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Comida Sacrificada a Ídolos


Marley Gomes Maia – TB/2010
1ª CARTA AOS CORÍNTIOS
Paulo escreveu esta Carta em Éfeso, durante a terceira viagem missionária, para
remediar os abusos, nomeadamente as divisões e escândalos de que teve conhecimento
por mensageiros vindos de Corinto (1,11), e para responder às questões que lhe foram
postas por escrito (7,1). Estas circunstâncias explicam o carácter não sistemático da
Carta, com a única preocupação de enfrentar as necessidades e resolver as dúvidas dos
seus correspondentes.

A COMUNIDADE

Ao longo destas páginas, desenha-se o retrato fiel de uma comunidade viva e fervorosa,
mas com todos os problemas resultantes da inserção da mensagem cristã numa cultura
diferente daquela em que tinha sido anunciada anteriormente. As questões abordadas
derivam em grande parte do fenómeno da inculturação do Evangelho em ambiente
helenista. Paulo procura esclarecer, mostrando-se firme ao condenar os comportamentos
inconciliáveis, mas compreensivo quando a fé não corre perigo.

CONTEÚDO

O conteúdo da 1.ª Carta aos Coríntios pode resumir-se nos seguintes pontos doutrinais:

Prólogo: 1,1-9;
I. Divisões na igreja de Corinto: 1,10-4,21;
II. Escândalos na igreja: 5,1-6,20;
III. Resposta a questões concretas: 7,1-11,1;
IV. A Assembleia Litúrgica: 11,2-34;
V. Os carismas: 12,1-14,40;
VI. A ressurreição dos mortos: 15,1-58;
Epílogo: 16,1-24.
TEOLOGIA

Os cristãos de Corinto enfrentaram várias “tentações”: reduzir a fé cristã a uma


sabedoria humana, diversificada à maneira das escolas filosóficas de então (1,10; 3,22);
ceder aos imperativos de uma ética sexual, caracterizada, ora por um excessivo laxismo,
ora pelo desprezo da carne, segundo as diferentes correntes filosóficas (5,1-3; 6,12-20;
7,1-40); continuar a observar as práticas cultuais do paganismo (cap. 8-13) e a sofrer a
influência suspeita das refeições sagradas (11,21) e do frenesim delirante de certos ritos
(12,2-3). Tiveram ainda dificuldade em conciliar o mistério fundamental da ressurreição
dos mortos com as doutrinas dualistas da filosofia grega (cap. 15).
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As soluções propostas estão marcadas pelos condicionalismos culturais de então e pelo


concreto da vida; mas não se reduzem a mera casuística já ultrapassada, porque o génio
de Paulo, mesmo quando desce a questões do dia-a-dia, sabe sempre elevar-se aos
princípios fundamentais que lhes asseguram perenidade e oferecer-nos uma teologia
aplicada ao concreto da vida cristã.

Daqui o interesse e a actualidade desta Carta: através dela, sentimos ao vivo o pulsar de
uma comunidade cristã muito rica, a forte personalidade de Paulo, muito consciente das
suas responsabilidades, e a presença constante do Ressuscitado que anima a comunidade
e a tudo dá sentido.1
Texo colhido da Internet.

1ª CORÍNTIOS 8

Como vimos na introdução, os corintios estavam culturamente muito influenciado com


as práticas ritualísticas da fertilidade. Isso implicava tanto nas questões da idolatria
como também da contaminação sexual. Os cristãos coríntios, possivelmente por má
interpretação da “liberdade cristã” que Paulo ensianava, supunham que não havia
nenhum problema se os cristãos comessem comida oferecida a ídolos. Os templos eram
mais do que locais de adoração e culto, mas também um lugar de reunião e interação
social. Ir no templo é ter contato com a elite social e ter acesso a favores na sociedade.
Não viam nenhum mal em ir a tais templos, já que tais ídolos não passavam de vaidade
humana, logo que mal há em pelo menos ter acesso a esse ciclo social?

“Paulo, no entanto, disse que as ofertas não deveriam ser comidas. Sua explicação não
era que os ídolos eram reais ou que os templos o fossem. No início do capítulo oito,
Paulo disse: “No que se refere às coisas sacrificadas a ídolos, reconhecemos que todos
somos senhores do saber”. A palavra “todos” refere-se aos cristãos coríntios. Porque
todos têm conhecimento, todos podem comer. Entretanto, “o saber ensoberbece, mas o
amor edifica”. O propósito do amor é edificar a outros, enquanto o conhecimento
ensoberbece. É verdade que o Pai é Deus, que Jesus é o Senhor, e que os ídolos nada
são.”

Uma analise global dos argumentos de Paulo em 8.1-11.1 evidencia que ele é
essencialmente a favor da liberdade (veja especialmente 8.8, 9.1-12, 19). Ele defende
dois tipos de liberdade: A liberdade absoluta em Cristo (8.8; 9: 19 e 10.29) E a
liberdade de limitar a própria liberdade por amor a algum irmão cuja consciência é
menos forte (8.13, 9.12, 15, 19).

No livro de Coríntios é descrito a definião mais bem realizada do que é o amor (Cap.
13), fica evidente que a preocupação de Paulo está no fato do escândalo que o ato de
frequentar tais locais fará. Além de quê, Paulo se preocupa em que isso se transformará
mais no futuro.

1
http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=1%C2%AA_Carta_aos_Cor
%C3%ADntios
3

“Toda a argumentação de Paulo, no capitulo 8 de 1 Corintios é um exemplo pratico de


obediência á lei do amor: o amor se restringe para o bem dos outros. Fazer com que um
irmão tropece uma só vez é, para Paulo, um perigo tão consternador, que ele prefere
nunca mais tocar em carne para evitar tal desastre. Este é o verdadeiro amor cristão e
(Paulo afirma com igual fervor) a verdadeira liberdade cristã.”2

1 Coríntios 8

1 Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos
ciência. A ciência incha, mas o amor edifica.
2 E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.
3 Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.
4 Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o
ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus, senão um só.
5 Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na
terra (como há muitos deuses e muitos senhores),
6 todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos;
e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.
7 Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu
costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo
fraca, fica contaminada.
8 Ora, o manjar não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de
mais, e, se não comemos, nada nos falta.
9 Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os
fracos.
10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos
ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas
sacrificadas aos ídolos?
11 E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu.
12 Ora, pecando assim contra os irmãos e ferindo a sua fraca consciência, pecais
contra Cristo.
13 Pelo que, se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para
que meu irmão não se escandalize.

2
http://aandremoreira.blogspot.com/2009/05/licao-8-coisas-sacrificadas-
aos-idolos.html