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Aluno: João Vitor Menduiña Ramos Pereira

A concepção moderna do homem.

Tal cultura que tem um primeiro modelar na época medieval, começou a se formar na
renascença e esteve em plenitude a partir do século 15, chegando a ápice no 18. Este é o
momento em que há um inversão no centro das investigações e o homem passa a ter papel
elementar da concepção moderna. Com isso, surge o problema da pluralidade antropológica,
pois a unidade cultural dos antigos é desfeita e surge uma gama de culturas e tipos humanos,
gerando uma grande complexidade no estudo e uma desconstrução da unidade.

1. A concepção do homem no humanismo

A renascença que teve auge e depois declínio, trouxe à luz da investigação, a idade do
humanismo, tendo como grande expressão a literatura, que se acreditava ser o principal meio
de elevação do homem do homem a sua verdadeira humanidade. É pois, segundo grande
influência que se forma a ideia renascentista do homem. De um lado a tradição cristã-medieval
(com seu humanismos cristão) e de outro lado os ideais de humanidade inspirados nos antigos;
com tal conciliação temos duas ideias matrizes da concepção renascentista do homem que são
a dignidade do homem e a universalidade do homem (se tem Nicolau de Cusa como
representante de tal estudo, principalmente n literatura). Entra a crítica nominalista em jogo e
tira de cenário de um mundo ideal com todo seu acarretar. O lugar do homem eu é horizonte
e confinamento/prisão se limita à estrutura teocêntrica e teológica. Nesse período se tem um
esforço dividido em três direções principais para recuperar fundamentos metafísicos e
teológicos:

a) a revitalização do pensamento medieval na chamada segunda escolástica;


b) a tendência panteísta (com Giordano Bruno e mais para frente Espinoza)
c) a tendência que poderemos denominar panteísta, que em contraposição à
transcendência do divino e da metafísica, dá atenção à imanência do divino no
mundo sem por em questão a personalidade divina.

Do cosmo finito de Aristóteles sucede o universo infinito e por isso, a mesma infinitude nunca
pode ser alcançada.

A questão da dignidade do homem tem como origem a sofística grega que se limitava
na literatura antiga. Porém, na renascença, o mesmo tema não se limitara à literatura, mas vai
a fundo na sensibilidade da face do homem; nos antigos se tem a contemplação e na
renascença tem-se o agir.

Na questão do homem universal esbarra-se no problema da unidade e igualdade em


contraposição do pluralismo antropológico em que o segundo se torna o ponto chave das
investigações; que irá refletir principalmente no campo jurídico. Com isso, pode-se afirmar que
existe nesse momento uma antropologia de ruptura e superação.
2. A concepção racionalista do homem
Com o fim da renascença, surge uma nova forma de sentir e de pensar que
darão condição de possibilidade para novas formas de criação cultural. Com efeito,
o renascimento terá grande influência no novo período no que tange o
racionalismo emergente, pondo em pauta questões como o conhece-te a ti
mesmo. Entretanto, o próprio racionalismo emergente faz crítica forte ao antigo
renascimento em questões como o vitalismo e a tradição da psyché, trazendo à
tona o esquema mecanicista do homem.
O espírito racionalista ganha grande força com Descartes e sua antropologia
racionalista, tendo o “homem cartesiano”. Ele faz a inversão cartesiana em que o
método é o ponto de partida e como fundamento para a construção do saber.
Sendo assim, ficam estabelecidos os traços da concepção racionalista do homem:

a) A subjetividade do espírito como res cogitans e consciência-de-se;


b) A exterioridade (concebida mecanicisticamente) do corpo com relação ao
espírito.

3. A concepção do homem na idade cartesiana

A ideia de razão sofre grande alteração com a filosofia de Descartes e com a ciência de
Galileu, alteração essa que muda a compreensão do homem e abra para o campo das ciências
do homem. O homem será caracterizado por dois pontos: o moralismo e o humanismo devoto.
Pascal é um exemplo de transformação da ideia do homem ocidental na idade moderna, onde
é a tensão entre a matemática e a física com o estudo do homem que começa após a
conversão dele para o cristianismo. É essa dialética de Pascal que exprime o ponto dramático
do homem cartesiano.

Tomas Hobbes levou assiduamente a aplicação do racionalismo mecanicista à


compreensão do homem e da sociedade em toda a sua obra, tentando buscar uma expressão
racional rigorosa se obediente aos cânones do mecanicismo para a ideia de corpo, que se
apresenta como categoria fundamental para pensarmos a natureza, o homem e a sociedade. A
diferença entre Hobbes e Descartes é que o primeiro não atribuiu ao cogito a dignidade
ontológica primordial que o segundo reconhece. Renunciando os predicados da tradição,
Hobbes vai buscar sua originalidade no que a natureza lhe impões, a de ser criador de sua
própria humanidade: saindo o homem do estado de natureza e partindo para o estado civil.
Com ele, vem o empirismo inglês, que traz consigo uma influência em diversos campos da
sociedade, se afastando da metafísica.

É com John Locke, teórico da revolução inglesa, que podemos encontrar traços do
empirismo racionalista inglês. Ele vem com o espírito de homem liberal, que sintetiza seu
otimismo naturalista, ou seja, na crença da convivência espontânea e pacífica dos indivíduos
no estado de natureza. Com ele, se tem acrítica das ideias inatas e tudo que as mesmas
acarretam. O empirismo de Locke, fundamenta sua teoria política e todo pensamento liberal
posterior. O paradoxo Lockeano consiste no indivíduo que para exercer sua soberania de si,
terá que viver no isolamento total, pois caso contrário, terá de abrir mão de seu estado de
natureza e entregar seus poderes ao estado mediador de todos.

4. O nascimento das ciências humanas no século 17

É preciso entender que são as ciências que do homem no sentido moderno do tempo e
que tem grande influência sobre o homem na humanidade. A revolução mecanicista atingiu
todo os campos do saber e da cultura e as concepções filosóficas do homem seguiram sua
influência; temos como novo espírito a ideia do método que teve influência do racionalismo e
do racionalismo empirista. Com isso, vários campos foram transformados:

a) O campo das ciências da vida (primeiro a ser transformado);


b) O campo das ciências da linguagem;
c) O campo das ciências da história;
d) Ciências do direito e do estado.

5. A ideia do homem na época da Ilustração

Vem a ser o movimento que dominou o século 18 europeu e sua repercussão nos
campos político, , religioso, filosófico, científico, literário e artístico, caracterizando um
espírito próprio desse mesmo período chamado de civilização da ilustração que
abrange vários aspectos, mas que tem a união deles na concepção do homem bem
como da história humana. O espírito da ilustração se orienta em dois pontos: as luzes
da razão e o progresso (ideia de progresso da razão). Existem algumas ideias que
descrevem a figura histórica assumida pelo espírito da ilustração:

a) Humanidade
b) Civilização
c) Tolerância
d) Revolução

Essas quatro ideias são as diretrizes que segundo às luzes e o progresso,


caracterizam o espaço mental da ilustração.

6. A concepção do homem em Kant

Em Kant, observa-se tanto características nítidas da ilustração como os prenúncios de um novo


período, do romantismo tendo o iluminismo alemão como vertente. Isso se observa em meio a
tradição racionalista, a herança petista e a atração do pensamento de Rousseau. Com isso,
observa-se duas linhas de desenvolvimento da concepção humana kantiana:

a) Uma linha propriamente antropológica;


b) Uma linha crítica que segue o desenvolvimento da reflexão crítica a partir da
dissertação de 1770.
Nessas duas linhas tem uma relação que postula subordinação da antropologia com base
empírica, à metafísica dos costumes que procede a priori. Assim, tornar a filosofia útil para a
vida, e ela constitui, sem dúvida, um dos aspectos fundamentais da concepção kantiana do
homem, aquele pelo qual ele participa do movimento pedagógico do esclarecimento.

As linhas principais que se entrelaçam na ideia kantiana do homem são:

a) Linha da estrutura sensitivo-racional, que acompanha o homem como ser


cognoscente;
b) Linha estrutura físico-pragmática que acompanha o homem como ser natural ou
mundano;
c) Linha da estrutura histórica ou do destino do homem. A esse aspecto da concepção
kantiana do homem como ser histórico está estritamente vinculada sua doutrina, de
caráter ético-jurídico, sobre o ordenamento da liberdade no indivíduo e na
comunidade, exposta na metafísica dos costumes.