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DISCIPLINA: FILOSOFIA

PROF.: José Carlos


Aluno: Alfredo Xenofonte Cardoso
Turma: I Semestre noite

Diálogo Filosófico

1. O educador brasileiro Rubem Alves (1933-) estabelece uma relação entre o


início da filosofia e o início da ciência. Que relação é essa?

Ele estabelece a necessidade de responder perguntas como base para as


abordagens científicas e filosóficas, afirmando que a ciência luta até hoje por
respostas definitivas e a filosofia compreende a aceitação da não existências de
respostas únicas e finais. “Eram como portas que, uma vez abertas, vão dar numa
outra porta, muito maior, é verdade, que por sua vez dá em outra, indefinidamente.”

2. Como esse autor sintetiza a evolução da filosofia grega em seus primórdios?

Ele afirma que “progressivamente houve uma passagem desta posição [dos
filósofos milesianos de acharem que as coisas mantinham sua unidade em meio à
multiplicidade porque todas se reduziam a uma mesma essência], que explica a
unidade em termos de substância, para uma outra que considera que a questão
fundamental são as relações e as funções.”

3. Interprete as razões apontadas pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-


1900) para levarmos a sério a proposição de Tales de que “a água é a origem e
a matriz de todas as coisas”.

Ele defende essa ideia por entender que ao refletir sobre a origem das coisas,
de uma forma baseada não em “imagem e fabulação”, e trazendo nessa reflexão uma
ideia maior (a de que “tudo é um”), Tales tornou-se o primeiro filósofo grego.

4. Justifique com trechos do texto de Platão a seguinte afirmação: “Heráclito


proclama o permanente fluir da realidade. O ser é sempre dinâmico”.

“Heráclito diz em alguma passagem que todas as coisas se movem e nada


permanece imóvel. E, ao comparar os seres com a corrente de um rio, afirma que
não poderia entrar duas vezes num mesmo rio.”

5. Interprete o significado da frase de Platão: “Heráclito retira do universo a


tranquilidade e a estabilidade”.

Ao falar sobre o caráter transitório das coisas, Heráclito incita a reflexão sobre
as constantes transformações e mutações, removendo certezas e estimulando
questionamentos acerca do universo, da vida e da realidade.
6. Interprete a afirmação do filósofo espanhol Manuel García Morente (1886-1942):
“A própria ciência física sente-se apertada dentro do conceito parmenídico da
realidade”. Por que “apertada”? Como a física tem compreendido a realidade
física através do tempo?

O conceito parmenídico defende uma visão estática do que “é” e do que “não é”.
A física entende a realidade como uma manifestação em constante transformação e
evolução, portanto não consegue encaixar suas visões no conceito parmenídico que,
segundo o autor, “tomou o ser, espetou-o na cartolina [como um a borboleta pelo
naturalista] há vinte e cinco séculos e lá continua ainda, preso, [...]”.

7. Segundo García Morente, a ciência do ser humano não se encaixa de maneira


nenhuma no conceito parmenídico da realidade. Por quê? O que ele propõe?

Por que o homem é um ser em constante transformação. Ele propõe que o


homem deve “conquistar” essa ideia de que “este voo, este movimento, esta
funcionalidade, esta concepção de vida como circunstância, como chance, como
resistência [...] nos revele a existência de algo anterior à posse do ser, [...]”.

8. O que significa, para você, assumir uma concepção não estática da vida? Você
acha que existe algo de permanente e eterno, que nunca muda nem deve
mudar? Discuta o permanente e o transitório em sua vida.

Não acredito em absolutamente nada permanente e eterno, a não ser a própria


mudança. Percebo a vida como um fenômeno de transformação constante em todos
os aspectos, aceitando que as visões de mundo e as certezas sempre se modificam,
inclusive admitindo paradoxalmente que essa própria visão (a de que não há nada
eterno) pode ser modificada.