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Cosmologia – Estudo e Doutrina da Criação do Universo

Erramos grandemente quando presumimos saber o que Deus quer


dizer em Sua revelação escrita se, ao fazermos isso, deixarmos de
comparar escritura com escritura. Por exemplo, a Bíblia Boas Novas
traduz Gênesis 1:1 como segue: "No princípio, quando Deus criou o
universo...". Mas, não é isto que a Palavra de Deus diz! O texto
hebraico é perfeitamente claro: "No princípio, criou Deus os céus e a
terra."

Neste caso, os tradutores presumiram saber aquilo que Deus quis


dizer sem primeiro verificar o quanto a interpretação deles se
harmonizava com afirmações similares feitas em outras partes da
Palavra de Deus. Se tivessem verificado, teriam descoberto que o
conceito de um "universo" não aparece em parte alguma na Bíblia. Ao
contrário, Deus sempre fala do céu e da terra ao se referir à obra da
criação. Os tradutores foram longe demais e tolamente assumiram
que essas palavras eram apenas uma abreviação para a miríade de
galáxias descritas na Astronomia moderna.

A Bíblia somente faz sentido se considerarmos que ela quer dizer


exatamente o que diz. Precisamos nos manter fiéis a esse princípio o
tempo todo, sem tratar certas passagens como alegóricas ou poéticas
pelo simples fato de não se encaixarem confortavelmente com nossa
compreensão da ciência moderna. Antes de darmos ouvidos ao que o
homem diz, devemos primeiro prestar muita atenção àquilo que Deus
já disse.

"Porque com alegria saireis, e em paz sereis guiados; os montes e os


outeiros romperão em cântico diante de vós, e todas as árvores do
campo baterão palmas." [Isaías 55:12]. Algumas vezes, este verso é
citado como uma evidência que nem todos os versos podem ser
interpretados ao pé da letra, mas existem pouquíssimos exemplos
assim em toda a Bíblia. Além disso, a objeção é muito fraca, pois
ignora o contexto. Até uma criança poderia ver que uma imagem
poética está em uso aqui. A passagem se relaciona com o retorno de
Cristo e ao glorioso impacto que sua presença terá sobre todas as
coisas, até mesmo sobre as árvores no campo.

Devemos examinar aquilo que Deus diz sobre Sua criação usando a
mesma hermenêutica, ou método de interpretação, que usamos para
estabelecer todos os outros aspectos da doutrina e teologia. Os
cristãos nascidos de novo sabem que Deus criou Adão como um
homem adulto do pó da terra — "E formou o Senhor Deus o homem
do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o
homem foi feito alma vivente." [Gênesis 2:7]. Não recorremos à
alegoria ou metáfora e tentamos reconciliar esse relato com o
paradigma da biologia moderna. Por exemplo, não imaginamos um
cenário em que, de acordo com um plano divino, um chimpanzé ou
um primata mais desenvolvido cruzou um limiar evolucionário crítico
e se tornou um homem. Todavia, quando os eruditos bíblicos
interpretam passagens relacionadas com a cosmologia, eles quase
que invariavelmente abandonam a hermenêutica literal-histórica e
dependem, em vez disso — talvez sem perceber — do modelo
proposto pela Física e Astronomia modernas.

A Cosmologia Bíblica

Convidamos os leitores a olharem novamente para a cosmologia da


Bíblia, mas fazerem isso com olhos renovados, colocarem de lado
suas concepções prévias, se existentes, sobre o "universo" e
considerarem, em vez disso, aquilo que Deus realmente disse sobre
Sua maravilhosa obra de criação. Somente quando aplicamos ao
mundo como um todo — a Terra, o Sol, a Lua e as estrelas — a
mesma hermenêutica literal-histórica que usamos quando
examinamos a criação de Adão, chegaremos a uma genuína
cosmologia bíblica.

O problema hoje é que os eruditos bíblicos deixaram de compreender


por muito tempo que a teologia evangélica não possui uma clara
cosmologia bíblica. A teologia evangélica automaticamente tomou
como verdadeiro o modelo proposto pela ciência moderna e depois
lutou para harmonizá-la com as passagens das Escrituras que tratam
da Criação. Isto foi feito de um modo muito arriscado, em claro
contraste com a dolorosa abordagem que tem sido normalmente
seguida ao estabelecer a posição bíblica correta em outras questões
doutrinárias.

Onde estaria o Criacionismo se, nos anos 1950 e início dos 1960s,
Henry Morris e John Whitcomb não tivessem questionado as teorias
científicas prevalecentes sobre o Dilúvio e a idade da Terra? Desde
então ficamos sabendo que a assim chamada ciência do
Evolucionismo é simplesmente charlatanismo, fantasia e pura fraude.
Se considerarmos aquilo que Deus diz em Sua Palavra, exatamente
como Henry Morris e John Whitcomb fizeram em seu estudo do
Dilúvio, podemos descobrir que o mundo é muito diferente do modelo
retratado pela NASA.

Pretendemos aqui apresentar as passagens bíblicas relevantes em


diversos títulos, acrescentando observações orientadoras, quando
apropriadas, e permitir que o leitor julgue a matéria por si mesmo.

Os Fundamentos da Terra
Vamos iniciar com as fundações (ou fundamentos) da Terra. Este é
provavelmente o melhor lugar para iniciar nosso estudo, pois ele nos
força a levar certos fatos em conta desde o início que terá um
impacto direto sobre como interpretamos outros versos importantes
sobre a Criação. Usaremos a palavra "Criação" em todo este ensaio
para referir a tudo o que o Senhor fez nos quatro primeiros dias da
Criação (exceto a vegetação no Dia 3), isto é, a Terra, as águas, o
firmamento, os céus, o Sol, a Lua e as estrelas. Somente quando
compreendemos como esses vários elementos se encaixam juntos um
com o outro — de acordo com a Palavra de Deus, não a moderna
Astronomia — podemos dizer que temos uma cosmologia bíblica, ou
um "modelo" da Criação.

Os anjos devem ter sido criados no Dia 1, embora isso não seja
explicitamente declarado no relato de Gênesis, pois eles
testemunharam a cena em que o Senhor lançou as fundações da
Terra, o que também ocorreu no Dia 1:

"Depois disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo:


Quem é este que escurece o conselho com palavras sem
conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e
perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu
fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs
as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel?
Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua
pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente
cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?" [Jó 38:1-7].

Esta é uma passagem muito importante relacionada com a


cosmologia bíblica, pois o Senhor a usa na abertura de Seu desafio ao
homem orgulhoso e ignorante. Qual é a primeira coisa à qual Ele se
refere? — as fundações da Terra! O Senhor está dizendo aos cinco
homens reunidos que eles não sabem nada a respeito das fundações
da Terra. Eles não podem vê-las, não sabem à que elas estão
amarradas, não conhecem suas medidas e não sabem como elas
foram lançadas.

A palavra hebraica para fundações é yacad (Strong, H3245),


significando "fundar, fixar, estabelecer, lançar o alicerce". O Senhor
está a nos dizer que a Terra tem fundações e que elas são reais,
substanciais e extensas. Elas até têm uma "pedra de esquina". Sem
essas fundações, a Terra não teria suporte.

Ao falar de Jerusalém no Milênio, o Senhor usa


novamente yacad para dizer fundações reais:
"Tu, oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada, eis que eu
assentarei as tuas pedras com todo o ornamento, e te fundarei sobre
as safiras." [Isaías 54:11].

Este evento profetizado é referenciado novamente no livro do


Apocalipse:

"E os fundamentos do muro da cidade estavam adornados de toda a


pedra preciosa. O primeiro fundamento era jaspe; o segundo, safira;
o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda." [Apocalipse 21:19].

Como a Terra tem fundações reais, ela ficaria exposta a um grande


trauma se essas fundações fossem abaladas:
"... porque as janelas do alto estão abertas, e os fundamentos da
terra tremem." [Isaías 24:18b].

Isaías está se referindo à Grande Tribulação, quando o Senhor trará


grande e terrível julgamento sobre a Terra. Na verdade, é somente
em tempos de julgamento — pela vontade expressa de Deus — que
os fundamentos da Terra são abalados. Em todos os outros tempos,
os fundamentos da Terra são imóveis.

"Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo


algum." [Salmos 104:5].

"O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu


e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá
vacilar." [Salmos 93:1].

"Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará,


para que não se abale." [1 Crônicas 16:30].

"Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que
formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a
formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há
outro." [Isaías 45:18].

Nem uma referência é feita em parte alguma da Palavra de Deus aos


fundamentos do Sol, da Lua ou das estrelas. Os únicos outros
fundamentos entre as obras da Criação são os do céu:

"Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se


moveram e abalaram, porque ele se irou." [2 Samuel 22:8].
"As colunas do céu tremem, e se espantam da sua ameaça." [Jó
26:11].
A Palavra de Deus também fala dos alicerces da Terra:
"Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado,
para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer herdar o trono
de glória; porque do Senhor são os alicerces da terra, e assentou
sobre eles o mundo." [1 Samuel 2:8].

As colunas da Terra parecem ser o mesmo que os fundamentos da


Terra, ou estão estabelecidas entre eles. Elas também estremecem
em tempos de julgamento:

"O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas


estremecem." [Jó 9:6].

Quem mantém as colunas da Terra? O Salmo 75 nos diz que é Cristo,


pois Ele somente "ocupará o lugar determinado" e "julgará
retamente":

"Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente. A terra


e todos os seus moradores estão dissolvidos, mas eu fortaleci as suas
colunas. Selá." [Salmos 75:2-3].

Estas passagens da Escritura estão a nos dizer que a Terra está


posicionada sobre fundamentos realmente maciços e imóveis. Isto
significa que a Terra não é um planeta e tampouco é uma esfera. Ela
não se move pelo espaço, não orbita em torno do Sol e também não
gira em seu próprio eixo! Tudo o mais na Criação se move em torno
da Terra, ou em relação a ela, mas a própria Terra é totalmente
estacionária.

A Terra foi criada no Dia 1, enquanto que o Sol foi criado no Dia 4. O
primado cosmológico da Terra foi definido desde o início. Todo o
restante da Criação é descrito com referência à vasta e imóvel Terra.

Estamos familiarizados com os críticos que fazem comentários


depreciativos sobre uma "Terra plana", mas talvez o aspecto mais
óbvio e distintivo da Terra, a partir de uma perspectiva bíblica, não é
o fato de ser plana, mas sua total imobilidade. Depois que a pessoa
aceita esse fato simples (e bastante óbvio), a cosmologia
apresentada na Bíblia é fácil de compreender. A Terra simplesmente
não pode estar em movimento, nem o mínimo possível. Se estivesse,
os níveis de estresse sísmico e atividade vulcânica que até mesmo
um movimento modesto provocariam seriam devastadores.

O modelo ensinado em nossas escolas é falso. Ele faz tanto sentido


quanto a "ciência" da Evolução e parece ter sido concebido e
promovido pelas mesmas pessoas e para o mesmo propósito, isto é,
zombar e falsificar a Bíblia e convencer a humanidade que Deus não
existe. Os arquitetos desse ensino falso sabem que uma sociedade
que não crê e não confia em Deus é uma sociedade madura para a
escravização.

Subindo e Descendo

Tudo na Bíblia aponta para uma cosmologia formada pelos céus


acima, a Terra abaixo dos céus, e fundamentos e pilares (colunas)
abaixo da Terra, sobre os quais a Terra repousa.

A Palavra de Deus também tem muitos versos que incluem as


palavras complementares subir e descer. Como termos recíprocos,
eles utilizam a mesma estrutura de referência e devem ser
compreendidos nesse sentido. Se este é o caso, então o céu e a Terra
estão fixos um em relação ao outro. Gênesis 28:12 apresenta isto de
forma bem clara:

"E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos
céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela." [Gênesis
28:12].

O céu em questão nos versos seguintes é claramente o terceiro céu,


não simplesmente o céu atmosférico, ou a região do espaço por baixo
do firmamento:

"Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus


punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu
todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome
de seu filho, se é que o sabes?" [Provérbios 30:4].

"Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do


homem, que está no céu." [João 3:13].

Quando Cristo ascendeu fisicamente ao céu para assentar-se à direita


de Deus, Ele subiu até o terceiro céu. Isto mostra que é possível falar
da Terra e do terceiro céu usando uma estrutura comum de
referência. Cristo não precisou viajar bilhões de anos-luz pelas
profundezas escuras do espaço para chegar até o céu.

Isto também é evidente em Atos 7, em que a Palavra de Deus


descreve o martírio de Estêvão:

"Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu,


viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; e disse:
Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à
mão direita de Deus." [Atos 7:55-56].
Estes versos mostram que o céu, até mesmo o terceiro céu, está
diretamente acima da Terra. A passagem seguinte de Daniel confirma
isto:

"E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o


céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será
um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe
obedecerão." [Daniel 7:27].

Na expressão "todo o céu" a palavra aramaica para "todo" é usada


[Strong, H3606, kol]. Este verso está a nos dizer que a própria Terra,
o reino sobre o qual Cristo reinará na eternidade, estende-se debaixo
de "todo o céu". Portanto, a largura da Terra é tão extensa quanto a
largura do céu. Isto refuta completamente a noção na Astronomia
moderna que a Terra é apenas um grão de poeira na vastidão do
"espaço sideral".

A passagem seguinte refere-se à ação que Deus tomou em resposta


ao programa de construção em Babel. Ela declara duas vezes que Ele
"desceu". Dado que a Torre de Babel foi projetada para "subir" em
direção ao céu, a descida de Deus precisa ser compreendida em um
sentido correspondente.

"Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos
homens edificavam; e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos
têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora,
não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia,
desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um
a língua do outro. Assim o SENHOR os espalhou dali sobre a face de
toda a terra; e cessaram de edificar a cidade." [Gênesis 11:5-8].

Ninrode e seus seguidores construíram uma torre cujo cume tinha


objetivo de alcançar o céu, não porque acreditassem que sua torre
pudesse alcançar essa altura, mas como um símbolo visível de sua
convicção que eles um dia conquistariam o céu. Como adoradores dos
anjos caídos, eles compartilhavam a ímpia ambição de Lúcifer:

"E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de


Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me
assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e
serei semelhante ao Altíssimo." [Isaías 14:13,14].

Satanás quer aquilo que pertence a Deus. O verso seguinte mostra


que os céus foram retidos por Deus, mas que a Terra foi dada aos
filhos dos homens:

"Os céus são os céus do SENHOR; mas a terra a deu aos filhos dos
homens." [Salmos 115:16].
No tempo presente, a Terra inteira faz na iniquidade (1 João 5:19)
por que Satanás estabeleceu controle sobre o homem por meio de
Adão e se tornou, por um tempo, "o príncipe deste mundo". Ele quer
aumentar seu domínio sobre a Terra, ao mesmo tempo que expande
seu domínio sobre as alturas das nuvens. A passagem de Isaías
mostra que a ambição de Satanás se estende por tudo, até o terceiro
céu.

Existem três "céus" na Palavra de Deus: (1) a atmosfera


imediatamente acima da Terra; (2) o céu abaixo do firmamento, em
que as estrelas estão fixadas e (3) o "terceiro céu", onde a glória de
Deus reside. (O apóstolo Paulo foi levado até o terceiro céu, mas não
sabia se foi levado no corpo físico, ou não). Em sua rejeição da ímpia
ambição expressa pelos cincos verbos no tempo futuro (subirei,
exaltarei, me assentarei, subirei, serei) em Isaías 14, a Palavra de
Deus implica que o homem, também, nunca será bem-sucedido em
subir "acima das alturas das nuvens". (De acordo com os
meteorologistas, as nuvens mais altas, conhecidas como nuvens
noctilucentes, estão a mais de 80 km acima da Terra. Isto é evidência
que a viagem espacial é impossível.).

Encontramos evidência adicional que a viagem espacial é impossível


em Jeremias:

"Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças


da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as
suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome. Se falharem
estas ordenanças de diante de mim, diz o SENHOR, deixará também
a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para
sempre. Assim disse o SENHOR: Se puderem ser medidos os céus lá
em cima, e sondados os fundamentos da terra cá em baixo, também
eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram,
diz o SENHOR." [Jeremias 31:35-37].

Esta passagem da Escritura mostra que o Senhor nunca permitirá que


Satanás (via Anticristo) destrua a nação de Israel. Ele marca seu
comprometimento com essa promessa declarando que esse resultado
somente seria possível se o homem conseguisse um dia medir "os
céus lá em cima" ou "sondar os fundamentos da Terra cá em
embaixo". Portanto, não somente a viagem espacial é impossível, —
pois de que outra forma o homem poderia medir as alturas do céu? —
mas a Terra em que vivemos não pode ser uma esfera, pois se fosse,
suas dimensões seriam fáceis de determinar. (Medindo-se a
circunferência da Terra, o diâmetro e, assim, a extensão de seus
fundamentos, poderiam ser calculados, ou "sondados").

A Terra Plana
A Terra plana também é implicada pelos seguintes versos:

"Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua


benignidade dura para sempre." [Salmos 136:6].

"Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e


espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao
povo que nela está, e o espírito aos que andam nela." [Isaías 42:5].

"O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada." [Jó
26:7].

A palavra hebraica para o "estender" no Salmos 136:6 é raqa, que


tem o significado de "bater, carimbar, amassar, alargar, estender"
[Strong, H7554]. As definições dadas por Gesenius incluem
"estender, batendo com pancadas, como em uma chapa fina". O
Senhor nos diz que estendeu a Terra, uma ação que é prontamente
compreendida se a Terra for plana e estendida, mas que é algo que
causa perplexidade, para dizer o mínimo, se a Terra for uma esfera.

A palavra hebraica para "estendeu" em Isaías 42:5 e Jó 26:7


é natah (Strong, H5186], com o significado de estender, alargar,
esticar. A definição dada por Gesenius inclui "estender, espraiar e
desdobrar". Novamente, somos apresentados com uma ação que não
faz sentido se a Terra for uma esfera.

O verso em Jó (26:7) também é mais fácil de interpretar se a Terra


for um plano, com um polo norte geográfico em seu centro.

O verso seguinte descreve uma cena que requer, ou no mínimo


implica, uma superfície plana estendida. Se fosse possível ver todos
os reinos do mundo "em um momento de tempo" ao subir em um
monte alto, então por que a Palavra de Deus registra que isto ocorreu
em um "monte muito alto"?

"Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e


mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles." [Mateus
4:8].

"E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento


de tempo todos os reinos do mundo." [Lucas 4:5].

Independente de quão alta era, a árvore descrita por Daniel no verso


a seguir não seria visível a ninguém que vivesse no outro lado de
uma Terra no formato de um globo. Entretanto, uma árvore que
alcançasse o céu a partir de uma Terra plana seria visível por
qualquer um.
"Crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura
chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra." [Daniel
4:11].

Podemos aplicar a mesma lógica, o mesmo raciocínio, à seguinte


passagem de Salmos 103:

"Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande
a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe
o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas
transgressões." [Salmos 103:11-12].

Como observamos em um ensaio anterior, a remoção de nossas


transgressões do oriente para o ocidente não significaria coisa
alguma se a Terra fosse uma esfera. Teríamos eventualmente de
confrontar nossos pecados e o Sacrifício Vicário não teria propósito.
Somente em uma Terra plana o oriente e o ocidente permanecem
perpetuamente distantes.

Existem muitas expressões em toda a Palavra de Deus que sugerem


fortemente que a Terra é uma superfície plana e estendida. Essas
expressões incluem "a face da Terra", os "confins da Terra" e "os
quatro cantos da Terra". A expressão "face da Terra" ocorre 29 vezes
e os "confins da Terra" 28 vezes. Poderíamos escrever um estudo
detalhado sobre esses versos somente!

No verso seguinte, a palavra hebraica para confins é kanaph, que


significa "asa, extremidade, borda... fronteira, confins" (Strong,
H3671). Se a Terra possui quatro confins, ou extremidades, ela
precisa ser plana ou "estendida". Esse tipo de descrição faria pouco
sentido se aplicado a uma esfera:

"E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os


desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os
quatro confins da terra." [Isaías 11:12].

As Águas Acima e Abaixo do Firmamento

Os eruditos bíblicos tradicionalmente sempre foram muito relutantes


em explicar o que a Palavra de Deus quer dizer quando menciona
águas que estão por cima do firmamento:

"E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam
debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e
assim foi." [Gênesis 1:7].
Este é um verso extremamente importante e, a não ser que o
interpretemos literalmente, não chegaremos a uma compreensão
correta da cosmologia da Criação.

As águas acima do firmamento não são nuvens de chuva, como


muitos supõem, nem a umidade distribuída em quantidades
minúsculas por toda a atmosfera. A Palavra de Deus as chama de
"águas", porque isto é exatamente o que elas são. Além disso, elas
estão "acima do firmamento". Todavia, se os eruditos bíblicos
interpretarem o "firmamento" com o significado de atmosfera
somente, então passam a interpretar erroneamente o que a Bíblia
quer dizer com "águas acima do firmamento".

- Águas acima

Vejamos alguns versos-chave referentes às àguas existentes acima


do firmamento:
"Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os
céus." [Salmos 148:4].
"Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a
escuridão das águas e as nuvens dos céus." [Salmos 18:11].

"Fazendo ele ouvir a sua voz, grande estrondo de águas há nos céus,
e faz subir os vapores desde o fim da terra; faz os relâmpagos com a
chuva, e tira o vento dos seus tesouros." [Jeremias 51:16].

A partir destes versos, é claro que as "águas" acima do firmamento


são substanciais e comparáveis em volume às águas que estão
abaixo do firmamento (algumas das quais parecem residir em
"depósitos" abaixo da superfície da Terra — veja o Salmos 33:7,
citado a seguir). Se houver uma grande quantidade de águas nos
céus e elas constituem de algum modo um "pavilhão" de "águas
escuras" perto do "lugar secreto" onde Deus reside, então o
"firmamento" que separa as águas abaixo das águas acima precisa
estar sobre a face da Terra como uma grande abóbada.

O livro do Gênesis nos diz que Deus criou o céus e a Terra no Dia 1,
mas Ele fez somente uma parte da Criação no Dia 2, isto é, o
firmamento. Isto parece indicar que o firmamento é uma estrutura de
tamanho e extensão enormes. O Gênesis situa o firmamento "no
meio das águas" (1:6), o que sugere que as águas acima e as águas
abaixo do firmamento, respectivamente, eram aproximadamente
iguais em volume no tempo da Criação.

- Águas abaixo

Nos versos seguintes, que se referem às "águas abaixo",


encontramos várias referências às "fontes" do abismo, possivelmente
os conduítes por meio dos quais os "depósitos" de águas abaixo da
Terra são trazidos até a superfície:

"Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos


confins da luz e das trevas." [Jó 26:10].

"Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais


profundo do abismo?" [Jó 38:16].

"Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos


em depósitos." [Salmos 33:7].

"Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não
havia fontes carregadas de águas." [Provérbios 8:24].

"Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do


abismo." [Provérbios 8:28].

No livro do Apocalipse, o anjo que passa pelo meio do céu para


pregar "o evangelho eterno" refere-se com grande solenidade às
obras poderosas de Deus, ou seja, o céu, a Terra, o mar e as fontes
de águas. Se as fontes de águas podem ser comparadas deste modo
com os céus, a Terra e os mares, então elas precisam ser realmente
muito substanciais:

"Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é


vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e
o mar, e as fontes das águas."[Apocalipse 14:7].

A seguinte passagem de Provérbios apresenta tanto um resumo


maravilhoso da Criação quanto um quadro glorioso do
companherismo que existia entre o Pai e o Filho (na chamada
"Sabedoria") enquanto a grande obra da Criação estava sendo
realizada.

"Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o


horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens acima,
quando fortificava as fontes do abismo, quando fixava ao mar o seu
termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando
compunha os fundamentos da terra. Então eu estava com ele, e era
seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante
ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e
enchendo-me de prazer com os filhos dos homens." [Provérbios 8:27-
31].

Que retrato maravilhoso de Cristo! A palavra hebraica para "abismo"


nesta passagem é tehowm, que significa "profundo, profundezas...
mar... águas subterrâneas" (Strong) ou "uma grande quantidade de
águas" (Gesenius). Isto está claramente se referindo às "águas
abaixo" (os oceanos do mundo e os "depósitos") e não às "águas
acima".

A palavra hebraica para "traçava o horizonte" é chuwg, que significa


"círculo, circuito ou perímetro". Após a terra ter emergido das
profundezas no Dia 3, os oceanos continuaram a ficar ao redor da
terra — "... traçava o horizonte sobre a face do abismo". Essa
delimitação somente faz sentido em uma Terra plana.

O Firmamento

Vários versos falam sobre o firmamento (Strong 7549, raqiya) como


uma grande abóbada de suporte sobre a Terra. Esses versos incluem
Gênesis 1:6-7 e 7:11, Jó 37:18, Isaías 40:22 e Amós 9:6.
Examinaremos um de cada vez:

"E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja
separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez
separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as
águas que estavam sobre a expansão; e assim foi." [Gênesis 1:6-7].

Como já observamos, os eruditos bíblicos têm sido relutantes em


expor esses versos como deveriam. Em sua indisposição de
interpretar aquilo que Deus quis dizer com "as águas", especialmente
águas acima do firmamento, eles também evitaram qualquer exame
claro e explícito do "firmamento" e o que ele realmente é.

Já vimos que as águas acima do firmamento são águas reais e que o


próprio firmamento é uma estrutura física real. É extremamente difícil
interpretar a Palavra de Deus usando uma hermenêutica literal-
histórica — a única que é sólida — e chegar a qualquer outra
conclusão.

Estes versos (Gênesis 1:6-7) mostram que o firmamento realiza uma


função vital na cosmologia de Deus, separando as águas em baixo
das águas em cima. Se as "janelas do céu" (Gênesis 7:11) fossem
abertas, as águas que estão em cima passariam, seriam derramadas
e destruiriam toda a vida na Terra. Foi exatamente isto que
aconteceu durante o Dilúvio (veja Amós 9:6, citado a seguir).

As águas que caíram na forma de chuva durante quarenta dias


tiveram de ser de volume suficiente para cobrir as mais altas
montanhas na Terra naquele tempo. Esse volume de água somente
poderia ter vindo de além do firmamento. Podemos inferir que Deus
não liberou todas as "águas acima", mas somente uma pequena
porção, pois Ele prometeu à humanidade (e ao reino animal) que
nunca mais decretaria uma inundação similar sobre a Terra, algo que
somente faria sentido se uma quantidade suficiente das "águas
acima" ainda estivessem disponíveis para esse propósito.

O verso seguinte lança mais luz sobre a origem das águas que
inundaram toda a Terra durante o Dilúvio:

"No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete


dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do
grande abismo, e as janelas dos céus se abriram." [Gênesis 7:11].

As "fontes do grande abismo" podem ser os "depósitos" mencionados


anteriormente, enquanto que a abertura das "janelas dos céus" pode
se referir à liberação de uma porção das águas que estão acima do
firmamento. Esses dois eventos — a abertura das janelas dos céus
acima e a ruptura das fontes do grande abismo, pela parte de baixo
— explicariam o grande aumento do volume de água sobre a Terra
durante o Dilúvio. Observe também que esses eventos foram
simultâneos, ocorrendo no mesmo dia.

A integridade estrutural do firmamento, sua vasta extensão e seu


caráter semi-translúcido são evidentes a partir do seguinte verso:

"Ou estendeste com ele os céus, que estão firmes como espelho
fundido?" [Jó 37:18].
No tempo de Jó, um espelho não era feito de vidro, mas de cobre
altamente polido:

"Fez também a pia de cobre com a sua base de cobre, dos espelhos
das mulheres que se reuniam, para servir à porta da tenda da
congregação." [Êxodo 38:8].

Alguns comentaristas citam Isaías 40:22 como evidência que a Bíblia


ensina que a Terra é uma esfera:

"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores


são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como
cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar." [Isaías
40:22].

"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra..." Todavia, o


profeta está claramente falando de um círculo, ou um disco, não de
uma esfera. A palavra hebraica para "círculo" neste verso é chuwg,
que significa um círculo, circuito ou perímetro. Se Isaías tivesse a
intenção de se referir a uma esfera, poderia ter usado a
palavra duwr, que significa uma bola, que ele já tinha usado em outro
capítulo:
"Certamente com violência te fará rolar, como se faz rolar uma bola
num país espaçoso; ali morrerás, e ali acabarão os carros da tua
glória, ó opróbrio da casa do teu senhor."[Isaías 22:18].

O "círculo" sobre o qual o Senhor se assenta é o "firmamento", a


abóbada em forma de domo acima da Terra, não a própria Terra. Em
outras palavras, o terceiro céu (onde a glória de Deus reside) está
localizada imediatamente acima do firmamento. É por isto que a Nova
Jerusalém, tendo a glória de Deus, pode descer até a Terra desde o
terceiro céu, no fim do Milênio:

"E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a


grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha
a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra
preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal
resplandecente." [Apocalipse 21:10-11].

Também observaríamos que, se o domo é circular, ou no formato de


um disco, então assim também é a parte habitável da Terra que está
debaixo dele:

"Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer


com os filhos dos homens." [Provérbios 8:31].

A partir desses versos, e de outros antecedentes, podemos concluir


que a parte habitável da Terra é um círculo, mas que, em
sua extensão total, a Terra tem quatro lados. Isto parece indicar que
as partes não habitáveis da Terra, que são implícitas por Provérbios
8:31, estão do lado de fora da abóbada do céu. Assim, se o Polo
Norte está no centro do círculo da terra habitável, então a abóbada
precisa estar sobre, ou próxima, do perímetro congelado da Antártida
(que está ao redor da Terra habitável).

Amós 9:6 também apresenta um quadro claro do firmamento: "Ele é


o que edifica as suas câmaras superiores no céu, e fundou na terra a
sua abóbada, e o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a
terra; o SENHOR é o seu nome.". Na tradução da KJV, que diz: "It is
he that buildeth his stories in the heaven, and hath founded his troop
in the earth; he that calleth for the waters of the sea, and poureth
them out upon the face of the earth: The LORD is his name.", isto
não é tão claro. A palavra hebraica aguddah (Strong, H92) deveria
adequadamente ser traduzida como arch (arco), ou vault (abóbada),
em vez de como troop. A palavra troop neste contexto não faz muito
sentido, enquanto que "vaulted work" se encaixa bem com o tema
cosmológico do verso 9:6, bem como o paralelismo que é comumente
usado na Palavra de Deus.
Finalmente, precisamos reconhecer a ênfase excepcional que o
Senhor coloca sobre o firmamento como evidência das "obras de suas
mãos":

"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra


das suas mãos." [Salmos 19:1].

"Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no


firmamento do seu poder." [Salmos 150:1].

É impossível ler um desses versos como uma referência à massa de


ar acima da Terra. Se o firmamento mostra as obras das mãos de
Deus, então ele precisa ser uma obra estupenda da Criação,
comparável em grandeza à espetacular quantidade de estrelas que
aparecem no céu noturno. A massa invisível de ar acima da Terra
nem remotamente se encaixa nessa descrição, mas o grande domo
azul do firmamento certamente se encaixa.

O Sol, a Lua e as Estrelas

Uma vez que compreendamos o que a Bíblia quer dizer com os


fundamentos da Terra, e como eles suportam tanto a abóbada dos
céus e as águas acima da abóbada, não é difícil demais ver como os
outros elementos da Criação se encaixam juntos. O fator-chave que
precisamos ter em menter é a estrutura observacional que o Senhor
emprega em toda Sua Palavra. Sempre que alguma coisa é
profundamente desproporcional a alguma outra coisa, o Senhor se
refere ao fato. Caso contrário, devemos compreender que a vara de
medição pela qual uma coisa é medida é a mesma vara pela qual
outra coisa relacionada é medida.

Isto é especialmente importante quando o Senhor fala sobre o céu e


a Terra no mesmo verso ou em algum verso próximo. Ele faz isso
porque eles podem ser — e devem ser — medidos pela mesma vara
de medição. As dimensões deles são compatíveis. Exatamente como
o espaço e o tempo existem na Terra, eles também existem no céu —
incluindo o terceiro céu.

Para os propósitos de estabelecer a cosmologia do Senhor,


consideraremos principalmente o primeiro e o segundo céus, isto é, a
atmosfera da Terra e o espaço em que o Sol, a Lua e os planetas
residem, respectivamente. O terceiro céu parece existir além do
firmamento e, assim, somente podemos saber sobre ele aquilo que
Deus revelou em Sua Palavra.

Quando a Bíblia fala dos céus como distintos da Terra, ela está
algumas vezes se referindo a todos os três céus e, algumas vezes,
somente ao primeiro e segundo céus. Precisamos manter isto em
mente ao examinarmos os seguintes versos:

"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do


que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas
debaixo da terra." [Êxodo 20:4].

Aqui, o Senhor está dizendo ao homem para não criar ídolos. Os


ídolos nos "céus em cima" incluíriam imagens do sol, da lua, dos
planetas ou estrelas no segundo céu, e imagens de pássaros, insetos
e do relâmpago no primeiro céu.

"Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR


é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro
há." [Deuteronômio 4:39].

Observe que o Senhor é Deus sobre a Terra em baixo, exatamente


como é Deus no céu em cima. A simetria entre céu e Terra é
enfatizada nesta e em muitas passagens similares. O paralelismo é
um motivo literário recorrente em toda a Bíblia e tem um impacto
direto em como devemos interpretar as passagens em que ele ocorre.
Se a Bíblia se refere repetidamente ao céu acima da Terra e à terra
abaixo do céu, então precisamos assumir, a não ser que a Palavra de
Deus declare claramente de forma contrária, que os dois são de
mesma extensão. Isto se aplica também ao céu que inclui o Sol, a
Lua e as estrelas.

Até 150 anos atrás este princípio da interpretação bíblica nunca foi
colocado em questão. Os problemas somente começaram quando a
ciência começou a falar em termos de milhões de anos e milhões de
quilômetros (posteriormente transformados em bilhões). Por esta
razão, foi assumido que o princípio de proporcionalidade não mais se
aplicava a qualquer declaração na Palavra de Deus relacionada com a
cosmologia. Mas, essa mudança foi justificada somente com base em
que ela acomodava o modelo científico moderno do "universo", e não
por que expunha mais efetivamente aquilo que Deus estava nos
dizendo em Sua Palavra. As implicações disto não foram
adequadamente compreendidas pelos eruditos bíblicos. Abandonando
o princípio da proporcionalidade, a Terra poderia ser de qualquer
tamanho, o Sol poderia ser prodigiosamente grande, porém
extremamente distante, a Lua poderia girar em seu próprio eixo em
perfeita sintonia com a rotação da Terra, a Terra poderia ser uma
bola mantida por uma força desconhecida chamada gravidade, e as
estrelas (chamadas de luzeiros na Bíblia) poderiam ser objetos de
magnitude inacreditável situados a milhões de anos-luz da Terra.

Além disso, o próprio céu, o céu em que as estrelas residem, poderia


ser tão vasto que qualquer comparação entre a "extensão da
Terra" (Jó 38:18) e as profundezas do "espaço interestelar" seriam
tão grandes quanto profundamente sem sentido.

Portanto, não somente os eruditos bíblicos ignoraram a maior parte


daquilo que a Palavra de Deus diz sobre o firmamento, as águas em
cima e os fundamentos da Terra, mas eles até negligenciaram
preservar a simetria e proporcionalidade entre os vários elementos da
Criação que obtemos em toda a Escritura.

Vamos considerar apenas um exemplo, o livro de Eclesiastes e seu


uso recorrente da frase "debaixo do sol" (que é utilizada 30 vezes no
livro). A frase é usada em tantos contextos diferentes que seu
significado precisa ser geográfico, literalmente "debaixo do sol". A
Bíblia nos diz que o Sol está nos céus e os céus estão acima da Terra,
de modo que a Terra e seus moradores estão "debaixo do sol".

"Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que
tudo era vaidade e aflição de espírito." [Eclesiastes 1:14].

"Por isso odiei esta vida, porque a obra que se faz debaixo do sol me
era penosa; sim, tudo é vaidade e aflição de espírito." [Eclesiastes
2:17].

"Outra vez me voltei, e vi vaidade debaixo do sol." [Eclesiastes 4:7].

"Vi a todos os viventes andarem debaixo do sol com a criança, a


sucessora, que ficará no seu lugar." [Eclesiastes 4:15].

"... Quem declarará ao homem o que será depois dele debaixo do


sol?" [Eclesiastes 6:12b].

"Tudo isto vi quando apliquei o meu coração a toda a obra que se faz
debaixo do sol; tempo há em que um homem tem domínio sobre
outro homem, para desgraça sua."[Eclesiastes 8:9].

Eclesiastes 8:17 (o verso abaixo) é especialmente interessante, pois


o Pregador nos adverte que, por mais que se esforce, o homem
nunca descobrirá todas as obras que Deus está fazendo "debaixo do
sol". Ele pode ser muito inteligente e disposto a realizar todos os
tipos de experiências, mas nunca descobrirá. Nessas circunstâncias, o
pregador adverte, o homem até fingirá que sabe aquilo que não sabe.
Com que perfeição isto se aplica à Astronomia moderna!

"Então vi toda a obra de Deus, que o homem não pode perceber, a


obra que se faz debaixo do sol; por mais que trabalhe o homem para
a descobrir, não a achará; e, ainda que diga o sábio que a conhece,
nem por isso a poderá compreender." [Eclesiastes 8:17].
1. Tanto o Sol Quanto a Lua Percorrem um Circuito
Acima da Terra

Usando a mesma hermenêutica, ou método de interpretação, que


usamos para compreender o restante da Bíblia, precisamos concluir
que "debaixo do sol" significa exatamente isto. Se a Terra está
debaixo do Sol, então o Sol precisa viajar em um circuito diário acima
da Terra. Se isto é o que a Bíblia está implicando, então devemos
esperar encontrar outros versos que confirmam tanto a existência
desse tipo de "circuito" e evidência que o movimento em questão é
real.

Vamos considerar o seguinte:

"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra


das suas mãos... A sua linha se estende por toda a terra, e as suas
palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, o
qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um
herói, a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade
dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde
ao seu calor." [Salmos 19:1,4-6].

"Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de


onde nasceu." [Eclesiastes 1:5].

"Assim, ó SENHOR, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que te


amam sejam como o sol quando sai na sua força." [Juízes 5:31].

Quando Deus se refere às maravilhas da Criação, isto


invariavelmente é para deixar o homem impressionado com Seu
incomparável poder e soberania. Estes versos fariam pouco sentido
se o Sol não estivesse em movimento real. Por exemplo, Salmos 19
fala do sol como um homem forte que sai exultantemente para uma
corrida. O mesmo pensamento é repetido em Juízes 5:31. Essas
palavras celebratórias seriam patentemente ocas, até mesmo
enganosas, caso se aplicassem a um corpo celestial que nunca na
verdade se movesse.

O livro de Josué contém uma das mais admiráveis passagens na


Bíblia. Ele registra como o grande general israelita ordenou que o Sol
e a Lua parassem no céu. Essa passagem foi durante séculos alvo de
zombarias pelos detratores, principalmente por causa do modo como
contradiz o modelo heliocêntrico ensinado pela Astronomia moderna.

"Então Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR deu os


amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos
israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o
sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus
inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se
deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia
inteiro." [Josué 10:12-13].

Referindo-se ao mesmo evento, o profeta Habacuque confirmou que


tanto o Sol quanto a Lua ficaram parados. "em suas moradas":

"O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas
flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança." [Habacuque
3:11].

O relato bíblico é inequívoco: o Sol e a Lua fizeram ambos a mesma


coisa. Tivesse a Terra parado de rotacionar, como os astrônomos
modernos argumentariam, então Habacuque teria dito: "A Terra e a
lua pararam em suas moradas." Mas, ele não disse isto.

Podemos comparar este incidente com a ocasião quando o rei


Ezequias buscou um sinal para confirmar que realmente seria curado
de sua doença fatal. Em resposta, o Senhor fez o Sol voltar atrás em
seu circuito diário em 10 graus (conforme medido no disco soltar na
corte imperial). Isto efetivamente retrocedeu o horário observado em
toda a Terra em cerca de 40 minutos:

"Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol
declinante no relógio de Acaz. Assim retrocedeu o sol os dez graus
que já tinha declinado." [Isaías 38:8].

O profeta diz que "o sol retrocedeu dez graus". Se a Terra tivesse
retornado dez graus, como os astrônomos modernos alegam, então a
Palavra de Deus teria dito: "A terra retrocedeu dez graus.". Mas, ela
também não disse isso.

A partir do relato feito por Josué, sabemos que o Sol ficou parado
"sobre Gibeom" (cerca de 10 km ao norte de Jerusalém) e que a Lua
ficou parada "no meio do vale do Ajalon" (cerca de 22 km ao
noroeste de Jerusalém). Estes são lugares específicos, não muito
distantes um do outro. Se a Palavra de Deus situa a Lua no céu
diretamente acima do vale de Ajalom, então ela estava ali, não em
outro lugar. O mesmo pode ser dito a respeito do Sol, que estava
diretamente sobre a cidade de Gibeom e não em outro lugar. Isto
indicaria que esses dois corpos celestes estavam (e estão) se
movendo em circuitos adjacentes não mais do que alguns milhares de
quilômetros acima da Terra. Dado o tamanho angular deles, isto
também indica que cada um deles tem aproximadamente 48-64 km
de diâmetro. (Veja nosso ensaio anterior, intitulado "O Exército dos
Céus e Nossa Terra Plana e Estacionária".)
O livro de Deuteronômio inclui um detalhe que devemos considerar
cuidadosamente neste contexto:

"E será que, quando o SENHOR teu Deus te introduzir na terra, a que
vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte
Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal. Porventura não estão eles
além do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos
cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos
carvalhais de Moré?"[Deuteronômio 11:29-30].

O último verso está dizendo que o Sol se põe perto da cidade de


Gilgal. Isto mostra que por volta de 1400 AC, em um certo período do
ano (aparentemente em fins de junho), o circuito do Sol passava
diretamente sobre Israel, próximo da cidade de Gilgal. Isto é
consistente com o circuito do Sol sobre Gibeom, conforme registrado
em Josué 10, pois as duas localidades estão na mesma linha de
latitude.

Hoje, o Trópico de Câncer marca o caminho mais setentrional do Sol.


Como a cidade de Gilgal está aproximadamente 960 km ao norte do
Trópico de Câncer, podemos inferir que o circuito do Sol se moveu
mais para o sul desde o tempo de Josué. Não há nada incomum nisto,
pois o circuito do Sol se move do Trópico de Câncer até o Trópico de
Capricórnio ao longo da passagem de um único ano, uma distância de
mais de 4.800 km. [No tempo em que escrevo estas linhas, o Sol
está quase diretamente acima da cidade de Cabo San Lucas, horário
local no México 13h23min, em 5 de julho de 2016.]

O modelo heliocêntrico que está sendo ensinado pela Astronomia


moderna não pode estar correto. Não somente é o "universo"
geocêntrico, mas o próprio Sol é minúsculo em comparação com a
massa da Terra. Na verdade, de acordo com a cosmologia bíblica, a
Terra nem mesmo é um "planeta", mas uma estrutura
verdadeiramente gigantesca, estacionária, em torno da qual todos os
outros corpos celestial seguem um percurso prescrito.

2. As Estrelas Estão Inseridas em uma Superfície


Comum

"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver
separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para
tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na
expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os
dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o
luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os
pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o
dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu
Deus que era bom." [Gênesis 1:14-18].
Sabemos a partir da observação astronômica que as estrelas estão
fixadas nos céus e que suas posições relativas uma com a outra estão
estabelecidas de forma permanente. Como "as estrelas em seus
cursos" (Juízes 5:20) viajam diariamente em torno da Terra em
formação fixa, elas parecem estar inseridas em uma superfície que
está girando. Essa superfície não pode ser a abóbada do firmamento,
que está sobre a Terra e seus fundamentos, mas pode se relacionar
de algum modo com os "depósitos" e "câmaras
superiores" (ma'alah) mencionadas em Amós 9:6 — "Ele é o que
edifica as suas câmaras superiores no céu, e fundou na terra a sua
abóbada, e o que chama as águas do mar, e as derrama sobre a
terra; o SENHOR é o seu nome."As câmaras superiores são um
aspecto do firmamento que ainda não compreendemos.

Os planetas, por outro lado, são "estrelas errantes" e não estrelas


fixas (veja Judas 1:13 — "Ondas impetuosas do mar, que escumam
as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está
eternamente reservada a negrura das trevas." Os planetas são
chamados de "errantes" porque suas posições relativas entre si estão
continuamente mudando. Outros corpos celestes, como o Cometa de
Halley, também podem ser qualificados como "estrelas errantes".

Em seu excelente estudo da cosmologia geocêntrica da Bíblia, o


pastor Jack Moorman diz: "Há o fato surpreendente que seja a olho
nu, ou com os mais poderosos telescópios, as estrelas sempre
aparecem como pontos de luz. Nem mesmo quando vistas por um
telescópio nós as vemos ampliadas, como acontece, por exemplo,
com os planetas. Isto foi uma surpresa para Galileo e a anomalia
permanece. Existe algo maravilhosamente estranho com relação às
estrelas!" — The Biblical and Observational Case for Geocentricity, J.
A. Moorman, Londres, junho de 2013.

A Bíblia repetidamente identifica a habitação de Deus com o terceiro


céu. Esse céu nunca é descrito em tempo algum como uma localidade
que subsiste por si mesmo em uma dimensão separada. E como
poderia ser? No princípio o Senhor criou os céus e a Terra. O terceiro
céu é parte da Criação, o lugar onde Deus manifestou Sua glória, mas
não "contém" Deus — "Mas, na verdade, habitaria Deus na terra? Eis
que os céus, e até o céu dos céus, não te poderiam conter, quanto
menos esta casa que eu tenho edificado." [1 Reis 8:27].

Essa proximidade implicada entre os céus pode ser vista no seguinte


verso:

"Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das
estrelas; quão elevadas estão." [Jó 22:12].
O Senhor estendeu o segundo céu como um rolo, ou como uma folha
de ouro batido, e o adornou com as estrelas. ("Pelo seu Espírito
ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça." [Jó
26:13]) Existe um claro paralelo no verso seguinte entre a Terra, que
foi criada para o homem, e os céus, que podem ter sido criados
originalmente para os anjos ("todos seus exércitos"):

"Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos


estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas
ordens." [Isaías 45:12].

O "rolo" ou superfície em que as estrelas estão inseridas será


enrolado como um pergaminho e as estrelas desaparecerão do céu no
"grande e terrível dia do Senhor" (Joel):

"E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão


como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e
como cai o figo da figueira." [Isaías 34:4].

"E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira


lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu
retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas
foram removidos dos seus lugares." [Apocalipse 6:13-14].

Estes versos também mostram que a cosmologia da Astronomia


moderna, com seus milhões de galáxias em um "universo" de bilhões
de anos-luz de uma extremidade até a outra, existe somente nas
mentes dos homens. Ele certamente não existe na mente de Deus.

3. A Lua Produz Sua Própria Luz

Para a Lua ter a mesma "dignidade" que o Sol e as estrelas, como


Gênesis sugere, então ela deve ser a fonte de sua própria luz e não
ser simplesmente um refletor celestial. Os versos seguintes indicam
que a luz da Lua é, tanto em natureza quanto em intensidade,
independente do Sol:

"E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para


governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as
estrelas." [Gênesis 1:16].

"E com os mais excelentes frutos do sol, e com as mais excelentes


produções das luas." [Deuteronômio 33:14].
"Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando
gloriosa." [Jó 31:26].
"Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu
ocaso." [Salmos 104:19].
"A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua
benignidade dura para sempre." [Salmos 136:9].

"Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças


da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as
suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome." [Jeremias
31:35].

"Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das


estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela." [1
Coríntios 15:41].

A partir dos versos anteriores é difícil chegar à conclusão que o Sol e


as estrelas são as fontes originais de suas próprias luzes, mas que a
Lua não.

A Luminosidade da Lua É Afetada Em Tempos de Julgamento

Cristo disse que, no tempo da Grande Tribulação, "haverá sinais no


sol e na lua e nas estrelas" (Lucas 21:25). Esses sinais celestiais
serão um testemunho para todos os que habitam na Terra. Alguns
desses sinais incluirão uma mudança tanto no calor e intensidade da
luz que vem da Lua. Se a luz da Lua for meramente a luz refletida do
Sol, então as mudanças profetizadas na luz da Lua seriam
incompatíveis com as mudanças que a Bíblia diz que ocorrerão
simultaneamente no Sol:

"Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua


luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a
sua luz." [Isaías 13:10].

"E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes
maior, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor ligar a
quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida." [Isaías
30:26].

"E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas;


ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a
sua luz." [Ezequiel 32:7].

"E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande
tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua
tornou-se como sangue." [Apocalipse 6:12].

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não
dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus
serão abaladas." [Mateus 24:29].
Se o Sol se tornar negro como um saco de cilício (Apocalipse 6:12),
então a Lua deveria se tornar completamente invisível, porém a Bíblia
diz que ela emitirá visivelmente a cor vermelha, como sangue.

Os cientistas afirmam que, para um observador na Terra, o Sol


parece cerca de 400.000 vezes mais brilhante que uma Lua Nova
(2,51214). Portanto, se a "luz da lua será como a luz do sol" (Isaías
30:26), o Sol precisaria aumentar em intensidade em uma extensão
muito maior do que "sete vezes" declarado no mesmo verso.

Como essas mudanças profetizadas na luz da Lua são incompatíveis


com as transformações profetizadas na luz do Sol, a Lua precisa ser a
fonte de sua própria luminosidade.

A Lua Será Substituída Pela Luz de Cristo

Quando Cristo reinar na Terra, os santos não necessitarão da luz do


Sol nem da luz da Lua, pois o Messias excederá em muito ambos em
brilho. As comparações feitas nos versos seguintes perderiam a maior
parte de sua força se a Lua não tivesse luminosidade própria:

"E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR


dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os
seus anciãos gloriosamente." [Isaías 24:23]

"Nunca mais te servirá o sol para luz do dia nem com o seu
resplendor a lua te iluminará; mas o SENHOR será a tua luz
perpétua, e o teu Deus a tua glória." [Isaías 60:19].

"E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela
resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro
é a sua lâmpada." [Apocalipse 21:23].

Não faz sentido comparar a luz de Cristo com a de um corpo celeste


que não tem luminosidade própria. Também não faz sentido
compará-la com a luz refletida de um corpo (a Lua), cuja fonte
original de luz (o Sol) não mais existia.

Conclusão

A partir de tudo o que foi mencionado acima, podemos ver que a


cosmologia bíblica não se coaduna com a cosmologia da Astronomia
moderna. Na verdade, ambas estão em conflito de uma forma bem
drástica.

A partir dos versos citados (também listados no Apêndice A),


podemos ver que a Bíblia ensina o seguinte:
1. A Terra é plana e estacionária. Ela não é um planeta. Ela não
gira em um eixo e também não orbita em torno de outro corpo
celeste.
2. A Terra é perturbada ("movida excessivamente") somente
quando o Senhor executa julgamento sobre ela.
3. A Terra (inclusive seus fundamentos) é, de longe, o maior
objeto na Criação. Em termos de volume material, somente a
abóbada (veja abaixo) pode ser comparada com ela.
4. As águas em cima e em baxio constituem uma proporção
significativa do material criado por Deus. Além dos oceanos,
parece existir um substancial reservatório de água abaixo da
superfície terrestre. As "águas em cima" são suportadas por
uma grande abóbada.
5. A grande abóbada acima da Terra é chamada de "firmamento"
(embora algumas vezes a Bíblia se refira ao espaço entre a
Terra e a abóbada como "o firmamento" ou "céu"). Não há
nada que indique que o firmamento não possa se deteriorar ou
envelhecer, da mesma forma que a Terra. Ao contrário, a
Palavra de Deus diz: "Porque sabemos que toda a criação geme
e está juntamente com dores de parto até agora." [Romanos
8:22].
6. O Sol se move em um circuito diário regular entre a superfície
da Terra e o firmamento. Sua distância acima da Terra é
proporcional à largura ou extensão da Terra e é, portanto,
medida em milhares, não milhões de quilômetros. O diâmetro
do Sol é muito consideravelmente menor do que a largura da
Terra.
7. A Lua também percorre um circuito regular diário entre a
superfície da Terra e o firmamento. Tanto sua elevação quanto
seu diâmetro são comparáveis com os do Sol.
8. A Lua é fonte de sua própria luminosidade. O modo como a Lua
produz suas fases não é claro. [Apesar das afirmações da
Astronomia moderna, não sabemos como o Sol, a Lua e as
estrelas produzem suas luzes, ou como o Sol produz o calor.]
9. Os planetas seguem trajetos independentes abaixo da abóbada
do firmamento, mas as estrelas estão fixadas em uma
superfície comum localizada ou suportada pela abóbada.
10. Não é possível para o homem deixar a Terra e viajar pelo
"espaço". O homem também não pode medir os fundamentos
abaixo da Terra. O vácuo conhecido como "espaço sideral" ou
"espaço interestelar" não existe.
11. A Terra habitável é tão extensa quanto a abóbada
estacionária qu está acima dela. A Terra e seus fundamentos
suportam a abóbada. Isto parece sugerir que a abóbada tem o
formato de um domo.
12. A abóbada está tão elevada quanto as estrelas
("Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a
altura das estrelas; quão elevadas estão." [Jó 22:12].) Como a
abóbada cobre toda a extensão da Terra habitável, ela pode
estar de 24 a 32 mil quilômetros de altura em seu ponto mais
elevado, acima do Polo Norte.

Estes doze pontos são um resumo da cosmologia bíblica.


Como a ciência moderna errou tanto? A evidência aponta para o Pai
da Mentira:

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso


pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade,
porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que
lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." [João 8:44].

Repetidamente o Senhor denota Sua soberania absoluta por


referência ao Seu papel inconteste como Criador. Satanás está
fazendo tudo o que pode para estorvar o plano do Senhor para a
humanidade. De modo a fazer isso, ele precisa desviar a humanidade
da cosmovisão bíblica. A distorção e perversão do relato bíblico da
Criação sob o disfarce de "ciência" (assim chamada) parece ser uma
grande parte de seu plano, exatamente como a ridícula "ciência" da
Evolução foi desenvolvida para ele por seus servos terreais para
depreciar e blasfemar o direito do Senhor de ser reconhecido como a
fonte exclusiva — tanto Criador e projetista — de toda a vida na
Terra.

Satanás deve estar grandemente satisfeito com o fato de pastores


que afirmam aderir fielmente ao significado claro e literal da Palavra
de Deus estejam, apesar disso, iludidos por um relato do céu e da
Terra que está em total conflito com aquilo que Deus nos revelou.
Eles passivamente aceitam qualquer coisa que os mestres da
tecnologia lhes digam e, apesar de muitas advertências na Palavra de
Deus, não estão dispostos a considerar a possibilidade que os
mestres da tecnologia possam, na verdade, estar mentindo.

Para uma análise de como tudo isto veio a acontecer, veja meus
ensaios anteriores sobre cosmologia:

"Como o Maligno Criou a Falsa Realidade Alternativa"


"O Exército dos Céus e Nossa Terra Plana e Estacionária"
"A Tenda em Que Todos Nós Habitamos: A Razão Por Que o Céu é
Azul"
"A Estação Espacial Internacional e a Distorção da Realidade"

Apêndice A

Passagens na Bíblia Relacionadas com a Cosmologia:


Categorias:
Os Fundamentos da Terra
As Águas em Cima
As Águas em Baixo
O Firmamento
A Ausência de Movimento da Terra
Os Céus Estendidos
A Terra Plana e Estendida
O Movimento do Sol
A Lua Possui Luminosidade Própria
As Estrelas Fixas e as "Errantes"
As Relações Espaciais Geocêntricas

Os Fundamentos da Terra

"... porque do SENHOR são os alicerces da terra, e assentou sobre


eles o mundo." [1 Samuel 2:8b].
"O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas
estremecem." [Jó 9:6].
"Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se
tens inteligência." [Jó 38:4].
"Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua
pedra de esquina." [Jó 38:6].
"A terra e todos os seus moradores estão dissolvidos, mas eu
fortaleci as suas colunas. (Selá.)" [Salmos 75:3].
"Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas
mãos." [Salmos 102:25].
"Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo
algum." [Salmos 104:5].

"O SENHOR, com sabedoria fundou a terra; com entendimento


preparou os céus." [Provérbios 3:19].

"... porque as janelas do alto estão abertas, e os fundamentos da


terra tremem." [Isaías 24:18b].

"Porventura não sabeis? Porventura não ouvis, ou desde o princípio


não se vos notificou, ou não atentastes para os fundamentos da
terra?" [Isaías 40:21].

"Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os


céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos." [Isaías 48:13].

"E te esqueces do SENHOR que te criou, que estendeu os céus, e


fundou a terra, e temes continuamente todo o dia o furor do
angustiador, quando se prepara para destruir; pois onde está o furor
do que te atribulava?" [Isaías 51:13].
"... Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que
forma o espírito do homem dentro dele." [Zacarias 12:1].

"E: Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, E os céus são obra de


tuas mãos." [Hebreus 1:10].

As Águas em Cima

"E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja
separação entre águas e águas." [Gênesis 1:6].

"E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam
debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e
assim foi." [Gênesis 1:7].

"Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a
escuridão das águas e as nuvens dos céus." [Salmos 18:11].

"Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu
carro, anda sobre as asas do vento." [Salmos 104:3].

"Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os


céus." [Salmos 148:4].

"Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus


punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu
todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome
de seu filho, se é que o sabes?" [Provérbios 30:4].

[Esta é uma referência a Cristo no Velho Testamento e Sua


participação na obra de Criação. A "amarração das águas" parece se
referir ao firmamento e seu papel em restringir as águas em cima.]

"Fazendo ele ouvir a sua voz, grande estrondo de águas há nos céus,
e faz subir os vapores desde o fim da terra; faz os relâmpagos com a
chuva, e tira o vento dos seus tesouros." [Jeremias 51:16].

As Águas em Baixo

"Marcou um limite sobre a superfície das águas em redor, até aos


confins da luz e das trevas." [Jó 26:10].
"Ou entraste tu até às origens do mar, ou passeaste no mais
profundo do abismo?" [Jó 38:16].

"Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em


depósitos." [Salmos 33:7].
"Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não
havia fontes carregadas de águas." [Provérbios 8:24].

"Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o


horizonte sobre a face do abismo; quando firmava as nuvens acima,
quando fortificava as fontes do abismo, quando fixava ao mar o seu
termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando
compunha os fundamentos da terra. Então eu estava com ele, e era
seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante
ele em todo o tempo; regozijando-me no seu mundo habitável e
enchendo-me de prazer com os filhos dos homens." [Provérbios 8:27-
31].

"Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é


vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e
o mar, e as fontes das águas."[Apocalipse 14:7].

O Firmamento

"E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja
separação entre águas e águas. E fez Deus a expansão, e fez
separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as
águas que estavam sobre a expansão; e assim foi. E chamou Deus à
expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo." [Gênesis
1:6-8].

"Ou estendeste com ele os céus, que estão firmes como espelho
fundido?" [Jó 37:18].
"Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no
firmamento do seu poder." [Salmos 150:1].

"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores


são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como
cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar." [Isaías
40:22].

[O círculo aqui é, provavelmente, uma referência à abóbada acima da


Terra. Os moradores da Terra habitam abaixo de uma grande
abóbada que se estende sobre eles como uma tenda.]

"No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete


dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do
grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, e houve chuva
sobre a terra quarenta dias e quarenta noites." [Gênesis 7:11-12].

"Ele é o que edifica as suas câmaras superiores no céu, e fundou na


terra a sua abóbada, e o que chama as águas do mar, e as derrama
sobre a terra; o SENHOR é o seu nome."[Amós 9:6].
"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver
separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para
tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na
expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os
dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o
luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os
pôs na expansão dos céus para iluminar a terra." [Gênesis 1:14-17].

"Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das
estrelas; quão elevadas estão. E dizes: que sabe Deus? Porventura
julgará ele através da escuridão? As nuvens são esconderijo para ele,
para que não veja; e passeia pelo circuito dos céus." [Jó 22:12-14].

[Se considerarmos que circuito (chuwg) significa um círculo, então


esta passagem pode estar se referindo à circularidade do firmamento.

"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra


das suas mãos." [Salmos 19:1].

"Põe nas águas as vigas das suas câmaras; faz das nuvens o seu
carro, anda sobre as asas do vento." [Salmos 104:3].

"E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de


firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima,
sobre as suas cabeças. E debaixo do firmamento estavam as suas
asas direitas uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe
cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas asas, que
os cobriam do outro lado. E, andando eles, ouvi o ruído das suas
asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um
tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam
as suas asas. E ouviu-se uma voz vinda do firmamento, que estava
por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas. E
por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças,
havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e
sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante a de um
homem, na parte de cima, sobre ele." [Ezequiel 1:22-26].

"Depois olhei, e eis que no firmamento, que estava por cima da


cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de
safira, semelhante a forma de um trono."[Ezequiel 10:1].

"Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do


firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça, como as estrelas
sempre e eternamente." [Daniel 12:3].

A Ausência de Movimento da Terra (Exceto em Tempos


de Julgamento)
"Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará,
para que não se abale." [1 Crônicas 16:30].

"Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do


mundo. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu." [Salmos
33:8,9].

"E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que
fundou para sempre." [Salmos 78:69].

(A palavra palácios não aparece no texto hebraico. A primeira parte


provavelmente deveria ser assim: "E edificou seu santuário nas
alturas..." Ele também a construiu como a Terra, que estabeleceu
para sempre. A palavra hebraica aqui para edificou é yacad, que
significa "lançar um fundamento".].

"O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu


e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá
vacilar." [Salmos 93:1].

"Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo


algum." [Salmos 104:5].

"A tua fidelidade dura de geração em geração; tu firmaste a terra, e


ela permanece firme." [Salmos 119:90].

"Assim diz o SENHOR: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos


meus pés; que casa me edificaríeis vós? E qual seria o lugar do meu
descanso?" [Isaías 66:1].

"O céu é o meu trono,e a terra o estrado dos meus pés. Que casa me
edificareis? diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?" [Atos
7:49].

(Como um trono permanece no mesmo local, estes dois últimos


versos mostram que a Terra não se move. Além disso, com relação
ao tamanho comparativo, a Terra está abaixo do terceiro céu como
um escabelo fica abaixo de um trono. Portanto, ela não pode ser um
minúsculo grão de poeira na vasta imensidão do espaço, como a
Astronomia moderna alega.).

A Terra se Move Somente em Tempos de Julgamento

"O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas


estremecem." [Jó 9:6].

"O SENHOR reina; tremam os povos. Ele está assentado entre os


querubins; comova-se a terra." [Salmos 99:1].
"Por isso farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar,
por causa do furor do SENHOR dos Exércitos, e por causa do dia da
sua ardente ira." [Isaías 13:13].

"De todo está quebrantada a terra, de todo está rompida a terra, e de


todo é movida a terra. De todo cambaleará a terra como o ébrio, e
será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão
se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará." [Isaías
24:19-20].

Os Céus Foram Estendidos

"O que sozinho estende os céus, e anda sobre os altos do mar." [Jó
9:8].
"O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada." [Jó
26:7].
"Ou estendeste com ele os céus, que estão firmes como espelho
fundido?" [Jó 37:18].

"Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! SENHOR Deus meu, tu és


magnificentíssimo; estás vestido de glória e de majestade. Ele se
cobre de luz como de um vestido, estende os céus como uma
cortina." [Salmos 104:1-2].

"E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão


como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e
como cai o figo da figueira." [Isaías 34:4].

"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores


são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como
cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar." [Isaías
40:22].

(A palavra hebraica no original para "círculo" neste verso é chuwg,


que Strong (H2329] define como um 'círculo, circuito, perímetro. Em
outro verso (22:18) Isaías usou a palavra hebraica duwr para
significar "bola" (esfera), de modo que é improvável que esteja aqui
se referindo a uma bola, ou a uma esfera.)

"Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e


espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao
povo que nela está, e o espírito aos que andam nela." [Isaías 42:5].

(Tanto os céus quanto a Terra estão "estendidos". De acordo com


Gesenius, a palavra hebraica no original para "estender" neste verso
— raqa — significa "estender por meio de batidas". Em outro verso
(34:4), os céus são referidos como um rolo. Em um caso, a ação é
similar ao desenrolar de um tecido (e seu subsequente enrolamento),
enquanto que no outro é similar ao achatamento de uma folha de
metal por marteladas.)

"Assim diz o SENHOR, teu redentor, e que te formou desde o ventre:


Eu sou o SENHOR que faço tudo, que sozinho estendo os céus, e
espraio a terra por mim mesmo." [Isaías 44:24].

"Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos


estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas
ordens." [Isaías 45:12].

"Também a minha mão fundou a terra, e a minha destra mediu os


céus a palmos; eu os chamarei, e aparecerão juntos." [Isaías 48:13].

"E te esqueces do SENHOR que te criou, que estendeu os céus, e


fundou a terra..." [Isaías 51:13a].

"Ele fez a terra com o seu poder; ele estabeleceu o mundo com a sua
sabedoria, e com a sua inteligência estendeu os céus." [Jeremias
10:12].

"Ele fez a terra com o seu poder, e ordenou o mundo com a sua
sabedoria, e estendeu os céus com o seu entendimento." [Jeremias
51:15].

A Terra Plana e Estendida

"Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande
a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe
o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas
transgressões." [Salmos 103:11,12].

(Isto precisa se referir a uma Terra plana, em que o oriente e o


ocidente nunca se encontram.)

"Aquele que estendeu a terra sobre as águas; porque a sua


benignidade dura para sempre." [Salmos 136:6].

"E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os


desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os
quatro confins da terra." [Isaías 11:12].

"Assim diz o SENHOR, teu redentor, e que te formou desde o ventre:


Eu sou o SENHOR que faço tudo, que sozinho estendo os céus, e
espraio a terra por mim mesmo." [Isaías 44:24].
"Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e
espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao
povo que nela está, e o espírito aos que andam nela." [Isaías 42:5].

"O norte estende sobre o vazio; e suspende a terra sobre o nada." [Jó
26:7].

"Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás


ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela." [Jó 2:2].

"Crescia esta árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura


chegava até ao céu; e era vista até aos confins da terra." [Daniel
4:11].

"Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e


mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles." [Mateus
4:8].

"E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento


de tempo todos os reinos do mundo." [Lucas 4:5].

O Movimento do Sol

"Então Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR deu os


amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos
israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom. E o
sol se deteve, e a lua parou, até que o povo se vingou de seus
inimigos. Isto não está escrito no livro de Jasher? O sol, pois, se
deteve no meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia
inteiro." [Josué 10:12-13].

[Observe que Josué ordenou que o Sol e a Lua parassem, não a Terra
e a Lua.]

"Assim, ó SENHOR, pereçam todos os teus inimigos! Porém os que te


amam sejam como o sol quando sai na sua força." [Juízes 5:31].

"O que fala ao sol, e ele não nasce, e sela as estrelas." [Jó 9:7].

(Neste verso Jó ilustra o tremendo poder de Deus, mostrando que Ele


pode fazer o Sol deixar de se mover e impedir as estrelas de darem
sua luz.)

"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra


das suas mãos... A sua linha se estende por toda a terra, e as suas
palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, o
qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um
herói, a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade
dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde
ao seu calor." [Salmos 19:1,4-6].

"Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu


ocaso." [Salmos 104:19].
(Não se pode dizer que o sol conhece seu ocaso se ele não estiver em
movimento real.).

"Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de


onde nasceu." [Eclesiastes 1:5].

"Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua


luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a
sua luz." [Isaías 13:10].

"Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol
declinante no relógio de Acaz. Assim retrocedeu o sol os dez graus
que já tinha declinado." [Isaías 38:8].

"E sucederá que, naquele dia, diz o SENHOR Deus, farei que o sol se
ponha ao meio-dia, e a terra se entenebreça no dia claro." [Amós
8:9].

"O sol e a lua pararam nas suas moradas; andaram à luz das tuas
flechas, ao resplendor do relâmpago da tua lança." [Habacuque
3:11].

(O profeta registra que o Sol e a Lua pararam, não a Terra e a Lua.)

A Lua Possui Iluminação Própria

"E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para


governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as
estrelas." [Gênesis 1:16].

"E com os mais excelentes frutos do sol, e com as mais excelentes


produções das luas." [Deuteronômio 33:14].

"Se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando


gloriosa." [Jó 31:26].

"Designou a lua para as estações; o sol conhece o seu


ocaso." [Salmos 104:19].

"A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua


benignidade dura para sempre." [Salmos 136:9].
"Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua
luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a
sua luz." [Isaías 13:10].

"E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o SENHOR


dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os
seus anciãos gloriosamente." [Isaías 24:23].

"E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes
maior, como a luz de sete dias, no dia em que o SENHOR ligar a
quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida." [Isaías
30:26].

"Nunca mais te servirá o sol para luz do dia nem com o seu
resplendor a lua te iluminará; mas o SENHOR será a tua luz
perpétua, e o teu Deus a tua glória." [Isaías 60:19].

"Assim diz o SENHOR, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças


da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as
suas ondas; o SENHOR dos Exércitos é o seu nome." [Jeremias
31:35].

"E, apagando-te eu, cobrirei os céus, e enegrecerei as suas estrelas;


ao sol encobrirei com uma nuvem, e a lua não fará resplandecer a
sua luz." [Ezequiel 32:7].

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não
dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus
serão abaladas." [Mateus 24:29].

"Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das


estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela." [1
Coríntios 15:41].

"E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande
tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua
tornou-se como sangue." [Apocalipse 6:12].

"E a cidade não necessita de sol nem de lua, para que nela
resplandeçam, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro
é a sua lâmpada." [Apocalipse 21:23].

As Estrelas Fixas e as Estrelas "Errantes"

"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver
separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para
tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na
expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os
dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o
luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os
pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o
dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu
Deus que era bom." [Gênesis 1:14-18].

"Desde os céus pelejaram; até as estrelas desde os lugares dos seus


cursos pelejaram contra Sísera." [Juízes 5:20].

"Porventura Deus não está na altura dos céus? Olha para a altura das
estrelas; quão elevadas estão. E dizes: que sabe Deus? Porventura
julgará ele através da escuridão? As nuvens são esconderijo para ele,
para que não veja; e passeia pelo circuito dos céus." [Jó 22:12-14].

"A lua e as estrelas para presidirem à noite; porque a sua


benignidade dura para sempre." [Salmos 136:9].

"Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus


nomes." [Salmos 147:4].

"Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua


luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a
sua luz." [Isaías 13:10].

"E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão


como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e
como cai o figo da figueira." [Isaías 34:4].

"Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi
aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as
chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas
forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará." [Isaías
40:26].

"Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos


estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas
ordens." [Isaías 45:12].

"Diante dele tremerá a terra, abalar-se-ão os céus; o sol e a lua se


enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor." [Joel 2:10].

"E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não
dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus
serão abaladas." [Mateus 24:29].

"E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia


das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das
ondas." [Lucas 21:25].
"Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das
estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela." [1
Coríntios 15:41].

"Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas


abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente
reservada a negrura das trevas." [Judas 1:13].

"E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e


ilhas foram removidos dos seus lugares." [Apocalipse 6:14].

"E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do
sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a
terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse,
e semelhantemente a noite." [Apocalipse 8:12].

"E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e
lançou-as sobre a terra..." [Apocalipse 12:4a].

(Estes dois versos se referem à terça parte das estrelas. No último


verso, elas são geralmente compreendidas como uma referência à
companhia dos anjos que se rebelaram. As estrelas e os anjos estão
tão intimamente associados na Palavra de Deus que pode existir
alguma conexão não explicada entre eles.)

Relações Espaciais Geocêntricas

É impossível fazer justiça à cosmologia bíblica sem levar em conta as


centenas de passagens em toda a Bíblia que são claramente
geocêntricas e cujos significados naturais implicam uma estrutura de
referência que abrange o céu e a Terra. Os bilhões de quilômetros de
espaço, que os astrônomos modernos propõem, estão em agudo
conflito com a estrutura espacial usada na Bíblia. A Terra da Bíblia é
inconcebivelmente maior do que o Sol em termos absolutos. É
impossível reconciliar a cosmologia bíblica — como Deus descreve
Sua própria Criação — com o "cosmos" bizarro da Astronomia
moderna, em que a Terra não poderia ser mais patética ou
insignificante. De fato, quantos mais pronunciamentos a NASA e seus
aliados fazem sobre o "cosmos", o mais estridentemente eles
contradizem o relato bíblico. Sempre é o mesmo grupo de
"especialistas" auto-indicados que faz essas declarações bizarras,
sem qualquer evidência concreta para suportá-las.

Os cristãos precisam perguntar a si mesmos por que acreditam no


quadro do céu e da Terra retratado pela NASA, não apenas por que
ele confilta com a narrativa bíblica, mas por que essa organização
maçônica e sigilosa continua a proferir pronunciamentos que não
fazem sentido e que zombam da Palavra de Deus. Você acredita
seriamente que a Terra está sob risco de ser destruída por um
asteróide gigantesco? Acredita seriamente que a Terra está girando
em seu próprio eixo a 1.600 km por hora? Acredita seriamente que
existe "vida inteligente" nas "profundezas" do espaço? Acredita
seriamente que dois homens que vestiam pijamas de náilon,
pousaram na Lua, a bordo de uma cápsula de alumínio em 1969? A
única evidência para isso tudo é a incansável propaganda produzida
pela NASA, Hollywood, as grandes emissoras de televisão e a mídia
dominante. Por que os cristãos estão dispostos a colocar de lado a
Palavra de Deus e acreditar em um relato alternativo da realidade
para a qual eles não possuem a mínima evidência objetiva e
verificável?

Subindo e Descendo

"Então desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre que os filhos dos
homens edificavam; e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos
têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora,
não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia,
desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um
a língua do outro." [Gênesis 11:5-7].

"E sonhou: e eis uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos
céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela." [Gênesis
28:12].

"Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus


punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu
todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome
de seu filho, se é que o sabes?" [Provérbios 30:4].

"Pois olhou desde o alto do seu santuário, desde os céus o SENHOR


contemplou a terra." [Salmos 102:19].

"Abaixa, ó SENHOR, os teus céus, e desce; toca os montes, e


fumegarão." [Salmos 144:5].

"E abaixou os céus, e desceu; e uma escuridão havia debaixo de seus


pés." [2 Samuel 22:10].

[O Senhor "abaixou" (estendeu ou encurvou (como um arco)) os céus


e "desceu", uma ação que teve início no terceiro céu e continuou,
passando pelo firmamento, até as montanhas abaixo.]

"Oh! se fendesses os céus, e descesses, e os montes se escoassem


de diante da tua face." [Isaías 64:1].
"E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o
céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será
um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe
obedecerão." [Daniel 7:27].

"Porque eis que o SENHOR está para sair do seu lugar, e descerá, e
andará sobre as alturas da terra." [Miquéias 1:3].

"Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do


homem, que está no céu." [João 3:13].

"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu


nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos
ser salvos." [Atos 4:12].

Autor: Jeremy James, artigo em http://www.zephaniah.eu


Data da publicação: 11/7/2016
Transferido para a área pública em 29/10/2017
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br/cosmologia-2.asp

A cosmologia bíblica e o Gênesis


Como os hebreus que escreveram o livro do Gênesis
entendiam a Terra e o Universo?

Segundo o historiador Francisco Chagas Vieira Lima Jr, a


cosmologia descrita no Gênesis reflete a mitologia
presente na época em todo o Oriente Próximo:

“O fato é que a Bíblia reflete esses mesmos pensamentos


pré-científicos:

1) O Gênesis afirma que “no principio Deus criou os céus


e a terra”. No entanto, não afirma que ele criou o mar.
Sobre as águas, apenas diz que “o Espírito pairava sobre
as faces das águas”.

Gênesis 1.6 pressupõe a existência de um “Universo


Aquático”, afirmando que o “firmamento” (o céu) serviu
de separação para as águas.
Isso é notório, porque textos judaicos como O Livro de
Enoch, o Testamento dos Doze Patriarcas, etc.,
afirmavam que havia um “Oceano Celestial”, e que o Céu
foi feito pra não deixá-lo inundar a terra. Foi daí que veio
toda a água do Dilúvio, quando Deus “abriu as janelas do
céu”.

Se para nós, o espaço sideral é um conjunto de poeira


estelar e vácuo, para os antigos hebreus era um imenso
oceano sem fim. Logo abaixo do firmamento, o sol e as
estrelas “deslizavam”.

É dentro desse quadro que aparece a “porção seca”, a


terra.

2) A Bíblia endossa a idéia de que “a terra está estendida


sobre os mares”. Em Salmos 24,2 diz: “Fundou a terra
sobre os mares, e sobre as correntes a estabeleceu”.

A palavra hebraica para “correntes” é “NAHAR”, que faz


referência as correntes marinhas, ou rios.

A palavra terra usada aqui é TEBEL, que significa “mundo


em sua totalidade”. Também é usada em 2Sm 2.8 no
caso das pilastras que sustentam (e suspendem) a terra
sobre (acima do) “nada”.

Salmos 136.6 diz a mesma coisa, quando afirma que:


“Aquele que estendeu a terra sobre as águas”.

No entanto, de fato, sabemos que o planeta terra não


está “estendido sobre os mares”, pois a terra não é uma
“ilha flutuante” no formato de “disco” (como afirma Isaías
40.22: “Deus está assentado sobre o disco terrestre”).

Algumas traduções bíblicas da passagem de Isaías 40.22


trazem: “Redondeza da terra”, dando a entender que o
faz alusão ao formato esférico da terra. No entanto, essa
tradição está equivocada.
A palavra hebraica usada em Isaías 40.22 para
“redondeza” é “HUG”. Esta é usada em Provérbios 8.27
se relacionando com “traçar”: “Quando ‘TRAÇAVA’ um
circulo sobre a face do abismo”. Traçar um circulo sobre a
face do abismo? O que isso significa?

Significa que, se alguém olhar 360° ao seu redor para o


horizonte, terá a impressão de que a terra possui um
formato de pizza. Os antigos hebreus pensavam que o
oceano (“abismo”) era circular, e por isso usaram essa
palavra.

“HUG” faz referência a delineamentos bidimensionais. É


por isso que Isaias 40.22 usa essa palavra: “Deus está
assentado sobre o ‘DISCO TERRESTRE'” (tradução
correta).

Note em Provérbios 8.27 que se usa a palavra hebraica


“HAQAQ” (traçar) antes de “HUG” (circulo). Traçamento
de círculos só ocorrem em figuras bidimensionais.

O interessante é que todos os povos da antiguidade,


principalmente logo depois da Era do Ferro, acreditavam
que a terra tinha o formado de disco.

O texto de Jó 26.7 traz a seguinte passagem: “Ele


estende o norte sobre o vazio, Suspende a terra sobre o
nada”.

A palavra hebraica usada em Jó 26:7 é “Talah”. De


acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do
Antigo Testamento, esta palavra significa “pendurar,
enforcar”. Is. 22.24 a usa para “estaca”. Ester 7.9 a usa
para “empalar”. Esta palavra também é usada em Dt
21.22 para “pendurar” o “maldito” no madeiro.

“Suspender”, no contexto da palavra hebraica talah, é o


mesmo que “levantar”, “pendurar”, “elevar”, que implica
“tirar do chão”, “elevar”, “segurar em cima”, “não deixar
cair”.
Logo, se a bíblia afirma que a terra está “suspensa” sobre
o nada, é porque ela pode cair sobre esse nada. Todas as
culturas tinham essa concepção de que a natureza do
universo se consistia nos conceitos de cima e baixo. A
terra está suspensa “acima do nada”, é o que o texto de
Jó 26.7 quer dizer. Ela está elevada a altura.

Ou seja, segundo Jó 26.7, a terra está “pendurara sobre


o Nada”. A visão mitológica do universo em Jó 26.7 se
adequa com o termo usado “Norte”. Norte em hebraico
nesse texto é “TSAPON”. De acordo com o Dicionário
Internacional de teologia do Velho testamento: “Na
mitologia cananéia o norte era considerado o lugar de
reunião dos deuses, Os deuses reuniam-se no monte
tsapân” (p. 1302). Desse modo, a palavra hebraica para
“norte” no texto de Jó faz referência ao monte mítico
Saponu. Desse modo, pode-se constatar que a
cosmologia bíblia se adequa perfeitamente a cosmologia
pagã, que fazia parte de seu contexto histórico.

Outros comentaristas colocam “tsapon” como uma


estrela. Logo, o texto só faz sentido em um contexto
mitológico. Pois que sentido há em “estender o Norte
sobre o vazio?”.

Os antigos egípcios, mesopotâicos e hindus também


acreditavam que a terra estava “suspensa” sobre o
“nada”. Tanto egípcios como mesopotamicos acreditavam
que “pilares” suspendiam a terra sobre o nada. Já os
hindus afirmavam que a tartaruga que levava a terra nas
costas nadava sobre o “nada”. A Bíblia cita esses “pilares”
em 1Samuel 2.8: “porque do SENHOR são os alicerces da
terra, e assentou sobre eles o mundo”.

A palavra terra é TEBEL, que significa “mundo em sua


totalidade”. Também é usada em 1Sm 2.8 no caso das
pilastras que sustentam (e suspendem) a terra sobre o
nada.”
Fonte: A influência do mito cosmogônico aquático nos
relatos da Criação do Mundo de Gênesis: apontamentos
sobre a visão cosmológica dos antigos hebreus.

[…]Os estudiosos são unânimes em afirmar que o bloco


de Gên l, l-2,4a, embora constitua a primeira página da
Bíblia, foi redigido em época relativamente recente, ou
seja, depois de muitas outras páginas bíblicas; e…
redigido em estilo poético, não no estilo de
um documento de ciênciasnaturais.[…]

[…]Já numa primeira aproximação chamam nossa aten-


ção o ritmo muito burilado e o estilo polido da peça. O
conceito de Deus que aí transparece, é assaz elevado ou
filosófico: o Criador não é descrito antropomorficamente,
à guisa de «Oleiro» nem de «Jardineiro», nem de
«Cirurgião», nem de «Arquiteto», nem de «Alfaiate»,
como na passagem seguinte (cf. Gên 2,7.8.21; 3.21). Ao
contrário, o autor dá a ver que, unicamente pela
expressão de sua vontade ou pela sua palavra, o Senhor
Deus comunica existência a todos os seres. Ora tais
características manifestam uma fase da mentalidade de
Israel, humanamente falando, já bem amadurecida na
escola do Senhor.[…]

[…]Toda a narrativa se dispõe dentro dos moldes de


«sete dias», que parecem corresponder a sete estrofes de
um poema.[…]

[…]O simbolismo dos números ou o emprego místico


artificioso de certas cifras domina todo o texto do
«hexaémeron».
Sabemos que, para os antigos, os números muitas vezes
representavam não quantidades, mas qualidades;
atribuídos a determinado sujeito, podiam indicar
propriedades morais ou valores religiosos, não
quantidades físicas nem valores matemáticos. Os
números que gozavam de maior estimação, eram 3, 4,
seus derivados 7 ( = 3 + 4), 12 ( = 3×4) e 10; cada um
deles exprimia, do seu modo, a perfeição.
A distribuição de toda a narrativa em 6 + 1 dias (seis
dias de trabalho e um de repouso) obedece a um
proceder de estilo assaz usual nas antigas literaturas
orientais. Significava que uma obra havia sido iniciada (6)
e, por fim, consumada, rematada (+ 1); os escritores
punham em relevo na série o número 7 ou a sétima
unidade (símbolo da plenitude ou perfeição), para
inculcar que a obra havia sido realmente levada a termo
feliz, coisa que não sempre se dá nos empreendimentos
humanos.[…]

[…]O exame literário do texto de Gên l,l-2,4a acaba de


evidenciar que o escritor não tinha em vista redigir um
documento de índole científica para nos instruir sobre as
fases pelas quais passou o mundo na sua formação. Não;
o setor das ciências naturais ou a «Física» ficava fora das
preocupações do autor; o que lhe interessava, era
apresentar a «Metafísica» ou o aspecto transcendente,
religioso, do mundo e do homem. Para realizar essa
tarefa, é claro que o escritor tinha que aludir às criaturas,
mencionando as principais categorias destas, a fim de as
relacionar com Deus. Em sua maneira de aludir, teria
podido servir-se (se o Espírito Santo o tivesse iluminado
especialmente) da nomenclatura usual no século XX:
haveria então falado da Via Látea e das galáxias esparsas
pelos espaços cósmicos, haveria mencionado as eras
geológicas que conhecemos, a energia nuclear, a
estrutura da matéria com seus eletrônios. . . Contudo, o
Senhor não quis revelar tais noções ao antigo escritor
judeu, pois as ciências naturais não são propriamente o
objeto visado pela Bíblia; para obter o seu fim, bastava
que o autor usasse da linguagem de sua época antiga; foi
o que de fato se deu. Donde se vê quão importante se
torna tomarmos consciência das concepções e da
nomenclatura de cosmologia dos antigos judeus, para en-
tendermos devidamente o «hexaémeron».[…]

[…]Como se vê, foram em parte os pressupostos contin-


gentes da cosmologia judaica que levaram o autor
sagrado a apresentar a criação dentro do esquema de
seis dias de trabalho e um de repouso. O escritor tinha
necessariamente que recorrer a esses pressupostos,
porque precisava de mencionar as diversas criaturas
visíveis; não intencionava, porém, dar a autoridade de
dogmas a tais informações cosmológicas. Sendo assim,
está claro que hoje em dia, uma vez ultrapassadas as
concepções de ciência dos judeus, ninguém se deve
julgar obrigado (melhor ainda: ninguém se pode julgar
habilitado) a ensinar em nome da S. Escritura que o
mundo foi feito dentro da moldura de 3 + 3 dias.[…]

Leia o texto todo aqui: Bíblia: o mundo foi criado em 6


dias?

E agora, trechos de textos de Ricardo Gondim:

“[…]A linguagem mítica não pode traduzir-se em


linguagem racional sem perder sua razão de ser. Como a
poesia, ela contém significados
complexos demais para expressar-se de qualquer outra
maneira. Ao tentar transformar-se em ciência, a teologia
só conseguiu produzir uma caricatura do discurso
racional, porque essas verdades não se prestam à
demonstração científica.[…]”

[…]O texto acima é de Karen Armstrong – “Em Nome de


Deus – O Fundamentalismo no Judaísmo, no Cristianismo
e no Islamismo”. – Cia das Letras.[…]

[…]O mito não é definido pelo objeto da narrativa ou do


relato, mas pelo modo como narra, ou pelo modo como
profere as mensagens. Assim, quando a Bíblia narra o
Gênesis, não intenciona mostrar que Deus criou o mundo
em sete dias de vinte e quatro horas ou em eras. A
narrativa mítica do Gênesis é muito mais profunda, pois
revela o cuidado criacional de um Deus que estabelece
um mundo com desígnio. Quando se procura
instrumentalizar o texto das Escrituras para comprovação
de verdades “científicas”, não se presta um serviço à
Revelação, mas um desserviço.[…]
[…]O fundamentalismo surgiu como uma reação ao
liberalismo teológico, principalmente o alemão. Acontece
que o liberalismo estava errado em suas premissas. Ele
se valia de pressupostos “científicos” para demonstrar
que a Bíblia não era verdadeira. E o fundamentalismo
quis mostrar o contrário, a Bíblia podia ser testada
cientificamente sem perder sua credibilidade.[…]

[…]Esse problema metodológico levou a discussão para


um plano menos importante. Provar ou não provar que
Jonas existiu e foi engolido por um grande peixe é menos
importante do que a mensagem contida na narrativa. E
assim por diante.[…]

[…]O esforço de tentar reforçar ou contradizer


explicações científicas usando o mito sagrado, que é o
grande esforço do fundamentalismo, além de se mostrar
inócuo, criou enormes conflitos no diálogo entre ciência e
fé.[…]

Algumas pistas para que o evangelicalismo brasileiro


ouse pensar sua fé com novas categorias:

1. A Bíblia não pode ser lida cientificamente. É preciso


aprender a
lê-la como narrativa simbólica da história, mítica e
poética. O esforço de tornar os Livros Sagrados um só
texto é irreal. Não se pode querer fazer Abraão concordar
com Paulo, e nem o Qohélet – Eclesiastes – com Tiago. A
Bíblia não é só um livro, mas vários e eles não são
homogêneos entre si. Seus autores discordam em vários
assuntos.

2. A Bíblia não é um livro que se propõe uma revelação


codificada e
sistematizada de Deus. Ela mostra as percepções de
pessoas, tribos,
povos e, principalmente, do povo judeu sobre o cuidado
de Deus para com seu povo. Ela não revela como Deus
construiu a história, mas como o homens o fizeram e
como Deus não os abandonou quando agiram mal. Muitas
vezes, a compreensão do povo sobre Deus se mostrará
ambígua, porque os homens são contraditórios.

3. A essência do ser de Deus continua um mistério para a


humanidade. O que se conhece é seu cuidado – pathos –
divino. Portanto, toda especulação sobre o ser absoluto
de Deus deve ser considerada apenas especulação. Os
antropomorfismos, tais como paternidade, amizade,
cuidado pastoral, se expressaram plenamente na
encarnação. A mais alvissareira notícia do cristianismo
não é que Jesus seja a imagem de Deus, mas que Deus é
a imagem de Jesus.”

Soli Deo Gloria


© 2005 Ricardo Gondim

A Bíblia e a linguagem mítica

Agora, pense!

A Bíblia foi escrita por seres humanos falhos e limitados


como nós, e não por semi-deuses ou homens que foram
“possuídos” por Deus ao escrever. Não foi o próprio Deus
quem pegou “lápis e papel” e escreveu a Bíblia com Suas
próprias palavras. Se tivesse sido assim, nenhum ser
humano na face da Terra a entenderia. A Bíblia é uma
obra humana, que fala sobre Deus, e relacionamento de
seres humanos com esse Deus e com outros seres
humanos, palavra de Deus contextualizada para uma
época e um povo. E que pode ser contextualizada para a
nossa época sem perder em nada a sua essência. Mas
isso demanda algo mais do que o simples ato de
acreditar, é preciso um exercício mental, é preciso
estudar, pensar, usar a imaginação. Exatamente o que
Jesus queria que as pessoas fizessem quando ensinava
por meio de parábolas, usando como personagens,
pessoas que viviam no seu mundo: agricultores,
pescadores, pastores, fariseus, pessoas comuns do povo,
samaritanos etc. Ele ensinava usando histórias
prontamente aplicáveis à vida daquelas pessoas,
exemplos totalmente compreensíveis para elas, e atos
comuns do cotidiano: plantar, colher, pastorear, pescar,
fabricar vinho, recolher água, fazer pão etc, e deixava
que elas pensassem por si mesmas. Ele nem de longe era
uma pessoa que vivia fora da realidade da sua época,
muito pelo contrário. A realidade era o substrato que ele
usava para embasar seus ensinamentos.

Fé racional é diferente de ficar acomodado na zona de


conforto da credulidade. E não, você não precisa
acreditar em nada disso que escrevi. Pense, reflita,
medite, busque, e tire suas próprias conclusões.

Precisamos tirar a Bíblia do lugar que devia estar sendo


ocupado por Deus. O fato de ser uma obra humana, não
a torna menos capaz de conter revelações de Deus, tanto
que elas estão lá. Mas não podemos deixar de ver que ela
possui trechos onde demonstra conivência com a
escravidão, com a guerra de extermínio, a violência, o
genocídio, o racismo, o apedrejamento (inclusive de
crianças desobedientes). Aí eu pergunto: até nesses
trechos, ela é palavra de Deus, sem erros, sem
preconceitos humanos, sem contexto da época? Você
realmente acredita que Deus determinou o genocídio de
povos inteiros, e depois nos mandou Jesus para falar de
amor, perdão, de amar e orar pelos inimigos, dar a outra
face, ter compaixão, perdoar 70 x 7, pagar o mal com o
bem? Ou acredita que Deus se importaria em mandar
duas ursas despedaçarem um grupo de crianças, que
tiveram a petulância de chamar um profeta de “careca”,
só pra satisfazer o ego do profeta? Apenas para citar dois
exemplos, podia ter citado muitos mais.