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10/06/2018

10/06/2018 Curso de Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental NEPSI – Ipatinga, 2018 Transtornos
10/06/2018 Curso de Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental NEPSI – Ipatinga, 2018 Transtornos

Curso de Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental

NEPSI Ipatinga, 2018

Transtornos Depressivos: teoria, avaliação e tratamento

Maycoln Teodoro

Módulo I

1)

Epidemiologia

2)

Causas e fatores de risco

3)

Diagnóstico

Módulo II

1)

Psicologia Baseada em Evidência

2)

Psicoterapias Consideradas

Eficazes

3)

Modelo Teórico da TCC

4)

Conceitualização

Módulos III e IV

1)

Modelo teórico da TCC para depressão

2)

Avaliação da depressão

Módulos V e VI

1)

Casos difíceis

2)

Depressão, Desesperança e Ideação Suicida

3) Suicídio

Módulos VII e VIII (Supervisão)

1) Técnicas

2)

Estudo de Caso

3)

Formulação do Caso Clínico

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MÓDULO I

1) Epidemiologia 2) Causas e fatores de risco 3) Diagnóstico

DEPRESSÃO

Enquanto sintoma:

Como resposta a situações estressantes, ou a sociais e econômicas adversas.

Sentimento de tristeza ou solidão transitória um estado subjetivo (desânimo, desesperança ou infelicidade)

circunstâncias

Enquanto síndrome ou complexo de sintomas:

Padrão complexo de desvios nos sentimentos, na cognição e no comportamento, incluindo alterações psicomotoras e

vegetativas (sono, apetite).

Em decorrência

de quadros clínicos como TEPT, demência,

esquizofrenia, alcoolismo, doenças clínicas, etc.

(Beck & Alford, 2011)

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DEPRESSÃO

 

Enquanto

doença

ou

entidade

nosológica

distinta:

Possui alguns atributos consistentes além dos sinais e sintomas característicos; esses atributos incluem um tipo especificável de início, curso, duração e resultado.

Responde a formas específicas de tratamento e tem uma etiologia específica.

 

(Beck & Alford, 2011)

TRANSTORNOS DEPRESSIVOS

1.

Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor;

2.

Transtorno Depressivo Maior;

3.

Transtorno Depressivo Persistente (Distimia);

4.

Transtorno Disfórico Pré-menstrual;

5.

Transtorno Depressivo Induzido por Substância/Medicamento;

6.

Transtorno Depressivo devido a outra condição

médica;

7.

Outro Transtorno Depressivo especificado

8.

Transtorno Depressivo não especificado

APA, 2013

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TRANSTORNO

DEPRESSIVO MAIOR

Cinco ou mais dos sintomas seguintes presentes por pelo menos duas semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do indivíduo; pelo menos um dos sintomas é: 1) humor deprimido ou 2) perda de interesse ou prazer (Nota:

não incluir sintoma nitidamente devido a outra condição clínica):

1. Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias (p.

ex.: sente-se triste, vazio ou sem esperança) por observação

subjetiva ou realizada por terceiros (Nota: em crianças e adolescentes pode ser humor irritável);

2. Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou

quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros);

APA, 2013

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

 

3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta (p.ex. alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês) ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias (Nota: em crianças, considerar incapacidade de

apresentar os

ganhos

de

peso

esperado);

4.

Insônia

ou

hipersônia

quase

todos

os

dias;

5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observável por outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento);

 

APA, 2013

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TRANSTORNO

DEPRESSIVO MAIOR

6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias;

7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada

(que pode ser delirante), quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente);

8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outros);

9. Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio;

APA, 2013

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou

prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo;

C. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de

uma substância (p. ex.: droga) ou outra condição médica

D. A ocorrência de episódio depressivo maior não é melhor explicada por transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia,

transtorno delirante ou outro transtorno especificado ou não do

espectro esquizofrênico e outro transtornos psicóticos;

E. Não houve nenhum episódio de mania ou hipomania anterior

APA, 2013

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DEPRESSÃO

10/06/2018 DEPRESSÃO Taxa de prevalência: 6,6% (12 meses) e 16,2% ao longo da vida (Kessler et

Taxa de prevalência: 6,6% (12 meses) e 16,2% ao longo da vida

(Kessler et al., 2003)

DEPRESSÃO (EDM) X LUTO

1. Na depressão, o humor deprimido é persistente, existindo

incapacidade de antecipar felicidade ou prazer. Já no luto, o afeto predominante inclui sentimentos de vazio e perda;

2. No luto, a tristeza pode diminuir de intensidade ao longo do

tempo, podendo ocorrer ondas, conhecidas como dores do luto,

associadas a pensamentos ou lembranças do falecido;

3. O humor deprimido de um EDM é mais persistente e não está ligado a pensamentos ou preocupações específicos. A dor do luto pode vir acompanhada de emoções e humor positivos que não são característicos da infelicidade e angústia generalizadas da depressão.

APA, 2013

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DEPRESSÃO (EDM) X LUTO

4. No luto, os pensamentos costumam estar associados com

lembranças do falecido, enquanto que no EDM, existem

ruminações autocríticas ou pessimistas;

5. A autoestima costuma estar preservada no luto. No EDM, os

sentimentos de desvalia e aversão a si mesmo são comuns.

6. A ideação autodepreciativa, quando presente no luto, costuma

envolver a percepção de falhas em relação ao falecido;

7. Se um indivíduo enlutado pensa em morrer, o conteúdo

costuma ter o foco no falecido.

APA, 2013

FATORES DE RISCO E PROGNÓSTICO

1. Temperamentais: Afetividade negativa (neuroticismo);

2. Ambientais: Experiências adversas na infância e eventos estressantes na vida;

3. Genéticos e fisiológicos. Familiares de primeiro grau possuem risco 2 a 4 vezes mais elevado de desenvolver a doença que a população em geral;

4. Herdabilidade: aproximadamente 40%;

5. Modificadores do curso:

1. Todos os transtornos maiores não relacionados ao humor aumentam o risco de um indivíduo desenvolver depressão (uso de substâncias,

ansiedade e transtorno da personalidade borderline estão entre os mais

comuns)

2. Algumas

doenças (diabetes, obesidade mórbida e doença

cardiovascular) são frequentemente complicadas por episódios depressivos.

 

APA, 2013

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FATORES DE RISCO E

PROGNÓSTICO

6. Cultura: Diferenças de até sete vezes nas taxas de prevalência para 12

meses, porém apresentam consistência muito maior na proporção

masculino-feminino, na idade média de início e no grau em que a presença

do transtorno aumenta a probabilidade de comorbidade com abuso de

substâncias;

7. Gênero: Prevalência maior no sexo feminino. Em mulheres, o risco de

tentativas de suicídio é mais alto, e o risco de suicídio completo, mais

baixo;

8. Risco de Suicídio

APA, 2013

TRANSTORNO DEPRESSIVO PERSISTENTE (DISTIMIA)

A. Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, indicado por relato subjetivo ou

por observação feita por outras pessoas, pelo período mínimo de dois anos.

Nota: Em crianças e adolescentes, o humor pode ser irritável, com duração mínima de um ano.

B. Presença, enquanto deprimido, de duas (ou mais) das seguintes características:

Apetite diminuído ou alimentação em excesso.

Insônia ou hipersonia.

Baixa energia ou fadiga.

Baixa autoestima.

Concentração pobre ou dificuldade em tomar decisões.

Sentimentos de desesperança.

C. Durante o período de dois anos (um ano para crianças ou adolescentes) de perturbação, o

indivíduo jamais esteve sem os sintomas dos Critérios A e B por mais de dois meses.

APA, 2013

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TRANSTORNO DEPRESSIVO

PERSISTENTE (DISTIMIA)

D. Os critérios para um transtorno depressivo maior podem estar continuamente presentes por

dois anos.

E. Jamais houve um episódio maníaco ou um episódio hipomaníaco e jamais foram satisfeitos

os critérios para transtorno ciclotímico.

F. A perturbação não mais bem explicada por um transtorno esquizoafetivo persistente,

esquizofrenia, transtorno delirante, outro transtorno do espectro da esquizofrenia e outro transtorno psicótico especificado ou transtorno do espectro da esquizofrenia e outro transtorno psicótico não especificado.

G. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de

abuso, medicamento) ou a outra condição médica (p. ex., hipotireoidismo).

H. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento

social, profissional ou em outras reas importantes da vida do individuo.

APA, 2013

FATORES DE RISCO E PROGNÓSTICO

1. Temperamentais: Níveis mais elevados de afetividade negativa (neuroticismo), maior gravidade dos sintomas, pior funciona- mento global e presença de transtornos de ansiedade ou transtorno da conduta;

2. Ambientais. Os fatores de risco na infância incluem perda ou separação dos

pais;

3. Genéticos e fisiológicos. Indícios semelhantes aos do Transtorno Depressivo

Maior.

A prevalência de 12 meses nos Estados Unidos de aproximadamente 0,5% para transtorno depressivo persistente e de 1,5% para transtorno depressivo maior crônico.

APA, 2013

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DSM-IV, DSM-IV-TR, DSM-5

Abordagem categórica X dimensional

Embora o DSM-5 continue sendo uma classificação categórica de transtornos individuais, reconhecemos que transtornos mentais nem sempre se encaixam sempre totalmente dentro dos limites de um único transtorno. Alguns domínios de sintomas, como depressão e ansiedade, envolvem múltiplas categorias diagnósticas e podem refletir vulnerabilidades subjacentes comuns a um grupo maior de transtornos.

DEPRESSÃO

p. xli APA, 2013

pode ser definida como um estado de humor, um sintoma ou sinal, uma constelação dinâmica de ideias conscientes e inconscientes, uma síndrome que consiste de uma constelação de sintomas, uma desordem que permite a identificação de um grupo de indivíduos, ou uma doença que é associada com anormalidades bioquímicas ou estrutural.

Nurcombe, 1992

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DEPRESSÃO

Depressão tem vários níveis de referências: sintomas, síndrome e desordem nosológica.

Depressão pode ser um sintoma por exemplo, estar triste.

Como síndrome, depressão é uma constelação de sinais e sintomas que se agrupam (ex. tristeza, autoconceito negativo, distúrbios do sono e do apetite). A síndrome da depressão é uma disfunção psicológica, mas pode estar presente, de uma maneira secundária, em outras desordens.

Finalmente, para a depressão ser uma categoria nosológica, procedimentos diagnósticos cuidadosos são requeridos durante o qual outras categorias diagnósticas são excluídas.

Kendall, Hollon, Beck, Hammen, & Ingram, 1987

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR (RESUMO)

Características da Depressão

Sintomas

Duração de pelo menos 2 semanas e anedonia

Idade de início

O período modal é a fase adulta.

Prevalência

16,60% de prevalência

Ingram, Atchley, & Segal, 2011

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TRANSTORNO DEPRESSIVO

MAIOR (RESUMO)

Curso da depressão

Termos técnicos

Começo da depressão: transição de um estado não-sintomático ou subsintomático para aquele estado que preenche os critérios para depressão;

Manutenção da desordem: período de duração do episodio de depressão;

Remissão (parcial ou total): o individuo não preenche mais os critérios para o diagnóstico;

Recuperação: sintomas mínimos ou ausência de sintomas

Muitos casos de depressão são limitados temporalmente. Entretanto, o tempo do curso naturaldo episodio depressivo não é claro (3, 4-9 meses, 6-12

meses)

Ingram, Atchley, & Segal, 2011

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR (RESUMO)

Curso da depressão

Diferença de sexo e culturais

2:1 mulheres: homens

Morbidade

Perdas substanciais em diversas áreas

Pobre intimidade nos relacionamentos e menos satisfação em interação social

Sofrem dificuldades em questões relacionadas ao trabalho

Custos para a economia

Custos para as novas gerações

Ingram, Atchley, & Segal, 2011

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TRANSTORNO DEPRESSIVO

MAIOR (RESUMO)

Curso da depressão

Comorbidade

Ansiedade Outras desordens psiquiátricas Desordens médicas Desordens de personalidade

Ingram, Atchley, & Segal, 2011

MÓDULO II

1) Psicologia Baseada em Evidência 2) Psicoterapias Consideradas Eficazes 3) Modelo Teórico da TCC 4) Conceitualização

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PSICOLOGIA BASEADA EM

EVIDÊNCIA

PSICOLOGIA BASEADA EM EVIDÊNCIA

Evidence-based practice in Psychology (EBPP) is the integration of the best available research with clinical expertise in the context of patient characteristics, culture, and preferences.

APA (2006)

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PSICOLOGIA BASEADA EM

EVIDÊNCIA

What treatment, by whom, is most effective

for this individual with that specific problem, under which set of circunstances?

Paul (1967, p.111)

PSICOLOGIA BASEADA EM EVIDÊNCIA

Abordagem voltada para a tomada de decisão. Busca descobrir, avaliar e usar achados científicos como base para decisões clínicas.

O movimento não está ligado a nenhuma teoria em particular e teve origem na medicina.

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PSICOLOGIA BASEADA EM

EVIDÊNCIA

PBE considera intersecção entre três

domínios:

(1) a melhor evidência cientifica disponível;

(2) expertise clínica e;

(3) as características do cliente

(Spring, 2007)

MELHOR EVIDÊNCIA CIENTÍFICA

O que deve ser analisado?

1) Efetividade;

2) Eficiência;

3) Eficácia e

4) Segurança das intervenções psicoterápicas

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PSICOTERAPIAS

CONSIDERADAS EFICAZES

ADULTOS INTERVENÇÕES COMPROVADAMENTE EFICAZES

Forte Suporte Empírico:

1. Behavior Therapy/Behavioral Activation

2. Cognitive Therapy

3. Cog. Beh. Analysis System of Psychot.

4. Interpersonal Therapy

5. Problem-Solving Therapy

6. Self-Management/Self-Control Therapy

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ADULTOS INTERVENÇÕES COMPROVADAMENTE EFICAZES

Suporte Empírico Modesto:

7. Acceptance and Commitment Therapy

8. Behavioral Couple Therapy

9. Emotion-Focused Therapy

10. Rat. Emot. Beh. Therapy

11. Reminiscence/Life Review Therapy

12. Self-System Therapy

13. Short-Term Psychodynamic Therapy

ADOLESCENTES INTERVENÇÕES COMPROVADAMENTE EFICAZES

Tratamentos bem-estabelecidos:

1. Terapia Cognitivo-Comportamental

(grupo), somente adolescentes

2. Psicoterapia Interpessoal Individual para

Depressão

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ADOLESCENTES INTERVENÇÕES COMPROVADAMENTE EFICAZES

Provavelmente Eficaz

3. Terapia Cognitivo-Comportamental para

Adolescentes (grupo), somado à participação

dos pais

4. Terapia Cognitivo-Comportamental para

Adolescentes (individual)

5. Terapia Cognitivo-Comportamental para

Adolescentes (individual), somado à participação dos pais

CRIANÇAS INTERVENÇÕES COMPROVADAMENTE EFICAZES

Provavelmente Eficaz

1. Terapia Cognitivo-Comportamental

(grupo), somente crianças

2. Terapia Cognitivo-Comportamental

(grupo), somado à participação dos pais

Provavelmente Eficaz

3. Terapia Comportamental

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MODELO TEÓRICO DA TCC

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL Ambiente Biologia Afeto Comportamento Cognição Freeman e Dattilio (1998)
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Ambiente
Biologia
Afeto
Comportamento
Cognição
Freeman e Dattilio (1998)

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TERAPIA COGNITIVO-

COMPORTAMENTAL

Quatro pressupostos fundamentais:

Indivíduos constroem sua realidade;

A cognição afeta o comportamento

A cognição pode ser monitorada e alterada

A mudança comportamental desejada pode ser efetuada por meio da mudança cognitiva

Knapp, 2004

MODELO COGNITIVO

A terapia e a conceituação cognitiva baseiam-se no modelo cognitivo:

Hipótese de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados por sua percepção dos eventos; as distorções cognitivas afetam o humor e o comportamento

Beck, Rush, Shaw e Emery (1997)

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MODELO

COGNITIVO

Crença Central

10/06/2018 MODELO COGNITIVO Crença Central Crença Intermediária Situações Pensamentos automáticos Comportamento

Crença Intermediária

Situações

COGNITIVO Crença Central Crença Intermediária Situações Pensamentos automáticos Comportamento Emoção e reações
Pensamentos automáticos
Pensamentos
automáticos

Comportamento

Situações Pensamentos automáticos Comportamento Emoção e reações fisiológica PSICOPATOLOGIA COGNITIVA

Emoção e reações fisiológica

PSICOPATOLOGIA

COGNITIVA

Nasce como decorrência da prática clínica.

Objetiva gerar Modelos Explicativos de cada psicopatologia, a fim de explicar e predizer os processos mentais que determinam o comportamento.

Patologia e Normalidade são considerados como fazendo parte de um mesmo contínuo. O patológico é uma questão quantitativa.

O Ser Humano é visto como Ativo, na medida que processa informação, representa, constrói conceitos etc.

Beck, Rush, Shaw e Emery (1997)

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PSICOPATOLOGIA

COGNITIVA

A diferença entre uma personalidade normale outra patológicaé quantitativa

normal ” e outra “ patológica ” é quantitativa Todos distorcem a realidade, a questão é

Todos distorcem a realidade, a questão é o quanto fazem isso

Esquemas

Disfuncionais

Generalizados

Inflexíveis

Imperativos

Resistentes

AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO COGNITIVO

Conceitualização Cognitiva

É a formulação do caso clínico segundo o Modelo Cognitivo das emoções, pensamentos, comportamentos, reações físicas e suas inter-relações

Compreensão e formulação das configurações cognitivas do indivíduo nos diversos transtornos mentais

É a equação cognitiva das distorções do paciente que guia as estratégias terapêuticas ao longo do tratamento

Habilidade clínica necessária ao planejamento da psicoterapia, cujo objetivo é melhorar seus resultados

Beck, Rush, Shaw e Emery (1997)

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

A

formulação do caso segundo o modelo cognitivo fornece a estrutura

para o entendimento de um paciente pelo terapeuta.

Inicia-se no primeiro contato com o paciente e é refinada em cada contato subseqüente.

É

a habilidade clínica mais importante, porque determina como proceder

na terapia.

 

Beck, Rush, Shaw e Emery (1997)

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Início do processo de formulação

Qual é o diagnóstico do paciente?

Quais são seus problemas atuais, como esses problemas se desenvolveram e como eles se mantiveram?

Que pensamentos e crenças disfuncionais estão associados aos problemas; quais reações estão associadas ao seu pensamento?

Beck, Rush, Shaw e Emery (1997)

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AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO COGNITIVO A Conceitualização Cognitiva pode ocorrer em três níveis: Situação Caso
AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO
COGNITIVO
A Conceitualização Cognitiva pode ocorrer em três
níveis:
Situação
Caso
Transtorno
Beck, Rush, Shaw e Emery (1997)

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Dilema de Procusto

Conceitualização de caso é um processo em que terapeuta e cliente trabalham em colaboração para primeiro descrever e depois explicar os problemas que o cliente apresenta na terapia. A sua função primária é guiar a terapia de modo a aliviar o sofrimento do cliente e a desenvolver a sua resiliência.”

Huiken et al., 2010, pg 21

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Três princípios norteadores:

Empirismo colaborativo

Níveis de conceitualização

Incorporação de pontos fortes do cliente

Terapia como tendo 2 princípios abrangentes:

Aliviar o sofrimento do paciente

Desenvolver a resiliência

Huiken et al., 2010

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Para isto, é necessário que a mesma preencha os seguintes critérios:

1. A Conceitualização de Caso (CC) sintetiza a experiência do cliente, a teoria e a pesquisa pertinente em TCC

Huiken et al., 2010

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Função primária da CC é integrar, de forma significativa, as

experiências do cliente à teoria e à pesquisa pertinentes em TCC.

Exemplos de partes que necessitam ser integradas: teorias de TCC, psicopatologia, teorias específicas, da personalidade etc.

Huiken et al., 2010

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

2. A CC normaliza os problemas apresentados pelos clientes e é validante

Diminui o caráter estigmatizante do problema do cliente

“Pensei que estivesse louco”

“Sou diferente e tenho vergonha dos meus problemas”

“Existem outras como eu!”

Huiken et al., 2010

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

3. A CC promove o engajamento do cliente

Pré-requisito para a mudança!

Promove a confiança básica entre terapeuta e cliente

4. A CC pode fazer com que inúmeros problemas complexos pareçam

mais possíveis de serem manejados pelos clientes e terapeutas

Montar o quebra-cabeça!

Huiken et al., 2010

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

5. A CC orienta a escolha, o foco e a seqüência das intervenções

O número de técnicas é vasto. Como escolher a mais adequada?

A CC fornece o mapa do caminho que deve ser percorrido pela dupla terapêutica

Huiken et al., 2010

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

6. A CC pode identificar os pontos fortes e sugerir formas de ajudar a

desenvolver a resiliência do cliente

A discussão dos pontos fortes fortalece a aliança terapêutica.

Huiken et al., 2010

 

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

7.

A CC freqüentemente sugere as intervenções com maior relação custo-

 

benefício

 

Abordagem custo-efetividade.

Mostra o modo mais eficiente de trabalho.

8.

A CC antecipa e aborda os problemas na terapia

A CC fornece evidências de que problemas futuros podem surgir e

 

prepara uma solução para eles.

Huiken et al., 2010

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

9. A CC nos ajuda a compreender a não resposta à terapia e sugere rotas alternativas para a mudança

Ajuda a tratar a não-resposta ou resposta parcial à terapia

10. A CC possibilita supervisão e consulta de alta qualidade

Huiken et al., 2010

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Princípio 1: Nível de Conceitualização

A CC inicia-se pela descrição das dificuldades atuais em termos cognitivos e comportamentais (pensamentos, sentimentos e comportamentos);

Huiken et al., 2010

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Princípio 1: Nível de Conceitualização

Em seguida a dupla terapêutica começa a explicar como as dificuldades

atuais são desencadeadas e mantidas;

O

terceiro nível ocorre na formulação da explicação como as estas

dificuldades surgiram (fatores históricos).

 

Huiken et al., 2010

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Princípio 2: Empirismo Colaborativo

Somente a dupla terapêutica funcionando em harmonia possibilitará uma boa CC.

O terapeuta entra com os aspectos teóricos enquanto o cliente colabora

com as informações e os feedbacks sobre o processo.

Huiken et al., 2010

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CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Princípio 3: Incorporação dos pontos fortes do cliente

Incorporação das teorias da resiliência na psicoterapia.

Huiken et al., 2010

CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

Níveis de Conceitualização (1º Princípio)

Quais as vantagens em se utilizar níveis de CC?

Huiken et al., 2010

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MINI-CONCEITUALIZAÇÃO

COGNITIVA

10/06/2018 MINI-CONCEITUALIZAÇÃO COGNITIVA MÓDULOS III E IV 1) Modelo teórico da TCC para depressão 2) Avaliação

MÓDULOS III E IV

1) Modelo teórico da TCC para depressão 2) Avaliação da depressão

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DEPRESSÃO - TCC

Impacto na tríade cognitiva

Vulnerabilidade cognitiva

Diátese-estresse

Viés de atribuição causal (positivo e negativo)

DEPRESSÃO ERROS COGNITIVOS

Inferência arbitrária: conclusão antecipada e com pouca evidência

Abstração seletiva: Foco aumentado em problemas ou desempenho ruim

Super-generalização: o que aconteceu uma vez irá acontecer sempre

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DEPRESSÃO ERROS

COGNITIVOS

Maximização e Minimização: eleva o significado de eventos negativos e diminui os positivos

Personalização: eventos externos são interpretados como falhas pessoais

Absolutismo: características pessoais são avaliadas em termo de tudo-ou-nada

Vulnerabilidade Cognitiva

A vulnerabilidade é composta por características que predispõem o individuo a determinada desordem;

Os fatores que determinam a vulnerabilidade são intrínsecos ao sujeito (sejam de origem genética ou ambiental);

Os processos de vulnerabilidade são estáveis e

duradouros.

Price e Zwolinski (2010)

10/06/2018

Vulnerabilidade Cognitiva

10/06/2018 Vulnerabilidade Cognitiva Modelo diátese-Estresse (Ingram & Price, 2010) Vulnerabilidade Cognitiva para a

Modelo diátese-Estresse (Ingram & Price, 2010)

Vulnerabilidade Cognitiva para a Depressão

Uma estrutura cognitiva depressogênica seria ativada por um evento estressor, causando um padrão de processamento de informação de auto-referencia negativo que conduziria à depressão.

(Beck, 1967; Ingram, 2003)

10/06/2018

Cognições Vulneráveis IV

10/06/2018 Cognições Vulneráveis IV Modelo Cognitivo Envolve uma interação entre: 1. Evento 2. Avaliação do evento

Modelo Cognitivo

Envolve uma interação entre:

1. Evento

2. Avaliação do evento

3. Emoções

4. Pensamentos

5. Comportamentos

Abela e Hankin (2008)

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COGNIÇÃO E ANSIEDADE

10/06/2018 COGNIÇÃO E ANSIEDADE COGNIÇÃO E DEPRESSÃO (“Meu cabelo está horrível Não sou uma pessoa divertida

COGNIÇÃO E DEPRESSÃO

(“Meu cabelo está horrível Não sou uma pessoa divertida As pessoas irão conversar comigo por
(“Meu cabelo está horrível
Não sou uma pessoa divertida
As pessoas irão conversar comigo por
piedade”
(tristeza, desanimo)

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

esquema é uma estrutura cognitiva para selecionar, codificar e avaliar

os estímulos que têm influencia sobre organismos

matriz de esquemas, o indivíduo consegue se orientar em relação ao tempo e ao espaço e categorizar e interpretar as experiências de uma maneira que tenha sentido.

Com base nesta

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

No campo da psicopatologia, o termo “esquema” tem sido aplicado a

estruturas com conteúdo idiossincrático altamente personalizado que são ativadas durante transtornos como a depressão, ansiedade, ataques de

Sendo assim, na depressão

clínica, por exemplo, os esquemas negativos estão em ascendência,

resultando em um viés negativo sistemático na interpretação e na lembrança de experiências, bem como nas predições de curto e longo prazo, enquanto esquemas positivos se tornam menos disponíveis. É fácil que pacientes deprimidos vejam os aspectos negativos de um evento negativo, mas é difícil ver os positivos. Eles conseguem se lembrar de eventos negativos com muito mais prontidão que dos positivos. Eles dão mais peso às probabilidades de desfechos indesejáveis que às dos positivos.

pânico e obsessões, e se tornam influentes

Beck, Freeman e cols., 1990

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

Esquemas mal adaptativos precoces (early maladaptative schema

EMS)

não

atende às necessidades fundamentais de segurança, estabilidade ou

Os EMSs, provavelmente, se desenvolvem quando o

ambiente

previsibilidade, amor, cuidado e atenção, aceitação e elogio, empatia,

limites realistas e validação de necessidades

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009, pg. 265

Terapia Cognitiva para a Depressão

Características dos EMSs

Verdades a priori;

Estáveis

Disfuncionais

Ativados por um fator estressante

Vinculados a afetos quanto ativados

Resultam da interação entre o temperamento e experiências experiências disfuncionais durante o desenvolvimento

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

Esquemas mal adaptativos precoces

Desconexão e Rejeição: expectativas de que suas necessidades de proteção, segurança, estabilidade, cuidado, empatia, de compartilhar sentimentos, aceitação e respeito não serão satisfeitas de maneira previsível

1. Abandono/instabilidade

2. Desconfiança/abuso

3. Privação emocional

4. Defectividade/vergonha

5. Isolamento social/alienação

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

Esquemas mal adaptativos precoces

Autonomia e Desempenho Prejudicados: Expectativas, sobre si mesmo

e o ambiente, que interferem na própria capacidade percebida de se

separar, sobreviver, funcionar de forma independente ou ter bom

desempenho.

6. Dependência/incompetência

7. Vulnerabilidade a danos ou doenças

8. Emaranhamento/self não desenvolvido

9. Fracasso

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

Esquemas mal adaptativos precoces

Falta de Limites: Deficiência em limites internos, responsabilidade para com outros ou orientação em objetivos de longo prazo. Leva a dificuldades de respeitar os direitos dos outros, de cooperar com os outros, de estabelecer compromissos ou definir e cumprir objetivos pessoais realistas.

10. Merecimento/grandiosidade

11. Autocontrole/autodisciplina insuficientes

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

Esquemas mal adaptativos precoces

Orientação para o outro: foco excessivo nos desejos, sentimentos e

respostas de outros à custa das próprias necessidades, para obter amore

aprovação, manter o sentido de conexão e evitar retaliação.

12. Subjugação

13. Autossacrificio

14. Busca de aprovação/busca de reconhecimento

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

Esquemas mal adaptativos precoces

Supervigilância e inibição: Ênfase excessiva na supressão dos próprios sentimentos, impulsos e escolhas espontânea, ou no cumprimento de regras e expectativas internalizadas e rígidas sobre desempenho e comportamento ético, muitas vezes à custa de felicidade, autoexpressão, relaxamento, relacionamentos íntimos ou saúde.

15. Negativismo/pessimismo

16. Inibição emocional

17. Padrões inflexíveis/crítica exagerada

18. Caráter punitivo

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

Modos ou Modos de Esquema

Os esquemas ou operações dos esquemas que estão em atividade para um indivíduo, sejam elas adaptativas ou mal-adaptativas.”

Young, 2007, pg 271

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

Características

Individual X Grupo

Setting terapêutico

Habilidades não-específicas Cordialidade Autenticidade

Sinceridade e franqueza

Empatia

Conseguem planejar a sessão de maneira lógica com antecedência

Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

Características

Possuem postura ativa

Estabelecem uma relação de cooperação com o paciente

Possuem o hábito de fornecer feedback:

Importante para desmistificar o processo terapêutico

Envolve as reações verbais e não verbais dos pacientes

Importante para que o paciente compreenda as formulações terapêuticas

Adaptado de Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

O processo terapêutico da Terapia Cognitiva (Primeiras Sessões)

Iniciar a construção de uma relação terapêutica sólida Empatia Delimitação de regras

Produzir alívio dos sintomas

Definição de metas

Início da formulação do caso, que inclui a conceitualização cognitiva

Início da psicoeducação

Adaptado de Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

O processo terapêutico da Terapia Cognitiva (Sessão Típica)

Planejamento (definição de uma agenda) X Flexibilidade

Revisão da semana e tarefas

Foco nos problemas selecionados (não escolher muitos!)

Adaptado de Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

O que deve ser observado no tratamento?

Redução de sintomas e ativação comportamental

Superação da desesperança

Identificação de problemas e metas

Conceitualização cognitiva

Psicoeducação

Adaptado de Young, Rygh, Weinberger, & Beck, 2009

Terapia Cognitiva para a Depressão

Técnicas Comportamentais

Visam, principalmente, ativar o comportamento!!!

Planejamento de atividades

Dramatização

Plano de atividades semanais

10/06/2018

Terapia Cognitiva para a

Depressão

Técnicas Cognitivas

Entrevista (qual pensamento passou pela sua cabeça?)

Imagens mentais

Registro de Pensamentos Disfuncionais

Questionamento socrático

Descoberta guiada

Outras técnicas

Terapia Cognitiva para a Depressão

Tarefas da Casa

Importância da tarefa de casa

Formulação e manejo

Exemplos de tarefas

10/06/2018

ASPECTOS CENTRAIS DA INTERVENÇÃO COGNITIVA

Conceituação cognitiva

Empirismo colaborativo

Reestruturação cognitivo-comportamental

Prevenção à recaída

RELAÇÃO TERAPÊUTICA SEGURA

Cordialidade

Empatia

Atenção

Respeito

Competência

10/06/2018

MODELO EXPLICATIVO

DEPRESSÃO

10/06/2018 MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO Hofmann, 2014 MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO (EXEMPLO) Hofmann, 2014 49

Hofmann, 2014

MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO (EXEMPLO)

10/06/2018 MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO Hofmann, 2014 MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO (EXEMPLO) Hofmann, 2014 49

Hofmann, 2014

10/06/2018

MODELO EXPLICATIVO

DEPRESSÃO (EXEMPLO)

10/06/2018 MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO (EXEMPLO) Hofmann, 2014 Conceitualização Descritiva 50

Hofmann, 2014

Conceitualização Descritiva

10/06/2018 MODELO EXPLICATIVO DEPRESSÃO (EXEMPLO) Hofmann, 2014 Conceitualização Descritiva 50

10/06/2018

REGISTRO DE PENSAMENTOS

AUTOMÁTICOS

Evento 1

Situação:

Pensamento automático e significado do PA

se necessário

Emoções:

Comportamentos:

MODELO CIRCULAR

(“Meu cabelo está horrível Não sou uma pessoa divertida As pessoas irão conversar comigo por
(“Meu cabelo está horrível
Não sou uma pessoa divertida
As pessoas irão conversar comigo por
piedade”
(tristeza, desanimo)

10/06/2018

MODELO EXPLICATIVO DE

HOFFMANN

10/06/2018 MODELO EXPLICATIVO DE HOFFMANN Hofmann, 2014 TÓPICOS 1) Casos difíceis 2) Depressão, Desesperança e

Hofmann, 2014

TÓPICOS

1) Casos difíceis 2) Depressão, Desesperança e Ideação Suicida 3) Suicídio

10/06/2018

CASOS DIFÍCEIS

PROBLEMAS COM A CONDUÇÃO DA TERAPIA

Dificuldades no Processo Terapêutico Flexibilidade Relação terapeuta-paciente Transferência e contra-transferência Insatisfações com o processo e progresso terapêutico Tarefas de casa não feitas

Vídeo: engajando uma paciente estabelecendo metas

10/06/2018

VÍDEO ENGAJANDO UMA

PACIENTE

Observar:

Como o terapeuta reconhece a resistência da paciente e a aborda;

Oferece esperança de sucesso na terapia Estabelece metas terapêuticas

DEPRESSÃO, DESESPERANÇA E IDEAÇÃO SUICÍDA

10/06/2018

DESESPERANÇA

Comum na depressão, a desesperança é uma cognição negativa relacionada ao futuro;

Pode ser compreendida em termos de traço ou estado;

Pode estar relacionada com a ideação suicida

Wenzel, Brown, & Beck, 2010

ESQUEMA RELACIONADO À

DESESPERANÇA E IDEAÇÃO Esquema de suicídio (desesperança) Esquema de suicídio (intolerabilidade) Estresse
DESESPERANÇA E IDEAÇÃO
Esquema de suicídio
(desesperança)
Esquema de suicídio
(intolerabilidade)
Estresse
Estado de
Estado de
desesperança
desesperança
Ideação
Ideação
suicida
suicida

Wenzel, Brown, & Beck, 2010

10/06/2018

MODELO DE CRISE SUICIDA

Esquema de suicídio Atenção seletiva Fixação atencional
Esquema de
suicídio
Atenção
seletiva
Fixação
atencional
Esquema de desesperança Ideação suicida Limiar de tolerância Tentativa de suicídio Wenzel, Brown, & Beck,
Esquema de
desesperança
Ideação
suicida
Limiar de tolerância
Tentativa de
suicídio
Wenzel, Brown, & Beck, 2010

DESESPERANÇA - INTERVENÇÃO

Usar o relacionamento terapêutico

Destacar os resultados positivos

Estruturar o tratamento

Estabelecer metas realísticas

Sugerir tarefas que demonstrem capacidades de mudança

Wright, Sudak, Turkington, & Thase, 2012

10/06/2018

DESESPERANÇA -

INTERVENÇÃO

Reestruturar cognições relativas à desesperança

Identificar os pontos fortes e as crenças positivas

Usar cartões de enfrentamento

Wright, Sudak, Turkington, & Thase, 2012

SUICÍDIO

10/06/2018

EPIDEMIOLOGIA

EPIDEMIOLOGIA

Cerca de 800.000 suicídios em 2012;

11,40 por 100.000 (15 homens e 8 mulheres);

Tabu, baixo índice de informe;

Legalidade do suicídio em alguns países.

10/06/2018

TAXA DE SUICÍDIO

(100.000) - 2012

10/06/2018 TAXA DE SUICÍDIO (100.000) - 2012 Fonte: OMS (2014) EPIDEMIOLOGIA Países desenvolvidos: razão de 3

Fonte: OMS (2014)

EPIDEMIOLOGIA

Países desenvolvidos: razão de 3 homens para 1 mulher;

Globalmente, suicídio contribui para 50% das mortes violentas dos homens e 71% das mulheres;

A porcentagem de suicídios entre pessoas com mais de 70 anos é a maior;

Globalmente, é a segunda causa de mortes de jovens de 15 a 29 anos.

Brasil: bons dados com mais de cinco anos de coleta

10/06/2018

TAXA DE SUICÍDIO BRASIL (100.000) 1980-2006

10/06/2018 TAXA DE SUICÍDIO BRASIL (100.000) – 1980-2006 Fonte: Lovisi et al. (2009) TAXA DE SUICÍDIO

Fonte: Lovisi et al. (2009)

TAXA DE SUICÍDIO BRASIL (100.000) - 2012

(100.000) – 1980-2006 Fonte: Lovisi et al. (2009) TAXA DE SUICÍDIO BRASIL (100.000) - 2012 Fonte:
(100.000) – 1980-2006 Fonte: Lovisi et al. (2009) TAXA DE SUICÍDIO BRASIL (100.000) - 2012 Fonte:

Fonte: OMS (2014)

10/06/2018

EPIDEMIOLOGIA

Métodos mais escolhidos: ingestão de pesticidas, enforcamento e arma de fogo

Qualidade dos dados: vital para o diagnóstico do problema

Em 2012, suicídio contribuiu para 1,4% das mortes, 1,7% nos países desenvolvidos.

FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO Sistema de Saúde e Sociedade Comunida de Relações Indivíduo
FATORES DE RISCO E
PROTEÇÃO
Sistema de
Saúde e
Sociedade
Comunida
de
Relações
Indivíduo

10/06/2018

FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO

Sociedade e Sistema de Saúde 1) Barreiras para acessar o sistema; 2) Acesso aos meios
Sociedade e Sistema
de Saúde
1) Barreiras para acessar o
sistema;
2) Acesso aos meios para
operacionalizar o suicídio;
3) Divulgação inapropriada
da mídia;
4) Estigma associado com o
serviço de apoio

Estigma, vergonha, culpa, tabu dificultam a procura do sistema de saúde.

Relação existente e disseminada

entre suicídio e fraqueza faz com que a pessoa sinta vergonha em

Fonte: OMS (2014)

procurar ajuda especializada.

FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO

Sistema de Saúde e Sociedade Comunidade e Relações 1) Desastres, guerra e conflitos 2) Estresse
Sistema de Saúde e
Sociedade
Comunidade e Relações
1)
Desastres,
guerra
e
conflitos
2)
Estresse
de
aculturação
e
deslocamento
3) Discriminação
4) Trauma ou abuso
5)Sentimento
de
isolamento ou perda de
suporte social
6)Relacionamento
conflituoso, discordância
ou perda

10/06/2018

FATORES DE RISCO E PROTEÇÃO

Sistema de Saúde e Sociedade Comunidade e relações Indivíduo 1) Tentativas prévias 2) Transtornos mentais
Sistema de Saúde
e Sociedade
Comunidade e relações
Indivíduo
1) Tentativas prévias
2) Transtornos mentais
3) Uso abusivo de álcool e outras
substâncias
4) Perdas financeiras
5) Desesperança
6) Doenças e dor crônica
7) Histórico familiar
8) Fatores genéticos e biológicos

PROFISSIONAIS DE SAÚDE: O QUE DEVEMOS FAZER?

Lista Nacional de Notificação Compulsória

Tentativa de suicídio como notificação compulsória imediata que deverá ser realizada em até 24 horas a partir do conhecimento da ocorrência.

Portaria nº. 1.271, de 6 de junho de 2014 (Brasil. Ministério da Saúde, 2014).

10/06/2018

PROFISSIONAIS DE SAÚDE:

O QUE DEVEMOS FAZER?

Identificar os sinais

A OMS aponta três características psicopatológicas comuns no estado mental dos suicidas.

1. Ambivalência: o desejo de viver e de morrer se confundem no sujeito.

2. Impulsividade: o suicídio, por mais planejado que seja, parte de um

ato que é usualmente motivado por eventos negativos. O impulso para cometer suicídio é transitório e tem duração de alguns minutos ou horas.

3. Rigidez/constrição: quando uma pessoa decide terminar com a sua

vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos.

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

PROFISSIONAIS DE SAÚDE: O QUE DEVEMOS FAZER?

Identificando o paciente potencialmente suicida

a) Doença mental

b) História pessoal e familiar de comportamento suicida

c) Suicidabilidade

d) Características de personalidade

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

10/06/2018

PROFISSIONAIS DE

SAÚDE: O QUE DEVEMOS

FAZER?

Identificando o paciente potencialmente suicida

e) Fatores estressores crônicos e recentes

f) Fatores psicossociais e demográficos

g) Presença de outras doenças

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

PROFISSIONAIS DE SAÚDE: O QUE DEVEMOS FAZER?

Identificando o paciente: perguntas

1. Você tem planos para o futuro?

2. A vida vale a pena ser vivida?

3. Se a morte viesse, ela seria bem-vinda?

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

10/06/2018

PROFISSIONAIS DE

SAÚDE: O QUE DEVEMOS

FAZER?

Identificando o paciente: perguntas

Se necessário, perguntar:

4. Você está pensando em se machucar/se ferir/fazer mal

a você/em morrer?

5. Você tem algum plano específico para morrer/se

matar/tirar sua vida?

6. Você fez alguma tentativa de suicídio recentemente?

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

PROFISSIONAIS DE SAÚDE: O QUE DEVEMOS FAZER?

Classificando o risco do paciente

Risco baixo

A pessoa teve alguns pensamentos suicidas, mas não fez nenhum plano.

Risco médio

A pessoa tem pensamentos e planos, mas não pretende cometer suicídio imediatamente.

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

10/06/2018

PROFISSIONAIS DE

SAÚDE: O QUE DEVEMOS

FAZER?

Classificando o risco do paciente

Risco alto

A pessoa tem um plano definido, tem os meios para fazê-lo e planeja fazê-lo prontamente; Tentou suicídio recentemente e apresenta rigidez quanto à uma nova tentativa; Tentou várias vezes em um curto espaço de tempo.

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

PSICOTERAPIA: O QUE DEVEMOS FAZER?

Apoio Psicológico

Explorar razões para viver;

Focar nos aspectos positivos;

Considerar a abordagem para resolução de problemas.

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

10/06/2018

PSICOTERAPIA: O QUE

DEVEMOS FAZER?

Ativar a rede de apoio psicossocial

Mobilizar família, amigos ou outros recursos;

Indicar a restrição aos meios (medicação, armas etc.);

Ativar apoio social vindo da comunidade (posto de saúde, líderes religiosos etc.);

Psicoeducação com os familiares e amigos.

Fonte: Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

SUICÍDIO - INTERVENÇÃO

Identificar os motivos para viver (esperança)

Concordar colaborativamente com as precauções sobre a segurança

Fazer uma lista de contato (assumir o compromisso de entrar em contato)

Assumir o compromisso de entrar em contato com o terapeuta

Wright, Sudak, Turkington, & Thase, 2012

10/06/2018

SUICÍDIO -

INTERVENÇÃO

Bloquear ou reduzir acesso aos meios

Identificar cognições adaptativas que possam ajudar o paciente a combater o desespero

Desenvolver estratégias de enfrentamento para possíveis gatilhos de pensamentos suicidas

Redigir um plano e revisá-lo frequentemente

Wright, Sudak, Turkington, & Thase, 2012

MANEJO CLÍNICO

Botega, DOliveira, Cais, e Stefanello (2009)

10/06/2018

MANEJO CLÍNICO 48 HORAS

O paciente deve ser mantido em segurança, impedindo

que o mesmo faça uma nova tentativa.

Apoio emocional, rede de vigilância constante e incentivo de atividades sempre com a presença de outras pessoas.

Encaminhamento ao psiquiatra (diminuição da ansiedade, cognições disfuncionais e impulsividade).

O clínico deve identificar pessoas significativas para o

paciente e obter seu apoio por meio da psicoeducação e esclarecimentos aos familiares, amigos e

profissionais.

MANEJO CLÍNICO PRIMEIRAS SEMANAS

Monitorar e obter colaboração do paciente e de sua rede de apoio;

Estabelecer um tempo menor entre as consultas e telefonemas periódicos para monitoramento do paciente.

Elaborar junto ao paciente um plano de segurança e contenção, caso a crise se torne aguda novamente.

Identificar gatilhos na sua rotina que possam ser

disparados

Viabilizar contatos emergenciais e repetir durante os atendimentos as avaliações de risco.

10/06/2018

INTERVENÇÃO - PREVENÇÃO

Evidência da eficácia de diferentes estratégias de prevenção do suicídio:

Muito Forte

Restrição de acesso a métodos de suicídio

Educação dos

responsáveis

     

Potencialmente

     

Forte

benéfico

Prejudicial

Tratamento adequado em saúde mental

 

Programas escolares baseados exclusivamente em alerta sobre o suicídio

Mensagens de saúde pública sobre suicídio

Apoio adequado após uma tentativa de suicídio

Controle mais efetivo da ingestão de bebidas alcoólicas

 

Treinamento de

Serviços comunitários de saúde mental e de apoio social

 

profissionais

Cobertura inadequada pela imprensa de casos de suicídio

Triagem de depressão e risco de suicídio

Apoio para familiares em dificuldades

 

Centros de

 

Contratos de não suicídio e de não autoagressão

 

aconselhamento em

Educação do público em geral

 

crise

 

Apoio a familiares e amigos enlutados

 

Terapia de memória reprimida ou recuperada

Bertolote (2012)

REFERÊNCIAS

PRINCIPAIS

American Psychiatric Association (APA), American Psychological Association (APA) (2013). DSM 5 Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Porto Alegre:

Artmed

Beck, J. S. (1997). Terapia cognitiva. Teoria e prática. Porto Alegre: Artmed.

Beck, A.T., Freeman, A., Davis, D.D., & Cols. (2005). Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2.ed.

Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., & Emery, G. (1997). Terapia Cognitiva para a depressão. Porto Alegre: Artmed.

Hofmann, S. (2014). Introdução à Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea. Porto Alegre: Artmed.

Leahy, R. L. (2010). Terapia cognitiva contemporânea. Teoria, pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed.

Wright. J.H., Basco, M.R., & Thase, M.E. (2008). Aprendendo a terapia cognitivo- comportamental. Um guia ilustrado. Porto Alegre: Artmed.

10/06/2018

REFERÊNCIAS

PRINCIPAIS

American Psychiatric Association (APA), American Psychological Association (APA) (2013). DSM 5 Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Porto Alegre:

Artmed

Beck, J. S. (1997). Terapia cognitiva. Teoria e prática. Porto Alegre: Artmed.

Beck, A.T., Freeman, A., Davis, D.D., & Cols. (2005). Terapia cognitiva dos transtornos da personalidade. Porto Alegre: Artmed, 2.ed.

Beck, A. T., Rush, A. J., Shaw, B. F., & Emery, G. (1997). Terapia Cognitiva para a depressão. Porto Alegre: Artmed.

Botega NJ, DOliveira CF, Cais CF, & Stefanello S. (2009) Prevenção do suicídio: manual dirigido profissionais da saúde da atenção básica recursos da comunidade. São Paulo:

Unicamp.

Cavalcante, F.G., & Minayo, M.C.S. (2012). Autópsias psicológicas e psicossociais de idosos que morreram por suicídio no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 17(8), 1943-1954.

REFERÊNCIAS

PRINCIPAIS

Erlangsen, A., Lind, B.D., Stuart, E.A., Qin, P., Stenager, E., Larsen, K.J., Wang, A.G., Hvid, M., Nielsen, A.C., Pedersen, C., Winsløv, J.H., Langhoff, C., Mühlmann, C., & Nordentoft, M. (2014). Short-term and long-term effects of psychosocial therapy for people after deliberate self-harm: a register-based, nationwide multicentre study using propensity score matching. The Lancet Psychiatry, Early Online Publication, 24 November 2014.

Hofmann, S. (2014). Introdução à Terapia Cognitivo-Comportamental Contemporânea. Porto Alegre: Artmed.

Leahy, R. L. (2010). Terapia cognitiva contemporânea. Teoria, pesquisa e prática. Porto Alegre: Artmed.

Samaritans. Media guidelines for reporting suicide. Retirado de www.samaritans.org/mediaguidelines em 26 de novembro de 2014.

World Health Organization (2014). Preventing suicide. A global imperative. Retirado de http://www.who.int/mental_health/suicide-prevention/world_report_2014/en/em 26 de novembro de 2014.

Wright. J.H., Basco, M.R., & Thase, M.E. (2008). Aprendendo a terapia cognitivo- comportamental. Um guia ilustrado. Porto Alegre: Artmed.