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Esta publicacto trata da majeséria da Ascist@ncin Social brasileira nesta tiltima década sof a ihuminasio da LOAS A beleza deste texto de Aldafea Sposati pode ser encontrada « par- tur de dois aspectos que permeiam sua leitura, * cm primeiro lugar, pela linguagem emocionada « coloqmal da autora ao estabelecer a anelogie entre a “menine LOAS" com seus 10 anos de vicla, © uma “crignga” brasileira, ambas portads as de dizeitos ¢ cidadanta sotenciais ¢ enfrentando intmeros desafios, * sob outro angulo, 0 texto afevere ciidndosa reconstrugao hist Tica da trajetéria da Assisténeia Social no Brasil, antes mesmo da nascimento da menina LOAS TLeltura imperdivel e cue eonstituiu a Conferéncia Magna de aber- ture da IV Conferéncia Nacional de Assisténcia Social realized em Brasilia, em dezembro de 2003. ‘Maia Cormelite Yaatel ISBN s7e.25-249.1081-4 viii ou I Sia EDITORD Aldafza Sposati A menina um processo de construgao da Assisténcia Social 30981 4 v0) ons: 2 6711 CORTEZ Scares AN os A menina LOAS tum processo de construgao da Assistencia Social UN IVALA- BIBLIOTECA ae Dados Internacionais de Catalogagao na Publicagso (CIP) (Camara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Sposati, Aldon A menina LOAS ; um processo de consirugdo da assisténcia social / Aldaiza Sposati.~3. ed. Sto Paulo : Cortez, 2007. Bibliogratia ISBN 978-85-269-1081-3 |. Assisténcia social - Brasil 2. Assisténcia social ~ Leis e Jogislagfio— Brasil 3, Brasil Politica social 4, Legislagto social =Birasil 5. Lei Organica da Assisténcia Social (Brasil I. Thule, 04.6324 COD.361,30981 Indices para catélogo sistemético: |, Brasil; Assisténeia social ; Servigo social 361.30981 | j Aldaiza Sposati A menina L OAS um processo de construgao da Assisténcia Social Saar 3 edigao UNIVELA- BIBLIGTECA [A MENINA LOAS: wn process de constr da Asssténeia Social Aldaiza Sposat| Conselho Bditoral: Adem Alves da Siva, Dilebs Adoodata Bonet, Maria cia Carvalho a Silva, Maria Licia Silva Baroco © Maria RosingelaBatston apa: DAC Equipe de processamento de dados: Adelina Cristina Pinto (Kika), lexonde Lins Fereirs, Rene Ziegelmaiee Gompesiedo: Dany Baitora Lida, Assessor editorial: Blisabete Bo Sonor edtoral: Por Mercedes Ariagada Coordenacitaedisoria: Daal A. 0. Morales "Nerisns parte desta obra pode ser produzida ou duplicada sem autoizagso expres da fautorae do editor (© 2008 by Autora Dirsitos pars esta edipto CORTEZ EDITORA Rw Hartra, 317 — Perdizes .95009.100 S40 Paslo-SP Tel: (1) 38640111 Fax: (11) 3864-4290 E-mail: contez@eortezeiteracom.be wos eortezeditrs.com.hr Iapresso no Basil — fevereio de 2007 A menina LOAS' Aidaiza Sposati® Brasilia, 7 de dezembro de 2003 Hoje é dia de aniversario de uma menina. Faz. 10 anos. & uma pré adolescente brasileira, que, como outras tan- tas, tem sonhos, quigé de ser fop model, mas vive em uma periferia, relegada pelas irmas, a sade ¢ a previdéncia, que relutam em reconhec er seu vineulo consangitfneo pelo mesmo pai: a seguridade social. A legalidade da relagao Estado-Mercado-Sociedade para o alargamento de um pacto social, que poderia gerar o dever publico para essa 1. Conferéncia de abertura da TV Conferénein Nacional de Assisténcia, Social 2, Profesdora titular da PUCISP. evordenadara do Nueleo de Batudon & Pesquisa em Soguridade # Amsisténcia Secial da PUCISP, vereadors pelo Par- {ido dos Trabalhndores na Ciimarn Municipal de Sha Paula Heenciada e Soero- arin Munieipal de Assisténela Sovial da Cidade de Sio Paulo familia da seguridade 6 questionada nos saloes de festas de grandes empresérios, banqueiros e politicos, Sé 0 povo que — nos forrés nos pagodes, nos grupos de hip hop, nas festas do bairro ¢ do dia de santo — diz que 6 preciso que a seguridade social seja relagéio de compromisso e casa- mento duradouro. A menina LOAS convive com esses dois lados. Creio que podemos discorrer solto, a falar da menina LOAS: do lugar onde vive; dos seus sonhos; da sua situa- fio financeira; dos seus padrinhos estrangeiros ¢ dos bra- sileiros, daqueles que querem que ela se porte de um jeito que ndo 6 0 dela; dos que a rejeitam; dos que a aceitam ¢ acham até, que ela tem um futuro promissor, entre ou- tras varias conversas, E possivel que a analogia entre 03 10 anos da LOAS € 08 10 anos de uma adolescente brasileira: dos seringais da Amaz6nia, dos morros do Rio, das pragas de Salvador, das periferias vu mesiiv, do centro de S40 Paulo, dos pampas ou de Porto Alegre, tenham somelhangas pelas préprias determinagGes sécios, econdmicas, politicas, his- toricas de nossa sociedade brasileira, sariantes © Mas 0 fato é que ambas, hoje, sfio anive merecem todo respeito em ser ouvidas, entendidas, apoia- das, protegidas, incentivadas em seus projetos pessoais & sociais. Ambas sao portadoras potenciais de direitos, seres de direitos, que facilmente sao negados, direta ou indire- tamente, por instituigdes, por agentes institucionais, por técnicos, por autoridades, pela famflia, pelos companhei- ros, Ambas sao, portanto, s6 cidadas potenciais, ja que nao possuem garantias plenamente reconhecidas. Ambas estio infelizes com tanta discussdo € pouca coeréncia na agao. A menina LOAS ouve dizer que 6 tudo complexo, é tudo complicado, Sente que passa o tempo e tudo continua no mesmo. Parece até, que o mundo 6 um caminho sem rumo, Afinal de contas, que rumo é esse da inclusdo ¢ da cidadania se o cotidiano é mais de exclustio e de descida- dania. Sem falar da anunciada democracia onde tudo se prepara para acontecer e, na hora H, falha. Afinal o que impede da menina LOAS de ser feliz, po- der sorrir, ter esperanga, nao ter medo de ser feliz? Isto é, nao ter medo de levar surra? Nao sentir traigao dos mais velhos quando da realizagao de seus sonhos ¢ desejos? Nao ver negada a comemoracdo de sua festa de aniversario? © assunto merece atengiio de especialistas, analis- tas, amigos e até dos devotos, entendidos como fundamen- talistas, cuja religiosidade e fé é considerada vicio de ori- gom e formagao. ‘Vamos conversar sobre a vida dessa menina LOAS, comegando sobre os tracos genéticos de sua paternidade, A paternidade da LOAS A assisténcia social néio nasce como politica no me: mo dia do nascimento da LOAS. Ela é bem mais velha. E mais um caso de atraso de registro de nascimento. Ela tem bem mais que 10 anos de vida. Fazer o registro de nascimento em data atrasada pode ser vontade de fazer coincidir com o dia de padroeiro mas, em geral, é situagao de mae solteira, que fica esperando a coragem do pai, em por seu nome no registro da crianga ja nascida e crescida. £ bom lembrar que 0 pai da LOAS é 0 Estado brasileiro. ALOAS tem parentes distantes, talvex. mais estran- geiros do que brasileiros. Boa parte sao de ingleses, outra de franceses, que conseguiram um acordo entre Socieda- de-Estado-Mercado, na motade da década de quarenta, do séeulo XX, apés a 1 Guerra Mundial, para fazer nas- cer a protegao social de cidadania para todos, garantida por servigos publics custeados pelo orgamento estatal, cuja receita decorre do pagamento de impostos e taxas pelo conjunto dos cidadaos. Par isso, os impostos as taxas tém que ser justos ¢ ineidir mais sobre quem tem mais riqueza ¢ propriedade para poder redistribuir bons A MEAN Los , servigos ptiblicos. A experiéncia inglesa de bem-estar so- cial e a francesa de solidariedade ¢ protegao social, se es- tenderam por outros paises da Europa. No Brasil mesmo, 86 chegou, e com modificagées, em 1988 pela sangao da nova Constituigéo. Os sociais democratas brasileiros, parte dos socia- listas entenderam que 0 Brasil poderia, deveriu, produ: zir sexvigos sociais puiblicos de qualidade mesmo, sob a economia capitalista, Deveria demandar tal responsabi- lidade do Estado, mesmo que isto pudesse parecer quase impossivel de acontecer ou até considerar que alguns po- liticos poderiam usar tais servigos s6 para amainar con- flitos sociais. Aqui em geral, a familia socialista se divide. Para alguns mais ortodoxos tudo 0 que for proposto ten- deré a fantasias e resultado zero, enquanto a economia néo for socialista, Para outros, as mudangas na sociedade stio relagdes de conflito ¢ esses conflitos mudam posi¢ées de forgas sociais e permilem mudur situagoes © protagonismos. Assim, sem abandonar a diregéio socialis- ta, e sem falsos objetivos, entendem que é preciso busear mudar jd. Amenina LOAS vem dessa segunda familia mas, vira e mexe, seus tios, que ndo aceitam reformas, ralham com ela. Aconquista de direitos humanos ¢ sociais supde uma revolugéio politico—cultural que provoca mudangas no 0 Aubwza srosa modo de pensar e agir conservador, ditatorial, nao de- moeratico, de concentragao de riquezas intensamente presentes na sociedade brasileira, Estas mudangas ge- ram também impactos na economia, no financiamento ptiblico, Sem essa mudanga de entendimento nunca no Brasil poderdo ser praticados os direitos soviais e direi. tos humanos. ‘Mas 6 bom ter presente que nos dias de hoje, aumen- tou o mimero de pobres na Inglaterra e foram fragilizadas as politicas sociais. Durante os anos 70, pouco mais de 20 anos da experi@neia de bem-estar social, a corrente do neo- liberalismo politico, econédmico ¢ social, iniciada com Margaret Tatcher, foi desfazendo as conquistas sociais dos anos 50. Esta corrente também chegou ao Brasil logo de- pois da Constituigao de 88, pelas maos do presidente Collor que gerou impedimentos para o avango das conquistas sociais. Em 1990, ele impediu que a LOAS fosse promul- gada e vetou seu nascimento. Nao esquegamos do: ingra- tos em dia de aniversério, pela negativa cles também cons- troem histéria. A assisténcia social tem na sua paternidade genética hherangas que nao se pode afirmar, sejam desejaveis ou com- pativeis com a incluso ou com os direitos de cidadania. Em sua paternidade longinqua a LOAS tem interes- santes lembrangas do lado dos parentes homens, Uma delas 6 Ataulpho Népole de Paiva, juiz da Corte de Apela- ¢20 do Rio de Janeiro, nascido em Pindamonhangaba, for- mado advogado pelo Largo Sao Francisco, académico de letras, que trouxe um importante gene republicano para a menina LOAS. Entre 1898 e 1905, ele escreveu livros ¢ artigos em jornais sobre a assisténcia publica, Represen- tou o Brasil na Exposigéo Universal em Paris, em 1898 na virada do século ¢ apés em MilAo, defendendo a assis- téncia publica. Acompanhou a tramitagao do projeto de Ici ne Congreso Nacional Brasileiro propondo eriar a Di- regio Geral de Assisténcia Publica como jé existia na Fran- ca mas que nunca chegou a se efetivar no Brasil. Definia com Thiers, © com as coordenadas do Congresso de 1898, que “a assisténcia publica é devida ao indigente que se encontra tempordria ou definitivamente, na impossibili- dade fisiea de prover as necessidades da existencia”. Con- testa Darwin e Malthus por eonsiderarem que as pessoas deveriam ser punidas pela sua imprevidéneia, condenan do o Bstado caso vicase 0 assumir qualquer responeabili dade pela protegio social. Defendia idéias de Larochefoucauld — Liancourt, para quem a assisténcia publica nao era benefieio, mas sim, um dever de Estado. Como véem essa nogio de dever do Estado vem de longe. (figura 1) As idéias avangadas de Ataulpho Paiva nao prospe- raram em toda Velha Reptiblica. O Brasil no periodo, s6 ALowzA ost AtauLtuo Ba BAVA @hecigtcass Pebligue ct Privée riba orant9 so'e a7 eat cos ‘ASSISTANCE PUBLIQUE AU CREST Figura 1. Congresso de Assisténeia, Parts, 1906. deu lugar ao nascimento da Previdéncia Social, isto para o trabalhador de carteira assinada, e em geral, os homens. Nunca fomos uma sociedade de pleno emprego. Lembr mos as barreiras criadas aos negros para sobreviver e tra- balhar no pés libertagao da escravidao. No pensamento idealizado liberal permanecia a idéia moral pela qual atri- buir beneficios ao trabalhador formal era um modo de dis- ciplinar e incentivar a trabalhar 0 trabalhador informal, tido por vadio. Sempre no Brasil os informais foram em maior mimero do que os formais, ‘A menina LOAS tem raizes genéticas com este tra- balhador informal, apartado, excluido. Como dizia Ataulphu de Paiva, em 1902, no Jornal do Coméreio “or economistas jamais puderam conceber e proclamar o di- reito a assisténcia que consideram a criagéo artificial de um privilégio injustifiedvel e perigoso”. Até hoje os econo- mistas 36 aceitam a assisténeia se vier disfargada como uma agdo compensatéria, bem focalizada, e cireunstan- cial. Falar em direito a assisténcia social arrepia a “nuca de economistas”! Direito a assisténcia social é dever de Estado, e nao, compensagao do mereado. A menina LOAS, que nao tem nada de parentesco com a assisténcia social conservado- ra, nfio 6 consangiiinea com agées compensatérias. Nela a transfusiio, com este tipo de sangue entra em choque. Seu tipo sanguineo combina com protegao, seguranga social, seguridade social. Vamos parar de tentar mat-la ou torna- la anémica com tanta transfusto errada. Isso pode ser crime! ‘Uma triste sina acompanha a heranga da menina LOAS. Virou, mexeu, querem coloci-la lado a lado com a “ Mowe sosen farda militar. B preciso ter claro que ela é civil, ela 6 da paz ¢ nfo de guerra, ela é contra a violéncia, sua Iuta 6 pela igualdade e pela eqiiidade. Foi assim que sob a ditadura do Estado Novo, em 1935, Getulio Vargas, criou informalmente no seu gabi- nete uma verséo do “Council of Social Service” america- no, composto por representantes da sociedade que estu- davam e opinavam sobre problemas sociais e subvengoes a obras sociais, Logo apés, em julho de 1988, reconstréi, pelo decre- to-lei n? 525, uma forma mais duradoura, o CNSS —Con- selho Nacional de Servigo Social, vinculado ao Ministério de Edueagdo e Satde, sob 0 notério Gustavo Capanema. (figura 2) Ataulpho de Paiva, com 71 anos, vai presidir esse GNSS, composto por sete membros que deveriam estar ligados ao Servico Social. Stela de Faro, fandadora da Escola de Servigo Social do Rio de Janeiro (atual UERJ), militante dos movimentos de mulheres eatélicas, seré membro: quer do anterior Conselho Consultivo, quer do novo CNSS. O Conselho tém entse fungoes proximas as vigentes ao Servigo Social, quando de sua criagaio em 1936 © se propie @ fazer inquéritos sociais como os de Mary Richmond, mentora do Servi¢o Social como disciplina pro- fissional. A MERIAL DECRETO-LEIN. 525 ~ DE 1 DE JULHO DE 1938 Init oCo Nia Seri Si ef as ued lent ops Presidente da Repoblica, usando das atribuigGes que Ihe confere fo art 180 da Constituigto, DECRUTA: fa. tej esd oa muvee ni a sn te Asdbigas Bei aveh iviginwioniodMinsbedda Bie A etd igen wp, Pagina disten c, ei lad 1 igen bE, GETULIO VARGAS. GUSTAVO CAPANEMA Presidente da Repabliea Minis da Fucagio e Sade 26 de 1998. Figura 2. Deoreta L As filiagdes genéticas estavam postas. Desde entio, 0 GNSS, hoje CNAS, deveria analisar as adequagoes das en- tidades sociais ¢ de seus pedidos de subvengtes e isengoes, além de dizer das demandas dos “mais desfavorecidos”. Maria Luiza Mestriner em seu doutorade nos bi dou com a descoberta da primeira Ata de instalacio CNSS, que assim comega: “O Sr. Ministro Gustavo Capanema, aos cinco dias do més de agosto de 1938, as 17 horas, em fe .oMEA sown seu gabinete — no Edificio Rex, 16° andar, perante os muitos ¢ altos funciondrios do Ministério que ali se encon- travam, representantes da imprensa, ete., empossou sole- nemente, este grupo de notdveis nas fungoes para as quais haviam sido distinguidos pelo governo”. (figura 3) Fiqura 3. Instalaeao do GNSS, 1998, MUNA LOS " ‘A moral republicans liberal — mesclada a ditadura varguista — entende que os notdveis é que dialogariam com entidades sociais sobre os mais pobres. Nem pensar em relagées demoerdticas ou na presenga da voz dos usua- trios para dizer de si, Bles precisavam ser vocalizados por outros, E a grande e persistente desconfianga com 0 que dizem 03 usuarios da assisténcia social que precisa ser rompida, E bom dizer inclusive, que a menina LOAS veio para corrigir isto. Bla nao pode falar s6 com alguns técnicos, com notéiveis ou com dirigentes de organizagées. Ela deve ser, pedagdgica e democraticamente compelida, a dialo- gar com a populagao na ago, na decisao ¢ na avaliagio. Sua educagao democratica néio permite conceder que diri- gentes falem pelos usuarios. Asala das falas da LOAS, mais organizada, 60 CNAS, due se reproduz nos Estados e municipios como conselhos estaduais ¢ municipais. Todavia, alguns que se conside- ram “adultos entendidos” ¢ com mais capacidade para decidir, conversam na alcova & nao publicamente nessa sala. 8 a persisténcia das formas, pouco educadas, em fa- Jar por traz que a menina LOAS pede e exige que acabem. Por tudo isto e mais algumas coisas, 0 CNAS tem sido fragilizado, Quase nada decide sobre a politica publi Para onde vai o recurso financeiro? Qual é 0 efetivo pacto ia ALDARA sos sobre a Politica Nacional de Assisténcia Social? Alids, ela foi ensainda em varios documentos, mas, até hoje nio exis- te um compromisso para valer sobre os direitos que essa politica deve assegurar, Fico pensando se é correto ter FONSEAS, COGEMAS, Comissao Tripartite, Comissao Bipartite, para tomar decisies. Sera qne este modelo niio tom ain- da tragos das velhas formas de mando? Acho que esta uma conversa que precisa ser marcada na sala do CNAS © que pode comegar a ser agendada nesta IV Conferén- cia, Qual a democracia deciséria na assisténcia social que desejamos para 0 convivio da menina LOAS? Nao deve- riamos ter delegacoes mais abertas pelos municipios e populagio? Nao cabe, no terceiro milénio, a permanéneia dos com- portamentos da ditadura dos anos 30, do século pasado, onde as rédios ¢ a imprensa eram vigindas e nem pensar ia vox da populagao que entao era denominada de povo brasileiro, isto é, m sa sem identidade ou opiniao, O na- cionalismo dava homogeneidade a tudo. S6 valia verde, amarelo, ordem e progr . Nem sempre a parentela da LOAS encontrava condigdes de vida adequadas ¢ justas sob tais cores e palavras da ditadura nacionalista. A menina LOAS tem algumas linhas de parentesco também do lado das mulheres. Uma delas bem forte, vern A mena Los ” da famflia LBA. A relacio da assisténcia social com o sen- tido patristico foi exponenciada quando Darey Vargas, a esposa do presidente, reine as senhoras da sociedade para acarinhar pracinhas brasileiros da FEB — Forga Expedi- cionaria Brasileira — combatentes da I Guerra Mundial, com cigarros e chocolates e instala a Legiao Brasileira de Assisténcia —a LBA. A idéia de legiao era a de um corpo de luta em campo, agao. (figura 4) ‘DE_ASSISTENCIA — fiat, Geen cate Fare, Shies Re Geeta: mee DES Tas Aes eS Figura 4 0 Bstado de 8. Paulo, 28 de agosto de 1902 » oan son ‘Temos aqui dois fatos a acentuar: os soldados brasi- Ieiros foram combater 0 nazi-fascismo e as mulheres fo- ram chamadas a participar dese esforgo de guerra com mensagens de apoio. 0 considerado sucesso da empreita- da legiondria redirecionou no pés guerra esse esforgo para, em campo de paz, assistir 4s criangas e A suas maes ne- cessitadas. Em outubro de 1942, a legido campanhista se torna uma sociedade civil de finalidades nao econdmicas, volta- da para “congregar as organizagies de boa vontade”. Aqui a assisténcia social como ago social é ato de vontade e néo direito de cidadania Do apéio as familias dos praci- nhas, ela vai estender sua agao As familias da grande massa ndo previdencidria. Passa a atender as familias quando da ocorréncia de calamidades, trazendo o vinculo emergencial & assisténcia social. Agora as secas, as en- chentes, entre outras ocorréncias que fragilizam grapos ¢ coletivos da populagao, demaream a presenga do carater da urgéncia ¢ do cireunstancial no campo genético da menina LOAS. A parentela, do lado de homens e das mulheres, da menina LOAS, como se pode perceber, nem sempre teve afinidade com uma politica ptiblica de direitos de cidada- nia. Modificar isto exigiu optar por uma “cirurgia” que provocasse uma mutagao genético-molecular que tornas- A HENNA LORS se a assisténcia social compativel com os multiplos movi- mentos em prol da democracia politica ¢ social da socie dade brasileira. As transformacSes genéticas As quimicas especificas dos micleos celulares da as- sisté tiplos agentes de transformagao genética. ja social comegam a ser alteradas ¢ espocam mil- ‘Ao longo dos anos a LBA vai tensionar seu cardter politico populista buscando alcangar uma proposta mais préxima ao Servigo Social, caminhou primeiro através da safda pela tecnocracia e ras 5 6) 10 pela democracia. (figu- Posteriormente a familia Collor detonou a LBA com escdndalos. Serdo seus trabalhadores reunidos nas ASSELBAs e na ANASSELBA que irdo lutar pelo nasci- mento da LOAS e do Sistema Unico de Assisténcia Social. Esse esforgo nao foi porém reconhecido, Em janeiro de 1995, quando a LBA foi extinta, seus trabalhadores fo- ram espalhados para todos os cantos das burocracias fe- derais. O actimulo de conhecimentos e lutas que dispu- nham sobre o Brasil foi esquartejado. Salgou-se a terra onde havia produtividade de lavradores e poupou-se 08 a paca rosa iret etre doe eos ‘ee ces 2 Pasues Sh Geisel aprova os estatutos da LBA e Funabem Miura 5, 0 Restado de'S. Paulo, Figura 5. AGazeta, 15 de dezembro de 1960. 10de fovereinn de 1978, que com ela tinham enriquecido politicamente e fraudu- Ientamente operado. (figuras 7, 8, 9, 10, 11 e 12) A dura realidade brasileira da impunidade deixa 14- grimas na menina LOAS. E.bom ter sempre presente o eseandalo Collor. A mae. Leda foi presidente da LBA de Alagoas quando seu filho governava 0 Estado e a dona Rosane dirigia a Soprobem. AMEN LAS » ‘AREPUBLICAM pricy an Peacoat ct rae igure 7. Revista Vora, 192 (de quem?), encarregada de desenvolver a assisténcia s0- cial no Estado. O jornalista Guilherme Evelin informou, no jornal O Estado de S.Paulo, que Rosane Collor deu ‘emprego em Alagoas a 19 sobrenomes idénticos ao dela. Pato que vai se repetir mais tarde em Brasilia quando preside a LBA Nacional. A menina LOAS sabe muito bem que unides eon- sangiiineas tem efeitos os piores possiveis para sua vida. “ AIDA sos Figura 8 Revista Veja, 21 de outubro de 1992. Figure 9, Roth de S, Panto, 15 de fovoreiro de #9 COMISSAO ESTUDA FIM DO MINISTERIO DO BEM-ESTAR SOCIAL Rosane dé presentes com verba da LBA Migura Th, Holl de 8. Powto, 2 de julho de 1982, % Aubwen sos sen gira tiaras Figure 12. Vejo, 21 de ontubro de £902. ‘odavia, as tradigGes patrimonialistus Drasileiras insis- tem, Ela resiste, mas ainda esposas de prefeitos e de go- vernadores nao aprenderam as ligdes de justiga do direito social, E preciso demandar uma campanha de satide poli- tica que proiba a continuidade de incestos institucionais. Eis outro bom ponto de agenda Bm 1° de maio de 1974 a assisténcia social federal ganha um novo lugar. A ditadura militar insinuando um A HOU LOAS ” processo de abertura cria, sob 0 Gen, Ernesto Geisel, 0 Ministério da Previdéneia ¢ Assisténcia Social. Antes dis- 80, hé 6 0 Ministério do ‘Trabalho e Previdéncia. Arnaldo da Costa Pietro é designado Ministro. © CBCISS publica, sob a orientagao de Lucena Dantas, o documento: “Alternativas da Politica de Assis- tencial Brasileira”. Os assistentes sociais, envelvides com © processo de Reconceituagao do Servigo Social, lembram do conceito de “situagao-social-problema” com que Dantas ocupon espago nos documentos histéricos de Araxé & Teresépolis que & época, vao tentar conciliar 0 Service Social com 0 emergente nacional-d chamada “via de modernizagsio” profissional vai conflitar com os entio emergentes movimentos sociais que nvolvimentismo. A tensionavam e vinculavam as democracias sociais ¢ poli- ticas para o retorno ao Estado de Direito no Brasil e na América Latina, A velha ideologia do Servigo Social era posta em questo ¢ a defesa de uma sociedade justa, igua- litéria com deciséo popular era fundamental. 0 lema era “de casas para o Estado e de frente e maos dadas com a populagao”. (figura 12) O silencio dessa Seeretaria Nacional de Assisténcia Social da ditadura militar foi quebrado em 1984 pelo mur- miirio de uma Proposta Nacional de Assisténeia Social que nao recebeu qualquer eco. As negociagdes pela Nova Repuibliea, j4 em curso, vao aliangar militantes da Refor- “90 Figura 13. Centro de Cooperagdo e intersamblo de Sorvigo Soviet, 1974. ma da Previdéncia da Satide com Raphael Almeida Ma- galhaes, Tancredo Neves, Waldir Pires ©, a presenga da Abrasco, Associagéio Brasileira de Satide Coletiva que vai incentivar 0 dever de Estado para com as politicas de pro- tego social. (figura 14) Esta influéncia de marcada proposigao de politica pa- blica e garantia de direitos sociais tem em Sonia Fleury ‘Teixeira, da Fiocruz e FGV, uma interlocutora sobre as novas relagdes institucionais e politicas entre Previdén- cia ¢ Assisténcia Social. Nas revistas de Economia Poltti- ca e na Revista Dados, j4 em 1984, langa 0 debate sobre Previdéncia versus Assisténcia Social. Indica de saida, que superficial e enganosa a ten- déneia principal do debate, em centrar a diseussao entre assisténcia e previdéncia no ambit contabil, financeiro ¢ institucional. Aponta ser este caminho parcial pois co- loca de lado a definigao de “uma estratégia global de po- litica social pelo Estado, imprescindtvel na conjuntura SERVIGO PUBLICO FEDERAL PROPOSTA DE POLITICA NACIONAL DE ASSISTENCIA SOCIAL CARLOS ANTONIO DE SOUZA DANTAS SECRETARIO DE ASSISTENCIA SOCIAL /MPAS Figura 14, CNAS, 15 de outnbro de 1984. atual da revisdo de inclusdo ¢ exelusao das demandas sociais dos grupos menos privilegiados”. Diga-se aqui, que a frase de 1984 tem plena atualidade apés quase 20 anos, pois a questo nao foi até hoje encaminhada a con- tento ou A conclusao. Acresce Fleury: ambas, previdéncia e assisténcia so- cial, s8o partes da relacao, entre Estado e classes traha- Ihadoras, denominada politica social publica. ‘Na ocasido tenta questionar a separagao dos benefi- cios entre as duas 4reas pelo tipo de populagao heneficia- da ¢ pelo tipo de beneficio oferecido. O Cel, Jarbas Passa- rinho, Ministro da Previdéncia ¢ Assisténcia social, dizia que 0 crescimento da Renda Mensal Vitalicia, eriada en- tio hé 10 anos, era um beneficio da assistncia no inte- rior dos gastos da Previdéncia e tinha um crescimento desmedido. Como se vé, uma antiga queixa de natureza contabil dificulta © acesso aos direitos & protegao social pelos nao securitarios. Lemb: M108 que 6 cil oUvir-se hoje lamiirias idénticas e de resisténcia conservadora, contra o BPC. Em 1985 0 | PND — Plano Nacional de Desenvolvi- mento da Nova Republica particulariza a assisténcia 6o- cial como politica publica, reconhece 0 usudrio como su- Jeito de direitos, sugere que seja ampliada sua participa- $40 e realizada a ruptura com a leitura caritativa e tute, lar com que a assisténcia social era tradicionalmente gerida. (figura 15) ‘Lomernzesossient sien, wt eri rly, Se en sttgan 9h havea cm 18 een Figura 15, Plano Nacional de Desenvolotmento, 1 Ao mesmo tempo, em 1985, o Presidente José Sarney anuncia a constituigdo do novo Ministério da Agao Social, UNTVELA- BIBLIOTECA 2 AAA 08K formado pela FLBA, FUNABEM e Projeto Rondon, que néo se consolida, como vérias das promessas da Nova Re- publica. Neste momento, em contralégica, sua esposa Marly Sarney dirige a LBA. A Secretaria Nacional de Assisténcia Social, seguin- do a trajetéria das Reformas da Previdéncia e da Satide agora comandada por José Almino, busca agregar conhe- cimentos e pesquisas sobre a Assisténcia Social para lhe assegurar uma nova base de qualidade ¢ conhecimento cientifieo para decisdo. Alids, até hoje, essa base cientifi- ca necesséria nao se instalou em Ambito nacional. Nao ha aliancas da gestao nacional da aasisténcia com a produ- 40 de conhecimentos sobre a populagao com que traba- Tha. Prevalece 0 ensaio ¢ erro, o que é lamentavel. A PUC Sao Paulo, afinada com esse momento histé- rico desde 1984, vinha realizando estudos sobre a assis- téncia social divulgado, em 1985, pelo livro “Asistencia nu Trajetoria das Politicas Sociais Brasileiras — uma quesido em anélise”, que até hoje € referéncia hist6rica e de estudo sobre 0 tema. O texto, com os limites de um dobate inaugural, se propés fundamentar a assisténcia social como objeto de estudos ¢ pesquisas, (figura 16) ASAS — Secretaria Nacional de Assisténcia Social provoca seminérios, cria linhas de financiamento de pes- quisa nos érgdos cientificos federais, Retine em Brasilia Migura 16. Academia, 1985. © no Kio de Janeiro para chélogo, a FINEP © 0 CNPq. para ampliar seus compromissos com a assisténeia so- cial. (figura 17) Tdgias sobre 6 nascimenta da menina LOAS come- cam a criar referencial na comunidade cientifica. © apoio cientifico vai ser um necessrio écido para a mutagio ge- nética da assisténcia social e miltiplos debates em varios pontos do pais. REIATORIO EINE SPMINARIO SOBRE POMTIICAS mie watt-EGEAR SOCTAL (GRR: ~ Canta de Treinaanto pica o Desemolunesto Loninica IM ~ Prerot ds 1Uyes Ue pars 0 Passo relator RMICTSCO JOSE DL SILVEIRA TBO wav0 Figura 17. Seminario sobre polisioan de bem-esiar social, 1980 ALBA, através da Secretaria de Apoio Comunitstrio, chefiada por Tereza Duere desencadcia, em dezembro de 1987, investigagao nacional sob a coordenagéo, pela LBA, através de Rute Gusmao e pela PUC/SP por Maria do Carmo Brant de Carvalho ¢ Aldaiza Sposati. A pesquisa barticipativa sob 0 objeto “LRA — Identidade e Rfetivida de das Acses no Enfrentamento da Pobreza Brasileira”, cria nticleos de pesquisadores do Amaps ao Rio Grande do Sul. Através deles lideres comunitarios, téenicos ¢ usud- ris de todo o Brasil se reiinem e debatem, formando opi- niao sobre a assisténcia social como direito e politiea pii- blica. A Diregdo Nacional da LBA e suas Seeretarias poem em questao a génese do drgdo e a necessidade de the dar 10. (Figure 18) um novo desti Aldaiza Sposati -h LBA IDENTIDADE E EFETIVIDADE DAS ACOES NO ENFRENTAMENTO POBREZA BRASILEIRA} Figura 18, LBA, 1989. Miltiplas articulagdes e debates, vio sendo realiza- dos pais afora. O Servigo Social poe sua forga em campo para fortalecer 0 nascimento dessa politica no campo de- is, mocratico dos direitos s' As Asselbas ¢ a Anasselba — Associagaio Nacional dos Servidores da LBA se poem em articulagao gerando deba- tes, documentos, posicionamentos, proposi¢es. O MPAS sipalzasrosen Nova Repiblica e a Assisténcia Social 1986 — Comissno de Apoio b Reostraturagao da Assisténcia Social (portaria n! 2.764, de 21 de maio de 1986) 1986 — © CENDEC (Centro de Troinamento para Desen. volvimento EconémieoVPNUD (Politieas das Nagies Unidas para 0 Desenvalvimento} — Seminsirio sobre Politieas de Bem-Estar Social (1 a 3 de abril de 1986), que trouxe pela primeira vez plamantos: para n dehots soho a aasisténela vocal come uma politiea de cidadania, 1986 — Brasilia — Secretaria Nacional de Assisténein So- cial do MPAS — Grupo Interministerial de Pesquisa (outubro do 1986), que dofiniu linhas de investigagao sabre a assistencia social, partinda inclusive do conceita de aasisténcia social pau- tado no trata dos desiguais, 1986 — Sap Paulo — Seerotiirio de Estado de Promagiio So- cial, que so pie em movimento na diregio de proceesar uma ax ticulagdo governamontal com as politieas de assisténeia social. Com a contribuigdn de consulteros, elubora o documents biisico: “Desafios Aluais para a Assisténcia Social: A Busea de Alterna- tivas” (Karsch, Cohn ¢ Draibe) 1986 — Brasilia — Hstruturagio da Secretaria de Assistén- cia Social no Minintévio de Providéncia © Ansiotineia Social 1986 — Recife UFPE/Departamento de Sarvigo Social e LBA Seminsrio Nacional, 1986 — Sav Paulo — PUCISP — Pés Graduagao de Servigo Social e ASSELBA/SP — I Seminario Nacional sob “As Polit Sociais da Nova Republica: Transformagao da Assis! cial no Pais’, nein So- 1986 — Florianépolis — UPSC/Servige Social — 1 Simpésio de Asistencia Social Publica — Resiao Sul, Ploriandpolis Revisio da pritica profissional, especialmente para a regido sul, permitin ampli discussio das questics relacionadas & prixis a assistencia social 1987 — Rio de Janeiro — Pinep eria as bases para um progra- ma de pesquisas sobre a crianga eo jevem de baixa renda, bus- cando viabilizar a investigagao no campo da assist@neia social. 1987 — Sao Paulo — Convénio de pesquisa PUC-SP/LBA/ SAVDN, que permitiu a analise da identidade e efetividade das paliticas de asistencia social 1987 — Brasilia — ANAS (Associagdo Nacional de Assisten- tes Sociais) — Seminario “O Sorviga Social nas Relagdes Soci movimentos populares ¢ altornativas de politicas sociais” 1987 — Ploriandpolis — 1 Hneontro de Assistentes Sociais dag Profeituras de Santa Catarina, 1987 — Bras Nacional sobre a A: lin — Camara dos Deptados ‘sténcia Social T Simpssio Pos Constituigao 1988 — Brasilia — CRDEPSS/CFESS — Associngao Brasi- Isiea de Eneina am Sorviga Social —nunta contsbuigas oa CNPQ, propde um programa de pesquisa: A quostito social o a assiston- cit social no Brasil. 1990 — Recife — ORAS, 4° Rogitio — 16 a 19 de setembro — I Semindirio Estadual sobre Soguridade Social com o objetivo de propiciar aos trabalhadores da Seguridade Social informagoes, debates ¢ instrumentagao para a sua intervengao pratica 1990 — Ria de Jancira — CBCISS — Encontro de Entidades de Bem-Histar Social, de Pesquisa Social e das Ciéncias Huma nas e Sociais ALDAea sosan| cria Comissao de Apoio a Reestruturagao da Assisténcia Social. (figuras 19 e 20) f AsmeLoasse cas soccare 24 nova mevoertet RATEPonuAcho eA 4SSTETENCEA socrAL 402 fataow » Snieht0 #40/00Ke 48 PO" ya nora areOieccn ~ ehents0n0tg%0 0h a8 ‘te tim tnGar Goetal ae to Parte, da Secretaria idinten piste Bigura 19. ASSELBA.SP, jutho de 1986, RELATORIO DA COMISSAO DE APOIO A REESTRUTURACAO DA ASSISTENCIA SOCIAL Figura 20. MPAS, 27 de main de 1986 © momento constituinte acelera articulacdes e, em outubro de 1988, a Assisténcia Social é reconheeida como direito & seguridade social pelos artigos 208 ¢ 204 da Cons- tituigao. (figuras 21 ¢ 22) Fandado em Barroso Leite, o relator senador Almir Gabriel afirma que “o conceito de seguridade social envol- ve a idéia de cobertura da populagao inteira em relagéo aos direitos sociais, considerados dever do Estado, inde- pendentemente da capacidade contributiva do individuo” (figura 23) Mura 21. Depivtada Podenal Utisses Guimearien, 15 ‘oNzA sean 2 CONSTITUICAO| REPUBLICA FEDERATIVA BO BRASIL Figura 22. Constituieto, 1988, Assisténcia social: F imperativa a incluso das polticas assistenciais na nova Carta onstitucional, jé que mais da metade da populayio brasileira pode cer considered candi 8 programas essistenciais, como & Sinica mancira de garantic os cus aizeitos socials basicos Hoje € possivel afirmarse, sem recei de contestagao, qiie ¢ Brasil é. realisticamente analisado, um pais majoritar miseravel, em mais do que apenas pobre, ou mesmo ind (aguaribe ot alii, 1986:66). Eotaria, ao momento, em situagéo de misévie cerca de 42 da populagio total do pais. Sex esse indice somarse 0 que pode ser sonsideredo como situecao de pobreza temse mais 228%. Quase 65% da populasde brasileira pode, poitanie. see vonsiderada pobre ou: miseréyel (Brasileiro e Mello. 1987), nissto de: Orden Social da Assembla Constitiinte, 1988, Aen tas CONSTITUICAO FEDERAL DE 1988 ¥ 208 A assisténeia social sera prestada a quem dela ne- jidependentemente de contribuigéo A seguridade so- cial, ¢ tem por ohjetivos 1 —a protegao a familia, 8 maternidade, & infiineia, & adoles- cncia ¢ A velhiee; Il —o amparo a eriangas ¢ adolescentos earentes; IIL —a promoeao da intogragsio ao mereado de trabalho; IV — a habilitagdo e reabilitaede das pessoas portadoras de Geficiéneia va promogio de sun integragho A vida comunitaria; Va garantia de uma salario mnfnimo de benefieio mensal A pessoa portadera do defieiéneia © av ideso que comprovem nao possuir meios de prover a propria manuteneao ou de té-la provi- da por sua familia, conforme dispuser a Tei. Arb, 204 As ates governamentais na drea da assisténcia so- ‘ial serio renlizadas com recursos do orcamento da seguridade social, previstos no art.195, além de outras fontes, © organiza das com base nas seguintes diretrizes: (FQ ¥° “I ¢ I—descentralizagao politico-aclministrativa, eabendoa coor denagio e as normas gerais a esfra federal e 4 coordenagio & 1 execucao dos respectives programas as esferas estadual & ‘munieipal, bem como a entidades beneficentes e de asistencia sovial I — participacao da populagio, por meio de organizagoes ropresentativas, na formulagio das politiess e no controle das a¢des em todos os niveis. 0 ° ONZA soca A apresentagaio de motivos para a inehisao da as ‘éncia social na Constitui¢ao repudia o conceito de popu- lacao beneficidria como marginal ou earente, 9 que seria vitimiz Ta, pois suas necessidades advém da estrutura social © n&o do carater pessoal F interessante registrar que em 1988 no Brasil é ne- cessario ainda justificar a responsabilidade social pela des. Htuiedo. Rountree ja fizera esse percurso na Inglaterra em 1903. Aqui a menina LOAS 6 ainda chamada de me- nor carente. Direito a ser crianga e desejo de ser adoles- Cente, como ser de direito é ainda condi¢ao nao assumida de vez por todas pela sociedade, Agora, por exemplo, no comego do terceiro milénio volta ser diseutida a redugao da idade de maioridade po- nal. Querem penalizé-la mais uma yez. Realmente a trae ma historia nao the 6 nada ficil A necessidade da criagao de um sistema do assistén cia social descentralizado, participative e com garantias de alocagio dos recursos financeiros, superagao da frag- mentagao, da descoordenagio, da superps sigdo de progra- mas sociais, introdugio do controle do setor priblico sobre 08 recursos repassados as entidades privadas com meca- nismos de avaliagao ¢ controle social, sio todas deman- das que aparecem na argumentagio do Senador ¢ relator da Constituigdo com todas as letras ¢ fontes de consulta A MENA LOK Por inerivel que possa parecer s4o temas que permane- cem sem solugao apés 15 anos. A justificativa da lei é clara, caracteriza segmentos em risco e vulnerabilidades: familias com renda per capita de até meio salério minimo; criangas, mulheres e idosos sem condigées de autonomia e 0 “povo da rua”. O parecer do relator, se de fato estivesse apheado, no teriamos pre~ sente até hoje, varios impasses na gestio da assisténcia social como polftica de direitos, ‘Talvez um quimico genético diria que, todos estes mo- vimentos nos micleos celulares da menina LOAS, ao in- vés de serem moléculas écidas, foram somente proteinas que sustentaram sua mesma génese ¢ pouco foram capa- zes de instalar mudangas genéticas, ja que as acidulagées pretendidas nao ocorreram, A volha regra eonservadora brasileira persiste. Tudo é bem posto no papel, mas as fore: is conseryadoras permanecem analfabetas A gestagio da LOAS Esta viagem ao passado genético da menina LOAS é precursora de seu nascimento, F bom que se diga, indese- jad por alguns. “ NOAA ro © P6s-Constituicdo antes de mais nada vai ser mar. cado pela luta das eleigdes diretas para presidente da Re- publica, A.dltima em 1961, fazia de grande parte da popu- lacao, seres desejantes do exercicio demoeraitico em votar pela primeira vez no presidente da Reptibliea, Eram 28 ‘anos sem escolha democratica, A imediata repercussao da Constituigdo com a rator- no ao Estado de Direito ainda era hipétese demoerdtica, 86 ao final de 1989 ¢ que ocorre as eleiges para presiden- te da Republica e 0 pais vai ser eatalizado entre as candi- daturas de Lula e Collor, ¥ 86, em 1990, que reiniciam as contragées pré-parto Para consolidar a democracia social com novo Congreso cleito que vai aprovar varias leis regulamentadoras. * 1989 — Lei 7.853, da Pessoa Portadora de Defi- ciéneia; (figura 24) * 1990 — Lei 8.069, Estatuto da Crianga e do Ado- lesconte; (figura 25) * 1990 — Lei 8.080, Lei Organica da Saude; (fi- gura 26) — Lei 8.142, Sistema Unieo de Saude, (f- gura 27) LEN? 7.853, de 24 de ata de 1989 egebehciocs rte tue yp pt, Sani igure 24, Lei 7.863, 1989, [LEN 8.069, 6619 dejo de 1990 sirwtor Dae epses Patni Art 3+ tl dap w pte te 4 “eo a i ee utr de 10 (cago de Manor © 2 Rigi 25, Lei 8.069, 1989. REN! 489, de 19 desutenbr de 1980 LED 8.4, de 28 ce deseriro de 1990 gta eran ate eo ie sms nc dae ete 6 enero dete pbin, Figura 26, bei 8.080, 1990, igure 27. Lai 8.142, 1990. « -ALDAIZA StOsaT) A ansiedade pelo nascimento da menina LOAS gera novas forgas na sociedade brasileira. Seus interlocutores Ja possufam vida enquanto ela aguardava. Os movimentos pré-assisténcia social passam a ser articulados com a presenga de érgfios da categoria dos as- sistentes sociais que, através do entao CNAS e CEFAS hoje CRESS e CFESS — vao se movimentar com a ANASSELBA, Frente Nacional de Gestores Municipais Fstaduais, Movimentos pelos Direitos das Pessoas com Deficiéncia, dos Idosos, das Crianeas e Adolescentes, pes- quisadores de varias universidades pleiteando a regulamen- taco da assisténcia social. (figuras 28, 29, 30, 31 ¢ 32) Figura 281 Hatha de 1990, A MENIAL figura 90, ASS [Sunpaeis Nacional sours “na Ls Orinda Aselnea Sos 2A, nowenbire de 1990. uma PRoPOSTA Dos aunicleios alin LEI OftAWicA DA ASSISTENEIN Socia at SLSRURDNNNE, ceetts« neopasia FRENTE sociML bos NuNehrius FLOMINENSES io Ue Janeiro, Uezemnbro tw 1990 Piura #2, Dezembro de 199A. DA StosaT O IPEA, através de comissao prépria, inicia 0 traba- Iho de construgao do projeto de lei orgdnica da assistén: social. Aqui uma das parteiras da LOAS, Potyara Pereira, analista de politicas sociais, elabora os principios e diretri- zes da assisténcia social até hoje vigentes em texto legal. © primeiro projeto aprovado pelo Legislative em 1990 foi vetado por Fernando Collor ¢ ja continha esse conjunto de idéias. A primeira gestagao da menina LOAS teve aborta provocado. Mas, 0 proceso social era extre- mamente fecundante e se fortaleceu na luta. Em seu veto Collor afirma que a proposigdo nao estava vineulada a realmente parado- uma assisténcia social responsavel. xal. (figura 33) © Disrio Oficial se MENSAGEM N.° 672 EXCELENTISSIMO SENHOR PRESIDENTE DO SENADO FEDERAL Brastlia, em 17 de setembro de 1990. FERNANDO COLLOR Figura 88. Voto de Prosielonte Cotter, 1990, atoriza rosa Novo momento sacode a Sociedade em 91 © 92. Os esedndalos da Bra Collor que provocaram 0 desmonte da esperanga ¢ adotou a opeéio neoliberal quando o pais es- erava pela demoeracia social ¢ politica. Sua viedo despé- tica de mundo, ou como ele confessa hoje, a idéia de que ¢ra um Superman, pleno de poderes ¢ vontades, principe da monarquia, traz indigmagao aos brasileiros, As lutas sociais entre demoeracia ¢ direitos sociais novamente se mesclam. A demoeracia politica ainda nao € fato. Os jovens, aqueles mais préximos ao nascimento da menina LOAS, pintam 0 rosto e vao As ruas, Anova gestacio 6 adiada, pois outras questdes mais fort se alevantam: o impeachment de Color. Itamar Franco assume a presidi ia ¢ 0 Ministro Juthay Maga- Ihdes 0 Ministério de Bem-Estar Social. Na Camara Federal emergem projetos de lei pré-re- gulamentagao da LOAS. As forcas suciuis se coalizam des- de 1993, em torno do projeto de lei n°. 3.154/92, de Rduar- do Jorge ¢ José Dirceu que resulta dos momentos fecun- dantes. (figuras 84, 35, 36, 37 ¢ 88) A va tons Figura 94 Si Sovines, 1990. dieato dos Aswidentes Figura 38, CPAS, janeiro de 1992 ofits Feet Figura 36, Offeo, janeiro de 1992. Abate srotan Projetos de Lei para a LOAS PL 1.457 de 06/08/91 — do Depatado Reditério Cassol PL 1.943 de 01/10/91 —do Deputado Geraldo Alckmin PL 3.154/92 — dos Deputados Eduardo, José Dixceu, Jandira Feghali ¢ Maria Luiza Fontenelle | Anteprojeto da Lei Organica Precisa ser discutido no Ambito da categoria ¢ da sociedade & i: os Figur 27. CPAS, maio de 1992. TODOS AO ATO PUBLICO. ALUTATAMBEM E SUA. #:cuatecane tons. core mee “STH ws {ATO PUDLIGO PELAMEQULAMENTAQAO DA LE! ‘ORGANICA DA ASSISTENCIA SOCIAL LocaLioneLinoU - OlAaHICHI? - HORARIO: 6 here ‘sins tao som conagion et soe revs Set ha Cao er ‘companecat Figure 28, Ato publien, janeiro de 1092. Hm julho de 1993 0 novo ministro envia um projeto do regulamentagio da assisténeia social a Presidente da | Republica. O executivo entendeu que nao poderia apro- var um projeto de iniciativa do legislativo, jé que o pri- meiro fora vetado, ¢ assim, elaborou novo projeto. A pres silo instalada e apoiada pelo Conselho Nacional de Segu- ridade Social encaminha, pela formagao de uma Comis- sao Especial no Ministério ja instalada para equacionar 0 estudo das atribuigdes da assisténcia social. O chefe de gabinete Japy Magalhéies ¢ 0 assessor Anténio Massarioli ‘one rosa André vao coordenar o process pelo executivo. (figuras 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45 © 46) Figura 0. Resolugdo, 12 de agosto de 109. AMINA OAS Figure 41. Substitutive, 1998 Figura 42, Prajeto de Lei, 1982 se [NOAA stan ORES hoerminan anaes tan Figura 4%, Portaria, 1998. Projeto de Lei n.° 4,100/93 Higuera 44. Projoin do Lei, 1980, re 08s o Figure 46, Projto de 9. ‘Menage Figusa 46. Exposivao de Motions, 1995. 8 Loaiza 0s Em 25 de agosto de 1998 o Presidente Itamar Franco envia, em regime de urgéncia, projeto de lei para a CAma- ra Federal onde recebe o n.° 4.10/93. O CFESS, a ABEPESS, com a presenga dos CRESS — a 6poca CEFAS e CRAS — organizaram forgas e cons- tituiram uma comissao interlocutora composta por com Laura Lemos Duarte, Carmelita Yazbek, Potyara Perei- ra, Aldaiza Sposati, Rosdngela Batistoni; Ana Ligia Go- mes. (figuras 47 48) chet a it Riguce 47, Manifisto, desemdnn de 199. As negociagdes, os debates sobre emendas ao texto constitucional geram um momento impar, que se torna conhecido como a Conferéncia Zero da Assisténcia Social. No anditério da Camara Federal 6 debatido artigo por artigo do projeto de lei entre representantes dos varios dos e dos movimentos pro LOAS, com a presenga de parlamentares, lideres do governo, emisstrios do minis- tro, ea deputada Fatima Pellaes, relatora do projeto de lei, Ali é fechado o texto hasico. imagens 49 e 50) ae Figura 1% Kren ao Ph, 1985 Subsidios para o reordenamento inst itucio Figura 50, Subsdtion, 1905, ‘MeN LoAS| Carta aberta das organizagies da sociedade civil pelos “DIREITOS CONSTITUCIONATS A ASSISTENCIA SOCIAL” — 1993 Na qualidade de representantes da sociedade civil eom- prometidos com enfrentamento da pobroza da populacio brasileira, queremos nos posicionar quanto a aprovagio da Lei Organica da Assisténeia Social — LOAS cuja mis- sao 6 davantir meios de protectio social aos cidadiios bra- sileiros em situagdo do precariedade de sobrevivencia: 1 — Pela auséncia de vontade politiea o Pais nao implantou um verdadeira e proprio sistema de soguridade social do qual a aswisténein social faz parte juntamente com a sade © a previ- doneia social, Embora a Lei Orginica da Seguridade Social te- nba sido promulgada (Lei 8.2121) a Lei Organica da Assistén: ‘ovial teve sua primeira proposta vetuda polo executive em 1990 © aguarda até hoje sua rogulamentagao, Ha trés projetos Ge lei amitando na Camara Federal; todavia o executive ain- da nie apresentow sua proposta demonstrando sua vontade fem atender 0 disposts nos artigos 208 e 204 da Constituigae Brasileira, 2 coaque A Sociedade Civil nie vem ocupando 0 espago demoerati~ mm direito no campo da assisteneia social, Ni fbi efe- tivado o Conselho de Aasistincia Social, que intogre governo & soviedade civil a nivel nacional, estadual © municipal » coordes no propostas de ago ¢ responsubilidades entre as Lrés esferas, entre os drgios de cada instancia de governo ¢ entre Estado © Sociedade Civil, Pelo contrario, persiste uma lei de 1988 de eria- cio do Consetho Naeignal de Servigo Social (CNSS) que formal- mente di {plina a politica entre Bstade e Sociedade nese cam po de agit 3 — Bsti sondo desencudeado forte movimento nacional da Sociedade Civil para enfrentamento da fame e da miséria dos brasileiros cam o qual somamos, Todavia, do ponto de vista do Eoverno, nao tomos a clara definigio das diretrizes orgamenté- rias e das metas e prioridades da assisténein social brasileira como uma polities social onde 6 Governa Reteral, os Estados ¢ (08 Munieipios assumam definidas responsabilidudes nosso se- tor, inclusive perante a sociedade eivil 41 — Nao existem ainda instrumentos de integraga de dife renlus organismos governamentais que euidam da gestita da se- suridade social. Agrava este quadra 0 cas institueional no eampo da assisténcia social. Ha uma indefinigae de competinciass en- ‘re as trés esferas do poder como também uma superpasigan de Ormiios em cada estera de ngtio: federal, estadual © municipal Enquanto a politiea loral avanea ne campo da assisténcia so Gial, a exemplo da Frente Social de Municipios, a instiincia fe deral convive e 0 6 nivive can o anaeronism de dros eriades: pr Segunda Guerra Mi as lundial, euja eoncepean de politiea de seguridade so. cial e da pareeria Hstado e Sociedade 6 fundada ns fi ‘nao no compromisso com a garantia dos divtitos sociais da po pulagie, antropiae A politicn de agao para a populagie brasileira identifica- da come exeluida, tem convivide com patrimenialismos & apadrinhamentos — paternalis 8 © Fisioléyicos — que rest tam nao #6 na inefieiéneia das agées com na eontinua sujeieao ce subservi da populagao. Isto leva a enfatizar que a eonss. rapa das direitos sociais consti " ucionais, as fermas demoers- cus ¢ participativas de intorferéneia da sosiedade civil nao cho: faram ainda A assisténcia social, e as relagdes Governo — So- ivdade Civil nesae campo. Foi uma luta onde alguns significativos anéis se fe ram, € que precisam ser retomados: Um deles foi a redugao de aleance do BPG. O vineulo & renda familiar de V/2 salé- rio minimo per eapita pretendido foi vetado pelo entéo Mi- nistro da Fazenda PHC. Hoje a retomada da aplicacéio do beneficio a partir dos 65 anos 6 uma exigéncia, pois fei truncada por Medida Proviséria em 1999. O aleance para 08 60 anos definido pelo Estatuto do Tdoso 6 também um ponto 2 compor a agenda desta TV Conferéneia Nacional Finalmente, em 7 de dezembro de 1993, a LOAS vira Lei. (figura 51) LEE N® 8.742, de dezembro de 1993 cametnc seal ‘avoekca ba ssn SOCAL "cn fluc de Segoe Sol 30 contin. enter aparece (hunsamveaeninenoisseondinde bis Art 43 sBtatecainenige data abc yur 51. LOAS, 1998. “4 Atolza spesan Nasce a menina LOAS. (figura 52) O processo instituinte que leven A LOAS comega a seguir 0 caminho institucional. Agora é hora de instalar 0 Conselhe Nacional de Assisténcia Social, eleger seus mem- bros, regulamenta-lo. (figura 53) Aspasia. Camargo tran- sita pela presidéncia que sera estabelecida por Carmelita ‘Yasbek, vice-presidente em exercicio, e pela nova presi- dente Marlova Jovchelovitch Noleto que vinha da luta dos municipios gatichos, a FAMURG, t endo 0 forte didlogo sobre & municipalizagio da politiea de assisténcia social Figura 53, CNAS,, 1994, Grandes definigses, inauguram novos caminhos. Dis- cute-se filantropia, entidade da assisténcia social e poli- tica nacional, O CNAS tem papel central nese momento. (figura 54) i aprovada a Politica Nacional do Idoso em 1994, & nove anos apés, o Estatuto do Idoso de 2008. (figuras 65 56) % uD sos A MEMINA 1S ° Ministérie do Bemetar Social Secretaria da Pronogio Hmana EEN® 10.741, de 1 de outubro de 2003 Dispos sobreo Estatito do idoso © dd ourtas providéncias. Politica Nacional de Assisténcia Sccial 0 PRESIDENTE DA REPUBLICA Faco saber que « Conotesso National decretae ou sancien.aseoumte La TITULOI Disposigees Preminares Aart. 18 E instituldo o Estatuto do [¢oso, destinado a reguler os ‘ltallos assegurados as pessoas com Idade igual ou superior @ 60 (sessenta) anos. Fevereiro/94 Figura 54. CAS, focrviv cle 199 irene ] ‘Art, 118. Esta Lei entta em vigor decortidos £0 (noventa) dias | da sua publicacao, ressalvade o dispasto no ‘caput do art. 36, que vigorara a partir do 1! i a de janeiro de 2004, N° 8.842, ded de janeiro de 1994 Die ete a pln natal et, Brasilia, 12 de outubro de 2003 igus 50, Led 10.741, 2008. te Urpin. ty te ga one cenvitoior Art 16 Apacs acolo ides tee yor sbintivo ‘canter nd cna Tlaplete etna na socnande NOS An, 2" Considers io, yrs os fetes desta a "ws assent ons Muda 0 governo federal e assume FHC, em janeiro de 1995, que fica na gestao do pats até dezembro de 2002. ele quem cuidaré da primeira infancia e da alfabetiaa- (Zo da menina LOAS ¢ de sua Bolsa Escola através do Ministério da Educagao. A partida ja se pode dizer que ‘rt 22 Wovoga st 2 pss om contin, nao foi uma infancia sadia, protegida, com as garantias @ ECA a toda crianea de um ser de direitos como propo: igure 55. Loi 8.842, 1998, brasileira. “ soz spose A infancia da menina LOAS A estratégia institucional do Governo FHC em dis- solver a antiga LBA era desejada, mas nao era, contudo a truculéncia com que seu acervo/meméria/conhecimen- tos foi incinerado ¢ soprado como cinza ao vento; ou sua substitui¢ao pela Comunidade Solidéria; ou a extingao do CONSEA — Consellw Nucional de Seguranga Alimentar — este, através de Betinho e do Dom Mauro Morelli vi- nha lutando contra a Pome no Brasil, registrada pelo Mapa da Fome construido por Ana Peliano. Nao foi um bom eo- mego. Peliano, como representante do Comunidade Soli- daria na T° Conferéncia Nacional de Assisténcia Social @ nova criagdo, 0 Comunidade Solidéria, era um condominio de multiplos objetivos que no se re- afirma que ess sumia a acdes seletivas, de carsiter restritive ¢ emergen- cial, Suponho que isso nao era indireta para a assisténcia social. Apresenta tal organizagao como uma estratégia diferenciada de gerenciamento e arti nlagso de progra mas governamentais para resolver a descontinuidade, descoordenacao, centralizagao, clientelismo, superposiga, pulveri zacito de recursos e fragmentagao de ages. Lem- bremos que as palavras do relator da assist@neia social foram &s mesmas em 1988. I interessante retomar essas Propostas idéias ¢ analisar sua coeréncia com todas as bolsas gas, alimentagdo, escola ete, que foram sendo ins- taladas pelos diversos Ministérios na gestio FHC, AMEUING 1s “ F inerivel como persiste a dificuldade em aceitar que Jes genéticas conserva- a menina LOAS, embora com 1 doras, se proponha a romper e fecundar novos nticleos mo- leculares de cidadania. Por que seré que insistem em afir- mar que ela é incapaz de unificar programas? Trabalhar em rede descentralizada? Entre outras tantas aquisieses que suas irmas da seguridade social ja conquistaram. Como se percebe, a menina LOAS que havia recebi- do em seu registro-lei que sua familia teria comando tini- co logo percebe sua sina 6 a de viver com duas mies. A pobre, que Lhe é mais préxima, ¢ a mais abonada, até por er a primeira dama, que néio quer conversa com a meni- na por vé-la como assistencialista. fa reprodugao da apar- tagao ¢ do estigma. seu tutor, em 1995, resolveu substituir a desejada regulagtio do dever de Estado e direito do cidadao na as- sisténcia social por uma “nova relagao solidéria”, que manteve a opgao reforgadora do neoliberalismo pela sub- sidiariedade. O mix de conservadorismo e modernidade neoliberal tiveram influéncia deciséria no precario e ané- a da menina LOAS. mico desenvolvimento da infa Em 7 de julho de 1995 6 convocada a I* Conferéncia Nacional de Assisténcia Social que se realiza de 20 a 23 de novembro de 1995 em clima de conquista ABONG, CFESS, ANASSELBA, CUT, ANG, MNMMR, CNBB, 0 DNA Sosa IBASE, CARITAS, FEBIEX, INESC, APAES, Confedera- ao da Miserieérdias do Brasil, Associagto Nacional de Gerontologia, entre tantas organizagées vao se articular através do CNAS para o triunfo da I Conferéneia. (figu- ras 57, 58, 59 e 60) ‘As tesos fundantes da LOAS sao debatidas, 0 antin- cio do sistema descentralizade e participativo, a munici- palizagao, a renda minima, # relagio puiblico-privado, 0 financiamento, 0 controle social. Enfim tudo 6 eolocado A mesa, Nesta e nas II e II] Conferéncias. Dois anos e seis anos apés, 08 temas se repetem, Sao as mesmas per- guntas, as mesmas indicagbes, ¢ tudo continua na mesma, A ve Las " E bom avisar que néo dé mais para suportar que o mes- mo destino seja dado a esta IV Conferéneia. (figuras 61, 62, 63, 64, 65 ¢ 66) ‘A novidade era a implantaeao dos conselhos © dos fundos municipais ¢ as reordenagdes institucionais que jam se instalando em todos os cantos do Brasil ¢ hoje sao as prineipais forgas moleculares de mudanga que 6 pouco considerada como patriménio da politica publica de assis- téncia social. Acrise na gestao da assisténcia social vai sendo acen- tuada, Uma das mais graves foi a do impedimento da rea- Acusitado Estado | ANAIS DA 1 CONFERENCIA NACIONAL vee DE ASSISTENCIA SOCIAL Yeloatinde Soci es - - i —ABONG _||/__ABONG 4 eal | [ 0s Gastos Pibieos | Federas eon Positicas de as Politics Sociais| | Assisténeta Social ue ssone (aay neowe Figura 57. Conferéncia, 195, Figura 68. ABONG, 105; Figura 59. ABONG, 1995, Figura 60, ABONG, 1996. Saaremaa a MOWZA OMA teen areca tt Pol ‘a Nacional ide Assisténcia Social , Coniatara, Ae cms ABONG cuserr Figura 62. ABONG, 1997. MINA LAS | «partons Les NORMA OPERACIONAL BASICAE SISTEMATICA DE FINANCIAMENTO DAASSISTENCIA SOCIAL n sou SORES ACES ego oaee a onze soca Figura 65. MPAS, 1997, Figura 66.11 Confers, 1097, A Mbann ices " Jizacao da IIL Conferéncia Nacional em 1999, no primeiro ano da reeleigaio do presidente FHC, Foi derrubada sua realizagéio por ordem presideneial e reprogramada para dezembro de 2001, Rompeu-se 0 disposto em lei onde as Conferéneias Nacionais deveriam se realizar de dois em dois anos, s6 agora este dispositive é retomado nesta IV Conferéncia, Aqui o agradecimento a todos que levaram essa proposta avante neste novo governo nacional. (figu- ra 67) Figura 67. 1 Conferénciy, 2001, e Alenia ssa Os Anais da IIT Conferéncia nao registram o ocorri- do. Aapedo, nada democratica, foi a de divulgar a palayra do governo ¢ em nada a da sociedade. A politica nacional é apresentada em propésitos que néo sao vinculados a me- tas ou estratégias concretas. Do mesmo modo, a nogao de sistema descentralizado ¢ participativo expie conceitos e competéncias sem estabelecer a dinémica real, que é en- tendida tao 36 como fluxos onde 86 estao claras as sangoes aos municipios em sua habili o. Nao ha propésitos ¢ compromisaos com as alteragies da realidade pela politi- ‘a social emergente e capacitada, Poderia aqui detalhar as idas e vindas desse perio- do, seus méritos e deméritos, este caminho nao seria po- rém 0 mais importante neste momento, até porque nos 8 anos, em quase nada, a menina LOAS foi estimulada © capacitada a ter vida publica e politica sob direitos sociais. © atropelo da 1" infancia trouxe uma nova situagao no governo de Luiz Inécio Lula da Silva que se inicia em 2003 com a Ministra Benedita da Silva. A menina LOAS recebe casa propria: o Ministério da Assisténcia Social Seguramente o mais importante avango desde seu nasci- mento, Mas, 6 preciso que essa casa diferente daquela da cangao de Vinicius “ ‘a uina case muito engracada néo tina...” tenha robustez para garantir direitos e caminhar na trilha da inelusao. Para isso sao necessaris algumas recomendagées. 1 recomendagéo exguer 09 pilares sustentadores da politica publica de assisténcia social, 6 preciso processar a substi- tuicdo dos materiais frégeis que ainda compoem a casa do Ministério da Assisténcia Social por pilares de susten- tagho com argamassa unificadora para todo o territ rio nacional. A nova casa da menina LOAS precisa de pilares de sustentagao. — 0 primeiro pilar é formado pelo paradigma da relagio de parceria, nao podem existir tijolos separados ONG a ONG, entidade a entidade. Sem argamassa ¢ conereto unificador, nio haveré poli- tica social e direito do eidadsio. B preciso instau- rar a relagao de rede/sistema onde a completu- de nao é individual, mas resultada da relagao de intercambio e divisao eonjunta de trabalho, resul- tados e direitos dos usudrios. — 0 segundo pilar é 0 sistema tnico de cober- tura, descentralizado, territorializado, com porta de entrada tinica para todos os ususrios, ¢ nao para cada entidade. E preciso definir quem entra e quem sai e como sai, isto é, com quais aqui- sigdes € direitos garantidos — 0 tereeiro pilar 6 0 de servigos permanentes © continuados, acabando com nomes fantasias E preciso nomenclatura padréo que airavesse g0- vernos, é preciso hierarquia des vigos entre pro- tego social hasiea e especial que garanta sesu- rangas de cobertura. — 0 quarto pilar é 0 do pacto federativo da as- sisténcia social que opere por um fluxo ascen- dente onde a gestao nacional opere sob 0 caré- ter democratico ¢ reconhega as forgas locais que possui, Estes pilares ao serem fin ados devem romper com niicleos institucionais hist rs dats relayoes elitista, das primeiras damas, do nepotismo. © preciso entender que esta ruptura 6 parte do novo aliceree democriitico ¢ nao da pintura da easa da menina LOAS, As janelas dessa 1a devem ex ‘er a vigilancia dos riscos © vulnerabilidades sociais, produzir novos conheci- mentos metodolégi 08, estabelecer padroes de qualidade, indicadores de aval indo ¢ a efetiva implantagao do Siste- ma Unico Descentralizado e Participativo da Asistencia Social recomendagio dar caréter substantive a assisténcia social, pois 6 preciso tornar patente em palavras, decisdes ¢ conseqiien- cin que a assieténcia social nao é pénero que se subdivi- de om espécie, cla née 6 um adjetivo. A Assisténcia So- cial 6 ospécie do género Seguridade Social e tem direa de ago definida na constituigao federal. & preciso parar de transgredir a constituigao e leva-la a sério, Bla nao ¢ elixir de pobre. la é protegao social basica e especial; ela tem especificidade que a distingue, 0 que nao a aparta das necessdrias relagées com as demais politicas sociais © eco némicas. Assisténcia social 6 ato de direito ¢ nio ato de vontade ou liberdade. Como direito, tem responsabilida- de pelos resultados do que faz nao 56 vontade de inau- gurar coisas novas ou novos nome! Como direito, a assisténcia social é obrigagéo para com a coletividade © ao individuo. 3" recomendacao estabelecer para 0 usudrio 0 poder de ter direitos: Construir paredes ¢ teto nessa casa, definir seu es- pago proprio, exige materializar que direitos sdo es- « ‘NOWaA srosa ses da assisténcia social. Afinal é direito a qué? Quan- do ocorre? A quem se dirige? Considero que podemos caracterizar dois grupos de direitos sob a assisténcia social a) 0 direito a subsisténcia: que supée satisfazer necessidades basicas, que na sociedade brasilei- va, tom sido poneado ¢ operade fora da as: cia social, a nao ser para os idosos, doentes croni- cos © pessoas com deficiéneia que pelo BPC estao na Assisténcia Social; Esta em curso no pais um movimento para reconho- cer 0 direito & subsisténcia da familia e nao do individue crianga, jovem, adulta mulher, adulto homem ete, Hii tam- bém em curso a diivida sobre 0 Ldews desse direito, isto 6, através de qual burocracia estatal ele deve ser assegura- do. Unific: am-se OS programas sociais de antigo gover- no, o que é extremamente positivo. Isto permitirs maior a para definiyay du direito & subsi Lencia. A unifica- (do nao pode porém ser téio s6 de banco de dado B preci- 80, como na Previdéncia Social que tem 0 Dataprey, ter 0 DataSAS da Assisténcia Social. A tarefa ainda esta inconclusa. E. preciso que ambas tenham a relagao viva com a populagio. Assim como 0 INSS ¢ 0 “baleso” de rela- ges da Previdéncia 6 preciso ter o “baledo” municipal de Assisténcia Social, tornando a relagéio viva com as organi- zagdes e cidadaos. A tarefa ainda esta inconclusa, preciso, fazer transitar o cardter dessa unificagao da condigao de programa social, parte de uma politica de governo, para 0 campo do direito A subsisténcia, enquanto politica de Es- tado, Enfim, é preciso conferir poder as familias ¢ comu- nidades para fazer uso dessa atengao, para que se rompa com a tradicional nogiio de tutela ¢ de favor. Se alguém tem direito a determinada prestacao obviamente corres- ponde # outrem a obrigagéo de prestd la, Neste campo o BPC tem 0 acimulo de sete anos de aplicagio, o que me- s da assistén- rece d edicagdo em sua andlise pelos téenic cia social, para se saber 0 que vale € 0 que nao vale como recomendacao para o proceso de garantia do direito & subsisténcia no Brasil b) 0 direito A protegae social basica e especial para prover apoios para a autonomia em situa- ges de risco, vulnerabilidades, vitimizagoes como aquisigses especificas da gestdo da assisténcia social como politica de direitos. 1 fundamental entendor que a assisténcia social, como os direitos sociais ¢ humanos, opera por direitos co- letivos e ndo 86 pelo alcance de individualidades, 108 & assisténcia social precisa O sistema de direi ser consolidado. Esté disperso em segmentos ¢ tem interfaces com a justiga, prineipalm: ite na protegao As yitimas de violagdes. B o direito & prevengao e & prote- " auoa24 rosa cao As situagdes que fragilizam ou agridem os direitos humanos € sociais que inspira o corpo de direitos na as- sisténcia social recomendagao romper o cariter inconcluso da aplicagao da Cons- tituigdo brasileira quanto aos direitos sociais. A Constituigdo propoe um modelo politico juridico que vincula as ages puiblicas com os deveres de fazer e de atuar positivamente. Ela nao propée fazer assisténcia so- cial com absentismo, mas sim com a presenga forte e efi- ciente do Estado na consolidagaio de direitos. © campo dos direitos humanos a que a assisténcia social se filia significa que ela nao opera 86 com 0 direito individual de liberdade, mas com o direito peculiar a gru- pos, categorias, segmentos — vitimas coletivas — na dire. Ao do direito & Seguranca Social. Sao novas categorians de sujeitos de direitos cujo fundamento e dade de cidadania. na solidarie- * recomendagao romper com 0 vinculo entre a assisténeia social ¢ a nogiio residual de pobreza que nao aleanga a cida- dania; é preciso adotar por base as nogées: de ne- AMENNALOMS n cessidade, de risco, de vulnerabilidade social de- mandatérias de garantia as segurangas de prote- 0 social, ‘A forga da assisténcia social ndo vem tao s6 da sua macro organizaeao mas, sobretudo da sua micro organi- zacao e isto em trés sentidos: — a forca do Estado loeal, as Prefeituras, 0 coman- do tinieo da assisténcia social municipal, os con- selhos municipais e os fundos municipais. Temos uma estrutura capilar organizada que nao tem recebido a importancia que merece: Jes sociais, que ha muito tem- — a forga das organiz m o trabalho social, 0 trabalho po sabem e p socioeduentive, mostrando que a assisténcia so- icio mas or- cial nao € 86 acesso a cartéio de ber ganizagao de base, relagiio com 0 cidadao usuario e com sua fuinilia, com a vizinhanga, com o bairre onde vive. Fla é organizagao social para além do destino singular. Fla é forea social; —a fora da propria populagio demandataria e usudria, cuja vor passa a ser ouvida, para dizer dos servicos, dos seus dircitos, de sua representa- 40 como hoje nesta IV Conferéneia Nacional que resulta de 5,000 Conferéncias Municipais, muitas [ tn TAME rota ; PROTECAO SOCIAL ; incisivas recomendagdes tém um grande pro- pésito: direcionar a assisténcia social para a inelusao é DE CIDADANIA delas desdobradas em Conferéncias Regionais articuladas em Conferéncias Estaduais, antes de mais nada tiré-la da condigtio de excluida do al- Inclusao de idosos e pessoas com cance de direitos. deficiéncia no Brasil, Franga e Portugal 56, ¢ tao 36, como ser de direitos 6 que.a menina LOAS Aldaiza Sposati (Org-) poderd ter uma adolescéncia sem medo de ser feliz. 1° edicao, 2004 Em tempos em que a lon- gevidade humana atinge ni- veis cada vez mais avangados, sociedades contemporaneas como a brasileira convive com processos de continuada desi- gualdade social produzindo, por outro lado, altos niveis de fragilidade humana. Cendrios complexos ¢ contra- ditérios como estes tém exigi Go respustas de politicas pu plieas eficazes na garantia da protecao social nos segmentos fragilizados, como os idosos pessoas com deficiéncia. 9 M¢ Na busca pelo aprofunda- ¥ i mento deste debate, confron- | <6 usa tando estudos e experiéneias do Brasil, Franga e Portugal, o presente trabalho oferece impor- tante sistematizagao ¢ coneretizagao dos direitos fundamentais de protegéio social. Peete ee tnt Protegao Social de Cidadania ct he Dirce Koga ) EIA TAMBEM ASSISTENCIA NA TRAJETORIA DE POLITICAS SOCIAIS BRASILEIRAS Aldaiza Sposati, Dilséa A. Bonetti, Maria Carmelita Yazbek e Maria do Carmo Falcéo 8° edicdio, 2003 Bsta obra suscita, de forma re- novada, diversas preocupagées para todos aqueles que se inte- ressam pelo a! mareantes deste estudo: oexame de varias formulacoes de politi- ca social, a presenga da assistén- cia no conjunto de tal politica, as singularidades da assisténcia ¢ doassistencialismo, eainda suas relagdes com o Servigo Social téncia esta colocada como um caminho a ser trilhado para a populacéo empobreeida, na busca de bens e servigos, dentro da dinamica da sociedade de classes, Num Brasil transido pela diseriminagao econdmica, social ¢ politica, a assisténcia publica realiza-se, ao mesmo tempo, sob a forma de humanizagao de um capitalismo virulento, assim como de um protesto contra a miséria social, desesperadora ¢ constante. beers | Fe Dae catcan QL