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3º Trim.

de 2018: ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO: Os princípios de Deus para a Sua Igreja em Levítico

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3º Trimestre de 2018 - CPAD
ADORAÇÃO, SANTIDADE E SERVIÇO: Os princípios de Deus para a Sua Igreja em
Levítico
Comentários da revista da CPAD: Claudionor Correa de Andrade
Comentário: Ev. Caramuru Afonso Francisco

ESBOÇO Nº 7
LIÇÃO Nº 7 – FOGO ESTRANHO DIANTE DO ALTAR
O sacerdote deve ser obediente ao Senhor.

INTRODUÇÃO
- O sacerdote deve ser obediente ao Senhor.

- O episódio da morte de Nadabe e Abiú mostra-nos a gravidade de nos apresentarmos diante do Senhor.

I – OS DOIS ALTARES DO TABERNÁCULO

- Na continuidade do estudo do livro de Levítico, estudaremos o episódio da morte dos sacerdotes


Nadabe e Abiú, conhecido como o episódio do “fogo estranho diante do altar”, que se encontra em
Lv.10.

- Mas, antes de adentrarmos ao episódio propriamente dito, uma das poucas passagens narrativas do livro de
Levítico, mister se faz verificar quais eram os mandamentos dados por Deus a Moisés com relação ao culto
levítico, mais precisamente com respeito aos dois altares: o altar de cobre, conhecido como altar de
sacrifícios, e o altar de ouro, também conhecido como altar de incenso..

- Quando o Senhor deu a Moisés, no monte Sinai, o modelo do tabernáculo que deveria ser construído para
nele se fazer o culto e adoração ao Senhor por parte dos israelitas, determinou que fosse construído um altar
de madeira de setim, com cinco côvados de comprimento e cinco côvados de largura, portanto um altar
quadrado, com três côvados de altura, com pontas nos seus quatro cantos, peça que seria coberta de cobre
(Ex.27:1,2).

- Este altar teria caldeiras para recolher a sua cinza, pás e bacias, garfos e braseiros, todos de cobre,
possuindo, igualmente, um crivo de cobre em forma de rede, com quatro argolas de metal nos seus quatro
cantos, como também varais para o altar, varais de madeira de setim, que seriam igualmente cobertos de
cobre, varais que seriam metidos nas argolas, a fim de permitir a locomoção do altar. O altar seria oco de
tábuas (Ex.27:4-8).

- Este altar seria posto na parte descoberta do tabernáculo, no chamado pátio, antes da parte coberta, a
chamada “tenda da congregação”, à porta da qual haveria a pia de cobre, onde os sacerdotes se deveriam
lavar, seja para oferecer os sacrifícios, seja para entrar no lugar santo.

- Todos os israelitas poderiam se aproximar do altar, mas não poderiam subir nele, pois somente o faziam os
sacerdotes, exatamente para levar os animais e vegetais que seriam oferecidos em sacrifício.

- Este altar era o local onde os sacrifícios eram oferecidos, altar acessível a todos, visto por todos e o
lugar onde o povo entrava em comunhão com Deus, na medida em que seus pecados ali eram expiados,
quando se faziam os sacrifícios, não só os sacrifícios trazidos por quem havia pecado, como também o
chamado “sacrifício contínuo”, onde dois cordeiros eram diariamente, um pela manhã e outro pela tarde,
oferecidos em prol do povo em geral (Nm.28:1-8).

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- O altar era de madeira, madeira esta que representa a humanidade de Cristo Jesus, Aquele que Se ofereceu
por nós na cruz do Calvário, fazendo-Se homem para morrer por nós (Jo.1:14). A cobertura era de cobre,
representando o juízo divino que cairia sobre o Senhor Jesus, que tomaria sobre Si o pecado da humanidade,
para nos salvar (Is.53:5; I Pe.3:18).

- No altar de cobre, o sangue dos animais era continuamente derramado, durante todo o dia, motivo
pelo qual dele deveria emanar um forte cheiro de carne, até porque todos os animais eram ali queimados, às
vezes inteiramente, às vezes somente algumas partes, dependendo do tipo de sacrifício, pois, mesmo quando
parte do sacrifício ficava como porção aos sacerdotes, tais partes eram devidamente cozidas para que os
sacerdotes pudessem consumi-lo.

- O sangue dos animais, ademais, era totalmente derramado no altar, como tipo do derramamento integral do
sangue de Cristo por nós, o preço pago pelos nossos pecados (I Pe.1:18,19), derramamento que foi total
(Jo.19:34), tanto que, ao ressuscitar, Jesus não mais possuía sangue, mas apenas carne e ossos (Lc.24:39).

- O altar ficava no pátio do tabernáculo, à vista e acessível a todos, precisamente para nos mostrar que a
salvação é para todos os homens, ainda que custe o preço do sangue de Cristo.

- Como era neste altar que se faziam os sacrifícios, onde os animais e vegetais eram queimados totalmente
ou, pelo menos, cozidos, mister que se tivesse fogo no altar. Como já se disse, o altar possuía braseiros, e o
fogo tinha de arder continuamente no altar, mesmo durante a noite, o fogo não se podia apagar, já que os
sacrifícios deviam ser feitos diariamente, incessantemente, durante o dia, desde o primeiro sacrifício
contínuo até o último sacrifício contínuo do dia (Lv.6:8-13).

- Este fogo foi acendido pelo próprio Deus. Quando da inauguração do tabernáculo, antes que se fizesse o
sacrifício sobre o altar de cobre, Deus encheu da Sua glória no tabernáculo e saiu fogo de diante do Senhor,
que consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar, à vista de todo o povo (Lv.10:23,24).

- Vemos, portanto, que os sacrifícios eram queimados num fogo de origem divina, a nos mostrar,
claramente, que era o próprio Deus quem tomou a iniciativa de forjar o plano da salvação, que é um
propósito divino levar os homens a voltar a ter comunhão com Deus, comunhão esta que exige o sacrifício
de alguém inocente para expiação dos pecados, sacrifício que era tipificado pelos que eram oferecidos no
altar de cobre.

- Tal circunstância se evidencia ainda mais quando o Senhor proíbe que se façam sacrifícios fora deste altar
(Dt.12:13,14; 16:5,6), a nos mostrar que, sem o fogo divino, não se poderia ter a aceitação dos sacrifícios,
pois a salvação somente se dá com iniciativa em Deus, pela vontade do Senhor.

- Isto era tão importante que, quando da inauguração do templo, uma vez mais o Senhor pôs fogo no altar de
cobre, após ter, uma vez mais, enchido com a Sua glória a nova casa de oração (I Rs.8:11; II Cr.7:1,2).

- Além do altar de cobre, uma outra peça que se mandou construir para o tabernáculo foi o altar de
incenso, também chamado de altar de ouro, cujo comprimento seja de um côvado de comprimento e um
côvado de altura, ou seja, também um altar quadrado, com dois côvados de altura, feito de madeira de setim,
que deveria ser forrado de ouro puro, o seu teto, as suas paredes ao redor e as suas pontas, com uma coroa de
ouro ao redor, com as duas argolas de ouro debaixo da sua coroa, uma de cada lado, por onde seria o altar
levado em suas locomoções, varais que deveriam ser também de madeira de setim e igualmente forradas de
ouro (Ex.30:1-5).

- Este altar, ao contrário do altar de sacrifícios, deveria ser posto no lugar santo, ou seja, na primeira
parte coberta do tabernáculo, lugar somente acessível aos sacerdotes, não sendo uma peça vista pelo povo,
portanto. Este altar deveria ficar diante do véu que separava o lugar santo do lugar santíssimo, no lado do

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lugar santo, onde deveria Arão queimar o incenso das especiarias toda manhã, quando pusesse em ordem as
lâmpadas, como também à tarde. Era a queima do incenso contínuo.

- Este incenso que seria queimado neste altar tinha uma composição previamente determinada por
Deus (Ex.30:34-38), sendo vedado que fosse tal incenso utilizado para outro fim que não fosse ser queimado
neste altar, como também proibido que qualquer outro tipo de incenso pudesse ser queimado neste altar
(Ex.30:9).

- Também no altar de incenso era proibido que se oferecesse qualquer tipo de sacrifício ou de libação
(Ex.30:9), mas, uma vez ao ano, este altar receberia sangue do sacrifício feito no dia da expiação, nas suas
pontas, como parte de todo o cerimonial, pelo qual o sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo, para ali
também aspergir o sangue do sacrifício sobre a tampa da arca do concerto, o propiciatório de ouro puro
(Ex.30:10; Lv.16).

- Este altar de incenso tipifica, também, o Senhor Jesus, mas não mais como o Salvador, como no altar de
cobre, mas como o Intercessor, o único Mediador entre Deus e os homens (I Tm.2:5). O incenso, na Bíblia,
fala das orações dos santos (Ap.5:8; 8:3) e, portanto, o altar de incenso representa as orações que são feitas
ao Senhor, as orações do povo a Deus.

- O fato de o incenso ter uma composição expressamente determinada por Deus indica-nos que a oração não
deve ser feita como queiramos, como pensamos, mas seguindo os parâmetros divinos, dos quais, o primeiro
é que somente podemos ser ouvidos por Deus em nossas orações se, efetivamente, estivermos em comunhão
com Ele, se tivermos pedido perdão pelos nossos pecados, confessando-os (Is.59:2; Jo.9:31).

- Não foi por outro motivo, aliás, que os discípulos pediram que Jesus os ensinasse a orar (Lc.11:1) e, por
isso mesmo, o próprio Cristo disse que somente receberemos algo da parte de Deus se pedirmos em Seu
nome, ou seja, pela Sua autoridade (Jo.15:16; 16:23,24,26).

- Para se ir ao altar do incenso, tinha-se, necessariamente, de passar pelo altar de cobre, pois, no caminho da
entrada do tabernáculo (ou do templo, posteriormente), até o lugar santíssimo, passava-se pelo altar de cobre
para só, então, conseguir-se penetrar no primeiro véu, ingressando no lugar santo, onde estava o altar de
incenso.

- Para termos condição de orar a Deus, é preciso que confessemos os pecados, peçamos perdão ao Senhor e
Ele, que é fiel e justo, nos perdoará de todos os pecados e nos purificar de toda a injustiça (I Jo.1:9).

- O incenso teria de ser queimado e, portanto, o altar de cobre teria também de ter fogo. De onde viria
este fogo? Este fogo, necessariamente, deveria vir do altar de cobre (Lv.16:12,13), o fogo que teve sua
origem no próprio Deus, pois Deus é um fogo consumidor (Ex.24:17; Is.29:6; 30:27,30; 33:14; Hb.12:29).

- Para que se possa aceitar o incenso diante do Senhor, seria absolutamente necessário que houve pureza. O
incenso já tinha uma composição segundo os ditames divinos e, portanto, o fogo teria de ser puro, motivo
por que somente o fogo oriundo do altar de cobre poderia ser utilizado nesta queima, queima, aliás, que se
dava, a exemplo do sacrifício contínuo, duas vezes ao dia, pela manhã e pela tarde.

- Assim como o sacrifício contínuo tipificava o sacrifício de Cristo, que, pendurado no madeiro no horário
do sacrifício da manhã, morreu no instante do sacrifício da tarde (Mc.15:25; Lc.23:24-26), a queima do
incenso contínuo tipifica a intercessão incessante do Senhor Jesus, que, inclusive, quando de Sua
crucificação, precisamente nestes horários proferiu palavras de oração, seja em favor de Seus algozes,
enquanto era pregado na cruz (Lc.23:33,34), seja pouco antes de expirar (Lc.23:46).

- Daí a grande importância para que o fogo nunca apagasse, desde o momento em que tinha sido acendido
pelo Senhor, assunto que será objeto de lição própria, razão pela qual não se tecerão comentários a este

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respeito, mas, ante o fato de que era este fogo essencial para o sacrifício contínuo e para a continuada
queima de incenso, evidente que tal fogo não se pudesse extinguir e quando apagou, quando da necessidade
de mudança do tabernáculo para o templo, o próprio Deus fez com que novo fogo do céu viesse para acender
o altar no templo.

- Alguém pode objetar esta necessidade diante da narrativa da inauguração do segundo templo. O relato diz
que houve sacrifícios por ocasião do início do serviço do templo construído sob a direção de Zorobabel,
mas, naquela oportunidade, nem veio a glória de Deus para encher o templo, nem tampouco veio fogo do
céu para consumir os sacrifícios e acender o altar de cobre (Ed.3:1-6).

- Por primeiro, é importante observar que o altar foi construído antes do próprio templo, de sorte que a
inauguração do altar não representou a inauguração do templo propriamente dito. Entretanto, quando da
própria inauguração do templo (Ed.6:13-22), não houve qualquer manifestação sobrenatural como ocorrera
seja quando o tabernáculo foi levantado, seja quando se dedicou o templo construído por Salomão.

- Tais circunstâncias fizeram com que os mais antigos dos judeus se entristecessem (Ed.3:12,13), mas tal
tristeza foi completamente dissipada pelo próprio Deus que, por intermédio do profeta Ageu, esclareceu o
Seu povo que a glória da segunda casa seria maior que a da primeira (Ag.2:9), o que se compreende pelo
fato de ter sido neste segundo templo que tenha entrado o Senhor Jesus e nele exercido o Seu ministério.

- Neste segundo templo, Jesus é apresentado pelo velho Simeão, que, em oração, profetiza o próprio
sacrifício vicário que nos traria a salvação (Lc.2:25-35). Foi ali que o Senhor Jesus ensinou os próprios
doutores (Lc.2:46,47), como também pregava e ensinava durante todas as vezes em que, como varão
israelita, deveria comparecer a Jerusalém por ocasião das três festas obrigatórias (Ex.23:17; 34:23,24),
sempre agindo como sacerdote e intercessor da humanidade, como, por exemplo, no episódio da mulher
adúltera (Jo.8:1-11). Foi, também, no templo, que censurou e demonstrou toda a Sua indignação para com o
uso do templo como casa de negócios, lembrando ser ali casa de oração, o que, segundo alguns estudiosos,
ocorreu por duas oportunidades, uma no início de Seu ministério (Jo.2:2:13-17) e outra, ao término dele
(Mt.21:12,13; Lc.19:45,46).

- Não resta dúvida, portanto, que a glória desta segunda casa foi maior que a da primeira, até porque o véu
que separava o lugar santo do lugar santíssimo foi rasgado quando da morte de Cristo, abrindo, assim, o
acesso do homem a Deus, o que jamais ocorrera nos dois santuários anteriores (Mt.27:51; Mc.15:38;
Lc.23:45).

II – O EPISÓDIO DO FOGO ESTRANHO DIANTE DO ALTAR

- Feitas as considerações sobre os dois altares, vejamos a narrativa bíblica do chamado “episódio do fogo
estranho diante do altar”, que se encontra em Lv.10.

- Seguindo às orientações dadas pelo Senhor ainda no monte, ainda antes do episódio do bezerro de ouro,
Moisés fez a consagração de Arão e de seus quatro filhos, que haviam sido escolhidos para o sacerdócio,
ou seja, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar (Ex.28:1; 29).

- Moisés, então, segundo as instruções recebidas da parte do Senhor, efetuou a consagração de Arão como
sumo sacerdote e dos seus quatro filhos como sacerdotes (Lv.8,9), ocasião em que o Senhor, como já foi dito
supra, não só encheu o tabernáculo com a Sua glória, como também acendeu, com fogo vindo do céu, o altar
de cobre, fogo que também consumiu os primeiros sacrifícios oferecidos pelos sacerdotes recém-
consagrados, indicando, assim, a Sua total aprovação, autenticando todo o cerimonial.

- Vê-se que, apesar de todo o rigoroso formalismo da cerimônia, Deus quis mostrar que estava presente em
tudo aquilo, que não se tratava de um cerimonial vazio, de uma solenidade estritamente religiosa. Pelo
contrário, assim como havia mostrado por ocasião das pragas do Egito, na abertura do Mar Vermelho, nos

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milagres que começara a realizar na jornada no deserto desde o Mar Vermelho até o monte Sinai, na própria
aparição no monte Sinai, Deus quis se mostrar presente.

- Arão e seus filhos Nadabe e Abiú não eram novatos em manifestação da glória de Deus. Com efeito,
logo após a promulgação da lei, eles haviam participado da comitiva que, juntamente com Moisés, subiu ao
monte Sinai e ali puderam vislumbrar a glória divina.

- O texto bíblico diz que aquelas setenta e quatro pessoas (Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta anciãos de
Israel) tinham subido ao monte Sinai e visto o Deus de Israel, logicamente que uma visão parcial mas
especial, pois viram como que uma obra de pedra de safira, que se encontra debaixo dos pés do Senhor e
como o parecer do céu na sua claridade (Ex.24:10).

- Era esta visão algo terrível e maravilhoso e que, certamente, impactou a todos os que a contemplaram.
Tratava-se um grande brilho, um brilho intenso e que irradiava luz para todos os lados, e que puderam
discernir ou ter o discernimento da parte do profeta Moisés que tudo aquilo era apenas o que se encontrava
debaixo dos pés do Senhor. Quão maravilhoso e grandioso não era o Senhor, portanto!

- Nesta visão, o Senhor não estendeu a Sua mão sobre aqueles homens, que eram escolhidos dos filhos de
Israel (Ex.24:11), a indicar, portanto, a separação que havia entre os israelitas e Deus, pois, apesar de serem
reino sacerdotal e povo santo, assim já constituídos pelo fato de a lei ter entrado em vigor, não tinham eles
atendido ao chamado divino para subirem ao monte logo após o longo sonido da buzina (Ex.19:13), tendo,
então, perdido a oportunidade para terem a lei de Deus inscrita em seus corações, algo que somente seria
possível mediante um novo concerto que seria estabelecido com Israel (Jr.31:31-34), por meio do profeta
como Moisés que seria levantado no meio dos israelitas (Dt.18:15-19).

- Apesar deste distanciamento, não causado por Deus mas pelo próprio homem, aqueles homens comeram e
beberam na presença do Senhor, numa refeição sagrada, que dava conta da comunhão que se estabelecera
depois que eles todos haviam firmado o pacto com o Senhor, mediante a aspersão do sangue dos sacrifícios
realizados ao pé do monte Sinai, que dera início de vigência à lei (Ex.24:11).

- Aqueles homens assumiam uma grande responsabilidade, porque tinham sido os representantes do
povo de Israel naquela refeição sagrada, refeição feita na presença do próprio Deus. Constituíam-se,
assim, em principais sacerdotes do povo, pois todo o povo era o reino sacerdotal do Senhor, consoante o
pacto estabelecido.

- Lembremos que, no cerimonial do culto levítico, os sacrifícios quase sempre terminavam em refeições
sagradas, pois, salvo os casos de holocausto, onde tudo era queimado, nos sacrifícios pacíficos, porções do
que era oferecido era consumido pelos sacerdotes (Lv.7:28-38; 10:12-15), sendo que o ritual era finalizado,
por parte do povo, com refeições, não do que tinha sido sacrificado, mas em gratidão a Deus pela aceitação
da adoração (Dt.12:4-7; Ne.8:10-12).

- Por isso mesmo, as refeições sempre foram consideradas sagradas pelos israelitas, algo que perdura até
hoje, tendo partido desta consideração o fato de os judeus recitarem bênçãos antes e depois das refeições, de
onde surgiu nosso costume, salutar, de agradecer a Deus antes de iniciarmos uma refeição (I Co.11:23,24;
Lc.24:30).
OBS: “…Todas as ocasiões festivas judaicas importantes, seja uma celebração religiosa, ou um encontro familiar, ocorrem ao redor de uma
mesa repleta de pratos especiais (…). Uma refeição reúne a família e encoraja o diálogo entre aqueles que se amam de verdade. Mais do que um
intervalo para o café, é um momento reservado para recitar as bênçãos divinas sobre a comida, bem como para sentir o calor humano à sua
volta…” (BLECH, Benjamin. O mais completo guia sobre o judaísmo, p. 267).

- Depois deste momento de comunhão, todos desceram do monte e Moisés tornou a subir, quando, então, o
Senhor lhe deu o modelo do tabernáculo. Quarenta dias depois, Israel fracassou como reino sacerdotal, ante
o episódio do bezerro de ouro, sendo certo que Arão, Nadabe e Abiú ficaram, juntamente com os demais

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integrantes da tribo de Levi, do lado do Senhor, sendo, por isso mesmo, escolhidos para serem sacerdotes
em lugar do povo, para serem propriedade do Senhor.

- Pois bem, com toda esta experiência vivida no monte Sinai, no episódio do bezerro de ouro e agora, na
manifestação da glória de Deus, quando da inauguração do tabernáculo, Arão e seus filhos bem sabiam da
gravidade e da seriedade da função da qual haviam sido investidos.

- Apesar de tudo isto, o texto bíblico diz que Nadabe e Abiú tomaram os seus incensários, puseram neles
fogo, que não era oriundo do altar de cobre, pondo incenso nele, com este fogo, levando, assim, fogo
estranho na presença do Senhor (Lv.10:1).

- Em virtude disso, tanto Nadabe quanto Abiú foram mortos por um fogo que saiu de diante do Senhor,
morrendo perante o Senhor de forma fulminante e sobrenatural (Lv.10:2).

- Em seguida a esta morte, Moisés disse a Arão que o Senhor lhe falara dizendo que seria santificado
naqueles que se chegassem a Ele e seria glorificado diante de todo o povo, tendo Arão se calado (Lv.10:3).

- “Nadabe” significa “liberal, voluntário”, enquanto que “Abiú” significa “meu pai é Deus”. Entretanto,
ambos os sacerdotes negaram os seus próprios nomes com sua atitude tresloucada, que lhes foi fatal. Com
efeito, Nadabe não se mostrou “liberal”, visto que, pelo contrário, expressou egoísmo e soberba,
desobedecendo claramente às ordens divinas referentes à queima de incenso, atinentes à adoração do
Senhor, enquanto que “Abiú”, ao desobedecer ao Senhor, comprovou que não o tinha por pai, como dizia
seu nome, já que os filhos devem honrar e obedecer a seus pais.

- Não havia ordem alguma da parte de Deus para que Nadabe e Abiú tomassem os seus incensários.
Estava-se no início dos trabalhos do tabernáculo, haviam sido eles recentemente consagrados. Como se não
bastasse isso, jamais poderiam tomar fogo que não fosse fogo do altar de cobre para queimar incenso perante
o Senhor.

- Ora, ao proceder deste modo, tanto Nadabe quanto Abiú cometeram o mesmo erro que Caim já cometera
no início da história da humanidade, ou seja, o de achar que as normas de adoração a Deus podem ser
estatuídas pelo ser humano, pelo adorador, e não pelo Senhor. Com um agravante em relação a Caim: havia
uma normatização do próprio Deus como se deveria efetuar a queima do incenso, de modo que havia aqui,
ao contrário do que caso de Caim, expressa regra divina a respeito.

- O fogo do altar de cobre era o único fogo que poderia ser utilizado no altar de incenso ou no incensário,
pois era um fogo de origem divina, origem esta que fora testemunhada pelos próprios Nadabe e Abiú, que
tinham sido testemunhas oculares do acendimento do fogo no altar de cobre de forma sobrenatural da parte
de Deus.

- A presença do Senhor estava, portanto, mais do que comprovada em todos os rituais e cerimônias
realizados por Moisés, confirmando, assim, que o líder israelita nada havia inventado, tendo rigorosamente
cumprido tudo o que Deus lhe mandara. A aprovação divina, portanto, era inequívoca e isto servia de alento
e estímulo para que Nadabe e Abiú, constituídos que foram para o sacerdócio, obedecessem tudo quanto lhes
havia sido ordenado por Moisés.

- Nadabe e Abiú, além do mais, tinham uma experiência profunda com o Senhor quando haviam
subido o monte Sinai, coisa que seus dois irmãos, Eleazar e Itamar, não tinham compartilhado, já que
puderam ter uma comunhão com Deus, depois de ter visto a Sua glória debaixo de Seus pés, mediante uma
refeição sagrada.

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- Eram, portanto, ao lado de seu pai Arão, os sacerdotes com maior intimidade com o Senhor e isto deveria
corresponder a uma maior obediência ao Senhor. Estavam, de certo modo, mais próximos de Deus e tal
proximidade lhes obrigava a ter ainda maior reverência e obediência que seus irmãos, tanto quanto seu pai.

- Ora, apesar de tudo isto, eles tomaram a iniciativa de pôr fogo estranho em seus incensários, de retirar seus
incensários, peças sagradas e que não poderiam sair do lugar santo, para outro lugar, não santificado, onde
neles colocaram fogo igualmente profano, sem qualquer procedência divina.

- Tratava-se de ato de completa desobediência, de atrevimento, de menosprezo da Palavra de Deus, de


irreverência e de soberba, que o Senhor não podia, mesmo, tolerar nem admitir. Estava-se a ofender não só
a santidade mas a própria soberania divinas e, quando isto ocorre, amados irmãos, não há outra
consequência senão a imediata e irretratável repugnância e repulsa divinas, que geram a morte, a rejeição.

- Nadabe e Abiú haviam desprezado o fogo divino, o fogo de procedência divina e, por isso mesmo, fogo
de diante do Senhor os consumiu, matando-os, ainda que não os tenha carbonizado, tanto que seus corpos
puderam ser retirados e devidamente sepultados (Lv.10:4,5).

- A ofensa a Deus era tamanha que Moisés mandou que Arão e os sacerdotes que haviam remanescido,
Eleazar e Itamar, não poderiam ficar de luto, pois tal luto significaria uma indignação para toda a
congregação, podendo, porém, tal lamento ser feito por parte dos israelitas (Lv.10:6).

- Mas por que tamanha severidade no tratamento com os sacerdotes Nadabe e Abiú?

- Por primeiro, devemos lembrar que a quem mais é dado, mais se é lhe pedido (Lc.12:48). Ora, Nadabe e
Abiú faziam parte dos “escolhidos dos filhos de Israel” (Ex.24:11), haviam visto a Deus (ainda que esta
visão não seja da face divina, mas de uma manifestação gloriosa debaixo de Seus pés) e, portanto, tinham
uma situação de maior intimidade com Deus do que todos os demais israelitas e, portanto, muito mais se
exigia deles a observância da lei e, mui especialmente, das normas referentes ao sacerdócio, pois, daqueles
74 escolhidos, apenas 3 haviam sido mantidos em seu ofício sacerdotal e Nadabe e Abiú eram eles.

- Jamais podemos deixar de considerar que Deus leva em conta as diferentes situações de cada ser humano
em relação a tudo quanto ocorre na face da Terra. Deus é o juiz de toda a Terra (Gn.18:25) e, como tal, trata
cada pessoa conforme a sua individualidade. Deus trata com cada um individualmente, o Senhor não trata
com massas.

- Assim sendo, Nadabe e Abiú eram, entre todos os israelitas, aqueles que mais haviam se aproximado
do Senhor e mantido a condição de sacerdotes, mais até que seus irmãos Eleazar e Itamar, que não tinham
tido a experiência do monte Sinai, sendo certo que Arão era de situação diversa, pois era o sumo sacerdote.

- Deste modo, ao violarem flagrante e diretamente as normas relativas ao sacerdócio, tinham mesmo de ser
tratados com maior rigor e severidade, ante a posição que haviam assumido no povo de Israel por escolha do
próprio Deus.

- Tal circunstância prevalece ainda em nossos dias. Com efeito, nós, que cremos no Senhor Jesus,
assumimos uma posição diferenciada com relação aos incrédulos, passamos a ser filhos de Deus por adoção
(Jo.1:12), a ser sacerdotes reais (I Pe.2:9; Ap.1:6). Portanto, caso venhamos a desobedecer ao Senhor, a
afrontar-Lhe a santidade e soberania, teremos maior punição que os que jamais tiveram tal condição, daí
porque o apóstolo Pedro ter dito que o último estado daquele que se desvia espiritualmente, que perde a
salvação é pior que o estado anterior à salvação (II Pe.2:20).

- O Senhor Jesus também atestou esta realidade espiritual, ao dizer que quem uma vez é liberto do poder do
maligno e descuida espiritualmente, fica numa situação ainda pior do que antes de sua salvação que se

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perdeu, já que a casa, que antes era habitada por um espírito maligno, agora o será por oito (Mt.12:45;
Lc.11:46).

- Por segundo, temos que houve uma atitude deliberada da parte de Nadabe e de Abiú. Foram eles que
tomaram a iniciativa de tomar os incensários. Não havia ordem alguma da parte de Deus para que isto se
fizesse e no itinerário da consagração do tabernáculo e dos sacerdotes, não havia qualquer evento que
justificasse esta atitude por parte de ambos os sacerdotes.

- Além disto, veja que os dois agiam em conjunto, ou seja, em mais um indicador de que se estava diante de
uma atitude deliberada, consciente e plenamente voluntária, havia uma concordância dos dois de tomarem
esta atitude, atitude que não era compartilhada pelos outros sacerdotes, apesar de serem eles seus irmãos,
nem tampouco por Arão, tanto que os três estavam na tenda da congregação quando tudo aconteceu, prova
de que estavam alheios ao que se passava.

- A atitude deliberada e voluntária contra os mandamentos do Senhor caracteriza o chamado “pecado


voluntário” que, já na época da lei, não era passível de perdão (Nm.15:30), pois se trata de uma ação em
que se descrê absolutamente da soberania divina, em que não se reconhece Deus como Deus, em que se
decide dizer que Deus não é Deus, que Deus não é o Senhor. É uma ofensa direta à própria pessoa divina.

- Em nossa dispensação, tal pecado também não é passível de perdão, pois se constitui em verdadeira
blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt.10:31; Mc.3:29; Lc.12:10), a Pessoa Divina que convence o homem
do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8), como bem ensinou o escritor aos hebreus (Hb.10:26,27).

- Por terceiro, Nadabe e Abiú tomar seus incensários e os levaram a um lugar inadequado. Como
sabemos que saíram do lugar santo? Porque puseram fogo, que não era o fogo do altar de cobre. Assim,
somente poderiam ter levado o incensário do lugar santo até o altar de cobre, para lá captarem o fogo
autorizado para a queima do incenso. O incensário era um objeto sagrado, que deveria ficar no lugar santo e
somente poderia ser dali tirado para ser levado até o altar de cobre, onde seria posto fogo do altar de cobre
nele.

- Nadabe e Abiú levaram o incensário para um lugar para onde o Senhor jamais havia permitido que tais
objetos fossem levados. Jamais podemos ir ou levar algo da parte de Deus para onde o Senhor não permitir.
Isto é profanação, pois tudo aquilo que é sagrado não pode frequentar lugares impuros e imundos.

- Lembramo-nos aqui de um corinho que aprendemos quando crianças na Escola Bíblica Dominical, que
dizia: “cuidado, pezinho, onde pisa, cuidado, pezinho, onde pisa, o Salvador do céu está olhando pra você,
cuidado, pezinho, onde pisa”. Aonde estamos indo? Somos casa de Deus (Hb.3:6), morada de Deus no
Espírito (Ef.2:22) e não podemos frequentar lugares inadequados.

- Nadabe e Abiú, eles próprios, eram propriedade do Senhor, pois faziam parte da tribo de Levi (Nm.3:12) e,
como se não bastasse, eram sacerdotes, jamais poderiam ter ido a um lugar inadequado para eles, lugar onde
obtiveram o fogo estranho, lugar onde não se encontravam os outros dois sacerdotes e o sumo sacerdote,
que, aliás, estavam na tenda da congregação (Lv.10:7).

- Quando andamos em lugares inadequados, em locais profanos, acabamos por trazer de lá coisas que não
agradam a Deus, que não estão de acordo com a vontade do Senhor. São locais estranhos e alheios a Deus e,
portanto, o fogo que ali se encontrar será igualmente estranho, alheio ao Senhor e à Sua Palavra.

- O que há no mundo é alheio ao que pertine a Deus e à Sua vontade. O apóstolo João foi categórico ao dizer
que quem ama o mundo o amor do Pai não está nele (I Jo.2:15), de sorte que se absorvermos algo do mundo,
mundo que está no maligno (I Jo.5:19), estaremos nos desconectando de Jesus, pois o príncipe deste mundo
nada tem de Jesus (Jo.14:30).

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- Por quarto, Nadabe e Abiú puseram o fogo estranho no incensário, promovendo, assim, uma mistura
entre o sagrado e o profano. O incensário era sagrado, pois o objeto fora separado para o exercício do
ofício sacerdotal, tendo sido, inclusive, ungido por Moisés quando da inauguração do tabernáculo (Lv.8:10 -
lembrando que tal atitude não deve mais ser feita, pois não estamos mais na dispensação da lei, quem deve
ser ungido pelo Espírito Santo somos nós, que somos os intercessores de todos os homens – I Tm.2:1), mas
agora entrava em contato com um fogo estranho, um fogo que não provinha do altar de cobre. Com esta
atitude, Nadabe e Abiú descumpriam um dos principais deveres dos sacerdotes, que era o de distinguir entre
o santo e o profano (Lv.10:10).

- Sempre quando trazemos para o culto algo que não tem procedência divina, algo capturado do mundo,
copiado do mundo, a consequência é a mistura entre o santo e o profano, é a falta de reverência no culto a
Deus, é o desvio da adoração, com consequências extremamente danosas, que, a exemplo do que ocorreu
com Nadabe e Abiú, resultam na morte fulminante e na reprovação divina.

- Quantos, nos dias hodiernos, não estão a procurar “fogo estranho”? Quantos não estão a inserir na liturgia
elementos completamente estranhos aos que foi determinado pelo Senhor, ou seja, salmo, doutrina,
revelação, língua, interpretação (I Co.14:26)? Quantos não têm introduzido danças, coreografias, músicas
mundanas, shows e tantas outras coisas que estão presentes no mundo mas nunca, jamais foram
determinadas por Deus em Sua Palavra? Tomemos cuidado, amados irmãos, o fogo estranho não tem
aprovação do Senhor.

- Esta mistura acentuou-se, pois, depois de terem posto o fogo estranho no incensário, ainda puseram o
incenso santo no incensário. O incensário já era santificado e o incenso, então, extremamente santo, tanto
que era proibida a sua utilização para qualquer outro fim que não fosse o de ser queimado no altar de ouro
no lugar santo (Ex.30:34-38).

- Tal mistura fala-nos do perigo de transformarmos a nossa oração em expressão não de adoração a Deus ou
de diálogo com o Senhor, mas como meio para a expressão de nossas vontades, de nosso egoísmo, de nossa
natureza pecaminosa. Pode alguém fazer uso da oração para este fim? Sim, pois o Senhor Jesus disse que os
gentios, ou seja, pessoas incrédulas, também oravam, usando da oração para dar vazão a seus conceitos de
rebeldia contra Deus, como se, pelas suas “fórmulas”, suas “rezas”, seus “mantras’, alcançariam o favor
divino em virtude de suas atitudes e não da graça e misericórdia divinas (Mt.6:7).

- Por quinto, Nadabe e Abiú não só promoveram a mistura entre o santo e o profano, como trouxeram
este “misturado” diante da presença do Senhor, em total irreverência a Deus. Depois de terem
profanado o incensário, ainda tiveram a coragem de entrar no lugar santo e levar este incensário profanado,
com o incenso profanado, para ser queimado diante de Deus, como se tal ação pudesse ser aprovada por
Deus.

- Esta atitude de Nadabe e Abiú demonstra total falta de temor e reverência a Deus, um destemor que,
lamentavelmente, tem sido observado com certa frequências nas reuniões dos que cristãos se dizem ser. Em
vez de adoração, de sacrifício santo, vivo e agradável a Deus, o culto racional, vemos, isto sim, reuniões de
entretenimento, manifestações artísticas, onde o que menos conta, o que menos se percebe é a intenção de
reconhecer o senhorio divino.

- Esta falta de temor a Deus é tanta que não são poucos os que se reúnem tão somente para se confraternizar
com as pessoas próximas, quando não para catapultar os seus negócios, obter grandiosas arrecadações, fazer
campanhas políticas e tantos outros objetivos que estão muito, muito longe do que significa cultuar a Deus.

- A consequência destas ações de Nadabe e Abiú não poderia ser outro senão a morte, pois o salário do
pecado é a morte (Rm.6:23). Por isso, como eles profanaram o culto usando de fogo estranho, foram mortos
pelo fogo, em estrito cumprimento da lei da semeadura (Gl.6:7; Os.8:7).

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- Deus não muda (Ml.3:6) e, portanto, todos quantos agirem como Nadabe e Abiú, ou seja, sendo sacerdotes
reais, profanarem o culto a Deus, trouxerem fogo estranho diante do Senhor, igualmente serão mortos,
fulminados pelo fogo consumidor, que é o nosso Deus.

- Alguém pode dizer que vivemos a dispensação da graça e que os fatos agora analisados ocorreram na
dispensação da lei. Ora, por isso mesmo, se, na lei, onde o culto era meramente típico, onde se
representavam realidades espirituais, a reação divina foi deste naipe, que podemos dizer daqueles que
violam a reverência e a santidade diante do culto divino pleno, que é a própria realização do que era
tipificado? Como diz o escritor aos hebreus, é muito mais grave a inobservância do pacto da graça do que o
pacto da lei, é muito mais grave inobservarmos as regras do sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque
do que as regras do sacerdócio levítico. Tomemos muito cuidado, amados irmãos!

- O escritor aos hebreus, em várias passagens de seu livro, demonstra quão mais grave é não atendermos aos
mandamentos divinos já tendo a salvação em Cristo Jesus do que era o não atendimento às normas da lei de
Moisés, pois o sacrifício de Jesus é superior aos sacrifícios previstos na legislação mosaica, nós já vivemos a
realidade espiritual tipificada na lei e nossa aliança é muito mais sublime, pois somos efetivamente libertos
do pecado e entramos em comunhão com o Senhor, algo que não ocorria senão como promessa e esperança
na lei.

- O episódio do fogo estranho mostra-nos como devemos nos apresentar diante de Deus como sacrifício
santo, vivo e agradável a Deus e isto nos impede de usar todo e qualquer elemento que não tenha
procedência divina, que não seja autorizado ou determinado pelo Senhor. Se o fizermos, estaremos pondo
em risco a nossa salvação, estaremos construindo uma tragédia eterna para nossas vidas. Pensemos nisso!

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Caramuru Afonso Francisco

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