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TEMA: OPTIMIZAÇÃO DOS TRABALHOS DE PERFURAÇÃO E DETONAÇÃO NAS

CONDIÇÕES DA MINA DE CATOCA


SUMÁRIO:
CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO........................................................................................3
1.1 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO JAZIGO.............................................................3
1.2 CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS..............................................................................3
1.3 JAZIGOS MINERAIS..................................................................................................4
CAPÍTULO 2 – FASES DE VALORIZAÇÃO DE UMA MINA...........................................5
2.1 PROSPECÇÃO..........................................................................................................5
2.2 PESQUISA, ANÁLISE E AVALIAÇÃO DAS RESERVAS .........................................6
2.3 DESENVOLVIMENTO................................................................................................6
2.4 EXPLORAÇÃO ..........................................................................................................6
CAPÍTULO 3 – MÉTODOS TRADICIONAIS DE EXPLORAÇÃO...................................7
3.1 MÉTODOS DE LAVRA A CÉU ABERTO ..................................................................7
3.2 MÉTODO DE EXPLORAÇÃO SUBTERRÂNEO .......................................................7
CAPÍTULO 4 – OPERAÇÕES UNITÁRIAS (DESMONTE, CARREGAMENTO E
TRANSPORTE)................................................................................................................8
4.1. DESMONTE COM EXPLOSIVOS.............................................................................8
4.2. VARIÁVEIS DE CONTROLE DOS DESMONTES .................................................10
CONCLUSÃO.................................................................................................................11
BIBLIOGRAFIA..............................................................................................................11

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INTRODUÇÃO
Desde os tempos antigos que a vida do Homem está ligada à dependência dos
recursos minerais existentes no seu habitat, para o fabrico de utensílios. A indústria
mineira tem desempenhado ao longo dos tempos um papel preponderante no
desenvolvimento e evolução do Homem. Os minerais e a mineração têm sido
associados ao crescimento das grandes civilizações da história.
Apesar de sua importância, a mineração gera alguns impactos ambientais que
são alvos constantes da fiscalização de órgãos públicos, visando estabelecer
condições de conforto e segurança para habitantes e edificações existentes em seu
próprio núcleo mineiro e suas vizinhanças.
A utilização de explosivos é uma das operações mais comuns na etapa do
desmonte de rochas. Ela possui um custo baixo em relação ao desmonte mecânico, e
garante eficiência na fragmentação. Deste modo, quando executamos a fragmentação
com recurso a explosivos sem a condução de um planeamento adequado, causaremos
desconforto humano, colocando em risco a saúde da população do entorno, dos
trabalhadores expostos a esta actividade e até mesmo danos ao meio ambiente.
Em 1627 faz-se a primeira utilização de explosivos numa mina na Hungria, mas
só mais tarde em 1850, em França, é que aparece a primeira máquina de perfuração
de rocha. Alfred Nobel inventa, em 1865, a dinamite. Já no século XX, em 1950, inicia-
se o uso do ANFO na indústria mineira.
1.1 LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DO JAZIGO
Em termos administrativo-geográficos, a mina do Catoca situa-se no Nordeste
da República de Angola, na parte noroeste da província da Lunda Sul. E esta por sua
vez faz fronteira a Norte com a província da Lunda-Norte, a Sul com a província do
Moxico, a Oeste com Malanje e Leste com a República Democrática do Congo. Esta
Mina encontra-se à uma distância de 35 km da cidade de Saurimo (Capital da província
da Lunda Sul), e cerca de 800 km de Luanda, a capital de Angola.
1.2 CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS
A litosfera, a camada superficial e sólida da Terra, é composta por rochas, que,
por sua vez, são formadas pela união natural entre os diferentes minerais. Assim, em

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razão do caráter dinâmico da superfície, através de processos como o tectonismo, o
intemperismo, a erosão e muitos outros, existe uma infinidade de tipos de rochas.
Dessa forma, foram elaborados vários tipos de classificação das rochas. A forma
mais conhecida concebe-as a partir de sua origem, isto é, a partir do processo que
resultou na formação dos seus diferentes tipos.
Nessa divisão, existem três tipos principais: as rochas ígneas ou magmáticas,
as rochas metamórficas e as rochas sedimentares.
1) Rochas ígneas ou magmáticas: são aquelas que se originam a partir da
solidificação do magma ou da lava vulcânica. Elas dividem-se em dois tipos:
Rochas ígneas extrusivas ou vulcânicas, por exemplo, o basalto.
Rochas ígneas intrusivas ou plutônicas, por exemplo,o gabro.
2) Rochas metamórficas: são as rochas que surgem a partir de outros tipos de
rochas previamente existentes (rochas-mãe) a partir do processo chamado
“metamorfismo”. Exemplo: o mármore, que surge a partir do metamorfismo do
calcário.
3) Rochas sedimentares: são rochas que se originam a partir do acúmulo de
sedimentos, que são partículas de rochas. Uma rocha preexistente sofre com as ações
dos agentes externos ou exógenos de transformação do relevo, desgastando-se e
segmentando-se em inúmeras partículas (meteorização); em seguida, esse material
(pó, argila, etc.) é transportado pela água e pelos ventos para outras áreas, onde se
acumulam e, a uma certa pressão, unem-se e solidificam-se novamente (diagênese),
formando novas rochas. Exemplo: calcário.
1.3 JAZIGOS MINERAIS
Um jazigo mineral é um agregado de substâncias de origem mineral que se
encontra na crosta terrestre e que é suscetível de exploração económica. Do ponto de
vista geoquímico, um jazigo mineral pode ser considerado como uma concentração
anormalmente elevada de um determinadoelemento químico, produzida por diferentes
processos geológicos. Contudo, ao longo da evolução geológica de uma determinada
região podem ocorrer condições que permitam a concentração, nessa zona, de um
determinado elemento, que normalmente se encontra disperso. Assim se constitui um
jazigo mineral.

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Para caracterizar um jazigo mineral, devemos considerar propriedades como a
composição mineralógica, a composição química, o volume ou massa, e a textura.
Na composição mineralógica distinguem-se sempre os denominados minerais
de mina, que são os que possuem interesse económico, e os minerais de ganga, que
acompanham os anteriores mas não têm interesse económico. A mistura de minerais
de mina e de ganga é o que representa a textura e tem interesse por influir
decisivamente na facilidade de separar a ganga da mina. A composição química vem
refletida na lei média, enquanto o volume ou massa leva a estabelecer os conceitos de
reservas, que são as massas de mineral existentes num jazigo economicamente
explorável nas condições atuais de tecnologia e mercado, e de recursos , que são as
massas de mineral que não são exploráveis nas condições tecnológicas e económicas
atuais mas podem vir a sê-lo se estas evoluírem favoravelmente.
CAPÍTULO 2 – FASES DE VALORIZAÇÃO DE UMA MINA
Localizar e explorar um depósito de minerais é uma busca incessante da área
da geologia e das ciências da Terra. A sequência geral das fases da vida de uma mina
pode ser comparada com as actividades científicas desenvolvidas na mineração
moderna, ou seja, com as áreas de conhecimento mineiro, de que são exemplo a
geologia e a geofísica, a engenharia de minas, e a metalurgia.
2.1 PROSPECÇÃO
A prospecção, primeira fase deste longo processo, é a busca de minerais
metálicos e não metálicos. Os depósitos minerais são encontrados à superfície ou em
profundidade na Terra. Para que seja possível encontrar estes depósitos utilizam-se
técnicas directas e indirectas de prospecção.
O método directo de prospecção, está limitado a depósitos aflorantes. Consiste
em exame visual da exposição de um afloramento (outcrop) do depósito ou de
fragmentos soltos que devido a processos de meteoração se encontram nas
imediações dos afloramentos.
Uma ferramenta científica valiosa é a utilização de pesquisa indirecta de corpos
minerais tanto à superfície como em profundidade. A ciência que permite executar os
métodos indirectos é a geofísica. A geofísica permite detectar anomalias, que não são

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mais que concentrações de minerais na Terra, através de métodos gravíticos, sísmicos,
magnéticos, eléctricos, electromagnéticos e radiómetricos.
2.2 PESQUISA, ANÁLISE E AVALIAÇÃO DAS RESERVAS
A segunda etapa na vida da mina, tem como objectivo determinar de uma forma
tão precisa quanto possível o tamanho e o valor de um depósito mineral. As
informações nesta etapa são executadas reduzindo a localização até à jazida, ou seja,
começa-se com escalas grandes normalmente com prospecção realizada através de
métodos aéreos até chegar ao depósito.
A partir do momento em que estão identificados os depósitos, a sua forma e
estrutura e o valor potencial da jazida, os geólogos e engenheiros de minas começam
quase de forma simultânea a calcular a tonelagem, os teores e riqueza do depósito.
Todo este procedimento é chamado de estimativa de reservas ou exame de avaliação
de jazida de minério. Esta etapa termina com um estudo de viabilidade minuciosamente
executado que ajuda na tomada da decisão entre avançar com o projecto mineiro ou
abandonar temporariamente o projecto.
2.3 DESENVOLVIMENTO
A terceira etapa corresponde ao trabalho de abertura de um depósito mineral
para fins de exploração. Com esta etapa inicia-se a mineração. O acesso à jazida,
pode ser realizada de duas formas: por remoção do overburden a partir da superfície
no caso de depósitos que se encontram a poucos metros de profundidade e desta
forma pôr a descoberto o minério; ou pela abertura de poços que permitem aceder em
profundidade à massa mineralizada e a partir dai iniciar os trabalhos de exploração
subterrânea.
Em ambos os casos, a execução dos trabalhos de exploração é precedida por
algumas fases que permitam a sua realização, tais como: a aquisição de concessões
de exploração, obtenção de financiamento para iniciar a exploração, execução de
acessibilidades ao local da mina, fontes de energia, instalação das lavarias, de áreas
de deposição de ganga, e de barragens de decantação; estas acções preliminares
devem preceder a actividade de exploração do minério.
2.4 EXPLORAÇÃO

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A exploração é a quarta e última etapa da Mineração e está associada à
remoção do mineral da Terra em grande escala. Embora a etapa do desenvolvimento,
seja necessariamente contínua ao longo da vida da mina, e transversal à exploração, a
ênfase na fase de exploração é a produção.
O método de exploração seleccionado para a exploração é determinado
principalmente pelas características geológicas do depósito mineral. Por sua vez,
existem outros tipos de premissas como os limites impostos pela tecnologia, a
conjuntura de mercado, e os níveis de segurança exigidos na região onde são
explorados.
CAPÍTULO 3 – MÉTODOS TRADICIONAIS DE EXPLORAÇÃO
Os métodos de exploração mais comumente conhecidos são: O método de
exploração à céu aberto e o método subterrâneo.
3.1 MÉTODO A CÉU ABERTO
O método a céu aberto, que é o mais predominante em todo o mundo, em geral
se utiliza quando se trata de corpos mineralizados aflorantes ou próximos da superfície.
Em relação à mina, um dos métodos mais usados, é o método de lavra em bancadas
(open pit mining), que utiliza o desmonte em bancadas simples ou múltiplas para retirar
o capeamento e o bem mineral.
Nas operações a céu aberto consegue-se atingir um grande nível de
produtividade, um custo operacional baixo e um nível de segurança elevado. Dentro do
método a céu aberto existem variantes como por exemplo os métodos hidráulícos de
extracção que dependem exclusivamente de água ou outro líquido, e que utiliza altas
pressões para arrancar as massas mineralizadas. Outros dos métodos de superfície
são as dragagens que procedem á extracção do minério mecanicamente ou
hidraulicamente em embarcações flutuantes. Uma das formas historicamente mais
conhecidas e mais antigas de exploração a céu aberto é a garimpagem em que,
através de artefactos rudimentares, se procuravam minerais metálicos preciosos,
principalmente ouro e minerais valiosos como os diamantes.
3.2 METODO DE EXPLORAÇÃO SUBTERRÂNEA
A opção subterrânea é utilizada geralmente quando a quantidade de estéril
existente sobre a massa mineralizada é de tal ordem que inviabiliza a exploração a céu

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aberto. Uma das grandes vantagens das minas subterrâneas actualmente é o menor
impacto ambiental que provocam o que em determinadas circunstâncias acaba por ser
determinante na eleição deste método.
CAPÍTULO 4 – OPERAÇÕES UNITÁRIAS (DESMONTE, CARREGAMENTO E
TRANSPORTE)
Durante as fases de desenvolvimento e exploração, os minérios (em rocha ou
em solo) são extraídos da Terra através de operações unitárias. Estas operações são
etapas básicas para remover o minério dos depósitos, juntamente com operações
auxiliares (abastecimento de energia, ventilação e esgoto).
Visto que este trabalho se realiza com ajuda da mina do CATOCA, vamos nos
limitar em falar de operações unitárias realizadas em minas à céu aberto e com o
método de desmonte em bancadas, que são as condições da mina em referência.
Sequência de desenvolvimento
Após a limpeza do terreno e remoção da cobertura vegetal, as instalações da
mina e da usina de beneficiamento são demarcadas e construídas.
Ciclo de operações
As operações de lavra consistem normalmente na perfuração, desmonte,
escavação, carregamento e transporte. Quando o desmonte é feito mecanicamente,
sem a utilização de explosivos, não é utilizada a fase de perfuração.
Desta forma, o ciclo de produção básico em mineração consiste nas seguintes
operações unitárias, que se encontra na tabela abaixo:
Tabela 1 – Operações principais de um ciclo Produtivo numa Exploração à Céu Aberto
Ciclo de Produção
Perfuração (Drilling)
Desmonte ou Arranque Carregamento e Detonação dps
explosivos (Blast)
Remoção Carga (load) e transporte (Hauling)
4.1 DESMONTE COM EXPLOSIVOS
O desmonte de maciços rochosos com recurso a explosivos é uma prática
habitual no quotidiano das operações de uma mina em que o seu maciço é duro, como

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é caso da Gnaisse, que é a rocha encaixante mais predominante na mina do Catoca.
Os principais objectivos desse desmonte são: a fragmentação e o movimento da rocha.

Segundo Dinis da Gama citado por Fernandes [2014] o desmonte é uma


operação normalmente dispendiosa e que frequentemente origina diversos efeitos
secundários, que podem ter grande influência sobre o ambiente vizinho, constituindo,
por vezes, factores limitantes nas operações de exploração dos recursos minerais.
Tabela 2 – Ciclo normal de operações
Terrenos Duros
Primária
Perfuração
Secundária (Traqueio)

Carregamento e Inflamação dos tiros

Carga e Transporte

Ao se fazer o desmonte duma determinada rocha devemos ter em atenção o


grau de fragmentação que pretendemos obter. A granulometria que se pretende obter e
a obtenção do custo mais baixo por tonelada desmontada, depende da determinação
dos seguintes factores:
 O equipamento de perfuração;
 O diâmetro e espaçamento dos tiros;
 A sua inclinação e profundidade;
 Os tipos de explosivos;
 A densidade de carga e o diagrama de fogo.
Segundo Ricardo e Catalani [2007], para que se possa escolher o tipo de
explosivo certo, é necessário levar em consideração alguns factores, como:
 Dureza da rocha (dura, média, branda);
 Tipo de rocha (ígnea, metamórfica, sedimentar);
 Natureza da rocha (homogénea, fracturada);
 Presença de água;
 Região a que se destina (carga de fundo, carga de coluna);

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 Diâmetro dos furos;
 Custo.
E por fim, apresentamos o esquema de desmonte de rochas com o uso de
explosivos, bem as suas variáveis do projecto.

4.2 VARIÁVEIS DE CONTROLE DOS DESMONTES


H = altura da bancada Se = espaçamento efetivo
D = diâmetro do furo T = tampão
L = comprimento do furo J = subperfuração
d = diâmetro da carga l = comprimento da carga
B = afastamento nominal q = ângulo de saída
S = espaçamento nominal v/w = grau de equilíbrio
LV = comprimento do desmonte tr = tempo de retardo
AV = largura do desmonte 1 = repé
Be = afastamento efetivo 2 = seção do furo

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3 = rocha saliente ou em balanço 6 = descabeçamento
4 = sobre-excavação 7 = cratera na boca do furo
5 = fenda de tração 8 = carga não confinada
CONCLUSÃO
Nas últimas duas décadas têm se desenvolvido projectos de optimização na
área do desmonte de rocha. Estes projectos visam a optimização, principalmente na
melhoria das fragmentações, na redução do tempo global do desmonte e na
capacidade de reduzir custos.
Portanto, visto que esse trabalho é no entanto uma projecção do mtrabalho
maior em investigação, não se descreveu nele o último capítulo (Capítulo 5), que fala
da optimização dos trabalhos de perfuração e detonação nas condições da Mina do
Catoca. Este capítulo, bem como o capítulo 4, serão concluidos com a obtenção de
dados no terreno ao longo do estágio a realizar-se em agosto de 2018.
Outro dos assuntos a serem analizados neste trabalho, é a modelização de um
desmonte in-situ. Com isso, pretende-se aplicar uma ferramenta informática que
permita, após perfuração a monitorização dos furos, a simulação a 3D de um diagrama
de fogo durante o processo de detonação. E desta forma portanto, optimizar todo o
sistema de perfuração e exploração que tem sido realizado na mina do Catoca, com
vista a minizar os custos, ter melhor aproveitamento do tempo empregado nas
operações e melhorar o ciclo de todas operações unitárias que se realizam na mina.
BIBLIOGRAFIA

- Pedro, Miguel Martins Cavadas (2012): optimização do desmonte numa mina a céu
aberto com aplicação de air decks
- Universidade Corporativa Chemtech, Introdução ao planejamento e operação de lavra
(a céu aberto e subterrânea)
- Botelho de Miranda, h.s. (1999): “sistemática de calculo de diagramas de fogo
preliminares para desmonte de rocha em degraus”. Feup.
Cleeton, Julien (1997): “air-deck techniques – improvement in costs and efficiency
linked with use of gas bags”. Australia, quarry management.
Crosby, w. A.. International drilling, blasting and explosives technology course, 1998.

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