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UNIVERSIDADE ANHANGUERA - UNIDERP

CURSO DE SERVIÇO SOCIAL


6º PERÍODO - NOITE
DISCIPLINA: PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL; TRATAMENTO DA
INFORMAÇÃO E INDICADORES SOCIAIS, POLÍTICA SOCIAL DE ATENÇÃO À
CRIANÇA E AO ADOLESCENTE; REDE SOCIOASSISTENCIAL E TERCEIRO
SETOR; PROJETOS DE PESQUISA EM SERVIÇO SOCIAL.

DESAFIO PROFISSIONAL

PROFESSORES
Ma. Edilene Xavier Rocha Garcia
Maria Clotilde Pires Bastos
Ma. Elisa Cléia Nobre
Ana Lucia Américo Antonio

Anderson Pereira Xavier

RA: 2736622692

Cláudio Jerônimo dos Santos

RA: 2888624202

Silene de Souza Pereira

RA: 2736620709

NOVA IGUAÇU - RJ
NOVEMBRO DE 2016
Tema

Adolescentes em conflito com a Lei e as medidas socioeducativas.

Introdução

Este projeto de pesquisa refere-se ao estudo do adolescente em conflito com a lei no


âmbito da aplicação de medidas socioeducativas, a fim de se checar a eficácia dessas medidas
com a ressocialização do mesmo. Trata-se de um assunto polêmico nos dias atuais, em face de
grande incidência de jovens iniciando na vida do crime, e cada vez mais cedo.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) traz uma perspectiva, onde o adolescente


deixa de ser tratado como menor infrator e se torna um sujeito de direito. No artigo 98 do ECA
diz que “a proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos
reconhecidos nesta lei forem ameaçados ou violados. ” (ECA, 1990)

O ECA se tornou um instrumento de forma jurídica e nele estão dispostas as medidas


socioeducativas para os adolescentes.

A pergunta de partida que impulsionou a realização dessa pesquisa foi: “Qual a


importância do assistente social na ressocialização de adolescentes em conflito coma Lei e as
medidas socioeducativas? ”

O objetivo geral da pesquisa é verificar as principais causas que levam o menor a


praticar de atos infracionais, apontando através do estudo realizado a maior delas e as
consequências relacionadas a seus atos, qual seja, a aplicação de medidas protetivas aplicadas
às crianças e medidas socioeducativas aplicadas aos adolescentes

A metodologia adotada foi pesquisa qualitativa. Além disso utilizamos reportagens


publicadas, bibliografias e materiais disponibilizados sobre a matéria.

Por meio dessa pesquisa buscou-se entender a atuação do assistente social para a
emancipação social do adolescente em conflito com a Lei.
Justificativa

O que muito se tem questionado é se a aplicação das medidas previstas no Estatuto da


criança e do Adolescente são realmente eficazes e se chegam a atingir a finalidade para a qual
foi criada. Há uma diferenciação muito grande no tratamento dado ao adulto que pratique um
ato ilícito penal e à criança ou adolescente que pratique esse mesmo ilícito, demostrando com
isso uma sensação de impunidade.

Diante disso, pretende o presente trabalho demostrar as principais causas que levam o
adolescente a praticar de ato infracional, apontando através do estudo realizado a maior delas e
as consequências relacionadas a seus atos, qual seja, a aplicação de medidas protetivas aplicadas
às crianças e medidas socioeducativas aplicadas aos adolescentes.

A presente pesquisa visa explicar teoricamente o que seja as medidas socioeducativas


em espécie, explicando as características de cada um, demostrando quais sejam mais eficazes
em sua aplicação. Visa demostrar ainda quanto aos atos procedimentais aplicados perante o
processo a ser instituído na vara da infância e juventude na apuração de atos infracionais, bem
como ainda quanto a atuação do conselho tutelar na Comarca em auxílio ao juízo.

No Brasil, segundo Ribeiro (2008), é em 1990, com o ECA que começa o


acompanhamento do Liberdade Assistida como uma medida socioeducativa, avançando-se
rumo a construção de um novo paradigma que reforça a Doutrina da proteção integral prevista
na Constituição Federal de 1988.

Problema

Nos tempos remotos as práticas ilícitas do menor foram alvo de grandes discussões em
meio a sociedade, pois não haviam leis específicas para sua punição, sendo que estes não
poderiam ser punidos sem que tivessem atingido um certo grau de desenvolvimento. Diante de
tais acontecimentos, os menores eram castigados sem uma punição específica, chegando por
vezes a perderem sua própria vida, até que fosse legalizada tal situação a fim de que se
estabelecesse uma penalização compatível com sua idade e o delito praticado.

Objetivos Gerais

Apontar as principais causas que levam o menor a praticar de atos infracionais,


apontando através do estudo realizado a maior delas e as consequências relacionadas a seus
atos, qual seja, a aplicação de medidas protetivas aplicadas às crianças e medidas
socioeducativas aplicadas aos adolescentes. Identificar e também, compreender as situações,
de risco e a perda do direito à dignidade dos adolescentes envolvidos em atos infracionais.

A elaboração dessa pesquisa busca informar os problemas recorrentes e muito debatido


no nosso dia a dia pela sociedade, acreditando nos meios de recuperação desses menores
infratores acreditando na eficácia das medidas socioeducativas.

Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes


aos anos de 2005 e 2006, o Brasil tinha 24.461.666 de adolescentes entre 12 e 18 anos.

Fonte: IBGE / Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) – 2005/2006


-Organização: Marcelo Iha

Desse total, apenas 0,14 % encontravam-se em conflito com a Lei,

Objetivos Específicos

- Descobrir uma forma utilizada para a grande recuperação desses jovens.

- Demostrar como os programas sociais ou a falta deles influenciam na vida desses menores;

- Verificar se as autoridades competentes estão cumprindo como dever de assegurar os direitos


e garantias de crianças e adolescentes de acordo com a Lei 8.069, de 13 de julho de 1990, lei
que estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Revisão Bibliográficas

A primeira legislação penal específica voltada para os menores, teve sua origem no
Direito Romano, onde nesta legislação fazia-se uma distinção entre menores púberes e
impúberes, sendo que no caso de menores impúberes os juízes deveriam aplicar uma sanção
mais branda, em razão de sua idade ser inferior. No ano de 1923, Mello de Mattos foi o criador
do juizado de menores, tendo sido também o primeiro juiz de menores da América Latina. O
primeiro documento legal para estabelecer regras criminais à população menor de 18 anos, foi
promulgado em 1927, sendo denominado de Código Mello Mattos, o qual visava estabelecer
diretrizes claras no regramento da infância e juventude. O Decreto n.17.943 A (Código de
Menores), de 12 de outubro de 1927, trazia em seu bojo o seguinte: O menor, de um ou outro
sexo, abandonado ou delinquente, que tiver menos de 18 anos de idade, será submetido pela
autoridade competente às medidas de assistência e proteção contidas neste código.

A primeira norma protetora do menor foi regulamentada pela Constituição Federal de


1937 em seu artigo 124, sendo estabelecido como princípio jurídico de defesa da família, o qual
colocava a unidade familiar sob a tutela especial do Estado. Já a Constituição de 1946
permaneceu dando amparo à mesma proteção a família e aos filhos, mantendo a obrigação do
Estado de prestar assistência a maternidade, a infância, a adolescência e a família de prole
numerosa (art. 163 a 165 da Constituição Federal de 1946)

Em 01 de Dezembro de 1964, foi criada a Fundação de Bem-Estar do Menor – FUNABEM


conforme a Lei 4.513\64. A fundação do Bem-Estar do Menor tinha como objetivo formular e
implantar a política Nacional do bem-estar do menor. A FUNABEM propunha-se a ser a grande
instituição de assistência a Infância, cuja linha de ação se baseava na internação, tanto dos
abandonados e carentes como dos infratores.

A constituição posterior, ou seja, de 1967, dentre seus artigos manteve a ideia que a
constituição anterior e, posteriormente, com a Emenda Constitucional de número 1 de 1969 não
fez nenhuma alteração substancial quanto à tutela do menor infrator, apenas determinou que a
matéria fosse regulada por legislação especial.

O ano de 1979 foi considerado o ano internacional da criança, e foi neste mesmo ano
que foi promulgado a Lei n. 6.697, vindo ela a apenas a reformular o Código de Menores já
existentes, o chamado Código Mello Mattos. O Código de Menores não exauriu a matéria toda
referente aos menores, omitindo, como por exemplo, na condução da educação moral e seu
controle junto às escolas, cujas atribuições legais estão hoje vinculadas a legislação estadual
sobre ensino, não se contribuindo um corpo de normas de caráter nacional. A atual Constituição
da República Federativa do Brasil, em seu artigo 228, traz a condição de inimputável ao menor
infrator, fazendo a previsão que este deverá obedecer a regra a serem estabelecidas em
legislação especial, a qual foi criada no ano de 1990, sendo ela a atual a regulamentar os atos
criminosos praticados por menores.

A legislação atual que estabelece regras relativas aos menores é a chamada ECA que foi
promulgada em 13 de julho de 1990, consolidando uma grande conquista da sociedade
brasileira na produção de um documento de direitos humanos em respeito aos direitos da
população infanto-juvenil, em seu artigo 2, distingue a Criança (Menor de 12 anos) do
Adolescente (entre 12 e 18 anos). Somente para este último é que prevê Garantia processuais
(art. 110). Para a criança, só fala em medida de proteção (art. 99 a 102 e 105). O presente
estatuto visa tutelar todos os direitos relativos aos menores, não se referindo apenas na esfera
penal, mas sim a tudo o que lhe possa se relacionar, observando sempre na sua aplicação a
menoridade do indivíduo.

Segundo as pesquisas realizadas em diversas regiões brasileiras, podemos verificar uma


grande lacuna encontrada no segmento de ressocialização do jovem infrator, ou seja, no que se
refere à reincluas de um menor que cometeu um ato infracional e pode retornar suas atividades
sem que tenha que retornar para a criminalidade. Atualmente existem projetos voltados para
essa área, porém diante da quantidade de jovens envolvidos os projetos acabam sendo menores
do que o necessário, inclusive pela falta de apoio financeiro algumas instituições acabam não
dando continuidade na execução de ações voltadas para a ressocialização do jovem em sua
comunidade. E esse acaba sendo o problema, será que esse jovem terá a oportunidade de retorno
suas atividades e ter seus direitos respeitados, após ter cometido um ato criminoso? Para isso é
necessário que estejamos envolvidos com diversas áreas e programas voltados para essa
finalidade, como o “Programa Nacional de Direitos Humanos”, principalmente no que se refere
às propostas de ações governamentais da Garantia do Direito à igualdade” para crianças e
adolescentes, utilizando como recursos as medidas socioeducativas.

De acordo como artigos analisados podemos verificar que atualmente em nosso pais
existem diversas alternativas para que os jovens que cometem infrações, possam de certa forma
se ressocializar, ou seja, se reinserir na sociedade de maneira produtiva e igualitária diante de
outros jovens que não cometeram nenhum delito. Uma das medidas socioeducativas criadas
pela lei para garantir que esses jovens tenham oportunidade é o programa de liberdade assistida
no qual os jovens têm a oportunidade de participar de diversas atividades que visam uma melhor
qualidade de vida, porém em alguns casos podem não funcionar como o previsto gerando um
desconforto até para famílias que acreditam no programa e que gostariam de contribuir muito
mais.

O programa de liberdade assistida visa reeducar esse jovem sem que ele tenha que estar
restrito de sua liberdade, inclusive algumas práticas culturais, de lazer, profissionais, esportivas,
entre outras são utilizadas com a finalidade de resgatar o jovem e voltar sua atenção para
atividades saudáveis ao invés da criminalidade. Um dos pontos importantes que podemos
analisar é que precisa haver uma parceria de diversas partes, como no âmbito familiar, a
sociedade de modo geral, e o governo para que tenha o efeito desejado. Para que haja uma
contribuição significativa com esses jovens é necessário que se faça uma reflexão sobre todos
os aspectos de políticas públicas que envolvem o ambiente dos menores e que muitas vezes eles
utilizam a necessidade como justificativas para seus crimes, com isso acabam não acreditando
em nenhum auxílio que possa ser dado, visto que quando voltarem para suas casas o problema
permanecerá lá.

Com base nas informações podemos verificar que as medidas existem e são embasadas
pela lei, porém ainda faltam incentivos financeiros que contribuam com essas ações sociais e
que possam resgatar a juventude desviada e também proporcionar maior conforto aos familiares
e diminuir a criminalidade sem que tenham que se utilizar de medidas extremas como a própria
detenção e até mesmo a marginalização desses jovens que cometeram um crime e tem a
oportunidade de se redimir perante a sociedade. Para que se torne ainda mais viável o programa
existe a necessidade do envolvimento de diversos profissionais, como educadores, assistentes
sociais e psicólogos que tem a responsabilidade de auxiliar no processo de ressocialização do
jovem infrator, fazendo com que o mesmo tenha a oportunidade de voltar a ter uma vida comum
a um jovem sem que tenha que passar pela experiência de estar privado de sua liberdade.

As principais causas apontadas que levam os adolescentes a entrarem em conflito


com a Lei.

A fragilidade do atual sistema de proteção social, a má qualidade dos ensinos


fundamental médio e a falta de iniciativas e programas governamentais para o atendimento de
menores, tanto os que estão em situação de risco como os já inseridos no mundo crime, são os
fatores que contribuem para o envolvimento de menores em crimes e delitos.
Conforme os dados, podemos perceber que os menores infratores, tem idade entre 10
anos, a qual tem seu alvo pessoas de faixa etária de 50 anos, sendo as vias públicas, para tal
delito
Conclusão

Trabalhar com menor infrator ressalta uma dificuldade muito grande, requer ao
profissional uma boa estrutura psicológica, dedicação e entusiasmo.

Porque através desse trabalho aprendemos que as medidas socioeducativas, precisam


muito de melhorias em nosso país, para poder educar melhor esses jovens infratores. As
cobranças que vem da sociedade e muito mais, os recursos são poucos.

De acordo com o ECA, (estatuto da Criança e Adolescente), essas crianças e


adolescentes tem o direito de educação básica, a cultura, ao esporte e ao lazer, mas é uma
promessa que é só no Estatuto.

São jovens que necessitam é de pessoas capacitadas para poder ajudar, tanto no processo
de educá-las, tanto no de ressocialização.

Para ter um país com um futuro melhor, as políticas sociais têm que procurar melhorias nas
medidas socioeducativas, fazendo uma penalidade eficaz.

Cabe autoridades pensar mais em nossas crianças e nos adolescentes investindo em


centro socioeducativos.

E possível ver o problema ao nosso redor, com grandes contrastes sociais, com falta de
moradia, falta de emprego e o sistema educacionais precários em nosso país.
Referências Bibliográficas

ABRAMOVAY, Mirian. Escola é violência. Brasília: UNESCO, UCB, 2003

CARRANZA, Elias. Artigo 118. Estatuto da Criança e do Adolescente comentado 8ª


Edição. São Paulo: Malheiros, 2006

BRASIL. Constituição (1988). Texto Constitucional de 5 de outubro de 1988, com as alterações


adotadas pelas Emendas Constitucionais nº 1/92 a nº28/2000 e Emendas Constitucionais de
Revisão nº1 anº 6/94. Brasília: Senado federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, 2000.

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei Federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990.


Indice elaborado por Edson Seda. Curitiba: Governo do Estado do Parana.

BARROSO FILHO, José. Ato Infracional: sentença é normas pertinentes. Belo Horizonte:
Alvorada, 1997

DELMANTO, Celso et al. Código penal comentado. 5º edição. Rio de Janeiro, Renovar,
2000.

D´AGOSTINI, Sandra Mari Córdova. Adolescente em conflitos com a lei, é a realidade.


Curitiba: Juruá, 2003.

BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Instituto Brasileiro de Geografia


e Estatística. Contagem Populacional. Disponível em :
<http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/popul/default.asp?t=3&z=t&o=22&u1=1&u2=1&u4=1&u5=1&u6=1&
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