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PROCESSO PENAL I

- sistemas processuais penais

1. sistema inquisitório ou inquisitivo

esse sistema tinha a presença do juiz inquisidor, onde o mesmio acusava, defendia e julgava,
prevalecendo o pr. da PARCIALIDADE, onde a confissão era considerada a rainha das provas e a
prisão, antes da condenação, era regra.

>o juiz inquisidor sempre buscava a condenação, e o acusado não tinha direitos, ou seja, era
considerado um objeto.

>a prisão era regra, e nao a exceção como nos dias atuais.

>as provas eram tarifadas, e a confissao(rainhas das provas), valia 10 pontos, ou seja, o valor
maximo.

>a tortura era comum, fisica, moral,psicologica, sexual e etc. juntos as penas desproporcionais.

>a investigação era sigilosa, porem o julgamento era publico.

>apenas o juiz tinha acesso ao preso, sua familia nao.

>não ha de se falar em ampla defesa e contraditorio.

2. sistema acusatorio

diferente do sistema inquisitorial, o sistema acusatorio nao tinha a presença do juiz inquisidor,
ou seja, havia uma separação de poderes (orgão acusador, defesa e julgador).

cabe ressaltar que o indivíduo era considerado sujeito de direitos, aplicando-se os seguintes
principios: proporcionalidade, dignidade, contraditorio e ampla defesa.

> nao se aplicava a prova tarifada.

>o juiz era imparcial

>a prisao era exceção, era aplicada devido ao receio de fuga, preservação e proteção da
coletividade e proteção ao criminoso.

>o processo era publico

3. sistema misto
o sistema misto possui caracteristicas dos dois sistemas anteriores, mas com uma grande
diferença , vejamos: esse sistema possuia 2 fases, a 1 fase constituida pela investigação onde a
iniciativa probatoria era do masgistrado. já na 2 fase, era composta pelas partes mais a presença
do juiz. cabe enfatizar que a insrução criminal so iniciava com indicios de autoria e materialidade
do fato.

uma corrente minoritaria de doutrinadores entende que o sistema adotado atualmente do brasil
é o misto. pelo fato de o inquerito policial possuir caracteristicas de um sistema inquisitivo. há
autores , no entanto, que justificam tal denominação de forma diversa. o fundamento estaria na
existencia de dispositivos na nossa legislação que apresentam carac de um sistema inquisitivo,
como os artigos 156 e 311 do codigo de processo penal, muito embora se aplicam a fase
processual penal. por isso, alguns denominam de sistema misto como guilherme nucci, e outros
diante das mesmas razoes, corroboram que se trata de um sistema acusatório, embora não
puro.

-INQUÉRITO POLICIAL

>procedimento administrativo

obs: nenhum vicio, na fase do inquerito, prejudica o oferecimento da peça acusatória.

obs: nao se aplica o p. do contraditorio ou da ampla defesa nos inqueritos policiais.

>é presedido somento pelo delegado ou encarregado oficial (IMP).

>finalidade do I. Policial:

elementos informativos x provas: os elementos inform. servem para formar a


"opinio delict" do mp e fundamenta medidas cautelares. já as prpvas, estão presentes no
processo penal, partes, serve para fundamentar a decisão do juiz e medidas cautelares.

o juiz ao aplicar medida cautelar levará em consideração, na fase de inquerito os elementos


informativos. mas se for aplicar medidas cautelares no decorrer do processo aplica-se como
fundamento as provas produzidas no processo penal.

* presidencia do inq. policial: o STF utiliza apenas a expressao policia judiciaria, diferente do STJ
que utiliza as 2 expressões (pol judiciaria e pol investigativa). entende-se como pol judiciaria a
pol que atua em prol do judiciario, cumprindo mandados judiciais. já a pol investigativa é aquela
que atua colhendo indícios de autoria e materialidade do fato. cabe enfatizar que O MP PODE
INVESTIGAR DE ACORDO COM A SUMULA 234 STJ, POREM NAO PODE PRESEDIR INQUERITOS ,
TENDO EM VISTA QYE É DE COMPETENCIA EXCLUSIVA DO DELEGADO OU ENCARREGADO.

*atribuição do inquerito policial

crimes eleitorais: justiça federal sempre

lei 10446/02: a lei permite que a pol. federal atue paralelamnete com a pol. civil quando o crime
repercurtir interestadual ou internacionalmente, mas cabe enfatizar que a presidencia do i.p
continuará sendo da pol. civil.

se o crime tiver previsto no rol exemplificativo do art 1 da lei, não precisará de autorização do
ministro da justiça, diferente se o crime nao tiver previsto na lei 10446/02.

>caracteristicas do inquerito policial:

determinar a materialidade delitiva e indentificar o autor/ de natureza


administrativa/investigação/ainda nao é processo, logo não eé relação juridico-processual.

procedimento adm com finalidade delitiva > apurar a infração penal e identificar o infrator (art 4
cpp)

a)peça escrita (art 9 e 405 do cpp)

b)peça indisponivel (art 17 e 18 cpp)

apenas o juiz pode arquivar o inquerito, a pedido do mp.

nao cabe arquivamento de ofício.

art 18: havendo novas provas, o delegado poderá desarquiva-lo.

c)peça informativa (art 155 e 4 do cpp)

art 155:o juiz nao pode fundamentar sua decisao exclusivamente nos elementos informativos,
ressalvadas as provas cautelares, nao repetiveis e antecipadas.

nao se aplica como regra o pr. do contraditorio e ampla defesa.

EXCEÇÕES:

C.1) elementos informativoscolhidos com violencia ou coação legal

obs: a pessao vitima de coação fisica ou moral podera ser ouvida novamente com a participação
de um advogado a fim de respeitar o contraditório e a ampla defesa.
c.2) crimes praticados por extrangeiros onde a punição é a expulsão( lei 6815/1980)

d)procedimento discricionário (art 6, 14 e 184 cpp)

art 184 > se o crime deixar vestígios, o delegado é obrigado a realizar o exame de corpo de delito
> art 167( nao havendo como fazer o corpo de delito, aprova testemunhal podera supri-lo).

art 14: o indiciado poderá requerer diligencias ao delegado que serão realizadas ou não pela
autoridade

obs: a unica diligencia obrigatoria é o corpo de delito quando houver vestigios.

e) sigiloso ( art 20 cpp)

obs: qual a consequencia juridica se o delegado negar ao advogado acesso ao inquerito ? é


direito do advogado ter acesso a qualquer inquerito policial sem a procuração, porém de acordo
com a sumula 14, o advogado só terá acesso aos elementos informativos já anexados no
inquerito policial.

em nome do cliente o adv pode entrar com HC> preservar a liberdade de locomoção do cliente.

o adv pode entrar com mandado de segurança> direito liquido e certo

f) prisão temporária

prazos para conclusão do inquerito:

justiça competente investigado preso investigado solto

justiça estadual 10 dias 30 dias

j. federal 15 dias*1 30 dias

j. militar 20 dias*2 40 dias *3

lei de drogas 30 dias 90 dias*4

prisao temporaria crime comum 5 dias + 5 dias X

crime hediondo 30 +30

*1:pode ser prorrogado por mais 15 dias

*2:pode ser duplicado


*3:pode ser prorrogado por mais 20 dias

*4:pode duplicar

obs: se ultrapassar o prazo, é obrigado a relaxar a prisão

o prazo prescricional não pode ser ultrapassado.

- INDICIAMENTO

a) é a possibilidade de atribuir a alguém a pratica de uma infração penal. esse indiciamento p


existir deverá ter indicios de autoria e materialidade do fato fortes e consistentes.

>pode ser antes do inquerito ou depois, nao tem regra.

>o auto de indiciamento constitui um juizo de valor da autoridade policial, nao se tratando de
um poder discricionário, tendo em vista que o ato deve ser fundamentado. o ato de
indiciamento se dá quando a autoridade policial se convence que determinada pessoa é autora
da infração penal. havendo indicios razoaveis de autoria, como afirma aury jr. tal ato esta
baseado em um juizo de probabilidade e não de mera possibilidade.

b)competencia para indiciar

>somente o delegado, competencia exclusiva

>lei 12830/13, art 2 pg 6

C) formas de indiciamento

>indiciamento direto: na presença da pessoa

> indiciamento indireto: foragida

d)quem pode ser indiciado

>qualquer pessoa

exceções:

d.1)membros do mp (promotor ou procurador): caso exista envolvimento do membro do mp nos


inqueritos policicais deverá o delegado imediatamente remeter os autos ao procurador geral de
justiça ou da republica.

>lei organica nacional do mp, art 41, II.

d.2) membros da magistratura( juiz , desembargador e ministros) : no caso de membro da


magistratura deverá ser identificado ao presidente do tribunal a que esse juiz pertence , onde
sera o mesmo a presedir o inquerito.

>lei organica nacional da magistratura( lc 35/79, art 33)