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AL-BA

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA

AL-BA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA
AL-BA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL

JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA

AL-BA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA
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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas S UMÁRIO Introdução 4
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas S UMÁRIO Introdução 4

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

SUMÁRIO

Introdução

4

Jurisdição – Dizendo o Direito!

5

Características da Jurisdição

7

Art. 383 do CPP e Tipificação do Fato

8

Prorrogação e Competência

13

Competência Absoluta e Relativa

14

Competência Absoluta e suas Características

14

Competência Relativa

16

Espécies de Competência

17

Características da Competência do Júri

19

Observações sobre a Justiça Militar

21

Crimes Conexos

26

Jurisprudência Relevante

26

Outros Conflitos

28

Competências Territoriais

28

Prevenção

29

Distribuição

35

Alteração da Competência

35

Continência

37

Conexão

37

Prevalência do Foro

38

Casos de Separação Obrigatória

40

Perpetuação da Jurisdição

43

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Avocação de Processos 44
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Avocação de Processos 44

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Avocação de Processos

44

Prevenção – Art. 83

45

Foro por Prerrogativa de Função

45

Recomendações Práticas

46

Resumo

47

Princípios Específicos da Jurisdição

48

Questões de Concurso

55

Gabarito

70

Gabarito Comentado

71

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Introdução NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas DOUGLAS DE ARAÚJO
Introdução NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas DOUGLAS DE ARAÚJO
Introdução NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas DOUGLAS DE ARAÚJO

Introdução

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

DOUGLAS DE ARAÚJO VARGAS

Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no con- curso realizado em 2013. Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integração, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017).

O termo “jurisdição” é, sem dúvidas, um dos mais utilizados no cotidiano pelos

meios de comunicação. Nos jornais, revistas e em diversos noticiários, é comum

ouvir que um determinado caso estava sob a jurisdição de um órgão ou de outro.

Em seriados e filmes, acontece a mesma coisa: “você está fora da sua jurisdi-

ção”, dizem os personagens. O mais engraçado é que, muitas vezes, essa utilização

do termo “jurisdição” acaba sendo realizada de forma incorreta!

Na aula de hoje, você vai entender com propriedade o que realmente significa

exercer jurisdição, qual a diferença entre a definição de jurisdição e de competên-

cia, e porque os roteiros de filmes e seriados deveriam ser escritos sob a supervi-

são de um consultor jurídico.

Vamos apresentar os conceitos, diferenciar esses institutos e aprofundar em

cada um de seus elementos, de modo que você vai ficar muito bem preparado(a)

quando se deparar com qualquer tipo de questão sobre o assunto.

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Jurisdição – Dizendo o Direito! NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas
Jurisdição – Dizendo o Direito! NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas

Jurisdição – Dizendo o Direito!

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

O termo jurisdição nasce do latim juris (direito) e dicere (dizer), e é a nomen-

clatura utilizada para definir o poder do Estado de aplicar o Direito ao caso

concreto, ou seja, de dizer

o Direito!

Antes de prosseguir em nossa narrativa sobre jurisdição, no entanto, vamos

falar sobre uma curiosidade que pode nos ajudar a entender o assunto: os bro-

cardos jurídicos.

Brocardos Jurídicos são pensamentos sintetizados em uma única sentença,

expressando uma conclusão reconhecida como verdade!

Os brocardos jurídicos, em maior parte, são escritos em latim e tratam dos mais

diversos temas. E, quanto à jurisdição, existem dois que são de especial relevância:

jurisdição, existem dois que são de especial relevância: Os brocardos acima estão diretamente ligados ao conceito

Os brocardos acima estão diretamente ligados ao conceito de jurisdição, mate-

rializado no poder do Estado de aplicar o Direito a um determinado caso.

Eles nos levam, no entanto, à seguinte pergunta: se jurisdição é o poder do

Estado de aplicar o Direito a um caso concreto, afinal de contas, o que é a

competência?

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas A competência, que muitos
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas A competência, que muitos

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

A competência, que muitos chamam erroneamente de jurisdição, não trata do poder do Estado de aplicar o Direito, e sim de uma norma para definição de QUEM poderá aplicar a jurisdição em uma determinada situação. Dessa forma, enquanto jurisdição significa dizer o direito, competência sig- nifica dizer quem é o responsável por aplicar o direito em um determinado caso. De uma forma ainda mais simples: competência é uma medida da Jurisdição!

mais simples: competência é uma medida da Jurisdição! Portanto, em um conflito sobre a aplicação do

Portanto, em um conflito sobre a aplicação do Direito (em um caso concreto), cabe ao Estado-Juiz realizar uma análise e dizer o Direito naquela situação (ou seja, exercer a chamada prestação jurisdicional). A questão é que o Estado-Juiz está dividido em esferas de competência. Cada Juiz tem uma determinada competência determinada por lei – e só atuará em situ- ações e casos aos quais a sua competência seja adequada. Com isso, acaba acontecendo o seguinte: alguns juízes têm competências mais amplas do que outros. Um Juiz Federal, como o juiz Sérgio Moro, possui uma com- petência menos ampla do que um Ministro do STF, cuja competência alcança todo

o território nacional.

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Assim sendo, temos o seguinte cenário: NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof.
Assim sendo, temos o seguinte cenário: NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof.

Assim sendo, temos o seguinte cenário:

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Características da Jurisdição A primeira característica

Características da Jurisdição

A primeira característica do exercício de jurisdição (e que costuma ser observa-

da em provas) é a inércia.

Inércia: em regra, um Juiz não atua de ofício – deve ser PROVOCADO para

tal, ou seja, a prestação jurisdicional deve ser solicitada ao Estado.

Por força da inércia, o órgão jurisdicional tem que ser provocado para atuar. Não

pode, portanto, julgar das seguintes formas:

atuar. Não pode, portanto, julgar das seguintes formas: O conteúdo desta aula em pdf é licenciado

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Além disso, é claro
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Além disso, é claro

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Além disso, é claro que o órgão jurisdicional também não possui o direito de se

omitir e dizer “não julgo” – caso seja provocado a fazê-lo –, muito menos julgar

sem que seja provocado para tal (devido à característica da inércia).

provocado para tal (devido à característica da inércia). Art. 383 do CPP e Tipificação do Fato

Art. 383 do CPP e Tipificação do Fato

Sobre o assunto em tela, é interessante observar o que rege o art. 383 do CPP.

Veja só:

Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de aplicar pena mais grave.

Para exemplificar o que dispõe o art. 383, a doutrina costuma apresentar o se-

guinte exemplo: em um determinado processo, um fato foi inicialmente classificado

como um estupro. Entretanto, posteriormente, verifica-se que, na verdade, ocorreu

um estupro de vulnerável.

Se isso acontecer, o juiz poderá atribuir a tipificação mais gravosa e cominar a

pena ao acusado – sem que haja nulidade alguma.

A única obrigatoriedade nesse caso é que não ocorra modificação na DESCRI-

ÇÃO dos fatos contidos na denúncia. Conforme ensina Capez, o réu se defende

dos fatos – e não da capitulação jurídica!

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Ainda nos ensinamentos de
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Ainda nos ensinamentos de

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Ainda nos ensinamentos de Capez, esse fato também se torna possível pois se

parte do princípio que o juiz conhece o direito. Basta às partes que lhe in-

formem sobre os fatos! Ou seja

dá-me os fatos, que lhe darei o direito!

A seguir, temos a próxima característica relacionada com a prestação jurisdicio-

nal: a existência de lide.

Existência de lide: deve existir um conflito de interesses (uma lide) para que

possa ocorrer a prestação jurisdicional.

Essa característica nos leva à próxima, que é, sem dúvidas, a mais importan-

te característica sobre a matéria de jurisdição, como leciona Leonardo Barreto: a

substitutividade.

Substitutividade: a vontade do Estado substituirá a vontade das partes para

a resolução do conflito.

Ora, se solicitamos a prestação jurisdicional para que resolva uma lide (um

conflito entre as partes), e o órgão jurisdicional atuou decidindo o Direito aplicável

ao caso, é fato que não se obterá o que querem as partes – e, sim, o que o Estado

determinar que seja feito. Essa é a essência da prestação jurisdicional.

O próximo item é a imutabilidade.

Imutabilidade: a sentença conclui o exercício da jurisdição, o que, via de re-

gra, tem caráter definitivo.

Salvo casos de revisão criminal, a qual estudaremos posteriormente, uma sen-

tença transitada em julgado é imutável – tem caráter definitivo – e conclui a pres-

tação jurisdicional.

A sentença também nos leva à última característica que precisamos estudar: a

atuação do Direito.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Atuação do Direito: é
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Atuação do Direito: é

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Atuação do Direito: é o objetivo da prestação jurisdicional, que se realiza na

aplicação do Direito ao caso concreto.

Embora as normas efetivas sobre os casos concretos encontrem-se previstas

na legislação penal comum, é a legislação processual que permite a aplicação do

Direito ao caso concreto, por meio de suas normas procedimentais.

Esquematizando:

Características da Jurisdição

. Esquematizando: Características da Jurisdição Princípios Específicos da Jurisdição Criminal As

Princípios Específicos da Jurisdição Criminal

As características acima estão relacionadas à jurisdição como um todo – e não

apenas à jurisdição criminal, que é a que mais nos interessa.

Essa última, por sua vez, tem princípios específicos, os quais conheceremos a

seguir – seguindo os ensinamentos de Leonardo Barreto em seu excelente curso de

processo penal.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo desta aula
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo desta aula

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Merece destaque o fato
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Merece destaque o fato

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Merece destaque o fato de que a jurisdição não

Merece destaque o fato de que a jurisdição não pode ser delegada, enquanto

que, em casos pontuais, é possível a delegação de competência.

Esquematizando:

é possível a delegação de competência. Esquematizando: O conteúdo desta aula em pdf é licenciado para

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Prorrogação e Competência NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas A
Prorrogação e Competência NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas A

Prorrogação e Competência

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

A jurisdição, embora seja a base da atuação do Poder Judiciário, é um assunto

mais simples. Só ele a exerce, e se relaciona diretamente com o poder de dizer o

Direito no caso concreto.

A competência, por sua vez, é um assunto muito mais extenso – pois trata da

verdadeira medida da jurisdição.

extenso – pois trata da verdadeira medida da jurisdição. É o estudo da competência que permite

É o estudo da competência que permite dizer qual órgão irá atuar em determina-

dos casos!

Antes que possamos adentrar essa matéria, no entanto, é necessário primeiro

entender o conceito de prorrogação de competência processual.

Prorrogação de Competência: a competência processual, via de regra, é im-

prorrogável, ou seja, deve ser exercida exclusivamente pelo juízo competente.

Entretanto, em alguns casos excepcionais, admite-se que um juízo origi-

nariamente incompetente possa emanar uma decisão à qual se submetam

as partes.

Essa exceção é possibilitada pela lei, e quando ocorrer estaremos dian-

te da chamada prorrogação de competência.

dian - te da chamada prorrogação de competência. Em alguns casos, a lei permite que um

Em alguns casos, a lei permite que um juízo originariamente incompetente atue,

sem gerar vício processual.

Competência Absoluta e Relativa NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas
Competência Absoluta e Relativa NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Competência Absoluta e Relativa

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Competência Absoluta e suas Características A competência

Competência Absoluta e suas Características

A competência absoluta, como você já sabe, possui a característica de não ad-

mitir prorrogação.

possui a característica de não ad- mitir prorrogação. Competência absoluta não admite prorrogação! Existem

Competência absoluta não admite prorrogação!

Existem três casos em que será considerada a competência do juízo como ab-

soluta:

1) Competência Funcional

A competência funcional é uma espécie de competência absoluta que se divide

em três tipos:

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 2) Competência por Prerrogativa
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 2) Competência por Prerrogativa

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 2) Competência por Prerrogativa de Função A competência

2) Competência por Prerrogativa de Função

A competência por prerrogativa de função é mais simples – está relacionada

simplesmente com o cargo público ocupado pelo infrator. É a competência sobre

a qual a mídia mais fala, chamando-a inadequadamente de foro privilegiado.

Algumas autoridades públicas, por força do foro por prerrogativa de função, de-

vem ser julgadas no STF, outras no STJ, e outras por outros tribunais.

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3) Competência em Razão da Matéria NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof.
3) Competência em Razão da Matéria NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof.

3) Competência em Razão da Matéria

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

A última forma de competência absoluta decorre do tipo de infração penal

que será julgada. Simples assim!

tipo de infração penal que será julgada . Simples assim! A competência absoluta é basicamente a

A competência absoluta é basicamente a “mais importante”, pois caso não seja

respeitada, pode ser questionada pelas partes a qualquer tempo, em qualquer grau

de jurisdição, e até mesmo pelo juiz, de ofício.

Competência Relativa

A competência relativa, como o próprio nome nos leva a crer, é mais tolerante

posto que admite a prorrogação.

Entretanto, embora a incompetência relativa possa também ser argumentada

pelas partes (assim como a absoluta), tal arguição não poderá ocorrer a qual-

quer tempo!

tal arguição não poderá ocorrer a qual- quer tempo! Caso a arguição da incompetência de um

Caso a arguição da incompetência de um determinado foro não seja realizada a

tempo, ocorrerá a prorrogação da competência do foro incompetente!

Cuidado:

Competência relativa gera apenas nulidade relativa.

Competência relativa gera apenas nulidade relativa.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Felizmente, a competência relativa
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Felizmente, a competência relativa

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Felizmente, a competência relativa é muito mais fácil de dominar do que a

competência absoluta, pois só existe um caso de competência relativa no Direito

Processual Penal!

caso de competência relativa no Direito Processual Penal! A competência territorial é o único caso de

A competência territorial é o único caso de competência relativa prevista no direito

processual penal.

Seguindo adiante, podemos finalmente adentrar as espécies de competência

propriamente ditas, o que fará com que o assunto fique mais prático e mais fácil

de entender!

Espécies de Competência

Vamos começar abordando a categoria de competências em razão da matéria!

Competência em Razão da Matéria

1) Tribunal do Júri

A competência do Tribunal do Júri está prevista no art. 74 do CPP. Vejamos:

Art. 74. A competência pela natureza da infração será regulada pelas leis de organiza- ção judiciária, salvo a competência privativa do Tribunal do Júri.

§ 1º Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previstos nos arts. 121, §§

1º e 2º, 122, parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 127 do Código Penal, consumados ou tentados. (Redação dada pela Lei n. 263, de 23/02/1948)

§ 2º Se, iniciado o processo perante um juiz, houver desclassificação para infração da

competência de outro, a este será remetido o processo, salvo se mais graduada for a jurisdição do primeiro, que, em tal caso, terá sua competência prorrogada.

§ 3º Se o juiz da pronúncia desclassificar a infração para outra atribuída à competência

de juiz singular, observar-se-á o disposto no art. 410; mas, se a desclassificação for feita pelo próprio Tribunal do Júri, a seu presidente caberá proferir a sentença (art. 492, § 2º).

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O Tribunal do Júri
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O Tribunal do Júri

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

O Tribunal do Júri possui competência para julgar os chamados crimes dolosos contra a vida. Veja como agora fica muito mais fácil entender o conceito de juris- dição e competência. Todo o Judiciário pode exercer jurisdição. Entretanto, apenas o Tribunal do Júri tem a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida!

competência para julgar os crimes dolosos contra a vida! Por isso, muito cuidado para não cair

Por isso, muito cuidado para não cair em uma pegadinha básica sobre esse assunto:

não cair em uma pegadinha básica sobre esse assunto: Homicídio CULPOSO (previsto no § 3º do

Homicídio CULPOSO (previsto no § 3º do art. 121), obviamente, não é de com- petência do Tribunal do Júri. Só condutas dolosas estão em sua esfera de competência!

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Outra observação importante é
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Outra observação importante é

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Outra observação importante é sobre os crimes tentados.

Outra observação importante é sobre os crimes tentados. O fato do crime ser tentado ou consumado

O fato do crime ser tentado ou consumado não influirá na configuração da compe-

tência do Tribunal do Júri. Logo, homicídio doloso tentado ou consumado será de

competência do júri, normalmente!

Características da Competência do Júri

normalmente! Características da Competência do Júri Note, ainda, que crimes conexos aos crimes contra a vida

Note, ainda, que crimes conexos aos crimes contra a vida também pas-

sam a ser de competência do Tribunal do Júri. Nesse caso, se houve um es-

tupro e um homicídio, de forma conexa, ambos os delitos serão julgados pelo

Tribunal do Júri.

Tal previsão, no entanto, encontra-se no CPP, e não diretamente na Constituição

Federal.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Os examinadores adoram elaborar
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Os examinadores adoram elaborar

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Os examinadores adoram elaborar questões dizendo que os

Os examinadores adoram elaborar questões dizendo que os delitos de latrocínio, estupro seguido de morte e lesões corporais seguidas de morte são de com- petência do Tribunal do Júri. Essa afirmação está incorreta! Não são competência do júri:

• lesão corporal seguida de morte;

• latrocínio;

• estupro seguido de morte.

2) Justiça Militar Outra competência expressamente prevista na Constituição Federal é a compe- tência da Justiça Militar. A competência da Justiça Militar só costuma ser abordada de uma forma mais avançada em concursos para cargos militares (como para carreiras nas polícias militares e corpo de bombeiros militares dos estados). Isso porque a Justiça Militar tem seu próprio Código Penal e seu próprio Código de Processo Penal, ambos de natureza militar. Apesar disso, é importante conhecer, ao menos de forma básica, o que dispõe a Constituição Federal:

Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.

Art. 125. § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos discipli- nares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. (Redação dada pela Emenda Constitucional n. 45, de 2004)

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Veja que as definições
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Veja que as definições

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Veja que as definições são bastante simples. Os crimes militares previstos em

lei estão previstos no Código Penal Militar, bem como as circunstâncias em que

crimes comuns (como homicídio) serão considerados como crimes militares.

Para apurá-los, temos os seguintes órgãos:

militares. Para apurá-los, temos os seguintes órgãos: Observações sobre a Justiça Militar • Vítima civil de

Observações sobre a Justiça Militar

Vítima civil de homicídio:

O CPM (Código Penal Militar) prevê o crime militar de homicídio. No entan-

to, homicídio praticado por militar contra civil, por expressa previsão cons-

titucional, é de competência do Tribunal do Júri!

Julgamento de Civis:

Apenas a Justiça Militar da UNIÃO tem a competência de julgar civis.

Fique atento(a): a justiça militar estadual não possui essa competência!

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas • Abuso de autoridade:
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas • Abuso de autoridade:

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Abuso de autoridade: segundo a Súmula n. 172 do STJ, abuso de autorida-

de cometido por militar, mesmo que praticado em serviço, é de competência

da Justiça Comum Estadual!

Entre os tópicos acima, merece especial destaque a questão do abuso de autori-

dade e da impossibilidade do julgamento de civis pela justiça militar estadual! Tome

nota dessas observações!

3) Justiça Eleitoral

Em 2017, tomaram grande notoriedade as ações que tramitam no TSE, o que

acabou trazendo uma maior protagonismo da Justiça Eleitoral nas notícias em geral.

Sua competência (que não se restringe à do TSE, é claro) possui origem na

Constituição Federal, com a definição dos órgãos que a compõem:

Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:

I – o Tribunal Superior Eleitoral; II – os Tribunais Regionais Eleitorais;

III – os Juízes Eleitorais;

IV – as Juntas Eleitorais.

Apesar disso, suas normas de competência propriamente ditas não costumam

ser cobradas em prova, visto que, por força do art. 121, uma lei complementar

deve tratar do assunto, e tal diploma legal dificilmente faz parte do conteúdo pro-

gramático dos concursos.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Curio sidade: A lei
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Curio sidade: A lei

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Curio sidade: A lei complementar que deve dispor sobre

Curiosidade: A lei complementar que deve dispor sobre a organização e competên-

cia da Justiça Eleitoral é o Código Eleitoral.

Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais, dos juízes de direito e das juntas eleitorais.

4) Justiça Federal

Para finalizar a competência em razão da matéria temos a mais extensa dessa

lista: a competência da Justiça Federal.

extensa dessa lista: a competência da Justiça Federal. A competência da JF é sempre TAXATIVA e

A competência da JF é sempre TAXATIVA e EXPRESSA.

Ou seja, aquilo que é competência da Justiça Federal estará escrito como tal. Todo

o resto é competência da Justiça Estadual (chamada de competência residual).

A primeira norma sobre o assunto é o art. 109 da Constituição Federal – da

competência dos juízes federais. Mas como tal artigo é um pouco extenso, va-

mos apresentá-lo de uma forma esquematizada!

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo desta aula
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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Repare que no esquema
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Repare que no esquema

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Repare que no esquema acima estão incluídas todas as

Repare que no esquema acima estão incluídas todas as hipóteses, e não

apenas as criminais.

A única boa notícia sobre essa lista extensa é que o examinador costuma co-

brar o assunto acima de forma direta (colocando uma assertiva extraída do rol de

competências da Justiça Federal). O lado ruim disso, no entanto, é óbvio: somos

forçados a ler, reler e memorizar. Infelizmente, não tem remédio!

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Lembre-se de que a
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Lembre-se de que a

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Lembre-se de que a competência da Justiça Estadual é

Lembre-se de que a competência da Justiça Estadual é residual. Se uma hipótese

não está configurada como competência da Justiça Federal, será da Justiça Estadu-

al, por eliminação!

Crimes Conexos

É necessário ainda saber o que acontece quando um crime de competência da

Justiça Federal é praticado de forma conexa com um crime de competência da Jus-

tiça Estadual.

Quem responde a essa pergunta é a Súmula n. 122 do STJ:

Súmula n. 122 do STJ Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do art. 78, II, “a”, do Código de Processo Penal.

Jurisprudência Relevante

Não bastasse o rol de competência extremamente extenso, existem ainda inú-

meros informativos e súmulas relacionados à competência da Justiça Federal, os

quais você precisa conhecer.

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Outros Conflitos NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Temos ainda
Outros Conflitos NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Temos ainda

Outros Conflitos

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Temos ainda um outro quadro comparativo entre a Justiça Federal e a Justiça

Estadual, baseado em outras decisões judiciais:

a Justiça Estadual, baseado em outras decisões judiciais: Competências Territoriais Passamos agora a estudar as

Competências Territoriais

Passamos agora a estudar as competências em razão do território. Não se pre-

ocupe, esse regramento é muito mais simples do que as competências em razão

da matéria.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas V amos começar com
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas V amos começar com

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Vamos começar com a leitura do art. 70 do CPP:

Art. 70. A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar

a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de

execução.

§ 1º Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a

competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o últi- mo ato de execução.

§ 2º Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será

competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.

§ 3º Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta

a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção. Art. 71. Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Via de regra, a competência territorial será determinada pelo do local em que

se consumou o delito, ou, no caso de tentativa, o local em que foi praticado

o último ato de execução.

o local em que foi praticado o último ato de execução . Segundo a doutrina, o

Segundo a doutrina, o art. 70 aplica a chamada TEORIA DO RESULTADO na defini-

ção de competência.

Prevenção

Antes que possamos continuar nosso estudo, é preciso que você entenda o con-

ceito de PREVENÇÃO. Você ainda vai ler muito esse termo, tanto em nossa aula

quanto nas provas de concursos, então, primeiramente, vejamos o que ele significa.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Prevenção: prevenção está
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Prevenção: prevenção está

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Prevenção: prevenção está relacionada com a ideia de antecipação. No Direi-

to Processual Penal, a prevenção é uma prefixação de competência, concedida ao

juiz que primeiro tomar conhecimento da infração penal e praticar um ato

ou tomar uma medida no processo ou inquérito.

Costumo dizer que a prevenção é um verdadeiro “coringa” da solução dos con-

flitos de competência. Quando não houver outro critério para solucionar uma

situação em que dois juízes possam ser considerados competentes para

atuar em um determinado inquérito ou processo, o legislador se utiliza da

prevenção para solucionar o impasse.

se utiliza da prevenção para solucionar o impasse. Prevenção: o “Coringa” da definição de

Prevenção: o “Coringa” da definição de Competências.

O primeiro exemplo da aplicação da prevenção está no § 3º do art. 70: em caso

de limite territorial incerto entre jurisdições, ou de infração consumada ou tentada

nas divisas entre jurisdições, tornando complicado determinar o local exato para

definição da competência, o legislador utilizou-se do critério de prevenção para

solucionar o caso.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Um segundo caso está
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Um segundo caso está

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Um segundo caso está no art. 71: em caso de infração continuada ou perma-

nente praticada em território de múltiplas jurisdições, o conflito também será sa-

nado por prevenção.

Obs.:

lembre-se de que a definição de competência, no âmbito internacional

(para os chamados crimes a distância), segue as regras do lugar do crime,

previstas no Código PENAL, em seu art. 6º (teoria da ubiquidade), e

as normas de territorialidade e extraterritorialidade da lei penal.

Ou seja, caro(a) aluno(a), para não se confundir, quando for resolver uma ques-

tão sobre a competência da justiça brasileira para julgar um delito de cará-

ter internacional, aplique as regras e teorias previstas no CP. Você estará solucio-

nando os casos dos chamados crimes a distância.

Já nos casos de crimes plurilocais (praticados em múltiplos locais dentro do

território nacional), você deve utilizar as regras e teorias do CPP.

nacional ), você deve utilizar as regras e teorias do CPP. O conteúdo desta aula em
nacional ), você deve utilizar as regras e teorias do CPP. O conteúdo desta aula em
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Esclarecida essa diferença, vamos
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Esclarecida essa diferença, vamos

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Esclarecida essa diferença, vamos falar de mais uma exceção à regra do art. 70

do CPP: em casos de delitos de homicídio, deve prevalecer o juízo do local da

AÇÃO ou da OMISSÃO, segundo a jurisprudência majoritária. Logo, em casos de

homicídio, temos que a teoria utilizada por definição judicial é a teoria da ativi-

dade, e não a do resultado, que é a regra do CPP.

ativi - dade , e não a do resultado, que é a regra do CPP. Jurisprudência

Jurisprudência sobre Competência Territorial

regra do CPP. Jurisprudência sobre Competência Territorial O conteúdo desta aula em pdf é licenciado para

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Sei que são muitas
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Sei que são muitas

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Sei que são muitas hipóteses para casos singulares.

Sei que são muitas hipóteses para casos singulares. Infelizmente, o examinador simplesmente adora utilizar desse tipo de jurisprudência para confundir o aluno, de modo que não temos saída senão listar cada uma delas. Dito isso, sigamos. Nosso próximo passo é conhecer os arts. 72 e 73 do CPP:

Art. 72. Não sendo conhecido o lugar da infração, a competência regular-se-á pelo do- micílio ou residência do réu.

§ 1º Se o réu tiver mais de uma residência, a competência firmar-se-á pela prevenção.

§ 2º Se o réu não tiver residência certa ou for ignorado o seu paradeiro, será competen- te o juiz que primeiro tomar conhecimento do fato.

Art. 73. Nos casos de exclusiva ação privada, o querelante poderá preferir o foro de domicílio ou da residência do réu, ainda quando conhecido o lugar da infração.

Essa é a chamada regra supletiva, utilizada caso a regra geral não possa ser aplicada. Nesse caso, por algum motivo, não se conhece o local da infração, mas, ainda assim, existe um processo que precisa tramitar regularmente. O legislador optou pelo seguinte fluxo para determinar o juízo competente de forma a solucionar esse caso:

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Temos ainda a regra
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Temos ainda a regra

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Temos ainda a regra do art. 73, específica para

Temos ainda a regra do art. 73, específica para ação penal exclusivamente

privada, nas quais o querelante tem o direito de optar pelo trâmite do processo no

foro de domicílio ou residência do réu em lugar do foro do lugar da infração, mesmo

que este seja conhecido.

Veja que a regra prevista no art. 73 é para ação penal exclusivamente privada,

ou seja, não se aplicará aos casos de ação penal privada subsidiária da pública.

Esquematizando:

penal privada subsidiária da pública. Esquematizando: O conteúdo desta aula em pdf é licenciado para FRANCISCO

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo apresentado soluciona
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo apresentado soluciona

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

O conteúdo apresentado soluciona inúmeras questões sobre esse regramento.

Entretanto, ainda fica a seguinte pergunta: o que fazer quando existirem dois

juízes igualmente competentes para julgar uma infração penal?

A explicação está no art. 75 do CPP:

Art. 75. A precedência da distribuição fixará a competência quando, na mesma circuns- crição judiciária, houver mais de um juiz igualmente competente. Parágrafo único. A distribuição realizada para o efeito da concessão de fiança ou da de- cretação de prisão preventiva ou de qualquer diligência anterior à denúncia ou queixa prevenirá a da ação penal.

Eis que identificamos um novo termo relacionado com a definição de competên-

cia: a distribuição. Mas o que é que ele significa?

Distribuição

Distribuição nada mais é do que a maneira que o legislador optou para dizer sor-

teio! Ou seja, havendo dois juízes igualmente competentes na mesma circunscrição

judiciária, será selecionado qual julgará um determinado caso por sorteio, o que nor-

malmente é efetuado por um sistema informatizado desenvolvido com essa finalidade.

Alteração da Competência

Via de regra, a competência é definida de acordo com regras básicas e gerais.

A partir do art. 76 do CPP, no entanto, temos os chamados critérios de conexão e

continência, que tratam da possibilidade de alteração da competência originá-

ria para que o caso concreto possa ser processado de uma melhor forma.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Os critérios de conexão
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Os critérios de conexão

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Os critérios de conexão e continência não criam um

Os critérios de conexão e continência não criam um novo tipo de competência. O

que ocorre é uma alteração da competência originária!

Em primeiro lugar, no entanto, precisamos entender o que significam exata-

mente os conceitos de conexão e continência.

Continência

Ocorre quando um fato criminoso está contido, engloba outro.

• Regra prevista no art. 77 do CPP.

Não é possível a cisão (separação) dos delitos em processos diferentes (pois

estão contidos uns nos outros).

Conexão

Ocorre quando existe uma ligação entre as infrações penais (liame) que jus-

tifique sua união em um mesmo processo para facilitar seu julgamento.

conexão serve para evitar decisões contraditórias, bem como para facilitar

A

o

trâmite geral do processo (e atos como a produção de prova).

Antes de especificar os detalhes de cada um desses institutos, devemos fazer

uma menção à Súmula n. 235 do STJ:

A conexão não determina a reunião dos processos, se um deles já foi julgado.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Ou seja, tanto na
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Ou seja, tanto na

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Ou seja, tanto na conexão quanto na continência, não se deve reunir proces- sos se um deles já tiver sido julgado. Passemos agora ao estudo de cada um desses dois institutos, de forma deta- lhada!

Continência

Primeiramente, vamos fazer a leitura do art. 77 do CPP:

Art. 77. A competência será determinada pela continência quando:

I – duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

II – no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º, 53, segun-

da parte, e 54 do Código Penal.

Se duas ou mais pessoas forem acusadas da mesma infração, ou na hi- pótese de concurso formal de crimes, prevista no Código Penal, teremos a deter- minação de competência pela continência. Simples assim!

Conexão

A conexão, por sua vez, é um pouco mais complexa que a continência. Vejamos o que rege o art. 76 do CPP:

Art. 76. A competência será determinada pela conexão:

I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo,

por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tem- po e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras;

II – se, no mesmo caso, houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar as ou-

tras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas; III – quando a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementa- res influir na prova de outra infração.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Sobre a conexão, a
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Sobre a conexão, a

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Sobre a conexão, a doutrina faz a distinção entre cada um desses incisos. Es- quematizando, fica da seguinte forma:

desses incisos. Es - quematizando, fica da seguinte forma: Prevalência do Foro Ao alterar a competência

Prevalência do Foro

Ao alterar a competência originária para julgar uma determinada infração, é

certo que existirão inúmeros benefícios (tais como evitar contradições, facilitar a

produção das provas, entre outros).

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Entretanto, essa unificação de
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Entretanto, essa unificação de

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Entretanto, essa unificação de várias infrações gera uma consequência bas-

tante óbvia: onde tínhamos dois ou mais juízos competentes, agora apenas um

irá prevalecer.

A questão é a seguinte: como selecionar qual dos juízos deverá manter sua

competência no momento da união dos feitos?

A resposta para essa pergunta está no art. 78 do CPP:

Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observa- das as seguintes regras:

I – no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do júri; II – no concurso de jurisdições da mesma categoria:

a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave;

b) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações, se as

respectivas penas forem de igual gravidade;

c)

firmar-se-á a competência pela prevenção, nos outros casos;

III

– no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação;

IV

– no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá esta.

São muitas informações, mas esquematizando fica bem mais fácil. Vejamos:

mas esquematizando fica bem mais fácil. Vejamos: Art. 78, I • Competência do Júri prevalece sobre
mas esquematizando fica bem mais fácil. Vejamos: Art. 78, I • Competência do Júri prevalece sobre

Art. 78, I

Competência do Júri prevalece sobre outras competências.

Única exceção é a de concurso entre crimes de competência do júri e de competência da Justiça Militar ou Eleitoral (nesse caso, os feitos devem permanecer separados).

Art. 78, II

Mesma categoria significa juízes aptos a julgar os mesmos tipos de causas (como, por exemplo, dois juízes de primeiro grau). Nesse caso, segue-se uma lista de prioridades, na seguinte ordem:

foro do local da infração mais grave, foro onde foi cometido o maior número de crimes, e, caso permaneça o conflito, prevenção.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, III •
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, III •

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, III • O inciso III é o

Art. 78, III

O inciso III é o mais simples e conhecido, pois trata do conflito entre jurisdições superiores e inferiores. Ocorre nos casos de foro por prer- rogativa de função. Imagine crimes conexos praticados por um indiví- duo com foro no STJ e outro com foro comum: os feitos serão unidos e prevalecerá a competência do STJ para julgar o caso.

e prevalecerá a competência do STJ para julgar o caso. Art. 78, IV • Quando houver

Art. 78, IV

Quando houver conflito entre a jurisdição especial (como a eleitoral, por exemplo) e a jurisdição comum, prevalecerá a especial.

Logo, em concurso entre crimes eleitorais e crimes comuns, a Justiça Eleitoral deverá julgar todos os delitos.

a Justiça Eleitoral deverá julgar todos os delitos. Exceção Importante: em caso de concursos de crimes

Exceção Importante: em caso de concursos de crimes de jurisdição MILITAR e ju-

risdição COMUM, deve ocorrer a disjunção dos feitos.

Casos de Separação Obrigatória

Já aprendemos quando é que os processos devem ser reunidos para julgamento

uno dos feitos. Também já sabemos qual justiça deve prevalecer em casos especí-

ficos (ao estudar o art. 78). Entretanto, ainda nos resta aprender que em deter-

minados casos, mesmo diante de um caso de conexão ou continência, os

processos não devem ser reunidos, mantendo-se a separação dos feitos.

Tais casos estão previstos expressamente no art. 79 do CPP, a saber:

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 79. A conexão
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 79. A conexão

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Art. 79. A conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo:

I – no concurso entre a jurisdição comum e a militar; II – no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo de menores.

§ 1º Cessará, em qualquer caso, a unidade do processo, se, em relação a algum corréu, sobrevier o caso previsto no art. 152.

§ 2º A unidade do processo não importará a do julgamento, se houver corréu foragido que não possa ser julgado à revelia, ou ocorrer a hipótese do art. 461.

Sobre a separação entre a Justiça Comum e a Justiça Militar, nós acabamos de fazer uma observação. Entretanto, temos ainda outros casos:

Separação entre a Justiça Comum e o Juízo de Menores Aqui, temos o seguinte: em um concurso entre um menor de 18 anos e outro autor maior de idade, o menor será julgado pelos Juizados da Infância e Juventude, enquanto que o maior de idade terá sua participação apurada pela Justiça Criminal de forma regular.

Superveniência de Enfermidade Mental Quanto ao § 1º, estamos diante do caso em que um dos autores acaba pa- decendo de uma doença mental que enseja a suspensão do processo até a sua recuperação. Entretanto, não se pode suspender também o processo para o réu que se en- contra bem de saúde, motivo pelo qual os processos devem ser desmembrados, suspendendo-se apenas o relativo ao réu doente.

Fuga de um dos Réus Por fim, temos o § 2º, que trata da fuga de um dos réus. Aqui, é necessário ana- lisar se é possível que o réu possa ser julgado à revelia. Se for possível, a junção pode ser realizada normalmente. No entanto, se for um caso em que o julga-

mento à revelia não é permitido, deve ocorrer a disjunção dos processos.

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Casos de Separação Facultativa NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas
Casos de Separação Facultativa NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Casos de Separação Facultativa

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Existem ainda casos em que, embora a separação não seja obrigatória, o legis-

lador previu a possibilidade de separação dos feitos. Note que estamos diante de

uma faculdade, e não de uma obrigação.

Art. 80. Será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo exces- sivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.

motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação. Esses casos são simples – basta que você

Esses casos são simples – basta que você conheça o rol que pode ensejar a se-

paração facultativa dos processos.

A única observação realmente importante é que a separação facultativa dos

processos pode ser reconhecida de ofício pelo juiz ou arguida pelas partes.

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P erpetuação da Jurisdição NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas
P erpetuação da Jurisdição NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Perpetuação da Jurisdição

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A perpetuação da jurisdição (perpetuatio jurisdictionis) está prevista no art. 81

do CPP:

Art. 81. Verificada a reunião dos processos por conexão ou continência, ainda que no processo da sua competência própria venha o juiz ou tribunal a proferir sentença abso- lutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na sua competên- cia, continuará competente em relação aos demais processos.

No caso do art. 81, ocorreu o seguinte: alguns processos foram reunidos, por

conexão ou continência. Entretanto, no que diz respeito ao processo que causou a

atração (ou seja, que determinou a escolha de competência que prevaleceu sobre

as demais), o juiz proferiu uma sentença absolutória ou desclassificou a infração

para outra, que não é de sua competência.

Nessa situação, o que deve acontecer com os processos que foram atra-

ídos, e que não estão em seu juízo de origem?

A resposta é simples: eles deverão continuar sob a competência do juízo

atual, por força do art. 81 do CPP.

Até aí a definição é bastante simples, certo? No entanto, como toda boa regra,

a do art. 81 também possui uma exceção, prevista em seu parágrafo único, espe-

cificamente para os casos do Tribunal do Júri:

Parágrafo único. Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou conti- nência, o juiz, se vier a desclassificar a infração ou impronunciar ou absolver o acusado, de maneira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Ou seja, temos um
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Ou seja, temos um

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Ou seja, temos um processo com delitos conexos a um crime doloso contra a

vida (Exemplo: um estupro conexo com um homicídio doloso). Inicialmente, por-

tanto, os processos serão unidos e encaminhados ao Tribunal do Júri (cuja compe-

tência prevalece sobre a justiça comum, como você já sabe).

Entretanto, caso o juiz-presidente verifique, por algum motivo, que não há

mais a competência do júri para atuar no caso (por exemplo, comprova-se

que o homicídio foi culposo), o júri não poderá continuar atuando no julgamen-

to, de modo que os processos deverão ser remetidos ao juízo competente!

Portanto, note que ocorreu o contrário do que se aplica aos casos regulares, nos

quais o processo continuaria sob a tutela do juízo mesmo após sua desclassificação

e o reconhecimento da competência de outro órgão jurisdicional.

Avocação de Processos

Em alguns casos, embora exista uma situação de conexão ou continência, pro-

cessos diferentes serão instaurados. Nessa situação, o juízo prevalente (aquele no

qual deveria tramitar a união de todos os processos relacionados) deverá avocar

(chamar para si) os processos instaurados em outros juízos!

(chamar para si) os processos instaurados em outros juízos! A existência de sentença definitiva impede a

A existência de sentença definitiva impede a avocação de um determinado

processo.

Quanto à exceção acima, tome cuidado: segundo a doutrina, sentença definitiva

não é sinônimo de trânsito em julgado. Sentença definitiva, nesse caso, quer dizer

simplesmente que a primeira fase processual foi encerrada!

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Prevenção – Art. 83 NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas
Prevenção – Art. 83 NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Prevenção – Art. 83

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Você com certeza se lembra de que falamos que a prevenção é o coringa das

situações de conflitos processuais. Quando as regras gerais não forem suficientes

para solucionar os conflitos de competência e determinar em qual juízo devem tra-

mitar os processos, a solução vem da prevenção:

Art. 83. Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver an- tecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa (arts. 70, § 3º, 71, 72, § 2º, e 78, II, c).

Entretanto, é importante também conhecer a Súmula n. 706 do STF, que trata

sobre o assunto:

Súmula n. 706 do STF É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por prevenção.

Ou seja, se durante um processo não for corretamente observada a compe-

tência definida por prevenção, a nulidade não será absoluta (apenas relativa), de

modo que, para ser arguida, irá depender da comprovação de que houve prejuízo!

Foro por Prerrogativa de Função

Por fim, temos a previsão contida entre os artigos 84 e 87 do CPP. Tratamos,

é claro, do foro por prerrogativa de função (popularmente chamado de foro

privilegiado).

O CPP não aborda todas as regras específicas para cada cargo – pois quem o

faz é a Constituição da República –, o que acaba transferindo a abordagem mais

pesada sobre esse assunto para a disciplina de Direito Constitucional.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Em Direito Processual Penal,
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Em Direito Processual Penal,

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

Em Direito Processual Penal, o que o examinador costuma fazer é cobrar a lite-

ralidade dos artigos do CPP, os quais estão transcritos abaixo:

Art. 84. A competência pela prerrogativa de função é do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, dos Tribunais Regionais Federais e Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, relativamente às pessoas que devam responder perante eles por crimes comuns e de responsabilidade.

Art. 85. Nos processos por crime contra a honra, em que forem querelantes as pessoas que a Constituição sujeita à jurisdição do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais de Apelação, àquele ou a estes caberá o julgamento, quando oposta e admitida a exceção da verdade.

Recomendações Práticas

Se você seguir na leitura do CPP (dos artigos 88 até o 91), irá se deparar com

regras de aplicação da lei processual no espaço.

Gostaria de observar que tais normas raramente são objeto de prova, salvo a

literalidade dos artigos (e mesmo assim não é comum essa abordagem).

Isso ocorre pois, em relação à aplicação da lei no espaço (tanto penal quanto

processual), o examinador historicamente prefere cobrar as previsões do Código

Penal (art. 6º, Territorialidade e Extraterritorialidade).

Por esse motivo, recomenda-se que você faça a leitura dos artigos 88, 89, 90

e 91 para conhecer o texto de lei, mas que foque seus estudos na aplicação da lei

penal no espaço se esse for um dos tópicos do seu conteúdo programático.

Dito isso, a última dica de hoje é a seguinte: combine o estudo de conceitos,

jurisprudência e doutrina presentes nessa aula com a leitura da lei seca. Acredite,

essa combinação faz toda a diferença na hora da prova, pois te prepara para todo

tipo de questão que o examinador pode vir a elaborar!

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Brocardos Jurídicos NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas RESUMO •
Brocardos Jurídicos NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas RESUMO •

Brocardos Jurídicos

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

RESUMO

Brocardos Jurídicos são pensamentos sintetizados em uma única sentença,

expressando uma conclusão reconhecida como verdade!

Da mihi factum, dabo tibi ius”: dá-me os fatos, que te darei o Direito. Dire-

tamente ligado ao conceito de jurisdição.

Conceitos

Jurisdição é o poder do Estado de aplicar o Direito a um caso concreto.

Competência é a medida da jurisdição.

Todo juiz tem jurisdição. Nem todo juiz tem competência.

Características da Jurisdição

Inércia: em regra, um Juiz não atua de ofício – deve ser PROVOCADO para

tal. Ou seja, a prestação jurisdicional deve ser solicitada ao Estado.

Existência de lide: deve existir um conflito de interesses (uma lide) para que

possa ocorrer a prestação jurisdicional.

Substitutividade: a vontade do Estado substituirá a vontade das partes para

a resolução do conflito.

Imutabilidade: a sentença conclui o exercício da jurisdição, o que, via de re-

gra, tem caráter definitivo.

Atuação do Direito: é o objetivo da prestação jurisdicional, que se realiza na

aplicação do Direito ao caso concreto.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Princípios Específicos da
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Princípios Específicos da

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Princípios Específicos da Jurisdição

Douglas Vargas Princípios Específicos da Jurisdição O conteúdo desta aula em pdf é licenciado para FRANCISCO

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Prorrogação de Competência •
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Prorrogação de Competência •

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Prorrogação de Competência • A competência

Prorrogação de Competência

A competência processual, via de regra, é improrrogável, ou seja, deve ser

exercida exclusivamente pelo juízo competente.

Competência Absoluta

Competência absoluta não admite prorrogação!

Existem três casos:

Competência Funcional:

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas • Competência por prerrogativa
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas • Competência por prerrogativa

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas • Competência por prerrogativa de função •

Competência por prerrogativa de função

Competência em razão da matéria.

Competência Relativa

A competência territorial é o único caso de competência relativa prevista no

Direito Processual Penal.

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Espécie de Competências • Em razão da matéria: – Tribunal do Júri; – Justiça Militar;
Espécie de Competências • Em razão da matéria: – Tribunal do Júri; – Justiça Militar;

Espécie de Competências

Em razão da matéria:

Tribunal do Júri;

Justiça Militar;

Justiça Eleitoral;

Justiça Federal.

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Competências Territoriais

A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar

a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.

Tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

Prevenção

No Direito Processual Penal, a prevenção é uma prefixação de competência, concedida ao juiz que primeiro tomar conhecimento da infração penal e pra- ticar um ato ou tomar uma medida no processo ou inquérito.

Distribuição

Sorteio utilizado para sanar um conflito de competência quando existem dois juízes igualmente competentes.

Continência

A competência será determinada pela continência quando:

duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração;

no caso de infração cometida nas condições previstas nos arts. 51, § 1º,

53, segunda parte, e 54 do Código Penal.

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Conexão • A conexão pode ser: NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof.
Conexão • A conexão pode ser: NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof.

Conexão

A conexão pode ser:

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Prevalência de Foro Art. 78, I • Competência do

Prevalência de Foro

e Competência Prof. Douglas Vargas Prevalência de Foro Art. 78, I • Competência do Júri prevalece

Art. 78, I

Competência do Júri prevalece sobre outras competências.

Única exceção é a de concurso entre crimes de competência do júri e de competência da Justiça Militar ou Eleitoral (nesse caso, os feitos devem permanecer separados).

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, II •
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, II •

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, II • Mesma categoria significa juízes aptos
PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas Art. 78, II • Mesma categoria significa juízes aptos

Art. 78, II

Mesma categoria significa juízes aptos a julgar os mesmos tipos de causas (como, por exemplo, dois juízes de primeiro grau).

Nesse caso, segue-se uma lista de prioridades, na seguinte ordem:

foro do local da infração mais grave, foro onde foi cometido o maior número de crimes, e, caso permaneça o conflito, prevenção.

Art. 78, III

O inciso III é o mais simples e conhecido, pois trata do conflito entre jurisdições superiores e inferiores. Ocorre nos casos de foro por prer- rogativa de função. Imagine crimes conexos praticados por um indiví- duo com foro no STJ e outro com foro comum: os feitos serão unidos e prevalecerá a competência do STJ para julgar o caso.

e prevalecerá a competência do STJ para julgar o caso. Art. 78, IV • Quando houver

Art. 78, IV

Quando houver conflito entre a jurisdição especial (como a eleitoral, por exemplo) e a jurisdição comum, prevalecerá a especial.

Logo, em concurso entre crimes eleitorais e crimes comuns, a Justiça Eleitoral deverá julgar todos os delitos.

a Justiça Eleitoral deverá julgar todos os delitos. Casos de Separação Obrigatória • Justiça comum e

Casos de Separação Obrigatória

Justiça comum e de menores;

superveniência de enfermidade mental;

fuga de um dos réus.

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Separação Facultativa NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo
Separação Facultativa NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo

Separação Facultativa

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PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas O conteúdo desta aula em pdf é licenciado para

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas QUESTÕES DE CONCURSO 1.
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas QUESTÕES DE CONCURSO 1.

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QUESTÕES DE CONCURSO

1. (VUNESP/TJ-MS/JUIZ) e acordo com o artigo 80, do Código de Processo Penal,

nos processos conexos, será facultativa a separação quando

a) as infrações tiverem sido praticadas em circunstâncias de tempo ou lugar di-

ferentes, ou, quando pelo excessivo número de acusados e para não lhes prolon-

gar a prisão provisória, ou por outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente

a separação.

b) venha o juiz ou tribunal a proferir sentença absolutória ou que desclassifique a

infração para outra que não se inclua na sua competência.

c) houver corréu em local incerto ou não sabido ou foragido que não possa ser

julgado à revelia, ainda que representado por defensor constituído e regular-

mente citado.

d) concorrerem jurisdição comum e do juízo falimentar.

e) em relação a algum corréu, por superveniência de doença mental, nos termos

do artigo 152 do Código de Processo Penal, ainda que indispensável a suspensão

do processo para instauração de incidente de insanidade mental.

2. (VUNESP/PC-CE/DELEGADO) A competência para a ação penal, caso

a) desconhecido o domicílio do ofendido, será estabelecida pelo local da infração.

b) desconhecido o local da infração, será estabelecida pela residência ou domicílio

do réu.

c) desconhecido o domicílio do réu, será estabelecida pela prevenção.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas d) se trate de
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d) se trate de ação privada, ficará a cargo do querelante, que pode escolher entre

o local da infração e o da sua própria residência.

e) se trate de crime tentado, será fixada no lugar onde deveria ter se consumado

a

infração.

3.

(VUNESP/TJ-PA/ANALISTA JUDICIÁRIO) Determina o caput do art. 70 do CPP

que nos crimes consumados, como regra, a competência para julgamento será de-

terminada pelo lugar em que se consumar a infração. No caso de tentativa,

a)

pelo domicílio do ofendido.

b)

pelo domicílio do acusado.

c)

pela prevenção.

d)

pelo lugar onde deveria ter se consumado a infração.

e)

pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.

4.

(VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Tratando-se de infração continuada ou permanente, prati-

cada em território de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo(a)

a)

prevenção.

b)

lugar da infração.

c)

conexão ou continência.

d)

distribuição.

5.

(VUNESP/CÂMARA-SP/ADVOGADO) Em relação às regras de competência pre-

vistas no Código de Processo Penal, é correto afirmar que

a) a competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a

infração praticada em território nacional, ou no caso de tentativa, pelo lugar em

que for praticado o primeiro ato de execução.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas b) quando incerto o
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas b) quando incerto o

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b) quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando in-

certa a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas

ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pelo domicílio ou residência do réu.

c) nos casos de exclusiva ação privada, o querelante pode rá eleger o foro de do-

micílio ou da residência do réu, somente se desconhecido o lugar da infração

d) a competência será determinada pela conexão quando duas ou mais pessoas

forem acusadas pela mesma infração.

e) tratando-se de infração continuada ou permanente, praticada em território de

duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.

6. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) No caso de roubo praticado na cidade de São Paulo contra

agência bancária da Caixa Econômica Federal, em que tenha havido a subtração de

dinheiro do caixa, a competência para a ação penal é da

a) Justiça Federal.

b) Justiça Estadual.

c) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, observada a regra da prevenção.

d) Justiça Federal ou da Justiça Estadual, conforme o inquérito tenha sido condu-

zido pela Polícia Federal ou pela Polícia Estadual.

7. (VUNESP/PC-SP/DELEGADO) A perpetuatio jurisdictionis é aplicável

a) aos casos de conexão ou continência.

b) somente nos casos de conexão.

c) somente aos processos do Tribunal do Júri.

d) aos casos de competência funcional.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 8. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA) Para
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 8. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA) Para

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8. (VUNESP/MPE-SP/ANALISTA) Para delimitação de competência, entende-se por

foro supletivo ou foro subsidiário, previsto no artigo 72, caput, do Código de Pro-

cesso Penal,

a) o do juízo prevento, na infração continuada ou permanente, praticada em terri-

tório de duas ou mais jurisdições.

b) o do lugar da infração à qual cominada pena mais grave.

c) o de domicílio ou residência do réu, porque desconhecido o lugar da infração

penal.

d) o da residência da vítima, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da

consumação do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de

execução.

e) o do juízo da distribuição, porque desconhecidos o paradeiro do réu, o local da

consumação do delito e, na tentativa, o lugar em que praticado o último ato de

execução.

9. (VUNESP/TJ-SP/JUIZ) Em única denúncia, em aparente conexão, foi imputada

a José a prática de três furtos ocorridos em Campinas e de um roubo ocorrido em

Americana, este em maio e aqueles em abril do corrente ano. Nessa hipótese, a

competência para decidir sobre o eventual recebimento da denúncia e instauração

da respectiva ação penal é

a) do Juízo Criminal da Comarca de Campinas.

b) do Juízo Criminal da Comarca de Americana.

c) determinada pela prevenção.

d) do Juízo Criminal a quem a denúncia for endereçada.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 10. (FCC/TRE-SP/ANALISTA) Xisto,
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 10. (FCC/TRE-SP/ANALISTA) Xisto,

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

10. (FCC/TRE-SP/ANALISTA) Xisto, policial militar rodoviário no exercício da fun-

ção, resolve em um único dia de trabalho praticar três crimes de corrupção passiva,

utilizando para tanto o mesmo modus operandi, solicitando dinheiro de condutores

de veículos para não fazer a autuação administrativa pelo excesso de velocidade. O

primeiro crime é praticado às 09h na cidade de Guarulhos. O segundo é praticado

às 12h na cidade de Mogi das Cruzes. E o terceiro é praticado às 14h na cidade de

Jacareí, onde Xisto é preso em flagrante por policiais civis, prisão esta analisada

e mantida pelo Magistrado competente daquela comarca. Xisto é denunciado pelo

Ministério Público da comarca de Jacareí pelos três crimes de corrupção passiva.

Sobre o caso hipotético apresentado e à luz do Código de Processo Penal, a com-

petência da comarca de Jacareí foi determinada

a) por conexão.

b) por continência.

c) por prevenção.

d) pela prerrogativa de função.

e) pelo lugar da infração.

11. (FCC/DPE-BA/DEFENSOR PÚBLICO) De acordo com norma expressa do Código

de Processo Penal, são fatores que determinam a competência jurisdicional:

a) O local da residência da vítima e a natureza da infração.

b) A prevenção e o local da prisão.

c) A prerrogativa de função e o domicílio ou residência do réu.

d) O local da investigação e a conexão ou continência.

e) O local da prisão e o local da infração.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 12. (FCC/TRE-AP/ANALISTA) Tacito
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 12. (FCC/TRE-AP/ANALISTA) Tacito

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

12. (FCC/TRE-AP/ANALISTA) Tacito comete um crime de roubo com emprego de

arma de fogo na comarca de Macapá, subtraindo um veículo e pertences da vítima.

Consumado o roubo, que tem pena cominada de 04 a 10 anos de reclusão, Tacito

é preso em flagrante na comarca de Mazagão, quando entregava toda a res furtiva

para seus amigos José e Manoel, que também são presos em flagrante, estes últi-

mos por crime de receptação (pena de 01 a 04 anos de reclusão). A competência

para processamento e julgamento da ação penal contra Tacito, José e Manoel de-

terminar-se-á pela

a) continência e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante

dos três indivíduos.

b) conexão e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais

grave é cominada.

c) prevenção e poderá ser tanto da comarca de Macapá quanto da comarca de

Mazagão.

d) continência e será da comarca de Macapá, onde ocorreu o crime cuja pena mais

grave é cominada.

e) conexão e será da comarca de Mazagão, onde ocorreu a prisão em flagrante dos

três indivíduos.

13. (FCC/TRE-SE/ANALISTA) Bráulio, Rodolfo, Ricardo e Benício, todos residentes

na cidade de Barra dos Coqueiros − SE, planejam o sequestro de um empresário de

uma grande empresa da cidade de Aracaju. No dia 13 de Janeiro de 2015 o plano

é executado e o empresário é arrebatado quando saía do seu local de trabalho e

levado para o cativeiro na cidade de Maruim − SE, onde permaneceu por sete dias

até o pagamento do resgate e libertação, esta última em uma rua deserta na cidade

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas de Barra dos Coqueiros.
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de Barra dos Coqueiros. Iniciada investigação criminosa, os quatro criminosos aca-

bam presos. Instaurada a ação penal, pelo referido crime permanente de extorsão

mediante sequestro, a competência para processar e julgar a ação penal será

a) da comarca de Barra dos Coqueiros, onde foi praticado o último ato executório.

b) das comarcas de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Maruim e firmar-se-á pela pre-

venção.

c) da comarca de Aracaju, onde o crime foi praticado.

d) da comarca de Maruim, onde a maior parte do crime foi executada.

e) firmada pela continência entre as comarcas de Aracaju e Maruim.

14. (FCC/TRT15/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Quando duas ou mais pessoas forem acu-

sadas pela prática da mesma infração penal e quando a prova de uma infração

penal ou de qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra

infração penal, justifica-se a fusão dos processos pela

a) continência e conexão, respectivamente.

b) conexão e continência, respectivamente.

c) continência.

d) conexão intersubjetiva.

e) conexão instrumental

15. (FCC/TJ-PE/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) O Código de Processo Penal

brasileiro, ao tratar da competência jurisdicional por conexão ou continência, de-

termina a observância da seguinte regra:

a) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição co-

mum, prevalecerá esta última.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas b) no concurso de
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas b) no concurso de

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b) no concurso de jurisdições da mesma categoria, preponderará a do lugar da infra-

ção à qual for cominada a pena mais grave, exceto no caso de crimes conexos de com-

petência federal e estadual, em que a competência será sempre da Justiça Federal.

c) no concurso entre a jurisdição comum e a especial, prevalecerá aquela.

d) a conexão e continência importam unidade de processo e julgamento, sem

exceção.

e) é obrigatória a separação dos processos quando as infrações tiverem sido pra-

ticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes.

16. (FCC/DPE-AM/DEFENSOR PÚBLICO) Em relação à competência em processo

penal, é correto afirmar que

a) será determinada pela continência quando a prova de uma infração ou de qual-

quer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração.

b) é absoluta a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por

prevenção.

c) será facultativa a separação dos processos quando as infrações tiverem sido

praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, ou, quando pelo ex-

cessivo número de acusados e para não lhes prolongar a prisão provisória, ou por

outro motivo relevante, o juiz reputar conveniente a separação.

d) nos casos de ação penal de iniciativa pública, não sendo conhecido o lugar da

infração, a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do ofendido.

e) na determinação da competência por conexão ou continência, no concurso entre

a jurisdição especial e a comum, prevalecerá esta, em regra.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 17. (FCC/MPE-PE/ANALISTA) A
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 17. (FCC/MPE-PE/ANALISTA) A

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17. (FCC/MPE-PE/ANALISTA) A doutrina denomina conexão instrumental a que

ocorre quando

a) uma infração tiver sido praticada para facilitar ou ocultar outra.

b) duas ou mais infrações forem praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas

reunidas.

c) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares

influir na prova de outra infração.

d) duas ou mais infrações forem praticadas por várias pessoas em concurso, em-

bora diverso o tempo e o lugar.

e) uma infração tiver sido praticada para conseguir impunidade ou vantagem de

outra.

18. (FCC/TRF 2/TÉCNICO JUDICIÁRIO) Tício resolveu matar seu desafeto Cícero.

Deu início à execução do homicídio em São José dos Campos/SP, onde efetuou

disparos de arma de fogo contra o veículo em que este se encontrava. Cícero con-

seguiu fugir e, perseguido, foi novamente alvejado por Tício em São Sebastião/SP,

Caraguatatuba/SP, Ubatuba/SP e Angra dos Reis/RJ, local em que, face à aproxi-

mação de viaturas policiais, não conseguiu dar prosseguimento à empreitada cri-

minosa. Nesse caso, a competência para processar e julgar o ilícito penal cometido

por Tício será o Juízo de Direito da Comarca de

a) São José dos Campos/SP.

b) Ubatuba/SP.

c) Caraguatatuba/SP.

d) São Sebastião/SP.

e) Angra dos Reis/RJ.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 19. (FCC/TJ-RJ/ANALISTA
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 19. (FCC/TJ-RJ/ANALISTA

NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas

19. (FCC/TJ-RJ/ANALISTA JUDICIÁRIO) Em relação à competência, é correto afir-

mar que

a) será, de regra, determinada pelo domicílio ou residência do réu.

b) não sendo conhecido o domicílio ou residência do réu, a competência será do

lugar da infração.

c) será determinada pela conexão no caso de infrações cometidas em concurso

forma

d) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição co-

mum, prevalecerá a competência do outro órgão da jurisdição comum.

e) a conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento, salvo

no concurso entre a jurisdição comum e a do juízo da infância e da juventude.

20. (FCC/TJ-AP/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS) Tratando-se de infração per-

manente, praticada em território de duas ou mais jurisdições, a competência

a) será determinada pelo local em que foi praticado o último ato de execução antes

da prisão do agente.

b) será determinada pelo local em que tiver sido praticado o maior número de atos

de execução.

c)

será determinada pelo local em que ocorreu a consumação.

d)

firmar-se-á pela prevenção.

e)

será determinada pelo local do domicílio ou residência da vítima.

21.

(FCC/NOSSA CAIXA/ADVOGADO) A competência será determinada pela conti-

nência quando

a) a prova de uma infração ou de qualquer de suas circunstâncias elementares

influir na prova de outra infração.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas b) duas ou mais
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas b) duas ou mais

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b) duas ou mais infrações houverem sido umas praticadas para facilitar ou ocultar

as outras, ou para conseguir impunidade ou vantagem em relação a qualquer delas.

c) duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração.

d) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias

pessoas, umas contra as outras.

e) duas ou mais infrações houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias

pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e

o lugar.

22. (FCC/DPE-PA/DEFENSOR PÚBLICO) Na determinação da competência por co-

nexão ou continência, no concurso de jurisdições da mesma categoria, será obser-

vada a seguinte regra:

a) preponderará a do lugar da infração, à qual for cominada a pena mais grave.

b) no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição co-

mum, prevalecerá a competência do júri.

c) no concurso entre a justiça militar e a comum prevalecerá a da justiça castrense.

d) prevalecerá a do lugar em que houver ocorrido o maior número de infrações.

e) firmar-se-á a competência pela prevenção, em qualquer caso.

23. (FCC/DPE-MA/DEFENSOR) A competência fixada pela circunstância de duas ou

mais pessoas serem acusadas pela mesma infração é determinada

a) pela prevenção.

b) por conexão.

c) pela natureza da infração.

d) pela continência.

e) por distribuição.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 24. (CESPE/PC-PE/ESCRIVÃO DE
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 24. (CESPE/PC-PE/ESCRIVÃO DE

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24. (CESPE/PC-PE/ESCRIVÃO DE POLÍCIA) No que se refere ao lugar da infração,

a competência será determinada

a) pelo domicílio do réu, no caso de infração permanente praticada no território de

duas ou mais jurisdições conhecidas.

b) pela prevenção, no caso de infração continuada praticada em território de duas

ou mais jurisdições conhecidas.

c) de regra, pelo local onde tiver sido iniciada a execução da infração, ainda que a

consumação tenha ocorrido em outro local.

d) pelo local onde tiver começado o iter criminis, no caso de tentativa.

e) pelo lugar em que tiver sido iniciada a execução no Brasil, se a infração se con-

sumar fora do território nacional.

25. (FGV/PREFEITURA-MT/TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR – DIREITO) Gabriel, pre-

so em flagrante em Rondônia, residente da cidade do Cuiabá, foi denunciado, pe-

rante o juízo competente, pela prática de diversos delitos em conexão probatória,

sendo que todos os fatos ocorreram no mesmo dia e no Estado de Mato Grosso.

Foi a ele imputada a prática de 03 (três) delitos de furto (pena: 01 a 04 anos de

reclusão e multa), que aconteceram na cidade de Alta Floresta, 01 (um) crime de

roubo (pena: 04 a 10 anos de reclusão e multa), ocorrido em Sinop, e 01 (um)

crime de resistência (pena: 02 meses a 02 anos de detenção), praticado em São

Félix do Araguaia.

Considerando tais informações, é correto afirmar que Gabriel foi denunciado peran-

te o juízo criminal da seguinte cidade:

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 26. (FGV/PC-MA/DELEGADO) Com
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26. (FGV/PC-MA/DELEGADO) Com relação ao instituto da competência, analise as

afirmativas a seguir.

I. Na continência, existe pluralidade de agentes e unidade de crime. Já a conexão

pode ser identificada em situações de pluralidade de crimes e unidade ou plurali-

dade de agentes.

II. A conexão intersubjetiva por reciprocidade é aquela em que duas ou mais infra-

ções são praticadas ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas.

III. A conexão intersubjetiva concursal ocorre quando duas ou mais infrações fo-

rem cometidas por várias pessoas em concurso, ainda que não estejam na mesma

situação de tempo e lugar.

Assinale:

a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.

c) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

d) se somente a afirmativa I estiver correta.

e) se somente a afirmativa II estiver correta.

27. (FUNDATEC/IGP-RS/TÉCNICO) Segundo disposto no Código de Processo Penal,

o que determina a competência jurisdicional é, EXCETO a:

a) Natureza da infração.

b) Litispendência.

c) Distribuição.

d) Conexão ou continência.

e) Prerrogativa de função.

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 28. (IBADE/PC-AC/ESCRIVÃO DE
NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas 28. (IBADE/PC-AC/ESCRIVÃO DE

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28. (IBADE/PC-AC/ESCRIVÃO DE POLÍCIA) A competência será determinada pela

conexão:

a) quando duas ou mais pessoas foram acusarias pela mesma infração.

b) nos casos de infração cometida em erro de execução ou resultado diverso do

pretendido.

c) se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo

tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora

diverso o tempo e o lugar, ou por várias pessoas, umas contra as outras.

d)

nos casos de concurso formal.

e)

nos casos de crime continuado

29.

(CESPE/TJ-PR/JUIZ) Acerca da divisão do exercício da jurisdição entre os di-

versos órgãos jurisdicionais, assinale a opção correta.

a) A competência será determinada pela conexão, quando duas ou mais pessoas

forem acusadas pela mesma infração.

b) Caso desclassifique infração que tenha dado causa à conexão, o juiz continuará

competente para julgar os delitos remanescentes e os corréus, haja vista a regra

da perpetuatio jurisdictionis.

c) Nos crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da

capital da República, independentemente de o acusado ter residido ou não no Brasil.

d) Os domicílios do réu e da vítima são critérios de determinação da competência

jurisdicional.

30. (TRF 2/TRF 2/JUIZ FEDERAL) Analise as assertivas sobre a competência penal

e, depois, marque a opção correta:

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NOÇÕES DE DIREITO PROCESSUAL PENAL Jurisdição e Competência Prof. Douglas Vargas I – A conexão
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I – A conexão entre crimes da competência da Justiça Federal e da Estadual não

enseja a reunião dos feitos;

II – São requisitos para o deferimento do incidente de deslocamento de compe-

tência para a Justiça Federal a grave violação de direitos humanos, a necessidade

de assegurar o cumprimento, pelo Brasil, de obrigações decorrentes de tratados

internacionais e a incapacidade de o estado membro, por suas instituições e auto-

ridades, levar a cabo, em toda a sua extensão, a persecução penal.

III - Se cometidos durante o horário de expediente, compete à Justiça Federal jul-