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Os filhos de Eli: os profanos e o santo (1 Sm 2 a 7)

Eli havia sido especialmente escolhido por Deus para ser Sacerdote e juiz em Israel (2.28). Mas,
infelizmente, Eli não foi fiel em sua missão. Principalmente por conta de seus filhos, Ofni e Finéias
que se tornaram sacerdotes sem as qualificações morais. Eles eram profanos, desprezavam as coisas
de Deus, fazendo pouco caso do sagrado. Não se contentavam com o seu salário, tomaram para si
aquilo que pertencia a Deus, explorando o povo, fazendo comércio das coisas de Deus, desonrando
assim seu ofício sacerdotal (2.12-17). Além disto, Ofni e Finéias tomavam partido de sua liderança
para assediarem e praticarem sexo com diversas mulheres (2.22). Eli chamou a atenção deles, mas
eles não deram ouvidos ao seu pai, pois eram rebeldes (2.23-25). O pecado de Eli foi não ter sido
enérgico o suficiente. Ele acabou sendo tolerante e conivente com os pecado dos filhos, permitindo
que seus filhos seguissem no ministério sacerdotal. Deus se queixou de Eli, dizendo que ele honrou
mais aos filhos do que a Deus. (2.29).

Os pecados de Eli e seus filhos levaram o povo a afastar-se também de Deus (2.24). Deus retirou
sua bênção e o povo foi derrotado em uma batalha contra os filisteus (4.2). O povo achava que a
Arca da Aliança os salvaria, chegaram até a trazê-la para o campo de batalha. Fizeram um culto
fervoroso. Ofni e Finéias estavam segurando a Arca, mas tal fervor não alcançou os céus e não
passou de puro entusiasmo humano (4.5). Fizeram muito barulho, mas Deus não os atendeu (4.10).
De nada adianta a Arca da Aliança quando não estamos sendo fiéis a Aliança. Deus diz:
"Obediência quero e não sacrifícios"(1 Sm 15.22-23). Trinta mil homens morreram naquela batalha,
entre eles, Ofni e Finéias. A Arca foi parar nas mãos dos filisteus (4.11). Eli, abalado com a notícia,
também acabou morrendo (4.18). A mulher de Finéias que estava grávida, deu a luz
prematuramente e arrasada, colocou em seu filho o nome de Icabô (4.21), que significa, foi-se
embora a glória de Israel. Com Icabô encerra-se dramática e emblematicamente a era sacerdotal de
Eli e seus filhos.

Enquanto, Eli, Ofni e Finéias trouxeram derrota e vergonha para o povo de Deus, o Senhor estava
agindo para vindicar a glória de seu nome que estava sendo blasfemado entre os filisteus, que
chegaram a ousadia de tripudiar colocando a Arca da Aliança diante da estátua do deus Dagom
(5.2). Um fenômeno aconteceu repetidas vezes, a estátua de Dagom amanheceu caída diante da
Arca (5.3)! Associado a isto, uma praga acometeu a saúde do povo daquela cidade (5.6), de modo
que um temor se abateu sobre os filisteus, a ponto deles decidirem devolver a Arca ao povo hebreu
(6.1.21)! O temor de Deus que faltou a Ofni e Finéias agora é visto entre os pagãos! Este episódio
me faz lembrar de Jesus quando disse: "se estes se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc
19.40)!

Mesmo antes da morte de Eli, Deus já havia escolhido seu sucessor: o menino Samuel, cujo
nascimento já havia se dado através de uma intervenção milagrosa de Deus (1.1-2.11). Devido aos
pecados de Eli e seus filhos, a Palavra de Deus era muito rara naqueles dias (3.1). Mas "antes que a
lâmpada de Deus se apagasse" (3.3), a Palavra de Deus se manifestou a Samuel (3.4), que ao
contrário das atitudes rebeldes de Ofni e Finéias, acolheu a voz de Deus, dizendo: "Fala Senhor
porque teu servo ouve" (3.10). Ofni e Finéias não obedeciam ao pai (2.23-25), já Samuel dava
ouvidos as instruções de Eli, que para ele era um pai adotivo (3.9-10).

Devido a sua prontidão em obedecer ao Senhor, Deus fez de Samuel um verdadeiro profeta (3.19),
que, após a morte de Eli, Ofni e Finéias, tornou-se naturalmente o líder de Israel.

Samuel é usado por Deus para promover uma verdadeira reforma! Um reavivamento espiritual
transformou a nação! Ele conclamou o povo ao arrependimento (7.3). O povo confessou os seus
pecados (7.6), abandonou os seus ídolos (7.4) e voltou-se para Deus com humildade, jejum e oração
(7.6). Diante de uma nova ameaça de guerra contra os filisteus, o povo solicitou a Samuel que
intercedesse por eles diante de Deus (7.8). O Senhor respondeu dos altos céus (7.9), trovejando
sobre os filisteus (7.10), que acabou sendo derrotado nesta guerra (7.10). Que contraste vemos aqui
em relação a atitude triunfalista e arrogante do povo liderado por Ofni e Finéias que festejava com
brados de vitória o fato de possuírem a Arca (4.5). Suas palavras de confissão positiva não lhes
garantiram a vitória (4.10), no entanto, as palavras de confissão de pecado e culpa, e suas orações
humildes reconhecendo sua total dependência de Deus, foi o que produziu uma resposta retumbante
dos altos céus! Não é o barulho na terra que produz barulho no céu, mas, sim, corações humildes e
contritos diante do Criador! Não adiante ter carisma da Arca e do Sacerdócio, é preciso ter o caráter
de servo, pois nada substitui a obediência.

Gostaria de terminar ressaltando o impressionante contraste observado no uso de palavras


emblemáticas no final destas duas guerras. A primeira guerra liderada por Ofni e Finéias termina em
desgraça retratada pelo termo Icabô (4.21), já a segunda guerra termina em triunfo expresso pelo
termo Ebenézer (7.12), que significa: "Até aqui nos ajudou o Senhor!". Os pecados de Ofni e
Finéias e a corrupção do povo produziram um Icabô, já a santidade de Samuel e o arrependimento
do povo geraram um Ebenézer. Quanto a nós, com quem é que nos identificamos nesta história?
Como é que terminará a nossa própria história de vida se continuarmos no curso em que estamos?
Qual será a nossa exclamação final: Icabô ou Ebenézer?

Bispo Ildo Mello


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