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MÓDULO – PORTUGUÊS – PROFESSOR CADU SOUTO – AULA 01 – REDAÇÃO (06-10-2012)

TEXTO– O MEDO SOCIAL (Jurandir Freire Costa) c) que a violência se banalize;


d) que os marginais se tornam mais audaciosos;
No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com e) que a violência crie regras próprias.
o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a
roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a 4 - “Nesse vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é
mesma senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, justo ou injusto...”; o comentário correto sobre esse segmento do
atropela-o e mata-o, com a aprovação dos que presenciaram a texto é:
cena. a) O vácuo referido é o espaço vago deixado pela ação
Verídica ou não, a história é exemplar, pois ilustra o que é governamental, valendo-se do livre-arbítrio de cada um;
a cultura da violência, a sua nova feição no Brasil. b) Após a perda da força que deveria ter a lei, indivíduos e grupos
Ela segue regras próprias. Ao expor as pessoas a passam a tomar a mesma em suas mãos;
constantes ataques à sua integridade física e moral, a violência c) A justiça acaba sendo determinada pelos marginais, pois as leis
começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. assim permitem;
Episódios truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e d) A injustiça acaba por elaborar as leis, nem sempre seguidas
repetidos com o fim de caucionar a ideia de que só a força resolve pelos injustos;
conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na visão do e) Passa a vigorar a lei do mais esperto.
mundo que nos é transmitida. Cria a convicção tácita de que o
crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema, então, é 5 - “O crime é, assim, relativizado em seu valor de infração.”; uma
entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos forma de reescrever-se a mesma frase, mas com perda do sentido
nos familiarizando com a violência, tornando-a nosso cotidiano. original é:
Em primeiro lugar, é preciso que a violência se torne a) O valor de infração do crime é, assim, relativizado;
corriqueira para que a lei deixe de ser concebida como o b) Assim, o crime foi relativizado em seu valor de infração;
instrumento de escolha na aplicação da justiça. Sua proliferação c) O crime tem seu valor de infração, assim, relativizado;
indiscriminada mostra que as leis perderam o valor normativo e os d) Assim, o crime é, em seu valor de infração, relativizado;
meios legais de coerção, a força que deveriam ter. Nesse vácuo, e) Relativiza-se, assim, o valor de infração do crime.
indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto,
segundo decisões privadas, dissociadas de princípios éticos válidos 6 - O texto acima pode ser classificado, de forma mais adequada,
para todos. O crime é, assim, relativizado em seu valor de infração. como:
Os criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora a) narrativo moralizante;
da lei ou da moral, pois conduzem-se de acordo com o que b) informativo didático;
estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da c) dissertativo opinativo;
violência consiste justamente na disseminação de sistemas morais d) normativo regulamentador;
particularizados e irredutíveis a ideais comuns, condição prévia e) dissertativo polêmico.
para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e
legítima. Texto – Contrato de aprendizagem
Aprendiz é aquele que trabalha aprendendo ao mesmo
1 - A narrativa contida no primeiro parágrafo tem a função textual tempo, sob a direção de outrem, uma arte ou um ofício.
de: Como acentua Marthins Catharino, “o empregado discente
a) exemplificar algo que vai ser explicitado depois; é credor de ensino. O empregador docente, por si ou por outrem,
b) justificar a reação social contra a violência; deve satisfazer a obrigação assumida ou imposta, que é de fazer”.
c) despertar a atenção do leitor para o problema da violência; Ora, na relação de emprego comum, a prestação principal e típica
d) mostrar a violência que ocorre sempre nas grandes cidades; do empregador resulta, quase sempre, de uma obrigação de dar; a
e) relatar algo que vai justificar corretamente uma reação social. do empregado, trabalhar em proveito e sob as ordens do outro
contratante, sendo subalterno ao comando que lhe impuserem.
2 - Ideia não contida no texto é: Assim, a aprendizagem introduz sensível modificação do
a) a violência cria regras próprias; conteúdo ordinário do contrato de emprego. Trata-se de um
b) os criminosos agem segundo regras particulares; contrato de trabalho especial.
c) a violência aparece socialmente demonstrada;
d) a violência aparece como algo inevitável; 1- Segundo o texto, o empregado discente é aquele que:
e) a violência requer uma ação governamental eficiente. a) é sempre aluno, mesmo quando não está trabalhando.
b) deve receber para ensinar.
3 - Segundo o texto, para que a lei deixe de ser o remédio contra a c) deve receber ensino.
violência é necessário: d) é obrigado a ensinar.
a) que as leis se tornem obsoletas; e) deve aprender para ensinar.
b) que os governos descuidem dos problemas;

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2- De acordo com o texto II, só não se pode afirmar que: d) o fato de algumas pessoas padecerem eternamente pela perda
a) o empregado deve ser submisso às ordens impostas. de entes queridos;
b) contrato de trabalho especial é aquele em que o empregado e) a referência aos presos que sofrem maus-tratos nas prisões
também aprende. brasileiras.
c) aprendiz é aquele que trabalha e aprende
concomitantemente. 2 - No início do texto, o jornalista fala de uma sociedade
d) um estagiário, que é aprendiz, deve receber remuneração por .anestesiada e derrotada.; o segmento do texto que melhor
seu trabalho prevista em lei. demonstra a derrota de nossa sociedade é:
e) o adjetivo credor tem o sentido de aquele que busca receber. a) .Há um coro, embora surdo, que tenta retratar criminosos como
coitadinhos, vítimas do sistema.;
3- A modificação introduzida pela aprendizagem com conteúdo b) .A sociedade ouve em silêncio o juiz titular da Vara de
ordinário do contrato de trabalho é que: Execuções Penais, Otávio Augusto Barros Filho, dizer que não vai
a) o empregado deve aprender em lugar de trabalhar resolver nada a transferência e isolamento dos líderes...;
b) o empregador não está obrigado a pagar pelos serviços c) ...os presos, por mais hediondos que tenham sido seus crimes,
prestados merecem, sim, tratamento digno e humano...;
c) o empregado de uma empresa deixa de receber por seus d) Mas não merecem um micrograma que seja de privilégios, entre
serviços eles o de determinar onde cada um deles fica preso...;
d) empregado e empregador devem aprender e) Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, aqui, são os
e) o empregador deve fazer parentes dos abatidos pela violência.

TEXTO OS COITADINHOS 3 - Parafraseando Millôr Fernandes: ou restaure-se a dignidade


Clóvis Rossi . Folha de São Paulo. para todos, principalmente para os coitadinhos de verdade, ou nos
SÃO PAULO . Anestesiada e derrotada, a sociedade nem rendamos de uma vez à Crime Incorporation. O comentário
está percebendo a enorme inversão de valores em curso. Parece correto a respeito deste último parágrafo do texto é:
aceitar como normal que um grupo de criminosos estenda faixas a) uma paráfrase corresponde ao desenvolvimento das idéias de
pela cidade e nelas fale de paz. alguém, modificando-se levemente as idéias originais;
Que paz? Não foram esses mesmos adoráveis senhores b) com o pronome todos o texto quer referir-se àqueles que, de
que decapitaram ou mandaram decapitar seus próprios fato, sofrem de verdade: os de baixos salários, os desempregados
companheiros de comunidade durante as recentes rebeliões? e os que perderam entes queridos;
A sociedade ouve em silêncio o juiz titular da Vara de c) a segunda ocorrência da conjunção ou, neste segmento, tem
Execuções Penais, Otávio Augusto Barros Filho, dizer que não vai valor de adição;
resolver nada a transferência e isolamento dos líderes do PCC d) o fato de a organização criminosa receber nome inglês é de
(Primeiro Comando da Capital ou Partido do Crime). cunho irônico;
Digamos que não resolva. Qual é a alternativa oferecida e) para Millôr Fernandes, segundo o que foi parafraseado no texto,
pelo juiz? Libertá-los todos? Devolvê-los aos presídios dos quais a dignidade deve ser restaurada somente para os coitadinhos de
gerenciam livremente seus negócios e determinam quem deve verdade.
viver e quem deve morrer?
Vamos, por um momento que seja, cair na real: os 5 - ...merecem, sim, tratamento digno e humano..; o uso do
presos, por mais hediondos que tenham sido seus crimes, vocábulo sim significa que:
merecem, sim, tratamento digno e humano. Mas não merecem a) se trata de uma verdade universalmente aceita;
um micrograma que seja de privilégios, entre eles o de determinar b) o jornalista quer confirmar o que dizem os presos;
onde cada um deles fica preso. c) o artigo escrito apresenta certo tom irônico;
Há um coro, embora surdo, que tenta retratar criminosos d) o jornalista afirma algo que pode receber opiniões opostas;
como coitadinhos, vítimas do sistema. Calma lá. Coitadinhos e e) nem todos os presos são bem tratados nas prisões brasileiras.
vítimas do sistema, aqui, são os milhões de brasileiros que
sobrevivem com salários obscenamente baixos (ou sem salário 6 - Digamos que não resolva...; em termos argumentativos, o
algum) e, não obstante, mantêm-se teimosamente honestos. segmento anterior indica:
Coitadinhos e vítimas de um sistema ineficiente, aqui, a) uma hipótese sobre fato futuro sobre a qual o texto contra-
são os parentes dos abatidos pela violência, condenados à prisão argumenta;
perpétua que é a dor pela perda de alguém querido, ao passo que b) uma inferência segura sobre fatos previsíveis que o jornalista
o criminoso não fica mais que 30 anos na cadeia. condena;
Parafraseando Millôr Fernandes: ou restaure-se a c) um argumento do juiz, condenado provisoriamente pelo
dignidade para todos, principalmente para os coitadinhos de jornalista;
verdade, ou nos rendamos de uma vez à Crime Incorporation. d) um argumento com o qual o jornalista pretende dar razão ao
juiz;
1 - O texto foi elaborado a propósito das rebeliões de presos nas e) um pensamento negativista e comum entre os membros de
prisões paulistas no mês de fevereiro de 2001; a melhor explicação uma sociedade derrotada.
para a escolha do título os coitadinhos é:
a) a referência ambígua aos presos e às pessoas que sofrem pela 7 - .Não foram esses mesmos adoráveis senhores....; neste segmento
ineficiência do sistema; ocorre um exemplo de uma figura denominada:
b) a alusão às pessoas vítimas de salários baixos e teimosamente a) metáfora;
b) metonímia;
honestas;
c) ironia;
c) a existência de presos que, por orquestração surda, são tidos d) eufemismo;
como vítimas do sistema; e) hipérbole.

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