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Nazismo e Comunismo: duas faces da mesma moeda

30 NOV '17MARIO GUERREIRO

O nome da aludida moeda é muito conhecido: é totalitarismo, regime


que se opõe ao democrático caracterizado pelo pluripartidarismo – ao
menos bipartidarismo – pela rotatividade do poder, eleições diretas e/ou
indiretas, pelas liberdades civis, etc. Ora, nenhuma dessas quatro feições
essenciais da democracia pode ser encontrada nos regimes comunista e
nazista. Fascismo é o […]

O nome da aludida moeda é muito conhecido: é totalitarismo, regime


que se opõe ao democrático caracterizado pelo pluripartidarismo – ao
menos bipartidarismo – pela rotatividade do poder, eleições diretas e/ou
indiretas, pelas liberdades civis, etc.

Ora, nenhuma dessas quatro feições essenciais da democracia pode


ser encontrada nos regimes comunista e nazista. Fascismo é o nazismo
italiano, ou melhor: o nazismo é que é o fascismo alemão, se considerarmos
que Mussolini implantou seu regime totalitário em 1922 e Hitler implantou o
seu em 1933.

Na primeira fase da Segunda Guerra (1939-1940), a Alemanha nazista


e a União Soviética mantinham o Pacto Molotov-Ribbentrop, um acordo de
não-agressão assinado em agosto de 1939 estabelecendo dez anos de paz
entre os dois países. Me engana que eu gosto!
Era da conveniência de ambos, uma vez que eles estavam ganhando
tempo. Hitler já tinha em mente a invasão da Polônia, coisa feita em
setembro do mesmo ano, mas ainda não estava preparado para a invasão
da URSS. Stalin menos ainda para enfrentar a poderosa máquina de guerra
alemã.

Quando a Alemanha venceu a Copa do Mundo, numa partida final


contra a Inglaterra, um repórter perguntou a Margaret Thatcher como se
sentia ela com a Alemanha derrotando a Inglaterra no seu esporte nacional.
A Dama de Ferro respondeu na bucha: “Não tem importância. Nós já
derrotamos duas vezes os alemães no seu esporte nacional!” [But with a little
help of Uncle Sam!]

Recentemente, ficamos sabendo que o pacto Molotov-Ribbentrop era


algo mais do que um tratado de mera não-agressão, era na realidade uma
partilha da Europa ocidental para Hitler e da Europa oriental para Stalin.

Finda a guerra, o Führer (em português: o Líder e em italiano : il Duce)


não ficou com nada, porém O Feito de Aço (em russo: Stalin) não só ficou
com toda a sua parte como também com boa parte do território alemão
ironicamente chamado de Deutsche Demokratische Republik / República
Democrática Alemã, que era de fato alemã, mas não era uma república e de
democrática nada tinha!

Um quarto de sua população era composto de membros policialesca


da Stasi (forma contraída de Ministerium für Staatssicherheit /Ministério da
Segurança do Estado), que só acabou com a queda do Muro de Berlim em
1989 – coisa equivalente a Geheime Staatspolizei / Polícia Secreta do Estado,
contraidamente Gestapo.

Talvez, isto tenha sido assim, porque o Estado-Maior das Forças


Aliadas não deu ouvidos ao grande estrategista, General Patton, que
propunha um avanço até Moscou, a deposição de Stalin e abertura de
eleições. Embora considerado no mínimo extravagante, Patton tinha grande
visão estratégica e histórica.

Uma das mais claras evidências dessa repartição do bolo é que Stalin
invadiu ao mesmo tempo a Polônia e ocupou a metade oriental do país –
pobre Polônia! Vítima eterna de uma fatalidade geopolítica somente por
estar entre a Rússia e a Alemanha!

Em 1941 tem início a segunda fase da Segunda Guerra. É neste ano


que Hitler rompe o pacto de não-agressão invadindo a URSS. Ora bolas,
quem leu e levou a sério Mein Kampf, ficou sabendo que Hitler só respeitaria
tratados, se eles continuassem sendo do interesse do Terceiro Reich. Não
estou interpretando: isto é dito com todas as letras! Ora, tanto para o
nazismo como para o comunismo, os fins justificam os meios, ou seja: para
alcançar algo muito desejável, pode pisar no pescoço da própria mãe!

No entanto, Hitler cometeu o mesmo erro que Napoleão e, antes dele,


Carlos XII da Suécia. Todos derrotados pelo grande general russo: general
Invernov Impiedovsky! Quem não conhece a História acaba mesmo
cometendo os mesmos erros de seus antecessores. “Hegel estava certo: a
História se repete. Só que da primeira vez é tragédia e da segunda farsa” [K.
Marx: O 18 Brumário de Napoleão III]. E, acrescentamos nós, da terceira vez,
comédia pastelão dos Três Patetas!

Até 1940, fim da primeira fase da Segunda Guerra, havia uma grande
colaboração entre a Alemanha e a URSS. Afinal de contas, ambos eram
socialistas e o socialismo, ainda que democrático, é um comunismo
introduzido com vaselina, ou seja: uma suave preparação para o socialismo
totalitário.

Quem chegou a esta conclusão não fomos nós, foi o Prêmio Nobel de
Economia, Friedrich Hayek, em O Caminho da Servidão[The Road to Serfdom,
1944]. Mas concordamos inteiramente com ele e com Karl Popper em A
Sociedade Aberta e Seus Inimigos[The Open Society and its Enemies, 1945], a
quem devemos a ideia fartamente embasada de que a ideologia nazista e a
ideologia comunista são irmãs siamesas e filhas do filósofo alemão Georg
Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831).

Quanto à colaboração de Hitler com Stalin até 1940, basta dizer que
enquanto a fome grassava na URSS – milhões de ucranianos tiveram seus
produtos agrícolas expropriados por Stalin e morreram de inanição!!! – a
URSS forneceu toneladas de comida e matérias primas para Hitler e em troca
recebeu armas e orientação bélica.

Na realidade, ambos os partidos únicos da Alemanha e da URSS eram


socialistas totalitários – o PCUS [Partido Comunista da União Soviética] e o
Partido Nazista [Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei / Partido
Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães].

Talvez, a grande diferença é que o comunismo podia ser nacionalista


(Stalin) ou internacionalista (Trotsky), mas o nazismo sempre foi
ultranacionalista – Deutschland über alles in der Welt! / Alemanha acima de
tudo no mundo!, como dizia antes de Hitler e diz até hoje o Hino Nacional
Alemão. Qualquer semelhança com “Além do Bem e do Mal” / Jenseits Von
Gut und Böse, título de um livro de Friedrich Nietzsche, é mera coincidência…
Todavia, Somente oligofrênicos e paranoicos estão além do bem e do
mal. Os primeiros por falta de imaginação, os segundos por excesso. Mas, a
esta altura cabe perguntar: De onde surgiu a ideia de que comunismo e
nazismo eram ideologias diametralmente opostas?

Não deve ter sido pelo fato de a URSS e o chamado Mundo Livre terem
se aliado contra a Alemanha nazista. A ideia de que a URSS era contra a
“democracia burguesa” e o “vil capitalismo” era compartilhada por Hitler em
Mein Kampf / Minha Luta, a “Bíblia do nazismo”.

Ora, é uma antiga estratégia militar dois blocos – no caso Mundo Livre
e URSS – aliarem-se contra um terceiro – no caso, o mundo dominado pelo
nazismo em que França é um exemplo peculiar:

A França ocupada fazia parte do domínio nazista Enquanto a chamada


França Livre (a da resistência liderada pelo general De Gaulle em seu exílio
na Inglaterra) combatia o nazismo, a República de Vichy, ao sul do país,
liderada pelo marechal Pétain, era aliada do nazismo – vergonha nacional
gaulesa!

Não é exagerado dizer que a guerra fria, que dividiu o mundo em duas
metades – Bloco Capitalista liderado pelos Estados Unidos e Bloco
Comunista liderado pela URSS – não começou com a Cortina de Ferro em
1945 (Iron Curtain, segundo Churchill), mas sim com o pacto Molotov-
Ribbentrop em 1939.

Com a diferença de que as duas metades almejadas por este mesmo


pacto eram uma coisa e as duas ocorridas historicamente foram outra. E não
podemos afirmar que a guerra fria acabou em 1991, com a dissolução da
URSS. mas sim que as metades agora são outras. “Multilateralismo” é uma
lenda urbana assim como o aquecimento global da ecologia fajuta e Terra
plana dos criacionistas. Nada contra a religião, tudo a favor da ciência e do
bom senso.

Na realidade, a ideia de nazismo e comunismo como diametralmente


opostos é uma elaboração do inegavelmente eficaz marketing político
comunista. A verdadeira oposição se dá entre totalitarismo, não importando
sua coloração, e democracia, não importando se é o caso de uma autêntica
democracia ou se é o caso de uma democracia claudicante, como o Brasil.

A pior das democracias é preferível ao melhor dos totalitarismos ou,


como disse Churchill: “A democracia é o pior dos regimes, excetuando todos
os outros”. Trata-se da escolha do menos ruim, aquela que costumamos
fazer em todas as eleições…
Favoreceu bastante essa pseudo-oposição o grande escândalo do
século XX: o Holocausto, o maior genocídio da História, com 6 milhões de
judeus assassinados em campos de concentração!

Um dos maiores divulgadores desse massacre foi o general


Eisenhower. Finda a Segunda Guerra, quando o líder supremo das Forças
Aliadas visitou um dos campos de concentração ficou estarrecido com a
crueldade nazista e deu seguinte ordem aos seus comandados: “Fotografem
e filmem tudo; Quero tudo documentado, porque ainda há de chegar um dia
em que um imbecil dirá que isso nunca existiu!”

O dia chegou, mas o imbecil não foi nenhum comunista, uma vez que
a ampla divulgação dos horrores do nazismo era algo bastante conveniente
para sua estratégia soviética de marketing político pós-Segunda Guerra, mas
sim um líder muçulmano iraniano: Mahmoud Ahmadinejad, para quem o
Holocausto foi uma invenção da propaganda capitalista americana e Israel
devia “ser empurrado para o mar”! (em suas próprias palavras).

Infelizmente, não dispomos de suficiente espaço aqui, para mostrar


que o islamismo é um aliado do comunismo internacional e sua finalidade
precípua a corrosão das bases da civilização hebraico-cristã.