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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

PROJETO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

CINEMA e PSICANÁLISE:

“FERULA” EM “A CASA DOS ESPÍRITOS” E O FEMININO

Aluno: Mayara Tavares dos Santos

R.A.: 910108616

Orientação – Prof. Dra Beatriz Cauduro Cruz Gutierra

Projeto Apresentado à coordenadoria de pesquisa da


UNINOVE relativo à Linha de Pesquisa - Avaliações e
intervenções clínicas, constituindo parte do Projeto de
Pesquisa docente – A psicanálise na formação do psicólogo –
sob a orientação da Prof. Dra. Beatriz Cauduro Cruz Gutierra.
Integra o Núcleo de pesquisas clinicas e educacionais (NICE –
CNPQ)

São Paulo

8 de abril de 2012
1) Titulo - CINEMA E PSICANÁLISE: “FERULA” EM “A CASA DOS
ESPÍRITOS” E O FEMININO.

2) Resumo:

O cinema cria ficções que retratam os conflitos e conteúdos que revelam as


neuroses e loucuras humanas, bem como seus personagens ficcionais ganham vida ao
carregarem em si dinâmicas psíquicas passiveis de análise psicanalítica. Freud sempre
se deixou tomar pela arte, e não seria diferente com o cinema (suposição nossa), dado o
impacto que a arte exercia no pai da psicanálise – tal como afirma em O Moisés de
Michelangelo (1914) dizendo-se tomado e impactado pelas artes em geral.

Por sua vez o tema da Feminilidade constituiu um enigma perseguido por Freud
até o final de sua obra, enigma nunca resolvido por completo....

Nesta pesquisa temos por objetivo trilhar este caminho de articulação entre a arte
cinematográfica e a psicanálise, através da discussão sobre o tema “feminilidade” na
abordagem freudo-lacaniana da psicanálise, especificamente a partir da análise de um
personagem do cinema - Férula, personagem principal do filme “A casa dos espíritos”
(1993) dirigido por dirigido por Bille August e baseado no livro de mesmo título de
Isabel Alende. Férula é uma personagem que traz à cena um sub-tema relativo à
feminilidade – a inibição sexual e a corrente homossexual na mulher, pertinentes às
saídas freudianas ao abarcar a feminilidade.
A partir deste eixo principal é possível considerarmos também a existência de
objetivos específicos, dentre eles o estudo da relação entre cinema e psicanálise assim
como a discussão sobre a experiência de aprendizagem da psicanálise através do estudo
de caso de personagens do cinema.

Para tanto temos como metodologia o levantamento bibliográfico específico


sobre o tema, considerando o referencial freudo-lacaniano, visando fundamentar a
pesquisa qualitativa de estudo de caso, levando em conta que entendemos uma
personagem de ficção, seus conflitos e discursos, um “caso” passível de ser estudado.

Pretendemos, ao final, divulgar nossos resultados em congressos e conferencias.

3) Palavras Chave: psicanálise, cinema, feminino, inibição sexual, homossexualidade.


4) Introdução e Justificativa

A arte oferece elementos essenciais para a compreensão do sujeito humano a


partir de uma perspectiva psicanalítica. Freud nos dá provas disto ao não recuar em
utilizar o mito de Sófocles – Édipo Rei – para elaborar os princípios da constituição do
psiquismo humano, utilizando a tragédia edípica designando o conjunto das relações
estabelecidas entre as crianças e as figuras parentais, organizando o caminho da
organização da sexualidade (Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905); A
dissolução do complexo de Édipo (1924)). Também recorre à arte literária ao discorrer
sobre a psicose ao discutir o livro auto-biográfico de Schreber (Notas psicanalíticas
sobre um relato autobiográfico de um caso de paranóia (1911)). Moisés de
Michelangelo (texto com o mesmo título de 1914) também não escapou do olhar astuto
do mestre da psicanálise que soube extrair desta, entre outras obras de arte, conceitos
importantes para a psicanálise. Assim, ao rastrearmos sua obra verificamos que a arte
sempre ofereceu subsídios para a constituição e compreensão da psicanálise.

Temos por hipótese que, se Freud fosse contemporâneo à expressividade atual


da sétima arte – o cinema – não se furtaria de analisar a profusão de temas e de
personagens que tomaram corpo nas ficções até os dias atuais. Entendemos que o
cinema carrega ficções que retratam os conflitos e conteúdos que revelam as neuroses e
loucuras humanas, bem como seus personagens ficcionais ganham vida ao carregarem
em si dinâmicas psíquicas passiveis de análise psicanalítica. Freud sempre se deixou
tomar pela arte, e não seria diferente com o cinema (suposição nossa), dado o impacto
que a arte exercia no pai da psicanálise.

Em “ O Moisés de Michelangelo” (1914) , Freud observou:

“(...)as obras de arte exercem sobre mim um poderoso efeito, especialmente


a literatura e a escultura e ,com menos, freqüência, a pintura. Isto já me
levou a passar um longo tempo contemplando-as, tentando apreendê-las á
minha própria maneira, isto é, explicar a mim mesmo a que se deve o seu
efeito (…) Uma inclinação psíquica em mim, racionalista ou talvez analítica,
revolta-se contra o fato de comover-me com uma coisa sem saber porque
sou assim afetado e o que é que me afeta”. (Freud, p. 253)
Rivera (2008), ao discutir as relações entre imagem, psicanálise e cinema discute
que a sétima arte nos apresenta duas dimensões da imagem. A primeira ela nomeia de
“imagem-muro”, pois carrega a dimensão ilusória de um domínio que desejamos ter
sobre nós mesmos e do mundo, gerando um efeito potencialmente antianalítico, na
medida em que nos faz “dormir” para o latente em nos mesmos; por outro lado, o
cinema carrega o que a autora nomeia de imagem-furo, caracterizada por um
agenciamento de imagens que “nos põe em questão, problematiza a realidade, e pode
nos colocar na vertigem, por vezes poética, de um mundo heterogêneo do qual não
somos senhores” (Rivera, T. 2008, p.8)

Este efeito deu-se em nossa experiência em estágio básico realizado no curso de


psicologia em que fomos convidados pelo professor coordenador a analisarmos um
tema da psicanálise – no caso, a feminilidade – a partir do “furo” que nos evocava
algum(a) personagem de filme por nós eleito(a). Juntamente à eleição desta
personagem, adentramos passo-a-passo na discussão freudiana sobre o tema da
feminilidade, a partir da leitura do texto - Novas conferências introdutórias sobre
psicanálise. Conferência XXXIII: Feminilidade. (Freud, 1932).

Nesta conferência Freud afirma, de imediato, que a feminilidade não esta


condicionada à anatomia bem como não corresponde diretamente à explicação
psicológica que iguala passividade a feminilidade e atividade a masculinidade.
Esclarece , no entanto, que a mulher parte inicialmente do mesmo ponto do menino – a
mãe é seu objeto primário de amor, mas depois a menina terá que submeter-se a um
trabalho psíquico extra, o de abandonar a mãe como objeto para dirigir-se ao pai,
diferentemente do menino , que mantém seu objeto de amor. Assim, pensar no destino
da feminilidade exige uma abordagem da do período pré-edipico da mulher e
futuramente uma analise detalhada sobre os destinos do complexo de castração, quando
ocorre um marco decisivo no crescimento da menina, e dessa forma partem três linhas
de desenvolvimento: uma conduz à inibição sexual (neurose), à modificação do caráter
no sentido de um complexo de masculinidade ou à feminilidade total.

A inibição sexual ocorre da seguinte forma: ao descobrir que é castrada, seu


amor próprio é modificado. Em conseqüência renuncia à satisfação masturbatória do
clitóris, perde o prazer que obtinha da sua sexualidade fálica e sente inveja do pênis,
pois percebe que o órgão sexual do menino é superior ao seu e repudia o amor da mãe.
O complexo de masculinidade ocorre com uma menina que se recusa a
reconhecer que não tem o falo, e exagera a sua masculinidade prévia, apega-se à sua
atividade clitoridiana e refugia-se numa identificação com sua mãe fálica ou com seu
pai. Parecia-se que a escolha pelo complexo de masculinidade trazia consigo o sentido
do homossexualismo, mas pela experiência analítica mostra-se que o homossexualismo
feminino raramente, ou nunca, é continuação direta da masculinidade infantil.

E por fim, a feminilidade normal se dá quando a menina consegue direcionar seu


desejo para o pai, que é, na realidade, o desejo de possuir o pênis que a mãe não lhe deu.
Nesse sentido, a feminilidade só se estabelece se o desejo do pênis for substituído pelo
desejo de um bebê, como uma equivalência simbólica.

Mesmo no decorrer de todas estas considerações Freudianas que desenvolvemos


em nosso estágio, temos que a psicanálise continua seu caminho de compreender “O
que quer, e o que é uma mulher”... Freud sustenta este “furo” que o feminino deixa na
psicanálise ao finalizar o texto supracitado: “Se desejarem saber mais a respeito da
feminilidade, indaguem da própria experiência de vida dos senhores, ou consultem os
poetas, ou aguardem até que a ciência possa dar-lhes informações mais profundas e
mais coerentes”. (Freud, 1932, p. 165).

Lacan vem avançar nesta discussão ao afirmar que todo ser falante que se
encontre na posição de habitar a linguagem pode se inscrever num quadro da sexuação
do lado homem e do lado mulher, e que o lado mulher implica, para além do gozo
fálico, a possibilidade de um gozo Outro. Alerta-nos, também, que não há o significante
dA mulher (Lacan, Mais ainda, seminário 20, 1972-1973) . Assim, Lacan traz avanços
que pretendemos desdobrar neste trabalho.

Diante de um duplo “furo” – o do enigma da feminilidade e o da personagem


que elegemos para analise, que fomos marcados no decorrer do estagio do curso de
psicologia, entendemos justificável o trabalho que nos propomos neste projeto de
iniciação cientifica, que é o de discutir um conceito da psicanálise – a feminilidade
,fundamentados em Freud e Lacan, através da análise de um (a) personagem do cinema
que possa sustentar esta abordagem do tema, bem como nos permite avançar ( se
possível) na construção deste conceito psicanalítico.
A personagem que nos intrigou e gerou este efeito de um “furo” em nosso saber
foi Férula, do filme de 1993 intitulado – A casa dos espíritos – dirigido por Bille August
e baseado no livro de mesmo título de Isabel Alende. O filme se passa nos anos 70
contando a história do Chile através da família Trueba, que se inicia com a união de um
homem simples e uma jovem com poderes paranormais. Existem alguns personagens
muito importantes para a compreensão do texto e estaremos contando um pouco de suas
histórias.

Esteban é um homem pobre e vindo de uma família muito humilde, que com seu
trabalho e determinação acaba se tornando um homem rico e um político muito
influente do partido conservador. Ferula (nossa personagem) é irmã de Esteban uma
mulher simples e dedicada que dedicou toda a sua vida a cuidar de sua mãe doente.

Clara é uma jovem muito especial com poderes paranormais, muito traumatizada
em sua infância mediante ao envenenamento de sua irmã, sua família é bem conceituada
na cidade. Blanca é a filha de Clara e Esteban uma jovem criada com os melhores
padrões de vida , porém muito decidida em busca de seus ideais. Por fim temos Pedro
que é filho de um dos empregados de Esteban que se apaixona por Blanca e líder do
partido político liberal.

Em nosso estágio básico no curso de psicologia já vislumbramos algumas


correlações entre o Feminino em Freud e a personagem Férula. Segundo Freud a
primeira das três saídas é a inibição sexual ou a neurose, e no filme podemos observar
Ferula irmã de Esteban quando a mesma se queixa de sua vida para seu irmão, que
nunca pode encontrar um homem e viver uma vida feliz por ter que cuidar de sua mãe
doente, numa determinada cena ela diz que desejava ser homem para poder se livrar da
situação em que vive de angustia e solidão e viver uma vida melhor. Por nunca ter sido
tocada por ninguém ela carrega essa amargura dentro de si e esse desejo de sentir um
afeto e viver um grande amor.

A segunda saída que Freud nos relata em seu texto é o complexo de


masculinidade que comparando com o filme utilizado para análise temos também Ferula
atuante, podemos citar a cena do filme aonde Ferula vai até a igreja se confessar ao
Padre, pois sente culpa por seus desejos horríveis, ela relata ao padre que desde que foi
tocada com carinho pela sua cunhada a noite ela acaba perdendo o sono e começa a
andar pela casa e normalmente vai até o quarto de Clara e fica a observá-la, e em
algumas vezes até presenciou cenas de relações sexuais de Clara com Esteban porém
por não saber o que é acha que seu irmão está a machucando, mas percebe que é algo
que traz algum prazer a Clara. Muitas vezes ela levanta de seu quarto na madrugada
com seu corpo tremulo e suando muito e vai observar Clara e sente um grande desejo de
se deitar com sua cunhada.

A veneração que Ferula tem por sua cunhada a leva a desejos homossexuais de
possuir aquele objeto que o irmão possui, e cuida dela com todo apreço possível, porém
Esteban muitas vezes ameaça Ferula de colocá-la para fora se ela continuar a tratar sua
esposa de tal forma, ele acaba percebendo o desejo de sua irmã.

Férula é uma personagem densa, que carrega em si os traços da inibição sexual


assim como de homossexualidade. Como compreender esta duplicidade nesta
personagem. Vasculharemos em Freud e Lacan possíveis discussões que nos esclareçam
este enigma (que sempre deixa restos, como Freud anunciou).

Pretendemos, portanto, com este trabalho ampliar nossa compreensão sobre a


Feminilidade em psicanálise, além de sustentarmos uma possibilidade de aprendizagem
e de transmissão na psicanálise – o da ficção cinematográfica correlacionada a temas
psicanalíticos. Pretendemos apresentar os resultados deste trabalho no Encontro de
Iniciações científicas da UNINOVE, que ocorre anualmente, permitindo a divulgação
dos nossos resultados bem como a possibilidade de discussão sobre o tema com nossos
pares.

Cabe lembrar que este projeto se inclui num projeto de pesquisa docente que
vem discutindo as estratégias de transmissão da psicanálise na Universidade, tema que
também discutiremos brevemente em nossos resultados.
5) Objetivos

Este trabalho tem por objetivo principal aprofundar a discussão sobre o tema da
feminilidade em Freud e Lacan especificamente a partir da análise de um personagem
do cinema - Férula, do filme “A casa dos espíritos” (1993), particularmente no que
tange a articulação entre as saídas pela inibição e pelo complexo de masculinidade
apontadas por Freud.

A partir deste eixo principal é possível considerarmos também a existência de


objetivos específicos, dentre eles o estudo da relação entre cinema e psicanálise assim
como a discussão sobre a experiência de aprendizagem da psicanálise através do
estudo de caso de personagens do cinema.

6) Metodologia

Este projeto tem por fundamentação teórica o referencial psicanalítico, e para o


sua desenvolvimento será realizada, na primeira parte do trabalho, uma revisão
bibliográfica de publicações significativas sobre psicanálise e feminilidade,
averiguando de que modo se dá o encontro destas vertentes através da discussão sobre
o discurso e do posicionamento subjetivo da personagem cinematográfica eleita para
nosso ensaio.

Isto se dará através da descrição e análise de cenas da personagem Férula no


filme, sendo esta análise fundamentada nos pressupostos teóricos da psicanálise freudo-
lacaniana.

Consideramos válida a adoção da análise de filme e/ou de seus personagens


enquanto metodologia relevante para a investigação de aspectos culturais e científicos,
pois procedimento semelhante a este foi empregado anteriormente por outros autores.
Podemos destacar a minuciosa análise realizada por Freud sobre o Caso Schreber
(1911), na qual suas considerações foram estabelecidas a partir da análise do livro
autobiográfico Memórias de um doente dos nervos, de 1903. Procedimento semelhante
a este foi realizado em 1914 ao publicar O Moisés de Michelangelo. Estes dois
exemplos nos dão indícios de que é possível realizar investigações científicas por
diferentes vias discursivas, em especial as artísticas.
Entendemos que a análise do personagem do filme constitui-se num “estudo de
caso” enquanto método qualitativo, na medida em que o estudo de caso, segundo
Silvares e Banaco (2000), é uma ferramenta muito utilizada, principalmente para a
produção de conhecimento em psicologia. O estudo de caso, de modo geral, constitui-se
no relato fiel e sistemático do processo terapêutico do paciente. O estudo de caso, de
modo geral, constitui-se no relato fiel e sistemático do processo terapêutico do paciente
e, conforme discute Moura e Nikos (2000):

“(...) no estudo de caso, há uma delimitação conceitual daquilo que servirá


como objeto de investigação. Nesta delimitação são selecionados
fenômenos, temas ou questões norteadoras da pesquisa. As informações
registradas pelo pesquisador são padronizadas e servirão de base para uma
interpretação.” (p. 71)

Tomamos como um “caso” o desenrolar discursivo da personagem eleita,


entendendo ser esta uma possibilidade de pesquisa em psicanálise.
Assim, utilizaremos como material discursivo de Férula e materiais teóricos da
Psicanálise, objetivando articular os relatos da personagem com as revisões
bibliográficas psicanalíticas. Este procedimento vai de encontro com os princípios da
psicanálise de que o trabalho psicanalítico deve ter como base o discurso do sujeito,
apesar de sabidamente não estarmos falando de um sujeito no processo analítico sob
transferência, o que não nos impede de arriscarmos esta análise, pois lembremos que
Freud claramente revela que o afeto pode ser traduzido em palavras como verificamos
em Breuer e Freud (1893, Vol. II):

Pois “verificamos, a princípio para nossa grande surpresa, que cada


sintoma histérico individual desaparecia, de forma imediata e permanente,
quando conseguíamos trazer à luz com clareza a lembrança do fato que o
havia provocado e despertar o afeto que o acompanhava, e quando o paciente
havia descrito esse acontecimento com o maior número de detalhes possível e
traduzido o afeto em palavras”.(p. 44)

Além disso, lembremos do famoso caso Schreber (1911, Vol. XII), um estudo
realizado sobre o livro “Memórias de um doente dos nervos” publicado por Daniel Paul
Schreber em 1903, a este estudo Freud denominou: “Notas psicanalíticas sobre um
relato autobiográfico de um caso de paranóia”. Freud interpretou psicanaliticamente a
narrativa do autor Schreber, descrevendo cada momento da doença, como se Schreber
fosse um paciente em análise, contudo, nunca se encontraram pessoalmente. Em relação
a este estudo Freud justificou: “Penso ser legítimo basear interpretações analíticas na
história clínica de um paciente que sofra de paranóia a quem nunca vi, mas que escreveu
sua própria história clínica e publicou-a” (Freud, S. 1911, Vol. XII, p. 23).

Já no caso Pequeno Hans – “Análise de uma fobia de um menino de cinco anos”


(1905, vol X), Freud fez a descrição do curso da doença através de cartas trocadas entre
Freud e um de seus alunos o Pai de Hans, o qual Freud explicou: “O caso clínico,
estritamente falando, não provém de minha própria observação e sim através da
observação do próprio pai que mandava posteriormente os relatos”. (Freud, 1905, vol X,
p. 25)

Pelos motivos descritos acima, acreditamos estar sustentados em nossa


metodologia que consistirá, então, de uma revisão bibliográfica articulada a um “estudo
de caso”, onde tomamos um personagem do filme e seu discurso como um caso a ser
estudado.

Ao final produziremos um pôster para divulgar os resultados do nosso trabalho


em congresso universitário de inciação Científica.

7) Cronograma
Até Agosto Novembro Janeiro Junho Agosto
Ago a e dezembro a maio a 2011
sto outubro 2010 2011 agosto
2010 2010 2011
Aprovação da
pesquisa *
Pesquisa * * * *
bibliográfica
Analise do * * *
personagem do
filme
Relatório final *
Participação em
congresso

8) Previsão orçamentária
Material de consumo / Previsão
equipamento Orçamentária Existente na Necessária
UNINOVE Aquisição
(Sugestão de modelo e marca) Valor aproximado

Papel sulfite A4 R$0,00 (X ) Sim ( ) Não

Tinta para impressora R$0,00 ( X ) Sim ( ) Não

Computador R$ ( X ) Sim ( ) Não

Bunner ( gráfica) R$ 70,00 ( ) Sim ( X ) Não sim

9) Referências bibliográficas

Breuer J, Freud S. Sobre o mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos:


Comunicação Preliminar. (1893). In: Obras Completas de Sigmund Freud. Rio de
Janeiro: Imago. 1976. Edição Standard Eletrônica – Vol. II

Freud, S. Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905). In: Edição Standard
brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago,
1974. Vol. VII

Freud, S. Notas psicanalíticas sobre um relato autobiográfico de um caso de paranóia


(dementia paranóides). (1911). In: Edição Standard brasileira das Obras Psicológicas
Completas de Sigmund Freud. 3ª Edição. Rio de Janeiro: Imago, 1990. Vol. XII.

Freud, S. O Moisés de Michelangelo. (1914) In: Edição Standard brasileira das Obras
Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1974. Vol. XIII.

Freud, S. A dissolução do complexo de Édipo (1924). In: Edição Standard brasileira


das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1974.
Vol. XIX

Freud, S. A feminilidade. (1932) In: Edição Standard brasileira das Obras


Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1972. Vol. XXII.

Lacan, J. (1972-1973) O Seminário: Livro 20: Mais Ainda. Texto estabelecido por
Jacques-Alain Miller, versão brasileira de M.D. Magno – 2ª. Ed.- Rio de janeiro:Jorge
Zahar Editor, 1985.
Moura, A. e Nikos, I. Estudo de caso, construção do caso e ensaio metapsicológico: da
clínica psicanalítica à pesquisa psicanalítica. In: Pulsional Revista de Psicanálise, ano
XIII, no 140/141, 69-76.

Rivera, T. Cinema, imagem e psicanálise. Rio de janeiro: Jorge Zahar editor, 2008.

Silvares EFM, Banaco RA. O estudo de caso em psicologia clínico comportamental. In:
Estudo de Caso em Psicologia Clínica Comportamental Infantil, vol. 1, 5º edição /
Edwiges Ferreira de Mattos Silvares (org). Campinas, SP: Papirus, 2000.

FILME - “A casa dos espíritos” (1993) dirigido por Bille August