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MEC2348 Transferência de Calor II 2015-2 Departamento de Engenharia Mecânica Angela Ourivio Nieckele sala 163-

MEC2348

Transferência de Calor II 2015-2 Departamento de Engenharia Mecânica
Transferência de Calor II
2015-2
Departamento de Engenharia Mecânica

Angela Ourivio Nieckele

sala 163- L ramal 1182 e-mail: nieckele@puc-rio.br

Termodinâmica: estuda as interações de energia

entre um sistema e a vizinhança (calor e trabalho). Trata de estados em equilíbrio. Não trata da natureza da interação.

Fenômenos de Transporte

Dinâmica dos fluidos: transporte de quantidade de

movimento

Transferência de calor:

Transferência de massa: transporte de massa de

transporte de energia

espécies químicas

Observação:

1.

Freqüentemente ocorrem simultaneamente

2.

As equações básicas são muito semelhantes e as ferramentas

matemáticas para resolver problemas são similares, porque os mecanismos moleculares são diretamente relacionados.

Prof. Angela Nieckele, PUC-Rio

2

• Transferência de calor : estuda os mecanismos de transferência de calor, e relações para

Transferência de calor: estuda os mecanismos

de transferência de calor, e relações para o cálculo das taxas de transferência de calor.

Exemplos: Projetos de paredes refratárias,

calor perdido em equipamentos, trocadores de calor, etc.

Modos de transferência de calor:

condução, convecção e radiação

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3

Modos de transferência de calor

Condução: movimentos randômicos translacionais (difusão) de moléculas (fluidos) ou elétrons (sólidos)

Convecção: é o processo de transferência de calor

efetuado pelo escoamento de fluidos (transferência de calor +

escoamento de fluidos)

Radiação: Todo corpo (sólido, líquido ou gás) com tempera-

tura acima do zero absoluto, emite energia (ondas eletroma-

gnéticas com velocidade da luz).

Não é necessário um meio material para a propagação de energia.

. • Não é necessário um meio material para a propagação de energia. 4 CONDUÇÃO Prof.

4

CONDUÇÃO

Prof. Angela Nieckele, PUC-Rio

Comentários

A determinação da taxa de transferência de calor e taxa de

transferência de massa na interface entre fases em um sistema fluido é um dos grandes objetivos de um engenheiro. Em

geral, deseja-se determinar a transferência entre uma interface

sólido-fluido, onde o fluido encontra-se em movimento em

relação a superfície sólida estacionária, mas também existem aplicações onde a interface é entre um líquido e um gás.

Se o fluido estiver em repouso, o problema torna-se ou um

simples problema de condução de calor onde existe um gradiente de temperatura normal a interface (superfície), ou

um simples problema de difusão de massa onde existe um

gradiente de concentração de massa normal a superfície.

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Comentários

Contudo, se houver movimento de fluido, haverá transporte de energia e massa por gradientes potenciais e pelo movimento do fluido propriamente dito. Este complexo processo de

transporte é chamado de convecção. Este é o foco do presente

curso

O maior desafio para resolver um problema de convecção,

consiste em analisar uma situação que envolve uma combinação da transferência de calor, transferência de massa e reações químicas.

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Propriedades dos Fluidos

Matéria é formada por moléculas em movimento, colidindo. As

propriedades de matérias estão relacionadas com o

comportamento molecular

Pressão (P): resultante da colisão das moléculas com as

paredes do recipiente

P

Força

área

N

m

2

Pa

Densidade (r): relaciona-se com a ocupação da

matéria

r

kg

  m

 

3

m

 

1

r

r

r

H2O

m

3

kg

m

Volume específico (n): relaciona-se com a

ocupação da matéria

n

Densidade relativa (d): razão entre a densidade

da substância e a densidade da água

(adimensional)

d

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Fluidos

Líquidos: força coesiva entre moléculas é forte. Possui superfície livre

Gases:

força coesiva entre moléculas é fraca.

Ocupa todo recipiente.

coesiva entre moléculas é fraca. Ocupa todo recipiente.  Temperatura (T): é uma medida da energia
coesiva entre moléculas é fraca. Ocupa todo recipiente.  Temperatura (T): é uma medida da energia

Temperatura (T): é uma medida da energia cinética das

moléculas.

Medida relativa T ( o C, o F) ou absoluta T (K, R)

Igualdade de temperatura equilíbrio térmico

Viscosidade absoluta(m): razão entre a tensão cisalhante(t) e a taxa de deformação ( )

m

t

Viscosidade cinemática (u)

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u

m

r

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Para entender o comportamento da matéria seria necessário considerar cada molécula, conhecendo a história de cada uma, velocidade, aceleração e modos de iteração. Isto é inviável sem um tratamento estatístico, devido ao elevado número de moléculas.

Na maioria das aplicações da engenharia, desejamos estudar uma quantidade de volume de fluido contendo um grande

número de moléculas hipótese do contínuo: admite-se que os

fluidos são meios contínuos, esquecendo-se da sua estrutura molecular.

Para demonstrar o conceito do

contínuo, considere a

propriedade densidade: Molecular Continuo ex: densidade: r(x,y,z,t) = lim dd* m/  m/
propriedade densidade:
Molecular
Continuo
ex: densidade:
r(x,y,z,t) = lim
dd*
m/
m/
d
d*
9
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A hipótese do contínuo falha quando as dimensões

envolvidas forem da ordem do caminho médio livre entre

colisões moleculares:

Distância média entre colisões de moléculas do ar nas CNTP:

1, 6 x 10 -5 cm

ex. arraste em satélites. A Teoria cinética dos gases trata desta área.

Conceito do contínuo está associado com o conceito de campo, i.e., todas as grandezas são definidas no espaço e no tempo: Ex: V(r,t); P(r,t); etc.

O vetor posição r pode ser escrito em diferentes sistemas de coordenadas:

Cartesiano:

Cilíndrico:

Esférico:

r

r

r r

x e

x

r e

r

y e

y

z e

() z e

z

r

r

r e

r

(, )

z

Não importa qual a partícula que está no ponto em um determinado instante de tempo, mas sim em que condições a partícula que passar pelo ponto naquele instante possui.

10

10

Método Lagrangeano versus Euleriano

Método Lagrangiano: As equações de conservação

são aplicadas a um sistema arbitrário, o qual pode ser

infinitesimal ou finito.

A variável física é descrita para um determinada partícula

A variável independente é um “rótulo” da partícula, como por exemplo, a coordenada da partícula em um determinado

instante de tempo:

r P

é a posição da partícula P em t = 0

(r

P

, t)

Esta função descreve como a função da

partícula P varia com o tempo

Ex: policial seguindo carro

, t ) Esta função descreve como a função  da partícula P varia com o

11

Método Lagrangeano versus Euleriano

Método Euleriano: As equações de conservação são aplicadas a um volume de controle arbitrário, o qual

pode ser infinitesimal ou finito

A variável física é descrita em relação a um ponto do espaço

Para cada instante t, a partícula em diferente

é a posição da partícula P em t

r

é uma partícula

r

(r , t)

Esta função descreve a função na posição

da partícula P em função do tempo

Ex: controlador de tráfego

P em função do tempo  Ex: controlador de tráfego Vamos utilizar a formulação Euleriana, juntamente

Vamos utilizar a formulação

Euleriana, juntamente com o

conceito de campo, i.e., todas as propriedades são definidas em função de sua localização

no espaço e no tempo

12

Descrição Euleriana

(x,

y, z, t)

Derivada total de uma grandeza (pressão, temperatura, velocidade, etc) descreve como a grandeza varia segundo o movimento (= como varia com o tempo para uma determinada partícula

como  varia com o tempo para uma determinada partícula d  d t D 
d  d t
d 
d t

D

Dt

particula



dt

t

d t



dx

x

d t

u



dy

y

d t

v



z

d

z

d

t

w



t



taxa d e variaçãocom o

tempo posição fixa

(

)



x

u



y

v



z

w



taxa d e variaçãocom o

tempo devido a o mov d a

.

partícula variaçãoconvectiva

(

)

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 Vetor Velocidade:  V  u e  x  v e  y

Vetor Velocidade:

V

u e

x

v e

y

w e

z

u

1

e

1

u

2

e

2

u

3

e

3



i

u

i

e

i

u

i

e

i

Produto escalar entre vetores:

AB A

i

e

i

B

j

e

Operador gradiente:

grad



e

1

j

A

x

1

i

B

e

j

2

e

i

e

x

2

Operador Divergente:

div A



A

e

i

x

i

e

j

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A

j

A

j

x

i

j

A B

i

j

ij

A

i

B

e

3

e

i

x

3

e

i

x

i

e

j

A

j

x

i

ij

i

A

i

x

i

14

Derivada Material

 D   D     Dt  t Dt  t
D

D

Dt
 t
Dt
 t
 x
i

 

V

   V  ou   u i

ou

u

i

Deseja-se medir variação da pressão com o tempo, em três situações diferentes:

1 - Estação Metereológica

p=p(t)

2 - Avião com velocidade

V

a

dp

dt

p dt

t

dt

u

a

i

v

a

j

p dx

x

dt

p dy

y

dt

w

k

p dz

a

z

dt

dp   p dt  t V a   p   p
dp  
p
dt
t
V
a
p
 
p
p
p
u
v a
w a
t
 a
x
y
z

3 - Balão sem propulsão, se deslocando com a velocidade do ar, do fluido,

com velocidade

Vu i v j

dp

dt

p dt

t

dt

p dx

x

dt

p dy

y

dt

w k

p dz

z dt

p

t

p

x

u

p

y

v

p

z

w

p

t

V

D p  p  D t 15
D p
 p 
D t
15
   

Aceleração:

a

DV

Dt

V

t

V

 

V



a

a

k

e

DV

Dt

k

V

t

V

u

k

t

e

k

u

aceleração local temporal

aceleração

convectiva

 

 

V

u

k

e

k

t

i

e

k

u

k

x

i

u

i

u e

i

i

e

j

u

k

e

k

x

i

x

j

(

u

k

e

k

)

u

k

t

e

k

Em coordenadas cartesianas:

V

ui

v j

wk

,

a

u

i

a

x i

a

x

a

y

a z

Du

Dt

Dv

Dt

Dw

Dt

u

t

v

t

 

u

  

V

u

t

V

v

t

 

v

w

t

w

  

V

w

t

u

u

u

u

x

v

x

w

x

u

u

v

v

v

w

y

v

y

y

z

v

w

z

w

z

w

w

y

ij

x

j

(

u

k

e

k

)

 a  j  a k  y z e j e j e
a
 j
 a
k 
y
z
e j
e j
e i
e i

16

x

     

Aceleração:

 

a

DV

 

V

 

V

 

V

   

Dt

t

 

u

k

u

k

e

k

 

a

k

e

k

t

e

k

u

i

e

k

x

i

u

i

u

k

x

i

u

r

y e r e  e  e r r  2  u r
y
e
r
e  e 
e r
r
2
u r
u 

u

z

u

u

z

z

r

u

u

r

u

z

r

 

u

z

z

u

z

z

r



Em coordenadas cilíndricas:

V

a

u

a

e

r r

e

r r

e

e

u

a

z

z

e

z

e

z

,

u

a

Du

r

Dt

u

r

t

u

r

t

u

r

r

a

r

 

V

u

r

u

r

u

r



Du

u

t

u

t

u

r

u

r





V

u

a

Dt

u

r

u

Du

z

Dt

u

z

t

u

z

t

u

z

r



V

u

z

a

z

u

r

u

x

17

Fluidos em Movimento

O escoamento dos fluidos é determinado a partir do conhecimento da velocidade em cada ponto do

escoamento, isto é, a partir do campo das diversas

grandezas relevantes.

Tipos de Campos:

Campo escalar:

massa específica: r(r ,t); temperatura: T(r ,t); pressão p(r ,t)

Campo vetorial:

velocidade: V(r ,t); aceleração: a(r ,t); força F(r ,t)

Campo Tensorial:

tensão: s(r ,t); gradiente de velocidade:  V(r ,t); taxa de deformação D(r ,t)

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Equações Governantes da Mecânica  massa  quantidade movimento linear (2ª. Lei de Newton) 

Equações Governantes

da Mecânica

massa

quantidade movimento linear (2ª. Lei de Newton)

quantidade de movimento angular

energia (1ª. Lei da termodinâmica)

massa de espécies químicas

entropia

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Equações constitutivas:  Difusão de calor: lei de Fourier,  Difusão de massa: lei de

Equações constitutivas:

Difusão de calor: lei de Fourier,

Difusão de massa: lei de Fick

Difusão de quantidade de movimento: lei da

viscosidade de Newton,

Transferência de calor por convecção: lei de Newton,

Transferência de calor por radiação: lei de Stefan-

Boltzman

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Modos de transferência de calor

Condução:

Modo de transferência de calor em sólidos ou fluidos em repouso

Lei de Fourier: fornece a taxa de transferência de calor por condução

T 2 T 1 q” x L Area A x
T 2
T 1
q” x
L
Area A
x

T 1 > T 2

q x = taxa de calor que cruza a área A (Watt ou Btu/h)

calor irá de T 1

T 2

q

q

x

x



A

T

x

q

x



k A

fluxo de calor (W/m 2 )

T

x

k = condutividade térmica [W /(K m)]

q  

x

q

x

A

Lei de Fourier

térmica [W /(K m)] q   x q x A Lei de Fourier q 

q  Κ grad T

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Condução:

Condução:

Lei de Fourier:

q  Κ grad T  Κ T

K= tensor condutividade térmica

q

 q 

x

i

q



y

j

q



z

k

q

q



x



z

q 

y





k

k

xx

zx

T

x

T

x

k

k

xy

zy

T

y

T

y

k

xz

k

zz

T

z

T

z



k

yx

T

x

k

yy

T

y

k

yz

T

z

T

T

x

i

T

y

j

T

z

k

devido a simetria: k xy = k yx ; k xz = k zx ; k yz = k zy

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Condução:

Condução:

Lei de Fourier:

q  Κ grad T  Κ T

K= tensor condutividade térmica

o

K é uma propriedade do material e depende de:

temperatura, T

densidade (gases, material sinterizado)

direção (materiais anisotrópicos).

o

Para materiais isotrópicos: k xy = k xz = k yz = 0

q   k

x

T

x

em geral

k xx = k yy = k zz =k

q   k

y

q   k

T

y

z

T

z

Forma geral da Lei de Fourier isotrópica

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q k T

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Modos de transferência de calor

Convecção

é o processo de transferência de

calor efetuado pelo escoamento de fluidos (transferência de calor + escoamento de fluidos)

de fluidos (transferência de calor + escoamento de fluidos) • É composto por dois mecanismos: •

É composto por dois mecanismos:

Difusão (movimento molecular aleatório)

Advecção: (energia transferida devido ao movimento macroscópico de mistura do fluido)

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25

Convecção

Lei de Newton: taxa de calor que cruza a superfície:

h = coeficiente de transferência de calor ou coeficiente de filme de transferência de calor

q h A

s

de filme de transferência de calor q  h A s fluxo de calor q 

fluxo de calor

q

q

A

s

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em y = 0, u = 0

q  q   k

c

k

(

T

s

T

)

 T  y
 T
 y

fluido

y 0

Classificação da convecção

Convecção forçada: movimento do fluido é causado por

agentes externos (bombas, ventiladores, movimento de

um veículo, etc.)

Convecção natural: movimento do fluido ocorre devido a campos externos como o gravitacional (forças de empuxo),

agindo no gradiente de densidade induzido pelo próprio

processo de transporte (de massa ou energia).

Convecção mista: natural + forçada

Evaporação/Condensação: casos especiais de convecção, onde a energia é transferida na forma de calor latente.

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Convecção

Lei de Newton de resfriamento: fornece a taxa de transferência de calor por convecção

q" = h (T s T ¥ )

-

h - coeficiente de troca de calor por convecção (W/m 2 K) T s - temperatura da superfície T - temperatura do fluido

Exemplo:

Em convecção natural, h ar 10 W/m 2 K e h água 100 W/m 2 K q” água > q” ar (i.e., para um mesmo intervalo de tempo, um corpo na água perde mais calor do que um no ar)

T ar =20 0 C
T ar =20 0 C

Ordem de grandeza de h (W/m 2 K):

Convecção natural: gases - 2 a 25

líquidos - 50 a 1000

Convecção forçada: gases - 25 a 250 líquidos - 50 a 20000

Convecção com mudança de fase: 2500 a 100000

T água =20 0 C
T água =20 0 C

27

Modos de transferência de calor

Radiação

Todo corpo (sólido, líquido ou gás) com temperatura

acima do zero absoluto, emite energia (ondas eletromagnéticas com velocidade da luz).

Não é necessário um meio material para a propagação de

energia.

Lei de Steffan-Boltzman: Fluxo máximo de

radiação que pode ser emitida por uma superfície

corpo negro:

q s T

s

"

4

por uma superfície corpo negro: q  s T s " 4 s =5,67 × 10

s=5,67× 10 -8 W/(m 2 K 4 ) constante de Stefan Boltzmann T em temperatura absoluta

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Radiação

Radiação incidente:

Radiação Radiação incidente: q " inc  1   q " ref  q "

q

"

inc

1

 

q "

ref

q

"

trans

q

"

ref

q

"

inc

q

"

trans

q

"

inc

q

"

abs

q

"

abs

q

"

inc

a absortividade, 0a≤1 (fração da energia absorvida)

r refletividade, 0r≤1 (fração da energia refletida)

t transmissividade, 0t≤1 (fração da energia transmitida)

Conservação de energia: art1

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Radiação

Emissão de corpo real:

"

q es

4

T

s

e emissividade, 0e≤1 corpo cinza: ea(Lei de Kirchhoff)

troca de calor entre duas superfícies

Lei de Kirchhoff) troca de calor entre duas superfícies q 12  A  2 12

q

12

A

2

12

s

(

4 T

1

4

2

T

)

12 = fator de forma ou fator de configuração, depende:

- propriedades

- geometria (como as superfícies se enxergam)

Aplicações: espaçonaves, câmaras de combustão; coletor solar

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Difusão de Massa

Lei de Fick: Modo de transferência de massa difusivo

Lei de Fick:

w 1 (x) > w 1 (x+dx) Por exemplo: hidrogênio se difunde através de uma
w 1 (x) > w 1 (x+dx)
Por exemplo: hidrogênio se difunde através de uma
camada estagnada de oxigênio
M
1 x
taxa de difusão da espécie 1 que cruza a
(kg/s)
área A
w
1
M

r
D
A
fluxo de difusivo de
massa [kg/(sm 2 )]
1
x
12
 x
M
1
x
m 
1
x
A
rr 1 r 2 =
massa específica total

D 12 = difusividade de massa da espécie 1 na espécie 2

w

1

r

1

r

Fração em massa da espécie 1

Lei de Fick para difusão binária:

m r D

12

w

1

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Difusão de calor e massa para fluidos binários: • Para um fluido puro em regime

Difusão de calor e massa para fluidos binários:

Para um fluido puro em regime permanente, as taxas na qual calor e massa se difundem em relação a velocidade média baseada na massa podem ser determinados com precisão como sendo proporcionais aos gradientes de temperatura e de fração em massa, respectivamente.

Se os gradientes forem muito grandes, as relações lineares perdem precisão. Da mesma forma, se o fluido está sujeito

simultaneamente a difusão tanto de calor como de massa, os dois

fluxos influenciam um ou outro, de tal forma que podem ser previstos por uma combinação linear dos forçamentos dados pelos gradientes de temperatura e fração em massa. Esta

interdependência é devido ao movimento das partículas que

transferem massa, mas também transferem energia e vice-versa.

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Expressões gerais para um fluido com multi-componentes são muito complexas, mas para o caso de um fluido binários, os fluxos difusivos de calor e massa podem ser dados por

q

 

k

T



conduçãode

Fourier

(

2

m

1

H

1

H



convecção

interdifusiva



termo difusão efeito Dufour

R T M

2

a

m

1

M

1

M

2

onde H 1 e H 2 são as entalpias específicas de cada espécies, M 1 , M 2 são as massas moleculares de cada espécie e M é a massa molecular da mistura. R é a constante do gás e a é o fator de difusão térmica.

O termo de convecção interdifusiva é normalmente desprezível. Indica que a transferência de massa difusiva induz a um fluxo de energia, mesmo quando o

fluxo líquido difusivo é nulo, mas as partículas de massa das diferentes espécies

carregam quantidades diferentes de energia a mesma temperatura.

O termo de difusão chamado efeito de Dufour (descoberto por Dufour em 1873) indica que o fluxo de massa difusiva induz a um fluxo de energia e depende do fator de difusão térmica a. Este termo, também é normalmente desprezado, porém pode ser importante quando, por exemplo, hélio é soprado através de uma superfície porosa em uma corrente de gás quente, com o objetivo de proteger a superfície do gás quente.

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Fluxo de massa

m

1

  

M

1

M

2

D

12

w

1

p

p

M

1

M

2

w w

1

2

D

12

R T

 

(

B

1

 

rw w

1

2

D

12

a

T

 

difusão térmica

Soret

de

efeito

 

r

D

12

w

1

B

2

T



difusão

de

Fick

difusão

de

difusão

de

pressão

força

de

corpo

B 1 e

B

2

são forças de corpo

onde p é a pressão e

O termo de difusão de pressão indica que o movimento líquido da espécie 1 pode ocorrer se um gradiente de pressão é imposto. Apesar de ser normalmente desprezado, pode ser importante em escoamentos com rotação (swirl) onde

altíssimos gradientes de pressão podem ser encontrados, como é o caso de

centrífugas

O termo de difusão de força de corpo é diferente de zero somente quando forças de corpo diferentes atuam nos dois componentes. Isso pode ocorrer na tecnologia de plasma, onde o fluido interage com forças elétricas e magnéticas e em sistemas ionizados. Se o campo gravitacional for o único responsável pelas forças de corpo, então o termo de difusão de força de corpo desaparece.

O termo de difusão térmica, chamado de efeito Soret, descreve a tendência de uma espécie de massa difundir na presença de um imposto gradiente de

temperatura, e é desprezível a menos que o gradiente encontrado seja muito

grande. Este efeito tem sido utilizado na separação de isótopos na coluna de Clusius-Dickel, a qual combina convecção para alcançar a separação.

34

Lei de Newton de viscosidade

Lei de Newton de viscosidade Lei de Newton : fluido Newtoniano Força  Tensão  F

Lei de Newton:

fluido Newtoniano

Força

Tensão

F

ext

t

yx

F

yx

m A

F yx

A

m

s

u

y

u

y

m = viscosidade absoluta ou viscosidade dinâmica, propriedade do fluido

O tensor extra é proporcional a taxa de deformação do elemento de fluido (deformação linear, angular e taxa de compressão ou expansão):

35

Vetor tensão

Vetor tensão  O vetor tensão t n é a força de contato por unidade de

O vetor tensão t n é a força de contato por unidade de área que um material dentro de (t) faz no material fora de (t).

Hipótese de Cauchy: t n = t n (n)

A dependência de t n em n pode ser obtida através de um balanço de forças em um tetraedro com a altura h 0.

F

0 

t

n

dA

t

x

dA

(n

Da 3ª. Lei de Newton

t

x

t

x

;

então

t n

t

x

(ne

x

t

y

)t

y

t

(ne

y

y

;

t

)t

z

e

z

x

)

t

t

z

y

dA (n  e y )  t  z dA (n e z t
dA
(n
e
y
)
t
z
dA
(n
e z
t
n
e y
e
x

e

z

)

0

(ne

z

) nt

x

e

x

t

y

e

y

t e nσ

z

z

36

Tensor tensão



e

x

sé o tensor tensão:

Note que:

t

e

x x

e z t z t e y t
e z
t z
t
e
y
t

e

y x

e

z x

[e

[e

[e

σt

x

e

x

t

y

e

x

x

x

t

t

t

x

y

z

]

]

]

e

e

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y

y

y

[e

[e

[e

y

y

y

y

t

z

e

z

t

]

e

x z

[e

z

t

x

]

t

y

]

e

z

[e

z

t

y

t

]

e

z z

[e

z

t

z

]

]

Então substituindo as tensões nos planos perpendiculares as direções x, y e z, tem-se

σ

e

e

e

e

x x

e

y x

e

z x

[e

[e

[e

x

x

x

A matriz s

t

t

t

x

y

z

]

]

]

e

x

e

y

[e

y

e

y

e

y

[e

y

t

x

]

t

y

e

z

e

y

[e

y

t

z

]

e

x

e

z

[e

z

t

]

e

e

z

y

e

e

z

z

[e

[e

z

z

t

σ e

e

t

t

x

x

x

e

t

x

y

z

e

e

e

y

y

y