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Colégio Portugal __________________________________________________ O Principezinho

PERSONAGENS

O PRINCIPEZINHO – O pequeno príncipe vem do asteróide B612, um


pequeno planeta no espaço. Parte do seu planeta em busca de conhecimento e
sabedoria e também para se afastar da sua flor. Viaja por sete planetas e no
último, a Terra, ele aprende com a raposa o segredo da vida e ensina o
narrador que temos de ser responsáveis por aquilo que cativamos.
O pequeno príncipe representa a inocência e a pureza. Quando visita as
personagens nos planetas, ele não consegue percebê-las e pensa que são
muito esquisitas. Não entende porque é que o homem de negócios conta as
estrelas uma vez que ele não faz nada com elas, apenas as “possui”. Também não percebe porque é
que a sua flor é efémera e que a perderá algum dia porque ela morrerá. Estas verdades mantêm-se
pouco claras durante a sua viagem porque o principezinho é inocente, não consegue ver a realidade do
mundo à sua volta nem consegue compreender a mentalidade dos adultos. Quando encontra a
serpente, esta não lhe morde porque ele é tão puro. O principezinho, não sabendo o perigo que a
serpente representa, fala com ela tal como fez com a raposa. A sua mente ainda não está adulterada
pelo mal, dinheiro, ganância tal como a mente dos adultos. Além do mais, ele consegue ver o que os
adultos não vêem. Por exemplo, finalmente percebe a importância da flor porque ela é única para ele
assim como ele para ela. Então, ele deve protegê-la e acarinhá-la. Os adultos não compreendem as
coisas assim: eles não sabem porque é que uma flor deve ser tão importante como o dinheiro ou
fama, nem se importam que uma flor morra ou que as estrelas chorem.
O principezinho traz ao narrador memórias de infância que este há muito esqueceu. Ele ensina o
narrador a ser responsável por aqueles que amamos e cativamos que se tornam únicos, a ver com o
coração, a despertar a criança que ainda existia dentro dele.
O pequeno príncipe também nos ensina que as melhores coisas do mundo não são necessariamente as
mais caras, as mais raras, mas as coisas mais simples que vemos e das quais gostamos no nosso dia a
dia.

NARRADOR – O narrador adora desenhar mas abandonou os


desenhos quando tinha seis anos porque ninguém os compreendeu.
Então, decidiu tornar-se piloto. Quando encontra o principezinho no
deserto, ele aprende com este os segredos simples da vida, há muito
esquecidos. Através da experiência com o pequeno príncipe, o
narrador vê a diferença entre crianças e adultos e encontra a criança
dentro dele. A relação entre o narrador e o principezinho torna-se
uma viagem fantástica através do universo infantil e de tudo o que é
bom e verdadeiro.
À medida que o narrador começa a gostar do principezinho, ele descobre também as verdades que
estiveram escondidas durante grande parte da sua vida. Uma parte dele que há muito perdera foi
recuperada pela pureza do principezinho.

A FLOR – A flor vive no planeta do principezinho. Ela é vaidosa e exigente, pensando


que o mundo gira à volta dela. Aborrece constantemente o principezinho e pede-lhe
que tome bem conta dela. Contudo, ama o pequeno príncipe e, apesar da sua
arrogância, quando o principezinho abandona o planeta, fica muito triste e pensa
ter sido a causadora da sua partida. A flor para o principezinho é o seu tesouro,
o “essencial” que só podemos ver com o coração. É quando perdemos o que é
único que compreendemos a sua importância nas nossas vidas.

9º Ano ________________________________________________________ Prof. Laura Almeida


Colégio Portugal __________________________________________________ O Principezinho

A RAPOSA – A raposa é uma criatura muito sábia. Ela sabe o segredo


da vida que dá de presente ao principezinho: “o essencial é invisível
aos olhos, só podemos ver bem com o coração.” Quando o vê pela
primeira vez, fica tímida e envergonhada, mas depois sente-se capaz
de sacrificar a sua liberdade para que o principezinho a cative. A
raposa sente que quando o principezinho a cativar, ela ficará feliz
porque já não será igual às outras raposas que ele encontrar; serão
únicos um para o outro.

O REI – O rei é muito arrogante, egocêntrico e tem-se em alta conta. Contudo, a sua
superioridade só lhe traz solidão e faz com que todos se afastem dele. Acredita que
governa o universo incluindo as estrelas e os planetas. Pensa que sabe tudo e possui tudo,
mas na verdade é muito ignorante sobre o mundo que está para além do seu
minúsculo planeta. O principezinho visita-o mas ele logo o classifica como seu
súbdito, dando-lhe as suas ridículas ordens.
O rei representa as pessoas da nossa sociedade que se julgam seres superiores.
Não ouvem as opiniões dos outros e não pensam nas consequências dos seus actos.
No fim, tudo o que conseguem é o desrespeito em vez do respeito que eles
acreditam que merecem. Claro que o pequeno príncipe julga-o muito tolo porque ninguém pode
governar todo o universo.

O VAIDOSO – O vaidoso quer a atenção toda para ele e pede ao pequeno príncipe que o aplauda
sempre que ele agradecer tirando o chapéu. Considera-se a pessoa mais maravilhosa e
admirada do mundo e adora elogios.
O vaidoso é como uma pessoa cega que não consegue ver a beleza do mundo porque
está demasiado extasiada consigo própria. Para uma pessoa ser respeitada e
admirada, é necessário que dê a sua contribuição ao mundo ou que faça a diferença
na vida de alguém. O vaidoso não faz uma coisa nem outra. Vive uma vida sem sentido
porque acredita plenamente que é a pessoa mais maravilhosa do mundo, embora não
tenha feito nada para construir a sua reputação. Não se pode julgar uma pessoa pela
aparência ou pela forma como fala, mas pelas coisas que faz ou não faz.

O BÊBADO – O bêbado é uma pessoa triste e solitária que vive só num pequeno planeta. Ele bebe
para esquecer que tem vergonha de beber. É um círculo vicioso. Representa a dependência, qualquer
vício e incapacidade para mudar.

O HOMEM DE NEGÓCIOS – O homem de negócios representa o perfeito adulto


porque a sua única preocupação é os números. É muito sério. Ele trabalha o tempo
todo contando as estrelas que possui e detesta distracções. Representa a
obsessão pela riqueza, a ambição pela posse de bens materiais.

9º Ano ________________________________________________________ Prof. Laura Almeida


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O ACENDEDOR DE CANDEEIROS – O acendedor de candeeiros acende e apaga os


candeeiros do seu planeta. Apesar de o principezinho considerar útil a sua ocupação,
esta simboliza o absurdo, a inadaptação à mudança, o cumprimento de ordens sem
questionar.

O GEÓGRAFO – O geógrafo desenha mapas no atlas. É o “sábio” que


desconhece o seu próprio planeta. Ele pede ao principezinho que descreva o
seu planeta para que possa desenhá-lo porque o considera um explorador
mas quando o pequeno príncipe lhe fala sobre a sua flor, ele diz-lhe que
não pode desenhá-la porque as flores são efémeras, ou seja, não duram
para sempre, e o geógrafo só anota coisas eternas. É aqui que o
principezinho toma consciência que a sua flor está sozinha e pode morrer.

O MERCADOR – O mercador vende pílulas que substituem a água. Se uma pessoa tiver sede, toma a
pílula e não será preciso beber água. Fazendo isto, as pessoas pouparão 53 minutos todos os dias. O
principezinho pensa que isto é ridículo e pensa que se tivesse 53 minutos, iria a uma fonte de água
fresca. Simboliza o artificialismo dos homens.

O AGULHEIRO – Esta pessoa envia os comboios para diferentes direcções. Ele diz que as crianças
têm sorte porque sabem o que procuram, ao contrário dos adultos, que viajam de lugar para lugar
constantemente à procura de coisas. Representa a eterna insatisfação dos homens.

9º Ano ________________________________________________________ Prof. Laura Almeida


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SIMBOLISMO

NÚMEROS 6 "Uma vez, tinha eu seis anos"; “... até que, há seis anos ..." (Cap. I). São seis os
planetas visitados. O número seis tem um significado ambivalente que lhe
advém de ser 3 + 3 ou 2 x 3. Pode pender para o bem ou para o mal, para a
união com Deus e para a revolta. É, pois, um número contraditório. É ainda na
Bíblia o número da criação: Deus criou o mundo em seis dias.

7 "O sétimo planeta foi, pois, a Terra." Segundo a civilização cristã, é o número
da totalidade porque é a soma de três, número divino, e de quatro, número
simbólico dos seres criados por Deus. É, portanto, o símbolo da totalidade do
tempo e do espaço.

8 "Era o oitavo dia da minha avaria no deserto ." É, universalmente, o número do


equilíbrio cósmico e também da justiça. Não será indiferente a este
significado o seu desenho gráfico (o zero é o símbolo de todas as
potencialidades = o ovo.)

9 "E, sempre a andar, vim a descobrir o poço ao nascer do dia. " É o número da
plenitude, simbolizando o número da gestação (a criança está nove meses em
gestação no ventre materno), o coroamento de todos os esforços e o concluir
de uma criação. É, pois, o número do sucesso.

Universalmente, é o símbolo da vida e da morte. Sem água, não há vida.


A ÁGUA

Ligado à agua, simboliza a fonte da vida; ligado a uma procura intelectual,


O POÇO
simboliza o alcance do conhecimento; ligado à profundidade, significa o silêncio
e o segredo da sabedoria; ligado à consciência, significa o mais profundo do ser
humano ou mesmo o próprio ser humano.

É um símbolo complexo. Significa a solidão do ser humano, o espaço das provas


O DESERTO a que está sujeito, a esterilidade (não tem água), a necessidade da ajuda de
Deus para se vencerem as provas, o local da contemplação e da revelação.

9º Ano ________________________________________________________ Prof. Laura Almeida