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Habitação Social no Brasil:

da ditadura militar ao governo Lula.

Morro da favela. Tarsila do Amaral (1924)
Morro da favela. Tarsila do Amaral (1924)

Universidade Federal do ABC | Disciplina: Habitação e Assentamentos Humanos

02 de outubro de 2008

Por que a habitação é uma questão na nossa sociedade? 1. Capitalismo: habitação é uma
Por que a habitação é uma questão na nossa sociedade? 1. Capitalismo: habitação é uma
Por que a habitação é uma questão na nossa sociedade? 1. Capitalismo: habitação é uma
Por que a habitação é uma questão na nossa sociedade? 1. Capitalismo: habitação é uma
Por que a habitação é uma questão na nossa sociedade? 1. Capitalismo: habitação é uma

Por que a habitação é uma questão na nossa sociedade?

1.

Capitalismo: habitação é uma mercadoria

2.

NECESSITA TERRA – BEM ESCASSO/ concentrado>> custo da terra

3.

CUSTO ELEVADO

1. Processo construtivo - unidade habitacional de 46m² = ~R$15.600,00 (fonte: M.Cidades, 2008)

2. Infra-estrutura urbana necessária

4.

O fato da habitação ter custo elevado >> aquisição financiada (paga-se juros)

HABITAÇÃO É UMA MERCADORIA ESPECIAL

UMA NECESSIDADE BÁSICA E RESTRITA (CARA)!

Origem da questão da habitação no Brasil 1850: Lei de terras e abolição da escravidão
Origem da questão da habitação no Brasil 1850: Lei de terras e abolição da escravidão
Origem da questão da habitação no Brasil 1850: Lei de terras e abolição da escravidão
Origem da questão da habitação no Brasil 1850: Lei de terras e abolição da escravidão
Origem da questão da habitação no Brasil 1850: Lei de terras e abolição da escravidão

Origem da questão da habitação no Brasil

1850: Lei de terras e abolição da escravidão

• A compra passa a ser a única forma de acesso a propriedade da terra,

• Emergência do trabalhador livre com a abolição da escravidão.

Conseqüências

• Separação da local de moradia do local de trabalho

• Meios de sobrevivência: venda da força de trabalho

• Trabalho manual: baixos salários

• Dificuldades/impossibilidade de acessar a moradia: mercadoria. Porém, todos precisam morar. Qual a solução, então?

quando “ as senzalas diminuíam, engrossavam as aldeias de mucambos e palhoças perto dos sobrados

quando “

as senzalas diminuíam, engrossavam as aldeias de mucambos e

palhoças perto dos sobrados e chácaras. Engrossavam, espalhando-se pelas zonas mais desprezadas da cidade”

(Gilberto Freyre em Sobrados e Mocambos, 1968 p.153)

“ Noutras choças de palha levantadas sobre outros pântanos, ( só depois iria para os

“ Noutras choças de palha levantadas sobre outros pântanos, ( só depois iria para os morros”

)

que

(Gilberto Freyre em Sobrados e Mocambos, 1968 p. 234)

“ cortiços dentro de sobrados já velhos, onde mal se respirava, tantas eram as camadas

“ cortiços dentro de sobrados já velhos, onde mal se respirava, tantas eram as camadas de gente que formavam sua população compactada, comprimida e angustiada. Uma latrina para dezenas de pessoas”

(Gilberto Freyre em Sobrados e Mocambos, 1968 p. 234)

Como o Estado tratou a habitação social ao longo da história?
Como o Estado tratou a habitação social ao longo da história?
Como o Estado tratou a habitação social ao longo da história?
Como o Estado tratou a habitação social ao longo da história?
Como o Estado tratou a habitação social ao longo da história?

Como o Estado tratou a habitação social ao longo da história?

República Velha (1889-1930) Contexto político e socioeconômico: • Estado (liberal-oligárquico) reluta em intervir na
República Velha (1889-1930) Contexto político e socioeconômico: • Estado (liberal-oligárquico) reluta em intervir na
República Velha (1889-1930) Contexto político e socioeconômico: • Estado (liberal-oligárquico) reluta em intervir na
República Velha (1889-1930) Contexto político e socioeconômico: • Estado (liberal-oligárquico) reluta em intervir na
República Velha (1889-1930) Contexto político e socioeconômico: • Estado (liberal-oligárquico) reluta em intervir na

República Velha (1889-1930)

Contexto político e socioeconômico:

• Estado (liberal-oligárquico) reluta em intervir na esfera privada.

• Predomínio da produção agroexportadora.

• Cidades abrigam atividades associadas a produções agrárias (ex. café)

• Insignificância da indústria manufatureira.

• Regulações trabalhistas quase inexistentes.

• Trabalho livre com baixos salários.

• A “questão social” era tratado como coisa de política.

República Velha (1889-1930) O Estado e a habitação • Moradias produzidas pelo setor privado: habitação
República Velha (1889-1930) O Estado e a habitação • Moradias produzidas pelo setor privado: habitação
República Velha (1889-1930) O Estado e a habitação • Moradias produzidas pelo setor privado: habitação
República Velha (1889-1930) O Estado e a habitação • Moradias produzidas pelo setor privado: habitação
República Velha (1889-1930) O Estado e a habitação • Moradias produzidas pelo setor privado: habitação

República Velha (1889-1930)

O Estado e a habitação

• Moradias produzidas pelo setor privado: habitação de aluguel, cortiços, vilas operárias.

• Produção privada da cidade não era regulada >> ameaça a saúde pública.

• Surto de epidemias >> Estado passa a intervir em 3 frentes:

– Legislação urbanística, planos e obras de saneamento e controle sanitário >> cortiços

• Questão da habitação vista pelo estado como questão higienista.

• Intervenções de renovação urbana excludentes e segregadoras.

Período Vargas (1930-1964) Contexto político e socioeconômico • Política nacional-desenvolvimentista. • Estado
Período Vargas (1930-1964) Contexto político e socioeconômico • Política nacional-desenvolvimentista. • Estado
Período Vargas (1930-1964) Contexto político e socioeconômico • Política nacional-desenvolvimentista. • Estado
Período Vargas (1930-1964) Contexto político e socioeconômico • Política nacional-desenvolvimentista. • Estado
Período Vargas (1930-1964) Contexto político e socioeconômico • Política nacional-desenvolvimentista. • Estado

Período Vargas (1930-1964)

Contexto político e socioeconômico

• Política nacional-desenvolvimentista.

• Estado populista: centralizador, intervencionista

• Incentivo a industrialização combinada com regime arcaico de produção agroexportadora

• Leis trabalhistas: regula preço da força de trabalho

• Cidades = local de produção

• Atração populacional >> agrava crise habitacional

Período Vargas (1930-1964) O Estado e a habitação • Até 1930 somente 19% dos domicílios
Período Vargas (1930-1964) O Estado e a habitação • Até 1930 somente 19% dos domicílios
Período Vargas (1930-1964) O Estado e a habitação • Até 1930 somente 19% dos domicílios
Período Vargas (1930-1964) O Estado e a habitação • Até 1930 somente 19% dos domicílios
Período Vargas (1930-1964) O Estado e a habitação • Até 1930 somente 19% dos domicílios

Período Vargas (1930-1964)

O Estado e a habitação

• Até 1930 somente 19% dos domicílios eram ocupados por proprietários

• Discurso da casa própria para legitimar o regime:

• condição básica para reprodução do trabalhador .

• Símbolo do progresso material

• Lei do inquilinato (1942): congelamento dos aluguéis.

• “proteção do locatário termina quando o direito de propriedade do locador era restaurado … com a retomada do imóvel através do despejo.” (Bonduki, 1998)

• Produção direta estatal: IAPs e FCP(1945)

Período Vargas (1930-1964) Influência da arquitetura moderna. Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de
Período Vargas (1930-1964) Influência da arquitetura moderna. Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de
Período Vargas (1930-1964) Influência da arquitetura moderna. Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de
Período Vargas (1930-1964) Influência da arquitetura moderna. Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de
Período Vargas (1930-1964) Influência da arquitetura moderna. Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de

Período Vargas (1930-1964)

Influência da arquitetura moderna.

Vargas (1930-1964) Influência da arquitetura moderna. Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de Mello (dec

Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de Mello (dec 40).

Ed. Japurá – SP. Arquiteto Eduardo Kneese de Mello (dec 40). Ed. Pedregulho – RJ. Arquiteto

Ed. Pedregulho – RJ. Arquiteto Affonso Reydi (dec 40)

Período Vargas (1930-1964) Crescimento da cidade informal. • “ quem consegue comprar e ocupar um
Período Vargas (1930-1964) Crescimento da cidade informal. • “ quem consegue comprar e ocupar um
Período Vargas (1930-1964) Crescimento da cidade informal. • “ quem consegue comprar e ocupar um
Período Vargas (1930-1964) Crescimento da cidade informal. • “ quem consegue comprar e ocupar um
Período Vargas (1930-1964) Crescimento da cidade informal. • “ quem consegue comprar e ocupar um

Período Vargas (1930-1964)

Crescimento da cidade informal.

• “quem consegue comprar e ocupar um pedaço de terra num loteamento qualquer ingressa em um processo que, mais cedo ou mais tarde, lhe garantiria, com grandes sacrifícios na sua qualidade de vida, a um custo reduzido, a propriedade da casa e o acesso aos serviços públicos”(Bonduki,

1998).

Casal a procura de seu lote recem-comprado em loteamento em Osasco, SP. (Bonduki, 1998)

públicos ”(Bonduki, 1998). Casal a procura de seu lote recem-comprado em loteamento em Osasco, SP. (Bonduki,
Quadro Urbano (déc. 60) • Industrialização >>“p rocesso de urbanização acelerado e concentrado ” em
Quadro Urbano (déc. 60) • Industrialização >>“p rocesso de urbanização acelerado e concentrado ” em
Quadro Urbano (déc. 60) • Industrialização >>“p rocesso de urbanização acelerado e concentrado ” em
Quadro Urbano (déc. 60) • Industrialização >>“p rocesso de urbanização acelerado e concentrado ” em
Quadro Urbano (déc. 60) • Industrialização >>“p rocesso de urbanização acelerado e concentrado ” em

Quadro Urbano (déc. 60)

• Industrialização >>“processo de urbanização acelerado e concentrado” em pouco mais de 20 anos a população brasileira torna-se urbana, concentrada em regiões industrializadas, como Grande SP.

“Crescimento desordenado e espraiado” (Maricato, 1996) : terra barata + autoconstrução parcelada: habitação por conta do trabalhador (incluia o trabalhador da indústria).

• Governo Jango a questão urbana entra em pauta com as demais reformas de base>> reforma urbana: seminário IAB (1963).

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Contexto político e sócio-econômico • Ditadura Militar • Forte repressão
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Contexto político e sócio-econômico • Ditadura Militar • Forte repressão
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Contexto político e sócio-econômico • Ditadura Militar • Forte repressão
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Contexto político e sócio-econômico • Ditadura Militar • Forte repressão
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Contexto político e sócio-econômico • Ditadura Militar • Forte repressão

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

Contexto político e sócio-econômico

• Ditadura Militar

• Forte repressão política

• Investimento indústria pesada

• Parceria com capital externo

Crise econômica: alta inflação, divida externa Milagre Econômico crescimento econômico Crise dos anos 80 Crise
Crise econômica: alta
inflação, divida externa
Milagre Econômico
crescimento econômico
Crise dos anos 80
Crise econômica: superinflação,
desemprego, baixos salários.
Golpe Militar
1985: Governo Sarney
1967
1973
1964

“Abertura Lenta e Gradual”

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Discurso da prioridade famílias menor
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Discurso da prioridade famílias menor
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Discurso da prioridade famílias menor
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Discurso da prioridade famílias menor
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Discurso da prioridade famílias menor

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

O Estado e a Habitação

• Discurso da prioridade famílias menor renda

• Política habitacional: legitimar regime + responde interesses setor privado.

Sistema Financeiro da Habitação/ Banco Nacional de Habitação

• Grande volume de recursos (FGTS/SBPE - 1967)

• Rede de agentes – estímulo a ação de agentes privados (empreiteiras) na produção.

• Produção em escala: 4,4 milhões de UH em pouco mais de 20 anos

• Divórcio entre arquitetura e habitação popular: grandes conjuntos habitacionais na periferia, baixa qualidade

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Equívocos da política habitacional: •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Equívocos da política habitacional: •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Equívocos da política habitacional: •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Equívocos da política habitacional: •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) O Estado e a Habitação • Equívocos da política habitacional: •

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

O Estado e a Habitação

• Equívocos da política habitacional:

Centralizada/sem controle social

Massificada

Privilegiou as classes médias em detrimento da classe popular

~ 18% do total de recursos investidos foram destinados a famílias <5sm. (Maricato, 1979)

Na Grande SP: pertenciam a esta faixa de renda cerca de 85% das famílias.

• Transferência de recursos aos agentes privados

• “livre” decisão sobre a produção habitacional >> conseqüências dramáticas às cidades (Bolaffi, 1979)

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do

Ampla produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70

produção de conjuntos habitacionais. Brasil, década de 70 Demolição do conjunto Pruitt Igoe. França, década 70.

Demolição do conjunto Pruitt Igoe. França, década 70.

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil:

Difusão do “padrão habitação popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre Conjunto Ji-parana/BNH - Rondônia

Conjunto IPASE/BNH - Acre

popular” pelo Brasil: Conjunto IPASE/BNH - Acre Conjunto Ji-parana/BNH - Rondônia Conjunto habitacional –

Conjunto Ji-parana/BNH - Rondônia

Conjunto IPASE/BNH - Acre Conjunto Ji-parana/BNH - Rondônia Conjunto habitacional – Minas Gerais Conjunto habitacional

Conjunto habitacional – Minas Gerais

- Acre Conjunto Ji-parana/BNH - Rondônia Conjunto habitacional – Minas Gerais Conjunto habitacional – Piauí

Conjunto habitacional – Piauí

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) ½ dec.70: Ditadura em Crise • Recessão econômica, • desemprego, •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) ½ dec.70: Ditadura em Crise • Recessão econômica, • desemprego, •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) ½ dec.70: Ditadura em Crise • Recessão econômica, • desemprego, •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) ½ dec.70: Ditadura em Crise • Recessão econômica, • desemprego, •
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) ½ dec.70: Ditadura em Crise • Recessão econômica, • desemprego, •

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

½ dec.70: Ditadura em Crise

• Recessão econômica,

• desemprego,

• queda dos valores reais dos salários,

• alta inflação.

Processo de redemocratização: abertura lenta e gradual

• Luta pela democratização

• Mobilização dos movimentos pela reforma urbana e direito a moradia na Constituinte de 88

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) SFH em crise • redução dos investimentos no setor, ganha lugar
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) SFH em crise • redução dos investimentos no setor, ganha lugar
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) SFH em crise • redução dos investimentos no setor, ganha lugar
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) SFH em crise • redução dos investimentos no setor, ganha lugar
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) SFH em crise • redução dos investimentos no setor, ganha lugar

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

SFH em crise

• redução dos investimentos no setor, ganha lugar periférico na economia

• Reformulação: “Programas alternativos”: famílias <5sm

mutirão/autoconstrução

• Contenção de gastos

• Inadimplência, reajustes abaixo da inflação >> rombo do Sistema Financeiro

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Número de financiamentos habitacionais concedidos pelo SFH/BNH entre 1964 e julho
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Número de financiamentos habitacionais concedidos pelo SFH/BNH entre 1964 e julho
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Número de financiamentos habitacionais concedidos pelo SFH/BNH entre 1964 e julho
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Número de financiamentos habitacionais concedidos pelo SFH/BNH entre 1964 e julho
Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986) Número de financiamentos habitacionais concedidos pelo SFH/BNH entre 1964 e julho

Regime Militar: SFH/BNH (1964-1986)

Número de financiamentos habitacionais concedidos pelo SFH/BNH entre 1964 e julho de 1985

 

Programas

Nº de emprestimos concedidos

Em %

 

Programas Convencionais (COHABs)

1.235.409

27,70%

Mercado Popular

Programas Alternativos*

264.397

5,90%

Total

1.499.806

33,60%

 

Cooperativas

488.659

10,90%

Mercado Econômico

Outros Programas**

299.471

6,70%

Total

788.130

17,60%

 

SBPE - Sistema Brasileiro de Emprestimos e Poupança

1.898.975

42,50%

Mercado Médio

Outros Programas***

280.418

6,30%

Total

2.176.393

48,80%

 

Total SFH

4.467.329

100%

fonte: Saches, Celine. São Paulo: Políticas Públicas e Habitação Popular. Edusp: SP, 1999. apud Royer, 2002. *Promorar, João-de-barro, Ficam, Profilurb **Instituto, Hipoteca, Empreend. P/Pron., Prosin *** Recon, Prodepo

Período de transição-esfera federal (1985-1995) Contexto Política, socioeconômico • Transição negociada e sem
Período de transição-esfera federal (1985-1995) Contexto Política, socioeconômico • Transição negociada e sem
Período de transição-esfera federal (1985-1995) Contexto Política, socioeconômico • Transição negociada e sem
Período de transição-esfera federal (1985-1995) Contexto Política, socioeconômico • Transição negociada e sem
Período de transição-esfera federal (1985-1995) Contexto Política, socioeconômico • Transição negociada e sem

Período de transição-esfera federal (1985-1995)

Contexto Política, socioeconômico

• Transição negociada e sem rupturas: Figueiredo – Sarney

• Agenda reformista se perpetua: “acomodação” social

• Fragilidade política

• Recessão econômica, superinflação, seqüência de planos econômicos sem resultados

Período de transição-esfera federal (1985-1995) O Estado e a Habitação • Extinção do BNH (1985)
Período de transição-esfera federal (1985-1995) O Estado e a Habitação • Extinção do BNH (1985)
Período de transição-esfera federal (1985-1995) O Estado e a Habitação • Extinção do BNH (1985)
Período de transição-esfera federal (1985-1995) O Estado e a Habitação • Extinção do BNH (1985)
Período de transição-esfera federal (1985-1995) O Estado e a Habitação • Extinção do BNH (1985)

Período de transição-esfera federal (1985-1995)

O Estado e a Habitação

• Extinção do BNH (1985) – governo Sarney

• Atribuições transferidas para CEF: ganha papel central

(lógica de banco: garantias e retorno X política social: subsídios)

• Drástica redução dos investimentos em Habitação e Saneamento (FGTS/SBPE)

• Descentralização da responsabilidade para municípios/estados

VAZIO NA POLÍTICA HABITACIONAL NO ÂMBITO FEDERAL

Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto político e socioeconômico • Empobrecimento da população,
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto político e socioeconômico • Empobrecimento da população,
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto político e socioeconômico • Empobrecimento da população,
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto político e socioeconômico • Empobrecimento da população,
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto político e socioeconômico • Empobrecimento da população,

Período de transição-esfera local (1985-1992)

Contexto político e socioeconômico

• Empobrecimento da população, descompasso aumento dos aluguéis/parcelas e reajustes salariais

• Lei Lehman (1979): trata de loteamentos clandestinos >> provoca expansão e inchaço das favelas, precarização das condições habitacionais.

• Aumento das reivindicações populares por melhorias habitacionais e urbanas

• Fortalecimento da organização dos movimentos sociais.

Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de

Período de transição-esfera local (1985-1992)

Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de acesso
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de acesso
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de acesso
Período de transição-esfera local (1985-1992) Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de acesso

Áreas de proteção ambiental passam a ser a alternativa de acesso a terra e a habitação. a

Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto urbano e habitacional • Início década de 80: –
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto urbano e habitacional • Início década de 80: –
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto urbano e habitacional • Início década de 80: –
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto urbano e habitacional • Início década de 80: –
Período de transição-esfera local (1985-1992) Contexto urbano e habitacional • Início década de 80: –

Período de transição-esfera local (1985-1992)

Contexto urbano e habitacional

• Início década de 80:

– ocupações coletivas de terras em São Paulo: pressão poder público por soluções habitacionais (acesso a terra e financiamento para construção)

• Mutirão surge como alternativa a crise habitacional.

• Estados e municípios criam programas com recursos dos próprios orçamentários (não onerosos).

Experiências positivas: implementação das pautas do movimento da reforma urbana

Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa FUNAPS-COMUNITÁRIO: •
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa FUNAPS-COMUNITÁRIO: •
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa FUNAPS-COMUNITÁRIO: •
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa FUNAPS-COMUNITÁRIO: •
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa FUNAPS-COMUNITÁRIO: •

Período de transição-esfera local (1985-1992)

Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992)

Programa FUNAPS-COMUNITÁRIO:

• participação na produção e gestão da habitação

• Ocupação dos vazios urbanos

• Habitação na área central

• Conjuntos habitacionais de menor dimensão

• Implantação: inserção bairro

• Alta qualidade a baixos custos

• Incentivo a organização e fortalecimento da comunidade: equipamentos coletivos/ Integração com ações sociais.

Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa URBANIZAÇÃO de FAVELAS
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa URBANIZAÇÃO de FAVELAS
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa URBANIZAÇÃO de FAVELAS
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa URBANIZAÇÃO de FAVELAS
Período de transição-esfera local (1985-1992) Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992) Programa URBANIZAÇÃO de FAVELAS

Período de transição-esfera local (1985-1992)

Prefeitura Luiza Erundina (1989-1992)

Programa URBANIZAÇÃO de FAVELAS (X remoção):

• Reconhecimento da cidade real

• Participação população

• Consolidação: transformar favelas em bairros inseridos na malha urbana.

• Direito à terra: processos de regularização fundiária

Período de transição-esfera local (1985-1992) É possível fazer Habitação popular de qualidade? Conjunto M. da
Período de transição-esfera local (1985-1992) É possível fazer Habitação popular de qualidade? Conjunto M. da
Período de transição-esfera local (1985-1992) É possível fazer Habitação popular de qualidade? Conjunto M. da
Período de transição-esfera local (1985-1992) É possível fazer Habitação popular de qualidade? Conjunto M. da
Período de transição-esfera local (1985-1992) É possível fazer Habitação popular de qualidade? Conjunto M. da

Período de transição-esfera local (1985-1992)

É possível fazer Habitação popular de qualidade?

É possível fazer Habitação popular de qualidade? Conjunto M. da Barca, Belém – PA. Conjunto União

Conjunto M. da Barca, Belém – PA.

popular de qualidade? Conjunto M. da Barca, Belém – PA. Conjunto União da Juta, Sapopemba -SP.

Conjunto União da Juta, Sapopemba -SP.

Belém – PA. Conjunto União da Juta, Sapopemba -SP. Conjunto Pririneus, Barra Funda – SP. Conjunto

Conjunto Pririneus, Barra Funda – SP.

União da Juta, Sapopemba -SP. Conjunto Pririneus, Barra Funda – SP. Conjunto Paulo Freire, Cidade Tiradentes-

Conjunto Paulo Freire, Cidade Tiradentes- SP.

Período de transição-esfera local (1985-1992) Consequências: • Cria-se novos paradigmas de políticas habitacionais
Período de transição-esfera local (1985-1992) Consequências: • Cria-se novos paradigmas de políticas habitacionais
Período de transição-esfera local (1985-1992) Consequências: • Cria-se novos paradigmas de políticas habitacionais
Período de transição-esfera local (1985-1992) Consequências: • Cria-se novos paradigmas de políticas habitacionais
Período de transição-esfera local (1985-1992) Consequências: • Cria-se novos paradigmas de políticas habitacionais

Período de transição-esfera local (1985-1992)

Consequências:

• Cria-se novos paradigmas de políticas habitacionais e urbanas

• Fortalecimento dos movimentos sociais (moradia)

• Proposta do Projeto de Lei de iniciativa popular do FNMP (1991)

– Direito à terra: processos de regularização fundiária

– Direito à moradia digna

– Proposta de criação de Fundo Nacional de Moradia Popular

– PROPOSTA DE NOVA POLÍTICA NACIONAL DE HABITAÇÃO

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Contexto político e socioeconômico • Plano real: contém
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Contexto político e socioeconômico • Plano real: contém
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Contexto político e socioeconômico • Plano real: contém
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Contexto político e socioeconômico • Plano real: contém
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Contexto político e socioeconômico • Plano real: contém

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002)

Contexto político e socioeconômico

• Plano real: contém a inflação, e adoção de medidas de orientação neoliberal.

– ajuste fiscal,

– abertura financeira,

controle de gastos públicos,

– reformas sociais,

– privatização de serviços públicos.

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) O Estado e a habitação • Estrutura institucional
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) O Estado e a habitação • Estrutura institucional
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) O Estado e a habitação • Estrutura institucional
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) O Estado e a habitação • Estrutura institucional
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) O Estado e a habitação • Estrutura institucional

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002)

O Estado e a habitação

• Estrutura institucional frágil: avanço> saneamento + habitação

• Discurso: “sociedade” pode dar conta do seu próprio problema da habitação: concessão de financiamento ao consumidor.

• Carta de Crédito Individual, Carta de Crédito Associativo, PAR, outros

• Controle de gastos: FGTS / OGU

• $ SBPE deixa de financiar habitação para classe média

• Descompasso entre subsídios e faixa de renda

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Investimentos do governo federal*em Habitação distribuidos por faixa
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Investimentos do governo federal*em Habitação distribuidos por faixa
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Investimentos do governo federal*em Habitação distribuidos por faixa
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Investimentos do governo federal*em Habitação distribuidos por faixa
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Investimentos do governo federal*em Habitação distribuidos por faixa

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002)

Investimentos do governo federal*em Habitação distribuidos por faixa de renda (1993-2002)

Faixa de renda

nº absoluto (em R$ bilhões)

em %

até 3 s.m.

4,70

8,7%

3 a 5 s.m.

3,19

5,9%

5 a 10 s.m.

12,47

23,1%

acima de 10 s.m.

33,64

62,3%

 

54,00

100%

fonte: (Zamboni, 2004 apud Fagnani, 2006) * OGU, FGTS e SBPE

Distribuição do percentual do deficit habitacional urbano por faixa de renda familiar mensal - Brasil (2005).

90,3 6,0 2,9 0,8 até 3 s.m. 3 à 5 s.m. 5 à 10 s.m.
90,3
6,0
2,9
0,8
até 3 s.m.
3 à 5 s.m.
5 à 10 s.m.
mais de 10s.m.

fonte: FJP. Deficit Habitacional no Brasil - 2005. Belo Horizonte: FJP, (2006). fonte de dados: IBGE, PNAD (2005)

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002)

Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas moradias
Abertura para o mercado: governo FHC (1995-2002) Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas moradias

Entre 1995 e 1999 4,4 milhões de novas moradias foram empreendidas no país. 700mil foram promovidas pela iniciativa privada e setor público, as demais (3,7 milhões) foram autoempreendidas pela população. (Brasil, 2004).

Governo Lula (2003-2007) O Estado e a Habitação • Estabilidade econômica/ Estatuto das Cidades (Lei
Governo Lula (2003-2007) O Estado e a Habitação • Estabilidade econômica/ Estatuto das Cidades (Lei
Governo Lula (2003-2007) O Estado e a Habitação • Estabilidade econômica/ Estatuto das Cidades (Lei
Governo Lula (2003-2007) O Estado e a Habitação • Estabilidade econômica/ Estatuto das Cidades (Lei
Governo Lula (2003-2007) O Estado e a Habitação • Estabilidade econômica/ Estatuto das Cidades (Lei

Governo Lula (2003-2007)

O Estado e a Habitação

• Estabilidade econômica/ Estatuto das Cidades (Lei 10.257/2001)

• Fortalece papel do Estado na intervenção habitacional: criação do Ministério das Cidades: articulação entre as políticas fundiária, habitacional, saneamento e transporte >> Política de Desenvolvimento Urbano

• Articula ação das três esferas de poder: uso de recurso não oneroso.

• SNHIS/ FNHIS (Lei 11.124/2005): ações provisão, urbanização, regularização >> contrapartidas/ planos e conselhos de habitação.

• Estimula ação do mercado >> Res.CMN (2005) obriga bancos a investir $ SBPE em habitação

• Incentivo a industria da construção civil

Governo Lula (2003-2007) • Amplia fontes de recursos (onerosos e não onerosos) Evolução dos investimentos
Governo Lula (2003-2007) • Amplia fontes de recursos (onerosos e não onerosos) Evolução dos investimentos
Governo Lula (2003-2007) • Amplia fontes de recursos (onerosos e não onerosos) Evolução dos investimentos
Governo Lula (2003-2007) • Amplia fontes de recursos (onerosos e não onerosos) Evolução dos investimentos
Governo Lula (2003-2007) • Amplia fontes de recursos (onerosos e não onerosos) Evolução dos investimentos

Governo Lula (2003-2007)

• Amplia fontes de recursos (onerosos e não onerosos)

Evolução dos investimentos em habitação entre 2002 e 2007 (em R$) 1.004.014 1.593.916 1.824.188 1.422.512
Evolução dos investimentos em habitação entre 2002 e 2007 (em R$)
1.004.014 1.593.916
1.824.188
1.422.512
682.409
899.500
704.159
11.339.477
269.940 386.512
11.292.414
293.692
198.871 472.276
7.667.260
5.141.626
4.779.812 4.779.812
2002
2003
2004
2005
2006
2007
$ onerosos (FGTS, FAR, FDS, FAT, C EF e OGU)
Subsídios FGTS*
$ não oneroso (OGU)

fonte: Ministério das Cidades e Relatório CEF. Posição 16/11/2007, disponível em www.cidades.gov.br * subsídios oriundos da res. 460 de jun/2004 do CCFGTS.

Quadro resumo dos programas habitacionais (voltados a aquisição e produção de uh) para população de baixa renda em 2007.

Programas

Fonte de

Recursos

Proponentes

Público

Alvo por

Valor máximo

do

Prazo máximo

de

Contrapartida

mínima do

Correção

Monetária

Juros sobre

o saldo

renda

financiamento

financiamento

beneficiários

Referencial

devedor

Carta de

   

<R$3.900,00

         

Crédito

FGTS

pessoas físicas

*

R$ 80.000,00

20

anos

5% - 7,5%

TR

6% - 8%

Individual

 
   

pessoas físicas

           

Carta de

Crédito

FGTS

organizadas em

<R$3.900,00

*

R$ 80.000,00

20

anos

5% - 7,5%

TR

6% - 8%

Associativa

entidades

associativas

 
   

pessoas físicas

     

Desconto FGTS

(Res.460)

organizadas (ou

<R$1.750,00

*

subsídio

FGTS

não) em

máximo de

subsídio ofertado em conjunto com financiamentos dos programas Carta de Crédito.

entidades

 

R$ 14.000,00

 

associativas

Programa de

Arrendamento

FAR

pessoas

juridicas na

construção e

<R$2.400,00

R$ 40.000,00

15

anos

não tem

TR-

prestação de

5 - 7%

Residencial -

pessoas fisicas

 

80% e TR- saldo devedor

PAR

 

no

arrendamento

Programa de

 

governos locais

           

Subsídio à

OGU

e

depois

<R$1.114,00

R$ 10.000,00

6 anos

não tem

TR

6%

Habitação

pessoas físicas

   

pessoas físicas

           

Programa

Crédito

FDS

organizadas em

<R$1.750,00

**

R$ 30.000,00

20

anos

5%

TR

zero

Solidários

entidades

associativas

 

Apoio à

 

governos locais

   

por tratar-se de repasse direto ao poder público local, cabe a ele definir as condições de retorno do recurso.

Provisão

FNHIS

e

depois

<R$1.050,00

R$23.000,00

Habitacional

pessoas físicas

Governo Lula (2003-2007 ) • Inversão de prioridade de investimento Percentual de atendimentos habitacionais com
Governo Lula (2003-2007 ) • Inversão de prioridade de investimento Percentual de atendimentos habitacionais com
Governo Lula (2003-2007 ) • Inversão de prioridade de investimento Percentual de atendimentos habitacionais com
Governo Lula (2003-2007 ) • Inversão de prioridade de investimento Percentual de atendimentos habitacionais com
Governo Lula (2003-2007 ) • Inversão de prioridade de investimento Percentual de atendimentos habitacionais com

Governo Lula (2003-2007 )

• Inversão de prioridade de investimento

Percentual de atendimentos habitacionais com recursos do FGTS distribuidos por faixa de renda 90,3 80
Percentual de atendimentos habitacionais com recursos do FGTS distribuidos por
faixa de renda
90,3
80
67
65
60
60
60
54
47
47
43
37 37
34
32
31
30 30
26
26
23
22 23
23
23
22
17
17
15
16
14
11
6
5
3,7
3
Deficit
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
Brasil*
< 3 s.m.
3 - 5 s.m.
> de 5 s.m.

fonte: Relatório CEF, 2006 e Ministério das Cidades, 2006 com base em Maricato (2006). *Deficit Habitacional no Brasil 2005 (FJP, 2006).

Governo Lula (2003-2007 ) Desafios/ tendências recentes • Criou instâncias de participação e controle •
Governo Lula (2003-2007 ) Desafios/ tendências recentes • Criou instâncias de participação e controle •
Governo Lula (2003-2007 ) Desafios/ tendências recentes • Criou instâncias de participação e controle •
Governo Lula (2003-2007 ) Desafios/ tendências recentes • Criou instâncias de participação e controle •
Governo Lula (2003-2007 ) Desafios/ tendências recentes • Criou instâncias de participação e controle •

Governo Lula (2003-2007 )

Desafios/ tendências recentes

• Criou instâncias de participação e controle

• Conselho das Cidades/Conferências = garantir de fato o controle social e a participação.

• Aprovação do marco Jurídico do Saneamento = fazer implementar

• PAC: política macro econômica desenvolvimento + intervenções urbanas (urbanizações de assentamentos precários)

• Ampliação dos recursos: esquenta mercado, valorização imobiliária.

• Como garantir acesso a terra para produção de habitação popular (nó da terra).

Governo Lula (2003- 2007) Programa Crédito Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007.
Governo Lula (2003- 2007) Programa Crédito Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007.
Governo Lula (2003- 2007) Programa Crédito Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007.
Governo Lula (2003- 2007) Programa Crédito Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007.
Governo Lula (2003- 2007) Programa Crédito Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007.

Governo Lula (2003- 2007)

Programa Crédito Solidário

Governo Lula (2003- 2007) Programa Crédito Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007. Conjunto

Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007.

Solidário Conjunto Parque do Sul,João Pessoa – PB, 2007. Conjunto São Matheus, Cidade Ocidental – GO,

Conjunto São Matheus, Cidade Ocidental – GO, 2007.

2007. Conjunto São Matheus, Cidade Ocidental – GO, 2007. Conjunto Tijucas, Balneário Camboriú- SC, 2007. Conjunto

Conjunto Tijucas, Balneário Camboriú- SC, 2007.

Cidade Ocidental – GO, 2007. Conjunto Tijucas, Balneário Camboriú- SC, 2007. Conjunto Paripe, Salvador – BA,

Conjunto Paripe, Salvador – BA, 2007.

Reflexões finais • Déficit habitacional total é de 7,5 milhões de moradias • Como enfrentar
Reflexões finais • Déficit habitacional total é de 7,5 milhões de moradias • Como enfrentar
Reflexões finais • Déficit habitacional total é de 7,5 milhões de moradias • Como enfrentar
Reflexões finais • Déficit habitacional total é de 7,5 milhões de moradias • Como enfrentar

Reflexões finais

Reflexões finais • Déficit habitacional total é de 7,5 milhões de moradias • Como enfrentar tal

• Déficit habitacional total é de 7,5 milhões de moradias

• Como enfrentar tal problema?

• Como garantir o acesso à terra?

• Como produzir habitação de qualidade?

• Como produzir cidades democráticas e ambientalmente saldáveis?

• Qual o papel do engenheiro ambiental e urbano nessa história?

Bibliografia de referência BONDUKI, Nabil. Origens da Habitação Social: arquitetura moderna, lei do inquilinato e
Bibliografia de referência BONDUKI, Nabil. Origens da Habitação Social: arquitetura moderna, lei do inquilinato e
Bibliografia de referência BONDUKI, Nabil. Origens da Habitação Social: arquitetura moderna, lei do inquilinato e
Bibliografia de referência BONDUKI, Nabil. Origens da Habitação Social: arquitetura moderna, lei do inquilinato e
Bibliografia de referência BONDUKI, Nabil. Origens da Habitação Social: arquitetura moderna, lei do inquilinato e

Bibliografia de referência

BONDUKI, Nabil. Origens da Habitação Social: arquitetura moderna, lei do inquilinato e a difusão da casa própria. São Paulo: Estação Liberdade/ FAPESP, 1998

BOLAFFI, Gabriel. Habitação e Urbanismo: o problema e o falso problema. In: MARICATO, E. (org). A Produção capitalista da casa (e da cidade) no Brasil industrial. São Paulo: Ed. Alfa-ômega, 1979

BRASIL. Ministério das Cidades. Cadernos Ministério das Cidades 4: Política Nacional de Habitação. Brasília: Ministério das Cidades, 2004.

MARICATO, Ermínia. Autoconstrução, a arquitetura possível. In MARICATO (org). A produção capitalista da casa (e da cidade) no Brasil industrial. São Paulo: Alfa-ômega, 1979

Metrópole na periferia do capitalismo. São Paulo: Hucitec, 1996.

MELO, Marcus André. Classe, burocracia e intermediação de interesses na formação da política de habitação. In: Revista Espaço & Debates, nº 24. São Paulo: NERU, 1988.

OLIVEIRA, Francisco de. A economia brasileira: crítica à razão dualista. In: Caderno Cebrap, nº1. São Paulo: Cebrap, 1975

REVISTA PROPOSTA nº 35, Mutirões Habitacionais: da casa à cidadania. Rio de Janeiro: FASE-RJ, Ano XII, Set/1987

SANTOS, Cláudio. Políticas Federais de Habitação no Brasil: 1964/1998. Texto para Discussão nº 654. Brasília: IPEA, 1999

Habitação Social no Brasil:

da ditadura militar ao governo Lula.

Social no Brasil: da ditadura militar ao governo Lula. Perspectiva Conjunto Paripe. (2004) Fernanda Accioly Moreira

Perspectiva Conjunto Paripe. (2004)

Fernanda Accioly Moreira | fernanda.accioly@usp.br

02 de outubro de 2008