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Pets

Comportamento e
adestramento de cães

Andréa de Paula
C A P Í T U L O

Como os cães aprendem?


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A aprendizagem é uma mudança relativamente estável e duradoura do compor-
tamento e do conhecimento, que vai permitir que o animal se adapte de forma
eficaz ao meio. Esta mudança do comportamento está relacionada com o exercí-
cio e a experiência, podendo ocorrer de forma consciente ou inconsciente, num
processo individual ou interpessoal a troca de informações entre duas ou mais
pessoas). A aprendizagem assume várias formas e expressões, distinguindo-se
assim vários tipos de comportamento aprendido, são eles:

2.1 Condicionamento Clássico (Pavlov)

É um tipo de aprendizagem em que o organismo aprende a responder a um


estímulo neutro que antes não produzia essa resposta. Diz respeito às relações
entre estímulos e resposta. Ele serve para explicar o comportamento involuntário
e as reações emocionais condicionadas. Pavlov mostrou que um estímulo incon-
dicionado provoca uma resposta incondicionada; um estímulo condicionado, uma
resposta condicionada; e um estímulo incondicionado associado a um estímulo
neutro passa a ser condicionado.
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Pavlov, ao estudar a secreção salivar nos cães, constatou que os animais saliva-
vam sempre que o alimento lhes era colocado na boca. Ao repetir a experiência
com os mesmos cães observou que os cães salivavam nas seguintes condições:

»» Ao ver o alimento;

»» Ao ver a pessoa que habitualmente lhe trazia o alimento;

»» Ao ouvir os passos destas pessoas.

Estas observações levaram-no a pôr a hipótese de que estava presente uma


forma de aprendizagem.

Pavlov, ao estudar as secreções gástricas, descobre que sempre que era apresen-
tado um estímulo eram produzidas secreções, fato que acontecia de um modo
semelhante em todos os elementos de uma espécie animal: são chamados
reflexos inatos [reações automáticas naturais]:

(ex. num cão verifica-se a produção de saliva quando é apresentado um alimen-


to, fato que serve para ajudar a ingestão do alimento.)

Para estabelecer esta experiência foi necessário isolar o cão do meio externo,
controlando todos os estímulos que este recebia (sons, imagens) pelo que até
o som do tratador a aproximar-se passou a significar a possibilidade de comida.

2.2 Condicionamento Operante (Skinner)

Procura explicar outros aspectos do comportamento. Estão nesse caso nossos


atos ou comportamentos voluntários, que algumas vezes dependem de atos

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involuntários. As diferenças entre condicionamento clássico e operante são dadas


porque ajudam a distinguir quanto aos modos como diferentes comportamentos
são aprendidos.

O condicionamento operante ou instrumental ocorre quando uma resposta ope-


rante é reforçada. As respostas operantes são emitidas quando um organismo
deve se adaptar a condições ambientais ou resolver problemas. Por exemplo,
quando um animal é colocado numa gaiola, dá respostas tipicamente de fuga
(respostas operantes). A resposta que leva à liberdade é reforçada pela fuga, e
tende a ser dada toda vez que o animal é recolocado na gaiola. A maioria das
aprendizagens complexas são de tipo operante.

O primeiro conceito importante do behaviorismo é o condicionamento operante.


Segundo B.F. Skinner, o comportamento é reforçado por suas próprias conseqüên-
cias (chamadas reforços). Sempre que o organismo apresentar a necessidade de
sobreviver, atender a alguma necessidade ou proteger-se, e o comportamento
produzir este resultado, haverá a tendência de repetição desse mesmo compor-
tamento. Este mecanismo de repetição é chamado condicionamento operante. O
comportamento que se repete chama-se comportamento operante.

Como o comportamento produz efeito desejado, o animal fica condicionado a


repeti-lo nas situações de necessidade.

2.2.1 Behaviorismo

A escola dominante na explicação do comportamento (animal e humano) tem


sido o behaviorismo, cujas figuras mais conhecidas foram J. B. Watson e B. F.
Skinner. Sustentavam que todo comportamento, incluindo respirar e a circulação
do sangue, é aprendido; acreditavam que os animais nascem como uma “página

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em branco” sobre a qual o acaso e as experiências irão escrevendo suas mensa-


gens. Os behavioristas diferenciavam dois tipos de condicionamento: o clássico
de Pavlov e o operante ou instrumental de Skinner.

2.2.2 Etologia

A etologia, disciplina desenvolvida prioritariamente na Europa, sustenta que o


comportamento dos animais é inato (instintivo). Os defensores deste enfoque
sustentam que os comportamentos tardios na vida dos animais não são fruto da
aprendizagem, mas da maturidade do indivíduo, como acontece, por exemplo,
com o vôo das aves. Os três prêmios Nobel fundadores da etologia, Konrad
Lorenz, Nikolaas Tinbergen e Karl von Frisch, mostraram quatro mecanismos
básicos com os quais a programação genética ajuda diretamente a sobrevivência
e adaptação dos animais: os estímulos desencadeantes: os modelos e padrões
fixos do comportamento, os impulsos e a aprendizagem programada.

Os estímulos desencadeantes permitem aos animais reconhecer objetos e indiví-


duos importantes para sua sobrevivência quando os encontram pela primeira vez.
São usados mais freqüentemente nos comportamentos de comunicação, caça e
fuga dos depredadores. A vespa caçadora de abelhas reconhece as produtoras
de mel mediante uma série de estímulos desencadeantes, o cheiro da abelha
atrai a vespa, a vista de qualquer objeto pequeno e escuro a conduz ao ataque
e, finalmente, o cheiro do objeto enquanto a vespa prepara seu ferrão determina
se o ataque se completa ou não.

Por outro lado, a maioria das espécies animais é solitária, exceto quando aca-
salam e procriam. Para evitar confusão, os sinais que identificam o sexo e a
espécie do animal são claros e inequívocos. Os padrões fixos de comportamento
são uma espécie de circuitos completos capazes de dirigir e sincronizar os movi-

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mentos coordenados de músculos diferentes para realizar uma tarefa. A conduta


dos gansos é típica: quando vêm um ovo fora do ninho esticam o pescoço até
rodeá-lo e, com o bico, suavemente, o devolvem ao ninho. O ovo é o estímulo
desencadeante que provoca uma resposta. O terceiro conceito geral da etologia
é o impulso ou motivação. Os animais sabem até onde emigrar, quando fazer a
corte e quando alimentar sua cria.

Estas habilidades são unidades de comportamento que se ativam ou desativam


no momento apropriado. A quarta contribuição é o conceito de aprendizagem
pré-programado. Os etólogos mostram como muitos organismos animais estão
concebidos para aprender habilidades concretas de forma específica em deter-
minados momentos de suas vidas. Um exemplo famoso são os filhotes de certas
espécies. Os patos, por exemplo, devem seguir os seus pais desde que nascem
para sobreviver. Cada cria destas espécies deve aprender rapidamente a distin-
guir seus progenitores dos demais adultos.

Um estímulo acústico dirige a resposta de seguimento. Este tipo de comporta-


mento tem quatro características básicas que a diferenciam da aprendizagem
normal: primeiro, um período de tempo crítico onde a aprendizagem terá lugar;
segundo, um contexto específico definido pela presença de um estímulo desen-
cadeante; terceiro, uma restrição na aprendizagem para que o animal recorde só
uma qualidade estimular específica, como o cheiro, e o quarto, não é necessário
nenhum tipo de prêmio ou recompensa (esforço positivo) para que o animal se
lembre do que aprendeu.

»» Interesse e Atenção do Cão: São os dois fatores mais importantes


para que o cão aprenda rápido e se torne obediente. São os únicos
fatores que podem limitar o aprendizado.

»» O que é recompensa? Recompensa é tudo aquilo que o animal

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deseja naquele momento, pode ser comida, carinho, passeio, abrir


uma porta, um brinquedo, atenção, água, cama, subir no sofá, etc.
A recompensa mais utilizada é a comida (petiscos), porém não é
todo animal ou não é em todo momento que ele vai aceitar, cabe
a nós perceber o que ele mais quer naquele momento.

Os cães obedecem à lei do aprendizado, ou seja, eles fazem apenas o que fun-
ciona. Isso significa que se o cão pula nas pessoas, puxa a guia, “rouba” comida
de cima da mesa, ataca outros cães ou visitas, ele faz isso porque é vantajoso
e funciona muito bem. Ele é de alguma maneira recompensado e treinado para
realizar estes comportamentos.

Pensando dessa forma, pode-se concluir que treinar um cão significa basica-
mente “manipular as conseqüências” do que ele faz. Se o cão fizer algo que
gostamos, recompensamos o comportamento e ele se repetirá. Se fizer algo que
não gostamos, não pode haver recompensas e o comportamento tende a sumir.

Existem, basicamente, dois tipos de coisas que acontecem na vida: boas e ruins.
Então, existem quatro tipos de conseqüências:

1) Algo bom começa (reforço positivo)

2) Algo bom termina (punição negativa)

3) Algo ruim começa (punição positiva)

4) Algo ruim termina (reforço negativo)

O cão está constantemente tentando começar as coisas boas e mantê-las. E o


inverso também ocorre: terminar coisas ruins e evitar que elas se repitam. O

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cão passa a vida experimentando e testando todo ambiente, incluindo os donos,


que se consegue reconhecer isto e explorar esta situação em seu favor, terá total
controle do cão, mas infelizmente na maioria deles, isso não acontece.

2.2.3 Reforço Positivo e Punição

“Reforço é algo que aumenta a probabilidade de um determinado com-


portamento ocorrer novamente no futuro”. Karen Pryor

Conscientemente ou não, nossas atitudes sempre reforçam algum comportamen-


to do cão. Para realizarmos um bom treinamento, devemos estar sempre atentos
ao que estamos reforçando.

Reforço positivo é oferecer ao cão algo que ele deseja, quando ele realizar algo
que queremos. Ensina o cão a não ter medo do novo, o cão fica livre para ser
curioso e que quer aprender.

“Punição é algo que diminui a probabilidade de um determinado compor-


tamento ocorrer novamente no futuro”. Karen Pryor

Se um comportamento existe, ele está sendo recompensado de alguma forma,


então temos um reforço que aumenta e uma punição que o diminui, porém para
eliminar esse comportamento temos que ter a ausência do reforço, e não apenas
a punição, e passarmos a reforçar apenas os comportamentos corretos.

A punição quando feita, deve ser realizada no exato momento em que eles acon-
tecem. Além disso, deve-se escolher a bronca certa, e esta, deve ser utilizada na
intensidade certa para cada cão e para cada situação. Os instrumentos de punição
mais utilizados são os borrifadores, latinhas com moedas, biribinhas, entre outros.

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A punição pode ser personalizada, quando o cão associa a punição à pessoa que
está dando a bronca, ou despersonalizada, quando montamos “armadilhas” e o
cão acha que a bronca veio “do além”.

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de atualização constante aos participantes, fazendo com
que atualizem e adquiram novos conhecimentos sem
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