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MMAT 11 - TRINCAS EM JUNTAS SOLDADAS

TRINCAS EM JUNTAS SOLDADAS


PARTE 1:
REVISÃO CONCEITUAL E DEFINIÇÃO,
CARCATERIZAÇÀO, CAUSAS E
PREVENÇÕES DE TRINCAS
Centro para Pesquisa e Desenvolvimento de
Processos de Soldagem (LAPROSOLDA)
MATERIAIS

Prof. Américo Scotti

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CONTEÚDO
1) Revisão de conceitos: formação da ZAC em:
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a. Definição de ZAC
b. Ligas transformáveis
c. Ligas endurecidas por solução sólida
d. Ligas endurecidas por encruamento
e. Ligas endurecidas por precipitação
2) Revisão de conceitos: formação da ZF:
a. Efeito do material de adição (diluição)
b. Efeito do formato da poça
3) Conceitos e condições necessárias gerais para
trincamento;
4) Tipos de trincas (conceito, localização, princípio de
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formação, métodos de evitar)


1) Trinca a quente (solidificação e liquação)
2) Trinca a frio (ou trinca por Hidrogênio) (ZAC)
3) - Trinca por Decoesão Lamelar (ZAC e sub ZAC)
4) - Trinca por Reaquecimento 2
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Relembrando conceitos de formação da ZAC

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Antes de se iniciar os estudo de trincas, os alunos devem
ter conhecimentos solidificados a ponto de responder as
seguintes perguntas:

1. Quais o meios de se aumentar a resistência mecânica


de ligas metálicas?
2. Justifique cada meio
3. O que é uma Zona Afetada pelo Calor (ZAC) ? Qual a
diferença para Zona Termicamente Afetada (ZTA)?
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4. Todos materiais ao serem soldados vão ter suas ZTA


ou ZAC?
5. Uma ZAC (ou ZTA) pode modificar os meios usados
para se aumentar a resistência de uma liga?
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Relembrando conceitos de formação da ZAC


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Influências Metalúrgicas no metal base


Em função da formação de ZACs, as diferentes ligas metálicas
podem ser agrupadas em quatro tipos básicos:
- Ligas transformáveis
- Ligas endurecidas por solução sólida;
- Ligas endurecidas por encruamento
- Ligas endurecíveis por precipitação
Deve-se ter em mente que esta é uma divisão simplificada e
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sem grande rigidez. Neste sentido, vários materiais podem


pertencer a mais de uma classe e, em alguns casos, materiais
que não pertençam a uma dada classe, podem ser analisados,
sob alguns aspectos, dentro dessa classe.

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Relembrando conceitos de formação da ZAC

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Antes de se continuar com os estudo de trincas, os alunos
devem ter conhecimentos solidificados a ponto de
responder as seguintes perguntas:
1. O que são ligas transformáveis?
2. Dê um exemplo de uma liga transformável
3. Qual a diferença e objetivos dos tratamentos térmicos
de normalização e recozimento?
4. Qual a diferença e objetivos dos tratamentos térmicos
de recozimento e alívio de tensão?
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5. Qual a diferença e objetivos dos tratamentos térmicos


de normalização e têmpera?
6. Qual a diferença e objetivos dos tratamentos térmicos
de têmpera e revenido?
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Ligas transformáveis
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Ligas transformáveis

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Nestes materiais (como por exemplo os aços ao carbono e
baixa liga, a ZAC pode apresentar várias regiões com
diferentes constituintes.
Ferros fundidos e certas ligas de cobre e de titânio também
podem ser enquadradas nesta categoria.
As principais regiões que podem ser observadas na ZAC de
um aço carbono são:
- Região de granulação grosseira (GGZAC) – região A na
Figura,
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- Região de granulação fina (GFZAC) ou região normalizada


– região B na Figura,
- Região intercrítica (ICZAC) – região C na Figura; e
- Região subcrítica (SCZAC) – região à direita de C Figura
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As propriedades metalúrgicas de cada região


influem no comportamento do material
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Quais as diferenças de propriedades mecânicas em cada


das regiões da ZAC de ligas transformáveis?

– Nas regiões GFZAC e ICZAC = alta tenacidade e alta


ductilidade;
– Na região SCZAC, normalmente acontece alívio de
tensões, mas pode haver precipitações, benéficas ou
maléficas. Mas de uma forma geral não é uma região
problemática;
– A região GGZAC é mais problemática:
• Maior tamanho de grão
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– Fragilização por si só
– Maior temperabilidade (maior) = microestruturas
mais frágeis;
• Sob tensões trativas;
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Curvas de Resfriamento Contínuo
As propriedades da GGZAC

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dependem do ciclo térmico:
– Menor velocidade de
resfriamento = mais
dúcteis
– Maior velocidade de
resfriamento = mais
frágeis
Quanto maior a dureza da
GGZAC, mais susceptível é o
material à geração e progressão
de trincas (mais frágeis)
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- menor soldabilidade
A posição da CRC depende da
composição do material
- quanto mais ligado, mais
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para direta

Avaliação da temperabilidade em soldagem


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• Carbono Equivalente (IIW):

Mn Cr  Mo  V Cu  Ni
CE  C    (% peso)
6 5 15

Outras fórmulas, como as recomendadas para aços


microligados:
Si Mn  Cr  Cu Ni Mo V
PCM  C       5B
30 20 60 15 10
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(% peso)

Como, quando e para que usar estas equações?

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Relembrando conceitos de formação da ZAC

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Antes de se continuar com os estudo de trincas, os alunos
devem ter conhecimentos solidificados a ponto de
responder as seguintes perguntas:

1. O que são ligas endurecidas por solução sólida?


2. Dê um exemplo de uma liga endurecida por solução
sólida
3. Qual a diferença esperada na ZAC de uma liga
transformável e de uma liga endurecida por solução
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sólida?

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Ligas endurecidas por solução sólida

Podem ser consideradas, como pertencentes a esta classe,


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diversas ligas de cobre, níquel e de alumínio e, ainda, aços


inoxidáveis austeníticos e ferríticos de baixo teor de
elementos intersticiais no estado recozido.
De um modo geral, estes materiais, que não sofrem
alterações microestruturais marcantes no estado sólido, são
considerados, com algumas exceções, fáceis de soldar do
ponto de vista da ZAC. A principal alteração que caracteriza a
ZAC destas ligas é o crescimento de grão próximo da linha
de fusão
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Relembrando conceitos de formação da ZAC

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Antes de se continuar com os estudo de trincas, os alunos
devem ter conhecimentos solidificados a ponto de
responder as seguintes perguntas:

1. O que são ligas endurecidas por encruamento?


2. Dê um exemplo de uma liga endurecida por
encruamento
3. Por que um material deformado plasticamente pode
sofrer recristalização quando aquecido e uma material
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normalizado não?
4. Qual a diferença esperada na ZAC de uma liga
transformável e de uma liga endurecida por
encruamento?
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Ligas endurecidas por encruamento

Basicamente, os mesmos materiais do grupo anterior estão


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incluídos neste grupo, com a diferença, contudo, de terem


sido deformados a frio, visando, em geral, um aumento de
resistência mecânica.
Neste caso, a ZAC será composta por uma região de
recristalização e, como na classe anterior, por uma região
de granulação grosseira.
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Ligas endurecidas por encruamento

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Na região de recristalização, o ciclo térmico é suficiente para


causar a recristalização do material, isto é, a substituição da
estrutura deformada por uma isenta de deformação (a
deformação acelera a transformação).
- melhora as propriedades (grão finos)
Mais próximo da linha de fusão, o ciclo térmico é suficiente
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para, além de recristalização, causar um crescimento de grão


como no caso anterior.
- fragilizam (grãos grosseiros)

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Relembrando conceitos de formação da ZAC

Antes de se continuar com os estudo de trincas, os alunos


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devem ter conhecimentos solidificados a ponto de


responder as seguintes perguntas:
1. O que são ligas endurecidas por precipitação?
2. Dê um exemplo de uma liga endurecida por
precipitação
3. Qual a diferença de um precipitado coerente para um
precipitado incoerente, dos pontos de vista de forma e
da ação de endurecimento?
4. Como pode um precipitado em uma material de base
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se dissolver em uma soldagem?


5. Qual a diferença esperada na ZAC de uma liga
transformável e de uma liga endurecida por
precipitação?
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Ligas endurecíveis por precipitação

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Nestes materiais, consegue-se um aumento considerável de
resistência mecânica e dureza por tratamentos térmicos de
solubilização e envelhecimento.
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Ligas endurecíveis por precipitação

Para uma liga envelhecida, a ZAC é formada basicamente


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por duas regiões principais.


Próximo à linha de fusão, o material é aquecido até o campo
monofásico (região ou campo α), dissolvendo a fase β.
Durante o resfriamento, em geral a uma taxa suficientemente
rápida, não há precipitação da fase;
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Ligas endurecíveis por precipitação

A região formada (região de solubilização) é mais macia que o

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metal base, mas pode apresentar uma granulação grosseira.
Contudo, é possível restaurar suas propriedades mecânicas
através de um tratamento de envelhecimento pós soldagem.
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Ligas endurecíveis por precipitação


Para pontos suficientemente afastados da linha de fusão (Tp
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< T4), o metal base não chega a sofrer solubilização.


Contudo, é possível ocorrer algum super-envelhecimento
(região super-envelhecida).
Esta região também perde dureza pela soldagem. Para
restaurar suas propriedades originais, torna-se necessário
refazer os tratamentos de solubilização e envelhecimento em
toda a peça.
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Relembrando conceitos de formação da ZAC

Antes de se continuar com os estudo de trincas, os alunos

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devem ter conhecimentos solidificados a ponto de
responder as seguintes perguntas:
1. Quais os mecanismos metalúrgicos possíveis de se
aumentar a resistência mecânica de uma zona
fundida (ZF)?
2. Qual a diferença entre grãos primários e secundários
num processo de solidificação?
3. Qual o sentido de crescimento dos grãos em uma ZF?
4. Qual o efeito da velocidade de soldagem sobre o
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crescimento de grãos em uma ZF?


5. Qual o efeito da relação largura por penetração sobre
o crescimento de grãos em uma ZF?
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FORMAÇÃO DA ZONA FUNDIDA

Diluição:
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A diluição é que governa a CQ do cordão e,


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conseqüentemente, suas propriedades mecânica:


- depende do processo;
- depende dos parâmetros de soldagem
- do material de base
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Influência da geometria da poça no crescimento de
grãos primários
O formato da poça de fusão influencia diretamente a estrutura

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de solidificação da zona fundida e mudanças neste formato,
devidas, por exemplo, a variações nos parâmetros de
soldagem, podem alterar esta estrutura.
Dois formatos básicos para a poça são observados na
soldagem com processos mecanizados:
Elíptico
Gota
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Influência da geometria da poça no crescimento de


grãos primários

- Poça de fusão elíptica: é característica de baixas


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velocidades de soldagem. Neste caso, a orientação da


frente de solidificação muda progressivamente da linha de
fusão até o centro do cordão. Como resultado, nenhum
grão encontrará sempre condições ótimas para o seu
crescimento e um maior número de grãos terá condições
de sobreviver durante a solidificação.
- Poça de fusão em gota: ocorre para valores maiores da
velocidade de soldagem. A frente de solidificação tem uma
orientação relativamente constante em relação à direção
de soldagem, o que favorece o crescimento, desde a linha
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de fusão até o centro da solda, somente dos grãos


inicialmente melhor orientados. A solidificação se
desenvolve como duas paredes, uma de cada lado do
cordão, que se deslocam e se encontram no meio deste.

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Fissuração em Juntas Soldadas
Formam-se quando tensões de tração (origem térmicas) se

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desenvolvem em um material fragilizado, incapaz de se
deformar plasticamente para absorver estas tensões.
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Assim, para existir trinca, pelo menos duas coisas têm de


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acontecer ao mesmo tempo:


- Susceptibilidade do material
- Tensões trativas nas regiões de solda

As tensões trativas por sua vez dependem:


- da energia de soldagem (quanto maior, mais tensões)
- Da capacidade do material absorver por si só as tensões,
por deformação interna (deformação plástica) ou externa
(empenamento)
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- Do grau de restrição da junta

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Classificação de trincas em função da origem:


-Trinca a quente
- Trinca de solidificação (ZF)
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- Trinca de liqüação (ZAC)


- Trinca a frio (ou trinca por Hidrogênio) (ZAC)
- Trinca por Decoesão Lamelar (ZAC e sub ZAC)
- Trinca por Reaquecimento
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Trincas a quente durante a Solidificação


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Este tipo de trinca está associada com a presença de


segregações que levam à formação de filmes líquidos
intergranulares nas etapas finais da solidificação (ZF) (ou
fragilizando por si só a ultima região a solidificar).
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Como a medida que o


material vai se esfriando,
vai se gerando tensões,
acontece a trinca devido
ao esforço concentrado
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MATERIAIS MATERIAIS
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Trincas a quente durante a Solidificação

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Demonstração de segregação

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- Aquecer leite e adicionar bastante achocolatado, mas sem
levar à saturação (precipitação ainda a quente)
- Vazar num copo metálico e tampar com isopor (parte de
baixo também) para não perder muito calor por cima e por
baixo, só pelos lados
- Deixar solidificar e observar
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Trincas a quente durante a Solidificação

- As trincas são, em geral, longitudinais e superficiais,


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ocorrendo, com freqüência no centro do cordão), mas


podem também ser transversais ou, na cratera, radiais.
Trincas internas podem também ser formadas e serem
macro ou microscópicas.
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Trincas a quente durante a Solidificação

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Trincas a quente durante a Solidificação

Quanto maior o intervalo de solidificação, maior a


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susceptibilidade da liga à trinca a quente


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Trincas a quente durante a Solidificação

- Condições comuns de ocorrência:

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• o metal de solda de aço ao carbono tem alto valor de
carbono e impurezas (S, P, etc)
• Ligas particularmente sensíveis: aços cromo-níquel com
estrutura de solidificação completamente austenítica, ligas de
alumínio com silício (0 - 1,5%Si), cobre (0,5 - 5,0%Cu) ou
magnésio (1,0 - 4,0 %Mg), ligas de cobre contendo bismuto ou
chumbo, bronze de alumínio (com cerca 7,5%Al) e ligas de
níquel contendo elementos como Pb, Bi, S, P, Cd, Zr e B.
• interrupção da solda (formação de cratera - rechupe)
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• a velocidade de soldagem é muito alta, favorecendo a


concentração de impurezas no centro do cordão

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A composição química afeta a ocorrência de fissuração,


devido principalmente à formação de uma pequena
quantidade de líquido que se solidifica a temperaturas
inferiores à do restante da poça e que tende a se
espalhar (molhar) pelos contornos de grão e espaços
interdendríticos. Neste aspecto, destaca-se o sulfeto de
ferro, que forma um eutético com o ferro que se
solidifica abaixo de 1000ºC. Compostos de fósforo e
boro comportam-se de maneira similar.
O manganês, por sua vez, exerce um efeito benéfico na
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resistência à fissuração, devido à sua tendência reagir


preferencialmente com o enxofre e formar um sulfeto de
maior temperatura de fusão e que não tende a se
espalhar pelos contornos de grão.
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O carbono afeta a resistência a esta forma de
fissuração principalmente pela sua influência no modo
de solidificação da poça de fusão. No sistema ferro-
carbono, para um teor de carbono inferior a 0,1%, o
metal solidifica-se como ferrita. Acima deste teor, a
solidificação se inicia como ferrita, mas a cerca de
1500ºC ocorre a reação peritética e o restante do
material se solidifica como austenita. Quando o
solidificação ocorre nesta forma, a sensibilidade à
fissuração tende a ser maior, possivelmente devido à
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menor solubilidade do enxofre na austenita. Neste caso,


é necessário um maior teor de manganês para inibir a
ação do enxofre.

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Numa tentativa de quantificar a influência relativa dos


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diversos componentes do metal de solda na


sensibilidade à fissuração, vários autores desenvolveram
fórmulas empíricas baseadas em resultados de testes de
fissuração.

Exemplo 1

H.C.S. 

C  S  P  Si
15
 Ni
100

 10 3
3Mn  Cr  Mo  V
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Exemplo 2:
Unidade de Susceptibilidade a Trinca a quente (compositçào
química e % em peso)
UCS = 230C* + 190S + 75P + 45Nb - 12.3Si - 5.4Mn - 1
C* = carbon content or 0.08 whichever is higher
UCS <10 indica alta resistência
UCS >30 indica baixa resistência.
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Validade do equacionamento UCS

C = 0,08-0,23% (se tiver menos de 0,08, considere 0,08)


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S = 0,010-0,050 % P = 0,010-0,045 % Si = 0,15-0,65 %


Mn = 0,45-1,60 % Nb = 0,00-0,07 % Ni = max 1%
Cr = max 0,47 % V = max 0,07% Cu = max 0,3 %
Ti = max 0,02 % Al = max 0,03 % B = max 0,002%
Pb = max 0,01% Co = max 0,03% Mo = max 0,4%

Avaliado pelo teste Transvarenstrain em condições específicas:


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Condições comuns de ocorrência (cont...):

• a relação profundidade/largura do cordão é alta,

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favorecendo a concentração de impurezas no centro do
cordão
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Exemplo 3:
Formula OCS (correção da UCS pelo formato do cordão)

OCS = UCS + 0,4 WD/U + 4 W/D – 15,5


Obs: dimensões em mm
W/D > 1,9 e U entre 4 e 13 mm
W
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D
U

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Formas de evitar a trinca de solidificação

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• Controlar CQ do metal de solda;
• CQ do eletrodo e pureza
• Revestimentos ou fluxos apropriados (básicos)
• Reduzir fatores de geração de tensões (energia alta de
soldagem, juntas que favorecem tensões trativas
opostas, alto grau de restrição);
• reduzir velocidade de soldagem
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Condições comuns de ocorrência (cont...):


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• cordões côncavos,
favorecendo a concentração de
impurezas e a direção das
tensões de contração no centro
do cordão
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Trincas por Liqüação na ZAC

Este termo refere-se a trincas formadas na ZAC, em regiões

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MATERIAIS aquecidas a temperaturas próximas da sólidus do metal base;

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Trincas por Liqüação na ZAC

Associadas com a formação, por diferentes causas, de


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bolsões de material líquido nos contornos de grãos nesta


região.
- inclusões de sulfetos;
- inclusões de silicatos e espinélio de baixo ponto de fusão;
- fases intermetálicas (por exemplo, em ligas de Al).
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Trinca por hidrogênio

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• Denominada também de trinca a frio ("cold cracking“) ou trinca
retardada ("delayed cracking" ) ou até mesmo por "underbead
cracking“ (fissuração sob o cordão) e "toe cracking" (fissuração na
margem do cordão), devido à frequente localização.
• Esta forma de fissuração é considerada um dos maiores
problemas de soldabilidade dos aços estruturais comuns,
particularmente para processos de baixa energia de soldagem.
• Pode ocorrer tanto na ZAC como na ZF.
• A trinca se forma quando o material está próximo da temperatura
ambiente.
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Trinca por hidrogênio


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Formação:
H (na forma atômica) de diversas fontes se dissolve no metal
fundido líquido (ZF), pois nestas condições (metal liquido e H na
forma atômica) há muita solubilidade ;
A solubilidade do H no metal de solda é dependente da
do H2 e da temperatura: aproximadamente 35 ml
H2/100g a 1800 oC, caindo rapidamente com o decréscimo da
temperatura. Níveis de CO, CO2 e H2O influenciam a pressão
parcial de H na atmosfera do arco .
Quando a temperatura decresce (resfriamento), a solubilidade do
H no metal também decresce (exceto ligas austeníticas, que
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mantém a alta solubilidade para o H);

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Trinca por hidrogênio

• Com a saturação do H solúvel na ZF e com o gradiente entre o H

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da ZF para a ZAC, o H se difunde para a ZAC (lembrar que difusão
depende do gradiente, da temperatura e do tempo);
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Trinca por hidrogênio

• Com a crescente redução da solubilidade do H à medida que a


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temperatura cai, ele vai se concentrando nas regiões de maior


densidade de defeitos atômicos (discordâncias), ou seja, contornos
de grão e pontos de concentração de tensão (defeitos geométricos,
por exemplo);
• Nestas regiões, devido a concentração, eles se agrupam na forma
molecular (H2).
• Se a temperatura ainda é alta (> 200 oC), ainda há mobilidade
dentro do metal e, devido a diferença de pressão, tendem a se
difundir para fora do metal de base;
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Trinca por hidrogênio

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• Mas se a temperatura cai, a capacidade de mobilidade cai e as
moléculas de H2 passam a exercer pressão nas regiões de
defeitos atômicos;
• Se a microestrutura é dúctil, ela absorve as tensões por
deformação;
• Se a microestrutura é frágil (alta dureza e grande tamanho de
grãos), estas tensões, aliadas à tensões externas podem
iniciar a trinca;
• Este início de trinca se dá até 48 horas após resfriada a solda;
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Trinca por hidrogênio


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Assim, para haver Trinca por hidrogênio é preciso:


- presença de H2;
- microestrutura frágeis na GGZAC (dureza maior do que 300-
350 HV);
- Tensões trativas
- a temperatura estar abaixo de 200o C;
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Mecanismos:
Diferentes mecanismos foram propostos para explicar a

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formação de trincas pelo hidrogênio. As teorias mais aceitas
têm sido a da condensação, a da adsorção, a da decoesão
e a do amaciamento.
Segundo a teoria da condensação, os átomos de hidrogênio
tendem a se difundir para micro-cavidades e outras
descontinuidades microscópicas e sub-microscópicas no aço,
onde eles se recombinam na forma molecular. A formação de
moléculas de hidrogênio nestes pequenos espaços tende a
gerar pressões extremamente elevadas, que podem causar a
formação de trincas. À medida que mais hidrogênio se
MATERIAIS

difunde para as micro-trincas, a pressão novamente se eleva


e a trinca cresce. Assim, o crescimento da trinca é
dependente do tempo, pois é necessário que decorra um
certo intervalo para que ocorra a difusão de hidrogênio para
as trincas.
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Segundo o mecanismo da adsorção (incorporação de uma


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substancia à superfície de outra), o hidrogênio se difunde


para micro-cavidades no material onde é adsorvido,
reduzindo o valor da energia de suas superfícies. Como a
propagação de uma trinca é controlada pelo balanço entre a
energia disponível no sistema e a necessária para a criação
de um novo trecho da trinca e, no caso de uma trinca frágil,
esta última é proporcional à energia superficial, a propagação
de uma trinca fica facilitada pela presença de hidrogênio.
Como no caso anterior, mais hidrogênio precisa se difundir
para a trinca para continuar a sua propagação.
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A teoria da decoesão supõe que o hidrogênio atômico em
solução sólida tenderá a se difundir para regiões onde
ocorram tensões triaxiais de tração como na região à frente
da ponta de uma trinca ou outro concentrador de tensão e
regiões de empilhamento de deslocações. A difusão para
estas regiões seria causada por uma melhor acomodação
do hidrogênio nestas devido à interação entre o campo de
tensão existente à frente do concentrador de tensão e o
causado pelo átomo intersticial de hidrogênio.
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Ainda segundo a teoria da decoesão, o hidrogênio interage


com os átomos de ferro reduzindo a sua energia de ligação
e, quando a concentração de hidrogênio na região supera
um valor crítico, esta região se torna fragilizada e uma trinca
poderá se formar e propagar através dela. Assim, a região
de concentração de tensão é deslocada para uma outra
posição e os átomos de hidrogênio têm de se difundir
novamente. O ciclo de difusão até a ponta da trinca,
fragilização e propagação se repete até que a quantidade
de hidrogênio se torne insuficiente ou que a ponta da trinca
atinja uma região de maior ductilidade na qual a propagação
MATERIAIS

da trinca é impedida.

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28
A teoria do amaciamento, propõe que o hidrogênio se

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difunde para regiões de concentração de tensão de forma
similar a colocada anteriormente, onde este elemento causa
uma maior facilidade para a ocorrência de deformação
plástica. Como resultado, uma intensa deformação plástica
ocorre em uma região muito limitada do material levando a
sua falha, cujo mecanismo pode ser tanto dúctil ou frágil.
Com a propagação da trinca, um novo ciclo de difusão
ocorre, como apresentado no caso anterior.
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Trinca por hidrogênio

As trincas podem ser longitudinais,


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transversais, superficiais ou sub-


superficiais, se originando,
freqüentemente, a partir de
concentradores de tensão, como a
margem ou a raiz da solda. Ocorre
principalmente na ZAC, na região de
crescimento de grão, mas pode
também ocorrer na zona fundida.
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29
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Em aços submetidos a tratamentos termo-mecânicos,
particularmente a resfriamento acelerado ao final de
laminação controlada, pode-se conseguir elevados
níveis de resistência mecânica com teores de liga
relativamente baixos. A soldabilidade do aço em si
pode ser boa no tocante a trinca de hidrogênio.
Porém, como para adequar a resistência to cordão ao
do metal de base, grandes quantidades de elementos
de liga podem ser requeridos no metal de solda, o
que faz o metal de solda também susceptível à
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fissuração pelo hidrogênio (zona fundida)

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Formas de evitar trincas por hidrogênio

- Evitar fontes de H2
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- - O aluno deve procurar listar fontes de H2


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Formas de evitar trincas por hidrogênio

- fontes de H2

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- umidade da atmosfera, fluxos (
, chapas, etc.
- água de cristalização (minérios no
revestimentos/fluxos)
- compostos orgânicos (revestimentos)
Obs: De acordo com a DIN 8572, consumíveis que produzem
sodas com de 5 a 10 ml H2 por 100g de
metal de solda são chamados de Baixo H, enquanto os de
Muito Baixo H são aqueles com teores mais baixos)
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- - O aluno deverá dizer qual a relação existente entre


eletrodos revestidos básicos e teor de hidrogênio
- - Qual processo seria maior fonte de H2? TIG ou
Eletrodo revestido?

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O hidrogênio difusível é expresso usualmente em ml/100g de


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metal depositado.
O Instituto Internacional de Soldagem recomenda a seguinte
terminologia para classificar os consumíveis quanto ao teor
de hidrogênio difusível: (a) Muito baixo: 0 - 5 ml/100g, (b)
Baixo: 5 - 10 ml/100g, (c) Médio: 10 - 20 ml/100g e (d) Alto:
acima de 20 ml/100g de metal depositado.
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31
A influência do processo de

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soldagem na transferência
de hidrogênio para solda
mostra que potencial de
hidrogênio não é um
parâmetro ideal para
avaliar a fissuração pelo
hidrogênio. A medida de
teor deste elemento na
solda (H difusível) seria,
para isto, mais
interessante.
MATERIAIS

O potencial de H2 dos eletrodos rutílicos e celulósicos ficam


entre 20 e 30ppm. Eletrodos básicos, se armazenados e
usados corretamente, apresentam um teor muito mais baixo no
metal depositado.
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Formas de evitar trincas por hidrogênio

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- Controlar CQ do metal de solda e do MB ;
- - O aluno deve procurar listar formas de controlar a CQ do
MB e MS
- Um critério simples, considera que se CE < 0,4, o aço é
insensível à fissuração e, se CE > 0,6, o material é
fortemente sensível

- Confeccionar o cordão como material de alta solubilidade pelo


H: se o metal de solda for austenítico, não há problema, pois a
austenita tem alta solubilidade para o hidrogênio)
MATERIAIS

- - O aluno deve procurar listar justificativas do porquê CE


alto é desfavorável e baixo não, correlacionar com aços que
são susceptíveis, e do porquê aço inoxidável austenítico ou
ZF com esse aço diminui a susceptibilidade

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Formas de evitar trincas por hidrogênio

- Minimizar a existência de microestrutura frágil na ZAC grosseira;


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-- O aluno deve justificar o problema de microestrutura frágil na


ZAC grosseira
-- maior temperabilidade
- composição química
- tamanho de grão
-- O aluno deve listar formas de evitar microestrutura frágil
-- O aluno deve justificar a razão do uso de pré-aquecimento ser
uma solução e dizer como o mesmo é aplicado
MATERIAIS

- O aluno deve exercitar cálculos de pré-aquecimentos e a


relação com carbono equivalente (por exemplo, usando
http://www.gowelding.com/)
-Obs: para introduzir o pré-aquecimento e controlar a energia de
soldagem , um critério simples é ter dureza na ZAC menor do que
300 HV
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Uma microestrutura de elevada dureza na região da solda


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aumenta a chance de fissuração pelo hidrogênio. Além de


sua menor ductilidade e tenacidade para suportar a
pressão do H, esta microestrutura reduz a capacidade de
acomodação das tensões de outras natureza na região da
solda como um todo. Desta forma, em geral, uma
microestrutura macia é capaz de tolerar, sem fissurar, uma
maior quantidade de hidrogênio do que as mais duras.
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Para a ZTA de aços carbono e C-Mn, um valor de dureza

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superior a 325 ou 350HV indica uma elevada sensibilidade
à fissuração. A tolerância ao hidrogênio, para um dado
valor de dureza, depende também da composição do
material. O constituinte microestrutural mais sensível à
fissuração é a martensita, particularmente a de maior teor
de carbono e menor ductilidade.
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Formas de evitar trincas por hidrogênio

- Reduzir fatores de geração de tensões (juntas que favorecem

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tensões trativas opostas, alto grau de restrição – chapas acima
de 20 mm, por exemplo, são consideradas susceptíveis) , exceto
evitar usar energia alta de soldagem;
-- o aluno deve justificar agora a razão para evitar juntas
com restrição, mas permitir alta energia de soldagem
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Formas de evitar trincas por hidrogênio

-- introduzir o tratamento de pós-aquecimento.


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- O aluno deve justificar o porquê dos pós-aquecimento é


efetivo, indicando como se aplica, em que temperatura e as
vantagens e desvantagens desse método em relação a
outros
- O tratamento de desgasificação é realizado, por exemplo,
a 250OC por 6 horas (DIN 1913) ou por 16 h (recomendação do
IIW)
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Trinca por Decoesão Lamelar

A decoesão lamelar, ou trinca lamelar, é uma forma de

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fissuração que ocorre no metal base (e às vezes na ZAC),
em planos que são essencialmente paralelos à superfície da
chapa
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Trinca por Decoesão Lamelar

Na análise macrográfica, a trinca lamelar apresenta uma


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aparência típica em degraus.


Esta aparência está associada com o seu mecanismo de
formação, que está ligado à decoesão ou fissuração de
inclusões alongadas, quando o metal base é submetido a
tensões de tração no sentido da espessura (direção Z).
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Formas de evitar Decoesão Lamelar:


-- O aluno deverá justificar a razão da decoesão lamelar se
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dar em materiais de mais alta espessura acima de ¾ “)


-- O aluno deverá justificar por que este tipo de trinca
acontece somente em materiais laminados
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Formas de evitar Decoesão Lamelar:

- uso de um metal base com boas propriedades na direção Z

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(redução do teor de enxofre no aço e/ou pela adição de
certos elementos de liga que tendem a tornar as inclusões
menos deformáveis).
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Formas de evitar Decoesão Lamelar:

- mudanças no projeto da junta:


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- redução do volume de metal depositado por


mudança da geometria da junta.
- redução do nível de tensões na direção z por troca
da peça a ser chanfrada ou por alteração da configuração
da junta;
- alteração da configuração da junta;
- substituição local da chapa laminada por um material
insensível ao problema, por exemplo, uma peça forjada.
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Formas de evitar Decoesão Lamelar:

- uso de amanteigamento

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Trincas de reaquecimento (ou trincas de alívio


de tensão)
São geralmente formadas durante tratamentos térmicos
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pós-soldagem (a temperaturas entre cerca de 450 e


700oC) em alguns materiais, particularmente aços Cr-Mo-
V e aços inoxidáveis austeníticos.
-Cr, Mo e V são fortes formadores de carbonetos
- perda de ductilidade da GGZAC devido a precipitação
incoerente desses carbetos no interior do grão
(resistência no interior do grão fica maior do que nos
contornos)
- são intergranulares
MATERIAIS

Um tipo similar de fissuração pode, também, se


desenvolver em juntas soldadas, após vários anos de
serviço a temperaturas em torno de 300 a 400oC, em
usinas térmicas, químicas ou em refinarias.
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Trincas de reaquecimento (ou trincas de alívio
de tensão)
Trincas de reaquecimento

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ocorrem, em geral, na ZAC,
região de crescimento de
grão, e propagam ao longo

AISI 321
dos contornos de grão
austeníticos (no caso de
aços estruturais ferríticos, os
contornos dos grãos
austeníticos que existiam
quando o material estava
submetido a alta

Cr - Mo - V
MATERIAIS

temperatura).

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Trincas de reaquecimento (ou trincas de alívio


de tensão)
Formas de evitar:
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- Controlar CQ do meta de base (seleção de material);


- desenvolver ciclo de tratamento térmico apropriados
para cada material;
-Evitar tratamentos térmicos ou colocar materiais
susceptíveis em condições de trabalho em alta
temperatura
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Previsões

Nakamura (para variações nos níveis de Cr(0,1 a 1,5%),

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Mo(0,3 a 0,6%), V(0 a 0,08%) e Ni(0 a 3%))

ΔG = Cr + 3,3Mo + 8,1V – 2 (elementos de liga em % em


peso)
Quando ΔG for maior que zero, o aço é considerado sensível
à trinca por reaquecimento.

Ito e Nakanish (aços contendo elementos de liga menores


que 2% Mo, 1,5% Cr, 1% Cu e 0,15% V, Ti, e Nb).
MATERIAIS

Psr = Cr + Cu + 2Mo + 10V + 7Nb + 5Ti – 2

Quando Psr for maior que zero, o aço é considerado


sensível a esse tipo de trinca.

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Trincas por perda de ductilidade (ou ductility-


dip cracking)
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Em certas ligas, problemas de fissuração a alta temperatura


foram observados sem a formação de fase líquida e têm
sido associados à perda de ductilidade a temperatura
elevada nestes materiais. Exemplos de materiais sensíveis
incluem: aços cromo-níquel de estrutura completamente
austenítica e certas ligas de níquel e cromo-níquel.
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42
Trincas por perda de ductilidade

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A trinca ocorre ao longo de contornos de grão sem
apresentar, contudo, evidências de filmes de segregação na
superfície dos grãos. Este tipo de fissuração parece ocorrer
a temperaturas inferiores do que os tipos discutidos
anteriormente. Assim, a sua presença é mais comum em
regiões mais afastadas da linha de fusão, podendo ocorrer
em associação com trincas iniciadas durante a solidificação
ou por liquação.
Outra razão para trincar um material durante a soldagem
sem ser caracterizados por uma das razoes apontadas
anteriormente é o simples processo de fratura (material de
MATERIAIS

baixa ductilidade, sob forte restrição e altas tensões


térmicas geradas durante a soldagem,

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Conceitos: pressão parcial


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Ao se misturar gases diferentes num mesmo


recipiente, considera-se que cada gás exerça uma
determinada pressão no sistema de modo isolado.
Pode-se considerar que a pressão parcial de um gás
é a pressão total que ele exerceria se apenas ele
estivesse contido no recipiente. Desta forma, a soma
das pressões parciais dos gases é a pressão total.
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86
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43
Conceitos: Potencial de Hidrogênio

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Quantidade de hidrogênio existente no fluxo
(revestimento ou enchimento) de eletrodos. Deve-se
lembrar que não representa apenas a umidade, pois
engloba a água combinada. Deve-se, pois, atentar
que a medição do potencial de H não deve ser feito
em temperaturas baixas (pouco acima de 100oC) e
sim nas temperaturas de calcinação (em torno de
950oC). Mas para evitar que também se meça a
perda por decomposição nesta temperatura (CO2,
por exemplo), a atmosfera deve ser livre de O2.
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Conceito: Hidrogênio Difusível


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A quantidade de hidrogênio que escapa da região da solda durante um


período determinado de tempo, é chamada de Hidrogênio Difusível.
Devido a estas características, a quantidade de hidrogênio é
relativamente fácil de ser determinada em um corpo de prova soldado.
Os diferentes métodos usados para este fim envolvem basicamente a
têmpera (resfriamento rápido) de um corpo de prova após soldagem e
a sua colocação em um ambiente fechado, onde o hidrogênio é
recolhido por um período de tempo a uma dada temperatura. (ver ISO
3690:2000, Welding and allied processes - Determination of hydrogen
content in ferritic steel arc weld metal )
Na sua forma mais comum, o recolhimento ocorre em um tubo coletor
MATERIAIS

originalmente cheio de um líquido (geralmente glicerina ou mercúrio),


medindo-se a quantidade de hidrogênio através deslocamento pelo gás
do líquido no alto do tubo. Mais recentemente, tem-se feito o
recolhimento do hidrogênio em uma câmara fechada, medindo-se
posteriormente o hidrogênio liberado por cromatografia gasosa.

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44
Conceito: Hidrogênio Difusível (cont ..)

O hidrogênio difusível não representa todo o hidrogênio que é

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absorvido pela poça de fusão durante a soldagem, já que parte
deste é liberada durante a solidificação e outra permanece presa
no material (hidrogênio residual) por longos períodos de tempo.
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Resposta da questão do slide 59

- fontes de H2
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- umidade da atmosfera, fluxos (


, chapas, etc.
- água de cristalização (minérios no
revestimentos/fluxos)
- compostos orgânicos (revestimentos)
Obs: De acordo com a DIN 8572, consumíveis que produzem
sodas com de 5 a 10 ml H2 por 100g de
metal de solda são chamados de Baixo H, enquanto os de
Muito Baixo H são aqueles com teores mais baixos)
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Resposta da questão do slide 64

- Minimizar a existência de microestrutura frágil na ZAC

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grosseira;
-- O aluno deve justificar o problema de microestrutura frágil
na ZAC grosseira
-- maior temperabilidade
- composição química
- tamanho de grão
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