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LIÇÃO 2

SUBSÍDIO PARA O ESTUDO DA 2ª LIÇÃO DO 4º TRIMESTRE DE


2018 – DOMINGO, 14 DE OUTUBRO DE 2018

PARA OUVIR E ANUNCIAR A PALAVRA DE


DEUS
Texto áureo

“Mas o que foi semeado em boa


terra é o que ouve e
compreende a palavra; e dá
fruto, e um produz cem, outro,
sessenta, e outro, trinta” (Mt
13.23)
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE – Marcos 4. 3-20

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Prezado amigo Leitor, ao término desta lição esperamos que possas destacar
a Parábola do Semeador como uma conclamação à pregação do Evangelho – poder
de Deus para a salvação em Jesus Cristo de todo aquele que NEle crer.

Logo, nesta lição, esclareceremos o Significado da Parábola do Semeador;


evidenciaremos a Importância de Obedecer ao Evangelho; e ressaltaremos a
Obrigatoriedade de se Anunciar o Evangelho.

Portanto, dileto leitor - boa leitura e excelente aprendizado!

1
I – INTERPRETAÇÃO DA PARÁBOLA DO SEMEADOR

Na maioria das vezes e dependendo da ocasião oportuna, o Senhor Jesus se


valia de parábolas para ensinar, com a intenção de esconder a uma parte de seus
ouvintes vários, certas verdades que eles eram indignos ou incapazes de entender,
(Mt 13. 10-15) de tal maneira que, como diz Fuller, as parábolas eram semelhantes à
coluna de nuvem e de fogo que clareava os Israelitas, mas mergulhava os Egípcios
na escuridão; no entanto, devemos admitir que seu intento geral fosse o mesmo que
os outros doutores da lei (por exemplo, Hilel, o Ancião) que empregavam esse
método de ensinar com o intuito de demonstrar as verdades que eles queriam
proclamar.

Pois bem, assim, vamos estudar os pontos que se seguem.

1. A importância em compreender a parábola.

Bela em sua forma, as parábolas, no entanto, são mais ainda em seu


conteúdo. Como dizia São Bernardo: “Maçãs de ouro em pratos de prata”. Logo, elas
brilham por vezes pelo recipiente e também pelo conteúdo.

Para entendermos as parábolas de Cristo devemos analisá-las à luz de seu


contexto, de suas variantes e características próprias constitutivas, isto é seu
cotidiano, suspense, contraste, conflito, tríade, inversão, ênfase final, discurso direto,
perguntas retóricas, evocação de resposta, extraordinário, exagero e detalhes.
Como bem escreveu Stadelmann o “contexto da parábola dá para o intérprete, via
de regra, a chave para a compreensão do significado intencionado; pois nele se
representa a situação, à qual Jesus responde com sua parábola”.1

Outro aspecto importante para se entender as parábolas é a questão da


atitude das pessoas com relação à pessoa de Cristo. Deste modo, é de suma
importância identificar o auditório, pois o significado da parábola tem a ver com o
como foi originalmente ouvida.

1
STADELMANN, H. 1991, p. 127,128.

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Neste caso, nesta dada parábola em trânsito – a do Semeador, essas
questões abordadas deverão fazer parte do escrutínio básico para entendê-la,
levando também em consideração os personagens e itens nela já citados, tais como
o agricultor ou semeador, as sementes, os solos (Mc 4. 3-20), e outros.

2. Os elementos que constituem a Parábola: o Semeador, a semente e o


solo (Mt 13. 3-23; Mc 4. 2-20; Lc 8. 4-15).

Dea acordo com o Evangelho de Mateus, esta parábola e as demais foram


transmitidas nas mediações do mar de Genezaré ou como também era reconhecido
– mar da Galileia, contíguo a Cafarnaum, tendo a sua frente a planície de Genezaré.
Ora, diferentes tipos de solos faziam parte daquela região, de onde se estendiam
multidões ali reunidas, vindas de todas as partes adjacentes; momento oportuno
para Jesus transmitir seus ensinamentos.

Pois bem, sabe-se que cultivar a terra nos tempos do Novo Testamento era
relativamente fácil, embora houvesse diferentes tipos de terrenos, ou solos e não
obstante semelhante parábola não dizer nada sobre os métodos de cultivo, isso é
possível prever pelos escritos do Antigo Testamento, notadamente em Isaías (Is 28.
24,24), Jeremias (Jr 4.3) e Oséias (Os 10. 11,12). Alguns escritos rabínicos também
falaram como se secultivava um terreno, aprontado-o para a sementeira, que com a
chegada do inverno germiraria os grãos.

É de se ressalvar que os grãos nesta parábola são igualmentes bons em


todos os casos, assim como a labuta do semeador também é igual. A diferença está
na condição de cada solo. Alguém falou, em certa pregação, que as sementes eram
diferentes, isto é, algumas eram boas e outras eram ruins, daí umas germinarem e
crescerem e outras não. Ledo engano do predicador, pois numa leitura bem
cuidadosa ver-se-á que o problema não era com as sementes, e sim, com os
diferentes tipos de solos e da ação malígna exterior. Logo, em uma apricação para
os nossos dias, a questão não é com a Palavra de Deus pregada, mas sim com a
recepção desta palavra em cada coração, a partir de uma boa audição e
compreenção da mesma e com a ação de Satanás para empedir que a Palvra de
Deus penetre no âmago do ouvinte.

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3. Os diferentes tipos de solos infrutíferos.

Os quatros tipos de solo representam as diferentes respostas à mensagem de


Deus. As pessoas respondem de forma diferente, porque estão em distintas
condições. Dos quatros tipos de solo abordados, três são imprópios para a semente
crescer saudável, isto demonstra os tipos de pessoas que ouvem a Palavra de Deus,
porém não correspondem com Ela: algumas são insensíveis, outras descuidadas, e
muitas estão contaminadas por preocupações que lhes trazem distrações.

Portanto, segundo Claiton Kunz2, temos que:

 A semente é a palavra de Deus (Lc 8.11);

 Os da beira do caminho são aqueles que ouvem a palavra, mas não a


compreendem (Mt 13.19), vem Satanás e arrebata-lhes o que foi semeado no
coração, para não suceder que, crendo, sejam salvos (Lc 8.12);

 Os do solo rochoso são aqueles que ouvem a palavra e a recebem com


alegria, mas, por não terem raiz em si mesmos, são de pouca duração (creem
somente por algum tempo (Lc 8.13). Quando chega a angústia e a
perseguição (provação) por causa da palavra, logo se escandalizam (se
desviam).

 Os do solo espinhoso são aqueles que ouvem a palavra; mas os cuidados do


mundo, a fascinação das riquezas, as ambições (Mc 4.19) e os deleites da
vida (Lc 8.14), sufocam a palavra, ficando infrutífera (seus frutos não
chegaram a amadurecer.

2
KUNZ, Claiton. As Parábolas de Jesus e seu ensino sobre o Reino de Deus, Santos Editora,
Curitiba, 2014.

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II – A IMPORTÂNCIA DE OUVIR O EVANGELHO.

1. O tipo ideal de solo.

Neste caso em questão, o ultimo da parábola, ver-se que o processo normal


de crescimento é notório, impedido, como visto, nos outros casos; logo a sua
colheita é abundante, produzindo a trinta, sessenta e cem por um.

Portanto, ainda como bem escreveu Kunz3: “os da boa terra são os que
ouvem a palavra e a compreendem (Mt 13), recebem (Mc 4), e retêm de bom e reto
coração (Lc 8); estes frutificam com perseverança (Lc 8), e produzem a trinta,
sessenta e cem por um.

2. O tipo ideal de ouvinte.

É notório que escutamos com os nossos ouvidos, porém existe uma forma
mais profunda de ouvir: com a mente e o coração. Destarte, isso é de sua
importância para compreendermos espiritualmente as palavras de Jesus. Algumas
pessoas da multidão procuravam provas contra Jesus, mas outras estavam
verdadeiramente desejosas de aprender e crescer. Portanto, as palavras de Jesus
eram dirigidas àqueles que estavam sinceramente interessados (Mc 4.9).

3. A importância de “ouvir”.

É sabido de todos nós que quem ouve bem, entende e fala bem. De modo
que esta parábola pode ser tanto um chamado de atenção sobre como ouvimos e
recebemos a palavra de Deus e um estímulo para afastar todo desespero com a
segurança de que todas as contrariedades não podem arruinar a colheita final de
Deus.
Portanto, “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas...” (Ap 2.11).

3
KUNZ, Claiton. As Parábolas de Jesus e seu ensino sobre o Reino de Deus, Santos Editora,
Curitiba, 2014.

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III – O CHAMADO PARA ANUNCIAR O EVANGELHO

1. A obra da maior importância. (Mc 16.15,16)

Como bem sabemos, o grande interesse desta passagem reside na descrição


que nos dá do dever da Igreja:

(1) A Igreja tem a tarefa de pregar. É dever da Igreja, e isto quer dizer de cada
cristão, contar a história das boas novas de Jesus àqueles que nunca a ouviram. O
dever do cristão é ser arauto de Jesus Cristo.

(2) A Igreja tem uma tarefa curadora. Vimos este fato uma e outra vez. O
cristianismo tem que ver com o corpo dos homens tanto como com sua mente.
Jesus quis trazer saúde ao corpo e à alma.

(3) A Igreja era uma Igreja de poder. Não precisamos tomar tudo literalmente.
Não precisamos acreditar que o cristão tem que ter literalmente o poder de levantar
víboras venenosas e beber líquidos venenosos sem correr perigo. Mas no fundo
desta linguagem pitoresca está a convicção de que o cristão está imbuído de um
poder para enfrentar a vida e lidar com ela que outros não têm nem podem ter.

(4) A Igreja nunca seria deixada sozinha para trabalhar na realização de sua
obra. Cristo sempre opera com ela e nela e por meio dela. O Senhor da Igreja está
ainda nela e é ainda o Senhor de poder.

2. Jesus e a ordem para pregar. (Mc 16.15)

Aqui, Jesus, deu-lhes, a seus discípulos uma comissão. Enviou-os a converter


a todo mundo em seus discípulos e seguidores. Pode ser que a ordem de batizar
seja um desenvolvimento posterior das palavras que Jesus pronunciou. Pode-se
discutir esse ponto; o fato concreto é que a ordem de Jesus é ganhar a todos os
homens para Ele.

Portanto, Jesus disse aos seus discípulos que contassem ao mundo que Ele
pagou o preço pelos pecados de todos, e aqueles que crerem nEle serão perdoados
e viverão eternamente com Deus.

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Hodiernamente, em todas as partes do mundo, há cristãos anunciando as
Boas Novas a pessoas que nunca ouviram falar de Cristo. O poder que motiva os
missionários a irem a todas as partes do mundo e colocas a Igreja de Cristo em
movimento é a fé fundamentada na ressurreição de Jesus.

3. A importância de pregar o Evangelho. (2 Tm 2. 8-10)

Nestes versículos o Apóstolo Paulo diz, lembra o evangelho. Lembra as boas


novas. Mesmo quando o evangelho exige muito, mesmo quando leva a um esforço
que pareceria estar mais além da capacidade humana, e a um futuro que pareceria
cheio de toda classe de ameaças, lembremos que é um evangelho, que se trata das
Boas Novas; e lembremos que o mundo as está esperando.

Não importa quão dura seja a tarefa que oferece o evangelho, esse mesmo
evangelho é a mensagem de libertação do pecado e a vitória sobre as
circunstâncias, para nós e para a humanidade.

De modo que Paulo incita a Timóteo ao heroísmo ao levá-lo a lembrar de


Jesus Cristo, a contínua presença do Senhor ressuscitado, a simpatia que flui da
humanidade do Mestre, a glória do evangelho para ele mesmo e para o mundo que
nunca o escutou e que espera.

CONCLUSÃO

Destarte, como bem escreveu o comentarista da lição: “Lembremos que o


nosso papel é pregar e o do Espírito Santo, convencer os pecadores” (Jo 16. 8-11).

Logo, ao término desta 2ª lição de supracitado trimestre, procuremos ser fieis


colaboradores de Cristo no tocante à salvação de almas, por intermédio da Palavra
de Deus, pregada e ensinada. Louvemos, pois, a Ele, através do coro do Hino da
Harpa Cristã de número 462:

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Glória! Glória! Aleluia!
Glória! Glória ao nosso salvador!
Glória a Jesus! Glória a Jesus!
Nosso grande Redentor.

[Professor. Teólogo. Tradutor. Bibliotecário. Jairo Vinicius da Silva Rocha –


Presbítero, Superintendente e Professor da E.B.D da Assembleia de Deus no
Pinheiro.]
Maceió, 13 de outubro de 2018.