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CMCG AE3/2016 – FILOSOFIA 2º ANO DO ENSINO MÉDIO 1ª CHAMADA 1


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GABARITO TEN GEOVANE
BLANCO

1ª QUESTÃO (08 escores)

MÚLTIPLA ESCOLHA

ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.

Leia o texto abaixo, para responder aos itens 01 a 03.

TEXTO I

É evidente, pois, que a cidade faz parte das coisas da natureza, que o homem é naturalmente um
animal político, destinado a viver em sociedade, e que aquele que, por instinto, e não porque
qualquer circunstância o inibe, deixa de fazer parte de uma cidade, é um ser vil ou superior ao
homem [...].

(ARISTÓTELES. A política. Trad. de Nestor Silveira Chaves. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 13.)

(LAERTE. Classificados. São Paulo: Devir, 2001. p. 25. HOLZ, Spon. <https://www.google.com.br/search?q=imagens&biw>. Acesso
em: 10 out. 2016.)

01. A realidade demonstrada na charge acima está vinculada a uma forma de se fazer política nos dias
atuais, porém essa forma é uma herança dos gregos que foram os primeiros a refletir criticamente
sobre a política, por isso costuma-se afirmar que:

( A ) eles inventaram a política, a partir das experiências vivenciadas na Ágora e no dia a


dia das Cidades-Estados.
( B ) entre os gregos do período clássico, o termo foi utilizado para qualificar pessoas, que se
vendiam em sua forma de pensar; na práxis, uniram ação e pensamento .
( C ) os sofistas exerceram influência muito forte, como mestres da retórica, utilizando a linguagem
para persuadir qualquer cidadão que os desafiasse.
( D ) mantiveram o pensamento e o mito em sua forma de agir.
( E ) inventaram a política e nomearam as pessoas que poderiam colocar em ação essa nova forma
de viver.

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02. Na charge (TEXTO I), o autor, relaciona o ser humano ao animal, capaz de fazer e viver da política, o
que nos faz refletir sobre nossas ações, muito comum nos dias atuais.

Sobre essa reflexão análise as proposições que seguem.

I. É uma reflexão metaética, ou seja, área da ética que, em vez de se ocupar de teorias normativas
relativas àquilo que devemos fazer ou ao tipo de pessoa que devemos ser, investiga a própria
natureza dessas teorias e da moralidade em geral.

II. É uma reflexão prática da ética, ou seja, um ramo que discute diretamente as questões práticas
da ética na vivencia social, olhando paras os problemas sociais como objetos de investigação.

III. É uma reflexão metaética, ou seja, entende-se o enfoque que tem como objeto descrever e
explicar os fenômenos morais para desenvolver uma teoria da conduta humana relevante a
questões morais

Estã(ao) correta(s) apenas:

( A ) I e III.
( B ) II e III.
( C ) I.
( D ) II.
( E ) III.

"Embora valha a pena atingir esse fim - o sumo bem - para um indivíduo só, é mais belo e mais
divino alcançá-lo para uma nação ou para as cidades-Estados."

(Aristóteles. Ética a Nicômaco. In: Os Pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1973, livro I, p. 250.)

03. Tendo em vista o livro Ética a Nicômaco, de Aristóteles, é correto afirmar que, para o filósofo,

( A ) os fins coletivos devem sempre estar de acordo com os interesses individuais.


( B ) a ética orienta o indivíduo a buscar a sua felicidade independente dos interesses da sociedade.
( C ) a ética não se relaciona com a política.
( D ) a ética é indissociável da política.
( E ) os fins éticos são incompatíveis com o exercício da política.

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Leia o texto II e responda ao item 04.

TEXTO II

Desse modo, o príncipe não deve ser crédulo nem precipitado, nem atemorizar-se, e sim proceder
com equilíbrio, prudência e humanidade, para que o excesso de confiança não o torne incauto, nem a
desconfiança excessiva o faça intolerável.
Origina-se aí a questão aqui discutida: se é preferível ser amado ou temido. Responder-se-á que se
preferiria uma e outra coisa; porém, como é difícil unir, a um só tempo, as qualidades que promovem
aqueles resultados, é muito mais seguro ser temido do que amado, quando se vir obrigado a falhar
numa das duas. Os homens costumam ser ingratos, volúveis, dissimulados, covardes e ambiciosos de
dinheiro; enquanto lhes proporcionas benefícios, todos estão contigo, oferecem-te sangue, bens, vida,
filhos, como se disse antes, desde que a necessidade dessas coisas esteja bem distante. Todavia,
quando ela se aproxima, voltam-se para outra parte. Quanto ao príncipe, caso se tenha fiado integral-
mente em palavras e não haja tomado outras precauções, está arruinado. Porque, quando se fazem
amizades por interesse, não por grandeza ou nobreza de caráter, estas são compradas e não se pode
contar com elas nos momentos de maior precisão. E os homens relutam menos em ofender aos que
se fazem amar do que aos que se fazem temer, pois o amor se mantém por um vínculo de obrigação,
o qual, mercê da perfídia humana, rompe-se sempre que lhes aprouver, enquanto o medo que se
incute é alimentado pelo temor do castigo, sentimento que nunca se abandona. (...)

(MAQUIAVEL. O príncipe. Coleção Os pensadores. São Paulo: Nova Cultura, 1999. p. 106.)

04. A partir da leitura da obra O príncipe, de Maquiavel, podemos afirmar que o governante de virtú é
aquele que:

( A ) não despreza totalmente as virtudes cristãs e privilegia os vícios.


( B ) despreza totalmente as virtudes cristãs e privilegia os vícios.
( C ) observa as circunstâncias e determina seu modo de agir.
( D ) tem na fortuna a justificativa para suas ações face ao que pretende alcançar.
( E ) tem ações nas quais “os fins justificam os meios” e essa máxima explica a imagem do príncipe
virtuoso.

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Leia o texto III que segue para responder ao item 05.

TEXTO III

Deveis saber, portanto, que existem duas formas de se combater: uma, pelas leis, outra, pela força.
A primeira é própria do homem; a segunda, dos animais. [...] Ao príncipe, torna-se necessário,
porém, saber empregar convenientemente o animal e o homem. [...] Sendo, portanto, um príncipe
obrigado a bem servir-se da natureza da besta, deve dela tirar as qualidades da raposa e do leão,
pois este não tem defesa alguma contra os laços e a raposa, contra os lobos. Precisa, pois, ser raposa
para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Os que se fizerem unicamente de leões não
serão bem-sucedidos. Por isso, um príncipe prudente não pode nem deve guardar a palavra dada
quando isso se lhe torne prejudicial e quando as causas que o determinaram cessem de existir.

(MAQUIAVEL, N. O príncipe. Tradução de Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1993, cap., XVIII, p. 101-102.)

05. Com base no texto e nos conhecimentos sobre O príncipe, de Maquiavel, é correto afirmar:

( A ) Os homens não devem recorrer ao combate pela força porque é suficiente combater recorrendo-
se à lei.
( B ) Para a conservação do poder, é necessário admitir a insuficiência da força
representada pelo leão e a importância da habilidade da raposa.
( C ) O príncipe prudente deve procurar vencer e conservar o Estado, o que implica o desprezo aos
valores morais.
( D ) Para conservar o Estado, o príncipe deve sempre partir e se servir do bem.
( E ) Um príncipe que interage com os homens, servindo-se exclusivamente de qualidades morais,
certamente terá êxito em manter-se no poder.

Observe a figura abaixo e leia o texto IV para responda ao item 06.

Política Só entre
se for
Ética convidado!

TEXTO IV
O cartunista Glauco captura com muita perspicácia o cenário atual da política brasileira em que cada
vez mais a ética é convocada a interrogar os valores que norteiam a ação política. O tema em si não
tem nada de novo, pois, desde Aristóteles, no séc. IV a.C., a função da ética é estabelecer os valores
para a política. A relação entre ética e ciência política pode ser reconhecida em diferentes autores da
história da filosofia e demonstra, assim, a atualidade da reflexão filosófica sobre os valores.

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06. Desse modo, é correto afirmar que a


( A ) ética e a política são campos distintos da ação humana.
( B ) política e a ética não se relacionam.
( C ) política não precisa da ética.
( D ) ética se refere aos valores e a política se refere à ação.
( E ) ética é o fundamento da política.

Leia os textos V e VI julgando os conforme seu conhecimento sobre o filósofo inglês:

TEXTO V

Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de guerra
universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado
de paz é a sociedade civilizada.
TEXTO VI

Nem todas as guerras são injustas e, correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a
guerra nem sempre é um desvalor e a paz nem sempre um valor.

BOBBIO, N. MATTEUCCI; N. PASQUINO, G. Dicionário de política, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa
Oficial do Estado, 2000.

07. Comparando as ideias de Hobbes (texto V) com a tendência citada no texto VI, pode-se afirmar que:
( A ) para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto VI, ela não é um valor
absoluto.
( B ) em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta.
( C ) de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto VI, a paz é sempre
melhor que a guerra.
( D ) em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo.
( E ) para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto VI, à civilização.

"Começando a lê-los [os livros da Sagrada Escritura] notei que tudo que havia de verdadeiro nos
textos platônicos também se encontrava nesses textos em meio à proclamação de Vossa graça"

(Agostinho, Confissões, VII, 21.)

08. A afirmação acima endossa uma tese muito comum à investigação filosófica e teológica da Idade
Média cristã, a saber:
( A ) A verdade somente é alcançada com a experimentação científica.
( B ) As verdades cristãs não são compatíveis com nenhuma espécie de conhecimento filosófico ou
racional.
( C ) A Revelação é historicamente anterior à Filosofia, e esta última não pode contribuir em nada
para esclarecer os conteúdos da fé.
( D ) Platão teve acesso aos escritos de Moisés, e não fez nada além de ocultar a originalidade do
profeta hebreu.
( E ) A Revelação é mais ampla que a Filosofia por abarcar verdades que esta não
alcançaria por si só e ainda por conter verdades filosóficas.

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2ª QUESTÃO (05 escores)

VERDADEIRO OU FALSO

COLOQUE UM “X” NO RETÂNGULO COM V, QUANDO A SENTENÇA FOR DE SENTIDO


VERDADEIRO, OU NO RETÂNGULO COM F, QUANDO A SENTENÇA FOR DE SENTIDO FALSO.

TEXTO VII
Maquiavel não foi um moralista nem procurou redefinir valores como o fizeram Spinoza, Hobbes etc.
(...) ao afirmar, por exemplo, que “a um príncipe não é necessário possuir todas as qualidades, mas é
necessário parecer tê-las”, ou que “as violências devem ser feitas todas ao mesmo tempo, a fim de
que seu gosto, persistindo menos tempo, ofenda menos”, Maquiavel parece sugerir que a boa ação
política não deve levar em conta valores que sejam incapazes de garantir o seu sucesso [...].
(Newton Bignotto, A Política por dentro. Tradução de Lívio Xavier. São Paulo: Nova Cultural, 1998, cap. XV, p. 100.)

09. A partir do texto VII, pode-se afirmar que:

V F Maquiavel defendia o ideal do bom governo, segundo o qual o governante exerce suas
funções pautado em valores cristãos, tendo em vista o bem comum.

V F a filosofia de Maquiavel caracteriza-se por operar uma dissociação entre ética e política.

V F Maquiavel recusa os valores que fundamentam a ética e a moral.

V F Maquiavel é o iniciador do movimento empirista.

V F para Maquiavel, a política não é e não deveria ser pautada por nenhuma finalidade moral.

3ª QUESTÃO (27 escores)

PERGUNTAS SIMPLES

RESPONDA ÀS PERGUNTAS ABAIXO

10. Se os filósofos gregos se preocuparam em resolver o problema do ser, para o pensador medieval o
problema principal era o da conciliação entre fé e razão. Na Idade Média, os mais expressivos teóricos
do período analisaram as grandes correntes filosóficas existentes e buscaram extrair delas alguns
elementos que possam ser transformados em novas correntes doutrinárias que revelem verdades
acerca da estrutura do conhecimento e do pensamento humano.
Sobre a teoria do conhecimento na Idade Média descreva duas características da estrutura do
pensamento da denominada patrística e cite a sua grande influência sobre o conhecimento do
homem medieval. (04 escores)
o nome patrística decorre do trabalho dos Padres da Igreja que desde o século II de nossa
era elaboraram o pensamento cristão, √ tendo por base a Bíblia e as obras clássicas
adaptadas ao ideário cristão. √ Esse período pertence ainda à Antiguidade, mas é abordado
quando se estuda a Idade Média,√porque suas ideias fertilizaram todo o período medieval,
que teve início por volta do século V. √_________________________________________

11. Qual era a melhor forma de governo para Aristóteles? Explique. (05 escores)
Segundo Aristóteles, a melhor forma de governo seria aquela na qual o governante ou os
governantes cumprissem seu papel na gerência do Estado, √ ou seja, conduzissem o
governo para a felicidade da população. √ Isso poderia variar de lugar para lugar, assim
como a época poderia também influir.√ Caberia aos cidadãos, contudo, os ajustes
necessários para o seu perfeito funcionamento. √ Pessoalmente, Aristóteles tinha uma
“queda” por governos democráticos. √__________________________________________

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Maquiavel escreveu: “É necessário a um príncipe que o povo lhe vote amizade; do contrário,
fracassará nas adversidades.”

(MAQUIAVEL. O príncipe. Trad. de Lívio Teixeira. Coleção Os pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987, p. 41.)

12. Para Maquiavel, que máxima deve ser observada pelo príncipe para a manutenção do poder e a
estabilidade do Estado? (03 escores)

O príncipe de virtú √é aquele que se adapta às novas circunstâncias, √ ou seja, consegue


dominar a fortuna. √________________________________________________________

13. Qual a concepção de democracia moderna segundo os filósofos dos séculos XVII e XVIII ?
(04 escores)

Segundo a concepção de democracia moderna, desenvolvida por filósofos do final do século


XVII e do século XVIII, a participação política deve ser direta, √ isto é, todos participam
das decisões que envolvem seu país, ou pode ser indireta, quando, por meio do voto, todos
temos o direito de escolher representantes para tomar essas decisões por nós. √ Em ambos
os casos, a participação de todos é fundamental para o bom funcionamento da “cidade”,
que aqui é ampliada para a ideia de país. √Em suma, exercer a cidadania é reconhecer
direitos e deveres, o que implica participar ativamente da política, seja diretamente, seja
cobrando de nossos representantes uma boa atuação. √____________________________

Leia o texto VIII e responda ao item 14.

TEXTO VIII

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa dos acontecimentos
políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do
sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se
orgulha e estufa o peito dizendo que odeia política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o
político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

(Bertolt Brecht, citado em SOUZA, S.M.R. Um outro olhar: Filosofia. São Paulo: FTD, 1995. p. 154.)

14. Estudado nos capítulos 19 e 20 do livro didático aprendemos que mesmo quando não queremos
participar da política, acabamos participando dela. Por que e quando isso ocorre? (03 escores)

Quando nos recusamos a participar da política, ou seja, quando nos abstemos do nosso
direito e do nosso dever para com o país no qual vivemos,√ estamos transferindo essa
responsabilidade para aqueles que se interessam pela política,√ pois ela é necessária e
não pode deixar de ser feita. √________________________________________________

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Leia o texto IX e responda ao item 15.


TEXTO IX
Se o mérito de Maquiavel foi dar autonomia ao Estado, estabelecendo condições práticas e
objetivas para o governante de virtú, o mérito de Hobbes e de outros filósofos contratualistas da
Idade Moderna, cada qual à sua maneira, foi demonstrar como seria possível e viável um governo au-
tônomo que partisse da vontade e da iniciativa do próprio povo e que, em troca, deveria governar
para o povo. A situação dos homens em estado de natureza descrita por Hobbes não é nada
animadora. Permanecendo assim, eles tendem para a guerra permanente e o que era
autoconservação converte-se em destruição, medo e insegurança. Perceba que a visão de Hobbes
sobre o estado natural do homem é bastante diferente da visão de Aristóteles, que via o homem
como um animal naturalmente social, político. De acordo com Hobbes, os homens só entram na vida
em sociedade quando sentem que suas vidas estão ameaçadas.
Portanto, em nome da segurança e da preservação, os homens devem abrir mão de suas
liberdades individuais em favor de um governo que seja capaz de manter a paz e a vida de todos.
Isso resulta na criação do Estado, que Hobbes chama de Leviatã (daí o nome de seu livro). Mas, para
a criação desse Estado e para que ele tenha legitimidade, é necessário o contrato social.

15. Defina em Hobbes o conceito de Contrato Social, o papel do soberano e quem ele representa?
(06 escores)

Esse contrato consiste no pacto de todos os homens de um só país que, abrindo mão de seu
estado de natureza,√ entregam-se em obediência total a um soberano.√ Este soberano
jamais pode ser questionado ou ter o seu poder dividido√ (idéia de soberania indivisível),√
pois representa a vontade de todos aqueles que abdicaram de seus direitos individuais em
nome da paz social. √ Esse é o modelo possível de sociedade civil para Hobbes. √________

Leia o texto X e responda ao item 16.

TEXTO X

Conforme já estudamos na parte sobre conhecimento, o inglês John Locke (1632-1704) é um


filósofo empirista. Isto representa dizer que, para ele, não existem idéias inatas, ou seja, com as
quais já nascemos (como defendia Descartes), mas o conhecimento é, antes de tudo, obtido por meio
da experiência sensível, ao longo de nossas vidas (somos tábulas rasas...). John Locke também é
contratualista, assim como Hobbes, mas suas idéias a respeito da necessidade do pacto social se di-
ferem da hobbesiana. E o ponto de partida para entendermos essa diferença está na concepção de
Locke a respeito do estado de natureza. Segundo ele, é nesse estado que os seres humanos
expressam tudo aquilo que de mais positivo possuem, pois a liberdade é da natureza humana. É sob o
estado de natureza que o homem, por meio do trabalho, agrega valor a tudo, inclusive à terra,
gerando com isso a propriedade privada.

16. Defina em John Locke o estado de natureza e como seriam esses homens? (02 escores)

Para Locke, no estado natural “nascemos livres na mesma medida em que nascemos
racionais”.√ Os homens, por conseguinte, seriam iguais, independentes e governados pela
razão. √__________________________________________________________________

FIM DA PROVA!

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