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ILUSTRÍSSIMOS SENHORES MEMBROS DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE

TRÂNSITO – DETRAN DO ESTADO DE RONDÔNIA

Autos de infração nº 3641802 e n°3641803

ANDERSON AUGUSTO NUNES ANDRADE, solteiro, vendedor, inscrito


no CPF sob o n° 098.819.339-60, e RG sob o n° 120837-9, Registro de CNH n°
05864524984, telefone: (69) 8443-2189, e-mail: anderson-andrade02@hotmail.com,
residente e domiciliado em Machadinho D' Oeste na Av. Castelo Branco n°2473 Casa
B, Bairro Centro, CEP 76868-000, vem, respeitosamente, em sua defesa própria e
sem procurador constituído, apresentar DEFESA PRÉVIA, ao Auto de infração em
epígrafe nos termos das disposições constantes no Código Nacional de Trânsito e
demais diplomas pertinentes, em face dos argumentos a seguir aduzidos.

1 - DA TEMPESTIVIDADE

A presente defesa é tempestiva vez que o prazo para a apresentação da


mesma encerra-se em 24 de outubro de 2018, como consta na notificação da
autuação recebida pelo requerente, conforme cópia de documento em anexo.
2 – DA SÍNTESE FÁTICA

O requerente foi surpreendido com dois autos de infração de transito,


fundamentados nos art. 195 e 210 do CTB, até então não sabia do que se tratava,
quando após a leitura dos mesmos, recordou que neste dia 05/09/2018 às 9:32, estava
a trabalho, quando descia a rua Diomero Morais Borba sentido bairro bom futuro,
quando avistou um soldado da policia na esquina da Av. Tangará, neste exato
momento este agente estava de costas para o requerente.

O requerente está convicto de que neste dia não havia nenhum bloqueio
na via em que seguia seu percurso, sequer qualquer forma de sinalização, e este
agente das forças policiais não lhe sinalizou ou fez qualquer aceno para que
adentrasse a Av. Tangará, onde descobriu posteriormente, era o verdadeiro local onde
ocorria a blitz e havia o bloqueio policial.

O requerente não transitou na Av. Tangará neste dia, a não ser para fins
de cruzá-la de forma a manter seu trajeto na rua Diomero, tendo sido multado
irregularmente por supostamente não ter constatado a ordem policial para adentrar av
Tangará, onde há 50 metros dali ocorria uma blitz.

Indignado com tal situação, o requerente foi em busca de testemunhas que


tivessem trabalhando no local da blitz ou em suas proximidades, no dia e horário da
ocorrência dos fatos, para maiores esclarecimentos. Quando indagou o senhor
Jorcenildo, mestre de obras, que no momento dos fatos realizava a pintura de um
prédio comercial, este pôde constatar a distância entre onde ocorria a blitz e a rua em
que o requerente teria transitado, como também a falta da devida sinalização nesta
rua. O local onde realizava seu ofício, fica próximo a rua Diomero, onde o requerente
transitou.

Também prestou esclarecimentos ao requerente, um funcionário de um


comércio logo a frente onde teria ocorrido a blitz, este pode constatar a longínqua
distância onde efetivamente havia o bloqueio policial e a rua onde o requerente
transitou. Quando indagado, também confirmou não haver sinalizações, cones ou
qualquer artefato similar na rua Diomero, a quase 50 metros do local de seu trabalho
e onde teria ocorrido a blitz.
2.2 – DA PROPRIEDADE

O requerente não é titular da propriedade do automóvel em questão, pois


apesar de ser dono, ainda não foi realizada a transferência junto ao órgão competente,
esclarece-se que é possuidor único do automóvel de marca Honda, modelo NXR 160,
ano 2015, cor Preta, placa nº OHM9426, categoria: particular, CHASSI:
9C2KB0810FR469995, devidamente licenciado no Município de Ariquemes/RO.

3 – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS DA DEFESA

A defesa será desenvolvida a partir de duas linhas, ambas questões de


mérito, a tese principal visa o arquivamento dos autos de infração e se fundamenta na
inconsistência ou irregularidade da apuração da suposta infração de trânsito. A tese
subsidiária, que deverá somente será analisada em caso de total improcedência da
tese principal, o que não se espera, visa a desclassificação do tipo infracional para um
tipo menos gravoso, se fundamenta no princípio da legalidade objetiva, também
referido como princípio da tipicidade.

3.1 – DA INCONSISTÊNCIA OU IRREGULARIDADE DA INFRAÇÃO

Ao autuado está lhe sendo imputado o ato de transpor bloqueio viário policial,
conforme exposto na síntese fática, a rua em que o autuado manteve seu curso,
sequer havia qualquer bloqueio ou sinalização, e o agente público responsável pelo
direcionamento do autuado à via onde efetivamente havia o bloqueio, não sinalizou
ou fez qualquer aceno para que o autuado fizesse a curva, ressalta-se que o mesmo
estava de costas no momento exato em que o autuado passou por perto.

O autuado, no dia dos fatos, sequer percebeu que estava ocorrendo uma blitz
naquela localidade, pois isto não ficou evidente de forma alguma. Indignado com
tamanha injustiça, foi em busca de testemunhas que laborem ou residem na
localidade e que houvesse presenciado a operação realizada naquela data, em plena
luz do dia.

Conseguiu contatar o sr. Jorcenildo, mestre de obras, que no momento dos


fatos realizava a pintura de um prédio comercial, e este pôde constatar a distância
entre a blitz e a rua em que o autuado teria passado, como também a falta da devida
sinalização nesta rua.

O autuado é o único possuidor do automóvel, sendo o único que faz uso


do mesmo, esta situação pode ser evidenciada por estar em seu horário de trabalho
no momento da autuação, e seu automóvel é imprescindível a devida realização de
sua atividade laborativa, é necessário esclarecer isto, pois a pessoa autuado não teria
nenhuma razão para se evadir da blitz, tanto que de fato não o fez, sequer chegou a
adentrar na av. Tangará, mantendo seu curso sempre na Rua Diomero Morais
Borba e apesar de ter avistado um agente policial no momento da autuação, só vou
dar conta de que ocorreu uma blitz naquele dia, quando tomou ciência dos autos de
infração.

Sendo assim, o mais correto seria o arquivamento do presente auto de


infração, por não haver consistência e ter sido apurado irregularmente.

3.2 – DA DUPLA IMPUTAÇÃO – BIS IN IDEM

Ao autuado lhe foi imputado não um, mas dois fatos, sendo o primeiro,
totalmente desqualificado, sob n° 3641802, onde ele teria incorrido no art. 210 –
“transpor bloqueio viário”, e o segundo, um pouco mais plausível, onde ele teria
incorrido no art. 195 – “Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente
de trânsito ou de seus agentes”

Esta dupla imputação, onde o requerente é autuado duas vezes, não é


admitida no ordenamento jurídico brasileiro, onde lhe é garantido o direito de ser
punido apenas uma vez por determinado ato infracional.
Sendo assim, a imposição de ambas as penalidades configuraria BIS IN
IDEM, conforme precedente em anexo:

ADMINISTRATIVO. LAVRATURA DE DOIS AUTOS


DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO POR ESTACIONAMENTO
PROIBIDO. MESMO LOCAL E DIA. DUPLICIDADE DE
PENALIDADE PELO MESMO FATO. BIS IN IDEM. VEDAÇÃO.
Os dois autos de infração foram lavrados no mesmo dia por
fiscais distintos com diferença de cerca de 6 horas entre ambos,
levando a crer que se referem ao mesmo fato, de modo que a
imposição de ambos configuraria bis in idem, o que é
vedado no ordenamento jurídico brasileiro. Sentença
mantida para anular um dos autos de infração. (TJ-RO - RI:
00051465920128220601 RO 0005146-59.2012.822.0601,
Relator: Juiz Franklin Vieira dos Santos, Data de Julgamento:
30/08/2013, Turma Recursal - Porto Velho, Data de Publicação:
Processo publicado no Diário Oficial em 09/09/2013.)

3.3 – DA DESCLASSIFICAÇÃO

Inicialmente, transcrevemos o dispositivo que fundamenta o presente,


verbis:

Art. 210. Transpor, sem autorização, bloqueio viário


policial:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa, apreensão do veículo e


suspensão do direito de dirigir;

Medida administrativa - remoção do veículo e


recolhimento do documento de habilitação.
Este tipo infracional se trata de gravíssima infração, o que não seria justo
ou adequado ao caso concreto, a partir de uma interpretação analógica e sistemática,
onde vemos a legislação de trânsito como um todo, e com base no princípio da
tipicidade objetiva e legalidade material, podemos inferir que a aplicação do art. 209
seria a mais adequada, caso fique comprovada a ocorrência do fato infracional, após
a oitiva de testemunhas e depoimento em primeira mão do agente responsável pela
autuação.

Vejamos, o art. 209 do CTB não tem como requisito o bloqueio da via ou a
sua devida sinalização:

Art. 209. Transpor, sem autorização, bloqueio viário


com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de
adentrar às áreas destinadas à pesagem de veículos ou evadir-
se para não efetuar o pagamento do pedágio:

Infração - grave;

Penalidade - multa.

Este requisito do art. 210 fica implícito, o fato de não ter sido utilizada
sinalização na blitz em questão, torna a aplicabilidade do art. 210 inviável.
IV – DOS PEDIDOS

Diante do exposto, tomando conhecimento das razões ora expendidas,


bem como dos vícios insanáveis que o Auto de Infração apresenta, requer que esta
Autoridade:

a) Que determine seu arquivamento, julgando insubsistente o seu registro,


nos termos do artigo 281, parágrafo único, inciso I, do CTB. Quanto ao
mérito, diante das razões apesentadas, julgue pelo deferimento da
presente defesa, cancelando-se o Auto de Infração e os demais efeitos
dele decorrentes.
b) Seja, subsidiariamente, aplicada apenas a infração do art. 195, com
base no BIS IN IDEM, não podendo o requerente ser punido duas vezes
pelo mesmo fato.
c) Seja, subsidiariamente, desclassificada a infração do art. 210 para a do
art. 209, por ficar demonstrado que não havia bloqueio viário ou
sinalização ou dispositivo auxiliares.

Termos em que,

Pede o deferimento.

Curitiba, 21 de agosto de 2018.

ANDERSON AUGUSTO NUNES ANDRADE


Desta feita apresenta-se o rol de testemunhas, conforme relação abaixo:

Testemunha 01: Jorcenildo Alves Silva, inscrito no CPF sob o nº


40857522272, e RG nº 416222, residente e domiciliado na Av café filho 2621, na
cidade de Machadinho D’ Oeste que presenciou o fato e provará em depoimento;

Testemunha 02: Marcio Alves Pereira, inscrito no CPF sob o nº


74747762272, e RG nº 1151278, residente e domiciliado na Av Tangara 3337, na
cidade de Machadinho D’ Oeste que presenciou o fato e provará em depoimento.

Termos em que,

Pede o deferimento.

Curitiba, 21 de agosto de 2018.

ANDERSON AUGUSTO NUNES ANDRADE