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O pentateuco no século 21:

restrospecto e perspectivas
SÉRGIO HENRIQUE SOARES MONTEIRO1

E ste artigo descreve a crise atual nas pesquisas do Pentateuco. Aborda


sua origem e resultados, bem como os impactos para a pesquisa
moderna. Apresenta os principais nomes participantes do debate e sua
contribuição para o atual momento da pesquisa. Conclui apresentando
uma descrição sobre o futuro da pesquisa, conforme se apresenta a
partir do estado atual e dos rumos que a pesquisa tem seguido.

Palavras chaves: Pentateuco; Crise; Método; Autoria; Data; Unidade; Debate.

The pentateuch in the 21th


century: retrospect and prospect
T his article describes the current crisis in Pentateuch research, presenting
its origin and results, as well as the impact on the modern research. It
shows the main players in the debate and its contribution to the current
momentum in the field. It finishes describing the future of the research, as
we can grasp from the current research and the trend it has taken.

Keywords: Pentateuch; Crisis; Method; Authorship; Date; Unity; Debate.

1
  Mestrando em Teologia Bíblica pelo Seminário Adventista Latino Americano de
Teologia (Salt). E-mail: shs.monteiro@uol.com.br
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A pesquisa acadêmica do Pentateuco vive uma crise de identidade


que remonta aos anos 1970. Esta crise está relacionada a uma insatisfa-
ção crescente com a abordagem dominante desde o final do século 19,
com sua ênfase na busca das camadas formativas, tradições subjacentes e
fontes dos textos do Pentateuco. Foi o influente estudo de Rolf Rendtorff
(1977), intitulado “Das überlieferungsgeschichtliche Problem des Pentateu-
ch”, que expôs a insatisfação com os rumos da pesquisa crítica, bem como
as falhas da metodologia, e iniciou a era de crise que alcançou nossos dias.
Por outro lado, os eruditos evangélicos, cujos trabalhos não utilizavam os
princípios ou ferramentas da pesquisa crítica, saudaram como bem-vinda
a reação de Rendtorff (1977) e o resultado de suas pesquisas.
O presente artigo resenha os principais trabalhos de pesquisa
na área do Pentateuco aparecidos nos primeiros anos do século 21. É
preciso, entretanto, retornar alguns anos para entender o estágio atual
da pesquisa e os rumos futuros.

24 Retrospecto

Raízes da crise
Em 1977, Rolf Rendtorff publicou o estudo “Das überlieferungs-
geschichtliche Problem des Pentateuch”, no qual discute as teorias sobre a
formação do Pentateuco. O artigo foi publicado dois anos após o estudo
de John van Seters (1975), “Abraham in History and Tradition”, e um
ano após o escrito de Hans Heinrich Schmid (1976), “Der sogenannte
Jahwist”. Esses autores, de certa forma, inauguraram o período de críti-
cas internas e discussões sobre a Hipótese Documentária. Do lado con-
servador, a pesquisa ganhou novo impulso com a publicação da Teolo-
gia do Antigo Testamento de Walter Kaiser Jr (1978).
Rendtorff (1977) apresentou uma crítica ao modelo dessecativo
e à tendência fragmentadora do método crítico. Ele dedica especial
atenção à metodologia de Martin Noth (1960), que acentua a história
das tradições subjacentes a cada unidade do Pentateuco e ao método
histórico-kerigmático de Gerhard von Rad. Ele havia sido professor de
Rendtorff (1977) e sua influência é visível na metodologia do autor.
Não se deve pensar, entretanto, que Rendtorff, ou mesmo Seters e Sch-
mid, houvessem abandonado o método crítico (HASEL, 1985). Ao contrário,

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O pentateuco no século 21: restrospecto e perspectivas

suas pesquisas (e toda crise delas resultante) estavam relacionadas com as fa-
lhas do método e como sublevá-las (ARNOLD, 2003). É a busca por um novo
ar para o método crítico que desencadeia a crise que hoje presenciamos.
A novidade da abordagem de Rendtorff (1977) está na sugestão
de que a ideia de fontes do Pentateuco deve ser desacentuada em fa-
vor de uma abordagem que acentue as tradições que subjazem ao texto
(RENDTORFF, 1977). Mas as fontes não são abandonadas. De fato, o
resultado da abordagem da história das tradições de Rendtorff (1977)
pode ser a descoberta de fontes que serão importantes. Aparentemente,
Rendtorff (1977) não estava propondo a inexistência de fontes per se,
mas o seu uso como guia na pesquisa do Pentateuco.
Anos mais tarde, Rendtorff (1993) retorna ao tema em seu artigo
“The Paradigm is changing — Hopes and Fears”, no Journal of Society for
Biblical Literature, no qual afirma a morte da teoria documentária de
Welhausen e a falência dos métodos de Martin Noth (1960) e Gerhard
von Rad. Entretanto, ele não está disposto a empreender o caminho de
retorno à posição conservadora tradicional, mas espera por um novo
“paradigma” que tome o texto em seu resultado final. 25
A desilusão de Rendtorff (1977) não era solitária. Nos anos seguin-
tes, vários eruditos, dentre os educados no método crítico da pesquisa
do Pentateuco, expressaram sua insatisfação com o próprio método e
expuseram suas falhas. A insatisfação não representa um abandono do
método crítico na pesquisa do Pentateuco, mas a exposição de suas falhas.
Essa linha de ação fica evidente nas críticas que descrevemos abaixo.
Precisamos começar necessariamente com o discípulo de Rendtorff,
Erhard Blum (1984). Ele trabalha sobre a metodologia de Rendtorff (1977)
e partilha com seu professor as críticas ao consenso, aprofundando-as.
Sete anos mais tarde, Blum publicou o magistral estudo “Die Komposi-
tion der Vatergeschischt”, no qual ele trabalha a hipótese de que em lugar
de “fontes” da história dos pais, o que temos são tradições, ou blocos de
tradições que eram mantidas de forma independente e foram editadas
posteriormente. Seu rompimento com a hipótese documentária está na
busca de grandes blocos de tradição e sua relativa indiferença às supos-
tas fontes, que segundo ele, são inexistentes. Mas Blum (1990) retorna a
uma hipótese documentária modificada, anos mais tarde, quando propõe
a existência de duas camadas composicionais distintas (KD equivalente
a uma composição pré-sacerdotal D e KP, que ele chama de composição
Sacerdotal ou P) em seu estudo da composição do Pentateuco.

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John Barton (1984), em seu livro sobre metodologia, utiliza a


apresentação clássica das quatro fontes, mas adota uma posição neutra
quanto à existência de apenas estas quatro fontes e sobre a unidade e
continuidade delas. Em seu artigo no “Anchor Bible Dictionary”, Barton
(1992) coloca a quebra com o paradigma de Wellhausen já no período
do pós-guerra, devido a estudos de eruditos israelitas. Consistente com
a neutralidade de seu estudo prévio, Barton termina seu artigo com a
afirmação lacônica de que não se usa mais a expressão “quatro fontes
históricas”, mas apenas “quatro fontes” (BARTON, 1992).
Os círculos conservadores produziram poucos estudos, dos
quais o de Gerhard Hasel (1985), “Biblical Interpretation Today”, é o
mais completo e exaustivo. Hasel (1985) expõe os princípios e pressu-
posições filosóficas por trás do método crítico e como são incompatí-
veis com o material Bíblico. E com base nessa incompatibilidade, ele
decreta o fim do método crítico.
No mesmo ano, Gerhard Larsson (1985) publicou seu estudo
sobre as Cronologias do Pentateuco, afirmando que havia demonstra-
26 ção de unidade textual no Pentateuco, ao invés da fragmentação que a
hipótese documentária propunha. No mesmo diapasão, Gary Rends-
burg (1986) chega à conclusão que a hipótese documentária era insufi-
ciente para explicar a unidade linguística e estrutural das narrativas de
Gênesis, demonstrada pelo uso de Quiasmas e expressões recorrentes,
enquanto Kikawada e Quinn (1985) demonstraram a unidade temáti-
ca das narrativas Patriarcais, contrariando os resultados assegurados
da crítica das fontes.
O estudo crítico mais completo e exaustivo do período parece
ser Whybray (1987): “The Making of the Pentateuch — A Methodolo-
gical Study”. Seu objetivo é descrever o processo formativo do Pen-
tateuco, baseado na hipótese de que existe unidade no Pentateuco e
que essa unidade indica a existência de um único autor no Pentateu-
co. Whybray (1987) critica profundamente tanto a Crítica das Fontes
quanto a Crítica da Tradição de Noth. A crítica das fontes, segundo
Whybray (1987), está fortemente baseada em “especulações”, “precon-
cepções” e o resultado é um “pastiche”. A crítica das tradições, por
seu turno, está baseada sobre “falácias” e sobre comparações que não
podem ser mantidas, por serem problemáticas.
De forma semelhante a Kikawada e Quinn (1985), Ludwig Sch-
midt (1988) criticou os resultados críticos do Pentateuco ao trabalhar so-

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O pentateuco no século 21: restrospecto e perspectivas

bre a história do roubo da primogenitura por Jacó. Para ele, essa história
demonstra que a chamada fonte Elohista seria, na verdade, apenas uma
revisão da fonte Javista, sendo que essa última estava dividida em uma
versão mais longa e outra mais curta que foram habilmente editadas.
Tengström (1989) questionou se as bases para a datação das fontes
eram exegéticas ou filosóficas e concluiu que uma exegese fundamen-
tada no texto imporia uma redatação que tornaria a fonte Javista, por
exemplo, em um produto muito anterior à monarquia.
É por isto que Dyk (1990), ao resumir o estado da arte da pesqui-
sa, declarou que a hipótese documentária lutava para sobreviver, uma
vez que estava seriamente comprometida por falhas apontadas por uma
gama de estudiosos. Em sua avaliação, a crítica da tradição ou história
da redação eram abordagens muito mais propícias ao texto, visto que
levava em conta sua história oral.
Eugene Merrill (1991) é uma das vozes conservadoras do período.
Ele publicou a segunda edição de “An Historical Survey of the Old Testa-
ment”, no qual assevera a unidade e autorias tradicionais do Pentateuco.
Ele considera os resultados críticos como baseados em pressuposições e 27
rejeição a priori de toda evidência contrária.
A discussão foi retomada por Blekkinsopp (1992) em sua obra
“The Pentatheuch”, que pode ser considerado, ao lado de Blum (1990),
como o responsável pelo renascimento da hipótese documentária,
agora mesclada à Crítica da Tradição e fortemente associada à ela.
Não se trata de um retorno à escola de Wellhausen, mas um abando-
no de suas pressuposições, ainda que mantendo, de alguma maneira
e até certo ponto, seus resultados. Blenkinsopp (1992), efetivamente,
retoma a ideia de fontes primárias, mas começa com aquela cuja exis-
tência é mais “sólida” (P) para aquela que é mais conjectural (Não P).
Ele é seguido por Carr (1996), que propõe a existência de apenas duas
fontes: P e Não P. Todos os demais extratos da pesquisa crítica são
redações sobre uma dessas fontes. Com essa abordagem, tanto Blen-
kinsopp (1992) quanto Carr (1996) se livram dos problemas conjectu-
rais e de datação que envolvem as fontes E e J.

A crise hoje
A crise iniciada nos anos finais do século 20 produziu efeitos du-
radouros que adentraram ao século 21. Alguns dos autores menciona-
dos acima voltaram a atacar o establishment e seus resultados. Rendtorff

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(2006)2 retomou o tema em duas ocasiões específicas: em seu livro


“The Canonical Hebrew Bible”, de 2005, e na reunião anual da SBL, em
2006, na qual revisitou seu estudo de 1974 sobre o Javista. Em ambos,
Rendtorff (2006) reafirma e fortalece seu posicionamento anterior, afir-
mando a inexistência do Javista, concluindo a apresentação na SBL com
as palavras: “O Javista desapareceu e levou consigo o edifício no qual
habitava, pois não sobrou nenhum habitante” (RENDTORFF, 2006)
Essas duras palavras de Rendtorff (2006) geraram reações imedia-
tas. David Clines (2006),3 que havia sido responsável pelas primeiras aná-
lises do ensaio de 1974 de Rendtorff (2006), uma vez mais foi o responsá-
vel pela resposta no próprio fórum da SBL. Seu artigo termina afirmando
que “não estamos invalidando os velhos paradigmas”. Isto efetivamente
demonstra que Clines (2006), falando por muitos de seus colegas, não
está disposto a abandonar completamente a hipótese documentária.
Precisamos retornar alguns anos, porque a discussão já havia sido
reiniciada nos primeiros anos do século 21. Tanto eruditos conservadores
quanto liberais estavam engajados na discussão. Em 2001, o Journal of Ad-
28 ventist Theological Society publicou uma aguda crítica de Greg King (2001)
à Hipótese Documentária. Ali, King (2001) delineou a hipótese e dialogou
com seus pressupostos, concluindo que ela deveria “ser abandonada”.
Naquele mesmo ano, o Deão da Universidad Adventista del Plata,
Gerald Klingbeil (2003), reuniu 11 artigos sobre o Pentateuco a partir
do ponto de vista conservador, em “Inicios, Paradigmas y Fundamentos:
Estudios teológicos y exegéticos en el Pentateuco” (2001). A tônica dos
artigos é a defesa da posição conservadora quanto ao Pentateuco em um
diálogo franco com a erudição europeia.
Da perspectiva crítica, em 2002, são publicados os resultados da dis-
cussão provocada pelo trabalho de Christoph Levin (1999), Der Jahwist
und seine Kritiker, com o título “Abschied vom Jahwisten”. “Die Kompo-
sition des Hexateuch in der jüngsten Diskussion“, sob a edição de Schmid,
Jan Getz e Witte (2002). Alguns dos autores deste livro já haviam dado sua

2
  Trecho retirado do texto “What happened to the ‘Yahwist’?: reflections after thirty
years”, de Rolf Rendtorff, publicado em 2006. Disponível em: <https://bit.ly/2MxS-
R6W>. Acesso em: 28 jun. 2017.
3
  Trecho retirado do texto “Response to Rolf Rendtorff ’s ‘What Happened to the Yah-
wist? Reflections after Thirty Years’”, de David J. A. Clines, publicado em 2006. Dispo-
nível em: <https://bit.ly/23WAlcw>. Acesso em: 10 jul. 2014.

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O pentateuco no século 21: restrospecto e perspectivas

contribuição à pesquisa em anos anteriores. Podemos citar, por exemplo


John Blekkinsopp, Jean Louis Ska, Thomas Römmer, Jan Christian Getz,
Konrad Schmid, Erhard Blum, dentre outros. Os ensaios demonstram a
diversidade de opiniões sobre a composição do Pentateuco, existência, li-
mites e características das fontes, processo de redação e principalmente,
datação do Javista. O resultado é praticamente, nas palavras dos editores,
um “adeus parcial ao Javista”, que Rendtorff entende como um adeus ao
Javista sem dizer adeus ao castelo da hipótese documentária.
Alexander e Baker (2003) editaram o volume sobre o Pentateuco
do Dictionary of the Old Testament. Arnold (2003) foi o responsável pelo
artigo geral sobre a História da Crítica do Pentateuco, enquanto Gerald
Klingbeil (2003) escreveu sobre a Crítica Histórica e Baker (2003) so-
bre a Crítica das Fontes. Os autores escrevem do ponto de vista conser-
vador, mas chegam a conclusões interessantes, o que demonstra certa
diversidade mesmo entre os autores não liberais. Baker (2003), espe-
cialmente, termina seu artigo com a ambígua declaração de que “ainda
esperamos por uma correta explanação sobre a composição do Penta-
teuco”, enquanto Klingbeil (2003) defende a unidade do Pentateuco e a 29
historicidade dos relatos, contrariando o método Crítico.
Gordon Wenham (2003) publicou o primeiro volume de seu “Ex-
ploring the Old Testament” tratando com o Pentateuco. Nele, Wenham
(2003) discute os temas relacionados com a composição do Pentateuco,
defende a historicidade das narrativas patriarcais e concorda fundamen-
talmente com Whybray (1987) quanto à uma autoria única do Pentateuco.
Richard Friedmann (2003) propôs um retorno absoluto à teoria
documental, em sua tradução do Pentateuco em 2003. Sua tradução es-
tava baseada no uso das fontes tradicionais além das camadas de reda-
ção, sendo, cada uma, marcada com uma cor diferente.
No outro lado do espectro, Merling Alomía (2006), no discurso
inaugural do 5º Simpósio Bíblico-Teológico Sul Americano em 2004
(ALOMÍA, 2006), confiantemente afirma que estamos presenciando
uma mudança de paradigma nos estudos do Pentateuco, com o abando-
no da Hipótese Documentária e a metodologia crítica.
Os estudos de Ekkart Otto (2007) na Europa, e Joel Baden (2009)
nos Estados Unidos, entretanto, parecem contradizer a afirmação de
Alomía (2006). Longe de abandonar a hipótese documentária, esses dois
autores dão novo ímpeto e significado ao método crítico e à hipótese do-
cumentária. Ambos trabalham com a crítica literária sobre o Pentateuco.

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Eckart Otto (2007) foi o coeditor de “Das Deuteronomium zwischen Pen-


tateuch und deuteronomistischem Geschichtswerk”, com Reinhard Achen-
bach (OTTO; ACHENBACH, 2004). Seu artigo introdutório trata exa-
tamente das relações entre o código Sacerdotal (P) e o Deuteronômio, e
defende a ideia de pontos de contatos que podem apenas ser percebidos
através de uma abordagem sincrônica do Pentateuco. Para Otto (2000), as
fontes são reconhecíveis através de uma leitura sincrônica do texto. Seus
estudos posteriores utilizam largamente a leitura sincrônica para extrair
essas camadas literárias, que são então reunidas através da reconstrução
dos períodos no que ele chama Lei de Moisés (OTTO, 2000); (OTTO; LE
ROUX, 2005); (LE ROUX; OTTO, 2007); (OTTO, 2007).
Joel Baden (2009) é professor de Yale e um prolífico escritor com
interesse específico sobre a composição do Pentateuco. Em 2009, ele
publicou seu primeiro livro sobre o tema e foi coeditor de outro: “J, E,
and the Redaction of the Pentateuch” (BADEN, 2009); “The Strata of the
Priestly Writings: Contemporary Debate and Future Directions” (SHECT-
MAN; BADEN, 2009). Seu tratamento clássico, entretanto, apareceu
30 recentemente em 2012, no estudo “The Composition of the Pentateuch:
Renewing the Documentary Hypothesis” (BADEN, 2012a), no qual ele
trabalha o renascimento da Crítica das Fontes; e em “The Promise to
the Patriarchs” (BADEN, 2013), no qual seu método crítico-literário é
utilizado no estudo da história dos Patriarcas.
Baden (2012b) não enxerga a existência de uma crise nos estudos do
Pentateuco. Na verdade, pensa ele, o que vemos é a comum discordância
acadêmica na busca pelo refinamento da hipótese, que, em sua visão, ainda
é o melhor meio para explicar a diversidade do texto, suas contradições e
duplicidades. A nova crítica, como Baden (2012b) a chama, constrói sobre
os fundamentos de Wellhausen, mas se afasta daquilo que ele chama de
fraqueza da hipótese clássica. Em seu ensaio de 2012, Baden (2012b), elenca
sete características que diferenciam a Nova Crítica da Antiga Crítica.

Razões da Crise
As palavras mais utilizadas na literatura representada acima são
“especulação”, “pressuposições”, “reconstrução”, “desmoronamento”, “in-
certeza”, “insuficiente” e outras igualmente negativas. A crise se expressa
em um grande mau humor por parte dos especialistas.
Uma leitura mais aprofundada nos revela alguns dos motivos por
trás desse mau humor e esta sessão descreve alguns dos motivos:

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O pentateuco no século 21: restrospecto e perspectivas

• Abandono do positivismo historiográfico


O método crítico exigia do texto do Pentateuco absoluta precisão
historiográfica, além de histórica (BROOKE; RÖMER, 2007). E porque
o texto não podia se enquadrar no ambiente reconstruído para o perío-
do que alegava pertencer, ele precisava ser movido para um período em
que o contexto histórico fosse mais apropriado (HASEL, 1985). Em outras
palavras, o texto não era testemunha de seu tempo, mas um intruso. Ben-
jamim Sommer (2011), no recente artigo sobre datação dos textos do Pen-
tateuco, criticou duramente a subjetividade deste método. Segundo ele, é o
estudioso quem primeiro determina o tema do texto e então pensa sobre
quando aquele tema seria relevante para o leitor antigo, e então decide que
o texto data daquele período (SOMMER, 2011). Todo o processo depende
do estudioso e de suas pressuposições quanto à reconstrução do contexto
histórico, social, filosófico e religioso. Ademais, há a pressuposição de que
um determinado tema deve sempre pertencer a um tempo específico, e não
pode ter surgido em tempo anterior. Não é difícil se perceber que Sommer
(2011) tem razão e seu artigo contém alguns importantes exemplos desse
pseudo-historicismo e porque seu abandono era necessário. 31
Além da aguda crítica de Sommer (2011), merecem destaque tam-
bém as críticas profundas de Hasel (1985), em seu artigo “Biblical Inter-
pretation Today”, e a mais recente de Klingbeil (2003), no artigo sobre a
crítica histórica do Dicionário editado por T. Desmond Alexander (2003).

• Descobertas arqueológicas
O crescente número de descobertas arqueológicas no Oriente Mé-
dio, com o consequente crescimento da compreensão sobre usos, cos-
tumes, contexto social, literário e religioso foi um pesado golpe no con-
senso crítico.4 Não é possível mais se manter que o Pentateuco apresenta
narrativas anacrônicas e desligadas dos períodos aos quais as histórias
alegadamente pertenceriam.
Ao contrário, hoje é possível se afirmar que as histórias patriarcais
estão perfeitamente inseridas no contexto do segundo ou terceiro milênio

4
  Ver Evans, Lohr e Petersen (2012); Brueggeman e Wolff (1982); Newell (1983); Hasel
(1985); Kikawada e Quinn (1985); Mann (1988); Merrill (1991); Macrae et al. (1994);
Carr (1996); King (2001); McDermott (2002); Klingbeil (2003); Hamilton (2005); Alo-
mía (2006); Kondor (2006); Kirkpatrick e Goltz (2008); McEntire (2008); Deffinbaugh
et al. (2009); Branick (2011); Briggs, Lohr e Moberly (2012).

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AEC (KLINGBEIL, 2003). Os costumes se harmonizam e os nomes estão de


acordo com os nomes comuns utilizados naqueles tempos (HASEL, 1985).
Em resumo, muitas descobertas arqueológicas recentes aprofun-
daram a crise dos estudos críticos do Pentateuco.

• Estudos de religiões comparadas


A análise profunda das origens das religiões levada a cabo nos últi-
mos 40-50 anos também foi um duro golpe ao método crítico da pesquisa
do Pentateuco. Uma das assertivas comuns do método é que o Pentateuco
possui elementos religiosos que demonstram origens diversas tanto geo-
gráfica quanto temporalmente (BADEN, 2013). Elementos monoteístas são
solidamente datados como pertencendo ao período mais recente da his-
tória de Israel (JOCZ, 1961; HERRMANN, 1981; BRUCE; PAYNE, 1998;
BRIGHT, 2000; GUILLAUME, 2009; CHOI, 2010), quando a sua religião
havia evoluído para religião que conhecemos (NOTH, 1960). Já elementos
politeístas e henoteístas são vistos com indicadores visíveis de camadas pri-
mitivas, advindas do tempo em que os israelitas eram, como seus vizinhos,
32 politeístas e do período de transformação henoteísta (NOTH, 1960).
O primeiro problema é que a própria definição de quais seriam os “ele-
mentos politeístas” é subjetiva. Ela é baseada na pressuposição da evolução da
religião de Israel imposta ao texto a partir da perspectiva do estudioso.
Ademais, a ideia é claramente influenciada pela noção evolucio-
nista e pela certeza de que as religiões primitivas eram politeístas e que o
monoteísmo é uma compreensão posterior. O recente estudo de Rodney
Stark, entretanto, minou esta certeza (STARK, 2007). Ele demonstrou
que “[…] os humanos primitivos possuíam noções surpreendentemen-
te sofisticadas sobre Deus e a criação”. Desta forma, é preciso que a dis-
secação baseada no suposto politeísmo primitivo de Israel, para o qual
não existem evidências exceto as reconstruções críticas, seja revista.

• Estudos linguísticos demonstram elos e unidade


Diversos eruditos empreenderam estudos sobre a estrutura do
texto e encontraram marcadores que são melhor entendidos como indi-
cadores de unidade, antes de multiplicidade de fontes. Alguns exemplos
desses marcadores são:

1. Wiseman (1936) identificou no Gênesis a possível existência de


unidades textuais que são delimitadas pela frase ‘eleh toledot e

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formulou a chamada teoria dos Tabletes. A frase ‘eleh toledot é vista


como uma declaração ligada ao que precede e não necessariamente
com o que segue (HARRISON, 1969). Desta forma, ela delimita o
texto em uma unidade de tradição que não existia apenas de forma
oral, mas já se encontrava de forma escrita (SEWELL, 1994). Seu
filho, Donald Wiseman, em 1985, retomou a teoria e a refinou,
afirmando que desde 1936, novos colofons — como são conhecidos
— foram encontrados na literatura antiga, demonstrado que esse tipo
de fórmula era comum (WISEMAN; WISEMAN, 1985).

2. A existência de estruturas quiásticas no texto Bíblico e no Pentateuco


não é uma novidade. Pequenas unidades textuais são frequentemente
vistas como estruturadas em forma de quiasma. Entretanto, Gordon
Wenham (1987) demonstrou que a estrutura quiástica vai muito
além de pequenas unidades, sendo encontrada nos grandes blocos
narrativos do Pentateuco. Essas estruturas estão finamente ajustadas,
demonstrando que não são um mero acidente, mas se relacionam
com o tema do livro e do Pentateuco (KIKAWADA; QUINN, 1985). 33
Outros eruditos demonstraram exegeticamente a existência desses
blocos quiásticos. Jacques Doukhan (1978), por exemplo, mostrou
que a história da criação está estruturada em forma quiástica.

• Fontes vistas como uma unidade e imprecisão quanto à datação


A existência das duas fontes fundamentais para a pesquisa crítica
do Pentateuco tem sido fortemente questionada5. De fato, alguns cír-
culos evitam falar da fonte E (BLENKINSOPP, 1992; 2004), enquanto
outros declaram a inexistência de J (RENDTORFF, 2006). Isso ocorre
porque essas supostas fontes são tão fortemente interligadas que é difícil
distinguir entre seus extratos.
Ademais, não há certeza sobre a suposta datação de cada fonte.6
Como Benjamim Sommer acentuou corretamente (SOMMER, 2011), o
processo de datação dos textos é largamente subjetivo e isso é demons-

5
  Ver Barton (1984); Blum (1984; 1990); Baker (2003); Campbell e O’brien (2005);
Dozeman e Schmid (2006); Barton, Stuckenbruck e Wold (2007); Dozeman, Schmid e
Römer (2011); e Dozeman, Schmid e Schwartz (2011).
6
  Ver Baker (2003); Friedman (2003); Otto (2007); Baden (2009); e García López (2012).

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trado pela imprecisão na datação, precedência e relação temporal das


fontes, forçando os eruditos a proporem a existência de redatores em
diferentes fases, e de diferentes escolas7.

Resultados
Havendo analisado o estado atual da pesquisa do Pentateuco, po-
demos resumir alguns de seus resultados e a implicação para as questões
primordiais: Autoria, Datação e Unidade.

A. Autoria
Do ponto de vista crítico, um retorno à autoria mosaica é não ape-
nas improvável como proibido. De fato, nos círculos eruditos a simples
ideia causa frisson. Os eruditos reunidos em Zurique, para o encontro
sobre o Pentateuco em 2010, declararam, através de sólida conclusão
de pesquisa bíblica, que a narrativa do Pentateuco, que começa com a
Criação do mundo e termina com a morte de Moisés, não foi composta
por um único autor (DOZEMAN; SCHMID; SCHWARTZ, 2011).
34 A crítica ainda busca descobrir quem compôs o Pentateuco e qual é
a quantidade de autores e redatores envolvidos. As sugestões são variadas,
incluindo uma mulher da corte de Salomão (ROSENBERG; BLOOM,
1990), Baruque ou Jeremias (FRIEDMAN, 1987) dentre outras propostas.
As pesquisas literárias, entretanto, tiveram impacto sobre os estu-
dos conservadores. Moisés segue sendo o autor do Pentateuco, mas hoje
se compreende que ele utilizou tradições existentes e as incluiu na obra
que conhecemos (ALEXANDER, 2003). Donald Wiseman e Wiseman
(1985) e Harrison (1969) sugeriram que as tradições dos pais poderiam
haver existido em forma escrita, e que essas foram passadas de pai para
filho até chegarem a Moisés, que a incluiu na Torá (SEWELL, 1994).

B. Datação
As datas propostas são tão diversas quanto os autores. Cada ex-
trato é datado de maneira variada, em um período que vai dos tem-
pos pré-monárquicos (ALEXANDER, 2003) até o período Macabeu
(FRIEDMAN, 1987). Não há certeza, pois a datação é dependente da
reconstrução que os críticos fazem e de como os textos se harmoni-

7
  Ver Brekelmans, Vervenne e Lust (1997); Römer e Schmid (2007); e Dozeman e
Römer (2012).

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zam com essa reconstrução (DOZEMAN; SCHMID; SCHWARTZ,


2011; SOMMER, 2011). É daí um dos motivos da crise da pesquisa atual
e é também um de seus resultados. O Pentateuco é resultado de um
processo de composição que durou “centenas de anos”, nas palavras dos
eruditos em Zurique (DOZEMAN; SCHMID; SCHWARTZ, 2011), e,
mais recentemente, em Jerusalém, quando os eruditos se reuniram para
avaliar o atual estágio da pesquisa acadêmica.
Os críticos não estão sozinhos em suas incertezas quanto à data
do Pentateuco. As fileiras conservadoras também demonstram incerte-
zas e diversidade, havendo apenas a certeza de que o resultado final do
Pentateuco apareceu pouco após a entrada do povo em Canaã, que é
datada por volta de 1400 AEC ou 1200 AEC.

C. Unidade
A pesquisa liberal caminha no sentido do reconhecimento da
unidade do Pentateuco. Isso não significa automaticamente a existên-
cia de um único autor, embora esta seja a sugestão de Whybray (1987;
1995). A ideia da unidade, para os críticos, significa, ao contrário, que 35
o produto que temos é o resultado de um processo de redação muito
mais bem feito do que se supunha anteriormente, pelas mãos de um
redator final em algum período posterior (CARR, 1996; DOZEMAN;
RÖMER; SCHMID, 2007; TITUS, 2011). Mas mesmo essa unidade
não possui contornos claros. Os estudiosos não chegaram ainda a um
acordo quanto aos limites do Pentateuco, suas fontes e camadas de
redação, e nem mesmo concluíram se o Pentateuco é realmente um
Pentateuco. Ouve-se falar de um Tetrateuco (NOTH, 1981), Hexateu-
co e até de um Eneateuco (OTTO, 2000).8
Do outro lado do debate, os estudiosos conservadores mantém
a existência de unidade temática e essencial no Pentateuco (KLIN-
GBEIL, 2001); (KLINGBEIL, 2003). Ainda que se reconheça o traba-
lho editorial, este é feito pelo próprio autor, Moisés, ou por escribas
posteriores que apenas se ocuparam em atualizar informações, como
nomes de lugares, sem romper ou interferir na unidade do texto origi-
nal (MOURA, 2005).

8
  Ver Gertz, Schmid e Witte (2002); Otto e Achenbach (2004); Blum et al. (2005);
Römer e Schmid (2007); Dozeman, Römer e Schmid (2012).

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Perspectivas
E o que se pode esperar da pesquisa futura quanto ao Pentateuco?
Quais os rumos que a pesquisa deve tomar?
O primeiro aspecto a ser mencionado é que parece não haver ne-
nhum indicativo de que o método crítico venha a ser completamente
abandonado. Embora Rolf Rendtorff (2006) tenha, em 2006, proclama-
do o adeus ao Javista e à hipótese documentária (RENDTORFF, 2006),
nem mesmo ele estava disposto a abandonar a metodologia crítica
(RENDTORFF; ORTON, 2005). Na verdade, ele estava satisfeito com
os resultados da crítica das tradições, conforme levada a efeito por seu
pupilo, Erhard Blum (BLUM, 1984; 1990; BLUM; OSWALD, 2010).
Ademais, as vozes atuais mais influentes no campo das pesquisas
bíblicas, como Joel Baden, Jean Louis Ska, Eckart Otto, Antoine de Pury,
Christophe Levin, Jan Getz, Korad Schmid, dentre outros, se discordam
nos detalhes, são unânimes em reafirmar a viabilidade do método críti-
co. Os recentes encontros sobre o Pentateuco promovidos pelas Univer-
36 sidades de Zurique em 2010 e a Hebraica de Jerusalém em 2013 e 2014,
avançam no refinamento dos resultados do método crítico.
É verdade que, e os conteúdos programáticos desses encontros o
demonstram, há muito mais pontos discordantes entre os estudiosos do
que alguma forma de consenso, exceto na negação da autoria Mosaica,
da data antiga e da unidade do Pentateuco. Ainda não há, e possivel-
mente não haverá nos próximos anos, concordância quanto à delimi-
tação das fontes, porque a sua importância vem sendo constantemente
diminuída, com o fortalecimento da abordagem sincrônica e da crítica
canônica, ou da forma final do texto (BADEN, 2012a; 2012b).
A sensação é que se gastou muito tempo e esforço na tentativa
de interpretar camadas do texto, e o texto foi posto de lado. Não quer
dizer, entretanto, que os trabalhos exegéticos que veremos em tempos
próximos abandonem a abordagem diacrônica. De fato, a antecipada
série International Exegetical Commentary of the Old Testament, cuja
publicação começou em 2012 e conta com os mais influentes nomes
da crítica e da pesquisa do Antigo Testamento, está desenhada para
conter tanto a perspectiva diacrônica quanto a sincrônica na análi-
se dos textos. Os autores dos comentários sobre o Pentateuco estão
ativamente engajados na discussão sobre o método crítico, hipótese
documentária etc. Genesis será publicado em 2 volumes, escritos por

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Erhard Blum e David Carr (para o primeiro volume) e Konrad Schmid


(para o volume final). Êxodo também conta com 2 volumes escritos
por Helmut Utzschneider e Wolfgang Oswald. O volume sobre Leví-
tico está aos cuidados de Baruch Schwartz. Rainer Albertz e Thomas
Römer comentam Números, também em 2 volumes e os autores dos
dois volumes sobre Deuteronômio são Jeffrey Stackert e Joel S. Baden.
Além dessa série monumental, uma pesquisa nos sites das principais
editoras de teologia da Europa, como Vandenhoek&Ruprecht, Möhr,
de Gruyter, e Kollhammer apresentam resultados impressivos demons-
trando que a pesquisa crítica sobre o Pentateuco está viva e o debate
sobre os rumos da pesquisa, acalorados.
Entretanto, é essencial perceber que há uma reação nos círcu-
los conservadores. Estudiosos dessa linha têm adentrado ao debate e
apontado caminhos alternativos para a pesquisa crítica. O Evangelical
Exegetical Commentary, por exemplo, apresenta um contraponto ao
International Exegetical Commentary of the Old Testament. Seus co-
mentários sobre o Pentateuco eram aguardados para os anos de 2015 e
2016, exceto o de Êxodo, que foi publicado em 2012 e seus autores são 37
representativos da erudição exegética conservadora: William Barrick,
do Master’s Seminary, está a cargo do Gênesis. Eugene Carpenter, do
Seminário Bethel, é o Autor do comentário de Êxodo (CARPENTER,
2012); Richard Averbeck, do Trinity Seminary comentará Levítico, en-
quanto R. Dennis Cole, do Seminário Batista de New Orleans, se dedica
a Números, e Michael Grisanti a Deuteronômio. A orientação deste co-
mentário, segundo seus editores, é de uma perspectiva evangélica, em-
bora incorpore o melhor da erudição crítica.
A Andrews University planejou também para o ano de 2015 o lança-
mento de um comentário sobre toda a Bíblia em 2 volumes. Eruditos ad-
ventistas estão engajados na escrita desse comentário que deve incorporar
a perspectiva adventista aos estudos do Pentateuco. Olhando os trabalhos
anteriores de Alomía (2006) e Klingbeil (2003), podemos esperar uma
sólida discussão exegética sobre os temas importantes na pesquisa.
O futuro da pesquisa deve seguir no caminho aberto pela crise
dos últimos 40 anos. Não há como retornar ao período pré-crise. Wel-
lhausen não é mais um consenso, se é que existe um consenso. O edi-
fício crítico está definitivamente vazio, pronto para demolição, mas os
seus engenheiros se recusaram a apertar o botão. Se alguém terá essa
coragem no futuro, apenas o tempo dirá.

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