos Salmos 71:19; 86:8; 89:6,8; 78:13 e 118:15-
16. Numa dimensão menor, existem elementos do cântico de Débora, em
Juízes 5, no Salmo 68; existem elementos de Habacuque 3 nos Salmos 18 e
68. Portanto, alguns destes outros cânticos estão incluídos no Saltério.
Alguns estão parcialmente incluídos e espalhados pelos Salmos. Portanto, o
Saltério é o manual de louvor, providencialmente coletado, que nós sabemos
ter sido planejado com a intenção de ser para o uso contínuo da igreja de
Deus. E tudo o que não é da fé é pecado.

Uma quinta questão: Por que não hinos não inspirados, enquanto nós não
estamos confinados às palavras de inspiração na oração e na pregação?

Em outras palavras, o argumento é: se nós usamos somente os Salmos da


Bíblia porque eles são inspirados, por que nós não usamos somente
orações inspiradas da Bíblia, e por que é que ministros usam palavras não
inspiradas na exposição das Escrituras? Este argumento se estabelece
sobre um mau entendimento dos argumentos acerca da salmodia exclusiva.
O argumento não é que somente materiais inspirados devam ser usados em
todas as partes do culto. Este não é o argumento. Isto não é o que estamos
dizendo. Mas o que estamos dizendo é que nós nos submetemos ao
o que Deus ordenou e o que Ele providenciou para cada parte do culto. E
nós nos submetemos ao que Deus designou para cada parte do culto.

O que nós devemos ler? Nós devemos ler as Escrituras no culto. O que
deve ser pregado? Bem, a verdade da Escritura deve ser pregada, e o
Senhor deu o dom de pastores e mestres para este propósito. Na oração
nós não estamos confinados às palavras da Escritura, mas o Senhor, em
Romanos 8:26-27, prometeu-nos a capacitação do Seu Espírito, na oração,
porque nossas necessidades variam.

Os sacramentos, existem dois instituídos na Escritura, e eles não devem ser


modificados ou acrescidos.

Quando se trata do cântico de louvor, então, qual é a provisão de Deus? É o


Saltério. As Escrituras não mencionam um dom para escrever hinos não
inspirados na época do Novo Testamento. Examine as Escrituras. E, então,
existe um mandamento divino e uma provisão divina para cada parte do
culto. E o fato de que Deus prometeu dons, ainda que aquém da inspiração,
para a pregação e ensinamento da Palavra de Deus, esta é a provisão para
aquela parte do culto. Mas Deus não deu um dom ou prometeu um dom de
composição de hino para o cântico de louvor. Ele nos deu um perfeito e
completo manual de louvor, inspirado por Ele mesmo. Então, a ordem e a
provisão se correspondem. Portanto, nosso argumento não é que palavras
não inspiradas não devam ser usadas em todas as partes do culto. É, antes,
que devemos nos submeter aos mandamentos de Deus em todas as partes
do culto, e que existe uma provisão divina de acordo com cada ordem para
cada parte do culto. (…)

David Silversides – How should our churches worship today


Fonte – Sermonaudio
Tradução – Joelson Galvão