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RELÉS DE SINCRONISMO RPH2
RELÉS DE
SINCRONISMO RPH2

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

AREVA Transmissão & Distribuição Equipamentos de Alta Tensão Av. Nossa Senhora da Piedade, 1021 CEP 37504-358 Itajubá - MG - Brasil

BAT

01

31/10/2006

Demba Ndiaye

Rubens Lander

Administrador

Emissão

Data

Compilado

Aprovado

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

Sumário

Pág.

1 Generalidades

8

 

1.1 Manuseio de equipamento eletrônico

8

1.2 Desembalagem

8

1.3 Armazenagem

8

1.4 Instalação

8

1.5 Dados técnicos

9

2 Introdução

10

2.1 Utilização do Manual

10

2.2 Modelos disponíveis, montagem

10

2.3 Módulos adicionais

10

2.3.1 Módulo de sinalização: Opção S

10

2.3.2 Módulo de medição de corrente: Opção I

11

2.3.3 Módulo analógico: Opção A

11

 

2.3.3.1 Opção A0

11

2.3.3.2 Opção A1

12

2.3.3.3 Opção A3

12

2.3.3.4 Lista de modelos disponíveis

12

2.4

Elementos frontais do dispositivo

12

2.4.1

Visor gráfico

12

2.4.1.1

Ajuste do contraste do visor LC

13

2.4.2

Comutador operado a chave

13

2.4.2.1 Posição "OFF" (DESLIGADO)

13

2.4.2.2 Posição "OPERATION" (OPERAÇÃO)

13

2.4.3

Indicadores LED

13

2.4.3.1 LED "READY" (PRONTO) (verde)

13

2.4.3.2 LED 1 a 7 (vermelho)

14

2.4.4 Teclas

14

2.4.5 Interface serial

14

2.5

Sistema do menu

15

2.5.1

Estrutura do menu

16

3 Notas de aplicação

18

3.1

Descrição geral das funções

18

3.1.1

Manobra sincronizada

18

3.1.1.1 Fechamento

18

3.1.1.2 Abertura

19

3.1.2 Disjuntor

19

3.1.3 Estrutura do RPH2

20

RPH2

Manual de instruções

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Sumário

Pág.

3 Notas de aplicação (continuação)

3.1 Descrição geral das funções (continuação)

3.1.4

Função do RPH2

20

3.1.4.1 Energização de uma carga indutiva no ponto máximo da tensão

21

3.1.4.2 Interrupção de uma corrente indutiva

22

3.1.4.3 Programa de operação

23

3.2

Manobra de transformadores e reatores

24

3.2.1

Fechamento

24

3.2.1.1 Redes com Neutro aterrado

24

3.2.1.2 Redes com Neutro isolado

24

3.2.2 Abertura

24

3.2.3 Dados requeridos do disjuntor

25

3.2.3.1 Fechamento

25

3.2.3.2 Abertura

25

3.2.4

Precisão necessária para o tempo de operação

25

3.3

Manobra de grupos de reatores

26

3.3.1

Fechamento

26

3.3.1.1 Redes com Neutro aterrado

26

3.3.1.2 Redes com Neutro isolado

26

3.3.2 Abertura

26

3.3.3 Dados requeridos do disjuntor

26

3.3.3.1 Fechamento

27

3.3.3.2 Abertura

27

3.3.4

Precisão necessária para o tempo de operação

27

3.4

Manobra de capacitores em vazio

27

3.4.1

Fechamento

27

3.4.1.1 Redes com Neutro aterrado

27

3.4.1.2 Redes com Neutro isolado

28

3.4.2 Abertura

28

3.4.3 Dados requeridos do disjuntor

28

3.4.4 Precisão necessária para o tempo de operação

32

3.5

Manobra (fechamento) de linhas em vazio

32

4 Funções dos módulos adicionais

33

4.1

Módulo de sinalização: Opção S

33

4.1.1 Saídas de alarme

33

4.1.2 Entradas de acoplador ótico

33

 

4.1.2.1 Medição do tempo de operação

33

4.1.2.2 Reposição remota

35

4.1.2.3 Sincronização com relógio de tempo real

35

4.2

Módulo analógico: Opção A

35

4.2.1 Compensação da tensão de controle

36

4.2.2 Compensação da temperatura

38

4.2.3 Compensação da pressão hidráulica

41

RPH2

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Sumário

Pág.

4 Funções dos módulos adicionais (continuação)

4.2 Módulo analógico: Opção A (continuação)

4.2.4 Especificações para os sensores externos

42

4.2.5 Controle adaptativo

43

4.3

Módulo de corrente: Opção I

43

5 Sistema do menu RPH2

44

5.1

Dados do sistema

44

5.1.1 Senha

 

44

5.1.2 Freqüência do sistema

44

5.1.3 Tensão de controle

45

5.1.4 Pressão nominal

45

5.1.5 Programa de operação

46

 

5.1.5.1

Programa do usuário

46

5.1.6 Função Canal 1

47

5.1.7 Idioma

 

47

5.1.8 Hora / Data

47

5.1.9 Nova senha

48

5.1.10 Partida do auto-teste

48

5.1.11 Intervalo do auto-teste

48

5.2

Dados do disjuntor

49

5.2.1 Tempo de operação CH1

49

5.2.2 Tempo de operação CH2

49

5.2.3 Tempo de arco CH1

50

5.2.4 Tempo de arco CH2

50

5.2.5 Tempo de defasagem auxiliar CH1

50

5.2.6 Tempo de defasagem auxiliar CH2

50

5.2.7 Controle adaptativo

51

 

5.2.7.1 Fator de influência

51

5.2.7.2 Tempos adaptativos CH1

51

5.2.7.3 Tempos adaptativos CH2

51

5.2.7.4 Reposição dos tempos adaptativos

51

5.2.8 Compensação

52

5.2.9 Tensão kU1 CH1

52

5.2.10 Pressão kP1 CH1

52

5.2.11 Compensação de temperatura CH1

53

5.2.12 Tabela de temperatura CH1

53

 

5.2.12.1

Delta-t xx °C

53

5.2.13 Tensão kU2 CH2

53

5.2.14 Pressão kP2 CH2

54

5.2.15 Compensação de temperatura CH2

54

5.2.16 Tabela de temperatura CH2

54

 

5.2.16.1

Delta-t xx °C

54

RPH2

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RPH2 Manual de instruções

Sumário

Pág.

5 Sistema do menu RPH2 (continuação)

5.3

Dados analógicos

54

5.3.1

Ajustes

54

5.3.1.1 Corrente máxima

55

5.3.1.2 Tensão de controle máxima

55

5.3.1.3 Tensão de controle mínima

55

5.3.1.4 Temperatura máxima

56

5.3.1.5 Temperatura mínima

56

5.3.1.6 Pressão máxima

57

5.3.1.7 Pressão mínima

57

5.3.2 Corrente primária nominal do TC

57

5.3.3 Corrente secundária nominal do TC

58

5.3.4 Tensão de controle real

58

5.3.5 Temperatura

59

 

5.3.5.1 Valor a 4 mA

59

5.3.5.2 Valor a 20 mA

60

5.3.6

Pressão

60

5.3.6.1 Valor a 4 mA

60

5.3.6.2 Valor a 20 mA

61

5.4

Alarmes

61

5.4.1 Reposição obrigatória

61

5.4.2 Bloqueio

62

5.4.3 Lista de alarmes

63

 

5.4.3.1 Bloqueio

63

5.4.3.2 Freqüência mínima

64

5.4.3.3 Freqüência máxima

64

5.4.3.4 Corrente máxima (crista)

64

5.4.3.5 Falha da tensão de referência

65

5.4.3.6 Falha do impulso RTC

65

5.4.3.7 Neutro intermediário

65

5.4.3.8 Neutro aterrado

65

5.4.3.9 Neutro isolado

65

5.4.3.10 Erro no auto-teste

66

5.4.3.11 ERRO no auto-teste CH1

66

5.4.3.12 ERRO no auto-teste CH2

66

5.4.3.13 Tempo de comando mínimo CH1

66

5.4.3.14 Tempo de comando mínimo CH2

66

5.4.3.15 Tempo de operação mínimo

66

5.4.3.16 Tempo de operação máximo

66

5.4.3.17 Falha mecânica do comando

67

5.4.3.18 Arquivo cheio

67

5.4.3.19 Falha de arquivo

67

5.4.3.20 Tensão de controle mínima

67

5.4.3.21 Tensão de controle máxima

67

5.4.3.22 Temperatura mínima

68

5.4.3.23 Temperatura máxima

68

5.4.3.24 Falha do transdutor de temperatura

68

5.4.3.25 Pressão mínima

68

5.4.3.26 Pressão máxima

68

5.4.3.27 Falha do transdutor de pressão

68

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

Sumário

Pág.

5 Sistema do menu RPH2 (continuação)

5.5

Medição

69

5.5.1 Gráficos de corrente

69

5.5.2 Tempos de medidos

69

 

5.5.2.1 Comando ABRIR

70

5.5.2.2 Sinal do disjuntor recebido

70

5.5.2.3 Tempo de operação calculado

70

5.5.2.4 Tempo de operação medido

71

5.5.3 Freqüência

71

5.5.4 Corrente (RMS)

71

5.5.5 Tensão de controle

72

5.5.6 Temperatura real

72

5.5.7 Temperatura para compensação

73

5.5.8 Tempos de operação adicionais

73

 

5.5.8.1 Tensão CH1

73

5.5.8.2 Tensão CH2

73

5.5.8.3 Temperatura CH1

74

5.5.8.4 Temperatura CH2

74

5.5.8.5 Pressão CH1

75

5.5.8.6 Pressão CH2

75

5.5.9 Pressão (L1, L2, L3)

75

5.5.10 Pressão (L1)

76

5.6

Funções auxiliares

76

5.6.1 Entradas de alarme

76

5.6.2 Saídas de alarme

76

5.6.3 Tipo de erro

76

5.7

Arquivo de operações

77

6 Comissionamento

77

6.1

Preliminares de comissionamento

77

6.1.1

Ajustes

77

6.1.1.1 Ajustes de fábrica

77

6.1.1.2 Ajustes necessários

78

6.1.2 Inspeção

78

6.1.3 Primeira operação

79

7 Lista de verificação de configuração RPH2

80

7.1 Dados do Sistema

80

7.2 Dados do Disjuntor

80

7.3 Dados Analógicos

81

7.4 Alarmes

82

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

1

Generalidades

1.1 Manuseio de equipamento eletrônico

Uma pessoa pode causar um potencial eletrônico de muitos milhares de volts. Quando esse potencial é descarregado em aplicações com componentes semicondutores, podem ocorrer sérios danos, o que não é imediatamente evidente, mas pode, no entanto, prejudicar a confiabilidade operacional.

O circuito eletrônico de operação do Relés de sincronismo RPH2, da AREVA T&D Austria

AG, Leonding, atende a todos os requisitos relativos à compatibilidade eletromagnética, de acordo com a EN 50 081-1/1992 e EN 50 082-2/1995.

Cuidados são necessários somente quando a unidade de encaixe é removida da caixa. Cuidar para não tocar o contato de encaixe na parte posterior! Para armazenagem e transporte de unidades de encaixe avulsas é recomendável uma embalagem não condutiva. Logo que a unidade de encaixe estiver propriamente instalada na caixa, nenhuma medida de segurança é necessária.

1.2 Desembalagem

Apesar da construção basicamente robusta do Relés de sincronismo, ele deve ser manuseado com cuidado antes da instalação. Antes da aceitação do Relés de sincronismo , ele deve ser verificado quanto a danos que possam ter sido originados durante o transporte. Caso exista uma causa para reclamação, favor referir-se à companhia de transporte e notificar uma pessoa responsável da AREVA.

1.3 Armazenagem

Caso o Relés de sincronismo não deva ser instalado imediatamente, por ocasião do recebimento, ele deve ser armazenado num local livre de poeira e umidade, em sua

embalagem original. Se houver um elemento dessecante na embalagem, deixar como está.

A eficiência do agente dessecante fica prejudicada, se o elemento desprotegido for

submetido às condições ambientes. Antes de recolocar o Relés de sincronismo em sua caixa, aquecer ligeiramente o elemento para regenerar o agente dessecante.

Temperatura de armazenagem: -40 °C a +70 °C

1.4 Instalação

O Relés de sincronismo RPH2 pode ser instalado tanto em um painel de controle quanto em

uma armação apropriada, com o material fornecido (vide recorte no painel no diagrama 58.001.115), sendo disponível, ainda, uma execução especial para montagem sobre parede (vide diagrama 58.001.116).

Continua na página seguinte

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

1.4 Instalação (continuação)

Sugere-se uma sala de controle, ou de relés, como o local mais favorável de instalação. Também é possível a instalação em um cubículo de controle ao tempo, aquecido. Não está prevista a instalação, diretamente, no mecanismo de operação de um disjuntor (favor contatar a AREVA a esse respeito). A posição deve ser bem iluminada, a fim de facilitar inspeções.

A fiação é executada conforme o respectivo diagrama que acompanha cada Relés de

sincronismo. Ter o cuidado de aterrar adequadamente a caixa do aparelho.

1.5 Dados técnicos

Tensão de alimentação (= tensão da bobina de operação

 

do

disjuntor):

Nominal Faixa de operação Especial (-44% conforme Norma ANSI)

 

48

250 VCC

35

300 VCC

48

V

Potência de consumo

<

20 W

Tensão de referência (L1/N):

 

Nominal Faixa de operação

100/

3
3

VCA;

220/

3
3

VCA

15 105 VCA; 30 250 VCA

Freqüência nominal

16 2/3 / 50 / 60 Hz ±10%

 

Consumo de potência das entradas de medição

<

2 VA

Corrente máxima admissível da bobina de operação do disjuntor

14,5 A / fase, por 1 s

 

Tempo mínimo de comando

100

ms

 

Polaridade do impulso de comando

Positiva

 

Resolução do ajuste de tempo

0,1 ms

 

Precisão dos tempos de operação, numa faixa de temperatura de -55 a +55 °C

±

0,3 ms

Entradas de corrente

1 A e 5 A

 

Corrente nominal de curta duração

100

x In, por 1 s

 

Precisão da medição de corrente

±

10% (0,5 In

4 In)

Medição da tensão de controle

interna

 

Entrada de medição de temperatura

4

20

mA do Pt 100

 

Entrada de medição de pressão

4

20

mA do sensor de

 

pressão

 

Precisão de medição pelo RPH2:

 

Tensão de controle Temperatura ambiente Pressão hidráulica

± 3%

 

± 3%

± 3%

Entradas de sinalização (p. ex. posição do disjuntor ou

São requeridos contatos livres de potencial

secionador de aterramento do neutro, contatos auxiliares

do

disjuntor, reposição externa)

 

Saídas indicativas Dados dos contatos

Contatos livres de potencial

 

24

250 V CA/CC ± 25%,

 

máx. 70 VA / máx. 3 A

 

Porta de comunicação

RS 232, desacoplada de CC

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2

Introdução

 

2.1

Utilização do Manual

 

Este Manual orientará o usuário através dos procedimentos de ajuste do

Relés de

sincronismo . Ele explica as funções adicionais dessa aplicação, e como elas são selecionadas e utilizadas. Ademais, são citados alguns exemplos de seu uso, examinando-se e explicando- se a teoria envolvida, e apontando-se qual o disjuntor e que dados principais são absolutamente necessários para a operação.

O

Manual mostra a lista completa de todos os pontos do menu, com referências cruzadas

aos capítulos e às descrições que os acompanham. A ordem dos pontos do menu, para os

módulos individuais, também é mostrada nessa lista. Notas referentes à verificação e ao comissionamento são dadas no capítulo final.

2.2

Modelos disponíveis, montagem

 

O RPH2 é disponível em dois modelos básicos:

para uma função de operação (fechamento ou abertura, alternativamente)

RPH2-1xx:

para duas funções de operação canal 1 para fechamento, canal 2 para abertura (somente se utilizados os programas de operação definidos).

RPH2-2xx:

Os sete LED's de alarme estão ativos, no entanto, somente um contato de alarme (Alarme 1) está disponível. Adicionalmente, há um contato de alarme "Device not ready" (Dispositivo não pronto).

O

Relés de sincronismo RPH2 é montado em um sistema modular. A função pode ser

estendida através da combinação de vários módulos. A extensão de função em data

posterior somente é possível no fabricante.

A

caixa é uma sub-gaveta (sub-rack) de 19 polegadas, com meia largura, para um

dispositivo, ou largura plena, para dois dispositivos. Após remover os quatro parafusos

externos do painel frontal, a unidade de encaixe, sobre o trilho tipo garra, pode ser removida

da

caixa. Vide notas de segurança em 1.1.

2.3

Módulos adicionais

2.3.1

Módulo de sinalização: Opção S

Este módulo oferece seis saídas de alarme (Alarme 2 a Alarme 7) e seis entradas de acopladores ótico-eletrônicos. As entradas 1 a 3 servem como monitoras do disjuntor, através de seus contatos auxiliares. Com isso, os tempos de operação dos pólos podem ser medidos. A resolução é de 0,5 ms. A entrada 4 serve como entrada para reposição remota. As entradas 5 e 6 não são presentemente utilizadas. Uma entrada adicional é utilizada para sincronização com um rádio-relógio. Ela pode ser conectada em paralelo com outros Controladores de Ponto-sobre-Onda.

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.3.2

Módulo de medição de corrente: Opção I

 
 

Com este módulo, as correntes de fase, durante o processo de manobra, podem ser registradas e dispostas graficamente. Os dados das últimas quatro operações de manobra (curvas e amplitudes) são armazenadas em uma memória não volátil e podem ser analisadas no visor. Valores primários são mostrados após a entrada das relações dos transformadores de corrente.

2.3.3

Módulo analógico: Opção A

 
 

Independentemente do sistema de interrupção e do tipo de mecanismo de operação, os tempos de operação de um disjuntor mudam, em dependência de certos parâmetros de serviço.

Com uma tensão de controle reduzida na bobina do disjuntor, há menos energia disponível para transformar os comandos elétricos em uma ação mecânica. O tempo de operação se estende. (Isto é válido para todos os tipos de mecanismos de operação). Alterando-se a pressão hidráulica, em comandos hidráulicos, a energia disponível para executar os movimentos de operação muda.

A

temperatura ambiente é o parâmetro de influência mais complexo. A resistência elétrica

das bobinas de operação, a viscosidade do óleo e a pressão do gás SF6 são dependentes

da temperatura. Adicionalmente, ocorrem mudanças de comprimento nos acoplamentos de comando e nas porcelanas. Todos esses parâmetros influenciam o tempo de operação de diferentes maneiras. No caso extremo, cada um desses três parâmetros pode alterar o tempo de operação em alguns milisegundos. O RPH2, com a opção A, está em posição de compensar essas alterações do tempo de operação.

Existem entradas disponíveis para os valores adquiridos ao medir a tensão de controle, a pressão e a temperatura, para a compensação do tempos de operação dos pólos.

A

tensão de controle é medida diretamente no RPH2, nos terminais de entrada para a

tensão auxiliar. Não há necessidade de dispositivos de medição externos. Para a medição da pressão e da temperatura são necessários sensores externos, com

bancos integrados de transdutores (construções a dois condutores, tensão auxiliar 24 VCC)

e

sinal de saída padrão (4

20

mA). O suprimento para o banco de transdutores é fornecido

pelo RPH2. Até 8 RPH2 podem ser conectados em paralelo a um transdutor. Para medir a pressão é necessário um transdutor individual para cada disjuntor (opção A1) ou cada pólo de disjuntor (opção A3). A faixa de medição dos instrumentos depende dos requisitos e pode ser facilmente parametrizada no RPH2.

Três tipos desse módulo adicional são disponíveis:

2.3.3.1

Opção A0

 

Medição e compensação da tensão de controle e da temperatura (para comandos a mola)

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.3.3.2

Opção A1

 
 

Como 2.3.3.1, porém com medição adicional e compensação para pressão hidráulica (para comandos hidráulicos com geração mútua de pressão para todos os três pólos).

2.3.3.3

Opção A3

 
 

Como 2.3.3.2, porém para disjuntores com geração de pressão individual por pólo.

2.3.3.4

Lista de modelos disponíveis

 
 

RPH2-1

RPH2-1S

RPH2-1I

RPH2-1A0

RPH2-1A1

RPH2-2

RPH2-2S

RPH2-2I

RPH2-2A0

RPH2-2A1

RPH2-1A3

RPH2-1SI

RPH2-1SA0

RPH2-1SA1

RPH2-1SA3

RPH2-2A3

RPH2-2SI

RPH2-2SA0

RPH2-2SA1

RPH2-2SA3

RPH2-1SIA0

RPH2-1SIA1

RPH2-1SIA3

RPH2-2SIA0

RPH2-2SIA1

RPH2-2SIA3

2.4

Elementos frontais do dispositivo

 
 

A identificação do dispositivo está localizada no lado direito do trilho tipo garra. A linha superior mostra o código de variação do modelo e o número de série localiza-se na linha abaixo. Favor referir ambos os números junto a quaisquer dúvidas ou questionamentos.

2.4.1

Visor gráfico

 
Destina-se a apresentar os valores ajustados e medidos. A linha superior mostra cada ponto ativo
Destina-se a apresentar os valores ajustados e medidos. A linha superior mostra cada ponto
ativo do menu. Abaixo dela aparecem quatro linhas de menu. A última linha (abaixo da linha
traçada) é a linha de estado. Nela aparecem os valores introduzidos ou medidos. Os dígitos
impressos no painel frontal, abaixo do visor, indicam as posições para o ajuste dos alarmes.
S y s t e m
D a t a
D a d o s
d o
S i s t e m a
>
P
a s s w o r d
>
S
e n h a
S
y s t e m
F r e q u e n c y
F
r e q ü ê n c i a
d o
s i s t e m a
C
o n t r o l
V o l t a g e
T
e n s ã o
d e
C o n t r o l e
R
a t e d
P r e s s u r e
P
r e s s ã o
N o m i n a l
0
0
0
0
0
0
0
0
1
2
3
4
5
6
7
8
1
2
3
4
5
6
7
8
L1
L2
L3
L1
L2
L3

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.4.1.1

Ajuste do contraste do visor LC

 

Girar o comutador operado a chave para "OFF" (DESLIGADO)

Pressionar e manter o botão [Enter] (Entrar). Girar o comutador operado a chave para "OPERATION" (OPERAÇÃO).

O

contraste varia, dentro de seus limites de escuro para claro.

Quando atingido o contraste ideal para sua utilização, soltar o botão [Enter]. Nota: A faixa de contraste do visor é inteiramente ajustável. Por isso, o visor fica, respectivamente, quase transparente ou preto, por um instante. O contraste selecionado é armazenado numa memória não volátil.

2.4.2

Comutador operado a chave

2.4.2.1

Posição "OFF" (DESLIGADO)

 

O

RPH2 está bloqueado. Nenhuma operação é possível. O LED verde "READY" (PRONTO)

está apagado e o contato de alarme "Device not Ready" (Dispositivo não pronto) (-X6:

12/13) fecha.

2.4.2.2

Posição "OPERATION" (OPERAÇÃO)

 

Após comutar a chave para essa posição, o dispositivo executa um teste interno. Quando a determinação da média dos valores analógicos medidos (pressão, temperatura, tensão de controle) estiver concluída (o que leva cerca de 20 segundos), e nenhuma falha se apresentar, o dispositivo comutará para "OPERATION" (OPERAÇÃO), acendendo-se o LED verde "READY" (PRONTO). O contato de alarme "Device not Ready" (Dispositivo não pronto) (-X6: 12/13) abre.

2.4.3

Indicadores LED

2.4.3.1

LED "READY" (PRONTO) (verde)

Estado

Função

Luz contínua

O dispositivo está pronto para a operação

Apagado

O comutador operado a chave está na posição "OFF" (DESLIGADO). A determinação da média dos valores analógicos medidos ainda não está concluída (vide 2.4.2.1). Falta referência de tensão ou a freqüência não se encontra na faixa permitida (±10%). O dispositivo identificou uma falha interna.

Luz intermitente

A senha está ativada, o dispositivo pode ser parametrizado. Todas as funções estão ativas.

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.4.3.2

LED 1 a 7 (vermelho)

 
 

Para mostrar os alarmes parametrizados. Os LED's são associados aos relés de alarme 1 a 7. Perto dos LED's há uma janela na qual os textos de mensagem do usuário podem ser dispostos. Em uma gaveta extraída, a etiqueta com os textos é inserida pelo topo, atrás da parte frontal. Para o inserto, usar uma folha de papel de 41 x 90 mm.

Estado

Função

 

Luz contínua

Ocorreu um alarme. O LED permanece aceso enquanto o alarme estiver ativo [independentemente de o botão "Quit" (Quitar) ter sido pressionado]. Enquanto o LED estiver aceso, o relé de saída associado também estará ativado.

Luz de intermitência longa

Ocorreu um alarme marcado como "Reposição obrigatória".

Após

pressionar

o

botão

"Quit"

(Quitar),

surgem

duas

possibilidades:

 

1)

O LED se apaga, isto é, o alarme não estava ativo no momento da reposição, o relé de saída está liberado. O indicador muda para luz permanente, isto é, o alarme continua ativo, o relé de saída permanece energizado.

2)

Enquanto o LED estiver aceso ou intermitente, o relé de saída está energizado

 

2.4.4

Teclas

 

[Enter] (Entrar)

[+]

[-]

[Esc]

[Quit] (Quitar)

Ponto de menu aberto / confirmar Subir cursor / aumentar valor Descer cursor / reduzir valor Abandonar ponto de menu / ação de interrupção Conhecimento do alarme / alteração da escala atual (juntamente com [+] ou [-])

2.4.5

Interface serial

 

Para conectar o RPH2 a um computador, através de um cabo padrão de interface. Disposição dos pinos do cabo de conexão (Cabo Nullmodem):

Porta Porta Porta Porta Tomada 9 Tomada 9 Tomada Tomada
Porta
Porta
Porta
Porta
Tomada 9
Tomada 9
Tomada
Tomada

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.5 Sistema do menu

A face do usuário é organizada em diversos pontos mestre de menu, cada um deles

interligado com pontos de sub-menu. Por sua vez, os sub-menus podem conter outros pontos de sub-menu. A última linha (abaixo da linha traçada) é a linha de estado. Nela são mostrados os valores ajustados ou medidos.

A estrutura do menu depende da configuração do RPH2, por exemplo, em um dispositivo

sem o módulo de medição de corrente (Opção I), os pontos de menu relativos a essa função

não estão disponíveis. Existem células de menu que somente podem ser lidas e outras nas quais pode ser realizada uma alteração de ajuste. Mudanças somente são possíveis após ativação da senha. Após alimentação com a tensão auxiliar, aparecem no visor as primeiras quatro linhas do

menu mestre (1 o plano). Mover o cursor de menu (triângulo preto, do lado esquerdo do visor)

cima e para baixo, usando as teclas [+] e [-]. As quatro primeiras linhas do 2 o plano

para

aparecerão, após pressionar-se a tecla [Enter] (Entrar). Analogamente, o mesmo é válido

para

o 3 o plano. O cursor é movido novamente usando-se [+] ou [-]. O conteúdo das células

é mostrado na linha de estado. Se um valor deve ser alterado, mover o cursor para o plano e

a linha desejados. Após pressionar [Enter], um cursor intermitente aparecerá sob a primeira

posição da linha de estado. Alterar essa posição usando[+] ou [-]. [Enter] move o cursor para

a posição imediatamente seguinte.

Com [Esc], o modo de entrada pode ser abandonado a qualquer tempo, sem salvamento das alterações efetuadas.

Após a entrada da última posição, surgirá a mensagem Accept: YES NO (Aceitar: SIM NÃO)

na linha de estado.

A entrada é confirmada com [Enter]. O novo valor é salvo e o cursor de menu aparecerá.

[Esc] permite a repetição do procedimento de entrada. Após completar a entrada, acionar o comutador operado a chave para "OFF" (DESLIGADO) e depois para "OPERATION" (OPERAÇÃO), ou inicie o auto-teste através do menu. Ao final do auto-teste os dados são aceitos no sistema.

As páginas seguintes mostram uma lista de todos os pontos de menu disponíveis. As referências cruzadas do capítulo com as funções detalhadas estão na coluna "Capítulo". a coluna "Módulo" mostra em que variação de modelo este menu está disponível.

O

seguinte sistema de códigos é aplicável:

-1

RPH2 com uma função de operação

-2

RPH2 com duas funções de operação

Ax

Módulo analógico em todos os modelos com módulo A

A1

Módulo analógico, por ex. Opção 1

I

Módulo de medição de corrente Opção 1

S

Módulo de sinalização Opção S

Pontos de menu sem uma tarefa específica são disponíveis em todos os modelos

RPH2

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RPH2 Manual de instruções

2.5.1 Estrutura do menu

Capítulo

Módulo

Nível 1

Nível 2

Nível 3

5.1

 

Dados do sistema

   

5.1.1

   

Senha

 

5.1.2

   

Freqüência do sistema

 

5.1.3

Ax

 

Tensão de controle

 

5.1.4

Ax

 

Pressão nominal

 

5.1.5

   

Programa de operação->

 

5.1.5.1

     

Programa do usuário

5.1.6

-1

 

Função CH1

 

5.1.7

   

Idioma

 

5.1.8

   

Tempo/Data

 

5.1.9

   

Nova senha

 

5.1.10

   

Partida auto-teste

 

5.1.11

   

Intervalo auto-teste

 

5.2

 

Dados do disjuntor

   

5.2.1

   

Tempo de operação CH1

 

5.2.2

   

Tempo de operação CH2

 

5.2.3

   

Tempo de arco CH1

 

5.2.4

   

Tempo de arco CH2

 

5.2.5

S

 

Tempo de defasagem auxiliar CH1

 

5.2.6

S

 

Tempo de defasagem auxiliar CH2

 

5.2.7

SAx

 

Controle adaptativo

->

 

5.2.7.1

SAx

   

Fator de influência

5.2.7.2

SAx

   

Tempos adaptativos CH1

5.2.7.3

SAx

   

Tempos adaptativos CH2

5.2.7.4

SAx

   

Tempos adaptativos de reposição

5.2.8

Ax

 

Compensação

 

5.2.9

Ax

 

Tensão kU1 CH1

 

5.2.10

A1, A3

 

Pressão kP1 CH1

 

5.2.11

Ax

 

Compensação de

 

temperatura CH1

5.2.12

Ax

 

Tabela de temperatura

 

CH1

->

5.2.12.1

Ax

   

Delta-t xx °C

5.2.13

Ax

 

Tensão kU2 CH2

 

5.2.14

A1, A3

 

Pressão kP2 CH2

 

5.2.15

Ax

 

Compensação de

 

temperatura CH2

5.2.16

Ax

 

Tabela de temperatura

 

CH2

->

5.2.16.1

Ax

   

Delta-t xx °C

5.3

 

Dados analógicos

   

5.3.1

   

Ajustes

->

 

5.3.1.1

I

   

Corrente máxima (crista)

5.3.1.2

Ax

   

Tensão de controle máx.

5.3.1.3

Ax

   

Tensão de controle mín.

5.3.1.4

Ax

   

Temperatura máxima

5.3.1.5

Ax

   

Temperatura mínima

5.3.1.6

A1, A3

   

Pressão máxima

5.3.1.7

A1, A3

   

Pressão mínima

Continua na página seguinte

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.5.1 Estrutura do menu (continuação)

Capítulo

Módulo

Nível 1

Nível 2

Nível 3

5.3

 

Dados analógicos

   

(continuação)

5.3.2

I

 

Corrente primária nomin.

 

5.3.3

I

 

Corrente secund. nomin.

 

5.3.4

Ax

 

Tensão de controle real

 

5.3.5

Ax

 

Temperatura

->

 

5.3.5.1

Ax

   

Valor a 4 mA

5.3.5.2

Ax

   

Valor a 20 mA

5.3.6

A1, A3

 

Pressão

->

 

5.3.6.1

A1, A3

   

Valor a 4 mA

5.3.6.2

A1, A3

   

Valor a 20 mA

5.4

 

Alarmes

   

5.4.1

   

Reposição obrigatória

 

5.4.2

   

Bloqueio

 

5.4.3

   

Lista de alarmes

->

 

5.4.3.1

     

Bloqueio

5.4.3.2

     

Freqüência mínima

5.4.3.3

     

Freqüência máxima

5.4.3.4

I

   

Corrente máxima (crista)

5.4.3.5

     

Falha da tensão de referência

5.4.3.6

S

   

Falha do impulso RTC

5.4.3.7

     

Neutro intermediário

5.4.3.8

     

Neutro aterrado

5.4.3.9

     

Neutro isolado

5.4.3.10

     

ERRO no auto-teste

5.4.3.11

     

ERRO no auto-teste CH1

5.4.3.12

-2

   

ERRO no auto-teste CH2

5.4.3.13

     

Tempo de comando mín.

CH1

5.4.3.14

-2

   

Tempo de comando mín.

CH2

5.4.3.15

S

   

Tempo de operação mín.

5.4.3.16

S

   

Tempo de operaç. máx.

5.4.3.17

S

   

Falha mecân. do comdo.

5.4.3.18

     

Arquivo cheio

5.4.3.19

     

Falha de arquivo

5.4.3.20

Ax

   

Tensão de controle mín.

5.4.3.21

Ax

   

Tensão de controle máx.

5.4.3.22

Ax

   

Temperatura mínima

5.4.3.23

Ax

   

Temperatura máxima

5.4.3.24

Ax

   

Falha do transdutor de temperatura

5.4.3.25

A1, A3

   

Pressão mínima

5.4.3.26

A1, A3

   

Pressão máxima

5.4.3.27

A1, A3

   

Falha do transdutor de pressão

5.5

 

Medição

   

5.5.1

I

 

Gráficos de corrente

 

5.5.2

   

Tempos medidos

->

 

5.5.2.1

     

Comando ABRIR

5.5.2.2

S

   

Sinal disjuntor recebido

Continua na página seguinte

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

2.5.1 Estrutura do menu (continuação)

Capítulo

Módulo

Nível 1

Nível 2

Nível 3

5.5

 

Medição (continuação)

   

5.5.2.3

Ax

   

Tempo de operação calculado

5.5.2.4

S

   

Tempo de operação medido

5.5.3

   

Freqüência

 

5.5.4

I

 

Corrente (RMS)

 

5.5.5

Ax

 

Tensão de controle

 

5.5.6

Ax

 

Temperatura

 

5.5.7

Ax

 

Temperatura para

 

compensação

5.5.8

Ax

 

Tempos de operação adicionais

->

 

5.5.8.1

Ax

   

Tensão CH1

5.5.8.2

Ax

   

Tensão CH2

5.5.8.3

Ax

   

Temperatura CH1

5.5.8.4

Ax

   

Temperatura CH2

5.5.8.5

A1, A3

   

Pressão CH1

5.5.8.6

A1, A3

   

Pressão CH2

5.5.9

A3

 

Pressão (L1/L2/L3)

 

5.5.10

A1

 

Pressão (L1)

 

5.6

 

Funções auxiliares

   

5.6.1

S

 

Saída de alarme

 

5.6.2

S

 

Entrada de alarme

 

5.6.3

   

Tipo de erro

 

5.7

 

Arquivo de operações

   

3 Notas de aplicação

3.1 Descrição geral das funções

O Relés de sincronismo RPH2 é um dispositivo trifásico de controle para disjuntores com comandos unipolares. Ele pode ser usado para energizar e desenergizar dispositivos de alta tensão.

3.1.1 Manobra sincronizada

3.1.1.1

Fechamento

A energização de transformadores, reatores e capacitores normalmente é realizada de forma tripolar, ou seja, nas três fases, simultaneamente. Dessa forma, o ponto-sobre-onda é deixado ao acaso. Se o fechamento é efetuado dessa maneira, as altas correntes de estabelecimento (inrush), com altas componentes de corrente contínua, são inevitáveis.

Continua na página seguinte

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.1.1.1

Fechamento (continuação)

 

Na energização de capacitores, altos surtos de manobra podem ocorrer adicionalmente. Como resultado, temos a indesejável operação de dispositivos de proteção e a repercussão em máquinas e redes. As correntes de estabelecimento e surtos de manobra podem ser reduzidos a níveis aceitáveis com a instalação de resistores de fechamento no disjuntor. Os custos de tais resistores de fechamento são muito altos, devido aos dispêndios envolvidos na parte mecânica. Além disso, a necessidade de uma grande capacidade de absorção de energia pelo material do resistor impõe limites relativamente restritos à condição de ser praticável. Com a seleção de um tempo de operação adequado, as causas físicas dessas altas correntes de estabelecimento podem ser compensadas. Essa possibilidade torna-se efetiva através da manobra sincronizada pelo RPH2. Ela permite que os três pólos de um disjuntor sejam controlados independentemente.

3.1.1.2

Abertura

 

A desenergização de reatores em derivação é um processo crítico, responsável pela geração de reignições entre os contatos do disjuntor. Isso significa uma solicitação muito alta da isolação, tanto do reator, como do disjuntor. Se a separação dos contatos ocorrer em um espaço de tempo suficiente, antes da passagem da corrente por zero, mediante um controle adequado do disjuntor, pode-se assegurar uma distância capaz de suportar a tensão transitória de restabelecimento no momento da interrupção.

3.1.2

Disjuntor

O tempo de fechamento mecânico do disjuntor é definido como sendo o tempo entre o comando elétrico sobre a bobina de operação e o toque dos contatos principais. Por outro lado, o tempo de abertura é o tempo entre o comando elétrico sobre a bobina de operação e a separação dos contatos principais. Os tempos de operação dos disjuntores, independentemente do sistema de interrupção e do tipo de mecanismo de operação, mudam em função de certos parâmetros de serviço:

Com uma tensão de controle reduzida na bobina de operação há menos energia disponível para transformar os comandos elétricos em ação mecânica. O tempo de operação se estende. (Isto é válido para todos os tipos de mecanismos de operação).

Com a alteração da pressão hidráulica em comandos hidráulicos, a energia disponível para executar os movimentos de operação muda.

A temperatura ambiente é o parâmetro de influência mais complexo. A resistência elétrica das bobinas de operação, a viscosidade do óleo e a pressão do gás SF6 são dependentes da temperatura. Adicionalmente, ocorrem mudanças de comprimento nos acoplamentos de comando e nas porcelanas. Todos esses parâmetros influenciam o tempo de operação de diferentes maneiras. No caso extremo, cada um desses três parâmetros pode alterar o tempo de operação em alguns milisegundos. O RPH2 está em posição de compensar essas alterações do tempo de operação.

RPH2

Manual de instruções

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3.1.3 Estrutura do RPH2

As principais características do RPH2 são:

Controle microprocessado, com uma resolução de tempo de comando de manobra de 0,1 ms.

Grande visor gráfico, para indicação dos valores ajustados e medidos (em alemão, inglês e francês, ou idioma definido pelo usuário)

Ajuste fácil, por meio de teclado ou interface de computador.

Módulo analógico de medição de tensão de controle, pressão e temperatura, para a compensação de mudanças nos tempos de operação.

Função de medição de corrente, para apresentação gráfica das correntes de linha, durante a manobra.

Funções extensas de alarme

Duas funções de operação (FECHAMENTO E ABERTURA) são possíveis com um só dispositivo.

Programas de operação com tempos de operação fixos, para as aplicações mais freqüentes.

É disponível um programa livre para aplicações especiais, definidas pelo usuário (por ex. manobra de linhas em vazio).

Funções extensas de arquivo. Os dados mais importantes das últimas 1000 operações são armazenados em uma memória não volátil e são disponíveis para fins de diagnóstico.

Programa de computador confortável para o ajuste e a leitura de dados de arquivo. Todos os dados podem ser salvos e impressos. Se o usuário não encontrar suficiência com os três idiomas mencionados anteriormente, o visor pode ser traduzido para o idioma nacional do usuário, mediante programa de computador.

Caixa compacta, para montagem embutida ou sobreposta.

3.1.4 Função do RPH2

O sinal de disparo, em sincronismo com a fase, é obtido da tensão de rede (fase L1). Ele é

baseado nas passagens por zero da tensão de referência. A tensão de rede é, também, utilizada como referência para a abertura de circuitos. A defasagem entre corrente e tensão, é quase sempre, +90°elétricos ou -90°elétricos. (Um desvio de ±1°elétrico cria uma variação

de

±0,06 ms do ponto de operação.)

O

modo de operação do Relés de sincronismo é demonstrado abaixo. Os diagramas são

somente monofásicos e mostrados sem os efeitos transitórios que possivelmente possam

ocorrer.

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.1.4.1 Energização de uma carga indutiva, no ponto máximo da tensão (Fig. 1)

Em qualquer ponto aleatório da onda, é dado um impulso de controle ao RPH2 (1). A próxima passagem por zero da tensão é o impulso interno de sincronização (2). Dependendo do tempo de operação dado para o respectivo pólo, um tempo de retardo t_d é calculado, de forma que a corrente parta no tempo requerido (3). Devido ao inevitável pré- arco no pólo do disjuntor, a corrente se inicia antes mesmo do toque dos contatos. O toque dos contatos ocorre no tempo de pré-arco, após o máximo da tensão (tempo ideal de operação). O tempo requerido de pré-arco t_arc é ajustável, separadamente, para todas as três fases. As duas outras fases são controladas da mesma forma (independente).

Figura 1

Tensão Corre Coma ndo Tempo de operação Comand Conta to t_arc tempo de pré- tem
Tensão
Corre
Coma
ndo
Tempo de operação
Comand
Conta
to
t_arc
tempo
de pré-
tem o

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.1.4.2 Interrupção de uma corrente indutiva

Em qualquer ponto aleatório da onda, é dado um impulso de controle ao RPH2 (1). A próxima passagem por zero da tensão é o impulso interno de sincronização (2). Dependendo do tempo de operação dado para o respectivo pólo, um tempo de retardo t_d é calculado, de forma que a separação de contatos ocorra no tempo requerido (3). No tempo entre o ponto de separação dos contatos e a interrupção da corrente, em sua próxima passagem por zero (4), os contatos em separação atingem uma distância adequada para suportar a tensão transitória de restabelecimento. O tempo requerido de pré-arco t_arc é ajustável, separadamente, para todas as três fases. As duas outras fases são controladas da mesma forma (independente).

Figura 2

Tensão Corre Coma ndo Tempo de opera ão Comand d Conta to tem o t_arc
Tensão
Corre
Coma
ndo
Tempo de opera ão
Comand
d
Conta
to
tem o
t_arc
tempo
de pré-

Caso o sistema possua a opção de ter o neutro aterrado ou isolado, o RPH2 registra o estado dos contatos de sinalização da chave de aterramento do neutro e, automaticamente, seleciona o tempo correto de operação.

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.1.4.3 Programa de operação

O

RPH2 possui vários programas de operação, já pré-configurados, para várias utilizações.

O

tratamento do neutro do sistema é, automaticamente, levado em consideração.

O

ponto de disparo dos tempos de operação é o início do período que é determinado pela

passagem por zero da tensão L1-N (tensão de referência). Os tempos de retardo apresentados pela Tabela 1 são dados em milisegundos após o ponto de disparo. Eles

indicam o momento em que o fluxo de corrente começa ou termina [ponto (4) nas Figuras 1

e 2]. O RPH2 leva em conta, automaticamente, os tempos de pré-arco e de interrupção. São disponíveis os seguintes programas:

Transformador (transformador, banco de transformadores, reator de três núcleos)

Reator (grupo de reatores)

Banco de capacitores

Programa livre

A tabela a seguir é baseada na seqüência de fases da rede:

L1 = referência

L2 = referência 120

L3 = referência 240

Tabela 1: Tempos de retardo dos vários programas de operação:

Programas de

Neutro

Operação

 

Tempo de retardo

 

operação

 
 

L1

 

L2

 

L3

Transformador

ATERRADO

FECHAMENTO

5

(4.2)

10

(8.3)

10

(8.3)

ABERTURA

5

(4.2)

1.7

(1.4)

8.3

(6.9)

ISOLADO

FECHAMENTO

5

(4.2)

 

0

 

0

ABERTURA

5

(4.2)

10

(8.3)

10

(8.3)

Reator

ATERRADO

FECHAMENTO

5

(4.2)

1.7

(1.4)

8.3

(6.9)

ABERTURA

5

(4.2)

1.7

(1.4)

8.3

(6.9)

ISOLADO

FECHAMENTO

5

(4.2)

 

0

 

0

ABERTURA

5

(4.2)

10

(8.3)

10

(8.3)

Capacitor

ATERRADO

FECHAMENTO

 

0

6.7

(5.6)

3.3

(2.8)

ABERTURA

5

(4.2)

1.7

(1.4)

8.3

(6.9)

ISOLADO

FECHAMENTO

10 (8.3)

5 (4.2)

5 (4.2)

ABERTURA

5

(4.2)

10

(8.3)

10

(8.3)

Os valores entre ( ) são para 60 Hz.

O

programa livre permite ao usuário selecionar quaisquer tempos de operação para ambas

as

funções de operação (se disponíveis) e para ambos os tipos de tratamento do neutro.

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.2

Manobra de transformadores e reatores

 

Para essa tarefa de operação, selecionar o programa "Transformer" (Transformador) no menu [System Data] (Dados do Sistema). Os tempos de operação são especificados como indicado na Tabela 1. Para transformadores com enrolamentos primários em conexão delta, deve ser usado o programa para neutro isolado (curto-circuitar os terminais X6:8 com X8:11 do RPH2).

3.2.1

Fechamento

 

3.2.1.1

Redes com Neutro aterrado

 

O fechamento do disjuntor ocorre na crista da tensão, a fim de evitar processos transitórios. Em redes com neutro aterrado, o procedimento óbvio seria energizar coordenadamente as três fases, L1, L2 e L3, nas respectivas cristas de tensão, isto é, uma após a outra, em um tempo relativo a um terço de ciclo. Devido ao acoplamento mútuo das fases individuais (através do núcleo de ferro, nos transformadores trifásicos, ou do enrolamento secundário, em bancos de transformadores) essa seqüência de operação não teve o efeito desejado. A primeira fase L1 é fechada na crista da tensão (um quarto de ciclo após a passagem por zero da tensão de referência L1-N). Uma vez que a primeira fase está submetida à tensão nominal, o fluxo no respectivo núcleo eleva-se também ao seu valor nominal. Esse fluxo fecha-se através dos outros dois núcleos não gerados, à razão da metade em cada um. Se

o

fechamento das duas fases remanescentes ocorrer em um quarto de ciclo após a primeira,

fluxo de corrente pode iniciar-se imediatamente e sem processo transitório (seqüência de operação L1-L2+L3).

o

3.2.1.2

Redes com Neutro isolado

 

Com o neutro isolado, o fechamento de uma só fase não faz sentido. Duas fases devem ser fechadas primeiramente (L2 e L3) e o procedimento óbvio seria selecionar, para o tempo de operação, a crista da tensão entre fases (isto é, a passagem por zero da tensão de referência L1-N). O fechamento da terceira fase ocorre por volta de um quarto de ciclo mais tarde, na crista da tensão L1 (seqüência de operação L2+L3-L1).

3.2.2

Abertura

 

Para o desligamento de transformadores e reatores em três fases com o RPH2, favor ler o tópico 3.3.2 "Manobra de grupos de reatores"

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.2.3

Dados requeridos do disjuntor

 
 

Os seguintes dados do disjuntor são absolutamente necessários para a operação do RPH2:

O tempo de operação mecânica de fechamento e/ou abertura dos três pólos do disjuntor (vide 3.1.2 para a definição). Precisão por volta de ±0,1 ms.

3.2.3.1

Fechamento

 
 

Para o fechamento no tempo correto, o tempo de pré-arco do disjuntor, na tensão de fechamento (vide Tabela 2), de acordo com as fases e o tratamento do neutro do sistema.

 

Tabela 2: Tensão de fechamento [Un = tensão do sistema (RMS)]

 
 

Fase

Neutro aterrado

Neutro isolado

 

L1

(2/3) × Un

(2/3) × Un

1,5×

1,5× (2/3)×Un

(2/3)×Un

L2

1/2×

×Un1/2×

1/2×

×UnL2 1/2× ×Un 1/2×

L3

1/2×

×Un1/2×

1/2×

×UnL3 1/2× ×Un 1/2×

 

Se o valor exato não puder ser obtido do fabricante do disjuntor, o tempo de fechamento ideal pode ser obtido por meio de testes de operação com medições oscilográficas das correntes de estabelecimento. Para o RPH2 com versão I, as correntes de estabelecimento são mostradas diretamente pelo dispositivo (curva, curso e valor de crista). Para os testes, é

recomendável iniciar com um tempo presumido de pré-arco de 3 ms, a

1/2×

recomendável iniciar com um tempo presumido de pré-arco de 3 ms, a 1/2× 2 ×Un e

2 ×Un

e 4,5 ms a 1,5×

recomendável iniciar com um tempo presumido de pré-arco de 3 ms, a 1/2× 2 ×Un e

(2/3) ×Un .

(2/3) × Un

(2/3) × Un

, 2,5 ms a

3.2.3.2

Abertura

 
 

Dados para o tempo de arco ideal, de forma a garantir uma segura interrupção da corrente na próxima passagem por zero Vide 3.3.3 para maiores informações.

3.2.4

Precisão necessária para o tempo de operação

 

Com respeito à precisão do tempo de operação, o fechamento na crista da tensão não é tão crítico. Fechando-se a 1 ms antes ou depois da crista, a tensão eleva-se ainda a 95% do valor de crista, a 2 ms ao menos a 81% (válido para 50 Hz). Assim, uma precisão de ±2 ms, a 50 ou 60 Hz é suficiente. Vide 3.3.4 para valores de abertura.

RPH2

Manual de instruções

RPH2 Manual de instruções

3.3

Manobra de grupos de reatores

 
 

Para essa tarefa de operação, selecionar o programa "Reactor" (Reator) no menu [System Data] (Dados do Sistema) [Switching Program] (Programa de Operação). Os tempos de operação estão especificados como indicado na Tabela 1.

Se

o RPH2 for utilizado somente para abertura, então este programa pode, também, ser

aplicado para manobrar reatores de três núcleos (os momentos de operação são idênticos

aos do programa para transformador).

 

3.3.1

Fechamento

 

3.3.1.1

Redes com Neutro aterrado

 
 

O

fechamento ocorre na crista da tensão, a fim de evitar processos transitórios. Em redes

com neutro aterrado, as três fases L1, L2 e L3 são fechadas em sua respectiva crista de

tensão, isto é, cada uma defasada da outra em um tempo relativo a um terço de ciclo, uma

vez

que não há acoplamento entre as fases (seqüência de operação L2-L1-L3).

 

3.3.1.2

Redes com Neutro isolado

 
 

O

fechamento

ocorre

de

acordo

com

os

mesmos

princípios

do

programa

para

transformadores (vide 3.2.1.2).

 

3.3.2

Abertura

 
 

A

interrupção de pequenas correntes indutivas, como no caso de reatores, pode levar a altos

surtos de manobra, se houver a ocorrência do corte brusco (chopping) da corrente ou

reacendimento no disjuntor.

 

A

separação dos contatos deve ter lugar em um tempo suficiente, antes da passagem da

corrente por zero, de tal forma que, após a interrupção da corrente, a distância entre os

contatos seja grande o suficiente para suportar a tensão de restabelecimento.

 

Os

tempos de operação dados na tabela 1, indicam o momento da interrupção da corrente.

A

necessária janela de arco é levada em consideração pelo RPH2 através do tempo de

arco.

 

3.3.3

Dados requeridos do disjuntor

 

Os seguintes dados do disjuntor são absolutamente necessários para a operação do RPH2:

O tempo de operação mecânica de fechamento e/ou abertura dos três pólos do disjuntor

(vide 3.1.2 para a definição). Precisão por volta de ±0,1 ms.

RPH2

Manual de instruções

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3.3.3.1

Fechamento

 
 

Os tempos de pré-arco do disjuntor devem ser conhecidos.

Tempo de pré-arco do disjuntor, na crista da tensão: valor igual para todas as três fases, com neutro aterrado, ou para a fase L1, com neutro isolado.

Tempo de pré-arco com tensão parcial: para fases L2 e L3, com neutro isolado (vide Tabela 2).

3.3.3.2

Abertura

 
 

A

entrada do tempo de arco ideal determina a janela de arco para uma interrupção segura

da corrente, livre de reacendimentos, na próxima passagem por zero. O valor é dado pelo fabricante do disjuntor Para não entrar em conflito com inevitáveis tolerâncias de tempos de operação, a separação dos contatos deve iniciar-se, não antes de 1,5 ms após a passagem por zero, isto é, não selecionar um tempo de arco mais longo que 8,5 ms (6,8 ms em 60 Hz). É considerado como padrão um tempo de arco em torno de um quarto de ciclo.

3.3.4

Precisão necessária para o tempo de operação

 

Para o fechamento do disjuntor, aplica-se o tópico 3.2.4 (valor padrão ±2 ms). Para a abertura, o disjuntor deve atingir uma precisão do tempo de operação de ±1,5 ms.

3.4

Manobra capacitores em vazio

 

Para essa tarefa de operação, selecionar o programa "Capacitor" no menu [System Data] (Dados do Sistema) [Switching Program] (Programa de Operação). Os tempos de operação estão especificados como indicado na Tabela 1.

3.4.1

Fechamento

 
 

Altas correntes de estabelecimento e altos surtos de tensão podem ocorrer com a manobra aleatória de capacitores, em especial, quando a operação se dá na crista da tensão. O efeito da manobra de capacitores em paralelo é especialmente sério. Tensões particularmente altas podem ocorrer, devido a reflexos nas extremidades de redes radiais.

3.4.1.1

Redes com Neutro aterrado

O fechamento ocorre na passagem por zero da tensão relacionada entre fase e terra, isto é,

todas as fases em defasagem de um terço de ciclo (seqüência de operação L1-L3-L2).

RPH2

Manual de instruções

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3.4.1.2

Redes com Neutro isolado

 

Como uma manobra unipolar não faz sentido, duas fases são fechadas simultaneamente na passagem por zero de sua tensão entre fases. A terceira fase segue a um quarto de ciclo mais tarde (seqüência de operação L2+L3-L1).

3.4.2

Abertura

 

Em geral, a interrupção de correntes capacitivas não representa um problema para disjuntores modernos. Se o RPH2 for utilizado para a manobra sincronizada de bancos de capacitores, então aplica-se o mesmo do tópico 3.3.2, isto é, a separação de contatos em tempo suficiente, antes da passagem por zero da tensão.

3.4.3

Dados requeridos do disjuntor

Os seguintes dados do disjuntor são absolutamente necessários para a operação do RPH2:

O tempo de operação mecânica de fechamento e/ou abertura dos três pólos do disjuntor

(vide 3.1.2 para a definição). Precisão por volta de ±0,1 ms.

Com o intuito de atingir a necessária precisão quando do fechamento na passagem por zero

da tensão, a taxa de queda da tensão suportável (dUd/dt) do disjuntor deve ser maior do que

a taxa de mudança da tensão entre contatos para o zero da tensão do sistema (dU/dt). A Figura 3 mostra três casos possíveis.

1

A

taxa de queda da tensão suportável do disjuntor (dUd/dt) é menor do que a taxa de

queda da tensão do sistema (dU/dt).

dUd/dt < dU/dt, k < 1.

O

disjuntor pode ser usado para esta aplicação se dUd/dt > 0,8·dU/dt. Neste caso, favor

contatar o fabricante do disjuntor para o cálculo dos tempos de pré-arco.

2

A

taxa de queda da tensão suportável do disjuntor (dUd/dt) é igual à taxa de queda da

tensão do sistema (dU/dt).

dUd/dt = dU/dt, k = 1.

3

A

taxa de queda da tensão suportável do disjuntor (dUd/dt) é maior do que a taxa de

queda da tensão do sistema (dU/dt).

dUd/dt > dU/dt, k > 1.

Figura 3

sistema (dU/dt). dU d /dt > dU/dt, k > 1. Figura 3 1 Rigidez dielétrica do

1 Rigidez dielétrica do disjuntor menor que a dU/dt da tensão do sistema

2 Rigidez dielétrica do disjuntor igual à dU/dt da tensão do sistema

3 Rigidez dielétrica do disjuntor maior que dU/dt da tensão do sistema

RPH2

Manual de instruções

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3.4.3 Dados requeridos do disjuntor (continuação)

Continua na página seguinte

Entretanto, algum pré-arco pode ser inevitável, devido a variações do tempo de fechamento

e à dispersão na suportabilidade dielétrica. Para minimizar os transitórios de energização, o fechamento deve ser almejado em um instante td, após o zero da tensão (O RPH2 leva isso em consideração através de um dado tempo de arco). Caso os dados não sejam disponibilizados pelo fabricante do disjuntor, o tempo de pré-arco pode ser aproximado. Disjuntores modernos possuem velocidades de fechamento dos contatos típicas de 5 m/s e uma rigidez dielétrica de mais de 20 kV/mm. Isto resulta em uma taxa de queda (dUd/dt) de mais de 100 kV/ms.

A Figura 4 mostra a tensão através da distância entre contatos abertos e a queda da tensão

suportável, com a variação dos tempos de fechamento. O tempo de arco ta é calculado de tal forma que a tensão suportável tenha aproximadamente o mesmo valor nas tolerâncias de tempo de operação superior e inferior.

Figura 4

de tempo de operação superior e inferior. Figura 4 Tensão através da distância entre contatos abertos

Tensão através da distância entre contatos abertos e queda da tensão suportável com variação do tempo de fechamento T 1 ± ΔT

O ajuste de tempo de arco no RPH2 pode ser calculado de acordo com as fórmulas a seguir.

Notar os diferentes tempos de arco com neutros isolados. Os cálculos devem ser

confirmados mediante testes de operação.

Continua na página seguinte

RPH2

Manual de instruções

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3.4.3 Dados requeridos do disjuntor (continuação)

Nota: A tensão do sistema nas próximas fórmulas é relacionada a uma só câmara de interrupção; ter atenção para o caso de disjuntores com câmaras múltiplas. A tensão através de uma câmara de interrupção é calculada como segue, onde "m" é o número de câmaras de interrupção de um pólo:

U

n

U

sistema

·

1,05

m-1

m

Un

Tensão para uma câmara de interrupção

Un [kV]

 

Tensão do sistema (rms) para uma câmara de interrupção

u'Un ·

[kV]u'  U n ·

 

Valor de crista, neutro aterrado, para todos os pólos

u'Un ·

[kV]u'  U n · 2

2

 

Valor de crista, neutro isolado, para os dois primeiros pólos

L2 e L3

u'1,5·Un ·

2 3
2
3

[kV]

 

Valor de crista, neutro isolado, para o último pólo L1

dU

u'·

·

1

[kV/ms]

 

Taxa de queda da tensão do sistema

dt

1000

 

dUd

 

dt

[kV/ms]

Taxa de queda da tensão suportável do disjuntor

  dUd

dt

  dU

dt

k

[p.u.]

 

Vide Figura 3