Fonte: Capítulo II do livro “O Ensino da Filosofia no Ensino Médio”, do
autor Evandro Ghedin
Ivo S. G. Reis – Acadêmico de Filosofia, 6º semestre – FACH/UFMS
ivosgreis@globo.com
Resumo do Capítulo
Da leitura de todo o capítulo 2 do livro sob análise, verificamos
que ele prioriza as metodologias do ensino da linguagem, com
enfoque maior na necessidade de que, tanto professor, como
aluno, aprendam a ler, escrever, interpretar e argumentar.
Preconiza que, com essas habilidades bem desenvolvidas, e
com boas metodologias de ensino para transmiti-las aos alunos,
seja possível praticar e ensinar filosofia, ensino que, como se
sabe, não é fácil, por ser a disciplina composta de conteúdos
diversos, alguns bastante subjetivos.
A principal ferramenta para atingir esse propósito, segundo o
autor, é o uso da linguagem, tal como inserida e interpretada
pela “filosofia da linguagem”. Por isso, já que o autor a
enfatiza, vamos conceituar e falar um pouco sobre esse assunto.
As recomendações
iniciais do autor:
Vimos, nos slides precedentes, a importância da linguagem, para efeito de
transmissão de conhecimento e aprendizagem. Todos nós, de um modo, geral supomos ter
conhecimento do significado da palavra “linguagem”. E de fato temos, mas no sentido
comum do termo. Já o conceito filosófico de linguagem é bem mais abrangente e de
maior complexidade de entendimento.
No sentido comum, “linguagem é o uso da língua como
forma de expressão e comunicação entre as pessoas” (isto é o
que todos sabemos). A linguagem pode ser verbal (oral e escrita, geralmente utilizando
palavras e verbos) e não-verbal (placas, signos, símbolos, imagens, etc, sem palavras)
ou mista (charges, cartoons, mensagens publicitárias).
No sentido filosófico, o conceito de linguagem não possui uma definição
universal ou mesmo consensual, variando muito. Assim, seus conceitos só podem ser
tirados por inferência, dependendo da área em que está sendo utilizada. Contudo, o
conceito filosófico de linguagem deve ampliar e detalhar a definição de sentindo comum,
estabelecendo relações entre a linguagem e a área de estudo em que é aplicada.
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I - NÃO VERBAL
Corporal
Gestual
Simbólica
Existem outras formas de linguagem não-verbal, como as imagens,
quadros, pinturas, desenhos, sons, obras de arte, música
instrumental, linguagens de programação, linguagem musical, etc.
Seria desnecessário e cansativo exemplificá-las todas aqui, porque
podem ser facilmente intuídas pelo aluno. Julgamos, pois, que as
explicações fornecidas são suficientes para o entendimento desta
parte da aula.
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II - VERBAL
ORAL OU FALADA ESCRITA
Na comunicação oral podemos citar ainda a comunicação falada por
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telefone, rádio ou celular ; e na escrita, as comunicações por fax, e-
mail, whatsapp, telegramas, boletos bancários, etc.
III - MISTA
Aqui se incluem novas formas de linguagem de comunicação que usam combinações das outras
duas formas, como por exemplo, a TV, as revistas, jornais e gibis com com ilustrações, as
charges, as tirinhas, as placas, os banners publicitários, etc.
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Uma vez que os alunos já compreenderam o que é linguagem, e qual a
sua importância na comunicação e, em especial, na produção de
textos, chegou a hora de conhecer como o estudo e a divulgação do
pensamento filosófico evoluiu até os nossos dias.
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A LINGUAGEM COMO PRINCIPAL FERRAMENTA
PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS E ENSINO DA FILOSOFIA
“Filosofia da linguagem é o ramo da filosofia que estuda a
essência e natureza dos fenômenos linguísticos. Ela trata, de um
ponto de vista filosófico, da natureza do significado linguístico, da
referência, do uso da linguagem, do aprendizado da linguagem, da
criatividade dos falantes, da compreensão da linguagem, da
interpretação, da tradução, de aspectos linguísticos do pensamento e da
experiência.
As principais questões investigadas pela disciplina são: Como as frases
compõem um todo significativo? O que é o significado das "partes"
(palavras) das frases? Qual a natureza do significado? O que é o
significado? O que fazemos com a linguagem? Como a usamos
socialmente? Qual sua finalidade? Como a linguagem se relaciona com
a mente do falante e do intérprete? Como a linguagem se relaciona com
o mundo?” E O PRINCIPAL: como funciona o binômio pensamento x
linguagem na prática e ensino da filosofia?
(Fonte: Zica, João Paulo Uchoa. Filosofia da Linguagem. Disponível em: http://www.joseferreira.com.br/blogs/filosofia/nao-
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deixe-de-ler/filosofia-da-linguagem/ . Acesso em: 23 out 2017)
A MULTIPLICIDADE DE MÉTODOS DE ENSINO E A
CRIATIVIDADE DOS PROFESSORES
Existem muitos métodos de ensino, tais como o
tradicional, o construtivista, o montessoriano, o
Waldore e o Freinet, que podem e costumam também
ser adaptados para o ensino da filosofa. Isso não
impede, porém, que os professores usem sua
criatividade e combinem uma ou mais técnicas dos
outros métodos ou até criem novos, para o seu uso. Não
vamos tratar de cada um deles aqui, porque, no
momento, estão fora do escopo desta apresentação.
Vejamos como as coisas acontecem, na prática!
No próximo slide, vamos ver como isso é feito aqui na
UFMS. A partir daí, cabe aos estudantes refletir,
comparar os métodos e decidir qual adotar.
UM EXEMPLO CONCRETO DO USO DA LINGUAGEM
NAS METODOLOGIAS DO ENSINO FILOSÓFICO
Prof5
FIM DE APRESENTAÇÃO
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