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A Arca da Memória

Adivinhas

Todos os lugares têm as suas adivinhas, fazem parte da educação das crianças e da sua descoberta do mundo.

{mospagebreak title=Água do poço}

Qual é a coisa, qual é ela? Quanto mais alta está Melhor se lhe chega.

O

que é?

R.

— A água do poço.

Composição recitada por informante não identificado, recolhida por colector não identificado no Centro Social Júlio Antunes, Vermoil, Pombal, em 2005.

{mospagebreak title=Agulha}

Uma lambidela, uma torcidela Apara o cu que lá vai ela.

O

que é?

R.

— A agulha.

Composição da Água-Formosa, Ilha, Pombal, recitada por Maria Estrada, 83 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, no dia 11 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Albarda}

Qual é a coisa, qual é ela, Que é feita com três pês?

R. — A albarda da burra (pele, pano e palha).

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 15 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Avelã}

Ave sou e não voo Tenho lã e não sou carneiro Com estas duas palavras Disse o meu nome inteiro.

O

que é?

R.

— A avelã.

Composição do Casal da Clara, Guia, Pombal, recitada por Eugénia Carreira, 59 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar

S. Brás, Ilha, no dia 8 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Azeitona}

Qual é a coisa, qual é ela?

A Arca da Memória

De verde foi o meu nascimento

E de luto me vesti

Para dar a luz ao mundo Mil tormentos padeci.

O

que é?

R.

— A azeitona.

Composição da Ranha de São João, Vermoil, Pombal, recitada por Joaquina de Jesus, 81 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 15 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Beiras}

1.

Qual é a coisa, qual é ela?

São 150 senhoras

Quando uma chora choram todas.

O

que é?

R.

— As beiras dos telhados.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 12 de Abril de 2005.

2.

Qual é a coisa, qual é ela? Tantas meninas à varanda

E

todas choram para a mesma banda.

R.

— As beiras dos telhados.

Composição do Viuveiro, Albergaria dos Doze, Pombal, recitada por Arminda de Jesus, 77 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

3.

Qual é a coisa, qual é ela?

É uma casa de senhoras

Quando mija uma mijam todas.

O

que é?

R.

— As beiras do telhado.

Composição do Casal da Clara, Guia, Pombal, recitada por Encarnação Leal, 84 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar

S. Brás, Ilha, no dia 10 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Bicicleta}

Qual é a coisa qual é ela?

São dois redondos e um comprido,

e

entre as pernas é metido.

O

que é?

R.

— A bicicleta.

Composição dos Vicentes, Pombal, recitada por Matilde Rosa Carvalho, 64 anos. Recolhida por Rita Leitão na APRAP – Associação de Pensionistas, Reformados e Aposentados de Pombal, no dia 4 de Maio de 2005.

A Arca da Memória

{mospagebreak title=Boi}

Qual é a coisa, qual é ela? Quatro na cama Quatro na lama Dois parafusos

E

um que lhe abana.

R.

— O boi.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 6 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Borracha}

Qual é a coisa, qual é ela? Que têm cabelinhos ao desdém Que ao entrar não sabe nada

E

ao sair é que sabe bem?

R.

— Borracha (pele de cabra, mais pequena, que servia para levar o vinho).

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Albertina de Jesus, 87 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Borracho}

Qual é a coisa, qual é ela?

Que teve carne e não tem carne Teve osso e não têm osso Têm um palmo de pescoço.

E

adivinha-me esta agora.

R.

— Borracho (pele de cabra que servia para levar o vinho).

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Albertina de Jesus, 87 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Brasa}

Qual é a coisa, qual é ela?

Que é pequena como uma réstia

E

nem um boi pode com ela.

R.

— Uma brasa do lume.

Composição da Moita, Santiago de Litém, Pombal, recitada por Conceição Mendes, 76 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Brincos}

A carne da moça é dura

Mais dura é quem a fura Mete-se o duro no mole

A Arca da Memória

E

ficam os dois à pendura.

O

que é?

R.

— Os brincos.

Composição do Seixo, Guia, Pombal, recitada por Saudade Santos, 79 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no 14 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Cântaro}

O que é, o que é

Que vai deitado e vem de pé?

R. — O cântaro da água.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 12 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Carro}

Qual é a coisa, qual é ela? Que corre o mundo todo

E

só deixa dois rastos?

R.

— O carro.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Carro de mão}

Qual é o táxi Que parado faz três rastos

E

a andar faz só um?

R.

— O carro de mão.

Composição de Carnide, Pombal, recitada por Manuel Domingues, 82 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Castanhas}

Uma mãe tem tantos filhos

Quando se ri caiem-lhe os dentes.

O

que é?

R.

— As castanhas.

Composição da Bajouca, Leiria, recitada por Manuel Joaquim, 82 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 18 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Cebola}

1.

Qual é a coisa, qual é ela?

A Arca da Memória

É uma senhora muito esbelta

Com grandes véus se aperta Quem houver de a desapertar Muitas lágrimas há-de chorar.

R. — A cebola.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

2.

Qual é a coisa, qual é ela?

É redonda, redondum

Está cheia de remendos

E

não tem ponto nenhum.

R.

— A cebola.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

3.

Qual é a coisa, qual é ela? Que em pequeno é macho

e em grande é fêmea.

R. — A cebola.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

4.

Qual é a coisa, qual é ela?

Quando nasci vinha dobrado

E meti-me em grandes laços

Só chora por mim

Quem me faz aos pedaços.

O

que é?

R.

— A cebola.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Cereja}

Qual é a coisa, qual é ela?

É verde na nascença

Encarnado na parecença

Tem uma verga no cu Esta não adivinhas tu Só para o ano que vier

E

é se eu te disser.

R.

— A cereja.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro,

A Arca da Memória

Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Cesto}

Qual é a coisa, qual é ela? Tem boca e não fala

E

tem asas e não voa.

O

que é?

R.

— O cesto.

Composição da Ranha de São João, Vermoil, Pombal, recitada por Joaquina de Jesus, 81 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 15 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Cogumelo}

Qual é a coisa, qual é ela? Que têm pé de castanheiro e não é castanheiro

E têm folhas como um livro e não é livro,

Coroa de padre e não é padre.

R. — O cogumelo.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Albertina de Jesus, 87 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Cuecas}

Qual é a coisa, qual é ela?

É

branco por fora

E

branco por dentro

Alça a perna

E

mete lá dentro.

R.

— As cuecas.

Composição de Castanheira de Pêra, recitada por António Joaquim Silva, 84 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 6 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Dentadura}

Qual é a coisa, qual é ela? Que de dia está no céu

E

de noite está na água?

R.

— A dentadura.

Composição de São Simão de Litém, Pombal, recitada por Manuel Francisco, 72 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 12 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Dentes e língua}

Qual é a coisa, qual é ela?

Trinta e duas pedras a moerem

E uma vassoura a varrer.

A Arca da Memória

R. — Os dentes e a língua.

Composição de Outeiro-Martinho, Guia, Pombal, recitada por José Gomes, 80 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar

S. Brás, Ilha, no dia 8 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Dormir}

Qual é a coisa, qual é ela?

Vamos embora fazer o que Deus mandou Juntar pêlo com pêlo

E

menina no meio ficou.

O

que é?

R.

— Dormir.

Composição de Vila Cã, Pombal, recitada por Manuel Ferreira, 78 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, no dia 14 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Escrever}

Qual é a coisa, qual é ela?

Terra branca e cimento preto

E

cinco machos a puxar uma carreta.

O

que é?

R.

— Escrever.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Escuridão}

Qual é a coisa, qual é ela? Quanto mais cresce Menos se vê?

R. — A escuridão.

Composição recitada por informante não identificado, recolhida por colector não identificado no Centro Social Júlio Antunes, Vermoil, Pombal, em 2005.

{mospagebreak title=Esparguete}

Qual é a coisa, qual é ela? Entra tesa, a estalar

E

sai mole a picar.

O

que é?

R.

— O esparguete.

Composição do Casal da Clara, Guia, Pombal, recitada por Conceição, 87 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 17 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Estrada}

A Arca da Memória

Qual é a coisa, qual é ela? Que corre o mundo todo

E

está sempre parada.

R.

— A estrada.

Composição do Viuveiro, Albergaria dos Doze, Pombal, recitada por Arminda de Jesus, 77 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Feijões}

Qual é a coisa, qual é ela? Tem Igreja de ferro

E

Sacristão de Pau

E

os anjos lá dentro

A

tocar barimbau.

O

que é?

R.

— Os feijões a ferver na panela.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Fogo}

Qual é a coisa, qual é ela? Coisa muito avermelhada Caminha no mato e Não caminha na estrada.

O

que é?

R.

— O fogo.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Fuso}

Tenho um brinco, que tanto brinca Que de brincar endoidece Quanto mais o brinco brinca Mais a barriga lhe cresce.

O

que é?

R.

— O fuso.

Composição do Seixo, Guia, Pombal, recitada por Saudade Santos, 79 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no 14 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Galo}

Qual é a coisa, qual é ela?

À meia-noite se levanta o freguês

Sabe das horas e não sabe do mês Usa esporas e não é cavaleiro Cava no chão e não encontra dinheiro.

A Arca da Memória

R. — O galo.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 6 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Garfo}

Qual é a coisa, qual é ela? Tem dentes e não come

E

dá de comer

A

quem tem fome.

R.

— O garfo.

Composição do Viuveiro, Albergaria dos Doze, Pombal, recitada por Arminda de Jesus, 77 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Junco}

O maltês de bronze

Ganha dez e gasta onze Branco no pé Verde no meio Seco na ponta.

O

que é?

R.

— O junco.

Composição recitada por informante não identificado, recolhida por colector não identificado no Centro Social Júlio Antunes, Vermoil, Pombal, em 2005.

{mospagebreak title=Leque}

Qual é a coisa, qual é ela?

Que só para as senhoras serve Tira-lhe o que elas têm

E

dá-lhe o que elas querem

E

quando lhes estão a dar

Todas se estão a consolar.

R. — O leque.

Composição de São Simão de Litém, Pombal, recitada por Manuel Francisco, 72 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Linha}

Qual é a coisa, qual é ela? Que torcido e retorcido Lambido e relambido No cu é metido?

O

que é?

R.

— A linha na agulha.

Composição de Odivelas, recitada por Maria Orlandina Rodrigues, 58 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro,

A Arca da Memória

Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 14 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Lodo}

Qual é a coisa, qual é ela? Já não tenho pai nem mãe Nem nesta terra parentes Sou filho das tristes ervas Neto das águas correntes.

O

que é?

R.

— O lodo.

Composição da Pelariga, Pombal, recitada por Maria Carrasqueira, 68 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Luz}

Qual é a coisa, qual é ela? Do tamanho de uma abelha

E

enche a casa até à janela?

R.

— A luz.

Composição da Bajouca, Leiria, recitada por Maria da Luz, 78 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 15 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Olhos}

1.

Qual é a coisa, qual é ela? Tem cabelo por cima, cabelo por baixo

e o pelado está no meio?

R. — Os olhos.

Composição de Abiúl, Pombal, recitada por Laurinda Carrasqueira, 91 anos. Recolhida no Lar Flor da Serra, Abiúl, no dia 24 de Junho de 2005.

2.

Altos palácios, lindas janelas

Abrem e fecham, ninguém mora nelas.

O

que é?

R.

— Os olhos.

Composição da Bajouca, Leiria, recitada por Manuel Joaquim, 82 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 18 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Ovo}

Qual é a coisa, qual é ela

Que está cheia até ao batuquinho

E não tem arco nem arquinho?

A Arca da Memória

R. — O ovo.

Composição do Casal da Clara, Guia, Pombal, recitada por Conceição, 87 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 17 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Peneira}

Roda de pau, sedas no cu

Quando ela larga, comes tu.

O

que é?

R.

— A peneira.

Composição do Seixo, Guia, Pombal, recitada por Saudade Santos, 79 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no 14 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Piano}

Qual é a coisa, qual é ela?

Sou um corpo com muitas línguas

E com todas elas falo

Quando estou com quem me entenda Por dar gosto não me calo Tenho dez amigos certos

Com quem eu muito me dou Eles vêm procurar-me

E

eu procurá-los não vou

O

que é?

R.

— O piano.

Composição dos Vieirinhos, Carriço, Pombal, recitada por Virgínia Gomes, 88 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Pião}

Qual é a coisa, qual é ela? Para andar lhe pus a capa

E tirei-lha para andar

Com a capa não anda

E

sem ela não pode andar.

R.

— O pião.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 6 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Pinhão}

Qual é a coisa, qual é ela? Homem alto Mulher redonda Filhos Pretos

e Netos Brancos

R. — O pinhão.

A Arca da Memória

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 6 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Pinto}

1.

Qual é a coisa, qual é ela?

O pai do Nico-Nico

Não tem pé, nem cu, nem bico

E o filho do Nico- Nico

Tem pé, cu e bico.

O

que é?

R.

— O pinto.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

2.

Qual é a coisa, qual é ela? Sou filho de pais cantantes Minha mãe não tinha dentes Nem nenhum dos meus parentes.

R. — O pinto.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Pulga}

Qual é a coisa, qual é ela? Coisa miúda, terra mimosa

A

onde poisa, deixa uma rosa.

O

que é?

R.

— A pulga.

Composição das Meirinhas, Pombal, recitada por Manuel Neto, 74 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 10 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Quinze}

Quem de vinte cinco tira Quantos ficam?

R. — Ficam quinze.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Relógio}

Tenho uma casa com doze damas

A Arca da Memória

Cada uma tem quatro quartos Todas elas usam meias

E

nenhuma tem sapatos.

O

que é?

R.

— O relógio.

Composição do Casal da Clara, Guia, Pombal, recitada por Eugénia Carreira, 59 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar

S. Brás, Ilha, no dia 8 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Semente da couve}

1.

Qual é a coisa qual é ela? que é do tamanho de uma pulga

e depois tem orelhas como uma mula.

R. — A semente e depois a couve.

Composição de Abiúl, Pombal, recitada por Laurinda Carrasqueira, 91 anos. Recolhida no Lar Flor da Serra, Abiúl, no dia 24 de Junho de 2005.

2.

Qual é a coisa, qual é ela? Do tamanho da pulga,

Cria orelhas de mula.

O

que é?

R.

— A semente de couve.

Composição das Meirinhas, Pombal, recitada por Manuel Neto, 74 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 10 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Serrote}

1.

Qual é a coisa, qual é ela? Quanto pau no mundo houver

Todo hei-de roer Mastigar e deitar fora

Que engolir não pode ser.

O

que é?

R.

— O serrote.

Composição do Vale, Vila Cã, recitada por Lucinda Ferreira, 78 anos, natural. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

2.

Qual é a coisa, qual é ela? Que nasceu ao contrário

E ao contrário quer ser

Quantos paus há no mundo Todos quer roer Mastigar e deitar fora Porque não pode comer?

A Arca da Memória

R. — O serrote.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Albertina de Jesus, 87 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Sino}

1.

Qual é a coisa, qual é ela?

No alto mora

Chama os filhos para dentro

E

fica de fora.

O

que é?

R.

— O sino.

Composição de Carnide, Pombal, recitada por Manuel Domingues, 82 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

2.

Está no alto no alto mora

chama os filhos para casa

e

fica de fora.

O

que é?

R.

— O sino.

Composição recitada por informante não identificado, recolhida por colector não identificado no Centro Social Júlio Antunes, Vermoil, Pombal, em 2005.

{mospagebreak title=Talha de azeite}

Qual é a coisa, qual é ela? Que é do tamanho de um carneiro

E

cabe num ninheiro.

O

que é?

R.

— A talha de azeite.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 12 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Tesoura}

Qual é a coisa, qual é ela? Que abre o bico, fecha o bico,

Tal e qual como um passarinho.

O seu ofício é cortar

Passam-lhe os dedos nos olhos

E

não pensa em cegar?

R.

— A tesoura.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Albertina de Jesus, 87 anos. Recolhida por Susana Gonçalvesno Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

A Arca da Memória

{mospagebreak title=Testo da panela}

Qual é a coisa, qual é ela?

Está o compadre em cima da comadre

A

comadre a ralhar

E

o compadre não se tira

Se ninguém o tirar,

O

que é?

R.

— O testo da panela.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Ermelinda Joaquina, 76 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Trempe}

Tem roda e não desanda Tem três bicos e não bica

Tem três pernas e não anda?

O

que é?

R.

— A trempe.

Composição do Casal da Clara, Guia, Pombal, recitada por Encarnação Leal, 84 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar

S. Brás, Ilha, no dia 10 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Unhas}

Qual é a coisa, qual é ela? Vinte irmãs bem conhecidas numa sorte bem desgraçada quando pensam em crescer têm a cabeça cortada.

O

que é?

R.

— As unhas.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Albertina de Jesus, 87 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Uvas}

Verde foi o nascimento De vermelho me vesti Para fazer andar os homens em guerra Mil tormentos padeci.

O

que é?

R.

— As uvas.

Composição recitada por informante não identificado, recolhida por colector não identificado no Centro Social Júlio Antunes, Vermoil, Pombal, em 2005.

{mospagebreak title=Vasculho do forno}

A Arca da Memória

Qual é a coisa, qual é ela? Que é verde, esverdeado Entre as pernas é apertado?

R. — O vasculho do forno.

Composição da Guia, Pombal, recitada por Clementina, 82 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 11 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Vela do moinho}

Qual é a coisa, qual é ela? Que anda sempre a andar

E

nunca chega a casa do dono.

O

que é?

R.

— A vela do moinho.

Composição de Vila Cã, Pombal, recitada por Silvina Silva, 84 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

{mospagebreak title=Vento}

Fala e não tem boca Corre e não tem pés

Com toda a velocidade te bate

E

tu não vês.

R.

— O vento.

Composição da Bajouca, Leiria, recitada por Maria da Luz, 78 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 15 de Março de 2005.

{mospagebreak title=Diversas}

1.

Iam cinco raros, mataram três, Quantos ficaram?

R. — Os três que mataram.

Composição da Pelariga, Pombal, recitada por Maria Carrasqueira, 68 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 8 de Abril de 2005.

2.

Um gavião passou no ar

E disse a um bando de pombas:

"— Deus vos salve cem pombas!" "— Nós cem pombas não somos!

Nós, outras tantas como nós

E a quarta parte de nós e contigo gavião

Cem pombas são!" Quantas pombas são?

R. — Quarenta e quatro pombas.

Composição da Pelariga, Pombal, recitada por Maria Carrasqueira, 68 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro,

A Arca da Memória

Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

3.

Qual é a diferença entre o café e a mulher?

R. — O café tem de ser mexido para arrefecer e a mulher tem de ser mexida para aquecer.

Composição do Viuveiro, Albergaria dos Doze, Pombal, recitada por Arminda de Jesus, 77 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 13 de Abril de 2005.

4.

Uma meia, meia feita Outra meia por fazer Diga lá minha menina Quantas meias vêm a ser?

R. — Meia meia.

Composição da Pelariga, Pombal, recitada por Maria Carrasqueira, 68 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 15 de Abril de 2005.

5.

Dois rapazes foram apanhar laranjas. Cada um apanhou para si. Quando acabaram o trabalho foram contá-las e um

disse para o outro:

"— Dá-me uma das tuas laranjas para eu ficar com tantas como tu?" Mas o outro respondeu:

"— Não! Dá-me antes uma das tuas para eu ficar com o dobro das tuas." Quantas laranjas tinha cada um?

R. — Cinco e sete laranjas.

Composição da Pelariga, Pombal, recitada por Aires Moreira, 78 anos. Recolhida por Susana Gonçalves na Santa Casa da Misericórdia de Pombal / Lar Rainha Santa Isabel, no dia 4 de Maio de 2005.

6.

Uma mãe e duas filhas Embrulhadas em três mantilhas Quantas pessoas são?

R. — Três (mãe, filha e neta).

Composição da Pelariga, Pombal, recitada por Maria Carrasqueira, 68 anos. Recolhida por Fabiana Silva no Vilacentro, Lar de Idosos, Vila Cã, no dia 15 de Abril de 2005.

7.

Qual é a coisa, qual é ela? Três cada vez três

Sete cada noite Uma cada mês.

R. — Três refeições ao dia, sete horas de sono por noite e uma confissão por mês.

Composição de Santiago de Litém, Pombal, recitada por Américo Marques, 72 anos. Recolhida por Susana Gonçalves no Centro de Dia João Costa da Fonseca, Santiago de Litém, no dia 27 de Abril de 2005.

A Arca da Memória

8.

Qual é a coisa, qual é ela? Que é de cá e não anda cá?

R. — É um capelo ou pardal de telhado, isto porque ele não anda, desloca-se aos saltos.

Composição da Silveirinha Grande, Carriço, Pombal, recitada por Manuel Neves Paixão Novo, 87 anos. Recolhida no Centro Social do Carriço, no dia 19 de Abril de 2005.

9.

Qual é a coisa, qual é ela? Três cada vez três Sete cada noite

E

uma cada mês.

O

que é?

R.

— Comer três vezes ao dia. Beber três copos de vinho. Sete horas de sono e uma vez por mês ir à igreja.

Composição das Meirinhas, Pombal, recitada por Manuel Neto, 74 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 10 de Março de 2005.

10.

Qual é a coisa, qual é ela?

Em cima de ti me tive

E em cima de ti me tenho

Não me vou embora Enquanto não tirar a tanganho.

O

que é?

R.

— Calçar as botas.

Composição da Guia, Pombal, recitada por Clementina, 82 anos. Recolhida por Rita Carreira no Lar S. Brás, Ilha, no dia 11 de Março de 2005.