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Resumo

Esse trabalho aborda alguns aspectos que precisam ser


considerados na seleção do método de lavra. A escolha do método
é uma das decisões mais importantes que são tomadas durante o
estudo de viabilidade econômica. Na fase de planejamento, a
seleção é baseada em critérios geológico, social, geográfico e
ambiental, todavia as condições de segurança e higiene devem ser
garantidas durante toda a vida útil da mina. Os aspectos relativos à
estabilidade da mina, à recuperação do minério e à produtividade
máxima também devem ser considerados.

É possível a aplicação de vários métodos em uma operação de


mina. A decisão do melhor método não é uma tarefa fácil, pois
depende de conhecimento multidisciplinar e da experiência da
equipe de planejamento. Por essas razões, a escolha do método de
lavra é mais uma arte que uma ciência.

Palavras-chave: seleção, método de lavra, produtividade.

Abstract
This paper deals with some aspects that need to be considered in
the selection of a mining method. The choice of the method is one
of the most important decisions made during the feasibility studies.
In the planning stage, the selection is based on the geological,
social, geographical and environmental criteria, however, the
health and safety conditions must be maintained during the useful
life of the mine. The aspects related to the mine stability, ore
recovery and maximum productivity must also be considered.

Several methods are possible to be applied in mining operation.


The decision of the best method is not an easy task, since it
depends on a multidisciplinary knowledge and the ability of the
mine planners. Therefore, the choice of the mining method is more
an art than a science.

keywords: selection, mining method, productivity.

Mineração

1. Introdução
A seleção do método de lavra é um dos principais elementos em
qualquer análise econômica de uma mina e sua escolha permite o
desenvolvimento da operação. Numa etapa de maior detalhe, pode
constituir-se como fator preponderante para uma resposta positiva
do projeto. A seleção imprópria tem efeitos negativos na viabilidade
da mina.

A mineração é uma atividade que é praticada em todo mundo e as


técnicas de extração empregadas estão em constante evolução.
Embora seja possível destacar cerca de dez métodos de lavra
principais, provavelmente existem mais de trezentas variações. Os
métodos são limitados pela disponibilidade e desenvolvimento dos
equipamentos e, como todos os fatores que influenciam em sua
seleção, devem ser avaliados levando-se em conta os aspectos
tecnológico, social, econômico e político; a escolha do método de
lavra pode ser considerada tanto uma arte como uma ciência.

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da Mecânica das Rochas


tem permitido avanços significativos nas técnicas analíticas que
possibilitam a decisão preliminar sobre a escolha do método de
lavra. Infelizmente, as informações geotécnicas raramente são
obtidas durante os estágios iniciais de delimitação do depósito e
estimativa das reservas. É comum a utilização de sondagem a
diamante, embora freqüentemente não sejam feitas análises de
resistência e outras. Dados mais detalhados, como, por exemplo,
características do maciço que variam com o tempo, conseqüências
da exposição das rochas às condições ambientais da mina e
seqüência de extração mais adequada, só estarão disponíveis
durante a fase de lavra.

Comumente o método de lavra é designado como sendo a técnica


de extração do material. Isso define a importância de sua seleção,
já que todo o projeto é elaborado em torno da técnica utilizada
para lavrar o depósito. Os trabalhos de infra-estrutura estão
diretamente relacionados com o método. Embora possam ocorrer
modificações durante os serviços de lavra, implicando custos
adicionais, essas alterações, geralmente, não produzirão um
projeto ótimo em termos de eficiência operacional, porém, caso
seja imperioso essa mudança, será preciso estabelecer um método
que possua maior flexibilidade em termos de variações na técnica
de extração. O emprego do termo "técnica de extração" reflete os
aspectos técnicos da seleção do método, que é parte fundamental
da análise, dimensionamento dos equipamentos, disposição das
aberturas e seqüência de lavra.

A maioria das minas utiliza mais de um método de lavra na sua


operação. Um dado método pode ser mais apropriado para uma
zona do depósito, todavia em outras partes seu emprego pode não
ser a melhor opção.

A seleção do método de lavra pode ser dividida em duas fases:

1. Avaliação das condições geológicas, sociais e ambientais para


permitir a eliminação de alguns métodos que não estejam de
acordo com os critérios desejados.
2. Escolha do método que apresente o menor custo, sujeito às
condições técnicas que garantam uma maior segurança.
2. Objetivos da seleção do método de lavra
Os principais objetivos da seleção do método estão relacionados
com os aspectos ambientais, econômicos e sociais.

1. Ser seguro e produzir condições ambientais adequadas para os


operários.

2. Os impactos causados ao meio ambiente devem ser reduzidos.

3. Permitir condições de estabilidade durante a vida útil.

4. Assegurar a máxima recuperação de minério com mínima


diluição.

5. Ser flexível para adaptar às diversas condições geológicas e à


infra-estrutura disponível.

6. Permitir atingir a máxima produtividade reduzindo,


conseqüentemente, o custo unitário.

No estudo da variação do método de lavra, todos os objetivos


devem ser assegurados e a única diferença é a quantidade de
detalhes envolvidos em sua definição. Isto é expresso em termos
de uma seqüência de extração mais específica, maior detalhamento
nas dimensões das aberturas e disposição do projeto.

3. Características físicas e geológicas do


depósito
3.1 Geometria do depósito

As características físicas do depósito limitam as possibilidades de


aplicação de alguns métodos de lavra. A profundidade e a extensão
do capeamento fornecem uma indicação preliminar sobre a
aplicabilidade de técnicas de lavra a céu aberto.

O mergulho do corpo é um fator importante que influencia tanto na


seleção do método como na escolha dos equipamentos, podendo
ser definidos como suave (horizontal a 20º), médio (20º a 50º) e
íngreme (50º a vertical).

A espessura do depósito e a sua forma também permitem a


exclusão de determinados métodos. Os depósitos são classificados
como estreito (<10 m), intermediário (10 m a 30 m), espesso (30
m a 100m) e muito espesso (> 100m) (Nicholas, 1968). Depósitos
muito estreitos, do tipo veio (< 3m) podem inviabilizar o uso de
métodos altamente mecanizados, visto que sua aplicação não
permite o controle do teor e exige uma largura mínima para
operação. Os métodos de lavra de baixo custo unitário podem ser
aplicados a depósitos minerais espessos (ou quando o valor do
minério e o custo podem suportar uma alta diluição).
3.2 Considerações sobre o minério

A seleção do método de lavra também é condicionada pelo teor do


minério e sua distribuição espacial. Como os limites da
mineralização geralmente não são identificáveis, é possível se
obterem várias reservas em função de diferentes teores de corte.
Sua redução gradual causa o aumento das reservas. Por exemplo,
um depósito do tipo veio com alto teor e baixa tonelagem pode
passar ao tipo massivo com baixo teor. O valor do produto e o
custo de extração determinam a quantidade e o teor a ser lavrado.
Depósitos com alto teor, estreito e de baixa tonelagem, indicam
métodos de baixo investimento e mão-de-obra intensiva. O
tamanho do depósito é diretamente proporcional à sua
mecanização.

O teor e a distribuição do minério influenciam na seleção do método


de várias formas:

a) Quando o depósito tem contornos irregulares, pode ser


necessária a escolha de um método mais flexível, para permitir a
implementação de mudanças rápidas, de forma a possibilitar uma
melhor disposição das frentes, resultando em uma maior
recuperação do minério.

b) Na lavra subterrânea, a disposição dos pilares que serão


abandonados afetam a recuperação da lavra (Nilsson, 1975).

c) Em geral, um depósito irregular raso pode ser lavrado por um


método a céu aberto.

d) Veios mineralizados paralelos e pouco espessos apresentam


diferentes alternativas:

 Veios distantes - mão-de-obra intensiva com equipamentos


de pequeno porte.
 Veios próximos - maior mecanização para permitir a
extração simultânea.

3.3 Água superficial ou subterrânea

Uma das considerações mais óbvias é sobre as águas de superfície.


Se lagos e rios que recobrem o corpo de minério não podem ser
drenados, os métodos de lavra que irão resultar em subsidência na
superfície devem ser desconsiderados. A existência de águas
superficiais e os custos de drenagem podem influenciar na decisão
de lavrar o depósito por método a céu aberto ou subterrâneo.

A presença de água subterrânea tem uma influência direta sobre a


determinação do talude máximo da escavação. Os métodos
subterrâneos devem ser preferidos quando estruturas de rochas
impermeáveis isolam o depósito dos aqüíferos em camadas de
rochas subjacentes. Comumente é feita a instalação de piezômetros
aproveitando-se dos trabalhos de sondagem, além de se realizarem
ensaios de bombeamento para definir o afluxo de água (Hansen,
1982). A quantidade de água prevista na mina afeta a seqüência de
lavra e pode limitar o número de aberturas. Quando as águas fluem
na mina, deve-se prover drenagem, além de cuidado suplementar
no seu tratamento antes do esgotamento.
3.4 Considerações geotécnicas

No desenvolvimento de um projeto de mineração, as características


do maciço rochoso relacionadas com as propriedades
permeabilidade, deformabilidade, resistência, etc. constituem a
base geotécnica para a seleção do método de lavra, devendo ser
consideradas no estágio preliminar do projeto.

Nesse trabalho, serão abordados alguns dados geotécnicos que


devem ser obtidos e os principais efeitos das características do
maciço que precisam ser observados no projeto da mina.

O objetivo da avaliação geotécnica é prever o comportamento do


terreno quando as escavações são executadas e como elas afetarão
a segurança e economicidade do projeto. Ela pode iniciar-se com a
aplicação de métodos geofísicos e mapeamento regional para
analisar a geologia estrutural procurando determinar feições
estruturais (falhas, dobras, diques, etc.) que tenham dimensões
próximas às do depósito.

Uma característica importante do maciço rochoso é seu estado de


tensão in situ. Em geral, essa avaliação exige medições que nem
sempre são possíveis durante o estudo preliminar de viabilidade.
Nesses casos, a informação disponível no local e a interpretação
dos ciclos tectônicos são indispensáveis para definir a direção da
tensão dominante (Laubsher, 1981).

A caracterização do maciço permite a construção de um modelo que


objetiva prever os efeitos causados pela escavação. Algumas
propriedades e características do maciço devem ser analisadas:

1. O RQD, que é calculado a partir das medidas do testemunho de


sondagem, pode ser usado para determinar o índice de
escavabilidade (Nicholas, 1968).

2. Nos métodos de realce, as características da rocha determinam


as dimensões dos salões e dos pilares.

3. As fraturas principais, a resistência ao cisalhamento, o


comprimento e espaçamento de juntas e a hidrologia definem as
geometrias potenciais de ruptura das escavações.

4. Outras considerações
A seleção do método de lavra está condicionada pela estabilidade
política do País, principalmente para projetos que exigem grandes
investimentos com longo prazo de retorno. O tipo e a espessura do
capeamento também influenciam na decisão de utilizar um método
de lavra a céu aberto ou subterrâneo.

Alguns métodos de lavra não devem ser aplicados devido à


exposição do minério a alterações físico-químicas que resultem em
problemas (oxidação, cimentação, etc.) na seqüência da operação.
É o caso, por exemplo, da deposição de material que permaneça
em uma pilha de estoque durante um período de tempo
prolongado.

A radiatividade dos minérios aumenta com o incremento da


superfície específica, nesse caso, devem ser evitados métodos onde
os operários permaneçam sobre grandes quantidades de material
desmontado.

4.1 Considerações sociais e geográficas

Como mencionado anteriormente, os métodos de lavra dependem


diretamente dos equipamentos disponíveis. Em geral os métodos de
alta produtividade necessitam de equipamentos mais sofisticados
que requerem mão-de-obra especializada na sua operação e
manutenção. A mineração em regiões remotas raramente desperta
o interesse de operários qualificados, além de dificultar a sua
permanência. Isso tem influência direta nos custos e na
produtividade. Um outro problema é exigir serviços adequados de
assistência técnica dos fabricantes de equipamentos.

A mineração pode produzir um maior bem-estar social em regiões


pouco desenvolvidas, empregando trabalhadores menos
qualificados. Nesse caso, os métodos de lavra são do tipo trabalho-
intensivo utilizando-se equipamentos de fácil operação. Em
situações especiais, os parâmetros sociais podem ser os fatores
decisivos na forma de lavrar um depósito por métodos de lavra a
céu aberto ao invés de subterrâneo.

A localização geográfica do depósito afeta a escala de operação, já


que ela depende do desenvolvimento tecnológico. Uma operação
em grande escala exige infra-estrutura adicional, enquanto uma de
pequena escala pode ser feita por um programa sazonal de
operação.

4.2 Considerações ambientais

Considerando os critérios relacionados com o meio ambiente, pode-


se decidir lavrar um depósito por métodos de lavra subterrânea.
Isso porque, geralmente, os métodos de lavra a céu aberto
resultam em maiores impactos ambientais, provenientes
principalmente do maior volume de material manuseado, que exige
a implantação de grandes bota-foras alterando a topografia da
região.

A escolha do método de lavra deve adequar-se às normas


ambientais específicas de um país. Em particular, os regulamentos
referentes à poluição das águas podem limitar o processo de
beneficiamento do material. Em determinados casos, os efluentes
podem apresentar um padrão de qualidade melhor que aquele da
alimentação da usina. Isto implicará um custo adicional, resultando
no aumento do teor de corte com a conseqüente redução das
reservas.

Como mencionado anteriormente, a subsidência deve ser estimada.


Isto pode resultar na exclusão das técnicas de abatimento, exceto
em climas áridos onde a aplicação desses métodos poderia trazer
benefícios a longo-prazo devido ao aumento na capacidade de
armazenamento de água (Laubsher, 1981).
As condições de trabalho dependem fundamentalmente do método
de lavra. Este deve rigorosamente assegurar uma boa higiene e
segurança operacional. A emissão de poluentes por equipamentos a
diesel e os elevados custos de combustível e ventilação podem
conduzir à adoção de técnicas menos flexíveis de extração
utilizando-se de equipamentos elétricos.

4.3 Cosiderações econômicas e financeiras

Feitas as considerações dos aspectos técnicos envolvidos no


processo de seleção do método de lavra onde, geralmente, mais de
um é possível para se proceder à extração do material, realiza-se a
análise de critérios econômicos e financeiros. A importância destes
é fundamental na escolha do método, visto que o mais adequado é
aquele que apresente o menor custo unitário.

Os custos de cada método devem ser definidos e a forma


tradicional de determiná-los é através da apropriação de seus
componentes individuais. A decisão final sobre a escolha do melhor
método deve ser baseada em mais de um critério de avaliação
econômica. Deve também ser considerada a situação financeira da
empresa, tendo em vista a necessidade de grande inversão de
capital numa atividade reconhecidamente sujeita a riscos elevados.

As variações de preços do metal e/ou custos de lavra e


beneficiamento podem impor alterações no teor de corte e na taxa
da produção. O método de lavra deve ser suficientemente flexível
para poder ajustar-se a uma dada variação econômica.

5. Mineração a céu aberto ou subterrânea


Existem essencialmente cinco situações possíveis na lavra de
depósitos:

1. A céu aberto: a cava é determinada levando em consideração o


talude, o valor do minério e a quantidade de material a ser
removida.

2. A céu aberto seguindo-se um estágio de transição à lavra


subterrânea: a profundidade final da cava é definida pelos custos
previstos da lavra subterrânea.

3. Subterrânea.

4. Subterrânea, podendo passar a céu aberto: raramente acontece


quando se seleciona um método de lavra durante a análise de
viabilidade. Não obstante, se tais mudanças forem previsíveis, o
projeto original deve ser tal que a transição seja realizada de forma
mais simples possível.

5. Simultaneamente por combinações de métodos de lavra a céu


aberto e subterrânea.

A definição entre um método a céu aberto ou subterrâneo se baseia


sobre o critério econômico. A metodologia adotada em determinado
setor da jazida é aquela que apresenta o menor custo unitário,
considerando-se todos os condicionantes operacionais.

Na análise simplificada, a relação auxiliar envolve custos,


quantidade dos materiais extraídos e preços que são praticados na
venda do minério lavrado por cada método. Sendo assim,
dispondo-se da relação de estéril a ser removida (k), seu custo
unitário (c) e os preços do minério lavrado por um método
subterrâneo (s) e a céu aberto (a), então a relação estéril: minério
máxima, em que haveria mais economicidade na lavra a céu
aberto, obedece à equação (1).

(1)

Todavia, para exprimir a relação econômica do descapeamento, que


traduz os limites da cava, deve-se considerar o preço do minério
recuperável e seu custo, o lucro operacional que é esperado e o
custo de manuseio do capeamento. Chamando de k' essa nova
relação, tem-se:

(2)

onde, p é o preço do produto; a' é o custo operacional de produção


a céu aberto; c' é o custo de manuseio de estéril e l é o lucro
operacional.

A relação entre k e k' sugere a metodologia que deve ser adotada:

• Se k' > k, a jazida pode ser lavrada parte a céu aberto e parte
subterrânea.

• Se k' < k, apenas o método a céu aberto é indicado.

Essa análise é simplificada e o ponto da transição deve incluir a


consideração dos seguintes fatores:

a) As considerações técnicas previamente detalhadas para a


seleção de um método de lavra (social, financeira, econômica,
geotécnica, etc.).

b) Incertezas dos teores, custos, preços e dos taludes da cava.

c) A programação de reinvestimento em equipamentos.

d) As dimensões do pilar de coroamento, que é requerido para


manter a estabilidade do terreno.

e) A possibilidade de se usarem métodos e equipamentos


combinados de lavra a céu aberto e subterrânea.

Em passado recente, a situação descrita na letra e raramente


ocorria. Mas é previsto que os equipamentos utilizados na lavra
subterrânea continuarão a evoluir buscando apresentar capacidades
da produção mais elevadas, similares aos maiores equipamentos
aplicados em mina a céu aberto. Isto eventualmente pode conduzir
a "novos métodos" que permitam um modelo híbrido de lavra de
um depósito capaz de gerar retorno financeiro mais elevado.

6. Conclusões
O método é sinônimo de técnica de extração de material e o projeto
da mina é uma função da seleção da técnica de extração. Essa
técnica deve ser selecionada para depósitos individuais, fazendo-se
considerações às situações existentes durante o estudo de
viabilidade. O conhecimento atualizado e a estimativa sobre as
tendências futuras da lavra, equipamentos e métodos são
necessários, visto que estes evoluem com o progresso tecnológico
dos equipamentos de mineração.

O projeto da mina deve ser flexível para permitir o


desenvolvimento do sistema de extração. O uso de novos
equipamentos ou a mudança para um outro método devem ser
desconsiderados se caso o mesmo não permita modificações
estruturais.

Durante a avaliação das reservas, o custo associado com a


obtenção de informações geotécnicas é mínimo, se comparado com
os benefícios que esses métodos poderão fornecer no
desenvolvimento do projeto.

Geralmente, os acessos e a infra-estrutura necessária são


permanentes durante a vida da mina, devendo ser consideradas
como exigências para se desenvolverem operações em grande
escala.

A operação de uma mina exige grandes investimentos e envolve


conhecimento multidisciplinar, razões pelas quais a seleção do
método de lavra não deve ser responsabilidade de um único
indivíduo. A decisão sobre o método está diretamente relacionada à
qualidade da informação, que é baseada na experiência do pessoal
envolvido em projetos similares de engenharia.

Referências Bibliográficas
HANSEN, D. E., LACHEL, D. J. Orebody ground conditions. In:
HUSTRULID, W. A. (ed.) Underground Mining Methods
Handbook. Society of Mining Engineers of AIME, 1982. p. 39-69,
ISBN 0-89520-049-X. [ Links ]
LAUBSHER, D. H. Selection of mass underground mining methods.
Chapter 3. In: Design and operation of caving and sublevel
stoping mines, Society of Mining Engineering of AIME, 1981. p.
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NICHOLAS, D. E. Method selection - a numerical approach. Chapter


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NILSSON, D. Open-pit or underground mining, Underground


mining methods handbook. 1975. p. 70-87. [ Links ]