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Centro de Emprego e Formação Profissional do Porto

Serviçode
Centro deEmprego
Formação Profissional
e Formação do Porto do Porto
Profissional
Serviço de Formação Profissional do Porto

UFCD
0359-Sistema de organização
comercial
(25 horas)
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A constituição de empresas

Introdução

Para o exercício de uma actividade ou cumprimento de um objectivo social torna-se necessário reunir
um conjunto de recursos materiais e humanos indispensáveis para o efeito.

A mobilização e propriedade desses recursos pode pertencer a um só empreendedor e nesse caso


estamos na presença de um empresário em nome individual. A alternativa é a de serem duas ou
mais pessoas ou entidades a fazê-lo e nesse caso estamos em presença de uma sociedade.

Constituição de sociedades

O Código Civil define contrato de sociedade como aquele em que duas ou mais pessoas se obrigam
a contribuir com os bens e serviços para o exercício em comum de certa actividade económica, que
não seja de mera fruição, a fim de repartirem os lucros resultantes dessa actividade.

São diversos os tipos de sociedades. No entanto, na actividade económica, assumem especial


relevância as sociedades comerciais.

Actualmente, só as sociedades anónimas, as sociedades por quotas e as sociedades por quotas


unipessoal têm relevância económica e jurídica nos diferentes sectores de actividade. Em conjunto,
estas três formas de sociedade representam mais de 90% do número total de sociedades e cerca de
99% do capital investido.

Juridicamente, o que mais diferencia os vários tipos de sociedades comerciais é a responsabilidade


dos sócios, que poderá ser limitada ao valor da quota que o sócio detém.

O primeiro passo para a constituição de uma sociedade prende-se com a escolha do tipo jurídico.

A opção deverá ter em atenção um conjunto de variáveis, como sejam, a dimensão inicial da
empresa, o carácter pessoal do empreendimento, a disponibilidade dos promotores, o interesse em
se recorrer no futuro a capitais de terceiros e inclusive a razão de constituição da própria sociedade.

Sociedades por quotas


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Nas sociedades por quotas a responsabilidade dos sócios está limitada ao valor da quota subscrita
sendo dirigidas pelos gerentes que poderão tomar as decisões concernentes à actividade da
empresa, desde que não existam limitações previstas no pacto social.

A firma deve ser formada com ou sem sigla, pelo nome ou firma de todos, algum ou alguns dos
sócios, ou por denominação particular, ou pela reunião de ambos esses elementos, mas em qualquer
caso concluirá pela palavra “Limitada” ou pela abreviatura “Lda”.
Estas sociedades devem ser constituídas, no mínimo, por dois sócios e com um capital social igual
ou superior a 5.000,00 €.
Assembleia geral e gerência são os órgãos que constituem estas sociedades.

A aplicação de resultados e as alterações ao pacto social são da responsabilidade da assembleia


geral, formada por todos os sócios da empresa.

Sociedades por quotas Unipessoal

Actualmente é permitido pelo CSC a constituição de sociedades por quotas unipessoais que, como o
nome o indica têm um único sócio (pessoa singular ou colectiva), de responsabilidade limitada ao
valor da quota sendo o capital social igual ou superior a 5.000,00 €. Esta sociedade obedece às
mesmas regras contabilísticas das sociedades por quotas.
Sociedades anónimas

Enquanto que as sociedades por quotas estão mais próximas do tipo de sociedades pessoais este
tipo jurídico corresponde ao exemplo acabado das sociedades de capitais. O seu capital está dividido
em acções sendo a responsabilidade dos sócios limitada ao valor das acções subscritas.

A sociedade anónima não pode ser constituída com um número de sócios inferior a cinco e todas as
acções terão o mesmo valor nominal, não inferior a 1 cêntimo de euro e deverá ter um capital no
mínimo de 50.000,00 €.

As acções podem ser nominativas ou ao portador, estando neste caso reunidas em títulos. Podem,
também, ser escriturais, não existindo, nesta situação, tradução física em títulos.
A firma destas sociedades é formada com ou sem sigla, pelo nome ou firma de um ou alguns dos
sócios ou por uma denominação particular, ou pela reunião de ambos esses elementos, mas em
qualquer caso concluirá, ou pela expressão “Sociedade Anónima” ou pela abreviatura “S.A.”.
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As sociedades anónimas estão sujeitas a fiscalização, através de um conselho fiscal, ou de um fiscal


único

Os órgãos sociais, previstos no pacto social, poderão ser compostos por:


- Conselho de Administração ou Administrador Único
- Assembleia Geral
- Conselho Fiscal ou Fiscal Único

Processo de constituição da sociedade

Está preparado para ser empresário(a)?


Comece por avaliar se possui perfil de empresário e se tem reunidas as condições mínimas para
avançar com o desafio.
Está disposto a correr riscos?
Como reage ao insucesso?
Tem capacidade de trabalho e liderança?
É responsável, rigoroso e exigente?
É uma pessoa com muitas ideias?
Já elaborou o projecto com todas as necessidades para definir as necessidades financeiras?
Já estabeleceu o plano de financiamento para saber onde ir buscar os recursos?

Só após respostas e análise a estas questões se deve passar a constituição efectiva da empresa.
As sociedades só podem constituir-se após verificadas determinadas condições ou requisitos, de
ordem geral ou especial, podem ir até à autorização administrativa.

Escolhido o tipo jurídico da sociedade, os passos a dar são os seguintes:

a) Obtenção da autorização para uso da designação social – do certificado de admissibilidade – e


do cartão provisório de identificação de pessoa colectiva, junto do Registo Nacional de Pessoas
Colectivas;

b) Elaboração dos estatutos, ou pacto social;


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c) Depósito, em instituição bancária, do capital subscrito que deve ser realizado antes da celebração
da escritura pública;

d) Escritura pública de constituição;

e) Inscrição na Conservatória do Registo Comercial e inscrição definitiva no Registo Nacional de


Pessoas Colectivas;

f) Declaração de início de actividade na Repartição de Finanças da Zona;

g) Inscrição na Segurança Social;

h) Aquisição dos livros contabilísticos.

Fluxos da empresa e a informação contabilística

Introdução

Toda a organização para levar a bom termo a sua missão necessita de um conjunto de recursos
(humanos, materiais, organizativos), sem os quais os seus objectivos ficariam prejudicados.

Neste contexto é possível admitir-se que a empresa é uma organização em que os seus objectivos
se traduzem na realização de um lucro, ou seja, na criação de um excedente.
A contabilidade surge, numa primeira fase, como um sub sistema de informação vocacionado para a
determinação e valorização dos meios utilizados nas produções e das contrapartidas obtidas (vendas
ou serviços prestados). Falamos em sub sistema, porquanto a contabilidade tem como principal
objectivo proporcionar informação relevante numa área empresarial de grande importância que é
sistematizada através da recolha, classificação, registo dos factos ocorridos, por forma a evidenciar,
no fim de determinados períodos, a situação patrimonial 1 e os resultados decorrentes da sua
actividade.

Fluxos da empresa e conceitos fundamentais

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A empresa, para o exercício da sua actividade, necessita de um conjunto de bens e serviços
(trabalho, matérias primas, energia, equipamentos, mercadorias, edifícios, etc.), que procura obter,
duma forma sistemática, junto dos seus fornecedores.

Em esquema:

Fornecedores ⇨ Empresa

Assim, ao assegurar o fornecimento desses bens e serviços junto dos seus fornecedores, é gerado
um fluxo real de entrada, o qual virá a ser compensado, aquando da venda ou prestação de serviços,
por fluxo real de saída para os seus clientes.

Em esquema:

⇨ ⇨
Fornecedores Empresa Clientes

Desta forma, ao exercer a sua actividade, a empresa (e demais organizações) origina fluxos de
entradas de bens e serviços (meios) dos seus fornecedores e fluxos de saída de bens e serviços,
chamamos-lhes reais. Por envolverem não só a empresa como também terceiros (clientes e
fornecedores), chamamos-lhes externos.

Mas o que se contrapõe a este circuito de bens e serviços? Quando de adquirem bens ou serviços
aos fornecedores, gera-se como contrapartida, a obrigação de os pagar, ou seja, a obrigatoriedade
de, em certo prazo, efectuar a contraprestação monetária equivalente aos bens ou serviços
adquiridos. Assim, a aquisição de bens e serviços a terceiros vai traduzir-se numa obrigação
financeira do comprador, independentemente da sua utilização ou consumo.

Estas obrigações financeiras associadas às aquisições de bens ou serviços, designa-se de


despesas. Teremos, então uma despesa sempre que adquirimos um edifício, um equipamento,
matérias primas, ou outro bem ou serviço, independentemente da sua utilização ou do seu
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pagamento. As despesas estão associadas às compras (de imobilizados, de existências e de outros
bens e serviços).

Inversamente, ao vender bens ou a prestar serviços aos clientes, geram-se direitos financeiros do
vendedor, ou seja, o direito a receber a contraprestação pecuniária equivalente ao bem que vende ou
ao serviço que presta. Estes direitos financeiros associados às vendas de bens e às prestações de
serviços, designam-se receitas.

Teremos receitas sempre que se vendam bens ou se prestem serviços a terceiros.

Receitas e despesas constituem conceitos financeiros associados a fluxos reais de saída e de


entrada, respectivamente. Ao olharmos para a empresa em termos de despesas e receitas,
perspectivamo-nos numa óptica financeira, exactamente por nos preocuparmos com obrigações e
direitos de carácter financeiro.

Contudo, para que os bens e serviços sejam colocados à disposição dos clientes, é necessário
proceder a um conjunto de transformações dos meios adquiridos pela empresa. Estas
transformações dependem, fundamentalmente, do tipo de actividade desenvolvida.

Em esquema:
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Fornecedores

Processos de
Meios ⇨
transformação

Produção de
bens/serviços

Clientes

Os fluxos reais externos são complementados com fluxo reais internos.


Estes têm a ver com:

• Consumos ou utilizações dos meios ou recursos (utilização de mão de obra, de equipamentos, de


instalações, consumos de matérias primas, energia, etc.).

• Geração ou obtenção de produções (bens ou serviços aptos a serem vendidos ou utilizados pelos
clientes).

O valor dos fluxos representativos dos consumos ou utilizações dos meios, designam-se custos. Por
sua vez, os fluxos representativos da produção de bens ou serviços aptos a serem vendidos ou
prestados, designam-se proveitos.
Podemos dizer que, regra geral, os custos sucedem às despesas (correspondem aos consumos ou
utilizações dos meios que as geraram), enquanto que os proveitos antecedem as receitas
(representam os bens e serviços que irão ser alienados aos clientes).

Ao analisarmos a empresa em função dos fluxos reais internos, estamos atentos à forma como ela
consome ou utiliza os seus recursos (meios) e gera os seus produtos ou serviços (produções). De
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outra forma, preocupamo-nos com a economicidade dos meios e com a sua capacidade de gerar
bens e serviços capazes de captar o interesse dos clientes.

Neste sentido, a análise da empresa já não é numa óptica financeira, mas sim numa óptica produtiva
ou económica. Também a contabilidade produz quadros de informação capazes de avaliar a
empresa nesta perspectiva económica. Os quadros elaborados pela Contabilidade neste domínio são
as Demonstrações dos resultados.

Se a prioridade é classificar os custos e proveitos de acordo com a natureza (custos c/ o pessoal,


impostos, fornecimentos e serviços externos, etc.), então o documento tem a denominação de
Demonstração dos resultados por naturezas. Se os custos e proveitos são registados tendo em conta
a afectação funcional (função administrativa, financeira, etc.), então temos a Demonstração dos
resultados por funções.

Custos/Proveitos p/naturezas ⇨ Demonstração dos resultados p/naturezas

Custos/Proveitos p/funções ⇨ Demonstração dos resultados p/funções

Por último, para se assegurarem os fluxos reais externos de entradas dos fornecedores (despesas) e
de saídas para os clientes (receitas), torna-se necessário proceder à correspondente
contraprestação pecuniária.

Nesta perspectiva, gera-se um outro conjunto de fluxos externos que tem a ver com a circulação da
moeda, daí os designarmos por fluxos monetários (com sentido inverso ao dos fluxos reais).
Em esquema:

⇦ ⇦
Fornecedores Empresa Clientes

Os fluxos de saída dos meios líquidos de pagamento designam-se pagamentos, enquanto que os de
entrada designam-se recebimentos. Desta forma, recebimentos e pagamentos são conceitos de
natureza monetária e que tem a ver exclusivamente com a circulação da moeda.

Ao olharmos para a empresa nesta perspectiva, estamos já a situarmo-nos numa terceira óptica: a
óptica monetária e as nossas preocupações serão no âmbito da existência ou não de meios líquidos
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de pagamento e da capacidade que a empresa tem em os libertar, ou seja, em os gerar. A sua
representação faz-se na Demonstração dos fluxos de caixa ou Demonstração dos fluxos monetários.

Recebimentos/Pagamentos ⇨ Demonstração dos fluxos de caixa

Dado o grande impacto que a situação monetária tem no desenvolvimento da empresa, esta
demonstração é considerada por alguns, como o principal indicador da performance da empresa.
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Como vender?

Nesta fase, já o empreendedor conhece objectivamente o seu negócio e as características mais


importantes do mercado onde pretende operar. Impõe-se agora, que se questione sobre a forma
mais eficaz de se vender, ou seja, definir uma politica e estratégia empresarial.

Como primeiro passo, deve fixar objectivos quer comerciais quer empresariais e consequentemente
definir uma politica de produto/serviço, de preço e comunicação.

Fixação de objectivos comerciais

Com base no conhecimento e pesquisa da realidade do mercado, deve definir objectivos exequíveis
tanto ao nível de participação no mercado, bem como ao nível do volume de vendas a atingir.

Politica do serviço

Em primeiro lugar conheça muito bem as organizações que estão instaladas em seu redor. Avalie o
que está mal nessas organizações para que não cometa o mesmo erro. Apresente o seu espaço com
imagem agradável, inovadora de fácil recordação. Não esqueça que o seu cliente deve sentir o
serviço francamente melhor do que o da concorrência.

Politica de preços

Um aspecto muito importante do plano comercial da sua empresa é a definição do preço de venda dos seus
serviços. Para tal deve analisar o custo efectivo do serviço que presta, definir a margem de lucro que pretende
obter e saber os preços que a sua concorrência mais próxima pratica. O preço baixo nem sempre é sinónimo
de baixa qualidade, nem o preço alto é sinónimo de alta qualidade. O preço correcto será aquele que conduza
aos seus objectivos e que o cliente aceite como justo para o serviço.
O orçamento: um instrumento do planeamento

O orçamento é uma ferramenta de gestão a curto prazo, integrado num conjunto mais amplo
conhecido no controlo de gestão como instrumentos de pilotagem.

Não é possível separar a orçamentação do planeamento porque um deles, embora com horizontes
temporais diferentes, apresentam as mesmas preocupações: prever o futuro para o poder gerir e
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antecipar a tomada de decisão. Como instrumentos previsionais, conduzem à escolha de
actividades, de acções e de orientações futuras.

Gerir com rigor e êxito pressupõe a definição de resultados que possam ser realizáveis e a utilização
de adequados planos alternativos para o seu alcance. O processo previsional obriga o gestor a gerir
o futuro como o campo onde se reflectirão as suas decisões, daí a necessidade em desenvolver
esforços de forma a ter uma correcta percepção dos factores que poderão vir a afectar a realização
das suas expectativas.

O planeamento é um processo através do qual a empresa analisa o seu ambiente, as suas


características (pontos fortes e fracos), escolhe uma estratégia, identifica os seus objectivos e
selecciona os meios e recursos (técnicos, humanos, financeiros, organizacionais, etc.) para os
realizar.

O planeamento tem a ver tanto como curto como o médio e longo prazos, isto é, tem a ver sobretudo
com o futuro. No que concerne, especificamente, ao orçamento, a sua visão é de curto prazo, isto é,
até um ano e representa, em nosso entender, a decomposição do primeiro ano do plano a médio
prazo em períodos mais curtos, preferencialmente o mês.

Objectivos para o planeamento:

1. Analisar e gerir a mudança. Diz respeito à dimensão estratégica do planeamento, na


medida em que procura determinar a evolução previsível do ambiente e prepara a empresa
para se adaptar de forma a colher as vantagens e as oportunidades que venham a surgir.

2. Traçar as vias de um desenvolvimento coerente. O processo de planeamento orienta-se


para a fixação de objectivos a médio e longo prazos. Assim, a empresa determina as acções
a realizar para atingir os objectivos desejados, tendo em conta um ambiente previsível. O
processo previsional permite também garantir a coerência entre os diversos objectivos da
empresa.

3. Permitir a integração da empresa. O planeamento não constitui apenas um instrumento


técnico com interesse económico e financeiro. O seu grande interesse manifesta-se pelo facto
de provocar e desenvolver a comunicação na empresa: comunicação vertical entre superiores
e subordinados para discutir planos e definir actividades e responsabilidades; comunicação
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horizontal na mesma linha de hierarquia para delimitar responsabilidades e funções e a sua
integração e coerência.

4. Melhorar os resultados da empresa. Definir objectivos e planos de acção não é apenas


uma projecção das correspondentes realizações do passado para o futuro. Os objectivos
devem ser possíveis de concretizar, mas ambiciosos; os planos devem propor melhorias na
utilização dos recursos. Deve constituir assim um meio de procura duma melhoria contínua no
exercício das actividades empresariais. Todos os custos são preocupantes, pelo que deve
constituir um principio fundamental da gestão evitar o desperdício de recursos e que o
processo previsional deve ter presente.

5. Constitui um instrumento de aprendizagem da gestão. O planeamento permite aprender a


gestão, na medida em que gerir é decidir e prever no presente aquilo que se vai fazer
posteriormente. Gerir é conduzir a empresa para um conjunto de resultados através da
criação de cenários, da definição de estratégias, de políticas, de escolha de recursos em
ambientes previsíveis no futuro.

Conceito e finalidade do orçamento

O orçamento corresponde à tradução financeira dos objectivos e dos planos de acção a curto
prazo. Desta forma, o orçamento representa um instrumento de gestão para apoiar o gestor na
sua tomada de decisão visando alcançar os objectivos definidos.

O orçamento deve ser capaz de:

 quantificar – atribuir um valor à actividade, ao negócio ou a qualquer outro elemento, por forma a
identificar a sua convergência com os objectivos pretendidos;

 responsabilizar – atribuir um valor pelo qual o gestor terá que responder, servindo de base à
avaliação do seu desempenho;
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 racionalizar – identificar as necessidades de recursos ao longo do processo ou nos vários planos
de acção levando os gestores a procurarem sempre alternativas que conduzam à sua racionalização.

Pelos motivos apresentados, o orçamento não pode ser a recondução dos números do ano anterior
com um certo ajustamento para ter em conta a sua inflação ou a variação da actividade. Deve ser,
sim, a tradução de compromissos dos gestores em atingir os seus objectivos ou em cumprir com os
seus planos de acção. O sistema de gestão da empresa deve garantir que os orçamentos não se
apresentem apenas como um documento preenchido apressadamente ou a partir dos dados do ano
anterior, porque é obrigatório pelos órgãos de gestão, mas constituem um pacto entre gestores e
entre estes e a organização, por forma a melhorar os seus desempenhos e a sua performance
global.

Papel do orçamento

São vários os factores de interesse para implementar na empresa o processo orçamental, desde a
sua ajuda aos gestores para compreenderem e dominarem a sua gestão, até ao desenvolvimento de
comunicação e das relações entre os responsáveis da mesma linha hierárquica, ou na situação de
superior e subordinado.

Neste sentido, o orçamento constitui uma ferramenta de curto prazo para implementar a estratégia,
mas deve estar articulado com o plano a médio prazo, devendo ser a decomposição das grandezas
previstas no seu primeiro ano em períodos mais curtos (mês ou trimestre).

No entanto, existem empresas que elaboram o orçamento sem dispor de qualquer processo de
planeamento para além do próprio orçamento. Nestas circunstâncias, o orçamento constitui um
exercício de mera previsão e de estimativas de custos e de proveitos não sendo, na maioria dos
casos, um verdadeiro instrumento de responsabilização dos gestores.

Em síntese, o orçamento deve constituir um elo de ligação entre o curto e o médio prazo. Constitui o
instrumento de implementação de estratégia e de acompanhamento do grau de realização dessa
implementação.