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Portaria DGP - 48, de 4-11-2011

Cria a Comissão Geral de Planejamento e Deliberação para a Implantação


do Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo (CGPD)
e estabelece outras providências

O Delegado Geral de Polícia


Considerando a edição da Resolução SSP-175, de 21/10/2011, que trata da
necessidade da Polícia Civil desenvolver novas metodologias de gestão da
atividade policial, que promovam a melhoria de condições de trabalho aos policiais,
do atendimento ao público e da atividade investigativa;
Considerando os resultados positivos apresentados pelo piloto do Projeto de
Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo, na Região do DEINTER-9 –
Piracicaba, que propiciaram sua ampla aceitação pelos diversos segmentos
políticos e sociais envolvidos, e a oportunidade e conveniência de sua extensão
para os Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior;
Considerando que a importância e a magnitude do Projeto de Reengenharia
demandam planejamento, coordenação, distribuição e execução de tarefas, ante a
diversidade de ações e de órgãos envolvidos, pertencentes à Polícia Civil;
Considerando a necessidade de se aperfeiçoar a gestão dos recursos
humanos e materiais da instituição, privilegiando a cultura da investigação e da
inteligência através da análise racional e científica do ambiente operacional e da
dinâmica criminal nele existente;
Considerando que a Polícia Civil necessita capacitar continuamente os seus
integrantes, visando ao aprimoramento técnico conjugado a uma visão
democrática e humanista da atuação policial;
Considerando a importância da concepção de unidades voltadas para a
atuação de uma polícia de estratégia e de inteligência e que garantam identidade
visual institucional;
Considerando que é preciso rever rotinas e processos de trabalho, reduzindo
atividades burocráticas redundantes;
Considerando que é preciso resgatar o perfil institucional da Polícia Civil,
otimizando o seu papel na investigação e na prevenção qualificada da
criminalidade; Determina:

Artigo 1º. A Diretoria dos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo


Interior deverá implantar o Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de
São Paulo, propiciando as condições a sua plena execução nas áreas que
compõem a sua região circunscricional, bem como aquelas necessárias à
capacitação continuada do policial civil.

Artigo 2º. Fica criada, no âmbito do Departamento de Administração e


Planejamento (DAP), a Comissão Geral de Planejamento e Deliberação para a
Implantação do Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo,
também denominada CGPD, composta por representantes do Gabinete da
Secretaria da Segurança Pública, indicados pelo titular da pasta, sob a presidência
do Delegado de Polícia Diretor do Departamento.
Parágrafo único - A CGPD poderá convidar representantes de outros
departamentos da Polícia Civil e de outras instituições para as suas reuniões
sempre que entender conveniente.

Artigo 3º. Fica criado, no âmbito do Departamento de Administração e


Planejamento (DAP), o Grupo Técnico de Implantação, composto pelos Diretores
dos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, sob a coordenação
da CGPD.
§ 1º Os Diretores dos Departamentos de Polícia Judiciária integrantes do
Grupo Técnico de Implantação poderão designar Autoridades Policiais para
representá-los em atos específicos.
§ 2º - O Grupo Técnico de Implantação poderá convidar representantes de
outros Departamentos da Polícia Civil e outras instituições para reuniões sempre
que entender conveniente.

Artigo 4º. São atribuições da CGPD:


I – a recepção, a análise e a aprovação das propostas de implantação do
Projeto de Reengenharia elaboradas pelas Diretorias dos Departamentos de Polícia
Judiciária de São Paulo Interior, a partir do cotejo das respectivas propostas com
as disposições constantes do Projeto Executivo de Reengenharia da Polícia Civil do
Estado de São Paulo, constante do Anexo único da presente Portaria;
II – o planejamento, a coordenação e a distribuição de tarefas, visando à
implantação e ao desenvolvimento do Projeto de Reengenharia;
III – a gestão do sistema de monitoramento e a avaliação da implantação
do Projeto de Reengenharia, em parceria com o Grupo Técnico de Implantação,
através de reuniões periódicas com vistas à promoção de adequações e correção
de rumos.
IV – o estabelecimento de diretrizes para nortear as ações do Grupo Técnico
de Implantação.
Parágrafo único. Para a consecução de suas atribuições, o presidente da CGPD
poderá convocar reuniões e editar normas complementares.

Artigo 5º. São atribuições do Grupo Técnico de Implantação:


I – executar as diretrizes estabelecidas pela CGPD;
II – auxiliar a CGPD no monitoramento e avaliação da implantação do
Projeto de Reengenharia nos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo
Interior.

Artigo 6º. As Diretorias dos Departamentos de Polícia Judiciária de São


Paulo Interior deverão encaminhar à CGPD, para a aprovação devida, proposta de
implantação, por município, que deverá obedecer aos parâmetros e requisitos
estabelecidos no Projeto Executivo.

Artigo 7º. Os Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior e


Delegacias Seccionais de Polícia, mediante aprovação da proposta de implantação
pela CGPD, deverão observar as seguintes diretrizes:
I – as modificações de circunscrição da unidade policial, de metodologia de
atendimento ao público, de gestão das atividades de polícia judiciária e
investigativa nas unidades policiais agrupadas porventura decorrentes do Projeto
de Reengenharia o serão em caráter experimental, visando à obtenção de
subsídios para futuras mudanças de caráter permanente pelas autoridades
competentes;
II – a inclusão das Delegacias de Polícia Especializadas no Projeto de
Reengenharia deverá ser adotada pelos Departamentos de Polícia Judiciária de São
Paulo Interior sempre que possível.
III – as unidades policiais agrupadas deverão adotar providências em
relação a seus cartórios, livros de registros, estatísticas e prestação de contas, de
forma a adequá-los às diretrizes do Projeto Executivo, evitando a replicação de
procedimentos burocráticos;
IV – as unidades policiais agrupadas deverão, sempre que possível,
preservar os efetivos das unidades policiais que concorreram para o agrupamento,
resguardada a autonomia dos gestores locais para promover a gestão de pessoas
da forma mais adequada ao interesse público;
V – a implantação do Projeto de Reengenharia deverá propiciar condições
para que os policiais civis participem de cursos e atividades de capacitação,
sempre que disponibilizadas;
VI – caberá ao Delegado Seccional de Polícia a escolha do Delegado de
Polícia responsável pela unidade policial agrupada.

Artigo 8º. A CGPD, a partir da aprovação das propostas de implantação do


Projeto de Reengenharia, deverá desenhar os respectivos cronogramas de
monitoramento e avaliação, por município, nos termos descritos no Projeto
Executivo.

Artigo 9º. As medidas adotadas para a implantação do Projeto de


Reengenharia têm caráter experimental e temporário, podendo ser revertida a
qualquer momento, por necessidade e conveniência da administração pública, ou
por determinação expressa da autoridade superior.

Artigo 10. Esta portaria entrará em vigor na data de sua publicação.

ANEXO

Projeto Executivo

Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo

I – Justificativa
No final da década de 1980, a política de segurança pública do estado de São
Paulo, em resposta ao avanço da criminalidade comum e organizada, intensificou
esforços e concentrou investimentos na dispersão territorial do policiamento, com
a criação de novas unidades de Polícia Civil. Sem uma matriz operacional definida,
esse rápido movimento de expansão causou distorções na atividade de polícia
judiciária. A fragmentação territorial e pulverização de recursos humanos
decorrente da criação indiscriminada de distritos1 e unidades especializadas
sobrecarregaram as equipes de plantão, reduzindo a capacidade de investigação e
esclarecimento de crimes da Polícia Civil2.
Esta dispersão também afetou a gestão da informação para a investigação e
controle da criminalidade. As ações de polícia judiciária e investigativa – diferente
das ações de polícia ostensiva, desenvolvidas pela Polícia Militar – não respondem
necessariamente de forma positiva à lógica da dispersão territorial e aumento da
presença física policial no território. A equação entre equipes diminutas e áreas
fragmentadas relega aos agentes uma atuação restrita ao varejo de dinâmicas
criminais mais amplas, prejudicando a efetividade e o impacto da ação policial
sobre escalões regionais do crime organizado, que extrapolam a circunscrição de
um distrito. Além do inconteste prejuízo às atividades de investigação, a
pulverização de distritos impacta também o aprimoramento técnico do policial,
que, em razão da escassez de mão-de-obra, não dispõe de tempo para frequentar
cursos de capacitação e aperfeiçoamento. Em decorrência deste quadro, a
população que busca a Polícia Civil encontra, muitas vezes, policiais exaustos e
despreparados, com sua saúde física e emocional debilitada pela jornada
extenuante de trabalho. Por outro lado, a lógica de dispersão territorial tende a
imprimir uma demanda por efetivo que, em médio e longo prazo, exigirá um
empenho expressivo de recursos públicos na seleção, formação e custeio de
recursos humanos. Muito embora seja inegável a necessidade reposição de
quadros, mantida a tendência atual de fragmentação e dispersão, os recursos que
poderiam ser empregados na aquisição de novas tecnologias, sistemas de
informação e capacitação, essenciais para a atividade de polícia investigativa,
seriam absorvidos quase totalmente pela folha de pagamento3.

II – Projeto de Reengenharia da Polícia Civil

Implantado em caráter experimental na região do DEINTER 9 – Piracicaba desde


março de 2010, o Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo
busca oferecer um conjunto de medidas de gestão, com foco específico na
realidade dos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, tendo
como diretrizes o aumento da capacidade de investigação e esclarecimento de
crimes, a melhora do atendimento ao público e das condições de trabalho dos
policiais civis.
Os objetivos, gerais e específicos, do Projeto de Reengenharia são:
Objetivo geral
- Contribuir para o resgate institucional da “cultura da investigação”, com o
desenvolvimento de uma visão ampla e sistêmica do ambiente operacional, e o
aprimoramento do processo de gestão das atividades de polícia judiciária e
investigativa, com ênfase na coleta, compartilhamento e análise da informação.
Objetivos específicos
- Disseminar técnicas e ferramentas de gestão e de planejamento estratégico de
ações policiais voltadas à prevenção, apuração de crimes e repressão qualificada
da criminalidade.
- Propiciar condições objetivas para que os policiais civis envolvidos possam
participar de cursos de capacitação, sempre que estes forem disponibilizados.
- Adaptar e aprimorar a estrutura física das Delegacias de Polícia, tornando-as mais
adequadas ao atendimento ao público e às ocorrências de quaisquer naturezas, às
atividades de polícia judiciária e investigativa, à implantação de rotinas de trabalho
mais eficientes e à recepção de novas tecnologias.
- Aprimorar o perfil institucional da Polícia Civil, voltado à investigação e prevenção
qualificada da criminalidade, bem como promover a dignidade pessoal e funcional
de seus integrantes.
Módulo 1: resgate da visão e atuação sistêmicas sobre o ambiente operacional

O Projeto de Reengenharia visa aprimorar o processo de coleta, análise e


compartilhamento da informação. Para tanto, permite o agrupamento, em caráter
experimental, dos recursos físicos e humanos das regiões afetas aos
Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior, cujas propostas de
implantação devem ser encaminhadas à Comissão Geral de Planejamento e
Deliberação (CGPD) para avaliação e posterior implantação do Projeto de
Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Propostas de implantação
As propostas de implantação do Projeto de Reengenharia devem, conter as
informações e medidas descritas nos tópicos abaixo.
1) Diagnóstico
O objetivo do diagnóstico é identificar o “marco zero” de implantação do Projeto
de Reengenharia, viabilizando o monitoramento e a avaliação dos impactos das
medidas adotadas sobre a produtividade, condições de trabalho dos policiais e de
atendimento ao público. Além disso, o diagnóstico auxilia as diversas instâncias
envolvidas na gestão do projeto a planejar as providências a serem adotadas para
uma implantação sem improvisos.
A etapa de Diagnóstico deve levantar as seguintes informações junto às unidades
policiais contempladas na proposta de implantação:
1.1) Dados básicos mensais de atividade policial dos últimos 12 (doze) meses, de
modo a antecipar os impactos dos agrupamentos em termos de volume de
trabalho:
* boletins de ocorrência registrados
* termos circunstanciados elaborados
* inquéritos policiais instaurados
* inquéritos policiais relatados com autoria
* casos esclarecidos
* inquéritos policiais que geraram denúncia
* inquéritos policiais em cartório
* mandados de busca solicitados
* ordens de serviço expedidas
* pedidos de prisão temporária
* pedidos de prisão preventiva
1.2) Quadro de efetivos por unidade policial, discriminado por carreira,
contemplando eventuais servidores do município, de outras áreas do poder
público, ou da iniciativa privada.
1.3) Quadro de equipamentos e sistemas disponíveis, por unidade policial, com o
quantitativo de viaturas, armas, mobiliário, computadores, e pontos de acesso à
“intranet” da Polícia Civil etc.
1.4) Condições das instalações físicas dos prédios em que estão instaladas as
Delegacias de Polícia, bem como se são próprios ou alugados (especificar qual
instituição paga o aluguel).
2) Medidas de preparação dos agrupamentos
Mesmo que as condições materiais e técnicas permitam um rápido agrupamento, é
importante que ele seja feito de forma planejada. Neste sentido, as propostas de
implantação do Projeto de Reengenharia devem contemplar as seguintes medidas:
2.1) Ações de mobilização do público interno: o envolvimento do público interno é
crucial para a obtenção de resultados de gestão da atividade policial (inquéritos
policiais instaurados, relatados com autoria, casos esclarecidos etc.). Os gestores
de polícia, notadamente os Delegados Seccionais de Polícia e Delegados de Polícia
Coordenadores4, devem deixar claros os objetivos do Projeto de Reengenharia e
seus benefícios para a atividade policial, discutindo com os policiais a melhor
organização das equipes, as novas possibilidades de atuação (maior efetivo, maior
troca de informações, ambiente operacional ampliado etc.) e os desafios
decorrentes do agrupamento (maior afluxo de demandas, cobrança da sociedade
por melhor atendimento e maior sensação de segurança etc.).
2.2) Estratégia de comunicação do agrupamento: tendo em vista os impactos
externos gerados pelo agrupamento de unidades policiais, é importante que os
gestores de polícia, notadamente os Delegados Seccionais de Polícia e Delegados
de Polícia Coordenadores, tenham o mesmo discurso sobre o projeto e esclareçam
a população acerca de seus objetivos e dos resultados esperados, a curto e médio
prazos, no esclarecimento de crimes e no atendimento ao público, dentre outros. O
diálogo deve ser permanente com entidades representativas, segmentos
organizados e meios de comunicação locais, como:
* Defensoria Pública, OAB, Ministério Público e Poder Judiciário;
* CONSEG e Polícia Militar;
* associações comerciais, FIESP e CIESP;
* imprensa (TV, Jornais, Rádio e internet);
* associações de bairro e lideranças comunitárias;
* deputados estaduais e federais da cidade ou região;
* prefeituras e câmaras de vereadores.
2.3) Plano de adequação de estruturas: os gestores de polícia, notadamente os
Delegados Seccionais de Polícia e Delegados de Polícia Coordenadores, devem
identificar o(s) imóvel(s) que receberá as unidades policiais agrupadas,
considerando os dados levantados na etapa de diagnóstico. Caso o(s) imóvel(s)
não apresente condições de uso imediato, deve ser remetido ao Departamento de
Administração e Planejamento (DAP) projeto de construção, reforma e/ou aluguel
de imóvel, devidamente justificado, de modo a garantir condições adequadas de
trabalho e de atendimento ao público.
3) Diretrizes para a proposição de agrupamentos
As diretrizes a seguir orientam como executar os agrupamentos e trabalhar a
gestão das atividades nas unidades policiais agrupadas.
3.1) Estrutura jurídico-formal das unidades policiais agrupadas
* Cabe ao Delegado Seccional de Polícia a escolha do “Delegado de Polícia
Coordenador”, responsável pela unidade policial agrupada, que, por sua vez,
indicará um “Escrivão de Polícia Coordenador” e um “Investigador de Polícia
Coordenador” para auxiliá-lo.
* Cabe ao Delegado de Polícia Coordenador a supervisão de todas as providências
necessárias à plena efetivação do Projeto de Reengenharia em sua Delegacia de
Polícia, como a busca por imóveis, a adequação das dependências, a instalação de
sistemas e a definição de diretrizes para a atividade policial da unidade agrupada,
sem prejuízo das funções de polícia judiciária.
* As unidades policiais agrupadas devem possuir cartório central e setor de
investigação únicos.
* As folhas de ponto devem permanecer vinculadas à unidade policial de origem.
3.2) Registros, estatísticas e prestação de contas das atividades policiais
* As unidades policiais agrupadas deverão adotar, em caráter experimental, os
livros da unidade policial com o maior volume de boletins de ocorrência
registrados.
* Os demais livros e respectivas escriturações pertencentes às unidades policiais
que concorreram para o agrupamento serão suspensos temporariamente,
enquanto durar o projeto ou até decisão em caráter definitivo por parte da
autoridade competente.
* As estatísticas e a prestação de contas são geradas a partir dos livros de registro
adotados pela unidade policial agrupada.
* Os dados e índices criminais referentes às antigas circunscrições policiais são
contabilizados com base na área de atuação resultante do processo de
agrupamento.
* As informações relativas a ocorrências específicas, tais como as pertinentes à
violência de gênero e aos crimes de drogas, continuarão a ser prestadas
normalmente e nos prazos estabelecidos.
3.3) Gestão das atividades policiais
* A unidade policial agrupada será responsável pelo atendimento das
circunscrições pertencentes às unidades policiais que concorreram para o
agrupamento.
* As unidades policiais agrupadas deverão exercer a totalidade do ciclo de polícia
judiciária, buscando consolidar uma visão sistêmica das dinâmicas de toda a área
de atuação e o exercício integral de suas atribuições (inquérito, investigação e
atendimento ao público), enquanto atividades necessariamente complementares.
4) Formalização da proposta de implantação
Concluídas as etapas anteriores, e compiladas todas as informações e ações na
proposta de implantação, esta será remetida à CGPD visando autorização para o
início das ações pretendidas.
Módulo 2: inteligência, investigação e capacitação profissional O Projeto de
Reengenharia visa à capacitação profissional do policial civil, transformando-o
substancialmente, através do seu contínuo preparo e aperfeiçoamento profissional,
ético e intelectual. Visa, ainda, à recuperação do perfil institucional da Polícia Civil,
tornando-a preparada não apenas para atuar, efetiva e legalmente, na repressão,
mas na prevenção qualificada da criminalidade, através de comportamento
proativo e do trabalho científico da informação.
Nesse sentido, a atuação da CGPD no Projeto de Reengenharia envolve um diálogo
constante com o Departamento de Inteligência Policial (DIPOL) e a Academia de
Polícia Civil (ACADEPOL) com vistas ao:
* Provimento de cursos específicos nas áreas de investigação, em suas diversas
formas, melhoria de atendimento ao público, em gestão (pessoas, materiais e
transportes), licitações e contratos, auto-estima e controle das emoções, violência
doméstica, sistemas policiais, armamento e tiro. Outros cursos poderão ser criados
em atendimento à identificação de novas competências a serem desenvolvidas
pelo Projeto;
* A elaboração de propostas que levem à otimização dos fluxos de informação, a
redução de atividades burocráticas e a informatização de processos de trabalho;
* A difusão da cultura de inteligência policial, de modo a otimizar o processo de
coleta, análise e compartilhamento de informações no âmbito da Polícia Civil;
* A concepção de prédio-conceito que garanta identidade visual institucional e
espaços funcionais às atividades de polícia judiciária e investigativa;
* A difusão de métodos de gestão organizacional, com ênfase nos fundamentos da
administração de pessoas, finanças e processos operacionais.
Módulo 3: Plano de Monitoramento e Avaliação
Para que o ‘Projeto de Reengenharia da Polícia Civil do Estado de São Paulo’ tenha
sua efetividade mensurada e sua implantação possa ser acompanhada foi
estabelecido um Plano de Monitoramento e Avaliação.
A partir da aprovação da proposta de implantação, a Comissão Geral de
Planejamento e Deliberação (CGPD) estabelece um cronograma de monitoramento
e avaliação por município e um quadro de metas de curto, médio e longo prazo
para cada Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior. Na
estruturação deste quadro de metas leva-se em consideração, principalmente, a
governabilidade institucional em sua operacionalização, as necessidades concretas
da Polícia Civil nos municípios, a existência de informações prévias ao início do
projeto e sua exequibilidade.
As atividades previstas para o Plano de Monitoramento e Avaliação das propostas
de implantação do Projeto de Reengenharia buscam reunir insumos para que os
gestores, nos mais variados níveis (Gabinete/SSP, Delegacia Geral de Polícia,
Departamentos de Polícia, Delegacias Seccionais de Polícia), possam corrigir
distorções, propor novas diretrizes, outros agrupamentos e fundamentar
intervenções corretivas nas condições de implantação.
Estas atividades – realizadas trimestral, semestral e anualmente – encontram-se
detalhadas abaixo. São elas:
* Reunião de Metas (anual) – estabelecimento e/ou revisão de metas, estratégias
e da linha de atuação do projeto para o ano, realizada entre o Departamento de
Polícia Judiciária de São Paulo Interior e a CGPD, sendo a primeira logo após a
aprovação da proposta de implantação e, as demais, a cada ano de vigência do
projeto.
* Reunião de Seccionais (semestral) – reunião de prestação de contas em que os
Delegados Seccionais de Polícia relatam o estágio atual do processo de
implantação do Projeto de Reengenharia em suas sub-regiões. Nesta ocasião, os
Delegados Seccionais de Polícia entregam relatório escrito com a síntese dos
agrupamentos, os cursos de capacitação e aperfeiçoamento realizados e o número
de policiais civis formados, dificuldades a serem superadas, estratégias adotadas
para tal, inovações administrativas implementadas e outras informações que se
mostrarem pertinentes.
* Visitas de Monitoramento (semestral) – uma equipe formada por Delegados de
Polícia, indicados pelo Diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo
Interior, e representantes da CGPD, realiza visitas de modo a verificar as condições
de implantação dos agrupamentos e tirar encaminhamentos específicos, gerando
um relatório para cada unidade visitada.
* Pesquisa de Clima Organizacional (semestral) – contempla dois tipos de
questionários de percepção: um a ser aplicado, no mínimo, três meses após o
agrupamento, outro, a partir do primeiro ano de implantação. O objetivo da
pesquisa é medir o grau de adesão do público interno, buscando incorporar
perspectivas de diferentes carreiras e funções policiais ao Projeto.
* Relatório de Gestão de Atividades (trimestral) – envio de relatório pelas unidades
policiais agrupadas para a CGPD, informando: boletins de ocorrência registrados;
termos circunstanciados elaborados; inquéritos policiais instaurados; inquéritos
policiais relatados com autoria; casos esclarecidos; inquéritos policiais que geraram
denúncia; inquéritos policiais em cartório; mandados de busca solicitados; ordens
de serviço expedidas; pedidos de prisão temporária; pedidos de prisão preventiva
e número de policiais com aproveitamento no módulo de recapacitação continuada
e recuperação do perfil institucional.
* Reunião de Avaliação (anual) – objetiva a avaliação das metas estabelecidas, das
estratégias e da linha de atuação do Projeto no Departamento de Polícia Judiciária
de São Paulo Interior.
O prazo mínimo de monitoramento é de dois anos, contados a partir da efetiva
implantação do Projeto de Reengenharia.
1 - Na Capital (DECAP), em 1987, por meio do Decreto nº. 26.925, o Governo do
Estado de São Paulo formalizou a criação de 49 (quarenta e nove) novos Distritos
Policiais, dobrando o número de unidades na cidade. No Interior (DEINTERs 1 a 9)
foram criados 304 (trezentos e quatro) novos distritos. A região metropolitana
(DEMACRO), por sua vez, conta hoje com um total de 61 (sessenta e um) distritos,
dos quais a grande maioria foi criada nos últimos 20 anos. No período em foco,
foram contabilizados 468 (quatrocentas e sessenta e oito) novas unidades de
polícia civil em todo o estado de São Paulo.
2 - Segundo diagnóstico de processos realizado ao longo do primeiro trimestre de
2010, nos Distritos Policiais do DEINTER 9, investigadores-chefes entrevistados
estimaram que apenas 24% do seu tempo, em média, seria empregado em
atividades de investigação, enquanto as atividades extras consumiriam 76% do
turno de serviço. Estas ‘atividades extras’ envolvem o preenchimento de livros
obrigatórios, confecção de relatórios de prestação de contas, remessa de
documentos, dentre outros processos ligados à administração de um Distrito
Policial.
3 - Um outro viés de análise para o descompasso entre a velocidade de criação de
unidades e de criação de cargos aponta para facilidade normativa para criação de
Distritos Policiais através de Decreto e dificuldade legislativa e orçamentária para
criação de novos cargos por meio de Lei Complementar.
4 - Para maiores explicações sobre a função do ‘Delegado de Polícia Coordenador’
ver itens “estrutura jurídico-formal” e “gestão da atividade policial” deste projeto.