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Universidade Federal do Rio de Janeiro

Curso: Engenharia Química – Integral

Química Experimental
Titulação ácido-base

Professoras: Jussara Lopes e Thaís Delazare


Alunos: Guilherme Felix Tassara Panazzolo
Maria Eduarda Mariani Barros

Rio de Janeiro
Agosto / 2018
1- Resultados
Em primeiro lugar, foram realizadas as preparações de duas diferentes soluções de
100 ml: uma com NaOH (2M, sólido) e outra com 𝐻2 𝑆𝑂4(1M, líquido, densidade
1,84g/ml, 97% m/m). Em relação às duas soluções, calculou-se inicialmente a
quantidade necessária de cada substância para o preparo:

Cálculos:

NaOH 1°) 2 mol – 1 litro


X mol – 0,1 litro
X = 0,2 mol

2°) 40g (MM do NaOH) – 1 mol


Y gramas – 0,2 mol
Y=8g

HCl 1°) 1 mol -1 litro


X mol – 0,1 litro
X = 0,1 mol

2°) 1 mol – 98 gramas


0,1 mol – Y gramas
Y = 9,8 g (soluto)

3°) 97 gramas – 100 gramas


9,8 gramas – Z gramas
Z = 10,1 g (solução)

4°) 1 ml – 1,84 gramas


V – 10,1 gramas
V = 5,50 ml

Calculado as quantidades necessárias teoricamente, passou-se à prática na qual


preparamos a solução básica a partir de 7,94 gramas de NaOH. No preparo da solução
ácida, foram usados 5,6 ml de HCl.
Durante o primeiro experimento da titulação ácido base (NaOH titulante e HCl
titulado) com a molaridade do HCl definida em 0,1489M, foram realizadas duas
replicatas as quais determinavam o volume de 9,8ml e 9,75ml a ser usado de titulante.
Na teoria, entretanto, o volume a ser utilizado corresponde a 9,69ml, calculado usando a
seguinte fórmula:

𝑴𝑨 𝑽𝑨 = 𝑴𝑩 𝑽𝑩
A = ácido M = molaridade
B = base V = volume

Cálculos

1° 0,1489M * 10ml = 0,1536M * VB

2° VB = 9,69ml

Em segundo lugar, durante a realização do segundo experimento o qual a


molaridade do HCl era desconhecida, foram feitas também 2 replicatas as quais deram
os valores de volume de 4,8ml e 4,9ml a serem utilizados de titulante. A partir disso, foi
feito a média desses volumes (4,85ml) e calculou-se a molaridade do HCl a partir dela:

Cálculos

1° 4,85ml * 0,1536M = 10 ml * MA

2° MA = 0,0745M

2- Discussão
Na etapa de preparo de soluções, observa-se uma diferença entre os valores
teóricos (8 g de NaOH e 5,5 ml de HCl) e práticos (7,94 g de NaOH e 5,6 ml de HCl)
das quantidades de cada substância a serem usadas nas soluções. Isso se dá devido aos
erros sistemáticos do experimento em si. Erro sistemático é a diferença entre o valor de
uma quantidade variada de medições do objeto de análise, todas na mesma circunstância
e o seu verdadeiro resultado. Ou seja, tal diferença pode ter sido provocada por um erro
visual, por um erro de pesagem ou de calibração do equipamento que foi usado no
procedimento.
Antes de falarmos do experimento da titulação ácido-base de facto, vale lembrar
que tal titulação é caracterizada por uma reação de neutralização entre um ácido e uma
base com liberação de calor, ou seja, de caráter exotérmico:

NaOH(aq) + HCl(aq) = NaCl(aq) + H2 O(l) ΔH > 0

À medida que a titulação era realizada em ambos os experimentos, foi sentido


um aumento de temperatura do vidro do béquer do titulado, deixando claro o fato de que
a reação entre NaOH e HCl libera calor.

Agora, considerando que na titulação também ocorreu uma diferença entre os


valores teóricos e práticos, discutiremos não apenas as prováveis causas dos erros, mas
também se os erros foram pequenos o suficiente para ser considerado aceitável dentre os
padrões do experimento. De acordo com o livro “Química Analítica: Teoria e Prática
Essenciais” (DIAS et al.,2016), o erro máximo permitido é expresso matematicamente
por:

𝐸𝑇 = 𝑉𝑃𝐹 ∗ 𝑉𝑃𝐸 /𝑉𝑃𝐸

que, em termos percentuais, fica:

𝐸𝑇% = 𝐸𝑇 ∗ 100%

𝐸𝑇 = Erro de titulação
𝑉𝑃𝐸 = Volume do titulante no ponto final
𝑉𝑃𝐹 = Volume do titulante no ponto de equivalência
Geralmente, o erro de titulação máximo aceitável gira ao redor de 0,1% a
0,3%.
Para a 1° titulação de concentração de HCl conhecida, o volume teórico do
ponto de equivalência é 9,69 ml. Considerando um erro máximo de até ± 0,3%, temos:
9,69ml – 100%
X – 0,3%

X = 0,03 mL

Para um erro máximo permitido de -0,3%: 9,66 ml


Para um erro máximo permitido de +0,3%: 9,72 ml

Entretanto, os valores práticos registrados foram 9,80 ml (1,13%) e 9,75 ml


(0,62%) que excedem o erro aceitável do 1° experimento, ou seja, não se pode afirmar
que foi realizada uma titulação apropriada. Tal diferença é justificada pelos erros
sistemáticos do experimento. Por exemplo, a dificuldade de visualizar o volume exato
presente na bureta graduada que possuía uma precisão menor que a desejada para o
experimento, uma vez que a precisão do instrumento era de 1ml enquanto era necessário
uma precisão acima de 0,1ml.

Por fim, no último experimento, o qual a concentração de HCl era desconhecida,


utilizamos a média das replicatas que corresponde a 4,85ml. A partir de tal volume,
calculamos a provável molaridade do HCl que resultou em 0,0745M. Como não foi
informado anteriormente a concentração real do HCl, é possível que essa concentração
encontrada não seja compatível. Tal possível incompatibilidade seria justificada tanto
pelos erros sistemáticos do experimento, em relação à precisão dos instrumentos e
descuidado de quem realizou a volumetria aleatória, como pelos erros aleatórios que
não possíveis de prever uma vez que tais erros são resultados a partir de cálculos de
valores anteriores como o volume achado de 4,85ml.

3- Referências
 LENZI, E. et al.; Química Geral Experimental. Rio de Janeiro: Freitas Bastos Editora,
2004.
 SILVA, Lilian. Volumetria de Neutralização . 2011. Disponível em:
<http://www.ufjf.br/baccan/files/2011/07/Aula-4-PG-Volumetria-de-
Neutraliza%C3%A7%C3%A3o-2S-2011-vers%C3%A3o-alunos.pdf>. Acesso em: 21
ago. 2018.
 ITA, Departamento de Física. Erros sistemáticos e aleatórios . 1994. Disponível em:
<http://www.fis.ita.br/labfis45/erros/errostextos/erros2.htm>. Acesso em: 21 ago. 2018.
 DIAS, Sílvio et al. Química Analítica: Teoria e Prática Essenciais . 1°. ed. Porto
Alegre: Bookman, 2016. 71 p. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?id=lGJNDAAAQBAJ&pg=PA71&lpg=PA71&dq
=%25+erro+titula%C3%A7%C3%A3o+permitida&source=bl&ots=vMZz6MQzfI&sig
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Acesso em: 22 ago. 2018.