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DIREITO PENAL (PARTE GERAL)

Interpretação da Lei Penal


Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL

1. INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL

É a tarefa mental que visa estabelecer a vontade da lei, o seu conteúdo e


significado.
Quais leis devem ser interpretadas? Todas as leis penais devem ser inter-
pretadas. Não se aplica no Direito Penal brasileiro o princípio “in claris cessat
interpretatio”, princípio esse que estabelece que, quando a norma é clara o sufi-
ciente, ela não necessita ser interpretada.
A interpretação é uma atividade realizada por um sujeito, que, utilizando
determinado modo, chega a um determinado resultado.
A classificação da interpretação pode ser feita de três maneiras:

1 – Quanto ao sujeito:

a) Autêntica/Legislativa: é aquela realizada pelo próprio legislador.


Exemplo: Art. 13 (Conceito de Causa), caput; e Art. 327 (Conceito de Funcio-
nário Público), ambos do CP.

Atenção!
• As leis de introdução são exemplos clássicos de interpretação autêntica/
legislativa.

b) Doutrinária/Científica: é aquela realizada pelos doutrinadores, escritores,


em resumo, os estudiosos do direito.

Atenção!
• As exposições de motivos são espécies de interpretação doutrinária, pois são
realizadas pelos estudiosos que trabalharam na elaboração do diploma legal.
ANOTAÇÕES

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c) Judicial/Jurisprudencial: é aquela realizada pelos membros do Poder


Judiciário nos julgamentos dos litígios.

Atenção!
• Somente será considerada Judicial a interpretação realizada pelos
membros do judiciário enquanto na função de julgador.

2 – Quanto ao modo:

a) Gramatical/Literal/Filológica/Sintática: é aquela que considera a acep-


ção literal das palavras.
b) Lógica/Teleológica: é aquela que busca encontrar a genuína vontade
manifestada na lei. É mais profunda e merece um maior grau de confiabilidade.
A interpretação teleológica utiliza 4 elementos para compreender a norma. São
eles:
1. Histórico: evolução histórica da lei e de seu objeto;
2. Sistemático: análise da lei de acordo com o ordenamento jurídico;
3. Direito comparado: comparação com o direito de outros países;
4. Elementos extrajurídicos: conceitos trazidos de outras ciências;
3 – Quanto ao resultado:
a) Declaratória/Declarativa/Estrita: é aquela que resulta da perfeita sintonia
entre o texto da lei e sua vontade. Nada se acrescenta ou se retira.
b) Restritiva: é aquela em que o intérprete deve reduzir o alcance das pala-
vras, pois a lei acabou dizendo mais do que desejava.
c) Extensiva: é aquela em que o intérprete deve ampliar o alcance das pala-
vras, pois a lei acabou dizendo menos do que desejava.

1.1. Interpretação Extensiva

Discute-se na doutrina sobre a possibilidade de se fazer interpretação exten-


siva em desfavor do réu. São 3 correntes:
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I – 1ª corrente: trabalhando com o princípio do in dubio pro reo limita a utili-
zação da interpretação extensiva somente a favor do réu, em qualquer hipótese.
II – 2ª corrente: considera indiferente se o resultado será prejudicial ou bené-
fico ao réu, admitindo a interpretação extensiva em qualquer hipótese.
III – 3ª corrente: aduz ser possível, excepcionalmente, interpretação exten-
siva contra o réu, nos casos em que o entendimento contrário resulte em um
escândalo por sua notória irracionalidade.
Porém, prevalece a terceira corrente.
Exemplo: O artigo 157, §2°, I do CP trata de roubo majorado pelo emprego
de arma. A interpretação restritiva de arma inclui somente arma de fogo, já a
interpretação extensiva de arma inclui qualquer objeto que cause dano físico. Os
Tribunais Superiores trabalham com a prevalência da terceira corrente, admi-
tindo a interpretação extensiva de arma na maioria de seus casos.
Entretanto, o CESPE demonstrou entendimento diverso a esse (de admissão
da prevalência da terceira corrente) no concurso de Oficial da PMCE, em feve-
reiro de 2014. Veja a questão:

Direto do concurso
(CESPE/OFICIAL – PMCE/2014) Conforme o Supremo Tribunal Federal, é
vedada no direito penal a aplicação da interpretação extensiva, em face da
observância do princípio da legalidade, embora seja admitida a subsunção dos
fatos ao tipo penal.

Gabarito: Correto

1.2. Interpretação Extensiva x Interpretação Analógica x Analogia

Interpretação Extensiva: é a ampliação do alcance das palavras para atingir


o real significado da norma.
Interpretação Analógica: é um recurso utilizado pelo legislador, que (em
respeito ao princípio da legalidade) enumera situações que quer regular e pos-
teriormente encerra o dispositivo permitindo que situações semelhantes também
sejam, por ele, abrangidas.
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Exemplo: Art. 121, §2º, I, III e IV, do CP.

Art. 121. Matar alguém:


Pena – reclusão, de seis a vinte anos.

Homicídio Qualificado

§2° Se o homicídio é cometido:


I – Mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II – (...)
III – Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidio-
so ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
IV – À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que difi-
culte ou torne impossível a defesa do ofendido;
(...)

Atenção!
• Para Rogério Greco, interpretação extensiva é um gênero que possui
duas espécies: interpretação extensiva em sentido estrito e interpretação
analógica.

Analogia: Analogia não é forma de interpretação da lei penal, mas sim de


integração da lei penal.

Requisitos:

1. Deve ser benéfica ao réu;


2. Existência de lacuna NÃO voluntária na lei;
Exemplos: Art. 155, § 2º do CP (furto privilegiado) e Art. 157 (não existe
roubo privilegiado).

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Paulo Igor.
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