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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DO AMAPÁ
CAMPUS SANTANA
CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS

PEDRO EUCLIDES B. DE ALMEIDA

A SERVIDÃO MODERNA

SANTANA – AMAPÁ.
2018
PEDRO EUCLIDES B. DE ALMEIDA

A SERVIDÃO MODERNA

Trabalho apresentado ao colegiado de


Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos/
RH, junto ao Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Amapá/IFAP Santana,
como atividade Avaliativa da disciplina:
Sociologia do Trabalho, ministrada pelo Prof.
Esp. Geovane Santos.

Santana-AP.
2018.
1. OBJETIVOS

Este relatório tem por objetivo apresentar a relação existente entre o conteúdo
do livro O Que é Trabalho de Suzana Albornoz e o filme Documentário Servidão Moderna de
Jean-François Brient, com montagem de Victor León Fuentes. Esta relação será feita
estabelecendo-se parâmetros entre o posicionamento de cada um dos autores em seus
respectivos trabalhos.
2. COMO O TRABALHO E A MERCANTILIZAÇÃO AFETAM AS PESSOAS

No livro “O que é Trabalho”, Suzana Albornoz, no primeiro capítulo expõe sua


posição sobre o sentido da palavra trabalho afirmando que a mesma tem diversos significados
na linguagem cotidiana. Para explicar isso a autora cita exemplo de diversas qualificações que
são dadas em idiomas europeus utilizadas para apresentar o afazer laboral. Segundo Ela, no
idioma português, trabalho representa uma expressão cujo significado se traduz na realização
de algo que seja duradouro, transcenda à vida e dê reconhecimento social a quem o realizou.
Porém, ainda que tenha o significado restrito pelo dicionário o trabalho adquire sentido
próprio, assim ele pode ter definições individuais de acordo com seu uso.
Em sua concepção, Albornoz, diz que trabalho é uma disposição de espírito
com um determinado objetivo a ser atingido por meio de certo esforço. Trabalho, para alguns,
trata-se basicamente de esforço físico, para outros é predominantemente atividade intelectual.
Porém, este tipo de categorização leva em consideração a relação as condições existentes na
construção das artes e no desenvolvimento das ciências. Com desenvolvimento dos
conhecimentos adquiridos sobre a natureza pelo homem e seu uso para desenvolver os meios
de produção, fez com que a palavra trabalho adquirisse outro sentido.
No sentido de caracterizar trabalho Jean-François Brient autor do filme
documentário Servidão Moderna, que trata da situação do homem contemporâneo como
escravo do trabalho e do mercantilismo, tem como alvo fundamental de seu documentário
levar ao conhecimento da sociedade a condição de escravo moderno que o ser humano ocupa
dentro do aparelho totalitário mercadológico e de destacar as maneiras de ludibriar que
escondem esta condição subserviente. Ele afirma que fez o filme com um só fito, investir
contra o aparelho que domina o mundo e induz as pessoas a se comportarem como se
soubessem tudo sem saber de nada.
Brient, afirma não ter solução ou respostas feitas ou ainda que seu filme seja
um manual pronto e acabado para dar uma definição na situação atual, entretanto, assegura
que quanto maior for o número de pessoas a ter conhecimento do conteúdo da película,
maiores serão as chances de se provocar mudanças. Na abertura do filme, ele insiste que urge
a necessidade das pessoas despertarem para a realidade do mundo em que vivemos. Conclama
a todos aqueles que assistirem a divulgar para atingir um número cada vez maior de pessoas,
até que todos tenham conhecimento da situação em que o homem se encontra nos nossos
tempos.
No sentido de explicar o que o trabalho tem sido, Albornoz afirma que nas
civilizações primitivas, lá no início, nas suas origens, como primeira prática para o
desenvolvimento da economia extrativa, a coleta foi usada para complementar o trabalho da
natureza. Como sequencia desta fase veio o desenvolvimento da agricultura para subsistência
e como decorrência padronizou-se a ação relacionada ao labor. As implicações deste ato são
observadas pelo manifestação da propriedade privada e do aparecimento do excedente na
produção. Como consequência deste fato começam a surgir as desigualdades no que se refere
às dimensões da propriedade e no sistema de trocas dos excedentes da produção.
Esta mudança gerou a atividade comercial mediada por valores determinados
por moeda para substituir o sistema de trocas de produtos existente até então. Surgia uma
nova atividade geradora de riquezas, o mercantilismo. Com o desenvolvimento da atividade
comercial surge uma classe social, a burguesia, que começa a acumular riqueza e poder
econômico. Esta classe que não depende diretamente dos meios de produção existente,
acredita na produção em série para fomentar sua atividade comercial, assim, busca formas de
investir seu capital para mudar os meios de produção, desta maneira a classe burguesa cria o
sistema industrial de produção.
Desta modo toda a cadeia produtiva passa a depender do capital. Albornoz
afirma que a característica que mais se destaca no mundo do trabalho atual é a total submissão
ao capital. Todos os interesses estão vinculados ao capital, para a autora, até mesmo o Estado
chega a se confundir e a apoiar-se nos interesses do capital divulgando sua ideologia de
submissão ao trabalho. Esta atitude transforma as pessoas alienando-as, tirando sua
capacidade de tomar decisão e fazendo com que acreditem que o trabalho é sua única razão de
existir, satisfazer seus anseios e necessidades materiais de sobrevivência.
Para explicar sua visão de comportamento do ser humano no entendimento de
como o trabalho tem sido, Brient procura mostrar a atitude das pessoas no sentido de se
escravizarem por vontade própria a um sistema alienante de produção e mercantilismo. Onde
a humanidade procura um trabalho alienante que escraviza cada vez mais. No sistema
moderno de produção, diferentemente da escravidão na antiguidade, são as pessoas que
escolhem seus senhores para escravizar-se, para que isto pudesse acontecer foi preciso
suprimir a capacidade de raciocínio e de tomada de decisão desta classe que está totalmente
escravizada, só que não tem ou não quer ter conhecimento disso.
É uma categoria de pessoas que não busca entender que a única forma de
reverter este quadro de coisas é rebelando-se contra o sistema, pois só assim poderiam
legitimar seus direitos. Ao invés disso, acatam tudo sem nenhuma discussão ou reação contra
seus exploradores, não esboçam nenhuma reação, segundo o documentário, a abnegação e a
paciência é que dão origem a toda esta desgraça. Por outro lado a tirania moderniza-se
crescendo em todos os sentidos nas suas maneiras de dissimular a condição de servidão em
que vive o trabalhador do sistema atual de produção. A tirania mostra através dos modernos
meios de comunicação uma realidade fantasiosa que é aceita e satisfaz as massas de escravos.
Ao esclarecer o que o trabalho está sendo Albornoz garante que nos dias atuais
ele é orientado e grupal dentro da indústria, em um mundo automatizado. Que este fato
aconteceu de forma gradual através da evolução das formas de gerenciamento da economia
mundial. Sendo o mais importante a troca do colonialismo para o imperialismo que vai deixar
em evidência as empresas multinacionais. A produção artesanal é praticamente extinta, a
população que vivia do sistema de produção agrícola desloca-se do campo para as cidades
provocando um rápido crescimento demográfico ocasionando com isso uma série de
problemas.
Para albornoz, a nova forma de produção foi que provocou estes fatos, pois
neste modelo de produção o trabalhador deve morar perto das fabricas onde se concentra a
produção. Esta situação leva em consideração a inserção da mulher nas fábricas, pois devido
ao avanço tecnológico a execução de terminadas atividades já não exigem tanto esforço físico,
entretanto, com toda esta preocupação não se pode evitar a separação de trabalho e moradia.
Um outro tipo de separação que se evidencia neste processo é a divisão das tarefas na
produção de um determinado produto, onde cada um faz apenas uma parte do objeto, muito
diferente do modo de produção artesanal, onde uma pessoa só executava todo o trabalho.
Para Brient, quanto mais se divide as tarefas e à medida que o homem edifica o
mundo com a força de seu trabalho alienado, transforma-o em um cárcere onde deverá viver.
Um universo sem paladar, nem cheiro, que carrega em si a pobreza desta forma de produção.
Quanto mais se expande este universo que não para de crescer, mais precisa se remodelar,
pois o capital necessita produzir. Esta modificação ininterrupta do espaço se justifica pela
insensatez e incerteza com as quais as pessoas têm que conviver dentro do espaço por elas
construído. “Assemelha-se às jaulas, às prisões, às cavernas. Mas diferentemente do escravo
e do prisioneiro, o explorado da época moderna deve pagar pela sua jaula.”
Segundo Brient, neste sistema econômico que domina, o cerne ideológico
usado como mercadoria para atingir as pessoas, tira das que produzem, o trabalho, e espolia
de sua existência aquelas que consomem. Neste sistema não é mais a demanda que justifica a
oferta, mas a oferta que justifica a demanda. Veja, “Primeiro foi o rádio, depois o automóvel,
a televisão, o computador e agora o celular”. A totalidade destes produtos produzidos para
serem adquiridos pela quase totalidade das pessoas em espaços de tempo muito reduzidos
afetam o comportamento destas mesmas pessoas. Servem para segregar as pessoas entre si e
para transmitir, reforçando sempre, as mensagens ideológicas do sistema dominante.
Ao tratar do que se têm pensado sobre trabalho, Albornoz afirma que há um
sem número de ideias que aconteceram no decorrer da história as quais exerceram e ainda
podem estar exercendo influência em nosso pensar sobre o trabalho. Este fato é consequência
da evolução do homem, pois em cada estágio desta evolução houve uma forma característica
de pensar sobre trabalho, até chegar nos modernos meios de produção. O pensamento de que
o homem se constrói e alcança o status de ser humano por seu próprio esforço, através de seu
trabalho diário, modificando o universo físico que o rodeia e, como consequência, mudando a
si mesmo, é um conceito moderno.
Segundo Albornoz, as mudanças ocorridas no Cristianismo como a Reforma
protestante, provocaram um repensar sobre o trabalho. Pois para religião o trabalho é uma
forma de servir à Deus e é também visto como um caminho para alcançar a salvação. Houve
pensadores que também fizeram esta ligação, Max Weber associa ética religiosa com o modo
capitalista de produção. Para Marx, a essência do homem reside no trabalho, que a produção
do ser humano traduz aquilo que ele é. Assim, o trabalho em nossos dias não é só alienante,
mas também escravizador, pois na sua ânsia de consumo o ser humano se torna escravo do
trabalho para satisfazer a vontade de consumir fechando o círculo do novo tipo de dominação.
Brient, afirma que para ter acesso ao “círculo do consumo frenético, é
necessário dinheiro. E para ter dinheiro, é necessário trabalhar, ou seja, “vender-se”. O
sistema dominante fez do trabalho o seu principal valor”. Desta forma os seres humanos sem
vontade ou determinação próprias, têm que trabalhar mais a cada dia para poder pagar, à
prestação, a sua miserável vida. O aparelhamento científico dos meios de produção constitui o
cerne da vontade dos trabalhadores, neste aparelhamento a ação do trabalhador perde-se
envolvida com a das máquinas nas industrias, ou com a dos computadores nos escritórios.
Isso tudo causa intranquilidade, insatisfação e faz o homem destruir tudo ao
seu redor, o meio ambiente, o ar que respira e a comida que come. Estas situações causadas
por suas condições de trabalho e pela inutilidade da sua vida social, dão origens a novas
doenças para este escravo dos tempos modernos. Dentre elas se encontra a da servilidade que
é do tipo para a qual não existe remédio, somente a libertação pode curá-la. A nossa medicina
desconhece a cura e medicamentos que possam combater os males que afligem os escravos da
era moderna. Desta forma pode-se afirmar que, assim como uma diversidade de coisas, a
matéria que compõe nosso corpo já deixou de nos pertencer há muito tempo.
Segundo Albornoz, é preciso atenção quando se for estabelecer diferença entre
trabalho e emprego. Quando buscamos uma qualificação profissional através do estudo é para
obter um emprego melhor ou o que seja o melhor entre os que já tivemos. O emprego nos
nossos tempos não é compreendido como atividade característica no sentido de trabalho, mas
como mecanismo de ingresso no meio de produção para ter acesso a renda e, como
consequência, ao consumo. Para consumir as pessoas precisam trabalhar, com o resultado da
venda do seu trabalho podem consumir, esta é a atitude da maioria que prefere consumir do
que produzir.
Para Brient, o homem tem esta ânsia de consumo porque resolveu criar um
novo deus, o dinheiro. E “É por este novo deus que estudam, que trabalham, que se riem e
que se vendem. É por este novo deus que abandonaram todos os seus valores e estão
dispostos a fazer o que quer que seja”. Hoje as pessoas acreditam que quanto mais dinheiro
tiverem, mais chances terão de se libertar da escravidão que os domina. Este escravo acredita
piamente de que não há outra opção para reorganização do mundo atual. Condicionou-se a
esta existência apenas pelo fato de não conseguir crer na existência de outra. É nesta condição
de fragilidade das pessoas que se estabelece a força da dominação que aí está presente.
A atitude do poder dominante de fazer sempre os dominados acreditarem que o
sistema capitalista de produção, que hoje domina toda a Terra, determina o fim de nossa
história. Persuadiu a classe dominada a amoldar-se aos seus argumentos e a amoldar-se a este
universo como ele é e como sempre foi. Nestas condições, imaginar um mundo diferente
transformou-se em um crime que é combatido por todos os meios de comunicação e por todos
os que detêm o poder. Neste sentido pode-se afirmar com toda garantia que, o maior
delinquente é quem coopera, racionalmente ou não, com a loucura deste tipo de ordenamento
social advindo da classe dominante. Não há maior demência do que a do sistema atual.
Fundamentando-se em literatura que trata do assunto, Albornoz afirma que o
trabalho deveria ser estabelecido de maneira que desse prazer a quem o executa, pois dessa
forma quem o executa buscaria colocar em prática criatividade e agilidade na produção. O
resultado seria o prazer de criar, exultação idêntica ao trabalho do artífice. Quando a
humanidade atingir o grau de consciência de que não deve existir divisão em classes, terá
como objetivo maior do trabalho, não o resultado, a execução, mas sim, a inspiração. A partir
de então, o trabalho não será mais um fardo pesado que o homem tem que carregar, a despeito
da certeza de que precisa dele para viver.
Deste momento em diante a existência de todos os seres humanos vai estar
garantida sem depender das suas atitudes e de seus feitos. De maneira que o afazer chamado
trabalho possa transformar-se em uma atividade prazerosa e significativa, pois da forma com
que está sendo visto e desenvolvido, causa apenas desconforto e desgaste físico. Para que isso
se concretize não é necessário muita coisa, basta que o ser humano desenvolva um pouco
mais a sua consciência e procure ver seu semelhante como pessoa igual a si próprio. Se cada
um procurar se engajar numa luta neste sentido isso poderá se tornar realidade em um futuro
não muito distante.
Para Brient, não existe muitas alternativas a curto, médio ou longo prazo, pois
o ser humano é quem elimina suas chances de reverter o quadro, porque é ele próprio quem
adquire tudo o que é necessário para se manter escravizado neste sistema perverso produção.
Não procura afinar-se com a educação dos filhos deixando-os à mercê do sistema para que
este as amolde e embruteça de acordo com a sua doutrina. O sistema dominante difunde ideias
para atingir todas as faixas etárias e para todas as categorias sociais. A classe dominante
recorre a todo tipo de artificio, do mais simples ao mais sofisticado e abjeto para difundir sua
ideia e vender seu produto que escraviza mantendo as pessoas sem reação.
Para reforçar o domínio da classe dominada, a dominante utiliza-se, ainda, de
linguagem viciada que é difundida através de propaganda pelos meios de comunicação. Sendo
proprietária de todos os veículos de comunicação, a categoria dominante divulga a ideologia
comercial por meio de mensagens diretas ou indiretas contidas em sua propaganda. Estas
mensagens vem por palavras que são grafadas “como se fossem neutras e a sua definição
como evidente, mas são controladas pelo PODER, designam sempre uma coisa muito
diferente da vida real”. É face a toda este aparato que o homem resigna-se, rende-se e admite
sua impotência, aceita passivamente as coisas tal como são e tal como devem permanecer.
Entretanto, Brient afirma que linguagem deve ser considerada como
fundamento essencial do embate pela libertação do ser humano, não para ser usada como uma
maneira de sujeição que se une a outra, mas sim, como uma maneira própria apenas com
intuito de se emancipar do totalitarismo vigente. É pela retomada da linguagem, e por
conseguinte, da comunicação real entre os humanos, que deve surgir novamente a
probabilidade de uma transformação. É dessa maneira que a ideia revolucionária deve unir-se
à ideia poética. O fervor do povo, através da retomada da palavra e com a sua reinvenção
através dos grandes grupos, fará com que ela atinja cada um, chegando a todos.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No livro além dar uma visão histórica geral sobre o desenvolvimento e


mudanças do método e do significado do trabalho no decorrer dos tempos e das populações,
Albornoz exibe várias posições filosóficas e culturais desse conceito de suma importância
para o perfeito desenrolar da economia e da sociedade como um todo. Com muita criticidade
ela expõe seu pensamento sobre o trabalho dos nossos tempos estabelecendo parâmetros entre
a compreensão atual e a maneira antiga do entendimento do conceito de trabalho. Expõe,
enquanto propõe, uma forma que acredita ser a que mais se assentaria às necessidades dos
tempos atuais.
Em seu ponto de vista Albornoz acredita que o trabalho deve ser uma atividade
para ser desenvolvida com prazer para que quem a executa possa se sentir incentivado a usar a
sua capacidade criativa. Entretanto critica a postura das pessoas, em sua forma de pensar a
execução do trabalho ela acredita que os trabalhadores deveriam assumir uma posição política
mais crítica preocupando-se com a organização, papel e consequências dos sistemas que
compõe o processo do trabalho. A autora desenvolve muito bem o contexto histórico e
filosófico da temática, porém, em alguns pontos ela exagera e emite juízos pessoais sobre o
que deveria ser apenas conceito de trabalho.
Em seu documentário Brient, expõe que a sociedade moderna, nada mais é do
que uma comunidade global de escravos, escravos do trabalho e do mercantilismo, que aceita
passivamente tudo o que lhe é repassado pela classe dominante sem esboçar nenhuma reação.
Ele afirma que a destruição da sociedade mercantil totalitária é imperativo para este mundo
que tem a certeza de estar condenado. Levando-se em consideração que o pensamento
dominante encontra-se em todos os lugares e o tempo inteiro, então, ele deve ser combatido
em todas as partes e a todo instante.
Como ponto de partida para este combate, Brient afirma que a recriação da
linguagem, o desordem constante vivida diariamente, a indisciplina e a oposição devem ser
palavras chaves que devem motivar a revolta contra esta ordem estabelecida. Entretanto para
que este levante se transforme em uma verdadeira revolução deve-se um encaminhamento de
forma a atingir o máximo de pessoas com as novas ideias sobre a necessidade de se criar um
mundo melhor. Pois é nesta unanimidade de pensamento que se pode agregar todas as forças
com capacidade de agitar e com as quais se deve operar.
Se não houver consciência nada poderá ser obtido, porém para conseguir-se
conquistas deve-se levar em consideração os erros cometidos no passado, pois sem esta
atitude não tem avanço. Porquanto nem o aperfeiçoamento inútil, nem a burocracia totalitária
apresentam-se como uma resposta satisfatória para a insatisfação humana. O que deve ser
feito é a recriação das maneiras de se aparelhar e de combater. A administração através de
auto-gestão nas empresas e a democracia direta na escala pública estabelecem o alicerce deste
novo tipo de organização que deve ser contra a hierarquia, em sua forma e no seu conteúdo.
Pois o poder nunca deve ser conquistado, deve ser sempre destruído.
4. REFERÊNCIAS

ALBORNOZ, Suzana. O que é Trabalho. Coleção Primeiros Passos. Editora Brasiliensa. 1ª


Ed. 1988.

BRIENT, Jean-François e FUENTES, Victor León. Filme Documentário: Da servidão


moderna. Lançado em 2009. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=mP3YVjQR49c&t=524s>. Acessado em 06/06/2018.