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AULA 2 - VERBO

Olá, amigos

Hoje nossa aula vai tratar do “coração” da unidade oracional – o VERBO. Não é à toa

que esse assunto vem logo após vermos os processos de formação das palavras e antes

de

qualquer outro.

O

verbo também fará parte das próximas aulas – concordância (nominal e verbal),

regência (nominal e verbal) e até mesmo crase.

Nesta aula, veremos a classificação dos verbos, sua forma de conjugação (que é um calo para muita gente), as flexões que o verbo pode sofrer (número, pessoa, tempo, modo e voz), a relação que os verbos têm em uma estrutura oracional e como manter essa relação harmônica, dentre tantas outras coisas.

Bem, essa palavrinha é muito especial. O verbo não tem sintaticamente uma função que lhe seja privativa, pois, como veremos, o substantivo e o adjetivo também podem ser núcleos do predicado (veremos no módulo 10 - Termos da Oração).

Sua única função na estrutura oracional é a de participar do predicado.

CONSTRUÇÃO DOS VERBOS

Todas as formas do verbo se irmanam pelo RADICAL, a parte invariável que lhes dá a base comum de significação.

São aceitas as seguintes flexões: de número (singular e plural), pessoa (1ª, 2ª ou 3ª), modo, tempo ou vozes. Celso Cunha identifica uma outra flexão: aspecto, que, em suas palavras, “manifesta o ponto de vista do qual o locutor considera a ação expressa pelo verbo”, por exemplo: pontual (“acabo de chegar”) ou durativa (“fico a esperar”), contínua (“vou andando pelas ruas”) ou descontínua (“voltei a fumar”) etc.

Em relação ao processo de formação, como vimos, ao radical junta-se a terminação:

vogal temática (define as três conjugações), desinências modo-temporal e número- pessoal.

Alguns conceitos são importantes:

Formas rizotônicas o elemento de composição grego riz(o)- significa “raiz”. Assim, nas formas RIZOTÔNICAS, a sílaba tônica (a que fomos apresentados em nosso primeiro encontro) recai no radical.

verbo RECLAMAR radical RECLAM eu reclamo Como a sílaba tônica recai no radical, essa forma
verbo RECLAMAR radical RECLAM eu reclamo
Como a sílaba tônica recai no radical, essa forma chama-se rizotônica.

Formas arrizotônicas - quando a sílaba tônica recai fora do radical.

Verbo CONSERVAR radical CONSERV nós conservaremos Como a sílaba tônica recai fora do radical, essa
Verbo CONSERVAR radical CONSERV nós conservaremos
Como a sílaba tônica recai fora do radical, essa forma chama-se arrizotônica.

CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

Os

abundantes.

1. REGULARES - conservam o mesmo radical.

verbos

classificam-se

em

regulares,

irregulares,

anômalos,

defectivos

e

eu canto, tu cantas, nós cantávamos, eles cantariam, ele cantasse
eu canto, tu cantas, nós cantávamos, eles cantariam, ele cantasse

2. IRREGULARES - apresentam variação no radical ou nas desinências.

SABER (eu sei, ele soube)

PERDER (perco)

FAZER (fiz, faço)

Alguns autores consideram que alteração exclusivamente gráfica (PROTEGER – PROTEJO), em função da ortografia, não poderia levar à indicação de irregularidade verbal. Assim, segundo eles, são considerados irregulares somente os verbos que apresentam alteração GRÁFICA E FONÉTICA. Se não houver alteração fonética (como no exemplo: g/j), não se classifica como verbo irregular, sendo chamado por alguns autores de “aparentemente irregular”.

3. ANÔMALO – são verbos irregulares que, por apresentarem profundas variações,

recebem classificação autônoma. São só dois: SER e IR.

Curiosidade: Esses dois verbos são idênticos na conjugação dos seguintes tempos:

pretérito mais-que-perfeito do indicativo

(fora, foras

subjuntivo (for, fores do contexto.

4. ABUNDANTE - apresentam duas ou três formas em certos tempos, modos, pessoas

ou particípio. Por exemplo, no imperativo afirmativo, os verbos terminados em –zer, como o verbo fazer, na 2ª pessoa do singular, aceitam duas formas – faze e faz.

5. DEFECTIVOS - apresentam defeito, ou seja, não se conjugam em todas as formas

(tempo, pessoas, modos).

Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo à conjugação do PRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente do Subjuntivo e Imperativo). O “defeito” existe apenas no presente, não existe no passado nem no futuro. Por isso, mesmo defectivo, o verbo poderá ser conjugado inteiramente nos outros tempos e modos verbais, como, por exemplo, no Pretérito do Perfeito do Indicativo, no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc.

Há dois tipos de defeitos:

1º) o verbo não possui a 1ª pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir, delinqüir);

2º)

reaver).

Alguns autores definem como defectivos também os verbos que, de acordo com o seu emprego, só podem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgência), DOER (no sentido de “sentir dor” - alguma coisa dói) e os unipessoais, que representam vozes de animais ou fenômenos da natureza, quando utilizados no sentido original (sentido denotativo, com “d” de “dicionário”; seu oposto é o sentido conotativo, também chamado de figurado, quando a palavra é usada em um significado diferente do original).

futuro do

Só dá para identificar se está sendo usado um ou outro a partir

pretérito imperfeito do subjuntivo (fosse, fosses

pretérito perfeito do indicativo (fui, foste,

),

),

)

e

).

o

verbo só apresenta as conjugações da 1ª e

2ª pessoas do plural (adequar,

FLEXÕES DOS VERBOS

NÚMERO

Como as outras palavras variáveis, o verbo admite dois números: o singular e o plural. Dizemos que um verbo está no singular quando ele se refere a uma só pessoa ou coisa e, no plural, quando tem por sujeito mais de uma pessoa ou coisa.

PESSOA

É a variação de forma que indica a pessoa do discurso a que se refere a ação verbal.

1ª pessoa - aquela que fala. Corresponde aos pronomes pessoais eu (singular) e nós (plural).

2ª pessoa - aquela a quem se fala. Corresponde aos pronomes pessoais tu (singular) e vós (plural).

3ª pessoa - aquela de quem se fala. Corresponde aos pronomes pessoais ele/ela (singular) e eles/elas (plural).

MODO, TEMPO e VOZES

Essas modalidades de flexão merecem uma análise mais aprofundada.

MODOS E TEMPOS VERBAIS

A classificação dos verbos nos MODOS VERBAIS depende da relação que o falante tem

com aquilo que enuncia – se constata um fato (indicativo); se apresenta uma hipótese, uma suposição (subjuntivo); se faz um pedido ou dá uma ordem (imperativo).

Em outras palavras, depende do modo com que enuncia a ação verbal (percebeu? “modo” verbal). São três modos verbais:

INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, que pode pertencer ao presente, ao passado ou ao futuro.

IMPERATIVO - expressa idéias de ordem, pedido, desejo, convite.

Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, da certeza, o SUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que é provável, hipotético, possível, sem a certeza apresentada pelo modo indicativo. O modo SUBJUNTIVO também é bastante usado com determinadas conjunções (embora, caso, que etc.)

Perceba a diferença entre as duas orações abaixo. O sujeito vai à farmácia e diz ao balconista:

SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipotético, duvidoso, provável ou possível.

Eu quero um remédio que acaba com a minha dor de cabeça. Eu quero um
Eu quero um remédio que acaba com a minha dor de cabeça.
Eu quero um remédio que acabe com a minha dor de cabeça.

Na primeira, o sujeito já sabe qual é o medicamento que vai pedir e produzir resultado.

Já teve dor de cabeça outras vezes e sabe qual o remédio que surte efeito. O fato situa-

se no plano da CERTEZA – modo INDICATIVO.

Na segunda, o sujeito não tem certeza de qual medicamento poderia surtir efeito. Certamente está pedindo uma indicação ao balconista. O resultado que o remédio trará (acabar com a dor de cabeça) ainda está no plano da hipótese. Por isso, está no modo SUBJUNTIVO.

IMPERATIVO

Sobre a conjugação no imperativo, em vez de memorizar várias regras, vamos guardar apenas a exceção.

A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do subjuntivo. São

conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as pessoas (2ª do singular e do plural, 3ª do singular e do plural e 1ª do plural) no imperativo negativo, e nas 3ª

pessoas (singular e plural) e 1ª pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa é a regra.

1 - Venha para a Caixa você também 3ª pessoa do singular (O comercial estava

errado e você não vai nem acreditar: uma banca examinadora explorou exatamente

esse fato em prova!!! Veremos nos exercícios de fixação.).

2 - Não nos deixeis cair em tentação 2ª pessoa do plural (Ao se dirigir ao Pai, usa-se

vós.)

Agora veremos a exceção, que deve ser memorizada por ser em menor número.

A exceção fica por conta das segundas pessoas (tu e vós) no imperativo afirmativo. Nessa conjugação, usa-se o presente do indicativo, sem o “s” final.

RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2ªs pessoas (singular e plural) buscam a conjugação do presente do indicativo e tiram a letra ‘s’. Todo o restante tem origem no presente do subjuntivo.

Exemplo:

1 - “Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és.” - A forma “dize” é a redução

do presente do indicativo da 2ª pessoa do singular (dizes – [s] = dize). Esse verbo, aliás, é abundante. Aceita as formas “dize” e “diz”, no imperativo afirmativo.

2 – “Fazei de mim um instrumento de vossa paz.” – A forma “fazei” é a conjugação no

presente do indicativo da 2ª pessoa do plural (vós fazeis), sem o “s”.

Os quadros abaixo resumem as conjugações dos verbos no modo imperativo.

PRESENTE DO IMPERATIVO SUBJUNTIVO NEGATIVO eu fale - tu fales não fales (tu) ele fale
PRESENTE DO
IMPERATIVO
SUBJUNTIVO
NEGATIVO
eu fale
-
tu fales
não fales (tu)
ele fale
não fale (você) (*)
nós falemos
não falemos (nós)
vós faleis
não faleis (vós)
eles falem
não falem (vocês) (*)
PRESENTE DO IMPERATIVO PRESENTE DO INCATIVO AFIRMATIVO SUBJUNTIVO eu falo - eu fale tu falas
PRESENTE DO
IMPERATIVO
PRESENTE DO
INCATIVO
AFIRMATIVO
SUBJUNTIVO
eu falo
-
eu fale
tu falas
fala (tu)
tu fales
ele fala
fale (você) (*)
ele fale
nós falamos
falemos (nós)
nós falemos
vós falais
falai (vós)
vós faleis
eles falam
falem (vocês) (*)
eles falem

(*) Como o imperativo é o modo em que se determina ou pede algo à pessoa a quem se dirige (2ª pessoa), as terceiras pessoas se referem a “você / vocês”, e não a eles (3ª pessoa).

Os TEMPOS VERBAIS têm a função de indicar o momento em que são enunciados os fatos. No modo INDICATIVO, os tempos são:

PRESENTE

fato ocorre no momento em que se fala (Ouço ruídos na cozinha.);

- fato que é comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belém.);

- apresenta um princípio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas crianças morrem de desnutrição no Brasil.)

PRETÉRITO PERFEITO

fato ocorrido e perfeitamente concluído antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.)

PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO

– denota repetição de um ato ou sua continuidade, com início no passado, chegando ao momento presente, em que falamos (Eu tenho cometido muitos

vários

preconceitos.);

erros

na

escolha

dos

meus

namorados.

/

Eu

tenho

lutado

contra

PRETÉRITO IMPERFEITO

fato realizado e não concluído ou que apresenta certa duração (Ele buscava a perfeição antes de morrer./ O tempo corria sem que ninguém notasse.);

indica, entre ações simultâneas, a que ocorria no momento em que

sobreveio a outra (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladrões.);

denota ação passada habitual ou repetida (imperfeito freqüentativo) (Sempre que eu chegava, ela saía do recinto.)

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO

fato realizado antes de outro fato também no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdão aos filhos.)

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO

forma mais comum de expressar o fato realizado antes de outro fato

também no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdão aos filhos.)

FUTURO DO PRESENTE

fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo após a minha aprovação.);

afirmação de valor categórico (De todas as mulheres do mundo, você será a mais bela o que se afirma é que “certamente você é a mais bela”).

FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO

denota futura ocorrência de um fato que se iniciou no presente (Até o próximo ano, terei acumulado quase um milhão de reais em dívidas.)

- indica uma ação futura que estará consumada antes de outra também no

futuro (Amanhã, quando você chegar, eu já terei assinado o contrato.)

- denota incerteza sobre fatos passados (Terá João sabido da traição?)

FUTURO DO PRETÉRITO

fato posterior a um fato passado (Você me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor não morreria [FATO FUTURO EM RELAÇÃO AO FATO PASSADO].);

fato não chegou a se realizar (Eu iria à sua casa, mas tive um problema.);

pode denotar incerteza (“Acharam um corpo que seria do chefe do tráfico.”)

hipótese relacionada a uma condição (“Se você tivesse comprado o carro [CONDIÇÃO], não teria perdido o dinheiro no jogo [HIPÓTESE].”)

polidez (“Você poderia me passar o sal?”).

FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO

o mesmo que o Futuro do Pretérito com relação aos três primeiros aspectos.

FORMAS NOMINAIS

Denominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, que também podem ser empregadas nas funções próprias de adjetivos, substantivos ou advérbios. São elas:

INFINITIVO, GERÚNDIO E PARTICÍPIO.

INFINITIVO:

Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo) O pôr-do-sol é lindo nessa época do
Ele precisa pôr os nomes nos livros. (verbo)
O pôr-do-sol é lindo nessa época do ano. (substantivo)
Causa-me agonia o seu ranger de dentes. (substantivo)
Precisamos colocar óleo na porta que está a ranger.(verbo)

O

infinitivo divide-se em impessoal e pessoal.

O

infinitivo impessoal não tem sujeito (pessoa) e, por isso, não se flexiona. É usado em

sentido genérico (“o ato de”).

Amar se aprende amando.

flexionar-se ou não. Os casos em que o

infinitivo pode, deve ou não pode se flexionar será objeto de estudo na aula sobre CONCORDÂNCIA.

GERÚNDIO:

Já o infinitivo pessoal tem sujeito e pode

O presidente fica persistindo na argumentação de que nada sabia. (verbo)

Persistindo os sintomas, o médico deverá ser consultado (advérbio de condição =

Caso persistam os sintomas

”)

PARTICÍPIO:

Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo) O uniforme lavado ficou
Ele havia lavado o chão da casa antes do temporal. (verbo)
O uniforme lavado ficou todo sujo após o vendaval. (adjetivo)

O particípio tem grande importância na construção de LOCUÇÕES VERBAIS.

Emprega-se com os auxiliares TER e HAVER para a formação de tempos compostos (“Temos feito grande progresso.”, “Nunca havia visitado este lugar antes.”), com o verbo SER para formar os tempos da voz passiva de ação (“O trabalho foi feito por todos nós.”) e com o verbo ESTAR nos tempos de voz passiva de estado (“Estou chocada com essa notícia.”).

No particípio, a maior parte dos verbos só apresenta a forma regular (terminadas por “ado” / “ido”). Contudo, existem algumas exceções: alguns verbos apresentam mais de uma forma: a regular (“ado” / “ido”), usada com os verbos ter e haver (tempo composto) e a irregular, ligada aos verbos ser e estar (voz passiva).

Dentre os irregulares, estão:

ACEITAR – (ter/haver) aceitado; (ser/estar) aceito

ELEGER – (ter/haver) elegido; (ser/estar) eleito

ENTREGAR - (ter/haver) entregado; (ser/estar) entregue

IMPRIMIR - (ter/haver) imprimido; (ser/estar) impresso

SALVAR – (ter/haver) salvado; (ser/estar) salvo

SUSPENDIDO – (ter/haver) suspendido; (ser/estar) suspenso

Outras curiosidades:

Apresentam somente a forma irregular do particípio os verbos abrir (aberto), cobrir (coberto), dizer (dito), escrever (escrito), fazer (feito), pôr (posto), ver (visto), vir (vindo) e seus derivados.

Observe que, neste último (vir), a forma participial é igual ao gerúndio, o mesmo ocorrendo com os verbos dele derivados (intervir – intervindo). Essa peculiaridade costuma ser objeto de questões de prova.

Alguns verbos aceitam ambas as formas (regular e irregular) para qualquer dois verbos auxiliares – ou seja, não tem como errar - com qualquer verbo auxiliar pode-se usar qualquer forma participial. Segundo a maioria dos gramáticos, são quatro os verbos: pagar, pegar, ganhar e gastar (para memorizá-las, imagine a seguinte situação: no dia do pagamento, você ganha o salário e, no supermercado, pega o produto, paga por ele e gasta o dinheiro – gostou do método mnemônico?).

O particípio do verbo CHEGAR é um só – o regular CHEGADO. A forma “chego” é a conjugação de 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (“Eu chego”). Não existe a forma de particípio irregular para esse verbo. Então: “Eu tinha chegado ao escritório bem cedo.”.

CONJUGAÇÃO VERBAL

Para ajudar a resolver questões de conjugação verbal, uma boa dica é a técnica do PARADIGMA.

Como funciona isso? Na dúvida com relação à conjugação de determinado verbo regular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seu dia-a-dia), basta observar a conjugação dos paradigmas clássicos (FALAR – 1ª conjugação, BEBER

– 2ª conjugação, PARTIR – 3ª conjugação).

Extraia o radical, que é o que sobra do verbo após retirar a terminação “ar”, “er” ou “ir” do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue as desinências, que são idênticas nos demais verbos regulares de mesma conjugação:

Por exemplo:

CONSUMAR (verbo regular de 1ª conjug.):

Presente do Indicativo: Eu consum

Presente do Subjuntivo: (que) eu consum

(???)

(???)

CONSUMIR (verbo regular de 3ª conjug.):

Presente do Indicativo: Eu consum

Presente do Subjuntivo: (que) eu consum

(???)

(???)

E aí, como você preencheu? Vamos buscar a desinência dos verbos “paradigmas”.

Infinitivo

Pres.Indicativo

Pres.Subjuntivo

Falar

Eu falo

(que) eu fale

Consumar

Eu consumo

(que) eu consume

Partir

Eu parto

(que) eu parta

Consumir

Eu consumo (igual)

(que) eu consuma

Se o verbo for irregular, ou seja, apresenta alteração no radical em determinadas conjugações, procure outro verbo, também irregular, de mesma construção.

Por exemplo: COMPETIR (3ª conjugação) – Eu comp (???)

Esse verbo é irregular, ou seja, não mantém o radical nas conjugações. Normalmente não conjugamos esse verbo (pelo menos, não com convicção) fora de uma locução verbal. Mas usamos bastante outro verbo de idêntica estrutura. Já sabe qual é??? REPETIR. Então, como fica a conjugação desse paradigma?

Eu repito Eu compito

E “ADERIR”? Como você conjugaria a primeira pessoa do singular do Presente do

Indicativo? Está com dúvida? Busque um paradigma. Aceito sugestões algum? Eu conheço um – FERIR. Como fica a conjugação do paradigma?

Lembrou de

Eu firo Eu adiro

A título de exemplo, observe o seguinte item de

(TCU/2002):

uma questão de prova da ESAF

O fato do patrimônio gerar empregos e receitas por meio do turismo não abule o paradoxo de que nativos e visitantes se distanciam do fenômeno cultural tanto quanto pessoas que, longe daquelas paragens, pouco valor atribuem a heranças destituídas de familiaridade.

Essa opção está errada. Você percebeu qual é o erro? O que significa “abule”? O contexto indica tratar-se do verbo ABOLIR.

Se não tivermos certeza da conjugação desse verbo, vamos fazer o quê??? Buscamos o paradigma.

Um verbo que apresenta a mesma forma de conjugação é o verbo ENGOLIR. Na passagem, o verbo “abolir” está na terceira pessoa do singular, no presente do

indicativo (“O fato

conjugação correta é abole (“O fato

O verbo “engolir” ficaria “Ele engole”. Logo, a não abole

IMPORTANTE: Guarde esse dica do PARADIGMA. Ela pode ser de grande valia em uma questão de prova.

não abule

”).

LOCUÇÕES VERBAIS

Sempre que se fala “locução”, significa “mais de uma palavra” formando uma unidade.

Assim, em locuções verbais, mais de um verbo (ligados ou não por uma preposição) formam um conjunto.

Formam-se locuções verbais em:

tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER;

construções de voz passiva, principalmente com os verbos auxiliares SER e ESTAR;

construções com auxiliares modais, que determinam com mais rigor o modo

a ação verbal. Expressam

como se realiza

ou

deixa de

se

realizar

-

circunstâncias de: início ou fim (comecei a estudar, acabei de acordar), continuidade (vai andando), obrigação (tive de entregar), possibilidade (posso escrever), dúvida (parece gostar), tentativa (procura entender) e outras tantas.

Como num escritório, onde quem manda é o chefe e quem trabalha é o empregado (ou você já viu algum chefe trabalhando???), na locução verbal, quem exerce a função de “chefe” é o verbo principal – ele fica “paradão”, só mandando, e o pobre do auxiliar se flexiona de acordo com as suas ordens.

TEMPO COMPOSTO

É o tempo constituído por um verbo auxiliar flexionado, seguido do verbo principal no particípio. Forma-se com os auxiliares TER e HAVER. Para simplificar, usamos nos exemplos somente o verbo auxiliar TER.

1) Modo Indicativo

 

TEMPO VERBAL

 

EXEMPLO

presente

falo

bebo

parto

   

simples

falei

bebi

parti

perfeito

composto

tenho falado

tenho bebido

tenho partido

pretérito

imperfeito

simples

falava

bebia

partia

mais-que-perfeito

simples

falara

bebera

partira

composto

tinha falado

tinha bebido

tinha partido

   

simples

falarei

beberei

partirei

do presente

composto

terei falado

terei bebido

terei partido

futuro

 

simples

falaria

beberia

partiria

do pretérito

composto

teria falado

teria bebido

teria partido

VEJA SÓ:

Os tempos PRESENTE e PRETÉRITO IMPERFEITO não se subdividem, ou seja, só apresentam a forma verbal simples.

Salvo nos futuros, em que os auxiliares ficam nos tempos correspondentes, os auxiliares dos demais tempos verbais compostos buscam a conjugação do tempo imediatamente anterior (segundo a ordem apresentada no nosso quadro):

- no PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO, o auxiliar fica no presente do indicativo:

tenho falado

- no PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO, o auxiliar fica no pretérito imperfeito do indicativo: tinha falado

2) Modo Subjuntivo

 

TEMPO VERBAL

 

EXEMPLO

presente

fale

beba

parta

pretérito

perfeito composto

tenha falado

tenha bebido

tenha partido

imperfeito

falasse

bebesse

partisse

mais-que-perfeito composto

tivesse falado

tivesse bebido

tivesse partido

 

simples

falar

beber

partir

futuro

composto

tiver falado

tiver bebido

tiver partido

No subjuntivo, assim como ocorre no modo indicativo, os tempos PRESENTE e PRETÉRITO IMPERFEITO não se subdividem. Só apresentam a forma simples.

Agora, surgem outros dois tempos compostos – PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO e PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO.

.

Salvo no caso do futuro composto, em que o auxiliar também se apresenta no futuro do subjuntivo, os auxiliares dos tempos compostos buscam o tempo verbal imediatamente anterior. Ou seja, o raciocínio em relação à conjugação do auxiliar é o mesmo, só os nomes dos tempos verbais se modificam

- no pretérito perfeito composto, o auxiliar fica no presente do subjuntivo: tenha falado;

- no pretérito mais-que-perfeito composto, o auxiliar fica no pretérito imperfeito do subjuntivo: tivesse falado.

O quadro a seguir visa facilitar a compreensão e memorização das conjugações dos verbos regulares.

Trata-se de um quadro resumo com todas as desinências regulares dos tempos simples.

 

MODOS

 
 

INDICATIVO

   

SUBJUNTIVO

 

Tempos

 

 

 

o

o

o

 

e

a

a

as

es

 

es

es

as

as

a

e

e

e

a

a

Presente

amos

emos

imos

emos

amos

amos

ais

eis

 

is

eis

ais

ais

am

em

em

em

am

am

 

ava

ia

ia

 

asse

esse

isse

avas

ias

 

ias

asses

esses

isses

Pret.

ava

ia

ia

asse

esse

isse

Imperfeito

ávamos

íamos

íamos

ássemos

 

êssemos

íssemos

áveis

íeis

 

íeis

ásseis

êsseis

ísseis

avam

iam

iam

assem

essem

issem

 

ei

i

i

     

aste

este

 

iste

Pret.

ou

eu

iu

Perfeito

amos

emos

imos

 

*****

*****

*****

astes

estes

istes

 

aram

eram

 

iram

 

ara

era

 

ira

     

aras

eras

iras

Pret.mais-

ara

era

ira

que-

perfeito

áramos

êramos

íramos

 

*****

*****

*****

áreis

êreis

íreis

 
 

aram

eram

 

iram

 

arei

erei

 

irei

 

ar

er

ir

arás

erás

irás

ares

eres

ires

Futuro do

ará

erá

irá

ar

er

ir

presente

aremos

eremos

iremos

armos

ermos

irmos

areis

éreis

ireis

ardes

erdes

irdes

arão

erão

 

irã

arem

erem

irem

 

aria

eria

 

iria

     

arias

erias

irias

Futuro do

aria

eria

 

iria

pretérito

aríamos

eríamos

iríamos

 

*****

*****

*****

aríeis

eríeis

iríeis

 

ariam

eriam

iriam

 

IMPERATIVO

 
 

AFIRMATIVO

   

NEGATIVO

 
           

a

e

a

 

a

e

 

a

 
     

as

a

e

 

e

es

 

as

 
     

a

e

a

 

a

e

 

a

 
     

amos

emos

amos

 

amos

emos

   

amos

ais

ai

ai

i

eis

ais

 
     

am

em

am

 

am

em

 

am

 

DERIVAÇÃO VERBAL

Você já deve ter se deparado com dúvidas como: em “quando eu passarei o seu recado”, devemos usar “ver” ou “vir”?

Para compreendermos a conjugação de alguns verbos, principalmente dos irregulares, é necessário conhecer a formação de alguns tempos derivados.

Abaixo, segue um quadro com a indicação das formas primitivas e das derivadas.

Salvo algumas poucas exceções (como o verbo SER, SABER e outros), basta que se mantenha o radical das formas primitivas e a ele se acrescentem as desinências correspondentes.

o professor,

FORMA PRIMITIVA

   

FORMAS DERIVADAS

 

VERBO VER

 
       

eu veja

presente do indicativo 1ª pessoa do singular

tu vejas

eu vejo

presente

do

subjuntivo

ele veja

nós vejamos

vós vejais

 

eles vejam

 

eu veja

   

-

tu vejas

não veja (tu) não vejas (você) não vejamos (nós) não vejais (vós) não vejam (vocês)

presente do

ele veja

imperativo

subjuntivo

nós vejamos

negativo

vós vejais

 

eles vejam

     

pretérito

eu vira

pret. perfeito do indicativo 3ª pessoa do plural

mais-que-

tu viras

perfeito

ele vira

eles viram

do

indicativo

nós ramos

vós reis

 

eles viram

   

eu visse

pretérito

tu visses

imperfeito

ele visse

do

nós ssemos

subjuntivo

vós sseis

eles vissem

     

futuro

do

eu vir

subjuntivo

tu vires

ele vir

nós virmos

vós virdes

eles virem

 

VERBO CABER

 

Infinitivo

caber

 

Futuro

do

caberei

impessoal

presente

caberás

do

cabe

indicativo

caberemos

cabereis

caberão

     

Futuro

do

caberia

pretérito

caberias

do

caberia

indicativo

caberíamos

caberíeis

caberiam

     

Infinito

Caber

pessoal

Caberes

Caber

Cabermos

Caberdes

caberem

     

Gerúndio

cabendo

     

Partícipio

Cabido

(nos

verbos

de

2ª.conjugação, a vogal temática

passou de “e” para “i”, por influência da vogal temática da 3ª.conjugação - IR)

Agora, experimente com outros verbos irregulares, como os verbos trazer, vir, fazer, pedir, caber e outros.

TRAZER –

TRAGO TRAGA

TROUXERAM TROUXERA /TROUXESSE /TROUXER

VIR -

VEJO VEJA

VIERAM VIERA /VIESSE / VIER

FAZER -

FAÇO FAÇA

FIZERAM FIZERA / FIZESSE / FIZER

PEDIR - PEÇO PEÇA

CABER -

PEDIRAM PEDIRA / PEDISSE / PEDIR

CAIBO CAIBA

COUBERAM COUBERA / COUBESSE / COUBER

CUIDADO COM A CONJUGAÇÃO DE ALGUNS VERBOS!!!

VERBOS PERIGOSOS

- REQUERER - não é derivado do QUERER. No presente do indicativo: requeiro,

requeres, requer

Os demais tempos seguem o modelo do paradigma BEBER.

- PRECAVER-SE - não é derivado do VER. É defectivo. No presente do indicativo, só se

conjuga nas 1ª e 2ª pessoas do plural: precavemos, precaveis. Conseqüentemente, por não haver a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, não há presente do

subjuntivo. Os demais tempos seguem o modelo do paradigma BEBER.

- REAVER - É derivado do HAVER, mas só se conjuga quando houver a letra V na

conjugação do “haver”. Assim, no presente do indicativo, só existem as formas da 1ª e

2ª pessoas do plural: reavemos, reaveis. Como não possui a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, não apresenta presente do subjuntivo.

reouve,

reouvestes, reouveram

- PROVER - Não é derivado do VER, apesar de coincidir na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e do subjuntivo.

Pres.indicativo: provejo, provês, provê,

Pres.subjuntivo: proveja, provejas, proveja,

Pret. perfeito: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram

- VIGER – É defectivo. Não possui, no pres.indicativo, a 1ª pessoa do singular. Logo, não há Pres.Subjuntivo nem Imperativo. Nas demais, conjuga-se como BEBER.

No

e no presente do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira

pretérito

perfeito,

conjuga-se:

reouveste,

reouve,

reouvemos,

Vamos analisar outras conjugações especiais.

1. VERBOS TERMINADOS EM HIATO:

–UIR, exceto no caso dos defectivos (verbos que não possuem todas as formas de conjugação, como ruir), os verbos terminados em –UIR apresentam duas formas de conjugação:

1ª) O paradigma será POSSUIR (o radical é possu) – De acordo com esta regra, classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminação. Nas 2ª e 3ª do singular trocam a letra ‘e’ da conjugação regular (como em ‘partir’) pela letra ‘i’. Mantêm as demais conjugações inalteradas em relação à conjugação do verbo paradigma ‘partir’: possuo, possuis, possui, possuímos, possuís, possuem.

Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR, ARGUIR (respeitada a acentuação), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR

2ª) CONSTRUIR (o radical é constru) e DESTRUIR (o radical é destru)– São verbos abundantes. Além da forma regular de conjugação (igual à do verbo POSSUIR: construo,

construis, construi, construímos, construís, construem), mais comum em Portugal, apresenta também a conjugação irregular, bastante usada no Brasil, em que as 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto “ói": construo, constróis, constrói, construimos, construís, constroem, da mesma forma que os verbos terminados em -OER.

–OER: As 2ª e 3ª pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto ‘ói’. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais seguem o paradigma ‘beber’, respeitadas as devidas acentuações tônicas.

Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER (sentir dor) e SOER (costumar, ter hábito de) são defectivos e só se conjugam nas terceiras pessoas.

Exemplos: MOER (o radical é MO-): môo, móis, mói, moemos, moeis, moem

–EAR: recebem a letra ‘i’ nas formas rizotônicas (sílaba tônica no radical). Nas demais, segue o paradigma ‘falar’. Exemplo: pentear (radical PENTE-).

A sílaba tônica foi sublinhada.

Pres.indicativo - penteio, penteia, penteia, penteamos, penteais, penteiam

Pres.subjuntivo – penteie, penteies, penteie, penteemos, penteeis, penteiem

Pret.perfeito: penteei, penteaste, penteou, penteamos, penteastes, pentearam

–IAR: os verbos dessa terminação são regulares, ou seja, seguem a conjugação do paradigma ‘falar’. Exemplos:

ADIAR (radical ADI-) – Pres.Indicativo: adio, adias, adia, adiamos, adiais, adiam

VARIAR (radical VARI-) - Pres.Indic.: vario, varias, varia, variamos, variais, variam

Dessa mesma forma, conjugam-se os verbos ARRIAR, MAQUIAR, VICIAR.

Por isso,

nada de “VAREIA”, senão “VICEIA”!!! Como vimos, esses verbos são

REGULARES.

Mas, então,

por

que

será

que

tanta gente se engana? Porque ocorre uma

“contaminação” com os verbos terminados em “EAR”, como “pentear”, apresentado acima.

No entanto, há cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra ‘e’ nas formas rizotônicas (formas em que a sílaba tônica recai no radical), como no presente do indicativo e presente do subjuntivo. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O:

Mediar (e derivados, como intermediar), Ansiar, Remediar, Incendiar, Odiar

Pres.Indicativo: intermedeio, intermedeia, intermedeia, intermediamos, intermediais, intermedeiam

Para facilitar, lembre-se da conjugação do verbo ODIAR, o mais comum deles.

2. VERBOS “DERIVADOS” DE ÁGUA – DESAGUAR, ENXAGUAR - mantém a acentuação de água na conjugação.

Pres.indicativo: deságuo, deságuas, deságuas, desaguamos, desaguais, deságuam

Pres.subjuntivo: deságüe, deságües, deságüe, desagüemos, desagüeis, deságüem

No presente do subjuntivo, como o “u” é pronunciado de forma fraca (átona), recebe o

trema.

3. AVERIGUAR, APAZIGUAR - Não seguem a regra dos “derivados” de água. Têm a acentuação tônica nas formas rizotônicas (no radical).

O radical de

acentuação gráfica (especialmente no Pres.Subjuntivo).

averiguar é [averigu-] e segue o paradigma “falar”, ressalvada a

Pres.indicativo: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam

Pres.subjuntivo: averigúe, averigúes, averigúe, averigüemos, averigüeis, averigúem

Antes da vogal “e”, quando o “u” é pronunciado sem intensidade, recebe trema; com intensidade, leva acento agudo.

VOZES DO VERBO

Voz ativa

Sujeito pratica a ação expressa pelo verbo: sujeito agente (ativo).

O presidente decretou a reforma econômica.

Voz passiva

O verbo principal deve ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. Sujeito recebe

(sofre) a ação expressa pelo verbo: sujeito paciente (passivo). A voz passiva pode ser:

a) Analítica: (análise é uma coisa demorada, longa, comprida verbo auxiliar (ser, estar) + particípio do verbo principal.

Por ser “longa” (analítica), possui locução verbal (que pode ser formada com dois ou até mesmo três verbos) e pode apresentar o agente da passiva, elemento que efetivamente pratica a ação verbal. Você notou como essa construção é grande?! Basta comparar com

a seguinte – a voz passiva sintética.

)

É construída com

A reforma econômica foi decretada pelo presidente.

b) Sintética: (síntese é uma coisa breve, resumida) É construída com verbo principal +

SE (pronome apassivador ou partícula apassivadora).

Note que essa construção é tão resumida que emprega somente UM verbo e dispensa o agente da passiva.

Decretou-se a reforma econômica.

Como veremos na aula de concordância, são muitas as questões de prova que exploram

a concordância verbal em voz passiva sintética.

Voz reflexiva

Construída com o verbo e um pronome reflexivo. O sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo.

A jovem vaidosa olhava-se no espelho a todo momento.

Voz recíproca (destaque feito por Evanildo Bechara)

Construída com verbo e um pronome recíproco. Os sujeitos são agentes e pacientes, ao mesmo tempo.

Mãe e filho fitavam-se carinhosamente.

TRANSPOSIÇÃO DE VOZES VERBAIS

São muitas as questões de provas que abordam a transposição da voz ativa para a passiva, ou vice-versa.

Por isso, vamos verificar o procedimento necessário para essa transformação.

O termo que exercia a função sintática de objeto direto na voz ativa será o sujeito

da voz passiva.

No lugar de um verbo (ou uma locução verbal), teremos uma locução verbal com idéia de passividade (inclusão do verbo SER/ESTAR).

O elemento que exercia a função de sujeito da voz ativa será, na voz passiva analítica,

o agente da passiva.

Não há alteração nos demais complementos, como objeto direto, predicativo do objeto ou complementos adverbiais, que continuarão a exercer as mesmas funções.

Veja o esquema abaixo:

 

O

professor

deu

o livro

 

ao aluno.

VOZ ATIVA

SUJEITO

VERBO

OBJETO

 

OBJETO

(AGENTE)

DIRETO

INDIRETO

 
   
 

VOZ

O

livro

foi dado

pelo professor

 

ao aluno.

PASSIVA

ANALÍTICA

SUJEITO

LOCUÇÃO

AGENTE

DA

 

OBJETO

(PACIENTE)

VERBAL

PASSIVA

INDIRETO

VOZ

O

livro

deu-se

 

-

ao aluno.

PASSIVA

 

SINTÉTICA

Na passiva analítica, normalmente o verbo antecede o sujeito, formando: Deu-se o livro ao aluno.

Cuidados que devem ser tomados na transposição:

- identificar corretamente o objeto direto da voz ativa, elemento que exercerá a função de sujeito da voz passiva e com o qual o verbo irá concordar;

- realizar a concordância verbal corretamente;

- manter a conjugação do verbo auxiliar da locução passiva no mesmo tempo e modo do verbo apresentado na voz ativa.

Veja, agora, uma questão de prova em que a ESAF explorou brilhantemente esse

assunto:

(ESAF / ACE / 2002) Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando é, sem dúvida, um dos mais sérios, sobretudo porque dele decorrem inúmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando já faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comércio, tomando o lugar de produtos legalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilícitas proporcionam, aliados ao baixo risco a que estão sujeitas, favorecem e intensificam a formação de verdadeiras quadrilhas, até mesmo com participação de empresas estrangeiras. São organizações de caráter empresarial, estruturadas para promover tais práticas nos mais variados ramos de atividade.

(Adaptado de www.unafisco.org.br, 30/10/2000)

c) A estrutura “Observa-se”(l.2) corresponde, semanticamente, a Foi observado.

Este item estava INCORRETO, pois o verbo originalmente, na voz passiva pronominal, apresentava-se no presente do indicativo (“Observa-se”), e na voz passiva analítica foi empregado no pretérito perfeito do indicativo (“Foi observado”). Erro na transposição da voz passiva sintética para a analítica, em virtude da alteração do tempo verbal.

DIFERENÇA ENTRE VERBOS REFLEXIVOS E VERBOS PRONOMINAIS

Os verbos reflexivos indicam que o sujeito ao mesmo tempo pratica e sofre a ação verbal. O pronome exerce a função sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto).

Eu me cortei com a faca.

Ele se veste muito bem.

Esses verbos podem ser usados sem o valor reflexivo, com outro objeto que não o pronome:

Eu cortei o braço com a faca.

Ele vestiu o seu filho muito bem.

Já os verbos pronominais apresentam o pronome como parte integrante do verbo. Esses verbos não admitem conjugação com outro objeto que não o pronome.

Eu me queixei do tratamento que recebi.

Ele sempre se arrepende do que faz.

Os pronomes que acompanham esses verbos não exercem nenhuma função sintática na oração.

CORRELAÇÃO VERBAL

CORRELAÇÃO VERBAL consiste na articulação entre as formas verbais no período. Os verbos estabelecem, assim, uma correspondência entre si.

Esse tipo de questão, normalmente, o candidato consegue acertar usando o “ouvido”.

Observe que alguma coisa parece estar errada na construção: “Se você se acomodasse com a situação, ela se tornará efetiva.”. Isso acontece porque não houve correlação entre a forma verbal da primeira oração (acomodasse) – que indica hipótese, possibilidade - com a da segunda (tornará) – que indica certeza.

A título de curiosidade (e somente com esse propósito – nada de ficar decorando listas), seguem alguns exemplos de construções corretas sob o aspecto de correlação verbal:

a)

subjuntivo

b)

pret.imperf.subjuntivo.

c) “Espero

pret.perf.comp.subjuntivo.

d) “Gostaria

perf.comp.subjuntivo

e) “Se você quiser o material, eu o trarei.” – futuro do subjuntivo + fut.presente indicativo

f)

indicativo

Mais um exemplo de correlação entre os verbos. Veremos na aula sobre concordância os casos em que o verbo haver é impessoal. Um deles: indicação do tempo decorrido. Isso significa que o verbo ficará na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o seu complemento (plural ou singular).

Esse verbo deve estar em harmonia temporal com os demais do período, isto é, se a estrutura oracional aponta para um fato passado, o verbo haver também deverá ser conjugado no passado.

Na edição da revista Veja sobre a morte de Cássia Eller, a manchete foi:

“Exijo que

“Exigi

me diga

que

que

que

me

ele

ele

a verdade.” - presente do indicativo + presente do

dissesse

tenha

feito

a

verdade.”

uma

boa

prova.”

pret.perf.indicativo

+

-

presente

indic.+

tivesse

vindo.”

fut.pretérito.ind.+

pret.mais-que-

“Se você

quisesse o

livro, eu

o

traria.” -

pret.imperf.subj.+ fut.pretérito do

A polícia suspeita que um coquetel de droga, álcool e remédios matou a cantora, que havia dois anos lutava para se livrar da dependência de cocaína

Na época, houve uma enxurrada de perguntas (inclusive para a redação da revista) sobre a correção dessa forma do verbo haver. Está CORRETÍSSIMA! Note que a afirmação se refere a um fato passado (afinal, infelizmente ela já não estava mais viva naquele momento). Assim, o tempo decorrido se encontrava concluído no passado, o que justifica o emprego de “havia”, da mesma forma que a forma “lutava”.

Se a afirmação se referisse a um fato ainda atual: “Fulano dois anos luta para se livrar das drogas.”, todos os verbos se conjugariam no mesmo tempo verbal – presente do indicativo.

Vamos às questões de fixação. Mais uma vez, lembramos que são questões aplicadas nos mais diversos concursos públicos do país.

Bons estudos a todos.

QUESTÕES DE FIXAÇÃO

(NCE UFRJ/ADMINISTRADOR PIAUÍ/2006)

TEXTO - A SAÚDE E O FUTURO

Dráuzio Varella – Reflexões para o futuro

Ficaremos sobrecarregados, pagando caro pela ignorância e irresponsabilidade do passado. Acharemos inacreditável não havermos percebido em tempo, por exemplo, que

o vírus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraíso por alguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis da cadeia, as garotas da boate, o meninão esperto, a menininha ingênua, o senhor enrustido, a mãe de família e se espalha para a multidão de gente pobre, sem instrução e higiene. Haverá milhões de pessoas com Aids, dependendo de tratamentos caros e assistência permanente. Seus sistemas imunológicos deprimidos se tornarão presas fáceis aos bacilos da tuberculose, que, por via aérea, irão parar nos pulmões dos que passarem por perto, fazendo ressurgir a tuberculose epidêmica do tempo dos nossos avós. Sífilis, hepatite B, herpes, papilomavírus e outras doenças sexualmente transmissíveis atacarão os incautos e darão origem ao avesso da revolução sexual entre os sensatos.

No caldo urbano da miséria/sujeira/ignorância crescerão essas pragas modernas e outras imergirão inesperadas. Estará claro, então, que o perigo será muito mais imprevisível do que aquele representado pelas antigas endemias rurais: doença de Chagas, malária, esquistossomose, passíveis de controle com inseticidas, casas de tijolos, água limpa e farta.

Assustada, a sociedade brasileira tomará, enfim, consciência do horror que será pôr filhos em um mundo tão inóspito. Nessas condições é provável que se organize para acabar com as causas dessas epidemias urbanas. Modernos hospitais sem fins lucrativos, dirigidos por fundações privadas e mantidos com o esforço e a vigilância das comunidades locais, poderão democratizar o atendimento público. Eficientes programas de prevenção, aplicados em parceria com instituições internacionais, diminuirão o número de pessoas doentes.

Então virá a fase em que surgirão novos rebeldes sonhadores, para enfrentar o desafio de estender a revolução dos genes para melhorar a qualidade de vida dos que morarem na periferia das grandes cidades ou na imensidão dos campos brasileiros.

1 - Como o texto tem um tom de profecia, a construção dessas previsões se apóia fundamentalmente:

(A)

no emprego do futuro do presente;

(B)

na abordagem de temas ainda desconhecidos;

(C)

na antevisão de um futuro sombrio;

(D)

na condenação do atraso social e cultural;

(E)

na utilização de expressões de dúvida.

2 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005)

têm levado o Brasil à beira do abismo,

desses mesmos sentimentos que

”;

a forma verbal têm levado indica uma ação:

(A)

que já terminou;

(B)

anterior a outra ação passada;

(C)

habitual no passado;

(D)

iniciada no passado que continua no presente;

(E)

iniciada no presente que continua no futuro.

3 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polícia / 2001)

TEXTO - DROGAS: A MÍDIA ESTÁ DENTRO

Eugênio Bucci

Há poucos dias, assistindo a um desses debates universitários que a gente pensa que não vão dar em nada, ouvi um raciocínio que não me saiu mais da cabeça. Ouvi-o de um professor – um professor brilhante, é bom que se diga.

Ele se saía muito bem, tecendo considerações críticas sobre o provão. Aliás, o debate era sobre o provão, mas isso não vem ao caso. O que me interessou foi um comentário marginal que ele fez – e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentário. Primeiro, ele disse que a publicidade não pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas são ditadas pela propaganda. Sim, a tese é óbvia, ninguém discorda disso, mas o mais interessante veio depois. Para corroborar sua constatação, o professor lembrou que muita gente cheira cocaína e, no entanto, não há propaganda de cocaína na TV. Qual a conclusão lógica? Isso mesmo: nem todo hábito de consumo é ditado pela publicidade.

A favor da mesma tese, poderíamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e não

consegue mudar os hábitos do público. Inúmeros esforços publicitários não resultam em nada. Continuemos no campo das substâncias ilícitas. Existem insistentes campanhas antidrogas nos meios de comunicação, algumas um tanto soporíferas, outras mais terroristas, e todas fracassam. Moral da história? Nem que seja para consumir produtos químicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mídia. Temos alguma autonomia para formar nossas decisões.

Tudo certo? Creio que não. Concordo que a mídia não pode tudo, concordo que as pessoas conseguem guardar alguma independência em sua relação com a publicidade, mas acho que o professor cometeu duas impropriedades: anunciou uma tese fácil demais e, para demonstrá-la, escolheu um exemplo ingênuo demais.

Embora não vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocaína, ou de maconha, ou de heroína, ou de crack, a verdade é que os meios de comunicação nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda não de drogas, mas do efeito das drogas. A publicidade, nesse sentido, não refreia, mas reforça o desejo pelo efeito das drogas. Por favor, não se pode culpar os publicitários por isso – eles, assim como todo mundo, não sabem o que fazem.

o uso do futuro do pretérito, nesse

“A favor da mesma tese, PODERÍAMOS dizer que segmento, indica:

a) uma hipótese;

b) uma forma polida de presente;

c) uma possibilidade não realizada;

d) ação posterior ao tempo em que se fala;

e) incerteza sobre fatos passados.

”;

4 - (NCE UFRJ / MPE RJ / 2001)

TEXTO - RACISMO

O Globo, 13/7/01

A imprensa brasileira vem noticiando uma proposta milionária do Lazio da Itália, que

pretende adquirir o passe do zagueiro Juan por 10 milhões de dólares.

Este é o time cuja torcida já agrediu o jogador brasileiro Antonio Carlos, do Roma, e perdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estádio.

Aqui fica uma sugestão a este jovem negro, atleta brasileiro de 22 anos, com um brilhante futuro profissional: recuse o convite e não troque o Brasil pela Itália, pois moedas não resgatam a dignidade. Diga não aos xenófobos e racistas.

Considerando que a ação de agredir o jogador brasileiro Antonio Carlos ocorreu antes de

o Lazio perder o mando do campo, ação também passada, o verbo agredir deveria estar

no:

a)

mais-que-perfeito do indicativo;

b)

imperfeito do indicativo;

c)

futuro do pretérito;

d)

imperfeito do subjuntivo;

e)

presente do subjuntivo.

5 - (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL Agente Adm ./2006)

TEXTO - Racismo, discriminação, preconceito

Maria Aparecida da Silva

Recentemente assisti ao programa esportivo Cartão Verde, da TV Cultura, no qual se discutia, de maneira tímida, a discriminação racial que um jogador branco do Palmeiras (Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadores negros, Rincón (Corinthians) e Wagner (São Paulo), em momentos distintos. Havia controvérsias quanto à veracidade dos fatos, quanto à sinceridade dos protagonistas, quanto à oportunidade ou oportunismo das denúncias. Mas o que de fato despertou minha atenção foi a relativização do racismo presente no futebol brasileiro. Os cronistas utilizavam a todo tempo a expressão preconceito, quando as situações em foco constituíam, na verdade, práticas de discriminação racial.

A autora não afirma com segurança, no primeiro parágrafo, que o jogador Paulo Nunes

cometeu um ato discriminatório; o meio lingüístico empregado para relativizar essa afirmação é:

Colocando os pingos nos “is”

(A)

a adjetivação de “tímida”, dada à discussão;

(B)

o emprego do futuro do pretérito composto “teria praticado”;

(C)

o discurso indireto;

(D)

a inversão dos termos da frase;

(E)

a utilização dos parênteses.

6 - (FUNDEC / PRODERJ / 2002)

ESBOÇO DE UMA CASA

Casa fria, de apartamento. Paredes muito brancas, de uma aspereza em que não dá gosto passar a mão. Aí moram quatro pessoas, com a criada, sendo que uma das pessoas passa o dia fora, é menina de colégio.

Plantas, só as que podem caber num interior tão longe da terra (estamos em um décimo andar), e apenas corrigem a aridez das janelas. Lá embaixo, a fita interminável de asfalto, onde deslizam automóveis e bicicletas. E ao longo da fita, uma coisa enorme e estranha, a que se convencionou dar o apelido de mar, naturalmente à falta de expressão sintética para tudo o que há nele de salgado, de revoltoso, de boi triste, de cadáveres, de reflexos e de palpitação submarina.

Do décimo andar à rua, seria a vertigem, se chegássemos muito à janela, se nos debruçássemos.

Mas adquire-se o costume de olhar só para a frente ou mais para cima ainda. Então aparecem montanhas, uma estátua de pedra que é às vezes cortada pelo nevoeiro, casas absurdas dançando - ou imóveis, após a dança - sobre precipícios. Há também um coqueiro irreal, sem nenhum coco, despojado e batido de vento (que se diria um vento bêbedo), no alto do morro, quase ao nível da casa.

(ANDRADE, C. Drummond de. Confissões de Minas. In Poesia e Prosa. 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 959.)

Na correlação entre os dois verbos sublinhados no trecho “Do décimo andar à rua, seria

(linhas 15-16), o enunciador manifesta

a vertigem, se chegássemos muito à janela uma atitude de:

A) certeza, pois sabe que o fato não pode acontecer;

B) subjetividade, pois não sabe se o fato tem possibilidade de acontecer;

C) dúvida quanto à possibilidade de um fato acontecer, pois não há hipótese de o outro

também acontecer;

D) certeza quanto à possibilidade de um fato acontecer, na condição de também o outro

acontecer;

E) descrença sobre a realização do fato, pois está condicionado à realização de outro

fato.

7 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005)

A forma “envoltas”, em “envoltas num cambiante véu de nuvens”, corresponde ao particípio irregular do verbo “envolver”, que também possui a forma “envolvido”. O verbo abaixo que NÃO admite duplo particípio é:

(A)

morrer;

(B)

escrever;

(C)

matar;

(D)

pegar;

(E)

eleger.

8 - (NCE UFRJ / MPE RJ / 2001)

Noticiando é forma do gerúndio do verbo noticiar; a frase em que a forma verbal destacada pode NÃO estar no gerúndio é:

a) As notícias estão chegando da Itália cada vez mais rapidamente;

b) Transformando-se o ódio em amor, acabam-se as guerras;

c)

Vindo o resultado, os clientes começaram a protestar;

d) Os jogadores italianos estão reclamando dos estrangeiros;

e) O atleta viajou, completando sua missão.

9 - (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)

O emprego do particípio verbal está errado em

A.

O menino tinha matado a fome.

B.

O diretor havia suspendido alguns auxiliares.

C.

O ônibus tinha chego atrasado.

D.

As pessoas estavam salvas.

10

- (CETRO / TCM SP / 2006)

Milton Friedman, agora com 92 anos de idade, é um daqueles economistas que não pode ser acusado de simpatias esquerdistas. Suas credenciais conservadoras incluem o título de papa do neoliberalismo, ferrenho defensor do mercado livre, republicano, membro do Instituto Hoover e o Prêmio Nobel de Economia de 1985. É com essas qualificações que Friedman tem defendido a polêmica proposta de legalização de todas as drogas.

Em entrevista exclusiva à Folha, o economista voltou a sustentar que, se há algo que deve ser eliminado, não são as drogas, mas o programa antidrogas dos EUA. Com base num estudo recém-divulgado pela Universidade Harvard, segundo o qual os EUA economizariam US$ 14 bilhões por ano se a maconha fosse legalizada (menos US$ 7,7 bilhões de despesas com policiamento e mais US$ 6,2 bilhões com impostos), Friedman e outros 499 economistas enviaram a George W. Bush e ao Congresso norte- americano uma carta na qual pedem a liberação dessa droga.

Em termos filosóficos, a posição liberal do venerando economista é sustentável. Se acreditamos que a liberdade é um valor a respeitar e cultivar – e cremos nisso –, então a decisão sobre utilizar drogas, desde que tomada conscientemente, deveria ser estritamente pessoal e intransferível. Se o Estado tem algum papel a exercer seria o de regulamentar o comércio e zelar para que as pessoas recebam toda a informação disponível a respeito dos perigos do consumo.

( )

Sobre o terceiro parágrafo do texto acima, levando-se em consideração as recomendações da gramática normativa tradicional, JULGUE a afirmação que segue.

(A) no primeiro período, o termo “venerando” é forma verbal de gerúndio do verbo “venerar” e faz parte, no texto, de uma oração subordinada reduzida de gerúndio.

11 - (ESAF/AFC SFC/2002)

Assinale a opção gramaticalmente correta.

a) Sob a ótica de um Estado em particular – a despeito de a “Guerra Fiscal” do ICMS ser

prejudicial à nação –, há ganhos a serem obtidos se ouvesse um aumento conjuntural de receita para o Estado.

b) Se todos os Estados parassem de conceder incentivos, todos ganhariam; mas se um

Estado se abstesse de tal política e os demais continuassem a praticá-la, esse perderia.

c) Tendo em vista a análise histórica da “Guerra Fiscal”, alguns autores propuseram uma

divisão de períodos que começam com a criação do ICM e chegam até a atualidade.

d) No primeiro período, o Governo Central tirou dos Estados a competência de instituir e

aumentar alíquotas dos impostos, e ficou estabelecido que couberiam tais atribuições somente ao Senado.

e) Pressionado pelas disputas inter-regionais, o Governo Federal interviu no incipiente

mecanismo de concessão de incentivos, e, por meio de lei complementar, criou o

CONFAZ.

(Com base em artigo de André Eduardo da S. Fernandes & Nélio L. Wanderlei)

12 - (NCE UFRJ / ELETROBRÁS - Assistente Técnico Administrativo /2005)

“E tantas vezes vim aqui verbo VIR é:

”;

a frase abaixo que apresenta uma forma INADEQUADA do

(A)

Hoje vimos aqui para visitar a velha casa;

(B)

Amanhã virão outros a visitar a mesma casa antiga;

(C)

Quando virem outros, a casa não será a mesma;

(D)

Antigamente vinha muito a esta casa;

(E)

Eles não têm vindo a esta casa.

13

- (NCE UFRJ / CVM / 2005)

“Se ele trabalhar, eu também trabalharei!”; a alternativa que tem uma frase com essa mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é:

(A)

Se ele for, eu também irei;

(B)

Se ele ver, eu também verei;

(C)

Se ele quiser, eu também quererei;

(D)

Se ele requerer, eu também requererei;

(E)

Se ele couber, eu também caberei.

14

(NCE UFRJ / CVM / 2005)

“Se ele lesse, eu também leria”; a alternativa que apresenta uma frase com essa mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA é:

(A)

Se ele trouxesse, eu também traria;

(B)

Se ele aprovasse, eu também aprovaria;

(C)

Se ele pusesse, eu também poria;

(D)

Se ele viesse, eu também viria;

 

(E)

Se ele mantesse, eu também manteria.

 

15

- (NCE UFRJ/ ANTT / 2005)

 

Do

segmento

“onde

havia

estado

anteriormente

e

morara

algum

tempo”,

se

quiséssemos substituir a primeira forma verbal sublinhada a fim de que tivesse a mesma forma simples da segunda, deveríamos escrever:

(A)

estava;

(B)

estaria;

(C)

esteve;

(D)

estivera;

(E)

tinha estado.

16

- (FCC / TRE AP - Técnico Judiciário/ 2006)

Está corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase:

(A)

Se alguém propor medidas para economia de energia, que seja ouvido com atenção.

(B)

Caso uma represa contenhe pouco volume de água, as turbinas da usina desligam-

se.

(C)

Seria preciso que refizéssemos os cálculos da energia que estamos gastando.

(D)

Só damos valor às coisas quando elas já escasseiaram.

(E)

Se não determos os desperdícios, pagaremos cada vez mais caro por eles.

17

- (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002)

“E agora passemos a outro programa”; se nesta frase empregássemos o verbo PASSEAR em lugar do verbo PASSAR, a forma equivalente seria:

a)

passeiemos;

b)

passeamos;

c)

passeiamos;

d)

passeemos;

e)

passeiam.

18

- (FGV/PREF.ARAÇATUBA/2001)

O verbo "despedir-se" apresenta erro gráfico em:

A. Despedir-se-ão após o jantar.

B. Pedem que se despessam logo.

C.

Não nos despediriam nessas circunstâncias.

D.

Despeço-me de todos amanhã.

19

- (Fundação José Pelúcio Ferreira / ICMS RO / 2006)

Há erro de conjugação verbal em:

a)

Nas intervenções, sempre se apunham comentários maliciosos ao meu depoimento.

b)

Trata-se de uma lei que vigiu na Primeira República e hoje revela-se anacrônica.

c)

Encontrou-se ontem com a pessoa que delatara à polícia há dois meses.

d)

Não se pode admitir que o Direito sobresteja o curso dos fatos sociais.

e)

Disse-me ele que eu às vezes pretiro os limites do bom senso.

20

- (CESGRANRIO / BNDES – ADVOGADO / 2004)

Marque a opção em que a lacuna pode ser adequadamente preenchida com uma forma simples flexionada do verbo entre parênteses.

(A)

É provável que muitas empresas

com as novas medidas econômicas. (falir)

(B)

Atualmente, todos se

contra as oscilações decorrentes de planos mal

sucedidos. (precaver)

(C) Nós

passada. (reaver)

(D) É uma pena que o vice-presidente da empresa

problemas. (explodir)

(E) Os funcionários ficarão mais bem dispostos caso a firma

claras. (colorir)

todos os documentos e contrato perdidos durante a mudança, na semana

por causa de pequenos

as salas de cores

21 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)

Tendo em conta a flexão verbal, é CORRETO afirmar que as formas PROVÉM, PROVEM, PROVÊEM E PROVÊM referem-se, respectivamente, aos

seguintes verbos:

a)

prover, provir, provar e provir

b)

provir, provar, prover e provir

c)

provar, prover, provir e prover

d)

provir, provar, provir e prover

22

- (FUNDEC / TJ MG / 2002)

Assinale a alternativa que complete CORRETAMENTE as lacunas das sentenças abaixo.

Caso haja qualquer irregularidade,

as eleições. (impugnar)

O

condenado foi

diante de uma multidão. (decapitar)

O

governo quer que se

as causas do acidente. (averiguar)

a)

impúgno – decaptado – averigüe

b)

impugno – decapitado – averigúem

c)

impuguino – decapitado – averígüem

d)

impugno – decaptado – averigüem.

23

(NCE UFRJ / INCRA / 2005)

Na frase – Vem pra CAIXA você também – há um erro gramatical que já foi bastante comentado; o desvio da norma culta, neste caso, está:

(A)

no uso de “pra” em lugar de “para”;

(B)

na grafia em maiúsculas do vocábulo CAIXA;

(C)

no tratamento íntimo “você” em lugar de “o senhor”;

(D)

o uso do imperativo, com um tom inadequado de ordem;

(E)

a mistura de tratamentos.

24

- (FUNDEC / TRT 1ª.Região / 2003)

Considere a flexão do verbo sublinhado no trecho "Os trabalhadores se submetem a "

formas mais ou menos intensas de desvalorização da força de trabalho e, em seguida, analise o mesmo verbo flexionado nas frases abaixo.

Pode-se afirmar que o referido verbo está flexionado de forma INCORRETA na opção:

A) Trabalhador, jamais te submeta a formas mais ou menos intensas de desvalorização

da força de trabalho.

B) Trabalhadores, não se submetam a formas mais ou menos intensas de desvalorização

da força de trabalho.

C) Não somos trabalhadores que nos submetamos a formas mais ou menos intensas de

desvalorização da força de trabalho.

D) Jamais como trabalhador se submetera a formas mais ou menos intensas de desvalorização da força de trabalho.

E) Constantemente submetemo-nos a formas mais ou menos intensas de desvalorização

da força de trabalho.

(linhas 12-14)

25 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)

Passando a fala "Adivinhe" para a forma de tratamento vós, obtém-se:

(A)

Adivinhais.

(B)

Adivinhai.

(C)

Adivinheis.

(D)

Adivinhei.

(E)

Adivinde.

26

- (NCE UFRJ / PCRJ / 2002)

Se a forma verbal Tenha estivesse na forma negativa da mesma pessoa do imperativo, sua forma correta seria:

a)

não tem;

b)

não tenhas;

c)

não tende;

d)

não tenha;

e)

não tens.

27

- (FGV / ICMS MS – TTI / 2006)

Aqui há plantas que dão duas, três safras por ano.

Substituindo-se a forma verbal do trecho acima por outra, só não se respeitou a norma culta em:

(A)

Aqui existem plantas que dão duas, três safras por ano.

(B)

Aqui deve haver plantas que dão duas, três safras por ano.

(C)

Aqui podem existir plantas que dão duas, três safras por ano.

(D)

Aqui há de existir plantas que dão duas, três safras por ano.

(E)

Aqui pode haver plantas que dão duas, três safras por ano.

28

- (ESAF / ACE / 1998)

A diplomacia econômica dos Estados Unidos consagrou a idéia de grandes mercados

emergentes (Big Emerging Markets). Países como a China, o Brasil, a Índia, a Coréia do Sul ou a Indonésia, os maiores entre os grandes, reuniram oportunidades e vantagens excepcionais. Deveriam tornarem-se(A) alvos de uma diplomacia econômica ofensiva e

do

insistente

investimento estrangeiro. Entre os grandes, a Índia é dos maiores. Há previsões de crescimento populacional que colocam(C) os indianos à frente