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MANUAL

STC 5 Redes de Informação e Comunicação

Eduardo Ramos

2010-2011

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Índice

I. Evolução da comunicação humana

4

II. Sistemas

de

Comunicação

6

Introdução

6

Sistemas de Comunicação Via Cabo

7

Sistemas de Comunicação Via Rádio

8

As ondas electromagnéticas

8

Os diferentes tipos de radiações

11

Características das principais radiações

11

III. As comunicações Rádio na vida

quotidiana

17

IV. História e evolução das comunicações móveis

20

As gerações das comunicações móveis

 

20

SMS - A Evolução

25

V. Constituição

de

um

telemóvel

26

VI. Constituição

de

um

PDA

29

Introdução

29

Tipos de PDA

29

PDAs tradicionais

29

Telefones inteligentes

30

O que os PDAs fazem

31

Informações básicas

31

Sincronizar com PCs

31

Funções comuns

32

Acessórios

32

Componentes do PDA

32

Microprocessadores e memória

32

Sistemas operativos

33

Baterias

34

Visor LCD

35

Métodos de entrada

35

VII. O uso dos equipamentos de comunicação móvel na sociedade

37

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Pág. 3
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I.

Evolução da comunicação humana

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I. Evolução da comunicação humana Pág. 4 Ilustração 1 - Evolução da Comunicação - Desenho de

Ilustração 1 - Evolução da Comunicação - Desenho de Mike Keefe publicado no InToon.com, traduzido por Bruno Cardoso

Podemos explicar a história da existência humana através das etapas do desenvolvimento da comunicação. Sendo assim, essa evolução pode ser dividida em eras:

Era dos Símbolos e Sinais – começou há cerca de 90 mil anos atrás. Os hominídeos não falavam. Nesta era começou há cerca de 90 mil anos atrás. Os hominídeos não falavam. Nesta era utilizavam gestos, sons e outros sinais padronizados, os quais eram passados às novas gerações para que se pudesse viver socialmente. Devido às dificuldades de codificação, descodificação e memorização, conclui-se que era não era possível, nesta era, a formação de uma cultura relativamente complexa.

Era da fala – inicia-se há cerca de 35 a 40 mil anos atrás, acredita-se com o aparecimento inicia-se há cerca de 35 a 40 mil anos atrás, acredita-se com o aparecimento do Cro-Magnon que é marcado pela cultura oral, a fala, e possibilitou ao homem dar um salto no desenvolvimento humano, pois através da fala foi possível transmitir mensagens complexas, e também contestar aquilo que era exposto. Foi nesta época que o homem começou a incluir a arte como forma de expressão, transmissão de ideias e acontecimentos, sendo as pinturas rupestres as primeiras tentativas de armazenar informações.

Era Escrita – a escrita consolidou-se num período de tempo relativamente curto. Começou a ter sentido quando a escrita consolidou-se num período de tempo relativamente curto. Começou a ter sentido quando se criaram significados padronizados para as representações pictóricas, sendo este o primeiro passo para a criação da escrita. No início a alfabetização era restrita a especialistas e cada sociedade criou uma forma particular de escrita, tendo sido os sumérios quem primeiro transformou os sons em símbolos, ou seja, os caracteres passaram a representar sílabas. Este foi o primeiro passo para a escrita fonética.

Era da impressão – Com certeza que o invento de Gutenberg (Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, Mogúncia, Com certeza que o invento de Gutenberg (Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, Mogúncia, c. década de 1390 - 3 de Fevereiro de 1468, inventor e gráfico alemão que introduziu a forma moderna de

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impressão de livros) modificou a forma como desenvolvemos e preservamos nossa cultura. Mesmo com a perca do monopólio da escrita por padres, escribas, elites e eruditos, não era possível falar-se em uma grande massa alfabetizada. Através das transformações proporcionadas, foi possível a difusão da alfabetização, a contestação do poder da Igreja Católica, inicio da organização das empresas de comunicação, indústria livreira e imprensa (jornais e revistas).

Era da Comunicação de Massa – Inicia-se no século XIX com os jornais para pessoas comuns, e também com o Inicia-se no século XIX com os jornais para pessoas comuns, e também com o aparecimento dos media electrónicos, ou seja, comunicação de massa, aquela destinada ao grande público, tendo sua maior adopção com o surgimento do cinema, rádio e televisão, o que pode criar uma indústria cultural.

Era dos computadores ou era da informação – surge com a popularização dos computadores no uso quotidiano dos indivíduos. Essa é a surge com a popularização dos computadores no uso quotidiano dos indivíduos. Essa é a era recente em que o computador ainda está transformando a sociedade como os outros meios transformaram as outras eras.

II.

Sistemas de Comunicação

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Introdução

Os Sistemas de Comunicação são uma parte fundamental do quotidiano de todos nós, e muitas vezes usamo-los de uma forma tão intuitiva e estão tão banalizados que praticamente nem nos apercebermos da sua existência, história, meios técnicos e humanos por trás deles, etc.

Comecemos por definir Comunicação como sendo o processo de transferir informação, no espaço e no tempo, de um ponto, denominado fonte, ou Transmissor, para outro, denominado destino, ou Receptor. Um Sistema de Comunicação é o conjunto de mecanismos que permite processar a informação desde a fonte até ao destino. Um sistema de comunicação eléctrica é aquele que executa essa função através do uso de dispositivos, fenómenos e sinais eléctricos.

Conversor Canal Conversor Fonte de Transmissor de Receptor de Destino Entrada Transmissão Saída Ruido
Conversor
Canal
Conversor
Fonte
de
Transmissor
de
Receptor
de
Destino
Entrada
Transmissão
Saída
Ruido
Interferência
Distorção

Ilustração 2 - Elementos de um Sistema de Transmissão

Como mostra a Ilustração 2 temos vários elementos funcionais num Sistema de Comunicação completo, embora haja três elementos essenciais: o transmissor, o canal de transmissão e o emissor, desempenhando cada um uma função característica, podendo o Sistema de Comunicação ser visto de uma forma mais simplificada como mostra a Ilustração 3.

uma forma mais simplificada como mostra a Ilustração 3 . Ilustração 3 - Sistema de Comunicação

Ilustração 3 - Sistema de Comunicação simplificado

Este sistema onde intervêm apenas os três elementos principais é também o chamado triângulo da comunicação (Ilustração 4)

o chamado triângulo da comunicação ( Ilustração 4 ) Ilustração 4 - Triângulo da comunicação Os

Ilustração 4 - Triângulo da comunicação

Os Sistemas de Comunicação utilizam variados meios de transmissão, sendo comum a sua divisão em dois grandes grupos, conforme mostra a Ilustração 5.

Sistemas de Comunicação

mostra a Ilustração 5 . Sistemas de Comunicação Via Cabo Via Rádio Ilustração 5 – Grupos

Via Cabo

Via Rádio

Ilustração 5 Grupos dos Sistemas de Comunicação

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Sistemas de Comunicação Via Cabo

O meio de comunicação utilizado nestes sistemas é, como o próprio nome sugere, um cabo condutor, chamado linha de transmissão, seja ele um cabo cobre, cabo de fibra óptica ou outro (Ilustração 6)

Ilustração 6 - Cabo Coaxial (esquerda), Cabo de Fibra Óptica (centro), Cabo de Pares Entrançados
Ilustração 6 - Cabo Coaxial (esquerda), Cabo de Fibra Óptica (centro), Cabo de Pares Entrançados (direita)

As principais características deste sistema são:

Fiabilidade excelente e pouca flexibilidade para ampliações que não tenham sido previstas no projecto inicial(direita) As principais características deste sistema são: Necessidade de grandes investimentos para a implementação

Necessidade de grandes investimentos para a implementação da rede de cabos e respectivos equipamentos de comutaçãoque não tenham sido previstas no projecto inicial Estas características tornam estes sistemas adequados para

Estas características tornam estes sistemas adequados para comunicações de curta distância, principalmente nas regiões urbanas.

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Sistemas de Comunicação Via Rádio

Estes sistemas utilizam ondas electromagnéticas como elemento de ligação entre o Transmissor e o Receptor. Como estas ondas possuem a propriedade de irradiarem-se pelo espaço, dispensando e existência de quaisquer meios físicos para a transmissão, a sua implantação é muito facilitada.

Quando comparados com os Sistemas de Comunicação Via Cabo, os Sistemas de Comunicação Via Rádio apresentam as seguintes características:

Utilizam equipamentos electrónicos relativamente complexos para o processamento dos sinais necessários à operação do sistemaVia Rádio apresentam as seguintes características: A qualidade é menor e depende das condições de

A qualidade é menor e depende das condições de propagação da onda electromagnéticados sinais necessários à operação do sistema Em compensação, os custos de implantação são menores

Em compensação, os custos de implantação são menores para distâncias superiores a algumas dezenas de quilómetros, apresentando óptima flexibilidade para ampliaçõesdas condições de propagação da onda electromagnética Estas características tornam estes sistemas adequados para

Estas características tornam estes sistemas adequados para comunicações de longa distância e comunicações móveis, e é sobre este tipo de comunicações que nos iremos debruçar.apresentando óptima flexibilidade para ampliações As ondas electromagnéticas Como foi dito anteriormente os

As ondas electromagnéticas

Como foi dito anteriormente os Sistemas de Comunicação Via Rádio baseiam o seu funcionamento nas chamadas ondas electromagnéticas.

As comunicações rádio utilizam equipamentos que emitem sinais, que viajam sob a forma de ondas (Ilustração 7). Essa viagem designa-se por propagação do sinal rádio.

). Essa viagem designa-se por propagação do sinal rádio. Ilustração 7 – O sinal rádio propaga-se

Ilustração 7 O sinal rádio propaga-se sob a forma de ondas

O som também viaja (propaga-se) sob a forma de ondas sonoras, mas a semelhança, porém, acaba aí, pois o som corresponde a uma vibração mecânica que se transmite (propaga-se) e que por ser de natureza mecânica, só se pode deslocar em meios materiais (sólidos, líquidos ou gasosos).

A velocidade de propagação das ondas sonoras no ar à temperatura ambiente (+25º) é

de

346,3 m/s, normalmente referenciada como 340 m/s.

O

sinal rádio distingue-se do som, por ser de natureza electromagnética (e não

mecânica) não necessitando, portanto, de ar ou qualquer outro meio material para se propagar. Com efeito, os sinais rádio podem viajar no espaço fora da atmosfera terrestre onde não existe matéria.

As ondas de rádio e as ondas luminosas são casos especiais de ondas electromagnéticas, que diferem entre si na frequência (as ondas luminosas possuem frequência muito maior do que as ondas de rádio, ver Ilustrações 8 e 9). Todas as ondas electromagnéticas propagam-se com a mesma velocidade no vácuo.

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Pág. 9 Ilustração 8 - Espectro electromagnético, com fontes físicas, produção prática e espectro de luz

Ilustração 8 - Espectro electromagnético, com fontes físicas, produção prática e espectro de luz visível indicado

produção prática e espectro de luz visível indicado Ilustração 9 - Espectro electromagnético com o espectro

Ilustração 9 - Espectro electromagnético com o espectro de luz visível indicado

Em meios materiais a velocidade de propagação destas duas classes de ondas electromagnéticas podem ser diferentes, pois é comum que em meios materiais a velocidade de propagação das ondas electromagnéticas dependa da frequência. Esta dependência, por exemplo no vidro, já é perceptível até entre ondas luminosas com cores diferentes: o luz violeta propaga se um pouco menos rapidamente do que a luz vermelha. Este fenómeno de dependência da velocidade de propagação com a frequência é denominado dispersão.

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A velocidade de propagação da luz no vácuo é de 299.792,458 km/s, normalmente referenciada como 300.000 km/s, que é a máxima velocidade alcançada por uma onda electromagnética segundo a Teoria da Relatividade de Albert Einstein.

Todas as ondas podem ser descritas em termos da sua velocidade (de propagação), frequência, comprimento de onda e amplitude como ilustrado na Ilustração 10.

de onda e amplitude como ilustrado na Ilustração 10 . Ilustração 10 - Onda electromagnética e
de onda e amplitude como ilustrado na Ilustração 10 . Ilustração 10 - Onda electromagnética e

Ilustração 10 - Onda electromagnética e suas características

Podemos resumir as características das ondas electromagnéticas no seguinte:

São formadas por um campo eléctrico variável, E, e um campo magnético variável, B. Estes campos evoluem no espaço como uma onda, daí a designação de ― onda electromagnética ‖. O produto destes dois campos resu lta na densidade de de ―onda electromagnética‖. O produto destes dois campos resulta na densidade de potência, S

O campo eléctrico é perpendicular ao campo magnéticodestes dois campos resu lta na densidade de potência, S São ondas transversais (os campos são

São ondas transversais (os campos são perpendiculares à direcção de propagação)S O campo eléctrico é perpendicular ao campo magnético Propagam-se no vácuo com a velocidade "

Propagam-se no vácuo com a velocidade "c " c"

Podem propagar-se num meio material com velocidade menor que a obtida no vácuoPropagam-se no vácuo com a velocidade " c " Existem características particulares das ondas

Existem características particulares das ondas electromagnéticas que determinam as suas propriedades e aplicações, sendo as essenciais:meio material com velocidade menor que a obtida no vácuo o O comprimento de onda 

o

O comprimento de onda (letra grega lambda) é a distância entre dois pontos consecutivos. Consequentemente tem unidade de comprimento (m).

o

Frequência, f, é o número de cristas de ondas que passam em um dado ponto de referência por unidade de tempo. A unidade de frequência é igual ao inverso da unidade de tempo. Frequentemente usa-se a unidade denominada hertz (Hz), 1Hz = 1 s -1 . A frequência de 10 Hz significa que 10 cristas da onda passam por segundo em um dado ponto de referência. É o inverso do período (representa o número de períodos existentes na unidade de tempo f=1/T).

o

Amplitude, A, dá uma medida de intensidade dos campos, medindo-se nos casos do campo eléctrico em Volt por metro [V/m], e do campo magnético em Ampére por metro [A/m]. A densidade de potência vem expressa em Walt por metro quadrado [W/m²], medindo a potência transportada pela onda por unidade de área.

o

Direcção e velocidade de propagação, em espaço aberto, as ondas electromagnéticas propagam-se em linha recta com velocidade próxima de 300 000 km/s. Na vizinhança de obstáculos, como o relevo do terreno, espelhos de água, construções, etc., a direcção de propagação pode ser alterada por reflexão ou por difracção. A reflexão ou difracção sofridas por uma onda electromagnética, em geral modificam também a sua amplitude, mas não alteram a frequência. Modificam ainda a polarização da onda.

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o Polarização, o campo eléctrico oscila sobre uma direcção vertical, designada por polarização vertical (PV), em alternativa, é possível escolher convenientemente a orientação da fonte de forma a ter o campo eléctrico a oscilar sobre uma direcção horizontal, designada por polarização horizontal (PH). A esta orientação espacial dos campos electromagnéticos dá-se o nome de polarização.

O campo eléctrico em redor de um fio em um certo instante estará apontando num

sentido e, depois, no sentido contrário.

Esse campo eléctrico variável (E) irá gerar um campo magnético (B), que será também variável. Por sua vez, esse campo magnético irá gerar um campo eléctrico, e assim por diante.

Cada campo varia e gera outro campo que, por ser variável, gera outro campo: e está criada a perturbação electromagnética que se propaga através do espaço, constituída pelos dois campos em recíprocas induções.

Note que o campo eléctrico é perpendicular à direcção de propagação e o campo magnético também, o que comprova que a onda electromagnética é uma onda transversal.

Se existem n ondas por segundo passando por um ponto, e se o comprimento de onda

de cada onda é , a distância viajada pela onda em 1 segundo é igual ao produto f . ,

o que corresponde a sua velocidade de propagação, isto é: c = f.λ

Esta equação define qualquer onda electromagnética.

Os diferentes tipos de radiações

A comunicação rádio estabelece-se quando um equipamento (receptor) captar o sinal

rádio emitido por outro equipamento (emissor).

Porém, em cada ponto, existem milhões de sinais rádio provenientes de diversas fontes

e servindo distintas classes de utilizadores como, por exemplo: Bombeiros, Polícia, aeronáutica, Exército, Marinha, táxis, radioamadores, redes de transportes, radiodifusão, difusão de televisão, etc.

Entenda-se que as comunicações rádio não são apenas as comunicações que o ouvido humano pode captar. Dependendo da finalidade, equipamentos utilizados, distância pretendida de captação, débito de transmissão da informação, etc., podemos ter diferentes tipos de comunicação rádio num mesmo local de ―escuta‖.

Características das principais radiações

Ondas de Rádio

"Ondas de rádio" é a denominação dada às ondas desde frequências muito pequenas, até 10 12 Hz (1.000.000.000.000 Hz = 1 Tera Hz = 1THz), acima da qual estão os raios infravermelhos.

As ondas de rádio são geradas por osciladores electrónicos instalados geralmente em um lugar alto, para atingir uma maior região. Logo o nome "ondas de rádio" inclui as microondas, as ondas de TV, as ondas curtas, as ondas longas e as próprias bandas de rádio AM e FM.

Ondas de rádio propriamente ditas

As ondas de rádio propriamente ditas, que vão de 10 4 Hz (10.000 Hz = 10 kilo Hz = 10 kHz) a 10 7 Hz, (10.000.000 Hz = 10 Mega Hz = 10 MHz) têm comprimento de onda

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grande, o que permite que elas sejam reflectidas pelas camadas ionizadas da atmosfera superior (ionosfera).

pelas camadas ionizadas da atmosfera superior (ionosfera). Ilustração 11 - Reflexão de ondas rádio de 10

Ilustração 11 - Reflexão de ondas rádio de 10 4 Hz a 10 7 Hz na ionosfera

Estas ondas, além disso, têm a capacidade de contornar obstáculos como árvores, edifícios, de modo que é relativamente fácil captá-las num aparelho radiorreceptor.

Ondas de TV

As emissões de TV são feitas a partir de 5x10 7 Hz (50.000.000 Hz = 50 Mega Hertz = 50 MHz). É costume classificar as ondas de TV em várias bandas de frequência (faixa de frequência), que são:

VHF : Very High Frequencybandas de frequência (faixa de frequência), que são: UHF : Ultra-High Frequency SHF : Super-High Frequency

UHF : Ultra-High Frequency(faixa de frequência), que são: VHF : Very High Frequency SHF : Super-High Frequency EHF :

SHF : Super-High Frequencysão: VHF : Very High Frequency UHF : Ultra-High Frequency EHF : Extremely High Frequency VHFI

EHF : Extremely High FrequencyUHF : Ultra-High Frequency SHF : Super-High Frequency VHFI : Very high Frequency Indeed As ondas

VHFI : Very high Frequency IndeedSHF : Super-High Frequency EHF : Extremely High Frequency As ondas de TV não são reflectidas

As ondas de TV não são reflectidas pela ionosfera, de modo que, para estas ondas serem captadas a distâncias superiores a 75 km, é necessário o uso de estações repetidoras.

a 75 km, é necessário o uso de estações repetidoras. Ilustração 12 – Emissão de Ondas

Ilustração 12 Emissão de Ondas de TV

Microondas

Microondas correspondem à faixa de mais alta frequência produzida por osciladores electrónicos. Frequências mais altas que as microondas só as produzidas por oscilações moleculares e atómicas.

As microondas são muito utilizadas em telecomunicações. As ligações de telefone e programas de TV recebidos "via satélite" de outros países são feitas com o emprego de microondas.

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Pág. 13 Ilustração 13 - Transmissão de TV e telefonia com microondas As microondas também podem

Ilustração 13 - Transmissão de TV e telefonia com microondas

As microondas também podem ser utilizadas para o funcionamento de um radar. Uma fonte emite uma radiação que atinge um objecto e volta para o ponto onde a onda foi emitida. De acordo com a direcção em que a radiação volta, pode ser descoberta a localização do objecto que reflectiu a onda.

descoberta a localização do objecto que reflectiu a onda. Ilustração 14 - Funcionamento de um radar,

Ilustração 14 - Funcionamento de um radar, usando microondas

Luz visível

O nosso olho só tem condições de perceber frequências que vão de 4,3x10 14 Hz

(430.000.000.000.000 Hz = 430 Tera Hertz = 430 THz) a 7x10 14 (700.000.000.000.000

Hz = 700 Tera Hertz = 700 THz), faixa indicada pelo espectro como luz visível.

Nosso olho percebe a frequência de 4,3x10 14 como a cor vermelha. Frequências abaixo desta não são visíveis e são chamados de raios infravermelhos, que têm algumas aplicações práticas:

Eles são os responsáveis pela troca de energia térmica através do vazio. Se estas radiações não existissem, dois corpos que se encontrassem a uma determinada temperatura mantê-la-iam sem alterações por tempo indefinido. No entanto, dado que o corpo mais quente cede energia ao corpo mais frio, através da radiação, ambas as temperaturas (quente e fria) acabam por compensar-se e atingir uma mesma temperatura de equilíbrioinfravermelhos , que têm algumas aplicações práticas: O transporte de energia necessário para a vida, por

O transporte de energia necessário para a vida, por exemplo, do Sol até à Terra ocorre unicamente através das radiações infravermelhascompensar-se e atingir uma mesma temperatura de equilíbrio Utilizados para aquecer ambientes, cozinhar alimentos e

Utilizados para aquecer ambientes, cozinhar alimentos e secar tintas e vernizesocorre unicamente através das radiações infravermelhas Em medicina, têm amplo uso terapêutico, sendo empregados

Em medicina, têm amplo uso terapêutico, sendo empregados no tratamento de sinusite, dores reumáticas e traumáticas. A radiação infravermelha penetra na pele, onde sua energia é absorvida pelos tecidos e espalhada pela circulação do sangueambientes, cozinhar alimentos e secar tintas e vernizes Existem aparelhos especiais que permitem ver um objecto

Existem aparelhos especiais que permitem ver um objecto pela detecção das radiações infravermelhas que ele emite. Um exemplo prático é dado pelo sistema de alarme infravermelho: qualquer interrupção de um feixe dessasinfravermelha penetra na pele, onde sua energia é absorvida pelos tecidos e espalhada pela circulação do

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radiações ocasiona a criação de um impulso eléctrico no detector de controlo, ligando o alarme. Esse sistema é usado, também nas portas de elevadores, para evitar que elas se fechem sobre as pessoas

Um uso também muito comum do infravermelho é para o fabrico de comandos à

Um uso também muito comum do infravermelho é para o fabrico de comandos à

distância (telecomandos), preferíveis em relação as ondas de rádio por que não sofrem interferências de outras ondas electromagnéticas como. Por exemplo, os sinais de televisão

Os infravermelhos também são utilizados para comunicação a curta distância entre os computadores e os

Os infravermelhos também são utilizados para comunicação a curta distância entre os computadores e os seus periféricos

A fotografia é uma das actividades mais beneficiadas com a aplicação da

A

fotografia é uma das actividades mais beneficiadas com a aplicação da

radiação infravermelha. Algumas emulsões fotográficas podem tornar-se

sensíveis a uma luz de comprimento de onda de até 1,1 micrómetro (m = 10-6

m = 0.000 001 m) o infravermelho próximo da luz visível. Utilizando um certo

tipo de filme infravermelho colorido, as cores dos objectos apresentam-se deslocadas de suas posições no espectro a luz azul não aparece, os objectos verdes ficam azuis, os vermelhos mostram-se verdes e os infravermelhos colorem-se de vermelho.

A frequência de 7x10 14 é vista pelo olho como cor violeta. Frequências acima desta também não são visíveis, e recebem o nome de raios ultravioleta. Têm também algumas aplicações:

Aplicações das radiações na cura de tintas, vernizes, adesivos e revestimentos

Aplicações das radiações na cura de tintas, vernizes, adesivos e revestimentos

Os sistemas UV são largamente utilizados para proteger, decorar ou colar peças, incluindo fibras ópticas,

Os sistemas UV são largamente utilizados para proteger, decorar ou colar peças, incluindo fibras ópticas, CDs / DVDs, cartões de crédito, produtos de madeira, embalagens para alimentos, artes gráficas, peças automóveis e muitas outras

Parte importante da luz que o Sol envia para a Terra é luz ultravioleta. Os

Parte importante da luz que o Sol envia para a Terra é luz ultravioleta. Os raios ultravioletas do Sol têm energia suficiente para ionizar os átomos do topo da atmosfera, criando assim a ionosfera. Devido ao seu intenso efeito químico, esta radiação produz alterações químicas na pele humana, levando ao seu escurecimento. Uma exposição excessiva à luz ultravioleta pode provocar o cancro da pele. Felizmente o ozono existente na atmosfera absorve o que poderia constituir feixes letais de ultravioleta

A grande actividade química das radiações ultravioletas confere-lhes poder

A

grande actividade química das radiações ultravioletas confere-lhes poder

bactericida, sendo aproveitado na esterilização de alguns produtos.

Algumas substâncias quando sujeitas às radiações ultravioletas emitem luz visível. Os átomos destas substâncias,

Algumas substâncias quando sujeitas às radiações ultravioletas emitem luz visível. Os átomos destas substâncias, chamadas fluorescentes, absorvem a radiação ultravioleta (invisível), e irradiam radiação visível para o ser humano. Os ponteiros de alguns relógios contêm vestígios dessas substâncias para serem visíveis à noite.

Outras substâncias, designadas fosforescentes, mantêm a emissão de luz visível durante algum tempo depois de

Outras substâncias, designadas fosforescentes, mantêm a emissão de luz visível durante algum tempo depois de terem sido sujeitas a radiação ultravioleta. Devido a estas propriedades de fluorescência e fosforescência, as radiações ultravioletas são utilizadas para detectar fraudes (notas ou bilhetes falsificados, por exemplo)

A faixa correspondente à luz visível (faixa do espectro que o olho humano pode visualizar) pode ser subdividida de acordo com o espectro a seguir.

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Pág. 15 Raios X Ilustração 15 - Luz visível Os raios X foram descobertos, em 1895,

Raios X

Ilustração 15 - Luz visível

Os raios X foram descobertos, em 1895, pelo físico alemão Wilhelm Röntgen. Os raios X têm frequência alta e possuem muita energia. São capazes de atravessar muitas substâncias embora sejam detidos por outras, principalmente pelo chumbo.

Esses raios são produzidos sempre que um feixe de electrões dotados de energia incide sobre um obstáculo material. A energia cinética do feixe incidente é parcialmente transformada em energia electromagnética, dando origem aos raios X.

Os raios X são capazes de impressionar uma chapa fotográfica e são muito utilizados em radiografias, já que conseguem atravessar a pele e os músculos da pessoa, mas são retidos pelos ossos.

pele e os músculos da pessoa, mas são retidos pelos ossos. Ilustração 16 - Funcionamento de

Ilustração 16 - Funcionamento de um equipamento de raios X

Os raios X são também bastante utilizados no tratamento de doenças como o cancro. Têm ainda outras aplicações: na pesquisa da estrutura da matéria, em Química, em Mineralogia e outros ramos:

Através de raios X pode-se determinar as coordenadas de cada átomo existente numa determinada proteína. Depois, um programa de computador transforma a sequência de átomos em imagens, permitindo ver a estrutura da proteína e medir propriedades importantes da proteína.da matéria, em Química, em Mineralogia e outros ramos: Por exemplo, pode-se estudar como é que

Por exemplo, pode-se estudar como é que uma enzima é capaz de catalisar um determinado substrato e não outro; pode-se perceber como é que um medicamento funciona e outro não. Esta é uma das áreas de estudo da Biologia Molecularda proteína e medir propriedades importantes da proteína. Médicos e dentistas usam um aparelho que emite

Médicos e dentistas usam um aparelho que emite raios x para obter radiografias e diagnosticar problemas nos órgãos de seus pacientes (fracturas, cáries, etc.)não. Esta é uma das áreas de estudo da Biologia Molecular Os raios X são um

Os raios X são um dos processos mais simples na área da radiologia, pelos raios X podem ser identificadas fracturas ósseas, pneumonia entre outras coisas. Os raios X são muito importantes para a medicina.emite raios x para obter radiografias e diagnosticar problemas nos órgãos de seus pacientes (fracturas, cáries,

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Raios Gama (Raios )

As ondas electromagnéticas com frequência acima da dos raios X recebem o nome de raios gama ().

Os raios gama () são produzidos por desintegração natural ou artificial de elementos radioactivos.

natural ou artificial de elementos radioactivos. Ilustração 17 – Processo de decaimento de uma amostra

Ilustração 17 Processo de decaimento de uma amostra radioactiva

Um material radioactivo pode emitir raios gama () durante muito tempo, até atingir uma forma mais estável.

Raios gama () de alta energia podem ser observados também nos raios cósmicos que atingem a alta atmosfera terrestre em grande quantidade por segundo.

Os raios gama () podem causar graves danos às células, de modo que os cientistas que trabalham em laboratório de radiação devem desenvolver métodos especiais de detecção e protecção contra doses excessivas desses raios.

Os raios gama (), também têm várias aplicações:

A radiação gama é utilizada no tratamento de tumores cancerígenos, porque

A

radiação gama é utilizada no tratamento de tumores cancerígenos, porque

destrói às células malignas. O problema está em que se destrói também as células sãs. É preciso muita perícia na sua utilização

A radiação gama (  ) é amplamente utilizada na medicina nuclear no tratamento

A

radiação gama () é amplamente utilizada na medicina nuclear no tratamento

de enfermidades como o cancro em um processo denominado teleterapia, onde

o

paciente é exposto a uma fonte radioactiva emissora gama sem que haja

contacto físico com a tal fonte por um tempo pré determinado.

É utilizado também em cirurgias sem corte para eliminação de tumores intracranianos que é feita

É utilizado também em cirurgias sem corte para eliminação de tumores intracranianos que é feita por um aparelho denominado faca gama.

Sua aplicação mais conhecida é a Tomografia por Emissão de Positrões (PET), onde a emissão

Sua aplicação mais conhecida é a Tomografia por Emissão de Positrões (PET), onde a emissão gama é direccionada em vários feixes gama em direcção a detectores que posteriormente remontam fatia a fatia toda a estrutura corpórea a ser analisada.

As principais aplicações dos raios gama (  ) são na indústria em gamografia para

As principais aplicações dos raios gama () são na indústria em gamografia para observação de uma imagem de uma peça metálica numa placa fotográfica submetida a uma radiação gama, permitindo detectar possíveis defeitos

Em medicina são também usados na esterilização de material hospitalar

Em medicina são também usados na esterilização de material hospitalar

III.

As comunicações Rádio na vida quotidiana

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Como vimos anteriormente, as ondas electromagnéticas abrangem um largo espectro de frequências e utilizações. As comunicações, com ou sem fios, utilizando ondas electromagnéticas, começaram a ser usadas em meados do sec. XIX e aos poucos e poucos, acompanhando as evoluções tecnológicas, da sociedade, e até do próprio individuo e suas necessidades, foram crescendo em termos de penetração, massificação e diversificando-se, sendo hoje um ―must have‖ de todos nós. A seguinte lista referencia os principais equipamentos electromagnéticos usados para comunicar, e a data do seu aparecimento:

Telégrafo eléctrico com fios, ~1840 (Morse)usados para comunicar, e a data do seu aparecimento: Telecópia (fax), ~1843 (Alexander Bain) Telefone eléctrico

Telecópia (fax), ~1843 (Alexander Bain)aparecimento: Telégrafo eléctrico com fios, ~1840 (Morse) Telefone eléctrico com fios, ~1876 (Bell) Telégrafo

Telefone eléctrico com fios, ~1876 (Bell)fios, ~1840 (Morse) Telecópia (fax), ~1843 (Alexander Bain) Telégrafo eléctrico sem fios, ~1894 (Marconi) Radiofonia,

Telégrafo eléctrico sem fios, ~1894 (Marconi)(Alexander Bain) Telefone eléctrico com fios, ~1876 (Bell) Radiofonia, ~1905 (Reginald Fessenden) Televisão, ~1920

Radiofonia, ~1905 (Reginald Fessenden)~1876 (Bell) Telégrafo eléctrico sem fios, ~1894 (Marconi) Televisão, ~1920 (Charles Jenkins, Paul Nipkow) Telefone

Televisão, ~1920 (Charles Jenkins, Paul Nipkow)fios, ~1894 (Marconi) Radiofonia, ~1905 (Reginald Fessenden) Telefone sem fios (telemóvel), ~1946 Satélites de

Telefone sem fios (telemóvel), ~1946Fessenden) Televisão, ~1920 (Charles Jenkins, Paul Nipkow) Satélites de comunicações, ~1962 Redes de computadores,

Satélites de comunicações, ~1962Jenkins, Paul Nipkow) Telefone sem fios (telemóvel), ~1946 Redes de computadores, ~1976 Fibras ópticas, ~1980 Hoje

Redes de computadores, ~1976fios (telemóvel), ~1946 Satélites de comunicações, ~1962 Fibras ópticas, ~1980 Hoje em dia é praticamente

Fibras ópticas, ~1980de comunicações, ~1962 Redes de computadores, ~1976 Hoje em dia é praticamente impossível passarmos, e

Hoje em dia é praticamente impossível passarmos, e funcionarmos, pessoal e empresarialmente falando, sem utilizar pelo menos um destes tipos de comunicação. Para além das chamadas comunicações ditas ―fixas(com fio), as comunicações móveis (sem fios) assumem cada vez mais um papel de primordial importância, e o seu desenvolvimento e utilização tem crescido a ritmos bastante acentuados. Veja-se por exemplo os seguintes textos retirados do site O Pior de Tudo e Marktest:

China: nº de telemóveis aumenta 10 milhões por mês

China: nº de telemóveis aumenta 10 milhões por mês http://opiordetudo.com/page/5/

http://opiordetudo.com/page/5/

Pág.18

Posse de telemóvel acima de 90%

Os resultados mais recentes do Barómetro de Telecomunicações vêm mostrar que a taxa de penetração de telemóvel em Portugal já está acima de 90%.

No trimestre móvel de Dezembro de 2009, o Barómetro de Telecomunicações contabiliza 8 416 mil indivíduos com posse ou utilização de telemóvel, o que representa uma penetração de 90.7% entre os residentes em Portugal com 10 e mais anos.

Esta taxa de penetração do serviço móvel é superior junto dos jovens, atingindo valores acima de 99% junto dos que têm entre 15 e 34 anos, que se revelam assim os mais adeptos destes equipamentos.

Mas também entre os mais novos o telemóvel é já um bem quase omnipresente. Este Barómetro contabiliza mais de meio milhão de jovens entre os 10 e os 14 anos com posse ou utilização de telemóvel, o que representa uma taxa de penetração de 91.0% junto deste target.

O equipamento revela uma penetração bastante homogénea na sociedade, sendo apenas os mais idosos (com mais de 64 anos) os que mostram menor taxa de penetração, de 67.5%.

anos) os que mostram menor taxa de penetração, de 67.5%.
anos) os que mostram menor taxa de penetração, de 67.5%.

http://www.marktest.pt/produtos_servicos/Barometro/default.asp?c=1024&n=2121&f=1023&a=10

24

Pág.19

Meio milhão de jovens com telemóvel

Meio milhão de jovens com telemóvel O Barómetro de Telecomunicações contabiliza mais de meio milhão de

O Barómetro de Telecomunicações contabiliza mais de meio milhão de jovens entre os 10 e os 14 anos que possuem ou utilizam telemóvel.

No trimestre móvel de

Telecomunicações contabiliza 7 524 mil indivíduos com posse ou utilização de telemóvel, o que representa uma penetração de 81.1% entre os residentes em Portugal com 10 e mais anos.

Esta taxa de penetração do serviço móvel é superior junto dos jovens, atingindo os 97.2% junto dos que têm entre 15 e 24 anos, que se revelam assim os mais adeptos desta tecnologia.

Mas também entre os mais novos o telemóvel é já um equipamento quase omnipresente. Este Barómetro contabiliza mais de meio milhão de jovens entre os 10 e os 14 anos com posse ou utilização de telemóvel, o que representa uma taxa de penetração de 88.3% junto deste target.

É a partir dos 44 anos que a curva de penetração deste serviço se mostra decrescente, embora

junto dos mais idosos, com mais de 64 anos, já atinja os 45.5%, o que significa que quase

metade destes indivíduos possui ou utiliza telemóvel.

A idade é, assim, a variável mais discriminante na análise de penetração deste produto, tal como

a classe social, que também apresenta diferenciações relevantes, com valores que vão desde os

96.8% junto dos indivíduos das classes alta e média alta até aos 57.7% junto dos pertencentes à classe baixa.

Por sexo e região há menos diferenças de comportamento, embora os homens (85.8%) e os residentes nas regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto (respectivamente, 87.4% e 87.0%) apresentem valores superiores à média

87.4% e 87.0%) apresentem valores superiores à média

http://www.marktest.pt/produtos_servicos/Barometro/default.asp?c=1024&n=1593

Junho

de

2006,

o

de

Como é que se chegou a este estágio de desenvolvimento e utilização tão intensa dos telemóveis e aparelhos de comunicações móveis?

IV.

História e evolução das comunicações móveis

Pág.20

Os telemóveis são talvez a face mais visível do continuado desenvolvimento das comunicações móveis, seus serviços, potencialidades, etc.

Desde o seu aparecimento em 1973, desenvolvido pelo Eng.º electrotécnico Martin Cooper (Figura 17) e sua equipa, este tipo de equipamentos se tornou numa peça fundamental do quotidiano, chegando em casos extremos quase a ser considerado como se de uma ―peça de vestuário‖ se tratasse.

como se de uma ― peça de vestuário ‖ se tratasse. Ilustração 18 - Martin Cooper

Ilustração 18 - Martin Cooper com o primeiro telemóvel

Ilustração 18 - Martin Cooper com o primeiro telemóvel Ilustração 19 - Evolução do tamanho dos

Ilustração 19 - Evolução do tamanho dos telemóveis

As comunicações móveis e nomeadamente os telemóveis passaram por uma série de gerações desde o seu aparecimento, assistindo-se a uma constante (e ás vezes até irritante) evolução constante dos modelos, funcionalidades, características etc.

Então o que é um telemóvel, e qual foi a sua evolução até aos dias de hoje?

Um telemóvel é um aparelho de comunicação por ondas electromagnéticas que permite a transmissão bidireccional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células (de onde provém a nomenclatura celular), cada uma delas servida por um transmissor/receptor. A invenção do telemóvel ocorreu em 1947 pelo laboratório Bell, nos EUA.

Os telemóveis fornecem uma incrível variedade de funções e novos aparelhos são lançados a um ritmo acelerado. Dependendo do modelo de telefone, podemos:

Armazenar informações de contactosritmo acelerado. Dependendo do modelo de telefone, podemos: Fazer listas de tarefas a realizar Agendar compromissos

Fazer listas de tarefas a realizarde telefone, podemos: Armazenar informações de contactos Agendar compromissos e gravar lembretes Usar a calculadora

Agendar compromissos e gravar lembretesde contactos Fazer listas de tarefas a realizar Usar a calculadora embutida para cálculos simples Enviar

Usar a calculadora embutida para cálculos simplestarefas a realizar Agendar compromissos e gravar lembretes Enviar ou receber e-mail Obter informações (notícias,

Enviar ou receber e-maillembretes Usar a calculadora embutida para cálculos simples Obter informações (notícias, entretenimento, cotações

Obter informações (notícias, entretenimento, cotações da bolsa) da Internetembutida para cálculos simples Enviar ou receber e-mail Jogar Enviar mensagens de texto Integrar outros dispositivos

Jogar(notícias, entretenimento, cotações da bolsa) da Internet Enviar mensagens de texto Integrar outros dispositivos como

Enviar mensagens de textoentretenimento, cotações da bolsa) da Internet Jogar Integrar outros dispositivos como PDAs, leitores MP3 e

Integrar outros dispositivos como PDAs, leitores MP3 e receptores de GPSda bolsa) da Internet Jogar Enviar mensagens de texto As gerações das comunicações móveis Há diferentes

As gerações das comunicações móveis

Há diferentes tecnologias para a difusão das ondas electromagnéticas nos telefones móveis, baseadas na compressão das informações ou na sua distribuição:

Primeira geração (1G) - Estes primeiros sistemas foram concebidas no final da década de 1970, sendo que a - Estes primeiros sistemas foram concebidas no final da década de 1970, sendo que a maioria deles foi implementado no início dos anos 80. Os sistemas 1G eram todos com transmissão de voz analógica, geralmente

Pág.21

destes

sistemas frente à grande procura de mercado e a existência de um grande

número

com

modulação

de

FM

(Frequency

acabou

Modulation).

o

A

baixa

capacidade

dos

padrões,

motivando

desenvolvimento

sistemas

celulares 2G. Alguns exemplos de sistemas 1G são:

o

AMPS Advanced Mobile Phone Service (Adotado no Brasil)

o

TACS Total Access Communication System

o

NMT Nordic Mobile Telephone

o

Radicom 2000

o

RTM - Radio Telefono Mobile

o

JTACS - Japan Total Access Communications System

A primeira geração de telemóveis, suportada por sistemas analógicos, permitia apenas transmitir voz no mesmo país. O conjunto do telefone e bateria tinha, na maior parte dos casos, as dimensões de uma folha A4 e pesava muito.

As

interferências.

pouco seguras e quando o sinal era fraco sofriam

redes

analógicas

eram

Segunda geração (2G) – Geração com tecnologia digital, desenvolvida no final dos anos 80 e início dos anos Geração com tecnologia digital, desenvolvida no final dos anos 80 e início dos anos 90. Os sistemas 2G são na maioria digitais. De fato, o N-AMPS é considerado um sistema 2G por atender os requisitos de aumento de capacidade, só que manteve a voz analógica. O IS-54, também chamado de D-AMPS (Digital AMPS), manteve o canal de controlo igual ao do AMPS, ou seja, digitalizou os canais de voz, mas manteve a sinalização de controlo com as características do sistema 1G AMPS. Já os sistemas IS-136, IS- 95, PDC e GSM, são sistemas 2G que trouxeram grande modificações tanto no transporte de tráfego (transmissão de voz digital e dados em baixa taxa) como de sinalização de controlo. Os sistemas 2G foram superados pelos 3G (terceira geração). Alguns exemplos de sistemas 2G são:

o

N-AMPS Narrow AMPS - padrão proprietário da Motorola

o

IS-54 (TDMA) Interim Standard 54, conhecido no Brasil como D-AMPS

o

IS-136 (TDMA) Interim Standard 136, conhecido no Brasil como TDMA

o

IS-95 (CDMA) Interim Standard 95, conhecido no Brasil como CDMA

o

GSM Global System for Mobile Communications

o

PDC Personal/Pacific Digital Cellular

Segunda geração e meia (2,5G) – É uma evolução da 2G, com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados É uma evolução da 2G, com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adopção da tecnologia de pacotes e não comutação de circuitos) Os sistemas 2,5G foram desenvolvidos para colmatar as deficiências dos sistemas 2G na parte de transmissão de dados. Os requisitos 2G para taxa de transmissão de dados, ficava em 9,6 kbps ou 14,4 kbps. Na década de 1990, houve a necessidade de ampliar as taxas para responder à crescente procura. Os sistemas 2,5G conseguem atender taxas de até 144 kbps. Alguns exemplos de tecnologias 2,5G são:

o

IS-95B Evolução CDMA com taxas de até 115,2 kbps

o

HSCSD Evolução GSM com taxas de até 28,8 kbps

o

GPRS Evolução GSM com taxas de até 57,2 kbps

o

EDGE Evolução GSM com taxas de até 128 kbps

o

1xRTT Evolução CDMA com taxas de até 144 kbps

Pág.22

O terminal móvel é transportado pelo subscritor do serviço, enquanto que o subsistema

do terminal de base controla a ligação com o primeiro. O subsistema de rede tem a função de controlar as ligações entre o terminal móvel e os outros subscritores de redes móveis ou fixas, assim como o controlo de mobilidade (que permite que o subscritor

possa estar a variar a sua localização física durante a transferência de dados/voz).

Outra implementação do sistema GSM foi o cartão SIM. Este fornece ao subscritor mobilidade entre terminais diferentes, utilizando, para este fim, dois números de identificação: o IMEI (International Mobile Equipment Identity), do terminal móvel, e o IMSI (International Mobile Subscriber Identity), do cartão SIM.

O

serviço mais básico fornecido é a comunicação de voz. Esta é codificada digitalmente

e

enviada através da rede GSM num sinal digital. Existe também um serviço de

emergência onde é necessário introduzir um código de três dígitos para o activar.

Os utilizadores do serviço GSM podem enviar e receber dados, a velocidades até 9600bps, de utilizadores de, entre outras, POTS (Plain Old Telephone Service) e ISDN. Outros serviços incluem SMS (Small Message Service), que permite o envio de mensagens alfanuméricas com um tamanho máximo de 160 bytes, fornecendo ao emissor uma aviso de recepção.

São também permitidos os reencaminhamentos e barramento de chamadas, identificação de chamadas e chamadas em espera, entre muitos outros.

Um dos mais recentes serviços adicionados ao GSM é o WAP, onde se tenta aproximar

a Internet da comunicação móvel. Para isso desenvolveu-se a WML (Wireless Markup

Language), uma linguagem derivada da HTML com características especialmente concebidas para redes móveis. No terminal móvel adicionou-se um pequeno browser que efectua pedidos a uma WAP Gateway que, por sua vez, retira a informação de um servidor de Internet e a envia para o cliente WAP, passando a informação por um filtro de modo a traduzir esta para WML caso necessário.

Outro serviço com o objectivo de permitir uma maior aproximação da Internet é o GPRS. Este é um serviço de transferência de dados que consegue atingir velocidades de transferência de 171.2kbps. Assim consegue-se um acesso à Internet (usando o terminal móvel como meio de ligação de um computador à Internet) bastante rápido. No entanto os recursos apenas são alocados quando estão a ser necessários, libertando-os para outros utilizadores.

a ser necessários, libertando-os para outros utilizadores. Terceira geração (3G) – Geração com uso de

Terceira geração (3G) Geração com uso de tecnologia digital, com mais recursos, e em desenvolvimento desde o final dos anos 90. Os sistemas 3G oferecem uma grande quantidade de serviços, viabilizados pelo aumento da largura de banda e implementação de políticas de QoS. Alguns serviços que se destacam no 3G são os relacionados com a transmissão multimédia, vídeo- conferência e LBS (Location Based Services). Inicialmente o 3G foi encabeçado pelo ITU com o projecto IMT-2000. As diferentes propostas para o IMT-2000 é que resultaram nas normas 3gpp e 3gpp2 que especificam as características dos sistemas UMTS e 1xEVDO respectivamente. As duas principais tecnologias 3G são:

o

UMTS evolução da linha GSM, que utiliza W-CDMA com 5MHz de largura de banda na interface aérea.

o

1xEVDO evolução da linha IS-95 (CDMA), que utiliza CDMA com 1,25 MHz de largura de banda na interface aérea.

Pág.23

Com a crescente oferta de conteúdos multimédia nos diferentes ramos de

comunicações (telefone, TV por cabo, satélite, Internet de alta velocidade, etc.) tornou-

se inevitável que as comunicações móveis teriam de possibilitar este tipo de oferta.

Para que a plataforma fosse o mais robusta possível, uma vez que estava implícita uma maior complexidade na concepção e implementação das redes, foram concertados esforços entre os principais blocos a operar com redes de 2ª geração e diversos fabricantes de equipamento através do 3GPP para se chegar a uma norma universal o UMTS (Universal Mobile TeleCommunication System). Estes objectivos foram quase atingidos, sendo o sistema comum na Europa e Ásia, no entanto como o espectro de frequências estabelecido para este tipo de comunicações já se encontrava ocupado nos Estados Unidos pela 2ª geração de telemóveis, ficou estabelecido que gradualmente os Estados Unidos iriam libertando espectro para o UMTS à medida que fossem substituindo os telemóveis de 2ª pelos de 3ª geração.

Os terminais de UMTS distinguem dos telemóveis da 1ª e 2ª geração pela diversidade

de formas que podem assumir não se resumindo apenas a interfaces de voz, podendo

assumir a forma de um interface adequado a um ou mais tipos de conteúdos multimédia que sejam disponibilizados. Como a transmissão é feita por pacotes e estes podem ser enviados por mais do que uma antena em simultâneo cabe aos terminais proceder à

descodificação quer dos pacotes quer do seu conteúdo. Para o sucesso de migração para esta geração de terminais tem de se ter em conta a minimização do seu tamanho face à sua capacidade multimédia, a incorporação de funcionalidades que poderão aumentar a dificuldade de utilização, o aumento da capacidade de processamento que poderá levar a um aumento de consumo assim como a incorporação da antena no terminal que implicará uma diminuição da potência radiada, entre outros.

O UMTS devido às suas capacidades permite passar para as comunicações móveis

praticamente todos os serviços de multimédia fornecidos por outros canais de

comunicações, no entanto para aplicações mais complexas e que exijam maiores taxas

de transferência poderá não ser economicamente viável a sua utilização, embora sejam

tecnicamente possíveis.

De seguida passam-se a enumerar alguns serviços que podem beneficiar do UMTS:

Serviços de:

Mensagens simples como: SMS, E-mail, Fazer encomendas e Pagamentosalguns serviços que podem beneficiar do UMTS: Serviços de: Transmissão de dados como: acessos a Fax,

Transmissão de dados como: acessos a Fax, Internet de baixa e alta velocidadesimples como: SMS, E-mail, Fazer encomendas e Pagamentos Transmissão de voz: Telefonema, Voicemail, Teleconferência

Transmissão de voz: Telefonema, Voicemail, Teleconferênciacomo: acessos a Fax, Internet de baixa e alta velocidade Transmissão multimédia: Videotelefonema,

Transmissão multimédia: Videotelefonema, Videoconferência, trabalho à distância, tele-presença, jogos interactivos, banca e comércio electrónico, Videoclips on DemandTransmissão de voz: Telefonema, Voicemail, Teleconferência Terceira geração e meia (3,5G) – Evolução da 3G e

Terceira geração e meia (3,5G) – Evolução da 3G e entre as principais Evolução da 3G e entre as principais

vantagens deste serviço está o acesso à internet a uma velocidade de transmissão que varia entre os 1.8Mbps e os 3.6Mbps, cerca de quatro a cinco vezes mais que a velocidade da 3G. As principais tecnologias 3.5G são:

o HSDPA - (High-Speed Downlink Packet Access) é uma tecnologia para transmissão de dados que cria canais e mecanismos no UMTS para a transmissão de dados em alta velocidade. Teoricamente a tecnologia pode atingir 14,4 Mbps em condições especiais de tráfego e ruído. Na prática esta condição é raramente alcançada sendo mais justo avaliar a

Pág.24

tecnologia pela sua taxa de transmissão média em torno de 512 kbps no downlink.

o

HSPA - High Speed Packet Access e é a união de duas tecnologias UMTS: HSDPA e HSUPA.

o

HSUPA - HSUPA é a sigla para High-Speed Uplink Packet Access. A tecnologia é também conhecida pela sigla EUL (Enhanced Uplink) e foi publicada pelo 3gpp na versão 6 do UMTS. O HSUPA junto com o HSDPA é também designado como HSPA (High-Speed Packet Access). A tecnologia HSUPA implementa o E-DCH (Enhanced Dedicated Channel) que é o canal uplink que implementa as funcionalidades para transmissão de dados em até 5,76 Mbps. De fato, na versão 7 do UMTS que introduz MIMO na interface aérea, a taxa de transmissão pode chegar até 11,5 Mbps.

Quarta geração (4G) - Em desenvolvimento e já apresentada a nova tecnologia, conhecida por LTE (Long Term Evolution), que permite velocidades de banda larga móvel de, pelo menos, 100 a 150 Mbps, sendo assim possível, num futuro muito próximo, uma utilização de todas as potencialidades da internet a velocidades ultra-rápidas

Os operadores de telecomunicações estão lentamente a iniciar a introdução de serviços da terceira geração (3G). À medida que as tecnologias de acesso aumentam, serviços de voz, vídeo, multimédia, e serviços de dados de banda larga, tornam-se cada vez mais integrados dentro na rede.

A esperança depositada no 3G era que permitisse construir uma verdadeira rede global

de alta-velocidade, dadas as suas limitações, ainda não vai ser possível.

dadas as suas limitações, ainda não vai ser possível. Ilustração 20 - Relação Débito de Dados
dadas as suas limitações, ainda não vai ser possível. Ilustração 20 - Relação Débito de Dados

Ilustração 20 - Relação Débito de Dados - Mobilidade de várias tecnologias.

A 4ª Geração é suposto fornecer alta-velocidade, alta-capacidade, baixo custo por bit e

serviços baseados em IP. O objectivo é fornecer débitos de dados de 20 Mbps. O mais provável é que a rede 4G seja uma combinação de várias tecnologias (as redes celulares actuais, as redes 3G, as redes WiFi, fixas, etc.) trabalhando em conjunto usando um protocolo de interface adequado (por exemplo IP móvel).

A evolução das comunicações móveis, deu-se sobretudo, das necessidades crescentes

do indivíduo, nomeadamente da necessidade e procura de um fácil e rápido acesso a novos conteúdos, novas formas de comunicação, etc. Se nos primórdios do telemóvel,

Pág.25

apenas era possível comunicar com simples mensagens de texto monocromáticas, hoje em dia é possível comunicar usando toda a espécie de conteúdos gráficos, policromáticos e multimédia.

SMS - A Evolução

A grande vantagem das mensagens SMS é também a sua maior desvantagem. O facto de serem curtas permitem que sejam rápidas e viáveis de utilizar em quantidades brutais e com pouco esforço por parte dos sistemas de comunicação envolvidos (a média Europeia situa-se nas 26 biliões de mensagens por mês), mas como contrapartida não serve para outro tipo de comunicação de maior tamanho e aplicação.

outro tipo de comunicação de maior tamanho e aplicação. Ilustração 21 - Evolução dos conteúdos possíveis

Ilustração 21 - Evolução dos conteúdos possíveis de enviar via telemóvel

A evolução (Ilustração 21) tende para permitir maiores mensagens compatíveis com diversos tipos de informação: Som, Imagem, Vídeo, Texto, Transacções, etc., e preparado para colher as vantagens da evolução tecnológica (e do aumento da largura de banda que se verifica com o GPRS e UMTS, e demais novas tecnologias).

Foi assim criada uma nova especificação, o MMS - Multimedia Messaging Service que é utilizado em maior escala à medida que vão sendo substituídos os telemóveis menos recentes e que portanto não permitem o acesso a esses serviços (telemóveis de geração inferior à 2.5G) pelos telemóveis que suportam as tecnologias GPRS e UMTS (telemóveis de geração superior à 2.5G).

V.

Constituição de um telemóvel

Pág.26

Os telemóveis são dos dispositivos mais complexos que as pessoas usam no dia-a-dia. Os telemóveis digitais modernos podem processar milhões de cálculos por segundo para comprimir e descomprimir o fluxo de voz, entre outras coisas.

e descomprimir o fluxo de voz, entre outras coisas. Ilustração 22 - Nokia 5110 desmontado Se

Ilustração 22 - Nokia 5110 desmontado

Se desmontar um telemóvel (Ilustração 22), vai descobrir que ele contém poucas peças individuais:

Uma placa de circuitos que contém o "cérebro " (microprocessador, CPU) do telefone cérebro" (microprocessador, CPU) do telefone

Uma antena (interna ou externa, consoante o modelo)o " cérebro " (microprocessador, CPU) do telefone Um visor de cristal líquido (LCD) (monocromático ou

Um visor de cristal líquido (LCD) (monocromático ou policromático, consoante o modelo) visor de cristal líquido (LCD) (monocromático ou policromático, consoante o modelo)

Um teclado (diferente daquele que você encontra no controle remoto da TV) (Pode existir fisicamente, ou virtualmente, consoante o modelo) controle remoto da TV) (Pode existir fisicamente, ou virtualmente, consoante o modelo)

Uma bateria bateria

A placa de circuito (Ilustrações 23 e 24) é o coração do sistema.

( Ilustrações 23 e 24 ) é o coração do sistema. Ilustração 23 - A frente

Ilustração 23 - A frente da placa de circuito

do sistema. Ilustração 23 - A frente da placa de circuito Ilustração 24 - A parte

Ilustração 24 - A parte traseira da placa de circuito

Nas fotos apresentadas vêem-se diversos chips de computador. Vamos falar sobre o que fazem alguns dos chips individuais. Os chips de conversão analógico para digital e digital para analógico traduzem o sinal de rádio emitido de analógico para digital e o sinal recebido de digital novamente para analógico. O processador de sinal digital (em inglês, DSP) é um processador altamente personalizado e projectado para efectuar cálculos de manipulação do sinal em alta velocidade.

O microprocessador (ou CPU, Ilustração 25) cuida de todas as tarefas requeridas pelo

teclado e pelo visor, é o responsável pelo controle de sinalização com a estação base, além de coordenar todas as outras funções na placa.

base, além de coordenar todas as outras funções na placa. Ilustração 25 - O microprocessador Os

Ilustração 25 - O microprocessador

Os chips de memória ROM e memória Flash (Ilustrações 27 e 28) permitem o armazenamento do sistema operativo e de todos os recursos relacionados com a personalização do telemóvel, como a agenda de telefones, imagens, músicas, etc. A secção de radiofrequência (RF) e energia faz a gestão da energia e recarga, e também lida com as centenas de canais de FM. Finalmente, os amplificadores RF manipulam os sinais que entram e saem da antena.

RF manipulam os sinais que entram e saem da antena. Ilustração 26 - O visor e

Ilustração 26 - O visor e os contactos do teclado

O visor (Ilustração 26) cresceu consideravelmente em tamanho devido ao aumento do

número de recursos dos telemóveis, e em qualidade (mais cores e melhores visores). A maioria dos telemóveis oferece agendas telefónicas, calculadoras e jogos embutidos. E muitos dos telefones incorporam algum tipo de PDA ou navegador Web.

Ilustração 27 - O cartão de memória Flash na placa de circuito Ilustração 28 -
Ilustração 27 - O cartão de memória Flash na placa de circuito
Ilustração 28 - O cartão de memória Flash removido
Pág.27

Pág.28

Alguns telefones armazenam determinadas informações, como os códigos PIN e PUK, na memória Flash interna (Ilustrações 27 e 28), enquanto outros usam cartões externos similares aos cartões SmartMedia (Ilustração 29).

similares aos cartões SmartMedia ( Ilustração 29 ). Ilustração 29 - O cartão flexível de estado
similares aos cartões SmartMedia ( Ilustração 29 ). Ilustração 29 - O cartão flexível de estado

Ilustração 29 - O cartão flexível de estado sólido (SSFDC), mais conhecido como SmartMedia, foi originalmente desenvolvido pela Toshiba (esquerda). Sua constituição (direita)

pela Toshiba (esquerda). Sua constituição (direita) Ilustração 30 - O alto-falante, o microfone e a bateria

Ilustração 30 - O alto-falante, o microfone e a bateria de manutenção do telemóvel

É incrível como os telemóveis reproduzem sons de boa qualidade utilizando alto- falantes e microfones tão minúsculos (Ilustração 30). Na foto acima, o alto-falante tem aproximadamente o tamanho de uma moeda, e o microfone não é maior do que a bateria do relógio de pulso ao lado, que é usada para o chip do relógio interno.

O que é surpreendente é que toda essa funcionalidade, que somente 30 anos atrás ocuparia todo um andar de um prédio de escritórios, agora está presente numa ―caixaque cabe confortavelmente na palma das nossas mãos.

VI.

Constituição de um PDA

Pág.29

Introdução

A principal finalidade de um assistente digital pessoal (PDA) é actuar como um organizador electrónico ou agenda portátil de planeamento diário. Ele é fácil de usar e capaz de partilhar informações com o PC. Ele deve ser uma extensão do PC, e não um substituto.

Os PDAs, também chamados de handhelds ou palmtops, definitivamente evoluíram ao longo dos anos. Eles não gerem as informações pessoais, como contactos, compromissos, listas de coisas a fazer, emails, etc. Os dispositivos de hoje também podem conectar-se à internet, actuar como dispositivos de posicionamento global (GPS) e executar software multimédia. E ainda mais, os fabricantes combinaram os PDAs com telemóveis, reprodutores multimédia e outros equipamentos electrónicos.

multimédia e outros equipamentos electrónicos. Ilustração 31 - Hewlett Packard iPAQ RZ1715 Pocket PC,

Ilustração 31 - Hewlett Packard iPAQ RZ1715 Pocket PC, Motorola MPx, Samsung SPH-i500, Motorola MPX100, T-Mobile Sidekick

Conforme as suas capacidades continuam a crescer e evoluir, o aparelho PDA padrão está a transformar-se.

Tipos de PDA

PDAs tradicionais

Os PDAs tradicionais de hoje são descendentes dos aparelhos originais PalmPilot e Microsoft Handheld PC. Os aparelhos Palm executam o sistema operacional Palm OS e os Pocket PCs da Microsoft executam o Windows Mobile. As diferenças entre os dois sistemas são menores do que já foram.

entre os dois sistemas são menores do que já foram. Ilustração 32 - Handheld palmOne Tungsten

Ilustração 32 - Handheld palmOne Tungsten T5

Conhecidos por sua facilidade de uso, os PDAs Palm OS possuem:

Pág.30

Uma vasta biblioteca de aplicativos de terceiros (mais de 20 mil) que se pode adicionar ao sistema (a maioria dos aparelhos vem equipada com software de e- mail, produtividade e multimédia)Pág. 30 Uma versão actualizada do aplicativo de reconhecimento de escrita Graffiti Sincronização tanto com

Uma versão actualizada do aplicativo de reconhecimento de escrita Graffiticom software de e- mail, produtividade e multimédia) Sincronização tanto com computadores Windows quanto

Sincronização tanto com computadores Windows quanto Macintosh, usando o Palm Desktopdo aplicativo de reconhecimento de escrita Graffiti Visores menores que a dos Pocket PC, para acomodar

Visores menores que a dos Pocket PC, para acomodar uma área dedicada ao Graffiti no aparelho (alguns aparelhos Palm de última geração agora incorporam uma área virtual para Graffiti no visor, resultando em maior área de visualização).computadores Windows quanto Macintosh, usando o Palm Desktop A maioria dos aparelhos Palm é feita pela

A maioria dos aparelhos Palm é feita pela palmOne, que oferece as linhas de produtos Zire e Tungsten.

Pocket PC é o nome genérico para os PDAs baseados no Windows Mobile e os seus recursos padrão incluem:

Versões Pocket de aplicativos Microsoft, como o Microsoft Word, Excel e Outlook (alguma formatação é perdida entre o Pocket e as versões padrão dos documentos)no Windows Mobile e os seus recursos padrão incluem: Sincronização com o Microsoft Outlook em um

Sincronização com o Microsoft Outlook em um PC Windows (a sincronização com sistemas de e-mail diferentes do Outlook ou com computadores Macintosh requer software adicional)perdida entre o Pocket e as versões padrão dos documentos) Três aplicativos de reconhecimento de escrita:

Três aplicativos de reconhecimento de escrita: Transcriber, Letter Recognizer (similar à nova versão do Graffiti) e Block Recognizer (similar ao Graffiti original)ou com computadores Macintosh requer software adicional) Uma área de escrita virtual, que maximiza o tamanho

Uma área de escrita virtual, que maximiza o tamanho do visorGraffiti) e Block Recognizer (similar ao Graffiti original) Windows Media Player para conteúdo multimédia. Telefones

Windows Media Player para conteúdo multimédia.área de escrita virtual, que maximiza o tamanho do visor Telefones inteligentes Ilustração 33 - Handheld

Telefones inteligentes

Player para conteúdo multimédia. Telefones inteligentes Ilustração 33 - Handheld palmOne Treo 650 Um telefone

Ilustração 33 - Handheld palmOne Treo 650

Um telefone inteligente é tanto um telemóvel com capacidades de PDA, como um PDA tradicional com capacidades de telemóvel acrescentadas. As características destes aparelhos incluem:

Um provedor de serviço móvel para lidar com os serviços telefónicos e de dadosacrescentadas. As características destes aparelhos incluem: Acesso à internet através das redes celulares de dados

Acesso à internet através das redes celulares de dadosmóvel para lidar com os serviços telefónicos e de dados Várias combinações de recursos de telemóvel

Várias combinações de recursos de telemóvel e PDA, dependendo do aparelho (por exemplo, nem todos os telefones inteligentes oferecem capacidade de reconhecimento de escrita)Acesso à internet através das redes celulares de dados Diversos sistemas operativos diferentes, incluindo Windows

Diversos sistemas operativos diferentes, incluindo Windows Mobile Pocket PC Phone Edition, o Palm OS, o Blackberry OS para telefones inteligentesdependendo do aparelho (por exemplo, nem todos os telefones inteligentes oferecem capacidade de reconhecimento de escrita)

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Blackberry e o Symbian OS para telefones inteligentes da Panasonic, Nokia, Samsung e outros.

O que os PDAs fazem

Informações básicas

Até os PDAs mais básicos trabalham com a gestão de informações pessoais padrão (PIM), executam softwares de aplicativos e sincronizam informações com PCs. Eis alguns detalhes adicionais sobre esses recursos básicos:

Lidar com funções PIM padrão

Todos os PDAs vêm com algum tipo de gestão de informações pessoais (em inglês, PIM) que lida com as seguintes tarefas para manter sua organização:

Armazena informações de contactos (nomes, endereços, números de telefone, endereços de e-mail)lida com as seguintes tarefas para manter sua organização: Gera listas de coisas a fazer Toma

Gera listas de coisas a fazerendereços, números de telefone, endereços de e-mail) Toma notas Apresenta uma lista de compromissos (agenda e

Toma notasendereços de e-mail) Gera listas de coisas a fazer Apresenta uma lista de compromissos (agenda e

Apresenta uma lista de compromissos (agenda e calendário)de e-mail) Gera listas de coisas a fazer Toma notas Lembra compromissos (relógio e funções de

Lembra compromissos (relógio e funções de alarme)Apresenta uma lista de compromissos (agenda e calendário) Faz cálculos Executa softwares aplicativos Os PDAs executam

Faz cálculosLembra compromissos (relógio e funções de alarme) Executa softwares aplicativos Os PDAs executam aplicativos

Executa softwares aplicativos

Os PDAs executam aplicativos de software especializados:

Os aparelhos Windows Mobile vêm com versões Pocket do Word, Excel, Internet Explorer e Outlook (incluindo funções de e-mail e gestão de informações pessoais), junto com o Windows Media Player e gravação de lembretes de vozOs PDAs executam aplicativos de software especializados: A maioria dos aparelhos Palm OS inclui aplicativos como

A maioria dos aparelhos Palm OS inclui aplicativos como DataViz Documents to Go (compatíveis com Microsoft Word, Excel e PowerPoint), palmOne Media (para fotos e vídeo), software de e-mail VersaMail e software de navegação na webcom o Windows Media Player e gravação de lembretes de voz Todos os tipos de aparelhos

Todos os tipos de aparelhos podem executar outros tipos de software, incluindo jogos, multimédia, controle de gastos, dieta e exercícios, viagem, médicos, horários, impostos e referênciade e-mail VersaMail e software de navegação na web Sincronizar com PCs Os PDAs são projectados

Sincronizar com PCs

Os PDAs são projectados para serem um complemento do PC, por isso precisam funcionar com a mesma informação em ambos os lugares. Se se agendar um compromisso no computador do escritório, deverá existir uma sincronização com o PDA. Caso se adicione um novo número telefónico, contacto, etc. no PDA, deve-se oigualmente sincronizar as informações com o PC.

Os aparelhos Pocket PC da Microsoft usam o software de sincronização ActiveSync, ou o Windows Mobile Device Center, enquanto que os dispositivos Palm OS utilizam o HotSync.

A vantagem da sincronização é que sempre temos um cópia de backup (reserva) dos dados, o que pode ser um salva-vidas em caso de quebra, roubo ou falta de energia do PDA.

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Funções comuns

Hoje, a maioria dos PDAs incorpora funções sem fio e multimédia do mesmo tipo. As funções encontradas na maioria dos aparelhos (mas não necessariamente em todos) incluem:

Conectividade sem fio de curto alcance usando infravermelho (IV ou IR, em inglês) ou tecnologia Bluetooth. O infravermelho é encontrado na maioria dos PDAs e requer uma linha de vista directa entre os aparelhos. É comummente usado para fazer a sincronização com um computador notebook que possua uma porta infravermelha. O Bluetooth faz a conexão sem fio (é uma tecnologia de frequência de rádio que não requer uma linha de vista directa) com outros dispositivos com capacidade Bluetooth, como um microfone e auscultador de ouvido (headset) ou uma impressorados aparelhos (mas não necessariamente em todos) incluem: Conectividade à internet e rede corporativa por meio

Conectividade à internet e rede corporativa por meio de Wi-Fi e pontos de acesso sem fioe auscultador de ouvido (headset) ou uma impressora Suporte a Wireless WAN (Wide Area Networks, redes

Suporte a Wireless WAN (Wide Area Networks, redes de área ampla sem fio); as redes de celulares de dados que proporcionam conectividade à internet por meio de aparelhos de telefonia inteligentecorporativa por meio de Wi-Fi e pontos de acesso sem fio Um slot para cartão de

Um slot para cartão de memória que aceita CompactFlash, MultiMediaCard e cartões Secure Digital, actuando estes como armazenamento adicional para arquivos e aplicativos.à internet por meio de aparelhos de telefonia inteligente Suporte de áudio/vídeo para arquivos MP3, MP4,

Suporte de áudio/vídeo para arquivos MP3, MP4, DIVx e um microfone, tomada para alto-falante e tomada para auscultador de ouvidocomo armazenamento adicional para arquivos e aplicativos. Acessórios Os PDAs com tecnologia de ponta oferecem

Acessórios

Os PDAs com tecnologia de ponta oferecem recursos multimédia, de segurança e de expansão que não são encontrados em aparelhos de menor custo:

Um slot para cartão de entrada/saída Secure Digital Input/Output (SDIO) para periféricos de expansão contidos em um cartão SDIO, por exemplo, um cartão Bluetooth, um cartão Wi-Fi ou um cartão GPS (sistema de posicionamento global)que não são encontrados em aparelhos de menor custo: Uma câmara digital embutida para instantâneos de

Uma câmara digital embutida para instantâneos de imagens digitais e captura de pequenos vídeosWi-Fi ou um cartão GPS (sistema de posicionamento global) Recursos de segurança integrados, como um leitor

Recursos de segurança integrados, como um leitor de impressões digitais biométricode imagens digitais e captura de pequenos vídeos Capacidades de GPS incorporadas Componentes do PDA

Capacidades de GPS incorporadascomo um leitor de impressões digitais biométrico Componentes do PDA Microprocessadores e memória Assim como

Componentes do PDA

Microprocessadores e memória

Assim como os computadores de escritório e laptops comuns, os PDAs utilizam microprocessadores. O microprocessador é o cérebro do PDA e coordena todas as suas funções de acordo com as instruções programadas. Ao contrário dos PCs de escritório e laptops, os PDAs usam microprocessadores menores e mais baratos. Apesar de esses microprocessadores terem a tendência de serem mais lentos que seus correspondentes PCs, eles são adequados para a tarefa que os PDAs executam. Os benefícios de um tamanho e preço menor superam a desvantagem das baixas velocidades.

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Pág. 33 Ilustração 34 - As peças que podem compor um PDA: Um PDA não possui

Ilustração 34 - As peças que podem compor um PDA:

Um PDA não possui disco rígido. Ele armazena programas básicos (agenda de endereços, calendário, bloco de anotações e sistema operativo) num chip de memória somente leitura (ROM), que permanece intacto mesmo quando a máquina é desligada. Seus dados e quaisquer programas que se acrescentem posteriormente são armazenados na memória de acesso aleatório (RAM) do aparelho. As informações na RAM permanecem acessíveis somente enquanto o aparelho estiver ligado. Devido ao seu projecto, os PDAs conservam os dados na RAM em segurança porque continuam a consumir uma pequena quantidade de energia, mesmo quando o aparelho está desligado.

Os PDAs de menor potência possuem menores quantidades de memória RAM. No entanto, diversos programas de aplicativos ocupam um espaço de memória significativo, de modo que a maioria dos modelos tem uma capacidade maior de memória. Além disso, os aparelhos Pocket PC geralmente requerem mais recursos e possuem até mais memória RAM. Para fornecer memória adicional, muitos PDAs aceitam média flash removível e cartões de expansão. Eles são úteis para armazenar arquivos grandes ou conteúdo multimédia, como fotos digitais.

Alguns PDAs mais recentes, como o Palm Tungsten E2, usam memória flash em vez de memória RAM. A memória flash não é volátil, o que significa que ela preserva os dados e aplicativos que armazena, mesmo quando toda a energia da bateria se esgota.

Sistemas operativos

O sistema operativol contém as instruções pré-programadas que informam o que o microprocessador deve fazer. Os sistemas operativos usados pelos PDAs não são tão complexos quanto os usados pelos PCs. Eles possuem menos instruções, o que requer menos memória.

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Pág. 34 Ilustração 35 - Vista interna de um PDA. Uma placa de circuito desdobra-se do

Ilustração 35 - Vista interna de um PDA. Uma placa de circuito desdobra-se do visor. No meio da placa de circuito de camada única está o microprocessador e, à esquerda e acima, estão os chips de memória.

Os PDAs e os telefones inteligentes normalmente possuem um de dois tipos de sistemas operativos: Palm OS ou Windows Mobile. Entretanto, a RIM tem um SO específico para seus aparelhos Blackberry e o sistema operativo Symbian opera em alguns telefones inteligentes (Nokia, por exemplo)

Baterias

Os PDAs obtém a sua energia através de baterias. Alguns modelos usam baterias alcalinas (AAA), enquanto outros usam baterias recarregáveis (de lítio, níquel-cádmio ou hidreto metálico de níquel). A vida da bateria depende do tipo de PDA e da forma como se o utiliza. Algumas das coisas que podem drenar as baterias:

Sistema operativo (o PocketPC requer mais energia em virtude de possuir maiores requisitos de memória)o utiliza. Algumas das coisas que podem drenar as baterias: Mais memória Conexões sem fio, como

Mais memóriaem virtude de possuir maiores requisitos de memória) Conexões sem fio, como Wi-Fi e Bluetooth Iluminação

Conexões sem fio, como Wi-Fi e Bluetoothde possuir maiores requisitos de memória) Mais memória Iluminação traseira do visor A vida da bateria

Iluminação traseira do visorMais memória Conexões sem fio, como Wi-Fi e Bluetooth A vida da bateria pode variar de

A vida da bateria pode variar de horas a dias, dependendo do modelo do PDA e de seus

recursos. A maioria dos PDAs possui sistemas de gestão de energia para prolongar a vida da bateria. Mesmo se as baterias estiverem com pouca carga e não se puder ligar

a máquina (ela dará uma série de avisos antes que isso aconteça), geralmente haverá energia suficiente para preservar a memória RAM.

Caso as baterias se esgotem completamente ou se remova as mesmas, a maioria dos

aparelhos possui uma bateria de emergência interna que fornece energia por curto prazo (geralmente 30 minutos ou menos) até que se instale outra de reposição. Se toda

a energia for consumida, os PDAs perderão todos os dados contidos na memória RAM. Isso torna o backup ou a sincronização do PDA extremamente importante.

Além da energia da bateria, muitos PDAs vêm com adaptadores CA para funcionar com corrente eléctrica residencial, ou até um adaptador para automóveis.

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Pág. 35 Ilustração 36 - Componentes do PDA: estojo, tela de cristal líquido e placa de

Ilustração 36 - Componentes do PDA: estojo, tela de cristal líquido e placa de circuito. Este modelo vem na cor preta, mas você pode comprar capas intercambiáveis em várias cores.

Visor LCD

Os PDAs usam uma visor LCD (mostrador de cristal líquido). Ao contrário dos visores LCD para computadores e laptops, que são usadas unicamente como dispositivos de saída, os PDAs usam seus visores para a entrada e saída de informações. Os visores LCD dos PDAs são menores do que os dos laptops, mas variam de tamanho. Actualmente todos os PDAs oferecem visores coloridos.

As telas dos PDAs possuem os seguintes recursos:

LCD TFT (thin-film transistor, transístor de película fina) para uso em ambiente interno ou externocoloridos. As telas dos PDAs possuem os seguintes recursos: Resoluções de pixel diferentes com resoluções mais

Resoluções de pixel diferentes com resoluções mais altas para maior qualidadede película fina) para uso em ambiente interno ou externo Visor colorido Iluminação traseira para leitura

Visor coloridodiferentes com resoluções mais altas para maior qualidade Iluminação traseira para leitura com pouca iluminação

Iluminação traseira para leitura com pouca iluminaçãoresoluções mais altas para maior qualidade Visor colorido Métodos de entrada Os PDAs variam quanto à

Métodos de entrada

Os PDAs variam quanto à maneira como se faz a entrada de dados e comandos. Alguns aparelhos usam exclusivamente uma caneta especial (stylus) e uma tela sensível, em combinação com um programa de reconhecimento de escrita. Usando uma caneta especial plástica, desenham-se caracteres na tela ou na área dedicada à escrita do aparelho. O software no interior do PDA converte os caracteres em letras e números. Nos aparelhos Palm, o software que reconhece essas letras chama-se Graffiti. O Graffiti requer que cada letra seja registada de uma maneira determinada e deve-se usar um alfabeto especializado.

Os PDAs Pocket PC oferecem três aplicativos de reconhecimento de escrita:

Transcriber, Letter Recognizer e Block Recognizer. O Letter Recognizer e o Block Recognizer são similares ao Graffiti e requerem alfabetos especializados. Por outro lado, o Transcriber reconhece a escrita "normal" se se escrever de modo legível. Ele possui capacidade de reconhecimento de escrita similar à encontrada nos Tablet PCs.

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Pág. 36 Ilustração 37 - Teclado Logitech (967301-0403) Caso não o utilizador não se adapte com

Ilustração 37 - Teclado Logitech (967301-0403)

Caso não o utilizador não se adapte com a escrita no PDA, poderá usar determinados um teclado miniatura próprios para o efeito. São parecidos com um teclado normal, a única diferença é que são bem mais pequenos. Além disso, muitos aparelhos incluem um pequeno (e geralmente desajeitado) teclado QWERTY (em inglês). Também poderá ser usado um teclado de tamanho normal conectado ao PDA via bluetooth ou porta USB. Cada modelo também possui alguns botões e indicadores de navegação para comandar os aplicativos e rolar o visor através dos arquivos.

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VII. O uso dos equipamentos de comunicação móvel na sociedade

Como vimos anteriormente o telemóvel sofreu neste seu pouco tempo de existência uma constante e formidável evolução em todas as suas características.

No inicio do aparecimento do telemóvel, dado o seu custo elevado e pouca ―atracção‖ apenas alguns ―privilegiados‖ possuíam um: pessoas que pelas características do seu trabalho, como a mobilidade frequente e necessidade de se estarem ―sempre‖ contactáveis ou poderem contactar, ou até como símbolo de status.

Com o advento das comunicações digitais tudo começa a modificar-se: Os equipamentos são mais atractivos‖, mais baratos, possuem funcionalidades apetecíveis e dentro em pouco o fenómeno da massificação do seu uso começa a surgir.

E como a procura fomenta a oferta… Todos os grandes (e mesmo pequenos) fabricantes de equipamentos de comunicações e electrónica começam a fazer surgir no mercado cada vez mais uma maior variedade de modelos. Tal como a ―pescadinha de rabo na boca‖ uma coisa leva a outra e assiste-se a um aumento exponencial da oferta, venda e uso de telemóveis.

Se por um lado esta massificação do uso do telemóvel permite qualquer um ter um equipamento de comunicações móveis, estar sempre contactável e contactar sempre que quiser, começa também a assistir-se a uma divisão do seu uso por determinados nichos de idades, nicho social, nicho profissional etc.

Os mais novos usam o telemóvel sobretudo para jogar, ou para contactarem ou serem contactados pelos paisnichos de idades, nicho social, nicho profissional etc. Os jovens/adolescentes usam o telemóvel essencialmente para

Os jovens/adolescentes usam o telemóvel essencialmente para comunicar (fala, SMS, MMS, Messenger, etc.) e ouvir músicajogar, ou para contactarem ou serem contactados pelos pais Os adultos usam o telemóvel sobretudo para

Os adultos usam o telemóvel sobretudo para comunicar através de voz e mensagenscomunicar (fala, SMS, MMS, Messenger, etc.) e ouvir música Os mais velhos usam o telefone praticamente

Os mais velhos usam o telefone praticamente só para atender e efectuar chamadassobretudo para comunicar através de voz e mensagens O telemóvel é, na sociedade actual, equiparado por

O telemóvel é, na sociedade actual, equiparado por muitos a um bem essencial, tal como a comida, o vestuário, etc. Em quase todas as famílias, todos os membros do agregado familiar possuem um ou mais telemóveis, inclusive crianças com menos de dez anos. O telemóvel tornou-se um dos principais, se não o principal meio de comunicação, permitindo que as pessoas comuniquem em tempo real, de várias formas. Para os mais jovens e, por consequência com menos recursos existem as SMS que estão a massificar-se na sociedade actual e, tornaram-se uma das principais formas de comunicação.

Não obstante, para aqueles que estão longe das suas famílias ou entes queridos, inventaram também a vídeo chamada que permite ver a pessoa com quem se está a estabelecer a ligação em tempo real. Por outras palavras, os telemóveis traduziram-se num grande avanço tecnológico, que facilitou bastante a comunicação, tornou-a acessível às massas e, os constantes e avultados investimentos nesta área, assim como, a proliferação das empresas de telecomunicações em todo o mundo, têm contribuído para a criação de muitos postos de trabalho e, para o desenvolvimento tecnológico.

No entanto, o uso massivo deste aparelho, acarreta grandes desvantagens, nomeadamente, o facto de destruir as relações interpessoais e o diálogo entre as famílias e prejudicar a saúde, em especial o desenvolvimento cerebral, devido às

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radiações que estes emitem. Ou seja, quanto mais tempo se passar ao telemóvel maior

é a probabilidade de se contrair uma doença inerente à utilização deste aparelho. Em suma, neste momento, seria incongruente abolir os telemóveis em função das suas desvantagens, porém incentivar através de campanhas de prevenção, entre outros métodos, é um procedimento a intensificar.

Outra conclusão a que se podemos chegar é que apesar do telemóvel ser um equipamento massificado, é também cada vez maior o número de terminais tipo PDA (Personal Digital Assistant) que não é mais do que um computador de dimensões reduzidas, dotado de grande capacidade computacional, cumprindo as funções de agenda e sistema informático de escritório elementar, com possibilidade de interconexão com um computador pessoal e uma rede informática sem fios Wi-Fi para acesso a correio electrónico e internet.

Os PDAs de hoje possuem grande quantidade de memória e diversos softwares para várias áreas de interesse, desde uma versão do pacote Office (Word, Excel, Power Point) até leitores de ficheiros PDF, DIVx, etc, etc. Para além das aplicações normalmente fornecidas com os equipamentos são milhares as aplicações existentes na Internet, e que facilmente se pode efectuar o download e instalar no PDA (isto também é válido para os telemóveis em geral)

Os modelos mais sofisticados possuem modem (para acesso à internet), câmara digital acoplada (para fotos e filmagens), visor colorido (Touch ou não), rede sem fios embutida, Bluetoth, GPS, etc.

Os PDAs guardam das agendas electrónicas somente as dimensões, pois sua utilidade

e aplicabilidade estão se aproximando cada vez mais rapidamente dos computadores de mesa.

Tipicamente as pessoas que usam, ou preferem um PDA a um telemóvel, são aquelas que tentam tirar o máximo uso do mesmo, acabando por o terminal móvel ser quase uma extensão do seu computador, ficheiros, trabalho, empresa, etc.

Outro comentário que se poderá fazer relativamente ao telemóvel e o seu uso prende-se que muitas vezes o seu uso, e o adquirir de um determinado modelo acaba por ser quase como uma questão de status (―Olha, comprei o último modelo da marca XPTO!‖) nomeadamente quando os modelos adquiridos são as chamadas edições especiais (que muitas vezes custam uma pequena fortuna). Não é que os mesmos tenham alguma característica ou funcionalidade a mais, ou melhor, do que os modelos ―normaismas sim, o facto de terem o nome de determinado designer, marca, ou característica especial (incrustação de diamantes, banhado a ouro, caixa em titânio, etc.) que os faz serem colocados num pedestal e serem objecto de desejo… ainda que, muitas vezes impossível de concretizar.

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Bibliografia, Webgrafia

- Manual Comunicações, Carlos Ferreira de Castro, 2.ª edição, revista e actualizada, Escola Nacional de Bombeiros

- Google.com

- Como funcionam os telefones celulares, http://informatica.hsw.uol.com.br/celular.htm

- Etapas da evolução da Comunicação - http://pt.shvoong.com/social-sciences/1696310-