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Poder Judiciário

Do Estado de Sergipe

5º JUIZADO ESPECIAL CIVEL DE ARACAJU DA COMARCA DE ARACAJU


Rua Henrique Machado Pimentel, Bairro DIA, Aracaju/SE, CEP 49040740
Horário de Funcionamento: 07:00 às 13:00

Dados do Processo
Processo: 201740502718 Distribuição: 11/07/2017
Número Único: 0012325-83.2017.8.25.0084 Competência: 5º Juizado Especial Civel de Aracaju
Classe: Procedimento do Juizado Especial Cível Fase: CONCILIAÇÃO
Situação: Andamento Processo Principal: ******
Processo Origem: ******

Assuntos
- DIREITO CIVIL - Responsabilidade Civil - Indenização por Dano Moral - Ato Ilícito
- DIREITO CIVIL - Responsabilidade Civil - Indenização por Dano Moral - Relação Contratual

Dados das Partes


Autor: MARIA RITA MORA DALBOSCO
Endereço: RUA ORLANDO MAGALHAES MAIA
Complemento: TORRE PARIS, APT 103
Bairro: JARDINS
Cidade: ARACAJU - Estado: SE - CEP: 49025530
Advogado(a): José Mendonça Tavares Júnior 6309/SE
Réu: BANCO ITAUCARD S/A
Endereço: ALAMEDA PEDRO CALIL
Complemento:
Bairro: VILA DAS ACACIAS
Cidade: POA - Estado: SP - CEP: 08557105
Réu: VISA ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO
Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek
Complemento: TORRE I, 9º ANDAR - ITAIM BIBI
Bairro: Vila Nova Conceição
Cidade: São Paulo - Estado: SP - CEP: 04543000

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5º JUIZADO ESPECIAL CIVEL DE ARACAJU DA COMARCA DE ARACAJU


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Processos Apensados:
--

Processos Dependentes:
--

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5º JUIZADO ESPECIAL CIVEL DE ARACAJU DA COMARCA DE ARACAJU


Rua Henrique Machado Pimentel, Bairro DIA, Aracaju/SE, CEP 49040740
Horário de Funcionamento: 07:00 às 13:00

DATA:
11/07/2017

MOVIMENTO:
Distribuição

DESCRIÇÃO:
Registro eletrônico de Processo Judicial sob nº 201740502718, referente ao protocolo nº 20170711100100932, do
dia 11/07/2017, às 10:01 horas, denominado Procedimento do Juizado Especial Cível, de Ato Ilícito, Relação
Contratual.

LOCALIZAÇÃO:
Secretaria

PUBLICAÇÃO:
Sim

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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DO __
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE ARACAJU/SE.

MARIA RITA MOTA DALBOSCO, brasileira, divorciada,


empresária, inscrito no CPF 609.315.155-72, portadora do RG 1.075.688
SSP/SE, residente e domiciliada Rua Orlando Magalhães Maia, número 1224,
Torre Paris, apt 103 Bairro Jardins, CEP: 49025-530, Aracaju/SE e
endereço eletrônico: mariarita@dalboscoseguros.com.br, vem, mui
respeitosamente, por conduto de seus advogados e procuradores infra
firmados, perante Vossa Excelência apresentar

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO MORAIS COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO LIMINAR DA TUTELA


OBRIGACIONAL

Em face de ITAUCARD FINANCEIRA - BANCO ITAUCARD S.A., pessoa


jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ/ MF nº 17.192.451/0001-
70, com sede na Alameda Pedro Calil, nº. 43, Poá - SP, CEP 08.557-105;
e VISA ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO, pessoa física de direito
privado, inscrita no CNPJ 01027058000191, endereço Av. Presidente
Juscelino Kubitscheck de Oliveira nº 1830-Torre I -9.º andar - Itaim
Bibi-Cep: 04543000, pelo que passa a expor:

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Fone (79) 3024-3442.
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DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA

O Autor trata-se de pessoa humilde, que atualmente


trabalha como aplicador de películas - insulfilme, portanto não
possuindo condições financeiras para arcar com as custas processuais
sem prejuízo do seu sustento e de sua família.

Por tais razões, com fulcro no artigo 5º, LXXIV da


Constituição Federal e pelo artigo 98 do CPC, requer seja deferida a
AJG ao requerente.

DOS FATOS

A autora é consumidora, possuindo o produto do tipo


cartão de crédito da Requerida.

Eis que, por incentivo das próprias operadoras de


cartão, desenvolve todas as suas compras com o referido, evitando assim,
até mesmo transitar com valores, diminuindo o risco de sinistros.

Ocorre que, após longo tempo de relação, ao tentar


realizar uma compra em outro estado da federação – São Paulo, para sua
surpresa, a compra, foi recusada pela operadora de cartão.

Certa da existência de saldo credor, requereu à


vendedora que efetuasse outras tentativas, no entanto, a compra foi
recusada novamente.

Estranhando aquela situação, entrou em contato com a


operador de cartão, e para sua maior surpresa, obteve a informação de
que seu cartão estava bloqueado para compras por falta de pagamento da
fatura.

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Ocorre Excelência, como podemos demonstrar,
documento em anexo, que sua fatura se encontrava devidamente PAGA, porém
a operadora requerida promoveu o bloqueio TOTAL das operações de crédito
da Autora, e pior, SEM QUALQUER COMUNICAÇÃO PRÉVIA.

Vale ressaltar que segundo informações da própria


fatura do cartão de crédito, a Autora ainda teria um limite total de
crédito de R$ 43.000,00 (quarenta e três mil reais) e um limite utilizado
de pouco mais de 11 (onze) mil reais, ou seja, teria pelo menos um pouco
mais de 30 (trinta) mil reais disponíveis para efetuar compras.

Ao contratar uma operadora de cartão, esta é


responsável por gerenciar, de forma adequada, o crédito existente. Na
espécie, apesar da existência de saldo positivo, a operadora BLOQUEOU,
indevidamente o crédito da Requerente, deixando-a sem a possibilidade
de realizar suas compras, pagar hotel, taxi e, para piorar, em outro
Estado.

Indignada e moralmente ofendida a Autora solicitou o


cancelamento do cartão e a transferência dos seus pontos que são
utilizados para compras de passagens aéreas, entre outros. Ocorre que a
operadora de crédito se negou a transferir essa pontuação, diga-se de
passagem, que é uma pontuação conquistada pela consumidora em razão de
seus gastos.

O bloqueio indevido, sem prévia comunicação e ainda


a negativa de transferência de pontos representa, sem dúvida, falha na
prestação do serviço, afrontando o art. 14 do CDC, e é capaz de deixar
o consumidor indignado, ofendendo seus direitos da personalidade, visto
que seus compromissos financeiros estavam devidamente em dias.

O bloqueio e a negativa de transferência de pontos é


um abuso, um excesso praticado pelas Requeridas.

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Resta evidenciado que o dano moral ocorrido, in re
ipsa, gerado por conduta ilegal da Administradora em realizar o bloqueio
de cartão, sem ao menos informar ao consumidor, de forma que requer ao
judiciário que restabelece às partes ao status quo ante.

Eis o resumo dos fatos!

DA APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Inicialmente, imprescindível acentuar ser o Código


de Defesa do Consumidor aplicável às relações de contratos/instituições
financeiras – Cartão de Crédito, visto que a atividade comercial
exercida por ambas é unanimemente considerada serviço, devendo-se,
portanto, equipará-las a fornecedoras para os fins da Legislação
Consumerista, posta, conceitualmente, no art. 3º do CDC.

É indene de dúvidas a aplicação do CDC ao caso em


apreço, havendo, inclusive, entendimento sumulado pelo Superior Tribunal
de Justiça, senão vejamos:

“Súmula nº 297: “O Código de Defesa do


Consumidor é aplicável às instituições
financeiras.”

DO DIREITO – CONFIGURAÇÃO DO DANO MORAL

Uma instituição financeira de grande porte, como a


ré, deve honrar seus contratos, agindo com eficiência, informação e
transparência no atendimento aos usuários, o que não ocorreu no caso em

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comento.

Bloquear o cartão sem motivo justificável algum, e


pior, deixar de informar acerca do bloqueio do cartão para a realização
de novas compras é algo que não pode ocorrer!

Tal situação, aliás, só pode ser atribuída à má


prestação dos serviços. A Autora expressa assim o grande desrespeito a
ela impingido, bem como o desconforto a que foi colocada, além do
sentimento de afronta aos seus direitos por se mostrar impotente diante
da situação.

Aqueles que não possuem crédito, ou que nunca tiveram


suas contas recusadas, podem até imaginar que estaríamos diante de mero
dissabor, ou descumprimento contratual, porém, é inegável o abalo
emocional da consumidora ao, de posse de seu cartão, em outro estado,
tentar efetuar uma compra e ter seu crédito negado!

A situação é vexatória, a uma, porque, a cada


tentativa da vendedora, a fila se avoluma, sendo você o responsável por
aquele atraso, a duas, por você sair, ao final, de “mãos abanando”, sem
o bem pretendido, sob o olhar de terceiros.

A situação é vergonhosa!

Como se sabe, a Constituição Federal de 1988, no


artigo 5º, incisos V e X, assegurou o direito de indenização por dano
material ou moral, quando violados os direitos da personalidade, nos
seguintes termos:

“Art. 5° (...)
V – é assegurado o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da indenização
por dano material, moral ou à imagem;

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(...)
X – são invioláveis a intimidade, a vida
privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito à indenização pelo
dano material ou moral decorrente de sua
violação;”

Da mesma maneira, segundo se depreende da leitura dos


artigos 186 e 927 do Código Civil, o legislador infraconstitucional
reiterou o mandamento da Lei Maior, pacificando o entendimento no que
concerne ao dano moral e material. Confira-se:

“Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão


voluntária, negligência ou imprudência,
violar direito e causar dano a outrem,
ainda que exclusivamente moral, comete ato
ilícito.”
“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (186
e 187), causar dano a outrem, fica
obrigado a repará-lo.”

O dano moral é definido por Savatier como “qualquer


sofrimento humano que não é causado por uma perda pecuniária, e abrange
todo atentado à reputação da vítima, à sua autoridade legítima, ao seu
pudor, à sua segurança e tranquilidade, ao seu amor próprio, estético,
integridade de sua inteligência, a suas afeições etc.” (Traité de la
responsabilité civile, vol. II, n. 525).

No caso objeto desta lide, extrai-se, sem nenhuma


dúvida, que o fato de a Requerente ter recebido a confirmação de que
seu cartão estava apto para o uso, quando, em verdade, não estava,
causou-lhe, não somente, um simples aborrecimento indesejado, mas tão
somente um constrangimento impagável. Situação de impotência
absolutamente indescritível e vergonhosa por ter se sentido
desrespeitada e com seus direitos violados.

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Ademais, ressalte-se que a Requerente ficou
impossibilitada de utilizar o cartão durante sua viagem o que lhe causou
inúmeros transtornos, posto que, a mesma contava com o uso do cartão
para realizar sua viagem com tranquilidade.

Conclui-se, então, que, em razão da conduta


negligente e desidiosa da Requerida, a Requerente teve sua viagem
frustrada e comprometida.

É incontestável, portanto, que os acontecimentos


relatados ocasionaram danos à Requerente, o que faz surgir o dever de
repará-los.

A esse respeito já decidiu a Turma Recursal do Estado


de Sergipe em diversos julgados:

RECURSOS INOMINADOS. DIREITO DO CONSUMIDOR.


CARTÃO DE CRÉDITO RECUSADO. COMPRAS EM
VIAGEM NO EXTERIOR. REQUERIMENTO PARA
UTILIZAR CARTÃO NO EXTERIOR. DANO MORAL
CONFIGURADO. OFENSA AO CASAL. SENTENÇA
REFORMADA. RECURSO DOS AUTORES CONHECIDO E
PROVIDO. (Recurso Inominado nº 201701004273
nº único0004273-92.2017.8.25.9010 - Turma
Recursal do Estado de Sergipe, Tribunal de
Justiça de Sergipe - Relator(a): Aldo de
Albuquerque Mello - Julgado em 28/06/2017).

CDC. BLOQUEIO INDEVIDO DE CARTÃO DE


CRÉDITO. NEGATIVA DE COMPRA EM
ESTABELECIMENTO COMERCIAL. PERMANÊNCIA DO
BLOQUEIO MESMO O CONSUMIDOR COMPARECENDO À
AGÊNCIA BANCÁRIA. FALHA NA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANO
MORAL CONFIGURADO ANTE AS PECULIARIADADES
DO CASO CONCRETO. QUANTUM FIXADO COM
RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE.
SENTENÇA MANTIDA PELOS PRÓPRIOS
FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO
(Recurso Inominado Nº 201501002136, Turma
Recursal do Estado de Sergipe, Tribunal de

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Justiça do Estado de Sergipe, Paulo Marcelo
Silva Ledo, RELATOR, Julgado em 23/07/2015)

CDC – BLOQUEIO INDEVIDO DE CARTÃO DE


CRÉDITO –IMPOSSIBILIDADE DE USO - FALHA NA
PRESTAÇÃO DO SERVIÇO – RESPONSABILIDADE
OBJETIVA - DANO MORAL CONFIGURADO – QUANTUM
REPARATÓRIO ARBITRADO DE FORMA RAZOÁVEL E
PROPORCIONAL – SENTENÇA MANTIDA - RECURSO
CONHECIDO E IMPROVIDO. (Recurso Inominado
Nº 201401002644, Turma Recursal do Estado
de Sergipe, Tribunal de Justiça do Estado
de Sergipe, Maria Angélica França e Souza,
RELATOR, Julgado em 24/03/2015)

Recorrendo a Pontes de Miranda, em Manual do Código


Civil, XVI, 3ª parte, Direito das Obrigações, "Das obrigações por atos
ilícitos”, p. 42, afirma que:

“O homem que causa dano a outrem não


prejudica somente a este, mas à ordem
social; a reparação para o ofendido não
adapta o culpado à vida social, nem lhe
corrige o defeito de adaptação. O que faz
é consolar o prejudicado, com a prestação
do equivalente, ou, o que é mais preciso e
exato, com a expectativa jurídica de
reparação.”

Assim sendo, não podem pairar dúvidas acerca do


direito da Requerente de receber a justa indenização pelo não
desbloqueio do cartão, considerando que a Requerida sempre utilizou seu
cartão em suas viagens e, ainda, podemos levar em consideração o alto
limite disponível para compras.

Portanto, o desrespeito e negligência percebidos na


situação posta nos autos, devem, em tais circunstâncias, ensejar a
respectiva reparação dos danos causados da forma mais completa e
abrangente possível, inclusive no plano meramente moral, que é devida

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como independente da demonstração do efetivo prejuízo, conforme o
entendimento já pacificado no Colendo Superior Tribunal de Justiça, in
verbis:

“Dispensa-se a prova de prejuízo para


demonstrar a ofensa ao moral humano, já que
o dano moral, tido como lesão à
personalidade, ao âmago e à honra da
pessoa, por vezes é de difícil constatação,
haja vista os reflexos atingirem parte
muito própria do indivíduo - o seu
interior. (REsp 85.019 - RJ - 4 T. - Rel.
Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira - DJU
18.12.1998 - pg. 358) ”.

Portanto, uma vez presentes os requisitos necessários


à fixação da indenização previstos nos dispositivos retrocitados, a
saber, dano, ato ilícito decorrente de culpa ou dolo e nexo de
causalidade, é evidente a necessidade de condenação da Requerida ao
ressarcimento por todos os danos causados à Requerente.

Por todo o exposto, faz-se necessária a indenização


por danos morais pelo agente causador do dano, tendo em vista que possui
um duplo condão, ou seja, o de ressarcimento da Requerente e o de punição
da Requerida, de modo que esta se sinta coibida de incorrer novamente
em práticas iguais ou semelhantes à ora debatida, o que evidentemente
transformar-se-á em uma garantia para toda a sociedade.

DA REPARAÇÃO DE DANOS

No que concerne à fixação do valor da indenização,


salienta-se que a reparação por danos extrapatrimoniais tem o caráter
compensatório, punitivo e preventivo, de forma que serve como um
ressarcimento da lesão sofrida, além de significar uma punição à

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Requerida, desestimulando-a a cometer novas agressões ao patrimônio
ideal das vítimas.

Ademais, a indenização não deve ser irrisória ou


ínfima, a ponto de não compensar pecuniariamente o infortúnio suportado
pela Requerente, principalmente considerando-se as circunstâncias do
caso em apreço.

Nesse ínterim, fica evidenciada a ofensa à honra


objetiva, ou seja, ao patrimônio não-econômico, caracterizando a
existência de dano moral, que deve ser indenizado no intuito de amenizar
o suplício vivido pela Requerente.

Sendo assim, requer o pagamento de indenização por


danos morais no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por ser medida
de justiça!

DA NEGATIVA DE TRASNFERÊNCIA DE PONTOS. DIREITO ADQUIRIDO.

No caso em questão, em virtude do imensurável


constrangimento, a Autora requereu o cancelamento imediato do cartão de
crédito e a sua transferência de “pontos”, tendo em vista que a utiliza
para fins diversos, como por exemplo, milhas em passagens aéreas.

Ocorre que a operadora se negou a transferir seus


pontos diante do cancelamento do cartão.

Como se trata de um direito adquirido por ocasião de


suas diversas compras, a operadora de cartão de crédito não tem o dever
de não repassar essa pontuação. Volto a repetir: A PONTUAÇÃO FOI
CONQUISTADA PELA PRÓPRIA CONSUMIDORA.

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Portanto, viola a boa-fé a negativa de transferência
ou resgate dos pontos até então acumulados. Desse modo, requer que a
empresa Ré seja compelida a realizar a transferência de pontos para o
CPF da Requerente, tendo em vista o seu direito adquirido em razão de
seus gastos.

DOS PEDIDOS

Isto posto, a Autora requer e espera de Vossa Excelência,


diante da narrativa exposta e das provas constantes nos autos:

a) O BENEFÍCIO DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA uma vez


que a parte autora não tem a condição de custear o
processo sem que haja o prejuízo para seu sustento e o
de sua família;

b) A CITAÇÃO DAS RÉS, para, querendo, contestar a presente,


sob pena de revelia e confissão; e intimados os mesmos
para comparecerem a audiência previamente designada por
esse Juízo;

c) Que seja JULGADA TOTALMENTE PROCEDENTE a presente


demanda, com a consequente condenação da Requerida ao
pagamento da indenização por danos morais no valor de
R$5.000,00 (cinco mil reais) e que seja feita
imediatamente a transferências de seus “pontos”
adquiridos;

d) A INVERSÃO DO ÔNUS PROBANDI fundamentado no art. 6º, VIII


do CDC em decorrência da verossimilhança da alegação do
autor e a distribuição dinâmica do ônus da prova com
fulcro no art. 373, §1, CPC em razão de a prova ser
produzida com mais facilidade pela requerida;

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e) Condenação do réu ao pagamento das custas processuais e
honorários advocatícios este no importe de 20%, no caso
de eventual derrota recursal.

Protesta provar o alegado por toda espécie de prova admitida


(CF, art. 5º, inciso LV), nomeadamente pelo depoimento do representante
legal das Rés (CPC/2015, art. 75, inciso VIII), juntada posterior de
documentos como contraprova, exibição de documentos, tudo de logo
requerido.

Atribui-se à causa, para efeitos fiscais, o valor de R$


5.000,00 (Cinco mil reais).

Nestes termos,
Pede e espera deferimento.

Aracaju, 11 de julho de 2017.

José Mendonça Tavares Júnior


OAB/SE 6.309

Lenilda Barbosa Machado


OAB/SE 7.067

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5º JUIZADO ESPECIAL CIVEL DE ARACAJU DA COMARCA DE ARACAJU


Rua Henrique Machado Pimentel, Bairro DIA, Aracaju/SE, CEP 49040740
Horário de Funcionamento: 07:00 às 13:00

DATA:
11/07/2017

MOVIMENTO:
Audiência

DESCRIÇÃO:
Audiência de Conciliação designada para o dia 31/07/2017 às 11:00 h.

LOCALIZAÇÃO:
Secretaria

PUBLICAÇÃO:
Sim

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Horário de Funcionamento: 07:00 às 13:00

DATA:
12/07/2017

MOVIMENTO:
Certidão

DESCRIÇÃO:
CERTIFICO QUE EXPEDI CARTAS DE CITAÇÃO.

LOCALIZAÇÃO:
Secretaria

PUBLICAÇÃO:
Não

p. 26
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Horário de Funcionamento: 07:00 às 13:00

DATA:
13/07/2017

MOVIMENTO:
Expedição de Documento

DESCRIÇÃO:
Mandado de nº: 201740504691 do tipo Citação Reclamação do JEC Audiência de Conciliação[MD00920]
protocolado nesta data.

LOCALIZAÇÃO:
Secretaria

PUBLICAÇÃO:
Não

p. 27
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
5º Juizado Especial Civel de Aracaju
Av. Paulo Henrique Machado Pimentel, Nº 170 - (DIA)
Bairro - Inácio Barbosa Cidade - Aracaju
201740504691
Cep - 49040-740 Telefone - (79)3234-5549

PROCESSO: 201740502718 (Eletrônico)


NÚMERO ÚNICO: 0012325-83.2017.8.25.0084
NATUREZA: Procedimento do Juizado Especial Cível
Autor: MARIA RITA MORA DALBOSCO
Réu: BANCO ITAUCARD S/A

CARTA DE CITAÇÃO

Prezado(a) Senhor(a),

Através da presente, fica Vossa Senhoria CITADO(A), por todo o conteúdo da petição inicial/termo
de reclamação, de cópia em anexo parte integrante desta, para comparecer a Audiência de Conciliação,
ficando de logo advertido(a) de que em não havendo acordo, de imediato, poderá ser realizada audiência de
Instrução e Julgamento (art. 27, da Lei 9.099/95), onde deverá apresentar defesa oral ou escrita e todas as
provas que tiver, inclusive testemunhas, no máximo de 03 (três), independente de nova intimação.

Data e hora da audiência: 31/07/2017 às 11:00, Local do comparecimento: 5º JUIZADO


ESPECIAL CÍVEL, NO ENDEREÇO ACIMA IDENTIFICADO.

Observação: Sendo induvidoso o interesse público na justa e rápida resolução dos conflitos, as
partes devem comparecer à audiência de conciliação com espírito aberto ao diálogo e, na medida do possível,
com uma proposta de acordo. (art. 17, I da Resolução 13/2015).

ADVERTÊNCIAS:

1º) Deverá comparecer acompanhado(a) de advogado, se o valor da causa for superior a 20 (vinte)
salários mínimos e que, não comparecendo a qualquer uma das audiências, reputar-se-ão verdadeiras as
alegações da parte autora, dando-se de logo o julgamento do pedido.

2º) Em se tratando de relação de consumo, poderá ser invertido o ônus da prova.

3º) Após o trânsito em julgado da sentença, as partes disporão de 180 (cento e oitenta) dias para
retirarem dos autos documentos originais, findo o qual o processo será eliminado.

Atenciosamente,

Ilmº (a) Sr(a)


Nome : BANCO ITAUCARD S/A
Residência : ALAMEDA PEDRO CALIL, 43
Bairro : VILA DAS ACACIAS
Cep : 08557105
Cidade : POA
[TM920,MD1805]

Documento assinado eletronicamente por Patricia Maynard Montalvao, Escrivão(ã)/Chefe


de Secretaria/Subsecretário/Secretário, em 13/07/2017, às 11:06, conforme art. 1º, III, "b",
da Lei 11.419/2006.

p. 28
A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico
www.tjse.jus.br/portal/servicos/judiciais/autenticacao-de-documentos, mediante preenchimento
do número de consulta pública 2017000936651-07.

p. 29
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Rua Henrique Machado Pimentel, Bairro DIA, Aracaju/SE, CEP 49040740
Horário de Funcionamento: 07:00 às 13:00

DATA:
13/07/2017

MOVIMENTO:
Expedição de Documento

DESCRIÇÃO:
Mandado de nº: 201740504692 do tipo Citação Reclamação do JEC Audiência de Conciliação[MD00920]
protocolado nesta data.

LOCALIZAÇÃO:
Secretaria

PUBLICAÇÃO:
Não

p. 30
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SERGIPE
5º Juizado Especial Civel de Aracaju
Av. Paulo Henrique Machado Pimentel, Nº 170 - (DIA)
Bairro - Inácio Barbosa Cidade - Aracaju
201740504692
Cep - 49040-740 Telefone - (79)3234-5549

PROCESSO: 201740502718 (Eletrônico)


NÚMERO ÚNICO: 0012325-83.2017.8.25.0084
NATUREZA: Procedimento do Juizado Especial Cível
Autor: MARIA RITA MORA DALBOSCO
Réu: BANCO ITAUCARD S/A

CARTA DE CITAÇÃO

Prezado(a) Senhor(a),

Através da presente, fica Vossa Senhoria CITADO(A), por todo o conteúdo da petição inicial/termo
de reclamação, de cópia em anexo parte integrante desta, para comparecer a Audiência de Conciliação,
ficando de logo advertido(a) de que em não havendo acordo, de imediato, poderá ser realizada audiência de
Instrução e Julgamento (art. 27, da Lei 9.099/95), onde deverá apresentar defesa oral ou escrita e todas as
provas que tiver, inclusive testemunhas, no máximo de 03 (três), independente de nova intimação.

Data e hora da audiência: 31/07/2017 às 11:00, Local do comparecimento: 5º JUIZADO


ESPECIAL CÍVEL, NO ENDEREÇO ACIMA IDENTIFICADO.

Observação: Sendo induvidoso o interesse público na justa e rápida resolução dos conflitos, as
partes devem comparecer à audiência de conciliação com espírito aberto ao diálogo e, na medida do possível,
com uma proposta de acordo. (art. 17, I da Resolução 13/2015).

ADVERTÊNCIAS:

1º) Deverá comparecer acompanhado(a) de advogado, se o valor da causa for superior a 20 (vinte)
salários mínimos e que, não comparecendo a qualquer uma das audiências, reputar-se-ão verdadeiras as
alegações da parte autora, dando-se de logo o julgamento do pedido.

2º) Em se tratando de relação de consumo, poderá ser invertido o ônus da prova.

3º) Após o trânsito em julgado da sentença, as partes disporão de 180 (cento e oitenta) dias para
retirarem dos autos documentos originais, findo o qual o processo será eliminado.

Atenciosamente,

Ilmº (a) Sr(a)


Nome : VISA ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO
Residência : Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1830 TORRE I, 9º ANDAR - ITAIM BIBI
Bairro : Vila Nova Conceição
Cep : 04543000
Cidade : São Paulo
[TM920,MD1805]

Documento assinado eletronicamente por Patricia Maynard Montalvao, Escrivão(ã)/Chefe


de Secretaria/Subsecretário/Secretário, em 13/07/2017, às 11:06, conforme art. 1º, III, "b",
da Lei 11.419/2006.

p. 31
A conferência da autenticidade do documento está disponível no endereço eletrônico
www.tjse.jus.br/portal/servicos/judiciais/autenticacao-de-documentos, mediante preenchimento
do número de consulta pública 2017000936652-26.

p. 32