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EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL

As políticas públicas de saúde no Brasil têm sofrido modificações ao longo dos anos, e tais mudanças
historicamente têm sido pelo menos aparentemente para adequarem-se aos contextos políticos, econômicos
e sociais. Somente com a chegada da família real, em 1808, é que algumas normas sanitárias foram impostas
para os portos, numa tentativa de impedir a entrada de doenças contagiosas que pudessem colocar em risco a
integridade da saúde da realeza. Em 1822, com a Independência do Brasil, algumas políticas débeis de saúde
foram implantadas, tais políticas eram referentes ao controle dos portos e atribuía às províncias quaisquer
decisões sobre tais questões.
Somente com a Proclamação da República, em 1889, é que as práticas de saúde em nível nacional
tiveram início. Oswaldo Cruz e Carlos Chagas que estiveram à frente da Diretoria Geral de Saúde pública
(DGSP), implementaram um modelo sanitarista visando erradicar epidemias urbanas e a criação de um novo
Código de Saúde Pública, tornando-se responsável pelos serviços sanitários e de profilaxia no país,
respectivamente.
O Estado brasileiro teve sua primeira intervenção em 1923, com a Lei Elói Chaves, através da criação
das Caixas de Aposentadoria e Pensão (CAPs), que asseguravam aos trabalhadores e empresas assistência
médica, medicamentos, aposentadorias e pensões. Foram substituídas pelos Institutos de Aposentadoria e
Pensões (IAPs) passando a abranger uma quantidade maior de trabalhadores(3).
Conforme refere Figueiredo; Tonini (2007), ao extinguir os IAPs, em 1967, o Instituto Nacional de
Previdência Social (INPS) foi implantado, atendendo, também, trabalhadores rurais por meio do Fundo de
Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL) e trabalhadores com carteira assinada através do Instituto
Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS). Somente no final da década de 80 deixou de
exigir carteira de trabalho para atendimentos em hospitais, tornando a saúde menos excludente e mais
universal.
Na década de 70 surgiu o Movimento da Reforma Sanitária que tinha como objetivo conquistar a
democracia para mudar o sistema de saúde. O conceito saúde – doença bem como o processo de trabalho e a
determinação social da doença foram rediscutidos. No final da década de 80 o quadro social e político no país
era diferente, onde o movimento de redemocratização expandia-se pelos estados brasileiros e a oposição
ganhava força no Congresso Nacional.
Dentro desse contexto ocorria, em 1986, a VIII Conferência Nacional de Saúde (CNS) que tinha como
presidente Sérgio Arouca e que, pela primeira vez, foi verdadeiramente popular refletindo o momento pelo
qual o país passava. O grande marco da VIII Conferência Nacional de Saúde foi a criação do Sistema Único
Descentralizado de Saúde (SUDS), que posteriormente tornou-se Sistema Único de Saúde (SUS) além de ter
consolidado as ideias da Reforma Sanitária.

OS SERVIÇOS DE SAÚDE:
 Só atendiam a pequenas parcelas da população;
 Eram mal localizados;
 Insuficientes;
 Grande parte deles não funcionava;
 Não atendia a necessidade da maioria da população;
 Cuidavam mais de em curar as doenças do que evita-las;
 Faltavam vacinas remédios básicos e as causas das doenças básicas da população não eram
discutidas e muito menos trabalhadas;

A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história do SUS por vários motivos. Foi aberta em
17 de março de 1986 por José Sarney, o primeiro presidente civil após a ditadura, e foi à primeira CNS a ser
aberta à sociedade; além disso, foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária O
movimento pela Reforma Sanitária surgiu da indignação de setores da sociedade sobre o dramático quadro do
setor Saúde. Esse movimento social consolidou-se na 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, na qual,
pela primeira vez, mais de cinco mil representantes de todos os segmentos da sociedade civil discutiram um
novo modelo de saúde para o Brasil.
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A 8ª CNS resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), um
convênio entre o INAMPS e os governos estaduais, mas o mais importante foi ter formado as bases para a
seção "Da Saúde" da Constituição brasileira de cinco de outubro de 1988. A Constituição de 1988 foi um
marco na história da saúde pública brasileira, ao definir a saúde como "direito de todos e dever do Estado".
foi daí que definiu o conceito de saúde: “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo
mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros agravos, e ao
acesso universal a igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação”
Artigo 196 da Constituição Federal de 1988
A implantação do SUS foi realizada de forma gradual: primeiro veio o SUDS; depois, a incorporação do
INAMPS ao Ministério da Saúde (Decreto nº 99.060, de 7 de março de 1990); e por fim a Lei Orgânica da
Saúde (Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990) fundou o SUS. Em poucos meses foi lançada a Lei nº 8.142,
de 28 de dezembro de 1990, que imprimiu ao SUS uma de suas principais características: o controle social, ou
seja, a participação dos usuários (população) na gestão do serviço. O INAMPS só foi extinto em 27 de julho de
1993 pela Lei nº 8.689.

O QUE É O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE - SUS?

É uma nova formulação política e organizacional para o reordenamento dos serviços e ações de saúde
estabelecida pela Constituição de 1988. O SUS não é o sucessor do INAMPS e nem tampouco do SUDS. O SUS
é o novo sistema de saúde que está em construção.
De acordo com a lei Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990, Art. 4º.
“SUS é definido como: “O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições
públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo
Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS).”

POR QUE SISTEMA ÚNICO?

Porque ele segue a mesma doutrina e os mesmos princípios organizativos em todo o território
nacional, sob a responsabilidade das três esferas autônomas de governo federal, estadual e municipal. Assim,
o SUS não é um serviço ou uma instituição, mas um Sistema que significa um conjunto de unidades, de
serviços e ações que interagem para um fim comum. Esses elementos integrantes do sistema referem-se ao
mesmo tempo, às atividades de promoção, proteção e recuperação da saúde.

PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS DO SUS:

Baseado nos preceitos constitucionais a construção do SUS se norteia pelos seguintes princípios
doutrinários:
UNIVERSALIDADE – É a garantia de atenção à saúde por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão.
Com a universalidade, o indivíduo passa a ter direito de acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim
como àqueles contratados pelo poder público. Saúde é direito de cidadania e dever do Governo: municipal,
estadual e federal.
EQUIDADE – É assegurar ações e serviços de todos os níveis de acordo com a complexidade que cada
caso requeira, more o cidadão onde morar, sem privilégios e sem barreiras. Todo cidadão é igual perante o
SUS e será atendido conforme suas necessidades até o limite do que o sistema puder oferecer para todos.
INTEGRALIDADE - É o reconhecimento na prática dos serviços de que:
 cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade;
 as ações de promoção, proteção e recuperação da saúde formam também um todo indivisível e
não podem ser compartimentalizadas;
 as unidades prestadoras de serviço, com seus diversos graus de complexidade, formam
também um todo indivisível configurando um sistema capaz de prestar assistência integral.
Enfim:

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“O homem é um ser integral, biopsicossocial, e deverá ser atendido com esta visão integral por um
sistema de saúde também integral, voltado a promover, proteger e recuperar sua saúde.”

PRINCÍPIOS ORGANIZATIVOS DO SUS

REGIONALIZAÇÃO e HIERARQUIZAÇÃO - Os serviços devem ser organizados em níveis de


complexidade tecnológica crescente, dispostos numa área geográfica delimitada e com a definição da
população a ser atendida. Isto implica na capacidade dos serviços em oferecer a uma determinada população
todas as modalidades de assistência, bem como o acesso a todo tipo de tecnologia disponível, possibilitando
um ótimo grau de resolubilidade (solução de seus problemas).
O acesso da população à rede deve se dar através dos serviços de nível primário de atenção que
devem estar qualificados para atender e resolver os principais problemas que demandam os serviços de
saúde. Os demais deverão ser referenciados para os serviços de maior complexidade tecnológica.
A rede de serviços, organizada de forma hierarquizada e regionalizada, permite um conhecimento
maior dos problemas de saúde da população da área delimitada, favorecendo ações de vigilância
epidemiológica, sanitária, controle de vetores, educação em saúde, além das ações de atenção ambulatorial e
hospitalar em todos os níveis de complexidade.

DESCENTRALIZAÇÃO - É entendida como uma redistribuição das responsabilidades quanto às ações e


serviços de saúde entre os vários níveis de governo, a partir da ideia de que quanto mais perto do fato a
decisão for tomada, mais chance haverá de acerto. Assim, o que é abrangência de um município deve ser de
responsabilidade do governo municipal; o que abrange um estado ou uma região estadual deve estar sob-
responsabilidade do governo estadual, e, o que for de abrangência nacional será de responsabilidade federal.
Deverá haver uma profunda redefinição das atribuições dos vários níveis de governo com um nítido reforço
do poder municipal sobre a saúde – é o que se chama municipalização da saúde.
Aos municípios cabe, portanto, a maior responsabilidade na promoção das ações de saúde
diretamente voltadas aos seus cidadãos.

PARTICIPAÇÃO POPULAR - É a garantia constitucional de que a população, através de suas entidades


representativas, participará do processo de formulação das políticas de saúde e do controle da sua execução,
em todos os níveis, desde o federal até o local.
Essa participação deve se dar nos Conselhos de Saúde, com representação paritária de usuários,
governo, profissionais de saúde e prestadores de serviço. Outra forma de participação são as conferências de
saúde, periódicas, para definir prioridades e linhas de ação sobre a saúde.
Deve ser também considerado como elemento do processo participativo o dever das instituições
oferecerem as informações e conhecimentos necessários para que a população se posicione sobre as
questões que dizem respeito à sua saúde.

COMPLEMENTARIEDADE DO SETOR PRIVADO –


A Constituição definiu que, quando por insuficiência do setor público, for necessário a contratação de
serviços privados, isso deve se dar sob três condições:
1ª - a celebração de contrato, conforme as normas de direito público, ou seja, interesse público
prevalecendo sobre o particular;
2ª - a instituição privada deverá estar de acordo com os princípios básicos e normas técnicas do SUS.
Prevalecem, assim, os princípios da universalidade, equidade, etc., como se o serviço privado fosse
público, uma vez que, quando contratado, atua em nome deste;
3ª - a integração dos serviços privados deverá se dar na mesma lógica organizativa do SUS, em termos
de posição definida na rede regionalizada e hierarquizada dos serviços. Dessa forma, em cada região, deverá
estar claramente estabelecido, considerando-se os serviços públicos e privados contratados, quem vai fazer o
que, em que nível e em que lugar.
Dentre os serviços privados, devem ter preferência os serviços não lucrativos, conforme determina a
Constituição.
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Assim, cada gestor deverá planejar primeiro o setor público e, na sequência, complementar a rede
assistencial com o setor privado, com os mesmos concertos de regionalização, hierarquização e
universalização.
Torna-se fundamental o estabelecimento de normas e procedimentos a serem cumpridos pelos
conveniados e contratados, os quais devem constar, em anexo, dos convênios e contratos.

E isso, é a chamada saúde coletiva:


“É a ciência e a arte de prevenir doenças, prolongar a vida e promover a saúde física e a eficiência do
indivíduo através de esforços organizados da comunidade visando o saneamento do meio ambiente, combate
das doenças transmissíveis que ameaçam a coletividade.”

PAPEL DOS GESTORES DO SUS

O QUE SÃO OS GESTORES?

Gestores são as entidades encarregadas de fazer com que o SUS seja implantado e funcione
adequadamente dentro das diretrizes doutrinárias, da lógica organizacional e seja operacionalizado dentro
dos princípios anteriormente esclarecidos.
Haverá gestores nas três esferas do Governo, isto é, no nível municipal, estadual e federal.
QUEM SÃO OS GESTORES?

Nos municípios, os gestores são as secretarias municipais de saúde ou as prefeituras, sendo


responsáveis pelas mesmas, os respectivos secretários municipais e prefeitos.
Nos estados, os gestores são os secretários estaduais de saúde e no nível federal o Ministério da
Saúde. A responsabilidade sobre as ações e serviços de saúde em cada esfera de governo, portanto, é do
titular da secretaria respectiva, e do Ministério da Saúde no nível federal.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS RESPONSABILIDADES DOS GESTORES?


No nível municipal, cabe aos gestores programar, executar e avaliar as ações de promoção, proteção e
recuperação da saúde. Isto significa que o município deve ser o primeiro e o maior responsável pelas ações de
saúde para a sua população.
Como os serviços devem ser oferecidos em quantidade e qualidade adequadas às necessidades de
saúde da população, ninguém melhor que os gestores municipais para avaliar e programar as ações de saúde
em função da problemática da população do seu município.
O secretário estadual de saúde, como gestor estadual, é o responsável pela coordenação das ações de
saúde do seu estado. Seu plano diretor será a consolidação das necessidades propostas de cada município,
através de planos municipais, ajustados entre si. O estado deverá corrigir distorções existentes e induzir os
municípios ao desenvolvimento das ações. Assim, cabe também aos estados, planejar e controlar o SUS em
seu nível de responsabilidade e executar apenas as ações de saúde que os municípios não forem capazes e/ou
que não lhes couber executar.
A nível federal, o gestor é o Ministério da Saúde, e sua missão é liderar o conjunto de ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde, identificando riscos e necessidades nas diferentes regiões para a
melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro, contribuindo para o seu desenvolvimento. Ou seja, ele é o
responsável pela formulação, coordenação e controle da política nacional de saúde. Têm importantes funções
no planejamento, financiamento, cooperação técnica o controle do SUS.
Em cada esfera de governo, o gestor deverá se articular com os demais setores da sociedade que têm
interferência direta ou indireta na área da saúde, fomentando sua integração e participação no processo.
Ainda que a saúde seja um direito de todos e um dever do Estado, isto não dispensa cada indivíduo da
responsabilidade por seu autocuidado, nem as empresas, escolas, sindicatos, imprensa e associações, de sua
participação no processo.

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Nas três esferas deverão participar também, representantes da população, que garantirão, através das
entidades representativas, envolvimento responsável no processo de formulação das políticas de saúde e no
controle da sua execução.

ATENDIMENTO AO DOENTE E SAÚDE DA POPULAÇÃO

O principal responsável deve ser o município, através das suas instituições próprias ou de instituições
contratadas.
Sempre que a complexidade do problema extrapolar a capacidade do município resolvê-lo, o próprio
serviço municipal de saúde deve enviar o paciente para outro município mais próximo, capaz de fornecer a
assistência adequada, ou encaminhar o problema para suportes regionais e estaduais nas áreas de
alimentação, saneamento básico, vigilância epidemiológica e vigilância sanitária. Deverá haver, sempre que
possível, uma integração entre os municípios de uma determinada região para que sejam resolvidos os
problemas de saúde da população.
Conforme o grau de complexidade do problema entram em ação as secretarias estaduais de saúde
e/ou o próprio Ministério da Saúde.

CONTROLE DO FUNCIONAMENTO CORRETO DO SUS

Quem deve controlar é a população; o poder legislativo; e cada gestor das três esferas de governo. A
população deve ter conhecimento de seus direitos e reivindicá-los ao gestor local do SUS (secretário municipal
de saúde), sempre que os mesmos não forem respeitados. O sistema deve criar mecanismos através dos quais
a população possa fazer essas reivindicações. Os Gestores devem, também, dispor de mecanismos formais de
avaliação e controle e democratizar as informações.

FINANCIAMENTO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)

Os investimentos e o custeio do SUS são feitos com recursos das três esferas de governo federal,
estadual e municipal. Os recursos federais para o SUS provêm do orçamento da Seguridade Social (que
também financia a Previdência Social e a Assistência Social) acrescidos de outros de outros recursos da União,
constantes da Lei de Diretrizes Orçamentárias, aprovada anualmente pelo Congresso Nacional.
Esses recursos, geridos pelo Ministério da Saúde, são divididos em duas partes: uma é retida para o
investimento e custeio das ações federais; e a outra é repassada às secretarias de saúde, estaduais e
municipais, de acordo com critérios previamente definidos em função da população, necessidades de saúde e
rede assistencial.
Em cada estado, os recursos repassados pelo Ministério da Saúde são somados aos alocados pelo
próprio governo estadual, de suas receitas, e geridos pela respectiva secretaria de saúde, através de um fundo
estadual de saúde. Desse montante, uma parte fica retida para as ações e os serviços estaduais, enquanto
outra parte é repassada aos municípios, de acordo também com critérios específicos. Finalmente, cabe aos
próprios municípios destinar parte adequada de seu próprio Orçamento para as ações e serviços de saúde de
sua população.

PROGRAMAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA – PSF

O Programa Saúde da Família (PSF) foi implantado no Brasil, pelo Ministério da Saúde em 1994.
É conhecida hoje como "Estratégia de Saúde da Família", por não se tratar mais apenas de um
"programa" A Estratégia de Saúde da Família visa à reversão do modelo assistencial vigente, onde predomina
o atendimento emergencial ao doente, na maioria das vezes em grandes hospitais. A família passa a ser o
objeto de atenção, no ambiente em que vive, permitindo uma compreensão ampliada do processo
saúde/doença. O programa inclui ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de
doenças e agravos mais frequentes. No âmbito da reorganização dos serviços de saúde, a estratégia da saúde
da família vai ao encontro dos debates e análises referentes ao processo de mudança do paradigma que
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orienta o modelo de atenção à saúde vigente e que vem sendo enfrentada, desde a década de 1970, pelo
conjunto de atores e sujeitos sociais comprometidos com um novo modelo que valorize as ações de
promoção e proteção da saúde, prevenção das doenças e atenção integral às pessoas.
Estes pressupostos, tidos como capazes de produzir um impacto positivo na orientação do novo
modelo e na superação do anterior, calcado na supervalorização das práticas da assistência curativa,
especializada e hospitalar, e que induz ao excesso de procedimentos tecnológicos e medicamentosos e,
sobretudo, na fragmentação do cuidado, encontra, em relação aos recursos humanos para o Sistema Único de
Saúde (SUS), outro desafio. Tema também recorrente nos debates sobre a reforma sanitária brasileira,
verifica-se que, ao longo do tempo, tem sido unânime o reconhecimento acerca da importância de se criar um
"novo modo de fazer saúde".

Cada equipe é capacitada para:


 Conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de cadastramento e
diagnóstico de suas características sociais, demográficas e epidemiológicas;
 Identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos quais a população que ela
atende está exposta
 Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os determinantes
do processo saúde/doença;
 Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda,
organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na comunidade, no domicílio e no
acompanhamento ao atendimento nos serviços de referência ambulatorial ou hospitalar;
 Desenvolver ações educativas e Intersetoriais para enfrentar os problemas de saúde
identificados.
 NÍVEIS DE ATENÇÃO PRIMÁRIA
 NÍVEIS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIA
 NÍVEIS DE ATENÇÃO TERCIÁRIA

ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE


Estabelece todas as ações de promoção, prevenção e proteção à saúde em um território definido são
de responsabilidade do município.
Promoção da saúde
 moradia adequada;
 escolas;
 área de lazer;
 alimentação adequada;
 educação em todos os níveis.

 Prevenção
A prevenção secundária consiste em um diagnostico precoce e tratamento imediato.

 Proteção
 imunizações;
 saúde ocupacional;
 higiene pessoal e do lar;
 proteção contra acidentes;
 aconselhamento genético;
 controle de vetores.

ATENÇÃO SECUNDÁRIA DE SAÚDE

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Compõe-se por ações e serviços que visam atender aos principais problemas de saúde e agravos da
população, cuja pratica clinica demande disponibilidade de profissionais especializados e o uso de recursos
tecnológicos de apoio diagnóstico e terapêutico.

ATENÇÃO TERCIÁRIA

É constituída por serviços ambulatoriais e hospitalares especializados de alta complexidade e alto


custo, tais como serviços de urgência e emergência, atenção a gestante de alto risco, cardiologia, oncologia,
neurologia e atenção a paciente grave.

Atribuições comuns a todos os profissionais que integram as equipes:


 Conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis com ênfase nas suas
características sociais, econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas;
 Identificar os problemas de saúde e situações de risco mais comuns aos quais aquela população
está exposta;
 Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para o enfrentamento dos
problemas de saúde e fatores que colocam em risco a saúde;
 Executar, de acordo com a qualificação de cada profissional, os procedimentos de vigilância e
de vigilância epidemiológica, nas diferentes fases do ciclo de vida;
 Valorizar a relação com o usuário e com a família, para a criação de vínculo de confiança, de
afeto, de respeito;
 Realizar visitas domiciliares de acordo com o planejamento;
 Resolver os problemas de saúde do nível de atenção básica;
 Garantir acesso à continuidade do tratamento dentro de um sistema de referência e contra-
referência para os casos de maior complexidade ou que necessitem de internação hospitalar;
 Prestar assistência integral à população descrita, respondendo à demanda de forma contínua e
racionalista;

O Pólo de Capacitação é o espaço de articulação de uma ou mais entidades voltada para a formação e
educação permanente de recursos humanos em saúde. Essas entidades são vinculadas às universidades ou
instituições de ensino superior e se integram com secretarias estaduais e municipais de saúde para
implementarem programas de capacitação destinados aos profissionais de Saúde da Família.
 Os Pólos de Capacitação, portanto, formam uma rede de instituições comprometidas com a
integração ensino-serviço, voltadas para atender à demanda de pessoal preparado para o desenvolvimento da
estratégia de saúde da família, no âmbito o SUS.
 Os Pólos vêm possibilitando, aos profissionais de Saúde da Família, a adequação e os
desenvolvimentos de habilidades de forma a capacitá-los para a abordagem da atenção, exercida de forma
contínua, integral e coordenada.
 Já estão implantados em todos os estados. Essa rede congrega, atualmente, mais de 100
instituições de ensino superior - Universidades, Faculdades e Escola de Medicina e Enfermagem - e vem
exercendo um importante papel junto aos gestores do SUS na formação operacionalização de uma agenda de
trabalho voltada para orientar a formação, capacitação e educação permanente das Equipes de Saúde da
Família.
 Os Pólos vêm possibilitando, aos profissionais de Saúde da Família, a adequação e os
desenvolvimentos de habilidades de forma a capacitá-los para a abordagem da atenção, exercida de forma
contínua, integral e coordenada.
 Já estão implantados em todos os estados. Essa rede congrega, atualmente, mais de 100
instituições de ensino superior - Universidades, Faculdades e Escola de Medicina e Enfermagem - e vem
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exercendo um importante papel junto aos gestores do SUS na formação operacionalização de uma agenda de
trabalho voltada para orientar a formação, capacitação e educação permanente das Equipes de Saúde da
Família.
 Os Pólos oferecem um conjunto de ações, voltadas para curto, médio e longo prazo.
 Curto prazo - Ofertar capacitação introdutórias, cursos de atualização destinados às
abordagens coletiva e clínica individuais (com prioridade nas áreas estratégicas da atenção básica),
objetivando a melhoria permanente da resolutividade por parte das equipes. Contribuir no processo de
acompanhamento e avaliação do desempenho dessas equipes.
 Médio e logo prazo - Implantar programas de educação permanente, promover
transformações em nível de graduação, cursos de pós-graduação que envolve especialização em Saúde da
Família e residência em caráter multiprofissional.
 Os recursos financeiros alocados pelo Ministério da Saúde para essas atividades são
provenientes do orçamento federal e de empréstimo internacional, por intermédio do Projeto Reforsus.
 O ministério da Saúde já assinou contratos com varias instituições de ensino superior, de todo o
Brasil, para a realização, em 2002, de 70 cursos multiprofissionais (480 profissionais beneficiados).
OBS:
 Academia da saúde;
 Bolsa família;
 Brasil sorridente;
 Doenças crônicas;
 SUS e atenção básica;
 Suplementação de vitamina A;
 Saúde na escola;
 Fisioterapia;
 Puericultura (atendimento da criança);
 Pré-natal (atendimento da gestante);
 Hiperdia ( diabete, pressão alta e hipertensão);
 Visita domiciliar (VD);
 Planejamento familiar;
 Imunização (Vacinação);
 DST (doenças sexualmente transmissíveis)

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PNI – PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO

O principal objetivo do Programa, ao longo desses 37 anos, tem sido controlar, eliminar e/ou erradicar doenças
como a poliomielite, o sarampo, a difteria, o tétano, a coqueluche, a febre amarela, a hepatite B, a rubéola
congênita e as formas graves da tuberculose, mediante a imunização sistemática da população.

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