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Sistema Urinário

Introdução

 A função efetiva do sistema urinário é essencialmente para manter a uma boa saúde e homeostasia em
bovinos;
 A incidência de doenças do sistema urinário diagnosticadas é baixa;
 Doenças:
o Especificas ao sistema: pielonefrites (ITU quando as bactérias atingem os rins);
o Generalizadas: septicémias ou alguns tóxicos (incluindo metais pesados);
 Este sistema é interdependente com outros sistemas e pode falhar como consequência de uma falha em um
desses sistemas;

Falha na função do sistema urinário

 As falhas na função pode ser:


o Pré-renal: falha circulatória devido a uma doença cardíaca ou desidratação;
o Renal: danos nos rins;
o Pós-renal: cistite com produção anormal de urina;
 Consequências noutros sistemas:
o Distúrbios no balanço de fluidos;
o Acumulação no corpo de substâncias, como a ureia que normalmente seria eliminada através dos rins,
que pode levar a uma a uma atividade reduzida ou falha de vários outros sistemas:
 Urémia pode levar a outros sinais clínicos como diarreia ou distúrbios neurológicos que por
vezes podem não parecem ser diretamente relacionados com o sistema urinário;
 Sistema genital em ambos os sexos estão proximamente relacionados anatomicamente e muitas vezes
envolvidos também em algumas patologias;

Passagem da urina

 A passagem da urina é o principal sinal externo da função renal;


 Aumento ou decréscimo na frequência, dificuldade na urinação e ainda na quantidade de produção de urina
sugere má função do sistema urinário;

Descoloração da urina

 Pode ser indicador de doenças pré-renais, renais ou pós-renais;


 Vai ser discutido na urianálise, que também pode revelar a presença de substâncias tais como corpos cetónicos
que indicam doenças metabólicas, mas que não apresenta descoloração;

Anatomia aplicada

Rins

 Rim esquerdo: está debaixo da terceira à 5ª vertebra lombar, suspenso numa dobra do mesentério. É
empurrado para a linha média ou para a direita da minha média pelo rúmen distendido (pelo saco dorsal);
 Rim direito: está debaixo da 12º vértebra torácica até à 3ª lombar e está imediatamente em frente ao rim
esquerdo;
 Ambos são lobulados e não são normalmente palpáveis através da parede do corpo;
 O polo caudal do rim esquerdo é palpável, e algumas anormalidades podem ser detetadas por examinação
retal. Uma avaliação mais exaustiva deste órgão poderá ser feita através de ultrassonografia através de
examinação rectal;
 É possível fazer um scan através da parede abdominal direita do polo anterior do rim direito que está sobre
um lobo do bordo caudal do fígado;
Ureteres

 Transferem a urina da pélvis renal para a bexiga;


 Não são palpáveis no exame retal pois estão cobertas por uma dobra do peritoneu na parede lateral a pélvis;
 Entram na parede ventral da bexiga pelo trígono da bexiga;
 Quando inflamados cronicamente podem estar aumentados (mais largos) e a sua superficie é e mais dura e
áspera;
 Em casos de obstrução urinária distal os ureteres podem estar distendidos com urina;
 Raramente são obstruídos por cálculos urinários;

Bexiga

 Quando está vazia a bexiga está completamente dentro da pélvis;


 Quando distendida está dentro da cavidade peritoneal imediatamente antes da borda pélvica;
 Em fêmeas está por baixo do útero;
 Em machos está por baixo do reto;
 A bexiga distendida é facilmente palpável como uma víscera tensa e redonda;
 Na vaca prenha encontra-se escondida devido ao útero;
 Em casos de cistite a parede da bexiga poderá estar mais grossa e sensível ao toque durante a examinação
retal;
 A bexiga pode ser avaliada através de ecografia retal e por vezes transabdominal;
 Em fêmeas o revestimento da bexiga poderá ser observado através de um endoscópio pediátrico através da
uretra;

Uretra

Novilhas e vacas

 A uretra é curta, vai desde a bexiga até ao orifício uretral externo que fica no teto vaginal acima da púbis;
 A entrada para a uretra é protegida por um esfíncter;
 Existe um pequeno divertículo (fundo saco cego) suburetral que sai do bordo caudal do orifício uretral externo,
o que por vezes dificulta a cateterização da uretra (algalias);

Machos

 A uretra estende-se do pescoço da bexiga até à ponta anterior do pénis;


 Corre caudalmente desde a bexiga próximo ao chão pélvico onde é cercado pela porção disseminada da
glândula prostática;
 A uretra é facilmente palpável através da examinação retal e tem uma consistência de um tubo muscular firme
com aproximadamente 1,5cm de diâmetro no meio do chão pélvico;
 Pulsações são sentidas na uretra quando o animal está a tentar ou mesmo a passar urina ou a ejacular. Em
alguns animais as pulsações são induzidas pela palpação da uretra;
 Perto do pescoço da bexiga duas ampolas dos vasos deferentes entram na parede dorsal da uretra;
 Ao deixar a pélvis, a uretra passa pela raiz muscular do pénis e ventralmente para baixo na linha média do
peritoneu;
 É fechado dentro da porção ventral do pénis, segue o trajeto da flexura sigmoide e termina logo caudalmente
à ponta anterior do pénis;

Passagem da urina

 Os bovinos urinam cerca de 8-12 vezes por dia;


 Produzem aproximadamente 1mL de urina por quilograma de peso vivo por hora;
 A vaca normal urina cerca de 6-12 litros de urina por dia, no entanto é influenciado por diversos fatores tais
como o seu peso, dieta, quantidade de líquidos ingerido e ainda a temperatura ambiente;
 A micção acontece normalmente após o período de descanso;
 Vacas e novilhas: arqueiam o dorso e afastam as pernas posteriores durante a micção e a bexiga é esvaziada
em 15 segundos;
 Machos: urinam menos vezes e mais lentamente, a micção é feita em forma de corrente ou de forma pulsátil
enquanto o animal se mantém numa posição normal;

Colheita de amostras de urina

 Estimular o períneo em torno da vulva com um pedaço de palha poderá ser o suficiente para encorajar a
novilha ou vaca a urinar. O mesmo pode ser conseguido ao estimular o prepúcio em machos;
 A amostra de urina deve se inspecionada, cheirada e os seus conteúdos testados;

Colheita por cateter

 Vacas e novilhas: Após limpar a vulva com um desinfetante leve, o dedo indicador (com luva) é colocado no
divertículo suburetral e, um cateter, estéril e rígido (metal ou plástico) com aproximadamente 0,5cm em
diâmetro e 40cm de comprimento, é passado por cima do dedo para dentro da uretra. É esperável uma ligeira
resistência quando o cateter passar pelo esfíncter logo dentro do orifício uretral externo. A urina poderá sair
livremente da bexiga, mas normalmente é necessário ser aspirada através do cateter a partir de uma seringa
estéril;
 Machos: é raramente possível. É muito difícil a extrusão do pénis do prepúcio no macho não anestesiado, e
no caso de um macho prepubescente o pénis está normalmente proximamente aderente ao prepúcio. A
cateterização da porção da porção anterior da uretra é possível com um cateter de 3-4mm em diâmetro, mas
é extremamente difícil passá-lo para além da porção anterior da uretra devido à curvatura sigmoide e trajeto
curvo da uretra quando sai da pélvis, por fim, o pequeno divertículo na parede dorsal da uretra dos machos
na região perineal vem complicar também a cateterização.

Urianálise em Bovinos

 Uma avaliação inicial pode ser feita através de tiras de urina que nos dão:
o Presença qualitativa de sangue;
o Presença qualitativa de hemoglobina;
o Presença qualitativa corpos cetónicos;
o Presença qualitativa de pigmento biliar;
o Uma indicação da quantidade de proteína;
 Glóbulos brancos ou vermelhos podem ser detetados por microscopia;
 Sedimento está presente em situações de hematúria, mas não em hemoglobinúria, ainda que a urina tenha
coloração vermelha em ambos os casos;
 Quantidade: cerca de 6-12L por dia e produzem cerca de 1mL de urina por hora por quilograma de peso vivo;
 Cor: normalmente dourado e limpo.
o Vermelho: presença de glóbulos vermelhos ou hemoglobina;
o Castanho: presença de mioglobina;
o Amarelo: pigmento biliares;
o Turbidez: se presente pus ou sague;
 Odor: cheiro fétido se infetado ou retido. Pode ser detetado cetonas em animais cetónicos;
 Gravidez específica: 1.02 até 1.045;
 pH: 7 a 8. Alcalinidade pode aumentar a urolitíase. Em algumas infeções a urina pode ficar mais ácida;
 Viscosidade: A urina normal é líquida e com baixa viscosidade. A viscosidade aumenta se a urina é muito
concentrada ou na presença de pus e sangue;
 Proteína: alto conteúdo se houver danos glomerulares ou se há presença de amiloidose;
 Glucose: incomum, mas ocasionalmente presente após uma situação de stress (exemplo: transporte), ou
diabetes mellitus;
 Porfirinas: anormalidade eritropoética congénita. A porfirina é derivada da degradação dos glóbulos
vermelhos , juntamente com a bilirrubina e a hemoglobina;

Anormalidades na urinação e urianálise

Disúria

 Passagem frequente de pequenas quantidades de urina com dor associadas, é observado em casos de cistite,
uretrite, e em situações de inicio de urolitíase ou vaginites;

Poliúria

 É o aumento da quantidade de urina produzida;


 Causas:
o Diabetes insipida: deficiência de hormona antidiurética. É muito raro;
o Diabetes mellitus: muito raro;
o Diurese osmótica: quando há um aumento de solutos no filtrado glomerular que ultrapassa a
capacidade de reabsorção pelo epitélio tubular. Acontece em situações de insuficiência renal crónica,
intoxicação por mercúrio e na fase de recuperação (fase diurética) durante uma insuficiência renal
aguda;
o Polidipsia idiopática: acontece em vitelos, bebem e urinam excessivamente e têm o habito de beber
muito para além das suas necessidades. É capaz e concentrar a urina;
o Dano no epitélio tubular: pode acontecer em alguns casos de doença renal ou por intoxicações por
metais pesados. Nestas condições o animal não é capaz de concentrar a urina;
 O teste de privação de água é útil para a determinação se a poliúria é permanente ou reversível;

Anúria

 Na maioria dos casos ocorre em casos de obstrução uretral total (exemplo: urolitíase);
 Também poderá ocorrer em doenças terminais, completa falha renal e choque grave;

Oligúria

 Pode ser de causa pré-renal, renal ou pós-renal;


 Pré-renal:
o Desidratação grave;
o Choque;
o Insuficiência cardíaca crónica;
 Renal:
o Nefrite aguda;
o Glomerulonefrite;
 Pós-renal:
o Obstrução ureteral;
o Obstrução uretral;

Proteinuria

 Causas:
o Glomerulonefrite;
o Enfarte renal;
o Nefrite;
o Amiloidose;

Hematúria

 Pode ser de origem renal ou pós-renal:


o Renal: glomerulonefrite grave, intoxicação por sulfonamidas ou enfarte renal;
o Pós-renal: pielonefrite, cistite, inicio de urolitíase, hematúria enzoótica (tumores hemorrágicos a
bexiga);

Hemoglobinúria

 É o resultado da hemólise intravascular rápida do sangue;


 Causas:
o Babesiose;
o Isoeritrólise;
o Leptospirose;
o Hemoglobinúria pós-parto;
o Hemoglobinúria bacelar por Clostridium haemolyticum;

Mioglobinúria

 Causas:
o Miopatia grave, especialmente em vitelos com deficiência em vitamina E e/ou Selénio (doença do
musculo branco) e em vacas magras;

Pigmentos biliares

 Sugere problemas do fígado e icterícia;


 Espuma amarela é formada se a amostra de urina contendo pigmentos biliares é agitada;

Outros testes para função renal

 A estimação da ureia e creatinina são indicadores uteis da eficiência da função renal:


o Os valores de ambas aumentam em casos de insuficiência renal;
 Níveis baixos de proteína plasmática acontecem em inúmeras condições como por exemplo em casos de danos
renais graves;

Teste da privação de água

 É útil para a determinação se o paciente é capaz de concentrar a urina para preservar a quantidade de água
no seu organismo;
 Amostras de urina são colhidas antes e depois de um período de 12h durante as quais o são retiradas todas
as fontes de água;
 Em animais normais a gravidades especifica da urina aumenta para 1,030 após a privação de água;
 Animais com danos renais a gravidade especifica não aumenta;
 Cautela em animais já desidratados;
 Não pode ser feito em animais urémicos;

Clearance(=excreção renal) fracional de eletrólitos

 Em bovinos a creatinina é excretada por filtração glomerular;


 Não é nem secretada nem reabsorvida pelos túbulos renais após a filtração glomerular;
 Um índice da função dos túbulos renais para um determinado eletrólito pode ser obtido pela medição da
clearance fracional;
 Aa clearance fracional de um eletrólito A pode ser obtida pela medição simultânea da concentração de
creatinina no soro do sangue (Sc) e na urina (Uc) e da concentração do eletrólito A no soro (Sa) e na urina (Ua).
A percentagem da clearance é dada por:
𝑈𝑎 𝑈𝑐
(( ) ÷ ( )) × 100
𝑆𝑎 𝑆𝑐
 Em novilhas entre os 11 e 14 meses, os valores de referência médios de clearance são:
o Sódio 1,97%;
o Potássio 49,3%;
o Cloro 3,16%;
o Fósforo 15,6%;
o Cálcio 1,38%;

Biópsia renal

 Através da fossa sublombar do animal e guiada por ecografia;


 O rim esquerdo é empurrado em direção à parede abdominal direita por pressão manual exercida via reto
(examinação retal);
 Usando uma agulha séptica e precauções sépticas, usando uma agulha de biopsia com cerca de 2,00mm de
diâmetro e 15,2cm de comprimento perfurar a parede abdominal em direção ao rim;

História Pregressa

 Uma história geral do caso terá sido considerada nume estádio inicial do processo de diagnóstico;
 Algumas doenças do sistema renal são esporádicas, tais como pielonefrite outas como por exemplo urolitíase
podem afetar vários membros da manada;
 História recente e passada do paciente;
 Se o dono observou alguma dificuldade ou desconforto durante a micção (realizando força (straining) com
arqueamento do dorso associado antes, durante ou depois da micção, pode ser, no entanto, confundido com
prisão de ventre);
 Mudanças na dieta ou privação de água pode provocar urolitíase;
 A quantidade de água consumida pode ser útil ainda que difícil sem o animal isolado;
 Se há presença de urina descolorada (pus ou sangue);
 Animais com insuficiência renal grave, incluindo urémia, podem apresentar alguns sinais específicos para além
de anorexia, letargia ou depressão;
 Animais com urolitíase podem apresentar uma melhoria inesperada e livres de dor quando há rutura da bexiga
ou uretra, esta melhoria é temporária e a condição do animal normalmente piora quando a consequência da
infiltração de urina se torna aparente;
 Perda de condição corporal é observada na maioria dos casos crónicos de doença renal;

Observação do paciente

 Por vezes é difícil confirmar se a micção está a ocorrer, uma solução seria colocar o animal numa box limpa e
com chão de cimento durante umas duas horas;
 A presença de humidade em torno da comissura ventral da vulva em fêmeas ou nos pelos prepuciais em
machos podem indicar uma micção recente;
 A micção ou tentativas de micção devem ser observadas e uma amostra de urina durante a meio da mesma
deve ser recolhida para um frasco estéril;
 Dor renal, tentativas prolongadas de micção ou esforço (straining) após micção pode causar com que o animal
posicione com o dorso arqueado;
 O animal pode apresentar ainda dor abdominal, pontapeando o abdómen, mudando frequentemente a
posição, straining, bruxismo e vocalizando (berrando) em desconforto;
 Distensão abdominal em animais com rutura de bexiga (pois acumula-se) ou inchaço em torno do prepúcio
estendendo-se pelo parede abdominal ventral em casos de rutura da uretra;

Examinação do sistema urinário em Bovinos

 Todas as anormalidades detetadas durante a observação devem ser examinadas detalhadamente durante o
exame clinico;
 Deve examinar-se a vulva ou prepúcio para determinar se há presença de sangue ou pus podem ter originado
do sistema urinário;
 Deve-se investigar, por palpação e com uso de ecografia, qualquer distensão abdominal ou inchaço ventral,
que possivelmente poderá ser causado por infiltração de urina;
 Áreas de pele que cobrem urina infiltrada subcutânea podem ficar frias e necróticas;
 Os pelos prepuciais dos machos devem ser examinados e deve procurar-se se existem pequenos números de
urólitos agarrados aos pelos de aparência seca. Aparecem em animais que estão em risco ou já desenvolveram
urolitíase;

Examinação retal

 O polo caudal do rim esquerdo deve ser palpado. dor, aumento ou perda do padrão lobulado do rim pode
indicar doença renal;
 Em casos de pielonefrite o rim esquerdo pode estar sensível ao toque;
 E casos de amiloidose o rim está aumentado e o seu padrão lobulado não é distinguível;
 Os ureteres só são palpáveis se houver alguma patologia;
 Dor na palpação da bexiga pode acontecer em casos de cistite ou em retenção aguda da urina;
 Na vaca ou novilha, a bexiga poderá estar escondida debaixo do útero;
 Tanto o útero como as glândulas sexuais acessórias dos machos devem ser palpadas e verificado se não estão
envolvidas em nenhum processo patológico;
 Se houver uma grande quantidade de fluido livre no abdómen o mesmo pode ser palpado via examinação
retal ou também pode ser detetado via sucussão externa ou paracentese;
 Examinação ecográfica (via retal ou transabdominal) das estruturas palpadas e por sucussão permite
informações adicionais;

Examinação da genitália

Vagina

 Preferencialmente com o auxilio de um especulo;


 Examinação visual da vagina e do orifício uretral externo;
 Detenção de corrimentos de origem uterina ou urovaginal;

Pénis

 O percurso externo do pénis deve ser seguido e palpado;

Defeitos congénitos

Hipospadia

 É a falha no fechamento da uretra masculina;


 A superficie mucosa da uretra é exposta desde o períneo até à ponta do prepúcio;
 Os animais afetados conseguem viver uma vida normal e a urina emerge logo abaixo do ânus;

Uraco patente

 É menos comum em vitelos do que em potros;


 A urina pode vazar do umbigo ou pode haver uma estrutura do tipo cisto cheia de urina adjacente ao umbigo;
 Infeção uracal pode muitas vezes ser palpada correndo caudalmente desde o umbigo em direção à bexiga;
 Confirmação com ecografia do diagnóstico e da extensão do tecido envolvente;

Aplasia renal e útero ectópico (muito raro)


Hidronefrose

 Pode ocasionalmente ocorrer em vitelos;


 Também pode acontecer em bovinos mais velhos a recuperar de uma hematúria enzoótica;
 Pode ser assintomática se não for grave;
 Rins grosseiramente aumentados podem ser palpados na fossa sublombar por baixo dos processos laterais
(transversos);

Sinais clínicos específicos associados a algumas doenças do sistema urinário em bovinos

 Apenas lido, não foram feitos apontamentos;


 Todas as doenças já foram mencionadas acima;

(ver quadro da página 124 com checklist)

Sistema genital feminino

 O objetivo de muitas explorações leiteiras é que as vacas tenham um vitelo por ano;
 Muitas vezes só é conseguido através do uso estratégico de terapia hormonal estratégica;
 Examinações periódicas, incluindo de animais problemáticos, é necessário ter em conta como é realizado o
maneio daquela exploração;
 Informação recolhida deve ter o perfil de doenças daquela exploração e de vacas leiteiras e ainda os registos
atuais e passados de fertilidade;
 Tempo de gestação é em média 283 dias (9 meses);
 Para se cumprir o intervalo de 1 vitelo por ano é necessário que após 82 dias após o parto ela fique novamente
gestante (nota: as 40 dias pós-parto já se deu a involução uterina e a atividade ovárica já voltou ao normal),
assim a gestação deve ocorrer entre os 40 e os 82 dias pós-parto;
 Em exames de rotina de fertilidade consiste normalmente na avaliação do sistema genital da vaca no entanto
um exame de estado geral da vaca não deve ser descuidado pois pode haver doenças associados a outros
sistemas que impeçam a gestação ou fecundação;

História Pregressa

 Idade da vaca;
 Uma pequena proporção de novilhas jovens que nunca ficaram gestantes podem nunca vir a ficar;
 Vacas que são gémeas de um macho são freemartins e podem ter o trato genital de um intersexo (calculo que
sejam hermafroditas);
 Problemas de fertilidade tendem a aumentar com o aumento da paridade da vaca, pois o risco de
malformações aumenta com cada bezerro nascido. As novilhas jovens não têm esse problema pois não
possuem danos provocados pelo parto ou experiencias associadas com a retenção de placentas;
 Deve ser recolhida informações sobre a manada:
o O tamanho e se aumentou recentemente;
o Se há registos de fertilidade disponíveis:
 Taxa de submissão da manada: que nos dá a indicação da taxa de deteção do estro pela
manada – é vital esta deteção;
 Taxa de conceção e a sua mudança sazonal monitorizadas pela soma cumulativa;
 Indicies de fertilidade baixos podem indicar má performance geral ou indicar uma
determinada secção (exemplo: novilhas primíparas);
o Maneio da manada:
 Quantos elementos no staff?
 Mudanças recentes de staff;
 Quais os métodos de deteção de estro são usados?
 Há algum estema de controlo de fertilidade a ser realizado?
 Examinação pós-natal;
 Examinação antes da reprodução;
 Diagnóstico de gestação;
 Qual a politica da exploração se as vacas não atingirem a meta da gestação 82 dias
pós parto?
o Alimentação e produção:
 Regime alimentar usado;
 Mudanças na dieta;
 Deficiências de oligoelementos conhecidas na área?
 São realizados perfis metabólicos das vacas para identificar deficiências alimentares e
metabólicas?
 A exploração tem politicas de produção leiteira sazonais?
o Incidência de claudicação, doenças metabólicas e mastites na manada e se aumentaram
recentemente;
o Casos de abortos que ocorreram no ultimo ano. A causa foi diagnosticada? A vacinação está em dia?
o O rebanho é mantido separado (self-contained?). O perfil de saúde dos animais recentemente
adquiridos foi avaliado?
o É usado IA? A IA é feita por staff? O staff tem as competências necessárias para o fazer? Existe algum
elemento do staff que tenha uma taxa de sucesso de inseminação baixa? O reservatório de sémen da
exploração é satisfatório? Se a inseminação for feita naturalmente, o touro é fértil?
 De determinada vaca:
o Idade e paridade da vaca;
 Problemas antecedentes de reprodução da vaca: quais e se o tratamento foi bem sucedido;
 Detalhes do ultimo parto – data, problemas que ocorreram (distocia, retenção de membranas
fetais);
 Datas de estro observadas pós o parto. Ciclo sempre foi regular? Está em estro agora? São
muito pequenos ou muito longos?
 Datas e métodos da inseminação (tanto o operador, o touro ou sémen usado);
 Registos de produção da vaca;
 Registos de saúde da vaca – registos de claudicação, doenças metabólicas, mastites e abortos;

Observação da vaca

 Confinados na barraca ou salão (stall or parlour?);


 A vaca deve ser observada de todos os lados sem restrição, para que a condição e saúde geral possam ser
avaliados;
 Algumas mudanças especificas podem ser observadas e que se relacionam com o estado reprodutivo da vaca
– alguns podem ser fisiológicos;
 A condição corporal da vaca deve ser estimada e confirmada por palpação das regiões lombares e sacrais. Esta
condição tem influencia na fertilidade:
o Vacas ao parto devem ter uma CC de 3;
o CC de 2,5 à cobrição;
o CC de 3 no período seco;
 A vaca em estro pode parecer ligeiramente excitada;
 Pode haver um corrimento mucoso presente;
 Arranhões podem estar presentes nos quartos traseiros e à frente do tubérculo coxal causado pelos cascos de
outros animais que a montaram, nesses mesmos locais também pode estar presente saliva seca de outros
animais;
 Após 48h de estro o corrimento pode passar a mais aguado e de uma cor vermelho escuro;
 Animais que sofrem de doença crónica de cistos ováricos podem apresentar anormalidades na forma corporal
– virilismo (mudanças corporais para uma forma mais masculina – aumento da musculatura do pescoço)
podem acontecer se os cistos luteos secretarem progesterona, a agressividade pode aumentar;