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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

CENTRO DE ENGENHARIAS
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA E TECNOLOGIA
CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

SEDIMENTAÇÃO

COMPONENTES:
HORTÊNCIA NATHÂNIA SILVA CÂMARA
LARA APARECIDA VIANA AIRES
PEDRO EMANUEL DE MEDEIROS TEIXEIRA
RENAN CRISÓSTOMO DE OLIVEIRA

MOSSORÓ
2018
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3
2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 3
3 MATERIAIS E MÉTODOS........................................................................................ 3
3.1 Materiais ............................................................................................................ 3
3.2 Métodos ............................................................................................................. 4
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES ............................................................................. 4
5 CONCLUSÃO........................................................................................................... 7
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 8
3

1. INTRODUÇÃO

A sedimentação é uma operação de separação sólido- líquido baseada


na diferença entre as concentrações das fases presentes na suspensão a ser
processada, sujeitas á ação do campo gravitacional. Ou seja, a mistura (sólido
suspenso num líquido) é deixada em repouso e a fase mais densa, se deposita
por ação da gravidade no fundo do recipiente.
Também chamada de decantação ou espessamento, a sedimentação
ocorre, no geral, em tanques cilíndricos, conhecidos como sedimentadores. A
etapa de separação sólido- líquido está entre as operações unitárias mais
importantes que são aplicadas em indústrias químicas, têxteis, farmacêuticas,
no processamento de alimentos, tratamento de água e resíduos, entre outras,
visto que muitos dos produtos industriais são suspensões de sólidos em
líquidos.
O mecanismo da sedimentação pode ser facilmente entendido por meio
do teste de proveta, o qual se baseia no acompanhamento, no tempo, do
deslocamento axial da interface superior da suspensão. O resultado é
percebido quando ao final do processo obtemos um fluido límpido e uma lama
com maior teor de sólidos.

2. OBJETIVO

O objetivo da prática baseia- se na determinação da área do


sedimentador com uma suspensão inicial de carbonato de cálcio de 30g/L e
outra de 50g/L.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Nesse tópico serão descritos os materiais utilizados para realização do


experimento, bem como a metodologia adotada.

3.1 Materiais

Os materiais utilizados no experimento foram:


4

 02 béqueres;  Cronômeto;
 Espátula;  Água;
 Béquer 2L;  Carbonato de cálcio;
 Bastão de vidro;  Corante.
 Proveta 2L;

3.2 Métodos

Inicialmente, foram pesadas em dois béqueres distintos com auxílio de


uma espátula, duas amostras de carbonato de cálcio de 60 e 100 gramas. Em
seguida, a amostra com 60g foi dissolvida em um béquer com 2L de água
utulizando- se o bastão para obter uma homogeinazação adequada, nos dando
assim uma concentração de 30g/L de solução. Com a solução preparada e
misturando uma quantidade significativa de corante para uma melhor
visualização da nuvem de suspensão, a mesma foi transferida para uma
proveta com capacidade de 2L para que se desse início ao processo de
sedimentação. Com um cronômetro, medimos o tempo de sedimentação a
cada 100 mL que a nuvem de suspensão deslocava- se na proveta. Os
mesmos passos foram realizados para amostra de 100 g de carbonato de
cálcio.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Primeiramente foi feita a medição do diâmetro interno da proveta e


algumas propriedades do carbonato de cálcio (CaCO3) foram estabelecidas. A
Tabela 1 mostra os dados iniciais do experimento.

Tabela 1. Dados do experimento

Diâmetro (cm) Cl (g/L) Q (ton/h) Q (g/s) ρ (g/cm3) Q (cm3/s)

7,755 300 10 2777,78 3,35 829,1880597


Fonte: Autoria Própria (2018).
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Após esse primeiro procedimento, foram pesadas duas massas de


CaCO3 em béckers diferentes com valores de 60g e 100g, respectivamente.
Em seguida, essas massas foram diluídas, uma por vez, em dois litros de água
e foi adicionado uma quantidade de azul de metileno na solução para auxiliar a
visualização da sedimentação da lama. O cronômetro então foi acionado para a
medição do tempo de acordo com a altura da nuvem de suspensão que descia
gradativamente ao longo da proveta sendo visualizadas de 100 em 100 ml.

Durante a prática foram coletados os dados referentes ao volume de


líquido na coluna (V) e do seu respectivo tempo de sedimentação (t). Com os
dados do volume e o diâmetro da coluna, calculou-se a altura da coluna de
líquido (Z). Para tal utilizou-se a seguinte Equação 1 e a Tabela 2 mostra os
resultados obtidos através dessas medições.

(1)

Tabela 2. Medidas de altura em função do tempo


V (mL) t (s) - 50g/L t (s) - 30g/L Z (cm)
2000 0 0 42,36
1900 22 36,002 40,25
1800 74,06 56,094 38,13
1700 126,05 79,026 36,01
1600 169,02 109,088 33,89
1500 211,115 126,072 31,77
1400 249,164 150,053 29,65
1300 294,243 177,069 27,54
1200 344,308 195,012 25,42
1100 372,383 214,062 23,30
1000 411,477 241,059 21,18
900 466,484 263,012 19,06
800 507,553 285,034 16,95
700 554,616 311,043 14,83
600 596,672 336,037 12,71
500 634,768 357,006 10,59
400 689,771 392,046 8,47
300 731,867 433,027 6,35
200 780,872 460,092 4,24
Fonte: Autoria Própria (2018).
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Após as medições foi possível construir uma curva característica da


altura em função do tempo para as duas massas de CaCO 3. Essas duas curvas
podem ser analisadas através dos Gráficos 1 e 2.

Gráfico 1. Curva da altura em função do tempo para 30 g/L.

30 g/L
60.00

50.00
y = 55.522e-0.005x
40.00 R² = 0.9396
z (cm)

30.00

20.00

10.00

0.00
0 100 200 300 400 500
t (s)

Fonte: Autoria Própria (2018).

Gráfico 2. Curva da altura em função do tempo para 50 g/L.

50 g/L
60.00

50.00
y = 52.697e-0.003x
R² = 0.9212
40.00
z (cm)

30.00

20.00

10.00

0.00
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900
t (s)

Fonte: Autoria Própria (2018).

Utilizando o método de Biscaia Jr. foram calculados os valores de zmin e


tmin utilizando os valores da Tabela 2 e os valores dos coeficientes das curvas
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características que foram construídas para cada massa de CaCO3 (Tabela 3 e


4). Com isso, foi calculada a área do sedimentador para as duas massas pela
Equação 2.

(2)

Tabela 3. Valores de zmin e tmin para 30 g/L.

C0 (g/L) z0 (cm) Cl (g/L) zmin (cm) tmin (s) Área (m2)


30 42,36 300 4,24 460,092 0,901
Fonte: Autoria Própria (2018).

Tabela 4. Valores de zmin e tmin para 50 g/L.

C0 (g/L) z0 (cm) Cl (g/L) zmin (cm) tmin (s) Área (m2)


50 42,36 300 7,06 780,872 1,529
Fonte: Autoria Própria (2018).

5. CONCLUSÃO

Sedimentadores são equipamentos utilizados para a separação de


substâncias com densidades diferentes, principalmente sólidos insolubilizados
no tratamento de efluentes industrias, água e processos contínuos, onde não
se admite a presença de sedimentos. Com esta prática, pôde-se concluir que é
possível projetar um sedimentador para a produzir uma lama de concentração
especificada a partir de uma suspensão inicial de concentração previamente
conhecida, por meio de um procedimento simples onde a fase mais densa da
mistura, por ação da gravidade deposita-se no fundo do recipiente.

Os resultados das áreas obtidas pelas equações citadas estão dentro do


esperado. Os possíveis erros podem estar associados a forma de obtenção do
tempo.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CREMASCO, Marco Aurélio. Operações unitárias em sistemas particulados


e fluidomecânicos. São Paulo: Blucher, 2012. 423 p.

FOUST, Alan S. et al. Princípios das operações unitárias. 2. ed. Rio de


Janeiro: LTC, 1982. 670 p.