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COMPLIANCE E GOVERNANÇA:

MITIGANDO RISCOS NO USO


DOS BENEFÍCIOS FISCAIS
PARA INOVAÇÃO
SENAI – CAPITAL PARA INOVAÇÃO
SUMÁRIO
___
OBJETIVO___________________________________________________________________ 4

INTRODUÇÃO CONCEITO DE INOVAÇÃO__________________________________________ 5

GRC NOS PROJETOS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA__________________________________ 15

FORMULÁRIO – FORMP&D______________________________________________________ 26

REFERÊNCIAS________________________________________________________________ 32

RESUMO____________________________________________________________________ 38

REFERÊNCIAS ________________________________________________________________ 39

DOSSIÊ_____________________________________________________________________ 40

1. Base legal_____________________________________________________________ 41

2. Formulários____________________________________________________________ 71

3. Jurisprudências________________________________________________________ 92

4. Contabilidade__________________________________________________________ 102

5. Controles______________________________________________________________ 103

CRÉDITOS___________________________________________________________________ 104
OBJETIVO
___
Contribuir para a disseminação de práticas e da cultura da inovação nas
empresas, através de politicas do governo federal à inovação que visem fomentar
a implementação de processos de inovação nas empresas, bem como a criação de
cenários que proporcionem segurança jurídica e contábil.
Para isso será utilizado o conceito de GRG – Governança, Gestão de Risco e
Compliance, conceito este que tem se mostrando eficaz para a estrutura organizacional
atual das empresas.
A GRC visa integrar diversas áreas e atividades a fim de prevenir a incidência de
eventos de riscos, violação de conformidade e melhorar o desempenho, eficiência e
agilidade operacional da empresa.
Nosso trabalho busca um olhar sobre os conceitos básicos do GRC, e direciona
essa ferramenta a processos de inovação tecnológica e em processos de investimentos
em pesquisa e desenvolvimento.
Assim dividimos da seguinte forma o nosso trabalho, no primeiro bloco
tratamos da conceituação geral de Governança, Risco e Compliance, no segundo bloco
abordaremos a GRC – Governança, Risco e Compliance voltada à inovação tecnológica,
e no terceiro bloco apresentaremos a Lei do Bem (Incentivos Fiscal à Inovação) como
case de GRC.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 4


INTRODUÇÃO CONCEITO DE INOVAÇÃO
___
De acordo com o Manual de Oslo da OECD (2004), define-se inovação como:
“implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente
melhorado, ou um processo ou um novo método organizacional nas práticas de
negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas”.
Para produtos e processos especificamente, o Manual de Oslo dá uma definição
mais especifica e apropriada, definindo-a como: “a implantação de produtos e
processos tecnologicamente novos e substanciais melhorias tecnológicas em produtos
e processos”.
E, se tratando de inovação tecnológica temos o Decreto nº 5.798/06 que
estabelece:
Art. 2o, considera-se:
I. Inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou processo de fabricação,
bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou
processo que implique melhorias incrementais, e efetivo ganho de qualidade ou
produtividade;
E ainda, em 12 de janeiro de 2016 foi sancionada a Lei nº 13.243/16, conhecido
como o Marco legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, trouxe várias alterações na base
legal com a finalidade de estimular e impulsionar o crescimento da ciência, tecnologia
e inovação no país.
Com a nova legislação, houve a modificação do conceito legal de inovação para
“introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo e social que
resulte em novos produtos, serviços ou processos ou que compreenda a agregação de
novas funcionalidades ou características a produto, serviço ou processo já existente
que possa resultar em melhorias e em efetivo ganho de qualidade ou desempenho”
(nova redação do artigo 2º da Lei 10.973/04).
Independente do conceito adotado de inovação, o que se vê é a necessidade de
se adotar processos formais com a finalidade de auxiliar a alta gestão a compreender
o papel da inovação na corporação, com a criação de boas práticas para garantir a
tomada de decisões em relação aos projetos inovadores.

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GOVERNANÇA
No Brasil, temos o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) que criou
o primeiro Código Brasileiro das Melhores Práticas de Governança Corporativa. A
nova lei das SA’s (2001) introduziu importantes progressos nos modelos de governança
na legislação brasileira
O IBGC estabelece que: “governança corporativa é o sistema pelo qual as sociedades
são dirigidas e monitoradas, envolvendo os relacionamentos entre acionistas/cotistas,
conselho e administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal. As boas
práticas de governança corporativa têm a finalidade de aumentar o valor da sociedade,
facilitar seu acesso ao capital e contribuir para a sua perenidade”.
A Governança se faz necessária na atualidade, principalmente quanto à exigência
de transparência em relação aos dados ofertados ao mercado. Apesar das exigências
mais prementes do mercado, as empresas devem olhar para o todo de si mesmas, pois
há outros setores da empresa que também sentem a necessidade de monitoramento
e controle, dentre elas o setor de inovação – P&D no qual iremos focar.
Sabemos que a inovação tem papel fundamental nas empresas para a busca de
vantagens competitivas, possibilitando o aumento de eficiência operacional, redução
dos custos e melhoria na qualidade dos produtos visando atingir metas estratégicas e
financeiras. (Albertin 2005).
De acordo com o Manual de Oslo (2004) a empresa inovadora deve estar disposta
ao risco e ter capacidade de gerenciá-lo, manter a cooperação interna entre vários
departamentos operacionais e ter também cooperação externa com consultorias,
pesquisas de público, clientes e fornecedores, envolvendo toda a empresa no processo
de mudança e investimento contínuo em recursos humanos.
Ou seja, se faz necessário o gerenciamento, controle e governança da inovação.
Quando tratamos de inovação ou investimento em pesquisa e desenvolvimento
verificamos que a maioria das empresas e/ou organizações mostra-se pouco maduras e
confortáveis em relação a investimento nessa área, principalmente em tempos difíceis.
Alguns dos fatores são: o grau de risco, o grau de investimento, a possibilidade de algo
não dar certo, a incerteza legal e jurídica em relação ao rumo dos acontecimentos
planejados principalmente em relação a órgãos governamentais tais como Receita
Federal do Brasil, MCTI, e outros.
Apesar desses fatores, há mecanismos na qual através de determinadas práticas
consegue-se dar mais segurança e controle a todas as atividades a serem geradas pela

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inovação, que são chamados de GRC – Governança, Risco e Compliance. Trataremos
de melhores práticas de controle visando garantir maior segurança (técnica, jurídica)
relativo às atividades das empresas que estejam ligadas de alguma forma a inovação
ou pesquisa e desenvolvimento.

RISCO
O risco é intrínseco a tudo e todos. Porém, normalmente, o risco é compreendido
como algo negativo e como um gerador de mudanças, onde em muitos casos, podem
ser inesperadas e indesejáveis. (Vanca, 1998, p.20).
O risco é caracterizado pela incerteza de resultados futuros segundo Evans e
Olsson (2002).
A tomada de decisões podem envolver riscos, mas estes podem gerar efeitos
altamente positivos. Para isto, é imprescindível o papel do gerenciamento de riscos,
que identifica os riscos e administra-os, capacitando à tomada de decisões conscientes
diante de um nível de risco que se quer ou se pode assumir (Vanca, 1998, p.20).
Quando tratamos de inovação a mesma envolve riscos em diversos âmbitos,
conforme conceito de Drucker (1994, p. 43-44): “Inovação” é um termo econômico
ou social, mais que técnico, que pode mudar o rendimento dos recursos. A inovação
tecnológica considerada é a mudança que pode alterar ou gerar um novo produto,
processo ou serviço.
Freeman (1974) apud Teixeira (1983, p. 61) afirma que as incertezas na inovação
industrial ocorrem em três diferentes âmbitos:

• incerteza nos negócios;


• incertezas técnicas;
• incertezas mercadológicas.
Junto com estas incertezas, estão os riscos provenientes das mudanças geradas
pela inovação tecnológica. O grau de incerteza varia com o tipo de inovação, de modo
que, quanto mais radical a inovação, mais arriscado é o projeto que objetiva seu
lançamento.

COMPLIANCE
Quando tratamos do termo Compliance, entendemos que são as práticas para
adequação das normas legais e regulamentos, a politica da empresa e suas atividades,
a fim de evitar desvio ou inconformidades.

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Ao tratarmos de inovação temos envolvidos diversos entes onde há diversidades
de políticas, legislações e procedimentos que devem ser atendidos.
Com um olhar para dentro da empresa, se faz necessário à observância dos
princípios e normas que norteiam as ciências contábeis, o direito tributário, o Manual
Frascati (2011) e de Oslo (2004), para que se possa dar maior segurança jurídica aos
procedimentos adotados em relação a inovação (P&D) e a tributação que envolve os
incentivos fiscais a P&D.
A base legal que norteia os projetos de inovação estão amparados pela Lei de
Inovação n. 10.973/04 e o decreto n. 5.563/05, que trata da inovação e a organiza em
três principais eixos:

• a constituição de ambiente propício a parcerias estratégicas entre


universidades, institutos tecnológicos e empresas;
• o estimulo à participação de institutos de ciência e tecnologia no processo de
inovação;
• e o estímulo à inovação na empresa.
Nosso foco de compliance está estabelecido na ocorrência da inovação na
empresa, e também em seus parceiros estratégicos, tais como, Universidades e
Institutos Tecnológicos.

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GRC NOS PROJETOS DE INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA
___

GOVERNANÇA EM INOVAÇÃO TECNOLÓGICA


É dever da empresa, ser transparente (tanto interna como externamente) em
relação aos dados positivos ou negativos de seus desempenhos, principalmente,
quanto a metas estratégicas de inovação, os projetos de pesquisa e desenvolvimento,
quantos produtos novos foram lançados, se houveram problemas, e se os mesmo
estão pendentes ou foram solucionados. Quando tratamos de inovação, a informação
e a transparência acabam por conduzir a criação de valor para empresa.
O fundamento legal no Direito Brasileiro para que as sociedades adotem esse
princípio de governança corporativa se encontra no artigo 157 da Lei 6.404/76 e na
Instrução n° 358 da CVM.
A inovação tecnológica exige cada vez mais, que as empresas se estruturem
de forma adequada para que consigam não só ter ideias inovadoras, mas que sejam
implantadas e comercializadas.
Sendo assim, é necessário a criação de procedimentos formais, para lidar de
forma concreta com os problemas inerentes as atividades de inovação, e isso se dará
através da formação do Conselho de Administração da empresa, que na nossa visão é
o início, o meio e o fim, da tomada de decisões em relação à gestão da inovação.
Para a formação do Conselho deve ser assegurado aos grupos de inovação o
direito de igualdade/equidade, os direitos e interesses dos acionistas (majoritários e
minoritários) devendo ser atendidas as premissas, em conformidade com as leis e o
estatuto da empresa.
O Conselho de Administração formará comitês específicos que terão como
finalidade auxiliar principalmente nos assuntos de suas competências com a finalidade
de orientar e propor demandas ao Conselho. Como exemplo esses comitês podem ser
formados da seguinte forma: Comitê de Auditoria, Comitê de Governança, Comitê de
Finanças, Comitê de Inovação, entre outros.
Os comitês e suas equipes devem sempre aderir às boas práticas de governança
utilizando como base os principais pilares de governança (transparência, Accountability,
Compliance e Equidade) que devem ser adotados como forma de garantir o
cumprimento das politicas da empresa, em relação aos acionistas e ao mercado.

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Tratando especificamente do Conselho de Inovação, ficará a cargo destes, criar
as estratégias mais adequadas para inovação, definindo métodos de disseminação
da cultura da inovação, implantação e administração dos projetos de inovação, com
a definição de orçamento e metas, procedimentos estes de apoio ao Conselho de
Administração.
Dentre os pilares de governança a ser utilizado pelo comitê de inovação
podemos exemplificar:

• Criação da politica de inovação de acorco com a visão e a estratégia da


empresa apresentada a todos os colboradores (transparência);
• Criação de mecanismos de gestão, acompanhamento do projeto de gestão
de ideias, identificação de oportunidades integrando colaboradores internos
e externos (equidade);
• Criação de relatórios para prestação de contas ao Conselho de todos os
gastos com os projetos de inovação, os convênios e acordos firmados
com colaboradores externos relativo a contratação de serviços, fomentos
e parcerias para o desenvolvimento da pesquisa e desenvolvimento em
inovação tecnológia (acountability).

GERENCIAMENTO DE RISCO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA


Para que possamos gerir o risco que projetos de inovação tecnológica ou
fomentar pesquisa e desenvolvimento em uma empresa, se faz necessário reconhecer,
visualizar quais são esses riscos e como eles podem ser minimizados.
Para se identificar o risco se faz necessário seguir os seguintes procedimentos:

A. CLASSIFICAR A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. ANALISAR O NÍVEL DE


INCERTEZA COM O TIPO DE INOVAÇÃO A SER REALIZADA, COM O
GRÁFICO ABAIXO, CONSEGUIMOS VISUALIZAR ESSE CONTEXTO, E INICIAR
O GERENCIAMENTO DE RISCOS DA INOVAÇÃO.

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NÍVEL DE INCERTEZA TIPO DE INOVAÇÃO

• Pesquisa Básica.
VERDADEIRA INCERTEZA
• Invenção Fundamental.

• Inovação radical em produtos.


MUITO ALTO GRAU DE INCERTEZA • Inovação radical em processos (rea-
lizada fora da empresa usuária).

• Inovação significativa em produtos.


ALTO GRAU DE INCERTEZA • Inovação radical em processos (rea-
lizada no seio da empresa usuária).

• Nova geração de produtos já esta-


MODERADO GRAU DE INCERTEZA
belecidos.

• Licenciamento de inovações.
• Imitação de inovações em produtos,
POUCA INCERTEZA dodificações em produtos e proces-
sos, Adoção de Processos (na fase
inicial do ciclo de vida).

• Diferenciação de produtos, novo


modelo de produtos estabelecido.
• Agenciamento de inovação de pro-
dutos estabelecidos, adoção de pro-
POUQUÍSSIMA INCERTEZA
cessos (em sua fase de “maturidade”
do ciclo de vida).
• Pequenas melhorias técnicas em
produtos e processos.

Gráfico: Inovação conforme o Nível de Incerteza – Fonte: Teixeira (1983, p. 63)

B. CABE A GESTÃO DE RISCO MAPEAR TODOS OS PROCESSOS INTERNOS E


EXTERNOS IDENTIFICANDO AS POSSÍVEIS FALHAS QUE POSSAM CAUSAR
A INVIABILIDADE DO PROCESSO DE INOVAÇÃO. PARA ISSO EXISTEM
ALGUNS MECANISMOS QUE AUXILIAM A IDENTIFICAÇÃO DESSES PONTOS:

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Tabela 1: Modelo de Gerenciamento de Risco

ETAPA DESCRIÇÃO FERRAMENTAS

1 Como abordar, planejar e


PLANEJAMENTO DO executar as atividades de Análises e reuniões de
GERENCIAMENTO DE gerenciamento de riscos planejamento.
RISCOS de um projeto.

Revisões da documen-
tação; técnicas de coleta
de informações: brains-
torming, técnica Delphi,
entrevistas, identificação
Determinação dos riscos da causa raiz, análise dos
2
que podem afetar o pro- pontos fortes e fracos,
IDENTIFICAÇÃO
jeto e documentação de oportunidades e ameaças
DE RISCOS
suas características. (SWOT); análise da lista
de verificação, análise das
premissas; técnicas com
diagramas: causa e efeito;
sistema ou fluxogramas;
influência.

Avaliação de probabili-
Priorização dos riscos
dade e impacto de riscos;
para análise ou ação
matriz de probabilidade
3 adicional subsequente
e impacto; avaliação da
ANÁLISE QUALITATIVA através de avaliação e
qualidade dos dados so-
DE RISCOS combinação de sua pro-
bre riscos; categorização
babilidade de ocorrência
de riscos; avaliação da
e impacto.
urgência do risco.

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Técnicas de representa-
ção e coleta de dados:
entrevistas, distribuições
de probabilidade, opinião
4 Análise numérica do efei- especializada; análise
ANÁLISE to dos riscos identificados quantitativa de riscos e
QUANTITATIVA DE nos objetivos gerais do técnicas de modelagem:
RISCOS projeto. análise de sensibilidade,
análise do valor monetá-
rio esperado, análise da
árvore de decisão, mode-
lagem e simulação.

Estratégias para amea-


ças: prevenir, transferir,
Desenvolvimento de mitigar; estratégias para
5
opções e ações para au- oportunidade: explorar,
PLANEJAMENTO
mentar as oportunidades compartilhar, melhorar;
DAS RESPOSTAS A
e reduzir as ameaças aos estratégia para ameaças,
RISCOS
objetivos do projeto. e oportunidades: aceita-
ção, respostas contingen-
ciadas.

Acompanhamento de
controle dos riscos iden- Reavaliação de riscos,
tificados, monitoramento auditorias de riscos;
6 dos riscos residuais, iden-
MONITORAMENTO, análise das tendências
tificação de novos riscos,
ACOMPANHAMENTO e da variação; medição
execução de planos
E REAVALIAÇÃO DE do desempenho técnico;
de respostas a riscos e
RISCOS análise das reservas; reu-
avaliação da sua eficácia
durante todo o ciclo de niões de andamento.
vida do projeto.

Fonte: PMBOK (PMI, 2008).

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A necessidade de compreensão e identificação dos riscos e barreiras envolvidos
nos processos de inovação é importante para justificar a tomada de decisão quanto à
continuidade ou não do processo.
Para isso, é necessário desenvolver uma estratégia adequada de eliminação de
incerteza e mitigação dos riscos identificados e garantir a superação dos mesmos.
A avaliação da equipe de inovação em relação ao investimento/financiamento
(Funding) deve ser no sentido de garantir as diversas opções, tais como, investidores
de venture capital, fomento público, entre outros, devendo ser atendido todas as fases
do projeto. Porém, sabe-se da dificuldade de se fomentar novas tecnologias.
Analisar as competências existentes para execução do projeto, caso se verifique
a necessidade de outras competências, buscar parcerias com ICTs, Universidades, ou
fazer um spin-off com outra empresa a fim de reduzir a incerteza e compartilhar o
risco.
Alguns exemplos de perigos no desenvolvimento da inovação tecnológica que
devem ser avaliados:

1. Baixas barreiras de entrada de concorrentes na produção desta inovação;


2. Dependência de componentes ou acessórios com disponibilidade e custo
incerto;
3. Desarticulação entre a oferta e a demanda tecnológica;
4. Desconhecimento da demanda potencial para o novo produto ou serviço;
5. Desconhecimento de todos os aspectos legais que cercam a inovação;
6. Desconsideração das tendências de mudanças significativas no setor, tais
como a evolução tecnológica;
7. Efeitos negativos do poder de controle do governo sobre a inovação, através
de órgãos reguladores, leis, decretos, etc.
8. Erro na avaliação da reação dos concorrentes;
9. Erro na estimativa dos recursos de investimento necessários para a colocação
do novo produto ou serviço no mercado;
10. Erros no gerenciamento da inovação;
11. Falta ou erros de planejamento da inovação;
12. Grande intensidade dos efeitos da situação econômica do seu país ou do
país receptor da inovação tecnológica;
13. Ineficiência de marketing e vendas;
14. Não aceitação dos novos produtos ou serviços pelos clientes;

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15. Posicionamento errado do novo produto ou serviço no mercado – imagem,
propaganda, promoção, canais de distribuição e preço;
16. Setor da inovação em questão em estagnação ou retração;
17. Subavaliação dos problemas técnicos da inovação tecnológica, devido à
insuficientes informações técnicas.
(Fonte: Gerenciamento de riscos da inovação tecnológica, Eliacy Cavalcanti Lélis, pág. 08)

C. DETERMINAR OS RISCOS CORRESPONDENTES AOS PERIGOS QUE PODEM


AFETAR A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM QUESTÃO.

Para a determinação de risco devemos adotar a classificação: riscos especulativos


(envolvem a possibilidade de ganho ou uma chance de perda) e riscos puros (envolve
somente uma chance de perda).
Vejamos a descrição feita por De Cicco e Fantazzini (1994) sobre a natureza dos
riscos empresariais:

Fonte: De Cicco e Fantazzini, 1994a.

Todos os riscos da inovação tecnológica são especulativos, e embora os riscos


de inovação estejam diretamente relacionados com os riscos estratégicos e com os
riscos administrativos, pode-se observar que os demais riscos estão intrinsecamente
interligados e devem ser considerados.
Assim os riscos de inovação tecnológica são aqueles decorrentes da incerteza
de um possível ganho ou perda em relação aos novos produtos ou serviços
disponibilizados pelas empresas.

D. MAPA DE RISCO

O mapa de risco é um instrumento que concentra as informações referentes aos


riscos e seus agentes geradores, servindo assim como base para discussão, de modo
concreto, sobre os riscos referentes à inovação tecnológica em questão.

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Para esta análise foi utilizado o mapa de riscos por Vanca (1998, p.23), numa
visão geral que engloba a estratégia, metodologia e a infraestrutura.

Adaptado – Mapeamento de Riscos – Fonte: Vanca, 1998, p. 23.

Com este mapa conseguimos visualizar todo o processo de análise de risco em


relação a projeto de inovação tecnológica.
Há ainda, um aspecto que deve ser olhado de forma critica em relação às quais
tecnologias serão desenvolvidas e de que forma a mesma será desenvolvida, ou seja,
será utilizado P&D interno ou externo.
Quando a empresa opta por desenvolver o projeto internamente com sua
equipe de P&D ela detém o controle total do projeto, com a proteção de propriedade
intelectual e o controle do prazo de execução.
Quando a empresa prefere optar pelo desenvolvimento com interação com
parceiros empresariais, universidades ou institutos de pesquisa públicos ou privados,
ela tem os benefícios de utilizar toda a infraestrutura dos parceiros, tem acesso a
pesquisadores e grupos de pesquisa de ponta na tecnologia, o rico é compartilhado, a
gestão compartilhada, mas a propriedade intelectual é dividida e negociada.
Para se chegar a uma decisão mais confortável e com menor risco, a empresa
deve avaliar o projeto e considerar uma combinação de critérios diversos, que lhe dê
segurança para sua decisão, tais como:

• verificar as competências internas e infraestrutura na empresa;


• visualizar a possibilidade de risco de insucesso da pesquisa;
• estabelecer o grau de urgência para aplicação da tecnologia no negócio;

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• definir o prazo de desenvolvimento da solução tecnológica.;
• analisar o grau de sigilo necessário ao novo desenvolvimento;
• avaliar as normas e políticas internas da empresa e da ICT, quando esta for à
opção;
• buscar recursos de fomento para o custeio do projeto.

Avaliados os riscos do processo de inovação tecnológica, damos seguimento


ao estudo para que possamos analisar a política governamental e a legislação vigente
relativo à utilização dos incentivos fiscais para os projetos de inovação tecnológica.

COMPLIANCE E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA


As ações de Compliance são fundamentais para as empresas atualmente, a
necessidade de se assegurar a integridade dos negócios, a ética, com a aplicação da
legislação e principalmente estabelecer práticas anticorrupção, buscam dar segurança
frente aos parceiros internos e externos da empresa.
Assim há a necessidade de se criar mecanismos internos para assegurar
que todos os procedimentos adotados estão em conformidade com a legislação e
regulamentação vigente, visando prevenir, detectar e remediar ações que possam
comprometer a integridade da empresa.
Quando tratamos especificamente de empresas com atividade de inovação
tecnológica, focaremos mais diretamente nas relações entre empresa e parceiros
externos (ICTs, Universidades, Agências de Fomento, Pesquisadores, etc), nas atividades
de P&D e seus atores internos, o controle de informações da inovação e a aderência do
projeto à leis existentes.
Nos projetos de inovação verifica-se uma grande quantidade de atores externos
e internos que podem comprometer o projeto e a empresa, sendo assim, é necessária
a utilização de mecanismos de controle que podem prevenir a ocorrência de ações
prejudiciais para empresa.
Dentre elas estão:

• o comitê de inovação deve se certificar com relação aos projetos de inovação


tecnológicas se os mesmos estão em consonância com a legislação vigente;
• o comitê deve estabelecer parâmetros para avaliação de risco dos projetos;
• todas as documentações inerentes aos projetos devem ser controladas,
evitando assim o vazamento de conhecimento, e controle para prestação de
contas interna e externa;

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 17


• avaliação das condutas dos atores internos e externos e o seu efetivo controle,
diante das atividades realizadas.

Para visualizar de forma clara a aplicação do GRC nas atividades de inovação


tecnológica, utilizaremos um case especifico que envolve os três pilares: Governança,
Risco e Compliance.
Abaixo trataremos da utilização do incentivo fiscal da Lei do Bem, em que só
podem fazer uso dos benefícios, empresas que tenham atividades de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico. E os cuidados necessários a boa condução destas
atividades.

LEI DO BEM
É muito importante para as empresas que realizam inovação tecnológica se
organizarem através de um comitê gestor de inovação, onde este deverá se alinhar as
estratégias da empresa com a estratégia de inovação, pois novos produtos e processo
irão impactar no posicionamento de mercado da empresa.
A criação da política de inovação da empresa tem a finalidade de integrar,
organizar e apoiar todos os processos da empresa com relação às atividades de
inovação, é necessário a busca de ferramentas que ampliem os parceiros, os benefícios
a fim de criar um ecossistema de cultura e gestão da inovação.
O comitê deve estabelecer como suas atividades principais:

• Análise no setor da empresa sob o ponto de vista tecnológico, gerencial e


organizacional e de serviços;
• Análise das bases legais e infra-legais que regulamentam as atividades de
inovação e suas implicações;
• Análise do modelo jurídico, principalmente em relação a propriedade
intelectual e as implicações para ações de inovação;
• Análise do mercado da empresa e o futuro esperado pela empresa.

No case escolhido, iremos tratar da Lei do Bem que foi instituída pela Lei nº
11.196/05, que criou a concessão de incentivos fiscais para pessoas jurídicas que
realizam inovação tecnológica. A finalidade dessa Lei foi criar um mecanismo que
possibilitasse e aumentasse os investimentos em inovação tecnológica, através da
pesquisa e desenvolvimento.
O comitê de inovação da empresa dentro de suas prerrogativas deve avaliar se
o aproveitamento desse benefício fiscal está de acordo com as regras e boas práticas,
estabelecido pela empresa em sua Política de inovação.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 18


Ao fazer este estudo verificamos que muitos dos responsáveis por P,D&I das
empresa tem tido dificuldade ao utilizar a Lei do Bem e os incentivos fiscais inerentes
a ela, principalmente por alguns fatores que irão ser discutidos e para a sua solução
serão aplicados as regras do GRC – Governança, Risco e Compliance.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pela equipe de P,D&I é a base legal
existente, ao analisarmos o texto legal (Lei nº 11.196/05) e os Manuais (Frascati, 2011
e Oslo, 2004), utilizados como referência, notamos um descompasso, uma confusão
na conceituação dada ao desenvolvimento da inovação tecnológica na qual gera
insegurança quanto ao enquadramento do projeto.
Por isso, como uma das prática de governança, verificamos como ponto chave,
a necessidade de disseminar os conceitos, a fim de distinguir claramente as atividades
de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, possibilitando a utilização do incentivo
fiscal de forma, clara, segura e com todos os controles necessários.
Assim, trataremos primeiramente do conceito de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica:
O Manual de Oslo trouxe uma definição abrangente de inovação:
“Inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo
ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo
método de marketing, ou um novo método organizacional nas
práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas
relações externas”. (Manual de Oslo, 2004 p.55)

Já o Manual Frascati define inovação tecnológica como:


“As atividades de inovação tecnológica são o conjunto de diligências
científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais,
incluindo o investimento em novos conhecimentos, que realizam
ou destinam-se a levar a realização de produtos e processos
tecnologicamente novos e melhores”. (Manual Frascati, 2011 pag. 23)

Para a Lei 11.196/2005, inovação tecnológica é:


“Considera-se inovação tecnológica a concepção de novo produto
ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas
funcionalidades ou características ao produto ou processo que
implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou
produtividade, resultando maior competitividade no mercado”.

A Lei n. 11.195/05 e a IN RFB 1.187/11 tratam dos incentivos fiscais a inovação,


também conhecida como a Lei do Bem, a referida lei busca estimular as empresas
a investir em pesquisa e desenvolvimento. Mas para isso se faz necessário ajustes e
controles internos para aproveitamento correto e sem riscos dos benefícios da mesma.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 19


Em razão da nova legislação contábil brasileira e a sua uniformização as regras
contábeis internacionais, se faz necessário diversos controles para a utilização dos
incentivos fiscais à inovação.
Inicialmente é necessário um estudo mais aprofundado da lei e suas
regulamentações quanto aos requisitos de enquadramento em pesquisa e
desenvolvimento.
A IN SRF. 1.187/2011 em seu artigo 2, inciso II na qual estabelece o que compõe
pesquisa e desenvolvimento:
Art. 2º Para efeitos desta Instrução Normativa, considera-se:

II. Pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, as


atividades de:
a. pesquisa básica dirigida: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir
conhecimentos quanto à compreensão de novos fenômenos, com vistas ao
desenvolvimento de produtos, processos ou sistemas inovadores;
b. pesquisa aplicada: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir
novos conhecimentos, com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento
de produtos, processos e sistemas;
c. desenvolvimento experimental: os trabalhos sistemáticos delineados a partir
de conhecimentos pré-existentes, visando à comprovação ou demonstração
da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos, processos, sistemas
e serviços ou, ainda, um evidente aperfeiçoamento dos já produzidos ou
estabelecidos;
d. tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e calibração de
máquinas e equipamentos, o projeto e a confecção de instrumentos de
medida específicos, a certificação de conformidade, inclusive os ensaios
correspondentes, a normalização ou a documentação técnica gerada e o
patenteamento do produto ou processo desenvolvido; e
e. serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à implantação
e à manutenção das instalações ou dos equipamentos destinados,
exclusivamente, à execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento ou
inovação tecnológica, bem como à capacitação dos recursos humanos a eles
dedicados;

É importante inicialmente, clarear os referidos conceitos fazendo um comparativo


entre as diversas bases legais (Legislação, Manual Frascati, e outros) para que possamos
dirimir ao máximo os entendimentos deturpados a respeito dos conceitos acima e
minimizar os riscos quanto ao entendimento errôneo por parte das empresas e órgãos
fiscalizadores, que podem levar a glosa dos projetos de pesquisa e desenvolvimento.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 20


E finalmente, a IN SRF 1187/2011 considera que:

Pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica


são atividades compostas por pesquisa básica dirigida, pesquisa
aplicada, desenvolvimento experimental, tecnologia industrial
básica e serviços de apoio técnico.
Partindo então dos conceitos acima, chega-se a conclusão de
que inovação tecnológica é uma série de atividades utilizando-se
como ferramentas as pesquisas básica, aplicada, desenvolvimento
experimental, TIB – Tecnologia Industrial Básica e serviços de apoio
técnico com o intuito de absorção de novos conhecimentos que levem
ao desenvolvimento de produtos e processos tecnologicamente
novos ou melhores.

Assim vamos analisar separadamente cada ferramenta que leva ao


desenvolvimento tecnológico, vejamos:

O CONCEITO DE PESQUISA BÁSICA DIRIGIDA:

São os trabalhos executados com o objetivo de adquirir conhecimentos quanto


à compreensão de novos fenômenos, com vistas ao desenvolvimento de produtos,
processos ou sistemas inovadores.
Envolve a análise de propriedades, estruturas e conexões para formular e
comprovar hipóteses, teorias e leis. A atividade de pesquisa dirigida normalmente
resulta em conhecimentos, que geralmente são projetos desenvolvidos no âmbito
acadêmico e de institutos de pesquisas, que poderiam ser publicados como artigos
científicos, porém não necessariamente em patentes Exemplos típicos de pesquisa
básica são desenvolvimentos nas áreas de materiais, tais como supercondutores,
novos materiais isolantes, ferromagnéticos, etc.

O CONCEITO DE PESQUISA APLICADA:

São os trabalhos executados com o objetivo de adquirir novos conhecimentos,


com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento de produtos, processos e sistemas.
Determina os possíveis usos para as descobertas da Pesquisa Básica ou novos métodos
e maneiras de alcançar certo objetivo específico.
Envolve o conhecimento disponível e sua aplicação na busca da solução dos
desafios propostos. O resultado da Pesquisa Aplicada geralmente propicia à empresa
a possibilidade de registro de patente junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade
Nacional). Como exemplo de pesquisa aplicada, pode-se citar o desenvolvimento de
novos materiais, novas tecnologias, equipamentos, componentes e sistemas utilizando
os supercondutores, materiais ferromagnéticos, novos isolantes, estes com a finalidade
de desenvolvimento de novos produtos.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 21


O CONCEITO DE DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL:

São os trabalhos sistemáticos delineados a partir de conhecimentos preexistentes,


visando à comprovação ou demonstração da viabilidade técnica ou funcional de novos
produtos, processos, sistemas e serviços, ou ainda, um evidente aperfeiçoamento dos
já produzidos ou estabelecidos. Ou seja, consiste no processo de transformar e refinar
os conhecimentos advindos da pesquisa em programas operacionais, incluindo os
projetos de demonstração e testes, para aplicação comercial. Essa atividade pode
resultar em conhecimentos patenteáveis. O desenvolvimento experimental resulta no
próprio produto ou processo, tem a finalidade de testar uma hipótese, de confirmar a
viabilidade de um desenvolvimento em escala. Aplicação nas concessionárias do setor
elétrico, se enquadram neste tipo de atividades.

O CONCEITO DE TECNOLOGIA INDUSTRIAL BÁSICA:

São aquelas tais como a aferição e calibração de máquinas e equipamentos,


o projeto e a confecção de instrumentos de medida específicos, a certificação de
conformidade, inclusive os ensaios correspondentes, a normalização ou a documentação
técnica gerada e o patenteamento do produto ou processo desenvolvido;

O CONCEITO DE SERVIÇOS DE APOIO TÉCNICO:

São os trabalhos indispensáveis à implantação e à manutenção das instalações e


dos equipamentos destinados exclusivamente às linhas de pesquisa e desenvolvimento
tecnológico dos Programas, bem como à capacitação dos recursos humanos dedicados
aos mesmos. Em geral, estes trabalhos estão inseridos nas categorias supracitadas.
Estes serviços não poderão ser o objetivo principal do projeto.
Portanto, são atividades de pesquisa e desenvolvimento todas as atividades
de natureza criativa ou empreendedora, desenvolvidas com critério sistêmico, com
vistas à geração de novos conhecimentos ou aplicação inovadora de conhecimentos
pré-existentes e no uso destes para perscrutar novas aplicações. As atividades de P&D
podem ser agrupadas em três categorias principais, assim denominadas: Pesquisa
Básica Dirigida; Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento Experimental, não havendo a
necessidade da existência das três no mesmo projeto.
Estando confortável o entendimento do conceito de inovação tecnológica pelo
Comitê de Inovação, é necessário ainda analisar a natureza dos projetos, ou seja, se o
projeto de inovação se refere ao desenvolvimento de novos produtos ou processos, ou
se refere a melhoria incremental de um produto ou processo existente.
Para isso é importante distinguir cada um com a finalidade de garantir um
melhor enquadramento do projeto, vejamos os conceitos abaixo:

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 22


• Inovação Incremental – esta reflete pequenas melhorias contínuas em
produtos ou em linhas de produtos, geralmente representa pequenos
avanços nos benefícios percebidos pelo consumidor e não modifica de forma
expressiva a forma como o produto é consumido ou é o modelo de negócio.
• Inovação de Produtos tecnologicamente novos – são produtos cujas
características tecnológicas ou usos pretendidos diferem daqueles dos
produtos produzidos anteriormente. Tais inovações podem envolver
tecnologias radicalmente novas e podem basear-se na combinação de
tecnologias existentes em novos usos, ou podem ser derivadas do uso de
novo conhecimento.
A avaliação dos projetos pelos gestores do comitê e a definição de que os
mesmos preenchem os requisitos necessários ao enquadramento como inovação
tecnológica, sendo passível de se beneficar da Lei do Bem.
Porém, para o aproveitamento dos incentivos fiscais trazidos pela Lei do Bem,
é importante atender a todos os requistos estabelecidos na IN. 1187/2011, um dos
pontos principais é que as empresas tem a liberdade de fazer o aproveitamento dos
beneficio fiscal e somente após um ano prestar contas ao MCTI, é processo pode
gerar um problema fiscal e financeiro para empresa, caso ela não tenha os processos
necessários que lhe garantam segurança quanto ao enquadramento dos projetos.
O MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em seu Relatório de
Avaliação Anual 2013, publicado pelo MCTI/SETEC, identificou alguns problemas que
as empresas estão cometendo na entrega do formulário e que podem ser sanadas no
processos de governança, risco e compliance, vejamos:
Problemas específicos identificados nas descrições dos processos avaliados
incluíram:

a. o desenvolvimento de Produtos/Processos com tecnologias bem conhecidas,


de amplo domínio – ainda que constituam uma novidade para a empresa;
b. a descrição de desafios mercadológicos (não passíveis de incentivos) em vez
de desafios tecnológicos;
c. a inclusão de estudos de viabilidade técnica como atividade de P&D (um
estudo de viabilidade poderia ser aceitável desde que fosse, explicitamente,
a primeira etapa de um projeto efetivamente de P&D);
d. a descrição de áreas, seções ou departamentos inteiros, sem descrever
projetos específicos (a IN RFB-1187 requer o projeto como unidade básica).

O risco mais evidente no aproveitamento da Lei do Bem é o enquadramento


indevido de um projeto, ou seja, projetos que podem ser de inovação mas que não
preenche as caracteristicas de inovação tecnológica (conceito já firmado anteriormente),

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 23


com isso todos os dispêndios alocados no projeto e utilizado na Lei do Bem são indevidos,
criando um passivo fiscal.
Também é necessário atenção em relação aos dispêndios a serem utilizados,
estes devem estar em consonância com a base legal (IN 1187/11, RIR), pois deve haver
correspondência entre o projeto e os gastos utilizados, se não houver um controle por
projeto dos dispêndios a probabilidade de utiliação indevida é grande, podendo gerar
um passivo fiscal e trabalhista.
Vejamos o posicionamento do MCTI Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
em seu Relatório de Avaliação Anual 2013, publicado pelo MCTI/SETEC:
Notam-se informações desencontradas, muitas pessoas em tempo parcial,
equipes muito pequenas em dedicação integral, falta de informação sobre o papel
delas nos projetos aumento de pessoal de apoio contando como aumento de
pesquisador. Também é baixa, nos processos analisados, a incidência de RH com pós-
graduação (mestres e doutores).
Quando ocorre algum tipo de contratação de terceiros, mesmo sendo
universidades, ICTs ou MPEs, raramente se encontra a função da equipe própria
da empresa ou uma clara divisão de responsabilidades entre a empresa e a parte
contratada.
Necessário assim, a criação de controles em relação as horas dispendidas,
relatórios com as atividades executados pelos profissionais nos projetos, controle dos
materiais de consumo e permanente utilizados por projeto, são realmente importantes,
pois minimizam os riscos na mensuração dos dispêndios a ser utilizados.
Ultrapassado a discussão sobre risco, iremos analisar a aplicação do Compliance
na utilização do incentivo fiscal da Lei do Bem, para que se possa prevenir a ocorrência
de ações prejudiciais a empresas.
Dentre as ações que devem ser tomadas, enfatizamos algumas:

• A principalmente é, se as ações de aproveitamento dos incentivos fiscais da


Lei do Bem são importantes para empresa;
• Se a ação de aproveitamento é importante, há a necessidade de criação de
processos internos para o controle dos atores, dispêndios e legalidade desse
aproveitamento;
• Avaliar quais são as maiores dificuldades do processo de aproveitamento do
benefício fiscal para melhor mitigá-los;
• Auditar o cumprimento dos aspectos legais e técnicos do processo, para
verificar se os mesmos estão sendo cumpridos conforme determinado pelo
Comitê de Inovação;

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 24


Os principais pontos destas ações são:

• Treinamento e orientação dos atores envolvidos;


• Criação dos processos onde são determinados os atores responsáveis pelo
levantamento e controle dos dispêndios, e a verificação se os mesmos são
passíveis de utilização (manutenção dos documentos relativos aos referidos
dispêndios);
• Mitigação do risco através da análise de aderência do projeto a legislação
vigente;
• Avaliação dos contratos e convênios com ICTs e Universidades, principalmente
quanto a propriedade intelectual do desenvolvimento;
• Necessidade de se ter regularidade fiscal no período em que o projeto for
desenvolvido o projeto, e realizado o aproveitamento dos dispêndios;
• Elaboração de controles relativos a equipe própria que faz parte do projeto,
principalmente, na questão de horas, nas atividades realizadas no projeto e a
sua compatibilidade com o seu contrato de trabalho;
• Cumprimento das obrigações tributárias principais e acessórias, tais como,
entrega do Sped Contábil, Spec Fiscal, DCTF, e-social, e-lalur, sendo que as
informações prestadas tem que estar compatível com a que for informada
no Formp&d ao MCTI. Se houver alguma incompatibilidade pode gerar
infração tributária com a aplicação de penalidades e a geração de passivo
para empresa.

Além dos pontos levantados, abaixo traremos especificamente do FORMP&D


que deverá ser entregue para o MCTI – Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação,
com as informações técnicas e financeiras do projeto, e alguns cuidados que deve se
ter no preenchimento deste.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 25


FORMULÁRIO – FORMP&D
___

Com base na exigência do formulário a ser entregue ao MCTI com as informações


sobre os projetos de PD&I da empresa, e com base na legislação acima, buscaremos
esclarecer os pontos abaixo:

PROGRAMA DE PD&I E PROJETOS – ITEM 3 DO FORMP&D


O programa de PD&I e projetos da empresa devem buscar todos os mecanismos
de incentivos e fomento.
Trataremos incialmente a respeito dos incentivos fiscais trazidos na Lei 11.196/05,
ou Lei do Bem e suas regulamentações. Esses incentivos são:
Considerando os detalhes existentes na legislação, este trabalho aponta apenas
as principais questões relacionadas aos incentivos aplicáveis a atividades industriais.
Nesse sentido o art. 17 da Lei 11.196/2005 determina que a pessoa jurídica possa vir a
usufruir das seguintes vantagens:

a. Dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente


à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis
como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da
Pessoa Jurídica – IRPJ. Isto vale tanto para fins de apuração do IRPJ quanto da
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL.
Estas disposições aplicam-se também aos dispêndios com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica contratados no
País com universidade, instituição de pesquisa ou inventor independente
de que trata o inciso IX do art.2º da Lei 10.973/2004, porém, desde que a
pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique com a responsabilidade,
o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização dos resultados dos
dispêndios.
Para os dispêndios com assistência técnica, científica ou assemelhados e de
royalties por patentes industriais pagos a pessoa física ou jurídica no exterior,
a dedutibilidade fica condicionada à observância do disposto nos artigos 52
e 71 da Lei 4.506/1964.
b. Redução de 50% (cinquenta por cento) do Imposto sobre Produtos
Industrializados – IPI incidente sobre equipamentos, máquinas, aparelhos

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 26


e instrumentos, bem como os acessórios sobressalentes e ferramentas que
acompanhem esses bens, destinados à pesquisa e ao desenvolvimento
tecnológico;
c. Depreciação integral, no próprio ano da aquisição, de máquinas,
equipamentos, aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização
nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica, para efeito de apuração do IRPJ e da CSLL.
A quota de depreciação acelerada não poderá ultrapassar o custo de aquisição
do bem e constituirá exclusão do lucro líquido para fins de determinação do
lucro, devendo ser controlada na parte “B” do LALUR, para adição do encargo
reconhecido posteriormente na escrituração contábil, para que não haja
duplicidade dos encargos de depreciação.
d. Amortização acelerada, mediante dedução como custo ou despesa
operacional, no período de apuração em que forem efetuados, dos dispêndios
relativos à aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente
às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica, classificáveis no ativo diferido do beneficiário, para efeito de
apuração do IRPJ. Notar que não se aplica para fins de apuração da CSLL.
A quota de amortização acelerada não poderá ultrapassar o custo de
aquisição do bem e constituirá exclusão do lucro líquido para fins de
determinação do lucro, devendo ser controlada na parte “B” do LALUR, para
adição do encargo reconhecido posteriormente na escrituração contábil,
para que não haja duplicidade dos encargos de amortização.
e. Redução a 0 (zero) da alíquota do imposto de renda retido na fonte nas
remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de
marcas, patentes e cultivares.

PROJETO DE PD&I – ITEM 3.1 FORMP&D


1. DESCRIÇÃO DO CONCEITO DE PESQUISA

Para aproveitamento dos benefícios da lei se faz necessário que a empresa


obedeça aos pressupostos estabelecidos na Legislação Federal e no Manual Frascati
(2011), e após faça a entrega dos mesmos ao MCTI especificando qual foi o tipo de
pesquisa utilizada, quais os marcos críticos do projeto e os elementos tecnologicamente
inovadores.
As atividades de P,D&I do projeto devem responder de maneira clara quais
foram as barreiras tecnológicas a serem ultrapassadas, de que forma foi resolvido
o problema ou barreira, na qual chamamos de metodologia e qual o elemento
tecnológico do projeto.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 27


2. MARCOS CRÍTICOS DO PROJETO

Quanto aos marcos críticos dos projetos, considera-se que:


Os fatores críticos no gerenciamento de projetos estão ligados principalmente
no âmbito da organização, aos aspectos estratégicos e táticos.
Há a necessidade de identificar os riscos pertinentes ao desenvolvimento do
projeto, verificar a oportunidade da inovação e a necessidade de fomentar o projeto.

3. ELEMENTO TECNOLOGICAMENTE INOVADOR

O elemento tecnologicamente inovador deve envolver a introdução de


tecnologia nova ou significativamente aperfeiçoada, assim como métodos novos ou
aprimorados. Muitas vezes esses novos métodos incluem mudanças nas máquinas
e equipamentos ou mesmo na organização produtiva. Esse elemento deve levar a
realização de novos conhecimentos, produtos e processos tecnologicamente novos
e melhores, isto é, especificações técnicas, usos pretendidos ou outro componente
não material incorporado, significativamente diferente de todos os outros produtos
desenvolvidos anteriormente pela empresa.
De acordo com a Pesquisa de Inovação PINTEC, realizada pelo IBGE – Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (2001) atividades inovativas são aquelas que
representam os esforços de uma empresa destinados à obtenção de melhoria de seu
acervo tecnológico e consequentemente, para o desenvolvimento e implementação
de produtos e processos novos.
Produtos e processos tecnologicamente novos ou substancialmente
aperfeiçoados – item 4 do FORMP&D.

1. INOVAÇÃO EM PRODUTO
A análise da natureza dos projetos é necessária como uma ferramenta de
segurança quanto ao seu enquadramento.
Inovação Incremental, esta reflete pequenas melhorias contínuas em produtos
ou em linhas de produtos, geralmente representa pequenos avanços nos benefícios
percebidos pelo consumidor e não modifica de forma expressiva a forma como o
produto é consumidor ou o modelo de negócio.
Inovação de Produtos tecnologicamente novos são produtos cujas características
tecnológicas ou usos pretendidos diferem daqueles dos produtos produzidos
anteriormente. Tais inovações podem envolver tecnologias radicalmente novas e
podem basear-se na combinação de tecnologias existentes em novos usos, ou podem
ser derivadas do uso de novo conhecimento.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 28


2. INOVAÇÃO EM PROCESSO
As atividades de inovação tecnológica são o conjunto de diligências científicas,
tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais, incluindo o investimento em
novos conhecimentos, que realizam ou destinam-se a levar a realização de produtos e
processos tecnologicamente novos e melhores.
P&D é apenas uma dessas atividades e pode ser realizada em diferentes
estágios do processo de inovação, sendo usada não apenas como uma fonte de ideias
inventivas, mas também para resolver os problemas que possam surgir em qualquer
etapa do processo até a sua conclusão. (Manual de Frascati, 2011 pag. 23)
Portanto, quando falamos de inovação em processo esta são as mudanças no
processo de produção do produto ou serviço. Não gera necessariamente impacto
no produto final, mas produz benefícios no processo, geralmente com aumento de
produtividade e redução de custos.
A inovação de processo permite melhorias na produtividade, redução de custos,
aumento da vida produtiva de equipamentos e processos, entre outros.
Ela pode ser divida em incremental e radical. Radical, é o processo formal
aprovado que é o caminho para geração de ideias através de desenvolvimento e
comercialização.
Incremental é o processo formal para obtenção e administração de recursos os
quais são tratados pelos participantes como um jogo, frequentemente com desdenho.
As incertezas são enormes para tornar o processo relevante. O processo formal passa a
ter seu valor somente quando o projeto entra nos últimos estágios de desenvolvimento.

3. INOVAÇÃO EM SERVIÇOS
A inovação nos serviços inclui conceitos e ofertas de serviços novos ou
significativamente melhorados, independentemente de serem introduzidos por
empresas de serviços ou empresas fabricantes, bem como inovações no processo, na
infraestrutura dos serviços, no processamento de clientes, nos modelos de negócio,
na comercialização (vendas, marketing, entrega), na produtividade dos serviços e nas
formas híbridas de inovação ao serviço de vários grupos de utilizadores, de diferentes
formas, em simultâneo.
Por poder transformador da inovação nos serviços entende-se o processo em
que os serviços “perturbam os canais tradicionais para a comercialização e os processos
e modelos de negócio, a fim de melhorar significativamente a experiência do cliente
de uma forma que se repercute no conjunto da cadeia de valor”. Deste modo, a
inovação nos serviços define mercados, indústrias e setores emergentes, contribuindo
para a reforma estrutural e a modernização industrial. (Coleção Guias – Como Apoiar a
Política das PMEs com Fundos Estruturais – European Commission, 2011).

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 29


De acordo com o Manual Frascati a inovação em serviços tem uma problemática
em relação à definição e a limitação das atividades. Projetos inovadores de serviços,
P&D em serviços são aqueles que conduzem a novos conhecimentos ou utilizam
conhecimentos para desenvolver novas aplicações, de acordo com a definição dada
no primeiro parágrafo do presente capítulo (Manual Frascati, 2011 pag. 63 do).
Para uma melhor identificação de P&D em serviços, listamos os critérios do Manual
de Frascati:

• Ligação com laboratórios de investigação pública de pesquisa;


• Participação de agentes titulares em doutorado ou alunos de doutorado;
• Publicação dos resultados das pesquisas em revistas científicas, organização
de seminários científicos e contribuições em revistas científicas;
• Realização de protótipos ou plantas piloto (levando em consideração as
questões formuladas na seção 2.3.4 do Manual);
• Análise dos efeitos da evolução econômica e social sobre o consumo e
atividades de lazer;
• O desenvolvimento de novos métodos para medir as expectativas e as
preferências dos consumidores;
• Desenvolvimento de novas abordagens e novos instrumentos de investigação;
• Elaboração de procedimentos para a localização e controle (logística);
• Pesquisa de novos conceitos em viagens e férias;
• Lançamento de protótipos e lojas piloto. (pág.64).

DISPÊNDIOS DO PROGRAMA – ITEM 7 DO FORMP&D


Com base no Manual de Frascati (2001) que é adotado pelo MCTI como base para
investigação da inovação, para tratarmos de programa de pesquisa e desenvolvimento
faz-se necessário primeiramente a identificação dos projetos, o seu enquadramento
legal com a comprovação dos dispêndios e investimentos em PD&I.
Abaixo apresentamos o que pode ser considerado como dispêndios e
investimentos em PD&I.
Art. 5º, inciso I da IN 1.187/11:
“Art. 5º Para fins do disposto no art. 4º, poderão ser considerados os seguintes
dispêndios:
I. os salários e os encargos sociais e trabalhistas de pesquisadores e de pessoal de
prestação de serviço de apoio técnico de que tratam a alínea “e” do inciso II e o
inciso III do art. 2º;

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 30


II. a capacitação de pesquisadores e de pessoal de prestação de serviços de apoio
técnico de que tratam alínea “e” do inciso II e o inciso III do art. 2º.

1. DESPESAS OPERACIONAIS – RIR


Para a utilização desses dispêndios é preciso se ater a legislação do IRPJ, que
determina quais são os dispêndios classificáveis como despesa. Caso os dispêndios
não se enquadrem não podem ser aproveitados, vejamos:
Art. 349. Serão admitidas como operacionais as despesas com pesquisas científicas
ou tecnológicas, inclusive com experimentação para criação ou aperfeiçoamento de
produtos, processos, fórmulas e técnicas de produção, administração ou venda (Lei nº
4.506, de 1964, art. 53).
§ 1º Serão igualmente dedutíveis as despesas com prospecção e cubagem de
jazidas ou depósitos, realizadas por concessionários de pesquisa ou lavra de
minérios, sob a orientação técnica de engenheiro de minas (Lei nº 4.506, de
1964, art. 53, § 1º).
§ 2º Não serão incluídas como despesas operacionais as inversões de capital
em terrenos, instalações fixas ou equipamentos adquiridos para as pesquisas
referidas neste artigo (Lei nº 4.506, de 1964, art. 53, § 2º).
§ 3º Nos casos previstos no parágrafo anterior, poderá ser deduzida como despesa
a depreciação ou o valor residual de equipamentos ou instalações industriais
no período de apuração em que a pesquisa for abandonada por insucesso,
computado como receita o valor do salvado dos referidos bens (Lei nº 4.506, de
1964, art. 53, § 3º).

2. QUADRO DE PESSOAL – ITEM 7.1. DO FORMP&D – RH


Em relação aos pesquisadores verificar, o contrato de trabalho que deve constar
as atividades de pesquisa e desenvolvimento; não há a necessidade de dedicação
exclusiva, mas horas trabalhadas deverão ser controladas por projeto, ou seja, deverão
ser registradas de forma detalhada as horas dedicadas, trabalhos desenvolvidos e os
custos respectivos de cada pesquisador por projeto incentivado; as horas dedicadas,
trabalhos desenvolvidos e os custos respectivos de cada funcionário de apoio técnico
por projeto incentivado.
No detalhamento dos grupos de dispêndios é necessário que seja informado o
número de colaboradores do quadro da empresa bem como do valor beneficiado com
os mesmos, o nível de formação e qualificação e o tempo de dedicação aos projetos.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 31


Dos encargos sociais e trabalhistas de pesquisadores (Décimo-terceiro Salário,
Adicional de Remuneração, Adicional de Férias, Ausência Remunerada, Férias,
Licenças, Repouso Remunerado e Feriado, Rescisão contratual, Salário Família ou
Auxílio Pré-Escolar, Vale Transporte ou Auxílio Transporte, Indenização por Tempo
de Serviço, Seguridade e Previdência Social – INSS ou Plano de Seguridade Social do
Servidor Público – PSS, FGTS, PIS/PASEP, Salário-educação (emprego no setor privado
empresarial), Sistema S (emprego no setor privado empresarial).
Não estão incluídos os dispêndios com:
[...]
§ 3 º Não serão considerados para fins do incentivo previsto neste capítulo:
I. os valores pagos a título de remuneração indireta;
II. os gastos com pessoal de serviços auxiliares, ainda que relacionados com as
atividades de inovação tecnológica, inclusive as despesas:

a. dos departamentos de gestão administrativa e financeira; e


b. de segurança, limpeza, manutenção, aluguel e refeitórios. (grifo nosso).

Uma vez que a IN 1.187/11 não é clara quanto ao que se considera remuneração
indireta, o entendimento desse conceito pode ser depreendido pela redação da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Decreto-Lei 5.452/43):
Art. 457 – Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os
efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador,
como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.
§ 1º – Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as
comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos
pagos pelo empregador. [...]
Art. 458 – Além do pagamento em dinheiro, compreende-se no salário, para
todos os efeitos legais, a alimentação, habitação, vestuário ou outras prestações
“in natura” que a empresa, por força do contrato ou do costume, fornecer
habitualmente ao empregado. [...]
§ 2o Para os efeitos previstos neste artigo, não serão consideradas como salário as
seguintes utilidades concedidas pelo empregador:
I. vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e
utilizados no local de trabalho, para a prestação do serviço;
II. educação, em estabelecimento de ensino próprio ou de terceiros,
compreendendo os valores relativos a matrícula, mensalidade, anuidade, livros
e material didático;

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 32


III. transporte destinado ao deslocamento para o trabalho e retorno, em percurso
servido ou não por transporte público;
IV. assistência médica, hospitalar e odontológica, prestada diretamente ou
mediante seguro-saúde;
V. seguros de vida e de acidentes pessoais;
VI. previdência privada; [...]

Importante, quanto ao incremento do número de pesquisadores contratados,


serão considerados apenas os pesquisadores com dedicação exclusiva em projeto de
pesquisa explorado diretamente pela empresa (Conforme determina o art. 7º da IN
SRF 1.187/11).

SERVIÇOS DE TERCEIROS – ITEM 7.2 DO FORMP&D


1. INSTITUTOS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – ICTS

Em relação aos dispêndios com as instituições de pesquisa, devemos nos


atender ao disposto na Lei do Bem, bem como, a legislação do IRPJ, além de se aplicar
as regras/padrões contábeis estabelecidas pelo CPC.
Dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica contratadas com instituição de pesquisa – § 1º. O disposto no inciso I do
caput deste artigo [refere-se ao Art. 3º, I do Decreto] aplica-se também aos dispêndios
com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica contratadas no
País com universidade, instituição de pesquisa ou inventor independente de que trata
o inciso IX do art. 2o da Lei no 10.973, de 2 de dezembro de 2004, desde que a pessoa
jurídica que efetuou o dispêndio fique com a responsabilidade, o risco empresarial, a
gestão e o controle da utilização dos resultados dos dispêndios.
Uma questão importante é quanto a definição de instituto de pesquisa a IN
remete a Lei 10.973/04 que trata de ICTs públicas, porém o art. 13 da Lei 12.546/2011,
altera a Lei 11.196/05 (Lei do Bem), e acrescenta as ICTs privadas sem fins lucrativos,
conforme abaixo:
Art. 13. O art. 19-A da Lei no 11.196, de 21 de novembro de 2005, passa a vigorar
com a seguinte redação:
“Art. 19-A. A pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, para efeito de
apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL), os dispêndios efetivados em projeto de pesquisa científica e
tecnológica e de inovação tecnológica a ser executado por Instituição Científica
e Tecnológica (ICT), a que se refere o inciso V do caput do art. 2o da Lei no 10.973,

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 33


de 2 de dezembro de 2004, ou por entidades científicas e tecnológicas privadas,
sem fins lucrativos, conforme regulamento.

Portanto, os dispêndios com ICTs privadas pode ser aproveitado como despesa
para determinação do lucro real e CSSL conforme a lei.
No CPC 07 – Trata da Subvenção e Assistência Governamentais – Item 5 – ISENÇÕES
OU REDUÇÕES DE TRIBUTOS QUE TENHAM A CARACTERÍSTICA OU A TIPIFICAÇÃO
LEGAL de incentivos fiscais (como o caso das aplicações em áreas incentivadas)
são reconhecidas como subvenções governamentais no resultado das entidades
os requisitos estabelecidos, e não mais no patrimônio liquido. Portanto, devem ser
registradas pelo valor bruto do tributo como se devido fosse, em contrapartida à
receita de subvenção equivalente.
Há a necessidade de se ter contratos ou convênios com as referidas Instituições,
verificar e negociar a responsabilidade da propriedade intelectual. Neste caso é
importante atender as regras estabelecidas em relação ao controle das relações internas
e externas, em atendimento as ações de Compliance estabelecidas pela empresa.

2. MICRO E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

Quanto a utilização com relacionamento com as microempresas e empresa de


pequeno porte, conforme o art. 7º:
“... poderão ser também deduzidas como despesas operacionais, na forma do
inciso I do caput do art. 3o e do art. 4o, as importâncias transferidas a microempresas
e empresas de pequeno porte de que trata a Lei no 9.841, de 5 de outubro de
1999, destinadas à execução de pesquisa tecnológica e de desenvolvimento
de inovação tecnológica de interesse e por conta e ordem da pessoa jurídica
que promoveu a transferência, ainda que a pessoa jurídica recebedora dessas
importâncias venha a ter participação no resultado econômico do produto
resultante.

§ 2o As importâncias recebidas na forma do caput deste artigo não constituem


receita das microempresas e empresa de pequeno porte, nem rendimento do
inventor independente, desde que utilizadas integralmente na realização de
pesquisa ou desenvolvimento de inovação tecnológica.

§ 3o Na hipótese do § 2o deste artigo, para as microempresas e empresas de


pequeno porte de que trata o caput deste artigo que apuram o imposto sobre
a renda com base no lucro real, os dispêndios efetuados com a execução de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica não serão
dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 34


Deve-se ter todas as notas de prestação de serviços com descrição exata dos
serviços prestados (necessário a descrição das informações do projeto de pesquisa e
desenvolvimento de inovação tecnológica), prestador de serviço e seu CNPJ, o contrato
entre as partes, situação do contrato e valor beneficiado relativo aquele terceiro.

3. CONTROLE DOS DISPÊNDIOS COM PATENTE E CULTIVAR

Conforme o parágrafo 9º da IN SRF 1187/11, a empresa deve controlar na parte B


do LALUR os dispêndios com patentes e cultivares, na qual deve-se aplicar o percentual
de 20% sobre a soma dos referidos dispêndios, após lançar no livro LALUR, e utiliza-lo
quando da concessão da patente ou registro do cultivar.
Sem esquecer que as despesas com depósito, taxas e outros custos entram no
cálculo dos 60% estabelecido no caput e no paragrafo 2º da IN.

4. COMPRA DOS BENS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS

Quanto à empresa adquirir bens (tangíveis ou intangíveis) ela deverá informar


ao fornecedor que se utiliza da Lei do Bem, e que os bens tributados por imposto sobre
produtos industrializados – IPI deverá ter desconto de 50% do mesmo destacado na
nota fiscal ou na DI (Declaração de Importação).
Controle de todos os equipamentos nacionais ou importados por projeto de
P&D relacionado, origem do equipamento, número da nota fiscal, especificação do
bem (número do patrimônio e o local e instalação) e o valor relativo ao mesmo.
Os bens deverão ser lançados em conta específica na contabilidade – ativo
não circulante (ativo imobilizado, e intangível), e depreciação ou amortizados
aceleradamente (os valores devem ser deduzidos como custo ou despesas operacional
no período de apuração em que forem efetuados).
As quotas de amortização e depreciação deverão ser controladas no LALUR.
A depreciação e a amortização não se aplica para determinação da base de
cálculo da CSSL.
No caso de depreciação acelerada somente pode ser efetuada quando o
bem estiver instalado ou em condições de produzir, neste momento que se aplica a
depreciação.

5. INSTALAÇÕES FIXAS E AQUISIÇÃO DE APARELHOS, MÁQUINAS PARA P&D

A empresa também poderá optar entre o beneficio dos arts. 8º a 10º, ou do art.
11 da IN 1.187/11. A opção pelo art. 11 será de amortização ou depreciação acelerada
dos valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 35


aparelhos, máquinas e equipamentos, destinados à utilização em projetos de pesquisa
e desenvolvimento tecnológico, metrologia, normalização técnica e avaliação da
conformidade, aplicáveis a produtos, processos, sistemas e pessoal, procedimentos
de autorização de registros, licenças, homologações e suas formas correlatas, bem
como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual, poderão ser
depreciados ou amortizados na forma da legislação vigente.
O saldo não depreciado ou não amortizado desses bens ou direitos poderá ser
excluído para efeito de apuração do IRPJ, no período de apuração em que for concluída
sua utilização.
Ressalta-se que o valor do saldo excluído deverá ser:

• controlado na parte B do LALUR; e


• adicionado, na determinação do lucro real, em cada período de apuração
posterior, pelo valor da depreciação ou amortização normal que venha a ser
contabilizada como despesa operacional.

Restrição da pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou amortização


acelerada indicada nas letras “c” e “d” do item 3 não pode fazer uso do benefício de que
trata este subitem relativamente aos mesmos Ativos.
A exclusão do saldo não depreciado ou não amortizado mencionada neste
subitem não se aplica para efeito de apuração da base de cálculo da Contribuição
Social sobre o Lucro.

6. APROVAÇÃO DA ICT

Somente poderão receber recursos os projetos apresentados pela ICT previamente


aprovados por comitê permanente de acompanhamento de ações de pesquisa
científica e tecnológica e de inovação tecnológica, constituído por representantes
do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior e do Ministério da Educação, na forma do regulamento.
O aproveitamento do benefício fiscal deverá ser realizado no período em que os
recursos forem efetivamente despendidos.
Fica limitada ao valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes da própria
exclusão, vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de apuração
posterior.
Deverão ser adicionados na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL
os dispêndios, registrados como despesa ou custo operacional, essa adições serão
proporcionais ao valor das exclusões, quando estas forem a 100%.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 36


Os valores dos dispêndios serão creditados em conta corrente bancária mantida
em instituição financeira oficial federal, aberta diretamente em nome da ICT, vinculada
a execução do projeto.
O recurso recebido constitui receita própria da ICT beneficiária.

7. SERVIÇO DE APOIO TÉCNICO E TECNOLOGIA INDUSTRIAL BÁSICA

A Tecnologia Industrial Básica (TIB) compreende as funções de metrologia,


normalização, regulamentação técnica e avaliação da conformidade, ou seja, inspeção,
ensaios, certificação, classificação, registro e homologação, assim todos os custos com
TIB relativos ao projeto de P&D serão apropriados como dispêndios para a Lei do Bem.
E os dispêndios com serviços de apoio técnico necessários a implantação e a
manutenção das instalações e equipamentos destinados a P&D, também devem ser
apropriados como despesas para a Lei do Bem.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 37


RESUMO
___

1. Deve haver a gestão por projeto, deve haver relacionamento entre departamentos
da empresa envolvidos no projeto;
2. Caracterização da Inovação Tecnológica, conforme a Lei do bem;
3. Segregação de despesas por centro de custo de cada projeto;
4. Apontamento de horas, composição do custo de RH, dos funcionários envolvidos
no projeto;
5. Verificação dos contratos de trabalho da equipe, adequação dos contratos as
atividades despendidas pelo funcionário pesquisador ou desenvolvedor;
6. Necessidade de regularidade Fiscal – certidões semestrais;
7. Escrituração contábil especifica, conforme determina a Lei do Bem
8. Evidências Técnicas e financeiras (05 anos), conforme prescrição tributária;
9. Relatório Anual – FORMD – 31 Julho de cada ano, disponibilizado pelo MCTI no
mês de maio de cada ano;
10. O benefício está limitado ao valor do Lucro Real e da base da CSLL, empresas com
prejuízo fiscal não poderão se aproveitar do benefício da lei;
11. Despesas somente aquelas ocorridas no Brasil, excetuando-se os dispêndios
incorridos com assistência técnica, científica ou assemelhados e de royalties
patentes industriais pagos a pessoa jurídica ou física no exterior, gastos com
registro e manutenção de marcas, patentes e cultivares pago no exterior, desde
que, obedeçam ao descrito nos art. 52 e 71 da Lei 4506/64;
12. As despesas com ICTs, ME e EPP, somente poderão ser deduzidas quando não
ocorra a transferência de total da pesquisa e desenvolvimento.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 38


REFERÊNCIAS
___

ALBERTIN, Alberto Luiz. Beneficio do Uso de Tecnologia de Informação no desempenho


Empresarial. FGV. 2005.

ALBERTIN, L. A; ALBERTIN, R. M. M. Tecnologia de Informação – Desafios da tecnologia de


informação aplicada aos negócios. São Paulo: Atlas, 2005.

Coleção Guias – Como Apoiar a Política das PMEs com Fundos Estruturais – European
Commission – ag. 12).

DRUCKER, Peter F. Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. 4 ed. São Paulo:
Pioneira, 1994. 378 p.

De CICCO, Francesco, FANTAZZINI, Mário Luiz. Os riscos empresariais e a gerência de riscos.


Revista Proteção – Suplemento especial n.l, Novo Hamburgo, n. 27, fevereiro/março, 1994.

Evans, J R & Olsson, D. L. (2002) Introduction to Simulations and Risk analysis (2° ed.) New
Jersey: Upper Saddle River).

Frascati Manual de, Metodologia proposta para definição da investigação e desenvolvimento


experimental. FIniciativas, 2011.

OSLO, Manual de. Proposta de Diretrizes para Coleta e Interpretação de Dados sobre Inovação
Tecnológica. Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Traduzido
em 2004 sob a responsabilidade da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos 2004.

Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos – PMBOK® Guide, ed.


2008, – Project Management Institute – PMI.

Pesquisa de Inovação Pintec – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Rio de


Janeiro, 2008.

TEIXEIRA, Descartes de Souza. Pesquisa, desenvolvimento experimental e inovação industrial:


motivações da empresa privada e incentivos do setor público. In: MARCOVITCH, Jacques (coord.).
Administração em ciência e tecnologia. São Paulo: Edgard Blücher, 1983. Cap. 2, p. 45 -91.

VANCA, Paulo Michael. A importância do gerenciamento de riscos do negócio. Brazilian Quality


Index – BQI, São Paulo, Quinta Essência Gráfica e Editora Ltda, p.20-26, 1998.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 39


DOSSIÊ
___

1. Base legal_________________________________________________________________ 41

2. Formulários________________________________________________________________ 71

3. Jurisprudências_____________________________________________________________ 92

4. Contabilidade______________________________________________________________ 102

5. Controles__________________________________________________________________ 103

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1 BASE LEGAL
___

LEI Nº 11.196, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2005.


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO III
DOS INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
Art. 17. A pessoa jurídica poderá usufruir dos seguintes incentivos fiscais:
(Vigência) (Regulamento)
I. dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente
à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis como
despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa
Jurídica – IRPJ ou como pagamento na forma prevista no § 2o deste artigo;
II. redução de 50% (cinqüenta por cento) do Imposto sobre Produtos Industrializados
– IPI incidente sobre equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos, bem
como os acessórios sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens,
destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico;
III. depreciação integral, no próprio ano da aquisição, de máquinas, equipamentos,
aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização nas atividades de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para efeito
de apuração do IRPJ e da CSLL; (Redação dada pela Lei nº 11.774, de 2008)
IV. amortização acelerada, mediante dedução como custo ou despesa operacional,
no período de apuração em que forem efetuados, dos dispêndios relativos à
aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente às atividades de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis
no ativo diferido do beneficiário, para efeito de apuração do IRPJ;
VI. redução a 0 (zero) da alíquota do imposto de renda retido na fonte nas remessas
efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de marcas,
patentes e cultivares.
§ 1o Considera-se inovação tecnológica a concepção de novo produto ou processo
de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características
ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho
de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 41


§ 2o O disposto no inciso I do caput deste artigo aplica-se também aos dispêndios
com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica
contratados no País com universidade, instituição de pesquisa ou inventor
independente de que trata o inciso IX do art. 2o da Lei no 10.973, de 2 de
dezembro de 2004, desde que a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique
com a responsabilidade, o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização
dos resultados dos dispêndios.
§ 3o Na hipótese de dispêndios com assistência técnica, científica ou assemelhados
e de royalties por patentes industriais pagos a pessoa física ou jurídica no
exterior, a dedutibilidade fica condicionada à observância do disposto nos arts.
52 e 71 da Lei no 4.506, de 30 de novembro de 1964.
§ 4o Na apuração dos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, não serão computados os montantes
alocados como recursos não reembolsáveis por órgãos e entidades do Poder
Público.
§ 6o A dedução de que trata o inciso I do caput deste artigo aplica-se para efeito
de apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido –
CSLL.
§ 7o A pessoa jurídica beneficiária dos incentivos de que trata este artigo fica
obrigada a prestar, em meio eletrônico, informações sobre os programas de
pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, na forma estabelecida em
regulamento.
§ 8o A quota de depreciação acelerada de que trata o inciso III do caput deste
artigo constituirá exclusão do lucro líquido para fins de determinação do lucro
real e será controlada em livro fiscal de apuração do lucro real.
§ 9o O total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e a acelerada, não
poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem.
§ 10. A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata
o § 9o deste artigo, o valor da depreciação registrado na escrituração comercial
deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro
real.
§ 11. As disposições dos §§ 8o, 9o e 10 deste artigo aplicam-se também às quotas
de amortização de que trata o inciso IV do caput deste artigo. (Incluído pela Lei
nº 11.487, de 2007)
Art. 18. Poderão ser deduzidas como despesas operacionais, na forma do
inciso I do caput do art. 17 desta Lei e de seu § 6o, as importâncias transferidas
a microempresas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei no 9.841,
de 5 de outubro de 1999, destinadas à execução de pesquisa tecnológica

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 42


e de desenvolvimento de inovação tecnológica de interesse e por conta e
ordem da pessoa jurídica que promoveu a transferência, ainda que a pessoa
jurídica recebedora dessas importâncias venha a ter participação no resultado
econômico do produto resultante. (Vigência) (Regulamento)
§ 1o O disposto neste artigo aplica-se às transferências de recursos efetuadas para
inventor independente de que trata o inciso IX do art. 2o da Lei no 10.973, de 2
de dezembro de 2004.
§ 2o Não constituem receita das microempresas e empresas de pequeno porte,
nem rendimento do inventor independente, as importâncias recebidas na
forma do caput deste artigo, desde que utilizadas integralmente na realização
da pesquisa ou desenvolvimento de inovação tecnológica.
§ 3o Na hipótese do § 2o deste artigo, para as microempresas e empresas de
pequeno porte de que trata o caput deste artigo que apuram o imposto de renda
com base no lucro real, os dispêndios efetuados com a execução de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica não serão dedutíveis
na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.
Art. 19. Sem prejuízo do disposto no art. 17 desta Lei, a partir do ano-calendário
de 2006, a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, na determinação
do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até 60%
(sessenta por cento) da soma dos dispêndios realizados no período de apuração
com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
classificáveis como despesa pela legislação do IRPJ, na forma do inciso I do caput
do art. 17 desta Lei. (Vigência) (Regulamento)
§ 1o A exclusão de que trata o caput deste artigo poderá chegar a até 80% (oitenta
por cento) dos dispêndios em função do número de empregados pesquisadores
contratados pela pessoa jurídica, na forma a ser definida em regulamento.
§ 2o Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à pesquisa e
desenvolvimento tecnológico, poderão também ser considerados, na forma do
regulamento, os sócios que exerçam atividade de pesquisa.
§ 3o Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1o deste artigo, a pessoa jurídica
poderá excluir do lucro líquido, na determinação do lucro real e da base
de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até 20% (vinte por cento) da
soma dos dispêndios ou pagamentos vinculados à pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica objeto de patente concedida ou
cultivar registrado.
§ 4o Para fins do disposto no § 3o deste artigo, os dispêndios e pagamentos serão
registrados em livro fiscal de apuração do lucro real e excluídos no período de
apuração da concessão da patente ou do registro do cultivar.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 43


§ 5o A exclusão de que trata este artigo fica limitada ao valor do lucro real e da
base de cálculo da CSLL antes da própria exclusão, vedado o aproveitamento de
eventual excesso em período de apuração posterior.
§ 6o O disposto no § 5o deste artigo não se aplica à pessoa jurídica referida no § 2o
deste artigo.
Art. 19-A. A pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, para efeito de apuração
do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL), os dispêndios efetivados em projeto de pesquisa científica e tecnológica e
de inovação tecnológica a ser executado por Instituição Científica e Tecnológica
(ICT), a que se refere o inciso V do caput do art. 2º da Lei nº 10.973, de 2 de
dezembro de 2004, ou por entidades científicas e tecnológicas privadas, sem fins
lucrativos, conforme regulamento. (Redação dada pela Lei nº 12.546, de 2011).
§ 1o A exclusão de que trata o caput deste artigo: (Incluído pela Lei nº 11.487,
de 2007).
I. corresponderá, à opção da pessoa jurídica, a no mínimo a metade e no máximo
duas vezes e meia o valor dos dispêndios efetuados, observado o disposto nos
§§ 6o, 7o e 8o deste artigo; (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
II. deverá ser realizada no período de apuração em que os recursos forem
efetivamente despendidos; (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
III. fica limitada ao valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes da
própria exclusão, vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de
apuração posterior. (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 2o O disposto no caput deste artigo somente se aplica às pessoas jurídicas
sujeitas ao regime de tributação com base no lucro real. (Incluído pela Lei nº
11.487, de 2007).
§ 3o Deverão ser adicionados na apuração do lucro real e da base de cálculo da
CSLL os dispêndios de que trata o caput deste artigo, registrados como despesa
ou custo operacional. (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 4o As adições de que trata o § 3o deste artigo serão proporcionais ao valor das
exclusões referidas no § 1o deste artigo, quando estas forem inferiores a 100%
(cem por cento). (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 5o Os valores dos dispêndios serão creditados em conta corrente bancária
mantida em instituição financeira oficial federal, aberta diretamente em nome
da ICT, vinculada à execução do projeto e movimentada para esse único fim.
(Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 6o A participação da pessoa jurídica na titularidade dos direitos sobre a criação
e a propriedade industrial e intelectual gerada por um projeto corresponderá à

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 44


razão entre a diferença do valor despendido pela pessoa jurídica e do valor do
efetivo benefício fiscal utilizado, de um lado, e o valor total do projeto, de outro,
cabendo à ICT a parte remanescente. (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 7o A transferência de tecnologia, o licenciamento para outorga de direitos de
uso e a exploração ou a prestação de serviços podem ser objeto de contrato
entre a pessoa jurídica e a ICT, na forma da legislação, observados os direitos de
cada parte, nos termos dos §§ 6o e 8o, ambos deste artigo. (Incluído pela Lei nº
11.487, de 2007).
§ 8o Somente poderão receber recursos na forma do caput deste artigo projetos
apresentados pela ICT previamente aprovados por comitê permanente de
acompanhamento de ações de pesquisa científica e tecnológica e de inovação
tecnológica, constituído por representantes do Ministério da Ciência e
Tecnologia, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
e do Ministério da Educação, na forma do regulamento. (Incluído pela Lei nº
11.487, de 2007).
§ 9o O recurso recebido na forma do caput deste artigo constitui receita própria da
ICT beneficiária, para todos os efeitos legais, conforme disposto no art. 18 da Lei
no 10.973, de 2 de dezembro de 2004. (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 10. Aplica-se ao disposto neste artigo, no que couber, a Lei no 10.973, de 2 de
dezembro de 2004, especialmente os seus arts. 6o a 18. (Incluído pela Lei nº
11.487, de 2007).
§ 11. O incentivo fiscal de que trata este artigo não pode ser cumulado com o
regime de incentivos fiscais à pesquisa tecnológica e à inovação tecnológica,
previsto nos arts. 17 e 19 desta Lei, nem com a dedução a que se refere o inciso
II do § 2o do art. 13 da Lei no 9.249, de 26 de dezembro de 1995, relativamente a
projetos desenvolvidos pela ICT com recursos despendidos na forma do caput
deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.487, de 2007).
§ 12. O Poder Executivo regulamentará este artigo. (Incluído pela Lei nº 11.487,
de 2007).
Art. 20. Para fins do disposto neste Capítulo, os valores relativos aos
dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos,
máquinas e equipamentos, destinados à utilização em projetos de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico, metrologia, normalização técnica e avaliação
da conformidade, aplicáveis a produtos, processos, sistemas e pessoal,
procedimentos de autorização de registros, licenças, homologações e suas
formas correlatas, bem como relativos a procedimentos de proteção de
propriedade intelectual, poderão ser depreciados ou amortizados na forma

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 45


da legislação vigente, podendo o saldo não depreciado ou não amortizado ser
excluído na determinação do lucro real, no período de apuração em que for
concluída sua utilização. (Vigência) (Regulamento).
§ 1o O valor do saldo excluído na forma do caput deste artigo deverá ser controlado
em livro fiscal de apuração do lucro real e será adicionado, na determinação do
lucro real, em cada período de apuração posterior, pelo valor da depreciação ou
amortização normal que venha a ser contabilizada como despesa operacional.
§ 2o A pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou amortização acelerada nos
termos dos incisos III e IV do caput do art. 17 desta Lei não poderá utilizar-se do
benefício de que trata o caput deste artigo relativamente aos mesmos ativos.
§ 3o A depreciação ou amortização acelerada de que tratam os incisos III e IV do
caput do art. 17 desta Lei bem como a exclusão do saldo não depreciado ou
não amortizado na forma do caput deste artigo não se aplicam para efeito de
apuração da base de cálculo da CSLL.
Art. 21. A União, por intermédio das agências de fomento de ciências e tecnologia,
poderá subvencionar o valor da remuneração de pesquisadores, titulados como
mestres ou doutores, empregados em atividades de inovação tecnológica
em empresas localizadas no território brasileiro, na forma do regulamento.
(Vigência) (Regulamento) (Vide Medida Provisória nº 497, de 2010).
Parágrafo único. O valor da subvenção de que trata o caput deste artigo será de:
I. até 60% (sessenta por cento) para as pessoas jurídicas nas áreas de atuação das
extintas Sudene e Sudam;
II. até 40% (quarenta por cento), nas demais regiões.
Art. 22. Os dispêndios e pagamentos de que tratam os arts. 17 a 20 desta Lei:
(Vigência) (Regulamento).
I. serão controlados contabilmente em contas específicas; e
II. somente poderão ser deduzidos se pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes
e domiciliadas no País, ressalvados os mencionados nos incisos V e VI do caput
do art. 17 desta Lei.
Art. 23. O gozo dos benefícios fiscais e da subvenção de que tratam os arts. 17 a
21 desta Lei fica condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa
jurídica. (Vigência) (Regulamento).
Art. 24. O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção dos
incentivos de que tratam os arts. 17 a 22 desta Lei bem como a utilização indevida
dos incentivos fiscais neles referidos implicam perda do direito aos incentivos
ainda não utilizados e o recolhimento do valor correspondente aos tributos não
pagos em decorrência dos incentivos já utilizados, acrescidos de juros e multa,

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 46


de mora ou de ofício, previstos na legislação tributária, sem prejuízo das sanções
penais cabíveis. (Vigência) (Regulamento).
Art. 25. Os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial – PDTI e
Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário – PDTA e os projetos
aprovados até 31 de dezembro de 2005 ficarão regidos pela legislação em vigor
na data da publicação da Medida Provisória no 252, de 15 de junho de 2005,
autorizada a migração para o regime previsto nesta Lei, conforme disciplinado
em regulamento. (Vigência) (Regulamento).
Art. 26. O disposto neste Capítulo não se aplica às pessoas jurídicas que utilizarem
os benefícios de que tratam as Leis nos 8.248, de 23 de outubro de 1991, 8.387,
de 30 de dezembro de 1991, e 10.176, de 11 de janeiro de 2001, observado o art.
27 desta Lei. (Vigência) (Regulamento).
§ 1o A pessoa jurídica de que trata o caput deste artigo, relativamente às atividades
de informática e automação, poderá deduzir, para efeito de apuração do lucro
real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até 160% (cento
e sessenta por cento) dos dispêndios realizados no período de apuração com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. (Incluído
pela Lei nº 11.774, de 2008).
§ 2o A dedução de que trata o § 1o deste artigo poderá chegar a até 180% (cento
e oitenta por cento) dos dispêndios em função do número de empregados
pesquisadores contratados pela pessoa jurídica, na forma a ser definida em
regulamento. (Incluído pela Lei nº 11.774, de 2008).
§ 3o A partir do período de apuração em que ocorrer a dedução de que trata o §
1o deste artigo, o valor da depreciação ou amortização relativo aos dispêndios,
conforme o caso, registrado na escrituração comercial deverá ser adicionado
ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real. (Incluído pela Lei nº
11.774, de 2008).
§ 4o A pessoa jurídica de que trata o caput deste artigo que exercer outras
atividades além daquelas que geraram os benefícios ali referidos poderá usufruir,
em relação a essas atividades, os benefícios de que trata este Capítulo. (Incluído
pela Lei nº 11.774, de 2008).

DECRETO Nº 5.798, DE 7 DE JUNHO DE 2006.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,


inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos arts. 17 a 26 da Lei no 11.196,
de 21 de novembro de 2005,

DECRETA:

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Art. 1o Sem prejuízo das demais normas em vigor aplicáveis à matéria, a pessoa
jurídica, relativamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento
de inovação tecnológica, poderá utilizar de incentivos fiscais, conforme
disciplinado neste Decreto.
Art. 2o Para efeitos deste Decreto, considera-se:
I. inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou processo de fabricação,
bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto
ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade
ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado;
II. pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, as atividades
de:
a) pesquisa básica dirigida: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir
conhecimentos quanto à compreensão de novos fenômenos, com vistas ao
desenvolvimento de produtos, processos ou sistemas inovadores;
b) pesquisa aplicada: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir novos
conhecimentos, com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento de produtos,
processos e sistemas;
c) desenvolvimento experimental: os trabalhos sistemáticos delineados a partir
de conhecimentos pré-existentes, visando a comprovação ou demonstração
da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos, processos, sistemas
e serviços ou, ainda, um evidente aperfeiçoamento dos já produzidos ou
estabelecidos;
d) tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e calibração de
máquinas e equipamentos, o projeto e a confecção de instrumentos de medida
específicos, a certificação de conformidade, inclusive os ensaios correspondentes,
a normalização ou a documentação técnica gerada e o patenteamento do
produto ou processo desenvolvido; e
e) serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à implantação e à
manutenção das instalações ou dos equipamentos destinados, exclusivamente,
à execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento ou inovação tecnológica,
bem como à capacitação dos recursos humanos a eles dedicados;
III. pesquisador contratado: o pesquisador graduado, pós-graduado, tecnólogo ou
técnico de nível médio, com relação formal de emprego com a pessoa jurídica que
atue exclusivamente em atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento
de inovação tecnológica; e
IV. pessoa jurídica nas áreas de atuação das extintas Superintendência de
Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE e Superintendência de Desenvolvimento

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da Amazônia – SUDAM: o estabelecimento, matriz ou não, situado na área de
atuação da respectiva autarquia, no qual esteja sendo executado o projeto de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.
Art. 3o A pessoa jurídica poderá usufruir dos seguintes incentivos fiscais:
I. dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente
à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis como
despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa
Jurídica – IRPJ, ou como pagamento na forma prevista no § 1o deste artigo;
II. redução de cinqüenta por cento do Imposto sobre Produtos Industrializados –
IPI incidente sobre equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos, bem
como os acessórios sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens,
destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico;
III. depreciação acelerada integral, no próprio ano da aquisição, de máquinas,
equipamentos, aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização nas
atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
para efeito de apuração do IRPJ e da CSLL; (Redação dada pelo Decreto nº 6.909,
DE 2009)
IV. amortização acelerada, mediante dedução como custo ou despesa operacional,
no período de apuração em que forem efetuados, dos dispêndios relativos à
aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente às atividades de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis
no ativo diferido do beneficiário, para efeito de apuração do IRPJ;
V. crédito do imposto sobre a renda retido na fonte, incidente sobre os valores
pagos, remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no
exterior, a título de royalties, de assistência técnica ou científica e de serviços
especializados, previstos em contratos de transferência de tecnologia averbados
ou registrados nos termos da Lei no 9.279, de 14 de maio de 1996, nos seguintes
percentuais:
a) vinte por cento, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de
1o de janeiro de 2006, até 31 de dezembro de 2008;
b) dez por cento, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1o
de janeiro de 2009, até 31 de dezembro de 2013; e
VI. redução a zero da alíquota do imposto sobre a renda retido na fonte nas
remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de
marcas, patentes e cultivares.

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§ 1o O disposto no inciso I do caput deste artigo aplica-se também aos dispêndios
com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica
contratadas no País com universidade, instituição de pesquisa ou inventor
independente de que trata o inciso IX do art. 2o da Lei no 10.973, de 2 de
dezembro de 2004, desde que a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique
com a responsabilidade, o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização
dos resultados dos dispêndios.
§ 2o Na apuração dos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, não serão computados os montantes
alocados como recursos não reembolsáveis por órgãos e entidades do Poder
Público.
§ 3o O benefício a que se refere o inciso V do caput deste artigo somente poderá ser
usufruído por pessoa jurídica que assuma o compromisso de realizar dispêndios
em pesquisa no País, em montante equivalente a, no mínimo:
I. uma vez e meia o valor do benefício, para pessoas jurídicas nas áreas de atuação
das extintas SUDENE e SUDAM; e
II. o dobro do valor do benefício, nas demais regiões.
§ 4o O crédito do imposto sobre a renda retido na fonte, a que se refere o inciso
V do caput deste artigo, será restituído em moeda corrente, conforme disposto
em ato normativo do Ministério da Fazenda.
§ 5o Na hipótese de dispêndios com assistência técnica, científica ou assemelhados
e de royalties por patentes industriais pagos a pessoa física ou jurídica no
exterior, a dedutibilidade dos dispêndios fica condicionada à observância do
disposto nos arts. 52 e 71 da Lei no 4.506, de 30 de novembro de 1964.
Art. 4o A dedução de que trata o inciso I do caput do art. 3o aplica-se também
para efeito de apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido – CSLL.
Art. 5o A redução de cinqüenta por cento do IPI de que trata o inciso II do caput
do art. 3o será aplicada automaticamente pelo estabelecimento industrial ou
equiparado a industrial, à vista de pedido, ordem de compra ou documento de
adjudicação da encomenda, emitido pelo adquirente, que ficará arquivado à
disposição da fiscalização, devendo constar da nota fiscal a finalidade a que se
destina o produto e a indicação do ato legal que concedeu o incentivo fiscal.
Parágrafo único. Na hipótese de importação do produto pelo beneficiário da
redução de que trata o caput deste artigo, este deverá indicar na declaração
de importação a finalidade a que ele se destina e o ato legal que autoriza o
incentivo fiscal.

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Art. 6o A quota de depreciação acelerada integral, de que trata o inciso III do
caput do art. 3o, constituirá exclusão do lucro líquido para fins de determinação
do lucro real e da base de cálculo da CSLL, e será controlada no Livro de Apuração
do Lucro Real – LALUR. (Redação dada pelo Decreto nº 6.909, DE 2009)
§ 1o O total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e a acelerada, não
poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo depreciado.
§ 2o A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o
§ 1o, o valor da depreciação, registrado na escrituração comercial, deverá ser
adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real e da base
de cálculo da CSLL. (Redação dada pelo Decreto nº 6.909, DE 2009)
§ 3o A depreciação acelerada integral, de que trata o inciso III do caput do art.
3o, somente se aplica em relação às máquinas, equipamentos, aparelhos e
instrumentos, novos, adquiridos a partir da data de publicação da Medida
Provisória no 428, de 12 de maio de 2008. (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE
2009)
§ 4o Para efeitos do disposto no inciso IV do art. 3o, a pessoa jurídica poderá, na
apuração do IRPJ, amortizar aceleradamente, mediante dedução como custo
ou despesa operacional, no período de apuração em que forem efetuados, os
dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis, vinculados exclusivamente
às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica. (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
§ 5o Caso a pessoa jurídica não tenha registrado a amortização acelerada
incentivada diretamente na contabilidade, conforme § 4o, poderá excluir o valor
correspondente aos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis do
lucro líquido para fins de determinação do lucro real. (Incluído pelo Decreto nº
6.909, DE 2009).
§ 6o Na hipótese do § 5o, o total da amortização acumulada, incluindo a contábil e
a acelerada, não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo
amortizado. (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
§ 7o A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata
o § 6o, o valor da amortização registrado na escrituração comercial deverá ser
adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real. (Incluído
pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
Art. 7o Poderão ser também deduzidas como despesas operacionais, na
forma do inciso I do caput do art. 3o e do art. 4o, as importâncias transferidas a
microempresas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei Complementar
no 123, de 14 de dezembro de 2006, destinadas à execução de pesquisa
tecnológica e de desenvolvimento de inovação tecnológica de interesse e por

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conta e ordem da pessoa jurídica que promoveu a transferência, ainda que a
pessoa jurídica recebedora dessas importâncias venha a ter participação no
resultado econômico do produto resultante. (Redação dada pelo Decreto nº
6.909, DE 2009).
§ 1o O disposto neste artigo aplica-se às transferências de recursos efetuadas para
inventor independente de que trata o inciso IX do art. 2o da Lei no 10.973, de
2004.
§ 2o As importâncias recebidas na forma do caput deste artigo não constituem
receita das microempresas e empresa de pequeno porte, nem rendimento do
inventor independente, desde que utilizadas integralmente na realização da
pesquisa ou desenvolvimento de inovação tecnológica.
§ 3o Na hipótese do § 2o deste artigo, para as microempresas e empresas de
pequeno porte de que trata o caput deste artigo que apuram o imposto sobre
a renda com base no lucro real, os dispêndios efetuados com a execução de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica não serão
dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.
Art. 8o Sem prejuízo do disposto no art. 3o, a partir do ano-calendário de 2006, a
pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, na determinação do lucro real e
da base de cálculo da CSLL, o valor corresponde a até sessenta por cento da soma
dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis como despesas pela
legislação do IRPJ, na forma do inciso I do caput do art. 3o.
§ 1o A exclusão de que trata o caput deste artigo poderá chegar a:
I. até oitenta por cento, no caso de a pessoa jurídica incrementar o número
de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo em
percentual acima de cinco por cento, em relação à média de pesquisadores com
contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo; e
II. até setenta por cento, no caso de a pessoa jurídica incrementar o número de
pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo até cinco
por cento, em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no
ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo.
§ 2o Excepcionalmente, para os anos-calendário de 2006 a 2008, os percentuais
referidos no § 1o deste artigo poderão ser aplicados com base no incremento do
número de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo,
em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário
de 2005.

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§ 3o Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para o cálculo dos
percentuais de que trata este artigo, também poderão ser considerados os sócios
que atuem com dedicação de pelo menos vinte horas semanais na atividade
de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica explorada
pela própria pessoa jurídica.
§ 4o Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1o deste artigo, a pessoa jurídica
poderá excluir do lucro líquido, na determinação do lucro real e da base de
cálculo da CSLL, o valor de até vinte por cento da soma dos dispêndios ou
pagamentos vinculados à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica objeto de patente concedida ou cultivar registrado.
§ 5o Para fins do disposto no § 4o deste artigo, os dispêndios e pagamentos
serão registrados na Parte B do LALUR e excluídos no período de apuração da
concessão da patente ou do registro do cultivar.
§ 6o A exclusão de que trata este artigo fica limitada ao valor do lucro real e da
base de cálculo da CSLL antes da própria exclusão, vedado o aproveitamento de
eventual excesso em período de apuração posterior.
§ 7o O disposto no § 6o não se aplica à pessoa jurídica referida no § 3o deste artigo.
Art. 9o Para fins do disposto neste Decreto, os valores relativos aos dispêndios
incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos, máquinas
e equipamentos, destinados à utilização em projetos de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico, metrologia, normalização técnica e avaliação
da conformidade, aplicáveis a produtos, processos, sistemas e pessoal,
procedimentos de autorização de registros, licenças, homologações e suas
formas correlatas, bem como relativos a procedimentos de proteção de
propriedade intelectual, poderão ser depreciados ou amortizados na forma
da legislação vigente, podendo o saldo não depreciado ou não amortizado ser
excluído na determinação do lucro real, no período de apuração em que for
concluída sua utilização.
§ 1o O valor do saldo excluído na forma do caput deste artigo deverá ser controlado
na parte B do LALUR e será adicionado, na determinação do lucro real, em cada
período de apuração posterior, pelo valor da depreciação ou amortização
normal que venha a ser contabilizada como despesa operacional.
§ 2o A pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou amortização acelerada nos
termos dos incisos III e IV do caput do art. 3o não poderá utilizar-se do benefício
de que trata o caput deste artigo relativamente aos mesmos ativos.
§ 3o A amortização acelerada, de que trata o inciso IV do caput do art. 3o, bem
como a exclusão do saldo não depreciado ou não amortizado na forma do caput
deste artigo, não se aplicam para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 53


(Redação dada pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
Art. 10. Os dispêndios e pagamentos de que tratam os arts. 3o ao 9o:
I. deverão ser controlados contabilmente em contas específicas; e
II. somente poderão ser deduzidos se pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes
e domiciliadas no País, ressalvados os mencionados nos incisos V e VI do art. 3o
deste Decreto.
Art. 11. A União, por intermédio das agências de fomento de ciência e tecnologia,
poderá subvencionar o valor da remuneração de pesquisadores, titulados como
mestres ou doutores, empregados em atividades de inovação tecnológica em
empresas localizadas no território brasileiro.
§ 1o O valor da subvenção de que trata o caput deste artigo será de:
I. até sessenta por cento para pessoas jurídicas nas áreas de atuação das extintas
SUDENE e SUDAM; e
II. até quarenta por cento, nas demais regiões.
§ 2o A subvenção de que trata o caput deste artigo destina-se à contratação de
novos pesquisadores pelas empresas, titulados como mestres ou doutores.
§ 3o Os recursos de que trata o caput deste artigo serão objeto de programação
orçamentária em categoria específica do Ministério ao qual a agência de
fomento de ciência e tecnologia esteja vinculada, sem prejuízo da alocação de
outros recursos destinados à subvenção.
§ 4o A concessão da subvenção de que trata o caput deste artigo será precedida de
aprovação de projeto pela agência de fomento de ciência e tecnologia referida
no § 3o, e respeitará os limites de valores e forma definidos pelo Ministério ao
qual esteja vinculada.
Art. 12. O gozo dos benefícios fiscais ou da subvenção de que trata este Decreto
fica condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica.
Art. 13. O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção
dos incentivos de que trata este Decreto, bem como a utilização indevida dos
incentivos fiscais neles referidos, implicam perda do direito aos incentivos ainda
não utilizados e o recolhimento do valor correspondente aos tributos não pagos
em decorrência dos incentivos já utilizados, acrescidos de multa e de juros, de
mora ou de ofício, previstos na legislação tributária, sem prejuízo das sanções
penais cabíveis.
Art. 14. A pessoa jurídica beneficiária dos incentivos de que trata este Decreto
fica obrigada a prestar ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em meio eletrônico,
conforme instruções por este estabelecidas, informações sobre seus programas

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 54


de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, até 31 de
julho de cada ano.
§ 1o A documentação relativa à utilização dos incentivos de que trata este Decreto
deverá ser mantida pela pessoa jurídica beneficiária à disposição da fiscalização
da Secretaria da Receita Federal, durante o prazo prescricional.
§ 2o O Ministério da Ciência e Tecnologia remeterá à Secretaria da Receita Federal
as informações relativas aos incentivos fiscais.
Art. 15. Os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial – PDTI e
Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário – PDTA, e os projetos
aprovados até 31 de dezembro de 2005 continuam regidos pela legislação em
vigor na data de publicação da Lei no 11.196, de 2005.
§ 1o As pessoas jurídicas executoras de programas e projetos referidos no caput
deste artigo poderão solicitar ao Ministério da Ciência e Tecnologia a migração
para o regime da Lei no 11.196, de 2005, devendo, nesta hipótese, apresentar
relatório final de execução do programa ou projeto.
§ 2o A migração de que trata o § 1o acarretará a cessação da fruição dos incentivos
fiscais concedidos com base nos programas e projetos referidos no caput, a
partir da data de publicação do ato autorizativo da migração no Diário Oficial da
União.
Art. 16. O disposto neste Decreto não se aplica às pessoas jurídicas que utilizarem
os benefícios de que tratam as Leis no 8.248, de 23 de outubro de 1991, no 8.387,
de 30 de dezembro de 1991, e no 10.176, de 11 de janeiro de 2001.
§ 1o A pessoa jurídica de que trata o caput, relativamente às atividades de
informática e automação, poderá excluir do lucro líquido, para efeito de apuração
do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até cento
e sessenta por cento dos dispêndios realizados no período de apuração com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. (Incluído
pelo Decreto nº 6.909, DE 2009)
§ 2o A exclusão de que trata o § 1o poderá chegar a: (Incluído pelo Decreto nº
6.909, DE 2009).
I. até cento e setenta por cento, no caso de a pessoa jurídica incrementar o número
de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo até cinco
por cento, em relação à média de empregados pesquisadores com contratos
em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo; e (Incluído pelo
Decreto nº 6.909, DE 2009).
II. até cento e oitenta por cento, no caso de a pessoa jurídica incrementar o
número de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 55


em percentual acima de cinco por cento, em relação à média de empregados
pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo
do incentivo. (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
§ 3o Excepcionalmente, para os anos-calendário de 2009 e 2010, os percentuais
referidos no § 2o poderão ser aplicados com base no incremento do número
de empregados pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do
incentivo, em relação à média de empregados pesquisadores com contratos em
vigor no ano-calendário de 2008. (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
§ 4o A partir do período de apuração em que ocorrer a exclusão de que trata o § 1o,
o valor da depreciação ou amortização relativo aos dispêndios, conforme o caso,
registrado na escrituração comercial deverá ser adicionado ao lucro líquido para
efeito de determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. (Incluído pelo
Decreto nº 6.909, DE 2009).
§ 5o Para efeito deste artigo, consideram-se atividades de informática e automação
as exploradas com o intuito de produzir os seguintes bens e serviços: (Incluído
pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
I. componentes eletrônicos a semicondutor, optoeletrônicos, bem como os
respectivos insumos de natureza eletrônica; (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE
2009).
II. máquinas, equipamentos e dispositivos baseados em técnica digital, com
funções de coleta, tratamento, estruturação, armazenamento, comutação,
transmissão, recuperação ou apresentação da informação, seus respectivos
insumos eletrônicos, partes, peças e suporte físico para operação;(Incluído pelo
Decreto nº 6.909, DE 2009).
III. programas para computadores, máquinas, equipamentos e dispositivos de
tratamento da informação e respectiva documentação técnica associada
(software); (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
IV. serviços técnicos associados aos bens e serviços descritos nos incisos I, II e III;
(Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
V. aparelhos telefônicos por fio com unidade auscultador-microfone sem fio, que
incorporem controle por técnicas digitais, Código 8517.11.00 da Nomenclatura
Comum do Mercosul – NCM; (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
VI. terminais portáteis de telefonia celular, Código 8517.12.31 da NCM; ou (Incluído
pelo Decreto nº 6.909, DE 2009).
VII. unidades de saída por vídeo (monitores), classificadas nas Subposições 8528.41
e 8528.51 da NCM, desprovidas de interfaces e circuitarias para recepção de

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 56


sinal de rádio freqüência ou mesmo vídeo composto, próprias para operar
com máquinas, equipamentos ou dispositivos baseados em técnica digital
da Posição 8471 da NCM (com funções de coleta, tratamento, estruturação,
armazenamento, comutação, transmissão, recuperação ou apresentação da
informação). (Incluído pelo Decreto nº 6.909, DE 2009)
§ 6o A pessoa jurídica de que trata o caput, que exercer outras atividades além
daquelas que geraram os benefícios ali referidos, poderá usufruir, em relação a
essas atividades, dos benefícios de que trata este Decreto.(Incluído pelo Decreto
nº 6.909, DE 2009)
Art. 17. A partir de 1o de janeiro de 2006, o Decreto no 949, de 5 de outubro
de 1993, aplica-se somente em relação aos PDTI e PDTA, cujos projetos tenham
sido aprovados até 31 de dezembro de 2005.
Art. 18. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 19. Fica revogado o Decreto no 4.928, de 23 de dezembro de 2003.
Brasília, 7 de maio de 2006; 185o da Independência e 118o da República.
Instrução Normativa RFB nº 1.187 de 29 de agosto de 2011
DOU de 30.8.2011
Disciplina os incentivos fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica de que tratam os arts. 17 a 26 da Lei
nº 11.196, de 21 de novembro de 2005 .
O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe
confere o inciso III do art. 273 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal
do Brasil, aprovado pela Portaria MF n º 587, de 21 de dezembro de 2010, e tendo em
vista o disposto na Lei Complementar n º 123, de 14 de dezembro de 2006, nos arts. 17
a 26 da Lei n º 11.196, de 21 de novembro de 2005, nos arts. 1 º e 2 º da Lei n º 11.487,
de 15 de junho de 2007, nos incisos IV e V do § 4 º do art. 18 da Lei n º 11.508, de 20 de
julho de 2007, no art. 4 º da Lei n º 11.774, de 17 de setembro de 2008, no Decreto n º
5.798, de 7 de junho de 2006, no Decreto n º 6.260, de 20 de novembro de 2007, e no
art. 1 º do Decreto n º 6.909, de 22 de julho de 2009, resolve:
Art. 1º Esta Instrução Normativa disciplina os incentivos fiscais às atividades de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de que tratam
os arts. 17 a 26 da Lei n º 11.196, de 21 de novembro de 2005, relativamente à
apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL).

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 57


CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais
Art. 2º Para efeitos desta Instrução Normativa, considera-se:
I. inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou processo de fabricação,
bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto
ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade
ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado;
II. pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, as atividades
de:
a) pesquisa básica dirigida: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir
conhecimentos quanto à compreensão de novos fenômenos, com vistas ao
desenvolvimento de produtos, processos ou sistemas inovadores;
b) pesquisa aplicada: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir novos
conhecimentos, com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento de produtos,
processos e sistemas;
c) desenvolvimento experimental: os trabalhos sistemáticos delineados a partir
de conhecimentos pré-existentes, visando a comprovação ou demonstração
da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos, processos, sistemas
e serviços ou, ainda, um evidente aperfeiçoamento dos já produzidos ou
estabelecidos;
d) tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e calibração de
máquinas e equipamentos, o projeto e a confecção de instrumentos de medida
específicos, a certificação de conformidade, inclusive os ensaios correspondentes,
a normalização ou a documentação técnica gerada e o patenteamento do
produto ou processo desenvolvido; e
e) serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à implantação e à
manutenção das instalações ou dos equipamentos destinados, exclusivamente,
à execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento ou inovação tecnológica,
bem como à capacitação dos recursos humanos a eles dedicados;
III. pesquisador contratado: o pesquisador graduado, pós-graduado, tecnólogo
ou técnico de nível médio, com relação formal de emprego com a pessoa
jurídica, que atue exclusivamente em atividades de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica; e
IV. pessoa jurídica nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento
do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia
(Sudam): o estabelecimento, matriz ou não, situado na área de atuação da

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 58


respectiva autarquia, no qual esteja sendo executado o projeto de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.
Parágrafo único. Para efeito deste artigo, não são consideradas como pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, entre outras, as
seguintes atividades:
I. os trabalhos de coordenação e acompanhamento administrativo e financeiro dos
projetos de pesquisa tecnológica e desenvolvimento ou inovação tecnológica
nas suas diversas fases;
II. os gastos com pessoal na prestação de serviços indiretos nos projetos de
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, tais como
serviços de biblioteca e documentação.
Art. 3 º Para utilização dos incentivos de que trata esta Instrução Normativa,
a pessoa jurídica deverá elaborar projeto de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, com controle analítico dos custos e
despesas integrantes para cada projeto incentivado.
Parágrafo único. Na alocação de custos ao projeto de pesquisa tecnológica
e desenvolvimento de inovação tecnológica de que trata o caput, a pessoa
jurídica deverá utilizar critérios uniformes e consistentes ao longo do tempo,
registrando de forma detalhada e individualizada os dispêndios, inclusive:
I. as horas dedicadas, trabalhos desenvolvidos e os custos respectivos de cada
pesquisador por projeto incentivado;
II. as horas dedicadas, trabalhos desenvolvidos e os custos respectivos de cada
funcionário de apoio técnico por projeto incentivado.

CAPÍTULO II
Dos Dispêndios Classificáveis como Despesa Operacional
Art. 4º A pessoa jurídica poderá deduzir do lucro líquido, para fins de determinação
do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente à soma
dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica
e desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis como despesas
operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ),
ou como pagamento na forma prevista no § 1 º .
§ 1º O disposto no caput aplica-se também aos dispêndios com pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica contratadas no País
com universidade, instituição de pesquisa ou inventor independente de que
trata o inciso IX do art. 2 º da Lei n º 10.973, de 2 de dezembro de 2004, desde que
a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique com a responsabilidade, o risco
empresarial, a gestão e o controle da utilização dos resultados dos dispêndios.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 59


§ 2º Na apuração dos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, não serão computados os montantes
alocados, como recursos não reembolsáveis, por órgãos e entidades do Poder
Público.
§ 3º Poderão ser também deduzidas como despesas operacionais, na forma do
caput, as importâncias transferidas a microempresas e empresas de pequeno
porte de que trata a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006,
destinadas à execução de pesquisa tecnológica e de desenvolvimento de
inovação tecnológica de interesse e por conta e ordem da pessoa jurídica
que promoveu a transferência, ainda que a pessoa jurídica recebedora dessas
importâncias venha a ter participação no resultado econômico do produto
resultante.
§ 4º O disposto no § 3º aplica-se também às transferências de recursos efetuadas
ao inventor independente de que trata o inciso IX do art. 2º da Lei nº 10.973, de
2004 .
§ 5º As importâncias recebidas na forma dos §§ 3º e 4º não constituem receita
das microempresas e empresa de pequeno porte, nem rendimento do inventor
independente, desde que utilizadas integralmente na realização da pesquisa e
desenvolvimento de inovação tecnológica.
§ 6º O disposto no § 5º não se aplica às microempresas e as empresas de pequeno
porte optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte
(Simples Nacional) de que trata a Lei Complementar n º 123, de 2006 .
§ 7º Na hipótese do § 5º, para as microempresas e empresas de pequeno porte que
apuram o IRPJ com base no lucro real, os dispêndios efetuados com a execução
de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica não serão
dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL.
§ 8º Os dispêndios e pagamentos de que trata este artigo somente poderão ser
deduzidos para fins deste artigo se efetuados no País, ressalvado o disposto no
art. 6º e no § 4 º do art. 5º .
§ 9º Salvo o disposto nos §§ 1º e 3º, não é permitido o uso dos incentivos
previstos nesta Instrução Normativa em relação às importâncias empregadas
ou transferidas a outra pessoa jurídica para execução de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica sob encomenda ou contratadas.
§ 10. Os dispêndios com a prestação de serviços técnicos, tais como exames
laboratoriais, testes, contratados com outra pessoa jurídica serão dedutíveis
na forma do caput, desde que não caracterizem transferência de execução da
pesquisa, ainda que parcialmente.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 60


§ 11. Os encargos de depreciação ou amortização de bens destinados à utilização
nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica não são considerados dispêndios para efeito da dedução de que
trata do caput .
Art. 5º Para fins do disposto no art. 4º, poderão ser considerados os seguintes
dispêndios:
I. os salários e os encargos sociais e trabalhistas de pesquisadores e de pessoal de
prestação de serviço de apoio técnico de que tratam a alínea “e” do inciso II e o
inciso III do art. 2º ;
II. a capacitação de pesquisadores e de pessoal de prestação de serviços de apoio
técnico de que tratam a alínea “e” do inciso II e o inciso III do art. 2º .
§ 1º Para fins deste artigo, poderão ser considerados como dispêndios os custos
com pesquisadores contratados pela pessoa jurídica, sem dedicação exclusiva,
desde que:
I. conste expressamente em seu contrato de trabalho o desempenho como
pesquisador em atividades de inovação tecnológica desenvolvida pelo
empregador;
II. a empresa possua, para o projeto incentivado, controle das atividades
desenvolvidas e respectivas horas trabalhadas.
§ 2º Na hipótese do § 1º, só poderão ser computadas como dispêndios na forma
do caput do art. 4º as horas efetivamente trabalhadas no projeto incentivado.
§ 3º Não serão considerados para fins do incentivo previsto neste capítulo:
I. os valores pagos a título de remuneração indireta;
II. os gastos com pessoal de serviços auxiliares, ainda que relacionados com as
atividades de inovação tecnológica, inclusive as despesas:

a) dos departamentos de gestão administrativa e financeira; e


b) de segurança, limpeza, manutenção, aluguel e refeitórios.

§ 4º Também são considerados dispêndios vinculados à pesquisa tecnológica e


desenvolvimento de inovação tecnológica os gastos destinados ao registro e
manutenção de marcas, patentes e cultivares, ainda que pagos no exterior.
Art. 6º Na hipótese de dispêndios com assistência técnica, científica ou
assemelhados e de royalties por patentes industriais pagos a pessoa física ou
jurídica no exterior, a dedutibilidade dos dispêndios realizados em pesquisa
tecnológica e em desenvolvimento da inovação tecnológica para fins do art. 4º
fica condicionada à observância do disposto nos arts. 52 e 71 da Lei nº 4.506, de
30 de novembro de 1964.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 61


Art. 7º Sem prejuízo do disposto nos arts. 4º e 5º, a pessoa jurídica poderá excluir
do lucro líquido, para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo
da CSLL, o valor correspondente a até 60% (sessenta por cento) da soma dos
dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, classificáveis como despesas pela
legislação do IRPJ.
§ 1º Os dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica contratadas no País com universidade, instituição de pesquisa ou
inventor independente de que trata o § 1º do art. 4 º, também serão computados
para fins das exclusões de que tratam o caput e o § 2º .
§ 2º A exclusão de que trata o caput poderá chegar a:
I. até 80% (oitenta por cento), no caso de a pessoa jurídica incrementar o número
de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo em
percentual acima de 5% (cinco por cento), em relação à média de pesquisadores
com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo; e
II. até 70% (setenta por cento), no caso de a pessoa jurídica incrementar o número
de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo até 5%
(cinco por cento), em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor
no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo.
§ 3º Excepcionalmente, para os anos-calendário de 2006 a 2008, os percentuais
referidos no § 1º poderão ser aplicados com base no incremento do número de
pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo, em relação
à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário de 2005.
§ 4 º Para o cálculo do incremento do número de pesquisadores contratados
de que tratam os §§ 2º e 3º serão considerados apenas os pesquisadores com
dedicação exclusiva em projeto de pesquisa explorado diretamente pela própria
pessoa jurídica, e beneficiados pelo incentivo fiscal de que trata esta Instrução
Normativa.
§ 5º Para fins do incremento de número de pesquisadores previsto no § 4 º, poderão
ser considerados empregados já contratados pela empresa, não atuantes em
projeto de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
que mediante alteração de seus contratos de trabalho, passem a exercer
exclusivamente a função de pesquisador em projeto de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica da pessoa jurídica incentivado.
§ 6º Os dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica contratada no País com universidade, instituição de pesquisa ou
inventor independente de que trata o § 1º do art. 4º, também poderão ser
considerados para fins das exclusões de que tratam o caput e o § 2º.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 62


§ 7º Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para o cálculo dos
percentuais de que trata o § 2º, também poderão ser considerados os sócios que
atuem com dedicação de pelo menos 20 (vinte) horas semanais na atividade
de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica explorada
pela própria pessoa jurídica.
§ 8º Sem prejuízo do disposto no caput e no § 2º, a pessoa jurídica poderá excluir
do lucro líquido, na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL,
o valor de até 20% (vinte por cento) da soma dos dispêndios ou pagamentos
vinculados à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica
objeto de patente concedida ou cultivar registrado.
§ 9º Para fins do disposto no § 8º, os dispêndios e pagamentos serão controlados
no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) e excluídos na determinação do
lucro real e da base de cálculo da CSLL no período de apuração da concessão da
patente ou do registro do cultivar.
§ 10. Para efeito dos §§ 8º e 9º também será considerada a concessão de patente
ou registro de cultivar obtidos no exterior.
§ 11. A exclusão de que trata este artigo fica limitada ao valor do lucro real e da
base de cálculo da CSLL, antes da própria exclusão, vedado o aproveitamento
de eventual excesso em período de apuração posterior.
§ 12. A limitação de que trata o § 11 não se aplica à pessoa jurídica que se
dedica exclusivamente à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica, referida no § 7º .

CAPÍTULO III
Da Depreciação e Amortização Aceleradas
Seção I
Da Depreciação Acelerada
Art. 8º A pessoa jurídica poderá usufruir de depreciação acelerada integral, no
próprio ano da aquisição, de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos,
novos, destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, para efeito de apuração do lucro real
e da base de cálculo da CSLL.
§ 1º A quota de depreciação acelerada, de que trata o caput, constituirá exclusão
do lucro líquido para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da
CSLL e será controlada no Lalur.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 63


§ 2º O total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e a acelerada, não
poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo depreciado.
§ 3º A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o
§ 2º, o valor da depreciação, registrado na escrituração comercial, deverá ser
adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real e da base
de cálculo da CSLL.
§ 4º Na hipótese de os bens de que trata o caput serem alienados ou destinados
para atividade diversa, o saldo controlado no Lalur deverá ser adicionado ao lucro
líquido para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL.

SEÇÃO II
Da Depreciação Acelerada de Bens Adquiridos até 12 de maio de 2008
Art. 9º A pessoa jurídica que explorar atividades de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica poderá usufruir de depreciação
acelerada, calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente
admitida, multiplicada por dois, sem prejuízo da depreciação normal das
máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos, adquiridos até 12
de maio de 2008, destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica
e desenvolvimento de inovação tecnológica.
§ 1º A quota de depreciação acelerada, de que trata o caput, constituirá exclusão
do lucro líquido para fins de determinação do lucro real e será controlada no
Lalur.
§ 2º O total da depreciação acumulada, incluindo a contábil e a acelerada, não
poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo depreciado.
§ 3º A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o
§ 2º, o valor da depreciação, registrado na escrituração comercial, deverá ser
adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real.
§ 4º A depreciação acelerada, de que trata o caput, não se aplica para fins de
determinação da base de cálculo da CSLL.
§ 5º A depreciação acelerada somente poderá ser efetuada a partir da data em
que o bem estiver instalado, posto em serviço ou em condições de produzir.

SEÇÃO III
Da Amortização Acelerada
Art. 10. A pessoa jurídica que explorar atividades de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica poderá usufruir de amortização
acelerada, mediante dedução como custo ou despesa operacional, no período de

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 64


apuração em que forem efetuados, dos dispêndios relativos à aquisição de bens
intangíveis, vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica, para efeito de apuração do IRPJ.
§ 1º Caso a pessoa jurídica não tenha registrado a amortização acelerada
incentivada diretamente na contabilidade, conforme o caput, poderá excluir o
valor correspondente aos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis
do lucro líquido para fins de determinação do lucro real.
§ 2º Na hipótese do § 1º, a quota de amortização acelerada será controlada no
Lalur.
§ 3º O total da amortização acumulada, incluindo a contábil e a acelerada, não
poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo amortizado.
§ 4º A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o
§ 3º, o valor da amortização, registrado na escrituração comercial, deverá ser
adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real.
§ 5º A amortização acelerada de que trata este artigo não se aplica para efeito de
apuração da base de cálculo da CSLL.
§ 6 º Na hipótese de o bem intangível de que trata o caput ser alienado ou destinado
para atividade diversa, o saldo controlado no Lalur deverá ser adicionado ao
lucro líquido para fins de determinação do lucro real.

SEÇÃO IV
Das Instalações Fixas e Aquisição de Aparelhos, Máquinas e Equipamentos
Art. 11. Para fins do disposto neste Capítulo, os valores relativos aos
dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos,
máquinas e equipamentos, destinados à utilização em projetos de pesquisa e
desenvolvimento tecnológico, metrologia, normalização técnica e avaliação
da conformidade, aplicáveis a produtos, processos, sistemas e pessoal,
procedimentos de autorização de registros, licenças, homologações e suas
formas correlatas, bem como relativos a procedimentos de proteção de
propriedade intelectual, poderão ser depreciados ou amortizados na forma
da legislação vigente, podendo o saldo não depreciado ou não amortizado ser
excluído na determinação do lucro real, no período de apuração em que for
concluída sua utilização.
§ 1º O valor do saldo excluído na forma do caput deverá ser controlado no Lalur
e será adicionado, na determinação do lucro real, em cada período de apuração
posterior, pelo valor da depreciação ou da amortização normal que venha a ser
contabilizada como despesa operacional.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 65


§ 2º A pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou amortização acelerada nos
termos dos arts. 8º a 10 não poderá utilizar-se do benefício de que trata o caput
relativamente aos mesmos ativos.
§ 3º O disposto neste artigo não se aplica para efeito de apuração da base de
cálculo da CSLL.

CAPÍTULO IV
Dos Dispêndios com Projeto de Inovação Tecnológica Executado por Instituição
Científica e Tecnológica ICT
Art. 12. A pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido, para efeito de apuração
do lucro real e da base de cálculo da CSLL, o valor dos dispêndios efetivados
em projeto de pesquisa científica e tecnológica e de inovação tecnológica a ser
executado por Instituição Científica e Tecnológica (ICT), a que se refere o inciso
V do caput do art. 2 º da Lei n º 10.973, de 2004, observado o disposto nesta
Instrução Normativa.
§ 1º A exclusão de que trata o caput :
I. corresponderá, à opção da pessoa jurídica, a, no mínimo, a metade e, no máximo,
duas vezes e meia o valor dos dispêndios efetuados, observado o disposto no
art. 18;
II. deverá ser realizada no período de apuração em que os recursos forem
efetivamente despendidos;
III. fica limitada ao valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes da
própria exclusão, vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de
apuração posterior.
§ 2º Deverão ser adicionados na apuração do lucro real e na base de cálculo da
CSLL os dispêndios de que trata o caput, registrados como despesa ou custo
operacional.
§ 3º As adições de que trata o § 2º serão proporcionais ao valor da exclusão referida
no § 1 º quando a exclusão for inferior a 100% (cem por cento).
§ 4 º Não serão computados, para fins da exclusão prevista no caput, os montantes
alocados como recursos não reembolsáveis por órgãos ou entidades do poder
público.
§ 5º A partir de 3 de agosto de 2011, o disposto neste artigo também se aplica
às entidades científicas e tecnológicas privadas, sem fins lucrativos, conforme
regulamento.
Art. 13. O incentivo fiscal de que trata o art. 12 não pode ser cumulado com o
regime de incentivos fiscais à pesquisa tecnológica e à inovação tecnológica,

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 66


previsto nos arts. 2º a 11, nem com a dedução a que se refere o inciso II do § 2º
do art. 13 da Lei n º 9.249, de 26 de dezembro de 1995, relativamente a projetos
desenvolvidos pela ICT com recursos despendidos na forma do caput do art. 12.
Art. 14. A pessoa jurídica somente poderá fazer uso da exclusão de que trata o
art. 12 em relação aos projetos previamente:
I. selecionados pelo Comitê Permanente de Acompanhamento de Ações de
Pesquisa Científica e Tecnológica e de Inovação Tecnológica constituído por
representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério da
Educação (MEC), indicados pelos respectivos Ministros de Estado;
II. aprovados pelo órgão máximo da ICT, ouvido o núcleo de inovação tecnológica
da instituição, na forma do art. 16 da Lei n º 10.973, de 2004 .
§ 1º A aprovação dos projetos pelo comitê permanente será válida por prazos
limitados, não superiores a 1 (um) ano.
§ 2º A aprovação do projeto será formalizada em portaria interministerial dos
Ministros referidos no inciso I do caput, indicando:
I . título do projeto;
II. nome e número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ)
da ICT que executará o projeto;
II. nome e número de inscrição no CNPJ da pessoa jurídica que efetivará os
dispêndios relativos à execução do projeto;
IV. valor dos dispêndios e valor da exclusão a ser efetivamente utilizado; e
V. prazo de realização do projeto.
§ 3º A publicação da portaria interministerial de que trata § 2º e a utilização da
exclusão de que trata o art. 12, sujeita a pessoa jurídica à comprovação de
regularidade fiscal.
§ 4º Publicada a portaria interministerial referida no § 2º, os dispêndios serão
creditados pela pessoa jurídica, exclusivamente em dinheiro, a título de
doação, em conta corrente bancária mantida em instituição financeira oficial
federal, aberta diretamente em nome da ICT, vinculada à execução do projeto e
movimentada para esse único fim.

CAPÍTULO V
Dos Dispêndios com Projeto de Inovação Tecnológica de Pessoas Jurídicas que
Atuam nas Atividades de Informática e Automação

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 67


Art. 15. As pessoas jurídicas que se utilizarem dos benefícios de que tratam a Lei
nº 8.248, de 23 de outubro de 1991, a Lei nº 8.387, de 30 de dezembro de 1991, e
a Lei nº 10.176, de 11 de janeiro de 2001, em relação às atividades de informática
e automação, poderão excluir do lucro líquido, para fins de apuração do lucro
real e da base de cálculo da CSLL, o valor correspondente a até 160% (cento
e sessenta por cento) dos dispêndios realizados no período de apuração com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.
§ 1º A exclusão de que trata o caput poderá chegar a:
I. até 170% (cento e setenta por cento), no caso de a pessoa jurídica incrementar o
número de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo
até 5% (cinco por cento), em relação à média de pesquisadores com contratos
em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo; e
II. até 180% (cento e oitenta por cento), no caso de a pessoa jurídica incrementar
o número de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do
incentivo em percentual acima de 5% (cinco por cento), em relação à média de
pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo
do incentivo.
§ 2º Excepcionalmente, para os anos-calendário de 2009 a 2010, os percentuais
referidos no § 1º poderão ser aplicados com base no incremento do número de
pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo, em relação
à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário de 2008.
§ 3º Para o cálculo do incremento do número de pesquisadores contratados de
que tratam os §§ 1º e 2º serão considerados apenas os pesquisadores com
dedicação exclusiva em projeto de pesquisa explorado diretamente pela própria
pessoa jurídica, e beneficiados pelo incentivo fiscal de que trata esta Instrução
Normativa.
§ 4º Para fins do incremento de número de pesquisadores previsto no § 3º, poderão
ser considerados empregados já contratados pela empresa, não atuantes em
projeto de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
que mediante alteração de seus contratos de trabalho, passem a exercer
exclusivamente a função de pesquisador em projeto de pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica da pessoa jurídica incentivado.
§ 5º Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, para o cálculo dos
percentuais de que trata este artigo, também poderão ser considerados os
sócios que atuem com dedicação de pelo menos 20 (vinte) horas semanais na
atividade de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica
explorada pela própria pessoa jurídica.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 68


§ 6º A partir do período de apuração em que ocorrer a exclusão de que trata
o caput, o valor da depreciação ou da amortização relativo aos dispêndios,
conforme o caso, registrado na escrituração comercial deverá ser adicionado ao
lucro líquido para efeito de determinação do lucro real e da base de cálculo da
CSLL.
§ 7º Para efeito do caput consideram-se atividades de informática e automação as
exploradas com o intuito de produzir os seguintes bens e serviços:
I. componentes eletrônicos a semicondutor, optoeletrônicos, bem como os
respectivos insumos de natureza eletrônica;
II. máquinas, equipamentos e dispositivos baseados em técnica digital, com
funções de coleta, tratamento, estruturação, armazenamento, comutação,
transmissão, recuperação ou apresentação da informação, seus respectivos
insumos eletrônicos, partes, peças e suporte físico para operação;
III. programas para computadores, máquinas, equipamentos e dispositivos de
tratamento da informação e respectiva documentação técnica associada
(software);
IV. serviços técnicos associados aos bens e serviços descritos nos incisos I, II e III;
V. aparelhos telefônicos por fio com unidade auscultador-microfone sem fio, que
incorporem controle por técnicas digitais, classificáveis no Código 8517.11.00
da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM);
VI. terminais portáteis de telefonia celular, classificáveis no Código 8517.12.31 da
NCM; ou
VII. unidades de saída por vídeo (monitores), classificáveis nas Subposições 8528.41
e 8528.51 da NCM, desprovidas de interfaces e circuitarias para recepção de
sinal de rádio-frequência ou mesmo vídeo composto, próprias para operar com
máquinas, equipamentos ou dispositivos baseados em técnica digital da Posição
8471 da NCM (com funções de coleta, tratamento, estruturação, armazenamento,
comutação, transmissão, recuperação ou apresentação da informação).
§ 8º A pessoa jurídica que exercer outras atividades além das atividades de
informática e automação que geraram os benefícios de que trata este artigo,
poderá usufruir, em relação a essas outras atividades, no que couber, os demais
benefícios de que trata esta Instrução Normativa.

CAPÍTULO VI
Da Redução a Zero da Alíquota do IRRF
Art. 16. A pessoa jurídica que explorar atividades de pesquisa tecnológica
e desenvolvimento de inovação tecnológica nos termos desta Instrução
Normativa poderá usufruir de redução a 0 (zero) da alíquota do Imposto sobre

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 69


a Renda Retido na Fonte (IRRF), incidente sobre os valores pagos, remetidos,
empregados, entregues ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados
no exterior, a título de remessas destinadas ao registro e manutenção de marcas,
patentes e cultivares.

CAPÍTULO VII
Das Atividades Exploradas em Zonas de Processamento de Exportação (ZPE)
Art. 17 . Os incentivos de que trata esta Instrução Normativa também se aplicam
às instalações de empresas em Zonas de Processamento de Exportação (ZPE)
criadas nos termos do inciso V do § 4 º do art. 18 da Lei n º 11.508, de 20 de julho
de 2007 .

CAPÍTULO VIII
das Disposições Finais
Art. 18. Os dispêndios e pagamentos de que tratam esta Instrução Normativa
deverão ser controlados contabilmente em contas específicas.
Art. 19. A pessoa jurídica que optar pelos incentivos à pesquisa tecnológica e
desenvolvimento de inovação tecnológica de que trata esta Instrução Normativa
deverá comprovar regularidade quanto à quitação de tributos federais e demais
créditos inscritos em Dívida Ativa da União mediante apresentação de Certidão
Negativa de Débitos (CND) ou de Certidão Positiva de Débito com Efeitos de
Negativa (CPD-EN) válida referente aos 2 (dois) semestres do ano-calendário em
que fizer uso dos benefícios.
Art. 20 . A documentação relativa à utilização dos incentivos de que trata esta IN
deverá ser mantida até que estejam prescritas eventuais ações que lhes sejam
pertinentes.
Parágrafo único. A documentação relativa à utilização dos recursos de que
tratam os arts. 12 a 14 deverá ser mantida pela ICT e pela pessoa jurídica à
disposição da fiscalização da RFB, até que estejam prescritas eventuais ações
que lhes sejam pertinentes.
Art. 21 . O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção
dos incentivos de que trata este Instrução Normativa, bem como a utilização
indevida dos incentivos fiscais neles referidos, implicam perda do direito aos
incentivos e o recolhimento do valor correspondente aos tributos não pagos em
decorrência dos incentivos já utilizados, acrescidos de multa e de juros, de mora
ou de ofício, previstos na legislação tributária, sem prejuízo das sanções penais
cabíveis.
Art. 22. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS ALBERTO FREITAS BARRETO

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 70


2. FORMULÁRIOS – FORMP&D
___

1. IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

RAZÃO SOCIAL:

CNPJ: TIPO DE ORGANISMO: TELEFONE: FAX:


( x ) PRIVADO.
( ) PÚBLICO. ( ) MISTO.

ENDEREÇO NÚMERO: COMPLEMENTO


(RUA, AVENIDA, PRAÇA ETC.): (CONJ., SALA ETC.):

BAIRRO/ MUNICÍPIO: UF: CEP: TELEFONE:


DISTRITO: (11) 3138-6909

NOME DO CONTATO: E-MAIL:


Marcelo Silveira D´alfonso marcelo.dalfonso@prosoft.com.br

SITUAÇÃO DA EMPRESA: SITUAÇÃO DA EMPRESA:


( x ) Em operação. ( ) Cisão parcial.
( ) Extinta. ( ) Incorporação de/por outra empresa.
( ) Fusão ou cisão total. ( ) Alteração de CNPJ por motivos distintos dos
anteriores.

SETOR DE ATUAÇÃO DA EMPRESA


Verifique a classificação da atividade econômica da empresa no site:

www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNAEFiscal/cnaef.h

2. CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA

OBSERVAÇÕES:
Capital controlador – é aquele que é titular de uma participação no capital social
que lhe assegura a maioria dos votos e que, portanto, possui direitos permanentes de
eleger os administradores e de preponderar nas deliberações sociais, ainda que não
exerça este direito, ausentando-se das assembleias ou nelas se abstendo de votar.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 71


• ORIGEM DO CAPITAL CONTROLADOR – O capital controlador é nacional
quando está sob titularidade direta ou indireta de pessoas físicas ou jurídicas
residentes e domiciliadas no País. O capital controlador é estrangeiro
quando está sob titularidade direta ou indireta de pessoas físicas ou jurídicas
domiciliadas fora do País.
• EMPRESA CONTROLADORA – é aquela que exerce, direta ou indiretamente,
o poder (exercido nas três últimas assembleias ordinárias) de eleger a maioria
dos administradores e de preponderar nas deliberações sociais de outra (s)
sociedade (s).
• EMPRESA CONTROLADA – é aquela na qual a controladora, possui, direta
ou indiretamente (por meio de outra controlada), condição considerada
permanente de eleger a maioria dos administradores e de preponderar nas
deliberações sociais.
• EMPRESA COLIGADA – é aquela na qual a investidora participa com pelo
menos 10% do seu capital, sem controlá-la.

2.1 Origem do capital controlador da empresa:

( ) Nacional. ( ) Estrangeiro. ( X ) Nacional e Estrangeiro.

2.2 Sua empresa é:

( ) Independente. ( X ) Parte de um grupo.

2.3 Qual a sua relação com o grupo?

( ) Controladora. ( X ) Controlada. ( ) Coligada.

2.4 Assinale o tempo, médio, que os produtos mais importantes da empresa


permanecem no mercado com as mesmas especificações, ou seja, até que os mesmos
sejam substituídos ou substancialmente aperfeiçoados.

( ) Menos de 1 ano.
( ) 1 a 3 anos.
( ) 4 a 6 anos.
( ) 7 a 9 anos.
( ) Mais de 9 anos.
( ) Impossível responder.

2.5 Qual a receita líquida de vendas (declarada no balanço da empresa ou no simples,


se for o caso) da sua empresa no ano anterior?

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 72


2.6 Qual o percentual da receita líquida de vendas que corresponde às vendas no
mercado interno?

3. ORGANIZAÇÃO

3.1 Durante o último ano, realizou alguma das atividades relacionadas a seguir?

SIM NÃO

Implementação de significativas mudanças na estratégia corpora-


tiva.

Implementação de técnicas avançadas de gestão (da produção, da


informação e ambiental).

Implementação de significativas mudanças na estrutura organiza-


cional.

Mudanças significativas nos conceitos/estratégias de marketing.

Mudanças significativas na estética, desenho ou outras mudanças


subjetivas em pelo menos um dos produtos.

Implementação de novos métodos de controle e gerenciamento,


visando a atender normas de certificação (ISO9000, ISO14000, QS,
TS, OHSAS18001, SA800, etc.).

3.2 Detalhe se as técnicas avançadas de gestão introduzidas diziam respeito a:

SIM NÃO

Novos dispositivos e ferramentas de gestão da produção.

Novos dispositivos e ferramentas de gestão da informação.

Gestão ambiental.

Observações:

3.3 A empresa possui, em sua estrutura, uma área formalmente responsável pela gestão
das atividades pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica?

( ) Sim. ( ) Não.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 73


3.4 Sofreu alguma alteração no último ano ?

( ) Sim. ( ) Não.

Em caso positivo, comente:

3.5 Posição atual no organograma

( ) ligada ao 1° escalão. ( ) ligada ao 2° escalão. ( ) outras.

Quais suas funções (como por exemplo prospecção, planejamento, execução e/ou
avaliação de atividades inovativas)?

3.6 No último ano, ocorreu alteração significativa na empresa no que tange a centro
tecnológico próprio, laboratórios, plantas piloto e outros itens de infra-estrutura
voltados para P&D ?

( ) Sim. ( ) Não.

Comente sobre a experiência da empresa no planejamento e execução de atividades


de P&D, indicando a existência de Centro Tecnológico próprio ou laboratórios, plan
taspiloto ou quaisquer outras infra-estruturas voltadas para a sua capacitação
tecnológica, bem como a interação com entidades de P&D:

3.7 No último ano, correu mudança na empresa no que diz respeito à gestão da
qualidade ?

( ) Sim. ( ) Não.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 74


Em caso afirmativo, comente:

3.8 Novos produtos/processos passaram a ser certificados por terceiros ?

( ) Sim. ( ) Não.

Especificar os mais significativos e quem os certifica?

3.9 Caso tenha ocorrido mudança estrutural, informe os CNPJs das empresas
envolvidas, descrevendo essa mudança:

4. PROGRAMA DE P&D, METAS E PRAZOS

Observações:

• PB – Pesquisa básica dirigida.


• PA – Pesquisa aplicada.
• DE – Desenvolvimento experimental.
• NÚMERO – Numeração seqüencial para identificação do projeto.

PB, PA Produto ou Marcos


Linha de P&D Número
ou DE Processo Críticos

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 75


4.1 As linhas de P&D contidos no Programa foram alteradas no último ano ?

( ) Sim. ( ) Não.

4.2 Comentar sobre os desvios significativos, linha por linha, explicitando os problemas
ocorridos durante a execução e suas conseqüências sobre os marcos críticos:

5. DISPÊNDIOS DO PROGRAMA

RECURSOS PRÓPRIOS: ____% FINANCIAMENTOS:_0_____% (FONTE: )

DISPÊNDIOS DO PROGRAMA

ANTES DE PREENCHER, LER AS OBSERVAÇÕES ABAIXO COM ATENÇÃO:

a. Incluir apenas os dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento


de inovação tecnológica, enquadrados no inciso I e § 1º do Art. 3º, exceto OBRAS
CIVIS.
b. B. Não incluir RECURSOS NÃO REEMBOLSÁVEIS oriundos de Órgãos ou Entidades
do Poder Público, conforme §2º do Art. 3º.
c. Os DISPÊNDIOS realizados deverão ser CONTROLADOS CONTABILMENTE em
CONTAS ESPECÍFICAS durante todo o período de execução do Programa, conforme
Art. 10.
d. Preencher o Quadro 5.1.1. com os serviços de terceiros, especificando os valores
contratados ou transferidos, por entidade, no ANO DE REFERÊNCIA.
e. Preencher o Quadro 5.1.2. com os principais equipamentoS, considerando as
quantidades e os valores envolvidos, adquiridos no ANO DE REFERÊNCIA.
f. Todos os valores devem ser expressos em Reais (R$).
g. Todos os dispositivos legais citados estão dispostos no Decreto nº. 5.798, de 7 de
junho de 2006.

ANO DE REFERÊNCIA _2011_____ R$ (Reais)

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 76


ANO
ANO DE
ITENS DE DISPÊNDIOS ANTERIOR AO
REFERÊNCIA
DE REFERÊNCIA

1. RECURSOS HUMANOS.

2. TOTAL DE SERVIÇOS DE TERCEIROS.

2.1. Contratados (§1º do Art. 3º).

Universidades.

Instituição de Pesquisa.

Inventor Independente.

2.2. Valores transferidos (Art. 7º e seu §1º).

Microempresas.

Empresas de Pequeno Porte.

Inventor Independente.

2.3. Remessas por tecnologias do exterior.

2.4. Outros.

3. MATERIAL DE CONSUMO.

TOTAL DE CUSTEIO (I) = 1 + 2 + 3.

4. EQUIPAMENTOS NACIONAIS.

5. EQUIPAMENTOS IMPORTADOS.

6. MATERIAL PERMANENTE.

TOTAL DE CAPITAL (II) = 4 + 5 + 6.

TOTAL GERAL (I + II).

5.1.1 RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS POR LINHA DE P&D.

OBSERVAÇÕES:

1. Na coluna “LINHA DE P&D”, citar apenas o número correspondente a mesma


(ver item 4 acima).
2. Na coluna “ORIGEM”, usar “N” para nacional e “I” para importado.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 77


3. Especificar o produto e sua marca, nº de patrimônio e o local da sua
instalação, e o(s) projeto(s) a que se destina.
R$(Reais)

Nº VALOR
ESPECIFICAÇÃO / MARCA/
Linha de P&D ORIG NOTA QTDE TOTAL
NÚMERO DO PROJETO
FISCAL

TOTAL

5.1.2 RELAÇÃO DOS PRINCIPAIS SERVIÇOS DE TERCEIROS

OBSERVAÇÕES:

1. Na coluna “LINHA DE P&D”, citar apenas o número correspondente a mesma


(ver item 4 acima).
2. Na coluna “SITUAÇÃO”, usar “C” para contratado, “E” para em execução e “T”
para terminado.
3. Incluir inventores independentes, ICTs e Micro e Pequenas Empresas
(conforme §1º do art. 3° e art. 7º do Decreto nº. 5.798/06), se aplicáveis.
R$ (Reais)

PRESTADOR DO SERVIÇO e VALOR


Linha de P&D SIT. QTDE.
CNPJ/CPF TOTAL

SERVIÇO REALIZADO

SERVIÇO REALIZADO

TOTAL

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 78


5.2 QUADRO DE PESSOAL

Informe o número de pessoas do quadro da empresa, normalmente ocupadas com as


atividades de P&D no ano de referência, segundo o nível de qualificação e o tempo de
dedicação a essas atividades.

Percentual médio
Número de Número de
Nível de de dedicação
pessoas em pessoas em
qualificação (apenas para as pessoas
dedicação exclusiva dedicação parcial
com dedicação parcial)

Técnicos de
nível superior

Doutores

Mestres

Graduados

Técnicos de
nível médio

Outros de
suporte

5.3 SUBVENÇÃO ECONÔMICA DO PROGRAMA

ANO DE REFERÊNCIA __2011______ R$ (Reais)

ANO ANTERIOR ANO


SUBVENÇÃO ECONÔMICA
AO DE REFERÊNCIA DE REFERÊNCIA

1. ÁREA DA SUBVENÇÃO.

1.1. 60% nas áreas de atuação das


extintas SUDENE e SUDAM (Inc. I do §
1º do Art. 11).

1.2. 40% nas demais regiões (Inc. II do §


1º do Art. 11).

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 79


5.3.1 Informe o número de pesquisadores do quadro da empresa, titulados como
doutores e mestres, em dedicação exclusiva, que receberam o benefício da Subvenção
no ano de referência, nos termos do Art. 11 do Decreto nº. 5.798/06, segundo as
ocupações especificadas.

Formação Básica Doutores Mestres

VALOR VALOR
QTDE. QTDE.
TOTAL TOTAL

Químicos, físicos e assemelhados.

Engenheiros, arquitetos e
assemelhados.

Médicos, dentistas, veterinários e


assemelhados.

Biologistas, bacteriologistas,
farmacologistas e assemelhados

Estatísticos, matemáticos, analistas de


sistema e assemelhados.

Outros (especificar)*.

5.4 RECURSOS HUMANOS ENVOLVIDOS COM O PROGRAMA

5.4.1 Complementarmente ao Programa, a sua empresa executa um programa de


desenvolvi¬mento de RH, com ou sem o apoio do Governo (como o RHAE, PCDT ou
PEGQ)?

( ) Sim. ( ) Não.

5.4.2 A empresa possui algum programa de formação ou desenvolvimento de RH


destinados à P&D?

( ) Sim. ( ) Não.

Em caso afirmativo, comente:

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 80


5.4.3 Informar se ocorreu alteração significativa na qualificação profissional das equipes
envolvidas com a execução das linhas de P&D:

( ) Sim. ( ) Não.

Comentar:

5.4.5 Existem outros investimentos da empresa em P&D, além dos previstos nos
Programas descritos?

( ) Sim. ( ) Não.

Em caso afirmativo, comentar:

5.5 INCENTIVOS FISCAIS DO PROGRAMA

ANTES DE PREENCHER, LER AS OBSERVAÇÕES ABAIXO COM ATENÇÃO:

1. As opções de depreciação acelerada, especificadas nos itens 9.1 e 9.2, não


podem ser aplicadas, cumulativamente, para um mesmo ativo, conforme §
2º do Art. 9º do Decreto nº. 5.798/06.
2. As opções de amortização acelerada, especificadas nos itens 10.1 e
10.2, não podem ser aplicadas, cumulativamente, para um mesmo bem
intangível, conforme § 2º do Art. 9º do Decreto nº. 5.798/06.

Data (mm/aaaa) do início da fruição dos incentivos: 08/2011

ANO DE REFERÊNCIA 2011 R$ (Reais)

ANO
ANO DE
INCENTIVOS FISCAIS ANTERIOR AO
REFERÊNCIA
DE REFERÊNCIA

1. DEDUÇÃO, para efeito de apuração do lucro líqui-


do, da soma dos dispêndios realizados no ano de
referência (Inc. I do Art. 3º).

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 81


2. DEDUÇÕES ADICIONAIS

2.1. DEDUÇÃO, para efeito de apuração do lucro


líquido e da base de cálculo da CSLL, de até 60% da
soma dos dispêndios realizados no ano de referên-
cia (Art. 8º).

2.2. Até 20%, no caso de incremento do número de


pesquisadores contratados no ano de referência em
% acima de 5%, em relação à média dos pesquisa-
dores com contrato no ano anterior (Inc. I do §1 º
do Art. 8º) – se aplicável.

2.3. Até 10%, no caso de incremento do número de


pesquisadores contratados no ano de referência em
até 5%, em relação à média dos pesquisadores com
contrato no ano anterior (Inc..II do §1º do Art. 8º) –
se aplicável.

2.4. Sem prejuízo das deduções adicionais ante-


riores, até 20%, no caso de patente concedida ou
cultivar registrado (§4º do Art. 8º) – se aplicável.

3. TOTAL DAS DEDUÇÕES (3) = 1 + 2.1 + 2.2 + 2.3 +


2.4

4. REDUÇÕES DO IPI

4.1. 50% do IPI incidente sobre equipamentos, ma-


quinas, aparelhos e instrumentos nacionais destina-
dos à P&D (Inc. II do Art.3º).

4.2. 50% do IPI incidente sobre equipamentos,


maquinas, aparelhos e instrumentos importados
destinados à P&D (Inc. II do Art.3º).

TOTAL DA REDUÇÃO DO IPI (4) = 4.1 + 4.2

5. CRÉDITO IR NA FONTE incidente sobre os pa-


gamentos de tecnologia no exterior, conforme os
limites fixados (Inc. V do Art. 3º).

6. REDUÇÃO a zero da alíquota do IR na fonte inci-


dente sobre as remessas ao exterior destinadas aos
pagamentos de registro e manutenção de marcas,
patentes e cultivares (Inc. VI do Art.3º).

7. TOTAL DOS INCENTIVOS (7) = 3 + 4 + 5 + 6

8. DEPRECIAÇÃO ACELERADA

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 82


8.1. Dos equipamentos, máquinas, aparelhos e ins-
trumentos destinados à P&D (Inc. III do Art.3º).

8.2. Do saldo não depreciado dos equipamentos,


máquinas, aparelhos e instrumentos destinados à
P&D, no ano em que for concluída a sua utilização
(Art.9º).

TOTAL DA DEPRECIAÇÃO ACELERADA (8) = 8.1 + 8.2

9. AMORTIZAÇÃO ACELERADA

9.1. Dedução dos dispêndios relativos à aquisição


de bens intangíveis destinados à P&D, no ano de
referência (Inc. IV do Art.3º)

9.2. Dedução do saldo não amortizado dos dispên-


dios relativos à aquisição de bens intangíveis des-
tinados à P&D, no ano em que for concluída a sua
utilização (Art.9º)

TOTAL DA AMORTIZAÇÃO ACELERADA (9) = 9.1 + 9.2

6 INSTITUIÇÕES DE P&D CONTRATADAS

6.1 Que instituições de P&D foram, ou serão contratadas, indicando os seus setores
especializados envolvidos e o percentual de participação, em valor, por linha de P&D
na execução do Programa?

LINHA INSTITUIÇÃO OBSERVAÇÕES

6.2 Caso haja a contratação de atividades junto a universidades e instituições de


pesquisa e desenvolvimento, ou outras empresas, o titular do programa tem a
responsabilidade, o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização dos resultados
do Programa ?

( ) Sim. ( ) Não.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 83


Em caso afirmativo, qual o montante desses valores até a data deste Relatório?

R$ ( % dos Programas)

6.3 Ocorreu alteração no que diz respeito à contratação de instituições de P&D com
relação àquelas originalmente previstas ?

( ) Sim. ( ) Não.

Em caso afirmativo, discriminar as alterações ocorridas:

6.4 Esse fato gerou mudança nos custos previstos referentes à participação de
entidades de P&D no Programa ?

( ) Sim. ( X ) Não.

7. COOPERAÇÃO COM CLIENTES E FORNECEDORES

7.1 Quais são as formas de cooperação com clientes e fornecedores na execução do


Programa?

7.2 Ocorreu mudança na política da empresa no que diz respeito a esse tipo de
cooperação?

( ) Sim. ( ) Não.

7.3 Comentar sobre os desvios significativos, linha por linha, explicitando os problemas
ocorridos durante a execução e suas conseqüências sobre os marcos críticos:

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 84


8. PRODUTOS E PROCESSOS TECNOLOGICAMENTE NOVOS OU SUBS-
TANCIALMENTE APERFEIÇOADOS

Uma Inovação Tecnológica é definida como a concepção de novo produto ou processo


de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características
ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de
qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado.

Se refere a produto e/ou processo novo (ou aprimorado) para a empresa, não
sendo, necessariamente novo para o mercado/setor de atuação, podendo ter sido
desenvolvida pela empresa ou por outra empresa/instituição.

A inovação pode resultar de novos desenvolvimentos tecnológicos, de novas


combinações de tecnologias existentes ou da utilização de outros conhecimentos
adquiridos pela empresa.

8.1 Inovação de Produto

Produto tecnologicamente novo (bem ou serviço industrial) é um produto cujas


características fundamentais (especificações técnicas, usos pretendidos, software ou
outro componente imaterial incorporado) diferem significativamente de todos os
produtos previamente produzidos pela empresa.

Melhoria incremental de produto (bem ou serviço industrial) refere-se a um produto


previamente existente, cujo desempenho foi substancialmente aumentado ou
aperfeiçoado. Um produto simples pode ser aperfeiçoado (no sentido de se obter um
melhor desempenho ou um menor custo) através da utilização de matérias primas ou
componentes de maior rendimento. Um produto complexo, com vários componentes
ou subsistemas integrados, pode ser aperfeiçoado via mudanças parciais em um dos
componentes ou subsistemas.

Não são incluídas: as mudanças puramente estéticas ou de estilo e a comercialização


de produtos novos integralmente desenvolvidos e produzidos por outra empresa.

8.1.1 No ano anterior, a empresa introduziu produto tecnologicamente novo ou


significativamente aperfeiçoado para a empresa, mas já existente no mercado
nacional?

( ) Sim. ( ) Não.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 85


8.1.2 No ano anterior, a empresa introduziu produto tecnologicamente novo ou
significativamente aperfeiçoado para o mercado nacional?

( ) Sim. ( ) Não.

8.1.3 Descreva brevemente o principal produto tecnologicamente novo ou


substancialmente aperfeiçoado, lançado por sua empresa no mercado no ano anterior:

8.1.4 Este produto é:

( ) Aprimoramento de um existente.

( ) Novo para a empresa, mas já existente no mercado nacional.

( ) Novo para o mercado nacional, mas já existente no mercado mundial.

( ) Novo para o mercado mundial.

8.1.5 Quem desenvolveu esta inovação?

( ) Principalmente a empresa.

( ) Principalmente outra empresa do grupo.

( ) Principalmente a empresa em cooperação com outras empresas ou institutos.

( ) Principalmente outras empresas ou institutos.

8.1.6 A principal inovação em produto:

( ) Utiliza novas matérias-primas ou componentes?

( ) Incorpora a melhoria do projeto industrial, assegurando maior qualidade técnica,


funcionalidade e desempenho?

( )
Implicou mudança significativa do software incorporado, ampliando a
funcionalidade e o leque de utilizações?

( ) Implicou a compra de novas máquinas ou equipamentos?

( ) É novo uso do produto que difere significativamente dos anteriores?

( ) É uma adaptação de produto desenvolvido no exterior (tropicalização)?

( ) Usa tecnologia radicalmente nova?

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 86


8.2 Inovação de processo

8.2.1 No último ano, a empresa introduziu processo tecnologicamente novo ou


significativamente aperfeiçoado para a empresa, mas já existente no setor no Brasil?

( ) Sim. ( ) Não.

8.2.2 No último ano, a empresa introduziu processo tecnologicamente novo ou


significativamente aperfeiçoado para o setor no Brasil?

( ) Sim. ( ) Não.

8.2.3 Descreva brevemente o principal processo tecnologicamente novo ou


substancialmente aperfeiçoado introduzido por sua empresa no último ano:

8.2.4 Este processo é:

( ) Aprimoramento de um existente.

( ) Novo para a empresa, mas já existente no setor no Brasil.

( ) Novo para o setor no Brasil, mas já existente em outro(s) país(es).

( ) Novo para o setor em termos mundiais.

8.2.5 A principal inovação em processo:

SIM NÃO

Utiliza novas matérias-primas ou componentes?

Implicou a compra de máquinas ou equipamentos?

Implicou a alteração da ordem das etapas da produção?

Implicou mudanças organizacionais?

Foi uma adaptação de processo desenvolvido no exterior


(tropicalização)?

É tecnologia de produção radicalmente nova?

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 87


8.3 Considerando os resultados conseguidos até o momento, ocorreu mudança com
relação às expectativas iniciais da empresa ?

( ) Sim. ( ) Não.

Comentar:

8.4 O MCT está autorizado a divulgar essas informações em relatórios periódicos, sem
identificar a empresa ?

( ) Sim. ( ) Não.

8.5 Projetos incompletos ou abandonados.

8.5.1 No último ano, a empresa tinha algum projeto ainda incompleto para desenvolver
ou introduzir produto ou processo tecnologicamente novo ou aprimorado?

( ) Sim. ( ) Não tinha.

8.5.2 No último ano, a empresa realizou algum projeto para desenvolver ou introduzir
produto ou processo tecnologicamente novo ou aprimorado, mas que foi abandonado?

( ) Sim. ( ) Não realizou.

9. APOIO DO GOVERNO

9.1 Além dos incentivos da Lei nº. 11.196/05, a empresa utilizou/utiliza algum dos
programas, relacionados a seguir, de apoio do governo para as suas atividades
inovativas?

( ) Subvenção Econômica à P&D (Lei nº. 10.973).


( ) Incentivo fiscal à P&D (Lei nº. 8.661, Lei nº. 10.332).
( ) Incentivo fiscal Lei de Informática (Lei nº. 10.176, Lei nº. 10.664).
( ) Financiamento a projetos de pesquisa em parceria com universidades
e institutos de pesquisa.
( ) Financiamento à compra de máquinas e equipamentos utilizados para inovar.
( ) Apoio oferecido pelas fundações de amparo à pesquisa.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 88


( ) Apoio oferecido pelo RHAE.
( ) Aporte de capital de risco.
( ) Financiamento a projetos de P&D com equalização de juros (Lei nº.10.332).
( ) Outros (favor especificar).

10. PATENTES E REGISTROS


10.1 No ano anterior, a empresa utilizou algum dos métodos, descritos a seguir, para
proteger as inovações de produto e/ou processo desenvolvidas?

SIM NÃO

Patente de invenção.

Patente de modelo de utilidade.

Registro de cultivar.

10.2 No último ano, a empresa solicitou depósito de patente ou registro de cultivar?


( ) Sim, no Brasil.
( ) Sim, no exterior.
( ) Sim, no Brasil e no exterior.
( ) Não.

10.3 Ao final do último ano a empresa dispunha de alguma patente ou registro em


vigor?
( ) Sim, no Brasil.
( ) Sim, no exterior.
( ) Sim, no Brasil e no exterior.
( ) Não.

11. OUTRAS INFORMAÇÕES

11.1 Qual das razões, listadas a seguir, justifica o fato da empresa não ter realizado
nenhuma atividade inovativa durante o último ano?

( ) Não necessitou, devido às inovações prévias.


( ) Não necessitou, devido às condições de mercado.
( ) Outros fatores impediram o desenvolvimento, implementação de inovação.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 89


11.2 Assinale a importância dos fatores que prejudicaram as atividades inovativas da
empresa.

Fatores Importância

Não
Alta Média Baixa
Relevante

Riscos econômicos excessivos.

Elevados custos da inovação.

Escassez de fontes apropriadas de financia-


mento.

Rigidez organizacional.

Falta de pessoal qualificado.

Falta de informação sobre tecnologia.

Falta de informação sobre mercados.

Escassas possibilidades de cooperação com


outras empresas/instituições.

Dificuldade para se adequar a padrões, normas


e regulamentações.

Fraca resposta dos consumidores quanto a


novos produtos.

Escassez de serviços técnicos externos adequa-


dos.

Centralização da atividade inovativa em outra


empresa do grupo.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 90


11.3 Explicitar outras informações julgadas relevantes ou quaisquer sugestões voltadas
para o aperfeiçoamento do sistema de concessão desses incentivos fiscais.

“Declaro que a empresa________________está regular no que diz respeito às


contribuições sociais, da Secretaria da Receita Federal – SRF e da Procuradoria Geral
da Fazenda Nacional – PGFN, do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e a relativa
ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, expedida pela Caixa Econômica
Federal [e o recolhimento da contribuição de intervenção no domínio econômico –
CIDE, se aplicável].

Declaro ainda, que as informações prestadas correspondem à expressão da verdade e


declaro conhecer as penalidades de descumprimento definidas no art. 13 do Decreto
nº. 5.798, de 7 de junho de 2006.”

Nome:

“Declaro que a empresa xxxxxxxxx, CNPJ xxxxxxxxxxxxx realizará dispêndios com


atividades de pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica nos percentuais
definidos no inciso [I ou II] do § 3º do Art. 3º do Decreto nº. 5.798, de 7 de junho de
2006, como contrapartida à fruição dos incentivos previstos no inciso V do Art. 3º do
mesmo decreto.

Declaro também, que as informações prestadas correspondem à expressão da verdade


e declaro conhecer as penalidades de descumprimento definidas no art. 13 do Decreto
nº. 5.798, de 7 de junho de 2006.”

Nome:

Cargo:

CPF:

Observação:

A empresa que pleitear o incentivo definido no inciso V do Art. 3º, do Decreto nº.
5.798/06, deverá manter também, cópia do registro ou averbação do contrato de
transferência de tecnologia, nos termos da Lei nº. 9.279, de 14 de maio de 1996.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 91


3 JURISPRUDÊNCIAS
___

COMPÊNDIO DE DECISÕES
(ACÓRDÃOS E CONSULTAS DA RFB)

SOLUÇÃO DE CONSULTA COSIT Nº 267, DE 26 DE SETEMBRO DE 2014


ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA – IRPJ EMENTA: PESQUISA
TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DEDUÇÃO. Para a
utilização do incentivo fiscal de que trata o § 1º do art. 4º da Instrução Normativa RFB nº
1.187, de 2011, é necessário que a pessoa jurídica tenha incorrido no efetivo dispêndio
com as atividades classificadas por essa Instrução Normativa como de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. Somente após isso, é possível
a dedução de tais valores, para fins de apuração do lucro real. DISPOSITIVOS LEGAIS:
Lei nº 11.196, de 2005, art. 17, inciso I e §§ 2º e 6º; Instrução Normativa RFB nº 1.187,
de 2011, arts. 1º a 3º, 4º, caput e § 1º, e 5º. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE
O LUCRO LÍQUIDO – CSLL EMENTA: PESQUISA TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO
DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DEDUÇÃO. Para a utilização do incentivo fiscal de que
trata o § 1º do art. 4º da Instrução Normativa RFB nº 1.187, de 2011, é necessário que
a pessoa jurídica tenha incorrido no efetivo dispêndio com as atividades classificadas
por essa Instrução Normativa como de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de
inovação tecnológica. Somente após isso, é possível a dedução de tais valores, para
fins de apuração da base de cálculo da CSLL. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 11.196, de
2005, art. 17, inciso I e §§ 2º e 6º; Instrução Normativa RFB nº 1.187, de 2011, arts. 1º a
3º, 4º, caput e § 1º, e art. 5º.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 4 de 24 de Janeiro de 2013


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: LUCRO REAL. INCENTIVO FISCAL. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DISPÊNDIOS
COM PESSOAL DE APOIO TÉCNICO. Os gastos efetuados com pessoal contratado pela
empresa para prestar serviços de apoio técnico de modo não exclusivo, registrados
de forma detalhada e individualizada em sua contabilidade, estão contemplados
pelos benefícios fiscais previstos nos arts. 17 e 19 da Lei nº 11.196, de 2005, desde
que se configurem indispensáveis à implantação e à manutenção das instalações ou
dos equipamentos destinados, exclusivamente, à execução de projetos de pesquisa,
desenvolvimento ou inovação tecnológica, bem como à capacitação dos recursos
humanos a eles dedicados.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 92


SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 14 de 06 de Fevereiro de 2012
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: REGIME TRIBUTÁRIO DE TRANSIÇÃO – RTT. GASTOS COM PESQUISA
TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Atendidos os
requisitos previstos na legislação tributária, a contabilização no ativo intangível,
por força das regras contábeis introduzidas pela Lei nº 11.638/2007 e pela Lei nº
11.941/2009, do valor correspondente à soma dos dispêndios realizados, no período
de apuração, com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
classificáveis como despesas operacionais pela legislação do IRPJ, não terão efeitos
para fins de apuração do lucro real da pessoa jurídica sujeita ao RTT, devendo ser
considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31
de dezembro de 2007. As pessoas jurídicas optantes pelo RTT poderão excluir do lucro
líquido, na determinação do lucro real, o valor correspondente a até 60% (sessenta por
cento) da soma dos dispêndios realizados, no período de apuração, com as mesmas
atividades, limitada a exclusão ao valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes
da própria exclusão, vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de
apuração posterior. Alternativamente à possibilidade de se admitir como operacionais
as despesas com desenvolvimento de inovação tecnológica, as pessoas jurídicas
optantes pelo RTT poderão amortizar, no prazo mínimo de 5 (cinco) anos, os valores
dos gastos com desenvolvimento de inovação tecnológica reclassificados para o “ativo
intangível” em face do disposto no artigo 299-A da Lei nº 6.404/1976, acrescido pela
Lei nº 11.941/2009, caso tenham utilizado a faculdade prevista no artigo 58, § 3º, alínea
“b”, da Lei nº 4.506/1964 em período anterior à 31/12/2008.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 15 de 06 de Marco de 2012


ASSUNTO: Normas Gerais de Direito Tributário
EMENTA: Incentivo Fiscal – Pesquisa Tecnológica e Desenvolvimento de Inovação
Tecnológica. As importâncias recebidas por Microempresa e Empresa de Pequeno
Porte, não optante pelo Simples Nacional, destinadas e empregadas integralmente
em pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de interesse do
encomendante, na área de energia elétrica, não integram a base de cálculo do IRPJ,
CSLL, PIS não – cumulativo e Cofins não – cumulativo, por não constituir receita. As
importâncias transferidas pelo encomendante a inventor independente, pessoa física,
não ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego público, que seja inventor,
obtentor ou autor de criação, em pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica na área de engenharia elétrica, não são tributadas pelo imposto sobre a
renda da pessoa física, por não constituir rendimento do inventor.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 93


SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 277 de 31 de Outubro de 2011
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: PESQUISA TECNOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA. O beneficio previsto no artigo 18 da Lei n° 11.196/05 não impede que
as despesas com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica,
classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda
de Pessoa Jurídica (IRPJ) realizadas com empresas de grande porte sejam levadas em
consideração para o aproveitamento do incentivo fiscal, desde que não caracterizem
transferência de execução da pesquisa, ainda que parcialmente. Cabe ao Ministério
da Ciência e Tecnologia – MCT determinar se os dispêndios efetuados pela pessoa
jurídica podem ser considerados como dispêndios vinculados à pesquisa tecnológica
e desenvolvimento de inovação tecnológica, para fins de gozo do incentivo fiscal

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 17 de 04 de Fevereiro de 2011


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INCENTIVOS FISCAIS. DEDUÇÃO, PARA EFEITO DE APURAÇÃO DO LUCRO
LÍQUIDO. EXCLUSÃO DO LUCRO LÍQUIDO, NA DETERMINAÇÃO DO LUCRO REAL.
DEPRECIAÇÃO INTEGRAL, NO PRÓPRIO ANO DA AQUISIÇÃO. Para fazer jus aos
incentivos fiscais de que tratam o artigo 17, incisos I e III e o artigo 19, caput, da Lei
n.º 11.196, de 2005, a pessoa jurídica deve preencher todos os requisitos legais e
considerar que, tanto na dedução para efeito de apuração do lucro líquido quanto na
exclusão do lucro líquido para a determinação do lucro real, os dispêndios realizados
no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação
tecnológica são aqueles classificáveis como despesas operacionais pela legislação
do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica. A depreciação acelerada integral, no
próprio ano da aquisição, diz respeito às máquinas, equipamentos, aparelhos e
instrumentos que sejam novos e, destinados à utilização nas atividades de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, tenham sido adquiridos a
partir de 13.5.2008.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 143 de 06 de Dezembro de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INCENTIVOS FISCAIS ÀS ATIVIDADES DE PESQUISA TECNOLÓGICA E
DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. BASE DE CÁLCULO. DISPÊNDIOS
DEDUTÍVEIS. Para usufruir o benefício fiscal de dedução do lucro líquido do valor
correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, é necessário

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 94


observar o critério de serem os dispêndios classificáveis como despesas operacionais
pela legislação do IRPJ, não havendo possibilidade de substituí-lo por outro, mesmo
que aceito por órgão federal de fomento à pesquisa tecnológica e ao desenvolvimento
de inovação tecnológica

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 95 de 22 de Setembro de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INCENTIVOS FISCAIS. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
DE PESQUISA A OUTRAS PESSOAS JURÍDICAS. INAPLICABILIDADE. O incentivo fiscal
destinado à pesquisa e ao desenvolvimento de inovação tecnológica tem como
requisito o fato de a própria pessoa jurídica que realize os dispêndios com pesquisa ou
inovação tecnológica ter a responsabilidade, o risco, a gestão e o controle do resultado.
Tal incentivo não se estende a pessoa jurídica, prestadora de serviço de pesquisa a
terceiros, que não detenha o controle dos resultados do dispêndio.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 149 de 25 de Junho de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INCENTIVO FISCAL À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DEPRECIAÇÃO ACELERADA
INCENTIVADA. DISPÊNDIOS. Para fins de aplicação do art. 17, I, da Lei nº 11.196, de 2005,
o valor excluído do lucro líquido para fins de apuração do lucro real, correspondente
à depreciação integral, no próprio ano de aquisição, de máquinas, equipamentos,
aparelhos e instrumentos novos destinados à utilização nas atividades de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, não constitui dispêndio,
nem tampouco é classificado pela legislação do imposto de renda como despesa
operacional.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 220 de 14 de Junho de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INCENTIVOS FISCAIS Para fins de apuração da base de cálculo do IRPJ, a pessoa
jurídica poderá usufruir o incentivo fiscal da depreciação integral no próprio ano de
aquisição, de máquinas, equipamentos, aparelhos e instrumentos novos, destinados
à utilização nas atividades de pesquisas tecnológicas e desenvolvimento de inovação
tecnológica, adquiridos a partir de 13 de maio de 2008, data publicação da Medida
Provisória nº 428, de 12 de maio de 2008. Os bens novos adquiridos ou construídos, a
partir de 1º de janeiro de 2006, até a data da publicação da referida Medida Provisória,
somente poderão usufruir o incentivo fiscal da depreciação acelerada. Ou, por opção

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 95


da pessoa jurídica os dispêndios incorridos, a partir de 1º de janeiro de 2006, em
instalações fixas e na aquisição de aparelhos, máquinas e equipamentos, destinados
à em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, metrologia, normalização
técnica e avaliação da conformidade, aplicáveis a produtos, processos, sistemas e
pessoal, procedimentos de autorização de registros, licenças, homologações e suas
formas correlatas, bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade
intelectual, poderão ser depreciados na forma da legislação vigente, podendo o saldo
não depreciado ser excluído na determinação do lucro real, no período de apuração
em que for concluída sua utilização.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 115 de 06 de Maio de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. BENEFÍCIO. VIGÊNCIA. As disposições constantes
dos §§ 1º a 4º do art. 26 da Lei nº 11.196, de 2005, são aplicáveis aos dispêndios com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica realizados a partir
de 13 de maio de 2008.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 59 de 10 de Fevereiro de 2010


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: lucro Real. Incentivo Fiscal Pesquisa Tecnológica e Desenvolvimento de
Inovação Tecnológica. Pode usufruir do benefício fiscal relativo à dedução, para
efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente à soma dos dispêndios
realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento
de inovação tecnológica, classificáveis como despesas operacionais pela legislação
do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ, ou ainda com o pagamento a
universidades, instituições de pesquisa ou inventor independente efetuados com a
mesma finalidade inovadora, desde que cumpridas todas as formalidade e requisitos
legais previstos na norma isentiva.

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 12 de 27 de Janeiro de 2006


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: LUCRO LÍQUIDO. APURAÇÃO. DEDUÇÕES. LUCRO REAL. EXCLUSÕES. O
art. 39 da Lei nº 10.637, de 2002, enquanto vigente, não autorizava excluir do lucro
líquido, para efeito de determinação do lucro real, os dispêndios realizados com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica de produtos, mas
tão-somente permitia a dedução desses dispêndios diretamente como despesas
operacionais na apuração do próprio lucro líquido.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 96


8º TURMA – ACÓRDÃO Nº 12-59085 de 27 de Agosto de 2013
ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DISPÊNDIOS. BENEFÍCIO FISCAL. Na
determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL os dispêndios com pesquisa
e desenvolvimento de inovação tecnológica somente poderão ser excluídos do lucro
líquido se forem controlados contabilmente em contas específicas. Artigos 17; 19;
22, inciso I; e 24, da Lei nº.11.196/2005. ESCRITURAÇÃO. CONFIABILIDADE. A falta
de integridade e tempestividade na escrituração de informação contábil ocasiona a
perda de sua relevância e confiabilidade. Resoluções CFC nº.750/93 de 1993 e CFC nº.
1282/10. RECLASSIFICAÇÃO. EFEITOS FISCAIS. A reclassificação somente terá efeitos
fiscais se tornar as informações contábeis mais claras, precisas e confiáveis. INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA. PARECER TÉCNICO. O parecer técnico emitido pelo Ministério da
Ciência e Tecnologia vincula a Receita Federal, uma vez que aquele órgão é que tem a
competência legal para opinar sobre matéria técnica a ele afeita. Artigo 14, do Decreto
nº.5.798, de 2006. ESCRITURAÇÃO. FORÇA PROBANTE. A escrituração contábil mantida
com observância das disposições legais somente faz prova a favor do contribuinte
dos fatos nela registrados se forem comprovados por documentos hábeis e idôneos,
segundo sua natureza, ou assim definidos em preceitos legais. DOCUMENTOS HÁBEIS
E IDÔNEOS. Os documentos hábeis segundo sua natureza são aqueles que já contêm
uma prova direta acerca do fato alegado cuja existência ali se materializa. Devem
ter autenticidade, legitimidade e o seu conteúdo conduzir à convicção da efetiva
ocorrência do fato, devendo, preferencialmente, ser subscritos por terceiros que tenham
participado das respectivas operações. IMPUGNAÇÃO. DOCUMENTOS. A apresentação
de alegações visando desconstituir as provas apresentadas pela Fiscalização devem vir
acompanhadas de documentos hábeis e idôneos. Art. 16, inciso III, do Decreto 70.235
de 1972. IMPUGNAÇÃO. INEFICÁCIA. Não há como abrigar alegações que não logram
desconstituir os fundamentos da autuação.
Ano-calendário: : 01/01/2010 a 31/12/2010.

15 – TURMA – ACÓRDÃO Nº 12-53330 de 05 de Marco de 2013


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: IRPJ. LUCRO REAL. EXCLUSÕES. GLOSA DE DISPÊNDIOS COM PESQUISAS E
DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS. FALTA DE DETALHAMENTO DOS
PROJETOS. PARECER DO MCTI. A pessoa jurídica beneficiária do incentivo de que
trata o art. 19 da Lei nº 11.196/2005 fica obrigada a prestar ao Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação – MCTI informações sobre seus programas de pesquisa tecnoló-
gica e desenvolvimento de inovação tecnológica. Não logrando a interessada detalhar,
com suficiente precisão, os projetos por ela executados, cabe a glosa do incentivo.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 97


Ratificação do parecer técnico emitido pelo MCTI, diante da ausência de elementos
capazes de infirmá-lo ou desmenti-lo. IRPJ. LUCRO REAL. EXCLUSÕES. GLOSA DE
DISPÊNDIOS COM PESQUISAS E DESENVOLVIMENTO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS.
DISPÊNDIOS EFETUADOS COM EMPRESAS DE MÉDIO E GRANDE PORTE. A pessoa
jurídica beneficiária do incentivo de que trata o art. 19 da Lei nº 11.196/2005 não está
impedida de contratar, junto a empresas de médio e grande porte, serviços técnicos
de apoio aos seus projetos de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovações
tecnológicas. Para fazer jus, todavia, ao incentivo fiscal, a empresa deverá comprovar
que os serviços contratados junto a estas empresas não caracterizam transferência,
ainda que parcial, da execução do projeto. Na falta de tal comprovação, reputa-se
correta a glosa do incentivo. Ano-calendário: : 01/01/2010 a 31/12/2010

8º TURMA – ACÓRDÃO Nº 12-44550 de 16 de Marco de 2012


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DISPÊNDIOS. BENEFÍCIO FISCAL. Na
determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL os dispêndios com pesquisa
e desenvolvimento de inovação tecnológica somente poderão ser excluídos do lucro
líquido se forem controlados contabilmente em contas específicas. Artigos 17; 19;
22, inciso I; e 24, da Lei nº.11.196/2005. ESCRITURAÇÃO. CONFIABILIDADE. A falta de
integridade e tempestividade na escrituração de informação contábil pode ocasionar
a perda de sua relevância e confiabilidade. Resoluções CFC nº.750/93 de 1993 e CFC nº.
1282/10. RECLASSIFICAÇÃO. EFEITOS FISCAIS. A reclassificação somente terá efeitos
fiscais se tornar as informações contábeis mais claras, precisas e confiáveis. INOVAÇÃO
TECNOLÓGICA. PARECER TÉCNICO. O parecer técnico emitido pelo Ministério da
Ciência e Tecnologia vincula a Receita Federal, uma vez que aquele órgão é que tem a
competência legal para opinar sobre matéria técnica a ele afeita. Artigo 14, do Decreto
nº.5.798, de 2006. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. JUROS. INCIDÊNCIA SOBRE MULTA. O crédito
tributário não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja
qual for o motivo determinante da falta. Art. 161, CTN.
Ano-calendário: : 01/01/2007 a 31/12/2007, 01/01/2008 a 31/12/2008.

8 º TURMA – ACÓRDÃO Nº 12-48849 de 16 de Agosto de 2012


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: NULIDADE Rejeita-se a preliminar de nulidade se a fiscalização agiu em
perfeita consonância com o artigo 142 do CTN, e ainda com as normas contidas no
Decreto 70.235/72. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. DISP ÊNDIOS. BENEFÍCIO FISCAL. Na
determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL os dispêndios com pesquisa
e desenvolvimento de inovação tecnológica somente poderão ser excluídos do lucro

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 98


líquido se forem controlados contabilmente em contas específicas. Artigos 17; 19; 22,
inciso I; e 24, da Lei nº.11.196/2005. INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. PARECER TÉCNICO.
O parecer técnico emitido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia vincula a Receita
Federal, uma vez que aquele órgão é que tem a competência legal para opinar
sobre matéria técnica a ele afeita. Artigo 14, do Decreto nº.5.798, de 2006. CRÉDITO
TRIBUTÁRIO. JUROS. INCIDÊNCIA SOBRE MULTA. O crédito tributário não integralmente
pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante
da falta. Art. 161, CTN.
Ano-calendário: : 01/01/2007 a 31/12/2007, 01/01/2008 a 31/12/2008, 01/01/2009 a
31/12/2009.

2º TURMA – ACÓRDÃO Nº 06-33321 de 25 de Agosto de 2011


ASSUNTO: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica – IRPJ
EMENTA: INCENTIVO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. CONDIÇÕES PARA DEDUÇÃO NÃO
PREENCHIDAS. É indevida a dedução, para efeito de apuração do lucro real, de valor
correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica (P&D) classificáveis
como despesas operacionais, se o Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT avaliou
como incompletas as informações no relatório que a empresa lhe apresentou e como
não sendo de P&D os dispêndios e se a RFB, ao analisar a contabilidade e documentação,
concluiu que além de não estarem controlados contabilmente em contas específicas,
tampouco apontavam para atividades de P&D. INCENTIVO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA.
DESPESAS DE PESSOAL NÃO EXCLUSIVO. Se a alegada dedicação parcial de tempo de
funcionários de produção a P&D, não alocados exclusivamente à pesquisa, não estiver
devidamente evidenciada por meio de registros, documentação e contabilização em
contas específicas e reconhecida pelo MCT, não pode a RFB aceitar tais dispêndios
como passíveis de dedução como incentivo à inovação tecnológica. DEPRECIAÇÃO
INCENTIVADA INTEGRAL Se os equipamentos adquiridos foram incorporados à
linha de produção, não há como caracterizá-los como máquinas, equipamentos,
aparelhos e instrumentos, novos, destinados à utilização nas atividades de pesquisa
tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, conforme condiciona o art.
17, III da Lei nº 9.196, de 2005, que estabeleceu o incentivo. SALDO NEGATIVO DE IRPJ.
ESTIMATIVAS NÃO RECOLHIDAS NEM CONFESSADAS COMO DÍVIDA. PARCELAMENTO
NÃO CONCRETIZADO. Descabe considerar como passíveis de dedução do IRPJ devido
apurado no final do ano, estimativas mensais não recolhidas nem confessadas como
dívidas, cujo alegado parcelamento não foi comprovado, nem pago.
Data do fato gerador: : 24/07/2009 a 24/07/2009, 25/11/2009 a 25/11/2009.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 99


2º TURMA – ACÓRDÃO Nº 06-33321 de 25 de Agosto de 2011
ASSUNTO: Normas de Administração Tributária
EMENTA: PROJETOS DE P&D. DRJ. FALTA COMPETÊNCIA PARA ANÁLISE. Às Delegacias da
Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ, compete conhecer e julgar em primeira
instância, após instaurado o litígio, especificamente, impugnações e manifestações
de inconformidade em processos administrativos fiscais, enquanto cabe ao MCT a
supervisão e o controle das atividades da ciência e tecnologia. BENEFÍCIOS FISCAIS DOS
INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. REGULARIDADE FISCAL. ENCERRAMENTO
DO PERÍODO. O gozo dos benefícios fiscais dos incentivos à inovação tecnológica é
condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica, por ocasião
do encerramento do ano-calendário em que se deduziram do lucro real ou da base de
cálculo da CSLL os dispêndios com P&D e a depreciação acelerada integral.
Data do fato gerador: : 24/07/2009 a 24/07/2009, 25/11/2009 a 25/11/2009.

2º TURMA – ACÓRDÃO Nº 06-33322 de 25 de Agosto de 2011


ASSUNTO: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL
EMENTA: INCENTIVO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. CONDIÇÕES PARA DEDUÇÃO NÃO
PREENCHIDAS. É indevida a dedução, para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL,
de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com
pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica (P&D) classificáveis
como despesas operacionais, se o Ministério da Ciência e Tecnologia avaliou como
incompletas as informações no relatório que a empresa lhe apresentou e como não
sendo de P&D os dispêndios e se a RFB, ao analisar a contabilidade e documentação,
concluiu que além de não estarem controlados contabilmente em contas específicas,
tampouco apontavam para atividades de P&D. INCENTIVO À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA.
DESPESAS DE PESSOAL NÃO EXCLUSIVO. Se a alegada dedicação parcial de tempo de
funcionários de produção a P&D, não alocados exclusivamente à pesquisa, não estiver
devidamente evidenciada por meio de registros, documentação e contabilização em
contas específicas e reconhecida pelo MCT, não pode a RFB aceitar tais dispêndios
como passíveis de dedução como incentivo à inovação tecnológica. DEPRECIAÇÃO
INCENTIVADA INTEGRAL Se os equipamentos adquiridos foram incorporados à linha
de produção, não há como caracterizá-los como máquinas, equipamentos, aparelhos
e instrumentos, novos, destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica
e desenvolvimento de inovação tecnológica, conforme condiciona o art. 17, III
da Lei nº 9.196, de 2005, que estabeleceu o incentivo. SALDO NEGATIVO DE CSLL.
ESTIMATIVAS NÃO RECOLHIDAS NEM CONFESSADAS COMO DÍVIDA. PARCELAMENTO
NÃO CONCRETIZADO. Descabe considerar como passíveis de dedução do CSLL devido
apurado no final do ano, estimativas mensais não recolhidas nem confessadas como

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 100


dívidas, cujo alegado parcelamento não foi comprovado, nem pago.
Data do fato gerador: : 25/11/2009 a 25/11/2009.

2º TURMA – ACÓRDÃO Nº 06-33322 de 25 de Agosto de 2011


ASSUNTO: Normas de Administração Tributária
EMENTA: PROJETOS DE P&D. DRJ. FALTA COMPETÊNCIA PARA ANÁLISE. Às Delegacias da
Receita Federal do Brasil de Julgamento – DRJ, compete conhecer e julgar em primeira
instância, após instaurado o litígio, especificamente, impugnações e manifestações
de inconformidade em processos administrativos fiscais, enquanto cabe ao MCT a
supervisão e o controle das atividades da ciência e tecnologia. BENEFÍCIOS FISCAIS DOS
INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. REGULARIDADE FISCAL. ENCERRAMENTO
DO PERÍODO. O gozo dos benefícios fiscais dos incentivos à inovação tecnológica é
condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica, por ocasião
do encerramento do ano-calendário em que se deduziram do lucro real ou da base de
cálculo da CSLL os dispêndios com P&D e a depreciação acelerada integral.
Data do fato gerador: : 25/11/2009 a 25/11/2009.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 101


4 CONTABILIDADE
___

PESQUISA, DESENVOLVIMENTO E INOVAÇÃO


De acordo com Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC 04 (R1) O qual
tem relação com o IAS 38 (IASB – BV 2010) ativo intangível proveniente de pesquisa
deve ser reconhecido, de tal forma que o gasto com esta deve ser reconhecido como
despesa quando for incorrido, o mesmo só atende os critérios de ativo intangível
quando atrelado a um imobilizado.

CONTROLE ANALÍTICO DOS CUSTOS


A insegurança jurídica que cerca os benefícios concedidos através da Lei
11.196/2005, mas conhecida como Lei do Bem. A nossa proposta é através das
ferramentas contábeis propor mudanças e adequações quanto a tratamento de custos
e despesas que se alinhem aos objetivos do incentivo fiscal e ao ser apresentado torne-
se de fácil entendimento.
A ideia inicial é a criação de um centro de custo cujo título seja semelhante à
Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – PD&I ou Incentivos Fiscais.
A Instrução Normativa 1.187/11 dispõe sobre a necessidade de se ter controle
analítico dos custos e despesas integrantes para cada projeto incentivado.
Depreciação Acelerada – A depreciação é um custo que não representa um
pagamento efetivado na mesma época de sua contabilização. Por isso, ela tem
importante significado econômico ao representar a recuperação de fundos para
aquisição de novos ativos, suas implicações sobre o fluxo de caixa e sobre o processo
decisório de novos investimentos. Para facilitar este entendimento, vamos conceituar
a depreciação sob três aspectos altamente coerentes, o contábil, o financeiro e o de
custo.

CONTÁBIL
Podemos definir que depreciação é o modo pelo qual se registra, contabilmente,
a perda gradual de valor dos bens do Ativo Imobilizado resultante do desgaste natural,
provocado pelo uso, pela ação da natureza ou pela obsolescência normal, seja ela
técnica ou comercial.
Como referência normativa, no Brasil, a Norma Brasileira de Contabilidade, NBC
TG 1000, Seção 17 – Ativo Imobilizado, trata da contabilização da depreciação para as
Pequenas e Médias Empresas (PMEs) e a NBC T 19.1 – Ativo Imobilizado, para as demais
empresas.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 102


5 CONTROLES
___

A Instrução Normativa 1187/11 dispõe sobre a obrigatoriedade do controle


analítico dos custos e despesas integrantes de cada projeto incentivado. As empresas
devem ter os seguintes controles internos:

1. Controles contábeis gerenciais. Coletores de custos e despesas cujo


objetivo é manter a rastreabilidade dos dispêndios com os projetos de P&D.
2. Centro de custo. Necessário a criação de um centro de custo por projeto
onde verão estar alocados todos os dispêndios relativo a cada projeto.
3. Apontamento de horas dos colaboradores envolvidos nas atividades de
P&D. Determinar a rastreabilidade das horas dispendidas nos projetos,
estabelecendo critérios de rateio uniformes e consistentes. As informações
sobre o apontamento de horas deve ter o nome do colaborador, o numero
da matricula, a escolaridade, função ou cargo, centro de custo que arca
com as despesas do colaborador, código do projeto, nome do projeto, data
trabalhada e hora trabalhada.
4. Necessidade de controles fiscais, que devem ser realizados no Livro de
Apuração do Lucro Real – LALUR, na parte B.

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 103


CRÉDITOS
___
SENAI – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
Marco Antonio Areias Secco
Diretor Regional do SENAI Paraná

Sonia Regina Hierro Parolin


Gerente de Serviços Tecnológicos e Inovação / GSTI

Filipe Miguel Cassapo


Gerente do SENAI Centro Internacional de Inovação / SENAI C2i

ELABORAÇÃO TÉCNICA DE CONTEÚDO


Claudia Aparecida Batista da Rocha

Enelvo Sanchotene Martinelli

Maisa Luana Silvestrin

REVISÃO ORTOGRÁFICA E GRAMATICAL


Claudia Aparecida Batista da Rocha

NEAD – NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA


Eduardo Vaz da Costa Junior
Gerente

Raphael Hardy Fioravanti


Coordenador

Ricardo Luiz Freire de Menezes Junior


Designer – Projeto gráfico e diagramação

GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 104


GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE 105