Sei sulla pagina 1di 2

LEI 11.

645

Durante quase cinco séculos, os índios foram pensados como seres efêmeros, em
transição: transição para a cristantade, a civilização, a assimilação, o
desaparecimento. Hoje se sabe que as sociedades indígenas são parte de nosso
futuro e não só do nosso passado. A nossa história comum foi um rosário de
iniquidades cometidas contra elas. Resta esperar que as relações que com elas se
estabeleçam a partir de agora sejam mais justas e talvez o sexto centenário do
descobrimento da América tenha algo a celebrar.

(Manuela Carneiro da Cunha, em História dos Índios no Brasil)

No ano de 2008, a Lei 11.645 alterou a LBD – Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional – para incluir no currículo a obrigatoriedade do estudo da história e cultura
dos povos indígenas. Desde então, os sistemas de ensino e suas instituições
educacionais têm sido desafiados a trazer essa temática para dentro dos
estabelecimentos de ensino.

Tal abordagem não determina, porém, a existência de uma disciplina específica e


isolada. Sua proposta diz respeito à produção de conhecimentos e formação de
atitudes e valores capazes de educar cidadãos conscientes de seu pertencimento
étnico-racial.

Nós, da Valente Consultores Associados, partimos do pressuposto que a formação


continuada e permanente dos educadores é fator decisivo no processo de
transformação da educação. Assim, nosso programa de capacitação docente foi
concebido com o propósito de oportunizar ao educador, momentos de profunda
reflexão e experiências significativas que associam história e cultura dos povos
originários brasileiros, tecnologia, ciência, matemática, arte, entre outras, promovendo
situações de aprendizagem aliadas à prática e sua aplicabilidade em sala de aula,
proporcionando aos alunos uma experiência significativa, amplificando a vivência da
criança e potencializando os momentos de aprendizagem.

Não obstante, o programa busca estimular o trabalho colaborativo dos docentes, numa
perspectiva interdisciplinar, para disseminação do tratamento adequado da temática
dos povos indígenas no âmbito escolar ao longo do ano; proporcionar vivências
diversas que contribuam com a legitimação e aprofundamento das reflexões sobre a
história e cultura dos povos indígenas do Brasil; promover vivências diversas, incluindo
a troca de experiências entre professores de outros municípios e estados, que
contribuam com a legitimação e aprofundamento das reflexões sobre a história e
cultura dos povos indígenas do Brasil; possibilitar encontros entre professores,
estudantes e representantes de povos indígenas que vivam no Município ou no Estado
em que a escola se situa, com a finalidade de realizar atividades científico-culturais
que promovam o tema da diversidade étnico-racial e cultural e realizar atividades de
vivência com o jogo em diferentes plataformas (website/aplicativo), suportes
(tabuleiro/livro/tapete pedagógico) e contextos, com vistas à aplicação desses
conhecimentos no ambiente escolar.
Desse modo, esperamos que os professores sejam capazes de propor discussões em
sala de aula que promovam a desconstrução de paradigmas e pré-conceitos
consolidados na sociedade em geral; abordar assuntos relacionados a história e
cultura geral, geografia, tecnologia, arte, biologia, ciências e temas transversais da
atualidades; trabalhar a temática da história e da cultura indígena durante todo o
período formativo do estudante, em diferentes disciplinas e com diferentes
abordagens, evitando que o tema fique restrito a datas comemorativas; promover
atividades práticas de caráter lúdico, envolvendo o Jogo da onça em suporte virtual
(App e website) e tabuleiro, na construção de novas competências e habilidades;
Fazer uso da tecnologia como facilitadora do processo ensino/aprendizagem,
promovendo o espírito investigativo dos alunos e o interesse pela pesquisa, entre
outros.