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Matriz de atividade individual *

Módulo: 5 Atividade:
Título: Aplicação da Arbitragem no Brasil - Solução ou Problema?
Aluno: DIOGO RIBEIRO DOS SANTOS
Disciplina: Mediação e Arbitragem Turma: Turma2
Introdução
O presente parecer visa avaliar de forma objetiva o uso do juízo arbitral como
meio de solução de conflitos em especial ao caso Prospecção x Machine, analisando a
viabilidade do sistema implementado no Brasil através da Lei n° 9307 de 1996..

Será analisado no desenvolvimento deste parecer o conceito de Arbitragem, bem


como sua aplicabilidade, os requisitos formais, a eficácia de sua aplicação no Brasil
considerando a sistemáticas que recentemente ingressou no ordenamento jurídico
brasileiro.

Considerando a sobrecarga do judiciário, o uso de meios alternativos e


extrajudiciais para resolução de conflito é fundamental a saúde financeira das empresas.
O custos na manutenção de departamentos jurídicos contencioso e para legal é enorme,
além da necessidade de contratar-se escritórios de advocacia especializados em
determinadas áreas. Estes custos aumentam progressivamente ao arrastamento das
demandas judiciais ao longo dos anos. Neste sentido, será proposta uma solução viável
para resolução do caso proposto - Prospecção x Machine, tendo em vista o
descumprimento contratual da Machine.

Justificativa

A reflexão sobre o acionamento do juízo arbitral tem justificada relevância para


a sociedade, uma vez que é comum conflitos de natureza contratual em que é inviável a
negociação amigável através do acompanhamento de um mediador ou conciliador,
tornando-se necessário a aplicação de via alternativa para a solução do conflito para
balancear o litígio e evitar o acionamento da justiça, o que aumentaria mais prejuízos
para as partes.

Neste contexto, o Juízo Arbitral surge como uma solução alternativa importante
na resolução de disputas comerciais, oportunizando economia de tempo, recursos

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financeiros, evita: a burocracia existente no judiciário e o aumento dos conflitos
provenientes das relações contratuais, mas por outro lado preserva a análise técnica dos
fatos de forma dinâmica e justa para a definição do conflito.

Por fim, o debate se justifica para apreciar o caso Prospecção x Machine, em


que a primeira necessita reaver o recurso investido face ao descumprimento contratual e
imotivado da empresa Machine, indicando o caminho mais eficiente entre o
procedimento arbitral e o processo judicial.

Desenvolvimento

Inicialmente seria importante para a reflexão discorrermos sobre o conceito e a


aplicação da arbitragem nas relações comerciais em competência nacional. A
arbitragem como método alternativo na resolução de conflitos é utilizada há séculos por
diversos países.

No Brasil, a lei n. 9.307/96 que regulamento o uso da arbitragem não estabelece


o que é arbitragem, deixando esta conceituação para a doutrina.

A arbitragem para Carmona é:

"Meio alternativo de solução de controvérsias através da intervenção de uma


ou mais pessoas que recebem seus poderes de uma convenção privada,
decidindo com base nela, sem intervenção estatal, sendo a decisão destinada a
assumir a mesma eficácia de sentença judicial. (CARMONA, 1998, p. 43).

A arbitragem pode ser aplicada como meio alternativo para fins de resolução de
conflitos sobre direitos patrimoniais disponíveis. A lei n.9307/96 prevê todas as
garantias do procedimento judicial, porém as partes são responsáveis por estabelecerem
as regras e escolhem um juiz privado para apreciação do litígio.

Considerada como um meio idôneo seguro e plenamente eficaz na resolução de


conflitos, a arbitragem deve respeitar os princípios do devido processo legal, a ampla
defesa e ao contraditório, além disso deve-se ter bem claro o poder executivo da
Sentença Arbitral, que configura titulo executivo judicial, sendo possível sua execução
judicial em caso do não cumprimento voluntário da decisão. Por outro lado, a sentença
arbitral é única e irrecorrível, sendo classificada como coisa julgada material. Contra a
sentença arbitral não cabe recurso de mérito, apenas pedidos de esclarecimentos ou

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questionamentos quanto à regularidade formal do procedimento, podendo ser declarada
nula pelo Poder Judiciário se apresentadas comprovações da ocorrência de qualquer das
hipóteses do art. 32 da Lei 9.307/96.

Art. 32. É nula a sentença arbitral se:


I - for nula a convenção de arbitragem;
II - emanou de quem não podia ser árbitro;
III - não contiver os requisitos do art. 26 desta Lei;
IV - for proferida fora dos limites da convenção de arbitragem;
V - não decidir todo o litígio submetido à arbitragem; (revogado)
VI - comprovado que foi proferida por prevaricação, concussão ou
corrupção passiva;
VII - proferida fora do prazo, respeitado o disposto no art. 12, inciso
III, desta Lei; e
VIII - forem desrespeitados os princípios de que trata o art. 21, § 2º,
desta Lei.
Através da garantia da produção, por ambas as partes, de todas as provas em
direito admitidas, o arbitro escolhido deve exercer o seu livre convencimento
apresentando sua motivação, a exemplo do processo judicial, sendo o procedimento
essencialmente confidencial e sigiloso.

Além disso, outra característica do procedimento arbitral é a garantia autonomia


da vontade das partes através da celebração da convenção de arbitragem, que é a
formalização realizada entre as partes submetendo a solução de seus conflitos de
natureza patrimonial ao juízo arbitral, seja pela Cláusula Compromissória ou
Compromisso Arbitral.

De acordo com o artigo 4º:

Art. 4º A cláusula compromissória é a convenção através da qual as


partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem os
litígios que possam vir a surgir, relativamente a tal contrato.
§ 1º A cláusula compromissória deve ser estipulada por escrito,
podendo estar inserta no próprio contrato ou em documento apartado
que a ele se refira.
§ 2º Nos contratos de adesão, a cláusula compromissória só terá
eficácia se o aderente tomar a iniciativa de instituir a arbitragem ou
concordar, expressamente, com a sua instituição, desde que por escrito
em documento anexo ou em negrito, com a assinatura ou visto
especialmente para essa cláusula.

Já o artigo 6º da Lei 0703/96

Art. 6º Não havendo acordo prévio sobre a forma de instituir a


arbitragem, a parte interessada manifestará à outra parte sua intenção
de dar início à arbitragem, por via postal ou por outro meio qualquer

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de comunicação, mediante comprovação de recebimento, convocando-a
para, em dia, hora e local certos, firmar o compromisso arbitral.
Parágrafo único. Não comparecendo a parte convocada ou,
comparecendo, recusar-se a firmar o compromisso arbitral, poderá a
outra parte propor a demanda de que trata o art. 7º desta Lei, perante o
órgão do Poder Judiciário a que, originariamente, tocaria o
julgamento da causa.
Essa sistemática, diferentemente da regras burocratizadas e rígidas do rito
judicial, aproxima muito mais as partes do procedimento de resolução de disputa,
evitando que as relações comerciais se desgastem, além disso reduz drasticamente o
acirramento do conflito e o formalismo excessivo, além de economizar no recurso
destinado para a resolução do conflito.

A partir das convenções de arbitragens, as partes se compromete a provocarem o


juízo arbitral, regulamentando na forma de acordo os procedimentos que deverão ser
adotados para resolução dos litígios.

No caso em apreço, é importante observar se existe cláusula contratual instituída


entre a Prospecção e Machine, pois por obediência ao princípio da autonomia da
vontade, que afasta a obrigatoriedade da intervenção do Estado, extingue-se o processo
sem resolução de mérito caso uma das partes proponha ações judiciais. De acordo com
o artigo 7º da Lei 9307/96, se uma das partes se recusar a instituir o compromisso
arbitral, a outra parte poderá acionar o poder judiciário para que a arbitragem seja
instituída compulsoriamente.

Este posicionamento encontra suporte na jurisprudência Nacional, vejamos:

EMENTA SENTENÇA ARBITRAL ESTRANGEIRA. HOMOLOGAÇAO.


REQUISITOS. LEI 9.307/96 E RESOLUÇAO 9/2005 DO STJ.
CONTRATO DE COMPRA E VENDA. CONVENÇAO DE
ARBITRAGEM. EXISTÊNCIA. CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA.
ANÁLISE DE CONTROVÉRSIA DECORRENTE DO CONTRATO.
JUÍZO ARBITRAL. POSSIBILIDADE. MÉRITO DA DECISAO
ARBITRAL. ANÁLISE NO STJ. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE
VIOLAÇAO À ORDEM PÚBLICA. PRECEDENTES DO STF E STJ. 1.
As regras para a homologação da sentença arbitral estrangeira
encontram-se elencadas na Lei nº 9.307/96, mais especificamente no
seu capítulo VI e na Resolução nº 9/2005 do STJ. 2. As duas espécies de
convenção de arbitragem, quais sejam, a cláusula compromissória e o
compromisso arbitral, dão origem a processo arbitral, porquanto em
ambos os ajustes as partes convencionam submeter a um juízo arbitral
eventuais divergências relativas ao cumprimento do contrato
celebrado. 3. A diferença entre as duas formas de ajuste consiste no
fato de que, enquanto o compromisso arbitral se destina a submeter ao
juízo arbitral uma controvérsia concreta já surgida entre as partes, a

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cláusula compromissória objetiva submeter a processo arbitral apenas
questões indeterminadas e futuras, que possam surgir no decorrer da
execução do contrato. 4. Devidamente observado o procedimento
previsto nas regras do Tribunal Arbitral eleito pelos contratantes, não
há falar em qualquer vício que macule o provimento arbitral. 5. O
mérito da sentença estrangeira não pode ser apreciado pelo Superior
Tribunal de Justiça, pois o ato homologatório restringe-se à análise dos
seus requisitos formais. Precedentes do STF e do STJ. 6. Pedido de
homologação deferido.
O princípio da Boa Fé prevista no código civil é obrigatoriamente aplicada nas
relações contratuais, portanto sendo a cláusula compromissária uma previsão contratual,
a arbitragem também é afetada pelo princípio. Portanto, logo no início da relação
contratual, ao celebrar a cláusula compromissória, já existe um anseio colaborativo
entre as partes, uma vez que ambas buscam criar mecanismos eficientes que possam
resolver quaisquer conflitos advindos da execução do objeto contratado. Este raciocínio
já nos traz a clareza de que o princípio da boa fé acompanha o nascimento do juízo
arbitral no início da relação comercial entre as partes.

Dessa forma, no caso em apreço, tendo as partes previsto cláusula


compromissária no contrato, com a escolha do árbitro de sua confiança, já se pode
iniciar o procedimento arbitral. Importante destacar que a legislação nacional permite
que sejam escolhidos mais de um árbitro, sempre em número ímpar para evitar empate
de voto, tal como ocorre nas juntas recursais e câmaras dos tribunais regionais. Assim,
tanto as empresas envolvidas no conflito podem definir o procedimento arbitral,
devendo aplicarem as regras de um órgão arbitral institucional ou instituição
especializada, ou mesmo estabelecer os procedimentos que desejam proceder na
resolução dos conflitos. Logo no início do procedimento arbitral, o árbitro deve indicar
a conciliação, não havendo acordo, passa-se a produção de provas, oitivas de
testemunhas. As partes ainda poderão indicar a realização de perícias ou quaisquer
provas importantes para resolução do conflito.

Ato contínuo, caso o arbitro entenda estar razoavelemente convencido e


satisfeito com as provas até então produzidas, é legítimo que proceda com o
indeferimento do pedido de produção de provas, sem que isso importe em nulidade do
procedimento ou da sentença arbitral.

Pode ainda o arbitro prolatar uma tutela liminar ou acautelatória específica,


devendo apresentar justificativa plausível de sua motivação, restando ao poder

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judiciário providenciar o cumprimento coercitivo da ordem, em caso de recuso de
cumprimento voluntário. O que também se aplica ao cumprimento da sentença de
mérito do juízo arbitral, uma vez que somente o poder judiciário possui poder coercitivo
na condição de Estado, e é a quem está autorizado a se valer do monopólio do uso da
força.

O conflito CASO PROSPECAÇÃO versus MACHINES

A partir das relações comerciais e da atividade econômica, tem-se que as


disputas e conflitos supervenientes são inerentes a consecução das atividades.

Em referência ao caso específico proposto, existente entre a Prospecção versus a


Machine, inicialmente é importante avaliar as vantagens e desvantagens de adoção da
via mais adequada para resolução do conflito, de forma a se escolher a mais confiável,
eficaz e menos custosa para as partes.

A disputa comercial é referente a contratação para da empresa Machine para


fornecimento de 5 (cinco) máquinas de prospecção e perfuração de poços de petróleo. O
custo do fornecimento foi estabelecido em US$25MI á titulo de contraprestação por
parte da empresa Prospecção.

A informação apresentada é de que passado o prazo previsto em contrato para


entrega dos equipamentos, a empresa Machine confirmou que não conseguiria entregar
os bens, comprovante o inadimplemento do contrato. Dessa forma, a empresa
Prospecção questiona qual a forma mais viável para providencia a rescisão, bem como
ressarcimento do valor investido.

Após reflexão realizada acima, é possível concluir que o o juízo arbitral é um


método privado de resolução de conflitos, porém com característica de interesse
público, pois o procedimento é regido por legislação federal. Além disso, o árbitro está
investido de função pública, sendo resguardados os direitos e prerrogativas.

Conclusão

Por todo o exposto, é possível concluir que os métodos alternativos de resolução


de conflitos recomendado quando se discute direito patrimonial é o procedimento
arbitral.

Inicialmente devido a segurança jurídica e a reserva das garantias fundamentais

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disponíveis às partes. Considera-se também a celeridade do procedimento, bem como
atende ao princípio da economicidade, é sigiloso e especializado, sendo sua tramitação
menos burocrática e ainda tem seu desfecho numa sentença arbitral que se constitui em
título executivo extrajudicial irrecorrível. Por todas estas característica, a escolha do
juízo arbitral ainda tem se mostrado viável no sentido de manter uma boa relação
contratual e comercial entre as partes, evitando o desgastes e aumento dos conflites,
muito comum em litígios judiciais.

Considerando as prerrogativas, vantagens e garantis expostas acima, evidencia-


se que o meio mais eficiente para a resolução do conflito existe entre Prospecção e a
Machines com a devida rescisão contratual e restituição do investimento realizado pela
Prospecção, seria o procedimento arbitral.

Para concluir, é possível observar, que é de extrema importância a indicação da


instituição que irá presidir o procedimento arbitral, onde as partes poderão escolher pela
arbitragem institucional, ou nomear um arbitro que irá exercer a função ad hoc, a fim de
evitar morosidade e os custo recorrente nos processos judiciais.

Referências bibliográficas

AMARAL, Lídia Miranda de Lima. Mediação e Arbitragem: uma solução para os conflitos trabalhistas
no Brasil. São Paulo: LTr, 1994.

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Acesso em: 7 de out. 2016

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de out. 2016

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11 jan. 2002. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/2002/L10406.htm>. Acesso em: 7
de nov. 2016

CACHAPUZ, Rozane da Rosa. Arbitragem: Alguns aspectos do Processo e do Procedimento na Lei nº


9.307/96. São Paulo: LED - Editora de Direito, 2000

CARMONA, Carlos Alberto. Arbitragem e Processo: Um comentário à Lei 9307/96. São Paulo:
Malheiros, 1998.

GARDENAL, Juliana Cristina. Arbitragem: aplicação às relações de consumo Arbitration applied to


consumer relations. São Paulo: Revista USCS – Direito – ano XI - n. 19 – jul./dez. 2010, disponível em
http://seer.uscs.edu.br/index.php/revista_direito/article/viewFile/1120/901. Acesso em: 7 de out. 2016