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MECÂNICA
PRETERNATURAL
1ª edição – 27 de abril de 2012

INTRODUÇÃO

PROPOSTA

Caros leitores, estudiosos, iniciandos e iniciados. O objetivo da jornada que esse


livro inicia é triplo: compilar conhecimento já publicado, trazer novos conhecimentos, e
discutir as possibilidades de novos horizontes nos campos da espiritualidade. Procuramos
aqui detalhar o máximo possível esses conhecimentos sem nos delongar excessivamente,
pois em outras literaturas é comum encontramos informações sobre esses mesmos
assuntos com conteúdo superficial e vago.

De forma alguma acreditamos encerrar todo o conhecimento existente apenas


nesses volumes, porém temos o intuito de tratar cada assunto abordado com
profundidade mínima o suficiente para o leitor se aventurar com segurança naquela área
do conhecimento preternatural.

NOMENCLATURA

Os assuntos aqui abordados são muitas vezes chamados de ocultismo, misticismo,


hermetismo, esoterismo, espiritualidade, espiritualismo e um sem fim de outros nomes.
Aqui, no entanto, todos esses termos serão denominadas como Ciência Preternatural.

Optamos pela nomenclatura pela falta de precisão de outros termos. O termo


espiritualidade, por exemplo, foi corrompido, estereotipado e usurpado. O termo
preternatural se refere a algo para além da física, e como poderão perceber, estudamos
tudo dentro dos limites do mundo natural. O termo sobrenatural sugere algo para além do
natural, mesmo problema do termo anterior. Já Preternatural se refere ao próprio mundo
natural visto de forma expandida e melhorada, à parte invisível desse mundo, logo temos
nosso termo campeão. No que se refere ao conteúdo pelo menos, se resume a Ciências da
Espiritualidade mesmo.

Pode parecer uma bobagem inicarmos já discutindo terminologias, mas já vimos


muitas pessoas se perderem em discussões infindáveis e infrutíferas meramente por
discordarem da terminologia aplicada. Palavras têm poder e carregam significado, sendo
assim iremos cuidar para que sejamos o mais precisos possível.
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ESPIRITUALIDADE CIÊNCIA E RELIGIÃO

Ainda dentro da temática do termo Ciências da Espiritualidade. Por quê usamos o


termo ciência? Não seria espiritualidade tudo coisa da religião? Para muitos realmente é,
mas não para nós. A diferença é fundamental. Religiões são baseadas em dogmas. Dogmas
são conceitos imutáveis, para desafiá-los você teria que fundar uma nova religião. É por
isso que tantas igrejas diferentes aparecem todos os dias. Já na ciência possuímos uma
estruturação do conhecimento baseado em leis, teorias e hipóteses. Elas possuem
diferentes graus de certeza em suas afirmações e podem ser revistas e aprimoradas.

Este tipo de pensamento é mais próximo do que você irá encontrar aqui. A todo
momento novas informações vêm completar idéias antigas sobre o mundo espiritual e
sutil, algumas vêm revisar esses conceitos, e outras até mesmo vêm mudar estas idéias por
completo. Por isso matenha a mente sempre aberta por aqui, e principalmente, pense,
pense e discuta, pense e discuta e troque idéias, principalmente conosco. Gostamos de te
ouvir.

ESCOLHA DO CONTEÚDO

Um ato espiritual, em nossa definição, é a manipulação consciente das várias


formas de energia. Escolhemos matérias que tratassem dessas interações energéticas.
Dentro do conteúdo escolhido, procuramos todos os assuntos que fossem ligados à
espiritualidade. Selecionamos todos assuntos que fossem capazes não só explicar e
elucidar a mecânica do mundo sutil e os meios de sua interação conosco, mas também
assuntos que fizessem o treinamento do leitor nesta manipulação.

Muitas temáticas possuem natureza dupla. Os fenômenos aqui apresentados


possuem parte de seu funcionamento já explicado pela ciência comum, neste livro
estudaremos a porção deste fenômenos que diz respeito à mecânica sutil e energética. Por
exemplo, o que normalmente poderia ser estudado em fitoterapia, na lida com plantas,
aqui será abordado como Herbologia, pois estaremos aprendendo sobre as interações
energéticas e vibracionais das plantas com seus arredores.

Quase todo ato no universo de uma forma ou de outra manipula energia em suas
diversas densidades. Nosso objetivo foi selecionar os meios mais conscientes, consistentes,
e eficientes de fazer isso. Porém, ao refletir sobre o que seria eficiente para cada tipo de
pessoa, nos deparamos com a necessidade de também incluir tópicos que, por mais
ineficientes que sejam num contexto geral,sejam efetivos para certos indivíduos.

Certamente este é, e será, um trabalho em contínuo progredir. O volume de


conhecimento a ser colocado aqui é enorme, e futuras edições corrigirão os inevitáveis
erros, falhas, e esquecimentos.

TERMINOLOGIA

Cada tradição e autor utiliza suas próprias denominações para as coisas. Aqui
vocês verão muitos termos conhecidos que estaremos usando em outro contexto mais
adequado. Procuramos a utilização mais eficiente para todos os conceitos e termos que
usamos. Muitos dos termos usados tradicionalmente estão sendo aplicados de forma
errônea, discordando do conceito original ou divergindo da etimologia. Por isso iremos
retificar onde acharmos necessário para que a utilização da linguagem seja o mais
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adequada e correta possível.Sempre que necessário será esclarecida a definição usada


para o termo.

Pedimos que não se apeguem ao seu próprio conceito do significado de certas


palavras e expressões. Muitos são os usos dados a um mesmo termo e geralmente os
mesmos entram em conflito nas definições que esta ou aquela tradição dá a uma mesma
palavra. Um bom exemplo disso é o uso intercambiável entre os conceitos de espírito e
alma, algumas religiões usam espírito no lugar de alma e vice-versa. Não se percam em
semântica e nas complicações linguísticas, não se percam nem mesmo naquilo que vocês
estão acostumados. Tentem enxergar o significado mais profundo do que tentamos
dizer.Dessa forma tenho certeza de que nos entenderemos.

NOSSA TRADIÇÃO

Não nos limitamos a uma linha só, muito menos a tradições. Inevitavelmente, ao
trazer uma nova proposta, estamos fundando uma nova linha. Trazemos muitos pontos
positivos encontrados em outras tradições, mas também trazemos novas propostas e
abordagens. Sabemos o quanto o glamour de se estar seguindo uma tradição milenar pode
ser apelativo para alguns de vocês, porém no campo da espiritualidade não se deixem
levar apenas por motivos ilusórios e superficiais, algumas vezes o que é antigo precisa de
reforma ou está ultrapassado. O fato de estarmos, de uma certa forma, fundando uma nova
tradição não implica que nossos conhecimentos não sejam embasados em pesquisas e
dados sólidos de outros grandes e confiáveis nomes da literatura.

Se vocês quiserem entender nossa essência basta entender que tudo o que
seguimos só aceita a prática do bem e encorajamos muita o automelhoramento.
Certamente nesta introdução não é o momento adequado para explicar detalhadamente
quão forte é nosso renegamento de tudo o que é das trevas, basta que se entenda que essa
é a linha que seguimos.

Da ritualística trazemos a excitação imagética, onde os símbolos ajustam o estado


mental para a prática da manipulação energética. Da simpatética extraímos os símbolos
com seus princípios de similaridade criando as pontes que farão as analogias.Da alquimia
trazemos a verdadeira alquimia anímica, buscamos a transformação de nossos espíritos
em ouro para que nós mesmos sejamos a pedra filosofal. No animismo (não como se
compreende no espiritismo mas sim no panteísmo) compreendemos que todas as coisas
existentes possuem força vital de natureza distinta. Dos paganistas trazemos sua
comunhão profunda com aquilo que nos cerca. No hermetismo concordamos com a
necessidade da discrição de certos conhecimentos, e dos níveis iniciáticos que todos
percorremos naturalmente á medida que nosso saber se amplia. Compartilhamos da
necessidade da experimentação, existente na espiritualidade caótica, repletos de um senso
profundo de cautela. Do druidismo e espiritismo trazemos a convicção nas múltiplas
existências. Da Huna trazemos a importância da consciência. Até mesmo buscamos os
aspectos positivos e saudáveis do uso vontade, priorizado e abordado de outra maneira na
tradição thelêmica. Isso meramente para citar apenas algumas tradições. Também
possuímos novas aplicações experimentais1, como por exemplo a ainda inexplorada
Espiritualidade Quântica.

1Temos a visão de que todo e qualquer experimento deve ser feito com o máximo possível
de cautela. Toda teoria deve ser aprendida antes, todas as variáveis analisadas, para que não se
obtenha resultados nefastos.
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Muitos abordam a ciência preternatural como algo inexato partindo da observação


da inconstância dos efeitos obtidos. Aqui nós concebemos ciência espiritual como algo
extremamente exato sendo a insconstância produto do grande número de variáveis que
alteram o resultado final. Como dissemos antes, nosso ponto de vista vê a espiritualidade
como ciência. Exato! Acreditamos que a espiritualidade funciona segundo leis naturais
como qualquer outro fenômeno da natureza e por isso sua mecânica pode ser
compreendida, estudada, e duplicada.

O fator “crença” só é considerado na medida em que afeta o resultado final. Já é


provado que nossas expectativas alteram os resultados de experimentos. Isso foi
observado quando cientistas tentavam provar a natureza de onda ou de partícula dos
fótons. Os fótons sempre se comportaram de acordo com a expectativa do cientista que
comandava o experimento. Por isso nossas crenças tem o poder de afetar os resultados,
mas isso não significa que elas são a verdade absoluta.

Ainda dentro da natureza científica da espiritualidade. Se alguém faz um exercício


para bíceps o resultado será um desenvolvimento desse músculo,independentemente da
pessoa acreditar na eficácia ou não do exercício. Se você treinar seu “músculo espiritual”
irá desenvolver suas capacidades do espírito. Assim concebemos a ciência preternatural:
entendemos sua mecânica, aprimoramos seu uso, e aplicamos de forma prática no auxílio
ao próximo.

MOTIVAÇÃO
Vamos às motivações que nos levaram a escrever. Em primeiro lugar precisávamos
de um livro que contivesse a teoria e prática sistematizada da forma como concebemos.
Pelo tamanho desta presente obra pode-se imaginar o trabalho hercúleo de se ensinar
cada uma dessas coisas a cada pessoa que nos procura. Por isso, o que partilhamos aqui é
o resultado coletivo dos trabalhos e estudos de nosso grupo.

Outro grande incentivo a esse compêndio foi a observação de certa literatura


disponível no mercado. Essa literatura muitas vezes se apresenta de forma superficial e
incompleta, dando fórmulas mas não explicando a estrutura funcional por trás delas,
incentivando a crença nos mitos como sendo reais de uma forma literal e não como o
símbolo que representam. Certamente consideramos isso de grande risco para o leitor
despreparado, e acreditamos que o uso equivocado desta literatura pode ter resultados
nefastos para o neófito desavisado. Por isso pretendemos oferecer aqui um conhecimento
de base, que preparará o iniciante para a compreensão e utilização adequada do
conhecimento, incompleto e superficial disponível no mercado.

Como acreditamos que o conhecimento deve ser partilhado, concordamos em


publicar nossa visão das artes espirituais de forma sistematizada. O que mais desejamos é
que o máximo de grupos, religioso ou não, fazendo trabalho de luz, possa se beneficiar do
que temos para compartilhar.

No entanto, temos uma consciência muito forte de que certos conhecimentos não
devem ser passados aleatoriamente e sem acompanhamento, por isso eles não estarão
aqui. Informação pode ser algo poderoso, e perigoso. Não temos a menor inclinação a ficar
fazendo mistério, ou guardando informações de vocês. Informação deve ser dada
livremente, estamos em uma era que exige isso. Porém, não podemos ser irresponsáveis
de oferecer informações que possam ser usadas como armas por vocês ou contra vocês.
Por isso decidimos que informações avançadas devem ser adquiridas diretamente
conosco, e após alguns testes rigorosos de seus conhecimentos e habilidades.
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Muitos livros têm o hábito de serem misteriosos e escritos em códigos. Outros


apresentam os fatos unilateralmente. Outros contém tão pouca informação que se
fôssemos resumir daria quando muito uma página. Outros ainda são bem escritos porém
superficiais. E por último, os bons livros não fazem naturalmente conexão uns com os
outros e achá-los requer muita pesquisa. Como foi um trabalho sacrificante achar bons
livros, fazer as conexões entre eles, abrangir todos os lados do diamante multifacetado da
ciência preternatural, e ainda por cima expremer o que havia de interessante nos outros,
decidimos coletar o máximo possível de conhecimento em uma edição só.

Isso nos levou a escrever este livro. Devemos muito a toda essa bibliografia. Ainda
decidimos colocar um pouco do nosso ponto de vista mesclado com esse conhecimento
admirável. Quando escrevemos esse livro, não nos limitamos apenas a repetir o
conhecimento, mas sim aprofundá-lo e buscar respostas mais profundas para
conhecimentos já consagrados. Um exemplo disse foi a lei do Karma. Sabemos de sua
existência, sabemos do fator causa e consequência, mas poucas pessoas estão dispostas a
se perguntar como realmente esta lei funciona ou qual sua mecânica. Por se tratar de um
trabalho de muita reflexão, pesquisa, e debate filosófica, estaremos abertos a qualquer
questionamento a respeito do livro. Como dissemos anteriormente este não é o produto
final, mas algo em constante evolução. Também temos a consciência de que este é um
trabalho feito por mais de uma pessoa, por isso apreciamos a interação com sua opinião,
principalmente no que concerne conteúdo que talvez não tenha sido incluído, exercícios
interessantes que possam ser inseridos, e o compartilhar de sua experiência pessoal com a
vivência proposta aqui.

O último grande motivo para estarmos compartilhando aquilo que sabemos, é que
acreditamos no benefício coletivo das coisas. Espiritualidade é para nós algo que deve ser
aplicada no benefício da humanidade. Isso deve ser mais do que uma conquista pessoal,
para se tornar uma forte ferramenta de melhoria da qualidade de vida, no nível pessoal e
coletivo. Temos a concepção de que nada deve mais permanecer oculto, de que não há
mais tempo e nossa era se finda. O futuro requerirá indivíduos espiritualizados e aptos.

Vale lembrar que isso é um livro. Não pregamos dogmas, não pregamos nada,
apresentamos os conceitos e abordagens que melhor pareceram cumprir nossas metas.
Vocês são livres para discordarem de qualquer coisa afirmada aqui. Aconselhamos, no
entanto, a manter a mente aberta para novas possibilidades e, assim talvez vocês
enxerguem a lógica daquilo que vocês refutam, assim como nós enxergamos.

ALGUNS QUESTIONAMENTOS PROVÁVEIS

DÚVIDA

Chegamos ao ponto onde vocês podem se questionar sobre se isso tudo é real, ou
se é fruto de uma imaginação fértil. Podemos afirmar de antemão que nossa proposta não
é buscar efeitos fantásticos para matar a curiosidade de vocês. O que tratamos aqui é
muito sério. Estamos lidando com artes cuja matéria-prima é sutil mas cujos efeitos são
extremamente palpáveis e sólidos. Vamos usar como exemplo suas emoções. Elas são
imateriais, você não consegue ver, e mesmo assim psicosomaticamente elas podem trazer
enfermidades em seu corpo físico onde seus efeitos serão bem concretos. A curiosidade
leviana pode até estar lidando com um mundo que parece inofensivo, invisível e imaterial
como é, mas que poderá ter consequências nefastas.
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A comprovação da realidade ou não do que apresentamos terá de ser precedida de


uma percepção mais acurada, mais sutil, e mais atenta da realidade. Isso será seguido do
seu raciocínio, pois todos os fatos serão apresentados de forma a vocês entenderem a
lógica e o funcionamento do assunto. Logo,se vocês juntarem os pontos, poderão começar
a perceber a realidade de uma outra maneira.

Acreditamos que com os três fatores (percepção, lógica, e experimentação)


poderemos chegar a um acordo se essa meta-realidade é real ou não, sempre lembrando
de que os fenômenos não funcionam exatamente como nas obras de ficção sobre esse
tema.

SEGURANÇA

Se o problema é com os riscos envolvidos, naõ se preocupe.Temos a política de não


arriscar em nada quando se trata de espiritualidade. Chegamos a evitar completamente
fatores que possam ser instáveis ou mesmo os que tenham o mais leve potencial para
riscos. Mesmo assim, se vocês sentirem necessidade, leiam com a cautela que lhe
convenha.

Também devemos alertar para outras organizações. Existem muitos grupos


usando diversos nomes, entre eles o nome coven, que têm o objetivo de praticar em
conjunto a espiritualidade nessa ou naquela forma. Porém, os motivos que levam alguns
membros, e até mesmo alguns dirigentes, a ingressar em um grupo desses podem ser
levianos, egoístas e até perigosos. No nosso ver, isso ofende o estudo da espiritualidade,
que é um estudo sério e detalhado das leis sutis que governam nosso universo, e que
devem ser aplicadas com boas intenções. Por isso pedimos um cuidado enorme antes de se
associarem a algum desses grupos. Não sejam inconsequentes, observem o
comportamento dos líderes, os questionem e investiguem diretamente com os membros e
com os líderes desses grupos quais são as razões por trás de seus comportamentos. Não
julguem apressadamente, perguntem. Mas como temos sugerido analisem, ponderem e se
precavejam, e só então tomem alguma decisão completa.

CIÊNCIA PRETERNATURAL E RELIGIÃO

Será a isso aprovado por Deus? Sem querer entrar em discussões teológicas e
doutrinárias vamos colocar nosso ponto de vista de uma forma simples. Para nós a
oportunidade de nos conhecermos melhor, de buscarmos nossas virtudes, de ampliarmos
nossos conhecimentos, de vivermos uma vida melhor, e de sermos ainda mais úteis ao
nosso próximo parece ser exatamente o que Deus queriria para nós. Basta lembrar da
parábola dos talentos. Nela, quem não desenvolveu seus talentos é mal visto. Também
devemos perceber que a manipulação energética é feita por todo tipo de fé em cada canto
do nosso planeta. Então porque não?

O QUE PENSAMOS DE VOCÊ

Acreditamos em você. Acreditamos em todo seu potencial. Acreditamos em seu


poder de mudar o mundo que o cerca. Acreditamos que todo o universo e seus seres
luminosos também esperam para ver você se desabrochar e colocar seu nome na história.
Para isso estamos aqui. Para fornecer algumas das ferramentas que você possa precisar.

Quanto ao que se espera de você: coragem, disciplina e ética. Os motivos para isso
são simples. O caminho que se propõe aqui não é o mais simples nem o mais fácil, mas o
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mais eficaz de acordo com nossa opinião. Por isso mesmo a coragem. Coragem de fazer a
alquimia em si, para depois pretender alterar o mundo à sua volta. Sem disciplina da
mente, do corpo, e do coração é impossível conseguir resultados plenos em nossa tradição,
por isso se prepare para estudar bastante e praticar para o domínio completo dos
elementos envolvidos em espiritualidade.

É PRECISO SER DO SHEMSU TEHUTI

Você não precisa ser parte de nosso clã para fazer proveito do que
apresentaremos. Como pode perceber pelo que dissemos acima, existem algumas
características pessoais que trarão maior chances de êxito, porém todas essas
características podem ser adquiridas se você se empenhar.

Mas se você quiser trilhar o caminho para se tornar parte do Shemsu Tehuti, e
acessar aqueles conhecimentos mais delicados que falamos anteriormente, basta nos
procurar para começar seu processo.

O QUE ESPERAR DO CURSO

Esse curso está divido em matérias, cada matéria um livro. Elas foram organizadas
em ordem de pré-requisitos, ou seja, todo conhecimento adquirido em uma matéria será
essencial para a próxima.

REGRAS DE USO

1. Sua desobediência a qualquer das regras é de inteira responsabilidade sua. Aceite


as consequências de forma corajosa, não culpe o ensinamento, culpe apenas a si
mesmo por sua indisciplina.
2. Nunca interfira no livre arbítrio de outra pessoa. Essa é a regra mais crucial.
Desobedeça e você será responsável por todas as consequências.
3. Planeje suas ações para que tenham apenas impacto positivo para os outros e para
si mesmo. Isso é verdadeiramente fazer o bem.
4. Ajude o próximo. Faça sempre o que puder pelo seu semelhante.
5. Não tente coisas sem conhecimento prévio. Experimente por conta própria, pois
qualquer tentativa de prática não descrita aqui é por sua conta e risco. Não se
limite a esse compêndio, busque informações extras, raciocine por si mesmo,
contemple todas as implicações possíveis, expanda seus horizontes de forma
saudável.
6. Entenda as leis universais, pois com elas tudo é mais fácil na vida.

CONTEÚDO

1 MECÂNICA PRETERNATURAL

Essa matéria lidará com a compreensão geral do funcionamento do uiverso


preternatural. Aqui se aprenderá sobre a mecânica das principais leis que regem o mundo
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sutil. Também será dada uma compreensão inicial sobre questões fundamentais como
Deus, ética, e bem e mal.

2 ENERGIA

Veremos nessa matéria os tipos de energia, formas básicas de controle das


mesmas, e todo tipo de ato mágico que lida exclusivamente com a manipulação primordial
da energia.

MAGNETISMO

Nesta disciplina será visto como a energia magnética pode ser manipulada de
forma eficaz. Essa energia, ao contrário da polaridade elétrica, é mais simples e disponível
e por isso bastante últil no dia a dia. Alguns elementos de outras disciplinas terão seus
usos magnéticos explicados aqui. Também introduziremos os princípios do uso e da
polarização elétrica da energia.

VIBRAÇÃO

Em Sintonia vemos a interação entre os estados vibracionais. Na matéria de


Vibração veremos as formas em que esses estados podem ser alterados e veremos estados
vibracionais em uma macro perspectiva.

SINTONIA

Nessa parte será explicada toda a interação entre vibrações. Será ensinado como se
identifica a vibração e como essa vibração interage com a sua própria, podendo você
alterá-la da maneira mais conveniente para se adequar ou não à vibração percebida. Ao
final da matéria você aprenderá formas avançadas de adequar a vibração, não só a sua
como a que você percebe e fazer usos práticos desse conhecimento como nos casos de
canalização e psicografia2.

3 ANATOMIA PRETERNATURAL

Essa disciplina trata do funcionamento energético do nosso corpo físico bem como
dos corpos multidimensionais.

DONS PRETERNATURAIS

Aqui iremos descrever os dons de manipulação energética que podem aparecer


instintivamente e sem treinamento em alguém. A mecânica de cada um dos dons será
explicada porém só compreendida mais adiante quando os conceitos envolvidos serão
ensinados em outras matérias.

4 HISTÓRIA DA ESPIRITUALIDADE

2A psicografia não só serve para comunicação com espíritos e entidades incorpóres mas
também como forma de receber mensagens de outras pessoas de forma sutil. Uma forma indireta
de telepatia.
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Aqui estudaremos diversos assuntos teóricos ligados à prática de espiritualidade


através das eras. Serão estudadas várias descrições da criação do universo, os mitos de
vários panteões, várias linhas descritivas da prática da espiritualidade pelos séculos, serão
estudados os livros sagrados, as bases de várias religiões, personagens ilustres da
espiritualidade e muitos outros assuntos similares.

5 ESPIRITUALIDADE NATURAL

Aqui a espiritualidade elemental entra em lugar. A natureza e sua energia inerente


e sua manipulação mais simples é o objeto de estudo aqui. Também tradições que lidam
especificamente com esse tipo de manipulação energética serão aqui vistas como o
druidismo e o xamanismo.

6 HERBOLOGIA

A diferença entre essa matéria e o estudo da fitoterapia é que aqui estudaremos as


propriedades energéticas e sua interação além de apenas suas propriedades químicas.

7 GEMOLOGIA

Como em Herbologia, aqui estudaremos os efeitos que as pedras e os metais têm


nos campos energéticos e seus usos práticos.

8 SERES E ENTIDADES

Essa seção tratará de todas as diversidade de habitantes do nosso universo. Aqui


serão vista em maior ou menor detalhe as raças, civilizações, e criaturas criptozoológicas
que povoam as diversas dimensões.

9 O SER

MENTE

Aqui estudaremos o pensamento e sua interação com outros pensamentos.


Veremos alguns tipos básicos de forma de pensar, interação empática e telepática, e básico
sobre programações mentais. O uso avançado do pensamento será visto na matéria
Consciência.

PERCEPÇÃO

Essa matéria é dedicada ao ensino da ampliação da percepção do mundo sutil.


Todos os sentidos possuem contrapartidas sutis que podem ser desenvolvidas. Outros
sentidos sutilizados que não possuem versão no corpo físico também serão estudados e
ampliados aqui como por exemplo a intuição e a visão remota.

A CONSCIÊNCIA
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O objetivo central desta seção é o domínio da mente como forma de clarificar o


processo da auto-consciência. Como visto anteriormente essa matéria é, entre outras
coisas, um estudo avançado da mente. Aqui também será abordado os processos da
consciência, da vontade, e a auto-programação mental.

EVOLUÇÃO

Aqui estudaremos o caminho que o espírito percorre em seu trajeto de ascensão.

PERSONOLOGIA

Aqui veremos todas as artes que estudam as influências energéticas que ocorrem
na personalidade humana e seus sinais de identificação. Estudaremos nessa matéria as
influências dos astros e dos números, os sinais presentes nas palmas da mão, na íris, nos
traços do rosto, e na maneira de se escrever, entre tantas outras formas de se
compreender a personalidade. Vale lembrar que a compreensão da personalidade é parte
essencial do caminho do auto-conhecimento, pré-requisito para a ascensão individual.

PRÉ-COGNIÇÃO

Aqui as ciências são usadas para se transcender o tempo e se vislumbrar as


tendências do desenrolar dos acontecimentos.

10 SIMBOLOGIA

Essa parte trata sobre tudo relacionados a símbolos, sejam eles ativos ou não.
Alguns elementos simbólicos estudados aqui serão também estudados em outras matérias
pois aqui apenas seu aspecto simbólico será estudado.

11 FEITIÇOS

Essa disciplina trata do uso combinado de outras artes mágicas. Aqui também
veremos o uso da voz de maneira mágica tanto em feitiços quanto em encantos. A arte da
Aritmancia, o uso ativo de números para espiritualidade, será estudada nessa seção.

FABRICAÇÃO DE ARTE E CONSTRUTOS RADIÔNICOS

Essa matéria instrui na fabricação de objetos que possuam características


manipuladoras de energia. Aqui se aprenderá a fabricar vestuários, amuletos, e objetos
que têm existência apenas no mundo sutil. Será introduzido alguns conceitos básicos de
artesanato necessários à fabricação de certos objetos.

RITUALÍSTICA

Apesar de seu uso ser mais justificado na antiguidade do que em luz dos
conhecimentos atuais, a ritualística ainda é muito difundida entre os praticantes de
espiritualidade em todo o mundo. As bases conceituais da liturgia mágica serão vistas
nesta disciplina.
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12 DEFESA PRETERNATURAL

Nem só de luz o universo é feito. Nessa seção veremos maneiras eficazes de nos
proteger daqueles que querem violentar nosso livre arbítrio. Aqui estudaremos as
maneiras pelas quais as violação podem ser feitas e suas contramedidas adequadas.

13 HERMETISMO

Nesta última disciplina teremos os aspectos mais avançados de todas as outras.


Aqui também teremos os caminhos necessários para se avançar para um novo estágio
dentro da espiritualidade. Os conceitos aqui introduzidos são por demais avançados sem o
conhecimento prévio adquirido em outras matérias e por isso é nossa última seção.
Trataremos de espiritualidade quântica, imortalidade, alquimia do ser, entre outras coisas.
Também abordaremos espiritualidades de risco como as com sangue e as sexuais.

PREFÁCIO
O CAMINHO DO HERÓI3

“O fogo crepita nos círculo de pedras feito pelos homens do acampamento. Todos
estão exaustos da caminhada árdua através das Terras Ermas. Solenemente, o Ancião que
nos acompanha se levanta e vai até perto da fogueira, portando seu cetro.

‘Este é o ponto focal, o momentum quântico’ diz o Ancião. ‘Este é um tempo fora do
Tempo. Não foi o acaso que os trouxe aqui. Sem saber, vocês foram convocados pois existe
uma grande tarefa que espera por vocês. Este é um tempo há muito profetizado, onde a
manutenção do equilíbrio entre as forças do bem e do mal estará em perigo. Isso já
aconteceu antes, diversas vezes em diversos mundos distantes. Essas histórias se
tornaram nossas lendas e mitos de tempos remotos. Mas cada vez que os ciclos fazem com
que essas forças opostas se enfrentem, os riscos são enormes. Agora chegamos ao ponto
extremo, pois estamos no limiar da iluminação planetária ou aniquilação planetária. O
resultado não é certo. Foi para isso que vocês nasceram na Terra nesse período. Vocês
foram guiados a este momento exato, a este lugar exato, nesta noite específica para este
propósito. Nesses tempos tormentosos as forças da Vida e Morte convocam seus campeões
eternos. Este é o seu destino – serem os nobres heróis de sua época. A jornada de vocês é
mágica. Vocês reunirão companheiros corajosos, bravos e verdadeiros, que aparecerão
quando tudo parecer perdido. Serão traídos por aqueles em quem confiaram. Aprenderão
lições dolorosas e valiosas, que os ensinarão o que precisam aprender. Os mestres das
trevas usarão tudo para atingi-los, e com suas mentiras e decepções podem fazer até seus
pais se voltarem contra vocês. Mas há uma escolha, e ela deve ser feita. Prosseguir na
senda mágica de seu destino, ou desviar-se do caminho.’

No dia seguinte, todos permanecem quietos, refletindo. O Ancião começa, então, a


trilhar seu caminho. O olhar segue até onde a visão pode alcançar os caminhos que se
desvelam. Os Ventos do Destino sopram as almas de todos. Um a um todos começam a
seguir o Ancião. Porém, nessa história, o script de cada herói é construído durante a
jornada.”

3Adaptado de Oberon Zell-Ravenheart


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PREPARAÇÃO PARA QUANDO FOREM ESTUDAR ESTE


LIVRO

No universo existe tanto a luz quanto as trevas. O conhecimento seja ele qual for,
mas principalmente o conhecimento é um agente da Luz muito forte, pois liberta as
pessoas de seus aprisionamentos mentais e energéticos e também as capacita para
atuarem firmemente em prol do progresso da humanidade.

Estamos todos em um mundo que é um caldeirão de pensamentos e vibrações. Eles


podem atrapalhar de uma forma ou de outra os estudos e práticas das matérias abordadas
aqui. Por isso desenvolvemos uma série de práticas para neutralizar o ambiente e colocar
vocês em um estado mais receptível.

AJUSTANDO O ESTADO MENTAL

Para praticar ou estudar o governo das leis sutis devemos nos preparar
mentalmente. Devemos, portanto, nos colocar em um estado receptivo. Para isso basta que
você se conecte com o Ser Supremo, seja qual for sua crença, e peça orientação, sabedoria,
e proteção.

Em todas as religiões existem preces que são feitas por todos os integrantes
daquela religião. Essas preces integram a energia coletiva daquela religião e portanto
possuem a força de seus devotos. Para acrescentar essa força ao seu estado mental,
sugerimos que optem por uma prece dessas, de absolutamente qualquer religião que vise
o bem, e a façam antes e depois de inciarem suas práticas.

ESTADO MENTAL

Agora que as preces acima invocaram todo o tipo de proteção possível é


importante que a mente entre em um estado especial. Esse estado vai possibilitar que
vocês estejam atentos em um nível muito superior durante seu estudo. Esse estado mental
também abrirá as portas para a experiência multidimensional.

Agora a maneira de se fazer isso. Deixe o ambiente onde você irá estudar em
penumbra. O primeiro passo é desligar a mente do mundo exterior. Isso pode ser feito com
os olhos fechados onde você irá apenas prestar atenção na sua respiração e em mais nada,
não deixe que nenhum pensamento ou fator externor lhe desvie da observação de sua
respiração. Você pode se focar em ouvir a respiração, senti-la, e na sensação do ar
entrando em seu sistema. Outro método é se concentrar na chama de uma vela com a
mesma regra de calar o mundo externo, uma variação do método com vela é posicionar a
vela em frente a um espelho. Um último método interessante é encher uma vasilha com
água e deixar sua mente se focar nas figuras que aparecem na superfície da água até que o
mundo externo se desligue. Você saberá a hora de parar pela sensação de paz que vai
invadir você, seus pensamentos serão mais claros e ordenados, e você se sentirá
completamente relaxado.

PROTEGENDO O AMBIENTE

Existem também materiais físicos para sua proteção, tanto durante o estudo
quanto no dia a dia. Um elemento que você pode levar consigo constantemente são quatro
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pedras que juntas fazem uma proteção completa: olho-de-tigre, obsidiana, ônix, e
turmalina negra.

Antes de estudar proteja seu ambiente colocando um copo com água perto da
porta. Você deverá mentalizar que todos os anjos e elementais presentes podem limpar
você e seu quarto e colocar os detritos energéticos dentro da água. Quando acabar seus
estudos ou meditação, você deve jogar a água do copo em água corrente, pode ser no vaso
sanitário ou na pia com a torneira aberta. Isso deve ser feito mentalizando a energia
negativa indo embora com a água.

Outra proteção obrigatória é um pequeno pote contendo sal grosso. Voce deve
mentalizar que o Elemental do sal grosso irá impedir qualquer espírito de baixa vibração
de entrar naquele ambiente. Pode dizer também em voz alta “expecto patronum do sal, com
reverência te peço que deixe seu esconderijo no sal e que patrulhe esse ambiente durante as
atividades mágicas planejadas.” Outra alternativa que pode ser utilizada até mesmo antes
das orações é a purificação do ambiente pelo sal. Quando você sentir que o ambiente tem
algo de errado ou está carregado basta você pegar um prato qualquer, colocar uma
pequena quantidade de álcool e colocar um tanto de sal grosso e colocar fogo. Quanto mais
o sal pipocar mais limpeza estará sendo feita.

Opcionalmente pode se acender uma vela e da mesma forma que foi pedido ao
Elemental do sal que proteja o ambiente pode ser pedido ao Elemental do fogo que proteja
seu corpo físico.

Agora sente-se confortavelmente no local onde irá praticar. Feche seus olhos.
Invoque a luz azul prateada e imagine ela descendo em forma de cone do teto e banhando
todo o espaço onde você irá trabalhar. Inspire profundamente essa luz.

DESFAZENDO A PROTEÇÃO

Faça uma prece de agradecimento ao final do estudo. “Obrigado a todos os seres


que tão amorosamente prestaram seu auxílio aqui hoje. Que a fonte ilumine suas vidas
abençoadas. Levem consigo a minha gratidão e que o que tenha restado de vibrações
deletérias seja levado por vossas mãos. Obrigado, obrigado, obrigado!”

MECÂNICA PRETERNATURAL
Em primeiro lugar pedimos veementemente sua paciência. Sabemos que o
conteúdo deste primeiro volume é extremamente denso e que irá necessitar mais de uma
leitura para a sua compreensão. Pedimos que sejam perseverantes e ao final serão
recompensados. Mesmo densa, essa matéria é fundamental para se entenderos princípios
daquilo que ensinaremos nos volumes seguintes.

Nessa matéria iremos ver os conceitos mais básicos e vitais ao aprendizado


mágico. Esses conceitos servirão como base para todas nossas decisões e atitudes diante
dos conteúdos apresentados. Sem eles, dificilmente qualquer um atingirá o nível
necessário para lidar com estágios avançados da ciência preternatural.

Obviamente os caminhos descritos se aplicam à pessoas que escolheram o Bem.


Não somos moralistas, apenas práticos. Se você escolheu o caminho do Bem, então nesse
14

capítulo irá se defrontar com o porquê dessa escolha e seus benefícios. Se você preferir o
outro caminho, bem, esse não é um curso para você.

Teremos nessa matéria noções do funcionamento do universo, o que rege o


funcionamento dele, e como nos comportarmos de maneira eficaz diante de todo esse
mecanismo a fim de conquistar nossos objetivos.

INTRODUÇÃO À MECÂNICA CÓSMICA

Aqui entenderemos como o universo funciona tanto de forma macro quanto de


forma micro, ou seja, veremos o funcionamento do universo como um todo e também os
detalhes dessa grande engrenagem. Veremos como nossa própria evolução está inserida
nestes movimentos cósmicos. Alguns aspectos dos assuntos aqui abordados serão vistos
com mais propriedade e profundidade em outros módulos, principalmente no módulo de
Evolução.

Durante toda nossa vida formulamos perguntas que nos intrigam. Muitas religiões
tentam respondê-las através do argumento único da fé. Particularmente acreditamos que a
fé é também sinônimo de humildade. Temos certeza absoluta de que é necessária a
humildade para entender que existem coisas que estão fora do alcance de nossa
compreensão. Mas isso é um estágio transitório. À medida que evoluímos também nossa
compreensão se torna mais ampla, e aquilo que está fora de nosso alcance agora já não
estará no futuro. Porém, se não fizermos essas perguntas desde já, nunca acharemos as
respostas. É tudo parte de um processo.

Perguntas essenciais revelam inquietações essenciais. Essa vontade de saber mais


é inerente do ser humano e aqueles que abandonaram sua busca pela compreensão estão
tendo uma morte espiritual, ao menos temporária.
15

ORGANIZAÇÃO DO UNIVERSO

SEPARAÇÃO ENTRE HIPERESPAÇO E UNIVERSO


MANIFESTO

A existência é divida em hiperespaço e universo manifesto. Por universo manifesto


entendemos tudo aquilo que se submete, de uma forma ou outra, aos conceitos de tempo e
de espaço. Portanto, o universo manifesto é tudo o que existe, dentro de nossa concepção
de existência. Basta por hora entender que existe o hiperespaço onde as leis do tempo e do
espaço não valem, isso mesmo, um lugar (se é que podemos chamar assim) onde duas
coisas podem ocupar o mesmo espaço e onde passado, presente, e futuro coexistem
simultaneamente.

O universo manifesto é derivado do hiperespaço. Ele também é conhecido como


multiverso, universo multidimensional. Quando chamamos de universo manifesto na
verdade estamos incluindo todos os universos que derivam do hiperespaço e todas suas
divisões.
16

DEUS
Comecemos de cima para baixo. A compreensão de Deus é importantíssima para
entender como funciona o universo.Acreditamos que a primeira pergunta sempre é “O que
ou quem é Deus?”. Devo desapontar a todos nessa primeira pergunta. Temos algumas
respostas pragmáticas que mais nos fazem entender como Deus funciona do que
propriamente quem ou o que é Ele. Usemos a partir de agora o termo Fonte Suprema4.

CONCEITUAÇÃO

TERMINOLOGIA

Aqui nós chamaremos de Deus a Fonte Suprema, origem de todas as coisas.

RAZÕES DE ESCOLHA TERMINOLÓGICA


A escolha do desse termo evita a interferência da associação de Deus com qualquer
conceito religioso. Como procuramos uma concepção mais ampla, essa associação poderia
limitar nossa busca da compreensão dessa verdade máxima que é o conceito da divindade.

Uma outra razão para a escolha é o fato de não desejarmos que o conceito de Deus
seja encarado em uma concepção antropomórfica onde Deus é um ancião barbudo
sentando em um trono e capaz de sentimentos humanos como ira e decepção. Como disse
muito acertadamente Ramtha no documentário Quem Somos Nós, porque Deus iria se
irritar com os atos de um ser imperfeito, parte de uma humanidade de bilhões de
habitantes em um planeta de um sistema solar da periferia de uma galáxia em um
universo que possui infinitas galáxias? Pense nisso.

A Fonte Suprema também é uma designação neutra por não ser nem
inerentemente masculina nem inerentemente feminina. Sabemos que existem tanto
defensores ferrenhos de Deus como tendo polaridade masculina como temos os
defensores da Deusa e de sua polaridade feminina. Por acreditarmos na Fonte como sendo
superior, logo ela não poderia possuir apenas uma única polaridade e por isso tanto uma
versão tendente ao masculino quanto uma versão tendende à feminina seria ignorar
algum dos aspectos da fonte.

ALGUMAS OUTRAS TERMINOLOGIAS


Um livro que oferece algumas terminologias bastante interessantes da Fonte é o
livro de Urantia. Partilharemos com vocês alguns dos termos usados lá pois os mesmos
categorizam nossa visão daquilo que é eterno e supremo de uma forma interessante.

Segundo o livro Deidade é o termo que designa tudo o que é sagrado, tudo o que
tem origem divina, tudo que poderia ser associado ao conceito de Deus. Divindade,
segundo o conceito do livro, são os efeitos de manifestação da deidade. E por último o
conceito de Deus que é a personificação que nós seres nesta atual fase de evolução damos
ao que compreendemos da deidade e da divindade mesclados a uma tendência ao
antropomorfismo.

4Leiam a apresentação para entender a escolha desse termo.


17

DEFINIÇÃO

“A Fonte Suprema é a causa primeira de todas as coisas”


A Fonte possui ambas as polaridades e nela se originam todas as manifestações do
multiverso. Ela tem uma suprapersonalidade, ou seja, uma personalidade que transcende
nossos conceitos ainda limitados do que é uma personalidade. A Fonte é um fenômeno
não-local que existe fora do eixo do tempo-espaço.

Vejamos agora um pouco mais sobre a natureza da Fonte Suprema.

O QUE É A FONTE

A FONTE NÃO TEVE COMEÇO

Sabemos que a Fonte não tem origem. Isso mesmo, ninguém a criou e o Big Bang
tem apenas relação com a criação do nosso universo em particular e não com o
surgimento da Fonte Suprema. É sem dúvida um conceito impossível de se apreciar
inteiramente no nível em que estamos.

A Fonte não foi criada pois se tivesse sido criada logo quem a criou teria vindo
antes dela e seria portanto a Fonte. Esse é um conceito bastante difícil, o conceito de
eternidade, de infinito. A Fonte é absoluta, ela não teve começo e não terá fim. No entanto
ela se modifica e se altera constantemente, se expande, e interage com as coisas que dela
derivam de formas distintas. A Fonte não está estagnada, mas é a fonte de todo dinamismo
existente, de todo movimento e ação.

A FONTE NÃO PODE SER UMA ENTIDADE INDIVIDUAL

Se Deus fosse uma entidade individual o universo seria algo muito injusto. Muitas
religiões tentam “humanizar” a Fonte, atribuindo termos como vontade, ira, agradar, e
tantos outros que só fazem sentido para seres individuais racionais (às vezes nem tanto)
como nós. A Fonte está muito, mas muito acima mesmo de emoções como essas.

Se Deus fosse algo assim, então todos nós seríamos escravos de um ser que deu a
sorte de nascer superior a absolutamente tudo, e que criou regras por capricho.
Estaríamos vivendo em uma grande tirania.

Mas a Fonte não funciona dessa maneira. Por ser o princípio e o fim de tudo, a
Fonte é a sabedoria encarnada. Existem sim leis, que fazem parte da organização do
mundo manifesto. Essas leis existem para que não haja caos, e não para que tenhamos de
fazer a vontade de um único ser. Sentimentos rebeldes acometem a todos que acham que
somos obrigados a obedecer alguém. Se entendermos que são regras que dão ordem à
existência, então cumprimos a lei sem grandes dificuldades.

RAZÕES PARA LEIS NO UNIVERSO


As leis que regem os mundos não são arbitrárias. Elas nao foram feitas para
beneficiar um único individuo. Muito pelo contrario, elas permitem que cada ser tenha
liberdade de expressar-se e de experimentar sem necessariamente ter de invadir o espaço
de outro ser. Obviamente que alguns optam por dominar outros indivíduos, mas isso nao é
preciso e esses seres poderiam facilmente prosseguir em suas evoluções sem ter de
18

conquistar outros. As leis, portanto, funcionam para garantia de igualdade de direitos


entre os seres.

Essas regras que organizam a existência são parte inerente da Fonte, elas fazem
parte de sua natureza. Elas nao são coisas que a Fonte decidiu colocar lá ou coisas que
possam ser revogadas quando for conveniente. Na verdade, essas leis nao dependem de
nada para sua existência e a própria Fonte joga conforme suas próprias regras. Nao
importa se você acredita nelas ou nao, nao importa se você quer quebrar essas regras, nao
é assim que elas funcionam, não importa a circunstância, você sempre estará sendo regido
por elas.

Existem leis menores e secundárias que podem ser minimizadas ou até anuladas,
mas sua existência permanece. A lei da gravidade por exemplo. Se você consegue através
de um campo eletromagnético minimizar ou anular os efeitos da gravidade em você, e
dessa forma levitar, isso nao significa que a gravidade sumiu, ou que você nao esta sob sua
influência, apenas significa que dentro do funcionamento dessa lei existem possibilidades
previstas de anulação dos efeitos ou de sua atuação, ou seja, você ainda estará obedecendo
todas as regras inerentes a ela.

Existem leis que estão presentes em todas as realidades, existem leis que são
características de uma dimensão específica, de um universo específico, ou de uma
circunstância específica. Cada conjunto de regras foi planejado quando aquela realidade
foi concebida holograficamente5.

Essas leis possuem uma larga margem de ação. O indivíduo tem várias
possibilidades de se expressar criativamente e de combinar as propriedades das leis de
forma engenhosa. Por isso a existência dessas leis não inibe o caos criativo mesmo porque
ele é fundamental para a expansão e diversificação das experiências e das realidades como
você poderá conferir mais a frente.

IRRACIONALIDADES
Portanto, a Fonte não funciona como nós funcionamos. Perguntas como “como
agradar a Deus?”, “o que faço para que Deus me perdoe?”, e “porque Deus está fazendo isso
comigo?” não fazem sentido é apenas tentar empurrar aquilo que é nossa
responsabilidade para um indivíduo fictício que teoricamente está acima de nós. A Fonte
não funciona assim, e junto com o nosso livre arbítrio ela nos deu a responsabilidade pelos
atos. Essas perguntas devem a partir de agora se tornar “Como posso agir em consonância
com as leis do universo?”, “Como posso perdoar a mim mesmo?”, e “Quais são os motivos
pela minha atual situação? O que fiz ou deixei de fazer para que isso aconteça? O que ainda
não aprendi?”.

COMO POSSO AGRADAR A DEUS


Consideremos essa pergunta por um instante. Primeiramente, procurar agradar a
Fonte é presumir duas coisas: A Fonte tem objetivos, e esses objetivos podem ser
frustrados. A Fonte não ter objetivos faria dela algo sem propósito e sem inteligência, mas
como sabemos que ela é a inteligência suprema somos obrigados a aceitar que existam sim
propósitos em suas ações, por mais que esses propósitos sejam incompreensíveis por nós.
Porém, seguindo nossa lógica vemos que não é possível que qualquer que seja o objetivo
da Fonte possa ser frustrado. Como origem de tudo, causa primária de todas as coisas,
tudo o que se manifesta é por vontade dela. Logo chegamos à conclusão de que nao

5 Vocês verão como isso acontece ainda nessa parte mais adiante
19

possuímos meios de contrariar a Fonte, tudo o que fazemos beneficia de uma forma ou de
outra seus planos, inclusive nossos erros.

Presumir que algo que nós façamos possa agradar a algo que possui uma escala tão
maior é risível. Ou seja, fazer as coisas da maneira certa só nos beneficia, já que tudo
beneficia a Fonte. No entanto, acreditamos que se há alguma maneira de agradar a Fonte
essa maneira é percorrendo o caminho evolucionário e expansivo da forma mais direta,
eficaz, e rápida possível.

Vale lembrar que o fato da Fonte ser beneficiada com tudo o que acontece não
implica que não existam distinções entre bem e mal, apenas implica que o mal também
tem sua função na ascensão dos seres.

O QUE FAÇO PARA QUE ELA PERDOE MEUS ERROS?


Isso leva a um questionamento muito importante similar ao que vimos
anteriormente. Se estamos pensando em perdão, então necessariamente estamos
pensando em ofensa. Se existe a necessidade de pedir perdão é porque alguém foi
ofendido. Isso nos leva a seguinte pergunta: Como podemos ofender a Fonte (ou Deus, se
quiser pensar assim)? A resposta é simples: Não podemos.

É absurda a idéia de que seres como nós possamos ofender algo supremo e
absoluto como a Fonte. Essa idéia implica em duas coisas: a Fonte possui um ego sensível,
e consideramos as coisas ruins que nos acontecem como punições.

Na primeira hipótese, a Fonte precisaria ter um ego sensível para poder ser
vulnerável a ofensas. Pensar nessa possibilidade é uma heresia. Se fôssemos governados
por um ego humano assim, estaríamos vivendo debaixo de uma tirania de um ser muito
pouco melhor do que nós, e vejam que estamos falando de um reino composto por vários
universos infinitos cada qual com inúmeras dimensões. As evidências da perfeição que nos
cerca demonstra o contrário. A Fonte não se ofende com nossos erros, apenas observa
nosso aprendizado com eles.

A segunda parte pressupõe que só sofremos quando algo superior nos pune.
Tentem mudar sua concepção desde já. Quando soltamos uma pedra e essa cai, ela esta
sendo punida? Não, ela está apenas se comportando dentro da lei da gravidade. Quando
fazemos algo prejudicial e posteriormente sofremos, estamos sendo punidos? Nao, apenas
estamos fazendo parte do comportamento natural da lei de causa e efeito. Procurem
pensar da seguinte forma quando se sentirem punidos ou quando não souberem a razão
do seu sofrimento: Estou sofrendo porque existe algo que ainda não aprendi, aprenderei
rápido e o sofrimento cessará.

Existe uma segunda possibilidade para o sofrimento que não inclui merecimento.
Simplesmente outro ser decidiu cometer um ato de impacto negativo. Neste caso, dado o
seu não merecimento, você ganha crédito. Nunca pensou de onde vem tanta generosidade
gratuita que aparece na sua vida? Tantas situações favoráveis que não são do seu
merecimento aparente? De repente é a compensação automática de um ato injusto sofrido.
Mas por favor, Deus não é um bancário fazendo sua contabilidade de merecimentos e não
merecimentos. É um processo automático embutido nas leis que regem nossa existência.
20

TUDO FAZ PARTE DA FONTE

Tudo o que existe faz parte da Fonte, direta e indiretamente. Diretamente porque a
Fonte a criadora primeira de tudo que existe. Indiretamente porque tudo aquilo que nós
criamos também faz parte da Fonte, pois somos em essência parte intrínseca da Fonte.

A Fonte cria de forma holográfica. Ela esta fora do espaço e fora do tempo. De lá
criou seu plano arquitetônico para cada um dos universos existentes. Esses universos
criados estão localizados dentro do espaço-tempo fazem parte do chamado universo
manifesto. Esse universo manifesto é formado com a energia primordial que faz parte de
tudo e que sai da substância da qual a Fonte é feita. Essa energia se condensa em vários
níveis criando assim as dimensões.

A Fonte divide a si mesma. Ela cria dessa forma as fagulhas que serão as almas dos
indivíduos que participarão das experiências dos diversos níveis do universo manifesto.
Dessa maneira ela se expande e cria, assim ela faz parte de tudo o que existe e parte de
tudo que somos, pois a centelha que nos anima é simultaneamente derivada e parte
integrante da Fonte.

Dizer que tudo faz parte da Fonte não é meramente panteísmo. A Fonte não é
apenas a somatória de tudo o que existe, mais acertado seria dizer que tudo o que existe é
parte dela porem ela transcende o todo por seu potencial infinito e absoluto.

DO QUE É FEITA A FONTE

A Fonte tem existência substâncial. Em outras palavras, ela é feita de algo, de uma
substância. A essa substância chamaremos anima. Essa substância já foi teorizada pelos
pesquisadores da física quântica em suas descobertas e investigações sobre o hiperespaço.
A anima possui uma estrutura quase incompreensível para nós nesse estagio, no entanto
ela se comporta de uma maneira que podemos compreender ao menos metaforicamente.
Devemos evitar simplificações rudimentares e grosseiras ao tentar compreender a anima

A animase expande e se multiplica em certas situações. A Fonte está em plena


expansão constantemente. Na medida em que se expande a Fonte se fragmenta, como visto
anteriormente. Desses fragmentos de anima da Fonte nossas almas são criadas. Nossas
almas estão sempre conectadas a Fonte e serão sempre parte dela. Como centelhas
individuais as almas têm sua própria expansão de anima e isso dá características
peculiares ao processo de evolução.

OBJETIVO DA FONTE

Pelo item anterior pode-se deduzir qual é esse objetivo. Expansão. Não falamos de
objetivo como quem fala de uma meta ou de um desejo, falamos da natureza da Fonte,
falamos de seu proposito. Também não estamos dizendo, quando usamos a palavra
proposito, que a Fonte tem de ter serventia ou utilidade, a Fonte não tem que servir pra
nada, pois nenhum ser deve ter de justificar sua existência, tudo apenas é e se comporta
segundo sua natureza atual. É disso que trataremos, de como se comporta a Fonte e o que
ela objetiva.

Como vimos anteriormente a Fonte se expande e com essa expansão se divide


criando centelhas que são as almas dos seres em evolução. Essas almas também se
21

expandem e assim aceleram e colaboram para a expansão da Fonte, já que fazem parte
intrínseca dela. Lembremos que essa expansão se realiza pela multiplicação da substância
que chamamos anteriormente de anima. A anima se multiplica através de dois estímulos
específicos: amor e conhecimento. Esses estímulos vêm das experiências especificas que a
anima tem no universo manifesto através do espírito.

ONDE ESTÁ A FONTE

A Fonte fica no hiperespaço. O hiperespaço é a dimensão que está além do espaço e


do tempo. Lá não existe nem o tempo nem o espaço, todas as ações ou atividades são
instantâneas e simultâneas. No hiperespaço as dimensões são definidas por frequência,
fase, e amplitude. Não se preocupem com estes termos ainda, temos um caminho muito
longo a percorrer e muitos desses conceitos aparecerão e serão mais devidamente
explicados nos nossos estudos. Aqui basta entender que a Fonte se localiza em uma
dimensão que não funciona de nenhuma maneira como o mundo manifesto que estamos
acostumados. Por esse motivo fenômenos como o da anima podem acontecer, as almas
fazendo parte integrante da Fonte ao mesmo tempo em que são centelhas individuais.

CONCEPÇÕES DA DIVINDADE

O ser humano, como ser em estado limitado, usa seu intelecto para conceber e
explicar a divindade. Algumas concepções são bem amplas e outras estruturadas em
dogmas. Vejamos algumas dessas concepções e as implicações de cada uma delas.

ATRIBUIÇÕES

As atribuições mais comuns da divindade incluem onisciência, onipotência,


onipresença, benevolência, simplicidade divina, zelo sobrenatural, eternidade, e existência
necessária.

Onisciência: é a capacidadede saber tudo infinitamente, incluindo pensamentos,


sentimentos, vida, passado, presente, futuro, e todo universo.

Onipotência: designa a capacidade de fazer qualquer coisa.

Onipresença: é a habilidade dese estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Benevolência: Disposição favorável em relação a alguém.

Simplicidade divina: Em teologia, simplicidade divina é o atributo segundo o qual


Deus não é constituído de partes. O ser de Deus é idêntico aos seus atributos. Em outras
palavras, características como onipresença, bondade, amor, eternidade, e outras, são
idênticas ao ser divino e não qualidades que o definem.

Também Deus é concebido como sendo imaterial (sem corpo físico), algo que
possui uma personalidade, como a causa para termos de fazer o bem, e como ser supremo.

Todas essas afirmações foram acompanhadas de grandes defesas filosóficas porém


apresentam diversas contradições. Deus ser algo imaterial sugere que ele não possui
substância, porém todas as evidências apontam para um comportamento substâncial
mesmo que de uma matéria para nós desconhecida e com funcionamento complexo. Deus
22

não pode possuir uma personalidade como compreendemos pois isso induziria a um
conceito de que vivemos em uma tirania de um ser semelhante a nós porém em posição
privilegiada. Deus deve ser a origem de tudo, tudo o que existe deve ter origem em Deus
(pra nós a Fonte), por isso tanto o bem quanto o mal tem lugar e propósito na criação
divina.

CONCEITOS FILOSÓFICOS

DEUS DECEPTOR
Na filosofia cartesiana Deus é visto como alguém que quer iludir e enganar e
manipular o homem. Se Deus precisa manipular alguém, então não é o ser supremo e fonte
de todas as coisas.

DEUS OTIOSUS
No conceito teológico de deus otiosus ele é tido como um Deus que não se envolve
em seu funcionamento diário. É importante notar aqui que, a parte a associação com o
termo otiosus (ocioso), o conceito de que Deus não se envolve em questões cotidianas é
bem saudável e nos traz a responsabilidade daquilo que nos cerca. Lembren-se de que
vivemos debaixo de leis universais, e que temos de saber como nos comportar diante
delas, Deus não está diretamente envolvido nos resuldados de nossas ações.

DEUS ESCONDIDO
Um conceito similar sugerido por São Tomás de Aquino se refere a Deus escondido.
Nesse conceito não pode ser reconhecido por nada que possamos ver. Somos de opinião
completamente oposta, pois tudo é resultado da Fonte.

A NOVA GERAÇÃO DE DEUSES


Alguns também sugerem que a idéia de um Deus já se esgotou e que ela é
substituída por deuses mais jovens e ativos. A própria idéia de substituição entra em
conflito com o conceito de entidade suprema.

MONOTEÍSMO
Nasreligiões monoteístasatuais o termo se refere à ideia de um ser supremo,
infinito, perfeito, criador do universo, que seria a causa primária e o fim de todas as coisas.
Esse conhecimento supostamente teria sido revelado através dos textos sagrados: Tanakh
(judaísmo), Avesta (zoroastrismo), Bíblia (cristianismo), Livro de Mórmon (mormonismo),
Alcorão (islamismo), Kitáb-i-Aqdas (bahaismo).

DEÍSMO
Esse pensamento rejeita a religião institucionalizada. Afirma que a razão é a única
maneira de nos assegurarmos da existência de Deus. Falha ao entender que cada ser é
único, e que cada um possui sua maneira de se relacionar com o conceito de Deus, mesmo
que através da religião institucionalizada. Nós pregamos o respeito universal pelas
manifestações religiosas. Respeito não necessariamente significa concordância.

TEÍSMO
Contrapõ-se ao ateísmo, ao deísmo, e ao panteísmo. Afirma que existe Deus, que
esse é um ser absoluta que transcende tudo, e que interfere no mundo. No teísmo Deus
23

pode ser compreendido pela razão, não é necessária a revelação, mas não nega que essa
possa existir. É do teísmo que se desenvolve a teologia.

ATEÍSMO
Nega a existência da divindade ou mesmo atesta a ausência da crença de que exista
a divindade.

AGNOSTICISMO
O agnóstico pode ou não acreditar em Deus, não acredita que seja possível provar
sua existência do mesmo jeito que é impossível provar sua inexistência. É um termo usado
por quem não segue nenhuma religião.

POLITEÍSMO
Crença na existência de várias divindades.

ANIMISMO
Manifestação religiosa imanente a todos os elementos.

PANENTEÍSMO
Afirma que o universo está contido em Deus mas Deus é maior do que o universo.

PANTEÍSMO
Deus e o universo coincidem, são a mesma coisa.

ANTROPOMORFISMO
Atribui características humanas a Deus. É um engano pois dá limites humanos ao
pensamento divino e o torna assim menor do que o absoluto que é.

RELIGIÕES

Muitos argumentam o conhecimento sobre Deus através dos textos sagrados,


outros através de suas qualidades manifestas no ser humano, outros observando a
natureza e suas criações. Também se defende a observância de Deus através da evidência
científica de uma fonte de energia ilimitada que poderia explicar a criação do universo e
também através da complexidade do universo tanto em nível macro quanto microscópico.

CONCEPÇÃO ABRAÂMICA
Inclui a visão cristã da trindade, a definição cabalística de Deus no misticismo
judaico, e os conceitos islâmicos. É chamada de concepção abraâmica pois o patriarca
Abraão deu origem aos povos que geraram essas três religiões.

HINDUÍSMO
Possui diversos pontos de vista do divino que podem variar por região, seita, e
casta. Essas visões podem variar desde o monoteísmo até o politeísmo.

BUDISMO
É uma religião não teísta porém não ateísta. Não atribui conceitos a um Deus ou
deuses mas não nega sua existência.
24

ESPIRITISMO
Para eles Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas, eterno,
imutável, imaterial, único, onipotente e soberanamente justo e bom. Todas as leis da
natureza são leis divinas, pois Deus é seu autor.

Vale notar que o espiritismo confunde eternidade com imutabilidade. Tudo no


universo é dinâmico e em constante movimento, por isso um Deus que não se modifica é
contrário à própria natureza observável que ele cria, este é um paradoxo irracional.

MARTINISMO
"vejo o Todo, vejo-me na mente… No céu eu estou, na terra, nas águas, no ar; estou
nos animais, nas plantas. Estou no útero, antes do útero, após o útero -estou em todos os
lugares."

TEOSOFIA
Afirma que o universo é essencialmente espiritual e que o homem deve evoluir
para se integrar a Deus.

WICCA
Religião dueteística que crê na Mãe tríplice e no Deus Cornífero. Essas entidades
são muitas vezes vistas como facetas de uma divindade panteísta maior. São mais
associações simbólicas do que conceitos formados sobre a divindade.

RELIGIÃO MATRIARCAL
Centrada na adoração à Deusa Mãe, associado a ritos de fertilidade e sacralidade da
adoração da natureza e dos ciclos cósmicos. A projeção da manifestação divina natural na
figura da mulher ou deusa define o conceito do divino desta religião.

ONIPOTÊNCIA, ONISCIÊNCIA, ONIPRESENÇA

ONIPOTÊNCIA

A onipotência da Fonte parte do princípio de que todo o universo manifesto se


origina da luz produzida pela anima e condensada holográficamente desta forma estando
sob seu domínio.

ONISCIÊNCIA

Toda a informação molecular de tudo o que existe e todo histórico da existência de


toda a matéria está no hisperespaço da Fonte. No hiperespaço também passado, presente,
e futuro coexistem colaborando para a onisciência da Fonte.

ONIPRESENÇA

Como discutimos antes, tudo faz parte da Fonte direta ou indiretamente.


25

ANIMA

COMO SE MULTIPLICA

Vimos anteriormente como a Fonte Suprema se expande no hiperespaço através


da anima. Aqui entenderemos melhor como funciona esse processo.

Devemos aqui explicitar que as descrições a seguir são simplificações humanas


para explicarmos processos ainda além de nossa possibilidade de compreensão.
Entendemos que a Fonte possui substância, sabemos que essa substância se expande, e
sabemos que se expande mediante certos estímulos. Nós humanos sabemos disso pela
observação de certos fenômenos e a interligação entre eles.

Os detalhes mais profundos do comportamento dessa substância, que chamamos


aqui de anima, são inexplicáveis para nós. São inexplicáveis simplesmente porque nossa
mente individual, como nós a percebemos, está no universo manifesto onde existe
fortemente o conceito de tempo e de espaço. Por isso se torna difícil compreender
plenamente o comportamento de coisas que se encontram em uma realidade sem tempo e
sem espaço: o hiperespaço.

No entanto devemos esquematizar essas observações por motivos didáticos para


compreendermos a Fonte e para compreendermos adiante o funcionamento de certas
dinâmicas evolucionárias.

ESTÍMULO

INTERAÇÃO

A substância que aqui chamamos de anima, se multiplica mediante certos


estímulos assim como organismos se multiplicam através de estímulos como alimento, luz
solar, e outros. Esses estímulos são todos obtidos pelas interações com o mundo
manifesto. Essa interação se dá através dos construtos energéticos que a alma cria no
multiverso. Veremos mais a frente quais são esses construtos e como funcionam,
principalmente na parte de anatomia mágica.

NOVOS ESTÍMULOS

Esses estímulos vêm através da experiência que a alma tem interagindo com as
coisas e situações, principalmente situações do universo manifesto multidimensional.
Quanto mais experiências mais estímulo e maior o crescimento. Essas experiências, essas
interações, são o alimento da alma, pois fazem a anima se multiplicar.

Uma questão pode ser levantada: se a alma, juntamente com a Fonte e como parte
dela, criou o mundo manifesto como é que ela pode obter experiências novas? Essa é uma
excelente pergunta com uma resposta simples. A criação inicial não ficou estática, ela se
expandiu, ela se recria diariamente, ela cria novas coisas. O mundo manifesto se expande
por si só tornando-se uma deliciosa complexidade. Diversas vezes vivemos situações que
não planejamos, isso é sinal de que não apenas vivemos situações em que projetamos e
criamos mas vivemos também situações que atraímos e outras que interagimos das
26

construções e atrações de outros seres durante nossas jornadas. A alma e a Fonte também
criam constantemente e isso faz com que o panorama do mundo manifesto esteja em
eterna mutação dinâmica.

É muito importante que se entenda que o estímulo nunca cessa nem cessará, a
expansão é eterna, sempre haverá novas experiências e novas interações. Afinal, ninguém
jamais interagiu com todas as coisas e pessoas existentes, não pegou em todas as pedras,
não visitou todos os leitos de rio, não esteve em todas as montanhas nem acariciou todos
os animais. Ainda falta muito pra experimentarmos. E sempre faltará.

QUAIS SÃO OS ESTÍMULOS

Todas as vezes que a anima se multiplica a alma fica maior. A alma é a


individualização de uma parte da fonte para que se crie um ser. Uma alma maior produz
mais luz que vai se solidificar no multiverso. Dessa forma a Fonte também esta sendo
expandida. Quanto mais luz uma alma consegue solidificar maior o poder que esse
indivíduo tem de fazer as coisas acontecerem ao seu redor.

Em algumas religiões esse fenômeno de maior poder é chamado de “conquista


moral”. Isso quer dizer que temos dois tipos de pessoas que demonstram poder
mensurável por sobre sua realidade. Algumas pessoas nascem com um corpo mais
preparado para processar energia e por isso demonstram esses efeitos. Outras, por terem
uma alma maior demonstram os mesmos efeitos ou até maiores ,porém independente do
corpo que carregam sua alma produz luz que se solidifica e produz efeitos no mundo
manifesto.

Os dois estímulos observados que fazem com que a anima se multiplique e


aumente o tamanho da alma são o amor e o conhecimento.

DEFINIÇÃO DE AMOR

Quando falamos de amor aqui, não estamos falando de qualquer sentimento,


estamos falando claramente apenas de amor. Qualquer tipo de amor. Vejamos um pouco
mais sobre como definir o amor.

Quando amamos algo estamos atribuindo valor profundo ao objeto de nosso amor.
Vocês podem pensar que amam coisas sem valor, mas aquilo não tem valor segundo
quem? Se você ama algo ou alguém aquilo tem valor pra você, mesmo que não tenha valor
econômico ou qualquer outro valor para outras pessoas. Pode-se amar o que se faz, seu
trabalho, uma atividade, o amor pode tomar todo tipo de forma.

AMOR EGOÍSTA

O amor mesquinho e egoísta, infelizmente, também pode ser considerado como


amor, pois um valor estará sendo atribuído àquilo. O amor próprio também é considerado
amor. Por isso vemos pessoas egoístas prosperarem, por isso vemos pessoas de mau
caráter porém com grande poder pessoal. Isso tudo porque o amor por si mesmo, o amor
pelo dinheiro, o amor pelos prazeres também é amor pois afinal é uma atribuição de valor.
No entanto, esse tipo de amor tem limites e é muito seleto. Ele exclui a maior parte das
fontes de amor. Isso faz com que essa pessoa tenha certos limites de expansão de sua alma
através desse tipo de amor. Todavia existem maneiras de esses indivíduos continuarem a
27

expandir seu poder pessoal roubando a anima de outras pessoas, mas veremos isso em
Defesa Preternatural.

AMOR UNIVERRSAL

Esse tipo de amor, tão almejado pelos mais espiritualizados, acontece quando se
atribui valor verdadeiro a todas as coisas e seres. Existe esse amor por se considerar a
própria existência como o valor inerente do ser. Existir basta, incluindo coisas inanimadas.
Respeito por tudo que existe. Isso não significa que todos os seres fazem atos admiráveis
ou que estão no mesmo ponto do caminho. Em um nível profundo somos todos um,
partilhamos da mesma substância de uma Fonte única, todos temos valor apenas por
existirmos, porém estamos em pontos distintos no caminho. Essas diferenças devem ser
respeitadas. Não lidamos com a cobra da mesma maneira que lidamos com um coelho, mas
ambos têm direito à vida e têm sua função e valor dentro do macrocosmo.

DEFINIÇÃO DE CONHECIMENTO

INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO

A primeira distinção a ser feita aqui é entre conhecimento e informação. Muitas


pessoas possuem um número enorme de dados mas isso não significa que elas entendam
as implicações dos mesmos. Ter conhecimento é ter dados, mas também é compreender
seu contexto, é extrapolar conexões, é ter domínio daquela informação por completo. Ter
conhecimento é compreender totalmente algo.

INFORMAÇÃO E SABEDORIA

Aqui existe outra distinção importante. Percebam que não falamos em nenhum
momento sobre conceitos de bem e mal envolvendo o conhecimento. Não estamos
atribuindo ou analisando esse tipo de valor. O uso ou intenção por trás do conhecimento
não é nosso foco de estudo aqui. Para o estímulo da anima e expansão da alma basta o
conhecimento em si. Em geral, o bom uso ou o uso benéfico do conhecimento é chamado
de sabedoria.

CONHECIMENTO EGOÍSTA

Como no caso do amor, o conhecimento para fins egoístas também estimula e


expande a anima. Mas como no outro caso, esse caminho também tem suas limitações.
Para certos tipos de experiência, para certos tipo de aprendizado, para certos tipos de
conhecimento, apenas o abandono de si mesmo, apenas o altruísmo e abnegação
possibilitarão que os mesmos aconteçam.

VISÃO DE HERMES

Para entender melhor quem foi Hermes Trimegisto dê uma olhada em figuras
célebres na parte de História da Espiritualidade. De forma geral a visão de Hermes dá uma
descrição da saída da centelha divina da Fonte, sua queda até a mais densa das dimensões
28

e sua ascensão lenta e evolutiva até que ao final esta chama evolui encontrando seu
caminho até a fonte e assim se reintegrando a ela.

Afirmamos desde já que não cremos ser possível sermos reabsorvidos pela Fonte e
assim deixarmos de existir. Como dito antes isso seria de acordo apenas comum deus
tirano e vampírico. Acreditamos que nunca realmente saímos da Fonte já que nossa alma
permanece simultaneamente ligada e independente. Também não endossamos a ideia de
que exista um caminho vertical como o descrito. Não nos densificamos ao sair da Fonte, já
somos manifestos densos na multidimensionalidade. O que acontece na interpretação
desta visão é a densificação fotônica quer veremos mais à frente.

Vimos anteriormente sobre a improbabilidade de um ser obter todas as


experiências possíveis presentes no mundo manifesto. É principalmente sobre esse
caminhar no mundo manifesto que trata a célebre Visão de Hermes. Nela é descrita a
manifestação multidimensional, a alma se manifesta no multiverso condensando sua luz e
criando seu construto energético (espírito) para interagir, em seguida densifica esse
construto para que o mesmo habite as dimensões mais densas. Lá as experiências e
aprendizados são mais brutais e menos complexos. À medida que vai se coletando
experiências, a anima se expande e pode assim gerar mais luz. Essa luz será condensada
no mundo manifesto, em outras palavras, o indivíduo ganha mais possibilidades de
modificar o seu ambiente e possibilidade de criar e interferir em sua realidade. Com essas
novas possibilidades a agitação molecular causada pela metabolização da energia tornará
mais sutil o indivíduo e assim o fará deslocar-se para dimensões mais leves. Assim ocorre
a ascensão descrita na visão. Para maiores detalhes consulte o anexo deste livro para ler a
visão de forma integral e comentada.

O que queremos frisar aqui é a excelente metáfora explicando nossa ascensão. Essa
visão nos permite ver figurativamente a expansão pela qual passamos ao percorrermos
nossas experiências. À medida que acumulamos essas experiências a quantidade de
energia que processamos é maior e consequentemente é maior a agitação molecular de
nosso corpo espiritual, assim gradualmente nos tornamos mais sutis e assim vamos
percorrendo das dimensões mais densas em direção as mais diáfanas e etéreas. Com a
visão de Hermes vemos a narração da nossa ascensão pelos mundos. Outro aspecto o
interessante é o simbolismo da chegada a Deus. Certamente em estágios mais avançados
do nosso caminhar nossa integração alma-espírito é muito maior, e a quantidade de anima
que nossa alma possui nos faz ser verdadeiros deuses e mais adiante teremos uma
integração indescritível com a Fonte.
29

INTRODUÇÃO AO HIPERESPAÇO
Nesse capitulo estudaremos um pouco sobre como funciona o hiperespaco. Nos
aprofundaremos nesta questão na parte de Hermetismo. No enntanto é importante que
tenhamos noções preliminares sobre o hiperespaco para termos nossas mentes abertas
para alguns conceitos que serão apresentados em seções futuras desse livro.

O QUE É HIPERESPACO

De forma resumida vamos aplicar aqui o nosso entendimento, segundo a teoria das
cordas, do que é hiperespaço. O hiperespaço é o “lugar” onde fica a Fonte Suprema, o
“lugar” de onde se origina tudo que existe no universo manifesto, é onde ficam guardadas
todas as informações já existentes, é onde residem nossas almas, é a origem. A seguir
vamos entender alguns aspectos do hiperespaço e vamos nos aprofundar em suas
inplicações em estudos futuros.

NOMENCLATURA

Muitos textos vão chamar o hiperespaco de realidade virtual pois o hiperespaco


trabalha principalmente com o potencial. Ela é chamada de virtual pois não possui uma
existência física como nós compreendemos, algumas estruturas hiperespaciais são, às
vezes, mais conceitos do que entidades. Isso quer dizer que essas estruturas funcionam
mais como ideias do que como substância. Isso não revoga o que vimos sobre a anima, mas
vem reforçar sua diferença com aquilo que estamos acostumados.

Outra terminologia usada para denominar o hiperespaco é vácuo. Não sejam


induzidos por essa nomenclatura a pensar no conceito de vácuo como sendo algo vazio. Na
física quântica o vácuo reúne todas as possibilidades, tudo o que pode ser criado. Um único
ponto no vácuo contém energia suficiente para um novo big bang. Quando vocês pensam
no vácuo do espaço estão pensando apenas em ausência de ar, porém o vácuo é pleno de
ondas e emanações energéticas de todo o tipo.

AUSÊNCIA DE TEMPO AUSÊNCIA DE ESPAÇO

Partículas elementares são o maior indicio do hiperespaco pois são capazes de


existir em um estado de não-tempo e não-espaço. Elas compartilham suas existências com
seu próprio passado e próprio futuro. Essas partículas são percebidas por nos apenas em
uma fração de seu próprio tempo pois elas pulam para dentro e para fora,
simultaneamente, de diferentes estruturas temporais. Isso quer dizer que essas partículas
existem simultaneamente, ao mesmo tempo, em todos lugares e todos os tempos que
existem. Se você fosse uma dessas partículas, estaria vivendo agora, ao mesmo tempo, sua
infância e sua velhice e moraria aqui e em Hong Kong, e em Tóquio, e em Sidney, e no
México, de uma só vez.

Manter um compromisso seria um desafio neste mundo, pois o lugar onde você
marcou o encontro poderia estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Quando o espaço
deixa de ser uma variável, quando ele não existe, esse fenômeno é chamado de não-
localidade do evento. Se quiser, pense no hiperespaco como uma grande encruzilhada
onde todos os caminhos se encontram e todos os tempos coexistem, dali é possível ir a
30

qualquer lugar em qualquer época. Assim funciona a ausência de tempo e a ausência de


espaço no hiperespaço.

PARTÍCULAS

Como dissemos anteriormente o vácuo é pleno de energia. É no vácuo que começa


o processo onde a matéria, o espaço, e o tempo se manifestam nas diversas dimensões.
Quando as partículas elementares se manifestam elas trazem junto conhecimento do
hiperespaco. Vemos isso no processo de holografia onde a luz vai se condensar formando a
matéria e as dimensões, nesse processo ela se condensa de acordo com um plano
arquitetônico holográfico que organiza essa condensação e dessa forma esta
transportando esse conhecimento a partir do hiperespaco.

TRANSMISSÃO DA INFORMAÇÃO

O hiperespaco possui estruturas que se chamam hipercampos. São essas estruturas


que fornecem as informações e as transportam através das ondas escalares. Onda escalar é
um tipo de onda que se movimenta mais rápido do que a velocidade da luz. As ondas
escalares possuem outras propriedades além de sua notável velocidade. O hipercampo não
pode ser observado de forma direta por nós, apenas sabemos que existem pelos efeitos
que observamos. Nossa intenção individual, nossa vontade, pode alterar a interação do
hiperespaco com o mundo manifesto. Nós alteramos através de nossa intenção os
processos holográficos que materializam as coisas nas dimensões. Isso acontece pois
temos nossa anima, nossa alma que está sediada no hiperespaço e assim faz a
transferência necessária de informação. Lembrem-se que essa informação é transmitida
em ambos os sentidos, ou seja, podemos também receber informações importantes vindas
do hiperespaco. É dessa maneira que muitas vezes também sabemos que algo existe no
hiperespaco mesmo sem podermos observar o fenômeno de forma direta, pois somos
seres multidimensionais ancorados pela alma no hiperespaco. A intenção individual pode
alterar a interação do hiperespaco com o mundo manifesto e assim manifestar e criar
eventos na multidimensionalidade. É através do hiperespaco que toda matéria que existe
se comunica constante e incessantemente. O hiperespaco envia ondas escalares através
dos hipercampos, existem no universo manifesto tradutores que compreendem o que
essas ondas escalares trazem de informação. O cérebro é um tradutor de onda escalar e
gera seus próprios conectores de hiperespaco. A forma cilíndrica com extremidades em
campana são nossos conectores com o hiperespaco e com realidades paralelas. Essa forma
energética é conhecida como ponte de Einstein-Rosen. Outra forma hiperespacial é o
toróide. Quando falamos sobre a não-localidade, ou seja, a ausência do conceito de espaço,
estamos querendo dizer que partículas com galáxias de distância entre elas trocam
informação instantaneamente. Isso acontece porque em algum momento ouve uma
programação que uniu o destino dessas partículas, e desde então elas compartilham
informação de maneira instantânea através do hiperespaco.

PRODUÇÃO DE LUZ

O corpo humano também produz luz, são os biofótons produzidos pelo DNA. A luz interage
com as partículas elementares e contribui para a percepção linear. A luz possui essência
multidimensional. O excesso de tensão de giro corresponde aos vetores potenciais do
vácuo que geram os campos eletromagnéticos.
31

NATUREZA DA LUZ E DA ENERGIA

ANIMA GERA FÓTONS

A substância da qual a anima é feita gera luz, ou seja, fótons. Nossa matéria
tridimensional também gera fótons, os biofótons que discutiremos adiante. A produção de
fótons é proporcional à quantidade de anima. O tamanho da alma indica quanto luz ela
pode gerar. A explicação para esse fenômeno da luz é detalhada exaustivamente nos
diversos textos disponíveis sobre física e mais especificamente sobre física quântica.

O fóton é uma partícula elementar e é mediador da forca eletromagnética. É o


quantum da radiação eletromagnética. Quantum é um pacote contínuo de energia que
auxilia na emissão e absorção de energia eletromagnética.

FÓTONS SE ORGANIZAM

A luz se condensa para formar os universos multidimensionais. Os fótons se


organizam de acordo com as informações contidas no hiperespaço. Vale lembrar que se o
hiperespaço se desabrocha através do desenvolvimento da anima, e essa se expande com
os estímulos emocionais e intelectuais (amor e conhecimento), então podemos pressupor
que toda informação coletada das experiências no universo manifesto é uma
retroalimentação. Os fótons se organizam usando o processo holográfico como guia.
Seguindo as informações contidas no plano holográfico os fótons se organizam para
formar as coisas. A velocidade de vibração e a densidade (quantidade de fótons por
medida de espaço) distinguem as dimensões: quanto menor a velocidade e maior a
densidade mais sólida e menos sutil a dimensão. Veremos mais sobre dimensões na seção
Vibração.

MOVIMENTO E ESTÁTICA

Ainda existem grandes debates no mundo da física que se deparam confusamente


com o princípio de incerteza de Heisenberg. O princípio de incerteza nos diz que ao
observar qualquer fenômeno o observador está automaticamente interferindo no
processo e por isso nunca se pode saber perfeitamente qual o resultado puro limpo de um
experimento. Existem cientistas que defendem que a luz é uma partícula, existem
cientistas que defendem que luz é uma onda. Curiosamente nos experimentos feitos para
comprovar que luz é onda ela se comportou como onda, e nos experimentos que tentavam
provar ser luz uma partícula ela se comportava como tal. Houve até mesmo um
experimento único que provou que a luz se comportava como partícula para aqueles que
esperavam que ela assim o fosse e que se comportava como onda para os que esperavam
que ela fosse onda.

Para nós ela é ambos. Quando a luz se comporta de maneira aparentemente


estática e se solidifica formando a matéria, ela está assumindo uma natureza de partícula.
Quando ela, a luz, está em movimento vibracional ela se comporta como onda. Em outras
palavras, a luz forma tudo o que existe no multiverso, seja solido ou não, denso ou sutil. Ela
forma até mesmo sua personalidade através das inúmeras maravilhas que ocorrem na
impressão eletromagnética no nosso corpo etérico.
32

Para resumir o conceito, luz em movimento é onda e é chamada de energia, luz


"estática" é partícula e é chamada de matéria.

ONDAS E PARTÍCULAS NA FORMAÇÃO DE TUDO O QUE EXISTE

Vamos adentrar um pouco mais no entendimento de como tudo é luz. Tudo o que
você toca, sente com seu corpo físico é luz, se comportando como partícula e é agrupada
para formar a matéria. Como partícula o fóton (luz) é responsável por muitas das
propriedades da matéria como, por exemplo, a estabilidade dos átomos, moléculas e
sólidos. Isso acontece com sua interação com o elétron e o núcleo atômico.

Toda radiação é quantizada em fótons, ou seja, todos os fenômenos energéticos e


de ondas sãoconcebidos em termos de fótons.

A matéria, átomos, está sempre gerando fótons seja pelo movimento dos elétrons,
seja por aceleração de partículas carregadas, seja pela colisão mútua dos átomos. Não se
preocupem com todos esses conceitos técnicos, basta entender que a luz gera o mundo e o
mundo gera a luz, um processo de criação constante. Este fato é importante para que
possamos entender futuramente alguns fenômenos na espiritualidade.

Ao entender que como onda os fótons são os mediadores dos campos


eletromagnéticos, vamos entendendo que dessa forma é que eles possibilitam que outras
partículas interajam com partículas eletromagnéticas e campos eletromagnéticos. Isso
explica muito do o que acontece no Magnetismo, Vibração, Lei de Atração, Transfiguração
e outras tantas ciências preternaturais.

FUNÇÃO COMUNICADORA DALUZ

Pensem em como a maior parte de dados é armazenada atualmente. HDs,


pendrivers, antigas fitas K7, tudo isso tem algo em comum: armazena e/ou troca dados de
forma elétrica ou magnética. Quando estamos falando de transporte ou armazenamento de
informação estamos falando de fenômenos eletromagnéticos. A luz, feita de fótons, foi
vista acima como mediadora de fenômenos eletromagnéticos. Podemos concluir
acertadamente que a luz é a grande responsável pela transmissão de dados e o
armazenamento dos mesmos. Ela transporta os dados através das dimensões e também
para o hiperespaço e deste para as multidimensões. No hiperespaço essa luz armazena
todos os dados coletados vindos do universo manifesto. Sabendo utilizar a luz podemos
acessar qualquer um desses dados a qualquer momento. Pela própria natureza flexível dos
fenômenoseletromagnéticos, programações, informações, e dados podem ser revisados,
alterados, repostos, e modificados tanto no multiverso quanto no hiperespaço. Como não
existe tempo no hiperespaço isso significa dizer que podemos alterarinformações sobre
coisas que já aconteceram. Isso já foi experimentado pela ciência. Equivale dizer que você
pode não só escrever seu futuro como reescrever seu passado. Tentador não acham?

TUDO QUE EXISTE É LUZ

Para que fique claro, tudo é luz no mundo manifesto. Tudo que possui forma,
substância, vibração, é luz. Até antimatéria. O próprio choque anulatório de antimatéria
com matéria produz fótons que são luz. Estamos aqui falando não de luz moral, ou de
sinônimo de benevolência, mas do aspecto físico da luz. Mas se estendermos nosso
conceito vamos entender que mesmo o que chamamos de mal é apenas uma manifestação
33

grosseira e de vibração baixa da ondulação ou agitação molecular da luz. De certa forma


pode-se afirmar que as trevas são apenas ausência de luz, porem o vácuo é apenas um
conceito sem existência. Não existe vácuo real, apenas vácuo virtual.

Obviamente não significa que porque tudo tem sua origem na luz que tudo é
benéfico ou desejável. Mas tudo tem sua origem real na luz. Por isso algumas religiões
dizem que tudo serve aos propósitos da divindade. Os construtos orgânicos também
produzem fótons, os biofótons. Isso indica que produzimos luz constantemente.

LUZ E REALIDADE

Podemos deduzir, baseado nos fatos até agora, que quanto maior a alma maior o
poder que ela tem de alterar a realidade. Podemos afirmar isso, pois o tamanho da alma
tem relação com a quantidade de anima que ela tem e, portanto a quantidade de fótons
que ela gera. Se considerarmos que essa luz vai ser condensada para formar a realidade do
universo manifesto, então temos que o "tamanho" da alma dita: seu poder sobre a
realidade. Diversas vertentes afirmam que construímos nossa realidade constantemente, e
isso é verdade não só pelas decisões e atos que tomamos e fazemos, mas também pela
literal criação concreta das coisas. A matéria está em mutação constante, e esses processos
ocorrem pelas interações entre os átomos. Vimos que essas relações são mediadas pelos
fótons, logo nossa produção de fótons interfere em como esses processos acontecem,
estejamos conscientes de disso ou não. Em geral nossas crenças servem como filtro para
como os fótons que produzimos interferem na realidade. A informação de nossas crenças,
pensamentos, e emoções são impregnados nos fótons, que como vimos transportam
informação, e carregados dessa programação esses fótons partem para participar da
eterna transformação da realidade.

Assim funciona a espiritualidade. Assim podemos manipular energia para produzir


os efeitos desejados. Em geral praticantes da espiritualidade usam seus biofótons para
fazertais operações e por isso muitas vezes essas operações são feitas coletivamente.
Falando ainda em operações lembremos que justamente pelos fótons mediarem processos
eletromagnéticos, toda energia manipulada sofre a influencia da luz.

Se a realidade é organizada pela informação da luz e essa se impregna com as


informações de nossos pensamentos, chegamos a concluir que se várias pessoas têm
crenças similares sobre a realidade, a realidade se moldará para se adequar àquela crença.
A essa visãocoletiva de realidade chamamos de campo unificado quântico.

Vencer a coletividade em uma época onde espiritualidade ainda é tida como ficção
é bastante difícil, e por isso os melhores resultados ainda são os que acontecem em locais
limitados e por curto período. É possível também, quando pessoas afins se reúnem, de que
suas animas conjuntamente gerem luz para um proposito único. Comumente esse
ajuntamento de pessoas usa mais os biofótons do que propriamente luz gerada pela
coletividade de anima, mas isso acontece pela dificuldade em se acessar o hiperespaço.
Discutiremos isso mais adiante em Quântica Preternatural.

Falando ainda de biofótons, alguns corpos são preparados para gerar mais bioluz
do que outros. Não confundam bioluz com ectoplasma, um não é propriamente o outro
apesar das similaridades e do fato da bioluz ser um componente do ectoplasma. De
qualquer forma, indivíduos com corpos mais aptos a essa produção de biofótons são
chamados de médiuns, bruxos, e tantos outros nomes que designam pessoas com
habilidades especiais.
34

Mas não só pessoas com corpos adequados que podem ter habilidades especiais.
Muitas vezes não é o corpo que é apto, mas o espírito que tem estrutura eletromagnética
desenvolvida e que manipula energia habilmente. Mesmo que o corpo de um indivíduo
desses não gere muita luz, esse espírito poderá recorrer a sua própria anima da alma para
gerar luz para os efeitos desejados. Esses indivíduos podem até mesmo vencer o campo
unificado e a barreira de frequência que envolve nosso planeta. Resta a habilidade de
como estar em contato com a alma.

Considere a perspectiva que uma forma de vida aquática pode ter, a partir dos
confins de sua dimensão, que é a agua. Essa criatura olha para cima, a partir das
profundezas do oceano, e vêpequenasondulações e ondas sobre a superfície de seu mundo
chamado oceano. Talvez nossa criatura marinha seja curiosa e se pergunte qual a causa ou
origem das ondulações e ondas que deslizam sobre a superfície de seu mundo. Se ele for
astuto pode já ter deduzido que a fonte das ondulações não se encontra em sua dimensão,
mas provem de uma que esta além da agua e que se chama ar.

Mas porque algumas vezes elas são tumultuosas e outras calmas? Como tudo isso
pode ser tãoaleatório e confuso? Usando um periscópio ele espreita a dimensãovizinha,
mas mesmo assim nãovê a causa, pois o ar éinvisível. Apenas se podem observar os efeitos
do vento que éinvisível. Ele vê ao longe um barco a vela e advinha que algo invisível faz
propelir a embarcação.

Assim é nossa percepção do hiperespaço. Porem com essa analogia podemos ver
que o acontece em uma dimensão superior afeta os elementos e ações da dimensão abaixo
dela.
35

UNIVERSO MANIFESTO

CONDENSAÇÃO

RESUMO DA MECÂNICA CÓSMICA

Vamos revisar um pouco o processo onde o Hiperespaço cria o universo manifesto.


O hiperespaço é um "lugar" onde não existe tempo nem espaço. Ao mesmo tempo o
Hiperespaço é onde existem todos os tempos e todos os espaços. Você pode até se divertir
com a última afirmação e suas implicações, mas ela não é tão importante para o que
veremos agora. No Hiperespaço reside a fonte que a tudo cria. Essa fonte é constituída por
uma substância que aqui chamamos anima. A anima se expande e multiplica e se
individualiza formando a alma. Portanto, nossa alma é um fragmento individualizado de
anima da Fonte Suprema. O grande objetivo da alma é se expandir através das
experiências. Para passar por essas experiências a Fonte, incluindo as almas, criam o
mundo manifesto, um lugar para se ter experiências, um grande laboratório.

Vejamos mais uma vez como isso acontece. A anima gera e é estimulada por
processos eletromagnéticos. Isso envolve a criação de fótons, ou seja, luz. Esses fótons
gerados pela anima passam por um processo chamado holografia e assim se organizam, se
agrupam, se condensam e se modificam para formar os universos conhecidos por nós. Os
fótons possuem uma natureza ambivalente, eles podem se comportar como partícula ou
como onda. Ao se comportar como partícula, o fóton forma outras partículas que formarão
em seguida átomos, elétrons e nêutrons que formarão moléculas que formarão assim todo
o mundo da matéria. Ao se comportar como onda o fóton forma a luz, a radiação, formas
de vibração, formas de energia, e organiza e preside todas asinteraçõeseletromagnéticas.
Ao estar intimamente ligado aos processos eletromagnéticos o fóton tem um grande papel
na formação das moléculas e em sua interação, também por esse motivo o fóton carrega
informação entre os diversos níveis do universo, entre suas dimensões, e entre o universo
manifesto e o hiperespaço. Seu papel na formação molecular está no fato de que o
ajuntamento de átomos e seus vários processos envolvendo os elétrons tem natureza
eletromagnética.

Compreendido como o universo se condensa e se forma? Mais do que isso e


teríamos de voltar às aulas de química do ensino médio, o que nãoé proposito aqui.

ENERGIA E AGITAÇÃO MOLECULAR

Quanto maior a quantidade de energia em um sistema, maior é o nível de agitação


das moléculas. Essa agitação define em qual estado da matéria aquelas moléculas estão:
solido, líquido, plasma, etc. A retirada e a adição de energia podem alterar este estado.
Agora imaginem estados da matéria com cada vez com mais energia, mais sutis, algo que
passe do estado gasoso, do plasma. Que tipo de matéria estaríamos tendo? Esses são os
níveis sutis, a matéria dos chamados planos espirituais.

A esses planos espirituais onde a matéria se tornou tão sutil chamamos de


dimensões. O estudo mais profundo das dimensões será feito na matéria Vibração. Por
hora basta entender que em consequência dos níveis de energia e da agitação molecular a
matéria entra em estados que passam de nossa percepção, ou seja, passa a pertencer à
36

outra dimensão. Existem várias dimensões, várias mesmo. A faixa vibratória, ou seja, a
média de agitação molecular, dita qual a dimensão pertence aquele corpo.

A evolução espiritual pressupõe uma quantidade maior de energia sendo


transformada, metabolizada e gerada pelos diversos processos da experiência do espírito
no universo manifesto. Quando o espírito exercita sua vontade, e manipula energia para
fazer essa vontade se cumprir, quando isso acontece energia está sendo adicionada na
matéria e a agitação molecular se altera. Quando o espírito interage de forma consciente e
profunda com tudo que o cerca, energia vai e vem, isso aumenta o nível de energia do
sistema molecular. Todas as operações que envolvem o espírito tem natureza
eletromagnética, pois o próprio espírito é eletromagnético, isso faz com que a matéria se
altere, energia é inserida, agitação molecular muda, muda o estado dimensional daquela
matéria.

Essa separação da ligação entre os átomos, suas faixas de vibração, a natureza de


sua relação com a energia, isso separa as dimensões, e até universos. Universos diferentes
têm a matéria e a energia, partícula e onda, interagindo e se comportando de maneiras
diferentes.

MULTIVERSO

DIMENSÕES E SUAS TEORIAS

As dimensões são essas camadas onde partícula e onda, matéria e energia, se


comportam de forma similar e particular. Podemos chamar as dimensões de camadas
estratificadas, como as camadas da atmosfera onde a densidade do ar dita a separação
entre uma e outra. Existem varias maneiras de se considerar as dimensões, e algumas
linhas consideram dimensões intermediárias como sendo dimensões e as contagens
podem variar enormemente. Para todos os efeitos, em analogia com os fenômenos
cromáticos da luz, iremos considerar as dimensões como sendo 7 e a partir dessas mais 7,
que seriam a próxima oitava, e assim por diante. Esse assunto será abordado em Vibração,
mas para que se tenha uma ideia preliminar sobre as oitavas basta lembrar de quando
você tenha visto um arco-íris no céu. Muitas vezes esse arco-íris é acompanhado de um
segundo que é bem mais fraco e leve. Esse segundo seria a segunda oitava, ou seja, a
repetição da sequencia de cores pela segunda vez. Assim também acontece
dimensionalmente, a sequência de dimensões se repete porem em uma faixa mais
acelerada de frequência.

PARALELISMO

Essas dimensões são paralelas, elas podem conviver simultaneamente no mesmo


espaço, pois estão em frequências diferentes. São como as ondas de rádio, elas estão todas
no ar, mas não se misturam, pois estão em frequências diferentes. Um dos maiores
exemplos dessa característica dimensional é o ser humano, ele vive simultaneamente em 7
dimensões que são ancoradas nos sete chacras. Vivemos e metabolizamos energia em sete
níveis diferentes ao mesmo tempo, todo o tempo. Essa integração é possível pela
comunicação fotônica, a transmissão de informação feita pelos fótons. É interessante
acrescentar que fótons não tem massa mensurável, ou seja, não sofrem ação da gravidade,
e por isso se deslocam livres por entre as dimensões, conectando a todas pela informação
e pelos fenômenoseletromagnéticos.
37

HOLOGRAFIA

DEFINIÇÃO

Holografia é uma forma de se registrar ou apresentar uma imagem em três


dimensões.O nome holografia vem do grego holos (todo, inteiro) e graphos (sinal, escrita),
pois é um método de registo "integral" com relevo e profundidade. Os hologramas
possuem uma característica única: cada parte deles possui a informação do todo. Assim,
um pequeno pedaço de um holograma terá informações de toda a imagem do mesmo
holograma completo. Ela poderá ser vista na íntegra, mas a partir de um ângulo estreito. A
comparação pode ser feita com uma janela: se a cobrirmos, deixando um pequeno buraco
na cobertura, permitiremos a um espectador continuar a observar a paisagem do outro
lado, de um ângulo muito restrito. Mas ele ainda verá toda a paisagem pelo buraco.Para
nossos propósitos holografia é o processo onde a luz passa por um "retrato" e o manifesta
multidimensionalmente.

PLANO ARQUITETÔNICO HOLOGRÁFICO

Vamos ver mais a fundo o que é esse retrato. A esse retrato chamemos de plano
arquitetônico holográfico. Nele estão contidas todas as informações necessárias para que a
luz forme o universo manifesto. Ele é a base para que a luz tenha suas ordens de como
funcionar, de como se agrupar, de como se condensar, de como interagir, e todos os outros
processos que vimos ao estudarmos sobre fótons. Essa informação, esse script, esse
projeto arquitetônico, tem natureza eletromagnética assim como todas as outras
informações que circulam pelos fótons.

No principio de nosso universo o PAH (plano arquitetônico holográfico) foi


cuidadosamente elaborado pela Fonte e pelas partes que a compõe. Por conseguinte cada
alma (individualização da anima da Fonte, fagulha divina) tem seu próprio PAH, ou seja,
você e tudo que te compõe estão armazenados em forma de PAH na sua alma. A Fonte,
sozinha ou coletivamente, criou tudo usando um PAH. O processo de formação do PAH de
nosso universo está até mesmo no texto bíblico do gênesis:

"No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia
trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse
Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e
as trevas (...) E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre
águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo
da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi (...) E disse Deus:
Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi (...)
E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê
fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi. E a terra
produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja
semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom (...) E disse Deus: Haja
luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles
para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na
expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes
luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite;
e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para
governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era
38

bom (...) E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e
voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo o
réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas
espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E Deus os
abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se
multipliquem na terra (...) E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua
espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi. E fez Deus as
feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da
terra conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom. E disse Deus: Façamos o homem à
nossa imagem, conforme a nossa semelhança..."

Hoje apenas modificações, alterações, e adições são feitas no PAH. Mas isso nos
leva a outras questões: Podemos alterar nosso PAH? Podemos alterar o PAH de alguma
coisa manifesta? Podemos acessar o PAH das coisas para termos maior entendimento
delas? A resposta pra todas e outras tantas perguntas é SIM. Discutiremos as implicações
disso nas próximas matérias e principalmente em Hermetismo.

PROJETO PARA A ORGANIZAÇÃO DA LUZ

Uma vez que exista o PAH, seja qual nível for, a anima gera luz que passara pelo
PAH, com isso ela irá se impregnar pela informação contida e duplicara
eletromagneticamente essa informação. Com essa informação a luz se comportar da
maneira apropriada, seja como partícula, seja como onda, seja mediando
fenômenoseletromagnéticos, seja transportando informação entre as dimensões e entre
essas e o hiperespaço.

Um fato curioso é que aqueles átomos manterão aquela programação mesmo


sofrendo todas as mutações comuns ao mundo natural. Isso quer dizer que átomos de
carbono/oxigênio/hidrogênio que fizeram parte de algum organismo, vão tender a fazer
parte sempre de organismos. Isso significa que átomos que formaram matéria orgânica
sempre vão querer fazer parte de matérias orgânicas, assim como átomos de hidrogênio e
oxigênio que formem água sempre vão tender a fazer parte de moléculas de água, a não
ser que alguém force a mudança ou mude a programação original do PAH daquele átomo.

Essa programação atômica é fortemente influenciada pela interação com o espírito,


pois o mesmo tem composição eletromagnética. Vejamos um pouco mais sobre o espírito.

CONSTRUTO DO ESPÍRITO E ADICIONAIS


(INTRODUÇÃO)

FERRAMENTA DE INTERAÇÃO MULTIDIMENSIONAL

Vimos até agora como através do mundo manifesto são coletadas as experiências
intelectuais e emocionais que estimulam e multiplicam a anima. Vamos ver como isso
éfeito. A alma cria uma ferramenta para esse propósito. Essa ferramenta de interação
serve para coletar informações, interagir, criar, e ter todas as experiências no mundo
manifesto.A essa ferramenta chamaremos de espírito. Inicialmente o espírito é pouco
complexo e capaz de poucas interações, mas à medida que vai acumulando experiências
sua complexidade aumenta e proporcionalmente aumentam suas capacidades. Veremos
em detalhes o processo de amadurecimento do espírito na matéria Evolução.
39

Aqui fica nossa distinção entre alma e espírito, no entanto pode-se achar todo o
tipo de definição em outros lugares, por isso apenas aprendam nossa definição pra que
tenhamos uma linguagem em comum, pois isso é apenas linguagem, a essência da
informação que importa.

A alma tem uma ligação direta com o espírito e a comunicação fotônica acontece
constantemente. O espírito, no entanto, guarda uma copia em si das informações coletadas
na experiência. São essas experiências que moldam a programação da personalidade.

Em algumas tradições a alma será chamada de "eu superior" e a conexão íntima


com ela é fortemente incentivada.

NATUREZA ELETROMAGNÉTICA

O espírito possui natureza eletromagnética. Essa natureza faz com que a interação se torne
mais fácil e fluida e agiliza o processo de comunicação fotônica constante entre espírito e
alma. Sua natureza eletromagnética também funciona para que os fótons sejam
impregnados de informação mais facilmente e dessa maneira possa alterar o universo a
sua volta. Também é sua constituição energética que faz com que seja possível o espírito
habitar corpos orgânicos mais densos através da conexão com o sistema nervoso que
responde a impulsos elétricos.

O espírito é ancorado em cada dimensão através de um centro energético chamado


chackra. Cada dimensão tem um faixa especifica de frequência que torna a energia da
mesma peculiar. Cada tipo de energia é metabolizada por um chackra especifico conectada
a dimensão de origem daquela frequência. Saberemos mais a respeito em Vibração e
Anatomia Preternatural.

JOGOS UNIVERSAIS

JOGOS, EXPERIÊNCIA E UNIVERSOS

É teorizado que cada universo possui seu próprio jogo. Esse jogo tem um objetivo
central que guia as ações e experiências. Seria uma maneira de gerar experiências e
experimentos. É afirmado que em nosso universo o objetivo seria integrar as polaridades,
ou seja, encontrar um equilíbrio na dualidade que é nosso universo manifesto.
40

PARTE 2 - MECÂNICA

INTRODUÇÃO

Na parte de Mecânica estudaremos 3 aspectos vitais para o estudo da ciência


espiritual: leis universais, teorias preternaturais, e suas interações.

Na parte anterior obtivemos as noções gerais de como funciona o cosmos. Agora é


hora de entendermos como se dão as constantes transmutações em nossa realidade do
ponto de vista sutil. Dizemos que é do ponto de vista sutil pois as causas físicas das
constantes mudanças da matéria já são objeto de estudo das ciências comuns como a
física, química, e a biologia. Aqui veremos as causas invisíveis para essas mudanças e
também estudaremos como se comportam as interações energéticas e suas mudanças.
Sem a compreensão dessa mecânica o conhecimento a ser apresentado nas matérias
seguintes pode se tornar muito localizado ou pode até mesmo ser mitificado pelo aluno, ou
seja, pode se tornar um conhecimento de efeito prático sem a real compreensão das
devidas causas e consequências ou pode acabar se tornando um mito na mente do leitor.

Em leis universais estudaremos os princípios que regem as interações energéticas


e sutis do nosso universo, com isso poderemos entender o porquê dos fenômenos e
poderemos também usar essas leis ao nosso favor para realizarmos nossas próprias
manipulações energéticas. Essas leis não são as únicas que regem o universo invisível, mas
são consideradas algumas das mais importantes pela maioria das tradições. Com essa
compreensão evitamos perder tempo contrariando o funcionamento natural dessas leis
quando podemos facilmente usá-las ao nosso favor.

Em teorias preternaturais veremos as várias concepções vigentes de como


funciona a espiritualidade, o que é, e pra que serve. Essa parte servirá principalmente de
referência para os principais pensamentos das tradições. Vimos na parte anterior
exatamente como isso funciona do ponto de vista da física, porém essas teorias vêm
confirmar ou complementar o conceito.

Em interação veremos efetivamente como acontece a manipulação energética,


quais são os processos por trás da mesma e como isso pode ser feito de forma consciente.

FERRAMENTAS DA CIÊNCIA

Na ciência espiritual podemos traçar paralelos com o que a ciência comum


desenvolveu no pensamento do homem moderno. Entre os fatores mais importantes ao se
abordar qualquer coisa na vida e principalmente a espiritualidade estão: lógica, coerência,
consistência e flexibilidade de pensamento. A ciência tem dois princípios que se
assemelham à nossa proposta: compreender como funcionam as coisas, e uma vez que se
compreende moldá-las para o benefício do ser humano.

No método científico a primeira etapa é a formualação de uma hipótese que nada


mais é do que uma crença que se desconfia ser verdadeira. Essa hipótese será testada,
pensada e trabalhada não só para verificar o fenômeno que ela explica como para prever
novos fenômenos, ou seja, essa hipótese deve explicar outras coisas também. Quando essa
hipótese é sólida o suficiente ela é elevada à lei ou se incorpora a uma teoria.
41

Uma lei, para a ciência, é um estatuto que explica de forma simples e concisa um
fato bem estabelecido pela ciência, com hipóteses amplamente testadas e validadas. Já
uma teoria é um conjunto de explicações sobre um certo tipo de fenômeno, ou um grupo
de fenômenos semelhantes. Por exemplo a Lei da Gravidade é bem curtinha e simples: ela
diz que os corpos se atraem com uma força proporcional às massas de cada um e
inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles. Já a Teoria da Gravitação
é muito mais ampla e complexa e faz uso da Lei da Gravidade para explicar os fenômenos
relacionados à atração gravitacional. Uma Lei da Natureza é o mais longe que podemos
chegar com o método científico.

ORIGEM DAS INFORMAÇÕES

Vamos aproveitar para explicar um pouco do método com o qual escrevemos e de


que forma surgem as informações aqui contidas.

A forma mais habitual acontece quando uma informação é lida ou ouvida em


publicações ou palestras de pessoas importantes das diversas áreas das ciências
preternaturais. Essas informações são então discutidas entre buscadores como nós e entre
membros do Shemsu Tehuti onde são levantadas as implicações, ramificações, e aplicações
daqueles novos conhecimentos. Após essa etapa as mesmas informações junto com as
conclusões tiradas no debate filosófico são reapresentadas a outros pensadores da área.
Munidos destas conclusões formula-se uma hipótese e se segue a experimentação concreta
onde novos aspectos podem se manifestar e as mesmas conclusões serão averiguadas.
Algumas dessas informações já chegam universalmente aceitas em forma de leis que já
estavam estabelecidas e foram apenas revisitadas, e também de teorias e são apenas
ajustadas ou revistas pelo processo de discussão e teste. Devemos lembrar que não é
comum praticantes de espiritualidade ou espiritualistas ou filósofos da área adotar
sistematicamente uma abordagem mais metodológica e por isso tomamos essa tarefa
como essencial em nossa proposta aqui.

Uma outra maneira de aquisição de conhecimento é feita através da intuição e da


comunicação com seres incorpóreos6. Após o recebimento desta nova informação todos os
outros processos descritos acima são aplicados.

6Por seres incorpóreos chamamos qualquer entidade sem corpo físico: espíritos, mestres,
guias, elementais, devas elementais, deuses, anjos, etc...
42

LEIS UNIVERSAIS

INTRODUÇÃO

Veremos aqui o que a maioria das tradições considera como sendo as principais
leis que regem o mundo sutil. Da mesma maneira que o plano físico possui leis que
governam seu funcionamento a dimensão energética, o plano sutil, é regido por similares
leis. Vivemos em um universo organizado não-caótico. Todo estudo tanto da ciência
quanto da grande ciência comprova a existência de parâmetros dentro dos quais os
fenômenos de todos os tipos ocorrem e a não-previsibilidade e a aparência caótica de
certas coisas apenas se dá devido à complexidade gerada por um grande número de
variáveis na equação. Em outras palavras, alguns eventos possuem tantos fatores
envolvidos que se tornam, pelo menos por enquanto, imprevisíveis e com aparência de
caos.

A observação durante milhares de anos nos dá a certeza de que leis governam o


mundo sutil, pois as ligações entre causa e consequência se repetem comprovando dessa
maneira um padrão regido pelo que então se estruturou como lei.

Da mesma maneira que o estudo das leis da natureza possibilitaram a ciência a


produzir as vantagens e confortos da tecnologia de todas as áreas, desta maneira podemos
nós também ter o domínio e a compreensão do funcionamento do mundo sutil e assim
sermos precisos nas manipulações energéticas e artes e dons que adestraremos nos
capítulos e matérias que se seguirão.

LEI RÉGIA
DEFINIÇÃO

TUDO POSSUI UM MOTIVO.

DESCRIÇÃO GERAL

Essa é a lei das leis, pois descreve que nosso multiverso possui regras de
funcionamento. Nenhum acontecimento é aleatório. Nada do que acontece em nosso
universo é por acaso. A compreensão disso nos leva a entender que existe uma explicação
para absolutamente tudo, mesmo que ainda não tenhamos encontrado. A própria essência
de tudo é contrária ao caos. Esta ordem nos permite criar associações entre causa e efeito.
Ações similares denunciam causas em comum e assim enxergamos a tendência das coisas.

Todo o trabalho da comunidade científica tem conseguido provar pelo menos uma
coisa: tudo tem explicação. Isso significa que todas as coisas agem baseadas em uma
natureza, um comportamento, uma lei, um funcionamento. Essencialmente isso quer dizer
que não existe nenhum acontecimento aleatório. A única coisa que existe são fenômenos
que ainda (note a ênfase no “ainda”) não explicamos e entendemos. Isso se estende e se
aplica a tudo, pois não existem leis arbitrárias que se aplicam a uns e ao outros não, ou
seja, acontecimentos na nossa vida se comportam também de acordo com esse princípio
43

da não-aleatoriedade. É curioso como a ciência pode ser contraditória nesse quesito, ela
afirma que a vida se criou por acaso e, no entanto, estuda com afinco a explicação do
funcionamento de tudo. No nosso ver, ou o universo é aleatório ou não é.

Nosso universo é ordem, e não caos. Toda aparência de caos é ilusória, a própria
matemática afirma. A Teoria do Caos afirma que toda imprevisibilidade é resultado de um
excesso de variáveis, ou seja, toda explicação para o acontecimento está lá, porém não
temos condição de decifrar as informações. Se mesmo o aparente caos não é aleatório,
então essencialmente vivemos em um universo regido por ordem, onde cada coisa possui
um motivo e uma explicação. Se o mundo material obedece à regras de comportamento, se
possui natureza de ação, logo o mundo sutil, também chamado de mundo espiritual e que
nada mais é do que uma extensão deste mundo material, obedecerá à regras de
funcionamento similarmente.

Uma das grandes importâncias dessa lei, assim como outras que veremos mais
tarde, é que o conceito gera novas leis que aqui chamaremos de subleis. Essas subleis
derivam deste conceito inicial porém são específicas e têm seu funcionamento individual.
Como derivação, ao entendermos que todas as coisas possuem um motivo estabelecemos
uma relação entre causa e consequência e assim chegamos à lei do Karma. Ao deduzirmos
que ações possuem reações, entenderemos que ações similares levam a um caminho
específico que gera a lei do Dharma.

Essa primeira lei é fundamental para todas as outras, pois com ela entendemos que
o universo é governado e organizado por leis que gerenciam o funcionamento de todas as
coisas. Sabemos, dessa forma, que é possível um dia entendermos como funciona tudo e
assim beneficiar a todos.

LEI DA AÇÃO : KARMA

DEFINIÇÃO

TODA AÇÃO TEM UMA REAÇÃO CONTRÁRIA E PROPORCIONAL.

QUAL O OBJETIVO DO KARMA

O karma, como tudo, serve para gerar experiências. Como toda lei o karma é
gerador e também regulamentador dessas experiências. Sem essa regulamentação, sem
ordem, seria impossível que qualquer experiência gerasse conhecimento ou emoção
aproveitáveis pela alma. Se pensarmos em termos científicos, precisamos de um ambiente
controlado pra qualquer experimento.

No caso do karma ele diz que toda ação tem uma reação. Isso significa que toda e
qualquer coisa que fazemos ou que acontece obtém uma resposta, ou seja, tudo que
acontece tem uma consequência. Se pensarmos no nível da física também temos a lei da
ação e reação. Na física se você dá um soco em uma parede ela “soca”você de volta. A ação
de dar um murro na parede aplica um certo nível de forca na parede e a resistência da
parede ao não sair do lugar vai devolver essa forca pra sua mão, isso é que causa a
provável dor que você terá. Com esse exemplo simples podemos entender que toda ação
provoca uma reação, toda causa tem uma consequência.
44

Vimos que o karma tem uma função reguladora de lei, e uma função como gerador
de experiência. A experiênciaé uma grande professora, nós aprendemos com ela. O grande
aprendizado aqui é perceber a relação entre causa e consequência, aprender o que
acontece quando fazemos algo. Podemos fazer essa relaçãoatravés da experiência direta
ou observando a experiência dos outros.

FUNCIONAMENTO DA LEI

Agora que temos a definição e uma ideia geral do que é o karma veremos cada
conceito envolvido em detalhe.

O QUE É AÇÃO

DEFINIÇÃO

Por ação consideramos qualquer coisa que se faça. Pensamento é ação, sentimento
é ação, crença é ação, qualquer energia ou vibração que se gere também é ação. Ação é o
que gera efeito. Ação é todo e qualquer verbo. Não estamos falando da qualidade de ação,
apenas definindo o que é ação: tudo e qualquer coisa que gere um efeito, que tenha uma
consequência.

INTENÇÃO

Entendemos o que é a ação. Agora vamos ver sobre a polarização desta ação.
Qualquer atitude (pensamento, sentimento, crença, energia, vibração) é gerada pela
vontade. A vontade carrega eletromagneticamente essa ação, é a intenção direcionando a
ação. É essa direção, gerada pela intenção, que modifica o resultado daquela ação. Assim
temos o grande objetivo didático gerador de experiência do karma. A vontade direciona a
ação que terá um resultado específico. A aprendizagem acontece quando se entende a
relação entre causa e consequência. É a aprendizagem através da tentativa e erro.

A intenção da ação faz toda a diferença. Cabe a nós tornar esse processo totalmente
consciente para que que possamos usufruir todas as vantagens e aprendizagens da
correlação entre intenção consciente na ação e consequente reação planejada. É você
moldando seu próprio destino de forma intencional.

O QUE É REAÇÃO

Existem diversas tipos de conseqüências para o que fazemos. Elas podem ser no
nível físico, no mental, no emocional e no espiritual. Com o aprendizado, o
arrependimento, e a evolução pessoal as reações tendem a ser mais suaves e o processo se
altera um pouco. Existem atos que aparentemente são negativos, mas que produzem
efeitos benéficos. Por isso é importante entendermos que a reação pode ser positiva
mesmo que a ação pareça negativa. Muito importante em todos os casos é a qualidade do
impacto do ato. Em termos gerais tenhamos muita atenção para que nossas ações sejam de
impacto positivo.

Reação é a consequência de um ato. Essa consequência não é algo parado e neutro,


ela é uma ação que devolve o impacto para quem fez a ação. Lembrando-nos do exemplo
anterior do murro na parede, por mais que a parede não esmurre de volta a resistência
45

que ela cria é resultado da ação de esmurrar e cria a reação de impacto na mão de quem
esmurra. Isso pode ser ainda mais complexo se a ação não é meramente física.

A ação pode provocar uma reação em cadeia cujas ramificações nem sempre são
tão óbvias. Essas reações em cadeia, ou mesmo reações simples, quando são resultado de
ações mais sutis (pensamentos, emoções, etc..) podem envolver muito mais do que apenas
o retorno do objeto da ação.A reação pode incluir todos os atos e decisões que a partir
daquele ponto foram influenciados por aquela primeira ação e são assim contados como
uma reação em cadeia. Isso significa que também o impacto dessa reação em cadeia sobre
terceiros será contado na hora do retorno kármico àquele que praticou a ação que gerou
todo o processo. Chamamos isso de responsabilidade kármica quântica.

RESPOSTA AUTOMÁTICA

Toda reação kármica deve ser automática. É um processo natural como o que
vemos no exemplo do impacto da mão na parede. A resistência e o impacto resultante
dessa resistência é algo natural e automático, não existe ninguém tomando essa decisão de
resistir, é parte da natureza. É um processo similarmente automático no caso de ações e
reações sutis.

Vamos pensar na hipótese desta resposta não ser automática. Se essa resposta não
fosse automática, alguém seria responsável por ela. Se alguém é responsável por ela, de
onde viria a autoridade para tal responsabilidade? Como ter certeza da ausência de tirania
nesse processo? Como confiar no julgamento de um ser responsável pela decisão sobre a
resposta adequada a uma ação? Essa possibilidade esbarra nos mesmos questionamentos
que fizemos sobre Deus e tirania divina. Não faz sentido lógico.

A reação à ação é automática e natural e foi planejada como parte do sistema de


leis durante o plano arquitetônico holográfico original.

SUBJETIVIDADE DO IMPACTO

Se éautomático, então como funciona? Vejamos a subjetividade do impacto para


entendermos um pouco mais sobre a reação kármica e seu funcionamento.

O ponto de vista de quem recebe a ação polariza a mesma, no caso dessa ação ser
direcionada a outro ser. De uma certa maneira mesmo que não seja direcionada a uma
pessoa específica a opinião que aquela ação gera também tem valor, mesmo que menor.
Isso quer dizer que a maneira como a pessoa recebe dá valor ou retira valor daquela ação,
ou seja, classifica a ação como boa ou ruim.

Não estamos dizendo que esse ponto de vista do receptor da ação tem a melhor e
única visão sobre aquela ação, não queremos dizer que essa visão é certa, apenas dizemos
do tamanho da influência da opinião deste receptor.

O real impacto é o impacto emocional. Nada carrega tanto uma ação de significado
quanto a reação emocional causada em quem recebe a ação. A reação intelectual é um
pouco mais neutra e é carregada de um significado menos intenso. Isso porque dentro da
dualidade do maya emoção está em movimento e é ativa e intelecto está estático
(ilusoriamente estático) e é passivo. A emoção possui relação pessoal enquanto a razão é
imparcial. Vocês compreenderão mais sobre isso adiante.
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FUNCIONAMENTO DA REAÇÃO KÁRMICA

Vamos entender como essa reação kármica se torna um evento concreto. Tudo se
dá com a programação fotônica através da vontade. Tanto quem faz quanto quem recebe a
ação a impregna de significado e isso guia energeticamente a reação. O impacto da ação em
quem recebe causa uma reação que irá impregnar a energia que posteriormente irá se
manifestar em uma situação concreta. A intenção de quem faz também impregna a ação e
contribui para a manifestação da reação kármica. A intenção pode estar de acordo com o
impacto e assim intensificar a manifestação ou pode discordar e assim amenizar os efeitos
da manifestação concreta da reação kármica. Por exemplo, a ignorância da consequência
de seus atos irá energeticamente amenizar a reação kármica, ou mesmo a boa intenção
com que se faz algo irá ter o mesmo efeito.

Existem outros fatores que influenciam a resposta kármica a uma ação. Outras leis,
como a lei da atração, estão envolvidas e serão analisadas mais profundamente mais à
frente. Também devemos considerar a questão da responsabilidade kármica quântica.

Outro aspecto importante é a reação em cadeia. A ação original pode ter


repercussões muito além do primeiro impacto.

Também devemos considerar a variedade de manifestações que essa reação pode


produzir, ou seja, as formas nas quais essa reação vai se concretizar efetivamente. Nem
sempre a manifestação do retorno, ou comumente chamado de “pagar karma”, acontecerá
de maneira óbvia, muitas vezes será tão sutil que nem será percebida conscientemente.

O QUE É PROPORCIONAL

Por proporcional, principalmente entendemos a proporção de consciência e a


proporção de alcance. É sabido que quanto maior a consciência de nossos atos maior
proporção têm os efeitos. É a vontade consciente intensificando a parte vibratória de uma
ação. Proporção de alcance já foi citado anteriormente e é quando uma ação tem impacto
sobre mais de uma pessoa, ou seja, a ação tem impacto proporcional ao número de
pessoas que ele atinge. Em outras palavras, a reação é proporcional à intensidade e ao
alcance da ação.

A intenção consciente irá produzir impactos mais fortes e irá carregar a ação de
significado mais do que um ato involuntário ou “sem querer”. Vibracionalmente, a
intenção já intensifica o impacto, porém, se essa intenção é conhecida da pessoa que
recebe a ação isso faz ainda toda a diferença pois interferirá, também, no impacto final.

Quando dizemos que a reação é proporcional em alcance, significa que recebemos


o impacto de nossas ações multiplicado pelo número de pessoas que afetamos com elas.
Cada uma dessas pessoas atingidas positiva ou negativamente por nossas ações irão vibrar
de acordo com seu impacto pessoal e assim devolverão a energia de nossas ações que irão
se manifestar de acordo com a somatória de reação de todos os recipientes da ação,
aqueles que a receberam.

As pessoas que são afetadas indiretamente por essa ação inicial chamamos de
recipientes secundários. As vibrações e energias emitidas por elas em consequência do ato
original também são adicionadas à somatória de reação de forma proporcional. É o bem ou
mal que caminha.
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Vamos a um exemplo prático. Hitler e as atrocidades que cometeu durante a


Segunda Grande Guerra. Hitler recebe os efeitos kármicos somados de todas as pessoas
que ele induziu a praticar atos errôneos. Essas foram as más ações diretas de Hitler,
induzir as pessoas e dar ordens para as abominações cometidas. Porém, de forma
secundária, ele também é o receptor de todas as consequências na vida de cada uma de
suas vítimas indiretas. Até hoje quando pensamos nos horrores desta guerra pensamos em
Hitler e assim enviamos a ele uma vibração reacionária aos atos que ele cometeu direta ou
indiretamente. As vítimas do holocausto, no entanto, tinham outras figuras a quem
direcionar sua reação: os próprios soldados e executores. As vítimas os conheceram de
forma direta e os associaram de forma direta ao que estavam sofrendo. Não existe isenção
de “culpa” meramente porque eles recebiam ordens. Todos eles receberam sua
proporcional reação kármica.

Parece complicado? Não é tanto se você parar para pensar a respeito, tudo obedece
a uma lógica infalível. Complexo em seus detalhes sim, complicado não. Pense.

O QUE É CONTRÁRIO

O conceito de movimento contrário na definição da lei do karma apenas diz


respeito à direção e não à polaridade. Isso quer dizer que quando falamos de contrário
estamos apenas nos referindo ao fato de que a ação “volta” pra quem a praticou, não
necessariamente ela é de polaridade oposta. Quem pratica o bem tem o bem “voltando” e
não o mal.

A pessoa que recebe a ação a devolve em sua reação. Ela recebe o impacto desta
ação que vai gerar pensamentos e emoções que a farão vibrar. A vibração estará carregada
de energia e alterará seu arredor. Esta mesma vibração é direcionada ao autor da ação.
Esse processo causa uma interação com outras energias e processos vibratórios em seu
caminho e irá ao fim se manifestar para quem fez a ação.

Todas as interações sofridas pela vibração e energia de quem está reagindo


interferirá na manifestação desta reação kármica. São muitos fatores envolvidos que
muitas vezes podem atenuar, intensificar e até adiar o processo da manifestação. Um dos
fatores mais relevantes é a própria frequência vibratória de quem receberá a manifestação
kármica pois essa faixa específica de frequência irá determinar por sintonia a maneira
como esta manifestação se dará.

KARMA BOM E KARMA RUIM

Aqui queremos deixar claro que karma é ação e sua consequência. Isso pode ser
bom, ou pode ser ruim. A utilização do termo Karma em geral possui um atributo ruim,
mas não é verdade, o karma pode ser bom. Mesmo o karma ruim será bom no caminho
daquele que souber aproveitar a lição. Existem ainda aqueles que vêem o karma como um
saldo bancário: fez algo bom conta positivamente, fez algo ruim tem de pagar. É uma
maneira de se enxergar, mas como vimos acima é uma maneira que ignora muitos dos
detalhes cruciais.

O karma se resume a causas e consequências. Com o tempo aprendemos a fazer as


coisas para ter o resultado que queremos. Simples assim.

FILOSOFIA DO KARMA
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A lei do karma é razoavelmente conhecida pela maioria das pessoas, porém muitos
mitos de desenvolveram em torno do termo.

O karma possui abordagens muito específicas dependendo da tradição ou da


religião que o aborda. Algumas delas encaram o karma como um fardo a ser carregado,
como uma cruz pessoal. É bastante comum nesses casos as pessoas permanecerem em
uma situação desconfortável ou um relacionamento não sadio apenas por considerar
aquele seu karma pessoal. Não existe mudança, não se procura melhorar a situação. Existe
apenas uma resignação com foco na penitência pessoal. Isso causa estagnação e tudo o que
é parado na natureza morre. Movimento é vida, e foi para ir em frente que fomos criados.

Outras linhas focam no conceito de karma como punição. Essas linhas enxergam o
karma apenas como um débito a ser quitado, algo a ser pago, uma sentença para quem
cometeu ato criminoso. Claro que muitas vezes o karma se manifesta de forma violenta em
resposta a atos igualmente fortes, porém não é a única maneira de se manifestar nem é
apenas a punição de atos ruins, o karma também se configura como a recompensa de atos
de impacto positivo.

Existem ainda afirmações simplistas como “tudo o que fizer voltará multiplicado
por três pra você”. Afirmações e regras assim simplificam o conceito de karma porém
ignoram suas sutilezas, e muitas vezes são nas sutilezas que se encontra o verdadeiro
aprendizado do processo. Simplificações são atalhos para evitar que se pense. Sem
pensamento não haverá consciência e sem consciência não há ascensão no caminho da
espiritualidade.

TIPOS DE KARMA

As tradições também procuram classificar o karma e desta forma compreender


melhor as relações entre causa e consequência. Abaixo seguem algumas destas
classificações, vale ressaltar que em sua maioria são classificações aplicadas ao karma
ruim:

 Individual: quando é aplicado especificamente a uma pessoa.


 Familiar: quando é aplicado de tal forma que afeta toda uma família. Por
exemplo, no caso de se ter um membro da família que é viciado em drogas.
Isto traz sofrimento para todos ao redor.
 Regional: quando é aplicado em determinada região. Temos como
exemplo as secas, enchentes ou outras adversidades climáticas que
ocorrem em determinados lugares e regiões.
 Nacional: é uma ampliação do karma regional. Temos o exemplo de países
que são assolados pela guerra, ditaduras, misérias, desastres naturais, etc.
 Mundial: quando é aplicado a toda humanidade. Temos o exemplo das
guerras mundiais e, atualmente, vemos a imensa degradação e a
progressiva escassez dos recursos naturais, iminência de guerra nuclear,
grandes desastres naturais, ameaças de epidemias, etc.
 Katância: é o karma mais rigoroso, que é aplicado aos Mestres, que apesar
de suas inúmeras perfeições, podem cometer erros e ser penalizados.
 Kamaduro: que é o karma aplicado a erros graves, assassinatos,
emboscadas, torturas, etc.
 Karmasaya: é aplicado quando a pessoa comete adultério.
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CASOS APLICADOS

Vejamos algumas aplicações práticas. Nossos exemplos aqui envolverão


principalmente casos onde se possa observar a manifestação kármica no ato da
encarnação. As manifestações kármicas serão também analisadas em profundidade nas
outras matérias deste compêndio, principalmente as relacionadas ao ciclo reencarnatório
na matéria Evolução.

Uma das grandes afirmações usadas pelas tradições para se referir à manifestação
kármica é de que se pode aprender pelo amor ou pela dor. Isso significa dizer que pode se
tirar proveito das lições que aprendemos no karma, e dessa forma entender velozmente as
relações entre causa e consequência e assim evitar o sofrimento. Em contrapartida se a
pessoa não entende os porquês de seu sofrimento, se ela continua a praticar os atos que
originam seu sofrimento, então ela sofrerá até que aprenda pela dor. Infelizmente o
segundo caminho é o mais comum.

APRENDENDO PELA DOR

Muitos são os casos onde as pessoas têm de aprender pela dor. Os casos mais
comuns são as mutilações físicas. O indivíduo abusa em vida e assim danifica seu construto
do espírito. Ao reencarnar esse dano se manifesta no corpo físico. Danos morais no caráter
também se manifestam na carne. São as consequências dos atos, lei do karma na prática.
Suicídios, abortos e outras problemáticas também manifestam de forma evidente as
consequências kármicas. Alguns casos, como veremos mais à frente, chegam a requerer
encarnação compulsória para serem solucionados.

APRENDENDO PELO AMOR

De forma similar os indivíduos também aprendem pelo amor. Ou seja, aprendem


com sofrimento mínimo. Aprendem programando suas vidas com os aprendizados e
profissões que lhes interessam, aceitam e criam suas próprias missões e dedicações no
plano físico. Através de tudo isso amenizam o sofrimento do aprendizado e até mesmo
“ganham” tempo extra de experiência na carne. Usam as vantagens dos laços sanguíneos
para resolver antigas rivalidades e assim eliminam boa parte de seus débitos kármicos.
Por amor muitas pessoas também assumem as responsabilidades familiares para ajudar as
pessoas que gostam a evoluir.

USO INTELIGENTE DO KARMA

Como considerações finais é importante dizer que podemos usar todas as leis
apresentadas aqui ao nosso favor. Por isso vale ressaltar que devemos tornar nossas
atitudes conscientes para que a relação causa-consequência se dê da maneira que
queremos. Nossas ações devem ter o resultado pretendido para que possamos colher os
frutos que queremos. Sempre que possível devemos prestar atenção nas lições que as
situações nos trazem e questionar sempre quais são as causas daquele evento para que
futuramente possamos evitar consequências desagradáveis. Em geral também devemos
observar o balanço geral de nossas ações: em geral elas são de impacto positivo ou
negativo?

DHARMA
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DEFINIÇÃO

AÇÕES SIMILARES CONVERGEM.

Como toda ação possui uma reação, logo ações similares vão ter consequências
similares. Essas consequências delineam um caminho identificável que chamamos
Dharma. Este caminho, esta senda, pode ser visto de várias formas e diferentes tradições
enxergam esta lei de maneiras distintas.

O karma é composto por muitas linhas divergentes e conflitantes decorrentes das


diversas ações harmônicas e desarmônicas que cometemos. A linha de tendência
resultante de todas essas múltiplas ações apontam numa determinada direção e assume
um determinado propósito alinhado com a ordem do universo. Essa direção é oDharma.

Uma das visões preponderantes é de que para atingirmos o nosso dharma, temos
de navegar nas “ondas” revoltas do karma, até que essas ondas estejam todas alinhadas e
não exista mais diferença entre o karma e o dharma. Quanto mais compreendemos o
karma, mais tomamos consciência do nosso dharma e mais alinhamos nossa vida com ele.

TERMINOLOGIA

O termo dharma é usado das seguintes formas:

 Sinônimo de destino.
 Código de conduta baseado na prática das virtudes.
 Propósito dos eventos. Pra quê eles acontecem.
 Dever, missão.
 Caminho para a verdade superior.
51

LEI DA DINÂMICA
TUDO ESTÁ EM MOVIMENTO

Mesmo em sua forma fotônica, tudo que existe já manifesta uma natureza
dinâmica, ou seja, está em constante movimento. Tudo que parece parado é ilusão. Átomos
e partículas subatômicas estão em constante interação, rochas se transformam através das
areias do tempo e nossas personalidades estão em constante mutação. Esse fluxo é
incessante, eterno, e se aplica a todas as coisas em todos os níveis. Mesmo coisas que são
fixas, como as leis, interagem e, assim, criam movimento.

IMPLICAÇÕES E DESDOBRAMENTOS
Essa lei traz muitas implicações para o estudo da espiritualidade. Algumas dessas
implicações são as sub-leis que se desenvolvem a partir do conceito principal de dinâmica:
Ritmo, Vibração, e Atração. Essas três se desenvolvem uma a partir da outra.

O principal desdobramentodeste conceito reside no fato de que, se tudo já está em


movimento, basta uma mudança de direção, um estímulo, para que as coisas se
manifestem de acordo com nossos desejos. Dessa maneira não gastamos tanta energia
fazendo as coisas andarem, se soubermos observar, apenas precisamos dar um empurrão
na direção certa.

Outro ponto importante que esse conceito traz é a esperança. Sim, esperança. Se
tudo se move, logo nada permanece para sempre. As situações que parecem sem saída, na
verdade, já se movem em alguma direção e coisas boas podem estar caminhando em
direções ainda melhores.

LEI DO RITMO
TODO MOVIMENTO TENDE A SE REPETIR CICLICAMENTE

O primeiro conceito a se desdobrar na Lei da Dinâmica é o da Lei do Ritmo. Se


compreendemos que tudo se move devemos compreender como se dá esse movimento.
Podemos notar que esses movimentos não são aleatórios. Na natureza as coisas não
mudam seus movimentos de uma hora para outra, elas mantém uma repetição deste
movimento. Movimentos cíclicos. Essa é a Lei do Ritmo, tudo está em movimento e esse
movimento tende a ser cíclico, a se repetir. Essa repetição é fundamental para se
compreender diversas coisas na espiritualidade.

PODER DE ANTECIPAÇÃO
Em primeiro lugar a compreensão da Lei do Ritmo nos dá poder de antecipação. Se
as coisas possuem movimentos cíclicos podemos prevê-las. Ao antecipar os movimentos
podemos usá-los ao nosso favor. Não só podemos antecipar esses movimentos como
podemos compreender melhor a interação entre as coisas. Sabemos que essas interações
não são aleatórias, e sabemos que os resultados dessas interações serão os mesmos.
52

Ainda dentro desta ideia vejamos aplicações práticas desta compreensão. Se


sabemos que tudo se move, e se move de forma cíclica, vamos pensar como isso pode
ocorrer de forma macro em nossas vidas. Se existem ciclos e esses ciclos se repetem, então
podemos afirmar que existem padrões em nossas vidas. Nossa vidas estão em movimento
e, portanto, possuem a tendência a serem cíclicas. Logo, nossos dias possuem um padrão
que se repete, nossas semanas também, nossos meses também, e por consequência
também nossos anos. Pensem nesta mesma época do ano no ano passado. O que ambos os
anos possuem em comum nas mesmas épocas? Esse padrão se repete em anos anteriores
também? Provavelmente eles possuem similaridades, padrões.

Enxergando os padrões cíclicos dos movimentos podemos nos compreender


melhor, compreender as coisas de forma mais clara, e o mais importante, podemos mudar
aquilo que não desejamos. De forma prática, se sabemos que tal evento tende a se repetir
em determinada época do ano, basta que a gente procure a causa desta repetição e mude o
“movimento” para que o ciclo se altere para algo que nos agrade mais.

MUDANÇA DO CICLO
É importante perceber que ciclos só mudam seu ritmo e movimento mediante
interferência, externa ou interna. Apenas uma intervenção poderá alterar a inércia de um
ciclo. Isso significa que se você quiser que algo mude na sua vida, você terá de interferir
para que qualquer que seja o ciclo em que vive esse mude para que se movimente na
direção e da maneira que você quer. A inércia do movimento é algo presente e forte. Este
movimento, por força da própria inércia, permanecerá o mesmo até que um agente o
mude.

Essa interferência pode vir da interação com algum acontecimento externo ou pelo
próprio desejo (interno) de mudança do ciclo. Se você de uma certa maneira volta sempre
ao mesmo lugar, se as situações acontecem sempre da mesma maneira, isso lhe dá apenas
duas formas básicas de mudar. Ou algo acontece que muda seu ciclo pessoal ou você
decide mudar seu próprio ciclo. Os movimentos de um verdadeiro cientista do sutil, um
verdadeiro mago, só se movimenta de forma consciente e, principalmente, intencional.

LEI DA VIBRAÇÃO
TODO MOVIMENTO CÍCLICO GERA VIBRAÇÃO

Vibração, segundo a física, é a perturbação criada pelo movimento no ambiente.


Uma pedra que caia em um lago, um ventilador girando, um avião voando, todos esses
movimentos criam uma perturbação em seus ambientes. A pedra causa uma agitação
(perturbação) na água, as pás do ventilador e o avião agitam o ar. Isso no plano mais
denso. Em outro nível, movimentos eletromagnéticos e dos átomos também causam
vibração. Também nossos pensamentos e emoções causam vibração pois alteram
fotônicamente o meio. Adiante, em Alta Espiritualidade (Hermetismo), veremos esses
fenômenos quando estudarmos campos de torção. Nosso espírito é um construto
eletromagnético, ele está em constante movimento, esse movimento causa uma agitação
no ambiente ao redor do espírito, o espírito gera, dessa maneira, vibração. O espírito vibra
constantemente.

VIBRAÇÃO E FREQUÊNCIA
Quando a perturbação se repete ciclicamente ela possui frequência. A frequência
vibratória de algo ou alguém deriva da qualidade da vibração. A qualidade da vibração
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depende da velocidade e tipo do movimento. A frequência vibratória é, dessa maneira, o


reflexo do estado de evolução de um espírito. A frequência vibratória é resultado da
repetição de um movimento cíclico, e por isso não se refere a um evento vibratório
isolado.

Vibração emite energia quando é carregada de intenção, quanto mais forte e


consciente a intenção maior a quantidade de energia transmitida. Note-se transmitida e
não transferida, sendo que partimos do conceito que a Fonte gera energia sempre.

VIBRAÇÃO E ONDA
A vibração não transporta matéria. Isso quer dizer que, quando a vibração se
resulta pela perturbação causada pelo movimento, ela se propaga em forma de onda. Isso
ocorre da mesma maneira que uma pedra caindo em um lago. Pode-se observar as ondas
que o impacto gerou, ou seja, a vibração causada pelo movimento da pedra. No entanto,
essa ondas não transportam matéria, a água que estava perto da pedra no momento do
impacto continuará lá e não será levada junto com a onda. Apenas a vibração se propaga
em forma de onda.

Esta propagação se dá quando a matéria que sofreu a perturbação inicial transmite


essa perturbação para a matéria que está logo ao lado. É como uma pessoa que tropeça em
um show de rock superlotado. Ela vai esbarrar nas pessoas ao lado, essas por sua vez vão
se desequilibrar e esbarrarão nas pessoas ao seu lado. A perturbação inicial se propaga
sem que haja transmissão de matéria, a primeira pessoa a tropeçar não andou até a última
a sofrer um empurrão, apenas os empurrões foram sendo transmitidos de pessoa a pessoa.

A importância de se entender isso está no fato de que a propagação em forma de


onda da vibração chega muito mais longe do que se o fenômeno transportasse matéria.
Ondas de rádio e TV se propagam por quilômetros de distância, de forma razoavelmente
fácil. Já o processo de se levar água de um ponto a outro é muito mais trabalhoso, requer
encanamento e uma manutenção do processo de transporte. Isso para dizer do alcance de
nossas vibrações.

VIBRAÇÃO E ENERGIA
Embora a vibração não transporte matéria ela pode transportar energia. Energia,
de forma simples, é a capacidade de ação, é a capacidade de se fazer algo. A vibração pode
estar carregada de intenção. A intenção programa fotônicamente os campos para que o
universo se organize e aja de acordo. Se a energia é capacidade de ação, quando a vibração
está carregada de intenção capaz de modificar a realidade, seja em que escala for, esta
vibração está carregada de capacidade de ação, logo está carregada de energia. Vibrar
pode, então, transmitir energia capaz de modificar a realidade.

Entenderemos mais sobre vibração na matéria de mesmo nome e veremos as


interações sobre energia em uma matéria também com este nome. É importante perceber
que em Filosofia Natural estamos apresentando vários conceitos que serão
apropriadamente aprofundados em matérias e assuntos posteriores.

VIBRAÇÃO E KARMA
Você vibra constantemente. Junto com sentimentos e pensamentos, vibrações são a
maior fonte de ação e, portanto, enorme fonte de Karma. Sim, você produz karma apenas
por existir. Vale lembrar que existir é verbo, uma ação. Essa idéia não é para ser uma fonte
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de pânico, ao contrário, é para lembrar de nossas responsabilidades mais profundas, e dos


caminhos que devemos percorrer para nos tornar mestres de nossa arte.

LEI DA ATRAÇÃO
TODA VIBRAÇÃO ATRAI SUA SEMELHANTE HARMÔNICA, CONSONANTE,
RESSONANTE, OU IDÊNTICA

VIBRAÇÕES HARMÔNICAS
Vibrações harmônicas são aquelas que, embora sejam diferentes, trabalham juntas
bem. São como as notas de um acorde musical, são notas diferentes mas criam um
resultado único funcional quando juntas. São como um conjunto de cores. Tomemos o
conjunto de cores quentes como exemplo. Amarelo, vermelho, laranja, e rosa são cores
distintas mas que juntas possuem uma atuação harmônica. Um outro exemplo que
funciona são as partes do bolo. Leite, trigo, ovos, e açúcar são harmônicos. Em termos
práticos isso significa que a vibração atrai outras vibrações com as quais trabalhará bem.
Na nossa vida diária isso acontece quando desejamos algo porém outra coisa se manifesta
em seu lugar. É como aquele ditado: “ se você pedir por paciência a vida lhe trará situações
para exercitá-la”. Uma vez juntas, essas vibrações formam um amálgama indivisível que
forma um resultado final único. Aqui cabe dizer também que o dito popular de “os opostos
de atraem” não é necessariamente correto, não são os opostos que se atraem mas sim
vibrações que podem ser distintas que acabam se completando harmonicamente.

VIBRAÇÕES CONSONANTES
Consonante, que concorda, que soa junto. São vibrações semelhantes, que
funcionam similarmente. Na física são frequências que são estáveis juntas. Ainda dentro da
definição da física, vibrações consonantes são aquelas de maior coincidência de
frequências nas ondas parciais e componentes, e da fusão ou coincidência de padrões. São
vibrações de função similar. Dentro do exemplo do bolo, seriam farinha de trigo e fubá,
ambas com a mesma função apesar de serem diferentes.

VIBRAÇÕES RESSONANTES
São vibrações que quando juntas se amplificam mutuamente. Isso significa que por
menor que ela seja, por mais fraca, quando interage com a outra se amplifica
enormemente. São vibrações que “põe lenha na fogueira” uma da outra.

Em física,ressonância é a tendência de um sistema a oscilar em máxima amplitude.


Nessas frequências, até mesmo forças pequenas podem produzir vibrações de grande
amplitude, pois o sistema armazena energia vibracional.

O fenômeno da ressonância ocorre com todos os tipos de vibrações: mecânicas,


eletromagnéticas, e ondas quânticas. A ressonância é semelhante a um eco intensificador.
Sempre que há a possibilidade de troca de energia entre sistemas oscilantes (vibratórios)
esse efeito é de máxima importância.

Também se pode destacar a aplicação na área da espectroscopia, em que a energia


que está sendo emitida pode ser absorvida, refletida ou ainda transmitida, fornecendo
como resultado um espectro que é um gráfico com a informação da frequência da energia
absorvida. Ou seja, essa vibração deixa rastros identificáveis.

IDÊNTICA
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Como dá para imaginar vibrações idênticas possuem exatamente a mesma


frequência. No entanto, esse tipo de frequência é minoria,atraímos muito mais com as
frequências dos casos anteriores do que em caso de frequências idênticas.

ATRAÇÃO POR SINTONIZAÇÃO


ATRAÍMOS AQUILO NO QUAL A CONSCIÊNCIA SE SINTONIZA.

O processo de Sintonização será melhor compreendido na matéria de mesmo


nome. Superficialmente podemos afirmar que se sintonizar é adequar sua vibração para
que se torne um dos casos citados acima.

É vital compreender que nossa consciência, a consciência do espírito, do indivíduo,


é que se sintoniza a esta ou aquela faixa vibratória. Vocês provavelmente já viram muitos
artigos, livros, e até filme sobre a lei da atração, mas uma coisa que falta enfatizar é que
sua consciência é quem atrai e forma sua realidade quântica. Porque estamos dizendo
isso? Porque a maior porção da sua consciência é a sua subconsciência. Claro que estamos
lutando para que sejamos seres conscientes, porém a subconsciência ainda é a maior
porção. Já afirmamos isso antes. Sendo assim, atraímos coisas que não desejamos
conscientemente, mas que estão programadas no subconsciente para serem assim.

Não importa o quanto desejemos ganhar muito dinheiro, não adianta ficar
vibrando para isso acontecer, nem mesmo fazer visualizações e quadros com fotos. Se você
estiver subconscientemente programado ou se tiver uma crença subconsciente que não
esteja de acordo com esse cenário, você não atrairá. Vamos desenvolver os métodos para
mudar esse quadro em Defesa Preternatural, pois programações subsconscientes podem
ser nossas piores inimigas. Lembrem-se principalmente de que crenças e programações
subsconscientes acontecem por repetição, logo, para desprogramar vocês terão de
descobrir como funciona a antiga crença ou programação erepetir insistentemente a nova
programação ou crença que desejam.

Você é responsável por tudo que atrai em sua vida. Seja bom ou não. Por isso
insistimos no autoconhecimento. Apenas dessa maneira é possível aumentar a proporção
do estado de vigília e assim podemos atrair em nossas vidas apenas aquilo que
conscientemente queremos.
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LEI DAS RELAÇÕES


TUDO E TODOS SOMOS UM.

A Lei das Relações traz uma afirmação bastante difundida em diversas tradições.
Essa unidade é a chave para a relação entre todas as coisas e todos os seres. A maneira
como nós enxergamos a ligação entre as coisas, as conexões que fazemos entre elas, isso é
bastante subjetivo, ou seja, depende do seu ponto de vista. Essas ligações se apresentam
em outras duas sub-leis que representam a maneira como se fazem essas associações:
Analogia e Escala.

Mas como essas conexões são possíveis? O que liga tudo? A resposta talvez não
pareça simples, mas é. Temos a mesma origem. Tudo (ou o que chamamos de tudo) é
criado holograficamente pela anima, individual ou coletivamente. Isso nos une, isso faz
com sejamos um. A maneira com que essa unidade se manifesta é diferente em cada caso.
Alguns casos são bem difíceis de se encontrar a conexão entre duas coisas, mas um
estudioso perspicaz vai conseguir achar o caminho. Algumas dessas ligações já existem e
são evidentes e observáveis, outras são pontes feitas pela nossa mente e são criadas para
se estabelecer a relação.

Em alguns casos essas relações criadas por nós acabam por alterar o próprio
objeto da relação. Por exemplo, sabemos que plantas que são benéficas para certos órgãos
possuem uma semelhança com aqueles órgãos, plantas boas para o coração tem formato
de coração, boas para os rins formato de rins, e por aí vai. O que não sabemos é se essas
plantas têm aquele formato porque nós, a muitos milênios atrás, fizemos a associação
entre órgão e planta e dessa maneira alteramos a forma original da planta.

Como isso seria possível? Através dos campos de torção. Campos de torção são um
assunto interessantíssimo que iremos ver mais profundamente em Alta Espiritualidade, e
são os responsáveis (entre outras coisas) por armazenar os dados de estruturas
moleculares como é o caso do DNA. Em um experimento russo, um pato e uma galinha
foram colocados em gaiolas opostas. Entre as gaiolas os russos instalaram um
amplificador emissor de campos de torção e um amplificador receptor de ondas de torção.
O primeiro pegava os dados do campo de torção do pato, amplificava-os e os emitia. O
segundo recebia os dados de campo de torção, os amplificava e conduzia ao campo de
torção da galinha. Com o tempo a galinha começou a se alterar fisicamente e a assumir
características de pato. Nós funcionamos como esse aparelho, nós alteramos e
interferimos constantemente nos campos de torção à nossa volta modificando sua
programação.

ANALOGIAS
POR ANALOGIA E CORRESPONDÊNCIA SE PODE OBSERVAR ESSA LIGAÇÃO.

Segundo o dicionário analogia é relação, semelhança de uma coisa com outra. Kant,
na Filosofia, considera asanalogias da experiência, princípios que governam a ligação entre
os fenômenos.Por analogia, de acordo com as relações que existam entre as coisas:
raciocinar por analogia. Em outras palavras, uma analogia é uma comparação que busca
semelhança entre as coisas e situações. Muitas vezes ocorre através de metáforas, que são
usadas para evidenciar essas semelhanças.
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Por analogia é possível perceber a ligação que existe entre todas as coisas. Essa
ligação se manifesta de várias maneiras. Aqui iremos ver algumas das principais formas
nas quais essas semelhanças se manifestam.Existem analogias de formato, cor, analogias
simbólicas, opositoras, processuais, de escala, entre outras tantas que você pode descobrir.

MESMA ORIGEM

Certamente que é a maneira mais simples de se criar uma analogia. Dois elementos
que tiveram uma mesma origem partilham de muitos atributos semelhantes, de
frequências semelhantes, de propriedades semelhantes. Uma rocha tirada de uma
montanha partilha não só das propriedades minerais, composição química, como também
guarda a memória daquela montanha e sua faixa de frequência. Esse fenômeno da
memória atômica é amplamente pesquisada pelos cientistas. Pesquisas comprovaram que
átomos que fizeram parte de uma mesma estrutura, que “viveram juntos”, podem ser
separados e, mesmo a grandes distâncias, o que acontece em um terá repercussão no
outro. É um exemplo de efeito não-local onde a informação do que acontece a um átomo é
transmitida instantaneamente ao outro átomo através do hiperespaço.

Dessa maneira, usando a força da analogia, um grão de areia pode servir para que
um estudioso acesse todo um deserto de onde aquela areia veio, uma gota de água se
conecta ao oceano. Por isso uma vela faz as vezes da grande luz em certas situações, e às
vezes basta que você sopre com uma certa intenção para desencadear uma ventania.

FREQUÊNCIAS AFINS

Ressaltamos que quando usarmos a partir de agora o termo “frequências afins”


estaremos nos referindo às vibrações harmônicas, consonantes, e ressonantes.

Outra analogia muito frequente e uma das mais abundantes é entre elementos que
partilhem de uma frequência afim. Isso inclui analogias por cor, por polaridade, e outras.
As analogias de cor são muito recorrentes e muitas pessoas acreditam estarem usando
uma simbologia quando na verdade apenas estão percebendo que aquela cor possui
similaridades de frequência com o elemento análogo. Um bom exemplo é o amarelo. A
quase totalidade da luz natural em nosso planeta é da cor amarela. A frequência de
iluminação é facilmente ligada ao amarelo, ligada ao conhecer através da luz, ligada à
inteligência, ao enxergar que a luz natural amarela nos proporciona. Muitas dessas
relações ficarão mais evidentes na matéria Vibração, onde estudaremos frequências, suas
relações, e suas consequências.

SIMBOLOGIA

Essa é a categoria de analogia onde nós mesmos somos responsáveis pela


correspondência. Por isso mesmo o que é visto como análogo para uma pessoa pode não
ser para outra. Claro que existem símbolos que são comuns a um grande número de
pessoas, a toda uma cultura, mas pode ser que pra alguns aquele mesmo símbolo não faça
sentido e por isso a analogia não funcione. O que estamos enfatizando é que analogias
simbólicas não são universais e automáticas.

Um exemplo de analogia simbólica é a encruzilhada. A encruzilhada, para muitos, é


um lugar que não é nem um caminho nem outro, mas várias direções, por isso se crê que
represente um entre-mundos. Essa analogia faz com que as encruzilhadas sejam usadas
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por alguns praticantes do oculto, pois esses vêem essa analogia e conseguem se conectar
ao entremundos. Outro símbolo bastante forte é o círculo. O círculo não tem fim nem
começo, por isso é usado como simbologia do infinito.

ELEMENTOS FÍSICOS EM COMUM

Claro que se ambos elementos possuem substâncias em comum a analogia é fácil.


São muitas vezes esses elementos em comum que nós identificamos em analogias de
cores, de texturas.

A beterraba é considerada boa para o sangue, e adivinha que cor as duas coisas
têm em comum? A beterraba é usada para o tratamento de anemia pois possui ácido fólico
e ferro, elementos comuns no sangue. Alimentos amargos são, em geral, bons para o
fígado. Um dos principais sucos produzidos pelo fígado é a bile, que tem gosto amargo. Não
é coincidência.

ANALOGIA PROCESSUAL

Processos também podem ser análogos. Usamos expressões idiomáticas que


frequentemente possuem mais verdade do que estamos conscientes. Uma delas é quando
falamos em digerir uma idéia. Literalmente ocorpo sutil pega a nova energia, no caso a
idéia ou conceito, e metaboliza igual faria a digestão física, pelo chackra do plexo solar.

ESCALA
ASSIM COMO ACIMA, É ABAIXO.

Nessa sub-lei vemos que estruturas se repetem de forma similar tanto em um


sistema menor quanto no maior. Esses sistemas mantém relação por possuírem essas
estruturas em comum. Os fractais são um exemplo disso. Existe também o processo de
escala associado à analogia simbólica. Entender como as escalas funcionam também nos
ajuda a entender os ciclos que mencionamos anteriormente.

Quando olhamos microscópicamente um grão de areia vemos como ele se


assemelha a uma rocha completa. O mesmo acontece com outras estruturas. Uma rocha
em uma montanha vai possuir razoavelmente o mesmo contorno de um dos picos
menores desta montanha que por conseguinte também vai possuir um contorno
semelhante à montanha inteira. Os matemáticos descrevem esse efeito como fractal. A
geometria fractal estuda e descreve situações que não são facilmente explicadas pela
geometria clássica. Um fractal é um objeto que pode ser dividido em partes onde cada
parte se assemelha ao objeto original.

A conexão entre esses objetos nos abre um canal de comunicação entre o micro e o
macrocosmo. Por possuir uma relação de escala, um grão de areia pode estar conectado a
todo um deserto e uma gota de água a todo o oceano. Conexões dessa espécie são
importantes e úteis quando necessitamos nos conectar a essas estruturas maiores, mesmo
estando longe delas, ou quando precisamos trazer até nós a frequência dessas estruturas.

O processo de escala também acontece por analogia simbólica. Isso é muito


comum, principalmente na acunputura. Nesta arte medicinal milenar considera-se o
formato da orelha e dos pés em associação com o do feto e assim se encontrou as relações
59

que permitem decidir onde colocar as agulhas. Neste caso uma parte do corpo se
assemelha ao corpo inteiro, criando um processo de escala, de fractal, mas também uma
analogia simbólica ao associar o formato.

Ainda dentro da idéia de escala temos um grande auxílio desta sub-lei em entender
uma outra, a do Ritmo. Como já sugerimos antes, podemos observar um movimento em
nossas vidas e para isso basta notar sua repetição. No entanto, muitas vezes queremos
mudar o padrão deste movimento e não conseguimos, não sabemos por onde começar. É
nesse momento que entram as escalas. Reduza a escala do padrão que quer mudar e
observe por uma ótica mais fundamental como ele funciona. Por exemplo, se o seu ano não
ocorre do jeito que deseja procure observar os padrões que ocorrem dentro de um mês ou
de um dia e provavelmente mudando o padrão na escala de um dia ou de um mês você
conseguirá alterar todo seu ano. O princípio é este.
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LEI DA POLARIDADE
TODAS AS COISAS SE COMPORTAM DE FORMA DUAL NESTE MULTIVERSO,
SEGUNDO UM REFERENCIAL.

As coisas agem de forma dual nesse multiverso pela polarização fotônica que dita o
comportamento das criações holográficas. No entanto, essa polarização é comportamental
e não substancial. Ao percebermos a afirmação anterior chegamos à conclusão que
podemos alterar essa polarização e que ela é gradiente. A polarização se reflete em todos
os níveis e setores de nossas vidas e este conhecimento possui uma aplicação prática.
Extremos polares são próximos e oscilam entre si com muita facilidade. Esses extremos e
suas variações dependem de um referencial para que se julgue a polaridade.

Comecemos revendo a ideia de multiverso. Os cientistas, principalmente


astrofísicos e físicos quânticos, são levados a chamar nosso universo de multiverso, ou
universo do tipo 1, pois existem inúmeras evidências da multiplicidade de universos, ou
seja, de que nosso universo não é “uni” mas “multi”. Existem universos do tipo 2, 3, e até 4,
mas o nosso ser do tipo 1 significa que existem vários universos dentro da enorme bolha
espacial aparentemente sem fim que é o universo. Dentre esses universos levamos em
consideração também a extratificação dimensional, ou seja, a separação da realidade em
camadas que chamamos de dimensões. Quando falamos da Lei da Polaridade, somos
obrigados a referi-la e limitá-la apenas ao nosso multiverso, pois é possível e até provável
que outros universos tenham funcionamento totalmente diferente, outras leis, e talvez
múltiplas polaridades. A polaridade, especificamente a bipolaridade de nosso multiverso, é
gerada pelo comportamento duplo que a luz tem ao se manifestar holograficamente aqui.

Vimos anteriormente em Mecânica Cósmica que os fótons (luz) se comportam


tanto como onda quanto como partícula no nosso multiverso. Essa duplicidade de
comportamento se reflete em tudo. Provavelmente por isso a anima obtém seus estímulos
na interação com o mundo manifesto também através de dois fatores: fatores emocionais,
fatores racionais. O próprio comportamento duplo do fóton se reflete nas experiências
geradas e transformadas em estímulos pra anima e se reflete no comportamento de todas
as coisas. Comportamento. Comportamento é a ação do indivíduo, não o indivíduo em si.

É importante separarmos o conceito de comportamento daquilo que é substancial.


A bipolaridade em nosso universo manifesto é o resultado do comportamento duplo do
fóton, mas a bipolaridade não é o fóton em si. Também devemos lembrar de que essa
polaridade é gradiente, ou seja, é dividida em graus. Temos graus de negatividade, graus
de positividade, percentuais de cada uma das polaridades em cada coisa. Mas justamente
por essa bipolaridade naõ ser inerente às coisas de forma essencial e substancial é que
podemos alterar o comportamento dual e polar.

A essa alteração na polaridade chamamos de transmutação. Essa habilidade, a de


inverter a polaridade de algo, é essencial para uma vida energética mais saudável e
também essencial para a espiritualidade defensiva. Certamente veremos a transmutação
mais profundamente no volume sobre Espiritualidade Defensiva, porém em linhas gerais o
ato da transmutação se dá quando se pega algo que foi lançado contra você e troca a
polaridade para que não tenha consequências mais nocivas, seja isso emocional, mental,
psicológico, energético, vibracional ou qualquer outra coisa. É como uma moeda. A moeda
em si é a essência, a substância, porém ela pode estar virada para cima na posição de cara
61

ou de coroa. Para transmutar basta girar a moeda e a outra face se apresenta. Pensem
nisso.

Um aspecto muito interessante da bipolaridade se apresenta na dualidade


Emoção-Razão. Assim como vemos movimento e estática ilusória no comportamento da
luz/fóton como onda e partícula, vemos emoção e razão se comportando de forma similar.
A própria palavra emoção significa mover para fora (ex movere), ou seja, dentro da dupla a
emoção é quem se move enquanto a neutralidade racional sugere a estática ilusória.
Chamamos de estática ilusória pois como já vimos na lei da Dinâmica nada está realmente
parado, ou seja, esta imobilidade, esta estática, é uma ilusão em essência. Por isso caso
queiram realmente mudar o movimento de algo na sua vida, use a emoção que é quem está
em movimento. O processo racional não irá mudar nada enquanto ele não provocar
alguma emoção, ou seja, enquanto você não sentir aquilo nada acontecerá. Obviamente o
processo racional ajuda a guiar inteligentemente as emoções e também cria um contexto
adequado para que nossas vidas aconteçam. Nossas emoções são como o motor do carro
enquanto o medo é o freio e o desejo é o acelerador. Veremos isso mais profundamente em
outros volumes deste compêndio.

Como vimos acima, cada coisa possui duas polaridades, dois comportamentos
antagônicos. Essas manifestações não são inerentes e nem definem o objeto. Os dois lados
da moeda são uma coisa só por se tratarem de manifestações comportamentais de um
mesmo indivíduo ou coisa. Por isso esses extremos muitas vezes se tornam a mesma coisa.
Um anel pode ser ao mesmo tempo finito e infinito, bem e mal podem depender apenas de
contexto. Mudar a polaridade de extremos absolutos é algo mais simples do que parece,
basta perceber o quão rápido amor se torna ódio e vice-versa.

Isso nos leva a questionar algumas atitudes que tomamos na vida. Muitas vezes ao
tentarmos mudar algum comportamento, pensamento, crença, ou sentimento acabamos
indo para o extemo oposto. Por dois motivos a Lei das Polaridades nos ensina sobre a
ineficácia disso. Em primeiro lugar, opostos se anulam, nosso movimento entre extremos
acaba sendo movimento algum, nulo, não saímos verdadeiramente do lugar, apenas
transitamos entre manifestações opostas de uma mesma coisa. Em segundo, esta lei nos
alerta para a separação entre comportamento e existência, por isso devemos observar o
cerne das questões e fazer mudanças em nível essencial e profundo. Em outras palavras
devemos procurar aquilo que está por trás daquele comportamento, pensamento, crença
ou sentimento. É claro que sabemos que muitas vezes é necessário transitar entre
extremos para descobrimos o equilíbrio e compreendermos o “x” da questão, mas isso
deve ser feito com consciência.

Por último chegamos ao conceito de Referência Contextual. A maneira como


percebemos a polaridade comportamental de algo vai depender do contexto no qual
aquele comportamento está inserido. Coisas que julgaríamos negativas em um contexto
são aceitáveis e até desejáveis em outro. Agressão física pode ser considerado algo ruim,
porém se é usada em auto-defesa ou na defesa de alguém essa mesma agressão é correta.
Como a polaridade se trata de um comportamento, o julgamento sobre o valor do mesmo
necessita de um referencial para dar as bases nas quais esse julgamento é feito. Chamamos
de referência contextual pois este referencial analisa o contexto no qual aquele
comportamento será analisado polarmente.

Outro aspecto muito importante é o do oposto potencial. Podemos nos perguntar


se é possível nos inclinar apenas na direção de uma única polaridade. Sim, podemos. Isso
gera o questionamento: Se nos inclinarmos em uma única polaridade então deixaremos de
ser polares? Não, não deixaremos. Mesmo que nosso comportamento se manifeste em uma
62

única polaridade a outra oposta não deixa de existir, ela passa a ser uma polaridade em
potencial. Um potencial não realizado porém existente. Para deixarmos de ser polares
temos de integrar as polaridades. Esse assunto será discutido logo a seguir quando formos
analisar questões ligadas aos conceitos de Bem e Mal. Também veremos as implicações
sobre integração de polaridades em Alta Espiritualidade.

Em nosso universo manifesto percebemos a polaridade desde a criação, nas


maneiras como o Hiperespaço interage com nossa realidade, no reflexo desta polaridade
em todas as coisas ao nosso redor e evidentemente no comportamento dos fótons no
universo manifesto. Compreendemos junto com a polaridade a separação da essência
daquilo que é polar, vemos como o conhecimento da polaridade nos ensina a transmutar e
aprendemos como utilizar o emocional e o racional ao nosso favor. A lei da polaridade se
desdobra em conceitos que envolvem extremidades polares, contexto referencial e oposto
potencial.
63

LEI DA TRANSFORMAÇÃO
TUDO PODE SER TRANSFORMADO.

A matéria é algo maleável. Isso faz sentido sabendo pela Lei da Dinâmica que tudo
está em constante movimento. Essas transformações acontecem por condensação, por
transmutação, por transformação vibracional, e em casos mais raros por programação
hiperespacial. Essas transformações demandam um preço para que aconteçam, mas isso
não impede a natureza da transmutabilidade das coisas.

A natureza da matéria é moldável. Isso vem desde o comportamento curinga do


fóton que está pronto para se tornar o que for necessário no universo manifesto. Este
conceito é aplicável a todas as substâncias de nosso multiverso, sejam elas emocionais,
mentais, vibracionais. Todas substâncias são transformáveis. Essa transformação já é
descrita indiretamente em outra lei, a Lei da Dinâmica.

A Lei da Dinâmica afirma que as coisas nunca estão realmente paradas. Logo, essas
mesmas coisas devem estar em constante mutação. Esse conceito de movimento acaba por
revelar a transitoriedade das coisas, ou seja, que elas estão mudando sempre, seja por
movimento seja por transformação. Isso é fácil de se observar na energia. Energia elétrica
se torna facilmente energia térmica quando usamos o secador de cabelos, ou pode se
transformar de energia mecânica para elétrica nos moinhos de energia eólica, ou mesmo
de energia química para elétrica no caso de uma pilha. Várias são as formas que essas
transformações tomam. Na transformação por condensação a substâncias se agregam para
formar novas coisas como no caso do carbono se tornando diamante. Suas aulas de
quimíca no ensino médio estão repletas de exemplos dessa natureza.

Na transmutação a transformação ocorre por polarização.,. A transformação


vibracional atua alterando a frequência ou amplitude de uma onda. Isso para citar apenas
algumas de tantas outras, inclusive transformações estudadas pela Física Clássica ou pelo
relativismo. Porém uma das transformações mais sensacionais é a pesquisada pela Física
Quântica: a alteração do programa hiperespacial.

Para aqueles que não imaginam ser possível uma alteração de informação
diretamente no registro na Fonte, leiam mais sobre o trabalho de Vianna Stibal em
Thetahealing, com a ressalva de que ela não usa o conceito de reprogramação
hiperespacial, mas a mecânica está lá.

Nesta alteração (reprogramação hiperespacial) a substância não é alterada a partir


do universo manifesto, mas do hiperespaço. A programação das partículas, e por
conseguinte dos átomos, fica armazenada no hiperespaço e é o que dita que um átomo de
ouro será um átomo de ouro e um de oxigênio será um átomo de oxigênio. Se for alterado,
esse campo de torção (programação) poderia em tese fazer com que um átomo de
oxigênio (O) se tornar-se um de ouro (Au). Um experimento foi realizado na Rússia para
comprovar essa teoria. No entanto, essas transformações todas possuem algumas
condições.

E quais condições seriam essas? As condições são proporcionais ao tipo da


transformação. Ao contrário de muitas linhas em circulação, não se trata de um preço a se
pagar. Pelo menos não dessa forma. Acontece que a maior parte das transformações, assim
como quase qualquer coisa que se queira fazer em espiritualidade, gasta uma certa
quantidade de energia, exige um esforço (maior ou menor) por parte de quem opera a
64

transformação, necessita do conhecimento deste operante e estes fatores são


frequentemente proporcionais à complexidade da transformação e do fenômeno. Esse é
um dos grandes motivos pelos quais nós insistimos na necessidade da disciplina, do
estudo, e do treino, para que vocês tenham todas as ferramentas necessárias para operar
grandes transformações, para que vocês estejam aptos a operar grandes fenômenos.
65

TEORIAS DA CIÊNCIA
PRETERNATURAL

INTRODUÇÃO
Nesta seção deste volume veremos sobre discussões filosóficas, antropológicas e
sociais da espiritualidade. Apresentamos evidências científicas sobre o funcionamento
espiritual e como é possível que nós tenhamos controle sobre a espiritualidade. No
entanto, pretendemos apresentar outras idéias que possam confirmar nossas afirmações,
seja por oposição ou não ao nosso ponto de vista, e que possam suplementar e refinar sua
visão sobre o tema.

Avisamos de que nem todos os pontos apresentados são válidos em si mesmos, e é


necessário que tenham discernimento sobre as opiniões de outras linhas e tradições. Por
isso começamos com uma revisão de conceitos-chave apresentados até agora, para que
vocês tenham referencial para análise do material.

REVISÃO DO CORPO ENERGÉTIC O

Nós possuímos um corpo. No presente estado somos entidades chamadas


corpóreas. Mas o que a primeira vista vemos como sendo o corpo físico é apenas a
superfície de um sistema extremamente mais complexo.

Nós possuímos vários níveis de complexas redes energéticas que fazem parte de
um mecanismo interdependente. Essas redes energéticas são, em sua maioria, chamadas
de corpos sutis. São chamados de vários corpos porque essas redes funcionam
multidimensionalmente. Os vários níveis de sutileza energética definem que cada sistema
exista em uma dimensão específica. No entanto, todos esses sistemas coexistem e são
interdependentes e formam, junto com o corpo humano, o veículo que usamos para nos
manifestar como seres individuais.

Por mais que isso possa parecer difícil de entender no início, basta que saibamos
que existem fatores que interferem diretamente em como esses corpos se comportam e
em quão eficientes eles operam. Esses fatores são manifestações que pertencem
tipicamente à consciência.

Os corpos, inclusive o corpo físico, são profundamente estimuláveis


energéticamente. Fatores energéticos de cada um dos corpos sutis estão arraigados em
nível molecular no corpo humano. É interessante notar também que cada um dos corpos
sutis gera seu próprio tipo de energia da mesma maneira que o corpo físico gera
bioenergia. Qualquer alteração no complexo sistema energético desses corpos causa uma
alteração na produção de sua energia respectiva oq eu pode eme efeito dominó também
alterar como o corpo produz sua bioenergia.

É fácil perceber como que todos esses corpos podem juntos definir como a energia
é gerada e consequentemente como podem definir a assinatura frequencial específica,
gerando assim um padrão vibratório.
66

ALMA

Nossas almas são feitas da mesma substância que a Fonte Suprema. Por isso em
tantas religiões ela é chamada de centelha de vida. Nossa alma é uma parte da Fonte que
foi separada para crescer e multiplicar e, assim, prosseguir com a expansão da Fonte.
Demos à essa substância da Fonte e da Alma o nome de anima. A alma está na não-
localidade atemporal. Para interagir com o plano multidimensional ela cria algumas
ferramentas, entre elas o espírito. Nosso espírito é um construto energético criado pela
alma para que essa possa interagir com as dimensões. Existem outras ferramentas que
estudaremos mais adiante.

A anima gera a luz que vai materializar as dimensões. Essa luz é transmitida pelo
hiperespaço e se manifesta no plano multidimensional criando as coisas de forma
holográfica. Quanto mais anima possuímos, mais luz podemos gerar e mais podemos
manifestar nossa vontade no plano multidimensional. Aí reside a essência da
espiritualidade.

ESPÍRITO

Entendemos como a Fonte Suprema é formada pela anima e como essa substância
se multiplica como se fosse um organismo. Nos informamos de que a Fonte Suprema com
sua anima, assim como as almas que se subdividem desta Fonte, existem fora do tempo e
do espaço além do plano manifesto multidimensional. Também vimos como a anima
produz luz que pode se comportar tanto como matéria quanto como onda. Aprendemos
que a luz em formato de onda contém as informações que organizam a luz-matéria. Em
seqüência observamos que essa matéria se condensa em diversas faixas de freqüência que
cria universos, dimensões e estados. Por último vemos que a Fonte tem interesse de que a
Alma expanda sua anima. Mas como a Alma, que está localizada na não-localização
atemporal (chega a dar um nó na cabeça esse tipo de conceito), se expande através das
experiências que colhe no mundo manifesto?

Essa resposta é relativamente simples. A Alma constrói um mecanismo chamado


Espírito. Ele é construído de luz eletromagnética e é projetado para se manifestar
multidimensionalmente.

O espírito é aquilo que com o tempo criará um senso de individualidade da alma.


Ele coletará informações através das experiências que obtiver. Seu projeto inicial
geralmente é bastante simplório e seu mecanismo energético bastante simples. À medida
que ele passa pelos reinos Mineral, Vegetal, Animal e Hominal sua “fiação” energética se
torna mais complexa e seu senso de individualidade se solidifica. Com sua evolução, o
espírito se capacita a gerar, manipular, e conduzir quantidades cada vez maiores de luz e
energia. Dessa forma quanto mais adiantado, mais o espírito é apto a moldar a realidade à
sua volta.

Quando atinge elevado grau, o espírito sai da fase de evolução individual e passa
para a evolução coletiva, onde seu aprendizado se dá através daquilo que ele faz pelos
outros ao invés de para si. Nessa fase os espíritos se tornam ou deuses, ou devas
elementais, ou seres das hierarquias angelicais.

Algumas informações extras sobre o espírito. Primeiramente, em circunstâncias


especiais ele pode sim ser destruído. Em geral a radiação nuclear e a energia atômica
causam um distúrbio tão intenso no plano eletromagnético que pode danificar
67

profundamente o espírito, que é uma maquina eletromagnética. A alma, no entanto é


imortal. Em segundo lugar, a alma não adquire karma, o espírito sim. Desde que a alma
está fora do espaço e tempo, ela não tem ação que possa causar reação, logo o fenômeno
do karma é do espírito.

CORPO FÍSICO

Nesse ponto já entendemos razoavelmente bem sobre como funciona o mundo


sutil. Agora nos resta discorrer brevemente sobre a interação desse mundo sutil com a
dimensão física, propriamente falando a terceira dimensão onde estamos inseridos nesse
momento7.

O corpo físico é a ferramenta de interação do espírito no plano físico. Ao contrário


do espírito, o corpo é mortal (leia-se transitório quando dizemos mortal) por natureza e
deve ser trocado diversas vezes durante a longa existência do espírito. Infelizmente, por
conseqüências secundarias da Barreira de Freqüência e do DNA suprimido, o corpo acaba
por suprimir lembranças de vidas anteriores. Isso acaba servindo como um recomeço para
que no novo corpo o Espírito tenha oportunidade de acertar aquilo no que errou
anteriormente. Lembremos que esses processos servem sempre de coleta de experiência,
conhecimento e aprendizagem para a expansão da anima na Alma.

Mas como o Espírito se conecta ao corpo físico? Apesar dos detalhes serem
bastante complexos, a visão geral do processo é bastante compreensível. O Espírito tem
principalmente natureza eletromagnética. O cérebro e sistema nervoso respondem e
funcionam com base em estímulos eletromagnéticos. Logo o Espírito se comunica e usa o
cérebro e sistema nervoso com razoável facilidade. O sistema nervoso tem um
funcionamento quase que totalmente distinto do resto do mecanismo corporal e é
independente. Dessa forma o meio de interface entre o sistema nervoso e o resto de corpo
é a comunicação química. A química corporal responde aos estímulos eletromagnéticos do
sistema nervoso mandando, assim, os comandos ao resto do corpo físico. Em suma, a Alma
constrói o Espírito para interagir com o mundo manifesto, O espírito usa posteriormente o
corpo físico para interagir com a matéria, o espírito se interliga ao cérebro e sistema
nervosos que responde a seus estímulos eletromagnéticos, em conseqüência o cérebro e o
sistema nervosos passam adiante essas informações ao resto do corpo físico através da
química corporal.

DNA

Alem do DNA ser um forte instrumento hiperespacial, ele é o grande responsável


por sermos aptos ou não a espiritualmente. Como vimos anteriormente, o corpo físico tem
um grande papel na interação e manifestação do espírito na terceira dimensão. Não
surpreende, portanto, que nosso DNA, que carrega toda informação de como nosso corpo
deve ser, seja o grande responsável por definir quanto potencial temos de fato de
performar espiritualidade. O DNA também é altíssimo gerador de ectoplasma, de fótons e
sua configuração é responsável por boa parte da assinatura vibracional pois ele vibra e
emite onda em todos os níveis, inclusive o de onda escalar.

Por isso as grandes implicações do cuidado com o corpo, da memória genética, da


ancestralidade, do junk DNA, da supressão de DNA por parte annunaki, e tantos outros

7Não estamos mais propriamente na 3ª dimensão de forma pura, pois nosso planeta está
sofrendo grandes e profundas alterações.
68

focos nessa fitinha (não necessariamente dupla) aparentemente inocente. Não iremos nos
delongar pois ele será debate de ínumeros tópicos ao longo de nossas conversas.

VARIAÇÕES NO DNA HUMANÓIDE


Percebam que aqui usamos o termo humanóide. Talvez a afirmação que faremos a
seguir seja um pouco chocante para você, mas tudo será detalhadamente estudado em seu
devido tempo. Nem todas as pessoas que vemos em nosso dia a dia, que se parecem
conosco, e que consideraríamos como normais são humanas de verdade. Existem diversas
variantes somente na espécie humana sem contar as sementes estelares, visitantes,e
principalmente os paranormais. A ciência já começa a identificar essas diferenças, o
humano contemporâneo já é considerado uma variante da espécie original e é classificado
como homo sapiens sapiens. Se esta idéia ainda é muito chocante para você, coloque-a de
lado e continue com seus estudos, mais à frente elaboraremos essas afirmações para que
se encaixem melhor. Por hora, apenas queremos que abra sua mente para a possibilidade
de uma humanidade com mais variações do que inicialmente supomos.

Não se preocupe se seu corpo possui um DNA que lhe capacita a manipulação
energética. Como já vimos, a capidade de manipulação energética é inerente (faz parte da
natureza) tanto ao espírito quanto à alma. Por isso, você assim como qualquer outra
pessoa pode performar espiritualidade, o que sugerimos é que alguns corpos facilitam
esse processo. Ao estudar espiritualidade, ao exercitar seu corpo e seu espírito para gerir,
conduzir, e manipular energia, pouco a pouco você estará alterando seu DNA também,
causando uma mutação voluntária. Talvez em alguns campos você sinta mais dificuldade
do que outros, mas com dedicação qualquer um pode se tornar um grande mago.

REDE COMPUTADORIZADA

Nosso corpo é como uma máquina, um computador. O cérebro é o processador que


usa os “chips” do sistema nervoso para mandar informações e ordens através do
“cabeamento” químico. As ordens chegam até o processador através do “wireless”
eletromagnético gerado pelo espírito, que é o servidor central. Controlando todo esse
processo estamos nós, os verdadeiros “nós”, a alma hiperespacial.
69

TEORIAS DA ESPIRITUALIDADE
No Novo Testamento são três magos os primeiros a dar as boas vindas a Jesus, no
Velho Testamento existe a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios. Nos Vedas, no
Bhagavad Gita, no Alcorão, nos diversos textos sagrados existem relatos similares.
Praticamente todas as religiões mantiveram atividades mágicas ritualísticas, que se
confundem com a própria prática religiosa - a celebração da Comunhão pelos católicos, a
incorporação de entidades pelos médiuns espíritas, a prece diária do muçulmano voltado
para Meca ou ainda o sigilo riscado no chão pelo umbandista.

A espiritualidade, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência
que estuda todos os aspectos do ser humano e da natureza. Trata-se assim de uma filosofia
de vida de aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se de atividades
místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de
potencialidades do ser-humano. A espiritualidade é também a ciência de simpatia e
similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as forças sobrenaturais,
um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as
disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do antigo Egito, como a Alquimia, a Gnose, a
Astrologia. No final do século XIX ressurgiu, principalmente após a publicação do livro A
Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do
Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a
espiritualidade ritualística e cerimonial.

Praticantes das várias tradições e religiões que se utilizam da espiritualidade


acreditam que ela funciona através de um dos princípios básicos que veremos a seguir. Em
geral quem acredita em uma das teorias não acredita nas outras. Nós incluímos fatores da
maioria delas acrescentamos alguns outros conceitos. Primeiramente vamos apresentar os
elementos comuns das alegações destas várias tradições, e posteriormente iremos
arrematar o conceito com aquilo que há de mais recente no estudo desta área. Segundo as
várias tradições a Espiritualidade se realiza: através de forças não detectáveis pela ciência;
através da intervenção de espíritos; através de poder místico; através da manipulação dos
elementos, de energia, ou de símbolos; através da concentração ou meditação; através da
força mágica do subconsciente; ou atravésda interligação cósmica.

NOSSO CONCEITO DE ESPIRITUALIDADE


ESPIRITUALIDADE É O USO CONSCIENTE DAS CIÊNCIAS PRETERNATURAIS

USO CONSCIENTE
Note-se que não usamos o termo Religião, que tem a origem na palavra religar e
remonta ao processo de se conectaor à divindade.

Voltando à afirmação lá em cima. Reforçamos o conceito de uso consciente pois


muitas tradições não utilizam seu conhecimento assim, mas de forma prática. Nestes
casos, os rituais e feitiços e tantas outras coisas são feitos baseados em fórmulas que não
explicam seu próprio funcionamento. Isso se torna extremamente perigoso para o
praticante e para todos os outros envolvidos. Alguns grupos chegam a não possuir um
código de conduta ou mesmo se preocupam com a orientação moral e ética de seus
membros. Nós vivemos as leis espirituais a todo instante, e certamente manipulamos
70

energia e usamos essas leis no nosso cotidiano em nossas experiências e vivências


humanas. Mas isso nós não consideramos ciência preternatural. Consideramos ciência
preternatural quando essas interações acontecem de forma consciente de forma a saber
quais são os fatores envolvidos na operação e quais os possíveis resultados e
desdobramentos daquele ato.

CIÊNCIAS PRETERNATURAIS
Como vimos anteriormente, nossa abordagem é essencialmente científica e não
dogmática. Como se tratam de ciências, e ciências sobre planos de existência mais sutis e
ainda indetectáveis pela tecnologia comum, chamamos de preternaturais.

FORÇAS FÍSICAS E PRETERNATURAIS


Forças físicas são aquelas que podem ser medidas pela ciência tradicional. Forças
prenaturais são aquelas que não podem ser medidas pela ciência tradicional e que ainda
são descreditadas por muitos cientistas. Algumas das forças naturais podem ser até mais
importantes e fortes do que certas forças físicas. Até pouco tempo atrás o conceito grego
de Éter era ridicularizado pela ciência até que entraram em contato com o conceito de
Matéria Escura. Pode ser que muitas das matérias apresentadas aqui possam vir a ser
incorporadas à ciência em algum futuro distante.

ALGUNS PRINCÍPIOS DO FUNCIONAMENTO DA


ESPIRITUALIDADE

Muitos teorizam sobre a maneira como a espiritualidade funciona. Praticantes de


espiritualidade frequentemente misturam os vários conceitos e até mesmo inventam
alguns. Visualização e concentração, por exemplo, são quase universalmente considerados
vitais para a prática da espiritualidade.

FORÇAS NÃO DETECTÁVEIS PELA CIÊNCIA

Um dos primeiros princípios aceitos pelos praticantes é de que a Espiritualidade se


utiliza de forças preternaturais para funcionar. Alguns termos usados para descrever essas
forças são mana, numen, chi ou kundalini, que seriam variações de uma força
preternatural universal como akasha, éter, fluído universal, ou ka. Essa energia mágica
estaria presente em todas as coisas e principalmente concentrada em objetos mágicos.
Muitos chamam essa força de Poder Místico. Essas forças podem ser guiadas pela
manipulação da energia, usando diversos meios, ou mesmo usando símbolos que ajudem a
mente a manipular ou símbolos que possuam configurações geométricas que conduzam
energia por si mesmos.

O conhecimento envolvido neste princípios estará presente de forma especial nos


volumes Vibração, e Energia. Sua manipulação será vista em Sintonia, Símbolos,
Gemologia, Herbologia, e tantos outros volumes.

INTERVENÇÃO DE ESPÍRITOS

O próximo princípio é o da intervenção dos espíritos. Segundo esse princípio a


espiritualidade é realizada através da intervenção de forças preternaturais, porém essas
71

possuem individualidade e consciência. São como forças da natureza com consciência.


Vimos em Mecânica Cósmica que este conceito se aplica ao Animismo.

Devemos aqui fazer as devidas ressalvas. Em primeiro lugar este princípio não é o
único a gerar espiritualidade. Nós temos a habilidade de gerar, absorver, metabolizar, e
transformar energia sem ajuda de nenhuma outra entidade. No entanto, muitas operações
podem se beneficar da ajuda de entidades incorpóreas. Chamamos de entidades
incorpóreas pois existe uma grande variedade de seres que podem ser chamados de
espíritos: elementais, divindades, demônios, anjos, espíritos desencarnados, djins, devas
elementais e assim por diante. Estudaremos mais profundamente essas classificações em
Seres e Entidade e Evolução.

MANIPULAÇÃO DOS ELEMENTOS

Um dos princípios difundidos se baseia na manipulação dos elementos, em sua


classificação ocidental clássica: terra, ar, água, e fogo. Embora seja parte dos estudos da
espiritualidade, a manipulação em si não é um princípio, mas uma modalidade.

CONCENTRAÇÃO OU MEDITAÇÃO

A habilidade mental, a organização da mente, sua calma e eficiência, e sua


disciplina, são essenciais para os trabalhos nas ciências preternaturais. Certamente a
concentração é fundamental, e esta calma mental é tremendamente beneficiada pela
meditação e outras disciplinadoras da mente. Uma maneira para isso acontecer se
utilizada da lei das analogias, concentrando a atenção no objeto de escolha até que se
estabeleça uma conexão, até que a analogia se faça. Muitas tradições investem no treino da
mente para que os efeitos sejam potencializados.

FORÇA DO SUBCONSCIENTE

Algumas vertentes acreditam que devem convencer a mente subconsciente para


fazer as alterações que eles desejam. Segundo eles energias, espíritos, e símbolos fazem
parte da linguagem que o subconsciente entende. Estudaremos o papel do subconsciente
na espiritualidade e suas implicações vibracionais. Mesmo não sendo um fator único, é um
vetor importante no conhecimento mágico.

INTERLIGAÇÃO CÓSMICA

Baseado na Lei das Relações que afirma que todos somos um. Essa filosofia
defende que espiritualidade é a aplicação da unidade entre si mesmo e o universo.
Seguidores exclusivos deste princípio afirmam que quando nos damos conta de quanto
somos infinitos, eternos, e de possibilidades sem limite começamos a viver em uníssono
com a natureza, procurando e preservando o equilíbrio de todas as coisas. Sem dúvida
essa união da existência nos permite sermos infinitos e dessa forma performar
espiritualidade.

TRÊS PRINCÍPIOS OPERACIONAIS DA ESPIRITUALIDADE


72

Entender como a Espiritualidade funciona é fundamental, é fator de consciência. A


espiritualidade é operada de várias maneiras, mas possui elementos comuns nessa
diversidade. Veremos sua atuação no plano físico e nos concentraremos em como ela se
comporta neste plano através destes elementos comuns. Princípios são conceitos amplos
usados para definir as bases conceituais e de entendimento de uma área do conhecimento.
Aqui apresentaremos três dos mais importantes, três que seguirão vocês em sua prática
para toda a vida.

Falar sobre consciência como princípio operacional seria uma redundância. Se


nossa conceituação de espiritualidade pressupõe que a mesma deva ser um ato consciente,
isso torna a consciência um pré-requisito para o ato. Por isso consideramos como
princípios operacionais a Vontade, o Corpo, e o Controle. Mas como funciona a
espiritualidade? A base da resposta para essa pergunta foi apresentada no conteúdo de
Mecânica Cósmica. Vejamos como aqueles conceitos se aplicam aqui. A espiritualidade é
operada de duas maneiras principais no estágio de evolução em que nos encontramos,
principalmente no plano físico da terceira dimensão onde interagimos agora. Essas
espiritualidades acontecem ou usando as características e propriedades do hiperespaço ou
as do universo manifesto multidimensional. Isso equivale à espiritualidade quântica e à
espiritualidade comum.

Falemos primeiramente da espiritualidade comum. Nela, a realidade é influenciada


pela ação eletromagnética do espírito. Isso se dá, em geral, pela programação
eletromagnética que o espírito faz nos campos atômicos, pela manipulação das energias e
vibrações, e no caso de seres encarnados também através da utilização do ectoplasma. No
primeiro cenário existe a impressão da vontade do espírito de forma eletromagnética no
mar de campos eletromagnéticos que é o multiverso. Uma vez programados, esses campos
irão reorganizar o comportamento dos átomos influenciando seus campos de spin, seus
campos de torção, e o comportamento das camadas de elétrons em volta do núcleo do
átomo. Dessa primeira maneira o espírito molda a realidade.

De uma segunda forma, o espírito gera, metaboliza, condensa, expande, e direciona


diversos tipos de energias e vibrações. Neste caso a realidade é influenciada e alterada
pela ação destas vibrações e energias. A energia pode ter inúmeras formas de se expressar
e inúmeras formas de ser emitida e conduzida até seu objetivo, basta ver no plano físico
como a ciência transforma energia elétrica para térmica, cinética para elétrica, ou mesmo a
variedade de formas como a energia é gerada e conduzida até sua utilização. Também as
vibrações possuem diversidade. Quando concentradas elas agem como partículas, como
matéria sólida em proporção microscópica. A modulação da frequência das vibrações atua
em uma infinidade de campos e nos abre possibilidades pela atração harmônica,
ressonante e consonante. As vibrações, ou ondas, são muito importantes na
espiritualidade, pois são um excelente meio de transportar energia e principalmente
transportar informações, basta lembrar o uso intenso que fazemos das ondas de TV e
Rádio.

Por último temos o ectoplasma. Essa forma de bioenergia, de natureza magnética, é


largamente usada em operações de espiritualidade, seja com esta nomenclatura ou não.
Por ser de densidade semi-física, o ectoplasma é um recurso de ação direta sobre a
matéria. É muito usado em processos mediúnicos, de cura, efeitos físicos como a
telecinésia, e é um dos maiores agentes a serem estudados no módulo Magnetismo. A ação
do ectoplasma é semelhante a qualquer interação entre elementos físicos comuns, e com
ele fechamos os três maiores agentes da espiritualidade comum. Vejamos um pouco sobre
a espiritualidade quântica.
73

Na preternaturalidade Quântica a alteração provém do hiperespaço. É uma


metodologia incrivelmente mais difícil, porém de possibilidades também incríveis. Neste
tipo de espiritualidade toda interferência na realidade acontece a partir do hiperespaço.
Essa interferência pode acontecer utilizando a produção de fótons, o registro
hiperespacial, usando a ausência de tempo e de espaço, ou através da união de animas. A
metodologia desta linha mágica nos oferece o enorme desafio do acesso ao hiperespaço e
do controle deste acesso.

Ao utilizar a produção de fótons diretamente do hiperespaço eliminamos a


necessidade de qualquer que seja a energia ou vibração que teríamos de recorrer no outro
método, ou seja, espiritualidade com desgaste zero. Se o desgaste é zero, se a demanda ao
corpo e à energia ambiente é nula, então as possibilidades são muito maiores, podemos
operar sem limites de reserva energética. A única barreira parra esse método é a
quantidade de anima que nossa alma possui, essa quantidade limitará proporcionalmente
quanta luz pode ser emitida. Existem maneiras de se driblar essa problemática como
veremos mais à frente. Limites sempre vão existir, pois somos limitados em nosso estado
atual, mas isso ao significa que não possamos esticar esses limites sempre que possível.
Não se esqueçam de que essa luz fotônica (energia em potencial) pode ser usada tanto
quanto energia e poder de ação quanto como onda que influencia e cria campos
eletromagnéticos ou mesmo como partícula. Mas o que essas últimas afirmações podem
significa? Significa que esses fótons requisitados diretamente do Hiperespaço estão em
forma neutra e ainda podem se tornar o que quisermos holográficamente, em forma de
energia que causa ação, em forma de campo que estrutura o contexto dessa ação, ou
mesmo como a própria matéria que sofre ou causa a ação, isso mesmo, como
materialização.

Nosso próximo tópico em Quântica Preternatural é o registro hiperespacial.


Existem campos eletromagnéticos, chamados de campos de torção, que ditam como os
átomos devem se comportar, como eles devem se ligar uns aos outros, e sua composição
de elétrons, nêutrons, e prótons. Pesquisas apontam que as informações que orientam os
campos de torção estão armazenadas no Hiperespaço. Essas informações ditariam até
mesmo se esses átomos devem ter a tendência a serem sempre os mesmos elementos. Isso
significa que átomos de carbono que estão programados para serem diamantes vão
possuir a tendência de ser diamante e os que forem programados para serem parte de
compostos orgânicos também seguirão essa tendência. A Quântica teoriza que é possível
acessar essas informações dos campos de torção e trocar sua programação. Mesmo
estando em fase experimental, essa teoria abre possibilidades impactantes. Seria o
equivalente a dizer que se conseguíssemos acessar as informações referentes ao campo de
torção de um pedaço de chumbo, e trocássemos, esse chumbo se tornaria ouro, ou mesmo
qualquer outra coisa que você programasse. Seu valor atômico se alteraria para se
equivaler ao do ouro. Certamente pela lei do Karma enfrentaríamos todas as
consequências e desdobramentos desse ato, elétrons excedentes teriam de ir para algum
lugar criando descargas elétricas, prótons e nêutrons excedentes ou faltantes teriam de ir
para algum lugar ou vir de algum lugar e a energia liberada no processo teria seus efeitos,
enfim, todos esses efeitos devem ser previstos e controlados também. Por isso o alto grau
de complexidade. No entanto, as recompensas são altas.

Quase toda espiritualidade temporal e espacial deve passar pelo Hiperespaço. A


maior parte do que se chama espiritualidade temporal nada mais é do que uma alteração
da percepção do tempo, um efeito de sincronização de eventos que te faz economizar
certas ações e com isso economizar tempo, ou se trata da visualização do registro de
eventos que já aconteceram, que foram programados, ou que tem alta probabilidade de
74

acontecer. Já as experiências de espiritualidade à distância, ou espiritualidade espacial,


podem consistir no encurtamento de ondas que faz com que elas tenham maior alcance e
por isso consigam criar fenômenos distantes da pessoa performando o ato, podem se
tratar de acesso às informações de lugares afastados (visão remota), ou derivam de
relações interdimensionais do Universo Manifesto. Para gerar fenômenos concretos e
absolutos no campo do tempo e do espaço precisamos transcendê-los e isso só é possível
em uma dimensão que não tenha nem um nem outro. Apenas copiando os efeitos
hiperespaciais observados nas partículas elementares e ampliando sua escala é que
poderemos conquistar feitos como a bicorporeidade real (estar realmente em dois lugares
ao mesmo tempo), a teleportação, e a viagem no tempo.

Por último, em Quântica Preternatural, vamos abordar a limitação da alma. Cada


alma possui uma quantidade de anima que foi cultivada a partir da individualização da
anima da Fonte (centelha divina). É a partir desta anima que a alma produz luz a ser
utilizada no Universo Manifesto. Isso significaria que só produzimos uma quantidade
limitada de luz. Porém, existe um fenômeno que oferece alternativas a essa questão.
Quando espíritos possuem afinidade vibracional muito intensa, suas almas se
"aproximam" e a anima de ambas pode ser compartilhada. Isso ocorre principalmente em
momentos de alta intensidade desta afinidade, momentos de comunhão. Por isso grupos
tem tanta forca, principalmente se se reúnem ao redor de uma causa. Neste caso a
limitação de produção de luz da anima de um único indivíduo é superada pela coletividade
em comunhão. Mas não se enganem, essa afinidade nem sempre é resultado de um
processo positivo ou saudável. Essa afinidade pode ser criada por processos de
dominação, dependência, e fanatismo induzido. Veremos mais de perto esse tema em
Espiritualidade Defensiva.

Antes de adentrarmos introdutoriamente nos princípios devemos fazer um


lembrete. Espiritualidade pode ser feita sem um instrumento vibratório principal que
esteja na terceira dimensão, mas, como dissemos anteriormente, estamos estudando sob o
ponto de vista de nosso estado atual. A não ser diante da improbabilidade de que você seja
uma alma penada lendo esse volume, você provavelmente tem um corpo de carne e este é
seu principal veículo para trabalhar com espiritualidade em seu estado atual.

Agora aos princípios. Eles são adaptações coerentes de uma metáfora bastante
difundida entre muitas tradições mágicas: o cocheiro, o carro, e os cavalos. Nessa alegoria,
os cavalos representam a forca que impulsiona a espiritualidade, o carro representa o
corpo físico, e o cocheiro representa a vontade que guia os outros dois. É uma imagem
vívida e que faz muito sentido, mas vamos adaptar para um contexto mais apurado. Os
cavalos são a forca que vai fazer com que a espiritualidade interfira em nossa realidade da
maneira desejada. Qual seria a forma que move a espiritualidade? O que é que movimenta
vibrações, energias, e matéria para que alguma mudança ocorra? Nossa Vontade. É o nosso
desejo, o nosso propósito, que movimenta todas essas coisas na hora que decidimos fazer
algo. Desde a mais simples das preces à mais elevada das curas, é nossa Vontade que
requisita das forcas de nosso multiverso para que as coisas aconteçam, magicamente ou
não. Se possuímos uma Vontade, precisamos do veículo através do qual ela irá se
manifestar. O veículo de nossa Vontade, neste momento, é o corpo físico, mas de uma
forma mais ampla é o espírito, pois este é o veículo que manifesta a vontade da alma no
universo manifesto. Por último temos o cocheiro. Na metáfora original ele representa a
vontade, mas podem perceber que a Vontade é adequadamente associada à outra parte
desta metáfora. O cocheiro é o princípio que guia, aquele que sabe onde está indo o carro
puxado pelos cavalos. Se o cocheiro não for habilidoso o carro pode ir na direção errada,
75

ou bater, ou causar outros tipos de acidentes. É a habilidade do cocheiro, então, que


garante uma viagem desejável. Logo, nosso último princípio é o da Habilidade.

Como último ponto a apresentarmos antes de vermos em detalhes os princípios,


vamos nos concentrar na nossa escolha de chamá-los de Operacionais. Pelo tanto que já
vimos até aqui, vocês podem perceber que existem muitas, mas muitas coisas mesmo
envolvidas nos processos da espiritualidade. Por isso escolhemos o termo operacionais,
pois os princípios abordados são aqueles que participam em como a espiritualidade
funciona.

A VONTADE

A Vontade é a porção emocional da personalidade individual, sendo a Inteligência a


outra metade. Ela é programada nos campos eletromagnéticos do indivíduo. Por ser a
parte emocional, e sendo emoção a polaridade que se move, esta parte de nossas
personalidades é a capaz de fazer com que as mudanças que desejamos ocorram.

Vamos inicialmente entender o que é a vontade. Segundo aas definições existentes,


vontade é a rejeição ou desejo diante de um fato, no qual podemos julgar positivamente,
negativamente ou suspender qualquer decisão a respeito. Vontade também é chamada de
intencionalidade. A vontade, segundo os teólogos, é a liberdade de escolha que representa
nossa dimensão moral, pois se escolhemos o que fazemos logo somos responsáveis por
nossas ações. Vontade é para onde se direciona nosso desejo. E como nascem nossas
vontades? Nasce da valorização ou desvalorização que damos às coisas, fatos,
experiências. Quando não gostamos de algo, significa que por algum motivo não queremos
ter aquela experiência, e por isso atribuímos um valor negativo e nosso desejo se afasta.
Quando gostamos de algo o processo é inverso. Mas como todas as emoções, o desejo
também tem suas gradações. Chamamos de capricho o desejo de baixa intensidade, desejo
algo de média, e vontade, neste nosso contexto, algo de grande intensidade. A vontade
como termo usado nas tradições mágicas se refere ao desejo aliado a determinação, à forca
de fazer aquele desejo acontecer, a uma certeza capaz de dobrar a realidade ao nosso
querer. Essa Vontade é o princípio estudado aqui.

A vibração pode ser condensada até o ponto de se comportar como partícula.


Vimos na Lei das Polaridades os pares Emoção/Razão e Onda/Partícula. A Vontade é o
desejo condensado de tal forma, que suas ondas curtas possuem alto poder de
interferência em outros campos eletromagnéticos, e pode até mesmo causar impacto físico
em proporção à sua condensação. Essa intensidade deriva do valor que damos a algo,
lembrem-se bem disso.

Quando a forca do desejo se une com do dever, a Vontade ganha novo significado,
nova forca. O senso do dever é o paralelo racional do desejo, um paralelo mais neutro e
ligeiramente indiferente. Usamos a palavra dever aqui não apenas como um sinônimo de
honra, mas como senso de propriedade e necessidade. O senso de dever acontece quando
sabemos que algo é necessário, quando sabemos que temos de fazer certa coisa.
Afirmamos que este senso de dever é indiferente, isso acontece por ser de origem racional.
Por exemplo, temos de arrumar as nossas casas, não precisamos querer isso, não
precisamos necessariamente gostar disso, sabemos que precisa ser feito e fazemos. É a
união entre o senso de dever e o desejo que tornam a Vontade algo imbatível.

A Vontade possui também diversos níveis com funções distintas. A Vontade, no


nível automático de autopreservação, cuida para que desejemos as coisas que vão garantir
76

nossa sobrevivência como querer viver, querer comer, querer dormir. Algumas pessoas
vivem para satisfazer apenas as demandas deste nível da Vontade, e na verdade cultivam
os prazeres inferiores como sendo prioritários e se esquecendo de que esta é uma porção
básica e primitiva de nossos desejos. Necessário sim, porém em equilíbrio.

Uma vez atendidas as funções primárias, a Vontade inicia sua jornada de valores,
coletando experiências e atribuindo às mesmas sentidos positivos ou negativos em graus
diversos. Neste nível são requisitadas a memória e a imaginação. Aqui a Vontade se
configura mais como tendência, ainda não existe escolha consciente do que se quer,
apenas uma inclinação.

No próximo nível a Vontade já possui dados suficientes para saber qual valor tem
essa ou aquela experiência. Uma vez dado o valor, sabemos se desejamos mais daquela
experiência ou não. Somos aqui capazes de decidir para onde vão nossos desejos e
podemos aplicar intensidade para que eles se realizem ou de forma mágica, influenciando
preternaturalmente a realidade, ou de forma comum, com ações físicas que levarão à
conquista do objetivo.

Em seu último nível a Vontade se mistura com a própria identidade do indivíduo.


Aqui ela serve para garantir que a pessoa não seja influenciada pelas emanações mentais
de outra contra sua vontade. Dependendo de sua forca ou destreza uma Vontade pode se
impor sobre outra, seja com bons ou maus propósitos. Este nível é o que realmente
interessa para a Espiritualidade. Aqui a Vontade pode ser concentrada, condensada, e as
ondas se encurtam e ganham forca, aqui a Vontade enche suas emanações vibratórias com
energia, aqui a forca dos cavalos se manifesta em proporção à forca desta Vontade.

Pra finalizar, gostaríamos de fazer uma distinção. Nem sempre forca de vontade é
Vontade. Quando falamos sobre forca de vontade em geral estamos nos referindo à virtude
da persistência. A Vontade se trata de algo mais profundo, potencialmente mais forte, mas
que pode se utilizar da persistência para conquistar seus objetivos.

O CORPO

Agora que entendemos a forca que nos leva a fazer algo, vamos ver os meios pelos
quais ela se manifesta. Existe mais de um veículo visto que somos multidimensionais. Esse
veículo se distingue das ferramentas que ele se utiliza para operar as ações necessárias
para atender a Vontade. Esses veículos da Vontade podem, no entanto, possuir falhas
estruturais que os impedem de funcionar adequadamente. Vejamos mais sobre as
temáticas.

Todos os construtos que a Alma cria no multiverso manifesto são veículos da


Vontade. Nosso veículo mais observável é sem dúvida o corpo físico, mas já possuímos
outros tipos de corpo físico e temos vários outros corpos sutis que configuram parte do
domínio do espírito. Sobre corpos físicos anteriores nós veremos em Evolução. Nossos
sete corpos atuais, juntamente com o algoeides, o totem, e o daimon, são os veículos de
nossa Vontade maior, a Vontade da Alma. De forma prática, vamos nos concentrar
primariamente no corpo físico e secundariamente nos corpos sutis. Por hora, dentro de
nossa proposta, basta que saibam sobre a existência destes corpos multidimensionais, pois
veremos os mesmos em detalhe no volume Anatomia Mágica.

É importante também distinguir entre veículo e ferramenta. Veículo é quem faz a


ação, ferramenta é aquilo com o que o veículo faz esta ação. Em um trabalho
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cromoterápico de cura, a Vontade comanda que a cura deva ser feita, as vibrações das
cores são a ferramenta, e o veículo vai utilizar essas vibrações para operar a cura. Outra
distinção é entre veículo, ferramenta e metodologia. Quando vimos sobre Espiritualidade
Comum e Espiritualidade Quântica estávamos tratando sobre metologia, não dizia respeito
nem sobre veículo nem sobre ferramenta, apesar de estarem inclusos no conceito geral.

O veículo pode ser danificado. No caso do corpo físico sabemos com facilidade
quando está avariado. As piores problemáticas são as relacionadas ao sistema nervoso, ao
sistema endócrino (bioquímica), e à alimentação. Esses são os piores para a
Espiritualidade por incapacitar as funções de manipulação energética e vibracional do
corpo. Alguns tipos de radiação podem ser nocivas para os corpos sutis, podendo causar
danos extremamente difíceis de se reparar.

O CONTROLE

O Controle envolve ética, antecipação de resultados, e contextualização. É o


princípio que completa o processo iniciado pela Vontade e pelo Veículo. O Controle visto
aqui não é quando controlamos algo ou alguém, é o autocontrole, usamos como sinônimo
de perícia.

Chegamos em um ponto crucial de nossas análises sobre a Espiritualidade. Os dois


princípios anteriores tratam sobre a possibilidade do ato, mas não fala sobre se devemos
ou não fazê-lo. O Controle existe como forma de decidir para onde queremos ir com o uso
preternatural, o cocheiro guia o carro, guia os andamentos da Vontade e do Veículo.

Entretanto, devemos adiar as discussões éticas para um ponto logo à frente nesse
volume, por agora vamos nos concentrar nos efeitos operacionais do Controle. Todos os
atos trazem consequência, costumamos imaginar que por envolverem coisas invisíveis os
atos preternaturais, de natureza espiritual, tenham consequências muito sutis. Isso não é
verdade, a radiação nuclear é invisível e letal. O controle é a parte operacional da
Espiritualidade que garante que os resultados serão os desejados, e não acidentais. Mas
como ele acontece?

Os princípios do Controle envolvem o conhecimento, a disciplina, a prática, e a


habilidade. Com o conhecimento advém a compreensão daquilo que se pretende fazer e de
todas as variáveis envolvidas. A disciplina tratará sistematicamente aquele conhecimento
e aliará à prática adequada. Ela também influenciará a postura da abordagem em relação
àquele conhecimento. Uma vez que se conhece pelo menos em parte a prática daquele
conhecimento se terá maior domínio sobre ele e dessa forma será ativada a disciplina.
Com a prática vem a habilidade, a proficiência.

Com a Vontade temos o motivo para a ação mágica, com o Veículo temos os meios
para a ação, com o Controle temos o contexto. Vocês poderão expandir esses conceitos
para quase qualquer situação da sua vida, por isso são princípios operacionais. Além de
contexto, o Controle é variável de controle, com ele os resultados tendem a sair como o
esperado. Obviamente não podemos prever infalivelmente qualquer situação, mas com os
conceitos envolvidos em Controle os resultados têm esperança de serem os que
planejamos.

RISCOS DA PRÁTICA PRETERNATURAL


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Por mais que este assunto vá ser tratado extensivamente no volume Defesa
Preternatural, queremos alertá-los de algumas coisas importantes que vão fazer toda a
diferença para seu aprendizado a partir deste volume. Queremos garantir que vocês
tenham um mínimo de consciência antes de fazerem qualquer coisa, ou experimentarem o
que quer que seja na área preternatural. Esse conhecimento inicial sobre segurança em
Espiritualidade é necessário para sua tranquilidade, e a nossa, durante o decorrer do que
apresentarmos aqui.

COMO AGIR DE FORMA SEGURA

Nossos principais conselhos são:

 Esteja sempre consciente na Espiritualidade


 Prefira estar bem
 Constante vigilância, incluindo autovigilância
 Analise as possíveis infrações do que for fazer
 Encontre a solução mais simples para o seu problema
 Não seja simplista
 Procure a essência, não seja levado pelo superficial

Nosso primeiro conselho é que vocês estejam sempre alertas ao fazer qualquer ato
preternatural ou que envolva a espiritualidade, o espiritualismo ou a religião. Quando
falamos em estar conscientes não falamos apenas em saber o que se está fazendo mas
principalmente falamos de estarem totalmente sóbrios. Por sobriedade nos referimos a
não estarem sonolentos, sem álcool no sistema (desconsiderar quando isso envolver uma
entidade incorpórea que utiliza o etílico de outras maneiras, mas não usem como
desculpa), ou comidas pesadas, ou durante digestão intensa, ou sob o efeito de
psicotrópicos. Isso evita que vocês façam algo que possam considerar impensado ou
impulsivo mais tarde.

Optem por estar bem, psíquica, mental, e emocionalmente. Muitas pessoas são
apegadas às suas depressões, apegadas aos seus problemas, e preferem se sentir mal do
que solucionar as dificuldades. Sugerimos que não façam manipulações energéticas ou
vibracionais quando neste estado principalmente porque pela Lei da Dinâmica vocês terão
mais chances de alterar os resultados e de terem consequências desagradáveis. A exceção
para este caso é quando fazemos atos preternaturais justamente para nos sentirmos
melhor ou para solucionar as problemáticas que se apresentam.

Quando falamos de vigilância estamos nos referindo a todo tipo de uso externo de
suas habilidades e também uma vigilância interna sobre os processos que acontecem
dentro de você ao praticar ou realizar atos preternaturais. Isso evita que interferências
externas ou de terceiros influenciem os resultados. A vigilância interna serve ao mesmo
propósito, a de estar consciente de todos os elementos envolvidos. Esta autopercepção
também serve para observar se existe alguma influência externa causando interferência
no ato.

Ao decidir fazer qualquer coisa preternatural, e na verdade em qualquer coisa que


for fazer na vida, procurem analisar quais as possíveis consequências de seus atos, quais
leis podem estar em ação, quais as ramificações do que estão fazendo, e principalmente se
o que estão prestes a fazer fere a liberdade de livre escolha de alguém. É importante que
nenhuma dessas infrações aconteça despercebidamente, se forem fazer algo que tire a
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liberdade de alguém ou que tenha impacto negativo que pelo menos seja de forma
consciente, porém sem nossa aprovação.

Quando falamos sobre soluções simples estamos chamando a sua atenção para o
caminho mais curto e eficaz. Muitas pessoas querem arranjar meios de conseguir o que
desejam e para isso utilizam os recursos mais extravagantes. Por exemplo, se vocês
desejam passar em uma prova, ao invés de fazer rituais complicadíssimos, estudem.
Simples assim. Se a operação desejada é meramente mágica também existem meios mais
simples de se fazer as coisas. Em uma hipótese extravagante: você quer parar um carro, ao
invés de usar seus incríveis poderes telecinéticos talvez você possa lançar uma sugestão
para que o motorista pare ou usar de sincronia para que o sinal feche, possibilidades mais
plausíveis. Pensem em simplicidade.

Sabemos que acabamos de falar para usarem de simplicidade, mas agora nos
defrontamos com o paradoxo deste tópico. Apesar de ser melhor que busquem a solução
mais simples, não aconselhamos que sejam simplistas. Em outras palavras, estamos
dizendo pra você ser simples e eficiente mas não pra você ser apressado e tentar
encontrar a resposta pra sua necessidade de forma impensada. Ao procurar soluções
simples e eficazes não desprezem a complexidade inerente da questão.

Como último conselho, atenham-se a coisas realmente importantes.

PERIGOS DE CERTAS PROPOSTAS

Como este volume possui caráter introdutório, pois oferece os pré-requisitos


necessários para a prática preternatural saudável, resolvemos apresentar alguns tipos de
procedimentos mais perigos e arriscados. Aconselhamos evitá-los totalmente até estarem
mais avançados em seu conhecimento e prática arcanos. Talvez devam evitar a vida toda,
pois não vale a pena e dá para viver toda uma vida sem nunca precisar desses recursos. No
volume de Hermetismo iremos estudar algumas destas práticas. As restantes não
estudadas são as práticas desaconselhadas ou mesmo abolidas de nosso cotidiano.

As práticas mais perigosas envolvem sangue, morte, sêmen, placenta, e sexo. Todas
essas possuem elementos em comum que as tornam inseguras, e muitas vezes nocivas: sua
densidade energética, as faixas vibratórias onde operam, e os seres associados a essas
energias e vibrações. Não entraremos em detalhes da mecânica do funcionamento de cada
uma delas, não é nosso propósito aqui, mas apresentaremos alguns dados que serão
suficientes para que entendam nossos avisos.

Iniciemos com a energia associada a essas operações. Uma das principais


características destas energias é sua densidade. Essa densidade é justamente o que
procuram os que se utilizam delas, porém ela também pode ser a causa de muitas dores
advindas deste uso. Essa densidade é demasiadamente perto do plano físico e tem grande
influência neste plano, por isso é comum encontrarmos relatos destas energias
produzindo reações concretas, na maioria das vezes indesejadas. A razão de sua densidade
advém de sua associação com fluídos de grande poder vital (sangue, sêmen, placenta) ou
com processos extremamente intensos (sexo, morte).

As faixas vibratórias também adicionam à problemática. Alguns desses elementos


estão intimamente ligados a eventos dos prazeres da carne, e se não forem feitos com
finalidades mais elevadas, fatalmente irão modular sua frequência para junto dos
princípios animalescos que ainda residem em nós. Já eventos de morte trazem duas
80

complicações vibratórias. Por evento de morte nos referimos principalmente a sacrifícios e


espiritualidade em cemitérios e funerais. A primeira complicação se trata da dor gerada
pelo falecimento naqueles que ficam. Essa dor produz um tipo específico de vibração
desagradável. A segunda vem da dor e confusão daquele espírito que morreu. Muitos deles
não sabem lidar com os traumas da morte, e muitos são aqueles que não sabem nem ao
menos que morreram. Essas vibrações podem causar grande desvio nos resultados do ato
mágico e podem alterar o estado vibracional do operante de forma preocupante.

Por último vamos analisar quais são os seres e entidades que se associam a estas
energias e vibrações. Em sua grande maioria são seres que ainda são fortemente ligados à
carne, e que roubam oportunidades de sentir novamente alguns dos prazeres aos quais
estavam acostumados, alguns destes prazeres bastante violentos. Várias destas tendências
mais violentas podem se manifestar na forma de apetite por sangue. Esses seres atraídos
por essas situações comumente são parte da operação e são utilizados para realizar algum
serviço específico em troca da oportunidade de estar em contato com aquelas situações e
energias. Em outro cenário, essas entidades são atraídas de qualquer forma, e ao invés de
trabalhar para o operador, dominam o mesmo em processo de possessão.

Por todas essas razões aconselhamos que evitem qualquer ritual que envolva os
aspectos citados, no mínimo até terem perícia o suficiente para lidar com as
consequências. Ao praticarem tais coisas vocês estarão se expondo a esses tipos de
energia, sintonizando sua vibração a essas faixas de frequência e se associando a este tipo
de entidade. Pensem nisso.
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ABORDAGEM DAS CIÊNCIAS


HUMANAS

VISÃO GERAL

Magia, segundo a maioria das fontes, é a arte de alterar coisas tanto por formas
sobrenaturais quanto pelo conhecimento das leis naturais ocultas e desconhecidas da
ciência. A magia tem sido praticada em todas as culturas, e pretende alterar o mundo de
forma parecida à religião. A magia, no entanto, é mais focada em chegar aos resultados do
que o culto religioso.

Magia é frequentemente vista com suspeita por muitas pessoas e foi, durante
muito tempo, praticada em segredo. Como parte de muitas religiões, a magia foi associada
diretamente com elas e desta maneira foi considerada opositora do cristianismo. Por isso a
grande resistência de muitos em considerar a espiritualidade como uma ciência séria que
aborda o mundo espiritual da mesma maneira que os cientistas tradicionais abordam o
mundo físico. Muitas linhas também confundem suas crenças e seus dogmas e acabam
ligando suas afirmações sobre espiritualidade a eles, o que agrava ainda mais a opinião
dos céticos. Por outro lado, muitos magos na história e até hoje conseguem facilmente
conciliar suas práticas e seus estudos mágicos às religiões às quais pertecem suas fés.
Segundo nosso ponto de vista, isso acontece porque magia é o estudo das leis que
governam o mundo sutil.

Magos ocidentais modernos geralmente afirmam que o propósito principal da


magia é o crescimento espiritual. Muitos são os que vêem a magia ritual em termos
puramente psicológicos, como uma ferramenta de autossugestão que possibilita contato
com a mente inconsciente. Perspectivas modernas na teoria da espiritualidade tendem a
seguir duas visões que também correspondem à concepções antigas. O primeiro concebe
espiritualidade como resultado de uma afinidade universal dentro da natureza, onde causa
e consequência estão unidos de forma ao mago produzir seus efeitos à distância. Se algo é
feito aqui um resultado acontece em algum outro lugar. O outro acredita que esses
resultados são causados por espíritos que estejam colaborando com o mago.

ETIMOLOGIA

A palavra espiritualidade deriva do latim magicus vindo do adjetivo grego mágicos


usado em referência às práticas dos magoi que eram os sacerdotes astrólogos
zoroastristas. A primeira vez que o termo magos apareceé em Heráclito.

ELEMENTOS COMUNS DA PRÁTICA MÁGICA

Boa parte destes elementos serão analisados mais profundamente no volume


sobre Espiritualidade Ritual. A seguir veremos uma abordagem mais conceitual e
acadêmica do que a prática que será encontrada no volume mencionado.

RITUAIS
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“UM RITUAL É UM CONJUNTO DE GESTOS, PALAVRAS E FORMALIDADES,


GERALMENTE IMBUÍDOS DE UM VALOR SIMBÓLICO, CUJA PERFORMANCE É, USUALMENTE,
PRESCRITA E CODIFICADA POR UMA RELIGIÃO OU PELAS TRADIÇÕES DA COMUNIDADE.”

Rituais mágicos são ações e falas usadas para se trabalhar a espiritualidade.


Bronislaw Malinowski diz que a linguagem usada em rituais é arcaica e fora do comum, o
que ajuda a pessoa a acreditar no ritual. S.J. Tambiah observa que mesmo os poderes de
um ritual sendo atribuídos apenas às palavras, essas só funciona em um contexto de ações
especiais. Essas ações especiais consistem de gestos, feitos muitas vezes com objetos
especiais em um momento e lugar em particular. É comum a purificação dos objetos,
localização, e de quem performa o ritual.

J. L. Austin diz que a felicidade é necessária para performar invocações, ou seja,


invocações bem sucedidas onde o ritual consegue obter o efeito afirmado. Por exemplo,
uma cerimônia de casamento pode ser entendido como ritual porque apenas performando
apropriadamente o ritual é que o casamento pode acontecer. Émile Durkheim enfatiza a
importância dos rituais como ferramenta para conseguir um ânimo de várias pessoas, o
que ajuda a unificação social.

Psicólogos, no entanto, comparam a supervalorização dos pequenos gestos


ritualísticos com o foco que os obsessivos-compulsivos dão aos mesmos gestos. Segundo
eles isso distorce a concepção dos rituais pois enfatiza mais a performance do que a
conexão entre ritual e objetivo.

Ritual é um conjunto de ações com objetivo específico, o efeito depende do


indivíduo.

SÍMBOLOS MÁGICOS

SÍMBOLO É SEMPRE ALGO QUE REPRESENTA OUTRA COISA PARA ALGUÉM .

Sýmbolon (σύμβολον) designa um tipo de signo em que o significante representa


algo abstrato. Ou seja, arealidade concreta representa um conceito abstrato como
religiões, nações, quantidades de tempo ou matéria, etc. Isso acontece por força de
convenção, semelhança, ou contiguidade semântica, como no caso da cruz que representa
o Cristianismo, porque ela é uma parte do todo que é imagem do Cristo morto.

Muitas linhas mágicas usam símbolos acreditando que eles têm poder por si
mesmos. Como veremos no volume sobre símbolos, isso é verdade para alguns deles pelo
funcionamento de sua própria geometria e as respectivas implicações quânticas desta
geometria relacionada com o fluxo de energia. Porém isso não se aplica necessariamente a
todos os símbolos.

Alguns acreditam que conceitos ligados à simbologia mágica podem ser mal-
aplicados, mesmo sendo leis gerais do pensamento. O antropólogo Sir James Frazer afirma
que os símbolos são usados de duas maneiras: pelo princípio da similaridade, e pelo
princípio do contágio. Ele posteriormente associa esses princípios com a espiritualidade
simpatética e a espiritualidade contagiosa. Vamos entender esses princípios.

PRINCÍPO DA SIMILARIDADE

Este princípio é parte da espiritualidade simpatética e é conhecido como


Associação de Ideias. Essa associação acontece quando um resultado é ligado a uma ação.
83

Quando isso acontece a ação é a responsável pelo resultado. Nesta linha de pensamento se
alguém repetir a ação é esperado que o mesmo resultado aconteça. Vimos isso claramente
na Lei do Karma. Mas esse pensamento pode ser distorcido. Na verdade muitas tradições
distorcem desavergonhadamente essa Lei e esse princípio. Vejamos um exemplo de como
essa associação pode ser distorcida:

Todas as vezes que o galo canta logo depois o sol nasce. Logo, o canto do galo faz o
sol nascer. Se eu fizer o galo cantar posso controlar o nascer do sol.

Este é um exemplo de como uma associação pode ser distorcida pela ignorância
dos fatos. A causalidade é inferida (concluída) onde não deveria. Antes das associações
serem feitas os fatores de causa e de consequência devem ser profundamente analisados.
Vocês podem estar surpresos de que algumas pessoas possam chegar a conclusões tão
absurdas, mas se pensarem bem e observarem poderão descobrir inferências errôneas tão
chocantes quanto essa em muitos dos dogmas e das crenças de grandes tradições.

PRINCÍPIO DO CONTÁGIO

Neste caso o Princípo do Contágio afirma que uma vez que dois objetos tenham
tido contato entre si eles continuarão a afetar um ao outro mesmo depois de separados.
Isso pode se tornar verdade dependendo do uso da Lei das Analogias e das formas usadas
para criar os laços que unirão esses objetos. Alguns usos deste princípio podem não ser
efetivos, principalmente se são feitos sem um conhecimento mais profundo das analogias.

LINGUAGEM MÁGICA

O uso de palavras em espiritualidade, qualquer que seja a forma, é comum para


guiar a energia do mago. S. J. Tambiah fala em seu livro, “The Magic Power of Words”, que
essa coneção entre linguagem e espiritualidade se dá pela crença de que as palavras têm a
habilidade de influenciar o universo. Partindo do pressuposto de que palavras são
pensamentos concretizados em forma física, essa afirmação possui fundamento.
Malinowski acredita que esse poder sobre a realidade começa no poder que o homem
ganha ao poder usar a linguagem para descrever seu mundo.

O “discurso mágico”, o uso das palavras em um ato de espiritualidade, pode se


tornar um ato ritual tão ou mais importante quanto ações não-verbais. Mas nem todas as
palavras são consideradas mágicas. É necessário contexto para que sejam consideradas
assim. Para serem mágicas, as palavras devem ser usadas como símbolos para emoções e
para criar emoções, devem ser emotivas. Linguagem metafórica e simbólica geralmente é
mais utilizada como linguagem mágica do que qualquer outra.

Algumas dos formatos linguísticos mais usados em espiritualidade são: orações,


feitiços verbais, encantamentos, canções, bênçãos, e cânticos. Modos “sagrados” de
linguagem usualmente se utilizam de linguagem arcaica ou de línguas antigas. Neste
sentido, estudiosos afirmam que a linguagem mágica viola a principal função da língua: a
comunicação. Esses recursos, entretanto, são usados para desconectar a linguagem mágica
daquela usada no dia a dia, e assim excitar a imaginação e a fé daqueles que se utilizam
dela, se tornando símbolos que guiam a energia do praticante.

MAGOS
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O mago é qualquer praticante consciente de espiritualidade. Mesmo que não se


denomine assim, se um indivíduo faz uso do conhecimento estruturado da espiritualidade
para qualquer que seja o fim, este indivíduo é um mago.

Tradicionalmente este conhecimento é passado de um mago para outro, seja


através de um aprendiz, seja dentro de uma família, ou até mesmo através de uma
transação comercial onde o conhecimento é transferido em troca de dinheiro. Comumente,
este conhecimento é guardado com muito ciúmes pelo seu detentor, e pode variar desde
conhecimento ritual até instruções sobre invocações divinas. Muitos magos tratam seu
conhecimento como uma posse sua.

O simples ato de se ter conhecimento na espiritualidade não é suficiente para


garantir a operabilidade de um ato. Disciplina e treino são necessários para que as
manipulações vibracionais e energéticas sejam possíveis. Em algumas tradições certos
objetos são considerados imprescindíveis para esse êxito. Entre os Azande, não só é
necessário ter os objetos mágicos como também o conhecimento sobre como usá-los.

Marcas de nascença, experiências de quase morte, traumas durante a vida. Em


diversas culturas isso são evidências que classificam o indivíduo como um mago, ou como
tendo poderes mágicos. Lembremos de que, dentro do conceito de mago como alguém que
faz uso consciente da ciência da espiritualidade, não são eventos ou atributos físicos que
dão o título de mago a alguém.

Iniciações são cerimônias usadas para diferenciar um mago de uma pessoa comum.
Nesses ritos os praticantes de espiritualidade estabelecem sua relação com o sobrenatural
e anunciam sua entrada naquela tradição específica. Frequentemente esses ritos de
iniciação simulam morte e renascimento. Iniciações não são obrigatórias para que alguém
seja um mago. Dentro da definição apresentada, basta que se estude e se pratique a ciência
da espiritualidade de forma consciente. Muitos são os que nos perguntam se necessitam se
associar a algum grupo, pois ouviram que apenas pessoas iniciadas são capazes de fazer
espiritualidade. Isso não é verdade. Ao usar conscientemente as leis governantes do
mundo sutil você está fazendo magia. Não é necessário ser iniciado ou associado. No
entanto, caso isso realmente seja importante para você, a auto-iniciação é sempre uma
opção, pois pode marcar seu compromisso para com os estudos e a prática preternatural.

Em diferentes culturas, vários tipos de denominação são dadas aos praticantes de


espiritualidade baseadas em suas habilidades, suas fontes de “poder”, e em considerações
morais. Vimos algumas destas classificações na introdução deste volume.

BRUXARIA

Em sociedades não-científicas, um ataque mágico é tido como uma ideologia que


explica um acontecimento ruim para uma pessoa ou mesmo para a sociedade. Em contexto
histórico e antropológico isso é comumente chamado de bruxaria ou feitiçaria. O malefício
é visto como um traço biológico ou uma habilidade adquirida. Membros conhecidos da
comunidade podem ser acusados de serem bruxas, ou as bruxas podem ser vistas como
sobrenaturais, como entidades não humanas. Em tempos antigos essas acusações levaram
à execução de dezenas de milhares de pessoas que foram acusadas de terem pactos com
Satan. Os acusados de serem bruxos satânicos eram muitas vezes praticantes de simples
curandeirismo ou de outras formas inocentes e inofensivas de espiritualidade.
85

TEORIAS HUMANISTAS DA ESPIRITUALIDADE

ORIGENS ANTROPOLÓGICAS E PSICOLÓGICAS

DEFINIÇÕES ANTROPOLÓGICAS

As mais importantes perspectivas antropológicas da espiritualidade são a


funcionalista, simbolista e intelectualista. Essas três perspectivas são usadas para
descrever como espiritualidade funciona na sociedade. A perspectiva funcionalista afirma
que a espiritualidade tem função na sociedade pois todos os aspectos da sociedade são
cheios de significado e interelacionados. A perspectiva simbolista pesquisa o sentido sutil
dos rituais e mitos que definem a sociedade e lida com questões filosóficas sobre porque
coisas ruins acontecem a pessoas boas. Finalmente a perspectiva intelectualista encaram a
espiritualidade como sendo lógica, porém baseada em um entendimento errôneo do
mundo. Chamamos esta perspectiva de cética pois parte do princípio de que a
espiritualidade é um engano.

PENSAMENTO PRETERNATURAL

Na antropologia, psicologia, e ciências da cognição o termo “pensamento


espiritualista” se refere ao raciocínio não-científico envolvendo pensamento associativo
equivocado. A afirmação de que a mente pode alterar o mundo físico é considerado um
pensamento associativo equivocado.

Vale ressaltar que considerar as afirmações espiritualistas como sendo associações


equivocadas mostra uma abordagem muito estreita e fechada e essencialmente não-
científica. A ciência nunca teve o objetivo de ditar o que é possível ou não, mas de entender
através de uma abordagem aberta e sistemática como funcionam a s coisas. A tentativa de
algumas modalidades científicas em negar apressadamente eventos observáveis e de
arranjarem respostas simplistas para os fenômenos mostra uma inclinação à criação de
um novo dogma, um dogma científico onde somos obrigados a ter crenças ao invés de
fatos e onde qualquer ameaça a essas crenças será brutalmente caçada como foram
caçados e executados os inimigos das religiões vigentes e no poder em cada uma das eras.
Reforçamos nossas afirmações perante o simples fato de que experimentos da Física
esbarraram no princípio de incerteza de Heisenberg ao tentarem provar que o fóton é
partícula ou que ele é onda e observando que os resultados eram consequência direta do
condutor da experiência. Se isso não demonstra conexão entre mente e mundo físico então
não sabemos que outras provas as nobres ciências acima necessitam para mudar a
afirmação de que mente influenciando matéria é um pensamento associativo equivocado.

TEORIAS PSICOLÓGICAS DA ESPIRITUALIDADE

As teorias psicológicas da espiritualidade tratam espiritualidade como um


fenômeno individual que tem o objetivo de atender a necessidades individuais, em
oposição ao fenômeno social que serve um propósito coletivo. Teorias mais radicais
variam entre considerar espiritualidade como uma neurose (J. G. Frazer) até
espiritualidade como má ciência, ou mesmo espiritualidade como válvula para ansiedade.
No entanto, personalidades como Freud explicaram que a teoria espiritualista de
associação meramente explica os caminhos através dos quais a espiritualidade vem; ela
não explica sua verdadeira essência, e erroneamente essa teoria troca as leis da natureza
86

por leis psicológicas. Freud prossegue enfatizando que a verdadeira espiritualidade reside
na Vontade, que é a razão pela qual o homem transformou a face da Terra. Esse motor
impulsiona o homem a atender seus desejos e é a base para todo ato mágico.

A crença de que alguém possa influenciar os poderes sobrenaturais através de


prece, sacrifício ou invocação remete à religiões pré-históricas e está presente em registro
antigos como os textos das pirâmides egípcias e os Vedas hindus.

ESPIRITUALIDADE E RELIGIÃO

A magia, a espiritualidade e a ciência preternatural podem estar tão submersas em


certas religiões que podem se confundir com elas. Isso tende a se distinguir da religião
mais no mundo ocidental do que no oriente onde faz parte fundamental das religiões. Da
perspectiva intelectualista e funcionalista, a espiritualidade se assemelha mais à ciência.
Na perspectiva simbolista a espiritualidade é mais parecida com a religião.

TEÓRICOS DA ESPIRITUALIDADE

É importante notar que se tratam das opiniões pessoais de estudiosos da


espiritualidade do ponto de vista da antropologia, sociologia, psicologia, e ciências da
cognição. Os pontos de vista são apenas o que eles acham que espiritualidade e, na
verdade poucos deles chegaram sequer a praticar espiritualidade. Também vale ressaltar
que a abordagem usada é a da espiritualidade ritual e acaba excluindo das análises outros
tipos da espiritualidade.

MARCEL MAUSS
Mauss faz um paralelo entre espiritualidade e religião e espiritualidade e ciência.
Ele considera os três fatores como sendo fenômenos sociais. Os ritos fazem espiritualidade
e religião semelhantes enquanto publicidade, objetivos morais e metafísicos, e
coletividade fazem a religião se distinguir da espiritualidade. Aquilo que Mauss considera
aproximar espiritualidade da ciência é o objetivo em comum do resultado concreto. A
ciência se distingue, segundo Mauss, da Espiritualidade por ser baseada na
experimentação e desenvolvimento, o que não se aplica a maioria dos magos sérios.

TAMBIAH
De acordo com Tambiah, espiritualidade, ciência, e religião todas tem sua própria
“qualidade de racionalidade”, e têm sido influenciadas pela política e ideologia. Tambiah
também acredita que as percepções destas três idéias têm evoluído ao longo do tempo
como resultado do pensamento ocidental. As linhas de demarcação entre essas ideias
dependem da perspectiva de uma variedade de antropologistas, mas Tambiah tem suas
próprias opiniões quanto à espiritualidade, ciência, e religião.

Para ele, religião é baseada em uma comunidade organizada (igreja), e


supostamente deve envolver todos os aspectos da vida. Na religião, o homem tem
obrigações com um poder externo e ele deve ser submisso a esse poder. Religião é efetiva
e atrativa porque é geralmente exclusiva e fortemente pessoal. Também por influenciar
todos os aspectos da vida, religião é conveniente no senso da moralidade e noções de
comportamento aceitável que são impostos por Deus e pelo sobrenatural.

Ciencia, por outro lado, sugere uma clara divisão entre natureza e sobrenatural,
fazendo seu papel muito menos abrangente do que o da religião. Nela a humanidade teria
87

muito mais controle sobre os eventos. Ciência é uma disciplina desenvolvida, ou seja,
argumentos lógicos são criados e podem ser mudados. Ciência pode ser extendida
enquanto religião é concreta e absoluta.

Espiritualidade é a menos aceita das três disciplinas na sociedade ocidental, e


constitui em uma ideia única. Tambiah afirma que espiritualidade é uma ação estritamente
ritualística que implementa forças e objetos que vêm de fora do domínio dos deuses e do
sobrenatural. Esses objetos e eventos são intrinsicamente eficazes, então o sobrenatural é
desnecessário. Para alguns, inclusive gregos, espiritualidade era considerada “proto-
ciência”. Espiritualidade tem outra importância, histórica.

Muito do debate entre religião e espiritualidade se originou durante a Reforma


Protestante. A Igreja Católica foi atacada pela sua doutrina da transubstânciação. A
transubstânciação foi considerada um tipo de sacramento mágico. Além disso, a
possibilidade de qualquer coisa acontecer fora do propósito de Deus foi negada. Feitiços
eram vistos como ineficientes e blasfêmicos, pois a religião requeria a crença em um
agente consciente que poderia ser convencido de mudar através da prece e da súplica.
Prece era a única maneira de efetivamente mudar positivamente algo. A Reforma
Protestante foi um momento significante na história do pensamento mágico pois
providenciou o ímpeto para um entendimento sistemático do mundo. Nesse sistema não
havia espaço para a espiritualidade e suas práticas. Também a renascença foi importante.

BRONISLAW MALINOWSKI
Em seu ensaio “Espiritualidade, Ciência e Religião” Malinowski defende que cada
pessoa, não importa quão primitiva seja, usa tanto espiritualidade quanto ciência. Para
criar essa distinção ele categoriza em sagrado e profano ou espiritualidade/religião e
ciência. Ele teoriza que os sentimentos de reverência e espanto se baseiam na observação
da natureza e na dependência de sua regularidade. Essa observação e análise sobre a
natureza é um tipo de ciência. Espiritualidade e ciência ambas tem objetivos definidos
para ajudar o ser humano em seus instintos, suas necessidades e suas buscas. Ambas
também são baseadas em conhecimento, espiritualidade é o conhecimento de si mesmo e
da emoção enquanto a ciência é o conhecimento da natureza.

Para Malinowski, espiritualidade e ciência servem para a mesma função na


sociedade com a diferença de que a espiritualidade foca no poder pessoal e a religião no
poder da divindade. Para ele espiritualidade é algo fechado e religião algo aberto à
comunidade.

ROBIN HORTON
Ele compara o pensamento mágico e religioso de culturas não modernizadas com o
pensamento científico ocidental. Ele defende que ambos são aplicações do pensamento
teorético. O pensamento teorético é explicado por oito características principais:

1. A maior parte das experiências humanas podem ser explicadas pelo senso
comum. A teoria vem explicar as forças que operam por trás deste senso
comum.
2. Teorias também ajudam a colocar eventos em um contexto casual que é
maior do que o contexto que o senso comum pode oferecer.
3. Senso comum e teoria possuem papéis complementares no cotidiano.
4. Níveis de teoria variam com o contexto.
5. Teorias analisam aspectos dos eventos do senso comum, os tornam
abstratos, e os reintegram para o uso.
88

6. A teoria é geralmente criada por uma analogia entre o inexplicável e um


fenômeno familiar.
7. Nesta analogia apenas um aspecto limitado do fenômeno familiar é
incorporado no modelo.
8. Teorias são modificadas para se adequar cada vez melhor à explicação.

HISTÓRIA

ANTIGO EGITO

Espiritualidade era usada para proteção contra divindades enraivecidas, fantasmas


ciumentos, e demônios e feiticeiros estrangeiros. Eles eram culpados por doenças,
acidentes, pobreza e infertilidade.

ANTIGUIDADE CLÁSSICA

Os magos prototípicos eram uma classe sacerdotal. Os magi do zoroastrismo e sua


reputação, aliada com a do Antigo Egito, forneceu os moldes para o hermetismo e a
religião helênica. Espiritualidade na Grécia era vista negativamente por ser estrangeira,
porém com o tempo ganhou conotações ambivalentes sendo dividida em espiritualidade
boa e espiritualidade má.

Os mistérios gregos possuíam fortes componentes mágicos, e no Egito, um grande


número de registros foram achados em grego, cóptico, e demótico. Essas fontes contém
muito da tradição mágica que viria fazer parte da cultura mágica ocidental, principalmente
sobre espiritualidade cerimonial. Foi achado em seu conteúdo sobre: uso de palavras
mágicas para comandar espíritos, uso de varinhas nos rituais, uso do círculo mágico para
proteção, uso de símbolo e sigilos para invocação e evocação de espíritos. O uso de
médiuns também é documentado nesses textos. Muitos feitiços requerem o uso de uma
criança dentro do círculo mágico para agir como condutor das mensagens dos espíritos.

No tempo dos imperadores romanos houve um renascimento de práticas


associadas ao neo-platonismo sob a ótica teúrgica. A prática da espiritualidade foi banida
de Roma, posteriormente, e o codex theodosianus diz que não existe proteção para a
punição de qualquer mago ou pessoa imbuída de espiritualidade. No entanto os cézares
mantinham um grupo de astrólogos particular que continham um sortilégio de
especialistas em diversas categorias de espiritualidade.

IDADE MÉDIA

Acredita-se que muitos estudiosos da Idade Média eram magos. A prática da


espiritualidade era extremamente desencorajada pela igreja, mas permaneceu bastante
ativa na religião dos camponeses através do período medieval. Houve um sincretismo
entre pensamento mágico e dogma cristão, expressado em práticas como o duelo judicial e
a veneração de relíquias. Em muitos casos, relíquias se tornaram amuletos, e muitas
igrejas procuraram adquirir exemplares raros, esperando, dessa maneira, se tornarem
pontos de peregrinação. Isso levou a um lucrativo mercado de relíquias. Contos dos efeitos
miraculosos de relíquias de santos foram mais tarde compilados em coleções populares
89

como a Lenda Dourada (Jacobus de Voragine) ou o Dialogus miraculorum (Caesar of


Heisterback).

A partir do século XIII, a cabala judaica exerceu influência sobre o ocultismo


cristão, dando nascimento aos primeiros grimórios dos estudiosos do ocultismo que se
envolveriam na espiritualidade da Renascença. A demonologia e angeologia contidas nos
primeiros grimórios nos dão pistas de uma vida cheia de rituais sagrados e símbolos
cristãos. Essas disciplinas aconselhavam o mago a se tornar mais forte com jejum, oração e
sacramentos, para que usando os nomes sagrados de Deus ele pudesse usar os poderes
divinos para fazer com que demônios aparecessem e o servissem em seus objetivos.
Astrólogos do século XIII incluem Johannes de Sacrobosco e Guido Bonatti.

RENASCENÇA

O humanismo da renascença viu um ressurgimento no hermetismo e no neo-


platonismo e em suas variedades de espiritualidade cerimonial. No entanto, também
muitas das artes mágicas foram substituídas : astrologia por astronomia, alquimia pela
química, e assim por diante.

Algumas foram legalmente proibidas por Johannes Hartlied: espiritualidade negra,


demonologia, geomancia, hidromancia, aeromancia, piromancia, quiromancia, e
escapulimancia. Embora proibidas, tanto nobres quanto burgueses eram fascinados por
essas artes pois eram associadas às suas origens árabes, judaicas, ciganas e egípcias. Havia
muita incerteza ao se distinguir entre superstição, ocultismo, ritual, ou conhecimento
escolástico. Tensões intelectuais e espirituais explodiram na forma da caça às bruxas,
reforçada pela Reforma, principalmente na Alemanha, Inglaterra e Escócia.

BARROCO

Até o século XVII o estudo das artes ocultas ainda era respeitável. Apenas
gradualmente este estudo foi dividido em ciência natural, ocultismo, e superstição. Foi a
entrada da Era da Razão e por isso a espiritualidade foi abandonada junto com a prática de
caça às bruxas, um processo que se completou por volta de 1730. Pessoas como Christian
Thomasius começam a defender a inutilidade da proibição contra a espiritualidade já que
é um absurdo que a mesma existisse. Na Inglaterra essas leis foram revogadas em 1735 e
os charlatões começaram a ser enquadrados como artistas performáticos sem lincensa.

No entando permanece uma frase muito interessante do período:

“Isaac Newton não foi o primeiro da Era da Razão, mas o último dos magos.”
(John Maynard Keynes)

ROMANTISMO

Na Europa e Rússia, entre os anos de 1776 a 1781, Jacob Philadelphia performou


atos de espiritualidade com aparência de exibição científica. O Barão Carl Reichenbach
experimentava nessa época com sua força ódica e foi uma tentativa de criar uma ponte
entre espiritualidade e ciência. O interesse pela espiritualidade foi renovado a partir da
segunda metade do século XIX onde a atração por espiritualidades exóticas era aguçado.
Isso se deve em grande parte ao neo-colonialismo que colocou o ocidente em contato com
a Índia e o Egito, cujas mitologias começaram a figurar nos textos mágicos da época.
90

Muitas organizações ligadas à espiritualidade também floresceram nesta época como a


Golden Dawn, a Sociedade Teosófica, e a Maçonaria.

ESPIRITUALIDADE EM CONTEXTOS CULTURAIS

ANIMISMO E RELIGIÃO POPULAR

Ocorrências de formas xamânicas de contato com o mundo espiritual são


registradas desde as tribos aborígenes da Australi, os Maori da Nova Zelândia, as tribos
das florestas tropicais da América do Sul, tribos africanas, até os grupos tribais pagãos na
Europa. Esse contato parece ser universal no desenvolvimento inicial das comunidades
humanas. Muito da escrita pictórica dos egípcios e babilônicos parecem derivar deste
mesmo princípio.

O xamanismo praticado pelos índios americanos era chamado de “medicina”. Além


de cura, esses xamãs também fabricavam roupas, pinturas, escudos, e outros artigos que
deveriam proteger os guerreiros.

As tradições mágicas sofreram alterações quando comunidades nômades se


tornaram civilizações com domínio da agricultura. Esse assentamento acabou por
transformar o posto de ancião da tribo naquilo que conhecemos como reis e governantes.
Obviamente os xamãs se tornaram sacerdotes. Esse papel não mudou apenas no nome.
Xamãs serviam a comunidade e apelavam ao mundo espiritual, sacerdotes servem ao
mundo espiritual coordenando a comunidade. Essencialmente diferente. Infelizmente se
trata de uma usurpação do poder pois afasta a espiritualidade daquele que a pratica. A
partir deste ponto é que se inicia o uso do ritual elaborado.

ESPIRITUALIDADE NO HIDUÍSMO

Uma das principais formas de espiritualidade na Índia é o mantra usado na forma


de feitiços e maldições. Também o tantra é bastante utilizado em espiritualidade ritual.
Acredita-se na cultura hindu que muitos sábios adquiriram poderes sobrenaturais através
da meditação mas é dito que a maioria deles escolhe não usá-los para se focar na
transcendência. Siddhars, são considerados santos na Índia e em sua maioria são da
denominação Saivaite do Tamil Nadu. Eles defendem uma variação incomum de Sadhana,
ou seja, uma prática não ortodoxa de liberação.Muitos siddhars foram relatados
performando milagres. A seita dos aghoris consomem carne humana em busca de
imortalidade, algo muito similar à lenda do wendigo na América do Norte.

MAGIA OCIDENTAL

Em geral, o século XX tem visto um rápido crescimento no interesse público pelas


várias formas da prática da magia. Este interesse tem se refletido na criação de inúmeras
tradições e organizações de caráter tanto religioso quanto filosófico.

Na Inglaterra, as antigas leis contra bruxaria foram repelidas em 1951. Em 1954


Gerald Gardner publicou o Witchcraft Today no qual ele revela a existência de um culto
pré-cristão europeu. Embora polêmico, Gardner é o mais importante fundador da Wicca e
combinou magia e religião de uma maneira que levou as pessoas a questionarem os limites
entre ambas. A religião de Gardner, assim como muitas outras, floresceram nos anos 60 e
91

70 com a contracultura e os hippies. Com esses movimentos culturais houve um renovado


interesse em espiritualidade, divinação e outras práticas do oculto. As várias ramificações
do neopaganismo e de outras “religiões da terra” tendem a combinar práticas de magia e
religião. A contracultura feminista reviveu o culto à deusa e acabou por se associar a
muitos dos conceitos gardnerianos que acabaram se influenciando mutuamente.

A prática da magia no ocidente é bastante variada. Dentre todas essas tradições,


conceitos e usos da espiritualidade tendem a variar mesmo dentro de uma mesma
tradição mágica e até mesmo entre indivíduos. A Ordem Hermética da Aurora Dourada
(Golden Dawn), Aleister Crowley, a thelema e suas variações, influências de Eliphas Levi,
todas são comumente associadas com o reaparecimento da tradição mágica na língua
inglesa do século XX. Processos similares ocorreram também na França e na Alemanha. As
tradições ocidentais que valorizam os elementos naturais, as estações, e a relação do
praticante com a Terra, Gaia, ou Deusa Primordial, derivaram desses grupos e são
considerados Neopagãos.

Por motivos gemátricos, Aleister Crowley preferiu o uso da escrita magick ao invés
de magic (espiritualidade em inglês). Ele a definiu como sendo a ciência e arte de causar
mudanças de acordo com a vontade. Nesta definição ele inclui atos “mundanos” de
mudança tanto quanto considera a magia ritual. Guematria é o método de análise das
palavras atribuindo um valor numérico definido a cada letra. É conhecido como
numerologia judaica. O cientista Isaac Newton utilizava a gematria nos estudos.

Dentro do ocidente, a crença na espiritualidade é geralmente considerada


supersticiosa, embora seja defendido que algumas práticas mágicas utilizam princípios
psicológicos e têm o propósito de promover mudanças internas pessoais nos praticantes.
Técnicas de visualização, por exemplo, são tão usadas pelos praticantes de espiritualidade
quanto em outros campos como psicologia e treinamento esportivo.

MAGIA E MONOTEÍSMO

Oficialmente, o cristianismo e o islamismo caracterizam a magia como bruxaria


proibida e possuem vários níveis de punição para os que são pegos praticando tais coisas.
O judaísmo e o zoroastrismo possuem uma posição mais ambivalente quanto a isso.
Algumas correntes monoteístas declaram todas as manifestações de magia como sendo
truques, ilusão, e nada mais do que charlatanismo desonesto.

JUDAÍSMO

No judaísmo, a Torá proíbe os judeus de serem supersticiosos, de se envolver com


astrologia, de proferir encantamentos, de consultar médiuns ou videntes, proíbe o contato
com os mortos, o transe para prever eventos futuros e a performance de atos de magia. No
entanto, muitos estudiosos vêem os aspectos cabalísticos do judaísmo medieval como
sendo apenas floreios das práticas greco-romanas de magia. Por exemplo o Sefer Raziel
HaMalach é um texto astro-mágico baseado em um manual de magia chamado Sefer há-
Razim e que teria sido passado pelo anjo Raziel a Adão após este ter sido expulso do Éden.
Outra obra famosa é datada dos tempo de Abraão e se chama Sefer Yetzirah.

Muito da literatura apocalíptica tem origem na afirmação de que este


conhecimento mágico, divinatório e astrológico foi transmitido aos humanos no passado
mítico pelos anjos Aza e Azaz’el que caíram do Paraíso, como descrito em Genesis 6:4. No
entanto, a cabala genuína foi desenvolvida para o aprofundamento nos aspectos ocultos e
92

místicos da Torá, que é o livro dado a Moisés por Deus no Monte Sinai. A cabala, portanto,
não deveria ser confundida com práticas supersticiosas que contradigam eticamente os
valores tradicionais judeus.

CRISTIANISMO

Desde o seu início, o cristianismo viu com suspeita a magia. Embora tenha sido
vista sob esta ótica, nunca existiu uma decisão final sobre práticas a serem permitidas (uso
de relíquias ou água benta) e sobre práticas a serem proibidas (necromancia, goetia). Essa
discussão se aprofundou durante a caça às bruxas. Alguns defendem que toda prática
mágica é blasfêmica e outros que a magia natural não é pecado.

O catequismo católico permite a profecia inspirada mas rejeita todas as formas de


divinação. A seção nas práticas de magia e feitiçaria é ainda menos definitiva pois
caracteriza apenas como sendo desanconselhável a tentativa de dominar poderes ocultos
para se ter poder sobrenatural sobre outras pessoas, pois isso é considerado gravemente
contrário à virtude da religião. Alguns argumentam que o “evangelho da prosperidade”
representa um retorno ao pensamento mágico dentro do cristianismo. Também o
cristianismo gnóstico possui forte tendência mística porém voltada à teurgia.

ISLAMISMO

A problemática de uma magia islâmica é dupla. Por um lado a magia é proibida


pelos líderes ortodoxos e opiniões legais. Por outro lado, traduzir vários termos árabes
como “magia” causa toda uma série de problemas que ainda não possuem respostas claras.

O Alcorão fala sobre magia aparente, que na verdade são milagres permitidos por
Allah, e fala sobre magia real. A segunda forma de magia é atribuída a espíritos malignos
que ensinaram os homens com propósitos obscuros. Mas existe um sistema dentro do
islamismo que se chama Sihr. Neste sistema o mago pode agir através do controle de
espíritos (djinn). Esse sistema alega que todos os espíritos foram criados por Allah e por
isso não seria errôneo controla-los. Outro conceito intrigante é o barakah, ou poder de
bênção, que no caso do profeta Maomé foi passado também para seus descendentes
masculinos, o que sugere um fator genético hereditário. A crença entre os islâmicos é de
que Maomé foi a pessoa que Allah escolheu para ter a maior quantidade de poder de
benção (barakah) entre todos os humanos. Barakah é uma energia que pode ser
transmitida com ou sem a vontade do possuidor, pelo contato, principalmente através da
saliva que seria a portadora do barakah, porém essa energia também seria encontrada em
rochas, árvores, água e animais como o cavalo.

VARIEDADE NA PRÁTICA MÁGICA

O tipo mais conhecido de magia é o feitiço. O feitiço constitui em uma fórmula que
tem por objetivo conseguir um efeito específico. Feitiços podem ser falados, escritos ou
fisicamente construídos usando ingredientes específicos. A falha de um feitiço geralmente
é atribuída ao erro de se seguir as instruções do feitiço, as circunstâncias ou mesmo a falta
de habilidade mágica, seja através da falta da Vontade ou por fraude. Richard Kieckhefer
divide os feitiços em : psicológicas eilusórias. A primeira é quando o mago quer alterar
algo na mente de outra pessoa e a segunda refere-se à manifestação de algo. Veremos mais
sobre feitiços em um volume mais adiante.Outra prática comum é a divinação, a arte de se
93

revelar informações sobre passado, presente ou futuro. A lida com espíritos é chamada de
necromancia e possui muitas variantes.

As variações da prática mágica também podem ser categorizadas pelas técnicas


envolvidas. Outra classificação é a de magia contagiosa e magia simpatética que podem
ocorrer juntas em um trabalho mágico. Magia contagiosa usa elementos físicos que já
estiveram em contato com a pessoa ou coisa que o mago tenta influenciar. Magia
simpatética é o uso de imagens ou objetos físicos que pareçam com a pessoa ou coisa que
se quer influenciar, um exemplo disso é a boneca vudu. A magia pode também ser divida
em Alta e Baixa Magia e em Magia Manifesta e Magia Sutil.

TRADIÇÕES MÁGICAS

A classificação da magia por tradições é o método mais comum. Uma tradição é


uma corrente mágica, conjunto de crenças e práticas associadas a um grupo específico e
que é transmitido a cada indivíduo que segue tal linha de ação. Algumas tradições são mais
fechadas enquanto outras são mais ecléticas e sincréticas. Veremos mais sobre Tradições
Mágicas no volume História da Magia.

Algumas das mais importantes tradições são a Alquimia, Animismo, Asatru,


Benedicaria, Magia Negra, Bön, Candomblé, Magia Cerimonial, Magia do Caos, Druidismo,
Tradição Feri, Vodu Haitiano, Cabala Hermética, Hermetismo, Hoodoo, Huna, Cabala, Vudu
da Lusiania, Naqual, Obeah, Onmyodo, Palo, Pow-wow, Pisiconautas, Quimbanda, Reiki,
Santeria, Satanismo, Seid, Setianismo, Shinto, Magia Sexual, Taoísmo, Thelema, Vodu
Africano, Xamanismo, Shinto, Magia de Sigilos, Tantra, Bruxaria, Wicca, culto Zos Kia.
94

COMPORTAMENTO
PRETERNATURAL

INTRODUÇÃO

Nesta última seção teremos algumas discussões sobre os aspectos práticos da


Espiritualidade no cotidiano, principalmente abordando questionamentos éticos e
aplicações no dia a dia. Seria irresponsável de nossa parte prosseguir com nossos estudos
sem mencionarmos alguns importantes parâmetros de julgamento entre certo e errado,
entre outras discussões éticas. Também não seria justo nos esquecermos de mencionar
alguns fatores de hábito diário que poderão amplificar e otimizar suas capacidades em
Espiritualidade.

VALORES

BEM E MAL

Dentre os assuntos pré-requisitos para o treinamento preternatural, nenhum outro


é tão bom guia ético de nossas ações do que as discussões sobre conceitos de Bem e Mal.
As distinções entre os dois não são tão simples, mas também não são terrivelmente
difíceis. No entanto, vamos evitar sermos simplistas na abordagem de algo tão importante.

Os conceitos claros sobre Mal evitam que cometamos a maior parte dos erros de
julgamento. Talvez seja a falta de uma definição sólida que induza ao engano os membros
de tantas tradições e religiões. Bem e Mal envolvem o uso de livre arbítrio e o impacto de
nossas ações. Existem razões para as pessoas praticarem tanto um quanto o outro, mas
não existe o mal ou o bem puro. Existem também aqueles que têm pretensão de cometer
seus atos de forma impune, grande engano. Vejamos um pouco mais obre o assunto

CONCEITUAÇÃO

O que diferencia o Bem do Mal? Pode ser uma mesma ação ser boa em um contexto
e má em outro? Como saber qual dos dois você pratica mais?

Vocês podem perceber que as perguntas em volta em volta do tema são inúmeras e
suas implicações complexas. Quando pensamos no assunto, entretanto, percebemos que
algumas características, algumas similaridades, são recorrentes. São essas estruturas que
vão nos ajudar a entender melhor a distinção entre Bem e Mal, e dessa maneira criar o
conceito sólido que poderá ser tão útil. Embora estejamos buscando conceito claro
tentamos evitar cair no maniqueísmo8. As distinções entre bem e mal não são branco e
preto, na verdade são tonalidades de cinza, algumas bem mais claras, algumas bem mais
escuras.

8OManiqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por


Maniqueu, que divide o mundo simplesmente entre Bem eMal.
95

Este tema que estamos abordando não é algo que diz respeito só à conduta ética e
à moral, também é fundamental para a Espiritualidade e para as ciências preternaturais.
Em primeiríssimo lugar podemos evitar consequências kármicas indesejadas quando
podemos classificar adequadamente nossas ações, principalmente as de impacto
preternatural. Também, sabendo as implicações da prática do bem e da prática do mal,
vocês poderão decidir com quais pessoas e seres querem se associar, pois estarão aptos a
perceber a tendência de suas ações. Sem esses conceitos bem claros, é fácil cometer erros.

As definições que cercam a ideia de Bem e Mal são variadas, muitas vezes
imprecisas e até confusas. As Tradições e religiões oferecem muita complexidade e
frequentemente estão mais preocupadas em controlar a conduta de seus adeptos em
questões especificas, e muitas vezes irrelevantes.

Procuramos aqui criar um conceito mais simples, mas não simplista, que fosse útil
e prático para que usássemos como guia para nossas ações. Garantimos que não se tratou
de tarefa fácil, e provavelmente é um trabalho que passará pela colaboração de muitas
outras pessoas ainda.

O primeiro passo foi identificar os pontos em comum nos diversos tópicos deste
tema. O mais importante em comum desses pontos é a inviolabilidade do livre arbítrio, ou
seja, fazer algo contra a vontade de alguém. Essa violação pode ocorrer de várias formas e
ao final desta seção o veremos melhor. O importante é saber que violar a vontade de outra
pessoa é sumariamente condenado por quase todas as religiões e afins. Impedir que
alguém faça suas próprias escolhas é o mesmo que escravizá-la.

No entanto, ao decidirmos que o livre arbítrio era um ponto central nas definições
de bem e mal, percebemos que algumas outras situações configuravam como sendo “más”,
mas não tinham relação com o livre arbítrio. Essas situações em geral envolviam o impacto
de algo em alguém. Ou seja, não só não devemos violar o livre arbítrio como nossas ações
não devem causar impacto negativo. Quando falamos que alguém foi “mau” ou que “fez o
mal” falamos de situações que fossem ruins para a outra pessoa e estamos no fundo
dizendo que aquilo teve impacto negativo.

Com isso podemos identificar os dois elementos que formam a conceituação sobre
Mal: quebra do livre arbítrio e impacto negativo

DEFINIÇÃO

“MAL É TODA QUALIDADE DE COMPORTAMENTO QUE FERE O LIVRE ARBÍTRIO E


OU TEM IMPACTO NEGATIVO”

“BEM É TODA QUALIDADE DE COMPORTAMENTO DE IMPACTO POSITIVO QUE


RESPEITA O LIVRE ARBÍTRIO”

Observando a definição percebemos que os dois elementos que compõe o mal não
necessariamente estão juntos. Existe a quebra do livre arbítrio sem impacto negativo e
vice e versa. Também vemos que se trata de qualidade de comportamento, de polaridade.
Percebam que diferentemente do Mal, ambos os fatores atrelados, portanto não basta o
impacto positivo se ele não respeita o livre arbítrio e também apenas o respeito a ele não
configura como Bem.

A FILOSOFIA DO BEM E MAL


96

Em religião, ética e filosofia esses dois conceitos estão ligados à atribuição de valor
positivo ou negativo a objetos, desejos e comportamentos. Correntes filosóficas tendem a
considerar esses valores de forma absoluta.

Não há consenso se o bem ou o mal são próprios do ser humano. Para alguns a
natureza do bem é baseado no amor natural, vínculos e afetos que se desenvolvem nos
primeiros estágios do desenvolvimento da pessoa, para outros é um produto do
conhecimento da verdade. Para essas correntes o mal é uma aberração derivada da
imperfeição humana. Também é teorizado que o Mal possa ser consequência de se dar
liberdade de escolha ao indíviduo. Nos parece que essa última afirmação tenta justificar a
retirada do poder de escolha do indivíduo para se apoderar de sua vontade em prol de um
suposto benefício ao mesmo. Derivando da afirmação de que o conhecimento da verdade
gera o Bem, o oposto, a ignorância, gera o Mal para certos pensadores.

Em contextos filosóficos a bondade moral estaria ligada ao conceito de amor e mais


amplamente à natureza de Deus como uma infinita projeção de amor que se manifestaria
de maneira positiva na vida das pessoas. Isso significaria que as coisas ruins, ou
aparentemente ruins, nas nossas vidas não viriam da divindade o que consiste em um
erro, pois muitas vezes devemos aprender pela dor. Bem e Mal como conceitos absolutos
vieram substituir o conceito de desejável e indesejável apenas recentemente, por volta de
400 a.C.

Hoje, os conceitos de Bem e Mal se fundem com aquilo que a sociedade e cultura de
um lugar específico acredita como certo e errado. Existe o declínio do questionamento
sério sobre o que é desejável e o que é indesejável, permanece apenas o que os conceitos,
ou pré-conceitos da sociedade ditam como tal. Nós devemos sempre olhar além das meras
regras, além das convenções, procurar a essência do certo e errado e o porquê, questionar
costumes que se impõe apenas por hábito e questionar costumes que estão se
estabelecendo no presente também. Pensar é o dever de qualquer um adentrando de
forma séria sua espiritualidade ou o estudo de qualquer ciência preternatural.

LIVRE ARBÍTRIO

Vejamos um pouco sobre o que é o livre arbítrio. Segundo a maioria das definições,
livre arbítrio significa a liberdade de escolha, liberdade de decisão. Em geral, o termo se
aplica à capacidade de escolha entre o certo e o errado, quando esses (certo e errado) são
conscientemente conhecidos, ou seja, quando sabemos que aquilo é certo ou errado. Isso
pressupõe a existência e a necessidade de uma consciência para haver essa liberdade de
escolha, pois, de outra maneira, se não soubermos o que é certo e o que é errado não
teríamos verdadeiramente como escolher.

Outro ponto enfatizado pelas linhas filosóficas é o da possibilidade da escolha.


Neste ponto é afirmado que se alguém não tiver opção de escolha, se esta pessoa não tem
outra alternativa a não ser seguir aquele caminho, então não há livre arbítrio de fato pois
não existe escolha a ser feita. Obviamente a livre escolha é relativa, pois é limitada pela
livre escolha de outros indivíduos e pelas leis que governam nosso universo. A livre
escolha também levanta questões quanto à responsabilidade moral e a natureza das
pessoas.

No primeiro caso a livre escolha é fundamental para determinar o grau de


responsabilidade de alguém, se essa pessoa não tinha escolha então não tinha
responsabilidade por seus atos. Isso influencia a carga kármica.
97

No segundo caso existem algumas implicações teológicas relacionadas ao livre


arbítrio. Algumas religiões afirmam que o homem é criado bom ou mal de acordo com a
vontade superior da divindade. Isso seria afirmar que a pessoa não tem livre escolha, já
que ela foi criada para agir daquela maneira. Achamos a ideia absurda. O livre arbítrio ou
livre escolha existe, é limitado pela consciência do fato e pela possibilidade de escolha. Ele
pode ser violado por outros, mas isso configura em ato moralmente condenável. Se existe,
então não somos fadados ao bem e ao mal por obra do destino, na verdade escolhemos
nossas ações, que podem ser enquadradas em boas ou más.

IMPACTO NEGATIVO

Em nossas definições já analisamos a parte que diz respeito ao livre arbítrio.


Vejamos agora a parte que se relaciona com o impacto negativo.

COMPORTAMENTO DE IMPACTO NEGATIVO É TODA AÇÃO QUE TRAZ ALGUM PREJUÍZO

Este prejuízo pode ser em qualquer nível, físico, emocional, psicológico, mental, ou
mesmo espiritual. Este impacto não necessariamente só acontece a terceiros, pode ser
auto-inflingido. Isso significa que podemos causar mal a nós mesmos quando as
consequências do que fazemos nos faz mal e nos traz prejuízos. O único prejudicado pode
ser só você, mas ainda assim essa ação nociva configura como Mal.

Muitos falam da simples definição: faça aos outros aquilo que queria que fizessem
a você. Infelizmente essa situação não se aplica mais tão adequadamente nos dias de hoje.
As pessoas tem desenvolvido sérios problemas comportamentais de autopunição,
autodesprezo, falta de autoestima, falta de autopreservação, e ligam pouco para sua
própria dignidade muitas vezes. Se esperarmos que pessoas apresentando essas
características tratem os outros como a elas mesmas, então teremos um verdadeiros caos.
Por isso oferecemos um conceito mais específico e menos simplista.

RAZÕES PARA O BEM E O MAL

Quando estudamos esta temática, inevitavelmente ocorre o questionamento das


razões por trás do Mal e do Bem. Tentaremos aqui analisar algumas dessas possíveis
causas de comportamento procurando evitar clichês e afirmações simplistas. Ao
apresentar essas razões estaremos incluindo razões também para o Impacto Negativo e
Impacto Positivo.

MAL
As principais razões que encontramos para o mal são: egoísmo, falta de auto-
controle, revolta, e inconsciência. Todas essas razões se subdividem em outras. No
egoísmo o indivíduo comete o mal ao agir baseado em uma importância exagerada de si
mesmo em relação ao que o cerca. Na falta de autocontrole, o indivíduo acaba praticando o
mal por não conseguir conter alguns impulsos seus que em certos contextos se configuram
como mal. Vários dos motivos que levam alguém a fazer o Mal são gerados pelos
sentimentos de vingança nascidos de situações adversas vividas pela pessoa. Por último, a
falta de consciência nos leva a praticar o mal sem saber.

EGOÍSMO
Egoísmo é definido como hábito ou atitude de se colocar em primeiro lugar, seja
interesse, opinião, ou desejos. Isso pode ser em desfavor ou não dos outros à sua volta.
98

Existe muita controvérsia a respeito de se o egoísmo é algo adquirido como hábito ou se é


parte do ser humano. Biologicamente somos egoístas, pois existe a tendência orgânica de
se associar apenas àqueles parceiros(as) que perpetuarão a espécie, um gene egoísta.
Sendo assim, o altruísmo (contrário do egoísmo) é uma virtude tipicamente do homem
que suplantou sua condição animal.

Um dos primeiros derivados do egoísmo é o egocentrismo. O egocentrismo é


definido como a característica daqueles que possuem a ilusão de serem o centro das
coisas. Se colocando desta forma, o indivíduo atribui a si mesmo um valor mais alto do que
qualquer outra coisa que o cerca. Sendo assim, ele passa a acreditar que a realização de
seus desejos, do mais simples capricho até o sonho mais alto, deva ser realizado devido à
importância que dá a si mesmo. O egocentrismo se difere do egoísmo pois o egoísta nem
sempre tem a ilusão de ser o centro das coisas, muitas vezes agindo fortemente para
moldar o mundo à sua volta justamente para que ele seja o centro das coisas, ou seja, o
egoísta não parte do pressuposto de ser o centro das coisas mas sim do desejo de ser o
centro das coisas.

Apesar de ser usado quase como sinônimo de egocêntrico o termo “autocentrado”


nos sugere algo mais equilibrado. A pessoa autocentrada, em nosso ver, é aquela que sabe
se priorizar de forma adequada, que sabe seu valor sem se colocar acima do restante. Vale,
dentro do equilíbrio da noção da importância de si mesmo, lembrar do aviso dado nos
vôos de que “primeiro coloque a máscara de oxigênio em si para depois assistir outras
pessoas”. Dessa forma, vemos que apenas depois de nos ajudarmos é que estamos em
condições de ajudar outros. Mas isso não significa nos colocar desmedidamente acima das
outras pessoas.

Como derivação de se colocar em primeiro lugar temos o domínio sobre os outros


para atingir os objetivos. Isso se chama Abuso de Poder. Poder é a “habilidade de impor a
sua vontade sobre os outros, mesmo se estes resistirem de alguma maneira”. No caso de
não haver resistência, não existe quebra de livre arbítrio, embora possa haver impacto
negativo. No caso de haver resistência por parte daquele que sofre o Poder a questão é
completamente diferente pois existe a quebra da livre vontade. O abuso do poder é
quando existe a imposição do mesmo não importando os custos ou consequências. O
abuso se manifesta pelo uso da força ou por meios ilegais de manifestar esse Poder. A
manifestação suprema do abuso de poder é a escravidão. A escravidão pode se manifestar
em diversas maneiras, e muitas vezes toda uma família pode ser refém ou escrava de um
Pai tirânico por exemplo. Essas noções de Poder podem ser muito sutis, pessoas
aparentemente fracas podem possuir Poder sobre outras aparentemente fortes, como
exemplo disso temos o uso da sedução feminina utilizado pelas mulheres nos tempos em
que eram tratadas com inferioridade.

Outra causa do Mal associado ao egoísmo é a inconsequência. Esse termo se refere


ao ato de se fazer algo sem se importar com as consequências. Essa desimportância deriva
do fato que o indivíduo não se interessa a quem seus atos possam prejudicar desde que ele
consiga o que quer. Muitas vezes ele nem mesmo se interessa se seus atos prejudicam a si
mesmo, o foco está na satisfação do desejo, e quanto mais imediata essa satisfação melhor.
Deste processo derivam boa parte dos males que assolam nossa existência.

Ao ser autoindulgente, derivação do egoísmo, um dos grandes efeitos colaterais é a


manutenção do status quo, a manutenção da zona de conforto. Essa é uma afirmação
complicada para significar algo simples, estamos apenas dizendo que a pessoa egoísta
também é em geral preguiçosa. Não necessariamente preguiçosa para as coisas que as
interessam, mas uma preguiça que se refere a qualquer esforço que esteja ligado a algo
99

que não as interesse de forma direta, mesmo que seja algo correto e desejável. Em outras
palavras, é a preguiça de mudar para algo melhor, a preguiça de sair da zona de conforto
para se fazer algo correto.

REVOLTA
Um sentimento que costuma incitar muitas atitudes comportamentais más é a
revolta. A revolta é um termo genérico que indica vários graus de um sentimento. Ela está
associada à inconformidade, sentimento de injustiça, e não aceitação. Esses sentimentos se
tornam rebeldia, insubordinação e consequentemente vingança, como reação às situações
que geraram a revolta inicial.

Obviamente tudo isso é fruto de uma falta de compreensão das Leis Universais.
Com a compreensão entendemos o que gera e causa as situações que vivemos, e mesmo
elas não sendo justas, ou causadas gratuitamente por outras pessoas, sabemos como lidar
com elas. No entanto, algumas pessoas desconhecem esse processo e se deixam levar por
sentimentos de retribuição “olho por olho”. Mesmo que reprimidos, esses sentimentos
acabam se manifestando, seja na forma do shadenfreude, na forma dos vários tipos de
sadismo, ou na vingança propriamente dita.

Shadenfreude é o termo em alemão usado ocidentalmente para descrever a pessoa


que sente alegria com a desgraça alheia, o prazer obtido no problema dos outros.
Infelizmente é uma prática muito comum em toda sociedade ocidental e assume formas
sutis que passam desapercebidas. É uma fonte de mal tremenda, talvez uma das mais
constantes e sutis. Para entendermos, vamos analisar alguns dos casos considerados
Shadenfreude. Desde as risadas que damos quando o palhaço de circo escorrega na casca
de banana até o prazer de pessoas com os problemas de certas celebridades, o prazer com
a separação de um casal perfeito, todos são exemplos deste sentimento nunca comentado
mas generalizado na população. Uma simples fofoca contém traços de shadenfreude.
Aristóteles já chamava esse comportamento de epikhairekakia. Schadenfreude seduz
porque é uma vingança que acontece sem qualquer esforço, quem se satisfaz não é o
causador do problema. A sensação é como a conquista de um inimigo. Nietzsche
considerava o sentimento perigoso porque o indivívuo não fez nada para “merecer” a
satisfação. Uma vitória recebida sem qualquer competição não pode ser nada mais do que
uma satisfação virtual. Nietzsche chegou até mesmo a hipotetizar que sentimentos de
inferioridade intensificam o schadenfreude, o que foi recentemente confirmado por
estudos na psicologia.O shadenfreude é uma causa do mal por motivos sutis e motivos
secundários. Dentre os motivos sutis estão envolvidos complicações emocionais,
vibracionais, energéticas, lembrem-se que todo verbo é ação, desejar é ação que coloca
também em movimento a lei da atração, pensar e julgar também são ações.
Secundariamente o prazer pelo escândalo das celebridades e artigos do gênero incitam
profissionais da comunicação a perseguir essas pessoas e muitas vezes a destruir suas
vidas e suas carreiras. Injusto ou não, não é de nossa conta suas vidas pessoais, esse prazer
Big Brother / Reality Show que temos é indevido e causa de muitos males.

Muitas vezes não nos contentamos e apenas assistir, nossa vingança deve
acontecer pelas nossas mãos. O sentimento de prazer advindo disso chama-se sadismo. O
sádico é aquele que sente prazer em fazer o outro sofrer. Muitas vezes são pessoas que
foram lesadas, boicotadas nos seus desejos e “descontam” no próximo. Geralmente,
receberam pouco dos pais na afetividade, na atenção, no cuidado, no respeito, e isso foi
reforçado ao longo da vida através de outras perdas e problemas. Essas pessoas ecoam
essas adversidades nos que estão ao redor. Isso não significa que invariavelmente todos
aqueles que passaram por isso desenvolvem esse tipo de comportamento, mas estamos
100

tratando aqui apenas esse comportamento sádico de desejar que o outro sinta, o que ele já
sentiu. O sadismo também é comumente relacionado na área sexual. No sadismo existe um
certo prazer em ver o outro sem a possibilidade de conquistar o que deseja, e sem atingir a
felicidade que almeja. Muito sutilmente é uma busca de diminuir a própria infelicidade,
pois quando o outro perde ele se sente melhor.Na área familiar isso muitas vezes ocorre
em relação aos filhos, como: “Eu não tinha carro, você também não precisa. “Eu não segui a
carreira que eu queria, você também pode escolher qualquer coisa.” Muitas vezes, isso traz
escondido um comportamento frustrado, disfarçado em uma máscara de ser durão,
realista, etc…Deleitar-se na infelicidade do outro, é sem dúvida a maior prova de desamor.
Desnecessário dizer que o sadismo é gerador do mal, afinal não só ele contém a parcela
referente ao prazer no sofrimento alheio e de vingança como também parcela que executa
a vingança que causará a dor.

FALTA DE AUTOCONTROLE
Muitas vezes não erramos porque queremos. É o famoso “foi sem querer”.
Podemos errar por sermos impulsivos, por não conseguirmos evitar aquela atitude. É a
falta de autocontrole. Autocontrole é definido como o controle sobre nossas emoções e
desejos, quando isso não acontece podemos acabar praticando atos indesejáveis. Não
necessariamente todo ato que foge a nosso autocontrole será mau, apenas aqueles que
ferirem o livre arbítrio de outra pessoa e/ou tiverem impacto negativo para os outros ou
para si. Porém, como estamos tratando das causas para comportamentos que possam ser
considerados maus listamos a falta de autocontrole como uma das geradoras destes
comportamentos.

Quando não gerenciamos bem nossas emoções podemos fazer “besteira”.


Sentimentos como raiva, tristeza, ou até mesmo alegria exagerada podem nos fazer
cometer atos impensados com consequências de impacto negativo. Da mesma forma,
desejos desgovernados nos levam a cometer atos dos quais podemos nos arrepender.
Imaginem se vocês matassem alguém toda vez que uma pessoa tirasse sua paciência.
Parece incrível, mas existem pessoas que fazem isso, e nós mesmos fazemos coisas
semelhantes em menor escala quando um desejo nosso precisa ser atendido.

Esta falta de autocontrole pode ter origem no corpo físico. Deficiências no sistema
nervoso podem estar diretamente ligadas à incapacidade de se controlar e desta forma de
prevenir uma ação indesejada. Para entender isso recomendamos ao menos uma leitura
superficial sobre psicopatia, perversão, neurose, e psicose. Tópicos sobre esses temas são
facilmente encontrados na internet e enciclopédias online.

INCONSCIÊNCIA
Vejamos o último conjunto de causas. A falta de consciência é uma grande fonte de
comportamentos equivocados. Seja por desconhecer as consequências de algunas atos,
seja por falta de referências que ajudem a diferenciar Bem de Mal. O fato é que todos nós
cometemos erros sem nos darmos conta. Também cometemos enganos quando deixamos
outros decidirem por nós, quando nos deixamos levar por outros. Obviamente a temática
do mal cometido por ignorância nos coloca para pensar sobre as implicações no retorno
kármico. Vejamos um pouco mais sobre o assunto.

A primeira forma de mal inconsciente é a forma pura. Quando não sabemos que o
que estamos fazendo é errado. Claramente percebemos que existem diversos graus de
inconsciência presentes nas razões para o Mal apresentadas anteriormente, mas não como
aqui.
101

Outra forma comum de erros inconscientes acontece quando nos deixamos


influenciar por outros. A esse comportamento chamamos de conduta gregária. Conduta
gregária é a tendência que temos de estarmos misturados com outras pessoas sem
distinção e sem controle de espécie alguma. Quando se está em grupo ou entre a multidão.
Poucas pessoas se atreveriam a sair na rua e jogar pedras contra alguém mas isso as vezes
acontece se por exemplo em uma manifestação pública alguém fica exaltado por causa do
entusiasmo e termina jogando pedras junto com a multidão ainda que depois venha a se
perguntar porque fez aquilo. O ser humano comporta-se de forma diferente quando em
grupo e faz coisas que nunca faria sozinho. Não necessariamente a companhia de um
grupo faz com que nos comportemos assim, mas a influência das companhias das quais
nos cercamos certamente nos influencia a fazermos coisas que talvez conscientemente não
quiséssemos. Até mesmo o shadenfreude pode acontecer por conduta gregária como
quando uma pessoa vem a nós e começa a falar mal sobre outra pessoa, se não estamos
atentos começamos a falar mal desta pessoa também, ainda que até aquele momento não
tivéssemos nada contra ela ou talvez nem a conheçamos. Não aceitem nada sem antes
analisar se isto contribuirá com algo positivo e moral em sua vida. Com a conduta gregária
acabamos fazendo o mal por influência e inconsciência. Não se esqueçam de que o
comportamento gregário é um fenômeno que se aplica tanto para companhias do mundo
físico quanto para companhias espirituais.

Vimos anteriormente que uma pessoa que não tem escolha não tem livre arbítrio.
Vimos também que o mal consiste tanto na quebra da livre escolha quanto no impacto
negativo das ações. Isso implica que mesmo não sabendo o que estamos fazendo somos
responsáveis por nossos atos. No entanto, se vocês lembrarem da Lei do Karma vão saber
que a intenção é parte integrante da vibração que gerará o retorno kármico, ou seja, a
inconsciência traz consequências que são atenuadas pelas circunstâncias da ignorância.

BEM
Nos propomos aqui a uma tarefa um pouco diferente: convencer vocês a fazer o
bem. Não vamos apenas dizer para vocês fazerem o que é certo, vamos mostrar as
vantagens disso. Assim como tivemos as razões para o Mal, temos aqui as razões para o
Bem. Elas incluem liberdade real, o uso do conhecimento de causa e consequência, a busca
pelo retorno proporcional, e em alguns casos a satisfação pessoal.

Quando falamos de liberdade real, estamos falando de ações que não deixam
nenhum compromisso para depois, nenhum resíduo. Por mais fácil que seja fazer ações
equivocadas, existe sempre o preço kármico das consequências dessas ações. Existem
aqueles que vão fazer de tudo para evitar essas consequências, mas o máximo que fazem é
adiá-las, e geralmente acumulam ainda mais karma negativo no processo de se esquivar de
suas responsabilidades. Ao cometer atos irresponsáveis, pode se ter a ilusão de uma
liberdade de se fazer o que quiser, mas como podem perceber são ações com retornos
indesejados que trarão prejuízos para que as fazem. Liberdade real é agir sabendo que
nada ficou para trás, que não existem dívidas posteriores a serem pagas. Fazer atos de
impacto positivo e que não quebram a livre escolha proporcionam essa liberdade real.

Outra causa para o Bem é a perícia na utilização dos processos de causa e


consequência. É o oposto dos processos de inconsciência que levam ao mal. Aqui, a
consciência dos efeitos que uma ação causa nos permite evitar causar impactos negativos
e obter os resultados que queremos de forma limpa e sem resultados inesperados e
indesejáveis.
102

Ainda dentro da temática da consciência. Se conhecemos de verdade os processos


de causa e consequência, podemos obter mais que apenas resultados de forma limpa,
podemos obter os benefícios do retorn proporcional. O retorno proporcional é parte
integrante do conceito da Lei do Karma. Por isso se vocês tiverem consciência e fizerem
coisas para benefício próprio sem danos, vocês estarão praticando a liberdade real, mas se
além disso vocês planejarem seus atos para ter um impacto positivo nos outros, para
benefício dos outros, vocês terão o retorno proporcional do bem que estão fazendo. Dessa
forma o Bem possui os benefícios de voltar multiplicado proporcionalmente a quem o faz.

Por último temos os casso das pessoas que sentem prazer em fazer o Bem. Neste
caso o Bem é feito por auto-satisfação. É uma situação ideal, pois traz todos os benefícios
vistos anteriormentes e ainda o prazer da satisfação pessoal. Não é o mais forte dos
argumentos ou motivos que oferecemos para conver alguém a fazer o Bem, mas
certamente uma vez desenvolvido é causa das mais fortes.

Vamos dar ainda um motivo bônus. As energias, frequências e possibilidades que


se abrem com a prática do bem, dentro das ciências preternaturais, fazem com que o
praticante do bem tenha possibilidades que o praticante do mal jamais tenha. Existe em
primeiro lugar uma disciplina adiquirida na prática do bem que permite um controle
espiritual sem equivalentes nos praticantes das sombras. Eles tem adeptos extremamente
hábeis, mas isso encontra um limite, a luz não. A prática do Bem, ao ter um retorno
proporcional tão grande e atrair as pessoas de forma tão positiva, acaba por emaranhar as
centelhas a nível de anima e permite o praticante a gerar uma quantidade de luz
inimaginável, coisa que um indivíduo sem conexão com a coletividade, sem emaranhado
positivo na anima, jamais vai conseguir. O uso dessa quantidade de luz vai manifestar
verdadeiros milagres e vai forçar a estrutura do espírito a se fortalecer anatomicamente
como nada mais conseguiria. Isso entre tantas outras coisas. Veremos a fundo essas
possibilidades em Hermetismo.

A IMPUREZA DO MAL

Chegamos em um ponto crucial de nossas discussões. O que iremos abordar agora


entra em desafio com aquilo que afirmam muitas religiões. Elas falam de um Mal
absolutista e de um Bem absolutista; falam de seres e entidades inerentemente boas e
más, ou seja, completamente más e completamente boas por natureza. Com o que
conhecemos da natureza através das ciências, arcanas ou não, vemos que esse tipo de
afirmação não faz o menor sentido. Para nós o Bem e o Mal são relativos. Vejamos porque.

Procurem relembrar alguns dos pontos principais da Lei das Polaridades. Número
1: fótons tendem a se comportar de forma ambivalente. Número 2: nesta forma
ambivalente existe substância e existe comportamento. Número 3: a substância não possui
polaridade, apenas o comportamente é polar, a substância se comporta de forma polar
mas não é em si polar. Basta ligar as informações.

Bem e Mal não podem ser absolutos porque não são substância, são
comportamentos. Sabemos que os dois se opõe e se anulam. Isso são características de
polaridades, e polaridades são comportamentos. Algumas pessoas poderiam alegar que
prótons e elétrons são substância, e que são polares, no entanto estas são estruturas
formadas por partículas subatômicas não polares, ou seja, são partículas subatômicas
(substância) se comportando de forma polar. Aplicando esse conceito na presente
temática, podemos concluir que Bem e Mal são comportamentos polares, e que estão
sujeitos aos contextos e atribuições de valores envolvidos na situação. Isso significa que
103

certo e errado dependem do ponto de vista. Ser agressivo é negativo, se defender em


situações extremas é positivo. Um pai agindo de forma totalmente igual com dois filhos
pode estar fazendo bem a um, e mal a outro, dependendo do impacto dessas ações sobre
eles.

Ainda que sejam comportamentos polares, esses dois fatores coexistem


complementarmente nos extremos. É como o símbolo do Tao, do ying yang. Enquanto um
existe o outro também existe. Embora coexistam, não necessariamente ambos se
manifestam. Como vimos na Lei das Polaridades, enquanto um dos extremos se manifesta
o outro permanece em estado latente, em potencial. Uma pessoa que faz o bem continua
tendo a capacidade de fazer o mal, apenas decide não fazê-lo.

As implicações do Bem e Mal serem comportamento, e não algo fixo, são muitas e
positivas. A principal delas é a de que ninguém é condenado a ser bom ou mau
eternamente. É a possibilidade eterna de redenção, possibilidade de voltar atrás e mudar
suas atitudes. Imaginem seres como anjos e demônios9 condenados em suas atitudes por
todas eternidade, sem os méritos ou culpas por suas ações. Mas não é assim que funciona,
o mais abissal dos seres sempre terá a possibilidade de mudar de lado. Infelizmente isso
também serve para o mais luminoso dos seres. Mesmo sendo possível nem sempre é
provável que o indivíduo vá mudar seus comportamentos arraigados pelo uso e hábito,
por isso sempre acreditem na possibilidade de melhora das pessoas. Mas tenham em
mente de que é um processo lento e de que pode frustrar suas expectativas se elas forem
irrealistas. A possibilidade da redenção não exime o ser das responsabilidades por seus
atos.

ADIANDO A MANIFESTAÇÃO DO RETORNO KÁRMICO

Devemos agora adereçar um assunto, mais por força de refutar alegações


enganosas do que qualquer outra coisa. Se vocês tiverem lido tudo até aqui, e pensarem, já
terão descoberto por vocês mesmos a inverdade das alegações. No entanto, o dever nos
obriga a esclarecer esse ponto. Como diz o subtítulo, e sem mais demoras, estamos aqui
para dizer que não é possível fugir indefinidamente das consequências dos seus atos.
Sabemos que este ponto foi reforçado outras vezes no decorrer do texto. Mas existem
tradições e grupos e pessoas que alegam poder fazer exatamente isso. Essas são bravatas.
Se alegarem isso a vocês, pretem atenção dobrada. Essa é uma afirmação que visa
principalmente conquistar seguidores com a promessa de um caminho mais fácil onde
suas ações não terão consequência. Mas isso é uma ilusão. É justamente por essa indução
equivocada que decidimos colocar nosso aviso dentro das discussões de Bem e Mal.

Leis não podem ser anuladas. Elas podem ser contornadas ou evitadas por um
determinado espaço de tempo, mas não indeterminadamente. Vejamos a lei da gravidade.
Você pode voar de diversas maneiras, mas se você se mantiver no campo de ação de um
corpo celeste continuará a sofrer sua ação gravitacional e continuará a gastar energia para
manter o voo. Simples assim, você terá de gastar energia enquanto quiser evitar os efeitos
da gravidade, mas jamais poderá anulá-la ou impedir que ela exerça sua força sobre você.
Não se esqueçam deste simples pedaço de lógica quando ouvirem alguém afirmar tal coisa.

CONVITE À INTERFERÊNCIA

9Veremos mais sobre eles em Evolução e Seres e Entidades.


104

Falamos tanto sobre a quebra da livre escolha, então vocês devem estar se
perguntando quando é certo interferir. Quando a outra pessoa pede. Isso abre a
precedência para que vocês interfiram para ajudar aquela pessoa. Obviamente não se deve
entender um convite específico como uma brecha para se fazer o que quiser na vida
daquela pessoa. Ao menor sinal de desconforto do outro vocês devem cessar a
interferência, por mais difícil que isso pareça. Outra maneira de interferir na vida de
alguém, para ajudar, é impedindo que qualquer ação externa possa ferir a livre escolha
daquele indivíduo. Veremos mais sobre isso em Defesa Preternatural.

Lastimavelmente esse mesmo convite pode ser usado como brecha para pessoas
mal intencionadas. Essas pessoas abusam dos limites do convite inicial, distorcem as
situações para que se encaixem no contexto que lhes convém e a partir daí agem de forma
a se beneficiar. Alguns são especialistas que conseguem abusar dessas brechas e até
mesmo agir sem impacto negativo evitando, assim, retorno negativo. Fica o
questionamento moral disso.

DOIS CASOS APLICADOS

Para terminar nossos apontamentos sobre Bem e Mal, é justo vermos a aplicação
desses conceitos em alguns casos. Para não transformarmos esta parte em um longo
tratado deste tema, escolhemos dois casos aplicados de forma a apresentar algumas
problemáticas interessantes.

A LIVRE VONTADE DO OUTRO FERE A SUA


Este é um caso comum que vemos com frequência em ambientes familiares ou com
pessoas de natureza passiva. Aqui temos a situação onde respeitar a livre escolha do outro
significa ferir o seu próprio direito. Alguns tomam decisões e atitudes baseados nas
expectativas que se têm deles, mesmo que signifique suas próprias infelicidades. É um
ciclo que consome a si mesmo. Por exemplo, se um filho escolhe uma profissão apenas
para agradar o pai, certamente sua frustação e infelicidade futuras irão por tornar o pai
também infeliz e dessa forma o sacrifício do filho terá sido em vão. Ao não escolher a
profissão que o pai esperava, o filho estará usando seu legítimo direito de livre escolha
sobre sua própria vida. Esse é um ato completamente livre de Mal, pois é baseado no
direito de livre arbítrio e sem impacto negativo. A decisão ou tristeza do pai não configura
como sendo impacto negativo pois ele mesmo decidiu projetar expectativas em seu filho e
decidiu atrelar sua própria felicidade ao cumprimento dessas expectativas. Ao cedermos à
vontade dos outros não estamos abrindo mão de nossas responsabilidades. Colocar nossas
decisões nas mãos do outros não tira esse peso de nós. De certa forma este é um mal que
fazemos a nós mesmos por adiar nossa própria evolução. No fim, livre arbítrio é mais
dever do que direito.

ORAÇÃO CONTRÁRIA
Uma outra maneira muito comum de cometer enganos é a prece mal colocada.
Existem formas de prece que interferem tremendamente com o livre arbítrio alheio e
também tem impacto negativo na vida de quem recebe a prece. A isso chamamos de
oração contrária. Veremos bem mais sobre ela em Defesa Preternatural, mas vejamos
alguns pontos preliminares. Se a oração é por demais específica, pode acabar interferindo
negativamente. Se pedir algo contra os desejos do outro, então estará violando a livre
escolha. Essa é uma forma bem-intencionada de mal, mas é mal ainda assim.
105

Esse caso ilustra claramente de que não há justificativa para o Mal. Os fins não
justificam os meios. Não importa se vocês têm o Bem em mente, se o que fizerem violar
algum dos aspectos já discutidos estarão conseguindo o oposto do que pretendem.

INTRODUÇÃO À ALQUIMIA

A alquimia é a arte mágica que buscava a criação da pedra filosofal e do elixir da


longa vida. O dom de transformar em ouro qualquer metal e um líquido capaz de curar
todos os males e de prolongar a vida. A alquimia é um de nossos assuntos em Hermetismo.
No entanto, achamos positivo apresentar alguns conceitos introdutórios. Essas
apresentação servirá diversos objetivos. O primeiro deles é de que com a prática destes
conceitos vocês estarão prontos para entender a Alquimia quando chegarmos lá. Esses
conceitos também ajudarão nas disciplinas que veremos a partir daqui. Os conceitos
introdutórios da Alquimia pertencem a esta seção pois são fatores comportamentais.

Quase todos os textos alquímicos concordam, para fazer ouro vocês devem ser de
ouro. A afirmação é de que apenas uma pessoa de valor conseguirá produzir a pedra e o
elixir. Estes textos oferecem diversos processos de purificação para preparar o adepto.
Vamos apresentar aqui uma ideia concisa desta rpeparação. Nós consideramos os pontos
alquímicos de preparação como sendo uma verdadeira filosofia de vida.

RESPONSABILIDADE PESSOAL
O primeiro ponto é a Responsabilidade Pessoal. Ações comuns têm efeitos comuns
e ordinários, ações preternaturais possuem efeitos extraordinários. Por isso a primeira
exigência é ética, o uso responsável das ciências preternaturais, do conhecimento arcano,
do mundo espiritual. É a responsabilidade prévia de decidir se algo deve ou não ser feito,
afinal a responsabilidade posterior ao ato é inevitável mediante a ação da Lei do Karma.

Um texto muito interessante a respeito da importância desta responsabilidade é


uma das falas do personagem Ian Malcolm do livro Jurassic Park (p. 153 e 164). Ele fala
sobre o foco das pessoas na possibilidade de se fazer algo, e não se as pessoas devem fazer
algo. Um dos argumentos destas pessoas é que se elas não o fizerem alguém fará no lugar
delas. Descobertas e conquistas são intevitáveis, então elas preferem ser as primeiras.
Porém cada ato muda o mundo, e pode deixar muitos efeitos secundários indesejáveis. Ele
fala sobre o conhecimento quando desprovido de responsabilidade pessoal ser como uma
fortuna herdada, o herdeiro se perde nela. A maior parte dos tipos de poder requer
sacrifícios da pessoa que quer esse poder. É exigido aprendizado e disciplina por anos. O
que quer que seja, presidente de uma companhia, mestre de artes marciais, um guru, vocês
devem colocar muito esforço para conquistar, devem desistir de muitas coisas, se esforçar,
praticar, e tem de querer muito. Uma vez conquistado, esse poder não pode ser
transferido, faz parte de vocês e de sua disciplina. Porém, quando alguém adquire um
poder assim também aprende a usá-lo bem. Por exemplo, um artista marcial que aprenda
a matar com suas próprias mãos também aprende a não usar essa habilidade de forma
errada. A disciplina de adquirir tal poder transforma você a ponto de você não abusar dele.
Mas alguns tipos de poder não são assim, são como uma fortuna herdada, algo sem
sacrifício ou disciplina. O conhecimento pode ser assim. Voces podem ler o que outros
descobriram e escreveram, podem usar suas fórmulas, tudo de forma indiscriminada. Pode
ser até que vocês progridam de forma muito rápida. Mas isso tudo é feito sem a maestria
por sobre o que se está aprendendo, feito sem a humildade necessária.
106

Justamente em vista destes pontos citados acima, nós nos sentimos compelidos a
inserir a terceira seção deste primeiro volume. Nos volumes que se seguem vocês se
depararão com conhecimentos e exercícios que de outra maneira levariam muitos anos de
pesquisa, muitas iniciações em diferentes tradições e muita prática e filosofia para chegar
a algumas conclusões. Por isso apostamos na inteligência e sinceridade de coração de
vocês, para agirem com responsabilidade proporcional ao esforço real de conquista desse
conhecimento.

BUSCA DAS VIRTUDES


A segunda parte refere-se à busca das Virtudes. Além de agir de forma responsável
com a espiritualidade, é necessária a purificação pelo melhoramento. Aqui nos referimos à
purificação relacionada à extração daquilo que há de melhor em certo material, como é
feito com o ouro. Não falamos da impureza em termos religiosos. Por isso a busca das
virtudes é essencial, ela traz à tona o que existe de melhor em nós e transforma nossos
defeitos em qualidades, metais comuns em ouro.

Para sermos capazes de buscar essas virtudes é necessário um pré-requisito: o


autoconhecimento. Sem se conhecer intimamente, o indivíduo não tem condições de
avaliar quais virtudes ele tem que devam ser amplificadas e quais ele não tem que devam
ser adquiridas, ou mesmo aqueles defeitos que possam ser transformados em qualidades.
O autoconhecimento está intimamente ligado ao estado de vigília constante. Ela significa
prestar atenção em todas suas ações, estar alerta a tudo, e dessa forma se conhecer. O
estado de vigília constante também serve para sua Responsabilidade Pessoal pois antecipa
suas ações tornando possível passá-las pelo filtro ético.

Parte do processo da busca das virtudes, junto com o Autoconhecimento e a Vigília


Constante, é a Reforma Íntima. Vocês podem se conhecer e estarem atentos, porém se não
agirem efetivamente para mudar o que deve ser mudado, não terá nenhuma serventia o
conhecimento ou busca das virtudes. A Reforma é a aplicação efetiva da busca pelas
Virtudes, a aplicação na prática desse conceito.

COMPROMISSO COM A COLETIVIDADE


Esse é o terceiro passo a ser implementado. Isso significa que suas conquistas
serão usadas não apenas para o seu benefício, mas também para todo aquele que puder se
beneficiar delas. Dizemos essa última parte pois sabemos que temos limites no quanto
podemos ajudar os outros. Infelizmente nossa ajuda não alcança a todos que gostaríamos e
temos de saber lidar com isso para não prejudicar nosso próprio caminho. Da mesma
forma sabemos que nem todas as pessoas estão em condições de serem ajudadas, algumas
nem mesmo querem ser ajudadas ou sabem que podem ser ajudadas. Ressaltamos aqui
também que essas conquistas serão suas, e dessa maneira foram feitas para serem
usufruídas por vocês, com inteligência e responsabilidade. Cada conquista preternatural
deve trazer benefícios paupáveis nas suas vidas, trazer alegria e paz, e ser desfrutada por
vocês ao máximo. As vantagens para o próximo devem vir junto das vantagens para vocês
em suas vitórias.

MUDANÇA DE PARADIGMA
Esta é a última etapa, a mudança de paradigma. Paradigma são valores e
"preconceitos" que cada ser humano detêm em seu subconsciente. Paradigma é um
padrão, um modelo no qual as coisas têm de se encaixar. Um exemplo de paradigma foi a
crença de que a Terra era o centro do universo, todas as teorias científicas eram
107

construídas partindo desse pressuposto e por isso chegavam a conclusões tremendamente


diferentes das coisas. Abandonar paradigmas, essas visões de mundo que temos, pode ser
um processo difícil e doloroso. Somos estranhamente apegados às nossas ideias sobre o
mundo, talvez por buscar segurança. Desafiar a ideia de vida que fazemos é uma
problemática. Trocar nossosas visões de mundo por outras mais otimistas, amplas,
sensatas, e inteligentes é um desafio, um desafio delicioso. Existe um senso de liberdade
quando nos alforriamos de nossos próprios modelos de vida. Desafiem-se, preparem-se
para tomar a pílula vermelha e descobrir o que existe no fundo da toca do coelho.
108

HÁBITOS INTELIGENTES

INTRODUÇÃO

É curioso como são subestimados os temas como os abordados nessa última parte
de Mecânica Preternatual. Esse é um engano comum tanto entre novos aprendizes que não
imaginam que questões éticas e cotidianas estão envolvidas em espiritualidade, quanto
entre antigos estudiosos que às vezes se ocupam de assuntos mais complexos e se
esquecem de fatores base. Enquanto questões sobre bem e mal e sobre éticas nos ajudam a
decidir qual caminho tomar em uma ação mágica ou mesmo se a ação sequer deve ser
feita, os assuntos abordados aqui são importantes para que possamos estar aptos para
performar às manipulações energéticas necessárias na espiritualidade.

Seja qual for seu objetivo final, é difícil que queira estudar espiritualidade sem
desejar obter ao menos algum resultado. Provavelmente este primeiro volume, e
principalmente esta parte que iremos abordar agora, é o que separará o curioso daquele
que realmente quer estudar as grandes artes. Neste capítulo iremos apresentar os
principais fatores cotidianos que transformarão você na ferramenta ideal para suas
realizações. São fatores bastante corriqueiros com explicações bastante preternaturais.
Portanto, se você busca resultados concretos e maximizados, pondere com atenção o que
apresentaremos nessa seção.

Como vimos anteriormente, somos um sistema multidimensional de origem


hiperespacial. Esse sistema precisa estar funcionando bem e em equilíbrio para que as
interações aconteçam de forma ideal. Quando falamos de interações estamos nos referindo
à produção, metabolização, e uso das energias disponíveis. Por isso não se espantem em
descobrir que boa parte de nossas sugestões se refiram ao bom funcionamento do corpo
físico e dos campos vibracionais.

Para um assunto avançado que veremos, a Alquimia, os hábitos apresentados aqui


são pré-requisitos da construção da pedra filosofal.

Acreditamos que, postas em pratica, essas sugestões tem um grande potencial de


transformá-los nas ferramentas ideais. Antes de prosseguir, queremos alertar de que não
somos radicais em nossas sugestões, queremos apenas que considerem o que estamos
apresentando e que, caso ocorra alguma das citadas situações, você não desespere e
encare essa “transgressão” de forma natural, desde que não se instale em hábito negativo.

INTRODUÇÃO A MULTIPLICIDADE DOS CORPOS

Antes de discutirmos casos específicos, vamos entender em linhas gerais o


funcionamento de nossos vários corpos multidimensionais.

Cada um desses corpos está em uma faixa de frequência vibracional específica. Isso
significa que cada um deles está em uma dimensão e que metaboliza certo tipo de energia
específica. Esses corpos, inclusive o corpo físico, estão alinhados, conectados, e ancorados
na sequência que chamamos de chackras. Os chackras são como embaixadas destes nossos
corpos presentes em outras dimensões. Eles são os centros que metabolizam as faixas de
frequência energética específicas a cada dimensão. Todos esses corpos estão interligados e
se comunicam instantânea e constantemente. Eles tendem a manter o equilíbrio entre si.
109

Com essas informações em mente, vamos entender dois principais aspectos da


interação entre esses corpos: eles transferem energia entre si e a energia flui em uma
ordem especifica.

Quando um dos corpos multidimensionais entra em depleção (queda de energia)


os corpos imediatamente antes e depois doam energia para equilibrar o sistema. Caso a
queda seja grande, todo o sistema perde, e essa deficiência se manifesta de acordo. Isso
significa que quando um sofre todos sofrem. Quando o problema se manifesta no corpo
físico ele adoece, mesmo a origem da queda energética sendo em outro corpo, quando no
corpo etérico causa desânimo e depressão, no corpo emocional alterações irracionais do
humor, no corpo mental alterações na capacidade de raciocínio e assim por diante.

Quanto à ordem, isso é importante não só para entendermos como a depleção pode
influenciar, mas também de como a energia deve fluir e como esses centros energéticos
devem ser “alimentados”. Segundo a maior parte das fontes, essa alimentação acontece do
corpo mais denso para o menos denso, de baixo para cima. Esse caminho é conhecido
como o kundalini nas tradições orientais e possui tendências a bloqueios ou represamento
energético nos chackras esplênico e cardíaco. Veremos mais em detalhe no volume sobre
Anatomia Preternatural.

É importante entender que existe uma conexão constante e vital que liga você do
solo, passando pelos chackras, e indo em direção ao céu. Uma corrente em direção oposta
também sai do céu, percorre seus centros energéticos e deságua no solo. Somos uma
grande autopista de mão dupla onde a energia percorre de forma rápida e intensa em
ambas as direções. Isso se comporta dessa forma quando o sistema está em plena
harmonia e a energia está fluindo em todas as direções. Em geral a energia flui de baixo
para cima, alimentando os chackras mais densos para depois alimentar os mais sutis,
contanto que eles estejam desbloqueados e operando normalmente.

PRIMEIRO CONJUNTO DE HÁBITOS - CORPO FÍSICO

IMPORTÂNCIA

Comecemos com os hábitos ligados ao primeiro de nossos corpos. Vamos começar


entendendo porque ele é tão importante. Os dois fatores que interessam ao tema
abordado aqui são conectados a interação com o plano físico e o mecanismo de interação
eletromagnética entre o espírito e o corpo.

O corpo físico é o meio pelo qual nós interagimos com este plano material de
existência. Para seres em estágio evolutivo como o nosso, interações no plano material são
essenciais para adquirirmos conhecimentos e emoções primários. A energia densa deste
plano é mais perceptível para aqueles que não desenvolveram uma percepção mais sutil
das coisas, daí a importância desta interação física no sucesso de nossa evolução. Para uma
interação perfeita precisamos de uma ferramenta adequada. Esse foi o critério para a
seleção de nossas sugestões de hábito.

Como vimos anteriormente nosso espírito é um construto eletromagnético, logo


fala uma linguagem também eletromagnética. Qual parte de nossos corpos respondem a
este tipo de estímulo? O sistema nervoso. É ao sistema nervoso que nosso espírito está
ligado e através do qual controla o corpo. Por sua vez o sistema nervoso usa a bioquímica
tanto para conduzir seus impulsos quanto para controlar o corpo. Por isso o equilíbrio
110

dessa química é vital para uma interação e comunicação adequadas. Veremos mais
aprofundadamente este tema em Anatomia Mágica.

A eficiência de nosso funcionamento no plano físico e a comunicação perfeita entre


espírito, sistema nervoso e corpo são os objetivos que guiam nossas sugestões de
comportamento aqui.

FICHA

Tipo de alimentação: alimento físico.

Variação alimentar: sabores salgado, doce, azedo, amargo, picante.

Sinais de desequilíbrio: doença.

Responsabilidade energética: sobrevivência.

Fatores de equilíbrio: alimentação balanceada, suplementação, respiração correta,


exercício físico, sono, higiene.

HÁBITOS

CICLO CIRCADIANO

Nosso primeiro tema é o ciclo circadiano, o ciclo do sono. Costumamos subestimar


a importância do sono e os indícios que ele nos dá sobre nossa saúde física e nossa saúde
psíquica. O ciclo do sono guarda a chave para muitos processos fundamentais da química
dos neurotransmissores. Durante o sono também passamos por processos enormemente
benéficos no fenômeno de desdobramento noturno onde vivenciamos muitas das
experiências espirituais. Também ligado ao benéfico hábito de um sono regulado temos as
vantagens e importâncias do período que chamamos de sono profundo, entre elas a
prevenção dos efeitos do estresse e suas consequências na eficiência cotidiana.

Quando falamos de química cerebral falamos de neurotransmissores. Eles são


regulados hormonalmente, utilizando diretamente aminoácidos da alimentação ou através
de síntese corporal. Alguns dos mais importantes são regulados pela quantidade de sono e
pelo horário onde esse sono acontece. Muitos desses neurotransmissores são produzidos
pelo corpo mediante exposição à luz solar, mesmo que indireta. Pessoas que passam a
maior parte do tempo em ambientes fechados, expostos à luz artificial, não recebem o
estímulo necessário para sintetizar dentro de si alguns desses neurotransmissores.
Também quando se acorda muito tarde essa exposição diminui e o corpo não produz a
quantidade necessária.

Quando esses neurotransmissores estão insuficientes, muitos processos são


impedidos de funcionar corretamente e a melatonina que regula o sono se torna cada vez
mais ineficaz e o hormônio do estresse se torna cada vez mais presente. Claramente se
torna um círculo vicioso com o único resultado de minar as forças do corpo, deixando-o
cada vez mais em desequilíbrio.

Essa exposição solar é fundamental. Pode se notar que países com maior exposição
ao sol tendem a ser muito mais alegres, mesmo vivendo em condições gerais não ideais. Já
nos países de clima temperado, os períodos de baixa luminosidade são associados a surtos
111

de depressão na população local. A exposição solar também está conectada com a fixação
de certas vitaminas e sais minerais, como o cálcio, no corpo humano.

Não só a hora em que acordamos, e com isso o tempo de exposição solar, como
também o tempo de sono interferem no bom funcionamento do corpo, sem ambos o corpo
sai do seu funcionamento ideal. Com o corpo em desequilíbrio hormonal e em estado de
desgaste, não demora muito a aparecerem os efeitos na psique.

A inteligência começa a se comprometer, e a eficiência decai drasticamente.


Existem inúmeros relatos e estudos dos efeitos prejudiciais do descontrole do ciclo do
sono. Sem dúvida não estamos querendo ditar quais são a hora certa de se acordar e de
dormir, muito menos ditando quantas horas são adequadas para o repouso, pois isso varia
consideravelmente de organismo para organismo. Estamos apenas alertando para uma
exposição solar razoável e para um tempo adequado de horas de sono para que seu
sistema hormonal esteja em bom funcionamento e para a boa saúde de seu sistema
nervoso. Como dependemos deste sistema nervoso para poder interagir adequadamente
no mundo físico, então o mesmo deve estar em seu pleno funcionamento.

O período de sono também possui importância espiritual. É de conhecimento


comum que nós nos desdobramos durante o sono, ou seja, deixamos nosso corpo físico e
percorremos os planos astrais interagindo e aprendendo muitas das coisas que serão
necessárias durante o dia. Esse processo é parte integral de nosso crescimento e de nossa
saúde espiritual. Quando dormimos muito pouco esse processo é atrapalhado ou
interrompido trazendo consequências para nosso aprendizado e nossa evolução.

Ainda dentro da temática do sono vejamos alguns fatores relacionados ao sono


profundo. Esse estágio do nosso sono é o que realmente nos descansa mentalmente. Ele
ocorre apenas depois de um certo número de horas de sono e leva outras tantas para
terminar seu ciclo. O desgaste causado pela falta do sono profundo causa um aumento
significativo no nível de cortisol no organismo e o cortisol envenena nossos sistemas. Para
entender a gravidade do envenenamento do cortisol vejamos o processo que ocorre com o
salmão. Esse peixe faz o caminho de volta, rio acima, para o local de seu nascimento com a
intenção de se reproduzir. Uma vez que o salmão faz isso ele morre. Cientistas
averiguaram se a morte se dava pela exaustão do processo e descobriram que na verdade
o peixe morre por envenenamento por cortisol derivado do estresse da jornada. Com isso
eles diminuíram a produção deste hormônio em alguns indivíduos que conseguiram
sobreviver ao ciclo de retorno rio acima. No mundo atual sofremos por envenenamento
por cortisol todo o momento, e parte dele vem da falta de adequação do ciclo circadiano,
do processo do sono.

ALIMENTAÇÃO

A alimentação é a base da nutrição do corpo físico. Como veremos adiante. Cada


corpo se nutre de uma maneira diferente e no caso do corpo físico é o alimento que ele
ingere que o nutre. Também deste alimento vem as substâncias que formarão os
neurotransmissores e todos os outros componentes da química biológica. Com a
alimentação adequada nosso veículo físico funciona de maneira ideal e muitas
problemáticas de origem espiritual, ou até mesmo ataques, são evitadas quando o corpo
está forte e resistente. Quando nos alimentamos em excesso e sofremos de obesidade, a
gordura desequilibra a produção de hormônios que por sua vez desequilibram os
neurotransmissores, processo que incapacita o funcionamento do sistema nervoso para a
real manifestação do espírito no plano físico. Complexo não?
112

Um último fator de importância é a transferência trófica. Os níveis tróficos se


tratam da transferência de energia vital na cadeia alimentar, a planta possuindo o maior
nível trófico por ser o ser que extrai diretamente a energia do sol. Os níveis tróficos são
importantes para a real transferência de vitalidade para nossos corpos.

Obviamente a ciência humana possui muita informação disponível a respeito da


nutrição adequada, em termos físicos. Iremos apresentar alguns dados preternaturais e
outros já comumente tratados nas revistas especializadas em nutrição e esportes. Caso
vocês tenham já muita instrução no que diz respeito às publicações cientificas, pedimos
desculpas por estarmos repetindo aqui muitos dos fatores básicos de alimentação, mas
escrevemos para todos os tipos de pessoas, e algumas delas podem não ter tido ainda
acesso a esses dados.

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA
Primeiro vejamos algumas sugestões sobre uma alimentação equilibrada. O
segredo reside nos alimentos certos, nas quantidades corretas, administrados no
momento adequado. Simples de entender, mas não de fazer. Aconselhamos que se informe,
a quantidade disponível de informação é avassaladora.

Muitas vezes o que acontece é que desenvolvemos distúrbios alimentares, como a


obesidade, justamente por acharmos que estamos nos alimentando, mas no fundo não
estamos fazendo exatamente isso. Não estamos nutrindo nossos corpos com alimentos
com vitalidade, ou frescos, ou naturais o suficiente. Em nossa bibliografia está listado um
livro de nome Método Gabriel que aborda muito inteligentemente esse assunto. Além de
não comermos alimentos que realmente deem aquilo que nosso corpo precisa, também
não o fazemos com a frequência necessária, às vezes a mais, às vezes a menos.

SUPLEMENTAÇÃO
É possível que a suplementação seja aconselhada em certos casos. Com
honestidade, acreditamos serem muitos os casos. Este é o subproduto do estilo de vida
atual, onde as demandas desgastam mais rápido do que somos capazes de repor.

Acompanhamento médico é sempre bom, mas a medicina moderna é


extremamente míope em muitos quesitos e manchada pela tendência a tratar da doença e
não da saúde. Também, e aqui entram as teorias da conspiração, há de se considerar a
influência da indústria farmacêutica e alimentícia no paradigma médico atual. Basta se
perguntar quem paga pela pesquisa médica das universidades.

De qualquer forma, existem diversos médicos idôneos e com pensamento


progressista a quem vocês podem recorrer, além da medicinal alternativa. Um canal do
YouTube extremamente confiável, e lamentavelmente na língua inglesa, é o do Doutor Eric
Berg, no que tange suplementação principalmente, mas também saúde em geral.

CORPO ALIMENTADO E PROTEÇÃO ESPIRITUAL


Um corpo fortalecido por uma nutrição adequada é resistente às interferências
indesejadas. Isso parece óbvio, mas o corpo bem alimentado é mais resistente também no
plano espiritual. Evidente mas muitos negligenciam isso. A verdade é que cada um de
nossos corpos devem ser fortes em um planeta onde muitos querem subjugar nossa
vontade. São vários os fatores da Espiritualidade Defensiva que começam no corpo físico.
Vejamos alguns deles.
113

Quando deixamos o sistema nervoso forte, ingerindo a quantidade suficiente de


aminoácidos, e por consequência o suprimento suficiente de neurotransmissores, o
instrumento de nossa Vontade tem ação plena. Vemos muitos casos onde um sistema
nervoso, físico, impede o espírito de se manifestar. São as conhecidas demências,
síndromes, e outras doenças mentais. Na maioria desses casos o funcionamento do
espírito está intacto, mas ele não consegue se manifestar adequadamente, pois o sistema
nervoso imperfeito não responde aos estímulos eletromagnéticos. Com esse sistema
funcionando a pleno vapor, nossa Vontade está apta a se defender de quase todos os tipos
de influências e domínios espirituais.

O bom funcionamento hormonal também é parte do processo de defesa


preternatural. Isso por dois motivos. O primeiro deles é que os hormônios regulam nossos
humores, que influenciam nossas reais emoções. O segundo é que os reguladores de
hormônios, as glândulas, são verdadeiras "embaixadas" físicas dos centros
multidimensionais energéticos conhecidos como chackras. Essas glândulas endócrinas
curiosamente estão completamente alinhadas aos 7 chackras. Veremos muito mais sobre
esse assunto em Anatomia Preternatural.

As emoções são parte importante de Espiritualidade Defensiva pois são usadas


com muita frequência como brechas para ataques e domínios. Aumentando e suavizando
emoções, seres mal-intencionados manipulam suas vítimas. Esse processo é apenas
facilitado quando um desequilíbrio hormonal que altere o humor, causando tendência à
intensificação de certas emoções, fazendo com que a pessoa haja de uma certa maneira
que em outra circunstância não se comportarse da mesma forma.

Já os chackras são de interesse destes seres pois são responsáveis por interações
vibracionais e energéticas importantes. Ataques vibracionais são bastante similares aos
emocionais, pois também trabalham com intensificação e suavização. Esses ataques
funcionam para manipular e/ou prejudicar as pessoas utilizando fortemente as
propriedades vibracionais da Lei da Atração contra a própria pessoa. Energeticamente os
chackras podem sofrer com o excesso ou falta de energia, o primeiro causando
represamento ou "superaquecimento" do sistema, o segundo nos vários tipos de
vampirismo.

Um último fator relacionado à proteção preternatural e à alimentação do corpo


físico é a produção de bioenergia. Ela, a bioenergia, pode ter natureza elétrica ou
magnética. O tipo mais comum de bioenergia é a magnética, conhecida como ectoplasma. O
ectoplasma é largamente usado em várias operações preternaturais e serve, na parte
defensiva, para selar o campo áurico e realizar as rotinas de limpeza e transmutação
energética. Sem alimentação apropriada o corpo físico não consegue produzir esta
bioenergia de forma satisfatória.

TRANSFERÊNCIA TRÓFICA
Outro processo importante ligado à alimentação é a transferência trófica. Essa é a
passagem de energia entre os seres vivos de um ecossistema. Os seres capazes de se auto
alimentar por fotossíntese ou quimiossíntese reúnem a energia. Existem os seres que se
alimentam desses produtores e outros que se alimentam desses. A planta produz seu
próprio alimento, o gafanhoto come a planta, o rato come o gafanhoto, a cobra come o rato,
o falcão come a cobra. Conforme se aumenta o nível trófico, ou seja, quanto mais distante
do nível produtor estivermos, menor é a quantidade de energia e maior é o grau de toxinas
no organismo. Isso ocorre porque parte da energia é mantida no organismo e parte é
perdida. Também ocorre esse processo no que diz respeito à energia vital. Justamente por
114

esse motivo, pelo bem energético de vocês, aconselhamos a busca por alimentos frescos
que ainda possuam sua vitalidade no auge.

Além da demora entre a coleta do alimento e o consumo do mesmo, existe outro


fator que destrói drasticamente a energia vital dele: industrialização. Aqui usamos o termo
para indicar a adição de químicas e conservantes, sintetização de alimentos não naturais, e
tratamento químico industrial do alimento. Esses produtos disponíveis abundantemente
nos mercados, dizem fornecer nutrientes, mas esses são vazios de energia vital. Seu corpo
pode estar passando fome de energia vital e vai responder à altura.

Sabemos que driblar os problemas que acabamos de citar pode ser muito
complicado, e caro. Infelizmente os chamados produtos orgânicos custam terrivelmente
mais. Sugerimos a ingestão de brotos de alfafa que são vendidos germinando das sementes
e podem ser encontrados facilmente ou a ingestão de clorela, que é simples de se cultivar
em casa.

O PODER DA ÁGUA E DO AR
Ainda dentro do assunto de substâncias que nos alimentam é bom não nos
esquecermos da água e do ar. Dentro de discussões nutricionais, vemos menos
frequentemente a menção sobre a importância da água e quase nunca do ar, no entanto
suas utilidades físicas e preternaturais são tremendas. Para entender o valor delas basta
pensar: Quantos dias podemos ficar sem comer? Alguns. E sem beber? Quanto tempo pode
ficar sem respirar?

A alimentação seria inútil sem o processo respiratório. O oxigênio é necessário


para a obtenção de energia dos alimentos, somos seres aeróbicos. O ar é presente de forma
protagonista na maior parte das religiões, o sopro de vida, as potentes divindades
associadas ao céu. Na cultura oriental a respiração é mágica, muito importante pois é a
responsável por trazer energia vital (prana/éter) para dentro de nosso corpo físico de
forma abundante. A técnica desenvolvida por eles para fazer isso de forma consciente se
chama pranayama. Boa capacidade respiratória também é responsável por um bom
desempenho orgânico.

Quanto à água, não nos estenderemos sobre suas funções orgânicas, isso já é muito
abordado pela ciência. Nos concentremos então em suas propriedades preternaturais. A
água tem uma estrutura que permite ser programada vibracionalmente, energeticamente,
e fluidicamente com facilidade. Um experimento foi feito para provar isso. O cientista
japonês Masaru Emoto expôs várias amostras de uma mesma água a estímulos
vibracionais diferentes, principalmente da voz falada, congelou essa água e a fotografou.
Os resultados são impressionantes, a vibração alterou os cristais de gelo. Nosso corpo é
feito em sua maior parte por água. Imagine as alterações possíveis se o corpo for exposto
às vibrações certas. A água também é elemento de transmutação e limpeza, e para que ela
faça isso dentro de nós deve-se ingerir a quantidade certa na frequência certa. Qual é essa
medida certa é assunto de debate posterior. Para sermos sensatos e ponderados em
nossas informações aqui, apenas digamos que se vocês tomarem um bom gole a cada meia
hora estarão no caminho certo. Nunca se esqueçam de programar a água antes de ingeri-
la.

EXERCÍCIO FÍSICO

Uma parte essencial de hábitos inteligentes preternaturais do corpo material é o


exercício físico. Além dos benefícios já conhecidos para a saúde, ele é recomendado para a
115

saúde e bom funcionamento espiritual, mens sana corpore sano vale em via de mão dupla.
No caso das filosofias orientais, a prática do exercício físico é até associada diretamente à
prática espiritual, como é o caso da yoga e do chi kung. Vejamos alguns aspectos
metafísicos do exercício.

BENEFÍCIOS HORMONAIS
O exercício físico colabora no equilíbrio hormonal pois estimula a produção de
muitos de nossos hormônios. Vimos anteriormente a importância mágica dos hormônios.
Um dos principais hormônios estimulados pelo exercício físico é a endorfina. A endorfina
tem grande papel na Lei da Atração pois é responsável pelo bem estar que sentimos e
dessa maneira responsável por atrairmos coisas positivas.

Poderíamos passar um volume inteiro falando sobre os hormônios e sua


contrapartida preternatural, e vamos, em Anatomia Preternatural. Aguardem.

PRODUÇÃO DE BIOENERGIA
A produção de bioenergia, que também já citamos, é dependente de um corpo
forte. Quanto mais resistência tem um corpo, mais apto a produzir essa bioenergia ele é.
Poderíamos também afirmar o contrário, que um corpo com facilidade para produzir
bioenergia precisa ser forte para a produzir adequadamente. Para se ter uma ideia, em
casos onde o uso de ectoplasma foi muito intenso, foi registrada a perda de até dois quilos.
Vê-se claramente a necessidade de um corpo resistente.

BENEFÍCIOS NA SAÚDE
Vejamos os aspectos de saúde ligados ao exercício físico. Mais uma vez não vamos
nos delongar, pois a temática é amplamente discutida nos meios de comunicação e tem
influência indireta preternatural. Ainda assim, gostaríamos de ressaltar alguns pontos. O
exercício aumenta sua resistência imunológica, ou seja, você fica menos doente. Com a
atividade a vitalidade se mantém, seu corpo gosta de ser usado, a ferramenta que não é
usada enferruja. Essa vitalidade vai se refletir em rejuvenescimento; tendões e pele e
músculos vão se firmar e suas aparências serão mais jovens. O exercício físico também é
muito importante para prevenção de complicações na melhor idade, principalmente
contra quedas.

BENEFÍCIOS ESTÉTICOS
Chegamos a um dos benefícios mais evidentes da atividade física, mas também um
dos menos associados às práticas preternaturais. Sem dúvida que quando modelamos
nossos corpos nossa autoestima aumenta. Com essa estima nos tornamos mais confiantes
e muita coisa deriva disso. Em primeiro lugar nossa saúde emocional se fortalece, vimos
como as emoções são importantes na Espiritualidade, especialmente na Espiritualidade
Defensiva. Com a autoestima a Vontade se fortifica. Existem benefícios também para nosso
caminho evolutivo. Quando estamos em paz com nossa imagem nos tornamos mais
sociáveis, interagimos mais, e dessa forma expandimos mais rapidamente.

ALONGAMENTO
Um último aspecto a ser levantado aqui é a prática do alongamento na atividade
física. Neste caso não existem benefícios apenas para a agilidade e para a prevenção de
lesões, mas também para o sistema nervoso. Com esse fortalecimento ganhamos todas as
vantagens já ditas de um sistema nervoso plenamente operante.
116

TÓXICOS

ALTERADORES DE CONSCIÊNCIA
Entramos aqui em águas delicadas. Independentemente da vasta publicação na
área médica concernindo alteradores de consciência, existem aqueles que defendem
ferozmente seu uso. Dentre os argumentos mais comuns estão o uso medicinal, a abertura
da consciência, a desinibição, a amplificação dos dons psíquicos e experiências místicas.

Por serem substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso, boa parte das
experiências geradas são induzidas, geradas pelos efeitos farmacológicos e totalmente
irreais. São como delírios e alucinações. Delírios e alucinações são todas as doenças que
levam uma pessoa a ouvir, enxergar e pensar que está vivenciando uma situação
inexistente,o que pode levar a pessoa a um quadro de agitação ou agressividade, ou
ambos.

Podem ser causados por doenças, remédios e também por drogas lícitas e ilícitas.
As doenças de fígado, hemorragias e isquemias cerebrais podem levar a delírio sífilis,
encefalites e meningite também. Epilepsias do lobo frontal e temporal levam o indivíduo a
ouvir e enxergar coisas que não existem. Remédios para doença de Parkinson e corticóides
podem levar os pacientes a delírio. Alguns tumores cerebrais levam a delírio, mas não é
comum. Quadros psiquiátricos, com bastante frequência, têm delírios que podem se
apresentar desde lógicos e bem estruturados até quadros bem pouco elaborados.

Como se pode perceber podem ser bastante reais para quem está vivenciando,
porém totalmente induzidas no sistema nervoso pelos diversos processos descritos.
Infelizmente as irrealidades produzidas pelos alteradores são frequentemente prazerosas.
O uso medicinal dos alteradores não será discutido aqui, deixemos que a comunidade
médica científica publique.

Chamamos aqui essas substâncias de alteradores de consciência, pois atuam no


sistema nervoso e alteram seu estado para produzir um número de efeitos. Essa alteração
é o ponto chave do que falaremos aqui porque é no sistema nervoso que reside a conexão
espírito – matéria.

Ainda sobre o assunto, vale questionar com honestidade se o uso que certas
pessoas fazem é realmente medicinal ou apenas uma desculpa.

Quanto às alegações das amplificações psíquicas e experiências místicas, não


podemos negar efeitos observados, principalmente com o uso de ervas xamânicas.
Acreditamos, no entanto, que o ponto evolutivo em que estamos dispensa a necessidade
desses recursos. É dito em textos sobre anatomia preternatural que o nível de percepção
sutil é proporcional à exposição e metalocalização de energia, ou seja, sua própria busca
espiritual irá proporcionar a sua amplificação psíquica que irá gerar as experiências
místicas que desejam. Pular etapas sugere os perigos descritos anteriormente em
Responsabilidade Pessoal. A conquista gradual permite auto-controle e disciplina
proporcionais.

Usar os alteradores para desinibição também pode ser uma problemática. Algumas
inibições existem por um motivo. Tomemos por exemplo a raiva. Se agíssemos de acordo
com nossas vontades durante um ataque de ira cometeríamos atrocidades que são
impedidas exatamente porque as inibições certas estão no lugar. Ao usar substâncias para
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remover algumas inibições mal colocadas estamos nos arriscando fortemente ao remover
algumas que são essenciais de permanecerem intocadas.

Ainda revendo algumas alegações sobre o aumento de performances também


existem algumas considerações a serem feitas. Dentro do mundo esportivo temos alguns
exemplos que podem esclarecer o que significa este aumento de performance. O
envolvimento com o uso de produtos dopantes causam prejuízos de corpo e mente,
criando uma situação desmoralizadora. O uso destes produtos acarretam no atleta
impotência sexual, câncer, envelhecimento precoce, e desequilíbrio hormonal. Doping se
conceitua como método de alterar o desempenho do atleta e por conseqüência sua saúde.
A melhor condição para melhorar o desempenho em qualquer atividade é a motivação, o
positivismo, o treinamento, a disciplina. São inúmeros os males do doping.

Existem cinco tipos de classes anabólicos: estimulantes, analgésicos narcóticos,


agentes anabolizantes, diuréticos e hormônios peptídicos e análogos. Estimulantes são
substâncias que apresentam um efeito direto no sistema nervoso central, como aumenta o
batimento cardíaco e do metabolismo do organismo, pode gerar um enfarto e outras
conseqüências tais como: a falta de apetite, a hipertensão arterial, palpitações e arritmias
cardíacas, alucinações e diminuição da sensação de fadiga. Além disso em alguns casos os
estimulantes podem provocar a morte. Analgésicos narcóticos atuam no sistema nervoso
central e mascaram a sensação de cansaço e dor, fazendo com que a pessoa ultrapasse
seus limites, tendo graves conseqüências de lesões. Alguns efeitos colaterais como
náuseas, vômitos, depressões, insônia são provocados pelo uso dessa droga. Concluindo,
qualquer uso de doping, para melhora de performance é totalmente prejudicial a saúde,
encurtando de forma precoce a vida do atleta. Nenhuma pesquisa ou evidência empírica
mostra que os riscos são menores que as recompensas. Os dopantes estão à disposição de
todos,trata-se de uma decisão pessoal. É como um carro envenenado, uma performance
aumentada artificialmente permite que ele faça mais, porém o desgaste e danos diminuem
a vida útil.

Resumindo, qualquer que seja a alegação ou objetivo é fundamental que o uso seja
preciso e que ao menos o objetivo seja alcançado e que valha a pena. Com tanta coisa que
pode sair errado, com tantos riscos envolvidos, é importante que tudo seja feito da
maneira mais correta possível, basta ver na literatura especializada as conseqüências
nefastas se algo não sai como planejado.

Como nosso objetivo aqui não é um tratado sobre alteradores de consciência,


vamos evitar colocar todos os dados científicos sobre eles. No entanto vocês podem dispor
de farta literatura sobre o assunto. Em suas pesquisas online vão poder encontrar muitos
textos falando sobre os males dos vários tipos de alteradores, com o nome de drogas é
claro, e também poderão achar algumas pesquisas sobre os pontos positivos das mesmas.

Segundo nosso entendimento nas ciências preternaturais possuímos também


alguns contras. O primeiro deles é o fator de risco já tão enfatizado acima. Em segundo
lugar, as interferências e alterações no sistema nervoso que é a ponte entre espírito e
matéria. Infelizmente é uma conexão que funciona em ambas as direções. Temos vastos
relatos de danos no tecido nervoso durante o período em que estavam conectados ao
espírito na encarnação, danos esses que tiveram profundos reflexos na camada éterica do
espírito, chamado de perispírito pelos espíritas. Danos nos tecidos nervosos por suicídios,
abusos de substâncias, ou acidentes, são transferidos e então portados pelo espírito até
sua próxima incursão na carne, seja por incorporação ou encarnação. Em terceiro lugar
temos a problemática vibracional da égregora envolvida no tráfico e dependência de
alguns alteradores. Neste caso, o alterador está conectado vibracionalmente com as
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operações criminosas que acontecem para traficar aqueles que são legalmente proibidos.
Também estão ligados a vibração coletiva daqueles que têm sua vida destruída pelo abuso
e dependência.

Vamos ver um pouco sobre alguns alteradores que nem sempre são considerados.
Primeiramente cabe uma distinção entre alteradores de consciência e indutores de
consciência. A diferença entre os dois é a intensidade da interferência. Temos muito
menos contra-indicações e riscos no uso de indutores. Os indutores mais conhecidos são
as frequências sonoras, estimuladoras de ondas alfa, teta e delta, e processos de transe
como os comuns utilizados nas religiões de matriz afroamericana através dos
instrumentos de percussão e cânticos. No entanto, existem ambos os processos descritos
anteriormente em suas versões alteradoras. No primeiro caso são freqüências sonoras
aliadas a estímulos sonoros e visuais que simulam os efeitos de conhecidos psicotrópicos.
Similares nos transes, na mecânica mas não em intensidade, existem os processos de
fervor religioso que inspiram certos tipos de histeria coletiva que altera o estado natural
do sistema nervoso.

TÓXICOS DESCONSIDERADOS
Alguns tóxicos, apesar do envenenamento que causam no organismo, foram
socialmente e culturalmente incorporados ao modo de vida ocidental e infelizmente pouco
a pouco também estão sendo observados no modo de vida oriental. Por já fazerem parte
do nosso dia-a-dia essas substâncias passam despercebidas. São elas principalmente as
formas refinadas do açúcar e da farinha, conservantes de industrias alimentícia, e as
modalidades de poluições.

Até 300 anos atrás não se usava aditivos doces para nada. Não tínhamos
necessidade de adoçar nossas bebidas. Doces eram feitos sim, mas sem adição de nada, os
próprios ingredientes, as frutas, o mel, eram os ingredientes que adocicavam a iguaria.
Mesmo o mel era utilizado mais como remédio do que propriamente algo doce. O açúcar é
uma invenção razoavelmente recente. O Processo de seu refinamento envolve o uso de
muitos produtos químicos, clarificantes, antiumectantes, agentes de moagem. O caldo da
cana original vira um produto artificial, dele se retira a fibra e outras partes naturais
tornando-a o que é chamado por muitos de não-alimento. O açúcar é uma injeção de
glicose concentrada, uma superabundância de energia química que está muito acima das
necessidades reais. Esse excesso causa estresse metabólico, excesso de gordura,
envelhecimento precoce por estorvo metabólico, sobrecarga do pâncres, depressão do
sistema imunológico, e desmineralização. Walter Willet chega a afirmar que o açúcar é um
alimento calórico e sem nenhum valor nutricional. Sabemos que nos dias de hoje o açúcar
é quase impossível de se evitar, então apoiamos apenas um equilibrar, evitar excessos,
trocar o açuar por suas formas orgânicas, ou açúcar mascavo, e tentar de uma certa forma
conciliar todas essas coisas.

Outro refinado que passa desapercebido é a farinha de trigo. O processo de


refinamento é similar ao do açúcar e ao da cocaína e os três são considerados os grandes
equívocos alimentícios da ciência. Todos os três são considerados viciantes. O refinamento
da farinha de trigo possui as mesmas desvantagens do refinamento do açúcar. Entre essas
desvantagens destacam-se os picos de insulina que podem gerar mudanças de humor,
cansaço excessivo, e até crises depressivas. Aqui valem as mesmas considerações que
fizemos sobre o açúcar, conciliação é a melhor alternativa. Vale lembrar também que
nosso corpo considera as químicas adicionais do processo de refinamento como
verdadeiros venenos e começa a agir como se estive sendo intoxicado em pequenas doses,
pensem nisso.
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Menos intoxicante que os anteriores mas digno de nota é o leite. Devemos levar em
consideração que o leite de vaca, que é o que consumimos com mais frequência, é feito
para um animal de meia tonelada que atinge sua maturidade em três anos, logo sua
composição não pode ser jamais completamente adequada aos humanos. Na humanidade
50% de brancos, 85% de negros e 100% de asiáticos possuem intolerância à lactose. O
leite possui hormônios diferenciados daquele que necessitamos, principalmente aqueles
que, juntamente com outros produtos químicos, são usados no tratamento dos animais.
Leite pode causar também nefrose em muitos infantes. Para os defensores, lembrem-se
das inúmeras fontes alternativas de cálcio, para os sensatos, pensem em ao menos dosar o
consumo excessivo.

DEPENDÊNCIAS QUÍMICAS
Por incrível que pareça, não estamos aqui focados nas dependências de drogas,
afinal sobre esse tipo de dependência já existem informações abundantes. Na verdade,
nosso intuito é alertar para outras dependências pouco mencionadas ou até ignoradas,
mas que podem causar dependências de moderadas à severas.

Nossa primeira dependência a ser tratada é a dependência de remédios. Várias


substâncias legalmente aprovadas na indústria farmacêutica podem causar dependência. É
claro que essas possibilidades estão descritas na bula e por isso é tão importante seguir as
orientações do médico que receitou aquele remédio. Para sermos bem honestos, em geral
não obedecemos essas orientações e muito menos lemos a bula. Remédios tarja preta são
assim classificados por causarem dependência caso sejam usados de forma contínua.
Neste caso não ultrapassem o período recomendado de uso e revertam à uma versão tarja
vermelha daquele medicamento. Alguns outros remédios não possuem tarja preta, são
aparentemente inocentes, mas podem causar dependência como é o caso de muitos
remédios para congestão nasal. Dentre nossas considerações, deixamos de fora as
dependências emocionais e psicológicas ligadas à medicações por serem mais pertinentes
a outras temáticas, no entanto, vale ficar o alerta de que existem esses outros tipos de
dependência causados pelos remédios.

Nosso próximo viciador é a cafeína. Essa aparece em diversas formas, chás, café,
refrigerantes, chimarrão, guaraná e derivados. A cafeína pode causar dependência das
mais fortes e perigosamente fica disfarçada em vários produtos. Por esses motivos e pelos
perigos da alta dosagem de cafeína, devemos estar alertas para quando ela se esconde.

Uma outra substância é ainda menos considerada como viciante, principalmente


poder ser produzida pel nosso próprio corpo. A adrenalina.Aadrenalinaé
umhormônioeneurotransmissor. Em momentos de estresse ela prepara o organismo para
grandes esforços físicos, estimula ocoração, eleva a tensão arterial, relaxa certosmúsculose
contrai outros. Isso pode acontecer devido a condições do meio ambiente que ameacem o
corpo física ou psicologicamente, como no caso da ansiedade). Uma grande problemática é
de que em busca da adrenalina as pessoas acabam procurando situações cada vez mais
perigosas e caso aconteçam fatalidades, essas são enquadradas como caso de suicídio. Isso
acontece pois o suicídio, espiritualmente falando, é a morte causada por uma situação
procurada pela própria pessoa.

Não só o perigo pode viciar como também o prazer. A endorfina liberada nos
processos de prazer pode provocar uma busca obsessiva por ela. Nos processos de prazer
não se incluem apenas os óbvios estímulos sexuais como também outros como exercício
físico, que libera sim endorfina, processos artísticos, e também alguns alimentos como o
chocolate e os carboidratos. As endorfinas é um grupo de 20 tipos de hormônio
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neurotransmissores. Por causar dependência, e dessa forma retirar nosso poder de


escolha, alertamos para essas substâncias que estão entre nós despercebidas, sejam
orgânicas ou não.

HIGIENE
Aqui queremos introduzir o conceito de higiene como algo muito além de tomar
banho e escovar os dentes. No sentido que apresentamos, higiene se torna instrumento de
saúde em todos os corpos. Neste aspecto, ela mantém o fluxo de energia adequado, recicla
as impurezas, conserta vibrações fora do lugar. É pra isso que ela serve. Veremos aspectos
da higiene em quase todos os corpos. Vejamos alguns detalhes simples da higiene do corpo
físico.

Certamente não acreditamos ser necessário reforçar a necessidade da higiene


pessoal, quantidade de banhos por dia, asseio, ou sobre sua higiene bucal. No entanto,
existem algumas curiosidades que podem interessar vocês. O banho além de reciclar nossa
energia também serve como fonte de proteção preternatural. Ao tomarmos banho quente
o calor da água abre nossos chackras e assim sua limpeza vibracional e energética fica
mais fácil. De fato, espiritualistas orientais acreditam que a água encanada quente pode
ser um dos principais fatores que contribuíram para o aumento da longevidade humana.
Um outro truque é manter o hábito de terminar o banho com uma chuveirada fria para que
os chackras se fechem e se protejam após terem sido abertos e limpos.

Muitos dos descuidos que apresentamos acabam por abalar nossa saúde e dessa
forma acabam por interferir no bom funcionamento do instrumento que é o corpo
humano. Descuidos esses como, por exemplo, o fato de ter roupas jogadas em um chãonão
limpo, principalmente se esse chãoé o do banheiro e a roupa é roupa íntima. A limpeza,
que tanto nos parece paranoia de nossos pais quando somos mais jovens, é fator vital para
a manutenção do corpo saudável.

Um último fato que pode lhes interessar é o fator vibracional da falta de higiene. A
roupa não lavada, a casa suja, e a bagunça, impedem a reciclagem natural de vibrações e
energias. Isso faz com que exista estagnação, como água de pântano, parada, que acaba se
tornando imprópria. Certamente essas vibrações estagnados e/ou não recicladas nos
fazem mal e atraem todo tipo de entidade de baixa frequência e forma-pensamento
daninha.

Com essas considerações terminamos a lista de sugestões para hábitos saudáveis


do corpo físico.

SEGUNDO CONJUNTO DE HÁBITOS - CORPO ETÉRICO

IMPORTÂNCIA

O corpo etérico terá seu funcionamento detalhado em Anatomia Mágica.


Entretanto, vejamos algumas de suas importâncias. Primeiramente, ele é o corpo sutil mais
próximo do plano físico e ele é a porção do espírito que se conecta ao sistema nervoso do
corpo físico. O corpo etérico é chama de períspirito pela doutrina espírita e retém os
registros encarnatórios mais recentes. São principalmente os registros do corpo etérico
que se refletem na formação do DNA de cada indivíduo durante a concepção.

Por isso vejamos hábitos para manter a saúde dele.


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FICHA

Tipo de alimentação: energia natural/vital básica.

Variação alimentar: energia do fogo/solar, energia da água, energia e terra/mata,


energia do ar.

Sinais de desequilíbrio: falta de vitalidade, depressão, similares.

Responsabilidade energética: vitalidade, centro dos prazeres sensórios.

Fatores de equilíbrio: interação regular com a natureza, organização espacial,


diversão saudável, reciclagem energética.

HÁBITOS

NATUREZA

Falemos aqui da alimentação básica desse corpo. A energia que flui dos elementos
básicos da natureza é a nutrição essencial do etérico, vitalidade que flui da natureza para o
chackra esplênico. O ideal é que se interaja diariamente com elementos naturais, de
preferência em situações onde os quatro estejam presentes.

Essa exposição à energia elemental é fundamental para todos os casos de queda de


vitalidade. Por ser o “chackra dos prazeres”, seu desequilíbrio está associado à perda de
alegria, perda da vontade de viver, perda de ânimo para fazer as coisas e perda da
vitalidade do viço. Sem energia elemental o corpo pode estar forte, mas o espírito estará
fraco. Esse enfraquecimento certamente nos deixa vulneráveis.

Por esses motivos, sugerimos esta interação frequente com a natureza. Façam seus
exercícios físicos ao ar livre e já estarão aliando mais de um bom hábito, se for durante o
dia melhor ainda pois estarão saciando sua cota de exposição solar.

CULPA

Esta é a grande bloqueadora do fluxo de energia deste corpo sutil. Quando


bloqueado, o chackra impede que a corrente energética flua naturalmente para os outros
dessa forma engarrafando a distribuição. A culpa pode se apresentar de várias maneiras e
se manifestar de diversas formas, até mesmo como autopunição. Culpa não é algo
reservado apenas À coisas ruins, também sentimos culpa por coisas boas, podemos nos
sentir culpados por termos mais que os outros, por termos mais sucesso que nossos
amigos e familiares ou até por sermos melhores, mais talentosos ou mais bonitos. Em
ordem de desbloquear o caminho desta energia vital, precisamos analisar fira e
objetivamente nossas culpas e nos libertar delas.

DIVERSÃO

Aqui reside grande segredo da alimentação etérica. É necessário se divertir, ter


alegria de viver. Não estamos usando o termo diversão como sinônimo de entretenimento,
na verdade é uma atitude de vida. Alimentar seu etérico e desfrutar sua profissão,
desfrutar seus estudos, ter hobbies e passatempos, é buscar algo pra se fazer quando s
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eestá parado, é abraçar a vida e vive-la intensamente. Isso alimentará seu corpo etérico de
maneira que terá um vigor e vitalidade incomparáveis.

FLUXO

Assim como vocês devem se alimentar, também devem manter o fluxo para que
tudo se beneficie. Energia e vibração devem estar sempre em movimento. A cabala afirma
que a prosperidade, assim como todas as outras coisas, é comparável ao Mar da Galiléia e o
Mar Morto. O primeiro recebe as águas de degelo das montanhas e na outra extremidade
libera um fluxo de água que se torna o rio Jordão. O segundo recebe as águas do rio Jordão
e lá se encerra o fluxo. O Mar da Galiléia traz abundancia para a região enquanto o Mar
Morte, bem, é morto. Essa é a analogia usada para ilustrar a necessidade do fluxo.

Nossos pertences sofrem o mesmo processo, se não fluem, se não usados nunca,
eles "morrem" e estagnam a energia do ambiente. Tenham o hábito de se desfazer daquilo
que não usam mais, para que possam receber novas coisas. Esses processos se estendem a
outros aspectos da vida, processos emperrados podem estar esperando que vocês
realizem essa reciclagem.

Outra maneira de manter a energia fluindo é mantendo todas as coisas


organizadas. Quando nossas coisas estão organizadas as vibrações semelhantes ficam
agrupadas. Dessa maneira, processos da Lei da Atração e fluxos de energia fluem mais
adequadamente. Outra maneira interessante de manter o fluxo vibracional do ambiente é
através da técnica oriental do feng shui, que organiza o espaço e os objetos nele contidos
de forma a facilitar o fluxo e equilíbrio das diversas frequências.

Um último alerta que fazemos é quanto ao poder de atração dessa estagnação e


suas consequências. Energias não recicladas, objetos que lembrem processos antigos que
devem permanecer no passado, tudo isso pode acorrentar vocês caso não criem o hábito
de reciclar energética e vibracionalmente objetos, processos, e apegos. Provavelmente,
pela Lei da Atração, estarão fadados a repetir os processos que estão ligados aos itens não
reciclados. Também a estagnação, a desordem, e similares atraem entidades incorpóreas
que vibram nesta mesma frequência.

ROUPA E VITALIDADE

Em conjunto com os hábitos que vimos acima em Fluxo, vejamos os benefícios


etéricos ligados ao vestuário. A vitalidade ligada ao corpo etérico está intimamente
associada à diversidade de vibrações positivas as quais nos expomos, incluindo a
variedade de frequência de cores que usamos em nossas roupas. Quanto menos
estivermos apegados a uma cor só, mais positivo será.

TERCEIRO CONJUNTO DE HÁBITOS - CORPO ASTRAL

IMPORTÂNCIA
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O Corpo Astral é o grande metabolizador de interações ectoplásmicas e também


onde se processa a porçãoeletromagnética da memória e da aquisição de novas
informações. Se torna ponto essencial dos fenômenos mediúnicos e do funcionamento da
inteligência primitiva.

FICHA

Tipos de alimentação: memória, dados

Variação alimentar: Memória declarativa, Memória imediata, Memória de curto


prazo, Memória de longo prazo, Memória de procedimentos.

Sinais de desequilíbrio: problemas com a memória, problemas na região do


estomago.

Responsabilidade energética: processamento de dados.

Fatores de equilíbrio: renovação/aquisição/descarte de dados, e interação


mediúnica.

HÁBITOS

MOTIVOS VIBRACIONAIS

Vamos ver alguns das razões para seguirmos as sugestões dadas até aqui sob o
ponto de vista vibracional. Esses motivos vibracionais também servirão para as sugestões
de hábitos que se seguirão. Em primeiro lugar, se elevarem seus padrões vibratórios vocês
estarão aptos a atraírem o que realmente querem, usando os princípios aprendidos na Lei
da Atração. Essa freqüência mais alta conquistada permite a conexão com o bem-estar do
universo. Esse bem-estar é uma freqüência alta que flui constantemente em nosso
universo manifesto.

Com a freqüência elevada, com os corpos metabolizando da maneira certa, e os


ckackras fluindo adequadamento, fica disponível para nós uma quantidade muito maior de
energia para todas as operações mágicas.

MEMÓRIA

TIPOS DE MEMÓRIA
Amemóriaé a capacidade de adquirir, guardar, e recuperar informações em um
certo momento.A memória focaliza coisas específicas e requer grande quantidade de
energia mental. Guardamos dois tipos de informações básicas: o registro de que algo
aconteceu (evento), e o registro de como esse evento aconteceu (modo). Na memória de
evento (memória declarativa) podemos nos lembrar de forma específica (memória
episódica) ou de forma geral (memória semântica). A memória de modo (não-declarativa)
não é consciente e inclui processos automáticos. Infelizmente é muito mais duradoura e
pode perpetuar nossas programações.Memória, segundo diversos estudiosos, é a base
doconhecimento e por isso precisa ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos
significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida. A ciência
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demorou algumas décadas para confirmar que a memória é independente das funções de
linguagem, da atenção e da percepção.

A Memória declarativa se divide em imediata, curto prazo, e longo prazo.Memória


imediata é a memória que dura poucossegundos. Um exemplo é a capacidade de repetir
imediatamente um número de telefone que é dito. após um tempo esquecemos
completamente sem deixar "traços".Memória de curto prazo é a memória com duração
deminutos, como quando lembramos de eventos que acabaram de acontecer.Neste caso
existe a formação de traços de memória durante o Período de Consolidação. Em caso da
memória com duração de dias, meses, e anos temos a memória de longo prazo.

Ao contrário da Memória declarativa, Memória de procedimentos. É a capacidade


de reter e processar informações que não podem ser verbalizadas, como tocar um
instrumento ou andar de bicicleta. Ela é mais estável, mais difícil de ser perdida.

DESCARTE
Muitas vezes não consideramos que descartar coisas é tão essencial aos ciclos
vitais tanto quanto a ingestão. Para perceber essa importância, basta imaginarmos como
seria comer e nunca irmos ao banheiro. Percebem a importância agora?

Isso se reflete também nos campos sutis, pois precisamos descartar as coisas para
que tudo flua. Essa regra vale também para memórias. Nos apegamos excessivamente a
certas lembranças e informações, e muitas delas já não possuem utilidade. Para que o copo
encha é preciso que ele esteja vazio. Deixem que informações inúteis se vão para que
novas possam ser assimiladas. Usem o processo do ciclo natural de assimilação e descarte
para que a memória esteja sempre no auge.

ASSIMILAÇÃO
A lei do uso e desuso se adéqua no contexto dos cropos multidimensionais, quanto
mais os usamos e exercitamos, mais forte eles ficam, do contrário atrofiam. Por isso
devemos cuidar da assimilação de novas memórias.

Como fazer isso? Assimilando novos dados. Lendo mais, fazendo mais, vivendo
mais. Procurando ampliar as experiências, procurando diversifica-las. Estudando e
aprendendo.

EXCESSOS
Algumas vezes os excessos de informações que temos de processar podem gerar
sobrecarga no plexo solar, que é o chackra responsável pelo corpo astral e se localiza na
região do estômago. Os reflexos desta sobrecarga são sentidos principalmente nessa área.
É comum esse engarrafamento energético se apresentar em forma de náusea, aumento de
apetite, falta de apetite, e até diarréia. Para evitar isso procure fazer com que a energia
represada se espalhe o mais rápido possível.

ECTOPLASMA

O ectoplasma, como foi dito anteriormente, é uma bioenergia de polaridade


magnética produzida pelo corpo físico. Essa energia é largamente utilizada em interações
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com entidades incorpóreas (processos mediúnicos), em quase todos os tipos de


psicocinese, em Espiritualidade Defensiva, e em cura.

Essa importante bioenergia é principalmente metabolizada pelo corpo astral em


seu centro, o plexo solar. Por isso é importante que todos os conceitos de assimilação,
descarte, e represamento sejam adaptados e aplicados à metabolização de ectoplasma.

Ele é geradopor nossos corpos, mas deve ser gerado com a mesma freqüência com
a qual nossos corpos devem ser alimentados. Para evitar seu congestionamento, o
ectoplasma tem de ser utilizado com a mesma regularidade com a qual é produzido. Para
usar seu ectoplasma é simples. Faça trabalhos voluntários e espirituais, esse tipo de
contato com outros seres humanos, ou animais e plantas, faz com que vocês doem
ectoplasma. Outras maneiras de liberar e doar ectoplasma é abraçando outras pessoas,
dando carinho físico, sendo atencioso, e por incrível que pareça, sorrindo.

QUARTO CONJUNTO DE HÁBITOS – CORPO EMOCIONAL

IMPORTÂNCIA

O Corpo Emocional metaboliza toda informação eletromagnética e vibracional


derivadas e geradas pelas emoções. Todas as freqüências emocionais são geradas,
absorvidas, e metabolizadas pelo chackra cardíaco, que é o centro energético do Corpo
Emocional.

Outro aspecto importante é o fato de que o Corpo Emocional é a ponte entre os três
corpos mais densos e os três mais sutis. Se este corpo estiver bloqueado, o fluxo de
alimentação energética-vibracional será prejudicado.

Vimos na Lei das Polaridades que a emoção é a polaridade que está em movimento.
Um corpo emocional saudável fará com que suas emoções os conduzam para onde
realmente querem ir.

FICHA

Tipo de alimentação: emoções e sentimentos, tanto os próprios quanto os


direcionados a nós.

Variação alimentar: [listar tipos de emoção e sentimentos]

Sinais de desequilíbrio: apatia emocional, psicopatia, emoções trocadas,


sobrecarga emocional.

Responsabilidade energética: metabolização das emoções.

Fatores de equilíbrio: auto-alimentação, filtro emocional, reciclagem, dieta


emocional, variedade sentimental.

HÁBITOS

AMOR PRÓPRIO
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Gostaríamos de introduzir aklguns conceitos sobre alimentação que são aplicáveis


aqui. Primeiro, nutrição é [inserir conceito de nutrição]. Já subnutrição é [conceito e
consequências]. Por último, desnutrição é [conceito e consequências].

Em casos de desnutrição, o paciente não pode ser submetido a uma alimentação


intensa logo de início pois o corpo não conseguirá assimilar e consequentemente expelirá
o alimento. Para os casos de desnutriçãoé dado o alimento mais básico, o soro fisiológico,
para só então serem administrados outros alimentos.

Conosco também é assim. Sem a presença dos alimentos sutis mais básicos não
temos como processar energias mais complexas. Muitas vezes possuímos bloqueios no
corpo emocional por não estarmos conseguindo processar energias e vibrações
emocionais, justamente na falta da emção mais simples de todas: o amor próprio.

O amor por si mesmo é a forma mais básica e mais saudável de nutrição emocional,
e tristemente é também a que nós frequentemente mais negligenciamos. Vale a pena não
confunri amor próprio com ego inflado. Pessoas cheias de si costumam ter até menos
amor próprio do que a maioria.

As maneiras de desenvolver o amor próprio serão desenvolvidas e explicadas mais


à frente nesta obra. Por enquanto sugerimos que tenham mais carinho e apreço por si
mesmos. Procurem características que admirem em si, comecem a se amar por essas
características. Com certeza, pouco a pouco, irão descobrir mais coisas para amar e desta
forma terão um processo emocional saudável, assim como um corpo emocional forte e um
ckacra cardíaco funcional.

FONTES PROGRAMADAS

Por vários motivos, escolhemos as pessoas de quem desejamos um retorno


emocional. São esseas pessoas que esperamos que nos amem, que nos admirem, que nos
desejem, ou seja, que nos abasteçam de amor/emoção. São elas também que escolhemos
para amar, para dedicar nossas emoções e sentimentos.

Porém, podem ocorrer processos de programação 10 . Quandoisso acontece,


começamos a agir mediante a crença de que essas pessoas que escolhemos são as únicas
fontes possíveis de amor. Isso exclui muitas outras possibilidades, e a situação só piora
caso essa pessoa escolhida saia de nossas vidas. Quando a programação é muito profunda,
essas saída pode representar um vazamento emocional que só será resolvida com amor
próprio e a desprogramação dessa crença.

Por isso sempre se abram para fontes alternativas de amor. Se abram para amar e
serem amados.

FILTRO

Programações não ocorrem apenas nas escolhas de nossas fontes emocionais, mas
também em como nos sentimos e em como interpretamos as emoções dos outros. Quando
sempre nos sentimos da mesma forma, esses sentimentos se automatizam e se
programam se manifestando sozinhos mesmo que fora de contexto. Também
automatizamos o impacto que recebemos das ações, pensamentos, sentimentos, e opinóes
dos outros.

10Ver mais sobre programação em Magia Defensiva.


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Temos de aprender a filtrar aquilo que sentimeos e aquilo que recebemos dos
outros. Filtrar é adequar ao contexto, analisar se o que sentimos e recebemos é real e se
está proporcional à situação. Filtrar também é escolher. Podemos escolher a perspectiva
das coisas, podemos ver o copo meio cheio ou meio vazio, podemos sim escolher a
maneira como nos sentimos.

Usem o filtro. Escolham suas emoções.

DESAPEGO

Quase dentro da mesma idéia de programação e dentro das sugestões que demos
em Introdução à Alquimia, sugerimos que desapeguem dos seus hábitos emocionais.
Mantenham apenas aqueles que lhes interessem, usem os filtros para decidir quais são
eles.

Desapeguem de seus hábitos emocionais, escolham e tenham uma vida saudável.

VARIEDADE NA DIETA

Como conseqüência do pensamento anterior, one desapegos de hábitos emocionais


deixaram para trás sentimentos que não servem, também temos de nos abrir a outros
sentimentos, a uma variedade maior de emoções positivas.

Esta diversidade positiva possui consequentemente a vantagem de ampliar a faixa


de freqüências. Cada emoção tem sua própria freqüência vibratória. Com a variedade
vocês terão acesso a um número maior dessas freqüências. É como ter uma televisão com
muito mais canais.

MEDO

Vimos na Lei das Polaridades que as coisas se comportam de forma dual. Vimos
também que emoção e intelecto são comportamentos polares, relfexos do movimento e
“estática” dos fótons quando estão em forma de onda ou de partícula. Também dentro da
emoção possuímos duplas polares. A que nos interessa aqui é a dupla Desejo VS. Medo.
Desejo é a emoção que nos impulsiona a agir, que nos faz correr atrás, que causa
movimento. Se o desejo é nosso “acelerador”então o Medo é nosso “freio”. O medo é a
emoção que nos impede de fazer as coisas, que contém nossos impulsos negativos e que,
de certa forma, regula nosso comportamento. Mas isso quando em equilíbrio.

Quando em desequilíbrio, o medo é o grande bloqueador das emoções. Ele nos


freia quando está aplicado inadequadamente, e como as emoções são responsáveis pelo
movimento, quando o medo atua ficamos estagnados. Magicamente ficamos também sem
o impulso necessário para alterar nossa realidade. O medo também bloqueia o fluxo
saudável entre os corpos e chackras.

Alguns de vocês devem estar se perguntando como é possível a estagnação se


vimos na Lei da Dinâmica que tudo está em movimento. A real estagnação é ilusória. O que
chamamos aqui de estagnação é o movimento curto que volta sempre ao mesmo ponto
próximo, ou seja, o ciclo que não sai do lugar.

E qual é o oposto do medo? Certamente não é a coragem. Coragem é agira mesmo


na presença do medo, é um senitmento de superação. A coragem é a emoção que vai
128

causar movimento mesmo que o medo esteja com o “pé no freio”. No entanto, sozinha a
coragem não irá vencer o medo. Alida à coragem é necessária a prática para que o hábito
daquele medo se dissolva, e também a racionalização do processo para mostrar porque é
desnecessário.

Coloquem-se em movimento através da coragem e superação dos bloqueios e


impedimentos do medo.

“O medo de perder tira a vontade de vencer”

QUINTO CONJUNTO DE HÁBITOS – CORPO MENTAL

IMPORTÂNCIA

Vimos como nossa inteligência primitiva coleta dados e automatiza processos no


Corpo Astral. No entanto, a associação entre esses dados e a contextualização desses
conceitos é considerada já uma inteligência intermediária. A responsabilidade
eltromagnética e sutil fica por conta do Corpo Mental.

A mente intermediária é quem contextualiza as emoções é aquela que vai medir,


dosar e qualificar a emoção e o respectivo movimento causado por ela. É a razão quem
guia. Também nesse corpo se processam a comunicação e interação com outros seres. O
chackra laríngeo é o responsável pelos processos orais.

O avanço da civilização, o progresso científico, esses são metabolizados


metafisicamente aqui. O conhecimento é a interação entre as idéias, e essas conexões são
gerenciadas neste corpo.

FICHA

Tipo de alimentação: pensamentos, idéias, comunicação.

Variação alimentar: inteligência lógico-matemática, inteligência linguística,


inteligência musical, inteligência espacial, inteligência corporal-cinestésica, inteligência
intrapessoal, inteligência interpessoal, e inteligência naturalista.

Sinais de desequilíbrio: dificuldades de raciocínio, problemas na associação de


idéias, falhas de lógica, dificuldades de aprendizado, problemas de comunicação ou
expressão de idéias, desorganizaçãomental.

Responsabilidade energética: organização e associação de dados.

Fatores de equilíbrio: equilíbrio entre síntese e análise, exercício do raciocínio e da


lógica, desapego de idéias, exposiçÃo a outros jeitos de pensar, superação do labirinto,
prática do processo de interação [incluir comunicações]

HÁBITOS

SÍNTESE E ANÁLISE

SÍNTESE
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O poder de síntese é importantíssimo para qualquer mago, pois representa a


capacidade de se entender os aspectos estruturais das coisas. É a compreensão do
macrocosmo, da estrutura sobre a qual são acrescentados os detalhes e os processos mais
complexos.

Resumir e simplificar. Dessa maneira conseguir ter a visão do processo geral.


Criando essas estruturas de base podemosmoldar o suporte para colocarmos seguramente
nossas idéias, sabendo que funcionarão da maneira que queremos. É necessário o
processo de síntese para depois haver o de análise.

Quando simplificamos as coisas, as relações entre elas se evidenciam. Dessa


maneira conseguimos organizar nossos pensamentos e nos expressar de forma
intencional, da maneira que queremos.

É quando sintetizamos que conseguimos ver as estruturas e as relações entre as


coisas, quando vemos as estruturas conseguimos coordenar e organizar suas interações, e
assim nascem as sistematizações. Elas são peça fundamental na disciplina, e mais
importante, na disciplina mental.

ANÁLISE
A análise é o processo oposto da síntese. Enquanto um simplifica o outro detalha.
Uma vez que temos a estrutura, podemos adorná-la de processos mais complexos. A
análise é interessante para complementar a síntese, para o detalhamento da estrutura
sintética. Sem o processo de detalhamento fornecido, corremos o risco de sermos
simplistas.

INTELIGÊNCIAS

TIPOS
A inteligência Lógico-matemática é a habilidade para se deduzir e solucionar
problemas, em geral matemáticos ou lógicos. Esse tipo de inteligência faz a relação entre
coisas e ideias e conclui quais são seus princípios, como funcionam.

A inteligência Linguística trata da relação entre palavras e seus significados. Este


tipo de inteligência é responsável pela interação entre significados e como eles agrupam
para servir à comunicação entre as pessoas.

No caso da inteligência espacial o mundo é compreendido de forma precisa através


da visão. Com ela, as pessoas podem brincar com as percepções e as experiências visuais.
Por incrível que pareça, essa também é uma inteligência extremamente presente em
jogadores de xadrez.

A Corporal-cinestésica traduz-se na maior capacidade de controlar e coordenar


movimentos do corpo.

Enquanto a inteligênciaIntrapessoal lida com se conhecer a Interpessoal expressa a


habilidade de entender as intenções, motivações e desejos dos outros.

A inteligência Naturalista compreende e organiza fenômenos e padrões da


natureza. Isso inclui reconhecer e classificar plantas, animais, minerais, incluindo toda a
variedade de fauna, flora, meio-ambiente e seus componentes.

Existe a inteligência existencial mas veremos ela mais à frente.


130

EXERCÍCIO
É dito que amente é o músculo mais forte de todos, logo deve ser exercitado como
qualquer outro. A medicina já afirma que a prática do raciocínio previne muitas das
doenças degenerativas do cérebro.

A mente forte e exercitada é peça fundamental para a manifestação da Vontade em


todo ato mágico. É uma mente sagaz e disciplinada que viabiliza feitos que de outra forma
seriam impossíveis. Existem muitas formas de manter a mente exercitada e forte, e
consequentemente o Corpo Mental e o chackra laríngeo. A lógica e o raciocínio devem ser
estimulados.

Lembrem-se, no entanto, de que as conclusões que chegamos com nossa lógica não
são infalíveis. Eles são condicionados por programações, pré-conceitos, e por falta de
dados podem ser bastante distorcidos. Por isso exercitem suas mentes com toda
flexibilidade possível.

DESAPEGO

Prisão de ventre é algo bastante desconfortável. Pois esse é exatamente o efeito


que o apego à suas ideias faz com seu Corpo Mental. Uma mente egessada e pouco flexível
faz isso com vocês, bloqueia o fluxo, limita as frequências acessadas, na verdade limita
vocês como um todo.

Temos duas maneiras principais de possuirmos uma mente mais flexível. A


primeira é nos acostumando a pensar em mais de uma possibilidade sempre. É importante
que vejamos vários ângulos, várias possibilidades, e principalmente, várias soluções. Isso
garante que tenhamos, no mínimo, mais chances de sucesso em tudo. Também garante
uma funcionalidade maior de nossa mente e um acesso mais amplo de freqüências.

A segunda é se expondo aos pensamentos de outras pessoas, lendo o que elas


escrevem e tentando se abrir à suas óticas, aos seus pontos de vista, se abrir a um jeito
diferente de ser e enxergar.

LABIRINTO

Aconselhamos também que prestem atenção às suas mentes, elas podem ser suas
piores inimigas. São ferramentas incríveis, e ainda assim podem se virar contra vocês. Isso
acontece pelo próprio funcionamento da mente. Uma de suas habilidades é a auto-
justificação, ou seja, a argumentação que permite manter a programação no lugar. Por
mais errado que um pensamento seja, se estivermos programados com ele, então a mente
fará de tudo para proteger a existência dessa programação. É quando o labirinto.
Chamamos de labirinto as artimanhas que a mente cria para proteger suas programações.
Elas podem aparecer como distrações, como vícios psicológicos, aparecer na forma de
indecisão ou como pensamentos sem fim que não levam a lugar algum e apenas servem
para nos distanciar daquela programação ameaçada.

“A mente é a maior armadilha de todas” – Hefestos

COMUNICAÇÃO

O último hábito a vermos é a importância de se comunicar. A expressão verbal, em


sua forma ideal, acontece mediante a organização estruturada dos pensamentos, do
131

contrário o receptor da mensagem terá dificuldades em nos entender. A compreensão do


real impacto de cada palavra e a organização das estruturas da linguagem exercitam e
adestram nossas mentes e causam todos os benefícios citados anteriormente e que são tão
desejáveis.

SEXTO CONJUNTO DE HÁBITOS - CORPO ESPIRITUAL

IMPORTÂNCIA

Nosso penúltipo corpo também é um dos mais importantes para a espiritualidade.


Isso porque ele é o responsável pela percepção dos mundos sutis e a interação com eles.
Como veremos no próximo volume, essa percepção e interação serão necessários para o
acesso e interpretação de informação eletromagnética e para o mediunismo.

Por ser o corpo que metaboliza o emocional mais complexo ele também é
responsável pelas sensações de certo e errado, pelo sentido interno de moral e ética.
Emoções como fé, amor universal, sentimentos como paz, bem estar profundo, todos esses
são absorvidos, gerados, e processados no Corpo Espiritual. Lembrem-se que estamos
falando do processamento sutil desses fatores, todos eles possuem, de uma forma ou de
outra, contrapartidas nos outros corpos, inclusive o físico.

Por ser um corpo de natureza emocional, ele é um dos responsáveis por nosso
movimento. No caso, pelo movimento de evolução, pela expansão e melhoramento.

FICHA

Tipos de alimentação: crenças, emoções transcedentais.

Variação alimentar: em estudo.

Sinais de desequilíbrio: crenças limitantes, egoísmo, pertubação (falta de paz),


incredulidade crônica, bloqueio da percepçÃo sutil, embrutecimento.

Responsabilidade energética: processamento de emoções complexas.

Fatores de Equilíbrio: flexibilidade de crença, atividades altruístas, sensibilização,


práticas espirituais.

HÁBITOS

CRENÇA

Nossas crenças passam pelo mesmo processo análogos que já vimos em corpos
anteriores. Devemos adquirir novas crenças , da maneira mais variada e flexível possível,
devemos gerar crença, e devemos nos livrar daquelas que já não servem mais.

Quando falamos em crenças, não necessariamente estamos falando de crenças


religiosas. Nossos pontos de vista, como enxergamos as coisas , isso se cristaliza e se
transforma em crença. Por exemplo, uma pesosa que tenha tido muitos relacionamentos
desastrosos pode desenvolver uma crença de que o amor não existe da mesma maneria
132

alguém rejeitado e humilhado repetidamente pode desenvolver a crença de que não é


merecedor. Devemos estar em busca de novas crenças, de novas verdades que pautem
nossas vidas, devemos buscar novos paradigmas que mais adequadamente expliquem as
coisas. Ao ensinar, ao compartilhar a nossa ética com os outros, estamos gerando crença.
Geramos crença também quando prestamos atenção as coisas dessa forma fundamentos
opnioes solidas que se cristalizarão em crenças.

Obviamente, se estamos á procura de novos e melhores paradigmas, de novas


opiniões sobre as coisas, elas deverão substituir as antigas crenças. Por isso não se
apeguem ao que vocês “acham” , não se apeguem á primeira impressão ou conclusão
tirada nas situações, permitam que “verdades “ melhores e mais adequados surfam e
substituam as menos preciosas.

ATIVIDADE ALTRUISTA

Por atividade altruísta compreedemos atividades que não sejam focadas em você,
nas em uma coletividade. O beneficio deve ser coletivo. Claramente a mais evidente delas
são aquelas atividades que coloquem vocês em interação com outros pessoas.

Outra maneira de refazer isso é defendendo uma causa. Se vocês se dedicarem as


causas em que acreditarem, estarão fortalecimento seu cargo espiritual e o seu chackra
frontal. Ao trabalharam em prol do que acredita estarão fortalecendo essa crença e
também estão beneficiando direta e indiretamente ás pessoas que se emprenhar na
mesma causa e aquelas impactos por ela.

Indo ainda mais fundo na atividade altruísta temos o trabalho beneficiente, aquele
tipo em que verdadeiramente o beneficio é do próximo e da coletividade. Nos exemplos
anteriores existia ainda a possibilidade de benefícios pessoal paralelo á coletividade. Já o
foco do trabalho voluntario é todo no outro.

Atividades altruístas expandem nossos horizontes, aumentam nossas capacidades


energéticas, interferem positivamente em nossa freqüência vibratória. Esse fortalecimento
de corpo espiritual é a chave para se abrir as portas para a percepção e interação com os
planos sutis e claramente fundamental para as praticas mágicas.

SENSIBILIZAÇÃO

A falta de sensibilidade nos afasta das realidades sutis experimentais pelo corpo
espiritual. O embrutecimento gera um foco excessivo naquele que é material. Não é
preciso ser um gênio para saber que esse processo é prejudicial para quem deseja dominar
forcas preternaturais e mesmo para a saúde holística dos corpos multidimensionais de
qualquer pessoa.

Para sensibilizar, ou resensibilizar, existem três etapas simples que podem ser
exercitados. Na primeira fase devem-se observar pequenas coisas, deve-se começar a
valorizar o sutil. O aprendizado aqui é a valorização dos pequenos gestos, o desfrute dos
momentos simples é às vezes curtos porém profundos. Esse hábito irá sutilizar suas
percepções e sensibilizá-los.

Na segunda etapa sugerimos que procurem a beleza das coisas e comecem a


observá-la. Nem sempre essa beleza esta evidente, nas procurem e ela estará La. É mais
simples se começarem observando a beleza da paisagem, de um por do sol, ou de flores e
animais.
133

Por fim aplique essa nova sensibilidade na forma de delicadeza ao tratar com as
coisas e pessoas. O modo como preservamos coisas, cuidamos dos nossos pertences, e
manipulamos objetos, demostram nossa sensibilidade. Da mesma forma essa sensibilidade
se traduz na cordialidade com as pessoa no dia a dia nos “Bom dia “e “obrigado “que
dizemos, e principalmente no cuidado que temos com nossas palavras para que sejam
respeitosas e gentis e diplomáticas. A elegância de nosso tratamento com os outros revela
nossa sensibilidade interior.

PRÁTICAS ESPIRITUAIS

A prática da espiritualidade também é fundamental para o fortalecimento deste


corpo pois se trata exatamente do tipo de interação pelo qual ele é responsável. Essa
interação através da prática da espiritualidade acontece por meios comuns e às vezes
inusitados.

O meio mais comum de prática da espiritualidade é a prece. Praticamente todas as


religiões possuem sua forma de prece. Ela é a maneira do indivíduo se conectar à força
maior de sua crença. Para fortalecer seu chackra frontal (ajna), para seu Corpo Espiritual
funcionar bem, para o aumento de suas habilidades em espiritualidade intensificarem com
ainteração preternatural, para tudo isso se utilizem da prece. Ela pode ser da sua maneira,
com ou sem fórmulas, ela funcionará desde que seu objetivo seja conectar-se ao plano
sutil.

Claro que este exercício pode se dar de outras formas. Como vimos na seção sobre
Deus, as pessoas encontraram muitas maneiras de se conectar à divindade. Se vocês se
sentem conectados ao divino celebrando as passagens sazionais, ótimo, se é participando
de celebrações rituais de instituições tradicionais, ótimo, se é ao ficarem em silêncio
olhando para o entardecer, ótimo. O que importa é a conexão frequente com o divino que
reside em tudo.

Por último, abram-se para sua intuiçõa e para que os habitantes incorpóreos das
realidades sutis se comuniquem com vocês. Essa comunicação pode acontecer de forma
direta mas também na forma de intuição ou na forma de inspiração. Abrir esse canal de
comunicação fortalece a ponte de interação entre os planos material e espiritual.

SÉTIMO CONJUNTO DE HÁBITOS - CORPO ÁTMICO

IMPORTÂNCIA

Assim como o Corpo Espiritual lida com o emocional complexo, o Corpo Átmico é
responsável pelo mental superior, pelos processos intelectuais mais complexos e
profundos, com a contextualização mais ampla e de escala maior. A interação entre as
informações acontece em contato estreito com o hiperespaço e com todo o
armazenamento de dados que lá existe. Grane importância tem o Corpo Átmico ao
gerenciar esse tráfego de informações.

Por ser um corpo em dimensão acima das básicas (etérica e astral) e das
intermediárias (emocional e mental) e até mesmo do Espiritual, é nele que reside nossa
verdadeira personalidade, a nossa porção mais próxima da alma à qual temos acesso hoje
em nossa condição. Aqui se manifesta quem realmente somos como um todo.
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Ele é o responsável pelas frequências mais elevadas e intensas. Essa é nossa porção
com acesso mais sutil.

FICHA

Tipo de alimentação: informações hiperespaciais.

Variação alimentar: em estudo.

Sinais de desequilíbrio: incoerência existencial.

Responsabilidade energética: processamento do intelecto complexo superior.

Fatores de equilíbrio: auto-conhecimento, integração multidimensional.

HÁBITOS

Neste corpo nos limitamos a um único conselho: se integre através do auto-


conhecimento. Usem de várias técnicas de meditação para se conhecer mais
profundamente. Esse conhecimento irá coloca-los em contato mais intenso com seus
verdadeiros eus. A meditação irá integrá-los, irá alinhar seus vários corpos, e dessa forma
se tornar um ser unificado.
135

BIBLIOGRAFIA

A Tábua de Esmeralda – Hermes Trimegisto.

Evolução elegante, A expansão da consciência – David Lapierre e Peggy Phoenix


Dubro.

Grimorio para o Aprendiz de Feiticeiro – Oberon Zell-Ravenheart.

http://magicalpath.net/tattva-vision/

http://meradistracao.blogspot.com/2007/11/egocentrismo-versus-egosmo.html

http://polegaropositor.com.br/como-a-ciencia-funciona-hipoteses-teorias-e-leis/

http://psiquiatriaetoxicodependencia.blogspot.com/2010/03/schadenfreude-
quando-sua-desgraca-e.html

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?99

http://www.divinaciencia.com/licao.php?cmd=1&id=22

O Livro de Urântia.

www.dicasdebruxa.com.br

www.espírito.org.br/portal/artigos/elferr/sinotnia.html

www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=3365

www.wikipedia.org
136

FICHAMENTO DO LIVRO
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PROVA
01: Qual definição de Deus?
02: Por que chamamos assim?
03: Quem criou a fonte?
04: Por que a fonte não pode ser uma entidade individual?
05: Por que existem leis no universo?
06: Quais as irracionalidades relacionadas a Deus
07: Do que é feito a fonte?
08: Qual o objetivo da fonte?
09: Onde está a fonte?
10: O que é anima?
11: Como se multiplica?
12: O que é hiperespaço?
13: O que a anima produz? E como se comporta?
14: Como se transmite a informação?
15: Fale o que sabe sobre os fótons.
16: Como acontece o universo manifesto?
17: O que é estratificação dimensional? e como funciona?
18: Descreva o que sabe sobre o processo holográfico.
19: O que é espírito? Qual a diferença com a alma?
20: Qual a diferença entre religião e ciência?
21: Defina a lei regia e explique.
22: Defina a lei do karma.
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23: O que é ação? O que é reação? O que é contrario? O que é


proporcional?
24: O que é intenção? O que é impacto?
25: Defina Dharma e cite alguns outros conceitos associados ao termo.
26: Defina lei da dinâmica, do ritmo, da vibração e da atração.
27: O que são frequências, harmônicas, consonantes, e ressonantes?
28: Defina a lei das relações.
29: O que são analogias? E escalas?
30: Defina a lei das polaridades.
31: Qual a diferença entre comportamento e substância?
32: O que é referência contextual?
33: Defina a lei da transformação.
34: O que é alma?
35: O que é espírito?
36: O que é espiritualidade?
37: O que é uso consciente? O que são ciências metanaturais? O que são
forças físicas e preternaturais?
38: O que é vontade?
39: O que é veículo? O que é controle?
40: Quais os perigos de certas propostas mágicas?
41: Qual a definição de mal? E de bem?
42: O que é livre arbítrio e impacto negativo?
43: Quais as principais razões para o mal?
44: Existe bem ou mal puro?
45: Quais os motivos para o bem?
46: Quando e como a interferência é possível?
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47: Quais fatores introdutórios a alquimia?


48: Descreva a multiplicidade dos corpos.
49: Qual a importância do corpo físico?
50: Descreva a ficha do corpo físico.
51: O que é ciclo circadiano e qual sua importância?
52: Qual a importância de uma alimentação equilibrada?
53: O que é transferência trófica e qual hábito ligado a ela?
54: Quais outras 2 fontes importantes de alimentação física?
55: Quais os 5 benefícios principais dos exercícios físicos?
56: Quais os problemas principais dos alteradores de consciência?
57: Quais são os tóxicos desconsiderados?
58: Cite quais são as dependências químicas.
59: Cite a ficha do corpo etérico.
60: Qual a relação da natureza com os hábitos do corpo etérico?
61: Qual o papel da culpa no corpo etérico?
62: Cite outros 3 hábitos do corpo etérico.
63: Qual a ficha e a importância do corpo astral?
64: Quais são os tipos de memória e como funciona a alimentação dela?
65; Quais os hábitos principais do corpo emocional? Descreva-os.
66: Fale sobre síntese e análise.
67: Quais são os tipo de inteligência?
68: Cite outros hábitos do corpo mental.
69: Fale sobre o corpo espiritual, sua importância e ficha.
70: Quais os hábitos do corpo espiritual?
71: Qual o único conselho sobre hábitos do corpo átmico?
72: Qual meu sobrenome completo? (há, peguei